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Qual é o principal fator de sucesso de uma startup?

Por Fernando Godoy, autor do livro Startup Village

Quando temos uma ideia ou nos juntamos a amigos ou outros empreendedores para iniciar uma startup, começa um potencial incrível de possibilidades e oportunidades. Pelo menos é isso que uma startup se propõe a fazer. Criar algo inovador, melhorar algum processo, impactar milhares de pessoas e por aí vai.

Mas, afinal, por que muitas startups falham nessa missão? E por que algumas têm sucesso? Quais seriam os fatores decisivos para o sucesso ou o fracasso?

Pensei, estudei, pesquisei, vi uma série de depoimentos de donos de startups bem-sucedidas e também de muitas que falharam, e observei atentamente todos os elementos mencionados. A partir daí, surgiu uma lista de fatores importantes para o sucesso ou o fracasso de uma startup.

Quer saber quais são esses fatores? Então veja o que, na prática, determina o sucesso de uma startup!

A “ideia” do negócio (o marco zero)

Geralmente, toda startup surge a partir de uma ideia iluminada. Tudo sempre nasce da percepção do empreendedor que tem:

– Um “estalo” (insight);

– Um grande questionamento sobre algum serviço no qual ele foi mal atendido;

– A percepção da ausência de um determinado serviço ou produto no mercado;

– Enfim, quanto maior e mais inovadora for a ideia, mais garantia de sucesso ela tem, certo? Negativo.

Equipe capacitada e sócios experientes

E se acrescentássemos a uma grande ideia uma ótima equipe, com alta capacidade de execução, conhecimentos completares e poder de adaptação frente ao mercado?

Agora que eu tenho ideia + time, vou ter sucesso, O.K? Ainda não. Mas e se o meu sócio é o melhor vendedor que eu conheço? Ele tem experiência de vários anos nessa área e batia meta todo mês na antiga empresa onde trabalhava. Inclusive, ele até já ganhou vários prêmios. Então não falta mais nada, não é?

Bom, ter uma ótima equipe comercial é fundamental e basicamente responsável pela existência de uma empresa. Sem vendas, não há negócio que pare de pé, certo? Mas ainda vamos analisar outros fatores. Digamos que a equipe comercial também faz parte do fator time. Então vamos acrescentar o modelo de negócios.

Modelo de negócios e investimento

Modelo de negócios: como vou ganhar dinheiro com essa startup? Já está tudo planejado. Sei exatamente coisas como:

– O formato a ser utilizado;

– Para quem (como e por quanto) vou vender;

– O formato de entrega;

– Margens.

Passei um bom tempo fazendo a lição de casa. O meu modelo de negócios foi analisado por vários especialistas e não tem como dar errado (escuto muito isso). Poxa, agora vai: grande ideia + ótimo time + modelo de negócios infalível. Não, isso ainda não é o suficiente.

Ah, estava faltando algo muito importante: investimento, dinheiro, cash, grana, funding, gasolina. Qualquer um desses nomes será entendido por quem é empreendedor. Com dinheiro tudo dá certo. Agora sim a fórmula se completou: ideia + ótima equipe + modelo de negócios power + muito dinheiro = sucesso. Ainda vou ter que discordar. Está faltando um importante elemento nessa equação: timing do negócio.

O “timing do negócio” talvez seja o fator decisivo para o sucesso

Lancei muito cedo e não tinha cliente (ou tive que gastar um tempão educando o mercado, explicando para que servia o meu produto/serviço).

Cheguei atrasado… Perdi o timing do negócio. Já havia grandes concorrentes instalados e consolidados. Então ficou complicado conquistar meu espaço ali. Ou, entrei no momento exato. Nem tão cedo, nem tão tarde.Obviamente, todos os outros elementos são importantes. Todavia, acredito que o timing correto corresponde a 50% de chance da sua startup ter sucesso.

Um exemplo próprio de timing errado

Em 2000, eu lancei o primeiro portal B2B do Agronegócio, chamava-se i4sugar.

A ideia era criar um B2B de fornecedores e compradores. Principalmente para o setor sucroalcooleiro, na parte de usinas, que comprava muita coisa, desde parafusos até foguetes. Desenvolvemos toda a tecnologia, tínhamos dinheiro, uma boa equipe, fizemos marketing, divulgação, enfim, o projeto tinha tudo para dar certo. Inclusive, fizemos o lançamento em uma grande feira no interior de São Paulo. Porém, quando chegamos aos nossos possíveis clientes, a maioria deles sequer tinha computador. E os que tinham, utilizavam internet via modem. Ou seja, a conexão era péssima.

Eu tinha vindo para o Brasil com uma mentalidade mais ampla, já que havia morado nos EUA até 1999. Lá, a banda larga já funcionava bem. Mas, no Brasil, o modem discado era o que existia de mais acessível. Mesmo assim, devido ao entusiasmo e pelo fato de ter sócios que conheciam bem o setor, achei que a ideia daria certo. Fato é que, na verdade, cheguei com a ideia muito cedo, no timing do negócio errado. Com isso, o projeto se tornou inviável e desistimos dele cerca de 6 meses depois.

Naquele mesmo ano, tive que me segurar para não cair no mesmo erro: lançar uma plataforma de ensino à distância. Contudo, nem todos os setores enfrentavam problemas. Por isso, tive que focar primeiro em qual mercado estava com melhores condições de infraestrutura. Então, encontrei a indústria farmacêutica como porta de entrada. Depois, aí sim, lançamos uma das primeiras plataformas de ensino à distância do Brasil e tivemos muito sucesso. Era tudo uma questão de timing exato.

Casos de grande sucesso graças ao timing certo

A expansão da banda larga foi o fator determinante para o sucesso de inúmeros novos negócios. O YouTube foi um deles.

AirBnB e Uber surgiram em um momento perfeito dos EUA: a chegada da recessão. As pessoas buscavam renda extra, alugando parte do seu imóvel ou dirigindo seu próprio carro. Repito, todos os fatores mencionados são importantes – cada um pode ter um grau maior o menor, dependendo do negócio. Porém, ressalto novamente a importância do timing. E chego até a dizer que, para o sucesso de uma startup, o que é menos importante é o funding/dinheiro.

É óbvio que, em algum momento, toda empresa precisa de investimento. Mas, no início, para atingir um grau de sucesso suficiente, nem sempre esse será o fator fundamental. Portanto, se você está pretendendo iniciar uma startup ou já lançou e está tendo dificuldades, analise se todos os fatores estão sendo cobertos de forma correta, tendo cada um o seu critério.

Conclusão

Muitas empresas com uma ideia, digamos, boa (e não incrível), tiveram sucesso graças ao fato de estarem no timing correto. Com o tempo, foram ganhando mais dinheiro e aperfeiçoando o seu produto ou serviço. Desse modo, mais importante do que ter uma ideia genial é fazer uma opção menos grandiosa, mas com o timing perfeito e que ainda não tenha concorrentes (cuidado para não lançar muito cedo).

O importante é se assegurar de que existe uma demanda reprimida. A partir daí, cabe a você dar o peso ideal para a sua ideia, equipe, modelo de negócios, recursos financeiros e timing.

Embracon promove Hackathon para estimular a educação financeira em meios digitais

A Embracon, empresa especializada em consórcio, promoverá nos dias 1 e 2 de junho, na sede da administradora, a primeira edição do Hackathon Embracon. O evento tem como objetivo reunir desenvolvedores e profissionais que atuam em startups e fintechs para uma competição entre times multidisciplinares. Eles terão o desafio de construir soluções tecnológicas de alto valor, com foco em melhoria dos serviços de consórcio, em um curto espaço de tempo.

O tema do primeiro desafio será: “Como prover educação/consultoria financeira através de meios digitais”. Os participantes terão que criar soluções inovadoras utilizando a tecnologia como motor para fomentar a educação financeira relacionada à Consórcios em diferentes canais (internet, aplicativos, vídeos, mensagens instantâneas, redes sociais, bots, realidade aumentada, podcasts, etc).

Serão 30 horas ininterruptas de desenvolvimento e, ao final, cada grupo fará um pitch (venda da solução) para uma banca avaliadora. A proposta que conquistar o primeiro lugar receberá um prêmio de 5 mil reais.

“O Hackaton é uma ótima oportunidade de ampliar a visão transformadora dentro da organização, pois estamos estimulando a criatividade, a discussão de novas ideias e todos os lados saem ganhando”, destaca Vanessa Dutra, gerente de Inovação da Embracon. “O desenvolvimento de novas soluções nos transforma em uma empresa mais ágil e preparada para lidar com os desafios da busca por resultados”.

As inscrições estão abertas e podem ser realizadas de forma gratuita até o dia 28 de maio. Os interessados devem se cadastrar pelo site: www.sympla.com.br/hackathondaembracon

PREMIAÇÃO

1º Lugar – R$ 5 mil.

2º Lugar – R$ 3 mil.

3º Lugar – Curso de NeuroUX da Khanum Consultoria.

Arnaldo Bertolaccini é diretor de Experiência do Cliente no iFood

Com crescimento de três dígitos ao ano, há oito anos, o iFood, unicórnio brasileiro, segue expandindo o negócio e contratando. Arnaldo Bertolaccini chega à empresa para estruturar a área responsável pela Experiência do Cliente que vai muito além do consumidor final.

“O iFood é a única empresa que desenvolve o ecossistema de food delivery como um todo. O intuito é gerar uma experiência melhor para os consumidores, para os restaurantes, para os entregadores e para os distribuidores de embalagens e insumos. Cada vez mais as os clientes esperam ter uma resposta mais ágil e mais pessoal. Estamos investindo na contratação de time, além de ferramentas e tecnologia para solucionar da melhor forma e entregar uma experiência além da expectativa”, conta.

Arnaldo é administrador de empresas com formação em Gestão de Relacionamento com o Cliente pela FGV, Qualidade de Serviço no Instituto Disney e Programa de Desenvolvimento pelo IESE Universidade de Navarra. Sua trajetória conta com ampla experiência na área em empresas como Mercado Livre, Walmart, Groupalia, Fnac e Banco Real.

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Estudo global da IBM aponta que 77% das organizações não têm um plano de resposta a incidentes de segurança cibernética

A IBM (NYSE: IBM) anunciou hoje os resultados de um estudo global que explora a prontidão das organizações quando se trata de resistir e se recuperar de um ataque cibernético. O estudo, conduzido pelo Instituto Ponemon e encomendado pela área de Segurança da IBM, descobriu que a grande maioria das organizações pesquisadas ainda está despreparada para responder adequadamente aos incidentes de segurança cibernética, com 77% dos entrevistados indicando que não possuem um plano de resposta a incidentes de segurança cibernética aplicado consistentemente em toda a empresa.

Enquanto estudos mostram que empresas que respondem de maneira rápida e eficiente para conter um ataque cibernético em 30 dias economizam mais de US$ 1 milhão no custo total de uma violação de dados [1], déficits no planejamento adequado de resposta a incidentes de segurança permaneceram consistentes nos últimos quatro anos do estudo. Considerando as organizações pesquisadas que têm um plano em funcionamento, mais da metade (54%) não realiza testes regularmente, o que pode deixá-las menos preparadas para gerenciar com eficácia os processos complexos e a coordenação que devem ocorrer após um ataque.

A dificuldade que as equipes de segurança enfrentam na implementação de um plano de resposta a incidentes também afetou a conformidade das empresas com o GDPR, Regulamento Geral de Proteção de Dados. Quase metade dos entrevistados (46%) diz que suas organizações ainda não realizaram o cumprimento integral do GDPR, mesmo após aproximadamente um ano da aprovação da legislação.

“Não ter um plano em vigor é algo muito arriscado ao responder a um incidente de segurança cibernética. Esses planos precisam ser submetidos a testes regularmente e do suporte total do conselho administrativo para investir nas pessoas, processos e tecnologias necessárias para sustentar esse programa”, disse João Rocha, líder de Segurança da IBM Brasil. “Quando o planejamento adequado é combinado com investimentos em automação, observamos que empresas conseguem economizar milhões de dólares durante uma falha de segurança.”

Outros resultados do estudo incluem:

– Automação ainda está no início – menos de um quarto dos entrevistados afirmou que sua organização usa significativamente tecnologias de automação, como gerenciamento e autenticação de identidades, plataformas de resposta a incidentes, e ferramentas de gerenciamento de eventos e informações de segurança (SIEM) em seu processo de resposta.

– Falta de profissionais na área – apenas 30% dos entrevistados relataram que sua equipe de segurança é suficiente para alcançar um alto nível de resiliência cibernética.

– Privacidade e Segurança combinadas – 62% dos entrevistados indicaram que o alinhamento das funções de privacidade e segurança é essencial ou muito importante para alcançar a resiliência em suas organizações.

Automação ainda está no início

Pela primeira vez, o estudo deste ano mediu o impacto da automação na resiliência cibernética. No contexto desta pesquisa, a automação refere-se à ativação de tecnologias de segurança que aumentam ou substituem a intervenção humana na identificação e contenção de ataques ou violações. Essas tecnologias dependem de inteligência artificial, machine learning, analytics e orquestração.

Quando perguntados se sua organização utiliza a automação, apenas 23% dos entrevistados disseram que eram usuários significativos, enquanto 77% relataram que só usam a automação de forma moderada, insignificante ou não utilizam. Organizações com o uso extensivo da automação avaliam sua capacidade de prevenir (69% vs. 53%), detectar (76% vs. 53%), responder (68% vs. 53%) e conter (74% vs. 49%) um ataque cibernético como superiores em comparação à amostra geral dos entrevistados.

De acordo com o estudo da IBM, Cost of a Data Breach de 2018, o uso da automação é uma oportunidade para fortalecer a resiliência, pois organizações que implementam este tipo de tecnologia economizam US$ 1,55 milhão no custo total de uma violação de dados, em contraste com as que não utilizam a automação e obtêm um custo total muito maior.

A falta de profissionais qualificados ainda impacta a ciber resiliência

O déficit de competências em cibersegurança aparenta estar prejudicando ainda mais a resiliência cibernética, já que as organizações relataram que a falta de profissionais afetou o gerenciamento adequado de recursos e necessidades. Os participantes da pesquisa afirmaram que não têm o número necessário de profissionais para manter e testar adequadamente seus planos de resposta a incidentes e que estão com 10 a 20 vagas abertas em equipes de segurança cibernética. De fato, apenas 30% dos entrevistados relataram que a equipe de segurança é suficiente para alcançar um alto nível de resiliência cibernética. Além disso, 75% dos entrevistados classificam sua dificuldade em contratar e reter pessoal especializado.

Adicionalmente, quase metade dos entrevistados (48%) admitiu que sua organização implementa muitas ferramentas de segurança distintas, aumentando a complexidade operacional e reduzindo a visibilidade na postura geral de segurança.

Privacidade como prioridade

As organizações estão finalmente reconhecendo que a colaboração entre privacidade e cibersegurança pode aprimorar seus resultados, com 62% indicando que o alinhamento entre estas equipes é essencial para alcançar a resiliência. A maioria dos entrevistados acredita que a função de privacidade está se tornando cada vez mais importante, especialmente com o surgimento de novas regulamentações, como a LGPD no Brasil, a GDPR na Europa e o California Consumer Privacy Act nos EUA, e priorizando a proteção de dados ao tomar decisões de compra de TI.

Quando perguntados sobre qual era o principal fator para justificar os gastos com cibersegurança, 56% dos entrevistados disseram perda ou roubo de informações. Isso é especialmente verdade, já que os consumidores estão exigindo que as empresas façam mais para proteger ativamente seus dados. De acordo com uma pesquisa recente da IBM, 78% dos entrevistados dizem que a capacidade de uma empresa manter seus dados privados é extremamente importante, e apenas 20% confiam completamente nas organizações com as quais eles interagem para manter a privacidade de seus dados.

Além disso, 73% dos entrevistados também relataram que têm um líder de privacidade (Chief Privacy Officer), comprovando que o tema se tornou prioridade nas organizações.

Sobre o estudo

Conduzido pelo Instituto Ponemon e encomendado pela IBM, “Cyber Resilient Organization 2019” é o quarto estudo anual de benchmark sobre resiliência cibernética, ou seja, a capacidade de uma organização de manter seu objetivo e integridade ao sofrer ataques cibernéticos. A pesquisa global traz insights de mais de 3.600 profissionais de segurança e TI de todo o mundo, incluindo Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Brasil, Austrália, Oriente Médio e Ásia-Pacífico.

Relatório completo

Para conferir o estudo na íntegra, acesse: “The 2019 Study on the Cyber Resilient Organization”.

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Três primeiros meses de 2019 animam brasileiros para mercado de trabalho, aponta Randstad

Os brasileiros estão otimistas em relação ao mercado de trabalho do País. O comportamento é apontado pela pesquisa Randstad WorkMonitor do primeiro trimestre do ano, desenvolvida pela Randstad, líder global de soluções de RH. De acordo com o relatório, o Índice de Mobilidade do Brasil, medida que analisa a confiança do profissional e probabilidade de mudança de emprego nos próximos seis meses, manteve a tendência de alta do último trimestre e apontou crescimento de 4 pontos entre janeiro e março deste ano, atingindo a marca 129.

Os dados reforçam a retomada de ânimo dos profissionais após queda marcante de 9 pontos no terceiro trimestre de 2018, reflexo do cenário político indefinido. Nos últimos seis meses, o índice subiu 12 posições. “Com a sustentação da retomada de confiança, a expectativa é que o crescimento se mantenha esse ano inteiro, principalmente se o cenário econômico e político projetado pelo mercado se confirmarem”, explica Toni Camargo, diretor de operações da Randstad. De acordo com o executivo, a reforma da previdência pode ser fator fundamental para o desempenho do Índice de Mobilidade. “Só veremos uma queda nessa confiança se a reforma não for aprovada ou se houver um claro desentendimento do governo com o congresso”, complementa.

Mudança de emprego em 2019

A pesquisa também aponta que 71% dos brasileiros não mudaram nem de cargo, nem de empresa nos últimos seis meses do ano, mostrando maior movimento em relação ao trimestre imediatamente anterior, quando a porcentagem desse dado marcou 75%. Entre os que optaram pela mudança, 18% mudaram de empresa mantendo o cargo, 7% foram promovidos dentro da empresa; e 4% mudaram de empresa e de cargo.

Quando o assunto é a procura por novas colocações, o relatório revela que 34% dos profissionais são talentos passivos – não estão procurando vagas ativamente, mas avaliariam boas propostas recebidas – enquanto 28% estão procurando ativamente e outros 38% não estão interessados na busca no momento.

Na era digital, liderar pelo exemplo ainda é o modelo mais efetivo de engajamento

Por João Lúcio de Azevedo Filho

Muito se fala das novas tecnologias digitais e de como elas vão impactar a sociedade e o mercado de trabalho. Aumento do uso da inteligência artificial, robotização para automatização de processos, chatbots que conversam com clientes como se fossem atendentes humanos, drones que entregam produtos diretamente em sua casa, o avanço tecnológico parece não ter limite. No livro What To Do When Machines Do Everything, lançado em janeiro de 2017 pelo Centro do Futuro do Trabalho da Cognizant, é possível destacar que, apesar dos avanços tecnológicos da 4.ª revolução industrial, o grande pivô de todas essas evoluções sempre será o ser humano. Grande parte do sucesso das empresas é e continuará sendo resultado do comportamento humano, reflexo dos perfis de liderança e de como as pessoas reagem às mudanças.

A hierarquia presente no modelo de gestão vertical perde cada vez mais espaço nas organizações mais modernas. No mundo digital, considerando a velocidade com que evolui, essa abordagem se mostra até obsoleta. Modelos colaborativos de gestão, com ambientes que permitem autonomia de decisão, mas com um objetivo claro e comum, fazem muito mais sentido. O manifesto “Ágil” publicado em 2001 já antecipava essa importante mudança cultural no que tangia ao desenvolvimento de software. Lá se pregava:

– Indivíduos e interações mais que processos e ferramentas

– Software em funcionamento mais que documentação abrangente

– Colaboração com o cliente mais que negociação de contratos

– Responder a mudanças mais que seguir um plano

O que talvez não se antecipava naquela época é que tecnologia e negócios um dia estariam tão amarrados que os modelos organizacionais das empresas também poderiam se beneficiar das abordagens “ágeis”.

Vejo claramente que perfis de liderança distintos influenciam diretamente no resultados dos negócios. Um líder de sucesso não é apenas um profissional com grande conhecimento técnico, mas aquele capaz de liderar pessoas, organizar projetos e, acima de tudo, inspirar seus colaboradores. O chefe não motiva e ainda não se entende com as novas gerações. O líder inspira confiança da geração X aos millenials.

Líderes conciliadores, colaborativos e que lideram pelo exemplo tendem a ser muito mais efetivos no longo prazo. Se você quer fazer com que uma equipe atinja algo, e as pessoas atuem de forma espontânea em direção a um objetivo comum, elas precisam estar tranquilas de que seguem alguém em quem confiam. Durante minha carreira, tive a oportunidade de trabalhar com gestores que atuavam de forma autoritária, e outros que agiam de forma conciliadora e ensinavam por meio das ações. Os únicos que me inspiraram, e dos quais lembro ainda hoje, foram os que lideravam pelo exemplo.

Conheci também profissionais brilhantes intelectualmente, mas que nunca despontaram como líderes ou gestores. Trabalhei com pessoas que eram dedicadas, responsáveis, com características pessoais marcantes, mas de alguma forma não tinham o apetite para o risco e se esquivavam de assumir novas responsabilidades ou áreas e atividades em que não tinham pleno conforto para trabalhar. São excelentes pessoas e profissionais, mas não tinham perfil para liderar naquele momento. Devo destacar que alguns líderes são natos, mas faz parte também de um movimento inteligente, que as empresas sejam capazes de identificar pessoas com perfil de liderança e as treinem para exercer esse papel.

Para atingir um cargo estratégico em qualquer grande corporação, é preciso sim entender do seu negócio, mas é preciso muito mais entender de pessoas e de liderança.

João Lúcio de Azevedo Filho, presidente da Cognizant no Brasil.

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Thomson Reuters apresenta plataforma em nuvem que facilita a gestão fiscal e tributária das empresas

O uso de tecnologias inovadoras e disruptivas pelo mercado corporativo no Brasil já é uma realidade. Em alguns segmentos, como o Fiscal & Tributário, é até mesmo uma necessidade para se manter competitivo e em conformidade legal. Afinal de contas, o Brasil vive um cenário de constantes alterações na legislação tributária, com uma média de 45 alterações por dia útil, desde 1988. Além disso, a Receita Federal ampliou em 68,5% o recolhimento de impostos desde adotou o envio digitalizado das obrigações fiscais por parte das empresas, em 2016.

As principais inovações que atendem a busca por mais inteligência, eficiência, redução de custos e compliance são a Computação em Nuvem, Análise de Dados e Inteligência Artificial. A mais recente iniciativa nesse sentido no mercado brasileiro é o lançamento da plataforma ONESOURCE TAX ONE da Thomson Reuters, multinacional de soluções em tecnologia para os segmentos Fiscal, Tributário, Jurídico, Contábil e de Comércio Exterior. A ferramenta traz os benefícios da computação em nuvem para todas as suas soluções voltadas para gestão fiscal e tributária das empresas, integradas em um único produto. Ou seja, agora é possível acessar a ferramenta de qualquer navegador ou dispositivo móvel com acesso à internet, na hora e no local em que for necessário.

“O futuro das empresas dependerá muito da sua capacidade para tomar decisões sobre compliance com agilidade e precisão, em escolher os melhores parceiros para manter uma alta performance no mercado e inovar a maneira como trabalham com a ajuda da tecnologia. Essa combinação está no cloud, que garante protocolos de segurança de dados muito superiores aos dos servidores internos, aumentam a eficiência em escala geométrica e garantem maior conformidade legal para as obrigações fiscais, um dos pontos mais delicados do dia a dia corporativo no Brasil e na América Latina”, afirma Santiago Ayerza, líder do Segmento Corporativo da Thomson Reuters na América Latina. De acordo com um levantamento da consultoria Gartner, em 2020, mais de 30% dos investimentos em novos softwares será exclusivamente para soluções na Nuvem.

Iniciativa atende às necessidades do mercado

O levantamento ROAD TO THE FUTURE: desafios e oportunidades para a adoção de tecnologias nas empresas, feito em 2018 pela Thomson Reuters em parceria com a Live University, universidade especializada em Negócios, com mais de 300 profissionais brasileiros em posição de liderança mostrou que 80% dos respondentes não acreditam que será possível se manter competitivo sem acompanhar as tendências tecnológicas nos próximos três anos. Entre os objetivos principais das companhias estão a Mitigação de Riscos/Compliance (42%) e Aumento de Eficiência (27%).

“O lançamento é mais uma iniciativa que comprova o pioneirismo da Thomson Reuters em inovação para gestão fiscal e tributária, já que participamos de todos os recentes projetos do governo, como SPED e Nota Fiscal eletrônica desde sua etapa de concepção. Ao entender as necessidades do mercado, investimos no desenvolvimento de uma nova plataforma que combina os padrões globais de tecnologia e segurança da Thomson Reuters com o profundo conhecimento que temos do mercado local para dar mais um passo para alcançar o objetivo do escritório sem papel e proporcionar às corporações que operam no Brasil mais segurança de dados, menos riscos com o Fisco e inteligência na análise das informações”, agrega Marcos Bregantim, Diretor de Produtos para Corporações da Thomson Reuters no Brasil. “Além do acesso facilitado, a solução em cloud traz importantes diferenciais competitivos, como redução de custos com estrutura interna de TI e manutenção geral; padrões de segurança global nos servidores; atualizações de sistema mais rápidas; e modelo de negócio por meio de assinatura periódica, em vez da aquisição do sistema. Tudo isso resulta em uma redução no TCO (sigla em inglês para Custo Total de Compra)”, completa o executivo.

A ferramenta está adaptada aos principais ERPs do mercado e chega com design reformulado e mais amigável para navegação. As funcionalidades disponíveis permitem fazer desde a gestão de documentos eletrônicos, cumprimento com obrigações municipais, estaduais e federais, geração de relatórios e arquivos, análises, até o preenchimento e entrega do EFD-Reinf, ECF e e-Social. O armazenamento de dados é feito em um Data Center próprio, localizado na cidade de Campinas, interior de São Paulo. Isso garante otimização no desempenho, agilidade na manutenção e atualização, assim como total segurança sobre as informações colhidas. Mais informações no site www.thomsonreuters.com.br.

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Rio Grande do Sul ultrapassa Rio de Janeiro no ranking Brasil de startups

Seguindo a heterogeneidade do País, a distribuição de startups pelo Brasil segue algumas tendências, mas surpreende em outras. Quando fala-se de densidade de iniciativas, as principais capitais, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, lideram os rankings e destacam-se com a maior concentração de soluções inovadoras por oferecerem ambientes ideais para o desenvolvimento de negócios disruptivos.

Mas nem só as grandes capitais econômicas do país detêm esse poder de evolução e inovação. As regiões Sul e Nordeste têm crescido em número de startups, com estados figurando no ranking das Top 10 da Associação Brasileira de Startups (Abstartups), e no último ano, o estado do Rio Grande do Sul evoluiu em número de startups mapeadas, figurando hoje em 2º lugar no ranking de estados com mais startups do StartupBase, com 954 startups mapeadas, sendo a capital, Porto Alegre, a 3ª no ranking Brasil de cidades – com atuais 569 startups.

Para o diretor executivo da Abstartups, Rafael Ribeiro, nos últimos cinco anos, o ecossistema teve uma evolução notável. “O Rio Grande do Sul acompanhou esse crescimento, puxado pelo sucesso de grandes startups, eventos de impulsão do setor e de iniciativas do Governo, Sebrae e dos empreendedores que têm se mostrado factíveis a trabalhar em conjunto”, afirma. Porto Alegre abriga 13 parques tecnológicos, além de grandes empresas que se relacionam com as iniciativas empreendedoras de lá, como: Grupo Gardau, Sicredi, Getnet e Dell e o trabalho de aceleradoras como Ventuir, Wow e Grow +.

Todos esses agentes acabam sendo importantes no processo para estimular inovação com a cooperação entre iniciativa privada, poder público e as universidades. Entre os parques, destaques para o TecnoPuc e o Tecnosinos, que juntos reúnem mais de 200 empresas e são responsáveis pela geração de mais de 10 mil empregos. “O crescimento nos últimos quatro anos está atrelado a união de grandes empresas, que entenderam que, se darem força para o ecossistema local, o nível das startups pode subir, junto com a qualidade das startups, desde que tenham investimento e apoio”, finaliza o diretor executivo da Abstartups.

5 lições de Game of Thrones sobre liderança

A série norte-americana conquistou milhares de fãs no mundo todo ao longo dos oito anos e 70 episódios. A temporada final de Game of Thrones estreou ontem, revelando mistérios de anos que envolvem os personagens principais.

Além dos personagens que conquistaram corações e as batalhas épicas, a série também traz alguns ensinamentos – muitas vezes escondidos – que podem ser aplicados na vida real. O especialista em gestão e liderança, Renato Grinberg apresenta 5 lições sobre empreendedorismo e liderança da GoT. Confira!

Não tenha medo de expressar as próprias ideias

Apesar de pequeno e às vezes não ser levado a sério por muitos, exatamente como um empreendedor que está começando se sente, Tyrion Lannister fala alto e com convicção. A eloquência, sabedoria e convicção do personagem faz com que a maioria dos outros que brigam pelo trono de ferro esqueçam do tamanho dele. A dica é ter ideias convictas e conteúdos relevantes, assim o “tamanho” se tornará irrelevante para aqueles que te escutam.

Nunca diga que está no comando. Esteja no comando

“Qualquer homem que precisa dizer que é rei, não é o verdadeiro rei”. Essa frase foi dita por Twyin Lannister no último episódio da terceira temporada da série e diz muito sobre o perfil de um líder nato. Um verdadeiro líder não precisa dizer para as pessoas que ele está no comando. Em Game of Thrones, os Lannisters agem como verdadeiros comandantes e portanto são respeitados como comandantes. Aja como um empreendedor de sucesso e um verdadeiro líder para a equipe e as pessoas poderão enxergá-lo desta maneira.

Não tenha medo dos obstáculos

“O caos não é um abismo, o caos é uma escada”. Dita por Petyr Baelish, conhecido como Littlefinger, no sexto episódio da terceira temporada, essa frase é uma ótima lição para quem está começando a empreender. Um empreendedor somente desenvolve a “musculatura” necessária, ou seja, se torna resiliente o suficiente para levar sua empresa para outros níveis, quando ele passa por tempos difíceis. Os obstáculos no meio do caminho ajudam a desenvolver a criatividade e capacidade de adaptação.

Sempre pague as dívidas

“Um Lannister sempre paga suas dívidas”. Essa frase é repetida inúmeras vezes na série e reflete a importância de se ter credibilidade. No mundo dos negócios a capacidade de uma empresa conseguir financiamentos ou empréstimos pode literalmente representar a vida ou morte dessa empresa. Se um empreendedor contrai um empréstimo e paga no tempo correto, deixa uma porta aberta para sempre receber capital, principalmente em momentos difíceis e, invariavelmente, esses momentos aparecem mais cedo ou mais tarde.

Não se acomode com as conquistas

“O inverno está chegando” é com certeza a frase mais icônica da série e reflete a importância de lembrar que é preciso se preparar para os desafios do futuro. O sucesso que eventualmente é atingido não será o suficiente para proteger de um “inverno” que chega. Novas tecnologias, novos modelos de negócios, novas crises econômicas e políticas podem destruir o que foi construído se o empreendedor e líder não estiver alerta e preparado para eventos como esses. A dica é seguir o conselho de Ned Stark e se preparar para o inverno.

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T-Systems e SAP anunciam parceria para IoT

A T-Systems, provedora alemã com amplo portfólio digital de soluções e serviços de TI, acabam de anunciar a conexão de suas plataformas baseadas em nuvem para sensores e equipamentos integrados em rede. A parceria vai permitir aos clientes das duas empresas a integrar com facilidade dados IoT em seus sistemas SAP.

“Estamos tornando esse processo muito simples para nossos clientes: conectar sensores e ativa-los. Desta forma, a internet das coisas pode ser facilmente utilizada para automação de processos”, afirma o CEO da T-Systems, Adel Al-Saleh, lembrando que a solução já está disponível.

A integração foi feita inicialmente para o setor de logística. O módulo de telemática não apenas reconhece a posição do veículo, via GPS, mas também sua velocidade. Ele também fornece dados sobre choques e temperatura. E outros dispositivos estão a caminho, como um botão para pedidos ou um módulo que vai coletar dados em máquinas. A previsão é que no futuro exista uma etiqueta digital para uso em logística.

Na prática, componentes como estes coletam dados e os transmitem, encriptados, para a plataforma de IoT da T-Systems. Com a integração das plataformas, estes dados serão agora automaticamente transferidos para o SAP Leonardo IoT, solução de Internet das Coisas da SAP. Isso vai permitir aos clientes melhorar seus processos com o uso de sistemas SAP, como o SAP S/4HANA.

Atualmente, IoT é um componente importante da estratégia da T-Systems, com foco nos setores de manufatura e logística. Até 2020, a expectativa é que exista cerca de 30 bilhões de sensores em todo o mundo e que cerca de 40% dos dados gerados por eles terão origem em máquinas e veículos.

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Nestlé lança Acelerador de P&D para impulsionar inovação e velocidade de comercialização

A Nestlé anuncia a criação do seu Acelerador de Pesquisa & Desenvolvimento (P&D), com sede em Lausanne, Suíça. O acelerador reúne cientistas, estudantes e start-ups para desenvolver ciência e tecnologia, e assim acelerar o desenvolvimento de produtos e sistemas inovadores. O acelerador faz parte da rede global de P&D da Nestlé e está localizado na Nestlé Research, a unidade de pesquisa da empresa, que emprega cerca de 800 pessoas em Lausanne. Encontra-se no centro de um ecossistema de inovação único, com alta densidade de conhecimentos especializados em alimentação e nutrição. Este ecossistema inclui várias unidades da organização de P&D da Nestlé, instituições acadêmicas líderes, como os Institutos Federais de Tecnologia da Suíça em Lausanne (EPFL) e Zurique (ETHZ) e a Swiss Hospitality Management School de Lausanne (EHL), bem como uma ampla gama de parceiros, fornecedores e startups de inovação.

Equipes internas, externas ou mistas serão elegíveis para usar os hot desks dedicados no acelerador durante um período determinado. Essas equipes terão acesso à experiência e infraestrutura de P&D da Nestlé, incluindo laboratórios, cozinhas, equipamentos para ensaios em escala e plantas-piloto compartilhados. As primeiras equipes já foram selecionadas e o acelerador estará em operação até o final de 2019.

“Tomamos uma série de medidas para acelerar a inovação, incluindo nossa capacidade de prototipagem e financiamento de projetos aceleradores. Com o Acelerador de P&D da Nestlé e sua proximidade com nossas equipes de P&D e nossos negócios, levaremos a inovação aberta a um novo patamar. A combinação de nossa expertise interna e profundo conhecimento acadêmico e industrial de nossos parceiros com a criatividade empreendedora externa resulta em uma abordagem única, que gerará uma energia altamente inovadora, acelerando a tradução de novas ideias e conceitos em protótipos e produtos tangíveis”, afirma o Chief Technology Officer (CTO) da Nestlé, Stefan Palzer.

A iniciativa da Nestlé conecta os talentos de instituições acadêmicas e o espírito empreendedor e disruptivo das startups em torno da expertise de um centro de pesquisa dedicado ao crescimento de uma grande empresa. A Nestlé possui a maior organização privada global de P&D em alimentos e nutrição, envolvendo cerca de 4.200 pessoas em 23 locais em todo o mundo. A Suíça continua sendo de importância central para a Nestlé, com cerca de 60% de seu orçamento global de P&D de 1,7 bilhões de francos suíços investido no país.

Aceleração no Brasil

A aceleração foi muito importante para mudança de cultura e inovação na Nestlé Brasil, que tem investido continuamente em processos e iniciativas voltadas para a transformação digital e melhorar a experiência de uso e compra dos consumidores por meio de diferentes canais.

Um dos casos de maior sucesso envolve o apoio da Nestlé ao Programa Scale-Up Endeavor Alimentos e Bebidas 2018, que acelerou 19 empresas iniciantes no mercado. Foi uma oportunidade para essas scales-ups de participarem de encontros coletivos, debates, eventos e orientações com grandes empresas, como a Nestlé, para potencializar seus negócios. Ao final do processo, as scale-ups registraram resultados importantes, como crescimento de 23% no número de funcionários em 2019 (em comparação com 2018) e um aumento de 124% no faturamento de 2018 (em relação a 2017). A previsão é que o faturamento delas em 2019 cresça ainda mais e seja ampliado em 93%.

Outra aposta da companhia foi o “Breaking the Walls”, realizado em parceria com a StartSe, empresa que conecta startups a grandes corporações abertas a contratar ou apoiar os seus serviços e produtos. O projeto, com duração de quatro meses, abriu a possibilidade para as startups escalarem seus negócios e, para as empresas, uma chance de eliminar barreiras internas de suas principais áreas e trazer soluções inovadoras para sua realidade.

A expectativa é que esse processo de transformação digital permita à companhia criar uma solução ainda mais eficaz e inteligente, com foco cada vez maior nos consumidores. Com isso, a empresa poderá direcionar e tornar seus produtos e serviços cada vez mais assertivos e personalizados para atender às necessidades das pessoas, com processos de criação cada vez mais ágeis e democráticos.

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Bayer oferece curso de inovação gratuito em parceria com a Universidade St. George de Londres

A Bayer está com inscrições abertas para o curso online e gratuito “Gerenciamento da Inovação: aprendendo a prototipar soluções de negócio”. A formação será dividida em três módulos, um por semana, e o primeiro já acontece no dia 22 de abril. Apoiados por especialistas da Bayer, os interessados terão acesso a metodologias para colocar em prática as suas ideias inovadoras – da idealização e experimentação até a implementação.

A iniciativa é direcionada a empreendedores, profissionais ou estudantes que buscam integrar a inovação à maneira como trabalham. As inscrições podem ser feitas no link https://bit.ly/2uMNauS. O curso foi desenvolvido em parceria com a Universidade St. George de Londres e será ministrado pelo time de inovação da Bayer: Dr. Tom Maes, líder de Inovação para produção e cadeia de suprimentos; Oliver Winkelmann, gerente de Inovação; Karolin Gebhardt e Lindsay Germain, coach de Inovação.

Durante três semanas, os participantes terão a oportunidade de aprender novas metodologias de inovação, aplicar e testar estas metodologias, trocar experiências e receber feedbacks de outros participantes e do time de inovação da Bayer. Tudo isso em um rico conteúdo com vídeos, discussões, tarefas e quizzes. Oportunidade imperdível para aprender com os especialistas de uma das empresas mais inovadoras do mundo.

Agenda:
Semana 1 (3 horas)
Como começar a inovação: Da ideia até a geração de valor
Semana 2 (3 horas)
Como comunicar: desenvolvendo protótipos e testando ideias
Semana 3 (3 horas)
Como gerenciar a inovação em situações de alta incerteza: usando a ferramenta de apoio naviProM

Para ter informações sobre o curso “Gerenciamento da Inovação: aprendendo a prototipar soluções de negócio”, acesse: https://career.bayer.com/boc/index.html

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Consequências e desafios da nova Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) para as empresas

Por Sergio Maia

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) altera significativamente as obrigações das empresas quanto ao manuseio e tratamento de informações pessoais de seus colaboradores, funcionários de empresas terceirizadas, clientes e fornecedores. E tem a finalidade de aumentar a proteção à privacidade dos indivíduos e o controle sobre seus próprios dados.

Hoje as empresas utilizam big data e analytics para extrair dados de clientes e assim oferecer produtos e serviços de forma mais assertiva, de acordo com gostos e preferências dos consumidores. Um dos principais dispositivos da lei referente a esse ponto é a obrigatoriedade da obtenção do consentimento expresso do titular do dado pessoal nas situações em que ocorrer seu tratamento, como no caso citado. A forma de obtenção desse consentimento pode variar, mas a anuência deve ocorrer.

Caberá à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) a responsabilidade de acompanhar e fiscalizar se as empresas estão cumprindo com a nova lei. Neste sentido, uma das ferramentas à disposição da Autoridade é um dispositivo que prevê a apresentação de um “Relatório de Impacto à Proteção de Dados Pessoais”, que poderá ser solicitado a qualquer momento pela ANPD e deverá conter, minimamente, a descrição dos processos de tratamento de informações pessoais, bem como medidas, salvaguardas e mecanismos de mitigação de risco. Essa é mais uma forma da ANPD ter visibilidade de como as empresas utilizam dados pessoais para fins de “big data e analytics”.

Assim, a nova lei impactará diretamente todos os setores produtivos da economia, que de alguma forma, faz uso ou mesmo simplesmente coleta dados pessoais, , afetando-os em menor ou maior grau. Empresas de serviços ao consumidor possivelmente terão mais trabalho na adequação à lei, por conta do alto nível de interação com estes e com a vasta cadeia de valor associada à prestação desses serviços. Mas como as empresas podem se adaptar à nova lei? O primeiro passo é sem dúvida um mapeamento criterioso das atividades de cada departamento interno da empresa no tocante à coleta e ao tratamento de dados pessoais. A partir daí a empresa terá uma lista de ações específicas para cada departamento de forma a atender aos requisitos da lei. Depois do mapeamento vem a implementação propriamente dita, que também traz suas complexidades e vai depender das características de cada departamento.

Em uma visão macro a promulgação da lei põe o Brasil no rol de mais de 100 países que poderiam ser considerados adequados para proteger a privacidade e o uso de dados. Essa é uma sinalização positiva e mostra a preocupação do governo em lidar de forma responsável na prevenção de eventos de vazamento de dados em massa noticiados na mídia internacional.

A LGPD terá entre seus principais desafios a missão de conscientizar a sociedade de que “dado pessoal” é um bem de valor que deve ser protegido, sob pena de trazer prejuízos ao indivíduo se for utilizado indevidamente e para fins diferentes do que foi consentido pelo titular, ou seja uma mudança de “mind set”.

Outro ponto é o tempo de adequação das empresas à lei, em princípio fixado para fevereiro/2020, o que é um prazo bem curto, considerando todos os ajustes que as empresas terão de fazer em seus sistemas internos e procedimentos.

A lei oferece múltiplos benefícios, e entre os beneficiários está o titular do dado pessoal, que é ponto focal da Lei. A LGPD traz especial relevância no que se refere à transparência para o uso de dados pessoais, à compatibilização do uso destes com as finalidades informadas e a respectiva responsabilização do agente que os coleta. De forma resumida, significa limitar o uso das informações ao mínimo necessário para que se possa atingir a finalidade pretendida, além de garantir a eliminação dos dados depois de atingida tal finalidade.

Caso a empresa descumpra a lei, ela sofrerá penalidades que incluem: (i) advertência, (ii) publicitação da infração e (iii) multa que pode chegar até 2% do faturamento bruto da empresa, limitada no total de R$ 50 milhões, por infração.

Sergio Maia, gerente de assuntos regulatórios da Hughes

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Por que as empresas devem fazer uma análise do impacto tributário a cada ano?

Por Beatriz Dainese

O Brasil possui a maior carga tributária da América Latina e uma das maiores do mundo, superando os países mais ricos. Segundo o IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação), o brasileiro gasta uma média de cinco meses por ano trabalhando só para pagar impostos; um mês apenas para o ICMS, um dos tributos mais complexos e complicados do Brasil. De 2005 a 2015, o Brasil arrecadou a cifra de R$ 13 trilhões, mas infelizmente não sentimos efetivamente o retorno desse valor em bons serviços públicos.

Como se não bastasse a altíssima carga tributária a qual estamos expostos, muitas empresas ainda deixam de avaliar se estão recolhendo os tributos da melhor forma possível. Não verificando a opção pelo melhor Regime Tributário a cada ano, acabam por recolher valores indevidos, sem possibilidade de recuperação futura. Uma análise do impacto tributário a cada ano é muito importante, pois a cada exercício fiscal o cenário empresarial muda e os tributos incidentes sobre as atividades são influenciados por essa mudança, ainda mais neste momento de recessão econômica que estamos enfrentando.

Em época de mercado competitivo e recessivo, de aumento da concorrência entre as empresas, o planejamento tributário assume um papel de extrema importância na estratégia e finanças das empresas, pois os encargos relativos a impostos, taxas e contribuições são, na maioria dos casos, mais representativos do que os custos de produção. Analisar os impactos tributários através do planejamento tributário é uma ferramenta de gestão que permite avaliar a carga tributária suportada e tomar medidas que possam reduzir esse impacto de forma clara e objetiva no âmbito Empresarial.

Apenas a título de conhecimento, no Brasil existem três opções para a escolha do Regime Tributário: Lucro Real, Lucro Presumido e Simples. A variação dos tributos entre esses regimes é muito grande, merecendo séria avaliação, sob pena de incorrer em tributação maior que a realmente devida durante todo o exercício fiscal, pois uma vez eleito o Regime Tributário (até abril de cada ano) essa opção valerá para todo o ano, não podendo ser mudada.

Apesar de já estarmos em abril, engana-se quem diz que não dá mais tempo de pensar no seu planejamento estratégico de 2019. Por exemplo, a opção pelo Lucro Real ou Presumido para o ano-exercício de 2019 deve ser feita até o dia 30 de abril, ou seja, ainda dá tempo. E para tornar as diferenças de cargas tributárias mais simples, basta analisar a economia gerada.

Após analisar toda a documentação de uma empresa cliente, era possível fazer uma comparação entre os regimes de tributação que estavam disponíveis para ela e verificar que, nos últimos anos, ela não fez a opção pelo melhor regime de tributação. Por melhor regime de tributação, entenda-se aquele que traz a possibilidade de recolher menos tributos para a sua atividade. Diante disso, era preciso fazer um estudo levando em conta faturamento, despesas da operação, volume de estoque, volume de prestação de serviço, patrimônio da empresa, projeção de faturamento para o próximo exercício, e verificar que o enquadramento no regime de tributação deveria ser modificado.

Assim, foi possível indicar e optar por um melhor regime de tributação. Essa mudança de regime de tributação fez com que a empresa reduzisse a sua carga tributária em quase 75%. Isso porque, deixou de recolher R$ 1.325.000,00 de tributos e recolheu apenas R$ 319.000,00. Por isso é essencial correr atrás do melhor planejamento tributário para sua empresa, e isso não deve ser deixado para depois.

Beatriz Dainese, especialista em Direito Tributário da Giugliani Advogados

Future-proof: um novo conceito da transformação digital

Por Bruno Beneduzzi diretor comercial do Mercado Eletrônico

Apesar de serem dois conceitos diferentes, a transformação e a maturidade digital andam em paralelo nas empresas e são complementares para impulsionar e aprimorar a performance dos colaboradores e da companhia. Com foco em incorporar a tecnologia como centro da estratégia, a Transformação Digital aproxima e integra as operações de trabalho e o capital humano em processos digitais (e vice-versa). O objetivo é obter mais economia, compliance, governança e colaboração dentro das empresas.

Hoje, já vemos a transformação também na sociedade, onde companhias com maturidade para lidar com as tecnologias e novas tendências tendem a se destacar e estão um passo à frente da concorrência. Essa maturidade traduz o nível de preparo da organização e sua capacidade estratégica. Isto também se aplica à força de trabalho, à cultura e aos recursos utilizados para atender às expectativas digitais dos clientes, funcionários e parceiros. Junto com essas mudanças, novos conceitos surgem para atender as diferentes demandas da sociedade e um deles é o Future-proof.

Future-proof aplicado aos negócios

Qualquer empresa que esteja vivenciando a Transformação Digital deve possuir uma solução que faça parte do core do negócio, pois ela possibilita que as companhias se preparem para o futuro. O Future-proof é um planejamento digital capaz de envolver a avaliação dos processos atuais, mas repensados com a aplicação de novas tecnologias. Sempre levando em conta o entendimento e o nível de interação dos colaboradores para utilizá-las.

É uma maneira de se precaver para o que está por vir. Não tem como prever quais tecnologias ou ferramentas inovadoras estão para surgir e impactar nosso trabalho, entretanto, saber como lidar quando elas aparecerem faz toda a diferença. Pensar a longo prazo é importante para preparar o terreno e saber aproveitar o melhor que as novas tecnologias têm a oferecer.

Uma equipe preparada e visionária

Ter foco na exploração dos mercados e estudar extensões de negócio pode ser um diferencial sobre a concorrência. Contudo, para que isso aconteça da melhor forma, é necessário criar times multidisciplinares. Diferentes perfis podem ajudar com ideias variadas e maior performance para a tomada de decisão. Profissionais visionários são capazes de estabelecer as condições necessárias para cultivar a cultura da experimentação e promover o pensamento futurista.

Saber identificar e deixar de lado ideias que não estão trazendo o retorno esperado também é muito importante. Os dados podem trazer parâmetros interessantes para situar o potencial de cada iniciativa e saber investir de maneira gradativa pode assegurar o negócio. À medida que as ideias forem dando certo, os valores podem aumentar.

Manter uma cultura de inovação é uma ótima alternativa para estimular o planejamento e moldar o olhar dos colaboradores para o futuro. Explorar e validar novas tecnologias, produtos, mercados e modelos de negócios ajuda a atingir a missão que a empresa tem a longo prazo. A ideia é que estas iniciativas aconteçam de forma integrada, pois a inovação não é algo direcionado apenas aos líderes ou a algum departamento específico: ela precisa ser vivenciada por toda a companhia.

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Telemedicina no Brasil e proteção de dados do paciente: estamos preparados para este passo?

Por Luciana Soldá

A discussão em torno das atualizações das normativas para a telemedicina é uma das novidades que impactaram o universo da saúde e que ainda muito se tem debatido. Muito se tem discutido sobre a eficiência deste recurso, mas o fato é que, assim como a tecnologia muito tem agregado em outras áreas de nossas vidas, mesmo na própria medicina, ela com certeza pode preencher lacunas que, dependendo apenas de atendimentos físicos, impactam a vida do paciente.

O principal valor da telemedicina não é substituir a interação presencial, mas preencher todo aquele intervalo de tempo entre as consultas e garantir que o paciente irá sempre retornar. A partir dela, podemos agilizar processos urgentes, encurtar distâncias, otimizar o tempo, além de conseguir atender regiões precárias e de pouco acesso à medicina avançada. Em um país com 210 milhões de habitantes e apenas 500 mil médicos, não há dinheiro que resolva a dificuldade de acesso à saúde.

Porém, há uma dúvida que precisa ser solucionada antes de qualquer outra: temos uma base sólida para atender remotamente os pacientes da melhor maneira possível?

Pensando em atendimento remoto, precisamos analisar principalmente a questão da proteção de dados do paciente. No último ano, entrou em vigor a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) para estabelecer regras sobre a privacidade de todos os cidadãos, além de ter reorganizado a maneira como empresas lidam com dados privados. Esse é o principal ponto de atenção. A partir do momento em que uma consulta é realizada remotamente, na casa de um médico ou qualquer outro lugar fora de um hospital ou clínica, como os dados do paciente seriam protegidos? Como garantir a transmissão segura de informações, sem que haja vazamento de dados ou até mesmo a perda deles?

Hoje, já existem empresas especializadas em telemedicina que possuem fortes programas de proteção de dados para um melhor atendimento ao paciente. A normativa estabelece que os dados e imagens dos pacientes devem trafegar na internet com infraestrutura que assegure guarda, manuseio, integridade, veracidade, confidencialidade, privacidade e garantia do sigilo profissional das informações. Esse é um dos principais pontos de atenção que precisam ser estudados antes de a telemedicina começar a funcionar de fato em nosso país.

A regularização da telemedicina tem tudo para ser um grande avanço para o nosso país – a medicina precisa ser escalável, precisa estar disponível para todos. A aplicação correta desta nova prática – com a segurança e a proteção de dados dos pacientes garantidas – é o que definirá o sucesso. Afinal, muitas complicações da saúde humana e mesmo de vidas podem estar diretamente relacionadas ao nível de exposição indevida de informações.

Luciana Soldá, Head da Proxismed, empresa referência em jornada de relacionamento em saúde por meio de produtos que compõem um Medical Call Center Omnichannel.

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Mercado de tecnologia está aquecido para 2019, aponta estudo

Mesmo com as interferências políticas e econômicas do Brasil nos últimos anos, o mercado da tecnologia não sofreu com fortes impactos negativos, já que as empresas perceberam que a área não era custo extra, mas estratégica para os negócios.

Essa é uma das indicações da Hays, líder mundial em recrutamento, em sua Análise de Tendências & Salários do Brasil 2019. Esta é a oitava edição do mais relevante estudo da consultoria sobre o mercado de trabalho no país, que reuniu a opinião de 2.600 profissionais e mais de 400 empresas de todos os portes e dos principais setores produtivos brasileiros.

Entre os cargos mais demandados, estão os ligados à Data Science, Data Analytics, Desenvolvedores e Engenheiros de Dados, sendo que os perfis que trabalham com Dados e Desenvolvimento foram os mais valorizados no último ano, pois são essenciais para a retomada no mercado e são os responsáveis pela administração de sistemas das companhias.

Para conseguir uma oportunidade na área, os profissionais devem dominar a formação técnica, além da capacidade de traduzir demandas específicas de uma área para o setor de tecnologia, responsável pelas solicitações. A busca por esses perfis ultrapassou um nicho de mercado, e levou companhias do mercado financeiro, seguros, indústria e varejo a também desejarem esses especialistas dentro de suas empresas.

Head de Digital Labs e Gerente de Digital Transformation são as carreiras em alta para 2019. Estas posições são importantes para o desenvolvimento das empresas. Por outro lado, o desafio à vista é recrutar os profissionais para ocupar esses lugares, já que o perfil é novo. Apostar em talentos internos e externos que não ocuparam essa função pode ser uma saída.

Em baixa, estão os cargos ligados à Infraestrutura, que perderam espaço com a tecnologia e exigem, cada vez mais, aumento em produtividade com menos recursos.

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Edge Computing para acelerar os negócios das empresas brasileiras

Por Henrique Cecci, chairman da Conferência Gartner Infraestrutura de TI, Operações & Estratégia de Cloud 2019

Em um mundo cada vez mais conectado e inteligente, encontrar maneiras de se obter respostas ágeis e precisas tem se tornado uma das principais demandas para o sucesso das empresas. Por esse motivo, as iniciativas de negócios digitais têm exigido novas soluções “em tempo real”, que permitam facilitar as ações locais de suas operações. Nesse cenário, Edge Computing surge com amplo destaque, atendendo diretamente as necessidades corporativas por alto poder de computação localizado.

Mas o que é, afinal, Edge Computing? Trata-se da aplicação de soluções que facilitam o processamento de dados diretamente na fonte de geração de dados. No contexto da Internet das Coisas (IoT), por exemplo, as fontes de geração de dados geralmente são “coisas” com sensores ou dispositivos incorporados. Edge Computing, nesse caso, serve como extensão descentralizada para a gestão dos dados gerados, possibilitando a análise local das informações coletadas, conferindo mais agilidade e eficiência à avaliação dos insights.

Com essas oportunidades, é esperado que Edge Computing cresça até mais rápido que as soluções em Nuvem, mudando as estratégias e definições da área de TI. A escalada desse tipo de oferta, aliás, deve ser bastante visível em pouco tempo. Segundo estudos do Gartner, a expectativa é que até 2025, 75% do total de dados criados pelas empresas serão gerenciados por sistemas de Edge Computing – atualmente, apenas 10% das informações são processadas ​​em Data Centers ou sistemas descentralizados.

Diante dessa realidade em ampla transformação é fundamental que os líderes de Infraestrutura e Operações de TI (I&O) procurem entender o mais rápido possível qual é o valor e quais são os riscos associados à adoção de soluções de Edge Computing aos seus negócios.

Afinal de contas, as atuais pesquisas de mercado indicam que as companhias que já embarcaram em uma jornada de negócios digital mais complexa estão rapidamente percebendo que, para atender aos requisitos de infraestrutura de negócios digitais, será necessário adotar uma abordagem mais descentralizada de processamento dos dados. À medida que o volume e a velocidade das informações aumentem, as companhias estão vendo que transmitir todas essas informações para um sistema em Nuvem ou Data Center também está se tornando mais difícil.

Nessas situações, há benefícios em descentralizar o poder de computação, aproximando-o do ponto em que os dados são gerados – em outras palavras, buscando Edge Computing. A implantação rápida de projetos de IoT para os mais diferentes tipos de negócios, consumidores e governo (como cidades inteligentes) está impulsionando o desenvolvimento dessas soluções e acelerando a exigência pelo processamento de ponta, na borda das redes.

Vale salientar que as soluções de Edge Computing podem assumir muitas formas e atender diversas questões. Essas soluções podem ser utilizadas para monitoramento de dispositivos móveis, como um veículo ou smartphone, por exemplo. Ou, ainda, podem ser aplicados em ambientes estáticos – como parte de uma solução de gerenciamento de edifícios, fábricas ou plataformas de petróleo offshore.

Os recursos das soluções de Edge Computing variam de acordo com o tipo de informação a ser gerenciada para a filtragem básica de eventos, indo do processamento de eventos complexos e ao processamento de dados em lote. Um exemplo de sistema de Edge Computing pode ser visto nos dispositivos de vestir (wearables). Esses aparelhos são capazes de analisar localmente informações como frequência cardíaca ou padrões de sono, sem a necessidade frequente de se conectar a um data center ou servidor em Nuvem para emitir suas recomendações. É essa capacidade, de agira rapidamente e com maior precisão, que norteará a adoção de Edge Computing.

Afinal, essas opções podem servir como clusters – ou micro Data Centers – preparados para gerar mais poder de computação local às organizações, acelerando ao processamento e a geração de valor a partir dos dados. Em um veículo, por exemplo, uma solução Edge pode agregar insights locais sobre sinais de trânsito, dispositivos GPS, outros carros, sensores de proximidade e assim por diante, melhorando a experiência dos usuários por processar essas informações localmente para a segurança ou para uma navegação mais ágil.

Mais complexos ainda são os servidores Edge que estão sendo utilizados atualmente nas redes de comunicação móvel de próxima geração (5G). É esperado que os servidores instalados em estações de base de celular 5G consigam hospedar aplicativos e armazenar conteúdo em cache para assinantes locais, sem precisar enviar tráfego por meio de uma rede de backbone congestionada. Em aplicações especialmente complexas, Edge Computing tem o potencial de diminuir o tempo e acelerar a inteligência dos dados.

Por outro lado, tal como acontece com todas as tecnologias em rápida evolução, a avaliação, a implementação e as soluções operacionais de Edge Computing também têm seus riscos – e eles vêm em muitas formas, sobretudo quando o assunto é segurança. Sendo assim, é importante que os líderes de I&O tenham consciência de que a utilização de soluções Edge acaba por aumentar exponencialmente a área de superfície para possíveis ataques.

Outra preocupação é que o custo de implantação e gerenciamento de um ambiente de Edge Computing pode facilmente exceder os benefícios financeiros do projeto. Além disso, os projetos podem se tornar vítimas de seu próprio sucesso – a escalabilidade pode se tornar uma questão séria à medida que novos endpoints de IoT proliferam, tornando a evolução das aplicações de processamento mais caras e complexas.

A computação de ponta tem um enorme potencial para permitir iniciativas digitais apoiadas por IoT, mas os líderes de infraestrutura e operações precisam agir com cuidado. As ofertas devem crescer nos próximos anos, com a expansão da Internet das Coisas e o surgimento de novas ferramentas para análise de dados. O caminho está sendo construído e o que resta para as empresas é entender os limites práticos para avançar ao máximo as suas fronteiras de computação digital.

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