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AbraHosting alerta mercado para forte elevação nos custos do setor

A AbraHosting, Associação Brasileira das Empresas de Infraestrutura de Hospedagem na Internet, está prevendo uma alta acentuada nos preços dos serviços dos provedores associados em função da nova política de preços global anunciada pela atual empresa controladora do software de gestão cPanel. Como ação preventiva, a entidade está incentivando seus associados a estudarem a situação, a fim de comunicar com antecedência à base de clientes, e a adotarem medidas técnicas para mitigar os efeitos da majoração.

Conforme recente correspondência encaminhada pela cPanel a todos os seus usuários, a forma de cobrança de licenças do painel de gerenciamento passará por forte alteração a partir do próximo dia 1º de setembro. Isto poderá acarretar altas médias de 60%, e até passando de 500% em casos de servidores com mais de 500 sites.

“Desde seu lançamento há 20 anos, a cPanel vinha cobrando uma taxa fixa de licença por servidor, sem levar em conta o número de sites nele instalados. Com a nova forma de cobrança, escalonada por número de sites (e não mais fixa), o valor da licença para um servidor com cinco sites poderá subir cerca de 25% em relação ao patamar hoje praticado. Já a licença cPanel para um servidor com 100 sites poderá subir cerca de 200%. E esse valor pode ser ainda maior em servidores acima de 100 sites”, afirma Luis Carlos dos Anjos, presidente da AbraHosting.

Provedores insatisfeitos

Em contato com a associação, prossegue Dos Anjos, diversos provedores manifestaram insatisfação com a forma brusca como a cPanel está agindo nessa elevação de preços e sem um maior prazo para preparação. A avaliação dos associados é a de que a atitude ‘pouco parceira’ da fabricante irá levar muitos clientes atuais a procurarem um caminho de migração para soluções alternativas.

Na avaliação de Roberto Bertó, diretor financeiro da entidade, no novo cenário comercial da cPanel, o provedor será obrigado a repassar os novos custos. Caso contrário, muitos contratos de clientes ficarão financeiramente inviáveis. “Como os formatos de serviços e a composição de pacotes varia muito em cada provedor, nós da AbraHosting não temos como estimar exatamente as dimensões da alta, mas é certeza que a correção da cPanel afetará centenas de provedores e milhares de clientes que utilizam a solução e que, muitas vezes, também prestam serviço de hospedagem”, assinala Bertó.

Breve histórico do problema

Lançado há 20 anos, o cPanel é uma ferramenta Linux mantida desde a origem por empreendedores independentes que rapidamente se impôs como uma interface padrão de fato para o gerenciamento de serviços hospedados. Seu único similar com expressão de mercado é o gerenciador Plesk, sendo que a soma de ambos supera 95% de market-share na categoria de pequenos e médios provedores.

Ocorre que, depois de absorver o controle acionário da Plesk, há cerca de dois anos, a empresa de investimentos Oakley Capital adquiriu também a cPanel no início do atual exercício, enquadrando os dois produtos nessa nova abordagem de preços, com escalonamento por número de sites.

Segundo Luis Carlos dos Anjos, essa consolidação radical encontra um mercado de hosting dramaticamente desprotegido, tanto no Brasil quanto no mundo. “Em vários países, os provedores de hospedagem ainda estão a estudar como vencer esta situação com o menor impacto possível para os clientes, mas as consequências, sem dúvida, serão sentidas por todos”, completa o executivo. Ele assinala que há várias opções de produtos alternativos disponíveis no mercado, mas nenhum com a maturidade requerida para a utilização em escala.

Entre as recomendações da AbraHosting, Dos Anjos destaca a necessidade dos clientes finais de varrerem os seus contratos com provedores, visando eliminar contas e serviços improdutivos, como domínios sem uso ou websites redundantes. “O que até recentemente não doía no orçamento dos clientes, agora passará a ser notado de forma nítida nas faturas”, alerta o presidente.

A AbraHosting vem acompanhando as discussões no plano internacional envolvendo o caso cPanel e suas implicações jurídicas e administrativas para os negócios do setor. Tal como nos demais países, a entidade e seus associados ainda estão em fase de avaliação de impactos em diferentes situações do negócio.

Startups com soluções voltadas à saúde podem apresentar seus projetos no Conahp

Com foco na qualidade do serviço prestado ao paciente, a Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) promove a segunda edição do projeto Startups Anahp. Serão selecionadas até 20 empresas que atendam aos critérios para que apresentem seu projeto prático presencialmente ou online. Após avaliação, as 10 melhores serão convidadas a participar do principal evento do setor hospitalar do Brasil, o Congresso Nacional de Hospitais Privados (CONAHP), que esse ano tem como tema “Saúde baseada na entrega de valor: o papel do hospital como integrador do sistema”.

As inscrições estão abertas e devem ser feitas até o dia 20 de agosto, pelo site do CONAHP, por empresas de até 20 funcionários e faturamento anual de até R$ 2 milhões, que trabalhem com tecnologias inovadoras aplicadas à saúde humana já disponíveis no mercado. O regulamento completo pode ser conferido aqui.

O evento contará com uma área de inovação exclusiva para que as startups possam expor suas ideias para os mais de 4 mil participantes, durante os dias 26, 27 e 28 de novembro.

Cronograma:

20/08 – Prazo final para envio dos projetos / inscrições
01/09 – Término da Avaliação dos Projetos
02/09 – Resultado das empresas selecionadas para apresentar o projeto prático (1ª etapa da seleção)
16/10 – Apresentação do projeto (presencial ou online) + Entrega do vídeo (conforme os requisitos descritos na área de inscrição)
23/10 – Definição das 10 Startups que participarão do CONAHP (seleção final)
24/10 – Anúncio das 10 Startups Selecionadas.
26, 27 e 28/11 – Exposição dos projetos no CONAHP

De cão-guia robótico a biodigestor: confira projetos escolhidos para residência hacker em SP

Cinco projetos de tecnologia focados em impacto social foram selecionados para a nova edição da residência hacker do Red Bull Basement. De julho a setembro, os novos residentes terão acesso um espaço maker com máquinas e ferramentas, além de mentoria com especialistas para o desenvolvimento de suas ideias.

Entre os selecionados, há projetos que usam a tecnologia para a solução de questões sociais, como meio ambiente e acessibilidade, um dos focos do projeto. Diego Renan, do interior de São Paulo, desenvolve um cão-guia robótico para auxiliar deficientes visuais a caminhar com segurança pelas cidades e foi um dos escolhidos para a imersão na residência deste ano. Julia Ries, outro exemplo, desenvolve uma composteira elétrica para residências de baixo custo a fim de dar novos usos ao lixo que produzimos em casa.

Essa á a quinta edição da residência do Red Bull Basement, que será finalizada com um festival, onde os residentes terão a oportunidade de mostrar o avanço de seus projetos para público e parceiros, proporcionando a ampliação de suas redes de contatos.

Conheça mais sobre cada um dos selecionados:

Cão-guia robótico | Diego Renan (Catanduva – SP) – Desenvolvimento de um cão-guia robótico para auxiliar deficientes visuais na locomoção em ambientes urbanos. Um sistema de baixo custo e que seja possível guiar um deficiente com cegueira total, ou parcial, até seu ponto de destino. Tudo isso deve ser feito via comando de voz, para que seja possível detectar o lugar de destino e planejar uma rota via GPS. O objetivo na residência é melhorar o robô/design de produto.

Compost.ela | Julia Ries (Rio de Janeiro – RJ) – Composteira residencial elétrica para resíduo orgânico. É feita de material reciclado e com sistema elétrico que otimiza o processo de compostagem. O objetivo na residência é desenvolver a parte mecânica da composteira e mantê-la com baixo custo.

ComuRede | Filipe Rimes (Niterói – RJ) – Dispositivo que avisa sobre o abastecimento de água. Um serviço de IoT que pretende solucionar ou mitigar o problema do abastecimento hídrico irregular e escasso em comunidades, especialmente de periferia. São sensores de baixo custo, conectados por meio de uma rede mesh comunitária – ligada a internet ou não – que informa moradores por SMS quando está caindo água e registra um histórico da disponibilidade do abastecimento. O objetivo durante a residência é focar no desenvolvimento de disparo de anúncios do dispositivo.

Organic Life | Cleiton Emboava e Juliana Silva (São Paulo – SP) – Biodigestor que utiliza resíduos orgânicos para produzir biogás, adubo e fertilizante, com a possibilidade de transformá-los em energia elétrica. Na residência, o objetivo é automatizar o ambiente de proliferação das bactérias.

Plantrix | Vitor Barão (São Paulo – SP) – Estufa automatizada que usa software e hardware livres para reaproximar as pessoas das plantas. Com os dados obtidos por sensores, lidos por um Arduíno, um RaspberryPI toma decisões modulando a ativação de atuadores de temperatura, umidade, luz, pH, concentração de nutrientes e CO2, ventilação, etc. O objetivo na residência é melhorar o funcionamento da estufa e definir melhor o produto/público.

19% dos CEOs investiriam em Transformação Digital por medo dos concorrentes, aponta pesquisa da E-Consulting

Nos últimos cinco meses, a consultoria E-Consulting entrevistou 203 CEOs das 1000 maiores empresas do País para saber como a Transformação Digital é aplicada em seus negócios, atualmente. A pesquisa revela que, mesmo cedendo às pressões mercadológicas em pequenos movimentos de inovação, a maioria dos líderes entrevistados acreditam que no Brasil a Transformação Digital (TD) ainda é incipiente na prática e atrelada a uma visão mais futurista nas companhias.

Segundo a pesquisa, apenas 19% dos CEOs entrevistados disseram que o papel da Transformação Digital é mostrar o futuro dos negócios nas organizações. O levantamento também aponta que 15% acreditam que o conceito será o caminho mais rápido para acessar novos mercados, além de atender e entender mais rápido os consumidores. Um grupo de 13% dos entrevistados disse que a função da Transformação Digital é o aumento de eficiência, agilidade e simplicidade nos processos. Já 10% acreditam ser uma resposta à pressão de clientes, consumidores e usuários, cada vez mais, empoderados e conectados. Porém, só 9% acham que é um acelerador à inovação.

Em relação aos fatores externos que levariam os líderes a investirem em Transformação Digital nas suas gestões, 19% afirma que a pressão de competitividade dos concorrentes tradicionais é o maior motivo. A globalização dos mercados e a amplificação dos padrões de escolha e consumo são os principais fatores impulsionadores para 13% dos entrevistados, enquanto 12% dizem investir no conceito por causa da popularização do tripé: revolução tecnológica, universalização de acesso e barateamento das tecnologias. A maior conectividade dos usuários, principalmente por meio dos smartphones, é um ponto de destaque para 11%. A ameaça de novos concorrentes com modelos de negócio mais ágeis e modernos, do tipo “xtechs”, animariam 10% dos entrevistados a injetar dinheiro em Transformação Digital.

Sob o ponto de vista interno, das razões que levariam os CEOS a investirem em Transformação Digital no dia a dia da operação, 13% deles disserem que o principal motivo é a combinação de aumento de eficiência, sinergia e produtividade com redução de custos aliados a novos modelos produtivos. Para 11%, investir em Transformação Digital é uma resposta interna à pressão do mercado e nada mais, enquanto 10% enxerga no conceito oportunidades para gerar novos modelos de negócios, de produtos e de serviços quando estes forem disponibilizados para o uso de suas equipes.

A pesquisa também constata que a maioria dos CEOs (52%) atribuem maior correlação entre Transformação Digital e inovação. Para eles, inovação não depende de Transformação Digital, mas é um grande facilitador para as empresas inovarem. Na contramão, 35% já acreditam que inovação só acontece quando há Transformação Digital na companhia. Já 14% dizem que Transformação Digital não tem nenhuma relação direta com inovação.

Para Daniel Domeneghetti, coordenador da pesquisa e CEO da E-Consulting, especialmente nos segmentos mais distantes do usuário final, os CEOs não são os principais impulsionadores da Transformação Digital de suas empresas. As raras exceções visionárias estão em companhias já nascidas com DNA digital, tanto em setores novos como nos tradicionais.

“Naqueles setores tradicionais em efetiva disrupção digital no seu core business e na lógica de sua cadeia, como financeiro, conectividade, educação e entretenimento, os CEOs deverão assumir o papel de protagonistas deste conceito nos próximos dois anos. Parte disso, está revelado nos altos índices de apostas e nos investimentos denotados na pesquisa”, explica Domeneghetti.

Empresa de celulares remanufaturados cresce mais de 500% em 1 ano

De acordo com um estudo da Fundação Dom Cabral (FDC) uma em cada quatro startups brasileiras morrem antes de completar um ano de vida. Já a Yesfurbe, plataforma brasileira de compra e venda de smartphones refabricados, foi contra essa maré, completando um ano de operação com crescimento de 526% na demanda de refabricação. Os números superam o crescimento do setor, que de acordo com a IDC (International Data Corporation) cresceu 162,5% em relação a 2018. A meta da empresa para 2019 é refabricar 20 mil aparelhos até o fim do ano.

“O modelo de trabalho da Yesfurbe já está consolidado, por isso o futuro é ainda mais crescimento e integração em diversas plataformas. Acredito que para o mercado como um todo, é uma ótima oportunidade de se diversificar e levar uma experiência única para o consumidor”, destaca Danilo Martins, sócio-diretor da empresa que recebeu um investimento inicial de R$ 3 milhões.

Modelo de negócio

A plataforma foi criada com o intuito de incentivar o consumo sustentável, além de oferecer uma solução mais acessível e prática para quem busca trocar de smartphone. A empresa também oferece uma alternativa para as pessoas que não sabem o que fazer com um aparelho antigo ou possuem dificuldades na revenda.

A empresa possibilita tanto a compra de aparelhos recondicionados como, também, a venda de aparelhos usados e troca por créditos para adquirir um modelo refabricado ou um novo. Esses processos podem ser realizados tanto pelo e-commerce da marca como, também, por meio de marketplaces e varejistas parceiros.

Um celular seminovo é um aparelho que passou por um processo de recondicionamento, em que suas características técnicas e estéticas voltam a ser semelhantes às de fábrica, com todos os potenciais e entrega de valor de um novo. Para isso, a Yesfurbe possui um centro próprio de reparos e segue diversos procedimentos para garantir a qualidade do smartphone antes de colocá-lo de volta à comercialização.

Após a chegada do item no centro de reparo, o primeiro passo é analisar todos os reparos que deverão ser feitos. São considerados fatores desde tela trincada até a troca da placa principal e atualização do software. “Em geral, os reparos mais comuns a serem feitos são a troca de bateria, placa principal e auto-falantes”, explica Danilo Martins, sócio-diretor da Yesfurbe.

Depois da análise e troca de peças necessárias, os aparelhos passam por testes de qualidade para que estejam 100% funcionais. Por fim, são higienizados, classificados entre excelente, muito bom e bom e embalados antes de estarem disponíveis no e-commerce.

TIVIT apoia o Movimento Hélice e o ecossistema de inovação no Rio Grande do Sul

A TIVIT, multinacional brasileira de soluções digitais, anuncia parceria com o Movimento Hélice, projeto que conecta empresas com startups. O objetivo principal da ação é criar conexões entre grandes companhias, de diversos mercados, e startups, com suas ofertas de soluções criativas, fomentando dessa forma, um ecossistema de inovação na Serra Gaúcha.

A TIVIT, como apoiadora, tem o papel de estimular a inovação local por meio de eventos, como o TIVIT Day, além de oferecer metodologias e uma rede de relacionamentos para as empresas locais. “O nosso objetivo é investir e contribuir com o ecossistema inovador da região, desenvolvendo a conexão entre as startups e a TIVIT, a fim de cocriar e fomentar uma comunidade empreendedora que cresce e evolui com os bons negócios e as oportunidades para todos os que estão envolvidos”, explica Wander Cunha, Diretor Executivo e Head de Digital Business da TIVIT.

A primeira fase do Movimento Hélice começou no segundo semestre de 2018, e foi idealizado pelas empresas mantenedoras do projeto: Marcopolo, Random, Florense e Soprano. Nessa primeira etapa, diversas empresas do estado puderam se aproximar de startups de todo Brasil, das quais foram escolhidos 15 projetos para apresentarem as suas soluções e 12 seguiram adiante com as Provas de Conceito (POCs).

Na segunda etapa, que começou no dia 12 de julho, a Metadados e a Universidade de Caxias do Sul (UCS) se juntaram às empresas mantenedoras, com o intuito de continuar conectando empresas da região com startups e fomentado projetos inovadores. Participam desta fase as empresas: Faculdade da Serra Gaúcha (FSG), Rede Sim, Sicredi, Sistema Saúde Integral (SSI), Thyssenkrupp e Unimed Nordeste RS.

“A TIVIT espera que o Movimento Hélice gere boas parcerias e sirva de inspiração para o desenvolvimento de novas startups. Afinal, uma ideia que parece simples, pode ser o começo de uma solução que vai impactar diretamente nos negócios e na sociedade. O nosso papel é ajudar a concretizar esses grandes projetos”, conclui Wander.

Compliance criminal: prevenir é a melhor solução

Por Daniela Polidoro Knippel e Edson Luz Knippel

O empresário, ao desenvolver sua atividade, muitas vezes se coloca em situações de risco que são por ele desconhecidas.

Minúcias da legislação tributária, aspectos previdenciários, cuidados ao participar de licitações, comunicações exigidas às autoridades fazendárias, necessidade de licenças ambientais, rotinas trabalhistas, dentre tantas outras hipóteses, podem criar ou elevar o risco de problemas relacionados a prática de infrações, inclusive no âmbito penal.

Na maioria dos casos somente a experiência empresarial não resolve. É necessário que providências de natureza técnica sejam tomadas para evitar a prática de infrações penais.

Desde 1990 houve uma inflação legislativa penal, responsável pela criação de normas penais que podem recair sobre a atividade empresarial. Sonegação fiscal, apropriação indébita previdenciária, fraude em licitações, crimes ambientais e lavagem de capitais são exemplos de delitos cuja incidência é passível de verificação nesse contexto.

Além disso, é de fácil constatação que os órgãos estatais de fiscalização e de apuração criminal atuam em conjunto, com o emprego de recursos e instrumentos cada vez mais eficazes. O simples cruzamento de dados e informações pode revelar a existência de um ilícito, cuja investigação poderá ser aprofundada no passo seguinte.

Fato é que na imensa maioria dos casos o acompanhamento técnico das rotinas das empresas poderia evitar a prática desses crimes.

É nessa perspectiva que se propõe o compliance criminal. O grande diferencial é atuar na prevenção, antes da prática de delito, evitando a sua ocorrência. Enquanto a atuação tradicional na esfera penal repousa sobre o fato já praticado, o compliance criminal possui o escopo de se antecipar a essa ocorrência.

Na medida em que uma situação de risco é detectada, o profissional alertará sobre o dano potencial daquela prática, e trará soluções, sem que haja prática de infração penal.

Sendo assim, a aplicação do compliance criminal repousa sobre um trinômio: prevenção, detecção e remediação.

A orientação técnica e efetiva pode fazer com que o empresário, bem como a própria empresa, deixe de passar por dissabores na justiça criminal. É certo que após a prática do delito o desgaste será muito maior, seja no âmbito da credibilidade e da reputação da firma, seja do ponto de vista econômico. E principalmente no que se refere a eventuais consequências penais, que podem variar desde a homologação de uma transação penal ou até mesmo chegar a uma condenação, com imposição de pena e perda da primariedade.

Ademais, a preocupação da empresa em seguir parâmetros éticos e legais lhe confere confiabilidade. A cultura da autorregulação é salutar e pode afastar uma série de complicações no futuro.

Daniela Polidoro Knippel, Advogada e Especialista em Direito Penal e Processual Penal

Edson Luz Knippel , Advogado. Doutor, Mestre e Graduado em Direito pela PUC/SP. Professor Universitário em São Paulo.

SulAmérica conquista Prêmio Whow! de Inovação na categoria Seguros e Planos de Saúde

Pelo segundo ano consecutivo, a SulAmérica, maior seguradora independente do País, foi premiada como a empresa mais inovadora do Brasil na categoria Seguros e Planos de Saúde pelo Prêmio Whow! de Inovação, promovido pelo Grupo Padrão e Revista Consumidor Moderno. A cerimônia de premiação foi realizada na noite desta terça-feira (23), na ARCA, em São Paulo.

Foram reconhecidas empresas de 37 segmentos que compõem o Ranking Whow! das 100 companhias mais inovadoras do País. O vice-presidente de Estratégia Digital, Advanced Analytics, Inovação e TI da SulAmérica, Cristiano Barbieri, o superintendente de Digital e Inovação, Alexandre Putini, e o gerente de Inovação e Mobile, Ricardo Prates, representaram a companhia na premiação.

“A SulAmérica acompanha as tendências tecnológicas e investe em experimentação constante, porém foca em iniciativas efetivamente inovadoras que ofereçam uma experiência diferenciada e de valor para o cliente. Com isso, estamos conseguindo desenvolver serviços pioneiros no mercado segurador e com alto nível de satisfação”, afirma o vice-presidente de Estratégia Digital, Advanced Analytics, Inovação e TI da SulAmérica, Cristiano Barbieri.

O Prêmio Whow! de Inovação tem o objetivo de identificar e reconhecer empresas e instituições que produzam inovação consistente, tanto incremental quanto disruptiva, a partir do foco na geração de novas ideias para benefício da população, da economia e da sociedade. O estudo foi desenvolvido pelo Centro de Inteligência Padrão (CIP) e avaliou as empresas de acordo com três critérios: Relevância da Inovação; Projeção de Futuro; Valor Adicionado.

Nativos digitais: qual a soft skill ideal para se sair bem em entrevistas de emprego?

Para o nativo digital, ou seja, alguém que cresceu usando a internet e celulares, provavelmente, o uso da tecnologia é algo muito natural. Um estudo recente descobriu que, globalmente, 65% das pessoas da Geração Z e Millennials preferem se comunicar digitalmente tanto dentro quanto fora do trabalho. E embora essa alfabetização digital seja uma das competências que, atualmente, os empregadores mais buscam nos candidatos, talvez exista a preocupação de que isso se deu à custa de uma importante soft skill: saber se comunicar pessoalmente.

Não importa o quanto a tecnologia evolua, a comunicação face a face será sempre fundamental para a aprendizagem dos funcionários, para a produtividade, o bem-estar, a construção de relacionamentos e para a progressão da carreira e dos negócios. Então, como você pode demonstrar em uma entrevista de trabalho que você sabe se comunicar pessoalmente? Jane McNeill, Diretora da Hays Austrália, indica três atitudes importantes para esse momento:

1. Demonstre que você pode construir relacionamentos

Em primeiro lugar, ao chegar para a entrevista, cumprimente todas as pessoas a quem você for apresentado com um sorriso, contato visual e um aperto de mão firme. Embora essas pessoas não tomem a decisão final do processo, elas geralmente dão um feedback para o entrevistador.

Em segundo lugar, construa um relacionamento com seu entrevistador. Ouça atentamente o que ele fala e tenha cuidado para não interrompê-lo. Afinal, ouvir é uma parte fundamental da comunicação eficaz.

Lembre-se também que nós nos comunicamos através de nossa linguagem corporal. Desviar o olhar ou se mexer muito pode demonstrar que você está desinteressado. Por outro lado, uma linguagem corporal positiva, como inclinar-se para a frente, balançar a cabeça e sorrir enquanto fala, mostra que você está prestando atenção e que está envolvido no processo.

Além disso, você pode preparar algumas perguntas para fazer ao entrevistador para conhecer a trajetória profissional dele dentro do negócio. Esta é uma ótima maneira de construir uma conexão. Alguns candidatos hesitam em fazer essas perguntas por receio de ser invasivo. No entanto, percebemos que, frequentemente, o entrevistador fica lisonjeado quando um candidato demonstra ter interesse em sua carreira, desde que as perguntas sejam profissionais e positivas. Por exemplo, você pode perguntar “quais são seus aspectos favoritos no seu trabalho aqui?”

2. Durante a entrevista, responda às perguntas com confiança e clareza

Antes de sua entrevista, respire fundo, visualize resultados positivos e fale com seu recrutador, que pode acalmá-lo. Estes passos podem ajudá-lo a aumentar sua confiança.

Pratique também como responder algumas perguntas comuns em entrevistas, de forma bem estruturada, a fim de manter sua resposta concisa e relevante.

3. Seja responsivo em suas comunicações, tanto antes como depois da entrevista

Por fim, o entrevistador não estará apenas avaliando suas habilidades de comunicação durante a entrevista em si, mas também estará analisando o quanto você é comunicativo e responsivo antes e depois. Por exemplo, eles podem considerar a rapidez com que você responde a e-mails e telefonemas.

Portanto, eu aconselho que você mantenha o seu telefone por perto antes e depois da entrevista para que você possa responder com rapidez e facilidade. Você também deve ser proativo em contatar o entrevistador, através de seu recrutador, após a entrevista para agradecer por seu tempo e reiterar seu interesse na posição.

Não importa o quanto as comunicações online evoluam, nada pode substituir a interação humana necessária para construir relacionamentos profissionais duradouros, capazes de impulsionar sua carreira. E só porque você é um nativo digital, isso não significa que você não tem as habilidades de comunicação face a face necessárias para prosperar no mundo do trabalho.

Inovações em meios de pagamento e tendências de segurança para o segundo semestre de 2019

É fato conhecido que o varejo digital se estabelece como uma opção de compra para os consumidores brasileiros. Como um expoente do e-commerce, o m-commerce (vendas via mobile), tem um crescimento significativo: de acordo com dados da E-Bit|Nilsen, 42% das vendas do varejo digital nacional foram feitas em smartphones em 2018. Além disso, enquanto o e-commerce cresceu cerca de 12% no primeiro trimestre do ano passado, o m-commerce aumentou em 41% sua atuação no mesmo período. Ou seja, aquele que quiser expandir seu negócio no país precisa considerar o meio mobile.

Uma vez que o volume de pagamentos digitais deve continuar crescendo – e com a estimativa que até 2020 teremos mais de 20 bilhões de dispositivos IoT em uso – aprimorar a experiência dos usuários durante o momento de compra é essencial para que as vendas sejam efetuadas sem dificuldades. Paralelamente, investir em ferramentas de segurança para proteger os usuários de fraudes e “roubadas”, em todas as etapas do processo, é de extrema importância.

O segundo semestre é um período muito importante para as lojas virtuais. Devido as datas comemorativas como Black Friday e Natal, os e-commerces esperam ter um volume maior de vendas, e consequentemente há um aumento do número de tentativa de fraudes – que no primeiro semestre ficou em 2,9%. Por isso, os lojistas precisam se prevenir, contratando soluções antifraude e utilizando métodos de segurança de informação. Um exemplo é a Konduto, primeira empresa do mundo a monitorar todo o comportamento de navegação e compra de um usuário em uma loja virtual ou aplicativo mobile e, com uso de filtros de inteligência artificial, calcular em menos de 1 segundo a probabilidade de fraude em uma transação on-line. Mas além disso, é importante que os lojistas saibam que é impossível que uma empresa não tenha fraude, por isso é fundamental que os responsáveis pesquisem e tenham conhecimento e se informem sobre o tema, para minimizar os prejuízos financeiros.

A PagBrasil, fintech brasileira líder no processamento de pagamentos para e-commerces ao redor do mundo, tem dois produtos próprios que visam facilitar os pagamentos feitos via internet: o Boleto Flash, único boleto que realiza confirmação de pagamento em menos de uma hora e é compatível com pagamentos feitos em qualquer instituição bancária, casa lotérica ou entidade autorizada, e o PEC Flash, que permite que os consumidores paguem em dinheiro suas compras feitas pela internet, também sem a necessidade de conta bancária, cartão de débito ou crédito e nem mesmo da impressão de um boleto. O Ralf Germer, CEO da empresa, pode conversar com você sobre o cenário geral das startups voltadas para finanças, te explicar melhor sobre os produtos da fintech e a importância de novas tecnologias voltadas para pagamentos online.

Assim como a PagBrasil, a ATAR está ajudando as pessoas a se livrarem de suas carteiras substituindo-as por wearables, ou seja, contas para pagamento pré-pagas. Assim, as transações se tornam mais rápidas, fáceis e seguras. Basta aproximar o wearable da maquininha de cartão, digitar a senha (opcional) e pronto. Pelo aplicativo é possível bloquear/desbloquear o wearable com um click e gerenciar seus gastos. A startup desenvolvedora do primeiro wearable de pagamento do Brasil foi acelerada pelo programa InovAtiva Brasil 2016.1 e foi a vencedora de sete prêmios nacionais e um internacional.

Com o crescimento da utilização de dispositivos para compras online, aumenta também a preocupação pela segurança no compartilhamento de dados pessoais em e-commerce e m-commerce. A FullFace, startup especializada em biometria facial e que atua com o compliance e está dentro das normas da Lei Geral de Proteção de Dados, oferece a autenticação por meio de reconhecimento facial, sem a necessidade do fornecimento informações sobre documentos e armazenamento de imagens, o que gera uma relação de confiança entre empresa e cliente. Isso é possível pela tecnologia proprietária que a FullFace possui, garantindo que a compra seja feita pela própria pessoa, uma vez que seja necessário apresentar apenas o seu rosto ao realizar a compra, sem se preocupar com possíveis fraudes.

Conquest One usa GeneXus para automatizar processo de recrutamento e seleção com inteligência

A Conquest One, especialista de staffing em Tecnologia da Informação, desenvolveu um sistema de gestão empresarial pioneiro no segmento de Recursos Humanos, cujos controles contemplam tanto os tradicionais processos internos de uma empresa, como também a gestão e o relacionamento dos profissionais selecionados para atender aos seus clientes. A ferramenta foi desenvolvida utilizando a plataforma low-code da GeneXus, fornecida pelo Socium Partner Group, distribuidor regional da GeneXus Brasil.

Inicialmente, a Conquest One automatizou apenas seus processos financeiros, mas, devido à simplicidade de programação com a ferramenta GeneXus, a empresa passou a evoluir o sistema para um mix de ERP (Enterprise Resource Planning) e ERM (Employee Relationship Management). “A evolução com o GeneXus permitiu à Conquest One suportar em uma única ferramenta todas as suas necessidades, o que deixa de exigir o uso de ouros controles paralelos”, explica Gerardo Wisosky, CEO do Socium Partner Group.

Todo o backoffice, bem como a gestão de staffing, que inclui a prospecção de clientes, vagas, recrutamento e seleção, acompanhamento dos processos de seleção junto aos clientes, acompanhamento das entregas dos projetos, faturamento dos projetos (billing), controle de atividades remotas, entre outras atividades, são controlados pelo ERP.

De acordo com Antônio Loureiro, CEO da Conquest One, a gestão de staffing fora do Brasil é uma atividade comum, mas no Brasil a Conquest One é pioneira neste modelo, e atingir esse patamar só foi possível porque a empresa está suportada por uma ferramenta completa que garante toda a sua gestão e evolução. “Do ponto de vista dos benefícios para o mercado, a ferramenta proporciona a melhora da qualidade da nossa oferta, que é fornecer profissionais de TI especialistas. Por meio de criteriosas buscas de profissionais em nosso sistema, que conta com recursos de Big Data e Geolocalização, conseguimos fornecer profissionais mais adequados às oportunidades que surgem no mercado “, explica Loureiro.

Além de ampliar os benefícios ao mercado, o sistema também melhorou a performance da Conquest One. Cerca de 100 vagas, por exemplo, são gerenciadas com apenas quatro colaboradores, que inserem no sistema os requisitos das posições, incluindo tecnologias especialistas e distância do candidato até a empresa ou projeto, e o sistema traz os profissionais mais aderentes. “Em 24 horas, entregamos um currículo especialista, o que numa situação sem um sistema igual ao nosso, ocorre em cinco dias. É como comparar o Google com uma Barsa”, descreve Loureiro.

Hoje, a base de profissionais da Conquest One mantém 130 mil candidatos. Desse montante, 300 profissionais são recursos ativos em projetos e empresas de Tecnologia da Informação, e recebem acompanhamento da talent management via aplicativo móvel, no qual são analisados aspectos como performance, nível de satisfação do profissional, potencial de desenvolvimento versus conhecimento, competências comportamentais e tempo de contrato, entre outros aspectos.

De acordo com o country manager da GeneXus Brasil, Ricardo Recchi, a Conquest One está atenta aos movimentos de novas tecnologias e com as funcionalidades que amparam a nova economia digital, como o mobile. “Sabendo da importância da tecnologia para suportar e evoluir o negócio, a próxima etapa de triagem no recrutamento realizado pela Conquest One será 100% automática a partir da Inteligência Artificial e da Realidade Aumentada, e o GeneXus apoiará a evolução da companhia nesta jornada de Transformação Digital”, finaliza Recchi.

Sofisa Direto é reconhecido como o banco digital mais inovador do Brasil

O Sofisa Direto, primeiro banco 100% digital do país, foi contemplado com o prêmio Whow! de Inovação, na categoria bancos digitais, pela criação do seu robô de investimentos.

O Prêmio Whow! de Inovação é promovido anualmente pelo Grupo Padrão com o objetivo de identificar a empresa mais inovadora de cada segmento e criar o Ranking Whow!, com as 100 empresas mais inovadoras do Brasil. As empresas tiveram a oportunidade de inscrever cases inovadores ou, como no caso do Sofisa Direto, foram selecionadas por meio de uma ferramenta de Inteligência Artificial.

A avaliação foi realizada por um comitê de profissionais cuja trajetória está intimamente ligada à inovação, além de um comitê de especialistas da revista Consumidor Moderno. A análise levou em conta a forma como os cases impactam os consumidores, a economia e o mercado como um todo, e seguiu critérios como relevância da inovação, projeção de futuro e valor adicionado.

Alessandro Andrade, head do Sofisa Direto, explica que o banco nunca pensou na inovação pela inovação. “Queríamos eliminar os pontos de atrito e realmente facilitar a vida dos clientes, descomplicar a forma de investir e dar uma excelente rentabilidade até mesmo para quem não tem muito dinheiro. Nosso foco sempre foi criar um modelo de banco barato para o cliente, sem pegadinhas e que, ao final, fizesse o cliente ganhar dinheiro com a gente. Foi assim que reinventamos a forma poupar, oferecendo um CDB a 100% do CDI com data de aniversário todo o dia, que rende 40% a mais que a poupança tradicional. Por isso, a inovação faz parte do nosso DNA, desde sempre. O prêmio é o reconhecimento do nosso esforço e nos coloca à frente dos outros bancos digitais no quesito inovação. “, diz Andrade.

O robô de investimentos do Sofisa Direto é o único gratuito do mercado e foi criado com o intuito de democratizar os investimentos. Baseado em inteligência artificial, funciona pelo aplicativo do banco e usa algoritmos sofisticados para analisar os movimentos do mercado financeiro, o perfil dos clientes, a disponibilidade de recursos e as metas estabelecidas. Com ele, é possível acompanhar a rentabilidade da carteira e avaliar as rotas alternativas de maior rentabilidade sugeridas. Dessa forma, o robô ajuda o cliente a montar uma carteira de investimentos e sugere quais são os caminhos para investir o dinheiro e obter maior ganho no menor tempo possível.

Com poucos cliques, é possível baixar o aplicativo, abrir uma conta no Sofisa Direto e investir o dinheiro em CDB, LCI, LCA ou fundos, garantindo rentabilidade com no mínimo 100% do CDI. O cliente não paga nenhuma tarifa e não precisa da intermediação de agências ou corretores, e nem mesmo de muito conhecimento sobre o mercado financeiro.

O Prêmio Whow! de Inovação foi entregue no dia 23 de julho, no Festival Whow! de Inovação, em São Paulo. O festival é um evento voltado para a inovação no país, reunindo palestras, painéis e visitas técnicas ao longo de três dias.