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SAP NOW apresenta o futuro da economia da experiência

O SAP Forum chama-se agora SAP NOW. A mudança do nome do evento anual reflete o novo momento da companhia mundialmente, que vem transformando seus negócios na oferta de softwares e soluções em nuvem, além de ter um foco cada vez mais amplo na experiência. Nos dias 11 e 12 de setembro, o evento vai reunir no Transamérica Expo Center, em São Paulo, importantes nomes do mercado nacional e internacional para debater tendências e inovações em diversos painéis e palestras, além de receber aproximadamente 10 mil visitantes no congresso e área de exposição.

Fernando Migrone, vice-presidente de Marketing da SAP Brasil, reforça que além dos conteúdos, o evento estará ainda mais dinâmico, com apresentação de showcases interativos, demonstrações virtuais, cases da indústria e demonstrações de soluções da própria SAP e de parceiros de negócios. Outro destaque será a apresentação para o mercado brasileiro dos detalhes da integração da SAP com a Qualtrics e que integram X-data diretamente em aplicações de negócios, como os sistemas CRM, ERP ou HCM (gestão de capital humano), para realizar melhorias e ações contínuas. Este sistema define um novo padrão para o software empresarial.

“O SAP NOW estará focado na estratégia global da empresa em ajudar os clientes a evoluir para a economia da experiência, quando os dados operacionais (O-data) são associados com dados de experiência (X-data) para medir e aprimorar as experiências de clientes, funcionários, produtos e marcas. Desta forma, as empresas podem diminuir o gap entre o que os clientes esperam e o que efetivamente as companhias podem entregar para eles”, explica Migrone. “Também vamos trazer cases da indústria com resultados alcançados por quem já está na liderança na jornada da empresa inteligente”, completa.

Destaques

O evento contará com o keynote de abertura da presidente da SAP Brasil, Cristina Palmaka, que na sequência recebe o CEO da Alpargatas, Roberto Funari, para falar sobre Economia da Experiência e como construir e oferecer ciclos irresistíveis para a jornada dos clientes.

Também para expor um case de sucesso que tem a experiência como diferencial dos negócios, o SAP NOW recebe o VP de operações da Nubank, Dennis Wang.

Presente e o futuro da Economia Digital

Outro convidado é Mauro Calil, fundador da Academia do Dinheiro que falará sobre o papel do CFO como o economista-chefe das empresas e responsável por guiar os movimentos estratégicos em direção ao crescimento dos negócios.

Samy Dana, economista e professor da Escola de Administração de Empresas da Fundação Getulio Vargas, é o convidado especial para falar sobre “Psiconomia: o que isso mexe com a sua vida?” Nem sempre é fácil combinar resultado econômico, satisfação pessoal e um ambiente de trabalho saudável. Na palestra ele vai abordar como a economia aliada à psicologia possibilita uma maior amplitude de avaliação e ajuda a buscar soluções.

A advogada Patricia Peck abordará o avanço da tecnologia e da criação de novos modelos de negócios, já que as empresas inteligentes enfrentam questionamentos éticos e jurídicos quando decidem adotar Machine Learning, Inteligência Artificial e várias outras tecnologias emergentes. Oportunidade única para entender como ter uma bem-sucedida governança de canais digitais que considera propriedade intelectual, privacidade de dados e o marco civil da Internet.

SAP NOW 2019

Data: 11 e 12 de setembro de 2019

Hora: de 8h às 20h

Local: Transamérica Expo Center – Av. Dr. Mário Villas Boas Rodrigues, 387 – São Paulo, SP.

Inscrições no site do evento

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OLX anuncia Raúl Rentería como Chief Technology Officer

A OLX apresenta Raúl Rentería como CTO – Chief Technology Officer. O executivo faz parte do quadro da empresa há mais de dois anos, à frente do time de Big Data, e passa a liderar toda a área de tecnologia, com foco em inovação e na melhoria da experiência do usuário.

“Na OLX, tenho construído uma trajetória de aprendizado e muitas conquistas, com uma equipe de profissionais talentosos que produzem tecnologia nacional. Sempre estive motivado pelo propósito da empresa de fomentar a economia colaborativa no país e esse reconhecimento chega em um momento muito positivo para a marca, que se renova e está profundamente dedicada a conectar as pessoas que querem comprar e vender no país”, afirma Rentería.

Raúl Rentería atua há mais de 16 anos no mercado de tecnologia, dirigindo e arquitetando soluções em processamento de larga escala e machine learning. Por mais de nove anos, atuou na Microsoft Brasil dirigindo equipes multidisciplinares e desenhando produtos com foco em busca. O executivo tem doutorado em Ciência da Computação com foco em aprendizado estatístico pela PUC-Rio, onde também é professor.

Para o CEO da OLX, Andries Oudshoorn, a escolha foi natural e justa. “Os últimos anos têm sido de grande crescimento da plataforma, resultado de uma equipe muito dedicada e apaixonada pelo que faz. Estamos muito felizes em anunciar o Raúl Rentería como CTO não somente pela oportunidade de valorizarmos um talento interno, mas também por ele ser uma referência na área de tecnologia e um líder inspirador”.

Andries reforça que Bernardo Carneiro, que liderou a tecnologia na OLX nos últimos três anos e meio, teve um papel fundamental na evolução e modernização da plataforma, no desenvolvimento e na consolidação da OLX no mercado brasileiro.

FGV faz seminário sobre os desafios da logística nos grandes centros urbanos

O Centro de Excelência em Logística e Supply Chain (FGVCelog) da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV EAESP), realizará na quinta-feira (22), a partir das 9h, o 1º Summit “(Des)Construindo a Logística Urbana”, evento que tem como objetivo dar visibilidade e debater ampla e profundamente três tópicos diretamente ligados aos atuais desafios da logística nos grandes centros urbanos do país: uso de tecnologia, novas soluções logísticas e colaboração entre atores (stakeholders).

O evento terá três painéis de debate composto por um convidado internacional e palestrantes de diferentes setores e segmentos, incluindo start-ups, universidades, órgãos públicos e grandes empresas privadas. Este modelo inovador busca ampliar a visão de cada tema abordado, permitindo análises críticas e construtivas dos principais desafios e oportunidades deste momento de crescimento do e-commerce, de consumidores cada vez mais exigentes, de entregas cada vez mais fracionadas e de concorrência cada vez mais acirrada.

A abertura será com Leandro Bassoi, diretor de operações do Mercado Livre. No início, será discutido não apenas os desafios de entregas fracionadas e com prazos agressivos, mas também gargalos – de hoje e do futuro – ligados à infraestrutura nacional e à legislação.

O encerramento ficará a cargo do David Dias, diretor da Accenture, que fecha o dia com uma visão de novas tecnologias e formas de aplicação, que estão mudando as cidades e o mundo dos negócios.

Os palestrantes internacionais serão: Cathelijne Hermans, assessora de transportes na prefeitura de Amsterdam; Darly Bendo, VP do fundo argentino NXTPlabs e Bianca Alves, especialista sênior de transportes do Banco Mundial.

O evento conta com o apoio do Banco Mundial, da Diagma Consultoria em Supply Chain, do Consulado Geral do Reino dos Países Baixos e da Omnitracs. Informações: 11-3799-7946 ou cecilia.azevedo@fgv.br

fgvcelog.fgv.br/eventos/des-construindo-logistica-urbana-transformando-logistica-vida-cidades

1º Summit “(Des)Construindo a Logística Urbana

Data: 22/08/2019

Horário: 9h- 17h

Local: FGV EAESP – Auditório – Rua Itapeva, 432 – Térreo ou Avenida Nove de Julho, 2029 – Térreo

Nexus e o Grupo A tornam-se mantenedores da ABstartups

No Brasil, estima-se que, atualmente, haja entre 10 e 15 mil startups. Destas, quase 13 mil são mapeadas e acompanhadas pela Associação Brasileira de Startups (Abstartups),instituição sem fins lucrativos que representa as startups brasileiras e ajuda a desenvolver o ecossistema e a economia. Apoiando essa missão, Nexus Hub de Inovação do Parque Tecnológico de São José dos Campos e o Grupo A acabam de tornar-se mantenedoras da Associação.

Os mantenedores são empresas que querem estimular e servir de combustível para startups em todo Brasil, apoiando a Abstartups em seus projetos institucionais e têm contato direto com empresas inovadoras em todo território nacional. “Se tornar mantenedor é uma forma de contribuir ativamente com o ecossistema de startups e participar de uma organização que está há 8 anos gerando impacto empreendedor em todo Brasil”, pontua o presidente da Abstartups, Amure Pinho.

Tendo como foco a educação, que move o Grupo A, seja por meio dos livros – que deram origem à empresa há mais de 40 anos -, ou, mais recentemente, do portfólio de soluções edtech para o mercado de ensino superior, o presidente do Grupo A, Celso Kiperman, orgulha-se dessa aproximação ainda mais do ecossistema. “Nossa inspiração está nos desafios e oportunidades que a revolução digital traz para quem tem as missões de ensinar e aprender, e, por isso, apoiarmos e nos aproximarmos das startups, que compartilham dos nossos valores e também buscam construir o futuro da educação faz parte da nossa visão e missão para a educação brasileira e como líder nacional em soluções educacionais.”

Ao se tornar mantenedor da Abstartups, o Nexus, por sua vez, dá um novo passo para se posicionar nacionalmente. “O grande benefício é se conectar ao ecossistema nacional, pois sabemos que a associação é referência. Conseguiremos mostrar os grandes projetos e resultados de nossa comunidade, que é muito forte e bem estabelecida”, diz o head do Nexus, Alexandre Barros, que representa o hub que contempla diferentes etapas, voltadas para diferentes fases e perfis de empreendedorismo, desde o primeiro passo, com o Nexus Labs, ao Nexus Scale Up, voltado para startups em fase de tração e escala.

Além dessas novas empresas, a Random, B3, PiaR Comunicação, EDP Brasil, Sicoop, Salesforce, Gocommerce e a Sympla fazem parte dos mantenedores da Abstartups. “Por ano, conseguimos impactar mais de 50 mil empreendedores diretamente e isso não seria possível sem uma rede de parceiros e mantenedores que trabalham para impulsionar as startups”, afirma Amure Pinho.

Aplicativos e pagamentos digitais impulsionaram o e-commerce no primeiro semestre, aponta E-Consulting

O e-commerce brasileiro fechou o primeiro semestre de 2019 arrecadando R$ R$ 36,4 bilhões, segundo dados da E-Consulting. A estimativa é que neste ano o comercio eletrônico fature R$ 82,6 bilhões, um aumento de 6,58% em relação ao ano passado, que fechou arrecadando R$ 77,5 bilhões. Os números demonstram que o e-commerce nacional seguirá com um reaquecimento estável mesmo registrando alta se comparado a 2018, uma vez que no ano passado a liquidez do faturamento previu um aumento de 20,9%.

A previsão da E-Consulting sinaliza pela primeira vez o impacto de empresas de serviços e plataformas digitais dentro do montante a ser gerado neste ano no e-commerce brasileiro. Ações de companhias, como Uber, Loggi, Rappi, Netflix, assim como as operadoras de telefonia e meios de pagamentos online, vão estimular o consumo e os pagamentos pela internet. Segundo a pesquisa, da fatia total das transações financeiras que devem ocorrer na web em 2019, algo em torno de 31,2% será via plataformas mobile. Um acréscimo de 32,77% em relação ao ano passado, que representou 23,5% das transações.

A expectativa é que, em 2019, 87% dos brasileiros realizem pagamentos por meios online, um aumento de 3% se comparado a 2018. Dentre as principais razões do consumidor usar as plataformas eletrônicas estão: nível de serviço e fulfilment (37%), experiência e usabilidade (42%), comodidade (51%), confiança (41%), segurança (39%) e agilidade (26%) na hora do pagamento.

De acordo com Daniel Domeneghetti, coordenador da pesquisa e CEO da E-Consulting, o consumidor digital brasileiro está mais maduro para compras e pagamentos por aplicativos. “Graças a um trabalho das empresas para levar cada vez mais comodidade e segurança, o internauta ficou mais habilidoso para usar apps dos mais variados serviços. Todo esse movimento influencia a ascensão do digital mobile no Brasil”, diz Domeneghetti.

Continuam como fatores crescentes da alta frequência da mobilidade: a migração de consumidores do varejo físico para o digital, o cross canal e as experiências cruzadas multicanal, as promoções, as ofertas de produtos e serviços específicos, as ações varejistas atrativas, como o Black Friday, bem como os investimentos das empresas em soluções para melhorar o User Experience. A pesquisa também aponta que a previsão do ticket médio de compras do brasileiro aumentou e será a maior dos últimos cinco anos. De acordo com a E-Consulting, o cliente virtual estará disposto a gastar R$ 331 em 2019. Doze reais a mais do que em 2018, que foi R$ 319.

Quanto às categorias mais vendidas, a previsão da pesquisa é que os itens de saúde e beleza sejam os mais comprados do período, tendo chances de alcançar um volume de pedidos que representa, aproximadamente, 24% do montante previsto de transações no e-commerce. Moda e acessórios vêm em segundo lugar com um volume de 19%. Já os eletrodomésticos e os produtos de informática terão um número de pedidos em torno de 19%, enquanto os eletrônicos representarão um volume de 16%.

“Ao traçar um paralelo com ano passado, podemos ver que razões como comodidade, segurança e agilidade eram considerados diferenciais para a realização de pagamentos na internet. Hoje são critérios básicos. Esse cenário o que houve foi uma pavimentação dos internautas em relação a estes itens. Ou seja, não são mais ativos diferenciais. São itens básicos”, explica Domeneghetti.

O índice do varejo online (VOL) é calculado pela E-Consulting a partir da soma trimestral das vendas online ocorridas nas lojas virtuais de automóveis, bens de consumo e turismo. O cálculo inclui em seu montante o e-commerce B2C (Business to Consumer) nos formatos tradicional, mobile commerce, social commerce e compras coletivas, bem como o nicho de C2C (Consumer to Consumer).

Lei Anticorrupção completa seis anos em amadurecimento

Considerada um marco no mundo dos negócios, a chamada Lei Anticorrupção nº 12.846 – que instituiu o compliance no âmbito empresarial – ainda está amadurecendo. O dispositivo, que foi criado em 1º de agosto de 2013, só entrou em vigor em janeiro do ano seguinte. Passados seis anos, os programas em grandes empresas já são realidade. Nesta entrevista, o criminalista Yuri Sahione, presidente da Comissão de Compliance da OAB e sócio do escritório Sahione Advogados, faz uma avaliação sobre a realidade de compliance hoje no país.

A Lei do Compliance é de 1º de agosto de 2013, embora só tenha entrado em vigor em janeiro de 2014. Passados seis anos, podemos dizer que o compliance já é uma realidade no mundo dos negócios?

Sim, mesmo que ainda não possamos dizer que a prática já está madura no país. Vemos muito movimento no mercado decorrente do interesse das empresas em terem seus programas. Isso não só por causa das consequências legais decorrentes da desconformidade, mas também porque grandes empresas, a exemplo da Petrobrás, passaram a exigir de seus fornecedores.

As empresas realmente aderiram e implantaram programas de compliance? De cada 10 empresas, quantas em média já se adaptaram à legislação?

A estruturação dos programas é realidade. A percepção é de que entre as grandes empresas com ações na Bolsa, grandes exportadores e instituições financeiras já têm seus programas implementados. A surpresa vem das pequenas e médias empresas (PMEs). Segundo pesquisa elaborada pelo International Chamber of Commerce (ICC Brasil) e Deloitte, de2012 a2017, o número de PMEs que adotaram medidas de integridade subiu de 2% para 20%, mostrando que é possível melhorar controles internos de forma simples e com baixo custo.

E a administração pública?

Não existe uma determinação para que a Administração Pública direta tenha um programa de integridade. Estados – como Minas Gerais (Plano Mineiro de Integridade) – instituíram seus programas como forma de dar mais eficiência às suas administrações. Adicionalmente, o Ministério da Transparência (Controladoria Geral da União) fez uma cartilha e tem dado suporte para os entes que querem desenvolver o seu próprio programa. Empresas públicas e sociedades de economia mista, que compõem a Administração Pública indireta, por outro lado, devem ter obrigatoriamente programa de integridade, por força da Lei 13.303/16 (Lei das Estatais).

Qual a diferença de o estado ter uma lei ou decreto implantando programa de compliance?

Para a implementação da Lei Anticorrupção basta o governador ou prefeito publicar um decreto de regulamentação. Alguns entes federativos decidiram regulamentar por lei e o motivo é que, a exemplo do estado de Pernambuco, o dispositivo que regulamentou a Lei Anticorrupção também criou o Fundo Estadual Vinculado de Combate à Corrupção, que somente por ser constituído mediante lei.

No mundo jurídico, é comum ver advogados e escritórios de advocacia defendendo programas de compliance. Mas o que se vê na prática é que pouca gente ainda domina o assunto. Há muitos cursos, muitos debates, eventos mas poucos resultados (cases com números) concretos apresentados. Isso não dificulta convencer o empresário ou o administrador público a implantar o programa?

A construção de um case de sucesso requer tempo de maturidade dos programas de integridade. Contudo, a conscientização da importância e necessidade da implementação dos programas deve partir da compreensão de que a legislação está vigente e custo da não conformidade é muito alto e pode quebrar a empresa.

No exterior, o compliance já é uma realidade há anos. Podemos dizer que o Brasil ainda está engatinhando? A Lava Jato ajudou ou prejudicou a implantação de compliance?

O Brasil está dando passos importantes para a difusão da cultura da integridade empresarial e a Lava-Jato foi importante para catalisar esse processo de mudança de paradigma. No início da Lava-Jato ouvíamos críticos à operação falando que a corrupção era a regra do jogo e, por esse motivo, não seria justo a criminalização de empresários corruptos. Mesmo que não tenhamos o nível de maturidade dos EUA, observamos com bastante entusiasmo grandes, médias e pequenas empresas empenhadas em implementar seus programas.

A lei de informática e as auditorias

Por Felipe Catharino

Com quase 30 anos de vigência, a lei de informática foi sancionada em 1991 pelo Governo Federal e concede incentivos fiscais para empresas do setor de tecnologia e comunicação que investem em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação Tecnológica (PD&I). O avanço tecnológico dos últimos anos motivou uma discussão para a modernização da lei buscando acompanhar as atualizações inerentes a esses segmentos. Além disso, foi necessário atender às exigências da Organização Mundial do Comércio (OMC).

A lei concede redução de 80% sobre a alíquota regular de 15% do Imposto de Produto Industrializado (IPI) para os itens considerados incentiváveis. Para que um fabricante possa usufruir do benefício, é preciso atender a diversos critérios como, por exemplo, apresentar determinados níveis de nacionalização e investir 4% do faturamento em programas de pesquisa e desenvolvimento e inovação.

O governo federal utiliza esse mecanismo como forma de incentivar investimentos em inovação nesses nos setores de tecnologia. Atualmente, aproximadamente 600 empresas se valem dos incentivos fiscais da Lei de Informática e os principais produtos incluídos são computadores (incluindo notebooks e todos os componentes e periféricos), smartphones, tablets, componentes eletrônicos, monitores, televisores, aparelhos com tecnologia digital, dentre outros.

Desde o final de 2017, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicação (MCTIC) vem tomando medidas para aumentar a governança relativa aos incentivos. Após uma série de discussões internas e com o Instituto dos Auditores Independentes do Brasil (Ibracon) para estabelecer melhores formas de controle e fiscalização, o MCTIC publicou, em 2 de outubro do ano passado, a portaria nº 5.150 que regulamenta os procedimentos de atuação dos auditores independentes credenciados na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e habilitada junto ao Ministério, sob o formato de asseguração razoável, que inclui a análise de alocação dos recursos e sua destinação enquanto pesquisa, desenvolvimento e inovação. Com isso, na prática as auditorias independentes devem assegurar a veracidade das informações constantes nos relatórios emitidos pelas empresas beneficiárias ao ministério e emitir uma opinião, baseada em metodologia definida, se os projetos reportados são efetivamente atividades de pesquisa e desenvolvimento e se os recursos financeiros alocados são elegíveis perante a legislação, cumprindo assim a obrigação de contrapartida. Além disso, o Ministério manteve o processo interno de acompanhamento e fiscalização realizado por técnicas de amostragem probabilística, segundo critérios de relevância e criticidade e a metodologia estabelecida.

Em atendimento às exigências da OMC, o MCTIC vem atualizando o processo de habilitação do Processo Produtivo Básico (PPB), adotando um sistema de pontuação que comprova a efetiva industrialização nacional sem ferir o acordo determinado. Na primeira etapa, foram envolvidos os PPBs de celulares, notebooks, desktops, placas de circuito, impressoras, computadores integrados (all in one), estação rádio base (ERB), fibras ópticas, tablets e servidores. Há uma expectativa de alteração da lei até o final deste ano quando o incentivo com base no IPI deverá ser substituído por créditos tributários, como já ocorre na indústria automobilística.

Uma legislação bastante semelhante é aplicada às empresas localizadas na Zona Franca de Manaus pela lei de informática da Amazônia Ocidental e do Amapá, com algumas diferenças, por exemplo o IPI é completamente suspenso e não apenas reduzido e os percentuais de investimento em P&D requeridos podem variar de 2,5% a 5%. A necessidade da realização de auditoria independente ainda está em discussão.

De forma geral, a inclusão da obrigatoriedade do trabalho da auditoria independente vem atender a uma demanda de dar mais transparência à aplicação dos critérios definidos pelo governo e no aprimoramento dos indicadores utilizados para o monitoramento dos resultados dos gastos com pesquisa e desenvolvimento. Independente da indústria, investimentos relacionados à Pesquisa, desenvolvimento e Inovação são investimentos cada vez mais estratégicos e necessários.

Felipe Catharino, sócio-diretor da KPMG.

MIT Sloan promove debate sobre o futuro do trabalho no Brasil

O escritório do MIT Sloan para a América Latina (MSLAO), juntamente com o PageGroup, consultoria de recrutamento e seleção; promove pela primeira vez a Conferência The Future of Work, em São Paulo (SP). O evento, que acontece em 29 de agosto no Instituto Tomie Ohtake, contará como as inovações tecnológicas têm o potencial de transformar o ambiente de trabalho e melhorar a produtividade.

Em um cenário em que 12% da força de trabalho do país está desempregada, o evento é um espaço para receber os maiores especialistas do meio corporativo e acadêmico para debater como a inteligência artificial, automação e as mudanças na economia estão afetando o mercado.

De acordo com o Professor Roberto Rigobon, do MIT Sloan, “a conferência é uma excelente oportunidade para ter uma discussão interdisciplinar sobre a reinvenção da forma de trabalhar no futuro”. “Mal posso esperar para explorar como podemos abordar questões trabalhistas importantes sob o olhar da transformação digital”, acrescenta.

Já para Lee Ullmann, diretor sênior da MSLAO, “o futuro do trabalho está mudando a própria natureza das profissões e das habilidades que elas exigem. Em uma era de disrupção tecnológica, países como o Brasil estão diante de desafios e oportunidades para capacitar seus cidadãos para essas mudanças”. “Como o maior país da América Latina e um dos principais polos industriais da região, essa questão vai além e é fundamental para a economia global”, analisa.

Durante os debates, os professores do MIT Sloan e convidados falarão sobre a história dos mercados de trabalho, educação, inovação no Brasil e o avanço do desenvolvimento no século 21, inteligência artificial, fintech, ascensão global de plataformas nos mercados de mobilidade urbana e o futuro das medições.

A agenda da conferência conta com os seguintes palestrantes:

Gary Gensler – Professor de Administração e Economia Global Prática da Faculdade de Administração do MIT Sloan, conselheiro sênior do diretor do MIT Media Lab e co-diretor da Fintech@CSAIL do MIT;

Ilan Goldfajn – Ex-presidente do Banco Central do Brasil;

Jason Jackson – Professor assistente de Economia Política e Planejamento Urbano do MIT;

Melissa Nobles – Reitora da Escola de Ciências Humanas, Sociais e Artes e professora de Ciência Política do MIT;

Gustavo Pierini – Representante do Escritório do MIT Sloan para a América Latina;

Robert Rigobon – Professor de Gestão da Sociedade Sloan Fellows e professor de Economia Aplicada do MIT Sloan;

Ezequiel Zylberberg – Pesquisador do MIT Industrial Performance Center.

O evento também conta com o apoio da Iniciativa MIT sobre Economia Digital, do Programa de Articulação Industrial do MIT e da MIT Sloan Management Review Brazil. Dentre os patrocinadores estão: everis, Alelo, Turim, Levee, Softys, Companhia Brasileira de Aluminio (CBA), C6 Bank, e Magalu.

A iniciativa faz parte do compromisso da entidade em apoiar o avanço da educação e das práticas de gestão na América Latina. David Capodipulo, reitor-assistente dos Programas Globais do MIT Sloan, ressalta que “o ensino e capacitação são essenciais para o futuro do trabalho. “A vontade de aprender e de melhorar o mundo por meio das práticas de gestão permanece como uma constante dentro de nossa instituição. Ficamos muito felizes de promover essa conferência, pois a nossa meta é compartilhar o conhecimento criado no instituto por todo o mundo e criar um legado de mudança positiva”, comenta.

Por meio da MSLAO, o MIT Sloan desenvolve e fomenta atividades de alta relevância na região, tais como visitas de corpo docente e de alunos, eventos de recrutamento ao instituto e conferências. Eventos anteriores focaram em tópicos como fintech, saúde, big data, energia, China e action learning.

“Conferência sobre o Futuro do Trabalho” do MIT Sloan

Local: Instituto Tomie Ohtake (Av. Brigadeiro Faria Lima, 201, Pinheiros, São Paulo)

Data: 29 de agosto de 2019, das 8h às 17h

Inscrições e agenda da conferência: mitfutureofworkbrazil.com/

Lucro líquido da TIM tem aumento de 26%

Pietro Labriola, CEO da TIM Brasil

A inovação característica da TIM foi mais uma vez determinante para a entrega de indicadores financeiros e operacionais sólidos. O lucro líquido normalizado (1) do 2T19 – R$ 423 milhões – cresceu 26% no ano. O EBITDA normalizado segue em expansão pelo 12º trimestre consecutivo, totalizando R$ 1.616 milhões, uma alta de 6,2% no período. Já a margem EBITDA normalizada chegou a 37,9%, um aumento de 1,4 p.p. na comparação com igual período de 2018.

A receita de serviços (móvel e fixo) foi o destaque do período – R$ 4.063 milhões – um crescimento de 2,4%, estimulado pela expansão da banda larga da operadora, a TIM Live, que superou meio milhão de clientes, e pelo crescimento de 11,8% de acessos pós-pagos. A receita líquida total fechou em R$ 4.263 milhões, alta de 2,4% ano a ano, impulsionada por todas as frentes de negócio.

“Os resultados do segundo trimestre refletem o acerto no posicionamento estratégico da TIM. Resgatamos o nosso DNA inovador com ações como o lançamento do TIM Black Família, plano que entrega ao cliente um verdadeiro hub de entretenimento. Fomos ainda pioneiros no 5G, com experiências bem-sucedidas de uso sobre uma rede real. Nosso objetivo é entregar para o cliente soluções sempre inovadoras e que, ao mesmo tempo, impulsionem o desenvolvimento tecnológico do país”, afirma Pietro Labriola, CEO da TIM Brasil.

Inovação nas ofertas

O pós-pago teve adição líquida de 2,2 milhões de linhas nos últimos doze meses, alcançando 21,3 milhões de acessos. O ARPU de serviços móveis (segmentos pré, pós e controle) alcançou R$ 23,2, um aumento de 5,8%. O TIM Black Família, lançado em junho, é a principal oferta da empresa para o pós-pago. O plano é o primeiro do Brasil com assinatura Netflix inclusa, além de música, revistas, pacote de roaming internacional, redes sociais e WhatsApp ilimitados e internet para dividir com a família.

Experiência do Cliente

Os canais digitais seguem evoluindo na TIM e entregando uma melhor experiência para o cliente. No trimestre, houve aumento de 33% de usuários únicos do MEU TIM, crescimento de 41% nas vendas de pós-pago e controle pelo site e alta de 66% na adesão da conta online. A novidade é a recarga via WhatsApp: a TIM é a primeira operadora a oferecer essa funcionalidade aos clientes do pré-pago.

Liderança no 4G

No trimestre, a rede 4G da TIM chegou a 3.321 cidades, o que representa 93% da população urbana e confirma a liderança da companhia na cobertura de quarta geração. Os usuários dessa tecnologia já somam 36,3 milhões, uma expansão de 16% ano a ano. A frequência 700 MHz está habilitada em 1.548 cidades no Brasil. Pelo terceiro ano consecutivo, a TIM é líder em disponibilidade de sinal 4G, de acordo com recente pesquisa de qualidade de internet móvel. Os clientes da operadora utilizaram a rede de quarta geração em 82% do tempo em que permaneceram conectados.

Conheça a Aerolito, laboratório de futurismo que ajuda pessoas e empresas a compreenderem e se prepararem para o amanhã

A Aerolito é um laboratório de exploração de cenários futuros, fundado em 2014 pelo futurista Tiago Mattos e por Santiago Andreuzza, para estudar perspectivas e possibilidades de futuro em diversas áreas de atuação. O objetivo é preparar pessoas e empresas para as mudanças que estão por vir por meio estudos, pesquisas, cursos e outros tipos de conteúdos.

O laboratório atua em três pilares centrais: espaços de aprendizagem (presencial e online, In Company e público final), desenvolvimento de software e experimentação de tecnologias emergentes. O trabalho é desenvolvido por 15 profissionais multidisciplinares que reúnem experiências pessoais e teses autorais às visões de diferentes instituições e programas. “Somos uma empresa de futurismo. Usamos nossas lentes para explorar o futuro e construir conteúdos a partir dos nossos aprendizados nas maiores escolas de inovação do mundo, somados às nossas teses autorais, que não podem ser encontradas em outros lugares”, explica Thiago Mattos, co-fundador da Aerolito.

Na área de espaços de aprendizagem, o principal programa é o Friends of Tomorrow – curso onde são abordados conteúdos relacionados a futurismo, lentes para explorar o futuro, mindset digital, novos modelos de negócio, digital first, postura profissional digital e pós-digital, revoluções pós-internet entre outros. Esse conteúdo é adaptado para espaços presenciais e digitais (ambos voltados para consumidores finais e empresas).

Nos programas In Company, as empresas buscam o Friends of Tomorrow para desenvolvimento de lideranças. Unilever, Itaú, FCA, Natura e Petrobrás estão entre as empresas que já passaram pela Aerolito. Nos cursos para pessoa física, os interessados geralmente são empreendedores e profissionais de grandes empresas que buscam orientação para suas decisões pessoais e profissionais.

Como um sub-produto dos espaços de aprendizagem, a Aerolito também desenvolve estudos e pesquisas. Nesse segmento, o laboratório criou uma metodologia autoral chamada Três Ondas de Impacto, onde são analisados segmentos a partir da premissa de que a tecnologia, iniciativa ou startup que irá causar sua disrupção, será transversal (e está em uma onda normalmente não analisada pelas empresas).

“Futurismo é a disciplina que investiga, explora, traduz e acelera as possibilidades de um futuro emergente e pós-emergente. A proposta dos conteúdos é observar como as evidências encontradas na ciência, na tecnologia e no empreendedorismo podem afetar a cultura, os novos comportamentos e as novas estruturas da sociedade”, completa Santiago Andreuzza, co-fundador do Laboratório.

Na parte de desenvolvimento de software, a Aerolito concebe e programa seus próprios softwares de aprendizagem. O mais recente é a OLI, plataforma de multiaprendizagem do futuro. O serviço funciona no formato de assinatura mensal, que dá acesso a um universo de notícias e atividades com curadoria própria da Aerolito e também colaborativa, com a participação de outros integrantes da comunidade. Os temas são relacionados à inovação e futurismo. A princípio, o serviço estará disponível apenas para alunos que já participaram do Friends of Tomorrow.

Na área de experimentação de tecnologias emergentes, a Aerolito atua com o Labs XR, área dedicada a estudos em realidades virtual, aumentada e mista. O propósito é explorar como tecnologias de realidades estendidas podem beneficiar a sociedade, desenvolvendo protótipos para educação, saúde, arte, entretenimento e impacto social.

Banrisul lança cartão de crédito virtual com soluções da CSU.CardSystem

Os bancos digitais trouxeram desafios aos modelos de inovação e eficiência operacional, compondo novas experiências nos serviços financeiros. Afinal, não basta a empresa estar online, é preciso estar onlife (conceito que tem como objetivo entender os hábitos e fazer parte da vida do cliente). Pensando em transformar essa jornada do consumidor, o Banrisul, pioneiro na digitalização do dinheiro, acaba de lançar o cartão de crédito virtual, por meio da terceirização de serviços da CSU.CardSystem.

Disponível nas bandeiras Visa e Mastercard, o cartão de crédito virtual pode ser utilizado para pagamentos em lojas virtuais, aplicativos de streaming, de transporte e de alimentos e também em atendimento telefônico. Por meio da plataforma CSU.Digital – que possibilita definir, de forma totalmente flexível as funcionalidades digitais que deseja implementar e ofertar aos clientes, de acordo com as estratégias e modelos de negócios – o cartão de crédito virtual Banrisul não necessita de senha, pois o código de segurança é modificado a cada utilização, tornando mais difícil a ocorrência de fraudes ou comprometimento dos dados do cliente.

Os portadores dos cartões de crédito físicos já têm automaticamente o cartão de crédito virtual disponível para ser ativado na área Meus Cartões do aplicativo Banrisul Digital. Para novos cartões emitidos, a versão virtual pode ser gerada em apenas dois dias, o que significa que o usuário não precisa esperar a chegada do plástico para começar a efetuar compras online.

Para o diretor executivo da CSU.CardSystem, Anderson Olivares, o desenvolvimento do mercado brasileiro de meios de pagamento se tornou mais competitivo, altamente tecnológico e com altos níveis de sofisticação, assim como as soluções da companhia, compatíveis com os mercados mais avançados do mundo.

Obtendo o mesmo limite de crédito do cartão físico, porém com numeração diferente, a opção virtual pode ser incluída nas carteiras digitais Masterpass e Visa Checkout. As transações realizadas também acumulam pontos nos programas BanriClube, MasterCard Surpreenda e Vai de Visa, mediante cadastros nos sites www.surpreenda.naotempreco.com.br e www.vaidevisa.visa.com.br.

O que é uma API e para que ela serve?

Diante da evolução do sistema de dados na internet, surgiu a API. Ela é um conjunto de procedimentos ou métodos que possibilitam que um sistema consiga se conectar em outro, seja para receber ou enviar dados. A sigla API refere-se ao termo em inglês “Application Programming Interface” que significa em português “Interface de Programação de Aplicativos”. Em pesquisa realizada pela TechNavio (2016), especialista em pesquisas de mercado, é esperado que o mercado global de APIs atinja 965 milhões de dólares até 2020 com taxa de crescimento anual acima de 30%.

A LinkApi, é uma startup brasileira que vem acompanhando o crescimento desse mercado. A plataforma é criada por e para desenvolvedores e permite que empresas de diferentes perfis desenvolvam, monitorarem e distribuam integrações. De maneira simples, a LinkApi oferece uma plataforma de conexão entre aplicações, sistemas ou softwares, que automatiza e aumenta a eficiência operacional, além de auxiliar na transformação digital dessas empresas. Invisíveis aos usuários comuns, essa Plataforma de Integração como Serviço (IPaaS) proporciona a integração entre sistemas que possuem linguagem totalmente distintas de maneira ágil e segura.

Hoje, a empresa possui mais de 100 clientes ativos, entre e-commerce, marketplaces e empresas de logística. Entre elas está a Contém 1g. Por meio da integração entre sistemas oferecido pela startup a empresa conseguiu implementar o controle e monitoramento do estoque em tempo real. Dessa maneira toda distribuição teve uma eficácia no controle de entrada e saída dos produtos para os diversos pontos de venda que atuam (e-commerce, lojas físicas e revenda). A partir disso, foi possível implementar uma reposição pró-ativa que não paralisa a operação pela falta de produtos. Com essa otimização a Contém 1g maximizou em 50% a manutenção de suas operações em estoque.

O CEO e fundador da LinkApi, Thiago Lima, afirma que a integração entre sistemas são cada vez mais necessárias para o sucesso dos negócios. “As APIs estão em evidência, pois deixaram de ser simplesmente um modelo arquitetural de software, para se tornar um agente fundamental na transformação digital. Através desta tecnologia é possível criar uma série de novos modelos de negócios e implementar iniciativas de inovação em grandes empresas”, completa.