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Marca esportiva ASICS promove programa de desenvolvimento de startups

Em japonês, Tenkan-Ten significa “Tipping Point” ou “Ponto de Virada”. A marca esportiva ASICS escolheu esse nome para o programa de aceleração de startups relacionadas a esporte e bem-estar que chega a sua segunda edição. Até o dia 9 de junho, a empresa abre vagas para participação do projeto de aceleração que pretende ser um “catalisador de crescimento e promoção do desenvolvimento” de startups nas áreas correlacionadas a marca.

Com uma ideia central focada em inovação e na filosofia Anima Sana In Corpore Sano (mente sã em corpo são), o programa de aceleração dará aos participantes acesso aos executivos da empresa e a mentores da indústria, contando também com o apoio da IESE Business School, em Barcelona.

Cada startup participante será conectada a uma rede global de distribuidores, investidores, fundos de capital de risco e especialistas do setor. O programa pretende treinar os participantes no desenvolvimento de liderança e, oferece também, promoção de saúde – tanto física, como mental – incluindo sessões de treino pessoal, coaching e psicologia, bem como um planning nutricional, acesso ao ginásio e instalações esportivas ASICS.

No programa anterior, cinco startups de todo o mundo participaram do Tenkan-Ten, com propostas de negócios que incluíam tecidos inteligentes, apps que capturam o movimento e inteligência artificial. “O programa visa levar os participantes ao próximo nível como startup, pensando em estratégia de negócios visando crescimento, assim como o desenvolvimento de habilidades de gestão de equipes”, conta Constanza Novillo, Head de Marketing da ASICS Latam.

O programa Tenkan-Ten é recomendado para qualquer empresa em fase de crescimento que busca, dentro da filosofia da ASICS, incluir considerações sociais e ambientais em todas as decisões de negócio. O objetivo é de trabalhar também com parceiros que compartilham o mesmo compromisso com uma indústria sustentável e justa ligada a artigos esportivos.

Serão 4 meses intensivos de formação, com início dia 13 de setembro de 2019 na ASICS Innovation Hub em Barcelona, e na recém inaugurada sede da ASICS EMEA, em Amsterdam. As startups selecionadas vão contar com um apoio de 30 mil euros e acesso a executivos da empresa e mentores altamente qualificados, como Sébastien Lefebvre, ex-diretor de crescimento do Twitter, entre muitos outros. Como parte final do programa, as startups fazem um Demo Tour no começo de fevereiro 2020 para cidades como Berlim, Paris, Londres e Barcelona. As candidaturas ao programa Tenkan-Ten podem ser feitas no site oficial até o dia 09 de junho.

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Resource apresenta soluções inteligentes para o mercado financeiro no CIAB 2019

A Resource, multinacional focada na entrega de transformação digital, anuncia sua participação no CIAB FEBRABAN 2019, principal evento de tecnologia da informação para o setor financeiro. Durante o congresso, a empresa apresentará soluções de seu amplo portfólio voltado para o segmento financeiro, envolvendo RPA, Analytics, SAP S/4HANA Cloud, SMP, Agile, Big Data, Machine Learning, Internet das Coisas (IoT), Inteligência Artificial (IA), User Experience (UE), Customer Experience (CX) e outras tecnologias e conceitos emergentes aplicados a meios de pagamento, infraestrutura end-to-end especializada em Financial Services e sistemas de parametrização, entre outras ofertas baseadas em abordagens estratégicas.

Considerado o maior congresso de Tecnologia da Informação (TI) para o setor financeiro da América Latina, o CIAB 2019 será realizado de 11 a 13 de junho, no Transamérica Expo Center, em São Paulo. Nesta edição, sob o tema “Conectado com o Cliente. Contribuindo para a Sociedade”, o evento contará com debates e demonstrações sobre os processos de inovação no qual as empresas fazem uso da tecnologia para melhorar seus desempenhos, aumentar o alcance e garantir resultados melhores.

Durante o evento, a Resource apresentará cases de transformação digital desenvolvidos com as principais instituições do segmento financeiro do País. Nessas ações, a atuação da Resource é sempre realizada por meio de abordagens estratégicas e modelos consultivos, com foco em mudanças que agregam valor real ao modelo de negócio dos clientes e conforme suas necessidades específicas. Dessa forma, a Resource projeta caminhos inovadores capazes de gerar mudanças rápidas e com resultados consistentes para as companhias.

Entre os cases para o segmento financeiro, a Resource destaca a implementação de uma nova plataforma integrada de gestão empresarial – ERP da SAP, na TecBan, empresa que administra o Banco24Horas, para suportar o seu atual processo de melhoria continua, de forma mais rápida, estável e segura. Desenvolvido por uma equipe multidisciplinar, que envolveu a participação de 20 áreas e mais de 100 profissionais, o projeto promoveu a integração do novo ERP SAP em Hana (base de dados in-Memory) aos 29 sistemas já existentes dentro da operação da TecBan.

Outro projeto da Resource para o segmento foi o desenvolvimento da plataforma Única, novo sistema de pagamento eletrônico para o Tribanco, unidade de serviços financeiros do Grupo Martins, uma das mais importantes empresas brasileiras de distribuição. A solução realiza operações de pagamento e adquirência (processo de credenciamento e habilitação de lojistas para a realização de transações feitas com cartões de crédito e débito) para atender redes varejistas clientes do Grupo em todo o País. A multinacional foi responsável pela construção de uma arquitetura especialmente preparada para gerenciar um alto volume de transações de forma rápida, precisa e segura, usando as tecnologias e ferramentas mais modernas do mercado.

Destaque também para a implementação de uma nova plataforma integrada de gestão empresarial (ERP) para uma importante entidade sem fins lucrativos que administra os planos de previdência dos empregados e aposentados de uma companhia hidroelétrica do Nordeste. Desenvolvido com soluções em Nuvem da SAP, o projeto tem como objetivo aperfeiçoar a gestão integrada e aprimorar os processos contábeis, de gestão de riscos e de análises financeiras da fundação. A companhia utilizou uma série de soluções modernas e inteligentes, como o ERP Cloud da SAP (S/4HANA Cloud), o SAP Analytics Cloud Planning (Plataforma Cloud de Analytics e Planejamento) e o TaxServices (serviços fiscais em Cloud). Esse é o primeiro projeto de SAP S/4HANA Cloud e SAP Analytics Cloud totalmente conduzido por um parceiro SAP no Brasil utilizando a cloud pública da companhia, incluindo as etapas de arquitetura, implementação e suporte.

No final do ano passado, a companhia obteve a certificação de Desenvolvedor Corda, destinada a profissionais com conhecimento técnico avançado no desenvolvimento de aplicações na plataforma de blockchain Corda. Com a novidade, a companhia se torna uma das poucas empresas no Brasil a contar com certificado nessa competência. O documento é emitido pela R3, empresa de software empresarial que desenvolve a plataforma de blockchain Corda e a única organização a conceder esse tipo de validação.

A multinacional destacará ainda seu amplo portfólio de soluções baseadas em tecnologia digital e desenvolvidas especialmente para tornar os clientes empresariais mais eficientes, inovadores e competitivos. “Iremos apresentar como a transformação digital pode simplificar processos, agilizar as decisões, reduzir os custos e aumentar a eficiência operacional das empresas”, afirma Fabiana Batistela, Vice-Presidente de Marketing, Inovação e Capital Humano da Resource.

Com quase 30 anos no mercado – mais de 25 deles atuando no segmento financeiro -, a Resource antecipa tendências para o setor e oferece serviços end-to-end, ou seja, atuando desde a consultoria até a entrega do produto. Boa parte do faturamento da companhia é impulsionada por bancos, que buscam a inovação de forma constante e em um ritmo acelerado.

“Oferecemos um portfólio de tecnologias disruptivas e que estará sendo demonstrado no CIAB FEBRABAN, evento que conta com um público altamente qualificado, formado por executivos do setor financeiro das áreas de tecnologia, canais, pesquisa, inovação tecnológica, riscos, segurança da informação, meios de pagamento, serviços bancários, seguros, entre outros que frequentam os três dias do congresso e da exposição”, diz a executiva.

Novo reposicionamento de marca

No estande da Resource, o público poderá conhecer melhor as características e vantagens das soluções para o mercado financeiro e também da nova identidade visual da multinacional. “O reposicionamento da marca e a nova identidade visual são iniciativas que nos colocam em sintonia com o atual momento de inovação. Estamos reforçando nosso portfólio de serviços para ampliar a atuação da companhia em setores estratégicos e intensificar as parcerias com os principais fabricantes globais”, explica a Vice-Presidente de Marketing, Inovação e Capital Humano da Resource.

Dados do mercado nacional

A Resource está explorando as tecnologias mais modernas do mundo para oferecer a seus clientes soluções diferenciadas. A empresa destaca, por exemplo, o crescimento do segmento mobile. Segundo dados da FEBRABAN, o número de transações bancárias feitas pelo celular em 2018 cresceu 24%, em relação ao ano anterior, e os aplicativos dos bancos tornaram-se o canal preferido dos brasileiros para fazer pagamento de contas, transferências de dinheiro e outras transações financeiras. Hoje, de cada 10 transações, com ou sem movimentação financeira, seis são feitas por meios digitais – celular ou computador.

O estudo revela que os gastos com tecnologia bancária, incluindo despesas e investimentos, continuaram consistentes e somaram R$ 19,6 bilhões no ano passado, um crescimento de 3% em comparação a 2018. Desse total, R$ 10 bilhões foram destinados a aplicações de software, reforçando o foco das instituições bancárias no desenvolvimento de novas funcionalidades em serviços e produtos dos bancos.

Quando perguntados sobre os investimentos prioritários previstos para os próximos anos, os bancos revelam que o setor tende a usar cada vez mais a inteligência de dados em suas operações: 80% dizem planejar investimentos em Big Data/Analytics; e 73% investirão em Inteligência Artificial e computação cognitiva. O setor bancário é, junto com o governo, o que mais investe em tecnologia no Brasil.

CIAB FEBRABAN 2019

Quando: de 11 a 13 de junho, das 10h às 19h

Local: Transamérica Expo Center

Informações: https://ciab.com.br/pt/informacoes

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Comportamento profissional é principal motivo da baixa produtividade brasileira

Por Erika Linhares

A produtividade da força de trabalho no Brasil não é novidade, está muito aquém da observada nas principais economias globais. Um levantamento feito pela Fecomercio-SP e divulgado em março deste ano mostrou que um trabalhador brasileiro leva uma hora para fazer o mesmo produto ou serviço que um norte-americano consegue realizar em 15 minutos e um alemão em 20 minutos.

Em geração de riqueza, isso significa que produzimos em uma hora o equivalente a US$ 16,75, enquanto os Estados Unidos produzem US$ 67 nos mesmos 60 minutos. Para fazer essa comparação de produtividade entre os países, os especialistas analisam fatores como capital físico, humano, financeiro, burocracia e acesso à tecnologia. Porém, há um aspecto por vezes menos tangível, mas com profundo impacto sobre a produtividade das companhias e, consequentemente, de um país: o comportamento dos colaboradores.

Em mais de 20 anos de vida corporativa tenho observado com frequência organizações muito dedicadas ao cliente e pouco dedicadas a quem entrega soluções ao cliente, os seus funcionários. São, em geral, empresas que buscam oferecer produtos e serviços dinâmicos, inovadores e competitivos. Para conseguir isso, têm estratégias focadas na satisfação do consumidor e, na hora de contratar, na grade curricular e nas experiências do candidato. No entanto, o comportamento do profissional quase nunca entra na equação de sucesso da companhia.

Boas universidades, idiomas e experiência não são sinônimo de produtividade e entrega, mas comportamento sim. As pessoas que progridem em suas vidas pessoal e profissional não tiveram necessariamente as mesmas oportunidades e o mesmo estudo, mas têm o mesmo tipo de comportamento: um mindset progressivo. Por isso, mais importante do que o perfil de um colaborador é desenvolver seu comportamento corporativo, progredindo de um mindset fixo para um mindset progressivo, ou seja, um profissional que encara problemas como desafios, se autorresponsabiliza e é independente.

Normalmente isso funciona como uma pirâmide dentro de uma empresa: 10% não querem mudar e não há como educá-los de forma diferente; 20% já nascem com um mindset progressivo e não precisam de ajuda; e os outros 70% são aqueles profissionais que ainda tem o mindset fixo, mas podem ser educados comportamentalmente. Os benefícios dessa mudança estão muito além da produtividade, trazendo ainda mais leveza para funcionários que, por vezes, não sabem o que os impede de progredir e encontrar felicidade profissional.

A capacidade produtiva de um país é central para o crescimento das organizações e não pode ser um fator que impede as companhias de crescerem. Não são governos que progridem países, mas empresas e colaboradores que inovam, geram postos de trabalho e fazem a economia girar.

As organizações precisam se interessar genuinamente pela evolução do modelo mental de suas equipes. Pessoas com um mindset fixo não prosperam! O estudo é muito importante, mas sem atitude é desperdício! Transformar o comportamento torna os profissionais mais práticos e felizes e, logo, mais engajados e produtivos.

A educação comportamental leva as pessoas a pensarem e serem autônomas, a técnica puramente as transformam em robôs esperando manutenção!

Erika Linhares, fundadora da B-Have, empresa que oferece mentoria especializada em mudança de comportamento humano nas empresas.

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Em seu primeiro evento no Brasil, Automation Anywhere anuncia parceria com a TOTVS

A Automation Anywhere®, líder mundial em robotic processs automation (automação robótica de processos ou RPA, na sigla em inglês), realizou seu primeiro evento no Brasil, no Renaissance Hotel, em São Paulo. Na ocasião, batizada “Digital Workforce Summit”, foi abordada a crescente Transformação Digital nas empresas, por meio de bots de software, para mais de mais de 600 pessoas, entre parceiros e clientes. Além disso, a companhia anunciou parceria com a TOTVS, multinacional brasileira líder no desenvolvimento de soluções de negócios no mercado brasileiro.

Ao comentar a novidade, Weslyeh Mohriak, Country Director da empresa no Brasil, disse que o País é um mercado-chave para os negócios, pois demonstra alto nível de aceitação da automação. “Com a aliança, será possível expandirmos nossa atuação local ao fazer com que mais empresas tenham acesso a soluções que melhoram a sua eficiência e lucratividade, além de liberarem profissionais humanos para atividades de maior valor agregado e deixarem as tarefas repetitivas a cargo de bots”, afirma o executivo.

Entre os destaques do evento, houve também a palestra de Ankur Kothari, um dos co-fundadores da companhia, que falou sobre a trajetória de empreendedorismo e visão da organização, que planeja quadruplicar seus negócios no Brasil em 2019. Além disso, foram apresentados cases de sucesso de alguns dos clientes da empresa, como os da CPFL, Banco Votorantim e Unilever. “Estamos muito felizes com os 100 clientes que conquistamos em um ano de atuação no país e de ver que eles já colhem frutos relacionados a maior produtividade, agilidade e redução de erros operacionais”, destaca Mohriak.

O time de produto da Automation Anywhere também falou sobre as inovações e o roadmap para o mercado local, e uma sessão de Build a Bot usando Inteligência Artificial foi oferecida para que os presentes tivessem a oportunidade de construir seu próprio robô, sem precisar de linhas de desenvolvimento ou ser um desenvolvedor. “A inovadora tecnologia da Automation Anywhere empodera pessoas e oferece soluções com interfaces gráficas, o que torna mais rápido e fácil a criação e uso de robôs por áreas de negócios – e não necessariamente por times que têm alto conhecimento de tecnologia”, ressalta Mohriak. O evento contou, ainda, com a presença de Edmundo Costa, vice-presidente da empresa para a América Latina, responsável por garantir a expansão bem-sucedida da organização de vendas.

A parceria anunciada, realizada no modelo OEM, possibilita a venda exclusiva dos bots no Brasil, integrados aos softwares da TOTVS. Por meio da força e capilaridade da rede de distribuição da líder nacional em ERP (do inglês Enterprise Resource Planning, ou Planejamento dos Recursos da Empresa), responsável pela venda e implantação em mais de 30 mil clientes, a expertise de RPA da Automation Anywhere passará a fazer parte dos sistemas de gestão mais utilizados no País. “Possuímos uma grande capacidade de levar tecnologia de ponta de forma acessível a empresas dos mais diversos portes e segmentos. Ao incorporarmos rotinas inteligentes ao nosso portfólio, entregaremos uma gestão de negócios mais digital e eficiente a essas empresas”, explica Juliano Tubino, vice-presidente de negócios da TOTVS.

Fundada nos Estados Unidos em 2003, a Automation Anywhere oferece uma plataforma de RPA combinada à Inteligência Artificial (IA) que permite liberar humanos para atividades mais estratégicas, ao passo que tarefas repetitivas ficam a cargo de robôs com capacidade de machine learning. Presente no Brasil desde maio de 2018, por meio do parceiro Smartforce, a companhia anunciou no final de março seu primeiro escritório no Brasil, em Alphaville, São Paulo, que já conta com 50 pessoas.

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A complexa relação entre a matriz tributária e o setor de TI

Por Manoel Antonio dos Santos

Numa tarde dessas, na sede da ABES – entidade representativa do setor de software e serviços complementares –, enquanto conversávamos sobre amenidades e saboreávamos um café com bolo, ouvi uma frase sintomática de um empresário do setor de TI que estava entre nós: “Manoel, estou impressionado! Todos os meus amigos do setor de TI estão ‘enrolados’ e com patrimônio pessoal em risco, por conta de conflitos tributários envolvendo suas empresas!”, disse o empresário.

No entanto, esses conflitos não são um privilégio do nosso setor. O setor químico-farmacêutico, a agroindústria, o mercado financeiro, as mineradoras, todos têm os seus fantasmas tributários para administrar. Um ambiente desse tipo é terreno fértil para os escritórios de advocacia e para as Big Four, nomenclatura utilizada para se referir às quatro maiores empresas contábeis especializadas em auditoria e consultoria do mundo (EY, PwC, Deloitte e KPMG).

Presto consultoria jurídica para outra empresa distribuidora de software, fundada há mais de trinta anos, que não possui atraso algum no recolhimento de tributos e contribuições previdenciárias. O lucro apurado em 2018 foi superior a 60% do patrimônio líquido. A pedidos de um investidor interessado em adquiri-la, a empresa acaba de passar por um processo de due diligence, serviço confiado à uma dessas companhias de auditoria e consultoria que atuam no mundo todo.

Foi desesperador o quadro apresentado no relatório final do Tax Audit e os montantes dos riscos estimados ali apontados pela empresa contábil. De acordo com a auditoria, se confirmado o risco tributário estimado, o investidor iria consumir o lucro anual de 13 anos para se recuperar das perdas. É provável que os auditores tenham superestimado os riscos encontrados. No entanto, é fato que o relatório da empresa de auditoria continha erros inadmissíveis para esse tipo de trabalho.

Essas falhas devem ser creditadas principalmente às dificuldades de compreender a complexidade da matriz tributária suportada pelo setor de TI. Mesmo as empresas especializadas em auditoria e consultoria contábil/fiscal não conhecem com detalhes as modalidades, bases de cálculo e forma de apuração dos tributos pagos sobre as receitas dessas empresas.

Para mitigar esses riscos (e os custos deles resultantes) os empresários, particularmente aqueles do setor de TI, canalizaram sua esperança numa possível reforma Tributária e, finalmente, o Congresso Nacional tem se movimentado nessa direção.

Porém, ao que parece, mais uma vez as expectativas vão se esvair. O projeto defendido pelo Deputado Luiz Carlos Hauly pouco ultrapassa a barreira de uma singela Carta de Princípios. Já a proposta de Emenda Constitucional n. º 45 (PEC-45), encabeçada pelo Deputado Baleia Rossi (Luiz Felipe Baleia Tenuto Rossi) e outros, propõe um sistema complexo em si mesmo e acrescenta à Constituição um novo artigo, 152-A, propondo que:

1) “Lei complementar instituirá imposto sobre bens e serviços, que será uniforme em todo o território nacional, cabendo à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios exercer sua competência exclusivamente por meio da alteração de suas alíquotas.

2) O imposto incidirá sobre bens; sobre serviços; sobre os intangíveis; sobre a cessão de direitos; sobre o licenciamento de direitos; e até mesmo sobre a locação de bens; sobre as importações de bens, tangíveis e intangíveis, serviços e direitos;

3) Será não-cumulativo, compensando-se o imposto devido em cada operação com aquele incidente nas etapas anteriores;

4) Terá alíquota uniforme para todos os bens, tangíveis e intangíveis, serviços e direitos, podendo variar entre Estados, Distrito Federal e Municípios.

5) A alíquota do imposto aplicável a cada operação será formada pela soma das alíquotas fixadas pela União, pelos Estados ou Distrito Federal e pelos Municípios;

6) Nas operações interestaduais e intermunicipais, incidirá a alíquota definida pelo Estado, DF ou Município de destino e o imposto pertencerá ao Estado, ou DF ou Município de destino.

7) Os débitos e créditos serão escriturados por estabelecimento e o imposto será apurado e pago de forma centralizada.

8) A receita do imposto será distribuída entre a União, os Estados, o DF e os Municípios proporcionalmente ao saldo líquido entre débitos e créditos do imposto atribuível a cada ente.

Uma rápida leitura da proposta acima sumarizada revela que, além de instituir um imposto que terá alíquota muito elevada (percentual suficiente para abrigar os impostos que serão recolhidos para a União, para os Estados e para os Municípios), o novo tributo alcançará atividades que hoje estão fora da esfera tributária.

Ademais, a PEC sugere que seja incluído um novo inciso III ao artigo 154 da Constituição Federal, autorizando a criação de novos impostos seletivos, com finalidade extrafiscal, destinados a desestimular o consumo de determinados bens, serviços ou direitos. Diante desse cenário, entendemos que, ainda que venha a ser aprovada PEC 45/2019, os conflitos tributários atuais irão desparecer apenas para ceder espaço para outras discussões.

Manoel Antonio dos Santos, diretor jurídico da ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software)

Setor de TI ignora crise, gerando receita e empregos aponta estudo da Softex

O Observatório Softex está divulgando as conclusões de seu novo estudo “Overview do setor brasileiro de Tecnologia da Informação nos últimos dez anos”, que traça a evolução da atividade em relação a indicadores da economia, principalmente o PIB, e do mercado de trabalho. Além de trazer uma caracterização do segmento, foram apuradas a receita líquida das empresas do setor e a participação na pauta de exportação de serviços.

Realizado com o apoio da Secretaria de Empreendedorismo e Inovação do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) o levantamento utilizou dados oficiais, incluindo informações disponíveis na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), Pesquisa Anual de Serviços (PAS) do IBGE, IPEA Data e Siscoserv – Estatísticas do Comércio Exterior de Serviços do Ministério da Economia.

A receita operacional líquida no período 2007-2016 evoluiu em cerca de 70% em termos reais, inclusive em 2009, 2012 e 2014, anos de queda do PIB. Nos últimos três anos, ela permaneceu praticamente estável, em torno dos R$ 200 bilhões.

Do ponto de vista da demanda e da geração de emprego, o levantamento da Softex apontou para um crescimento de profissionais empregados nas atividades de desenvolvimento customizáveis e sob encomenda, o que reflete uma demanda do mercado nacional por necessidades mais personalizadas em relação aos serviços de TI. Já tratamento de dados, provedores de serviços de aplicação e serviços de hospedagem na internet mostraram uma tendência de retração na contratação de profissionais, especialmente a partir de 2015.

“Ao analisarmos o comportamento do emprego formal no Brasil como um todo notamos que a taxa média de crescimento do emprego formal em TI nesse período (5,7%) foi bem superior à média do PIB brasileiro (1,7%) e mais do que o dobro do crescimento médio dos empregos formais na economia de maneira geral. Isso significa que apesar do cenário de retração econômica, a empregabilidade e o dinamismo do segmento de TI se mantiveram”, destaca Ruben Delgado, Presidente da Softex.

O estudo identificou que 95% das empresas desse setor são micro ou pequenas, mas que as companhias de grande porte são as que mais empregam formalmente, respondendo por 55% da força de trabalho contra 34% das micro e pequenas, que respondem por 139 mil vínculos. Além das ocupações de TI, como analistas de sistemas e técnicos de programação, as áreas administrativas, de marketing e vendas são as que mais empregam profissionais.

Outro dado interessante é que os 415.166 profissionais empregados na área representam apenas 2,5% do total de empregados no setor de serviços, o que mostra espaço para sua ampliação. Esse fato, aliado à resiliência do setor, aponta para a importância de políticas públicas que visem impulsionar iniciativas de TI, tanto do ponto de vista da geração de empregos como do desenvolvimento empresarial e do ecossistema como um todo.

Para Paulo Alvim, secretário de Empreendedorismo e Inovação do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), “radiografias como essa apontam a importância da contribuição do setor de TI para a economia brasileira – tanto como gerador de empregos como de receitas – confirmando o acerto do Governo Federal em priorizar a tecnologia da informação quando da construção das políticas públicas”.

Em relação à participação da TI nas exportações de serviços no Brasil, dados do Ministério da Economia apontam que em 2017 o setor exportou pouco mais de US$ 2 bilhões, o equivalente a 7,05% do total de serviços exportados pelo país no ano. E em relação a todos os serviços empresariais e de produção exportados, TI contribuiu com 17%.

“O estudo evidencia o vigor da Tecnologia de Informação e por isso há espaço para continuar crescendo. Investir nele desponta como alternativa à estagnação econômica. Assim, consolidar o setor de TI constitui, na verdade, uma estratégia para o desenvolvimento do Brasil”, complementa Ruben Delgado.

O estudo “Overview do setor brasileiro de Tecnologia da Informação nos últimos dez anos” está disponível para consulta gratuita em sua versão completa no endereço www.softex.br/inteligencia/

Prever o potencial dos profissionais é a tendência para o setor de Recursos Humanos

Por Marcelo Souza

Neste mundo cada vez mais ágil e disruptivo, contar com equipes compostas por indivíduos com capacidades cognitivas variadas é a forma de ter uma empresa mais competitiva no mercado.

Quando falamos de capacidade cognitiva nos referimos a várias habilidades que as pessoas têm ou podem desenvolver ao longo da vida, entre elas: facilidade na aprendizagem, agilidade na solução de problemas, rapidez de raciocínio e aptidão para lidar com a ambiguidade.

Tanto a experiência quanto o potencial de aprendizagem são fatores importantes para que as pessoas desenvolvam a capacidade cognitiva, que permite a adaptação às mudanças rápidas e à complexidade do cenário atual.

Atualmente, o grande desafio das empresas, em especial dos profissionais de RH, é escolher não só os melhores talentos para as organizações, mas aqueles com capacidade de se adaptar e prosperar no cenário de mudanças rápidas.

Com isso, os RHs passam a ter uma atuação mais estratégica dentro das empresas, já que os CEOs e líderes confiam neles para indicar os melhores perfis de profissionais, principalmente aqueles com capacidade de resolver os problemas e questões importantes antes que se tornem desafios intransponíveis, que vão demandar a intervenção da alta liderança.

Além da capacidade de antever e solucionar problemas, os funcionários de hoje devem ser ágeis o suficiente para aprender e adotar novas tecnologias praticamente da noite para o dia, aproveitando todos os recursos tecnológicos disponíveis para criar valor para a organização e também para seus clientes.

Porém, identificar ou prever essas habilidades não é tarefa simples. E sem o apoio das ferramentas desenvolvidas para esse fim, isso torna-se quase que uma missão impossível, ainda mais se considerarmos que algumas ferramentas identificam poucos traços psicológicos, como inteligência e ambição. Mas as empresas precisam saber muito mais do que isso no momento de contratar ou promover um profissional.

Ao conhecer todo o potencial das pessoas para novas aprendizagens e de que forma elas vão lidar com os desafios empresariais que surgem inesperadamente, as empresas são capazes de designar aos profissionais funções que se encaixam perfeitamente em suas habilidades. Isso traz impactos positivos em todo o processo, resultando em equipes mais satisfeitas, engajadas e estáveis.

Conseguir descobrir a combinação certa de habilidades cognitivas entre integrantes de uma equipe – seja ela formada por novos profissionais e também por aqueles que já estão na empresa – é o grande desafio da área de Recursos Humanos.

Para atender essa demanda, atualmente existem avaliações que fornecem todas as respostas necessárias para a correta tomada de decisão, e a Avaliação de Inteligência Geral (GIA) é uma delas.

Por meio do GIA é possível prever de forma precisa o tempo que alguém levará para lidar com uma nova atividade ou função, habilidade, processo etc. A avaliação mede o potencial exato das pessoas, apontando sua capacidade de se desenvolver e crescer profissionalmente, em vez de focar exclusivamente nos conhecimentos existentes.

O GIA engloba cinco testes de habilidades cognitivas simples: lógica, velocidade de percepção, cálculo e precisão, significado de palavras e visualização espacial. Ao avaliar os recursos de um indivíduo nessas cinco áreas, você poderá agir de forma a manter as pessoas engajadas no trabalho, destinando a elas funções que desafiam e estimulam os pontos fortes que têm.

E uma vez que os RHs tenham acertado essa combinação de profissionais com diferentes capacidades em seus processos de gestão de pessoas e talentos, eles estarão de fato apoiando suas organizações a prosperar até mesmo, e principalmente, nos momentos de crises e grandes desafios.

Para saber mais sobre com prever o potencial dos profissionais, acesse o whitepaper da Thomas International Brasil em: bit.ly/Thomas_Predicting

Marcelo Souza, CEO do Grupo Soulan, que é referência no mercado de RH, e Country Manager da Thomas International no Brasil.

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Líderes de Recursos Humanos precisam rever estratégias para o futuro, diz KPMG

Apenas 40% dos líderes de Recursos Humanos têm um plano de trabalho de transformação digital implementado. Além disso, apesar de 70% reconhecerem a necessidade de uma transformação da força de trabalho, apenas 37% estão muito seguros sobre a capacidade de modificar a área de RH. Essas são algumas das conclusões da pesquisa “O futuro do RH” (The future of HR, em inglês), conduzida pela KPMG entre julho e agosto com 1.201 altos executivos da área de 64 países, representando 31 setores da Ásia-Pacífico, Europa, América do Norte, Oriente Médio, África e América Latina.

“Os líderes de Recursos Humanos mais arrojados estão agindo de forma consistente e sem hesitação, apostando na transformação da área como fator determinante para o sucesso dos negócios. Um modelo mais moderno, ágil e focado na experiência do empregado está alinhado com a aplicação de novas habilidades de gestão, inteligência artificial e robótica para integrar talentos humanos e estratégias digitais”, afirma Patrícia Molino, sócia-líder de Pessoas e Transformações da KPMG no Brasil.

A cultura do local de trabalho também mereceu destaque na pesquisa, sendo considerada uma barreira à transformação digital para 41% dos respondentes. Aproximadamente um em cada três respondentes (35%) disse que a cultura é mais orientada para tarefas em vez de ser inovadora ou experimental. Outra conclusão importante é que as áreas de RH que estão passando agora por processos de transformação digital avaliam que as deficiências de habilidades (51%) e a falta de recursos (43%) são as principais barreiras para alcançar mudanças mais profundas. O conteúdo também revelou que 42% dos entrevistados concordam que preparar a força de trabalho para o futuro utilizando inteligência artificial é um dos maiores desafios a ser enfrentado nos próximos cinco anos.

Outro dado relevante é que mais da metade dos executivos (60%) acredita que a inteligência artificial criará menos postos de trabalho do aqueles que serão eliminados e exigirá maior qualificação dos colaboradores. “A pesquisa também revela que há uma parcela significativa de líderes que estão assistindo passivamente as transformações do mercado, esperando que outras áreas como tecnologia da informação mostrem o caminho para iniciar as mudanças”, completa a sócia da KPMG. Esta postura não é compatível com a expectativa dos CEOs segundo o estudo CEO Outlook, onde 72% relataram que preferem iniciar a disrupção em suas empresas e não esperar que a mudança ocorra no mercado para depois reagir, pois 60% acreditam que este processo é mais uma oportunidade que uma ameaça.

Aproximadamente metade da amostra da pesquisa é de empresas com número de funcionários com número igual ou superior a 5 mil e 42% dos respondentes são de organizações com receita anual superior a US$1 bilhão. O conteúdo está disponível na íntegra no link – assets.kpmg.com/content/dam/kpmg/xx/pdf/2018/11/future-of-hr-survey.pdf.

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Chatbots: uma revolução no atendimento ao cliente

Por Yuri Fiaschi

Os chatbots representam uma grande evolução na relação entre pessoas, marcas e tecnologia. Essa tecnologia já está presente em setores da economia como call centers, instituições financeiras, redes sociais e fintechs, de modo a integrar processos de automação, machine learning e inteligência artificial. A constante utilização dessa ferramenta faz com que o processo de atendimento seja personalizado, com respostas direcionadas a diversas áreas e finalidades.

Atualmente, várias empresas utilizam bots em mensagens (SMS/aplicativos de mensageria) e voz. Estamos em uma época de consolidação, em que os mais rápidos e melhores ficarão na frente, e os demais deixarão a cena. Em um exemplo maior, temos as assistentes de voz como Siri, Alexa e Cortana – esta última, aliás, está deixando a cena para começar a integrar as demais. Os bots seguirão o mesmo caminho, por isso o desenvolvimento da inteligência é tão importante, com mais integração. Ao pensarmos no futuro, a aplicabilidade dos bots fica focada no atendimento ao cliente, seu grande potencial e diferencial.

O futuro dos chatbots integrado com outras inteligências em nosso cotidiano está cada vez mais próxima da realidade. Por exemplo, um técnico pode tocar a campainha de sua casa para consertar a geladeira, e você nem sabia que havia um problema, ou um cliente pode receber proposta de um banco para um novo serviço e fechar o negócio. O fato é atribuído por conta de a média de interação crescer mais de 200% quando os bots são integrados a ofertas de produtos e atendimento ao consumidor.

Os setores da economia que já utilizam os bots incluem call center, instituições financeiras, gerenciamento de redes sociais e fintechs. Nesses casos, o uso de chatbots potencializa o atendimento, fazendo com que os colaboradores se concentrem mais em problemas complexos, que dependem da capacidade humana para ser resolvidos. Por exemplo, os bots podem ser usados para checar o saldo em sua conta no fim do mês, mas, ainda assim, os clientes gostariam de ser atendidos por um humano para lidar com situações como
cartões clonados. No primeiro caso, o pedido do cliente pode ser facilmente resolvido pelo robô. No segundo, a empatia e a aproximação com um atendente pode transmitir segurança maior para um cliente que se descobriu vítima de fraude.

A grande questão do momento é como os bots conseguem acessar as informações e por onde. Existem divergências entre diversas áreas, e um tema cada vez mais importante é a segurança dos dados. Com isso, cada empresa deve medir seus riscos e ver até onde permitirá que os dados sejam acessados em suas data bases. Isso demanda não só protocolos mais robustos como também segurança e conexões rápidas, dentro e fora dos data centers, ainda mais em tempos em que os cidadãos se preocupam cada vez mais com sua privacidade e com os dados aos quais as corporações têm acesso.

No âmbito nacional, o Brasil é um early adopter dos chatbots. Assim, todos os mercados olham para nós com atenção para aprender com o que está sendo feito. O mercado de tecnologia brasileiro, na área de banking, é um dos mais avançados do mundo, por exemplo. Quando falamos de ideias e desenvolvimento, o mercado americano sempre é um benchmark, mas em termos de adoção o Brasil é modelo.

Yuri Fiaschi, head das Américas da Infobip, empresa croata que opera uma das maiores plataformas omnichannel do mundo.

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Certsys estreia seu laboratório de tecnologia no CIAB FEBRABAN 2019

Palco de grandes novidades em tecnologia voltadas para o sistema financeiro e de negócios, o CIAB FEBRABAN 2019, que ocorre de 11 a 13 de junho, no Transamérica Expo Center, em São Paulo, foi o local escolhido pela Certsys, integradora de TI responsável por realizar toda a jornada tecnológica de Transformação Digital de empresas, para lançar seu centro de pesquisa, desenvolvimento e inovação de soluções para o mercado: o Certsys Labs.

O Certsys Labs chega ao mercado com o objetivo de desenvolver e apresentar soluções próprias. Internamente, a expectativa da empresa é compartilhar técnicas e envolver as equipes, expandindo seu portfólio e tornando o negócio cada vez mais disruptivo e competitivo.

Com o objetivo de apresentar lançamentos de produtos e soluções, além de atualizar o mercado com as últimas tendências do setor, a 29ª edição do CIAB anuncia 10 grandes temas para discussão: Tendências Tecnológicas, Fintechs & Startups, Serviços de Tecnologia, Regulação, Meios de Pagamentos, Seguros, Futurismo, Segurança & Cybersecurity, Jornada do Cliente e Provedores de Soluções e Negócios.

Quanto aos expositores da CIAB, que conta com mais de 140 nomes do ramo, a Certsys tem seu lugar cativo também como patrocinador, o que lhe proporciona ainda maior visibilidade para os líderes e a oportunidade de estabelecer relacionamentos e ativar contatos. Durante os três dias, o time Certsys estará no estande A69, no Hall A.

Na quarta-feira, dia 12, às 16 horas, a Certsys irá realizar palestra com o tema Social Analytics na Indústria Financeira, abordando a importância das mídias sociais nos novos modelos de negócios.

Instituições bancárias também estão confirmadas para o evento, com a palestra de Octavio de Lazari Junior, presidente do Bradesco, e Jim Marous, bancário, palestrante global e colaborador da Forbes.

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iFood é patrocinador oficial do Startup Weekend Foodtech

O iFood, foodtech líder na América Latina, é patrocinador oficial da primeira edição do Startup Weekend Foodtech, uma maratona de empreendedorismo e inovação que desafia seus participantes a transformar uma ideia de negócio em uma startup durante um fim de semana. Além do patrocínio, o iFood receberá os 90 participantes do evento, de 2 a 4 de agosto, na sede do iFood, em Osasco.

A vertical direcionada à foodtech possibilita que os participantes pensem em soluções que abrangem temas como: logística inteligente, marketplace de food service & varejo, comida do futuro, reciclagem & desperdício, necessidades do consumidor, agribusiness marketplace, varejo inteligente, processamento de alimentos, transparência alimentar, logística & food delivery, fazendas inteligentes, segurança alimentar e novos sistemas de agricultura.

“O propósito do iFood é revolucionar o universo da alimentação por uma vida mais prática e prazerosa e, para atingi-lo, sabemos que é necessário participar de ações como essa, que incentivam o empreendedorismo e a inovação”, diz Fabricio Bloisi, fundador e CEO da Movile. “Não podíamos deixar de apoiar essa iniciativa inédita que traz valores tão parecidos com os nossos e que pode trazer impactos positivos para o ecossistema de foodtech”.

Durante 54 horas, os participantes terão o desafio de apresentar suas ideias, formar grupos que acreditam que essa ideia tem potencial de se tornar uma startup e trabalhar para desenvolver esse projeto. Eles serão orientados por um grupo de 13 mentores especialistas de UX, negócios e desenvolvedores e ainda participam de três workshops para tirar a ideia do papel. Além da palestra de abertura que será feita pelo Fabricio Bloisi compartilhando seus desafios como empreendedor frente ao iFood Group.

“Estamos muito felizes de ter o iFood como parceiro nesse evento. Não poderíamos escolher uma foodtech melhor para servir de referência e inspiração para nossos participantes. Sem contar que durante o evento eles irão ter todo o apoio, experiência e mentoria para o desenvolvimento de suas startups de pessoas que já passaram por isso e estão em plena ascensão no mercado.” Taizi Bortolozzo, uma das organizadoras do evento.”

Ascenty inaugura novo data center em Paulínia

A Ascenty, empresa líder no mercado de data center com foco na América Latina, anuncia o início das operações de seu novo data center no município de Paulínia (SP). Com investimento de R$ 150 milhões, o projeto conta com 7 mil m² de construção e 16 MVA de energia e visa atender à demanda crescente das empresas por soluções de data center de alta qualidade.

“O início das operações da unidade de Paulínia é mais um passo importante dentro dos planos de expansão da Ascenty. A região metropolitana de Campinas é extremamente estratégica, pois oferece localização privilegiada, próxima a rotas de acesso à capital e aos principais municípios da região, onde atuam grandes companhias que já são nossas parceiras”, afirma Roberto Rio Branco, vice-presidente de Marketing e Relações Institucionais da Ascenty.

“O ritmo do forte crescimento do mercado global de data centers deve continuar e estamos bem posicionados para atender a essa demanda na América Latina. Nossa integração à plataforma global da Digital Realty e a recente parceria com a Brookfield Infrastructure proporcionam aos nossos clientes acesso a uma das maiores redes de data centers interconectados do mundo e aos benefícios de uma das maiores gestoras de ativos do Brasil nos segmentos de infraestrutura e private equity.”, completa Marcos Siqueira, vice-presidente de operações da Ascenty.

A Ascenty finalizará 2019 com 16 data centers em operação no Brasil. Como próximos passos, a empresa anunciou, recentemente, a construção de seu primeiro data center no Chile, com lançamento previsto para julho de 2020.

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Terceira geração de robôs e o despertar para novas funções

Por Luiz Alexandre Castanha

A vida humana se define, inclusive para efeito de estudo da Saúde e da Ciência, em quatro momentos: infância, adolescência, fase adulta e velhice. Levando essa divisão para o campo da Inteligência Artificial, temos essas duas últimas etapas se sobrepondo quase que ininterruptamente – entre a descoberta de um novo mecanismo e outro se tornando obsoleto – e, assim, também podemos usá-la, porém, em três períodos, como parâmetro para explicar a evolução dos robôs.

Se na primeira geração, em meados dos anos 60, as máquinas apenas reproduziam movimentos simples, assim como crianças com limitações inerentes à idade. Na segunda, os robôs foram construídos e programados para fazer praticamente tudo que conhecemos hoje. Nesta fase evoluímos muito, imagine que ela nos trouxe até aqui com vários sistemas complexos e muita tecnologia, desde celulares até naves espaciais foram criadas com essa lógica, onde programávamos e as máquinas executavam.

Assim como uma pessoa adulta, aterceira geração é caracterizada pela capacidade de o robô tomar decisões autônomas. São máquinas mais robustas, para as quais um operador não precisa dar todas as pistas. Robôs “com faro”, usando sensores, algoritmos e qualquer outro elemento de controle disponível para buscar, testar e emitir respostas consideradas inteligentes.

Stephen Hawking dizia que a terceira geração dos robôs representava um salto tão grande na robótica que era como se, agora, o “gênio estivesse fora da lâmpada”. O físico defendia que a IA poderia substituir os humanos completamente, e que essa nova relação poderia se estabelecer como uma ajuda ou como uma disputa.

Fato é que é fascinante demais ver a evolução para a qual estamos caminhando. Quem diria que estaríamos assistindo a cirurgias robóticas e por telementoria, uma conquista alcançada recentemente, em fevereiro de 2019? Não só a comunidade médico-científica, como entidades e empresas no setor de tecnologia, estão dando passos largos no uso da IA a nosso favor.

Cada vez mais, a Inteligência Artificial aplicada à Saúde, aliás, indica que teremos ações preventivas muito mais embasadas e aprofundadas para resolver questões até agora insolúveis, especialmente no campo do bem-estar humano.

Parte daí a noção de que a nova geração de tecnologia pode nos ajudar a resolver a lidar com problemas coletivos tão complexos, como a fome no mundo ou doenças sérias e incuráveis, e de cada indivíduo, ao tornar capaz a fabricação de wearables que meçam a pressão sanguínea, emitam mensagens e alarmes na rotina, enfim, facilitem a vida do sujeito, por exemplo.

Embora se tenha a ideia de que o avanço robótico é algo assustadoramente incontrolável, penso que é fundamental acompanharmos essas mudançasde perto, para entender seus possíveis impactos dentro de um mundo globalizado, em que as decisões tomadas por grandes empresas do setor e por governos geram transformações diretas no nosso dia a dia.

De qualquer forma, você pode estar ainda se perguntando: essa nova leva de robôs, como Hawking acreditava, não pode, de fato, provocar uma desleal luta entre homens e máquinas em alguns setores, especialmente relacionados ao papel do ser humano no trabalho?

Pensar assim, considerando a capacidade de processamento dos robôs inteligentes, é de fato algo desanimador. Uma segunda estratégia se faz necessária: é preciso aliar a capacidade atual das máquinas, cada vez mais “afiadas” na leitura de dados, informações em redes sociais, imagens, resultados de exames, com sua facilidade de cruzar toda a informação e tomar esse rico material para se ter a decisão (humana) mais acertada.

Isso vale tanto para informações mais ou menos triviais, como a previsão do tempo que interferirá nos seus planos de viagem, a formulação de lista de compras que manterá a dispensa em diaou quantidade de nutrientes que você precisa ingerir em uma refeição para ser mais saudável quanto para grandes decisões de mercado e de governos. Ou seja, bater o martelo em algumas situações ficará cada vez mais fácil com a parceria “robô-humano”.

Cabe ainda lembrar que, quando surge um novo panorama, surgem novas demandas. Neste sentido, se abre um mercado de profissionais de capacitação de robôs que, literalmente, casam o conhecimento humano com aquilo que as máquinas mostram de mais relevante. Instituições de vários países, especialistas em robótica já estão de olho nessas novas funções. Você já pensou nessa possibilidade de ser um professor de robôs? Essa será uma profissão muito interessante, não é mesmo? Então, que tal começar agora mesmo.

Luiz Alexandre Castanha, diretor geral da Telefônica Educação Digital – Brasil e especialista em Gestão de Conhecimento e Tecnologias Educacionais.

Conferência Web.br propõe reflexão sobre “a Web que queremos”

A Conferência Web.br 2019 reunirá, nestes 30 anos da Web, especialistas nacionais e internacionais, desenvolvedores, designers, gestores, estudantes e usuários de Internet para debater questões que desafiam a Web. Sob o tema “Nós podemos ter a Web que queremos!”, a 11ª edição do evento, realizado pelo Centro de Estudos sobre Tecnologias Web (Ceweb.br) do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), com apoio do Escritório Brasileiro do World Wide Web Consortium (W3C Brasil), será nos dias 30 e 31 de outubro, em São Paulo.

Os ingressos no valor promocional já podem ser adquiridos no endereço: conferenciaweb.w3c.br/. O primeiro lote estará disponível apenas até 30/6.

“Assim como a Web só evolui graças à colaboração dos mais diversos atores, uma Web aberta, universal e descentralizada continuará sendo possível com a união permanente de esforços. Nestes 30 anos da Web, teremos uma Conferência especial, pois será um momento importante de reflexão e debate com a comunidade brasileira sobre os princípios originais dessa tecnologia e ações possíveis para que a Web atinja todo o seu potencial, preservando nossa privacidade, democracia e direitos, sem que a Web se confunda com plataformas que buscam ser hegemônicas”, destaca Vagner Diniz, gerente do Ceweb.br e do W3C Brasil.

Temas como segurança e privacidade, inteligência artificial, web pervasiva, tecnologias mais eficientes para a Web e dados abertos, todos contando com uma análise sobre a ética nestes contextos, serão debatidos durante o evento, já consagrado como principal espaço brasileiro de discussão sobre as tendências e boas práticas de desenvolvimento web. O formato da Conferência privilegia, por um lado, o aprendizado na prática, com o uso de novas tecnologias Web que desafiam os desenvolvedores e, por outro lado, o debate sobre o impacto dessas novas tecnologias na sociedade e na tomada de decisão nos negócios, a partir da apresentação de renomados palestrantes. A programação do evento ficará disponível em breve no sítio da Web.br.

Edições anteriores

Em 2018, centenas de participantes tiveram a oportunidade de aprender na prática como desenhar projetos de dados e inteligência artificial, construir cenas de realidade virtual na Web, entre outras tecnologias Web inovadoras. Além dos workshops, a Conferência também contou com a apresentação de especialistas sobre os avanços de aplicações com inteligência artificial na Web, aprendizado de máquina (machine learning) e computação cognitiva. Reveja as apresentações na playlist disponível no canal do NIC.br no YouTube.

Conferência Web.br 2019 – “Nós podemos ter a Web que queremos!”

Data: 30 e 31 de outubro
Local: Centro de Convenções Rebouças
Av. Rebouças, 600 – Pinheiros – São Paulo, SP
Ingressos: conferenciaweb.w3c.br/

Instituições financeiras podem explorar sistemas bancários integrados para oferecer serviços digitais seguros, afirma Unisys a líderes do setor

A Unisys Corporation (NYSE: UIS) participa da Fintech Americas 2019 para discutir as oportunidades que os sistemas bancários integrados podem oferecer ao setor de serviços financeiros. Entre elas, formas de integrar funções bancárias, de empréstimo e pagamento às aplicações de consumo mais populares. Ao eliminar obstáculos dos processos tradicionais por meio dessas medidas, as instituições serão capazes de proporcionar uma excelente experiência aos clientes e promover avanços na gestão de identidades, que podem garantir uma sólida postura de segurança em meio ao acelerado ritmo de transformação.

Maria Allen, vice-presidente e head global da Unisys para a área de Serviços Financeiros, apresenta um painel de discussão ao lado de David Estevez, CIO do Grupo Petersen, e Daniel Kennedy, vice-presidente do Scotiabank para bancos digitais, para discutir como a transformação digital das instituições financeiras está mudando a experiência e as expectativas dos clientes, e como avanços como o open banking têm aberto portas para a oferta de muitos serviços que bancos tradicionais não poderiam oferecer anteriormente. A discussão também aborda os riscos da segurança cibernética que as transformações podem trazer consigo e o importante papel de uma abordagem Zero Trust para garantir sucesso no futuro.

“O ritmo acelerado das mudanças no setor bancário está abalando a abordagem tradicional dos bancos em relação aos consumidores”, destaca Allen. “Os clientes de hoje contam com muitas opções, mas avanços como o sistema bancário integrado permitem que os serviços digitais sejam oferecidos em tempo real, quando e onde for preciso. Trata-se de eliminar os obstáculos dos processos bancários tradicionais – permitindo que pessoas realizem transações de qualquer dispositivo, a qualquer momento – para proporcionar uma melhor experiência”.

Entre outros temas, destaca-se também a necessidade de os bancos ficarem atentos aos riscos de cibersegurança que podem enfrentar ao adotar novas tecnologias (como inteligência artificial baseada em voz) e de tomarem medidas proativas para estabelecer uma abordagem de segurança, uma vez que as defesas dos perímetros já não são suficientes para reagir às ameaças de hoje.

“Zero Trust é um tema importante atualmente e, como muitos outros termos novos, pode significar coisas diferentes para diferentes empresas. Na Unisys, acreditamos que uma essa abordagem se baseia na ideia de que nenhum usuário ou dispositivo – dentro ou fora de redes privadas – deve ser confiável e de que as organizações devem dar o mínimo acesso possível mediante a identificação segura”, explica Allen. “É necessário contar com uma abordagem que usa ‘identidades confiáveis’, pois a interconectividade com parceiros, fornecedores e clientes exige a proteção de dados críticos nos vários pontos de acesso. Felizmente, avanços como autenticação biométrica multimodal, incluindo elementos como reconhecimento de voz e de íris e biometria comportamental, como velocidade de digitação, podem ser implantados para verificar a identidade do usuário nos diversos canais”.

Usando tecnologias de acesso baseadas em identidade, bancos e instituições financeiras podem implementar um modelo de segurança Zero Trust para combater riscos sistêmicos agregados a sistemas bancários integrados. Dessa forma, conexões com fornecedores e parceiros podem ser feitas com confiança e os benefícios do open banking podem ser concretizados.

A Unisys ajuda as instituições financeiras a alcançar níveis elevados de digitalização utilizando o Elevate™, plataforma de software completa e pacote de aplicações desenvolvidas para proporcionar experiências seguras aos clientes de bancos digitais. O Elevate conta com a segurança do Unisys Stealth®, que dispõe de recursos dynamic isolation™ para isolar rapidamente dispositivos ou usuários ao primeiro sinal de comprometimento. O Stealth™ reduz as superfícies de ataque por meio de microssegmentação baseada em identidade, permitindo que os bancos separem e escondam ativos críticos e estabeleçam canais codificados para comunicação segura de usuários, aplicações e sistemas.

Mais de 450 instituições financeiras em todo o mundo usam soluções da Unisys. Para obter mais informações sobre os recursos da Unisys para serviços financeiros, clique aqui.

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Para metade das brasileiras, desigualdade de gênero no setor de tecnologia começa no recrutamento

De acordo com nova pesquisa* global da Booking.com, uma das maiores empresas de e-commerce de viagens no mundo e líder em tecnologia digital, metade das mulheres brasileiras que trabalham no setor tecnológico (51%) diz que a desigualdade de gênero durante o processo de recrutamento as restringe de entrar na indústria.

Apesar dos esforços que o setor tem feito para aumentar a representatividade das mulheres e das minorias no mercado de trabalho tecnológico, a pesquisa mostra que os desafios que surgem já nas etapas de recrutamento podem estar desencorajando as mulheres a se candidatarem para vagas na área. Inclusive, estudantes universitárias brasileiras interessadas na carreira tecnológica (66%) são as que sentem o maior impacto dos desafios impostos pela diferença de gênero durante o processo de recrutamento. Isso significa que as empresas de tecnologia podem estar rejeitando a mão de obra feminina antes mesmo de elas terem a oportunidade de mostrar ao que vieram.

“Grande parte da discussão envolvendo as melhorias quanto à diversidade de gênero no setor de tecnologia tem focado naquilo que a indústria, o sistema educacional e os governos podem fazer para que mais garotas e jovens mulheres se interessem por temas sobre STEM (do inglês: Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática) logo cedo e durante a carreira no setor tecnológico,” comenta Gillian Tans, CEO da Booking.com. “Nossa pesquisa destaca como as práticas de recrutamento adotadas pelas empresas de tecnologia são fundamentais para inserir as mulheres no setor. Isso inclui o que é divulgado sobre a indústria, as descrições das vagas oferecidas e as oportunidades existentes. Essas descobertas são particularmente significativas se considerarmos que 51% das mulheres ao redor do mundo acreditam que as práticas de contratação que atraem mão de obra mais diversificada são as que mais contribuem para seu sucesso no ramo tecnológico”.

Comportamentos adotados na contratação estão afastando as mulheres, ao invés de atraí-las

Ao serem perguntadas especificamente sobre as práticas envolvidas no recrutamento e identificação de talentos de empresas de tecnologia, as respostas de brasileiras atuantes no setor indicam como a indústria falha em descrever de forma detalhada – e consequentemente, em recrutar – a variedade de cargos e oportunidades que as carreiras no setor de tecnologia podem oferecer.

Partindo desse cenário, as descrições de vagas afastam cada vez mais as mulheres de se candidatarem para vagas que não exigem conhecimento técnico dentro do setor de tecnologia, com pouco mais da metade das brasileiras (52%) dizendo que as vagas de trabalho não são desenhadas levando em consideração a mão de obra feminina. Nossa pesquisa aponta que mais da metade das profissionais e estudantes de tecnologia no país (53%) acreditam que as empresas do setor tendem a falar mais sobre os cargos técnicos que envolvem codificação, design de produto, análise de dados e engenharia, ao invés de apresentar cargos não técnicos, que poderiam atrair igual interesse.

Um dado que reforça essa realidade mostra que quase três em cada quatro mulheres brasileiras no setor de tecnologia e estudantes interessadas em seguir carreira na área (74%) concordam que é necessário ter habilidades técnicas, ou um diploma em tecnologia ou ciência da computação para conquistar um emprego na área – independentemente de ser um cargo técnico ou não, em um departamento como Recursos Humanos, Financeiro, Jurídico e Marketing, por exemplo. Quando se analisam as regiões, essa crença é ainda mais forte em países como Índia (83%) e China (79%).

Quando se trata de ter uma trajetória profissional concreta dentro do setor de tecnologia, metade das mulheres do país (50%) sente que as oportunidades para que elas avancem em suas carreiras não são tão claras em um primeiro momento – outro fator que dificulta a entrada delas na indústria. Esse sentimento é ainda mais forte entre as estudantes do ensino superior (64%), o que mostra que o setor de tecnologia precisa fazer mais para destacar as oportunidades de crescimento disponíveis para as mulheres, antes mesmo delas ingressarem na indústria.

“As descobertas da nossa pesquisa reforçam a noção de que, durante anos, as empresas de tecnologia têm falado sobre a indústria e sobre os cargos oferecidos de uma maneira muito mais atrativa aos homens, mas têm desencorajado a mão de obra feminina, seja por causa da linguagem utilizada nas descrições de vagas ou durante o processo de recrutamento e contratação. É necessário assegurar que o processo de inscrição para as vagas conte com equilíbrio entre gêneros e seja inclusivo, já que ele é a porta de entrada de um funcionário e o cartão de visitas da empresa, e precisamos garantir que não estamos fechando as portas às mulheres ou as afastando logo no início do processo”, comenta Tans. “Como indústria, precisamos desempenhar um trabalho melhor quando se trata de chamar a atenção das mulheres para os inúmeros caminhos que elas podem trilhar, tendo escolhido a carreira no setor tecnológico”.

Uma vez contratados, homens e mulheres enfrentam experiências diferentes quando se trata de desenvolvimento e liderança

Ao serem perguntadas sobre as oportunidades de crescimento depois de terem entrado na indústria da tecnologia, mais de três em cinco mulheres brasileiras (65%) sentem que a expectativa é de que elas atendam a cada uma das exigências do cargo para que possam avançar, enquanto os homens tendem a ser promovidos com base no seu potencial futuro.

Além disso, mais da metade das brasileiras entrevistadas (59%) sente que atitudes e comportamentos que são vistos como positivos em colegas homens são considerados negativos em mulheres, e um número semelhante (55%) sente que elas não contam com oportunidades de crescimento e desenvolvimento suficientes.

*Pesquisa encomendada pela Booking.com e conduzida de forma independente entre 6.898 participantes (do Reino Unido, Estados Unidos, França, Brasil, Países Baixos, Alemanha, China, Austrália, Índia e Espanha). Os entrevistados responderam uma pesquisa on-line entre 2 de agosto e 6 de setembro de 2018. Entre aqueles que responderam à pesquisa estão alunos do Ensino Médio e Superior entrando na área, em início de carreira ou profissionais experientes do mercado de tecnologia, além de pessoas retornando para o setor.

ABES sela parceria com IBI-TECH para apoiar o ingresso de startups israelenses no Mercado Brasileiro

Rodolfo Fücher, presidente da ABES, (esquerda) e Shaul Shashoua, presidente da IBI-Tech

Rodolfo Fücher, presidente da ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software) acaba de assinar uma carta de intenções com Shaul Shashoua, presidente da IBI-Tech (Israel Brasil Innovations LTD), empresa israelense com filial no Brasil, com o objetivo de unir esforços para apoiar a ida de empresas de tecnologia da informação de Israel para o Brasil. Em Tel Aviv, desde o dia 25 de maio, participando de uma missão de empresários brasileiros em Israel, Rodolfo Fücher comenta que “O mercado brasileiro apresenta uma excelente oportunidade para empresas israelenses investirem, porém, o Brasil possui uma percepção negativa para investidores estrangeiros, devido à complexidade tributária, forte judicialização e processo judicial caro e demorado. Neste sentido, a ABES possui mais de 30 anos de experiência na área jurídica, regulatória, tributária e pode auxiliar as companhias estrangeiras que desejem operar no Brasil”, afirma.

O executivo Shaul Shashoua explica que sua operação no Brasil permite a conexão do mercado brasileiro com o ambiente empreendedor de Israel. “Por meio de nossa forte experiência em Tecnologia e Desenvolvimento de Negócios, transformamos oportunidades inovadoras em projetos reais no Brasil e em Israel. A parceria com a ABES será de grande valor para estreitar relações e criar novas oportunidades para os empreendedores nos dois países”, afirma o presidente da IBI-Tech.

Missão em Israel

Rodolfo Fücher está, desde o dia 25 de maio, participando de uma missão, organizada pelo IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativo), em Tel Aviv, Israel, com executivos e conselheiros de administração brasileiros. Um dos objetivos do executivo nesta viagem é posicionar a ABES como referência em inovação para empresas israelenses, principalmente startups, que buscam expandir seus negócios no Brasil, além de apontar o País como um excelente mercado para prospecção de negócios.

Com uma agenda com visitas previstas à Universidade Technion; à Autoridade de Inovação de Israel, Programa de Inovação da Bolsa de Valores de Tel Aviv; e a empresas como Intel e Elbit System; a missão teve como intuito mostrar como Israel, conhecido como “Startup Nation”, teve um crescimento econômico tão significativo nos últimos anos: atualmente, o país concentra a maior média de empresas de tecnologia por habitante, 1 a cada 1.400 pessoas. “Israel é um celeiro de startups de sucesso que podem ser exemplos para empreendedores brasileiros. Neste sentido, essa missão nos ajuda a conhecer mais de perto o ambiente de inovação do país e a criar caminhos que nos permitam aproximar os dois mercados”, conclui Fücher, que volta ao Brasil no dia 4 de junho.

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Magazine Luiza lança plataforma que permite que outras lojas físicas vendam seus produtos

O Magazine Luiza lançou, no evento VTEX Day, uma nova plataforma voltada aos varejistas. Com o “Parceiro Magalu”, um lojista pode, por intermédio de um aplicativo, vender qualquer um dos 4 milhões de produtos do Magazine Luiza em sua loja.

A rede de lojas de materiais de construção ABC da Construção, que tem lojas nos estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro, já começou a usar a plataforma, em sua fase piloto. Além dos produtos de construção do lojista, o cliente pode comprar o televisor, a geladeira e outros móveis da sua casa, por exemplo. A venda é realizada e paga na loja do parceiro e a entrega é feita pelo Magazine Luiza, na casa do cliente.

A solução de pagamento foi desenvolvida em parceria com a Cielo. Com o aplicativo integrado, o vendedor efetua a transação diretamente no PDV do loja. As vendas por meio do Parceiro Magalu podem render comissões de até 8% para o lojista que aderir à plataforma.

Para fazer uso do Parceiro Magalu, o lojista precisa ter um CNPJ, conta bancária e um smartphone com acesso à internet.

Além do lançamento, o Magazine Luiza aproveita o VTEX Day para mostrar suas soluções de marketplace.

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