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Locaweb anuncia aquisição do Delivery Direto

Líder em serviços digitais, a Locaweb anuncia a aquisição do Delivery Direto, empresa que oferece aplicativos de delivery e gestão completa para restaurantes e já conta com mais de 1,2 mil clientes. Plataforma que funciona como uma alternativa econômica aos apps de marketplaces, oferecendo controle total do relacionamento com os clientes. Com esta compra, a Locaweb amplia seu portfólio de serviços mobile e omnichannel.

“Vemos muito potencial para explorarmos o setor de delivery e gestão de negócios, que não param de crescer no Brasil. Com isso, uniremos nossos esforços para ampliar as possibilidades de serviços a serem oferecidos aos empreendedores do segmento de alimentação e, no futuro, outros setores no País”, afirma Fernando Cirne, CEO da Locaweb. “Estamos empolgados com esta aquisição e animados em atuar juntamente com todo o time do Delivery Direto, ajudando os restaurantes a prosperarem no mercado digital”, afirma Cirne.

Criada em 2016, a partir da operação da Kekanto e contando com o investimentos dos A5 Capital Partners, Kaszek Ventures e Accel Partners, o Delivery Direto oferece aos restaurantes uma solução completa de delivery e gestão que opera como uma opção aos apps de marketplaces que cobram comissão de 10% a 30% para cada pedido. Além disso, o Delivery Direto permite que os restaurantes tenham a gestão completa do relacionamento com seus clientes, diferentemente dos apps de marketplace tradicionais.

Cerca de 60% dos pedidos feitos pelos aplicativos de entrega são de consumidores que não estão pedindo pela primeira vez, com isso, o restaurante acaba pagando por clientes que já eram dele.

Com um modelo de negócio SaaS (software as a service), o Delivery Direto permite ao empreendedor gerar cupons de desconto, programas de fidelidade, pagamento online, cardápio e área de entrega customizáveis em tempo real, campanhas de marketing e relacionamento por e-mail, sms, push e também criar um banco de dados com informações dos consumidores.

“O Delivery Direto nasceu com o propósito de, através da tecnologia, ajudar o dono do restaurante a focar no que ele faz de melhor, que é encantar os clientes com a sua comida e atendimento”, conta o cofundador e CEO do Delivery Direto, Allan Panossian. “Escolhemos a Locaweb porque enxergamos que a companhia tem a mesma cultura e visão de mercado, com o compromisso de ajudar empreendedores a prosperarem por meio da tecnologia” afirma.

Seguindo o modelo de atuação da Locaweb em outras aquisições, Panossian permanecerá à frente da operação com total autonomia, mantendo os colaboradores e escritório próprio em São Paulo. Além disso, todo a tecnologia desenvolvida pelo Delivery Direto poderá ser utilizada para complementar e desenvolver os serviços já oferecidos pela líder brasileira de serviços digitais.

Pioneira da internet no País, a Locaweb nasceu para ajudar empreendedores e negócios a desenvolverem sua presença online e prosperarem na web. Ao longo dos últimos seis anos, a empresa realizou seis aquisições, fortalecendo a atuação em diversos mercados como o de cloud computing, e-commerce, marketing cloud, hospedagem e pagamentos. Com sede em São Paulo e escritórios em Marília, Curitiba e Porto Alegre, a Locaweb possui mais de 1,5 mil funcionários, 300 mil clientes e 19 mil desenvolvedores parceiros. Com 21 anos de atuação, a empresa encerrou o ano de 2018 com faturamento de R$ 371 milhões.

Eficiência operacional deve ser aplicada em organizações de qualquer setor: 4 dicas para aumentá-la

Produzir mais com menos recursos. Essa é a definição de eficiência operacional dentro de uma organização, e leva em conta a execução correta de processos e o controle de desperdícios. E pode ser aplicado em empresas privadas, órgãos governamentais e entidades filantrópicas.

Em 13 de junho, por exemplo, o Governo Federal anunciou uma parceria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) com o Ministério da Saúde formando o BNDES Saúde, para promover um programa de financiamento das entidades que atuam no segmento e um dos braços será destinado justamente a melhorias de gestão, governança e eficiência operacional.

“A eficiência operacional significa, efetivamente, conseguir aproveitar os recursos alocados na geração de produtos e serviços da melhor forma possível, sem perder nada ao longo do caminho”, explica o diretor geral da People+Strategy – consultoria de Estratégia e Planejamento – João Roncati.

Para um líder de equipe ou empresário, segundo Roncati, a preocupação maior é dar atenção a duas tarefas: ser o exemplo no uso dos recursos e o espelho no aumento da eficiência operacional. “É necessário, ainda, perceber em qual cadeia de valor você e sua empresa estão inseridos, para que, de fato, isso se traduza em mais eficiência frente aos concorrentes ou dentro do segmento de atuação da organização”, detalha.

Vale lembrar que é fundamental que líderes e times avaliem a necessidade de automatização inteligente, ferramentas de otimização e plataformas de gestão e integração em alguns procedimentos para que a eficiência aumente. Essa definição pode ser feita com a consulta aos colaboradores, que devem estar totalmente envolvidos na busca pela eficiência. “São comportamentos assim que fazem total diferença no nível de eficiência operacional da instituição”, analisa Roncati.

Abaixo, 4 dicas para aumentar a eficiência operacional:

– Fique atento ao refinamento de métodos para que o dia a dia dentro da organização seja mais eficaz;

– Discuta atitudes e competências que a equipe deve ter para a eficiência ser parte do modus operandi da organização;

– Considere aperfeiçoar os processos e não tentar reduzir custos em um primeiro momento. Apenas descobrindo falhas e reestruturando o que há de errado é que você conseguirá evitar desperdícios de qualquer porte dentro da organização;

– Em empresas privadas, fique atento à produtividade da concorrência e do setor como um todo. Observe quais pontos de apoio eles usam para chegarem aos resultados desejados.

SONDA lança Vaca Conectada, solução que realiza a rastreabilidade do leite

Até chegar à casa do consumidor, o leite percorre um longo percurso, que se origina na ordenha e inclui o resfriamento e o transporte até a indústria de laticínio, passando pela pasteurização e embalagem. Para monitorar todas as etapas desse processo e garantir a qualidade do alimento até a nossa mesa, a SONDA, maior empresa latino-americana de serviços de tecnologia, desenvolveu uma solução baseada em internet das coisas e analytics.

Batizada de Vaca Conectada, a solução utiliza dados coletados de sensores posicionados estrategicamente nos animais, nos tanques de resfriamentos das fazendas e nos caminhões que realizam o transporte do produto.

“A solução da SONDA é a primeira a disponibilizar a rastreabilidade do leite em toda a cadeia produtiva, verificando o comportamento do animal, o manejo e a ordenha”, explica André Silva, CTO de Transformação Digital da SONDA.

Os sensores fixados nos animais monitoram temperatura, passos, ruminação, potencial cio e enviam as informações para uma plataforma de inteligência artificial que indica, com clareza e informações de fácil acesso, ciclos reprodutivos, problemas de saúde ou alguma inconformidade no comportamento do animal. Esses dados ajudam a prevenir possíveis enfermidades, com impacto direto na produtividade da fazenda.

Já os sensores alocados nos tanques de resfriamento indicam se a temperatura do produto está adequada aos padrões de mercado ou se ela sofreu alguma variação acima do permitido. A tecnologia também garante que o volume comercializado com o laticínio seja o mesmo indicado nos tanques, assegurando eficiência operacional e evitando perdas ou contaminação no momento da coleta.

“Se o leite de uma fazenda sofreu uma variação de temperatura acima do permitido pelas instruções normativas que regulam a produção leiteira, esse lote pode estragar todo o volume de um caminhão que já passou por outras fazendas recolhendo a matéria-prima. A Vaca Conectada ajuda a garantir a produtividade e favorece o controle de qualidade da cadeia produtiva”, comenta Silva.

Esse mesmo conceito também é aplicado aos caminhões que transportam o alimento. A ferramenta possibilita acompanhar toda a rota, monitorando a temperatura, número de vezes que o tanque foi aberto e se o leite foi retirado sem autorização. Os sensores garantem ainda manutenções mais baratas e menos indisponibilidade técnica, pois acompanham o tempo de uso e vida útil dos motores de resfriamento do tanque, prevendo com ajuda da inteligência artificial, a necessidade de substituição, reparo e causa raiz do problema.

“Os laticínios já contam com alto grau de qualidade e de controle produtivo. Faltava uma solução que trouxesse essa mesma eficiência para dentro da porteira e é isso que a SONDA entrega” explica Caio Silva, vice-presidente de Aplicativos da SONDA. “Com a Vaca Conectada, os produtores poderão ampliar suas margens de lucro ao garantir um produto de maior valor agregado”, completa.

A Vaca Conectada dispensa a necessidade de uma robusta infraestrutura tecnológica, como conectividade e energia nas fazendas. São utilizadas baterias com uma duração média de dez anos e redes de comunicação específicas para IoT, além de possibilitar uma implementação simples, em um modelo plug-and-play. A solução foi desenvolvida em parceria com a Sigmais, startup capixaba focada em tecnologias de IoT.

Parem de gourmetizar o empreendedorismo

Por Laís Macedo, CEO do LIDE FUTURO

Dias atrás, passando pelo feed do LinkedIn, encontrei o post de um amigo, fundador de um projeto de imenso sucesso, que me chamou a atenção. Na realidade, o ponto era imagem, em que ele aparecia palestrando em uma sala de aula – até ai tudo bem, acho extraordinário levar bons exemplos e referências do mercado para adolescentes que ainda especulam seus sonhos – mas o principal estava na mensagem. Ele contava que tinha ido conscientizar os jovens do ensino médio sobre a importância de empreender.

Na era do excesso de informação, do status, do ser, em que o “importante” é o número de seguidores nas mídias socias, like nos posts, o cargo no cartão de visitas, no LinkedIn, o stories sequencial de uma agenda tomada de reuniões intercaladas por foto de café e macbook e mensagens motivacionais, estamos criando um estereótipo muito distorcido do sucesso. Pior que isso: estamos atribuindo ao empreendedorismo o caminho para isso.

Ser “founder and CEO” é a bola da vez. Não precisa ter um CNPJ, se, no Linkedin, o sujeito já se intitula fundador e presidente de um projeto mirabolante. Pior ainda são aqueles casos dos centenas de cursos e palestras sobre lições de empreendedorismo e receitas do sucesso, de “professores” e “mentores” sem o principal: uma bagagem real de uma jornada empreendedora – não necessariamente de sucesso, porque o empreendedorismo da vida real, na minha opinião, é essa jornada dura, ácida, corrosiva de embarcar em um sonho, acreditar e dar duro por um projeto, passar perrengue financeiro, lidar com gestão de pessoas, pivotar dia e noite seus projetos, ver o mercado descredibilizar seu sonho, tomar doses diárias de verdade, resetar e fortalecer sua resiliência. E não necessariamente vender sua startup unicórnio no final do dia para algum fundo chinês.

E, na realidade, está aí o meu incômodo. A versão gourmet que é vendida do empreendedorismo não é real. Meu desconforto vem da injustiça do caminho rápido e quase único possível para o sucesso. As mídias sociais só contam o sucesso e reforçam esse conceito. As histórias de fracasso, que, infelizmente, representam a grande maioria, são varridas para debaixo do tapete. E então apresentamos às novas gerações, que já nascem tomadas por uma carga imensa de ansiedade, esse caminho do glamour, dinheiro e poder do empreendedorismo.

Sou empreendedora e quero ter muito mais amigos e colegas nessa jornada. Não quero desmotivar ninguém, pelo contrário: só quero que possamos desconstruir a ideia do glamour irreal de empreender e entender que existem muitos outros caminhos para o sucesso. O drive, na realidade, não deve ser criar sua empresa, e sim esse conjunto de ações, motivações e sonhos que compõe nosso real propósito. Está tudo bem se o seu sucesso for ser funcionário público, levar uma jornada intensa em uma consultoria americana, ser um esportista profissional ou ser mãe. no final das contas, sucesso é realização. Então, empreender deveria ser nossa coragem de assumir, encarar e viver nossas próprias jornadas. Aí sim, vamos juntos empreender.

SPC Brasil realiza bootcamp sobre desafios da Lei Geral de Proteção de Dados

Iniciativa é feita em parceria com FIAP e Intelligence Hub. Participantes terão de desenvolver soluções práticas para as empresas em novo cenário que exige mais transparência no tratamento de dados pessoais. Ideias mais criativas e inovadoras ganharão mentoria em laboratório do SPC Brasil.

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), nova legislação que passa a valer em agosto do ano que vem e regula o tratamento de informações pessoais no Brasil, será tema do 1º Bootcamp promovido pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) em parceria com a escola de negócios FIAP e a empresa de inteligência competitiva, Intelligence Hub. A parceria é inédita no segmento de bureaux de crédito e unirá o meio acadêmico e corporativo em torno de uma problemática de mercado que afetará as corporações e a sociedade.

O encontro será realizado no próximo sábado, dia 14/9, na FIAP em São Paulo, e contará com a participação de aproximadamente 100 alunos de pós-graduação em Business Intelligence e Analytics.

O bootcamp é um programa de ensino imersivo e de troca de experiências, em que os participantes são desafiados a desenvolver em grupos soluções sobre uma determinada área de conhecimento. No encontro deste sábado, os alunos terão de criar soluções práticas para uma boa governança de dados por parte das empresas tendo em vista riscos e oportunidades com a entrada em vigor da LGPD.

O superintendente de inovação do SPC Brasil, Magno Lima, fará a abertura do evento com destaque para o poder transformador da tecnologia como um aliado da criatividade na busca de soluções inovadoras. “Será um dia inteiro dedicado a troca de conhecimento, brainstorming e de fomento à inovação. A expectativa é de que as ideias mais bem avaliadas pela banca julgadora recebam mentoria do nosso laboratório de inovação para ganharem viabilidade prática”, afirma Lima.

Como empresas de todos os portes e segmentos terão de se adequar à Lei Geral de Proteção de Dados, o gerenciamento do ciclo de vida dos dados dentro das estruturas internas das empresas ganha importância neste momento. “A nova legislação dará mais transparência e segurança jurídica, pois cria regras claras sobre o que pode e o que não pode no tratamento de dados pessoais, exigindo critérios mais rígidos e uma política bem definida de governança e de segurança de dados. Além disso, permitirá mais controle do titular sobre seus dados, o que é um enorme desafio para as empresas”, afirma o superintendente de inovação do SPC Brasil.

Também participarão do bootcamp outros especialistas como Roberto Uchida, professor de inovação aberta, Ricardo Giorgi, expert em cybersecurity e Renata Filippos, advogada e especialista em lei Geração de Proteção de Dados.

Bootcamp SPC Brasil, Intelligence Hub e FIAP – Desafio Corporativo para Lei Geral de Proteção de Dados

Quando: 14/09, a partir das 9h
Onde: FIAP Vila Olímpia
Endereço: Rua Fidêncio Ramos, 308 – Torre A7 – São Paulo

Deloitte: PMEs que mais crescem no Brasil apostaram na criação de novos produtos, no aumento da eficácia da força de vendas e na expansão em novas geografias para incentivar crescimento

A Deloitte, em parceria com a revista Exame, apresenta a 14º edição da pesquisa anual “As PMEs que Mais Crescem no Brasil” – um dos mais tradicionais e completos levantamentos sobre o desenvolvimento das pequenas e médias empresas do país. O estudo aborda os diversos fatores que permitiram o crescimento das 100 empresas que mais se destacaram entre as pesquisadas, no período de 2016 a 2018.

O sucesso desse desempenho é fruto da combinação e diversificação de estratégias que envolvem investimentos e inovação frente aos novos rumos da economia nos últimos anos. Segundo apurado junto aos participantes, para 56% das empresas a criação de novos produtos e serviços, aliada ao aumento da eficácia da força de vendas, cujo índice chegou a 55%, e a expansão para novos mercados geográficos, com 50%, foram as iniciativas que mais contribuíram para o crescimento da maioria das pequenas e médias empresas do ranking. “Estes dados reforçam a importância da inovação e da expansão de novas soluções das PMEs. Nosso compromisso com essas empresas, que são cada vez mais relevantes para o ambiente de negócios brasileiro, é mostrar os caminhos para um crescimento sustentável de forma a aumentar sua competitividade e contribuir para o desenvolvimento econômico e social do país”, declara Ronaldo Fragoso, Líder do Private Companies Program e do Centro de Excelência Regulatória e Governança Corporativa da Deloitte Brasil.

Outra ação igualmente de destaque para a competitividade das organizações é a melhoria da experiência e satisfação do cliente – apontada por 50% das empresas respondentes. Essa e as demais ações foram, inclusive, os diferenciais para que as participantes do ranking superassem os desafios dos últimos três anos. Por meio de uma estratégia eficiente de acompanhamento e avaliação de dados sobre hábitos e comportamentos do consumidor, foi possível a implementação dessas ações eficazes.

Como prioridade para investimentos futuros, o fator preponderante é o capital humano. Investir em salários, benefícios e treinamento de pessoas é prioridade para 75% das PMEs que figuram no ranking, bem como a ampliação da carteira de clientes e a inovação em produtos e serviços, segundo 69% das empresas. “É evidente que o foco vai além da otimização de processos, abrangendo também o investimento em pessoas, a inovação em produtos e serviços e, principalmente, a fidelização e ampliação do alcance, em relação aos consumidores dessas empresas emergentes”, aponta Fragoso.

Ampliação da infraestrutura tecnológica é outra medida que está no foco das ações importantes para o negócio, segundo as PMEs do ranking. Do total de respondentes, 78% investem constantemente em tecnologia e inovação e 75% disseminam uma cultura aberta ao tema, em busca de novas soluções de problemas detectados na empresa.

Resultados financeiros

Em todas as 14 edições do levantamento “As PMEs que Mais Crescem no Brasil” as empresas demonstraram um grande crescimento das receitas, sendo maior do que a própria economia do país nos respectivos anos avaliados. Ainda assim, considerando o cenário econômico atual e do ambiente de negócios ocorreu, pelo segundo ano consecutivo, um aumento na média da taxa composta de crescimento anual, nos três anos anteriores, das receitas líquidas das 100 primeiras PMEs de cada edição do ranking.

As 100 PMEs com mais crescimento do Brasil

Para a edição deste ano, que aponta as organizações que mais expandiram seus negócios ao longo dos últimos três anos completos (2016, 2017 e 2018), foram ouvidas empresas que faturaram entre R$ 10 milhões e R$ 800 milhões em 2018. Grande parte das empresas que figuram o ranking das 100 PMEs que mais crescem no Brasil estão localizadas nas regiões sudeste e sul. A primeira, com 51% das empresas participantes e a segunda, com 34%. As principais áreas de atuação são serviços de tecnologia da informação e demais manufaturas (papel e celulose, têxtil e calçados, editorial e gráfico, indústria farmacêutica, indústria química, higiene e limpeza, eletroeletrônicos e metalurgia e siderurgia).

Metodologia e amostra

As empresas que participaram da pesquisa foram convidadas a responder a um questionário eletrônico e compartilhar suas demonstrações financeiras referentes ao período de 2016 a 2018. Do total de 248 que responderam ao questionário, 177 atenderam a todos os critérios da pesquisa e, destas, 100 foram classificadas para o ranking de maior crescimento. A pesquisa tem por base as 100 pequenas e médias empresas que registraram as mais altas taxas de expansão em receita líquida entre 2016 e 2018.

Há 14 anos, a pesquisa “As PMEs que Mais Crescem no Brasil”, realizada pela Deloitte em parceria com a Editora Abril, retrata os temas de maior impacto sobre os negócios das empresas emergentes: gestão, governança corporativa, capital humano, empreendedorismo, inovação, finanças e muito mais.

Acesse os resultados e demais critérios da pesquisa na íntegra em www.deloitte.com/pesquisapmes.

Schneider Electric Brasil inaugura seu primeiro Centro de Distribuição Inteligente para América do Sul

A Schneider Electric, líder global na transformação digital em gestão da energia elétrica e automação, inaugura hoje a transformação digital do seu Centro de Distribuição Inteligente em Cajamar, São Paulo. Com operações destinadas a setores como indústria, energia elétrica, cidades inteligentes e TI, entre outros, o site, que está em atividade desde 2011, também oferece a experiência do icônico Innovation Hub, da Schneider Electric. Somados, o Centro de Distribuição Inteligente e o Innovation Hub atuam como um modelo para a digitização industrial, apoiando o desenvolvimento da agenda nacional da Indústria 4.0.

Este é o terceiro Centro de Distribuição Inteligente da Schneider Electric lançado em 2019 – os outros ficam na Austrália e na China. Os Centros de Distribuição Inteligentes são essenciais para o Tailored Sustainable Connected 4.0 – programa da empresa que visa à transformação digital da cadeia de suprimentos. A Schneider Electric alavanca a digitização – por meio da sua plataforma e arquitetura EcoStruxure – em todas as operações da cadeia de suprimentos para entregar integração e visibilidade de ponta a ponta para aprimorar o desempenho.

Em um espaço de aproximadamente 21 mil m2, o CD Inteligente em Cajamar realiza 350 entregas diárias e processa 8 mil linhas de pedidos de vendas por dia em todo o território nacional, atendendo a cerca de 3.500 clientes da Schneider Electric Brasil e também demandas de outros países da região, como Argentina, Chile, Colômbia, Peru e México. Agora, o Centro está aberto a clientes, parceiros e instituições de ensino que queiram experimentar e aprender sobre as tecnologias mais inovadoras da empresa entregues por meio do EcoStruxure, arquitetura habilitada para IoT, aberta e interoperável.

“A região de Cajamar é um polo industrial estratégico para as operações da Schneider Electric, sendo essa uma razão por termos escolhido a região para receber o CD Inteligente e o Innovation Hub”, diz Marcos Matias, presidente da Schneider Electric Brasil. “Ao trazermos a realidade da transformação digital para nosso Centro de Distribuição em Cajamar, esperamos aumentar de modo significativo a eficiência das nossas operações de ponta a ponta. Será possível não apenas reduzir o tempo de entrega aos clientes, mas também otimizar as operações da cadeia de suprimentos por diminuir tanto o tempo de inatividade do equipamento quanto o consumo geral de energia.”

Liderando pelo exemplo: colhendo os benefícios das soluções de operações inteligentes

Ao digitizar o Centro de Distribuição em Cajamar com as tecnologias EcoStruxure, a Schneider Electric alcançará maior eficiência em todas as camadas das suas operações, com os seguintes grandes benefícios:

• Gestão ágil e processos eficientes – possibilitando decisões melhores e mais rápidas da equipe para aprimorar o atendimento e a satisfação do cliente.

• Gestão de desempenho de ativos – análise preditiva para tempo de inatividade reduzido e operações eficientes a longo prazo.

• Capacitação do operador – acesso em tempo real a ativos, dados e tecnologia inovadora, como o EcoStruxure Augmented Operator Advisor, que permite maior eficiência na manutenção de processos e melhorias significativas na segurança das operações.

• Eficiência e confiabilidade de energia – consumo de energia reduzido, usando informações em tempo real fornecidas pelo EcoStruxure Resource Advisor e EcoStruxure Facility Expert para obter economia potencial de até 30% do consumo de energia.

Algumas das soluções EcoStruxure implementadas no Centro de Distribuição Inteligente de Cajamar são:

• EcoStruxure Augmented Operator Advisor – aplicativo de realidade aumentada para diagnóstico instantâneo e manutenção sem contato.

• PowerTag – sensores de energia sem fio que se conectam aos disjuntores e fornecem dados de carga elétrica em tempo real, além de alertas por e-mail em caso de possíveis problemas.

• EcoStruxure Power Advisor – por meio da computação em nuvem, inteligência artificial e de outras tecnologias, essa oferta melhora a eficiência das operações e manutenção, e garante a segurança e a confiabilidade dos sistemas de distribuição de energia.

• EcoStruxure Power Monitoring Expert – para monitorar e analisar o desempenho de sistemas de energia elétrica, consultando periodicamente os medidores de energia para obter dados em tempo real.

• Altivar Process ATV930 – novo conversor de frequência orientado a serviços que, por meio da gestão de energia, ativos e processos, atende à maioria dos requisitos de controle de processos, melhora a eficiência dos equipamentos e reduz os custos operacionais.

• EcoStruxure Machine Advisor – plataforma de serviço baseada em nuvem para manutenção preditiva que rastreia máquinas em operação, monitora seu desempenho e corrige irregularidades para prolongar a vida útil dos equipamentos.

Experiência do Innovation Hub: EcoStruxure em ação

O novo Centro de Distribuição Inteligente ainda oferece a experiência do icônico Innovation Hub, que funcionará como um showroom aberto a clientes, parceiros e instituições de ensino, que poderão aproveitar o espaço para desenvolvimento de talentos. O Innovation Hub é equipado com tecnologias e soluções para monitoramento em tempo real de consumo de energia elétrica, câmeras, automação de iluminação e persianas, gestão do consumo de água, informações operacionais para controle e mais. Algumas das principais tecnologias alocadas no hub são:

• Centro de controle: seis telas para monitorar as operações em tempo real por meio das soluções EcoStruxure implementadas no site.

• Showroom de produtos: clientes e parceiros poderão simular as funcionalidades das mais variadas soluções nas arquiteturas EcoStruxure para fábricas, edifícios, máquinas e energia – incluindo o MTZ, novo disjuntor inteligente de baixa voltagem.

• “The View”: tela touch de 75 polegadas por meio da qual os visitantes poderão aprender sobre as diversas aplicações das soluções EcoStruxure da Schneider Electric e entender como os clientes da companhia estão alcançando transformações digitais de sucesso.

PrograMaria Summit impulsiona carreiras de mulheres em tecnologia

No dia da Independência do Brasil, São Paulo foi palco de encontro exclusivo entre mulheres que atuam em TI e grandes empresas com vagas abertas para o setor. Com ingressos esgotados, o evento foi promovido pela PrograMaria, startup social que empodera mulheres com tecnologia e programação, e reuniu mais de 300 profissionais que participaram de um dia inteiro com palestras, mentorias, speed hiring, feira de negócios e muito networking.

O evento teve como principal objetivo promover e apoiar o crescimento das mulheres nas áreas tecnológicas, já que existe um fenômeno de evasão das mulheres do mercado de Tecnologia, como explica Iana Chan, idealizadora da ação e fundadora da PrograMaria. “O Programaria Summit foi desenhado para apoiar as mulheres que já trabalham na tecnologia, pois percebemos que é necessário continuar incentivando para que desenvolvedoras consigam evoluir e se aprimorar profissionalmente”, finalizou.

A gerente de Cultura e Diversidade da Vivo, Carol Sierra, incentiva as mulheres a seguirem a jornada dentro da tecnologia e acredita que “existe um mundo de possibilidades por aí e a Vivo está super aberta para receber essas mulheres que querem se desenvolver”. Elisa Kobayashi, que atua em tecnologia há mais de 20 anos e hoje é Cloud Solution Engineering & Solution Architecture Director da Oracle, acredita na força da presença feminina nas áreas tecnológicas e afirma: “Eu preciso dessas meninas comigo, na minha área” e incentiva: “Então venham, pois me sinto muito sozinha e tenho certeza de que a companhia de vocês é fundamental para fazermos a transformação no mundo”.

Gizelda Medeiros, líder de Recrutamento e Seleção da Everis Brasil, comentou sobre a participação no evento: “Nós ainda temos um número pequeno de mulheres nesse mercado e nosso intuito é de aproximar mais esse público feminino e trazê-las mais perto da gente, alavancando o número de mulheres nas empresas de tecnologia”.

O encontro também teve como objetivo “dar um match” entre as oportunidades das empresas e as participantes. “Há muitas possibilidades de trazer essas mulheres para o nosso time”, afirmou Késia Cristine, do QuintoAndar. Desirée Granha, recrutadora da Vivo, também comentou sobre as vagas: “Estamos conhecendo excelentes mulheres, com excelentes skills e habilidades e acredito que em breve a gente vai poder utilizar toda essa experiência aqui para trazê-las para nosso time”.

As palestras foram conduzidas por mulheres referências do mercado e se dividiram entre trilhas geral, backend e frontend. Na trilha geral, Fernanda Moura e Taciana Mello, da Girls on the Road, falaram sobre a importância da liderança feminina na tecnologia. Em seguida, foi a vez de Suelen Marcolino subir ao palco. A gerente de Relacionamento para Soluções Corporativas de Recrutamento no LinkedIn falou sobre futuro do trabalho e como gerir a carreira.

Ainda pela manhã, Iana Chan mediou um bate papo entre Carol Sierra (Vivo), Karen Novaes (Google) e Margareth Goldenberg (Movimento Mulher 360). A mesa debateu os caminhos para construir uma empresa mais diversa e inclusiva. Amanda Gomes, do Programa Elas, finalizou a primeira parte do evento com dicas estratégicas para superar a síndrome do impostor.

Após o almoço, as participantes foram conduzidas para as suas respectivas trilhas, mentorias e speed hiring. Paralelamente, as empresas patrocinadoras Oracle, Vivo, AWS/Amazon, everis, Nubank QuintoAndar, Bossabox, TFG e Accenture estiveram com stands no salão principal da Unibes Cultural, interagindo com público e distribuindo brindes. “É muito importante interagir com as mulheres, perceber que a gente não está sozinha”, afirmou Letícia Santos, da AWS/Amazon.

Nas trilhas específicas (frontend e backend), palestrantes das empresas Oracle, Vivo, AWS, Nubank, QuintoAndar, Tera, Loggi, Cosmobots, WDB Consulting e ThroughtWorks abordaram diversos temas técnicos, como acessibilidade, planejamento e otimização para performances, importância do Design System, automação de testes, micro frontends, NoSQL, arquitetura funcional em microsserviços, DevOps, uso de big data, entre outros.

A coordenadora de projetos do Instituto Avon, Mafone Odara, deu início ao segundo ciclo de palestras geral com o tema “Comunicação Não-Violenta: como fazer conversas difíceis?”. Em seguida Dani Botaro (Oracle), Alissa Munerato (UFABC) e Haydée Svab (ASK) integraram painel sobre algoritmos e vieses inconscientes. Carol Romano (Maker Brands) encerrou o ciclo de palestras com o tema ‘A Ciência e a Prática da Felicidade’.

Heloísa Souza, da WildLife, comentou a experiência de participar da feira de negócios: “Conversamos com muitas meninas super interessadas, que gostam muito do que fazem e que estão aqui nesse espaço onde podem dividir e compartilhar experiências da tecnologia, que é onde elas têm que estar”.

CommScope e Cesupa inauguram laboratório no Pará para formar profissionais em áreas como mobilidade e IoT

A CommScope e o Cesupa (Centro Universitário do Pará) inauguraram ontem (11/09) em Belém o primeiro laboratório no Brasil da Ruckus Networking Academy (RuNA). Esse é o primeiro laboratório do Pará a permitir desenvolvimento tecnológico, além de treinamento e consultoria, com parceria corporativa.

A iniciativa tem como objetivo atender à crescente demanda do mercado por profissionais qualificados, bem como desenvolver soluções customizadas para atender setores como educação, saúde, cidades inteligentes, varejo, indústria, hotelaria e internet das coisas (IoT), entre outros. A CommScope pretende inaugurar mais 3 unidades desse laboratório em outros estados do Brasil até o final de 2020.

“Com esse laboratório, os alunos e profissionais da área poderão ter acesso a novas tecnologias e criar sistemas inovadores como, por exemplo, soluções de conexão de dispositivos de internet das coisas (IoT)”, afirma Marcos Dias, diretor de vendas da Ruckus Networks no Brasil, empresa adquirida pela CommScope.

“A implantação de um laboratório desse porte no Cesupa tem para nós valor estratégico, pois além de reforçar o compromisso institucional de promover formação de alto nível dos alunos em conexão com o mercado, certamente propiciará o desenvolvimento de práticas inovadoras de aprendizagem, ancoradas nesse novo ambiente”, afirma Sérgio Fiuza de Mello Mendes, reitor do Cesupa.

O laboratório conta com uma estrutura diversificada de soluções tecnológicas, que compreende switches de alta performance com portas em cobre/fibra, PoE, access points indoor/outdoor, controladoras, SFP, rack e cabeamento estruturado. Também fazem parte do pacote o ImVision (Sistema de Gestão de Infraestrutra), softwares de analytics, localização e gestão de onboarding Wi-Fi.

Suécia mostra novidades em ciência, tec e aeronáutica nas Semanas de Inovação 2019

O Team Sweden Brazil promove, entre os dias 16 e 27 de setembro, as Semanas de Inovação Suécia-Brasil 2019, uma série de eventos como workshops, bate papos, paineis e encontros baseados na parceria estratégica entre os dois países nas áreas de ciência, tecnologia e inovação (CTI). Em sua oitava edição, as Semanas de Inovação combinarão atividades em cidades como Brasília, Fortaleza, Joinville, Manaus, Porto Alegre, Rio e Janeiro e São Paulo.

“O objetivo das Semanas de Inovação Suécia-Brasil é fortalecer a Suécia como um parceiro de inovação de longo prazo para o Brasil, promovendo ambientes de inovação, estabelecendo colaborações entre os dois países e criando um ponto de encontro para atores suecos e brasileiros nas áreas de CTI”, explica Johanna Brismar Skoog, nova Embaixadora da Suécia no Brasil. “Elas também são importantes para celebrar parcerias existentes e descobrir oportunidades de cooperação bilaterais e multilaterais. O acordo União Europeia-Mercosul, por exemplo, tem tudo para proporcionar um aumento do comércio e de investimentos e também para assegurar a implementação do Acordo de Paris”, completa.

Para marcar a abertura das Semanas de Inovação, no dia 16 de setembro, a cidade de Manaus (AM) receberá um evento especial com a participação do Vice-Ministro Sueco da Inovação, Emil Högberg, da nova Embaixadora da Suécia no Brasil, Johanna Brismar Skoog, e do Governador do Amazonas, Wilson Lima. Na ocasião, o Auditório da FIEAM sediará o painel “Hélice Tríplice Suécia-Amazonas” que discutirá como a Suécia e o Estado do Amazonas têm aplicado o modelo de cooperação entre universidade-indústria-governo na sua busca por inovação, empreendedorismo e desenvolvimento sustentável. O evento contará com a participação de representantes de instituições brasileiras como SENAI – Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, INPA – Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, UFAM – Universidade Federal do Amazonas e UEA – Universidade do Estado do Amazonas, e suecas como Universidade de Linköping, RISE – Institutos de Pesquisa da Suécia, Agência Sueca de Proteção Ambiental, Electrolux e Ericsson.

Meninas na ciência

Um dos destaques da agenda de 2019 é o Workshop e Diálogo Tekla, nos dias 17 e 18 de setembro, em Brasília. Promovidos com apoio do Instituto Sueco e do Instituto Real de Tecnologia de Estocolmo, eles fazem parte do Festival Tekla, iniciativa da cantora pop sueca Robyn que tem como missão inspirar o interesse em tecnologia entre meninas do ensino fundamental e médio, e discutir como reduzir a sub-representação feminina nas áreas de STEM (sigla em inglês para Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática).

Com o objetivo de oferecer um ambiente no qual jovens garotas (13 a 15 anos) de 7 escolas do Distrito Federal possam testar e criar tecnologias junto com outros modelos de mulheres, o workshop e o bate papo contarão com a participação de Heidi Harman, fundadora da mais antiga rede de tecnologia feminina na Suécia, o GeekGirl Meetup, uma rede para mulheres em STEM, código, design e startups, que agora possui braços em 17 países.

O evento terá ainda a participação de Juliana Estradioto, Prêmio Jovem Cientista 2018 e primeira brasileira a ganhar primeiro lugar na categoria de Ciências dos Materiais na Intel ISEF (Intel International Science and Engineering Fair), maior feira de ciências pré-universitária do mundo. Conhecida também por ter sido premiada com a possibilidade de dar seu sobrenome a um asteroide, Juliana é fundadora do Meninas Cientistas, iniciativa que visa incentivar a pesquisa e a ciência entre jovens do ensino médio, principalmente entre meninas, por meio da divulgação de histórias inspiradoras.

Biotecnologia para uso agroindustrial

Brasília abriga ainda o painel Biotecnologia Industrial Aplicada a Resíduos Agroindustriais. Com a participação de Michael Salter (RISE) e do professor Fredrik Ingemarson, o evento pretende discutir como a utilização de biotecnologia industrial pode agregar valor e facilitar o manejo de resíduo agroindustrial.

Smart Cities em Porto Alegre e Rio de Janeiro

A discussão em torno das Cidades Inteligentes também permeia a programação das Semanas de Inovação Suécia-Brasil 2019.

Na capital federal, no dia 18, o Parque Tecnológico de Brasilia (BIOTIC) recebe o seminário Smart City Brasília: Conecta Mundi. O evento reunirá três agências suecas – Inovação, Proteção Ambiental, Crescimento Econômico e Regional -, o Instituto Real de Tecnologia de Estocolmo, as Associações U&WE e C/O City, além de representantes do Governo do Distrito Federal, Senai, FAPDF e Embrapii, para apresentar parcerias e bons exemplos de Cidades Inteligentes com foco em desenvolvimento sustentável, resíduos sólidos e mobilidade.

O evento marca ainda a abertura oficial da exposição The Smart City – Meeting the Urban Challenge, uma mostra curada e organizada pelo Instituto Sueco sobre Cidades Inteligentes na Suécia, que ficará em cartaz no espaço até o dia 26 de setembro.

No Rio de Janeiro, no dia 20, a discussão sobre Cidades Inteligentes ganha a forma de um seminário na Casa Firjan sobre Responsabilidade Social Corporativa e como a Indústria 4.0 pode influenciar um novo modelo social: a Sociedade 5.0, com confiança na inovação, automação e inteligência artificial. Entre os participantes, representantes da Tillvaxtverket – a Agência Sueca para Crescimento Regional e Econômico, e Vinnova – Agência de Inovação do país escandinavo.

Já em Porto Alegre, no dia 26, Marc Weiss responsável pela criação da Zona de Inovação Sustentável de Porto Alegre (ZIS Poa) comandará o painel Smart City Porto Alegre: política de resíduos sólidos, reunindo especialistas brasileiros e suecos em uma conversa sobre inovação no manejo de resíduos sólidos e o conceito de economia circular.

Empresas brasileiras na Suécia e mercado financeiro com inteligência artificial
São Paulo recebe, no dia 24, a sessão de lançamento da Iniciativa Corporate Venture Brasil-Suécia, realizada pelo CISB (Centro de Pesquisa e Inovação Sueco-Brasileiro) em parceria com o Ignite Sweden e Anprotec (Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores), e apoiada pela Vinnova. Evento tem como principal objetivo fazer a conexão de startups com grandes corporações no Brasil e na Suécia em busca de soluções inovadoras para os desafios tecnológicos da indústria. A sessão de lançamento apresentará a iniciativa e as parcerias CISB-Ignite e CISB-Anprotec, além de preparar grandes empresas brasileiras participantes do programa para sessões de matchmaking com startups suecas em outubro, em Estocolmo, na Suécia. Durante a atividade, algumas startups brasileiras também terão a oportunidade de apresentar seus inovadores modelos de negócios.

Um painel sobre Inteligência Artificial no Mercado Financeiro também será promovido sede da Swedcham – Câmara de Comércio Sueco-Brasileira, na capital paulista, no dia 17. Com a presença do especialista em Inteligência Artificial Sergio Quiroga e do Diretor para Inovação da Ericsson, Edvaldo Santos, o evento discutirá como a I.A. pode ser aplicada no mercado financeiro e prever a direção e movimentos dos mercados de ações a partir da análise de informações compartilhadas na imprensa e na internet.

Caças Gripen + FAB

A colaboração entre a empresa sueca SAAB e a Força Aérea Brasileira, responsável pelos novos caças brasileiros Gripen E, também estará presente na programação das Semanas de Inovação. No dia 23, em São Paulo, será realizado o segundo workshop do Swedish Professor Chair Program no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), uma iniciativa do CISB e da Saab para trazer grandes pesquisadores ao Brasil, e criar e fortalecer parcerias de longo prazo com a Suécia em tópicos relevantes de pesquisa.

Já em Joinville, o SC2C.Aero organizará este ano o seu 2° Workshop Anual, com o objetivo de integrar companhias, agências de fomento e instituições de pesquisa, desenvolvimento e inovação a fim de aperfeiçoar o ecossistema aeroespacial em Santa Catarina. Evento no dia 24 de setembro será realizado no Ágora Tech Park, uma parceria da UFSC juntamente com a iniciativa privada e o poder público.

ABB inicia construção de nova fábrica de robótica em Shanghai

A ABB anunciou hoje que iniciou a construção de sua nova instalação para pesquisa e fabricação de robôs na China, o maior mercado de robótica do mundo. A fábrica, que deve entrar em operação em 2021, representa um investimento total de US$ 150 milhões.

A nova fábrica de 67.000 m2 em Kangqiao, situada próximo a Xangai, implantará os mais modernos processos de fabricação, incluindo machine learning, soluções digitais e colaborativas. Será a fábrica mais avançada, automatizada e flexível da indústria de robótica do mundo – um centro onde robôs fabricarão robôs. A nova fábrica também abrigará um centro de P&D no local, que ajudará a acelerar as inovações em Inteligência Artificial (IA). O centro servirá como um núcleo de inovação aberto, onde a ABB vai colaborar estreitamente com seus clientes e co-desenvolver soluções de automação adaptadas às necessidades de cada um deles.

As soluções de robótica da ABB atendem a uma base de clientes diversificada na Ásia, apoiando fabricantes de automóveis, particularmente em mobilidade elétrica, bem como fabricantes de eletrônicos, alimentos e bebidas, produtos farmacêuticos, automação logística e indústrias em geral, entre muitos outros. A ABB prevê que as vendas mundiais de robôs crescerão de US$ 80 bilhões hoje para US$ 130 bilhões em 2025. A China é o maior mercado de robótica do mundo; um em cada três robôs vendidos globalmente em 2017 foi para a China.

Peter Voser, Chairman e CEO da ABB disse: “O estabelecimento da nova fábrica é outro marco no desenvolvimento da ABB na China e fortalecerá ainda mais nossa liderança no maior mercado de robótica do mundo. Desde o anúncio do projeto em outubro passado, recebemos um tremendo apoio do governo local. Este projeto foi listado entre os 10 principais da iniciativa ‘Fabricação em Xangai’ em 2019, uma grande honra para a ABB.” Dignitários chineses locais, clientes da ABB e altos executivos da ABB participaram hoje da cerimônia de lançamento da pedra fundamental.

Fábrica digital do futuro

A produção na fábrica altamente automatizada será baseada em células de automação, e não em uma linha de montagem fixa, o que permitirá que os robôs se movam de estação em estação para maior personalização e mais flexibilidade do que nos sistemas de produção lineares tradicionais. Os veículos guiados automatizados (AGVs) entregarão as peças aos robôs de produção just in time, enquanto as mais recentes tecnologias colaborativas garantirão que humanos e robôs possam trabalhar com segurança lado a lado, trazendo maior flexibilidade e agilidade aos processos de produção e combinando as vantagens dos robôs com as capacidades únicas das pessoas.

A fábrica será um ecossistema de manufatura digital completo, empregando um sistema “Digital Twin” que fornecerá a todos, desde gerentes e engenheiros a operadores e equipes de manutenção, informações de dados e recursos de aprendizado de máquina para melhorar o desempenho e maximizar a produtividade. A ABB usará um sistema baseado em machine learning para inspecionar os robôs enquanto eles estão sendo montados, a fim de garantir os mais altos padrões de qualidade.

“Como líder de mercado em robótica industrial na China, temos orgulho de apoiar a indústria chinesa no fortalecimento de seu setor manufatureiro. Apesar dos desafios de curto prazo do mercado, o desenvolvimento da China como um hub global de fabricação, a tendência atual de customização em massa e uma crescente escassez de mão-de-obra qualificada continuarão a criar uma demanda forte e duradoura por soluções de automação na região”, disse Sami Atiya, presidente do negócio Robotics & Discrete Automation da ABB. “Nos próximos anos, estimamos que a amplitude e profundidade de nosso portfólio praticamente dobrarão. Isso significa que precisamos de uma fábrica que possa produzir uma variedade maior de robôs e dimensionar volumes com eficiência para se adaptar às mudanças nas condições do mercado e às tendências tecnológicas”, acrescentou Atiya.

A ABB Robotics possui três fábricas em todo o mundo: a nova fábrica em Xangai, que substituirá a existente, apoiará os clientes na Ásia. A fábrica em Västerås, na Suécia, atende a clientes na Europa, e a fábrica de Auburn Hills, em Michigan, suporta as Américas.

A ABB possui uma ampla gama de atividades de negócios na China – seu segundo maior mercado – incluindo P&D, fabricação, vendas e serviços. Possui aproximadamente 20 mil funcionários, localizados em 131 cidades e em 44 empresas locais. Na China, o negócio de robótica da empresa emprega mais de 2.000 engenheiros, especialistas em tecnologia e líderes operacionais em 20 locais em todo o país. A ABB investiu mais de US$ 2,4 bilhões na China desde 1992.

Reciclagem e blockchain: bares de Brasília adotam logística reversa inteligente

Mesmo com números alarmantes, a reciclagem no Brasil ainda é baixa – a maioria das capitais reaproveitam apenas 3% dos resíduos, de acordo com dados da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe). Felizmente, tem surgido uma tendência de empresas que se responsabilizam pelo retorno das embalagens pós-consumo ao ciclo de produção, como a inciativa da startup Green Mining que, em parceria com a Ambev, acaba de inaugurar um HUB de coleta em Brasília.
Atuando na logística reversa de forma eficiente por meio de tecnologia inovadora, que permite identificar os locais de maior geração de resíduos pós-consumo, principalmente garrafas de vidros descartadas por bares, a startup busca o melhor equilíbrio para a indústria: coletar grande quantidade de recicláveis, com eficiência de custo, garantindo respeito à mão de obra empregada, capacitando e contratando cooperados ou catadores de rua que já trabalhavam com reciclagem de maneira informal.

Parceira oficial da organização Europeia “Friends of Glass”, a Green Mining tem importante papel na promoção da reciclagem do vidro, um dos materiais que mais demoram para se decompor na natureza. O vidro é 100% reaproveitável, gera economia de recursos naturais e evita um alto gasto de energia e emissão de CO2. “Para nós, é uma satisfação e orgulho muito grande ver que o nosso projeto está em expansão pelo país. Com os HUBs em São Paulo, e agora em Brasília, alcançamos mais de 300 toneladas de vidros reciclados e mais de 50 toneladas de CO2 evitados desde o início da ação”, conta Rodrigo Oliveira, presidente da Green Mining.

A ação é fruto da primeira edição do programa global 100+Accelerator, da cervejaria Ambev, que em 2018 selecionou 21 startups em todos os continentes para resolver questões mundiais urgentes em sustentabilidade pontuadas pela companhia. “O desafio lançado pela Ambev de buscar soluções para problemas da indústria, por meio de startups, para fechar o ciclo da economia circular em embalagens, foi uma ótima oportunidade. Nossa tecnologia permite a rastreabilidade de todas as embalagens coletadas nos centros urbanos com segurança por meio de Blockchain. Coletores, HUBs, transportadores e usinas de reciclagem validam as quantidades uns dos outros, não permitindo que os números de material reciclado sejam criados ou falsificados”, explica Rodrigo. “Como nós realizamos a coleta, podemos não apenas atestar as quantidades, mas também garantir que não foi usada mão de obra infantil ou informal, visto que todos os nossos coletores possuem carteira assinada”.

Com o mapeamento pronto, os coletores uniformizados e empenhados retiram e depositam o conteúdo em grandes caçambas. Quando cheias, estas são levadas direto à fábrica de vidros da própria cervejaria, localizada no Rio de Janeiro, devolvendo o material à cadeia produtiva da empresa. Já são 22 estabelecimentos no Distrito Federal que participam do projeto, entre eles: Associação Atlética Banco de Brasília; Abençoado Bar e Restaurante; Bar Encontro dos Amigos; Bar Skima; Clube dos Servidores do STJ; Fasto e Manuel Restaurante; Gelart Distribuidora; Ilha Cozinha Bar; Nazo Sushi Bar; Pesque Pague Taguatinga; Primeiro Cozinha Bar; Senhor Boteco; Sim Sem Hora; Sítio Geranium; Staleiro Bar e Snooker; Urso Beer; Villa Carioca Steak Grill & Petiscaria. Além disso, a Green Mining coletou 100% do vidro do Projeto Hidden, tradicional evento cultural e gastronômico da capital.

A estimativa da Green Mining é de inaugurar, até o fim de 2019, mais 20 HUBs pelo país.