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FGV: Confiança do brasileiro na tecnologia caiu 10% no segundo semestre de 2018

O Indicador de Confiança Digital (ICD) é uma pesquisa contínua que mede a perspectiva do brasileiro em relação à tecnologia frente a mudanças políticas, sociais, econômicas, ambientais ou mesmo tecnológicas. Em sua segunda publicação o ICD apresentou uma queda de aproximadamente 10% em seu desempenho, passando de 3,9 para 3,4 (numa escala que vai até 5).

Uma das razões apontadas pelos entrevistados foi o conturbado momento das eleições presidenciais. “Esse cenário de extrema polarização inundou a internet de conteúdo sobre o tema. Entre ideias, ataques e mentiras, o assunto foi pauta de inúmeras conversas pessoais além dos grupos de amigos e família no Facebook e WhastApp. As pessoas ficaram esgotadas”, afirma André Miceli, Coordenador do MBA de Marketing Digital da FGV e responsável pela pesquisa.
A pesquisa mediu a opinião dos brasileiros sobre a tecnologia através da avaliação de sete afirmações. A avaliação resulta em uma porcentagem que demonstra a perspectiva do brasileiro com relação a tecnologia, quanto mais próximo de 100% maior a confiança.

“Agora os ânimos estão mais calmos, mas isso deve mudar. Com a posse do presidente eleito, o tema deve ressurgir durante os primeiros 100 dias de governo e a oposição apontará qualquer falha, incoerência ou agendas que não concorda – o que é normal. Mas, dessa vez, a discussão deverá ser menos intensa, teremos uma manifestação menor do que nas eleições. Por isso, não será uma surpresa se o índice subir”, afirma Miceli.

A partir desta segunda edição do ICD será possível identificar quais comportamentos são padrões e quais são anomalias e sazonalidades. Os mais jovens, com idade de 13 a 17 anos, mais uma vez, se mostraram como a faixa-etária menos otimista, tendo novamente a menor pontuação. Essa faixa apresenta um paradoxo interessante: são consumidores ávidos de tecnologia, apresentam o melhor desempenho na pergunta “a internet me ajuda a relaxar” e, por outro lado, apresentam o pior resultado ao dizer que a tecnologia vai gerar novos empregos.

Mais uma vez a pesquisa mostrou é que o brasileiro, de uma forma geral, é otimista quando o assunto é internet e tecnologia. A pesquisa coleta dados há um ano e já participaram milhares de pessoas de todas as idades, regiões do Brasil, com renda e níveis de escolaridade diversos. Curiosamente, quase 90% dos entrevistados concordam parcial ou totalmente com a afirmação “espero sempre o melhor da tecnologia.

Outro comportamento que se apresentou novamente foi o otimismo da faixa acima de 65 anos. Os idosos tiveram um dos resultados mais altos na primeira edição do estudo e, agora, tiveram o melhor desempenho. Eles apresentam os resultados mais altos em 3 dos 7 indicadores.

Pesquisa inédita mostra que 62% das empresas irão aumentar os investimentos em Employer Branding em 2019

As iniciativas de Employer Branding ainda estão tomando forma no Brasil e para tentar entender a dinâmica de sua evolução do mercado, a plataforma Employer Branding Brasil realizou uma pesquisa inédita sobre o setor. Os resultados não poderiam ser mais animadores: 62% das empresas já entendem a importância do EB e, portanto, pretendem aumentar investimentos em marca empregadora no próximo ano.

“O Employer Branding ainda é novo no País e as empresas estão começando a investir na marca empregadora. E com isso vemos que agora que o Brasil começa a dar maior importância ao tema”, afirma Luís Testa, gerente de Employer Branding da Catho, e um dos idealizadores da plataforma Employer Branding Brasil.

Ainda segundo a pesquisa, as organizações não possuem uma área responsável por Employer Branding: 36% dos respondentes afirmaram que o assunto é tratado pelo RH, e 24% não têm uma área específica pelas iniciativas de EB. Por outro lado, para 35% dos respondentes, o número de profissionais que compõe as equipes responsáveis pelas ações marca empregadora deverão aumentar. Já para 63% dos entrevistados, o número deve se manter estável.

Iniciativas para 2019

A pesquisa ainda revelou quais são as principais iniciativas em Employer Branding que estão no radar das empresas para o próximo ano. Elas estão divididas entre construção ou revisão do Employee Value Proposition (24%) – que é o que uma empresa oferece aos candidatos e colaboradores como diferencial enquanto local para se trabalhar – gestão da jornada do colaborador (Employee Journey) (18%) e ações de inclusão (10%).

“As empresas agora estão mais engajadas em investir em inciativas de Employer Branding e a principal delas é construir ou revisar um EVP mais atraente para os colaboradores e atrair novos talentos. Portanto, acredito que esse é um cenário que deve evoluir ainda mais no curto e médio prazos”, afirmou Caio Infante, general manager Latam da TMP Worldwide e também um dos criadores da iniciativa Employer Branding Brasil.

Perspectiva da Eletros: setor deve crescer entre 5% e 8% este ano

A indústria brasileira de eletrodomésticos e eletroeletrônicos, de acordo com José Jorge do Nascimento, presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), cresceu 14,6% no primeiro semestre de 2018 e deve encerrar o ano com índice menor, entre 5% e 8%. “Caminhávamos para a recuperação gradual, depois de amargarmos vários anos de resultados ruins. Mas com o efeito da greve dos caminhoneiros em maio, o tabelamento subsequente do frete, a alta de matérias-primas como aço e plástico, associada às incertezas do consumidor diante de um ambiente político e econômico instáveis, assistimos a uma queda nas vendas do setor, o que nos levou a rever para baixo o índice de fechamento do ano”.

Em 2018, houve destaque para vendas de televisores que, impulsionadas pela demanda gerada pela Copa do Mundo, registraram alta de 27% apenas nos primeiros seis meses do ano, com 6,42 milhões de aparelhos. “É importante destacar que a indústria de eletrodomésticos e de eletroeletrônicos representa 3,34% do Produto Interno Bruto (PIB) da indústria. Nós, da Eletros, por meio de nossos 30 associados, empregamos 135 mil pessoas diretamente e indiretamente”. Neste ano, segundo estimativas do mercado, o PIB deve crescer ao redor de 1,5%.

Para o ano que vem, conforme o presidente da Eletros, o cenário deve apresentar-se bem mais positivo. Há o novo governo com definições de políticas econômicas voltadas à retomada do crescimento, uma estimativa de que o PIB cresça entre 2,5% e 3% e já há os mais otimistas falando em 3,5%. Achamos que tudo irá depender ainda de alguns fatores, como a aprovação das reformas e a própria condução da economia, mas estamos otimistas”. Segundo José Jorge do Nascimento, o setor espera o fim do tabelamento do frete e redução no valor de matérias-primas, o que irá favorecer os preços finais e aumento na produção. “Dependendo, portanto, dessas variáveis, acreditamos que seja possível fechar 2019 com algo entre 10% e 15% de crescimento, o que permitirá reduzir os níveis de ociosidade e retomar a contratação de mão de obra”.

Zoho duplica a Inteligência Artificial em software de atendimento ao cliente

A Zoho anuncia que Zoho Desk, o seu aplicativo de help desk para atendimento ao cliente, adicionou uma série de recursos focados no corporativo junto com uma nova plataforma de desenvolvimento, enquanto testemunha um crescimento de 150% em novos negócios nos últimos anos.

“A AI pode elevar drasticamente a qualidade do atendimento ao cliente na empresa, especialmente quando se trata do rico contexto do cliente. O Zia para atendimento ao cliente é o nosso primeiro grande passo nessa direção. O Zoho Desk, lançado em novembro de 2016, foi o primeiro serviço de atendimento ao cliente sensível ao contexto. Desde então, temos visto um aumento na adoção em todo o mundo”, disse Raju Vegesna, Chefe Evangelista na Zoho. “Zoho Desk, que foi introduzido pela primeira vez em novembro de 2016, registrou um crescimento de mais de 100% ano a ano em tickets processados e que mais de 50 usuários foi o segmento de maior crescimento para o produto. Temos o prazer de ser a plataforma de gerenciamento de serviços preferida para marcas centradas no cliente, como Daimler e The Warehouse Group”.

Para acelerar esse momento empresarial do Zoho Desk, a empresa introduziu esses novos recursos que permitem às empresas elevar a produtividade dos agentes, gerenciar processos de serviços multifuncionais e integrar contextualmente o atendimento ao cliente com outras funções de negócios:

Inteligência Artificial – Zia

Voz e assistente de chat: Zia ajuda a reduzir a carga nas equipes de atendimento ao cliente. Através do Zia Voice, os clientes podem falar ou conversar com o Zia para receber respostas de uma base de conhecimento. Os agentes também podem falar ou conversar com o Zia para receber sugestões de resposta enquanto ajudam os clientes. Zia sugere partes específicas de um artigo da base de conhecimento em vez do artigo inteiro.

Relatórios de anomalias: Com base em um entendimento dos dados históricos, o Zia detecta anomalias em métricas de serviço comuns, como os volumes de tickets recebidos de clientes e de respostas de saída da equipe de serviço. Através de notificações, o Zia alerta os agentes de serviço e gerentes sobre essas anomalias.

Análise de sentimento e Triagem: ao lado de um ticket, os agentes podem ver o sentimento da resposta mais recente ao cliente. Dentro de um ticket, Zia prevê o sentimento de cada resposta recebida junto com os termos que levaram a esse sentimento em particular. O sentimento e as palavras-chave de cada resposta do cliente podem ser usados na automação do fluxo de trabalho para rotear proativamente as conversas com um sentimento negativo para os agentes seniores e evitar más experiências do cliente.

Tag de contexto: o Zia processa o conteúdo de um ticket e associa as tags do tópico a ele automaticamente. Ao relatar anomalias, o Zia também indica as tags de ticket das quais os clientes mais falaram. Isso ajuda os tomadores de decisão a ver os tópicos sobre os quais os clientes falam frequentemente e ajuda a destacar as áreas em que a melhoria é necessária.

Painel de Previsões: O Zia reúne previsões de anomalias, sentimentos, tendências de tags de ticket em um painel comum para os tomadores de decisão consumirem. Eles podem visualizar os detalhes no mesmo painel para investigar mais detalhadamente.

Criação de habilidades: As organizações podem criar “habilidades” para integrar o Zia com outras ferramentas, como o CRM ou o sistema de gerenciamento de pedidos. Através dessas habilidades, seus clientes podem falar ou conversar com o Zia para realizar ações como fazer um pedido, modificar um pedido existente ou verificar o status de um pedido.

Disponibilidade contextual: Usando o plug-in ASAP do Zoho Desk, as marcas podem garantir que a ajuda contextual esteja sempre disponível, adicionando o Zia e outras ferramentas de auto-atendimento ao site, ao produto SaaS e aos aplicativos móveis.

Automação do Processos de Serviço – Blueprint:

Blueprint ajuda os gerentes a criarem processos de serviços que podem ser seguidos por suas equipes. Os ingressos recebidos podem ser colocados através desses processos com base em determinados critérios. Cada departamento pode ter seu próprio conjunto de processos, onde outros departamentos também participam quando aplicável.

Criando Eficiência: Através de um construtor de processos de arrastar e soltar, os Blueprints podem ser criados em minutos e implementados. Agentes vêem apenas as ações aplicáveis a eles, para que possam responder rapidamente. Os ingressos progridem sistematicamente durante o processo, levando a um serviço mais rápido e confiável para os clientes.

Ativando a Proatividade: Os gerentes de serviço podem ver como seus processos estão sendo executados e quais estágios de um processo possuem gargalos, a fim de resolvê-los de maneira proativa.

Aplicativos móveis para supervisores e gerentes – Radar:

Radar, um aplicativo móvel para iOS e Android, ajuda supervisores, gerentes e outros tomadores de decisão a analisarem sua operação de suporte ao cliente do ponto de vista do desempenho. Os líderes podem ver importantes métricas de atendimento ao cliente, como tempo de resposta inicial, tempo de resposta, tempo de resolução e classificações de felicidade do cliente, além de detalhar o contexto e a conversação específicos.

Plataforma para Integrações Contextuais – Zoho Marketplace:

Geralmente, os termos de serviço corporativo precisam extrair informações do cliente de várias origens e executar ações de acompanhamento em outras ferramentas. O Zoho Desk agora pode ser estendido e customizado para necessidades específicas como essa. Extensões no Zoho Desk podem trazer dados de fontes de sistemas CRM ou ERP, e permitir que os agentes executem ações nesses sistemas sem sair do ticket. Várias extensões pré-construídas podem ser instaladas rapidamente no Zoho Marketplace.

Com base na vertical, as organizações também podem adotar diferentes meios para alcançar os clientes. O novo frameworkd multicanal do Zoho Desk permite que as organizações integrem canais como aplicativos de mensagens, plataformas de revisão e comunidades de nicho, por meio de suas APIs, para gerenciar conversas desses canais.

Este anúncio foi lançado em conjunto com a introdução da nova Plataforma de Experiência do Cliente da Zoho, um conjunto unificado que permite que Vendas, Marketing, Suporte e Operações trabalhem como uma equipe em uma única interface. Com o suporte do Analytics e do Zia, essa plataforma define um novo padrão para o envolvimento do cliente omnichannel e a percepção em tempo real entre os departamentos para manter os clientes satisfeitos durante toda a experiência.

Preços e Disponibilidade

Zoho Desk está disponível a partir de US$ 15 por funcionário por mês.

O Zia para o Zoho Desk está atualmente disponível como um beta privado e funciona melhor com o inglês (EUA). O Zia será implementado gradualmente para todos os usuários. Blueprint, Radar e a Plataforma de Integração estão disponíveis imediatamente.

Plano gratuito de ERP on-line atrai mais de 5 mil micro e pequenas empresas em apenas dois anos

Com mais de 5 mil clientes cadastrados em dois anos de vida, o Sistema Grátis – uma plataforma de gestão, que pode ser acessada pela Internet – oferece o plano gratuito para facilitar a vida do pequeno e médio empresário. Adotado pelo pequeno varejo e empresas de serviços, o Sistema Grátis atende todo o mercado brasileiro.

O plano gratuito do Sistema Grátis oferece a inclusão de clientes, vendedores e produtos sem limite; realiza o controle das vendas; possui painel de dashboards, que permite a visualização de indicadores e gráficos; e ainda oferece suporte técnico por e-mail.

A microempresária Rízia Tásila, que atua no ramo de varejo e atacado de aromatizantes de carro, possui o plano gratuito do Sistema Grátis desde janeiro de 2017. Para ela, o que mais chamou sua atenção na hora de escolher um sistema de ERP, foi o layout simplificado. “Se você analisar, a divisão de pedidos e a porcentagem de quantos produtos foram vendidos estão detalhados e organizados. É fácil de acessar e o software faz tudo o que eu preciso”, explica.

De acordo com uma pesquisa feita pelo IDG Research Services, em 2016, empresas que utilizam sistemas de gestão empresarial têm crescimento 35% mais rápido e produtividade 10% maior do que as que não possuem acesso a soluções parecidas.

“A praticidade e a agilidade são os principais benefícios conquistados por quem utiliza o Sistema Grátis, independente do ramo. Toda gestão é feita com apenas alguns cliques e muitos utilizam sem pagar nada mesmo”, ressalta o diretor do Sistema Grátis, Robinson Idalgo.

Criado pela SoftUp, empresa com mais de 20 anos de experiência em desenvolvimento de software para gestão de empresas, o Sistema Grátis armazena os dados com segurança na nuvem e pode ser acessado de qualquer lugar e a qualquer hora.

Maria Francisco possui um negócio de representação comercial há dez anos e atende nacionalmente. Com mais de 200 clientes ativos no ramo de equipamentos para manutenção, construção e distribuição em rede energizada de alta, média e baixa tensão, utilizava outra plataforma ERP que apresentava lentidão, e por isso optou pelo Sistema Grátis pela praticidade do software. “A cada nova atualização que eu fazia, o outro sistema travava. O Sistema Grátis, não. Ele é bem prático, fácil de acessar e por esta razão, gasto menos tempo em fazer meus orçamentos e vendas”, comenta.

Além disso, à medida que a empresa cresce, o sistema acompanha esse desenvolvimento e passa a oferecer outros recursos, com valores a partir de R$ 49,90 mensais.

Transformação digital tributária deve impactar o futuro dos negócios

Por Marienne Coutinho e Rodrigo La Rosa

A disrupção digital é um dos temas mais relevantes no mundo dos negócios. Em todos os setores, empresários abordam esse processo de otimização de funções com uso intensivo de tecnologias como forma de reduzir custos e aumentar eficiência. Os efeitos causados na vida das pessoas são diretos e têm estimulado os líderes a pensar cada vez mais em estratégias que alterem a estrutura dos negócios e rompam barreiras que impeçam sua expansão.

Nesse cenário, os investimentos em tecnologia e inovação não têm volta. As megatendências digitais impõem diversas possibilidades de acompanhamento das mudanças legais, avaliação prévia e simulação da ação do fisco antes da entrega dos dados. Entre os principais exemplos, estão robotização de processos para evitar erros, aplicação de Data & Analytics para identificar oportunidades, machine learning para identificar padrões indesejados e Internet das Coisas para transmissão de dados em tempo real.

Esse raciocínio está alinhado com a nova pesquisa “CEO Outlook”, conduzida pela KPMG com 53 CEOs no Brasil de organizações de distintos setores produtivos. Para 91% dos entrevistados, suas organizações têm compreensão geral sobre o programa de transformação digital. Além disso, 84% disseram que a maior parte dos investimentos em tecnologia tem caráter estratégico.

Na mesma pesquisa, 91% disseram que sabem muito bem que uma de suas principais responsabilidades é proteger informações dos clientes e 87% informaram que não há dificuldades para acompanhar o ritmo da inovação tecnológica.

Há exemplos internacionais interessantes. No Canadá, Data & Analytics está identificando contribuintes que possam vir a apresentar as obrigações acessórias intempestivamente; na Espanha, o envio de notas fiscais para o fisco é feito antes da emissão aos clientes; na Escandinávia (Finlândia, Suécia, Noruega), Data & Analytics prevê inadimplência fiscal; na Austrália, há o envio em tempo real de dados primários substituindo preenchimento e entrega de obrigações acessórias, além da implantação do Tax Control Framework que impõe foco na avaliação dos controles internos da área fiscal e dos contribuintes, analisando a qualidade dos processos; na China Data & Analytics avalia o impacto econômico da reforma tributária. Em Cingapura, já são mais de 1,3 milhão de declarações de imposto de renda preparadas automaticamente pelo Fisco.

Brasil

Adiante com a discussão, o estudo “Digitalização Fiscal: América Latina lidera a mudança”, da KPMG, revela que as organizações dessa região são as que mais investem em tecnologia para melhorar a qualidade de dados. São elas também que implementam novas habilidades para aumentar a governança. Segundo a pesquisa, 36% dos entrevistados investiriam capital para aprimorar a tecnologia do setor.

No Brasil, o sistema tributário é um dos mais complexos do mundo. São três níveis na hierarquia pública (federal, estadual e municipal) com diversos tributos regidos por regras que mudam frequentemente de acordo com as legislações. Trata-se de um círculo vicioso com: mais de 360 mil mudanças de regras em 28 anos; 2 mil obrigações acessórias; mais de 85 tributos; 255 mil processos administrativos pendentes de decisão; custo de compliance de aproximadamente 2 mil horas anuais de trabalho (contra média de 251 horas anuais nos demais países).

Para reverter esse cenário, o Governo Federal já tem investido na aplicação de tecnologias para organizar este universo de requerimentos fiscais para conseguir uma análise de dados mais eficiente. Trata-se do Sistema Público de Escrituração Digital (SPED), que exige informações sobre transações das empresas em diferentes momentos, alguns instantaneamente, quando há fato gerador, ou nos fechamentos. O refinamento de informações entra em cada documento fiscal e até controle de estoques, controle de produção, custos de inventário e de produção.

Com este “big data”, a aplicação de multas por incoerência de informações prestadas tem aumentado. Dados oficiais revelam um aumento expressivo das receitas decorrentes de autos de infração aplicados. No período 2013-2016, houve um salto de 48,67% no montante de autuações se comparadas ao período 2009-2012 (R$ 596 bilhões contra R$ 382 bilhões, respectivamente).

De acordo com a Receita Federal do Brasil, 97% dos autos de infração já são gerados automaticamente pelos sistemas de fiscalização. É um nível de automação tão elevado que o próprio fisco entregará as obrigações acessórias previamente preenchidas para poucas complementações do contribuinte.

O futuro, agora

Neste contexto, os executivos se perguntam como cumprir exigências e aproveitar os benefícios fiscais. Para se diferenciarem e atenderem às autoridades fiscais, as empresas precisam de mais tecnologia digital e inovação disruptiva. As áreas fiscais se tornam determinantes na rentabilidade dos negócios, pois atender ao compliance fiscal e interpretar corretamente os benefícios é uma decisão estratégica financeira.

Antecipar tendências é cada vez mais essencial, já sendo possível indicar o que vem pela frente. Entre os temas de destaque, estão: obrigações acessórias previamente preenchidas pelas próprias autoridades fiscais; envio de dados em tempo real para o Fisco; crescimento do outsourcing na área fiscal; uso mais efetivo de automação e Data & Analitycs; uso de inteligência artificial para apuração de tributos; e blockchain com dados tributários.

Independentemente do ritmo da mudança, a direção está clara. Com a tecnologia automatizando a conformidade de rotina de atividades e abrindo acesso aos níveis mais profundos de transações, autoridades fiscais e tributárias se tornarão mais hábeis para utilizar análise de dados e inteligência artificial para derivar novas estratégias.

Nesse sentido, a função tributária do futuro demandará: habilidades e conhecimentos não necessariamente associados a impostos; uso crescente de inteligência artificial, automação e compliance; lidar com novos dilemas; elevado nível de transparência; mais espaço e participação em decisões comerciais; Data & Analytics fornecendo informações cruciais na estratégia fiscal.

À medida que as tecnologias passam a compor esse cenário de diferenciação do negócio, surge também um novo perfil do profissional necessário, com mais conhecimento em sistemas, estratégia, análise de dados, robotização e processos, dentre outros. Gradualmente, esses profissionais dedicarão mais tempo em funções estratégicas e de inovação para desenvolver análises mais eficientes que visam identificar oportunidades e reduzir custos.

Com o amadurecimento do processo, a tendência é que esse universo de benefícios seja mais coletivo. O governo terá mais arrecadação, a sociedade civil poderá ser beneficiada por receber mais recursos para os investimentos necessários ao seu desenvolvimento. As empresas também ganharão, pois terão mais previsibilidade operacional para mitigar riscos. Além disso, com a contabilidade mais automatizada, ágil e eficiente, os líderes dessas organizações terão a oportunidade de reduzir custos, aumentar a competitividade e dedicar novos recursos à inovação.

Marienne Coutinho, sócia-líder de Tax Transformation da KPMG no Brasil.

Rodrigo La Rosa
, sócio-diretor da área de Impostos da KPMG no Brasil.

StartOut Brasil abre inscrições para missão em Santiago

As inscrições para o StartOut Brasil no ciclo Santiago estão abertas. Os interessados terão até o dia 7 de janeiro de 2019 para se inscrever no programa de internacionalização de startups. Serão selecionadas 15 empresas brasileiras que nunca participaram dessa iniciativa e até cinco classificadas como graduadas, aquelas que já estiveram em dois ou mais ciclos do StartOut Brasil. A missão ao Chile acontecerá de 24 a 29 de março de 2019.

O mercado chileno é competitivo e conta com a presença massiva de grandes multinacionais. O país é o atual líder do Global Entrepreneurship Index – América Latina e oferece diversos benefícios para empresas estrangeiras que desejam se instalar no país, além de possuir algumas características que fazem do Chile a primeira parada de quem quer lançar sua empresa no mercado global.

As inscrições podem ser feitas pelo o site do StartOut Brasil e o resultado será divulgado no dia 4 de fevereiro de 2019. O programa é destinado a startups brasileiras já estabelecidas, que estejam faturando, preferencialmente, acima de R$ 500 mil ou que tenham recebido algum tipo de investimento. É importante que as empresas tenham uma equipe 100% dedicada ao negócio, fluência em inglês e que demonstrem capacidade de se expandir internacionalmente sem comprometer suas operações no Brasil.

Durante as missões de imersão nos ecossistemas estrangeiros, as startups têm a chance de aprimorar os conhecimentos adquiridos na fase de preparação e ainda terão a oportunidade de conectar-se com alguns dos principais players locais e prospectar oportunidade de negócios. As startups selecionadas terão acesso gratuitamente a consultoria especializada em internacionalização, mentoria com especialistas no mercado de destino e treinamento de pitch, participação em missão com agenda voltada à prospecção de clientes e investidores e conexão a ambientes de inovação, com visitas a aceleradoras, incubadoras e empresas locais.

“O StartOut Brasil comemorou um ano de existência com imersões em cinco ecossistemas inovadores, tendo 18 startups com negócios facilitados e expectativa de US$ 31,7 milhões para os próximos seis meses. É importante ficar atento a esse tipo de oportunidade, e participar de uma iniciativa que apoia startups de ponta a ponta, como esta missão a Santiago, no Chile”, disse a diretora técnica do Sebrae, Heloisa Menezes.

O StartOut Brasil é uma iniciativa conjunta dos ministérios da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) e das Relações Exteriores (MRE), Sebrae, Apex-Brasil e Anprotec.
Mais informações, acesse: https://www.startoutbrasil.com.br/ciclo/santiago/

Startups inovadoras se destacam no Demoday InovAtiva

Entre os dias 08 e 10 de dezembro, cerca 80 investidores, representantes de aceleradoras e executivos de grandes empresas assistiram e auxiliaram startups de todo o Brasil a se posicionarem e mostrarem o que fazem durante o Bootcamp Nacional e Demoday InovAtiva Brasil 2018.2.

Nos dois primeiros dias, as 82 startups participantes receberam mentorias para prepararem um pitch do seu negócio, que foi apresentado durante a Conferência Nacional de Investimento Anjo, no dia 10, para uma banca qualificada de investidores e executivos convidados, que elegeram as empresas de destaque essa edição.

“Grande quantidade de empreendedores comentam conosco que conheceram um mentor InovAtiva ao longo do ano e que ele, com seu network, abriu de forma voluntária, portas para a startup. Outras empresas destacam o quanto o seu discurso melhorou ao longo do programa. As conexões feitas nos três dias de evento são bastante valiosas. Ficamos muito felizes que temos mentores voluntários e instituições parceiras que vieram compartilhar experiências que acumularam ao longo de suas carreiras. Com toda esse sinergia e empenho dos envolvidos, teremos cada vez mais negócios inovadores”, afirma Rafael Wandrey, Coordenador de Empreendedorismo Inovador do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

Diante das mais de 80 empresas, duas startups se destacaram em cada uma das seis categorias:

Banca 1: Tecnologia da Informação e Comunicação: Big Data e Soluções B2B – Niduu, solução para nivelar e incrementar o desempenho organizacional de forma automática e personalizada e Polen, marketplace B2B que conecta geradores de resíduos com empresas que utilizam estes resíduos como matéria-prima;

Banca 2: Produtos e soluções B2C, Serviços e Games – Gamer Trials, startup que alia os esforços e interesses dos diferentes pólos de desenvolvimento de games no país e We Fix, primeira plataforma do Brasil a conectar técnicos de smatphone, clientes e fornecedores;

Banca 3: Varejo, Comércio Eletrônico, Bens de consumo não duráveis e Serviços – O Polen, estratégia de aumento de conversão de vendas e Vida Pet, criadora de um sapato para cães de pequeno porte que vivem dentro de casa;

Banca 4: Educação, Saúde e Setor Financeiro – EasyThings, monitora e avisa o usuário de uma possível crise de hipoglicemia e SaveLivez, serviço de captação de doadores de sangue sob demanda;

Banca 5: Soluções para a Indústria, Infraestrutura e Construção Civil, Telecomunicações, Energia, Mineração e metalurgia – Nanogreen, desenvolve nanopartículas customizadas para os diversos segmentos do mercado e Sociente Inteligência Geográfica, auxilia nos estudos geológicos para o avanço da metalogenia;
Banca 6: Negócios de Impacto Sócio Ambiental – OLIPLANET, oferece um dispositivo para a separação do óleo de cozinha usado e SaveLivez, serviço de captação de doadores de sangue sob demanda.

Vencedor em duas categorias, Rafael Oki, CEO e fundador da SaveLivez, conta que participar do InovAtiva foi muito gratificante e ganhar nas Bancas 4 e 6 foi ainda mais especial. “O programa tem startups muito boas. Eu não esperava, porque a gente ouviu pitches muito bons de startups em momentos diferentes. É uma satisfação muito grande saber que estamos entre as destaques na visão do público”, comenta o empreendedor.

Depois da premiação, a organização do evento contou que está planejando mudanças no próximo ano para que o programa também englobe as startups aceleradas nos ciclos anteriores e, assim, promover um networking ainda maior entre os empreendedores.

“Em 2019 nós estamos planejando muita coisa diferente que vai servir para empreendedores. A intenção é gerar muito mais conexão com o mercado e criar oportunidades para as startups continuarem fazendo esse networking que a gente proporcionou durante esse final de semana. Em fevereiro do ano que vem, vamos abrir as inscrições para o próximo ciclo. A ideia é que agora, não só quem estiver naquele ciclo de aceleração seja beneficiado, mas também quem participou anteriormente”, finaliza Natália Bertussi, coordenadora de startups no Sebrae Nacional.

Como fazer o fechamento correto de uma startup

Por João Augusto de Carvalho Ferreira

É natural que dediquemos mais energia ao início dos projetos, quando é preciso tornar sólido o turbilhão de ideias impulsionado pela expectativa de alcançar o tão idealizado sucesso. Entretanto, por vezes os resultados esperados não são atingidos, visto que podem ocorrer mudanças nas prioridades do empreendedor.

Ocorre que a frustração no ato de empreender ou a mudança de prioridades pode ser acompanhada pelo desejo de afastamento empreendedor/empresa, paralisação das atividades empresariais e, por fim, abandono daquela personalidade jurídica criada sem o cuidado necessário para o seu encerramento e baixa dos cadastros junto as autoridades competentes.

História comum e infelizmente conhecida por todos nós. Porém, o que talvez não seja de conhecimento comum são as graves implicações que tal gesto poderá gerar à vida daquele empreendedor, a exemplo do direcionamento da responsabilidade por eventual passivo acumulado para pessoa física dos sócios, além de possível inabilitação em caso de decretação de falência, até a possível caracterização de eventual crime falimentar.

Para tanto, é necessário registrar que as mesmas preocupações e cuidados aplicados para criação da empresa hão de ser adotados no momento do encerramento regular daquele projeto, evitando a criação de graves máculas e desastrosas consequências. Existindo endividamento, faz-se necessário analisar o perfil da dívida e estruturar uma estratégia de abordagem junto aos credores, cenário mais complexo que trataremos em oportunidade futura, focando neste momento sobre os passos para encerramento das empresas que, embora não endividadas, deixaram de ser interessantes aos olhos de seus criadores.

Neste contexto, sugiro que seja sempre seguido o caminho legal, atendendo as formalidades necessárias para o efetivo encerramento daquele “CNPJ” e demais registros, tarefa que vem sendo facilitada como consequência ao exercício de desburocratização da máquina pública, a exemplo do portal.

Diante disso, destacamos que o ato formal de encerramento, consistirá na reunião de documentos como: distrato social; certificado de regularidade do fundo de garantia do tempo de serviço; para empresas que recolhem impostos municipais a exemplo do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS), verificar junto a secretaria de finanças da prefeitura a lista de documentos necessários para a devida baixa da inscrição municipal; empresas que contribuem com Impostos sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), é necessário requerer a baixa da inscrição estadual junto a Secretaria da Fazenda estadual; obter junto à Receita Federal a Certidão de Débitos Relativos a Créditos Tributários e à Dívida Ativa da União (DAU), além da solicitação de cancelamento do CNPJ passível de ser requerido por meio do programa coleta online. E, por fim, protocolar o pedido de arquivamento e atos de extinção do empresário ou sociedade empresária perante a junta comercial da unidade federativa competente.

Acho importante ressaltar, que para os Micro Empreendedores Individuais (MEI), o caminho para o encerramento se mostra ainda menos complexo. Fique atento!

João Augusto de Carvalho Ferreira, coordenador do Departamento de Restruturação da Dívida e e Insolvência do BNZ advogado parceiro do BNZ for Startups.

Manserv usa realidade virtual para treinar colaboradores

A Manserv, líder em serviços Industriais, Facilities e Logística, apostou em uma nova forma para treinar e capacitar colaboradores da unidade de negócios de facilities especializada em serviços de limpeza predial e industrial, jardinagem, higienização, recepção, manutenção predial, serviços volantes, entre outros.

A empresa investiu em uma ferramenta de realidade virtual na qual por meio de óculos 3D o colaborador poderá simular os serviços de limpeza de maneira padronizada e segura. Os primeiros treinamentos acontecem ainda neste mês de dezembro em uma unidade de trabalho da empresa, em Curitiba.

De acordo com o presidente da Manserv Facilities, Ricardo Moreira, além de instrutiva, a ferramenta também possibilita que os times de trabalho sejam avaliados de maneira mais ágil porque tudo é acompanhado de perto pela liderança que vai analisando cada dificuldade e orientando na correção das falhas, garantindo assim a execução correta das atividades operacionais.

“A tecnologia ajudará os colaboradores assimilarem normas e boas práticas de segurança de forma plena e ao mesmo tempo de maneira inovadora, conectados nesta tecnologia. A ferramenta facilita também a instrução dos colaboradores que possuem determinados vícios de procedimentos ou apresentam certa resistência ou dificuldades de seguir padrões”, afirma Ricardo. “Com a tecnologia a Manserv Facilities reduziu também uso de novos espaços físicos para treinamentos e capacitação”, complementa.

Segurança no trabalho

Ricardo explica que um dos motivos da empresa estar continuamente investindo no uso de novas tecnologias é a prevenção acidentes de trabalho que sempre foi assunto tratado como prioridade pela Manserv. Com a realidade virtual os colaboradores conseguem ter uma visão ampliada do ambiente e refletem melhor os detalhes que envolvem cada ação. Tudo isso colabora para garantir a segurança nos processos.

“Reduzimos de forma significativa o número de acidentes de trabalho e um dos principais motivos é o investimento constante em tecnologias que possibilitam prover serviços de maior qualidade, com foco da segurança de nossos colaboradores”, afirma. Além da realidade virtual para treinamentos, a Manserv também utiliza na parte operacional, desde de 2016, drones para realizar inspeção de telhados entre outras atividades.

Número de empresas que usam Google Cloud no Brasil cresceu 330%

O número de empresas brasileiras que utilizam tecnologias de nuvem do Google aumentou 330% no Brasil ao longo do último ano, o que demonstra o acelerado ritmo de crescimento da demanda pela plataforma do Google no país. Além disso, o número de parcerias — que inclui acordos com novas revendas, por exemplo — aumentou cinco vezes no mesmo período.

As informações foram anunciadas durante o Google Cloud Summit 2018, maior evento do Google sobre computação em nuvem na América Latina, realizado entre os dias 5 e 6 de dezembro em São Paulo. O crescimento também é reflexo do aniversário de um ano da Cloud Region em São Paulo, primeira região de nuvem do Google Cloud na América Latina. Lançada em setembro de 2017, a Cloud Region atende também clientes do Chile e da Argentina, com redução de até 95% da latência. O Brasil também foi o primeiro país a permitir o pagamento em moeda local.

“Nos últimos três anos, investimos mais de US$ 30 bilhões globalmente no desenvolvimento de soluções, infraestrutura e segurança para ampliar o acesso de empresas de todos os portes e segmentos aos benefícios da nuvem e a tecnologias como Inteligência Artificial e Machine Learning”, afirmou João Bolonha, diretor de Google Cloud para a América Latina, durante o evento.

O Google Cloud Summit 2018 reuniu cerca de 4 mil desenvolvedores, executivos, profissionais de TI e parceiros para treinamentos gratuitos sobre Infraestrutura, Big Data, Machine Learning e App Development, desafio utilizando ferramentas do Google Cloud Platform (GCP), demonstrações de soluções, atividades práticas no Qwiklabs e reuniões individuais com especialistas do Google.

Cigam reformula Programa de Expansão de Canais e busca novos parceiros

A Rede Cigam, fornecedora de software de gestão empresarial (ERP, CRM, RH, PDV, BPM, Mobile e BI) lança seu Programa de Expansão de Canais. Com a iniciativa, a companhia projeta aumentar em 30% o número de novos negócios e fechar com mais 25 novos parceiros até o fim de 2018.

A companhia, que hoje conta com braços executivos em todo Brasil e no México, chegando a cerca de 80 canais, busca novos parceiros. A empresa oferece percentual de assinatura mensal da solução, dependendo da negociação e da gestão da conta, com remuneração a partir do primeiro mês de pagamento do cliente prospectado.

“Queremos aumentar a amplitude da marca Cigam. Iremos comercializar, nesta modalidade, assinaturas mensais do ERP em vez da licença de uso, flexibilizando a negociação com o cliente. Apostamos em nossa solução, que conta com um alto índice de retenção de clientes (99,98%), oferecendo ao parceiro a infraestrutura de uma companhia sólida, com suporte eficiente e metodologia que auxilia as empresas de todos segmentos e portes a profissionalizarem a gestão de seu negócio de maneira fácil”, avalia Adriano Bervian, gerente de canais da Rede Cigam.

OUTRAS MODALIDADES

O Programa de Canais, em vigor desde 1998, também conta com outras modalidades de parceria.

Parceiro Referência: canal vinculado à sede corporativa ou outro parceiro comercial. Faz indicação de contas novas e recebe percentual sobre licença de uso, realizando a venda e o acompanhamento comercial do cliente.

Parceiro Varejo: especialista em lojas e franquias. Recebe porcentagem da licença de uso, e percentual sobre a manutenção mensal do contrato, acompanhando a expansão das franquias e realizando o serviço de pós-vendas.

Parceiro Fidelização: canal vinculado à sede corporativa. Recebe percentual do valor da licença de uso e do contrato mensal do cliente de acordo com seu trabalho comercial e acompanhamento pós-vendas.

Todos parceiros recebem treinamento, direcionamento para leads e prospects, acesso a Universidade Cigam, workshops, marketing, assessoria de imprensa e participação no Encontro de Parceiros (alinhamento estratégico anual da companhia).

Compras de Natal na web: proteja-se contra golpes

Com a primeira parcela do 13º salário no bolso e o Natal batendo à porta, muitos brasileiros saem em busca dos presentes para a data. Seja por comodidade, falta de tempo ou pelos preços, às vezes, mais atrativos, boa parte dos consumidores escolhe a internet na hora de comprar os presentes.

Mas, para a comodidade da compra on-line não se transformar em dor de cabeça, é preciso tomar cuidado para não cair em golpes, como o phishing, no qual fraudadores fazem cópia de sites e enviam e-mails com ofertas miraculosas aos consumidores para roubar dados pessoais e financeiros. “Essas páginas falsas geralmente são bem feitas e muito parecidas com as originais, exceto por alguns detalhes, como, por exemplo, erros de escrita no conteúdo do site e na URL e a ausência da letra S no do “HTTP” na barra de endereços”, alerta Henri Sternberg, diretor de Negócios Corporativos da Certisign, empresa especializada em identidade e segurança digital.

Como identificar um site seguro

Segundo Sternberg os sites seguros exibem alguns sinais provenientes da presença do Certificado SSL, que indica que a loja oferece um ambiente seguro protegido pela criptografia de dados. São eles:

• Selo de Segurança – ele geralmente fica no rodapé da página. “Mas não basta somente ter o Selo, o internauta deve clicar e verificar se o Certificado Digital foi emitido para o mesmo endereço web em que ele está. A checagem é importante porque muitos fraudadores inserem apenas uma imagem de Selo para enganar o usuário”;

• Cadeado fechado na barra do navegador;

• Letra “S” no endereço do site, ou seja, HTTPS.

Sebrae lança Projeto de Empreendedorismo Feminino em 10 estados e no DF

O Sebrae lançou nesta sexta-feira (7) o Projeto Nacional de Empreendedorismo Feminino, que vai ser aplicado em 11 estados brasileiros e que tem como finalidade integrar redes locais, nacionais e internacionais de empresárias. O lançamento aconteceu durante o encontro “Mulheres Inspiradoras e Suas Realizações”, realizado na sede da instituição, em Brasília. Durante o evento, foi assinado um convênio entre o Sebrae e a Rede Mulher Empreendedora.

O Projeto Nacional Sebrae de Empreendedorismo Feminino vai ser desenvolvido, durante 24 meses, de forma piloto nos estados de Rondônia, Roraima, Bahia, Maranhão, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Goiás, Santa Catarina e Paraná. A intenção é focar na sensibilização, articulação, relacionamento e atendimento de negócios liderados por mulheres. Por este motivo, a proposta é desenvolver o projeto não apenas para o público externo, mas também dentro do próprio Sebrae.

A realização tanto do evento, quanto do projeto integra o compromisso que o Sebrae firmou em agosto deste ano, quando assinou a Carta dos Princípios do Empoderamento Feminino. Idealizada pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pelo Pacto Global das Nações Unidas, o documento prevê que instituições e empresas se esforcem para aumentar as contribuições para fortalecer a presença das mulheres nos negócios de todo o mundo. “Em 2018 fizemos várias ações para fortalecer o empreendedorismo feminino e agora estamos lançando este importante projeto nacional, que começou em Mato Grosso do Sul e atraiu o interesse de outros estados”, explicou a diretora técnica do Sebrae, Heloisa Menezes.

Segundo Heloisa, nos últimos anos houve um crescimento no número de mulheres nos negócios, mas ainda há muito a ser alcançado, já que o Brasil está longe dos melhores níveis no ranking internacional. “É preciso capacitar ainda mais as mulheres, pois apesar de serem maioria, ainda recebem abaixo dos homens e pagam mais juros”, afirmou a diretora. Conforme a gerente de projetos da ONU Mulher, Adalgisa Soares, os indicadores globais confirmam os dados de Heloisa. “Ações como essa que o Sebrae está fazendo ajudam na diminuição desses índices”, disse.

As palestrantes convidadas abordaram suas experiências como empreendedoras. Janete Vaz, uma das sócias do Laboratório Sabin, em Brasília, explicou que o papel da mulher é bem maior. “Temos que saber como administrar filhos, empresa e a casa, é difícil conciliar tudo isso”, ressaltou a empresária. Outra palestrante, e empresária e investidora Camila Farani, um dos ‘‘tubarões’’ do Shark Tank Brasil, falou sobre seus negócios e a forma de como se reergueu, depois de passar dificuldades com os primeiros empreendimentos. “Não tinha vergonha de dividir minhas preocupações”, disse ela, aconselhando as empreendedoras a procurar o Sebrae sempre que houver necessidade.

Durante o lançamento do projeto, o Sebrae e a Rede Mulher Empreendedora assinaram um convênio para a troca de experiências. “Ficamos felizes em repassarmos nossos conhecimentos de 10 anos e também receber a experiência do Sebrae”, afirmou a diretora da instituição, Célia Kano, uma das diretoras da Rede.

Vivo cria centro de treinamento de Bots

A Vivo anuncia a inauguração de seu Centro de Treinamento de Bots, em uma iniciativa inédita no mercado de telecomunicações. A nova área tem o objetivo de aperfeiçoar, ainda mais, a qualidade do atendimento feito pela Aura, inteligência artificial da Vivo, fazendo com que ela responda os questionamentos do cliente com cada vez mais assertividade. A Aura atende a mais de 1,5 milhão de clientes por mês e, desde o seu lançamento, em fev/18, já registrou mais de 17 milhões de interações com clientes da Vivo, com retenção superior a 80%.

Cada vez que um cliente faz uma pergunta, a Aura verifica em sua base de conhecimento a melhor resposta para aquele questionamento. O Centro de Treinamento de Bots foi criado para analisar se a Aura entende corretamente as dúvidas dos clientes e, em caso negativo, gerar os insumos para correção e treinamento do bot, para que ela acerte nas próximas vezes. O time do Centro de Treinamento de Bots também avalia se a resposta da Aura realmente esclarece a pergunta do Cliente, para, assim, garantir a melhoria contínua da experiência dos usuários com o bot.

O Centro de Treinamento de bots é uma nova área do call center da operadora, em Curitiba (PR), e sua equipe é composta por atendentes que possuíam os melhores resultados no atendimento ao cliente, identificados através de um rigoroso processo seletivo. Os 14 atendentes do call center foram escolhidos para desempenhar a nova ocupação de treinar a Aura. Em 2019, a empresa prevê ampliar este número para 20 avaliadores.
O trabalho do Centro de Treinamento de bots baseia-se em três tipos de ação: Diagnosticar, Aferir e Agir. As ações de diagnóstico consistem nas análises de todas as interações do cliente com a Aura, em todos os canais de contato onde ela está presente atualmente, como os aplicativos Meu Vivo Móvel, Meu Vivo Fixo, Meu Vivo Empresas e o Callcenter cognitivo, site da Vivo, entre outros. Para a análise, são utilizadas diferentes ferramentas, como leitura e escuta das interações da Aura com os clientes e respostas dos Clientes à pesquisa de satisfação.

Dentre a equipe CTBots há a função de linguistas da Aura que com base nos insumos gerados pelas avaliações, são responsáveis por aperfeiçoar a base de conhecimento do chatbot. São eles que definem os diálogos para que a interlocução entre o bot e o Cliente consiga ser resolutiva e satisfatória. Para garantir que o conteúdo produzido está gerando valor e solução rápida para as necessidades de atendimento dos clientes, esses especialistas avaliam a usabilidade, o fluxo de navegação, pensam na melhor forma de distribuir as informações e assegurar que os links estejam direcionando o cliente para a ação que deseja realizar.

“O trabalho desempenhado pelo time do Centro de Treinamento de Bots é muito analítico, pois é necessário identificar em que o bot está errando e entender como é possível melhorar. Estamos muito orgulhosos pela criação do Centro de Treinamento de Bots, não apenas por representar mais um passo para melhorar a experiência dos nossos clientes, mas também por proporcionar novas oportunidades para a carreira de nossos colaboradores”, afirma Fabio Avellar, vice-presidente de Experiência do Cliente da Vivo.

Como uma boa metodologia de desenvolvimento pode mudar o resultado das empresas

Por Felipe Cotecchia, Diretor de TI da Braspag

Na corrida desenfreada da evolução tecnológica, poucos se perguntam como funcionam os bastidores do desenvolvimento das soluções. Objetivos, custos, segurança, interface amigável e usabilidade são alguns dos itens que precisam ser estudados com bastante atenção antes de iniciar qualquer projeto, pois eles impactam diretamente no prazo de entrega e no resultado.

Quando se trabalha numa empresa de meios de pagamento, a responsabilidade é ainda maior, pois estamos lidando com algo que move o mundo: o dinheiro. E não é só o dinheiro da empresa que cria a solução, mas principalmente de quem a utiliza, ou seja, o seu dinheiro.

Por isso o trabalho de desenvolvimento requer uma metodologia, que nada mais é do que avaliar o projeto como um todo e organizar as etapas para que ele seja realizado. Parece simples, mas grande parte das empresas têm seus projetos emperrados por erros de processo: desde a avaliação incorreta das necessidades ou custos e, principalmente, dos prazos para entrega, criando problemas entre equipes, comprometendo a qualidade e gerando frustração dos clientes. Além disso, cada projeto possui suas particularidades e nem sempre é possível estabelecer a mesma metodologia usada nos projetos anteriores.

Desde os primórdios das metodologias ágeis reconhecidas no mercado como XP, Scrum, Kanban, Lean etc, já utilizávamos estas ferramentas para auxiliar no desenvolvimento dos nossos processos. Todas elas promovem a agilidade e permitem certa flexibilidade no andamento dos projetos, caso necessitem de ajustes durante o desenvolvimento. Entretanto, ainda tínhamos processos manuais, irregularidade nos indicadores e performance.

Para sanar isso, decidimos reestruturar os processos, criando uma cultura de testes com mais treinamento e muita prática, além de criar logs para a base de dados e interfaces para consulta em tempo real. Estas modificações, aliadas à estratégia de branches com redução de riscos nos projetos, sincronicidade nos códigos, a garantia de continuidade com a eliminação de retrabalhos, a automatização de processos e substituição de ferramentas clássicas por tecnologias mais “amigáveis” nos garantiram melhores resultados em todas as etapas dos projetos. Ou seja, criamos a nossa própria metodologia unindo as melhores características das já existentes.

De modo geral, reduzimos em 93% o nosso tempo máximo de indisponibilidade e em 85% o tempo de resposta. Além disso, elevamos a produtividade e a previsibilidade dos processos, atingindo nível 500 de maturidade em metodologia, qualidade de testes e build e deployment. Passamos de 1 para 5 deploys mensais e a disponibilidade dos serviços foi de 98% para 99,999%, com capacidade de processar um volume três vezes maior. Outro ponto favorável é a melhora efetiva de relacionamento entre áreas, facilitando a comunicação interna.

Criar a própria metodologia de desenvolvimento não garante apenas a eficácia dos projetos, mas também o engajamento e melhor aproveitamento dos talentos na equipe. A transformação digital não está somente no uso de tecnologias avançadas e na criação de soluções inovadoras, pois inicia na cultura da organização de times e processos, na implementação de etapas que promovem flexibilidade, agilidade e melhores resultados para os envolvidos de ponta a ponta e a metodologia de desenvolvimento é a raiz disso.

7 Tecnologias de automação que impulsionam o crescimento dos marketplaces

As vendas oriundas de marketplaces faturaram, sozinhas, R$ 8,8 bilhões, representando 18,5% do total do e-commerce, segundo o 37º Relatório Webshoppers, da Ebit, consultoria especializada em comércio eletrônico. Bens de consumo na internet, que incluem sites de artesanato e produtos novos e usados, são também impulsionados pelo crescimento dos marketplaces B2C e C2C (empresa para consumidor e consumidor para consumidor). Esse número é muito maior quando comparado com 2016, chegando a um faturamento de R$ 74,3 bilhões, uma alta nominal de 21,9%.

Tais dados representam o constante crescimento do setor, que evoluiu e se consolidou no mercado pela alta demanda de pequenos empreendedores que conseguiram se integrar e vender por meio dos marketplaces. Outras aliadas na escala desses negócios foram as tecnologias de automação, que trouxeram para o mercado transformações nos negócios, proporcionando capturas simplificadas, eficiência e redução de perda de processos e prazos, dentre outros aspectos do dia a dia de empreendedores.

Conheça melhor algumas tecnologias e seus benefícios que ajudam no crescimento de marketplaces no Brasil:

Bling – Com quase dez anos de mercado, o Bling é um sistema de gestão empresarial (ERP) 100% online para micro e pequenas empresas. A plataforma permite que empresários organizem seu negócio com controle de clientes, pedidos, estoque, separação e conferência de pedidos além de autorização e emissão de nota fiscal, entre outras funcionalidades. É integrado com SIGEP Web dos Correios e com as maiores plataformas de e-commerce e marketplaces do país.

Bume – o Bume é uma ferramenta de automação para o Instagram para lojas virtuais. Por meio de um robô, diversas interações do Instagram serão automatizadas, com isso é possível ter muito mais resultados em muito menos tempo. Com o compromisso de aumentar o número de seguidores na rede social, o site interage com o perfil de acordo com público-alvo, envia mensagens, responde comentários de forma automática e até mesmo agenda publicações.

Cazamba – focada em marketing digital, a Cazamba é uma empresa de tecnologia em mídia que permite marcas engajarem com seus consumidores de forma única e inovadora por meio de anúncios digitais. A empresa busca criar estratégias para que seus parceiros consigam impactar os consumidores, mostrar atributos e benefícios do produto, da melhor e mais criativa forma possível. Diferente das publicidades usuais, conseguem altas taxas de engajamento com um conteúdo único, pensado para vender o produto.

Codemoney – a Condemoney tem como objetivo oferecer soluções de pagamento e recebimento mobile, transformando smartphones em carteiras digitais e maquininhas de cartão. Além disso, resolve a complexidade operacional de aceitar pagamentos via cartão, 12 vezes mais rápida do que as transações realizadas de forma tradicional, além de reduzir os custos e burocracias desse processo.

Epicom – plataforma de gestão de marketplaces, a Epicom possibilita que os vendedores do mundo físico e virtual enviem seus catálogos para ambientes com grande fluxo de visitantes, potencializando fontes de receita. A startup também implanta sua tecnologia em marketplaces aplicando métodos para validação de dados em massa, o que permite que os canais administrem um amplo volume de informações distintas e oriundas de múltiplos vendedores.

Iugu – empresa de automação financeira e primeira plataforma 100% online brasileira, a Iugu pode ser considerada uma grande aliada para os marketplaces que buscam implementar uma solução que facilite o pagamento. É normal que as companhias do setor enfrentem problemas com suas demandas financeiras e soluções Full Banking, como a da iugu,tem se consolidado no mercado como alternativas para diminuir a barreira na implementação de pagamento digital, oferecendo serviços personalizados, como serviços financeiros 360º que contemplam todas as etapas de uma venda, desde o processamento de pagamentos e antecipação de recebíveis, até a conciliação financeira, diminuem o custo da operação e são mais eficientes, atendendo de acordo com a necessidade de cada cliente.

Mandaê – serviço de logística e envio focado em Marketplaces, a Mandaê é uma plataforma multilateral que organiza a totalidade da cadeia de suprimentos de encomendas para oferecer um serviço de envio eficiente e de alta qualidade, fazendo com que economizem até 35% de gastos com frete. A Mandaê trabalha com diversos parceiros em cada uma das principais etapas do envio de encomendas e utiliza tecnologia para organizar a jornada de transporte mais eficiente para cada pacote, desde a seleção dos veículos que vão fazer a coleta nos embarcadores, identificação da melhor operação de cross-docking para onde vai cada pacote e a otimização da separação dos pacotes, até a seleção da transportadora para as entregas de meio e última milha.

WeGo Soluções – serviço de entrega e logística, a WeGo é uma solução para empresas de pequeno, médio e grande porte, além de também atender às pessoas físicas. A WeGo tem como diferencial a utilização de tecnologia empregada em aplicativo para smartphones e acesso via internet, além de uso de economia colaborativa, o que a torna inovador em todos os sentidos, pois será adaptável ao cliente, trazendo praticidade, agilidade, segurança, rastreabilidade e baixo custo em suas entregas e acessível como renda extra aos prestadores e representantes cadastrados.

87% das brasileiras no setor de tecnologia pretendem continuar na área

A Booking.com, uma das maiores empresas de e-commerce de viagens e líder de tecnologia digital do mundo, divulgou novos resultados de um estudo global cujo objetivo é revelar as experiências e percepções de mulheres que trabalham no setor de tecnologia. Mais de 4 entre 5 mulheres brasileiras (87%) que trabalham atualmente no setor de tecnologia afirmam que pretendem continuar na área pelos próximos 5 a 10 anos, refletindo a confiança que sentem em seus cargos e o potencial futuro do setor. A pesquisa também identificou as atitudes que as profissionais da área podem tomar e já tomam para estimular a igualdade de gênero no local de trabalho, além de medidas proativas que elas consideram fundamentais que as empresas adotem para que mulheres sejam ainda mais bem-sucedidas em tecnologia.

De acordo com a pesquisa da Booking.com, o comprometimento em continuar no setor de tecnologia é comum a mulheres brasileiras em diferentes estágios de suas carreiras, como profissionais no início da carreira, com 1 a 5 anos de experiência (84%), profissionais experientes, com mais de 10 anos de carreira (91%) e aquelas que estão retornando ao setor – mulheres que voltaram ao mercado depois de uma pausa em suas carreiras (90%). Estes dados indicam que os níveis de satisfação de mulheres no setor de tecnologia aumentam conforme elas progridem na área, influenciando positivamente suas intenções de continuar.

Enquanto isso, dentre as profissionais brasileiras que não pretendem continuar no setor no futuro, uma boa parte cita problemas e barreiras referentes ao ambiente de trabalho, como não terem suas opiniões e contribuições valorizadas (21%), e não conseguem prever seu desenvolvimento profissional a partir de um determinado ponto (32%).

Mas, além do próprio compromisso com o setor de tecnologia, as mulheres da área estão engajadas em incentivar novas candidatas a ingressar no setor. No Brasil, cerca de 9 a cada 10 mulheres que trabalham com tecnologia (95%) dizem que recomendariam uma carreira no setor para a próxima geração de estudantes do ensino médio e universitárias. Ao analisar os mercados, esse sentimento das brasileiras é o segundo mais forte, atrás apenas das profissionais da Índia (97%).

“Claramente há vontade e otimismo nas mulheres – não importa se elas já trabalham no setor de tecnologia ou planejam ingressar algum dia – para o potencial que um cargo nessa área tem a oferecer. Para fazer a diferença e realmente conquistarmos igualdade de gênero no setor de tecnologia mundial, devemos procurar aproveitar esse otimismo e criar uma cultura mais inclusiva que atraia e retenha mulheres talentosas,” disse Gillian Tans, CEO da Booking.com. “É promissor e inspirador ver mulheres no setor de tecnologia fazendo coisas incríveis todos os dias, inclusive tomando medidas para se engajar com as próximas gerações, fazendo com que suas vozes sejam ouvidas e iniciando programas e iniciativas que aumentem a diversidade de gênero entre os trabalhadores da área.”

Assumindo a liderança

Seja trabalhando em uma empresa multinacional de tecnologia ou em uma startup recém-fundada, as profissionais de tecnologia estão tomando atitudes para superar os problemas de desigualdade de gênero no setor e defender outras mulheres. As profissionais da área no Brasil – e as que têm interesse em uma carreira neste setor – acreditam que as maiores oportunidades de ajudar são compartilhando suas experiências e perspectivas do setor de tecnologia com outras mulheres (54%) e orientá-las (51%).

Ainda, cerca de 2 a cada 5 brasileiras (45%) dizem que mulheres no setor de tecnologia têm a oportunidade de melhorar a diversidade de gênero ao participar de grupos e organizações sem fins lucrativos dedicadas a ajudar garotas e mulheres que atuam nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia, matemática e tecnologia. Universitárias são quem mais acreditam que essas são fortes oportunidades (55%).

Mais diversidade

Apesar de as mulheres no setor de tecnologia se sentirem empoderadas para inspirar outras mulheres, mudar mentalidades e tomar a dianteira para derrubar as barreiras que existem pelo caminho, elas também acreditam que o setor de tecnologia tem a obrigação de investir em iniciativas de apoio. O primeiro passo é aplicar práticas de contratação pensadas em atrair mão de obra diversificada, reconhecida como a mudança mais importante, por mais da metade das mulheres brasileiras (57%).

“Com nossa pesquisa, além de inúmeras histórias de mulheres inspiradoras na área que ouvimos todos os dias, fica claro que as mulheres estão tomando as rédeas para iniciar uma mudança positiva no setor. No entanto, precisamos reconhecer que a responsabilidade também recai sobre o coletivo mais amplo – que inclui o setor de tecnologia, empresas, governantes e educadores,” disse Tans. “Temos a oportunidade de realizar mudanças reais e duradouras agora, além de deixar um legado para a próxima geração de mulheres na área.”

Quando perguntamos quais os passos fundamentais necessários para o sucesso e realizar mudanças positivas no setor, as mulheres brasileiras responderam que as empresas também precisam implementar políticas de plano de carreira com base em mérito (47%), tomar atitudes para aumentar a representatividade de mulheres em grupos internos e forças-tarefa (49%) e em cargos de liderança (44%), bem como garantir a igualdade de salários (46%).