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Banco PAN anuncia lançamento de cartão contactless, que faz pagamento por aproximação e sem uso de senha

O Banco PAN, em parceria com a Mastercard, anuncia o lançamento da tecnologia contactless para pagamentos com cartão de crédito, essa tecnologia permite compras no valor de até R$ R$50 sem uso de senha em território nacional. Além de segura, a tecnologia NFC (comunicação por campo de proximidade, na sigla em inglês) torna o processo de compra mais ágil. Para compras acima de R$ 50, permanece a obrigatoriedade da digitação de senha.

Com a nova tecnologia do Cartão PAN também será possível realizar pagamentos de tarifas de transporte público no exterior. No Brasil, a tecnologia está em fase de implantação por parte das bandeiras junto às companhias de transporte em São Paulo e no Rio de Janeiro.

“O lançamento está em linha com o novo momento do PAN, que vem destinando relevantes investimentos em tecnologia e experiência do cliente, foco da instituição. Por meio do cartão contactless, esperamos um aumento das transações com valor até R$50,00, decorrente da facilidade e agilidade na concretização da operação pelo cliente”, afirma Alex Trigueiro, superintendente de Cartões.

O processo de emissão, substituição e renovação dos cartões ocorrerá de forma gradual. Os novos cartões permitirão tanto o pagamento por aproximação quanto por chip. Os clientes que receberem o novo cartão deverão desbloqueá-lo e fazer a primeira compra do modo tradicional com senha. Após isso, o pagamento por aproximação será liberado.

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A nova era dos bancos digitais

Por Flávio Eduardo Silva

Ser digital vai muito além das ferramentas tecnológicas, é, antes de tudo, uma questão cultural. Algumas organizações passam pelo dilema de como se inserir na transformação e evoluir digitalmente, outras estão se remodelando para se adaptar a essa nova era. De certa forma as startups já nascem neste universo, mas precisam tomar cuidado para não replicarem em sua gestão interna os modelos tradicionais, principalmente, em suas áreas de tecnologia.

Para explicar o assunto, podemos pensar nas organizações tradicionais como sendo as clássicas carteiras de bolso. É um item de extrema utilidade, na qual carregamos documentos pessoais, cartões de créditos, carteirinhas de convênio. É simples, fácil, prático e útil. Porém, atualmente já é possível observar algumas pessoas que não possuem mais esse item antes indispensável para o dia a dia de qualquer pessoa. Em nossos smartphones, por exemplo, já conseguimos inserir nossos cartões de crédito, fazer pagamentos por aproximação, baixar aplicativos para consultar a carteira de motorista, fazer transferências, pagar contas, entre outras diversas aplicabilidades. A boa e velha carteira, que pode ser mais cara que um smartphone apenas por ser de uma marca de grife, já está ultrapassada.

O mesmo funciona com a gestão de infraestrutura dos bancos tradicionais. Quando falamos de banco moderno, que atenda às necessidades que os clientes têm hoje, quem mais se aproxima desses conceitos são as fintechs. O diferencial dessas startups do mercado financeiro é que elas olham para as dores dos clientes, que já estão inseridos no contexto digital e que querem praticidade, agilidade e segurança nas operações sem tanta burocracia. Elas oferecem serviços e produtos mais acessíveis, com melhor atendimento, o que resulta em um consumidor muito mais satisfeito. Elas atuam exatamente nesta lacuna de mercado que não foi solucionada pelos bancos tradicionais.

Não tenho dúvidas de que os bancos precisam se reinventar, caso contrário perderão espaço no mercado. Novas ameaças surgem todos os dias, como as mudanças nas legislações ao redor do mundo, perda de mercado e a entrada de gigantes de tecnologia como Google, Facebook e Amazon no setor financeiro. Isso porque os grandes players possuem milhares de usuários globalmente e, caso decidam ofertar serviços financeiros, poderiam ter grande aderência e penetração se comparado aos bancos tradicionais que ainda concorrem entre si.

Vejo que muitas empresas hoje, acham que só de estarem na cloud já são digitalmente transformadas ou evoluídas. Não é bem assim. Um ponto importante é a avaliação da metodologia e modelos de governança atual de cada empresa, pois as mudanças ocorrem mais rápidas do que imagina. Se não entendermos corretamente com o que trabalhamos e como trabalhamos, os bons frutos colhidos e os erros que tivemos não propiciarão uma evolução de forma consistente. A parte de infraestrutura e a gestão desses ambientes na nuvem são cruciais para garantirem estabilidade e disponibilidade das operações.

No caso dos bancos e fintechs, é comum que estes invistam em parceiros que sejam especializados em transformação digital para orientarem as mudanças e implementações além de indicar quais métodos e ferramentas são mais adequados para suportar o grande volume de dados, sistemas e transações realizadas pela instituição financeira. A jornada cloud também deve seguir diversos critérios legais, como por exemplo, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Há ainda diversas certificações de segurança que garantem a seriedade dos fornecedores e prestadores de serviços que irão auxiliar os clientes no tratamento desses dados sigilosos.

Terceirizar a gestão dos ambientes em nuvem também traz o benefício de bancos e fintechs se concentrarem em seu core business enquanto uma equipe de profissionais especializados cuidam do suporte técnico necessário para que o crescimento não seja um fator limitante para a empresa. E falando das fintechs, além de digitais elas ainda enfrentam os desafios de criarem modelos escaláveis.

Flávio Eduardo Silva, coordenador de Soluções Técnicas da Mandic Cloud Solutions.

Smartphones e eletrônicos lideram compra de produtos usados pela internet nos últimos 12 meses, aponta estudo CNDL/SPC Brasil

70% dos entrevistados destacam economia de gastos como principal razão para adquirir itens de segunda-mão na web; 88% acham que atitude é vantajosa financeiramente

O orçamento apertado das famílias e o desemprego ainda em patamares elevados têm levado muitas pessoas a buscar alternativas na hora de comprar ou mesmo para fazer um dinheiro extra. Um levantamento realizado em todas as capitais pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) revela que os produtos usados vêm ganhando espaço entre os consumidores. Praticamente três em cada dez (28%) entrevistados adquiriram algum item de segunda-mão pela internet nos últimos 12 meses da pesquisa — percentual que chega a 39% entre os mais jovens. O ranking dos objetos mais adquiridos é encabeçado por celulares ou smartphones (29%) e eletrônicos (27%). Em seguida aparecem roupas e calçados (26%), eletrodomésticos (18%), móveis (17%), além de brinquedos e artigos infantis (16%).

Dados da pesquisa também mostram uma parcela significativa de consumidores que vem se desfazendo de objetos sem uso, principalmente para conseguir uma renda extra. Cerca de 30% colocaram à venda itens pessoais em sites especializados ou redes sociais, como eletrônicos (28%), roupas e sapatos (24%), eletrodomésticos (21%), celulares ou smartphones (20%), brinquedos e artigos infantis (19%), além de móveis (15%). Por outro, lado, 58% ainda não se sentem atraídos por esse tipo de modalidade. O tempo gasto para concretizar a venda, para a maior parte dos entrevistados, é relativamente curto: 40% precisaram de até uma semana, 28% levaram até 15 dias e 13% até um mês.

A principal razão apontada pelos adeptos da compra de usados pela web é a financeira: 70% destacaram a economia de gastos nas transações. Já 34% demonstraram preocupação em consumir de forma sustentável e consciente, enquanto 24% revelaram passar por apertos no orçamento, o que justifica a prática como forma de adquirir produtos a preços acessíveis. Em média, os consumidores ouvidos adquiriram entre quatro e cinco produtos usados pela internet nos últimos 12 meses. Os locais de compras mais citados foram sites especializados (78%), comunidades na internet ou redes sociais (36%) e aplicativos (23%).

Além disso, 57% dos entrevistados costumam verificar a possibilidade de comprar um produto usado antes de um novo e a maioria acredita não ser preciso adquirir um item novo para estar satisfeito com o seu uso. Para 40%, vale mais a pena adquirir um livro usado do que um novo, por exemplo. A preferência por usados também é predominante no caso dos que realizaram compras de carros e motos (37%) e instrumentos musicais (29%).

“Diante do cenário econômico atual, a venda de usados tem sido a chance para muitas pessoas de adquirir produtos a preços acessíveis e lucrar com objetos que estariam parados ou ocupando espaço em garagens e armários”, afirma a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti. De acordo com o estudo, seis em cada dez internautas ouvidos afirmam possuir itens sem uso em casa que poderiam ser vendidos a terceiros (61%).

60% calcularam a economia que teriam com a compra e venda de usados e 88% acham que atitude traz vantagens financeiras

Dentre os que compraram ou venderam produtos usados pela internet nos últimos 12 meses da pesquisa, 60% calcularam a economia proporcionada, sendo 41% no caso da compra e 34% com a venda. Em contrapartida, 40% nunca fizeram esse tipo de cálculo. Para 88% dos consumidores, a economia de dinheiro com a compra de usados foi significativa em alguma medida para o bolso.

“O comércio de usados vem ganhando cada vez mais espaço graças aos marketplaces, plataformas online de compra e venda que concentram diversas lojas e marcas em um mesmo local. Mas é preciso pensar muito bem antes de fazer uma aquisição. Comprar priorizando apenas o `ter´ e não considerar a real necessidade pode levar ao endividamento e até inadimplência”, orienta o educador financeiro do portal ‘Meu Bolso Feliz’ e do SPC Brasil, José Vignoli.

Metodologia

A pesquisa ouviu 904 consumidores em um primeiro levantamento para identificar o percentual de pessoas que compraram pela internet nos últimos 12 meses. Em seguida, continuaram a responder o questionário 800 consumidores fizeram alguma compra ao longo deste período. A margem de erro é de 3,3 p.p no primeiro caso e 3,5 p.p no segundo, para um intervalo de confiança a 95%.

Baixe a íntegra da pesquisa em https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas

s vantagens de investir em qualidade de vida no trabalho

Muitas empresas fazem investimentos para manter o local de trabalho o mais confortável possível para a saúde física do colaborador, apesar de ser um dos pontos importantes para a vida empresarial, muitas companhias ainda não priorizam essa atitude. O bem-estar do funcionário vai muito além de uma mesa adequada, tempos de pausa e uma cadeira confortável, a saúde mental também é um ponto de extrema atenção nas organizações, o ambiente e equipe precisam estar em sincronia para que, de fato, haja qualidade de vida no trabalho.

Dados disponibilizados pelas Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram a necessidade de mudanças urgentes nas relações entre empresa e funcionário. A síndrome do esgotamento profissional, conhecida como burnout, foi recentemente classificada como doença devido a sua seriedade, e essa condição já afeta 32% dos trabalhadores brasileiros, o que mostra que somos um dos países mais impactados em todo mundo, perdendo apenas para o Japão, com 70%.

Essa questão é levantada pelas principais companhias, que já percebem os efeitos desse problema na própria receita. Empresas americanas perdem cerca de U$ 150 bilhões ao ano por conta de funcionários estressados, isso engloba – entre outras coisas – o absenteísmo e o presenteísmo, que são as ausências e a presença do funcionário com a mente em outra tarefa. Para evitar as perdas, alguns cuidados estratégicos são desenvolvidos pelos líderes.

A implementação de uma Clínica Corporativa tem feito muito sentido para algumas organizações. “Busco sempre oferecer o melhor para a minha equipe, cuidando de tudo que pode aperfeiçoar o desempenho e qualidade de suas vidas na organização” diz Mônica Schimenes, CEO da MCM Brand Group, empresa que adequou sua rotina para receber a Clínica Corporativa. O tempo de seus colaboradores é dividido entre o escopo de trabalho e atividades que possam desenvolver as lideranças, aumentar a confiança entre os funcionários e melhorar o relacionamento das equipes.

Um profissional especializado foi responsável por diagnosticar os principais pontos a serem trabalhados, entender como aplicar suas técnicas na empresa e acompanhar o desenvolvimento dos membros. “O trabalho desempenhado pode mudar a cultura organizacional, ensinar os líderes a darem orientações para a equipe, levar qualidade de vida para todos, além de melhorar a gestão”, comenta Hamilton Frediani, psicanalista da Clínica Corporativa que desenvolve o trabalho na MCM Brand Group.

As técnicas desenvolvidas se mostraram muito importantes para lidar com momentos de crises – internas e externas -, já que laços fortificados entre os funcionários diminui o medo de represálias, que é o principal causador do regresso. “Momentos de crise nos tornam mais criativos e podem despertar insights que trazem melhorias para a organização. Somos movidos por desafios”, finaliza Hamilton. A Clínica Corporativa aumenta a cooperação entre as partes e faz com que solucionar problemas se torne algo mais assertivo, dando voz a todos e trazendo também diversidade nas soluções propostas.

Para que esse formato seja implantado, o trabalho começa com a chefia, a CEO precisa estar aberta e disposta a participar de todo processo de escuta, trocas, diálogos e momentos de feedbacks bilaterais, como fez Schimenes. “No primeiro momento foi difícil aceitar que precisávamos mudar para melhorar. Mas nós mantivemos o crescimento nos últimos anos e devemos muito a atuação da Clínica Corporativa”, finaliza. Nesse processo é necessário compreender que conflitos acontecem em todas as organizações e solucioná-los juntos torna o time mais forte. Afinal, o sucesso da empresa depende da saúde física e mental dos trabalhadores.

Fujitsu apresenta tecnologia de automação de dados médicos baseada em Inteligência Artificial

A Fujitsu, líder em tecnologia da informação e da comunicação, apresentou os desafios da transformação digital durante o Fujitsu Innovation Gathering, evento anual realizado em Londres, Inglaterra, no início do mês, que reúne as mais recentes tecnologias de Pesquisa e Desenvolvimento elaboradas pela empresa.

Durante o encontro, a empresa anunciou uma tecnologia baseada em Inteligência Artificial que aprimora o gerenciamento de prontuários médicos (do inglês, Electronic Health Record – EHR), automatizando o processamento de dados médicos não estruturados, e alcançando economia de tempo de mais de 90%, e com significativa melhora na precisão das informações.

Ao garantir a conformidade com as classificações obrigatórias, a nova solução de codificação médica automática da Fujitsu extrai dados em menos de um minuto, em comparação com os 15 minutos necessários para a anotação manual do prontuário clínico. Ao contrário das ferramentas anteriores, a tecnologia de mineração de texto de IA da Fujitsu combina conhecimento semântico e Processamento de Linguagem Natural (PNL) com Deep Learning para analisar informações médicas e retirar dados valiosos.

Nos últimos anos, a empresa investiu em projetos clínicos em parceria com o Hospital de San Carlos, localizado em Madri, Espanha. Para o Dr. Julio Mayol, diretor do hospital, é importante ter uma abordagem de co-criação sob uma perspectiva médica. “Sempre buscamos soluções que ajudem a tornar as nossas tomadas de decisões mais eficientes e a Fujitsu tem um importante papel nesse processo. A maioria dos sistemas de prontuários eletrônicos disponíveis hoje não preenchem todos os requisitos da relação médico-paciente. Com as novas tecnologias, como a mineração de texto baseada em Inteligência Artificial da Fujitsu, podemos superar desafios e obter melhorias efetivas no processo de tomada de decisão clínica’’, completa Mayol.

De acordo com o Dr. Adel Rouz, Diretor Executivo da Fujitsu Laboratories da Europa, a estratégia de co-criação com parceiros proporciona uma visão importante dos desafios enfrentados pelo setor de saúde, particularmente em termos de apoio à decisão clínica. “Conseguimos criar uma série de inovações importantes que já estão fazendo a diferença no fluxo de trabalho desses profissionais. Demos mais um passo para melhorar a precisão dos dados clínicos e automatizar a digitalização em hospitais, companhias de seguro médico e agências governamentais. Acreditamos que nossa tecnologia tem aplicações mais amplas e pode ser facilmente adaptada para resolver desafios semelhantes em outros domínios, como nos segmentos de seguro, jurídico e compliance”.

Informações estruturadas desempenham um papel essencial na tomada das decisões clínicas, bem como em melhoria dos cuidados médicos. A exigência de entrada imediata de dados nos sistemas de prontuários eletrônicos representa um grande ônus aos profissionais, que passam menos tempo com os pacientes. Ao permitir métodos mais flexíveis de entrada de dados, essa sobrecarga pode ser reduzida, ao mesmo tempo em que permite que os médicos registrem dados mais úteis e adequados dos pacientes. Utilizando técnicas comprovadas de PNL, a solução colaborativa da Fujitsu Laboratories e da Fujitsu Laboratories da Europa atende diretamente essa necessidade, levantando automaticamente os dados organizados que o sistema exige.

Usando o Deep Learning, a solução pode ser reprogramada para atender às necessidades individuais de um clínico, permitindo mais flexibilidade em comparação às limitações associadas a muitos sistemas de codificação. O resultado é um alto grau de precisão, combinado com a capacidade de extrair uma seção mais ampla de termos relevantes do que apenas códigos da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID), relacionados à adesão ao tratamento ou dados de antecedentes sociais.

A abordagem da Fujitsu tem foco em dois principais componentes:

Criação da base de conhecimento: um gráfico de conhecimento é projetado para descrever as classificações médicas e enriquecer semanticamente com recursos externos, fornecendo contexto adicional a essas especificações, resultando em melhores resultados nos estágios do processo.

Reconhecimento e atribuição: envolve um processo de reconhecimento de termos médicos usando o Deep Learning, seguido pela definição de fórmulas ponderadas de classificação de pontuação para calcular o potencial de informações clínicas.

Entre os benefícios da tecnologia da Fujitsu está a facilidade na adaptação a qualquer classificação médica, em qualquer idioma. Ao melhorar a exatidão e a precisão do processo de codificação médica, a solução contribui para resultados padronizados e proporciona economia de tempo para os profissionais.

As informações processadas são usadas para o planejamento de políticas de pesquisas, que tem o objetivo de melhorar o tratamento médico, os preços estabelecidos pelas companhias de seguros, bem como diagnósticos e tratamentos. A nova solução da Fujitsu será aplicada ao programa de pesquisa colaborativa do San Carlos Innovation Center ao longo de 2019.

Lawtech lança plataforma de jurimetria que agiliza processos por meio de Inteligência Artificial e Big Data

A Data Lawyer, hub de tecnologia jurídica com produtos voltados para gestão e análise de dados, anuncia o lançamento do Data Lawyer Insights, uma ferramenta de jurimetria que tem como objetivo tornar o direito mais orientado a dados. A nova plataforma é focada em grandes escritórios e departamentos jurídicos, e utiliza Big Data e inteligência artificial para analisar processos eletrônicos trabalhistas de todos os estados a partir de 2014.

Além da ferramenta de jurimetria, a startup também oferece o ERP, sistema de gestão de processos que conta com armazenamento, compromissos, prazos e parte financeira do escritório, bem como acompanhamento de publicações e monitoramento processual.

De acordo com Caio Santos, CEO e fundador da Data Lawyer, a gestão eficiente de um escritório de advocacia no mundo moderno é um grande desafio. “O problema é encontrado quando os gestores e colaboradores se perdem em compromissos cotidianos, fazendo com que a organização das atividades e a atenção voltada a elas não seja realizada. Por isso, repensar as atividades que atrasam os escritórios e compreender métodos de mudanças se torna essencial”, afirma o executivo.

O Data Lawyer Insights contém em sua base de dados aproximadamente 11 milhões de processos trabalhistas datados desde 2014, de todos os estados do Brasil. Por meio da análise textual de documentos dos processos, a inteligência desenvolvida pela empresa identifica os valores, decisões, assuntos, dentre outros pontos, e oferece para o usuário um panorama geral e parametrizado das ações.

Mais do que uma startup de gestão jurídica, a Data Lawyer acredita em uma advocacia orientada a dados e nasceu para ser um hub de tecnologia e soluções jurídicas inteligentes. “O setor de advocacia ainda é analógico, burocrático, lento e ineficiente. Nosso objetivo é levar mais inovação para esse mercado que é conservador e necessita de mais informações e automações para poder ser mais célere”, afirma Santos.

Em maio deste ano a Data Lawyer realizou o pré-lançamento da plataforma na Lawtech Conferencee agora está lançando oficialmente a versão completa do novo produto. As funcionalidades disponíveis na plataforma possibilitam a análise jurimétrica de processos trabalhistas, tais como decisões de juízes, comparativo de mercado e valores de acordo, causa e condenação.

“O Brasil é um dos maiores mercados jurídicos do mundo, com 80 milhões de processos ativos nos tribunais e um mercado super competitivo. É uma oportunidade ideal para inovar. A tecnologia pode tornar a vida de juristas e advogados muito mais fácil e produtiva”, reitera Santos.

Mastercard SpendingPulse aponta crescimento de 12,5% de no e-commerce

Os brasileiros estão comprando cada vez mais on-line, com isso, as vendas de e-commerce subiram em julho, de acordo com o Mastercard SpendingPulse™, um indicador que fornece informações sobre as tendências gerais de gastos do varejo em todos os tipos de pagamentos.

As vendas do e-commerce cresceram 12,5% no ano a ano, com três setores – farmacêutico, vestuário e eletrônicos – apresentando desempenho bem acima da média. No entanto, o desempenho dos setores de móveis, hobby e livrarias ficou abaixo da média de vendas on-line.

Em julho, as vendas totais – incluindo comércio eletrônico e vendas de lojas físicas com todos os tipos de pagamento – cresceram moderadamente, um aumento de 1% em relação ao ano anterior (excluindo vendas de carros, materiais de construção, restaurantes e roupas de cama, mesa e banho). Vestuário, produtos farmacêuticos, itens pessoais e domésticos superaram as vendas totais, enquanto os setores de móveis, eletrodomésticos, supermercados e combustíveis desaceleraram ligeiramente.

Ao analisar os números por região, o Norte (1,1%), Sudeste (1,9%) e Sul (5,0%) apresentaram desempenho acima da média nacional. Especificamente no Sul, o frio intenso levou a um aumento nas vendas sazonais nas indústrias de roupas e restaurantes. O Nordeste (-1,1%) e o Centro-Oeste (-1,9%), no entanto, ficaram abaixo dos números do varejo quando comparados ao mesmo período do ano anterior.

“Em julho vimos um forte crescimento de dois dígitos nas vendas do e-commerce, que representa uma continuação de tendência à medida que mais e mais consumidores compram em seus telefones e outros dispositivos”, disse César Fukushima, diretor de análise avançada da Mastercard no Brasil

Conheça os principais erros das empresas na hora de contratar

Muito se fala sobre erros dos candidatos na hora de procurar emprego. Mas e as empresas? Este é um momento delicado também para elas, que podem cometer alguns deslizes nos processos de seleção. Alguns equívocos podem custar tempo e dinheiro de candidatos e das próprias companhias.

Para Fernanda Raposo, VP de Customer Success da LEVEE, empresa que utiliza machine learning para ganho de produtividade por meio de contratações assertivas, os profissionais responsáveis pelos processos seletivos geralmente são pressionados para contratar rapidamente e isso acaba por prejudicar as coisas. Os prejuízos podem ser ainda maiores quando falamos do preenchimento de vagas de cargos operacionais.

A LEVEE listou os principais erros cometidos por empresas que oferecem posições operacionais e explicou porque precisam ser evitados:

– Cancelar o processo seletivo em cima da hora: geralmente os candidatos aos cargos operacionais são pessoas com menor poder aquisitivo, se organizam financeiramente para entrevistas e estão com o dinheiro contado. Outro ponto é que algumas vezes também moram em locais distantes e podem já ter saído das suas residências.

– Falta de organização com o horário agendado para o processo seletivo: é comum que, para os cargos operacionais, os candidatos tenham várias entrevistas agendadas para o mesmo dia. Por isso, a falta de pontualidade pode fazer com que percam outras oportunidades, além de ser deselegante deixá-los esperando por muito tempo.

– Não dar feedbacks aos candidatos: sabemos que em processos seletivos maiores a dificuldade para dar retornos aumenta. A desinformação sobre o andamento da contratação pode afastar os trabalhadores de futuras seleções. Uma dica é manter uma mensagem padrão de agradecimento, que facilita o feedback.

– Divulgar as vagas em aberto de forma incorreta: a descrição do cargo é uma das coisas mais importantes e muitas vezes é feita com o mínimo de informação. Isso faz com que candidatos fora do perfil desejado participem da seleção, trazendo prejuízos de tempo e dinheiro para ambos.

– Contratar levando em consideração apenas características pessoais: é inerente do ser humano se aproximar de pessoas que possuem perfil próximo aos delas e isso é um deslize cometido de forma imperceptível. Montar um time de pessoas com as mesmas experiências e características diminui a produtividade.

Nessas horas, algumas ferramentas podem ajudar a não cometer esses deslizes. O uso de plataformas de contratação permite que vários desses erros deixem de ser cometidos, como o caso de descrições de vagas ou seleções muito longas. Outro exemplo é o uso de machine learning, que é capaz de identificar os perfis que melhor se encaixam nas necessidade do cargo e levá-los diretamente ao recrutador, garantindo agilidade e, principalmente, produtividade às organizações que passam a contar com processos seletivos mais rápidos e candidatos assertivos.

“Esses deslizes ficam ainda mais nítidos e trazem prejuízos graves quando o volume de contratações é grande. Um grande exemplo disso são as empresas de varejo, que ao contratarem perfis que não supram suas necessidades, acabam por pecar no atendimento e perder vendas importantes”, finaliza Fernanda.

Abertas inscrições para Programa Trainee 2020 da Nestlé

De 16 de setembro a 06 de outubro, jovens de todo o País podem se inscrever para a edição 2020 do Programa Trainee da Nestlé. Os interessados podem se cadastrar por meio do site: www.traineenestle2020.com.br

Mais uma vez, a companhia busca inovar e trazer diferenciais para o seu processo. Além de trazer etapas gameficadas e interativas, neste ano, também permitirá que os participantes ajudem a co-criar o processo. Isso será possível por meio de escolhas que os candidatos serão convidados a fazer ao longo das etapas e que vão ajudar a direcionar o processo seletivo.

No total, serão quatro etapas todas conduzidas às cegas, que terão um olhar em inovação. A etapa final contará com um game que, baseado nas decisões tomadas ao longo do processo, vai criar um ambiente simulado e personalizado em que o participante vai se deparar com desafios comportamentais e de negócios. Onde cada decisão deles causa uma reação direta na dinâmica do jogo, assim como acontece na vida real.

Além disso, esse ano mais uma vez a empresa conta com o envolvimento de algumas marcas muito relevantes para os jovens, que irão patrocinar o programa e trazer desafios reais para os jovens: NESCAU, Nescafe, Negresco, Moça e KitKat.

O objetivo da companhia com o programa é tornar os jovens protagonistas da sua história e das suas escolhas de carreira, permitindo que decidam o melhor percurso para eles e para as marcas. Além disso, o foco da seleção. Será abrir ainda mais o olhar e focar ainda mais nas competências comportamentais. Para isso, o programa aposta em iniciativas de personalização e humanização de etapas e feedbacks. “Cada vez mais estão surgindo novas formas de avaliar um profissional que vão além de perguntas técnicas e o uso desses métodos inovadores é uma tendência. A Nestlé, por exemplo, há alguns anos vem buscando novas ferramentas para avaliar os seus candidatos de forma diferenciada. Nas entrevistas tanto gestores quanto os recrutadores são preparados para fazerem perguntas que avaliam a parte comportamental dos entrevistados. Por mais importante que a parte técnica seja, nós estamos dispostos a ajudar no aprimoramento”, aponta Priscylla Haddad, gerente de Trainamento, Seleção e Desenvolvimento de Talentos da Nestlé Brasil.

O processo também traz novidades em relação aos pré-requisitos: não há exigência de cursos específicos, nível de inglês ou idade. O profissional deve estar no último semestre de graduação ou ser recém-formado (a partir de dezembro de 2017).

Inovação em formatos e conteúdos

Com a inovação no processo de seleção, a Nestlé tem como objetivo selecionar jovens profissionais para que se desenvolvam durante o programa e componham o time de líderes da companhia. No Programa de 2017, a empresa já havia inovado ao montar in house uma sala no formato dos jogos Escape, como uma das etapas do processo seletivo. Já em 2018 criou um aplicativo exclusivo para a etapa de pré-seleção do processo e os finalistas participaram de um Hackatton na etapa presencial. Em 2019, em parceria com a consultoria Hyper Island, criou um ambiente propício para a formação e capacitação desses jovens em novas competências.

Sobre o Programa Trainee

O Programa tem como foco profissionais cursando o último semestre de graduação ou tecnólogo, além de recém-formados (a partir de dezembro de 2017) nas mais diferentes áreas. Oferece oportunidades para testar habilidades técnicas, comportamentais e gerenciais. Na Nestlé, os trainees contam com o suporte de mentores individuais no dia a dia e participam do sistema de job rotation, em que têm a oportunidade de atuar em diversas áreas, ampliando a experiência profissional e preparando os trainees para cargos de liderança. A iniciativa reforça as metas da Nestlé pelos Jovens, baseadas em compromissos estabelecidos até 2020: gerar 9 mil oportunidades de emprego e 6.800 oportunidades de primeiro emprego ao público jovem e impactar 88 mil jovens por atividades de preparação profissional.

Questões que desafiam a Web pautam discussões da Conferência Web.br 2019

Em sua 11ª edição, sob o tema “Sim, nós podemos ter a Web que queremos”, a Web.br 2019 promoverá uma análise da ética em contextos da segurança, privacidade, inteligência artificial, acessibilidade, dados abertos, entre outros temas que envolvem a Web. Realizada nos dias 30 e 31 de outubro, em São Paulo, pelo Centro de Estudos sobre Tecnologias Web (Ceweb.br) do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), com apoio do Escritório Brasileiro do World Wide Web Consortium (W3C Brasil), a conferência também celebrará os 30 anos da Web, reunindo desenvolvedores, designers, pesquisadores, gestores na área de tecnologia, estudantes e entusiastas da Web em torno desse debate.

A programação inclui um painel sobre os 30 anos da Web em que Iberê Thenório e Mariana Fulfaro (youtubers do canal Manual do Mundo), Lola Aronovich (professora da UFC e autora do blog Escreva Lola Escreva), Léo Viturinno (YouTuber Surdo e professor de Libras da UFRB), entre outros palestrantes convidados, discutirão a evolução da Web, seu impacto social e ético como ferramenta de negócios e de publicação de conteúdo.

“Nesses 30 anos, a Web não parou de se renovar. Novas tecnologias e desafios surgiram ao longo desse período, e por isso é essencial reunir a comunidade para dialogar sobre como preservá-la e dar continuidade a seu desenvolvimento de forma ética e inclusiva”, destaca Vagner Diniz, gerente do Ceweb.br/NIC.br e do W3C Brasil.

Na palestra “Design, Ética e IA: e nós com isso?”, Diogo Cortiz (pesquisador do Ceweb.br/NIC.br e professor da PUC-SP) e Jonice Oliveira (coordenadora de programa de pós-graduação da UFRJ) apresentarão técnicas de design para construção de sistemas de inteligência artificial com ética e transparência.

Boas práticas envolvendo software analytics e como essa técnica se encaixa dentro de um processo de desenvolvimento, em especial de aplicações web, será o tema da apresentação de Eduardo Guerra (pesquisador do INPE). Também no evento, Andrzej Mazur (fundador da Enclave Games) analisará o passado, presente e o futuro do desenvolvimento de jogos em HTML5, explorando as tendências atuais no desenvolvimento de jogos para a Web.

Workshops

A Web.br 2019 terá um dia dedicado à realização de atividades práticas. Na área de segurança, Daniel Carlier e Silvia Pimpão (equipe de segurança da Globo.com) desafiarão os participantes do evento a corrigir aplicações web propositalmente vulneráveis, enquanto Nathalia Sautchuk (da assessoria técnica ao CGI.br) explicará como incorporar a criptografia no dia a dia de forma a garantir uma navegação mais segura.

Ainda na grade de workshops, Natalí Garcia (service design lead no Torq Inovação) abordará a aplicação da metodologia de design thinking em tempos de inteligência artificial, e Jefferson Oliveira (pesquisador do Ceweb.br/NIC.br e professor da PUC-SP) apresentará um tutorial sobre como desenvolver chatbots usando python e processamento de linguagem natural.

Carlos Rafael Neves (professor na ESPM), Maria Rita Casagrande (Full Stack Developer e Líder de Conteúdo na Mesa Company), Dhanielly Rodrigues (cofundadora dos Super Easy Lean), Cid Torquato (Secretário Municipal da Pessoa com Deficiência na Prefeitura Municipal de São Paulo) e Ronaldo Tenório (CEO da Hand Talk) também são nomes já confirmados para o evento. Confira a programação completa e adquira seu ingresso: conferenciaweb.w3c.br/.

Pela primeira vez, será possível participar de um ou dos dois dias do evento, com valores específicos para cada data, e os interessados também poderão adquirir ingresso para acompanhar a transmissão on-line, pelo canal do NIC.br no YouTube.

Conferência Web.br 2019 – “Nós podemos ter a Web que queremos!”

Datas: 30 e 31 de outubro (quarta e quinta-feira)
Horário: a partir das 9h
Local: Centro de Convenções Rebouças.
Av. Dr. Enéas de Carvalho Aguiar, 23 – São Paulo – SP
Ingressos: conferenciaweb.w3c.br/. Vagas limitadas.

Como entender e calcular o seu real custo de vida?

É bem comum encontrar quem considera ter um custo de vida alto e isso é um grande obstáculo para começar uma jornada de investimentos e realizar sonhos. A razão é matemática: quanto mais se gasta, menos se pode poupar. Mas, para sair da média e partir para um plano efetivo de mudança, como calcular e entender o real custo de vida?

A Magnetis, primeira gestora de investimentos digital fundada no Brasil, tira essa dúvida com um passo a passo elaborado por especialistas em finanças pessoais:

O que representa seu custo de vida?

Primeiro, é necessário compreender que existem diferentes custos para cada pessoa, dependendo da situação vivida. Cada um possui suas necessidades, como por exemplo, valores, estilos, rendas diferentes, além de viver fases distintas da vida, como a chegada dos primeiros filhos, mudança para outro país, início da vida adulta ou aposentadoria.

Em resumo, o seu custo de vida é a somatória de todas as despesas, ou seja, bens e serviços necessários para viver dentro de suas demandas. Os gastos também são diferenciais quando colocamos em pauta a cidade em que se vive, pois entram na somatória questões mais abrangentes, como a média de valores para moradia, alimentação, transporte, saúde, lazer e bem-estar na situação determinada. Com isso, é muito comum encontrar índices e exemplos de custos de vida de algumas cidades do mundo e no Brasil.

Por exemplo: o custo de vida em São Paulo é 38% mais caro do que em Belo Horizonte. Viver no Rio de Janeiro é 18,5% mais econômico do que em Florianópolis; mas a cidade maravilhosa é 28% mais cara do que Ribeirão Preto, no interior de São Paulo.

Para calcular o custo médio das cidades, é preciso fazer um comparativo e um cálculo individualmente da faixa etária, da renda e demais referências que são apresentadas periodicamente no mercado.

Como os fatores econômicos podem afetá-lo?

Quem já aplica valores ou acompanha o mercado econômico, sabe que as opções de aplicações possuem indicadores econômicos específicos que afetam sua capacidade de gerar melhores resultados.

Indicadores como a taxa referencial, SELIC e IPCA são bem conhecidos. Nos noticiários e sites especializados, a variação de cada um deles também é seriamente acompanhada. Esses dados remuneram um tipo de aplicação diferente e, por consequência, afeta em toda a dinâmica dos preços dos produtos e serviços que influenciam o custo de vida das pessoas.

Qual o papel da inflação no seu cotidiano?

Inflação é o nome dado para a variação de preço identificada em determinado período e, de forma básica, coordenada pela lei da oferta e demanda na economia. Se muitos consumidores estão interessados em um produto, a tendência é que seu preço aumente. Se a quantidade disponível para venda estiver baixa, o valor negociado também será maior.

A indexação, outro termo da economia, também tem seu papel na variação de preços. Ela explica a ação das empresas em redefinir o valor de seus produtos usando como referência aquele que era ofertado anteriormente. Assim, se um produto teve o preço aumentado no período anterior por causa de uma oferta limitada, a indexação fará com que seu ajuste tenha como base o valor desse período atípico, e não os custos fixos que envolvem a situação atual.

O mercado de câmbio, aquele que define os valores de cada moeda em relação às demais, também pode afetar a inflação, já que alguns produtos ou parte deles são negociadas em moeda estrangeira.

Para arrematar as influências, está a gestão do governo. Se ele é mal administrado, recebe menos do que gasta e, para quitar suas despesas, emite maior quantidade de moeda, que acaba se desvalorizando em relação à cotação das moedas, o que acontece com frequência no Brasil.

Portanto, a inflação não afeta o custo de vida das pessoas, que pode ser considerado uma referência de valores para determinado padrão, seja regional, de faixa etária ou renda. Ela terá interferências no poder de compra, que consiste em quanto um indivíduo consegue, efetivamente, comprar com determinada quantia de dinheiro.

Como calcular o custo de vida?

Depois de entender os mecanismos da inflação e compreender que o custo de vida não é alterado, mas o poder de compra de cada indivíduo sim, temos um outro elemento para personalizar ainda mais essa análise: existe uma diferença entre despesas pessoais e inflação individual que precisa ser esclarecida.

Despesas pessoais são aquelas realizadas no cotidiano e que podem ser ocasionais ou não. É essencial que sejam anotadas e monitoradas.

Já a inflação individual é aquela que considera todos aqueles fatores relacionados anteriormente, como por exemplo, demanda e políticas governamentais, em um período determinado. A Fundação Getúlio Vargas (FGV) tem um portal que permite fazer o acompanhamento de seus parâmetros.

Assim, depois de entender essa diferença, o passo seguinte é realizar o cálculo do custo de vida:

  • O custo de vida a ser calculado é individual, e de acordo com a vivência atual, seja em um grupo familiar, seja de forma individual;
  • Realize um estudo detalhado de todos os gastos envolvidos na rotina e depois separe aqueles que serão efetivamente utilizados;
  • Saiba entender o momento do país e quais fatores econômicos estão afetando diretamente o desempenho de seus ganhos e despesas;
  • Use ferramentas como comparativos e relatórios emitidos por órgãos especializados e confiáveis;
  • Promova melhorias para que ele seja ainda mais qualificado e estratégico.
  • O movimento mais correto depois de descobrir seu custo de vida, é considerar quais despesas podem ser cortadas do orçamento familiar. Pequenos ajustes fazem a diferença na hora que colocamos tudo na ponta do lápis.

Para quem colocar as contas de maneira mais organizado, a Magnetis disponibiliza uma planilha de gastos gratuita, oferecendo um diagnóstico completo da situação financeira.

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Computer Vision: tecnologia poderosa e inovadora que está revolucionando os negócios

Por Bruno Maia, Head de Inovação do SAS América Latina

Transformação Digital, Internet das Coisas, Inteligência Artificial, Big Data…Nos últimos anos, esses termos têm sido destacados e debatidos em profusão por profissionais de diversas indústrias. As companhias têm, cada vez mais, plena ciência da importância de inovar a fim de se manterem competitivas e relevantes, sobretudo em um cenário extremamente concorrido e suscetível às rápidas mudanças que a Era Digital impõe.

Assim, gostaria de abordar neste artigo uma tecnologia que tem potencial de impactar profundamente os negócios em um futuro bem próximo: Computer Vision (Visão Computacional). Trata-se de um ramo da ciência da computação que utiliza a Inteligência Artificial para identificar e processar imagens com o intuito de gerar dados que possam ser analisados e usados para auxiliar na tomada de decisões importantes. Este nicho do mercado de Advanced Analytics vem ganhando relevância com o passar dos anos. Segundo a Market Research Future, Computer Vision tinha um valor de pouco mais de US$ 9 bilhões em 2017 — a previsão é que o valor aumente para US$ 48 bilhões até 2023 (um crescimento e tanto)!

Essa tecnologia leva o Analytics como conhecemos, pelo qual dados históricos são usados, para fazer previsões e prescrições, a outro nível. A Visão Computacional ganha uma especial relevância quando usada como artifício para produzir contexto em tempo real para obter inteligência analítica e atingir taxas de otimização comercial muito superiores. Resultado? Está se tornando cada vez mais relevante e, muito em breve, indispensável para qualquer empresa.

Para ilustrar o potencial da aplicação dessa tecnologia, aliada à Inteligência para o Cliente, gosto de utilizar como exemplo o segmento de Varejo. Tipicamente, sites utilizam benchmarks para conversão de carrinhos de compra que se baseiam em dados de clientes conectados, como o histórico de compras. A Visão Computacional permite que o contexto seja utilizado para prever, prescrever e acertar quais as iniciativas necessárias a serem adotadas para aumentar drasticamente as chances de conversão daquele cliente. Uma empresa de produtos de beleza pode lançar um aplicativo que capture o rosto do cliente por meio da câmera do celular para estimar sua idade, etnia, tipo de pele, entre outros fatores. Desta forma, podem sugerir um conjunto de maquiagem ou outros produtos que tenham mais aderência com as características pessoais do consumidor.

A tecnologia também pode ser utilizada para medir, por meio de câmeras, o número de clientes de uma determinada loja, definir o mapa de calor, a organização das prateleiras, entre outras aplicações. O que há de novo aqui é o fato do custo desses equipamentos terem caído muito, sua precisão e resiliência aumentado e também o aparecimento da possibilidade de aplicar sofisticados algoritmos em tempo real com o auxílio da computação on de Edge, permitindo que seja necessário estar conectado na nuvem para aplicar o conceito. Ao combinar todos os insights sobre os clientes é possível atingir uma taxa de 17% de conversão — o usual gira em torno de 5%. Trata-se de um crescimento exponencial, que pode levar os negócios a outro patamar!

A evolução da Visual Computacional – cujas raízes remontam ao conceito de Optical Character Recognition (OCR) – também tem evoluído de forma significativa. Atualmente, já é possível misturar contextos em tempo real e que podem vir de diversas fontes, como celulares, Wi-Fi, imagens de câmeras, em locais como shoppings, e até de redes de fibra ótica. É possível usar essas fontes e uma vasta gama de tecnologias para capturar aspectos do ambiente, classificar dados e, assim, criar e treinar modelos cada vez mais apurados. Governos têm utilizado a tecnologia até para aumentar a segurança viária, por exemplo, ao monitorar a segurança das vias de acesso e até avaliar o desgastes de pontes em tempo real.

Com a evolução contínua e o aperfeiçoamento de novas tecnologias, as indústrias ganharam ferramentas poderosas para prever o futuro, a fim de oferecer experiências cada vez mais personalizadas e assertivas aos seus clientes. Quem conseguir inovar com mais agilidade certamente sairá na frente na corrida — cada vez mais acirrada — pela preferência do consumidor.

Bruno Maia, Head de Inovação, SAS América Latina