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Resistir às inovações digitais será fatal para os negócios em 2019, aponta pesquisa da Protiviti

Resistir às mudanças causadas pela Transformação Digital poderá ser fatal às corporações de economia tradicional no próximo ano, alerta a pesquisa global da consultoria Protiviti, feita em parceria com a Universidade Estadual da Carolina do Norte. O relatório, intitulado “Perspectivas Executivas sobre os Maiores Riscos para 2019”, traz as dez preocupações mais latentes de um grupo de 825 líderes empresarias de diversas economias ao redor do mundo.

O levantamento detectou que, apesar de já estarem cientes dos impactos da Transformação Digital no dia a dia corporativo, as empresas da velha economia estão temerosas com os avanços de organizações nascidas digitalmente.

“As companhias devem estar dispostas a fazer, de maneira rápida, os ajustes necessários em seus modelos de negócios e operações. Negar o atual cenário da transformação digital pode minar unidades de negócio ou até mesmo empresas inteiras” diz Rodrigo Castro, líder da Prática de Gestão de Riscos Corporativos da operação brasileira da Protiviti e porta-voz do relatório no País.

O impacto deste cenário se mostra alarmante ao constatar que nesta edição da pesquisa, que prevê riscos para 2019, o fator disrupção digital saltou da décima posição ocupada em 2018, para o primeiro lugar. Segundo Castro, tal ascensão deixa clara como a agilidade e a escalabilidade estão no topo das prioridades das empresas.

“As companhias tradicionais estão sofrendo para competir com os adversários digitais que operam com mais eficiência, são inovadores em sua essência, conseguem lançar produtos e serviços altamente escaláveis por meio de modelos de negócios ágeis, além de sempre focarem na melhor experiência do cliente”, comenta o porta-voz.

Na sequência da preocupação com os avanços digitais, outra questão que vai tirar o sono dos executivos em 2019 são os desafios ligados à sucessão e à capacidade de atrair e reter talentos, processos que estão sob a influência de um mercado de trabalho cada vez mais restrito e uma maior demanda por conhecimentos digitais especializados.

Mudanças regulatórias e ampliação de controle legais, como a General Data Protection Regulation (GDPR), em países europeus, e a Lei Geral de Proteção de Dados (LGDP) no Brasil, também são fontes de insegurança para a classe empresarial e alcançou o terceiro lugar na lista.

Vale ressaltar que na relação de riscos globais, as preocupações acerca das condições econômicas saíram da lista dos dez maiores riscos pela primeira vez em sete anos de pesquisa.

Abaixo, veja a lista completa dos dez maiores riscos identificados para os negócios em 2019:

1. Operações existentes alcançando metas de desempenho, competindo com empresas “digitais de nascença”;

2. Desafios de sucessão e capacidade de atrair e reter os melhores talentos;

3. Mudanças regulatórias e rigidez regulatória;

4. Ameaças cibernéticas;

5. Resistência a mudanças no modelo de negócio e na operação;

6. Alta velocidade de inovações radicais e novas tecnologias;

7. Gestão de privacidade/identidade e segurança da informação;

8. Incapacidade de utilizar análises e big data;

9. A cultura da organização talvez não estimule o suficiente uma identificação e escalonamento de eventos de risco a tempo;

10. Manutenção da fidelidade e retenção de clientes

Os riscos na América Latina e América do Sul

O número significativo de respostas de empresas localizadas em diferentes países permitiu que, pela primeira vez, fosse realizada uma análise independente em cada região. Na apuração referente à América Latina e à América do Sul, foram apontados cinco principais riscos. Destes, os três primeiros seguem alinhados com o resultado geral da pesquisa global, porém em ordem distinta. São os seguintes:

1. Resistência a mudanças no modelo de negócio e na operação;

2. Desafios de sucessão e capacidade de atrair e reter os melhores talentos;

3. Dificuldade das operações existentes e infraestrutura de TI alcançarem metas de desempenho e competirem com empresas “digitais de nascença”.

Na sequência dessas preocupações, há outros dois riscos macroeconômicos relatados especificamente nesta região e que são derivados da realidade político-econômica local e por se tratar de países em crise e com constantes interferências governamentais no mercado. São eles:

4. As condições econômicas nos mercados atendidos afetando significativamente as oportunidades de crescimento;

5. Aumento de custos trabalhistas impactando o atingimento das metas de lucratividade.

Mais informações sobre a pesquisa podem ser acessadas através do link www.protiviti.com/toprisks

Empresas familiares brasileiras estão otimistas com o futuro dos negócios, diz KPMG

A maioria das empresas familiares brasileiras (70%) está confiante em relação à situação econômica do próprio negócio nos próximos três anos, apesar das incertezas políticas e instabilidades econômicas, enquanto 23% estão neutras e 7% pessimistas. O dado é reflexo dos resultados obtidos por essas organizações nos últimos seis meses, período em que foram registrados, de forma geral, aumento de receita, lucratividade e quantidade de funcionários.

Essas são algumas das conclusões da 3ª edição da pesquisa “Retratos de família”, conduzida pela KPMG com 217 empresas familiares de 19 estados do País, resultando em um dos conteúdos mais completos e extensos já desenvolvidos sobre o tema. Os respondentes são, em 65% dos casos, membros da família proprietária e 30% são diretores. Os setores mais bem representados são: agronegócio (19%); serviços (12%); atacado e varejo (12%); construção (9%); consumo (exceto atacado e varejo, 8%); bens industriais (6%); saúde e ciências da vida (6%); e transporte (5%).

“Esta nova pesquisa revela indicadores únicos, precisos e atualizados sobre práticas de governança corporativa, anseios, expectativas e perspectivas das empresas familiares brasileiras. Os resultados revelam que os líderes dessas organizações confiam nos seus pontos fortes e prezam pela perenidade do negócio com a manutenção da família no controle da operação”, afirma o sócio-líder de Governança Corporativa e Riscos e CEO do ACI Institute da KPMG no Brasil e na América do Sul, Sidney Ito.

Entre os pontos fortes das empresas destacados pelos respondentes estão: tomada de decisões rápida e flexível (54%); marca forte ou presença de mercado (42%); atendimento ao cliente (40%); capacidade empreendedora (33%); valores e cultura compartilhados (22%); engajamento dos colaboradores (19%); robustez financeira e facilidade no acesso ao capital (14%); visão de longo prazo (13%).

Outro dado relevante do conteúdo, elaborado em conjunto com a Fundação Dom Cabral, é o de maior receptividade sobre a transferência da propriedade da empresa à geração seguinte, revelando uma ansiedade pelo crescimento sustentável e geração de valor para as próximas gerações. Sobre a venda do negócio ou a entrada de investidores institucionais, no entanto, persiste a intenção de preservação de controle na família.

Quando perguntadas sobre mudanças que beneficiariam o negócio, as respostas indicaram redução de impostos (18%), leis trabalhistas mais flexíveis (17%) e legislação fiscal mais simples (14%).

Governança corporativa

A ampla maioria se importa com boas práticas de governança corporativa (85%), harmonia e comunicação entre gerações da família (85%), nível de preparação e capacidade demonstrado pelos sucessores (82%) e comunicação com a família sobre a situação do negócio.

Atualmente, 42% possuem Conselho de Administração, dentre os quais 60% com membros independentes. Em metade dos casos, a Diretoria Executiva é composta por membros da família (53%) e, em 85% das organizações, o diretor-presidente também é membro da família.

Somente 64% têm um Código de Ética elaborado, distribuído e divulgado e 46% têm Canal de Denúncias para comunicação anônima de fraudes, ilegalidades e atos em desacordo com as normas. Sobre o tema sucessão, mais da metade (55%) diz que há familiares da próxima geração com interesse na gestão, mas somente 13% consideram que a próxima geração já está preparada.

Receita e lucratividade

A receita histórica demonstrou tendência positiva, com 56% indicando aumento no último semestre, enquanto 25% mantiveram e 19% perderam receita. Os dados estão alinhados com a pesquisa sobre empresas familiares europeias (“European family business barometer”), também realizada pela KPMG. Lá, 57% dos respondentes cresceram em faturamento e 27% o mantiveram no último ano. Na Europa, 71% dos respondentes também estão confiantes com as perspectivas econômicas da empresa familiar.

“Nesse cenário, a lucratividade também cresceu e, quando comparada com a edição anterior, esta nova pesquisa comprova o cenário favorável às empresas familiares brasileiras e à economia em geral. O sentimento de confiança não foi abalado por eventos externos, como a greve dos caminhoneiros e as eleições gerais. Com essa perspectiva, essas organizações devem seguir aplicando recursos no negócio em que atuam”, afirma o sócio-líder de Mercado Empreendedor e Empresas Familiares da KPMG no Brasil, Sebastian Soares.

A maioria (74%) disse que seu plano estratégico inclui investimentos e, destes, 37% pretendem trazer inovação e 15% pretendem investir na manutenção do negócio atual. Outros 28% preveem destinar recursos financeiros em novos negócios ou produtos e 20% estudam a possibilidades de expansão nacional e internacional.

Preocupações e perspectivas

Apesar das expectativas de investimentos, as preocupações mais relevantes são incerteza política e econômica (61%) e redução na lucratividade (48%). A disputa por talentos é um dos itens que cresce bastante, tendo recebido 26% das respostas.

Quase metade (43%) não têm expectativa de mudança na estrutura societária nos próximos anos, uma queda bastante significativa, pois nos anos anteriores foram registrados índices de 84% (2017) e 87% (2016). Todas as demais opções cresceram em porcentagem, demonstrando maior abertura a mudanças, com destaque para a venda da empresa, que evoluiu de 6% nos anos anteriores para 16% em 2018.

Sobre expansão geográfica, em 2016 apenas 27% pretendiam atuar fora das atuais localidades, índice que saltou para 75% agora, sendo consideradas mais atrativas as regiões Sudeste (44%), Nordeste (29%) e Centro-Oeste (29%). Além disso, 34% ambicionam operar fora do País, sendo 21% na América Latina e 13% em outros países.

Perfil das respondentes

Um terço (35%) das respondentes faturam entre R$ 100 milhões e 499 milhões, 23% até R$ 49 milhões e 19% faturam mais de R$ 1 bilhão. Apenas 18% têm até 20 anos de existência, 40% têm entre 21 e 40 anos, 28% de 41 a 70 anos e 14% mais de 70 anos. Sobre qual geração está à frente da empresa familiar, há prevalência da segunda, com os seguintes dados: 1ª geração (31%), 2ª geração (43%) e 3ª geração (19%).

Grande parte dos respondentes (42%) têm entre 100 e 499 funcionários e 18% contam com até 99 funcionários. A maioria tem controle majoritário, e, dentre elas, 45% têm controle por pessoa física e 22% por pessoa jurídica. A pesquisa pode ser acessada na íntegra no link – http://home.kpmg.com/br/pt/home/insights/2018/11/retratos-de-familia-3a-edicao.html.

boostLAB, do BTG Pactual, abre inscrições para potencialização de startups em nível avançado

O BTG Pactual, maior banco de investimentos da América Latina, abriu inscrições para a terceira edição do boostLAB, programa de potencialização voltado para startups de nível mais maduro, as chamadas scale-ups. A iniciativa, realizada em parceria com a ACE, eleita três vezes como melhor aceleradora da América Latina, prevê a realização de parcerias e projetos piloto com a instituição financeira, empresas parceiras, fornecedores e demais integrantes de seu ecossistema.

Serão seis startups selecionadas para o programa, que tem duração de cinco meses. Nessa edição, o programa de potencialização busca principalmente fintechs, agritechs, legaltechs e startups que atuem com inteligência artificial ou real estate. Durante a seleção, mais importante do que o tamanho do faturamento da empresa é se ela já tem um sólido portfolio de clientes e dedicação integral de pelo menos dois sócios fundadores ao negócio.

Os interessados em participar do programa devem se inscrever por meio do site do boostLAB (www.boostlab.com.br) até o dia 15 de fevereiro de 2019. O boostLAB fica localizado em São Paulo, no WeWork Faria Lima.

A primeira edição do programa foi avaliada em 100 NPS (Net Promoter Score – métrica que tem como objetivo medir a satisfação e lealdade dos clientes) pelas Scale-ups que participaram do programa, pontuação inédita para um programa desse tipo coordenado pela ACE até então.

Um dos pontos fortes do programa é a oportunidade de gerar negócios com o banco e empresas parceiras. Outro ponto de destaque do boostLAB é a proximidade com os sócios e diretores sêniores do BTG Pactual, que oferecem mentoria e dividem suas experiências por meio de um Conselho. Cada um dos sete envolvidos tem um papel fundamental na estrutura do programa e na melhor integração entre as startups e o Grupo. São eles: Frederico Pompeu – que tem dedicação exclusiva ao programa -, Renato Mazzola (Head do Private Equity), Gustavo Roxo (CTO), Marcelo Flora (Head do BTG Pactual Digital), José Vita (Membro do Comitê Executivo), Mateus Carneiro (Head do RH) e André Alves (Head de Marketing).

As Scale-ups também contam com a metodologia de potencialização da ACE e os conselhos de um time de executivos com grande destaque em suas áreas de atuação, como Stelleo Tolda (COO do Mercado Livre), Cláudio Galeazzi, grande referência em reestruturações de empresas no Brasil, e Sônia Hess, ex-CEO da Dudalina, eleita pela revista americana Forbes como a terceira mulher de negócios mais poderosa do Brasil. Quem acaba de se juntar ao time é Joel Rennó, CFO da OLX, empresa global de comércio eletrônico.

Outra novidade é que além de créditos de US$ 10 mil no serviço de nuvem da Amazon (AWS) e US$ 3 mil no da Google, a Oracle também aderiu ao programa, oferecendo créditos de USD 15 mil para as Scale-ups participantes.

Frederico Pompeu, sócio do BTG Pactual responsável pelo boostLAB, conta que está muito feliz com os resultados das edições anteriores. “Já potencializamos 12 empresas e todas tiveram crescimento significativo. Para nós também tem sido um aprendizado conviver com empreendedores tão competentes. A essa altura, já estamos começando a fazer investimentos em algumas empresas e temos parceria com quase todas. Queremos ser o banco desse ecossistema em todas as etapas da vida dos empreendedores e das empresas”, afirma. O KPI (Key Performance Indicator) médio de cada empresa que participou do programa cresceu 233%.

Resultados de edições anteriores

A recém-terminada segunda edição do programa contou com 132 empresas inscritas. Seis delas foram selecionadas e potencializadas: Bxblue, Nexoos, Virtus Pay, Ewally, Digesto e Omie.

A Omie, que é um sistema de ERP (Enterprise Resource Planning), aumentou a receita em 20% e conquistou quatro mil novos clientes durante a potencialização. Além disso, o volume emitido de NF-e de R$ 4 bilhões para R$ 5,1 bilhões ao mês. A empresa oferece um sistema de gestão completo para pequenas e médias empresas com CRM, Finanças, Fluxo de Caixa, NF-e, Estoques e Frente de Loja.

Durante o boostLAB, a Nexoos ampliou seu negócio, passando a ser também um market-place lending, além de peer-to-peer lending. “Tivemos aumento de 30% na receita contra o trimestre anterior. A empresa sai do programa com um nível de maturidade muito maior”, disse Daniel Gomes, CEO e fundador da empresa.

Já a primeira rodada, que aconteceu no primeiro semestre, contou com inscrição de 124 empresas, dentre as quais seis foram escolhidas: Neurotech, Agronow, Clicksign, Finpass [antiga F(X)], Liber Capital e Zigpay.

A Finpass foi uma das empresas que mais se beneficou do programa. Trata-se de um marketplace de crédito para médias e grandes empresas, que utiliza tecnologia de “matching” para tornar esse processo mais inteligente, rápido e efetivo. Ao final da participação no boostLAB, o volume transacionado pela plataforma teve crescimento de 966%.

Jovens talentos enxergam nas startups uma boa oportunidade de trabalho

Por Eduardo Küpper

Em todo o Brasil, estima-se que existam quase 6 mil startups. O número é mais do que o dobro registrado há seis anos, quando o país ainda começava a discutir o modelo e a perceber o nascimento do novo mercado. Em 2012, haviam 2.519 startups cadastradas na Associação Brasileira de Startups (ABStartups). Em 2017, o número saltou para 5.147.

A crescente presença das startups no país tem atraído jovens profissionais recém-saídos da faculdade, que com frequência enxergam nelas uma alternativa bastante interessante de desenvolvimento profissional. Se há 10 anos os jovens talentos preferiam os programas de trainee de companhias consolidadas, as grandes consultorias e multinacionais, hoje o panorama já não é o mesmo. As empresas tradicionais disputam os melhores talentos com startups que, mesmo com pouco tempo de atuação, já têm grande porte e são conhecidas no mercado.

E quais são os diferenciais que permitem às maiores startups saírem ganhando na briga pelos profissionais mais promissores? Em primeiro lugar, elas também contam com os fatores de atratividade existentes nas empresas convencionais: boa remuneração, visibilidade e excelente marca no currículo. Mas a questão principal, talvez, seja a progressão na carreira. Se nas empresas tradicionais os jovens levam alguns anos para avançar no organograma, nas startups esse processo é mais acelerado, e eles podem tornar-se referência em seu setor de atuação mais rapidamente.

A trajetória do Mateus Pinho é um exemplo disso. Ele foi estagiário em uma empresa do portfólio e virou analista rapidamente, antes mesmo de se formar. Optou por se juntar a outra empresa quando terminou a faculdade e, dado a experiência que havia adquirido, tornou-se gerente da área rapidamente e hoje exerce o cargo de CMO (Chief Marketing Officer). Tudo isso apenas dois anos após a formatura. Caso tivesse optado por estagiar em uma empresa convencional, ele, nesse mesmo período, possivelmente não teria tido a oportunidade de crescer nessa velocidade. Não é a primeira vez que vejo isso, poderia escrever sobre outros casos similares. Mas, obviamente, essa não é a trajetória de todos; apenas os melhores veem isso acontecer.

Assim, as startups podem ser uma opção de carreira rentável e compensadora. Caso tenha uma atuação destacada, o jovem pode, em pouco tempo, progredir para posições de liderança e, possivelmente, adquirir os subsídios (e a visibilidade) necessários para abrir seu próprio negócio. Além disso, é importante lembrar que, ao trabalhar em uma startup, o profissional adquire habilidades que também serão necessárias nas companhias tradicionais. E, embora a posição de liderança numa startup seja diferente de uma empresa maior, se ela crescer rapidamente, em dois ou três anos a pessoa estará numa posição de liderança. Assim, caso queira migrar para uma empresa mais tradicional, ele estará devidamente qualificado e poderá inclusive ocupar um cargo de maior senioridade.

Iniciar a carreira em uma startup de sucesso abre inúmeras possibilidades. O profissional se adaptará desde cedo a uma nova maneira de se fazer negócios, baseada na tecnologia. Com certeza, sua carreira será bem diferente da do colega que optar pelo programa de trainees de uma multinacional…

Eduardo Küpper, MBA pela Wharton Business School e MA em Estudos Internacionais pelo The Lauder Institute, na Universidade da Pensilvânia e Co-fundador da Wharton Alumni Angels Brasil- whartonangels@nbpress.com

Magazine Luiza compra startup de tecnologia para acelerar a transformação digital de empresas analógicas

O Magazine Luiza acaba de anunciar a compra da empresa de desenvolvimento de tecnologia Softbox. Fundada há 13 anos em Uberlândia, Minas Gerais, a Softbox reúne 180 desenvolvedores especialistas em ajudar qualquer tipo de empresa — varejista ou fabricante de bens de consumo — a vender digitalmente ao cliente final. “Hoje, a maioria das empresas brasileiras está excluída do mundo digital, sem acesso a nenhum marketplace”, diz Frederico Trajano, CEO do Magazine Luiza. “Com a incorporação da Softbox, vamos ajudar no processo de transformação digital de companhias analógicas.”

A aquisição permite ao Magazine Luiza ser parceiro do varejista e da indústria em todas as etapas da venda online – desde a chegada ao mundo do varejo digital e integração ao marketplace até a entrega, por meio do Magalu Entregas. Dessa forma, o Magazine Luiza passa a oferecer às empresas brasileiras o chamado Full Commerce.

A compra e a integração da Softbox marcam um novo ciclo de transformação do Magazine Luiza: de varejista multicanal, a companhia passa a ser uma plataforma digital – um ecossistema de empresas, baseado em tecnologia, dados e processos digitais.

A Softbox é a terceira startup de tecnologia adquirida pelo Magalu em pouco mais de um ano, com o objetivo de acelerar o desenvolvimento desse ecossistema. Em meados de 2017, houve a compra da Integra, especializada na integração de e-commerces a marketplaces. E há alguns meses, o Magalu incorporou a Logbee, especializada em logística.

Essas aquisições também são fundamentais para que o Magalu acelere a expansão de seu Marketplace e outros projetos, como o Magalu Entregas e o Magalu Pagamentos. “Nosso propósito, como plataforma, é digitalizar o varejo e a indústria de bens de consumo e, assim, contribuir para a digitalização do país”, diz Trajano.

A Softbox tem, hoje, cerca de 80 clientes, incluindo empresas como Unilever, Coca-Cola, Basf e Red Bull. Seus 180 desenvolvedores estão baseados em Uberlândia e em São Carlos, no interior de São Paulo, importantes centros de formação de profissionais de engenharia e tecnologia. Essa estrutura será integrada ao Luizalabs, laboratório de inovação do Magazine Luiza. Com isso, o Labs passa a contar com cerca de 700 desenvolvedores e especialistas em produtos, instalados em quatro centros: São Paulo, Franca, Uberlândia e São Carlos.

Como desenvolver uma cultura de dados dentro da sua organização

Por Ricardo Fornari, Country Manager da Stibo Systems no Brasil

À medida que as empresas avançam em suas jornadas de renovação tecnológica, encontrar formas de aproveitar as oportunidades trazidas à tona pela transformação digital tem ganhado um novo status, como um dos grandes desafios para as organizações modernas. É esse cenário que os líderes de TI e CDOs (Chiefs Data Information) têm enfrentado, sobretudo, em busca de estratégias que permitam a utilização das informações geradas pelos sistemas automatizados como insights práticos para a geração de melhores negócios.

Para suprir essa demanda, as companhias vêm investindo em soluções de gerenciamento de informações multiplataformas, com recursos que elevem a inteligência de seus negócios, melhorando os resultados e as dinâmicas de suas operações. De acordo com analistas internacionais, até 2020, 80% das organizações deverão iniciar o desenvolvimento de suas competências na gestão de dados.

O sucesso dessa estrutura depende, também, de outro aspecto: o desenvolvimento de uma cultura de dados que englobe toda a operação das empresas. Os CDOs devem notar que o avanço de seus projetos de uso dos dados depende da inclusão de recursos assertivos, com ferramentas analíticas modernas, e, ao mesmo tempo, da participação e entendimento das pessoas em relação aos processos. É por isso que construir um ambiente colaborativo, capaz de engajar e orientar os colaboradores em relação à importância e as vantagens a serem conquistadas a partir do uso prático das informações, é a melhor maneira de fortalecer os investimentos em tecnologia e gerar valor às rotinas de negócios.

Esse é um ponto importante, pois, segundo pesquisas de mercado, a maior parte das empresas brasileiras ainda não conta com uma estrutura clara sobre quais são seus processos e projetos em relação à qualidade de dados. Além disso, as companhias ainda não possuem diretorias específicas para assumir essa responsabilidade, fazendo com que a gestão das informações acabe sendo compartilhada por TI e por várias áreas de negócio.

Por isso, hoje, o desafio de desenvolver uma cultura de dados não envolve apenas a necessidade de tornar as pessoas confortáveis ​​com o uso de insights fornecidos por software. Em paralelo a isso, é preciso garantir que os profissionais sejam capazes de ver, avaliar e transmitir o valor útil do conjunto de dados que está à disposição.

Esse cenário exige que as lideranças promovam cada vez mais uma mentalidade colaborativa em seus ambientes de trabalho, enfatizando como a integração entre profissionais, sistemas e processos pode ser benéfica para o sucesso da companhia e de todos os envolvidos.

Para suportar esse processo e garantir melhores resultados e engajamento, os CDOs deveriam tomar algumas ações básicas. A primeira delas é mostrar, com clareza, quais são os princípios de governança de dados de suas operações, fortalecendo a responsabilidade e a participação de cada colaborador nesse processo. A boa gestão das informações é a força motriz e o resultado desejado em uma cultura de dados sólida, criando uma conexão assertiva e evidente entre as pessoas, os processos e a tecnologia.

Além disso, é necessário romper os silos organizacionais que impedem a colaboração e a otimização de dados. Desbloquear as informações e evitar o represamento de dados é o passo-chave para poder gerar valor à rotina das companhias a partir dos dados fornecidos pelas plataformas inteligentes. Sendo assim, é imperativo que as barreiras técnicas e organizacionais sejam removidas o máximo rápido possível para permitir transparência entre sistemas e departamentos.

Por fim, é preciso que os CDOs apliquem métodos e soluções que agreguem recursos preparados para simplificar a mudança de cultura dentro das organizações. O melhor investimento em longo prazo que os líderes podem fazer para desenvolver uma cultura de dados é elevar a média de conhecimento de dados da organização e imbuir todos os colaboradores com uma sólida mentalidade orientada ao uso de dados.

A inteligência necessária para ajudar esses profissionais já está disponível com a tecnologia. As novas soluções de Master Data Management, por exemplo, oferecem visualização completa de informações, unificando dados gerados por diversas plataformas. Essas ferramentas combinam analiticamente quais são as informações mais específicas e úteis para as companhias e maximizam o acesso dos líderes a esses relatórios e painéis. Dessa forma, é possível acompanhar as jornadas de desenvolvimento de produtos, atendimento aos clientes e até de ciclo de vida da infraestrutura de equipamentos instalados em uma linha de operação, construindo panoramas muito mais assertivos sobre o que deve ser mantido ou alterado.

As soluções de Gestão de Dados Mestres Multidomínio tem tudo para apoiar e conduzir as empresas rumo a Transformação Digital, mostrando como é possível aproveitar os dados como moedas estratégicas para o futuro. Vale dizer, no entanto, que o sucesso de qualquer aplicação depende de um acompanhamento atento e especializado.

Estimular as ações de capacitação interna e os processos de inovação ajudará a potencializar os resultados trazidos pelas novas tecnologias, além de reduzir os possíveis impactos provocados pelas mudanças. Ter o apoio do alto comando da empresa nesse processo de transformação é uma recomendação importante para quem deseja disseminar uma cultura de gestão de dados na sua organização.

Com esse vasto horizonte à frente dos executivos de TI, é interessante destacar que as organizações certamente se depararão com várias demandas e pontos a serem melhorados. Esse, porém, é grande o valor dos dados. Ter um pensamento analítico, com ricas fontes de inteligência colocadas à disposição, sempre deixará claro que as empresas têm que seguir em frente, evoluindo seus trabalhos. É preciso avançar, e uma cultura baseada em dados é, sem dúvida, a melhor maneira de dar o passo certo rumo ao futuro.

Consultoria aponta principais desafios para as empresas com a Lei Geral de Proteção de Dados

Promulgada em agosto de 2018, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) é um marco fundamental no setor de Data & Analytics e se soma a uma série de outros instrumentos legais, desde a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH/1948), passando pelo Marco Civil da Internet brasileira (Lei nº 12.965/2014), até a Regra Geral de Proteção de Dados Europeia (Diretiva 2016/680 & 2016/281), criando um cenário completamente novo para as empresas que operam com dados – basicamente todas, atualmente. É o que apontam os especialistas da Cosin Consulting, consultoria de negócios e tecnologia do grupo Dentsu Aegis Network (DAN) com mais de 2 mil projetos desenvolvidos, Mario Hime e Antonio Cipriano.

“Algumas práticas já eram comuns e existiam regras esparsas, mas o LGPD consolida este cenário criando leis específicas, mecanismos de controle e punições severas. Com isso, as empresas devem se preparar sob pena de riscos financeiros, jurídicos e para sua imagem. Acreditamos também que uma estrutura bem adaptada a esta nova realidade possa gerar uma vantagem competitiva, especialmente no relacionamento com o consumidor”, afirma Mario Hime, vice-presidente da Cosin Consulting. Já Antonio Cipriano, também vice-presidente da Cosin Consulting, completa que “os novos instrumentos legais trouxeram apreensão, mas é preciso ficar claro que a Lei não impõe a confidencialidade ou impossibilidade total de manipulação dos dados. O que é necessário é uma estrita proteção e a necessidade de se pedir o consentimento de pessoas físicas”.

Dentre os pontos de atenção para as empresas, os executivos destacam seis. O primeiro é o já mencionado consentimento explícito do consumidor. Esse processo precisa ser realizado de forma simples, mas efetivo e que possa ser rastreada em caso de necessidade. O segundo ponto – um dos mais descobertos no momento – é a criação de mecanismos de resposta rápida quando o consumidor retira sua autorização para a utilização de dados. O terceiro ponto é relativo à manipulação de dados sensíveis (financeiros, políticos, religiosos) e de menores de idade, que devem ter cuidados ainda mais estritos.

Uma inovação introduzida pelo LGPD (quarto ponto) é a obrigação de informar à Sociedade e às Autoridades em caso de vazamento de dados – um risco real, mesmo com todos os investimentos em segurança digital que estão sendo realizados atualmente. “Esse, talvez, seja o principal ponto de atenção da nova lei. As empresas precisam criar políticas e procedimentos a fim de viabilizar o atendimento desta norma, até para minimizar impactos em sua imagem”, ressalta Mario Hime.

Todos esses elementos trazem à tona novamente a importância de práticas sólidas de segurança da informação (quinto ponto). “Para dar conta deste grande desafio, as empresas devem ter um olhar amplo, considerando esta questão não apenas uma atribuição de TI, mas incluindo todos os departamentos, como RH, Jurídico, Vendas, Controladoria, etc. Recomendamos a criação de regulamentos internos específicos, com prazos, responsabilidade e sanções”, explica Antonio Cipriano. Os próprios dados dos colaboradores merecem atenção, ainda mais em empresas de maior porte (sexto ponto).

Os executivos concluem que “a mudança deve ser tão grande que é necessário que o atendimento à LGPD faça parte do plano de negócios da empresa”.

Tableau lista as principais tendências do BI para 2019

Um novo ano se aproxima. Com os olhos no futuro é hora de avaliar tendências e tecnologias emergentes que moldarão os próximos anos da indústria de business intelligence à medida que as organizações buscarem alternativas inovadoras. 2018 foi um ano de inovações, além de aprimoramentos de produtos e serviços, levando as organizações a uma análise sobre como priorizar uma abordagem moderna de BI que conduza a empresa a obter o máximo valor dos seus dados.

Pensando no quem vem pela frente, Adriano Chemin, vice-presidente da Tableau para América Latina, empresa de software para análise visual de dados, reuniu as principais tendências de Business Intelligence para 2019 e além.

1. Inteligência Artificial Explicável: modelos mais transparentes e maior confiança nos dados

Que a Inteligência artificial (IA) veio para ficar é fato, graças ao aprendizado de máquina empresas conseguem criar clusters de comportamento, identificar tendências de mercado, avaliar riscos, tomar decisões rápidas e automatizar milhões de atividades que antes consumiam tempo e recursos. Não dá pra negar que o IA abriu um mundo de possibilidades para o universo de BI, e que muitas das evoluções que estamos vendo (e que veremos nos próximos anos) foram conquistadas graças às possibilidades oferecidas pela tecnologia de IA.

Por outro lado, quanto mais dependemos da IA, maior é nossa desconfiança quanto à credibilidade das recomendações baseadas em modelos, já que grande parte das ferramentas que utilizam aprendizado de máquina não fornecem uma forma transparente de ver os algoritmos ou a lógica por trás das decisões e das recomendações. É aí que vem o IA Explicável, a prática de compreender e apresentar exibições transparentes dos modelos de aprendizado de máquina. Se é possível questionar seres humanos, por que não ter a mesma opção com o aprendizado de máquina na tomada de decisões?

A IA Explicável permite que o corpo executivo, cientistas e analistas de dados entendam e questionem a forma como o aprendizado de máquina é aplicado no dia a dia de uma empresa, gerando mais transparência e confiabilidade nos resultados.

2. Linguagem natural transformando a dinâmica das organizações: conversas analíticas elevadas a um novo patamar

O processamento de linguagem natural (NLP) está quebrando paradigmas em todos os campos da tecnologia e mudando a forma como as pessoas trabalham, ouvem música, solicitam informações sobre o tempo e, cada vez mais, obtém respostas sobre um painel de dados.

A habilidade de obter respostas por meio de um comando de voz permite que pessoas com todos os níveis de conhecimento possam questionar seus dados, e ao perguntar, obter uma resposta concreta e veloz. Paralelamente, a linguagem natural está evoluindo para dar suporte à conversação analítica, ou seja, a conversa entre o ser humano e o sistema sobre seus dados. O sistema aproveita o contexto da conversa para entender a intenção por trás da consulta do usuário e promover o diálogo, criando uma experiência de conversação cada vez mais natural.

À medida que a linguagem natural evolui com o setor de BI, ela abrirá portas para a adoção de análise e ajudará a transformar ambientes de trabalho em operações autônomas e impulsionadas por dados. O NPL eleva o patamar analítico das organizações como um todo, permitindo que um CEO atarefado, ou um analista de marketing sem tanta destreza com análises numéricas obtenham as respostas que necessitam para executar seu trabalho de forma precisa.

3. Análise acionável: mobilidade dos dados impulsiona ações

Velocidade é palavra-chave na vida de quem trabalha com análise de dados na atualidade, seja no acesso às informações ou no tempo de resposta para executar a ação necessária, tudo precisa estar alinhado em um único fluxo de trabalho e disponível no lugar e no dispositivo que o cientista/analista de dados desejar para que ele possa agir rápido.

Pensando nisso, fornecedores de plataformas de BI oferecem análise em dispositivos móveis, análise incorporada, extensões de painel e APIs que incorporam a análise ao local onde as pessoas executam seu trabalho evitando a troca de aplicativos (ou servidores) desnecessária e melhorando o fluxo de trabalho. A mobilidade permite, por exemplo, que o CEO de uma empresa acompanhe a evolução de seus negócios de qualquer lugar do mundo, e acione sua equipe em tempo real. A incorporação da análise em fluxos de trabalho diversos, leva ao que chamamos de análise acionável, um avanço poderoso que promete atender as necessidades analíticas dos mais diversos departamentos, e empoderar funcionários de diferentes setores por meio de dados contextualizados e sob demanda.

4. Storytelling é a nova linguagem dos dados

Dados são a forma mais poderosa de comunicar uma descoberta, apresentar um insight ou expor seus resultados, e nada como o Storytelling para gerar aquele impacto positivo. Storytelling análitico, ou contar uma história por meio de dados, é uma das tendências mais marcantes do mundo do BI, e uma forma muito mais atraente de expor todas as etapas de suas análises de forma acionável e fácil de entender.

À medida que as empresas criam uma cultura de análise, contar histórias com dados tem ganhado novos significados. Ao invés de apresentar uma conclusão única, o storytelling promove a criação de um diálogo e contribui para uma abordagem coletiva da análise. Com o storytelling, tanto o criador do painel como o público se tornam responsáveis por chegar a uma conclusão sobre o que os dados estão dizendo – estimulando a diversidade de ideias e promovendo o trabalho coletivo ou co-criação de painéis.

5. Comunidade analítica: uma aposta certeira para maximizar a adoção de BI nas empresas

Ter uma plataforma de BI funcionando não significa extrair o máximo potencial dessa ferramenta. E por mais duro que pareça, o fato de alguém, ou um determinado departamento abrir relatórios uma vez ou outra, não significa fazer bom proveito dos dados, e muito menos que essa consulta trará ações concretas ou terá efeitos práticos. De nada adianta ter o BI dos sonhos se não houver adoção massiva da ferramenta.

Em muitas empresas a adoção de uma plataforma de BI de sucesso começa com o alto escalão da empresa e com a percepção de que é preciso integrar as diferentes fontes de dados e extrair valor. E para gerar valor, nada como uma comunidade interna de usuários engajados, e métricas concretas para determinar como as pessoas estão usando a plataforma de BI para causar um impacto nos negócios. Falando em comunidade, empresas do mundo todo já perceberam o poder da co-criação analítica, e como pessoas com um background diferente conseguem trabalhar juntas para estabelecer métricas e descobrir insights por meio dos dados. O BI de autoatendimento democratizou o acesso a informação nas empresas. Agora o desafio é fomentar comunidades engajadas, transformar informação em ação e claro, medir os resultados. E viva o trabalho em equipe!

União para impactar positivamente a economia

Por Maria Teresa Fornea, Co-fundadora e CEO da Bcredi

Há algum tempo a cidade de Curitiba tem se destacado nacionalmente como polo de inovação e empreendedorismo. Não só pelo surgimento de startups – já são 200, segundo o mapeamento mais recente da ParanáTech –, mas também pelo número cada vez maior de eventos na cidade que reúnem diversos setores da sociedade para discutir e promover esses temas.

O Festival de Impacto, cuja primeira edição foi em novembro, provou novamente o pioneirismo curitibano ao dar um passo além e mostrar que inovar também envolve transformar negócios e investimentos para promover impactos sociais e econômicos positivos. O evento reuniu mais de 2 mil pessoas, entre investidores, empreendedores, consultores e o poder público. A união de tantos representantes com o mesmo propósito prova que há cada vez mais consciência e vontade de pessoas e empresas de fazer a diferença no mundo.

Um dos momentos mais marcantes do evento foi a palestra do espanhol Joan Melé, economista, empresário, palestrante internacional e ex-sub-diretor geral da filial espanhola do Tríodos Bank. O banco holandês, considerado pioneiro como banco ético, atua na Europa com a missão de financiar empresas, instituições e projetos que promovam valores culturais e beneficiem a sociedade e o meio ambiente.

Melé falou sobre a relação entre dinheiro e consciência, usando o banco como exemplo. A palestra marcou o início da discussão sobre a implementação de um banco ético no Brasil, com a apresentação de empresas com cunho social que estão abertas para receber investimentos com esse propósito. Esse pode ser o início de um divisor de águas na forma com que o brasileiro pensa o próprio negócio e seus impactos. Essa consciência ainda está se despertando por aqui, mas o Festival de Impacto mostrou o potencial que esse movimento pode ter.

Também discutimos o papel das fintechs na inclusão financeira e a importância da democratização do acesso por meio da inovação. Como uma das palestrantes, tive a oportunidade de apresentar o papel que a Bcredi desempenha para promover impacto positivo nas finanças de empresas e pessoas com uma solução de crédito mais saudável.

Queremos ampliar no Brasil o acesso ao crédito com garantia de imóvel, já muito conhecido nos Estados Unidos e na Europa. Essa é uma opção rápida e descomplicada que possibilita ao cliente contratar até 50% do valor do seu imóvel em crédito para utilizar como quiser com prazo de até 15 anos.

Tendo o imóvel como garantia de pagamento, as taxas são mais baixas e vantajosas se comparadas a outras alternativas (variam de 1,14% a 1,80% ao mês). Com as fintechs que oferecem um processo 100% online, há a possibilidade de obter a aprovação em até dez dias úteis, prazo bem abaixo da média de dois a três meses praticada pelo mercado.

O impacto desse tipo crédito na economia é imenso, por fazer com que as parcelas mensais diminuam, em média, 80%. Conseguimos, assim, fomentar a atividade econômica e o crescimento dos pequenos e médios empresários, que representam a maior parte dos clientes da Bcredi e dos que procuram o crédito com garantia de imóvel. A finalidade do empréstimo contratado é, em sua maioria, a consolidação de dívidas caras em uma mais barata, reforma ou construção e capital de giro.

Entender o impacto que os negócios têm na sociedade faz parte de um processo importante para todos e a Bcredi já nasceu com essa percepção. Por isso participamos do Festival de Impacto: nós acreditamos que o nosso trabalho não envolve apenas crédito, e sim inúmeras possibilidades de impacto positivo na sociedade e na economia.

Consumidores acima dos 60 anos devem ter o maior crescimento nas compras de fim de ano pela internet, segundo Rakuten Digital Commerce

 

Apesar de o mundo online ser dominado pelos jovens, os mais velhos não ficam atrás quando o assunto é comprar na internet. Muito pelo contrário. A geração de consumidores acima dos 60 anos é a que deve apresentar o maior aumento nas compras online neste mês. É o que aponta um levantamento realizado pela Rakuten Digital Commerce, ecossistema de soluções para o comércio eletrônico que atua com mais de 1.200 lojas virtuais no Brasil. Os internautas desta faixa etária devem ter um aumento de 23% no volume de pedidos transacionados em 2018, em comparação com o mesmo período do ano passado.

Em seguida, deverão se destacar os consumidores com idades entre 30 e 40 anos, com um aumento esperado de 22%. Já o terceiro maior crescimento de consumo online é esperado entre aqueles que se enquadram na faixa dos 20 aos 30 anos, com uma alta de 21%. “O pagamento do 13º salário influencia na predominância de consumidores mais velhos nas compras online para o Natal, assim como a tradição de presentear filhos e netos”, explica René Abe, CEO e Presidente da Rakuten Brasil.

Confira a tabela abaixo:

Compras Online – Fim de Ano 2018
Faixa Etária Crescimento Esperado (Dez18 vs Dez17)
Menos de 20 anos 11%
Entre 20 e 30 anos 21%
Entre 30 e 40 anos 22%
Entre 40 e 50 anos 17%
Entre 50 e 60 anos 8%
Acima de 60 anos 23%

Fonte: Rakuten Digital Commerce

 

Ticket médio

O ticket médio de forma geral deve ser de R$ 290,27, o que representa um aumento de 2,5% em relação ao ano passado. Porém, os consumidores das gerações mais velhas são os que menos vão economizar neste fim de ano: os dados revelam que as pessoas de 40 a 50 anos devem gastar em média R$ 355,06 – ou seja, 2% a mais que no fim de ano de 2017.

Em segundo lugar estão os compradores entre 50 e 60 anos, com expectativa de um ticket médio de R$ 344, seguidos dos maiores de 60 anos, que possuem um ticket médio de R$ 305. “Os jovens costumam comprar com maior frequência pela internet, mas com um ticket médio mais baixo, enquanto que os consumidores mais velhos escolhem produtos mais caros”, afirma o executivo.

Confira a tabela abaixo: 

Ticket médio de compras online – Fim de Ano 2018
Faixa Etária Ticket Médio Variação (Dez 18 vs Dez 17)
Menos de 20 anos R$ 197,51 1,8%
Entre 20 e 30 anos R$ 227,87 – 1,3%
Entre 30 e 40 anos R$ 290,13 1%
Entre 40 e 50 anos R$ 355,06 2%
Entre 50 e 60 anos R$ 344,72 -1%
Acima de 60 anos R$ 305,36 2,5%

Fonte: Rakuten Digital Commerce

Categorias

Considerando os segmentos nesta época do ano, Moda e Acessórios deve liderar como a categoria mais consumida por todas as gerações, exceto por aqueles com idades entre 40 e 50 anos que devem comprar preferencialmente itens do segmento de Livros, Músicas e Vídeos. Para a geração com menos de 20 anos, o segmento de Moda e Acessórios representa mais da metade do total das compras do período (51%).

Já o segmento de Eletrônicos e Informática deve estar no top 5 de todas as gerações, mas indica que fará mais sucesso entre os compradores com até 30 anos. Enquanto o segmento de Perfumes, Saúde e Beleza deve ser o favorito das gerações com mais de 60 anos.

Ao compararmos a performance das categorias em 2017 e a expectativa de crescimento para 2018, independente da geração dos consumidores, o segmento de Brinquedos e Bebês é o que deve apresentar o maior aumento, ano contra ano. Em seguida devem vir Móveis e Decoração, Alimentos e Bebidas, Moda e Acessórios e Perfume, Saúde e Beleza, nesta ordem.

Confira a tabela abaixo:

Categorias – Fim de Ano 2018
Segmento Expectativa de Crescimento (Dez 18 vs Dez 17)
Brinquedos e Bebês 76%
Móveis e Decoração 67%
Alimentos e Bebidas 42%
Moda e Acessórios 29%
Perfume, Saúde e Beleza 21%

Fonte: Rakuten Digital Commerce

 

Startup CasaeCafe.com ajuda profissionais domésticos a encontrar emprego

O modelo de negócios desenvolvido pela plataforma CasaeCafe.com, que conta com mais de 800 mil usuários, permite que famílias se conectem com profissionais domésticos de uma maneira confiável e de baixo custo, com todos os envolvidos ligados no mundo online, buscando praticidade e segurança.

“Nos últimos anos por conta da recessão vivemos um quadro de mais profissionais procurando emprego do que vagas ofertadas. Mesmo neste momento adverso, crescemos e conseguimos criar oportunidades e facilidades para os nossos usuários”, revela Guilherme Silva, CEO da empresa, que recolocou no mercado de trabalho em 2018 um em cada quatro profissionais que procuravam por emprego online.

“Estamos confiantes com a retomada da economia e desta forma poderemos conectar mais e mais pessoas, promovendo a conquista de empregos no país”, afirma Guilherme. Em 2017, o CasaeCafe.com apresentou um crescimento médio de 30% ao mês em usuários que encontraram profissionais de confiança para cuidar do seu lar, investiu pesado em tecnologia em 2018 e a expectativa é entregar ferramentas adicionais de pagamento de salário e serviços via plataforma, dobrando o faturamento do último ano já no 1º semestre de 2019.

A história da startup CasaeCafe.com começou em 2009, com a criação do primeiro site no Brasil de oferta e procura de profissionais domésticos. De lá para cá, muitos foram os aprendizados e aperfeiçoamentos na plataforma digital, que agora vive um momento de maturidade.

Recebeu investimentos importantes, com o primeiro aporte em 2014, feita pelo fundo de impacto social GAG, passou por uma segunda rodada em 2017 por um pool de fundos e investidores, e planeja uma série A em 2019.

No Brasil, o mercado das categorias de profissionais oferecidos pela startup conta com 12 milhões de pessoas. Atualmente, os serviços mais procurados são os de babá: 35%, empegada doméstica 35%, faxineira 15%, cuidador de idosos 5%, cozinheira 5% e lavadeira/passadeira 5%.

Os estados que mais contratam são: São Paulo 43,09%, Rio de Janeiro 16,04%, Minas Gerais 5,74%, Paraná 4,95%, Bahia 3,81%, Rio Grande do Sul 3,41%, Brasília 2,97%, Pernambuco 2,59%, Santa Catarina 2,56%, e Ceará 2,45%.

E-commerce: Vendas devem ter alta de 42% neste Natal

O Natal já não é a data mais lucrativa do e-commerce, tendo perdido a posição para a queridinha dos consumidores e lojistas: a Black Friday, segundo a Tray, unidade de e-commerce da Locaweb. Ainda assim, a época do Bom Velhinho deve continuar a render bons lucros para o comércio virtual. De acordo com levantamento da unidade, calcula-se um aumento de 42% no faturamento deste Natal.

Assim como na Black Friday, que teve alta de 11% no ticket médio, o Natal seguirá a mesma linha, com R$ 280, um aumento de 6,5% em relação ao ano passado. Para Thiago Mazeto, head de experiência do cliente na Tray, a constância desse valor se deve a maneira como os lojistas têm praticado o preço dos produtos.

“Durante a Black Friday, notamos que os lojistas evitaram queimar sua margem de lucro, trabalhando os valores no limite do ganho. A tendência é que essa estratégia se mantenha, com aumento apenas em produtos específicos”, aponta.

Com a Black Friday ganhando cada vez mais notoriedade na agenda dos brasileiros, muitos aproveitam a data para antecipar a compra dos presentes de Natal, garantindo a entrega antes do dia 25. “Desde 2016 percebemos que o Natal deixou de ser a data mais lucrativa para o e-commerce. Com uma ação do tamanho da Black Friday tão próxima, a queda nos pedidos no mês de dezembro é um revés esperado”, finaliza Mazeto.

Como a inovação pode contribuir com as organizações

Por Guilherme Rodrigues, Gerente de Contas Estratégicas da ASG Technologies Group, Inc

Nos últimos anos, você deve ter visto dezenas de casos de empresas que mudaram suas histórias a partir de grandes processos de inovação. No passado, as mudanças exigiam investimentos financeiros significativos que estavam fora do alcance de muitas organizações. No entanto, com o avanço da Era Digital, a inovação hoje é possível e está ao alcance de qualquer orçamento.

As organizações podem inovar e aprimorar os processos de maneira pragmática ao adotar uma estratégia bem definida. Neste caso, os CIOs (Chiefs Information Officer) podem melhorar suas organizações, valorizando seus investimentos e ações diárias, sem abrir mão da economia e dos objetivos estratégicos a curto prazo de suas operações. Nesse contexto, a inovação pragmática é uma opção fundamental para as organizações, ao permitir a adoção de processos orientados à aplicação de tecnologias e recursos que agreguem real valor aos negócios.

Em linhas gerais, a inovação pragmática é uma estratégia que busca identificar e propor oportunidades de transformação tecnológica de forma assertiva. Essa abordagem tem como objetivo garantir que as empresas apliquem seus maiores esforços na adoção de ferramentas, serviços e recursos mais alinhados aos objetivos de negócios, gerando valor aos usuários, e em condições financeiras e operacionais mais adequadas à realidade das operações.

Para essa proposta ser eficiente, no entanto, os CIOs precisam entender que a inovação não vem apenas por meio da aplicação de conceitos disruptivos e altamente transformadores. Os líderes de TI podem começar avaliando suas estruturas de tecnologia, mapeando de que forma contribuem para o negócio da companhia e investigando se a organização está otimizando seus investimentos em soluções que realmente otimiza os processos.

Um ponto essencial para o sucesso das estratégias de inovação pragmática é a aplicação de serviços e ferramentas que permitam o uso de dados gerados pelas operações. Os dados chamam atenção. De acordo com uma pesquisa da W.P. Carey School of Business da Arizona State University, o volume global de dados de negócios duplica a cada 14 meses. Além disso, um relatório recente da Interana mostra que 70% das empresas ainda não extraem qualquer tipo de ideia dessas informações, perdendo oportunidades para operarem de forma ainda mais estratégica. Nesse cenário, as organizações que mudarem seus processos e aproveitarem os dados como insights para a inovação de seus processos certamente sairão na frente para economizar dinheiro e tempo, aumentando as chances de sucesso no futuro.

Esse processo depende de soluções que apresentem uma visão abrangente e completa das organizações, mostrando quais áreas precisam de inovação e quais são os ganhos necessários para gerar resultados realmente positivos. Com o uso de ferramentas modernas para gerenciamento de dados, as companhias podem localizar, gerenciar e entender informações de qualquer tipo. A capacidade analítica trazida pela tecnologia é imprescindível para que as empresas respondam questões importantes sobre os reais resultados das inovações implantadas.

Além disso, ao propor uma abordagem moderna de gestão de dados, as companhias estarão mais preparadas para suportar as demandas para o futuro e para o crescimento das demandas digitais. Na prática, o monitoramento inteligente de informações permite que os líderes de TI definam com antecedência quais tecnologias e serviços serão essenciais para os próximos passos de suas equipes e iniciativas, bem como para avaliar a performance da concorrência e as demandas do público, entre outros. Em suma, essas aplicações permitem uma visão assertiva, baseada em dados, com indicadores claros e em sintonia com a estratégia de negócios das companhias.

Ao adotar o pensamento pragmático e ferramentas de análise de informações modernas, os gestores ganham a chance de modernizar suas abordagens de inovação, endereçando seus esforços para iniciativas que permitam o aperfeiçoamento dos sistemas, melhorando a performance dos times de TI e gerando ganhos efetivos em resultados para suas companhias.

Com a inovação, os líderes ganham mais tempo e recursos para pensarem em projetos maiores, com maior fôlego para aplicar novidades mais visionárias e disruptivas. Assim, os CIOs podem equilibrar a balança entre a inovação de efeito imediato e as aplicações que visam o futuro em longo prazo.

O olhar estratégico dos dados tem tudo para ajudar as companhias a inovarem de uma maneira mais objetiva, consciente e rentável. Para isso, é importante que os gestores e líderes entendam melhor necessidades, agregando mais inteligência e assertividade à análise de informações que são geradas a cada minuto por suas organizações. Afinal de contas, a verdadeira inovação é aquela que transforma as empresas, aproveitando e ampliando o potencial das operações para o atingimento dos objetivos de negócios. O momento para a mudança é agora.

Mining Hub anuncia edital para startups interessadas em se aproximar da cadeia de mineração brasileira

Estão abertas as inscrições para startups interessadas em fazer parte do Mining Hub, uma iniciativa que busca a geração de inovação para a mineração com foco setorial e apoiado por 12 grandes players da indústria. O espaço, que ocupará um dos seis andares da recém inaugurada WeWork Savassi Mall, em Belo Horizonte (MG), contará com a participacão das principais mineradoras e fornecedores da cadeia do setor no país. Os formulários de inscrição e o edital completo podem ser acessados pelo site www.mininghub.com.br até 11 de janeiro de 2019. Podem se inscrever startups cujos focos de atuação de enquadrem em algum dos desafios estratégicos e operacionais anunciados pelo projeto: Segurança (Operacional e SSO – segurança e saúde ocupacional); Gestão da Água; Fontes de Energia Renovável; Eficiência Operacional; e Gestão de Resíduos e Rejeitos.

As startups e empreendedores selecionados serão acelerados em ciclos de quatro meses, sendo que o primeiro terá início em Fevereiro de 2019. Lançado em novembro deste ano, o Mining Hub conta com o apoio do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) e reúne as mineradoras Anglo American, AngloGold Ashanti, ArcelorMittal, CSN, Ferrous, Gerdau, Kinross, Mineração Usiminas, Nexa Resources, Samarco e Vale. Também já confirmaram presença fornecedores relevantes ligados ao setor, como Haver Brasil, IHM Stefanini, ISQ, Petronas e ThyssenKrupp.

Entre as vantagens para as startups que conseguirem, por meio do edital, garantir o seu espaço no Mining Hub, está a proximidade com as grandes empresas envolvidas, que poderão atuar como clientes-anjo e, inclusive, evoluir para uma potencial joint venture, spin-in ou M&A. Além disso, vale destacar o acesso a um programa de inovação aberta conjunto, onde as soluções de sucesso podem ser escaladas de forma fácil e ágil entre as empresas que patrocinam o programa. O grande objetivo do Mining Hub é gerar conhecimento, novas tecnologias, produtos e serviços e, inclusive, promover a transformação cultural do setor, tido hoje como um dos mais tradicionais do mercado, preparando-o para as tendências do futuro do trabalho.

Projeto integra o WeWork Labs

O Mining Hub integra o WeWork Labs, iniciativa global da WeWork trazida para o Brasil em meados de 2018. Ele é dividido em duas frentes: de um lado, a plataforma capacita startups e empreendedores, por meio da oferta de espaços de trabalho e uma programação que conta com uma rede de mentores exclusiva, curadoria de conteúdos, ferramentas desenvolvidas internamente e um funcionário da WeWork dedicado exclusivamente ao projeto (Labs Manager), responsável por conectar as startups com mentores, clientes e, eventualmente investidores e fundos.

Já na frente voltada para grandes empresas, o WeWork Labs se propõe a contribuir para que organizações de qualquer segmento possam se desenvolver e inovar em suas estratégias de atuação, a partir da aproximação com essas startups, que poderão apoiá-las de maneira customizada na solução de seus desafios, por meio de tecnologia e transformação cultural. Em ambos os casos, a iniciativa conta com parcerias junto a universidades, aceleradoras, incubadoras, empresas de venture capital e especialistas de diversos setores, criando e apoiando um ecossistema de inovação, que colabora para o sucesso desses negócios.

O WeWork Labs já conta com cinco espaços em São Paulo e Rio de Janeiro, mas terá em Belo Horizonte a sua primeira unidade focada em uma área de atuação específica. A primeira WeWork mineira, inaugurada em 22 de novembro, terá capacidade para 800 posições de trabalho até fevereiro de 2019. No Brasil desde 2017, a empresa conta com outras 15 unidades, em São Paulo, Rio de Janeiro, e mais de 15 mil pessoas trabalhando em seus espaços.

Revista dos Tribunais e Future Law lançam revista eletrônica sobre o uso da tecnologia no Direito

A Revista doa Tribunais, selo editorial da Thomson Reuters, provedora líder mundial de informação estratégica e soluções em tecnologia para os principais segmentos da economia, em parceria com a Future Law, espaço que tem como objetivo conectar profissionais do Direito a atividades de ensino para acelerar a transformação digital, acabam de lançar a primeira edição da Revista de Direito e as Novas Tecnologias – RDTec.

É a primeira vez que o tradicional selo publica uma edição especializada em temas que abordam o uso das tecnologias a fim de aprimorar a prestação de serviços dos profissionais e dos departamentos jurídicos. Coordenado pelos cofundadores da Future Law, Alexandre Zavaglia, Bruno Feigelson e Christiano Xavier, o primeiro exemplar conta com as participações dos autores: Ricardo Villas Bôas Cueva, Éderson Garin Porto, João Henrique Ballsteadt Gasparino da Silva, Luiza Caldeira Leite Silva, Juliano Maranhão, Viviane Nóbrega Maldonado, Aldo de Paula Jr., Alexandre Rodrigues Atheniense, Isabela Ferrari e Daniel Becker, Marina Feferbaum, Alexandre Pacheco da Silva, Tiago Melo e Richerland Medeiros, Luciana Ortiz Tavares Costa Zanoni, Antônio César Bochenek, Paulo Cezar Neves Junior, Ricardo Vieira de Carvalho Fernandes e Angelo Gamba Prata de Carvalho.

“É com grande prazer que iniciamos este projeto com a Future Law. Oferecer aos nossos leitores temas e argumentos confiáveis sobre as transformações do Direito na sociedade é uma das principais metas da Revista dos Tribunais”, comenta Juliana Ono, Diretora Editorial e de Conteúdo da Thomson Reuters Brasil.

A versão digital da RDTec será um periódico trimestral, disponível através da plataforma Proview – info.proview.thomsonreuters.com, acessível nos sistemas operacionais Android e iOS. Saiba mais sobre a revista digital no site – http://www.thomsonreuters.com.br/pt/juridico/webrevistas/rdtec-revista-de-direito-e-as-novas-tecnologias.html.

Ritmo imposto pela velocidade da informação motiva micros e pequenas empresas a inovar

O Summit MPE, promovido pela Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil em sua sede, em São Paulo, reuniu micros e pequenos empresários para uma manhã de aprendizado sobre inovação, estratégias, gestão e, principalmente, como se adequar à transformação digital pela qual o mundo passa. Sob o tema “Sua empresa tem grandes ideias que merecem sair do papel”, o encontro recebeu para palestras especialistas como Ruy Barros, consultor do Sebrae na área de Administração e Planejamento Estratégico; Felipe Macedo, fundador & CMO, é responsável pelo crescimento acelerado da CoreBiz; Eduardo Endo, diretor dos MBAs da FIAP e Gestor de Tecnologia e Inovação, mestre em Inteligência Artificial e formação na Babson College, Kellogg School, Hiper Island e Nova School of Business.

O primeiro recado do dia foi “o empreendedor deve estar mais centrado na gestão, planejamento, do que nas atividades operacionais”, de acordo com Guilherme França, executivo da área de Desenvolvimento de Negócios da Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil. E, para auxiliar o empreendedor, França sugere que os empresários fiquem muito atentos aos recursos cada vez mais eficazes proporcionados pela tecnologia. “Para se tornarem mais produtivas, as empresas têm de se adequar a inovações como URA inteligente, Customer Relationship Management (CRM), business intelligence, big data e inteligência artificial; por isso, os gestores devem se aprimorar no planejamento.”

Como suporte tecnológico para empresas de todos os portes, França expôs alguns resultados do Índice de Automação, levantado pela GS1 Brasil, que revela o nível de automação das empresas no país. O código de barras, primeira iniciativa para identificação de produtos e entrada na cadeia de abastecimento, está presente em 78% dos produtos que circulam no Brasil. No caso de pequenas indústrias, 76% delas adota o que é conhecido na logística como ID Única. Esses dois dados juntos apontam para o “estoque inteligente”, que é um resultado do uso racional e de baixo custo para se programar a produção sob demanda do mercado. Porém, o estudo mostra que apenas 26% das indústrias monitoram o comportamento de compra de seus consumidores e 14% das pequenas indústrias realizam a identificação do perfil dos seus consumidores – de onde se conclui que há muito trabalho a ser feito.

Ruy Barros, do Sebrae, endossa essa orientação ao dizer que o princípio básico de uma boa administração competitiva é “conhecer o cenário em que atua, buscar aperfeiçoamento constante, se manter atualizado, tomar decisões com rapidez e planejar”. Para atingir esse objetivo e mantê-lo, Barros afirma que o empresário deve “criar condições e ambiente favoráveis, planejar estrategicamente, focar nas soluções, avaliar riscos e acertos, e mensurar resultados”.

Apresentações mais futuristas, mostrando um cenário muito mais engajado em tecnologia, foram as de Eduardo Endo, diretor dos MBAs da FIAP, e de Felipe Macedo, da CoreBiz. Endo demonstrou como os dispositivos móveis elevaram a velocidade da informação e como isso alterou o cotidiano dos negócios e até mesmo como recursos da Inteligência Artificial estão se sobrepondo à criatividade humana na produção de filmes publicitários. “Quem não usar a tecnologia a seu favor, está fora”, conclui Endo.

Já Felipe Macedo mostrou como se tornou fácil e barato para os pequenos empreendedores terem acesso ao Marketing Digital, omnichannel, omnicontext e e-commerce. “O futuro está nos serviços por assinatura, nos quais o consumidor escolhe o que vai comprar, como e quando. Para isso, todos, sem exceção, precisarão estar conectados com mobilidade”, explica. “Quem não usa o Marketing Digital, não sabe o que vender e nem para quem.”

O evento contou ainda com apresentações do Banco Daycoval e da Source 2IT, que demonstraram soluções de gestão e CRM e de apoio a crédito aos empreendedores.

Internet das Coisas e Blockchain são as tecnologias mais atraentes às empresas brasileiras, aponta pesquisa da Thomson Reuters

Ao passo em que o mercado se ambienta à frequente oferta de tecnologias inovadoras, cresce também o interesse das empresas quanto ao que estas podem oferecer aos seus nichos de trabalho. Para entender um pouco melhor como as companhias no Brasil estão vendo este movimento, a Thomson Reuters, provedora líder mundial de informação e tecnologia, acionou sua extensa base de decisores corporativos e, em parceria com universidade especializada em cursos voltados a negócios, a Live University, ouviu mais de 300 profissionais em posições de liderança e especialistas para mapear o que eles esperam e o que os preocupa na adoção das novas tecnologias dentro do ambiente corporativo.

O levantamento perguntou quais as tecnologias que lhes eram mais atraentes, permitindo a múltipla escolha. A Internet Das Coisas foi lembrada por 31,3% dos entrevistados, seguida por Blockchain (30,9%), Data Science (29,8%) e Inteligência Artificial/Machine Learning (29,2%). Destaque para a posição baixa das criptomoedas neste ranking, lembrada apenas por 1,9% dos participantes da pesquisa.

Dentre os principais motivos para adotar uma destas inovações, as razões mais apontadas foram: aumento da eficiência do trabalho (27%), melhoraria da governança e compliance (20%), padronização de processos (19%), redução do risco de fraudes (18%) e aumento da competitividade (15%).

“O bloco composto por IoT, Blockchain, Data Science, A.I., Machine Learning e Data Science é a grande aposta da alta gestão para impulsionamento do desenvolvimento de suas empresas. Com a maior parte dos decisores otimistas quanto ao cenário mundial, e confiantes de que a economia brasileira deve melhorar após as eleições, um cenário propício para implementação de novas tecnologias vai, aos poucos, se delineando”, afirma Santiago Ayerza, Managing Director para o segmento Corporativo da Thomson Reuters América Latina.

No que tange ao futuro do trabalho e sua relação com as novas tecnologias, a pesquisa traz destaques interessantes: 83% dos entrevistados acreditam que, graças a estas inovações, surgirão novas funções nas áreas em que atuam, 97% acreditam que elas irão otimizar ou no mínimo modificar a maneira de se trabalhar e 42% buscarão aumentar os investimentos na área de tecnologia, enquanto outros 34% pretendem manter os recursos atuais.

O levantamento também destaca que 40% dos entrevistados apontaram que ou já usam em sua plenitude as tecnologias disponíveis ao seu setor de atuação ou usam em algumas áreas e pretendem ampliar a adoção. Outros 15% ainda não usam novas tecnologias, mas possuem projetos de curto prazo para implantá-las. Apenas 3% afirmaram que não usam e nem pretendem utilizar essas novas ferramentas.

Para 90% dos entrevistados, a adoção de tecnologias inovadoras é positivo e traz benefícios. Contudo apenas 17% acreditam que seus profissionais estão prontos para utilizá-las. “O bloco composto por IoT, Blockchain, Data Science, A.I e Machine Learning é a grande aposta da alta gestão para impulsionamento do desenvolvimento de suas empresas. Com a maior parte dos decisores otimistas quanto ao cenário mundial, e confiantes que o cenário brasileiro pode melhorar a partir de 2019, um cenário propício para implementação de novas tecnologias vai, aos poucos, se delineando”, analisa Alex Leite Diretor Educacional da Live University Confeb.

Experiência do Cliente é prioridade para Magazine Luiza

Plataforma digital de varejo referência no País, o Magazine Luiza definiu que, em 2018, uma de suas estratégias seria colocar o cliente ainda mais no centro de seu negócio. Para isso, a empresa contou com o apoio das soluções da Zendesk, e do parceiro Aktie Now, para desenvolver um projeto de Experiência do Cliente e transformar a sua estrutura de atendimento para dar um melhor suporte aos seus consumidores e aos seus agentes.

O Magalu queria, além de aumentar a satisfação de seus clientes, reduzir a quantidade de ferramentas da equipe de atendimento, aumentando sua produtividade e agilidade durante o contato com os consumidores. Para alcançar esse objetivo, passaram a usar a plataforma Zendesk Support, que integra, em uma única tela, todas as informações, solicitações e histórico de interação com os clientes. Desta forma, os agentes não precisarão mais navegar por diversos sistemas até encontrar as informações que precisam para finalizar o atendimento.

Outro recurso usado no Magalu foi o Zendesk Guide, plataforma que oferece uma base de conhecimento online e totalmente customizada, para ajudar o cliente a resolver suas dúvidas sozinho, de forma rápida e intuitiva. A ferramenta será utilizada internamente, direcionada para a equipe de atendimento, no suporte aos clientes, e também para apoiar as transportadoras na busca por informações das entregas.

“Hoje os consumidores estão cada vez mais exigentes e é fundamental criar uma estratégia em que eles sejam o foco principal. A área de atendimento ao cliente deve ser vista como estratégica dentro de uma companhia e é isso que vemos hoje no Magazine Luiza. As soluções da Zendesk chegam neste cenário para apoiar a transformação digital que essa grande rede varejista vem fazendo nos últimos anos. Temos muito orgulho em poder fazer parte desta história ao lado da MagaLu, e com o apoio do nosso parceiro Aktie Now”, afirma Maíra Gracini, Diretora de Marketing para América Latina da Zendesk.

Nesta primeira fase do projeto, que é de implementação, os 550 agentes de atendimento utilizarão o software integrado ao sistema de telefonia e de gestão de pedidos. Além disso, a plataforma também permite criar um sistema automatizado de priorização de chamados, avaliando urgência e relevância de cada interação. “O maior desafio do e-commerce é a questão logística, que envolve pedidos, entregas e trocas. A plataforma da Zendesk, com a implementação da Aktie Now, irá ajudar o Magalu a resolver essas questões diretamente com as transportadoras, de forma mais ágil e efetiva”, diz Bruno Stuchi, CEO da Aktie Now.

A Zendesk oferece uma plataforma simples, flexível e omnichannel, além de ser extremamente adaptável a todos os modelos e tamanhos de negócio, desde uma Startup até uma empresa do porte do Magalu. “Estamos buscando sempre aprimorar os nossos processos para dar ao nossos clientes a melhor experiência. Sabemos que os consumidores estão cada vez mais exigentes, e por isso eles precisam ser sempre no foco da nossa estratégia”, afirma Ricardo Querino, gerente geral de atendimento do Magazine Luiza.