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Com cinco dias de duração, congresso online reúne mais de 50 palestrantes para discutir a contabilidade

O maior evento contábil do Brasil acontece entre os dias 16 e 20 de setembro. O Congresso Online Brasileiro de Contabilidade (CONBCON) chega a sua terceira edição, organizado pela Arquivei, startup que fornece tecnologia de monitoramento, gestão e inteligência de documentos e dados fiscais, e pelo portal Contábeis, maior veículo de comunicação da internet no meio contábil do país.

Inteiramente online, o evento reúne palestras de diversos nomes ligados, de alguma forma, ao setor contábil. Tributos, temas fiscais, empreendedorismo e até mesmo o marketing no segmento serão abordados. O objetivo é trazer soluções e aprimoramentos para a categoria.

Ao todo, oito temas serão abraçados nos conteúdos:

– Normas Contábeis

– Controladoria

– Auditoria e Perícia

– Legislação Tributária e Trabalhista

– Contabilidade Pública e Terceiro Setor

– Inovação e Tecnologia

– Gestão e Empreendedorismo

– Carreira Contábil

Dentre os palestrantes, nomes de grande relevância para o mercado contábil estão confirmados. Entre eles, estão Tânia Gurgel, Liêda Amaral, André Henrique Lemos, Francisca Moraes, Caio Augusto Takano, Dante Barini e Sérvulo Mendonça. Todos os temas e participantes foram aprovados pelo Conselho Editorial do CONBCON, formado por quatro especialistas de grande relevância no segmento:

Edgar Madruga

Sócio-diretor e coordenador do MBA em Auditoria Digital e Direito Tributário da BSSP

Maurício Pocopetz

Mestre em Ciências Contábeis pela PUC-SP e professor de graduação, pós-graduação e MBA

Fernando Almeida

Pós-doutorando em Ciências Contábeis e doutor em Ciências Sociais pela PUC-SP

Paulo Vaz

Mestre em Ciências Contábeis e Atuariais pela PUC-SP

Credencial Gold
Após cair nas graças de congressistas e dos participantes, a Credencial Gold, que garante acesso VIP para palestras exclusivas, hangouts com palestrantes, descontos e acesso às palestras do CONBCON por um ano, continua valendo para a edição de 2019. Há, também, uma dinâmica especial para obtê-la de maneira gratuita.

O participante, ao se inscrever no evento, recebe um e-mail de confirmação com um link para compartilhamento. Caso esse link gere vinte e cinco novas inscrições, o cupom garantindo a Credencial Gold é enviado para o gerador de leads.

CONBCON Acadêmico
Organizada pela Programa de Mestrado em Ciências Contábeis e Atuariais da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), em parceria com o portal Contábeis e com a Arquivei, a sessão busca valorizar conteúdos, materiais, projetos e pesquisas acadêmicas para o mercado. Com participação aberta e gratuita, ela é segmentada em três áreas:

  • Auditoria, Perícia e Normas Contábeis e Contabilidade Internacional

  • Controladoria: Gestão de Riscos, Custos, Planejamento, Sistema de Informações e Cenários Econômicos

  • Gestão Empresarial: Ética e Sustentabilidade, Inovação e Tecnologia, Compliance e Governança Corporativa

Com coordenação do Prof. Dr. Fernando de Almeida Santos, vice-coordenação do Prof. Dr. Napoleão Verardi Galegale e direção do Prof. Doutorando Paulo Henrique Vaz da Silva, todos da PUC-SP, o projeto tem um espaço especial no site do CONBCON 2019, que pode ser acessado aqui.

Todas as informações sobre o CONBCON podem ser encontradas no site do evento.

Empresa cria aplicativo para conectar colaboradores

Já pensou poder marcar ponto à distância, agendar férias e fazer a gestão das suas despesas, sempre pelo celular? É o que permite um aplicativo desenvolvido pela Smarttcon Enterprise, braço da empresa Smarttcon, que nasceu em 2018 para conectar empresas e colaboradores com o futuro. A tecnologia incorpora 22 funcionalidades para facilitar o dia-a-dia de negócios de todos os setores, por meio de facilitação e automatização de processos.

“A nossa ideia é simplificar a relação e a interação dentro dos vários departamentos de uma empresa. Com o aplicativo, os funcionários conseguem acessar agenda e tarefas, registrar ponto, criar grupos de interação, entre outros”, afirma Michel Bertolino, que é o Diretor Executivo da Smarttcon. “Já os gestores podem ter total controle sobre as horas extras dos colaboradores e calendário de férias da equipe, por exemplo”, acrescenta.

A tecnologia é uma aliada para todas as empresas, em especial, para aquelas que os funcionários passam bastante tempo fora do escritório. Devido à geolocalização, o colaborador pode bater ponto ao chegar em uma reunião com um cliente em qualquer endereço, entre outras situações. Os pedidos de reembolso e controles de despesa também são feitos online, facilitando, assim, a organização do departamento pessoal. “Com a funcionalidade do controle de ponto, os dois lados ganham maior segurança para comprovar que o trabalho foi efetivado no local esperado”, salienta Bertolino.

Menos pessoas, mais humanizado: o futuro do atendimento

Por Adria Candido

Os impactos das mudanças tecnológicas e comportamento das novas gerações estão mudando, drasticamente, as relações de trabalho e, consequentemente, o atendimento ao cliente e a experiência do consumidor. Quando o assunto é a substituição da força de trabalho, decorrente do processo de digitalização, automação e robotização das empresas, tende-se a um olhar pessimista, mostrando as piores narrativas da relação entre pessoas e máquinas.

A robotização, na verdade, ajuda a ressaltar o valor das competências humanas, pois os atributos inerentes tornam-se diferenciais.

Mas, como harmonizar a interação do homem com a máquina para garantir um atendimento mais humanizado?

A substituição de pessoas pela tecnologia não é um assunto atual, já que ocorre desde a Revolução Industrial e é um processo de evolução natural dos negócios. A pauta que deve ser discutida agora é como qualificar as pessoas ante as rápidas mudanças organizacionais. O trabalho do futuro engloba a adoção de tecnologias emergentes e a maneira como nós, seres humanos, seremos aprimorados por ela e qual o progresso resultante do trabalho conjunto com as máquinas.

Segundo recente pesquisa da Robert Half, figuram entre as 10 profissões e carreiras mais promissoras do Brasil os profissionais relacionados à aprendizagem, transformação e assistência digital e à experiência do cliente.

A partir da reflexão, é possível projetar novas profissões e papeis na área de atendimento ao cliente. Mas, as pessoas e suas competências como a criatividade, pensamento crítico, orientação para servir, resolução de problemas complexos serão fundamentais e diferenciais nesse novo contexto de mundo.

Ao imaginar o futuro do atendimento, devemos considerar a atuação harmônica entre pessoas e máquinas, em que ressaltamos o papel dos humanos, sobretudo, no aprimoramento das tecnologias e na criação de um atendimento mais pessoal, criando elos entre marcas e consumidores.

Adria Candido, Diretora Executiva de Operações da CSU.Contact

Nuvemshop cria modelo exclusivo para suportar e potencializar o crescimento das empresas no e-commerce

A Nuvemshop, plataforma líder de e-commerce na América Latina, acaba de lançar uma nova área para atender empresas, o Nuvemshop Empresarial, que incorpora um serviço com o objetivo de compartilhar informações, processos de e-commerce, conteúdos educativos e até mesmo promover a troca de experiências entre os lojistas.

Desta forma, com o novo posicionamento focado em potencializar as histórias das PMEs em nível continental, surge a Nuvemshop Empresarial para negócios mais complexos, onde a necessidade do lojista passa a ser não apenas a tecnologia, mas todo um ecossistema de soluções integradas à plataforma e no modelo de compartilhamento de conhecimento, para que as lojas cresçam baseadas nas melhores práticas do e-commerce e considerando fatores que realmente influenciam no crescimento de forma saudável, seguindo processos e melhores práticas baseada em experiência em outros e-commerces de sucesso.

A Nuvemshop Empresarial foi criada para atender uma demanda cada vez mais crescente no mercado de e-commerce a qual as empresas precisam de suporte especializado e conhecimento para continuar o crescimento do negócio de forma sustentável.

A Nuvemshop Empresarial conta com três pilares estratégicos, são eles: consultoria de processos para e-commerce; marketing e performance; atendimento e relacionamento. A base da consultoria consiste em um diagnóstico da loja e indicação de vulnerabilidades de crescimento na medida em que as vendas crescem, assim como as necessidades de controle de multicanais de vendas e automação nas etapas dos processos.

Já o marketing e performance é uma etapa de orientação e de dados dos investimentos do e-commerce e uma análise acerca dos principais KPIs, auxiliando o e-commerce e o parceiro na maximização do ROI e evitando erros comuns em campanhas de performances. Por fim, no terceiro pilar, os lojistas contam com um Gerente de E-commerce para gerenciar o dia a dia do relacionamento com o lojista, cuidando para que ele tome as decisões corretas para suportar o crescimento destas empresas.

Para o Head Comercial da Nuvemshop, Caio Araújo, a Nuvemshop Empresarial representa uma grande evolução na forma de fazer e potencializar os negócios, onde a tecnologia torna-se um acessório dentro do amplo leque de serviços estratégicos incorporados ao portfólio. “Atualmente os clientes atendidos pela Nuvemshop Empresarial representam quase 30% de todo o faturamento da plataforma no Brasil. Em alguns casos, ajudamos a aumentar o faturamento em mais de 100% mês contra mês, aplicando soluções simples mas de grande impacto como redesign de site e sistema de gestão para operação e controle do negócio”, finaliza.

Olist ajuda varejistas e grandes marcas a acelerarem vendas nos maiores e-commerces do Brasil

O e-commerce já se tornou uma realidade no Brasil. Segundo um levantamento feito pelo Ebit/Nielsen, as lojas virtuais cresceram 12% e faturaram R$ 53,2 bilhões, em 2018. Em 2019, a projeção é crescer ainda mais, rompendo a marca de R$ 60 bilhões. Ainda assim existe uma barreira que impede muitos empreendedores brasileiros de venderem seus produtos na internet: a falta de compreensão sobre como o setor funciona e as habilidades de venda. Para sanar esse problema, Tiago Dalvi criou o Olist: uma startup que ajuda varejistas e grandes marcas a conquistarem mais clientes e com isso aumentarem suas vendas.

As vendas ocorrem nos maiores marketplaces do Brasil dentro da loja Olist, hoje presente em onze e-commerces diferentes e que oferecem esta modalidade de vendas. Por meio da tecnologia é possível impactar milhares de potenciais clientes nas maiores vitrines online do país. As vendas realizadas pela loja Olist acabam ajudando indiretamente todos os lojistas que contam com produtos na plataforma: quanto mais vendas e melhores avaliações sobre essas vendas, melhores são os posicionamentos dos produtos cadastrados na loja Olist dentro de cada marketplace.

A startup possibilita também que os usuários gerenciem seus produtos, estoque, preços, pedidos, entregas e pagamentos em um mesmo lugar. Com o Olist o lojista pode também comparar os preços dos seus produtos cadastrados com os preços médios praticados por outros lojistas do mercado. “Esta funcionalidade, por si só, já representa uma enorme vantagem competitiva para o lojista que está no Olist”, explica Marcelo Ribeiro, Gerente de Marketing do Olist.

Grandes Marcas

A empresa também desenvolveu uma solução específica para empresas de grande porte: a Branded Store. Esta unidade de negócios dentro do Olist tem como foco ajudar grandes marcas a consolidarem sua presença digital por meio dos marketplaces além de oferecer uma operação de comércio eletrônico em marketplaces de maneira descomplicada e confiável.

“Toda nossa expertise comercial e técnica para a venda dentro de grandes e-commerces fica à disposição das empresas que contratam o nosso serviço e isso permite uma atuação no varejo online de modo controlado, com investimentos reduzidos e alto potencial de retorno”, explica Tiago Dalvi, CEO do Olist. As marcas utilizam a tecnologia do Olist para viabilizar a presença dentro desses canais, centralizando toda a gestão comercial em uma única plataforma. Os pedidos podem ser atendidos diretamente pela empresa ou em sinergia com a cadeia de distribuição já estabelecida, evitando conflitos e garantindo previsibilidade.

O Olist está atualmente dentro de marketplaces como Mercado Livre, B2W (Submarino, Americanas e Shoptime), Via Varejo (Casas Bahia, Ponto Frio e Extra.com), Carrefour, Amazon, Zoom e Madeira Madeira, vendendo produtos de diversos segmentos.

A startup oferece todo o apoio para que seus lojistas vendam mais, auxiliando em aspectos como documentação, SAC, avaliação produtos com maior potencial de vendas entre outras demandas comuns aos lojistas. “Nossa proposta é fortalecer e valorizar as qualidades das pequenas e médias empresas brasileiras e facilitar a vida das grandes marcas”, destaca o fundador e CEO do Olist.

Para contratar o serviço da startup curitibana tudo é feito de forma 100% digital e basta o lojista preencher uma solicitação online no site da empresa. “O Olist é a ferramenta utilizada por lojistas que desejam ampliar o faturamento com a venda de seus produtos, aumentando a liquidez de seus negócios. Por isso, apostamos em um modelo que pudesse ser prático para nossos clientes”, enfatiza Tiago Dalvi.

Fundado em 2015, o Olist tem hoje mais de um milhão de produtos cadastrados, atendendo mais de 6.200 lojistas e grandes marcas.

As vitrines do futuro

De acordo com o estudo Digital Signage Future Trends Report de 2019, mais de 60% das marcas, instituições e fornecedores estarão focados em criar melhores experiências e promover o engajamento do cliente em sua jornada de compra nos próximos dois anos. Alinhada a esta tendência, a Epson realizará o Laser Signage Solutions, que irá apresentar – durante os dias 27 e 28 de agosto em São Paulo – novos conceitos de aplicações utilizando tecnologia de projeção em lojas, vitrines, restaurantes capazes de oferecer uma experiência única aos consumidores.

O Laser Signage Solutions terá 25 projetores instalados criando diferentes ambientes para mostrar as diversas possibilidades de inovação dos pontos de venda. As imagens serão projetadas sobre diversas superfícies, com diferentes tamanhos e formas. Entre as atrações do espaço, estarão o Túnel Imersivo, Game Interativo, Cilindro Holográfico e Vitrine Experience. Além de espaços projetados, o evento contará com palestras voltadas ao público especializado sobre “A Nova Era do Varejo Físico” e “Tendências Tecnológicas e a Transformação Digital”.

A linha Laser Signage Solutions (LSS) pode ser aplicada em todos os mercados onde se utiliza o conceito de Digital Signage como aeroportos, hospitais, museus, lojas, estádios, centros de convenções e parques de diversões. “O Digital Signage é a emissão de conteúdos digitais por meio de displays como LCD, painéis de LED ou Projetores. Os projetores Epson permitem apresentar conteúdos dinâmicos e criar uma experiência única para clientes e usuários”, explica Rodrigo Machado, Gerente de Negócios da Epson para o segmento de projetores profissionais.

Os projetores LightScene, por exemplo, se adaptam a diferentes cenários e oferecem diversas opções de configuração, montagem e programação. Além disso, incluem recursos para o gerenciamento de conteúdo, edge blending, playback automático, modo foco de luz e conectividade versátil. A tecnologia 3LCD aliada à fonte de luz a laser oferece uma projeção de maior qualidade, com mais horas duração e versatilidade.

“Dentro da Jornada de compra do consumidor, a relação com a marca é algo muito importante e, o uso da tecnologia como ferramenta para criar experiências e engajamento do cliente mais eficientes e atrativas é a proposta da Epson com a tecnologia de projeção” afirma Rodrigo.

Laser Signage Solutions

Local: Immensità – Av. Luiz Dumont Villares, 392, Santana – São Paulo/SP
Data: 27 e 28 de agosto
Horário: das 10h às 20h
Inscrição gratuita:epson.com.br/evento-laser-signage

Edenred Brasil divulga as cinco startups selecionadas para seu programa de aceleração

Gilles Coccoli, Chief Operating Officer Américas da Edenred

Edenred, líder mundial em soluções transacionais para empresas, comerciantes e empregados e que integra as marcas Ticket, Ticket Log, Repom e Edenred Soluções Pré-Pagas no Brasil, em parceria com a Kyvo, plataforma de inovação e design de serviços, acaba de definir as cinco startups vencedoras do programa Edenred Connect.

Os empreendedores selecionados têm suas diretrizes de negócios alinhadas à estratégia do Grupo e potencial para crescimento e apoio às marcas do grupo nos mercados em que atuam e foram: Gaspass, que desenvolve soluções para gestão de abastecimento com a utilização de um app para pagamento, com descontos, de combustíveis; Code Money, wallet com diferentes features, como pagamentos e transferência de valores e que tem como foco os segmentos de Bares e Restaurantes, Cafés, Minimercados, Padarias; YouClub, que oferece às empresas e seus colaboradores planos para contratação de serviços de beleza em salões de beleza, barbearias e spas; Xmultas, plataforma conectada a sistemas públicos, que lida com multas, IPVA/Licenciamento, seguros e documentação. Possui tecnologia para monitoramento, gestão e integração a órgãos de trânsito em geral e Minnis, plataforma conectada a sistemas de gestão de atacadistas com o objetivo de apresentar ofertas para pequenos comerciantes, principalmente no ramo de alimentação.

O processo de aceleração com duração de cinco meses pelo qual passarão as startups escolhidas, terá início ainda em agosto. Nesse período, as equipes farão uma imersão, na qual poderão aprofundar aspectos, como estratégia de usabilidade do projeto e contarão ainda com espaço físico, horas de mentoria de diretores do grupo e workshops da Kyvo, que terão como foco as necessidades apresentadas pelas startups, como planejamento estratégico, gestão de recursos humanos, marketing digital, análise de dados, recursos financeiros e relações mercadológicas, entre outros.

“Estamos muito entusiasmados com os projetos que seguirão para a aceleração. São iniciativas inovadoras e com grande potencial para contribuir com soluções inéditas ou a melhoria efetiva de nossos processos, produtos e serviços, agregando valor e incorporando força e agilidade aos nossos negócios. A Edenred é uma precursora da inovação aberta e tem como papel, como uma empresa multinacional e líder mundial, apoiar e incentivar estas startups para um intercâmbio que as impulsione e possa gerar boas ideias e inovações”, explica Gilles Coccoli, Chief Operating Officer Américas da Edenred.

Entre os projetos inscritos na edição 2019 do programa, 15 foram selecionados para o pitch day realizado na sede da companhia, nesta terça-feira, dia 13. Na oportunidade, as startups tiveram três minutos para apresentar seus projetos aos jurados – membros do conselho diretor e da diretoria executiva da Edenred Brasil, além de especialistas convidados. Foram avaliados aspectos, como crescimento e evolução da startup, estrutura da equipe dedicada para a execução do projeto, clientes já atendidos, potencial do negócio e sua maturidade.

Programa de Open Innovation Endered Connect

Adotado no Brasil em 2017, o Programa de Open Innovation Edenred Connect faz parte do plano estratégico de aceleração do grupo com foco na digitalização de sua oferta e na consolidação da liderança em B2B2C, refletido pelo posicionamento: “We connect, you win”.

Desde então, mais de 300 startups se inscreveram para ser aceleradas. Em 2018, o Edenred Connect selecionou cinco startups com as quais trabalhou durante seis meses. Nesse período, os parceiros receberam cerca de 30 sessões de mentorias e coaching, que os auxiliaram no desenvolvimento dos projetos.

Evento para colaboradores da SulAmérica destaca a estratégia de transformação digital da companhia

Cristiano Barbieri e Patricia Coimbra na palestra de abertura da Digital Week. Foto: Rodrigo Mequelazzo

A SulAmérica, maior seguradora independente do País, promoveu nos dias 31 de julho e 1º de agosto, na sede da empresa em São Paulo, e nos dias 7 e 8 de agosto, na sede do Rio de Janeiro, a primeira edição da Digital Week. O evento teve o objetivo de fomentar a inovação e a cultura digital entre colaboradores da companhia.

Na ocasião, o vice-presidente de Estratégia Digital, Advanced Analytics, Inovação e TI da SulAmérica, Cristiano Barbieri, e a vice-presidente de Capital Humano, Administrativo e Sustentabilidade da companhia, Patricia Coimbra, abriram o evento abordando o pensamento digital na perspectiva de pessoas destacando os aspectos de empoderamento, experimentação e centralidade do cliente, além da importância de desenvolver novas habilidades para trabalhar de forma colaborativa e ágil.

“Assumimos o desafio de transformar nosso negócio. Queremos proporcionar uma jornada cada vez mais conectada para nossos clientes, colaboradores e parceiros de negócios. O nosso objetivo é que a SulAmérica esteja entre as empresas mais lembradas pela sua capacidade digital e potencial de atração para novos talentos, promovendo soluções inovadoras de mercado”, comenta o vice-presidente de Estratégia Digital, Advanced Analytics, Inovação e TI da companhia, Cristiano Barbieri.

Foram realizadas 21 atividades entre palestras, oficinas, talkshows e meetups distribuídas nos dois dias de evento em cada cidade. Convidados do mercado trouxeram aos participantes temas como a experiência do cliente, tecnologias em saúde, inovação e negócios disruptivos, compartilhando com os colaboradores experiências e aprendizados sobre as transformações na era digital. Entre os palestrantes presentes no evento estiveram Adriana Conde (Uber), Fábio Tiepolo (Docway), Eduardo Baer (DogHero), além dos influenciadores Rodrigo Giaffredo (Super-Humanos) e Tiago Mattos (Aerolito).

No total, foram mais de 4.500 participações nas ações da Digital Week. O evento ainda foi transmitido ao vivo, via streaming, para os demais colaboradores de todas as filiais da SulAmérica espalhadas pelo Brasil, somando mais de 1.700 visualizações. Além disso, foram mais de 2.700 cadastros no WebApp desenvolvido especialmente para a ocasião, cujo feed de interação contou com mais de 1.700 publicações, gerando engajamento, troca de conteúdos e criando uma rede de aprendizagem entre os colaboradores.

“Para sermos efetivos na transformação digital é necessária uma mudança na cultura organizacional. Uma das nossas iniciativas foi a adoção de um dress code personalizado, decidido por cada um, em função da sua personalidade e da sua agenda do dia. Queremos colaboradores engajados, com diversidade de ideias e pensamentos, que são pontos fundamentais para o sucesso da nossa jornada de transformação”, comenta a vice-presidente de Capital Humano, Administrativo e Sustentabilidade da companhia, Patricia Coimbra.

A SulAmérica tem promovido iniciativas com fomento à inovação digital em serviços e produtos para clientes e corretores, modernização da estrutura de TI e digitalização da operação da companhia. Por meio de ações como a Digital Week, a cultura digital tem sido expandida pela companhia de forma acelerada. A empresa trabalha intensamente em squads, adoção de novas metodologias de trabalho e desenvolvimento de talentos digitais, que tem resultado em novas soluções e experiências digitais para nossos clientes, como a jornada digital de saúde.

Nessa jornada, a SulAmérica traz o recém-lançado serviço Médico na Tela, que permite aos segurados responsáveis por crianças de até 12 anos solicitar uma videochamada com médico pediatra para receber orientações e tirar dúvidas, o Médico em Casa, que permite agendar, por aplicativo, atendimento médico em domicílio para beneficiários de até 12 anos e a partir de 65 anos, e a Orientação Médica por Telefone.

Em linha com a constante inovação digital, a companhia trabalha ainda em entregas de soluções de inteligência artificial cognitiva, com atendimento a corretores, clientes e prestadores, que trazem agilidade e redução no tempo de atendimento.

10 Profissões em alta no Grande ABC

A oferta de vagas no Grande ABC deve aumentar no segundo semestre de 2019. Essa é a previsão da Robert Half, consultoria de recrutamento especializado, que possui escritório na região. Os setores mais aquecidos são Agronegócios, Químico, Serviços e Logística, além do mercado Automotivo e toda sua cadeia correlata, que tem dado sinais de recuperação.

“Apesar do cenário econômico instável, o ano de 2019 tem apresentado a retomada de vagas que estavam congeladas. Por ser uma região mais industrial, os perfis geralmente são voltados para áreas técnicas. Porém, o maior desafio para os recrutadores hoje é encontrar especialistas em Marketing Digital e Mídias Sociais, além de contadores fluentes em inglês”, explica Vanessa Aguiar, gerente de recrutamento da Robert Half.

Os setores mais aquecidos no segundo semestre devem ser Vendas, Segurança do Trabalho, Industrial e Produção, Área Contábil, Fiscal e Controladoria, além de Tecnologia.

Veja a lista das 10 profissões em alta no Grande ABC:

1) Vendedor
2) Gerente comercial
3) Engenheiro de Segurança do Trabalho
4) Analistas de TI
5) Engenheiros de Operações Industriais
6) Engenheiros e coordenadores de Manutenção Industrial
7) Analistas, coordenadores e gerentes Contábeis e Fiscais
8) Gerente de Controladoria
9) Controller
10) Gerente de Produção

Contratos por projeto

A contratação por projetos também foi identificada como uma forte tendência no Grande ABC. “Neste modelo, a demanda está focada em especialistas que auxiliem na melhoria da performance em processos já existentes, reestruturação de setores ou novos investimentos, integração de sistemas, posições estratégicas, além de rentabilidade de novos negócios, aumento da força de vendas e consultoria financeira e tributária”, completa Vanessa.

As áreas com mais vagas com contrato por projeto são:

1) Cobrança: projetos no intuito de trazer saving, frente a visão otimista de melhora na economia, com profissionais especializados em negociações de inadimplências passadas;

2) Planejamento Tributário: em busca de benefícios fiscais;

3) Planejamento Financeiro: análise de viabilidade/ rentabilidade de negócios;

4) Implementação de sistemas integrados: profissionais com experiência em toda a rotina transacional contábil, financeira e fiscal em substituição aos profissionais key users dedicados à implementação do sistema;

5) Implementação de módulos financeiros.

Inteligência Artificial está na pauta da Propriedade Intelectual

As novas tecnologias da era digital, apoiadas principalmente pelo compartilhamento e tratamento de dados e o desenvolvimento via Inteligência Artificial, norteiam o futuro, encantam o mercado e revolucionam negócios. Mas trazem enormes desafios jurídicos, mais especificamente na área da Propriedade Intelectual.

A utilização de máquinas e computadores para a realização de trabalhos tradicionalmente atrelados à criatividade humana levanta questões interessantes e de grande complexidade. Questiona-se sobre a autoria das obras, direitos morais e patrimoniais do autor e até se uma obra produzida por IA merece proteção do direito autoral.

Como tratar questões relacionadas à plágio e reproduções não autorizadas? A responsabilidade é do programador que escreveu o algoritmo ou é daquele que utiliza o programa de IA? Ainda não há respostas concretas, mas com a rapidez da tecnologia, há pelo menos um consenso: as atuais regras de proteção estabelecidas para patentes, desenhos industriais, assim como para a criação artística, terão que ser, no mínimo, atualizadas e em breve. Desde 2013, a Organização Mundial da Propriedade Intelectual (WIPO, na sigla em inglês) já registrou mais de 170 mil solicitações vinculadas à Inteligência Artificial.

E esse assunto estará em debate durante o XXXIX Congresso Internacional da Propriedade Intelectual, promovido pela Associação Brasileira de Propriedade Intelectual – ABPI, que acontece entre os dias 25 a 27 de agosto, no Rio de Janeiro.

“A Inteligência Artificial nos coloca grandes desafios tanto do ponto de vista da proteção jurídica relacionada ao desenvolvimento dessas tecnologias como no no dia a dia dos profissionais do setor. Há uma promessa muito grande de que essas tecnologias trarão profundas transformações na sociedade e na nossa profissão”, afirma Luiz Henrique do Amaral, conselheiro da ABPI e moderador da palestra “Inteligência Artificial, a nova corrida do Ouro”, que acontece no dia 26 de agosto.

A plenária contará com a participação de Carlos Affonso, Diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade – ITS, Alexandre Winetzki, fundador e CEO do WOOPI, empresa de IA do Grupo Stefanini e a Juíza federal Isabela Ferrari, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região.

O Congresso da ABPI ainda contará com temas super atuais e que também desafiam o mundo da Propriedade Intelectual, como a indústria de games e as pesquisas para o uso medicinal da cannabis e sua regulamentação, além de debates sobre patentes nas áreas de biotecnologia e desenhos industriais e a nova Lei de Proteção de Dados Pessoais.

Veja aqui a programação completa: http://www.abpi.org.br/congresso2019/programasintetico.pdf

6 dicas para entregar seu projeto com melhor qualidade em menor tempo

Há uma infinidade de fatores que influenciam no sucesso (ou não) de um projeto. O trabalho de gerenciar recursos diferentes, pessoas em áreas de atuação diferentes e, às vezes, em locais e até culturas diferentes é um desafio enorme. Quero sugerir aqui alguns pontos que podem ajudar (e muito) na hora de gerenciar um projeto.

– Objetivo – O primeiro passo é ter objetivos bem definidos. Parece óbvio, mas nem sempre isso acontece. Uma boa ideia é utilizar um objetivo S.M.A.R.T., que é a sigla em inglês para: Específico (Specific), Mensurável (Measurable), Atingível (Attainable), Realista (Realistic) e com tempo determinado (Time bound). Objetivos bem elaborados o ajudarão em, praticamente, todos os passos do projeto.

– Entregas no lugar de tarefas – Faça o planejamento baseado em entregas no lugar de tarefas. Essa simples mudança de filosofia aumenta muito o engajamento dos envolvidos no projeto, pois dá mais liberdade para trabalhar e diminui a frustração. Em um projeto que utiliza tarefas como base, estas costumam se multiplicar, dando a impressão de sisifismo, ou seja, parece que o projeto “anda, anda e não sai do lugar”.

– Cuidado com a segurança – Chamo de segurança aquele aumento no prazo para garantir a entrega, por exemplo, se uma atividade leva 8 horas e se pede uma estimativa de prazo a quem fará esta atividade, é provável que teremos algo em torno de 3 dias, e se este prazo passa por níveis hierárquicos, certamente mais segurança será adicionada. Apesar de dar a sensação de segurança ou de parecer garantir a entrega do projeto no prazo, precisamos considerar que na grande maioria dos casos os recursos são pessoas, ou seja, precisamos considerar a questão humana. Por isso, na maioria dos casos esse prazo a mais será consumido pela Síndrome do Estudante e/ou pela Lei de Parkinson. Sendo assim, segurança demais atrasa o projeto.

– Visibilidade – Utilize uma ferramenta que dê visibilidade ao andamento do projeto para todos os envolvidos, seja via software, quadro, mural ou qualquer outra opção. Essa visibilidade permite aos envolvidos acompanharem as entregas, planejando melhor o início de cada atividade e permite também a auto-organização dos envolvidos para ajudar nos pontos de problema (“swarming”). É comum subestimar a capacidade de auto-organização das pessoas envolvidas no projeto, mas essa capacidade pode ajudar e muito.

– Definição de Pronto – Alguns projetos se arrastam por muito tempo simplesmente por não terem uma definição de pronto. Definição de pronto é a definição dos itens que o produto do projeto precisa entregar com determinada qualidade para que este projeto seja considerado terminado e deve ser acordado com o cliente. Praticamente tudo que se faz pode ser melhorado e, se ficar preso neste ciclo de melhorar cada aspecto que poderia ser entregue, o projeto será eterno.

– Abrace a mudança – No mundo moderno podemos dizer seguramente que a mudança é uma constante, e lutar contra isso é inútil. Fazer um planejamento extremamente detalhado é louvável, mas qualquer mudança fará com que você tenha que refazer todo o planejamento e, por isso, irá atrasar todo o projeto. Trabalhe com lotes menores e você terá mais facilidade para lidar com as mudanças, pois poderá responder rapidamente e diminuirá consideravelmente o retrabalho.

Veja 5 opções para empresas reduzirem tributos

A crise está afetando grande parte das empresas e nessa hora a palavra de ordem é redução de custos. Contudo, uma forma de deixar os gastos menores que poucas empresas aplicam corretamente é o planejamento tributário. Sendo que estudos apontam que as empresas pagam até 34% de tributos sobre o lucro, mas todo empresário sabe que esses valores se mostram muito maiores se forem consideradas outras questões como encargos trabalhistas, taxas e outras obrigatoriedade.

Assim, se uma empresa pretende sobreviver à crise, é fundamental buscar reduções dentro de acordo com as frequentes alterações tributárias às quais se deve adaptar no país, administrando melhor seus tributos, obtendo maior lucratividade no seu negócio. Segundo o diretor executivo da Confirp Contabilidade Richard Domingos, “com a alta tributação no Brasil, além de terem de enfrentar empresas que vivem na informalidade, várias empresas quebram com elevadas dívidas fiscais. Assim, é salutar dizer que é legal a elisão fiscal”.

Existem várias formas de redução desses valores, assim, a Confirp listou algumas:

Planejamento tributário – São três os principais tipos de tributação: Simples Nacional, Presumido ou Real. O diretor da Confirp explica que “a opção pelo tipo de tributação que a empresa utilizará no próximo ano fiscal pode ser feita até o início do próximo ano, mas, as análises devem ser realizadas com antecedência para que se tenha certeza da opção, diminuindo as chances de erros”. Importante ressaltar que cada caso deve ser analisado individualmente, evidenciando que não existe um modelo exato para a realização de um planejamento tributário já que existem várias variáveis.

“De forma simplificada, num planejamento tributário se faz a análise e aplicação de um conjunto de ações, referentes aos negócios, atos jurídicos ou situações materiais que representam numa carga tributária menor e, portanto, resultado econômico maior, normalmente aplicada por pessoa jurídica, visando reduzir a carga tributária”, explica Domingos.

Recuperações tributárias – Dentro do complexo sistema tributário brasileiro, muitas vezes ocorrem cobranças de formas indevidas, levando a uma elevação considerável da carga tributária, assim, a empresa deve estar atenta aos créditos que tem direito, e isso dependerá muito de sua área de atuação. Dentre os impostos que podem ser recuperados estão pagamentos referentes ao PIS/Pasep, Cofins, IPI e ICMS, dentre outros, que contribuirão para a redução do montante dos tributos. Outra questão que se deve levar em conta é a compensação dos tributos recolhidos indevidamente.

Deve-se contratar empresas de consultoria jurídica e tributária para levantar possíveis créditos, que não foram considerados na apuração mensal por falta de norma infralegal. Isso porque os créditos podem ser questionados no âmbito administrativos pelo fisco, devendo ser considerados todos os riscos antes de qualquer decisão. Deve-se tomar cuidado com muitas empresas que oferecem esse tipo de serviço apenas com o interesse de ter comissão imediata sobre redução ou compensação de tributos propostos. Ficando o empresário com todo o risco da operação.

Incentivos fiscais – As empresas podem utilizar ferramentas que incentivo fiscal, que são instrumentos que visam o desenvolvimento econômico de determinada região ou certo setor de atividade. Para isso, ocorre a ação de redução da receita pública de natureza compulsória ou a supressão de sua exigibilidade.

São várias as formas que as empresas podem utilizar essa forma de incentivo, indo desde apoio a ações de terceiros, como esporte e cultura, até mesmo leis que visam crescimento regionais e reduzem consideravelmente os valores a serem pagos, contudo, também é necessário nesses casos a preocupação de um acompanhamento de especialista.

Enquadramento correto na Classificação Nacional de Atividades Econômicas – CNAE – A maioria das empresas não se atenta, mas desde sua criação já estão comprometidas com um erro primordial que é o fato de seus cadastros nos entes governamentais não reflitam suas reais atividades, um dos erros que leva a empresa a ter sérios riscos fiscais é o CNAE inadequado, e o pior, só perceberão esse erro quando começam a aparecer os problemas. Mas, mas que isso, escolher o CNAE representará na carga tributária a pagar.

Outra questão muito importante é que quando uma empresa estiver no CNAE errado, as chances dos impostos estarem errados, com alíquotas divergentes, são muito grandes, e em caso de constatação disso em uma fiscalização, o resultado poderá ser pesadas multas.

Redução do FAP – O FAP é um índice aplicado sobre a Contribuição do Grau de Incidência de Incapacidade Laborativa decorrente dos Riscos Ambientais do Trabalho, e representa uma boa parcela dos gastos trabalhistas das empresas, podendo variar dependendo do número de ocorrências e ramo de atividade.

Contudo, o que muitos empresários não sabem é que os valores podem ser minimizados, sendo possível entrar com recursos administrativos para revisão da cobrança desses valores pelo Governo e garantir uma diminuição de custos, além de aproveitar para planejar-se para o futuro, com essa despesa a menos.

A evolução tecnológica chegou também aos processos seletivos

Por Marcelo Souza

Atualmente, tem se falado muito, em todas as áreas de atuação, sobre os benefícios da tecnologia na nova Era Digital, que veio para mudar definitivamente a forma das pessoas se comunicarem, fazerem negócios e até realizarem suas atividades cotidianas de trabalho.

Para abordar os impactos da tecnologia na área de Recursos Humanos, participei do CONCARH (Congresso Catarinense sobre Gestão de Pessoas), realizado em Florianópolis e reconhecido como o maior evento da área na Região Sul do país. Na ocasião, as duas palestras que realizei sobre o tema contaram com o auditório lotado de profissionais interessados em se atualizar sobre as tendências do mercado de trabalho.

Não dá para falar sobre tecnologia e inovação sem antes mencionar algumas fases de nossa história. Demoramos três mil anos para atravessar a revolução agrícola e descobrir a cerâmica, e mais outros dois mil para construir a primeira cidade. Com isso, o que fica bastante claro é que a informação está por trás de todas as importantes descobertas ou processos evolutivos da humanidade. Ou seja, quanto mais informação as pessoas tinham, mais rapidamente elas conseguiam evoluir, inventar ou mesmo agir para a mudança.

A tecnologia avançou tanto que às vezes fica até difícil acompanhar. Agora as informações nos chegam a uma velocidade incrível e as inovações se sucedem, superando tudo que demorou milênios para acontecer. Por exemplo, o primeiro computador ocupava uma área de 180 m2, enquanto hoje temos um computador completo na palma de nossas mãos. Existem fazendas indoor que fabricam alimentos orgânicos com capacidade produtiva 100 vezes maior do que a agricultura tradicional, e a entrega com drones não é mais novidade – isso para mencionar só algumas das invenções que chegaram para beneficiar a humanidade.

Ao citar esses exemplos pretendo destacar a capacidade que a tecnologia tem de proporcionar evolução onde quer que seja aplicada. Trazendo essa perspectiva para a realidade de uma empresa, sabemos que não dá para passar um dia sequer sem o uso da tecnologia, mas também não se faz nada sem as pessoas.

E quem são os responsáveis não só por trazer as pessoas para as empresas, mas principalmente por geri-las? O profissional de RH.

Esse profissional é reconhecido por entender as pessoas e trabalhar para que elas tenham um clima organizacional saudável. Entender e saber lidar com as pessoas é fundamental para o sucesso em qualquer área da vida e no mundo corporativo, ainda mais, pois a união de talentos e esforços é o que consegue promover a transformação em qualquer ambiente.

Então se o profissional de RH tem essa imensa responsabilidade, o que ele deve fazer para continuar sendo um agente transformador nas empresas? A resposta é usar a tecnologia a seu favor!

Em 2015, o Fórum Econômico Mundial divulgou uma lista com as principais competências necessárias para o sucesso profissional no futuro. A lista foi revisada no começo de 2018 como forma de orientar sobre a empregabilidade no futuro, mas principalmente para direcionar as metodologias educacionais que vão formar tais competências.

Segundo o estudo, as competências essenciais para que um profissional se adapte aos novos modelos de negócios, com empresas cada vez mais ágeis e inovadoras, são: resolução de problemas complexos, senso crítico, criatividade, gestão de pessoas, coordenação com outros, inteligência emocional, análise e tomada de decisão, orientação para o cliente, negociação e flexibilidade cognitiva.

Eu arriscaria dizer que, de todas essas habilidades, as mais importantes são a inteligência emocional e a flexibilidade cognitiva, pois com elas entra em ação aquilo em que o ser humano é melhor do que a máquina, que é entender tudo o que está acontecendo ao redor e usar as experiências passadas para optar pela melhor decisão a ser tomada. A tendência é que essas competências passem a ser cada vez mais valorizadas, exatamente porque são as que diferenciam as pessoas as máquinas.

A velocidade da tomada de decisão na área de RH é outra questão que precisamos avaliar. Não dá mais para trabalhar com estruturas hierárquicas ultrapassadas, é preciso trazer pessoas com a capacidade de identificar problemas e resolvê-los com agilidade.

Estudos comprovam que, quando o recrutador se baseia apenas no histórico profissional do candidato, a chance de escolher errado é de 84%. Nesse sentido, o uso das ferramentas e testes de avaliação é importante para tornar o processo de seleção mais assertivo, elevando de 16% para 65% as chances de selecionar perfis mais aderentes a cada cargo.

Além da assertividade, o uso dessas ferramentas permite que todo o processo de seleção seja justo, porque elimina a subjetividade do processo e avalia todos os candidatos de forma igualitária. Com isso, o RH passa a ser um agente de valorização da diversidade na empresa, já que inclui candidatos diversos, minimiza os vieses inconscientes e baseia a escolha exclusivamente nas habilidades e competências do candidato, sem levar em conta raça, gênero, orientação sexual, histórico profissional etc.

Existem diversas ferramentas disponíveis no mercado, mas o RH precisa entender quais são as mais importantes para a sua empresa e até para o cargo em aberto. Se análise de personalidade me mostra o porquê de determinada pessoa ser de um jeito, a análise do comportamento vai me apresentar como ela lida e reage às situações. Por isso, usar um mix de ferramentas torna o processo mais eficiente.

Voltando à questão da evolução, um processo seletivo pode demorar até três meses, dependendo do nível para o qual estejam sendo selecionados profissionais. Com o uso dos testes desde o início do processo, podemos reduzir muito esse tempo.

A área de RH tem que começar a usar a inteligência artificial a seu favor, integrando todas as ferramentas com os sistemas de seleção para conseguir maior produtividade e eficiência, visando resultados mais efetivos e facilitando o dia a dia da área.

Quando o RH acerta no processo seletivo, todo mundo ganha: a empresa, o RH e os profissionais, que desempenharão melhor as funções para as quais foram contratados. Se é possível usar as tecnologias disponíveis para melhorar os processos da área, por que continuar batendo cabeça? Isso é, definitivamente, coisa do passado!

Marcelo Souza, CEO do Grupo Soulan e Country Manager da Thomas International Brasil

Integração entre ERP e E-commerce: um fator crítico para o sucesso do Omnichannel

Por Rafael Reolon

Agosto de 2019 – Por trás das facilidades das compras pela internet, existe um esforço coletivo de diversos profissionais. Além disso, há investimento em pessoas, processos e tecnologias. Gestores atentos a esse tripé conseguem acompanhar a evolução do comércio eletrônico e eliminam o tempo gasto com tarefas operacionais.

Para otimizar o tempo dedicado a processos repetitivos, como alimentar diferentes sistemas com informações de produtos, a integração do e-commerce com o ERP (Enterprise Resource Planning) é imprescindível e reduz 99,9% a reincidência de erros, além de diminuir consideravelmente os custos operacionais. Do contrário, todos os dados cadastrados e os processos realizados nas lojas virtuais precisam ser inseridos manualmente no sistema de gestão, dobrando as atividades e a necessidade de conferências visuais.

E não, isso não faz da integração um recurso obrigatório. Contudo, ao considerar o imediatismo do varejo digital, a evolução e o valor de fazermos mais com menos, poder contar com as tecnologias certas é algo importante.

O ERP e a plataforma de e-commerce são sistemas distintos que, dependendo do modelo de negócio, compartilham a mesma base de dados. Portanto, garantir a unicidade nos dois sistemas é um fator crítico de sucesso para uma operação omnichannel, cujo benefício será proporcionar uma experiência unificada para o cliente e redução de custos operacionais para gestores. Manualmente, é impossível manter a mesma base de informações entre os sistemas, por isso uma tecnologia que automatize os processos de integração é essencial.

Toda a história de uma loja passa pelo ERP e alguns objetivos do e-commerce tornam-se mais tangíveis quando os dados estão integrados. Se, por exemplo, uma das ações para acelerar o giro do estoque de uma loja de calçados for vender online por meio de um outlet, onde você encontraria as informações para decidir quais produtos serão liquidados? No seu sistema de gestão empresarial!

Inclusive, a escolha da plataforma de e-commerce é tão importante quanto definir o ERP para seu negócio. Ao observar o segmento de moda, por exemplo, nota-se que a gestão lida com inúmeras particularidades, como o controle de estoque por grade e cor. Portanto, comece pelas plataformas já homologadas com o seu fornecedor de software e avalie qual delas atende integralmente o seu modelo de negócio.

Investir em tecnologias inteligentes aumenta a produtividade e a qualidade do trabalho das equipes, o que possibilita que as habilidades das pessoas sejam direcionadas para atividades que, de fato, contribuem para o crescimento da sua empresa. É preciso inovar para fazer os clientes mais felizes e trazer resultados positivos para as lojas! Vamos nessa?

Rafael Reolon, diretor de expansão da SetaDigital, companhia de Tecnologia da Informação especializada no setor calçadista.

FGV EMAp lança a primeira graduação do Brasil em Ciência de Dados

A Escola de Matemática Aplicada da Fundação Getulio Vargas, no Rio de Janeiro, lança no primeiro semestre de 2020 o curso de graduação em Ciência de Dados, o primeiro do país. O programa, dessa forma, fornece, base sólida para quem aspira trabalhar no mercado corporativo ou quer prosseguir na carreira acadêmica, como pesquisador.

A análise intensiva de dados e a geração de conhecimento para a tomada de decisões são competências hoje imprescindíveis. Segundo pesquisa da MIT Sloan Management Review, 60% das companhias entrevistadas promovem treinamento em ciência de dados e 50% considera que transformar insights analíticos em negócios é um de seus maiores desafios.

Ao longo do curso, os alunos terão contato com questões que envolvem o Aprendizado de Máquinas, Modelagem Estatística, Processamento de Linguagem Natural, Visualização; assim como aplicações em Epidemiologia, Economia e Finanças, entre outras. Um dos diferenciais da graduação em Ciência de Dados é a abordagem de um vasto repertório de conceitos, métodos e técnicas matemáticas, estatísticas e de computação, que capacitam os futuros profissionais a prestar assessoria e a fazer análises qualificadas, além de produzir, gerenciar e analisar grandes bases de dados. O curso visa, desta forma, a dotar os alunos de habilidades e competências necessárias para trabalhar em empresas de tecnologia, varejo, bancos de investimento, organizações não-governamentais, consultorias, empresas multinacionais, mídia e comunicação, além de carreiras em pesquisa.

“A nova graduação em Ciência de Dados oferecerá aos alunos uma trajetória inovadora para sua formação. Sendo o primeiro curso no Brasil nessa área, o objetivo é garantir a excelência da nossa graduação. Nossos alunos serão capacitados para, ao invés de somente utilizarem ferramentas e pacotes comumente disponíveis, aprenderem a criar suas próprias ferramentas analíticas através de ambientes de programação. Eles aprenderão todos os fundamentos matemáticos, estatísticos e computacionais necessários para exercer essa profissão moderna”, destaca o professor Yuri Saporito, coordenador do curso.

A iniciativa da EMAp representa uma ponte fundamental entre a área acadêmica e o mercado de tecnologia e inovação empresarial. o corpo docente é formado por professores com doutorado e pós-doutorado em instituições que exercem liderança internacional na área e têm ampla experiência em pesquisas aplicadas, bem como em consultorias para empresas privadas e setor público.

Serão abertas 40 vagas para a primeira turma de Ciência de Dados – 32 vagas por meio do vestibular FGV e 8 vagas pelo ENEM. O curso é presencial e tem 2.610 horas (quatro anos de duração). As inscrições para o vestibular já estão abertas e se encerram no dia 8 de outubro. Devem ser feitas pelo site fgv.br/vestibular.

Estudo da Cognizant aponta desafios dos bancos para o futuro

Os bancos tradicionais estão cada vez mais atentos a rapidez que mudanças nas leis acontecem, principalmente para se adequarem a um panorâma não preditivo resultado direto da atuação das fintechs ou pelo surgimento de novas tecnologias disruptivas como o blockchain. É o que aponta estudo da Cognizant, uma das empresas líderes mundiais em tecnologia e negócios. Antes soberanas em mercados como empréstimos, câmbio e transferências, as instituições financeiras atualmente já sentem a presença cada vez maior de novos players digitalmente nativos extremamante relevantes e bem posicionados aos diversos perfis de consumidores.

“Com novas leis que equilibram o mercado e com inovações tecnológicas que diminuem as barreiras e mudam a dinâmica da indústria financeira, os bancos precisarão se tornar cada vez mais resilientes e redefinir seus modelos operacionais e de negócios para um novo ambiente competitivo, acelerando a implantação de novas tecnologias”, afirma Alexis Machado, diretor da indústria de Bancos e Seguradoras da Cognizant no Brasil.

O levantamento da Cognizant identifica quatro ameaças que causarão impacto profundo nos bancos: substanciais mudanças estruturais, perda de mercado, perda da intermediação e entrada dos unicórnios digitais (Google, Facebook e Amazon) no setor financeiro.

A primeira ameaça é causada por mudanças nas legislações ao redor do mundo. É possível citar como exemplo a implementação da PSD2 (diretiva dos serviços de pagamento), que acabará com o monopólio dos bancos sobre os dados de seus respectivos clientes. Além disso, a diretiva pode expor serviços de atendimento ruins, estruturas tecnológicas ultrapassadas e falta de interlocução entre as diferentes áreas dos bancos. “O impacto do PSD2 nas tecnologias dos bancos, experiências de consumo, estruturas organizacionais e ambiente competitivo pode diminuir o controle que os bancos detêm sobre seus clientes”, analisa Michael Cook, senior manager da Cognizant e um dos coautores do estudo.

Já a perda de mercado pode ser ocasionada pela entrada de fintechs e bancos digitais em nichos antes controlados por instituições financeiras tradicionais, como transações e câmbio. De acordo com Michael Cook isso pode criar problemas sérios na supply chain dos bancos porque eles perdem um ponto de contato com seus clientes. “Essa perda de interação com o usuário não só reflete negativamente na experiência do consumidor, como também prejudica a atuação dos bancos”, avalia.

Por sua vez, a perda de intermediação já é um cenário temido. Fintechs de empréstimo pessoal já são uma alternativa aos bancos tradicionais. Mas uma ameaça ainda maior é a adoção do blockchain, uma tecnologia que pode retirar dos bancos o poder da intermediação, não só no nicho de empréstimos pessoais, mas em várias áreas de atuação do setor bancário. “Tanto os bancos tradicionais quanto os digitais estão com dificuldade para implementar o blockchain em comparação com as fintechs. Por mais que a maioria das plataformas de blockchain não consiga suportar a escala de transações necessárias para derrubar a atuação dos bancos, o protocolo de Pagamento Ripple pode acabar fazendo esse papel”, teoriza o executivo.

A adoção do blockchain pode, por exemplo, retirar os bancos da mediação de pagamentos. Como o blockchain é seguro e mais barato para realizar pagamentos, a tecnologia elimina a necessidade de um banco como intermediário. “Além disso, o blockchain mantém informações de todas as transações de maneira transparente”, complementa Cook. “Testes preliminares indicam que o blockchain pode reduzir o tempo de transferências internacionais para apenas alguns segundos.”

No entanto, a maior ameaça para os bancos atualmente é a entrada dos unicórnios digitais – como são conhecidos Google, Facebook e Amazon – no mercado financeiro. De acordo com levantamento recente, metade dos clientes brasileiros consideraria trocar suas contas bancárias para os unicórnios digitais caso essas empresas oferecessem esse tipo de serviço. Os unicórnios superam os bancos tradicionais em quatro aspectos:

– Eles dispõem de acesso a dados pessoais de usuários e podem oferecer serviços personalizados baseados nessa informação. Só o Facebook, por exemplo, tem alcance global de 2 bilhões de usuários.

– Os unicórnios digitais oferecem ótima experiência para o consumidor. A Amazon, por exemplo, consegue entregar seus produtos em até um dia.

– Essas empresas já nasceram na era digital, o que lhes dá vantagem sobre os bancos tradicionais, que precisam trocar toda sua estrutura de TI para alcançar a transformação digital.

– Apesar de crescentes problemas com privacidade, os unicórnios já conquistaram a lealdade de seus usuários. Nesse quesito, eles não podem ser derrotados.
Os bancos resilientes

Mas, segundo Alexis Machado, nem tudo está perdido para os bancos tradicionais. Eles podem se adaptar para sobreviver a esse cenário. “As instituições financeiras que sobreviverão terão incorporado tecnologias para automação de dados no front office, com acompanhamento analítico em tempo real para dar suporte a serviços importantes no middle e back office, além de utilizar serviços em nuvem pública”, comenta o executivo.

Para se tornar o que o estudo chama de bancos resilientes, é necessário primeiro mudar a cultura organizacional da própria empresa. “Os objetivos estratégicos de sua organização precisam estar claros para todo o quadro de funcionários”, aconselha Cook. “Os departamentos precisam colaborar entre si, a inovação precisa ser o centro da cultura da empresa e o gerenciamento de desempenho deve ser baseado em resultados, não apenas em KPIs.”

Isso passa também pela adoção de APIs abertas e pelo estabelecimento de uma arquitetura colaborativa. Segundo Cook, os benefícios das APIs abertas vão além de compliance a leis regulatórias. Elas também podem auxiliar internamente na colaboração entre departamentos ao permitir que informações sejam compartilhadas com mais eficiência entre as equipes, melhorando a coordenação do sistema e o andamento de processos e transações.

Em termos de inovação, os bancos resilientes precisam estar à frente dos outros. Conforme o estudo identificou, uma das maiores forças das fintechs e dos bancos digitais é sua habilidade de agregar para seus clientes ao processar os dados deles em tempo real e ao corresponder às suas necessidades. Os bancos tradicionais ainda estão melhorando essa capacidade, mas aqueles que são resilientes superam os demais na adoção de inteligência artificial (IA), RPA e blockchain. A implementação de IA, por exemplo, é três vezes mais comum em bancos resilientes do que nos outros.

Ao adotar o uso de softwares abertos e novas tecnologias, as instituições financeiras poderão operar com fintechs e bancos digitais quase como um marketplace, em vez de funcionarem isoladamente. Com isso, as empresas podem compartilhar informações por meio de produtos e serviços white label e modelos de parceria. Embora as fintechs possam reduzir o lucro dos bancos em 13%, de acordo com levantamento feito pela consultoria McKinsey, uma possível parceria entre eles aumentaria os lucros bancários de vendas e produtos digitais em 10%, além de uma redução de 30% nos custos operacionais. Nesse aspecto, o estudo da Cognizant identificou que mais da metade dos bancos resilientes fizeram ao menos uma parceria com fintechs nos últimos três anos, e 70% utilizam serviços de outras empresas.

Apesar de ainda dominarem boa parte do mercado, os bancos tradicionais precisam transformar sua cultura, seus processos operacionais e sua infraestrutura tecnológica para se adaptar ao novo cenário econômico. Para isso, eles precisam focar seus modelos operacionais na satisfação dos clientes, mergulhar no modelo de marketplace, utilizar mudanças nas leis regulatórias como um catalisador para mudanças internas, criar uma cultura que priorize a inovação e dar a devida atenção ao blockchain. “Os líderes dos bancos tradicionais precisam aceitar o novo ecossistema de open banking, apostar na inovação, realizar parcerias e aquisições estratégicas e agilizar os processos internos. Isso vai ajudá-los a focar no cliente e a se transformar em bancos resilientes”, comenta Cook.

Alexis concorda: “As instituições financeiras que insistem em operar com barreiras astronômicas para novos clientes, estão ameaçadas e muitas já condenadas ao fim. E uma mudança drástica de mindset do setor atual é necessária para continuar relevante e sobreviver à disrupção”, finaliza o executivo.

Um novo patamar nas relações econômicas e políticas entre Mercosul e União Europeia

Por Andreas Hoffrichter

Depois de nove anos sem a assinatura de um acordo econômico significativo, e após inacreditáveis 20 anos de inércia, o Mercosul assinou em 28 de junho o tão esperado e propalado acordo comercial com a União Europeia. Foi um gol de placa marcado por Brasil e Argentina, que finalmente decidiram jogar juntos e aproveitar o potencial que esse acordo trará aos dois blocos econômicos.

O acordo se baseia no diálogo político, na cooperação econômica e no livre-comércio. Ele precisa ser ratificado pelos parlamentos nacionais dos países membros, bem como pelo Parlamento Europeu. Estima-se que entrará em vigor dentro de dois anos.

O acordo eleva a um novo patamar as relações econômicas e políticas entre o Brasil e a União Europeia. Além disso, sinaliza que os acordos de livre-comércio passam a ser componentes importantes da nova política comercial brasileira, tão necessária para tornar o Brasil um player importante e competitivo no globalizado comércio mundial.

Ele também contribui para o aprofundamento da confiança em bases democráticas e para a garantia da estabilidade da relação entre os dois blocos com um melhor aproveitamento de oportunidades.

Será criada a maior zona de livre-comércio do mundo, com um mercado de 780 milhões de pessoas e um PIB estimado em US$ 20 trilhões, que corresponde a 25% da economia mundial. O Mercosul já é o segundo maior parceiro comercial da União Europeia, com um volume de US$ 90 bilhões em 2018. Por sua vez, a União Europeia é o maior investidor estrangeiro no Mercosul, com US$ 443 bilhões em 2017. No ano de 2018, o Brasil negociou US$ 76 bilhões com a União Europeia e obteve um superávit de US$ 7 bilhões.

Muitas são as vantagens desse acordo, entre elas a facilitação do comércio por meio da redução dos custos dos trâmites de importação e exportação e o trânsito de bens; o anexo automotivo que implica a aceitação mútua de resultados de testes para a avaliação de conformidade; a solução pacífica de conflitos comerciais com agilidade, análise imparcial e técnica; a defesa comercial com maior transparência e previsibilidade na utilização dos instrumentos da Organização Mundial de Comércio; e o desenvolvimento sustentável por meio de compromissos com acordos multilaterais ambientais, que garantem o uso sustentável da biodiversidade e das florestas.

Estima-se uma redução anual de 4 bilhões de euros em impostos nas exportações da União Europeia. No decorrer do tempo, os impostos serão zerados. Atualmente, estão entre 20% e 35% sobre máquinas, 35% sobre automóveis e 14% sobre produtos farmacêuticos. Em até 10 anos, 95% dos impostos sobre os produtos exportados do Mercosul para a União Europeia serão totalmente eliminados.

Considerando a redução das barreiras não tarifárias e o incremento esperado da produtividade, o PIB brasileiro poderá atingir R$ 125 bilhões em 15 anos. O aumento estimado do investimento será de US$ 113 bilhões no mesmo período, enquanto as exportações brasileiras poderão aumentar em US$ 100 bilhões até 2035.

Recentemente, a Organização Mundial do Comércio publicou um estudo demonstrando que, em 2018, o Brasil foi um dos países que mais abriu mercado para produtos estrangeiros, indo na contramão dos outros países que tendem, cada vez mais, a criar medidas protecionistas. A expectativa é que o novo governo continue abrindo o nosso país, expondo-o gradativamente à competição internacional para modernizar os nossos processos industriais e atrair novos investimentos para a nossa combalida infraestrutura. Precisamos criar condições estáveis e em longo prazo, a fim de tornar os investimentos atrativos, além de garantir segurança jurídica aos investidores. Estamos no bom caminho. Este acordo é um grande passo na direção correta.

Andreas Hoffrichter, diretor da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha (AHK Paraná), cônsul honorário da Alemanha em Curitiba e conselheiro de Administração certificado pelo IBGC.

FGTS: sacar ou não sacar?

A partir do mês de setembro de 2019, trabalhadores poderão sacar R$ 500 de cada conta do seu Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), de acordo com calendário anunciado pela Caixa Econômica Federal. Em 2020 também passa a valer o saque-aniversário, por meio do qual os trabalhadores poderão retirar uma porcentagem do seu FGTS no mês do próprio aniversário.

Ao aderir a essa segunda modalidade, o cidadão perde o direito, por dois anos, de retirar o valor integral do fundo se for demitido. Desde o anúncio da medida, trabalhadores em todo o país estão analisando se vale a pena ou não ter acesso ao próprio dinheiro.

“No caso dos R$ 500, o saque é vantajoso para todos os trabalhadores. O dinheiro pode ser usado para quitar dívidas, iniciar uma reserva financeira ou então ser reinvestido, pois existem vários tipos de investimentos que rendem melhor que o do FGTS”, avalia o professor de Gestão Financeira do Centro Universitário Internacional Uninter, Daniel Cavagnari.

O especialista assegura que retirar esse valor não afeta outros usos do FGTS, como o saque integral em caso de demissão — diferentemente do saque-aniversário, que impede que o trabalhador tenha acesso aos valores do fundo pelo período de dois anos.

“Antes de fazer o saque-aniversário, é preciso analisar cada caso. Trabalhadores que estão seguros em seus empregos e possuem reserva financeira para emergências podem retirar seu dinheiro sem medo. Já quem não tem dinheiro guardado e está em um emprego instável, do qual poderá ser demitido, só deve fazer o saque caso realmente precise”, recomenda Cavagnari.

O cenário em que a retirada do dinheiro é mais indicada é para os cidadãos que estão endividados, com juros crescentes incidindo sobre o valor que devem. Para estes, vale a pena fazer o saque-aniversário e quitar as dívidas, sempre lembrando de negociar o valor com o banco. Assim têm uma chance de sair da condição de inadimplentes.