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Seis startups são aceleradas em programa inédito de inovação para a indústria mineira

Finalistas do Programa Mind 4.0, do Sebrae Minas, desenvolvem soluções sob medida para problemas reais de logística e controle de estoques da Vallourec

Seis startups chegaram à final do Programa Mind 4.0, parceria entre a Vallourec e o Sebrae Minas. Lançado em junho do ano passado, o programa estimulou o desenvolvimento de soluções inovadoras para três desafios específicos da Vallourec, relacionados a processos logísticos, de movimentação e controle de estoques. Dentre as 26 empresas inscritas e selecionadas para participarem do programa, as que mais se aproximaram da resolução dos desafios propostos foram a Minas RFID, a Mogai, a Logmax, a M&S, a ODM e a Zara Falcão, todas atuantes no mercado de tecnologia da informação e startups.

As seis finalistas receberam mentorias e orientações para o aprimoramento das soluções propostas, ajustando os projetos às demandas da Vallourec. Os protótipos já foram apresentados à empresa e têm chances reais de serem implementados. “Há uma expectativa de que a empresa feche negócios com startups finalistas”, adianta Márcia Valéria Machado, gerente da Unidade de Indústria do Sebrae Minas.

Das 26 startups inscritas no programa, 13 foram selecionadas para o Bootcamp, momento de imersão em que os candidatos demonstram a capacidade empreendedora, estruturação da empresa no mercado, know-how e criatividade para resolução dos desafios. Das 13, seis foram selecionadas para a fase de desenvolvimento e prototipagem das soluções.

Além de incentivar a criação de soluções inovadoras para problemas reais da indústria mineira, o Mind 4.0 proporciona a inserção de micro e pequenas empresas do estado na cadeia de valor de grandes empresas. “O projeto também estimulou a interação entre esses pequenos negócios e o ecossistema nacional de startups, o que favorece parcerias para atendimento a futuras demandas da indústria nacional”, acrescenta Márcia Valéria.

O Programa Mind 4.0, criado pelo Sebrae Minas, é inspirado no conceito de Indústria 4.0 ou 4ª Revolução Industrial, uma referência ao contexto atual do setor, marcado pelos impactos da transformação digital. O objetivo do programa é estimular a inovação na indústria mineira e, ao mesmo tempo, impulsionar novos negócios para pequenas empresas de base tecnológica.

Inscrições abertas para o Shell Iniciativa Jovem 2019

Jovens empresários do município do Rio de Janeiro já podem inscrever seus projetos no programa de empreendedorismo Shell Iniciativa Jovem. Para participar da seleção, que escolherá inicialmente 80 candidatos para a turma que começa em abril deste ano, é preciso ter entre 20 e 34 anos, ensino médio completo e comprovar residência fixa na cidade. As inscrições devem ser feitas no site www.iniciativajovem.org.br/cadastro/.

Ao longo dos 19 anos de atuação no Brasil, o Shell Iniciativa Jovem já colaborou para o desenvolvimento de mais de 10 mil empreendimentos cariocas. Além disso, ajudou a formar uma Rede de Empreendimentos Sustentáveis que trabalha de forma colaborativa e hoje conta com 256 empresas.

Transformando negócios

A última edição do programa, realizada em 2018, premiou a startup Mancha Orgânica, que realiza pesquisa e desenvolvimento de tintas, pigmentos e corantes vegetais para aplicações diversas, com o objetivo de criar processos e produtos fundamentados em princípios da sustentabilidade, bem-estar e educação ambiental. O projeto, situado na Incubadora de Empresas da Coppe/UFRJ, é idealizado por Martina Pinto.

Sobre o Shell Iniciativa Jovem

O programa busca incentivar a geração de trabalho e renda e ajudar empreendedores a se desenvolverem, formarem redes colaborativas e prosperarem suas ideias, criando soluções criativas para as demandas do mercado de maneira socialmente responsável.

O programa é executado pelo CIEDS (Centro Integrado de Estudos e Programas de Desenvolvimento Sustentável). Os empreendedores que participam desta iniciativa são engajados em atividades conjuntas, como palestras e workshops, que visam aproximá-los e propiciar o trabalho em rede.

Como interagir com milennials

por Helena Lizo, Head de Finanças & People da Revelo

Hábitos e costumes da geração Millennials (nascidos de 1980 a meados de 1990) têm um grande impacto no mundo corporativo. De acordo com um estudo da Bazaar, nos Estados Unidos, eles gastarão mais dinheiro do que qualquer outra geração no país em 2018. Já uma pesquisa da Oracle revela um número impressionante: estima-se que esse valor supere os 3 trilhões de dólares no ano.

Junte isso com a alta adesão às tecnologias e temos a incontestável conclusão de que esse é um nicho valioso para o mercado. Os canais de informação e compra são totalmente diferentes daqueles utilizados em outras épocas. De modo similar, seus padrões de consumo também apresentam mudanças drásticas.

Segundo um levantamento da Trendsity, 64% dos próprios millennials reconhecem que é a geração mais difícil de satisfazer. Pensando em ajudá-los a interagir melhor com os millennials, listo abaixo seis dicas que irão ajudar nesta reflexão.

1. Invista na imagem da marca

Segundo um estudo da Forbes, 60% dos millennials afirmam lealdade às marcas.

A grande diferença para os integrantes dessa geração está nas atitudes, valores e como a marca se relaciona com a sociedade. Nesse sentido, as impressões deixadas pela marca na mente dos consumidores é um grande diferencial. Questões éticas são consideradas no momento da compra, e não apenas o produto ou o serviço em si. A preocupação com a comunidade, os deveres com o ambiente e como a empresa trata seus funcionários são fatores que têm impacto direto na forma de atingir em cheio aos jovens.

2. Foque na qualidade do que você vende

A qualidade do que você vende deve sempre ser prioridade. Isso porque millennials são ativos na internet e certamente divulgarão opiniões acerca do que foi adquirido.

Por isso é muito importante oferecer um bom atendimento ao cliente e suporte. De preferência pelos canais digitais, onde eles se concentram durante a maior parte do tempo. Além disso, 93% geralmente consomem “reviews” sobre os produtos. Acessam o YouTube, o Reclame Aqui! ou outras redes sociais para verificar a qualidade do produto antes de clicar no botão. E 89% acreditam mais nessas recomendações do que nas mensagens de marca. Ou seja, a opinião de outros usuários é muito mais valiosa do que as informações divulgadas por meio de canais próprios, como website, e-mail marketing ou links patrocinados.

3. Crie conteúdo

Uma alternativa encontrada no marketing digital é a criação de conteúdo, estratégia nomeada como marketing de conteúdo. Nela, a empresa cria artigos, ebooks, vídeos e outros materiais para alcançar e engajar os usuários. O conteúdo é responsável por mais de 90% do tráfego na internet, uma tendência que acompanha o crescimento das informações disponíveis no ambiente da web. É necessário planejamento, estudando as principais formas de consumo e as maneiras para dialogar com a audiência segmentada.

4. Interaja

Uma tendência muito valiosa quando o objetivo é atingir os millennials é a humanização das marcas. Pois é, a sua empresa não é apenas uma logomarca bonita sem uma identidade por trás. Esse é o grande motivo pelo qual elas precisam estar nas redes sociais. A presença nestas plataformas permite a interação contínua, não apenas por meio do conteúdo valioso, mas trazendo personalidade à marca. Millennials querem fazer parte da construção da empresa, importam-se com a mensagem transmitida pela marca e sentem necessidade de enxergar uma pessoa do outro lado da tela. Isso gera relacionamento e, consequentemente, confiança e autoridade à empresa.

5. Adote a mobilidade

Essa geração usa o smartphone em casa, no trabalho ou durante os períodos de lazer. Ou seja, há a possibilidade de entrar em contato a qualquer hora do dia.

Nesse sentido, muitas empresas pecam ao não investir em design responsivo ou na utilização dos aplicativos como ferramentas de divulgação. Basicamente todas as suas estratégias digitais devem ser otimizadas para dispositivos móveis. Isso inclui páginas de conversão, conteúdo e website. Millennials têm pressa. Não são eles que precisam se adaptar ao formato fornecido, mas o contrário.

6. Utilize o Big Data

A análise de métricas é um dos mais relevantes meios para atingir a geração da mudança. Talvez a maior vantagem em utilizar a internet para negócios seja o recolhimento de dados. A partir de plataformas de mensuração, é possível ter acesso a informações geográficas, demográficas e comportamentais dos usuários.

Ao compreender como funciona o seu público, é possível personalizar as mensagens e entregar o conteúdo correto no momento mais propício.

Brasil e Israel investem R$ 7,5 mi em projetos conjuntos de pesquisa e inovação desenvolvidos por empresas de ambos os países

A Finep publicou nesta quarta-feira (2) uma chamada pública lançada em parceria com a Autoridade Nacional de Inovação Tecnológica do Estado de Israel (IIA). O objetivo é apoiar projetos conjuntos de pesquisa, desenvolvimento e inovação industrial de empresas de ambos os países. Ao todo, serão investidos até R$ 7,5 milhões nas propostas selecionadas. A iniciativa pretende fortalecer a cooperação econômica, comercial, científica e tecnológica entre Brasil e Israel.

Serão financiadas propostas cujos produtos, processos e serviços resultantes apresentem altos níveis de inovação e risco tecnológico, potencial de comercialização e complementaridade entre as empresas dos dois países. A chamada vai priorizar projetos que se enquadrem em temas como fintechs, nanotecnologia, indústria química, indústria aeroespacial, tecnologias de informação e comunicação, agrotecnologia e gestão de recursos hídricos.

A Finep vai destinar até R$ 3,7 milhões em recursos de subvenção econômica (não reembolsáveis) para as empresas brasileiras aprovadas. Os valores mínimo e máximo solicitados por cada concorrente nacional são, respectivamente, R$ 300 mil e R$ 1 milhão. Os recursos poderão ser utilizados para despesas como equipe própria, obras civis e instalações, equipamentos e softwares, matérias primas e viagens. Pelo lado israelense, a IIA vai investir até US$ 1 milhão nas empresas selecionadas nos projetos bilaterais. As propostas podem ser enviadas até o dia 18 de abril. A divulgação do resultado final está prevista para o dia 30 de agosto.

4 temas que vão liderar a experiência dos clientes em 2019

Em 2018, falou-se muito sobre como as novas tecnologias estão apoiando as empresas a promoverem uma melhor experiência do cliente. Segundo o IDC, a estimativa era de que os investimentos em inteligência artificial chegassem a US$ 24 bilhões em 2018 e a tendência é que isto só aumente. De acordo com a consultoria, os gastos com tecnologia podem triplicar e bater os US$ 77,6 bilhões em 2022.

Para Ivan Preti, arquiteto de soluções da Zendesk, em 2019, mais do que aumentar a satisfação dos consumidores, o uso das tecnologias de atendimento deve expandir para outras áreas das empresas, atendendo também aos clientes internos. “Esperamos um amadurecimento no uso de inteligência artificial para promover a experiência do cliente. A cada ano, aumenta a compreensão das empresas sobre os conceitos de customer centric”, afirma Preti.

Listamos aqui 4 tendências que vão marcar 2019 em diversos setores:

Inteligência Artificial

Cada vez mais os CMOs estão buscando tecnologias de inteligência artificial para otimizar e melhorar as áreas de atendimento ao cliente. Por meio de answer bots é possível entender e sugerir respostas rápidas para as dúvidas mais recorrentes dos clientes. Em 2019, espera-se que essa tecnologia também seja aplicada para os agentes de atendimento, que podem utilizar esse recurso para buscar informações internas. Isto diminui o tempo de espera dos clientes e, consequentemente, aumenta a satisfação do time e dos consumidores.

Autoatendimento

De acordo com um levantamento feito pela Zendesk, em parceria com Opinium, o brasileiro prefere ficar preso no trânsito a ter que falar com o serviço de atendimento ao cliente. Por isso, os clientes procuram cada vez mais resolver os seus problemas sozinhos. Neste contexto, é essencial investir em uma boa base de conteúdo. A proposta é de que seja possível disponibilizar um guia inteligente que responda as principais dúvidas dos clientes e também que seja capaz de entender o sentimento dos consumidores. Desta forma, aprender e sugerir novos conteúdos a serem criados.

Analytics e Business Intelligence

As empresas querem e precisam tomar decisões mais assertivas. A era digital tornou os consumidores mais exigentes e com desejo de terem as suas necessidades mais específicas atendidas. Sendo assim, é essencial que as empresas saibam, não apenas levantar dados, mas também analisá-los. Integrar ferramentas de B.I e Analytics às suas plataformas será imprescindível para quem quer mapear a jornada dos seus consumidores, entender seu comportamento e identificar oportunidades de melhorias.

As análises de dados, aliadas aos bots de inteligência artificial, também permitem uma maior proatividade das companhias. Para os próximos anos, sairá na frente aqueles que forem capazes de prever problemas e solucionar questões antes mesmo de que elas aconteçam. Dessa forma, é possível criar KPIs mais eficientes para medir a satisfação dos clientes, produtividade e qualidade do atendimento.

Cloud Computing

Mais do que adotar soluções de software que operem em nuvem, para 2019 a grande ruptura virá na utilização de ferramentas desenvolvidas na nuvem pública, com plataformas não proprietárias. Fala-se tanto em personalização dos serviços, em atender os clientes pelos canais que eles preferem, mas ainda existem fornecedores de SaaS trabalhando com vendor lock-in. Companhias, sejam elas pequenas ou grandes, também são clientes e querem escolher as plataformas que melhor atendem às suas necessidades.

Ter sistemas abertos de CRM internos e externos, além de reduzir o tempo e custo de implementação, dá mais autonomia às empresas, tornando-as 100% donas dos próprios dados. Além disso, empodera os desenvolvedores e rompe com os silos de plataformas proprietárias.

A batalha dos preços nos marketplaces

Por Ricardo Ramos

Na hora de montar uma estratégia de vendas no ambiente digital, o empreendedor não pode mais ignorar a força dos marketplaces. Conhecido como shopping center virtual, o conceito compreende a disponibilidade de vários vendedores em uma mesma página, competindo entre si pela atenção do consumidor.

Tendência há poucos anos atrás, o marketplace já é uma realidade incontestável para o comércio eletrônico brasileiro, tornando-se uma importante ferramenta de vendas. Segundo dados da ABComm (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico), esse tipo de negócio já corresponde a quase um terço das vendas realizadas por lojistas virtuais no país (31,5%). Em muitos casos, consiste na porta de entrada de empresários que desejam vender seus produtos online.

Contudo, o crescimento das vendas por meio desse modelo negócios contribuiu para a consolidação de uma nova dinâmica de preços em produtos vendidos no e-commerce. A disputa é ainda maior pelo Buybox, posição de destaque na página e. Se para o consumidor é um atrativo poder visualizar diferentes opções de aquisição para o item desejado, para o vendedor é um desafio a mais deixar sua oferta mais atrativa.

Quanto maior o número de lojistas concorrendo pelo mesmo produto, maior será a quantidade de alterações no preço. Isso porque os empreendedores monitoram os valores praticados pelos concorrentes e reagem rapidamente. Uma pesquisa realizada com base nos dados de monitoramento da Precifica, com 2864 brinquedos, entre setembro e outubro de 2018, indica que os vendedores presentes nas últimas posições brigam de forma mais acirrada pelo preço. Eles chegam a modificar o valor quase duas vezes ao dia (1,7), enquanto que os líderes da lista fazem uma alteração a cada dois dias (0,6).

Realizar essas alterações de forma manual toma tempo e, pior, é um processo arriscado que pode comprometer a rentabilidade do negócio e levar a loja virtual à falência. A boa notícia é que existem softwares específicos que realizam o monitoramento e a precificação dinâmica também nos marketplaces, fazendo com que suas ofertas sejam sempre competitivas e, principalmente, lucrativas. Ter uma ferramenta deste tipo é imprescindível em um cenário de intensa competitividade entre as empresas.

Hoje, posicionar sua loja nestes centros de compras virtuais é uma decisão estratégica importante para quem deseja aumentar as vendas. Contudo, não basta apenas inscrever seu e-commerce e começar a vender: é preciso ter um planejamento para enfrentar a concorrência e garantir que suas ofertas sejam notadas pelos consumidores. A melhor forma para isso é justamente a precificação adequada de seus produtos, com o acompanhamento constante e a identificação de oportunidades para aumentar ou abaixar o valor de acordo com a demanda e o estoque. Com preços vantajosos, sua marca sempre estará na lembrança de seu público-alvo.

Ricardo Ramos, CEO da Precifica

10 dicas para manter seu celular seguro no verão

Para muitos, o verão é o período de se desligar da rotina e do trabalho, mas, ano após ano, se desconectar de telefones celulares, tablets e notebooks ficou mais difícil. Para evitar problemas nesta época de descanso, a ESET, empresa líder em detecção proativa de ameaças, compartilha uma série de dicas para manter seu dispositivo seguro:

Faça um backup. Caso tenha um serviço de nuvem, agende o backup para uma semana antes da viagem, pois se o celular cair na água, for perdido na areia ou esquecido em um restaurante, você pode acessar suas fotos, contatos e documentos de qualquer lugar. Além disso, é importante criptografar o conteúdo, usar senhas fortes e ativar o duplo fator de autenticação.

Instale um aplicativo que localize o aparelho em caso de perda ou roubo. Alguns aplicativos, como o ESET Mobile Security, também incorporam recursos antiphishing para impedir o roubo de dados e um filtro para chamadas e mensagens, que impede que usuários indesejados o incomodem nas férias.

Embora você esteja mais exposto, tente não se conectar a redes wi-fi públicas ou inseguras, pois existe a possibilidade de que algum cibercriminoso tente tirar proveito da situação. É melhor providenciar uma conexão VPN ou contratar um modem com roteador wi-fi que forneça a internet para todos os seus dispositivos.

Da mesma forma, se for necessário se conectar ao banco para fazer uma transação ou fazer compras online, faça-o somente a partir de conexões seguras e em páginas que incorporem medidas mínimas de segurança. É possível verificar o certificado de segurança da página clicando no cadeado que aparece antes do endereço web ou verificando se ele possui o S após o “http”.

Procure baixar aplicativos para jogar, comprar ou assistir vídeos nas lojas oficiais e, assim, evite que os cibercriminosos tomem os dispositivos ou roubem informações.

Ao procurar por programas divertidos para o verão, tenha atenção redobrada em ofertas excessivamente tentadoras, já que a promoção pode ser uma farsa. É recomendável verificar a veracidade de qualquer oferta incrível que chegue pelo WhatsApp, por e-mail ou que seja descoberta clicando em um banner de um site desconhecido. É provável que seus dados pessoais e financeiros sejam compartilhados com um cibercriminoso, o que pode resultar em perda de dinheiro e planos de viagens destruídos.

Tente não publicar muitas fotos enquanto estiver longe de casa aproveitando férias, feriados e finais de semana, especialmente em perfis públicos. Isso evita que os ladrões saibam que não há ninguém em casa. E se houver certa regularidade nas publicações nas redes sociais, evite dar muita informação sobre o local onde está.

Se as crianças tiverem tablets ou celulares, certifique-se de que elas fazem uma boa utilização do dispositivo. No verão, geralmente somos mais permissivos, e é por isso que é bom instalar ferramentas de controle parental, que não apenas ajudam a controlar os locais visitados pelos mais jovens ou as horas que passam conectados, mas também se estão sendo vítimas ou cúmplices cyberbullying. Além disso, recomenda-se também aconselhar as crianças a serem cautelosas com suas publicações e as mensagens que enviam.

Mantenha todos os dispositivos em segurança quando estiverem sendo usados. Temperaturas extremas, neste caso calor ou exposição direta ao sol, podem danificar não apenas o dispositivo – especialmente o revestimento, que pode se deformar, e a bateria, que pode ser prejudicada –, mas também pode queimar o usuário. Além disso, procure manter seu celular, caso não seja à prova d’água, longe de piscinas e mar, para evitar o contato com a água, que pode dafinicar o equipamento de forma irreversível.

E como um último conselho, use o seu celular ou laptop o mínimo possível. De acordo com pesquisa da empresa internacional We Are Social, o brasileiro gasta em média 3 horas e 39 minutos conectado às redes sociais todos os dias. O comportamento de ficar com os olhos fixos no celular gera riscos para a saúde, como vermelhidão, fadiga ocular ou sintomas de olhos secos e miopia. O verão é o melhor momento para os olhos descansarem.

Com o boom de robôs e da Inteligência Artificial, como se preparar para o novo mercado de trabalho?

Por Cassiano Maschio

Desde que estreitamos o relacionamento com a tecnologia, as dúvidas em relação ao quanto ela irá impactar no mercado de trabalho permeiam em rodas de conversa e na mente de muitas pessoas. O que acaba, o que se renova, quais oportunidades surgirão?

Ao mesmo tempo que algumas profissões ficam obsoletas e outras precisam ser adaptadas, é certo que muitas outras serão criadas – isso já está acontecendo! Pensando nesse cenário, é preciso que os profissionais estejam atentos e preparados para uma nova era. Compartilho, então, algumas dicas para se prepararem para esse novo momento:

1) Planejamento pessoal:

Você pode estar em alguns momentos de sua carreira:

Estudantes e jovens que estão no início da vida profissional, e em busca de uma carreira, devem analisar bem a escolha do curso e especialização, entendendo o momento de cada profissão. Segundo estudos, algumas delas – antes tradicionais e com boas oportunidades – estão em xeque e se não irão desaparecer, tendem a demandar uma completa adaptação do formato de trabalho. São alguns exemplos: assistente jurídico, analista de riscos, analista de investimento, headhunter, piloto de avião, anestesistas, engenheiro de software, contadores e auditores.

Profissionais que já estão no mercado ou buscam reposicionamento devem se reciclar para atender às novas exigências e não perder espaço. A melhor forma para isso é por meio de cursos, que permitem trocar conhecimentos e se atualizar sobre as tendências da área.

2) Dicas para uma carreira de sucesso:

Quando pensamos em cursos, é importante buscar aquele que fuja do óbvio e do tradicional, e que agregue valor à atuação no mercado de trabalho, capacitando-o e ajudando-o a desenvolver novas habilidades. As empresas querem profissionais preparados e antenados com o que está acontecendo à sua volta. Uma dica: cursos de música, artes e design ajudam no lado criativo das pessoas e proporcionam uma visão “fora da caixinha” para determinada função.

Pesquise profissões com melhores perspectivas e menos riscos de desaparecerem. Busque funções que usem criatividade e inovação.

Tenha uma visão sistêmica de mercado, negócio e operação – o que é importante para qualquer função. Mesmo o especialista tem que entender que faz parte de uma engrenagem e precisa estar atento ao todo, ao resultado global.

3) A tecnologia é feita por pessoas para pessoas. Algumas áreas em alta:

Chatbots e Inteligência Artificial – há uma gama de profissões que podem aproveitar o boom dessas tecnologias. Os robôs de atendimento estão cada vez mais precisos em suas respostas. Isso se dá por meio de tecnologias de processamento de linguagem natural e de machine learning. Por isso, profissionais de comunicação e letras têm uma nova possibilidade para explorar.

Direito Digital – O compartilhamento e uso de dados é uma realidade para que empresas se aproximem cada vez mais de seus consumidores. As novas leis para o controle dessa prática têm mostrado a necessidade de pessoas especializadas. Tudo é muito novo nesse segmento! Com isso, advogados e estudantes de direito têm um caminho de muitas oportunidades e desenvolvimento nesse setor.

Designer – Especialista em UI e UX: Aqui, temos o especialista em User Interface (interface do usuário) e em User Experience (experiência do usuário). Em um mercado competitivo, as marcas buscam diferentes formas de se destacar, e o site da empresa faz parte disso. Logo, especialistas no desenho e desenvolvimento de canais digitais inovadores são muito procurados. Profissionais de Design Gráfico, Design de Games, Publicidade e Propaganda e Comunicação e Multimeios ganham força e espaço.

É preciso compreender que a necessidade de mudança não está somente em cima dos negócios – os indivíduos também precisam se adaptar à uma disrupção muito rápida do mercado de trabalho. A reciclagem profissional se tornará cada vez mais importante, assim como o mix de habilidades necessárias para uma mudança de carreira bem-sucedida.

Cassiano Maschio, Diretor Comercial da Inbenta, empresa que auxilia o relacionamento online das marcas com seus clientes.

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Consumidor gasta mais na Black Friday do que no Natal

A Linx, líder e especialista em tecnologia para o varejo, acaba de divulgar o valor médio gasto pelo brasileiro no varejo físico durante o Natal de 2018. De acordo com o levantamento, o consumidor desembolsou R$ 212,09 em lojas dos segmentos de moda, food service e big retail, que engloba lojas de departamento e home centers, por exemplo.

O estudo, que compreende as compras feitas no varejo físico entre os dias 21 e 24 de dezembro, aponta que o ticket médio do Natal foi inferior ao valor gasto na Black Friday deste ano, que foi, em média, de R$ 279,27. Segundo especialistas da Linx, a famosa sexta-feira de promoções tem se estabelecido como uma data em que há um represamento nas compras e o usuário fica de olho em itens para si mesmo, enquanto o Natal é mais voltado para investir em presentes para amigos e familiares.

“O consumidor aproveita a Black Friday para as compras de maior envolvimento, com grande aumento no volume de eletroeletrônicos e linha branca. Já o Natal eleva sobretudo categorias de menor preço médio, como vestuário e cosméticos”, explica Daniel Zanco, diretor de Ofertas para o segmento de Moda na Linx.

O jurídico das empresas tem espaço para a inovação?

Por Luiz Felipe Tassitani

Em um momento onde falamos muito sobre inovação, pensamento disruptivo, mudança de mindset, questiono se os departamentos jurídicos das empresas estão preparados para absorver todas as possibilidades geradas pela tecnologia no mercado jurídico.

A inovação no departamento jurídico é medida que se impõe e a expansão no mercado de LAWTECHS, especialmente após a implantação do processo eletrônico no Brasil, vem demonstrando que estamos caminhando para o uso da tecnologia no mundo jurídico.

Para quem não sabe, as lawtechs ou legaltechs são abreviação de Legal Technology – law (advocacia) e technology (tecnologia), são empresas que desenvolvem soluções para facilitar a rotina dos advogados, conectar cidadãos ao direito e mudar a forma de atuação do Poder Judiciário.

Assim como as fintechs – financial (finanças) e technology (tecnologia) – fizeram com o setor financeiro e bancário no Brasil, as lawtechs já revolucionam o mercado jurídico.

No Brasil, em 2017, foi criada uma entidade congregando as empresas que desenvolvem tecnologia e inovação na área jurídica, a Associação Brasileira de Lawtechs e Legaltechs (AB2L).

O objetivo desta entidade é apoiar a inovação integrando profissionais da área tecnológica e jurídica, além de produzir estudos e pesquisas que forneçam informação relevante ao mercado e atuar junto à administração pública para estimular a adoção de novas ferramentas e tecnologias.

Pesquisa recente produzida pela AB2L mostrou que 95% dos escritórios de advocacia estão abertos às inovações que solucionem seus problemas e 62% já procuram serviços customizados de tecnologia.

Recentemente, em São Paulo, foi inaugurada a Future Law Innovation Center, com foco nas lawtechs, startups de tecnologia com atuação no campo do direito. O centro é o primeiro a ser patrocinado pela Thomson Reuters na América do Sul, mas existem outros seis centros de inovação apoiados pela empresa e espalhados pela Ásia, Europa e Estados Unidos.

Ainda teremos muitos desafios pela frente, visto o tradicionalismo da nossa profissão, ou mesmo a cultura da empresa, mas é fundamental que os gestores já estejam alinhados com as novas possibilidades.

A tecnologia a serviço do direito

Problemas que antes era difíceis de serem solucionados, ficaram no passado, ultrapassados pelos avanços da tecnologia. Um bom exemplo disso são as revelias causadas pelo recebimento de citações em filiais ou lojas das grandes empresas.

Hoje, já é possível contratar um sistema que monitora, 24 horas por dia, a distribuição de ações nos Tribunais brasileiros. Com é possível ter ciência da demanda antes mesmo do recebimento da citação, permitindo uma análise mais detalhada para realizar uma boa defesa ou acordo, além de extinguir as revelias, uma imensa fonte de problemas para departamentos jurídicos e escritórios de advocacia.

Para a maioria das empresas localizadas nos grandes centros, o caso acima não é novidade, mas a oferta de produtos e serviços é muito ampla. Veja:

· Resolução de conflitos online: serviços que oferecem mediação, negociação e arbitragem de acordos online;

· Analytics e jurimetria: plataformas que oferecem estatísticas e análise de dados no setor jurídico;

· Automação e gestão de documentos e informações: softwares que automatizam documentos jurídicos e fazem a gestão do ciclo de vida de contratos e processos.

Tenho claro que o trabalho na área do direito será fortemente impactado pela tecnologia nos próximos anos e os advogados terão que se adaptar à nova realidade para encontrar novas oportunidades.

Parodiando o naturalista britânico Charles Darwin:

Sobreviverão os mais adaptáveis!

E você? Já está preparado para a nova realidade?

Luiz Felipe Tassitani, advogado sênior na Sompo Seguros S/A.

Emprego é desejo para 78% dos brasileiros em 2019, segundo a Catho

Mais um ano se inicia e com ele aquela lista de promessas para serem cumpridas ao longo dos próximos meses: procurar um novo emprego, começar a frequentar a academia, comprar um imóvel, realizar um investimento ou até mesmo, investir em educação. Segundo dados levantados pela Catho, realizada com mais de 5 mil respondentes, 78% das pessoas estão realmente em busca de um novo emprego, enquanto 27% afirmam que 2019 será o ano em que irá focar em ter mais qualidade de vida.

Considerando que a chave para realização das promessas está atrelada à empregabilidade, outras metas também se apoiam no desejo pelo o novo emprego, dentre elas: 17% deseja começar um novo curso profissionalizante, 16% quer começar a se exercitar, 14% estudar um novo idioma e 8% investir em viagens.

Para a assessora de Carreira da Catho, Luana Marley, fica claro que com a chegada do ano novo as pessoas se sentem mais encorajadas a tomarem algumas decisões. “A maior dificuldade encontrada é manter o estímulo ao longo dos meses. Para isso, é necessário que esse profissional esteja sempre mantendo a chama acesa. Mesmo sem certezas, a busca por novas oportunidades de trabalho, por meio do envio de currículos, deve ser contínua. Diante de uma boa oportunidade, a chance dele se encorajar é muito maior”, afirma a profissional.

Dentre os impedimentos para a realização dos projetos, 58% das pessoas afirmam que atribui o insucesso das metas ao fato de não possuir um emprego, enquanto 37% à falta de dinheiro. Inclusive, ganhar mais também foi observado como uma dos desejos dos brasileiros, uma vez que o dinheiro é um dos bens indispensáveis para boa parte das promessas.

Diferentemente do cenário de desemprego, para aqueles profissionais empregados, as maiores barreiras para trocar de emprego está atrelada ao medo. Segundo dados da Catho, 38% atribuem à grande concorrência do mercado, enquanto 22% não sentem que têm um currículo competitivo; 13% têm receio de perder a estabilidade e 11% realmente têm medo de arriscar.

Campanha “Promessas”

Pensando em transformar promessas e desejos em metas concretizadas, a Catho lança hoje, 2, a campanha “Promessas”, com o propósito de estimular a busca por emprego, um dos caminhos para conseguir ter mais tempo e dinheiro para realizar os desejos. Usuários que se cadastram pela primeira vez na plataforma têm direito a 30 dias de gratuidade para pesquisar e se candidatar às vagas e pessoas com deficiência, com laudo, abrangidas pela lei de cotas, podem utilizar o site gratuitamente.

GFS Software é primeira empresa da América Latina a adotar servidor IBM z14-ZR1

Há três décadas trazendo ao mercado soluções de infraestrutura para mainframes, a GFS Software resolveu mostrar mais uma vez que a inovação começa dentro de casa. Para isso, atualizou seu próprio laboratório de desenvolvimento e tornou-se a primeira empresa da América Latina a utilizar o servidor IBM z14-ZR1, um equipamento capaz de oferecer tanto uma alta capacidade de processamento quanto mais segurança à operação.

Os recursos trazidos pelo servidor da IBM se alinham não só com as demandas internas da GFS como também com seu modelo de negócios no Brasil. “Nosso core é desenvolver softwares de infraestrutura com tecnologia IBM. Assim, nada mais justo do que manter a nossa própria atualização tecnológica em dia para refletir esse compromisso com nossos clientes. O lançamento do z14-ZR1 atende essa necessidade ao permitir que tenhamos mais autonomia e agilidade na hora de criar novas produtos”, explica Guilherme Figueiroa, CEO da GFS Software.

Segundo o executivo, a aquisição da máquina faz com que a equipe de desenvolvimento da GFS possa ter uma visão mais real – e prática – da aplicação de suas soluções do que em um ambiente virtual. Para a empresa, outra vantagem de se trabalhar com o hardware físico é sua flexibilidade e mobilidade quando comparado a opções virtuais ou simuladas. A ideia é que, com o IBM z14-ZR1, os programadores tenham total interação com os dados, evitando quaisquer barreiras artificiais no processo.

Como a GFS atende os principais bancos, empresas de telecomunicações e órgãos públicos do país, segurança também é um tema de alta importância para seus negócios. No caso de alguns desses clientes, fazer o tratamento de dados exige que a desenvolvedora de softwares para mainframe ofereça uma camada extra de segurança. Com a necessidade de se pensar na proteção dessas informações de ponta, a criptografia nativa trazida pelo servidor da IBM se torna um grande diferencial para os negócios.

Fazendo mais com menos

Adquirido em maio e instalado em julho de 2018, o z14-ZR1 tem feito mais do que potencializar os negócios atuais e ampliar o leque de opções futuras para o portfólio da empresa: ele também já vem fazendo diferença nas contas da GFS Software. “A máquina é menor fisicamente, metade do tamanho da anterior. Fizemos alguns cálculos e o resultado da atualização foi uma economia direta e bastante expressiva no gasto de energia com o equipamento – mantendo a mesma capacidade e memória do antigo servidor”, conta Daniel Simis, técnico responsável da GFS Software.

“Para nós, é muito gratificante podermos ajudar um parceiro de longa data em mais uma etapa de sua transformação digital. Acreditamos que, com o IBM z14-ZR1, a GFS poderá continuar a oferecer a última palavra em tecnologia para os seus clientes, ao mesmo tempo que usufrui de uma maior capacidade de processamento e de recursos avançados de segurança e criptografia”, afirma Felipe Garcia, gerente de vendas para Systems Hardware da IBM Brasil.

Empresas podem e devem pensar além de empregos e impostos e precisam procurar soluções para questões sociais

Por Claudia Buzzette Calais – diretora-executiva da Fundação Bunge

O ser humano tem um potencial incrível para transformar, mas muitos ainda são céticos em relação a isso. Na minha atuação no terceiro setor, primeiro na formação de comunicadores populares (lideranças comunitárias, comunidades rurais, jovens e donas de casa) na região metropolitana de Vitória e interior do Espirito Santo, e, há 17 anos, à frente da Fundação Bunge, que coordena projetos educacionais e de desenvolvimento territorial em várias regiões do Brasil, tenho percebido que o maior desafio é conscientizar as pessoas e as empresas envolvidas sobre o valor do indivíduo como agente transformador.

A questão é que muito do que deveria ser considerado uma tarefa para a razão humana, como o espírito colaborativo e a solidariedade, tem perdido espaço para a cultura do individualismo. A falta de empatia, esse exercício de se colocar no lugar do outro, tem nos distanciado e diminuído a cooperação, seja no campo político, no mundo corporativo ou no nosso dia a dia enquanto cidadãos. Apesar disso, sempre acreditei que o relacionamento e a comunicação são caminhos certeiros para trazer a consciência de cidadania e reconhecer o outro como capital humano. Questões como estas nos ajudam a refletir sobre estratégias e modelos de negócios sociais.

Durante meu envolvimento com ações sociais nas comunidades capixabas, compreendi que a inquietação e a busca pelo novo são a base para qualquer compromisso social. Para mudar, precisamos assumir o protagonismo nas ações e nos responsabilizar por elas. Empresas, instituições e governos são feitos por pessoas e, principalmente, por suas decisões e ações. Por isso, em 2011, encorajei-me a aceitar o desafio de assumir a direção dos projetos da Fundação Bunge, hoje considerada uma das principais instituições sem fins lucrativos do Brasil.

O nosso primeiro desafio na área de projetos sociais (nosso porque a iniciativa envolveu todos os colaboradores e porque Responsabilidade Social é um trabalho coletivo) foi buscar maior interação entre as ações sociais que a instituição desejava desenvolver e as atividades de negócios da empresa mantenedora (Bunge Brasil, empresa atuante no setor de agronegócios e alimentos). Foi preciso analisar os impactos da chegada dos novos empreendimentos à territórios onde havia demanda por infraestrutura e serviços e traçar ações que convertessem impactos em oportunidades para a população local e para o negócio. Precisávamos investir e desenvolver o conceito de valor compartilhado.

Criamos um programa que visa orientar o investimento social privado de forma articulada e conectada com as comunidades a partir de ações planejadas e baseadas em diagnósticos e da criação de um plano de gestão integrada, envolvendo a empresa, o município, sociedade civil e entidades. Com diversos setores envolvidos, desenvolvemos uma agenda comum de trabalho pautada pelo diálogo e pela atuação partilhada, utilizando expertises das diversas partes nas soluções dos desafios em comum e fazendo jus ao nome da iniciativa: Comunidade Integrada, um dos principais programas sociais da Fundação Bunge. Atualmente desenvolvido em sete municípios de três estados brasileiros, beneficiando direta ou indiretamente milhares de munícipes.

Desde então, o diagnóstico das demandas sociais e ações para estimular a participação popular em projetos sociais têm sido o nosso maior desafio, pois, para cada caso existe um caminho diferente a ser seguido. Em comunidades do interior do Pará, por exemplo, onde pretendíamos oferecer cursos de capacitação para melhoria do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), foi preciso, primeiro, enfrentar um desafio muito mais grave: a exploração sexual infantojuvenil. A pobreza extrema e a falta de oportunidades são os principais fatores que levam à violação dos direitos de meninos e meninas no Brasil, mas, neste caso, além destes motivos, constatamos que, para uma grande parcela dos moradores dessas regiões, a exploração sexual de crianças e adolescentes não era percebida como de igual gravidade aos demais pontos citados.

Além de um trabalho de conscientização, foi necessário o apoio a políticas públicas, fortalecendo instâncias do poder público focadas na proteção da criança e do adolescente e ações voltadas à criação de oportunidades sociais, econômicas e culturais para as comunidades. Outra ação desenvolvida foi o treinamento de caminhoneiros e aquaviários como multiplicadores dos direitos da criança e do adolescente, uma vez que as regiões atendidas contam com grande fluxo de transporte fluvial de carga e de pessoas. Eles foram os responsáveis por compartilhar os ensinamentos recebidos com o objetivo de ampliar a rede de proteção, agentes transformadores.

Além disso, foi possível implementar programas de empreendedorismo, desenvolvendo novas cadeias de geração de renda que contam com a biodiversidade local, e os cursos de capacitação, atualmente voltados para jovens e mulheres que atendem às demandas do mercado local.

Já na cidade de Rondonópolis, no interior do Mato Grosso, estamos lidando com os desafios da formação e inclusão de jovens e pessoas com deficiência no mercado de trabalho.

Um diagnóstico do território nos trouxe o desafio: do cumprimento de duas importantes leis para inclusão (Lei da Aprendizagem, que determina que todas as empresas de médio e grande porte devem contratar de 5% a 15% de jovens entre 14 e 24 anos; e a Lei para PCDs, que garante a inclusão no mercado de trabalho de pessoas com algum tipo de deficiência). Neste caso, a Comunicação entre diversos setores do município está sendo primordial para a formação de uma Rede de Trabalho na qual as ações são pensadas, construídas e implementadas em conjunto. O primeiro passo, antes de oferecer cursos e oportunidades à comunidade, é sensibilizar os principais agentes de transformação nesta iniciativa: o empresariado, o poder público, instituições e associações do município. Mais de 30 instituições, entidades e empresas já estão envolvidas neste projeto.

O programa Comunidade Integrada é uma prova de que dar vez e voz à comunidade funciona e traz resultados importantes para os programas sociais e os negócios. As comunidades e as empresas fazem parte de um mesmo processo e é muito importante que o mundo corporativo entenda o seu papel na sociedade e a sua função de agente de transformação. Por outro lado, também é preciso que a comunidade se associe na busca do desenvolvimento econômico e bem-estar social. Costumo dizer que só é possível construir o futuro com atenção ao passado e ações responsáveis no presente. É preciso ter capacidade de leitura de cenários! As empresas podem e devem pensar além de empregos e impostos e precisam propor soluções para questões sociais porque a busca destas soluções também passa pelo enfrentamento de seus problemas. O poder público, por sua vez, deve fazer parte deste processo e a sociedade exercer o seu papel de fiscalização.

Precisamos urgentemente assumir o nosso protagonismo e pararmos de nos esconder atrás de branding e cargos. Não existem empresas, diretores e CEOS. O que existem são pessoas que definirão por meio de seus atos e ações como serão as empresas, os diretores, os CEOs e a sociedade. A decisão está nas mãos de cada um.

3 dicas para conquistar novas metas profissionais em 2019

Especialista aponta qual o melhor caminho para uma vida profissional de grandes resultados
Com o fim do ano se aproximando, muitas pessoas já começam a definir novas metas profissionais para 2019. Traçar um plano de carreira, porém, requer boa dose de autoconhecimento, uma vez que é fundamental entender os objetivos que vão fazer sentido para sua vida. Pedir aumento, ser promovido ou conseguir um novo emprego são metas válidas. Mas, pensar no que você quer para o próximo ano vai muito além disso.

Uma pesquisa realizada pela empresa de Consultoria ETALENT, com o apoio do site de recrutamento Catho, constatou que 55% das pessoas que afirmam possuir um plano de carreira se sentem felizes ou muito felizes com suas vidas profissionais.

Por outro lado, dos que não tem um planejamento, apenas 33% se declaram profissionalmente felizes. “Por isso é tão importante sair da zona de conforto e pensar onde você deseja chegar realmente”, explica Fernando Pacheco, diretor executivo da Penser e autor do livro O Caminho dos Líderes.

Para ajudar as pessoas a traçar as novas linhas da vida profissional, Pacheco aponta algumas dicas fundamentais:

1 – Comece analisando suas conquistas e quais rumos sua carreira tomou. “Muita coisa pode ter mudado em um ano, incluindo prioridades e tarefas que você gosta de realizar diariamente. Reflita se o seu plano de carreira continua o mesmo e, se não for o caso, trace novos objetivos”, comenta. A partir daí, é possível planejar com mais clareza as estratégias que serão adotadas.

Outra coisa importante é definir metas possíveis de serem alcançadas, para que o crescimento seja sólido e você não se sinta frustrado. “Pode ser a aprovação em algum teste para sua área profissional ou economizar dinheiro para começar um negócio. Varia de acordo com cada objetivo, mas independentemente do que você deseja conquistar, é indispensável incluir a capacitação em seus planos”, afirma Fernando.

Diversas empresas já disponibilizam cursos online e gratuitos de ótima qualidade – com certificação no final. Para quem pretende investir um pouco mais, uma pós-graduação ou MBA em sua área de interesse são ótimas opções. Aprender uma nova língua ou aprofundar conhecimentos sobre um determinado idioma também pode ser algo útil. Seja para conseguir um emprego ou abrir sua própria empresa, capacitação pode te colocar um passo a frente dos demais.

2 – Em tempos cada vez mais tecnológicos, não deixe de lado as suas redes sociais – como Facebook, Instagram e Linkedin. Elas podem ser fundamentais para desenvolver sua rede de contatos (networking) e fazer negócios.

“Não se esqueça de pesquisar informações atuais sobre seu mercado de trabalho e descobrir qual é o real cenário do seu setor de atuação. Conhecer os potenciais da sua área, cargos e média salarial ajudará na hora de escolher qual rota seguir”, informa o diretor da Penser.

3 – Um profissional especializado também pode ajudar a traçar objetivos e definir metas. Porém, antes de contratar um coaching ou mentor, é recomendável pesquisar e buscar referências entre seus conhecidos.

“Pensar em carreira não é coisa apenas de grandes executivos e nem se resume a conseguir um salário melhor. Passa por exercícios de autoconhecimento, definição de metas e reflexão sobre quais objetivos deseja-se atingir – mesmo que eles sejam diferentes do ano que passou”, finaliza.

Mitos e verdades sobre a rede móvel 4G

A rede de quarta geração já é bem consolidada no Brasil, mas ainda existem dúvidas sobre o uso do 4G, velocidade, conexão etc. A TIM, líder em cobertura em todo o País, com mais de 3.200 cidades, fez um levantamento com os principais mitos e verdades para esclarecer todas as dúvidas sobre a tecnologia. Confira!

Um aparelho 4G funciona também como 3G ou 2G?

Verdade. Assim como os chips 3G funcionam em celulares 2G, os 4G funcionam nos aparelhos 3G. Em termos de compatibilidade não há qualquer impedimento entre as tecnologias. No entanto, para ter a experiência 4G o usuário precisa de aparelho e chip compatíveis com a tecnologia de quarta geração, além de estar em uma área coberta. A TIM cobre, atualmente, 3.278 cidades em todo o País, liderando a cobertura da tecnologia de quarta geração.

Internet 4G é mais cara do que 3G?

Mito. Atualmente, as operadoras oferecem o serviço de internet com base na franquia de dados contratada, independentemente da tecnologia utilizada.

É impossível fazer ligações pela rede de quarta geração?

Mito. A ligação via rede 4G é feita através da tecnologia VoLTE (Voice over LTE), e tem qualidade superior a chamadas realizadas pela rede 2G ou 3G. A funcionalidade traz alta definição de voz, maior estabilidade dos serviços, redução do consumo de bateria e maior velocidade no estabelecimento das chamadas.

A TIM já disponibiliza o VoLTE para os clientes pré e pós-pagos em mais de 2.550 municípios brasileiros, englobando todas as capitais. O acesso à tecnologia depende de um smartphone compatível e da atualização do sistema operacional para a versão mais recente. Inclusive a TIM foi a única certificada pela Apple a liberar a tecnologia aos clientes que utilizam iPhone. Os consumidores poderão conferir no site a lista completa de modelos compatíveis, as cidades onde a funcionalidade está disponível, além de esclarecerem suas dúvidas sobre a tecnologia. Clientes pré, pós, controle e corporativos das cidades já contempladas têm acesso ao serviço.

A frequência de 700MHz, liberada em algumas cidades após o desligamento do sinal analógico da TV, melhora a qualidade do 4G?

Verdade. A faixa de 700Mhz permite melhor cobertura em ambientes indoor, como shoppings, garantindo maior qualidade de navegação aos usuários. Atualmente, a TIM lidera a oferta da rede de quarta geração nesta frequência, em mais de 1.280 cidades, incluindo todas as capitais. Até 2020, a empresa pretende chegar a mais de 4 mil municípios com sua rede 4G, alcançando 96% da população urbana, ativando a tecnologia na faixa de 700Mhz em todas essas localidades. A TIM foi pioneira na implantação da faixa de 700Mhz.

Todos os smartphones 4G comprados no exterior funcionam normalmente no Brasil?

Mito. O aparelho precisa ser homologado pela Anatel e compatível com a frequência utilizada pela operadora, já que não há um padrão universal para a banda 4G.

É possível utilizar o 4G de uma operadora brasileira no exterior?

Verdade. Para navegar na rede 4G fora do Brasil, o cliente precisa ter um aparelho compatível com a frequência do país visitado e um chip da tecnologia de quarta geração. No caso da TIM, por exemplo, ao solicitar a ativação dos pacotes de roaming, é possível navegar nos seguintes países: Alemanha, Áustria, Bélgica, Canadá, Estados Unidos, Espanha, França, Holanda, Itália, Noruega, Reino Unido, Romênia e Suíça.

A principal diferença entre a rede 4G e a 3G é a velocidade?

Verdade. O 4G foi criado com foco na experiência de dados. Por conta disso, houve uma melhoria significativa em sua construção e desenvolvimento, com o objetivo de oferecer qualidade, velocidade e maior penetração dos usuários a sua rede. A rede de quarta geração também possui menor latência – tempo em que os dados saem de um ponto para outro, como no envio de um e-mail, por exemplo – melhorando consideravelmente a qualidade e a velocidade da internet.

Até mesmo as chamadas de voz no 4G são realizadas através de uma rede de dados (pacotes) com a tecnologia VoLTE, permitindo também desempenho superior ao serviço de voz 3G.

A velocidade da internet móvel no Brasil está muito abaixo da internet fixa?

Mito. A rede 4G, dependendo da velocidade que o usuário possui em casa ou na empresa, pode superar a velocidade da internet fixa. Esta vantagem só não ocorre quando a internet fixa é entregue por fibra óptica. Em locais afastados e de difícil acesso para a chegada de infraestrutura, como na ilha de Fernando de Noronha (PE), por exemplo, a rede móvel tem velocidade superior à rede fixa.

Quando o 5G chegar ao Brasil vai extinguir o 4G e 3G?

Na verdade, as tecnologias são complementares e não deixarão de existir. O 4G foi o primeiro passo para a preparação de novas soluções e o desenvolvimento da internet das coisas, em que objetos se conectam e compartilham informações entre eles. Além disso, no futuro, também será por meio desta rede que haverá uma interação direta com o wi-fi, melhorando a velocidade de transmissão de dados e conectividade dos aparelhos em geral.

Como a busca personalizada influencia a decisão de compra no e-commerce

Por Alan Prando

Aumentar o mix de produtos no e-commerce não garante que o consumidor comprará mais. Pelo contrário, diante de tantas alternativas, ele pode se sentir perdido, paralisado e, assim, não efetivar a compra.

A explicação é psicológica. O nome que se dá ao processo ocasionado por uma grande quantidade de opções é choice overload (ou sobrecarga de escolha). Isso significa que, a partir de um determinado número de itens, a pessoa pode ficar impaciente e se sentir incapacitada para tomar uma decisão.

Oferecer um portfólio amplo é essencial para atender clientes com gostos e necessidades diferentes. Porém, quando eles se deparam com milhares de itens, a satisfação pode ficar comprometida. O consumidor online é exigente. Ele quer agilidade para encontrar o que procura. Imagine, por exemplo, uma pessoa que está procurando um notebook. Com vários modelos, de diversas marcas e com funções semelhantes no mercado, a decisão ficará ainda mais complexa.

Por isso, é fundamental investir na experiência do cliente, fazendo com que ele se sinta único, exclusivo. A solução é diminuir estrategicamente as alternativas, por meio da busca personalizada. Esse recurso traz benefícios, como:

-Reduz o esforço para encontrar os produtos e tomar a decisão de compra;

– Apresenta apenas o que é relevante para o consumidor;

– Proporciona uma experiência positiva;

– Atinge clientes mais maduros.

Com esse tipo de ferramenta, ao fazer uma pesquisa no site, o usuário não recebe apenas resultados relacionados aos termos digitados. O e-commerce também faz a recomendação de produtos, com base no perfil, histórico de navegação e interesses do usuários – dados que o sistema já rastreou e armazenou anteriormente.

Desta forma, os resultados da busca são totalmente personalizados para cada usuário e as opções se limitam aos produtos que ele está mais propenso a adquirir. Tudo isso facilita a escolha e aumenta as chances de conversão.

Clientes que utilizam a pesquisa interna do e-commerce geralmente estão mais maduros para comprar, pois já sabem o que estão buscando. Eles apenas precisam comparar e avaliar as alternativas que a loja oferece. Por isso, a experiência da busca personalizada é tão determinante para garantir a satisfação e gerar a conversão.

Alan Prando, CTO e cofundador da Biggy, plataforma especializada em Big Data e Inteligência Artificial, com foco em personalização e recomendação de e-commerce.

Estabeleceu uma meta difícil em 2018? Saiba como atingi-la em 2019

Você se colocou uma meta ambiciosa, muito além das suas expectativas em 2018, e não conseguiu cumprir? Percebeu que depois de algum tempo sua determinação diminuiu e o sentimento de desmotivação e desânimo tomou lugar da empolgação que existiam no começo? Leia com atenção o post de hoje!

Se existe um senso em comum a respeito de completar metas durante um ano é que sem um planejamento, dificilmente a pessoa tem êxito. No entanto, para atingir os seus objetivos é preciso defini-los. Não basta simplesmente dizer “eu quero” e esperar que se realize. Tem a ver com um processo que começa com um desejo de alcançar e termina com persistência e objetivo alcançado.

Durante esse caminho, existem alguns passos fundamentais que devemos cumprir para realizar as metas com sucesso:

1. Defina metas que o motivem

Quando se pensa em meta é importante que ela te motive. Isso significa garantir que existe um propósito para você cumpri-la e que será importante alcançá-la. Se há pouco interesse no resultado, as chances de se concretizar são mínimas.

Depois de definidas quais metas você deseja alcançar dentro do ano, estabeleça para cada uma delas um plano individual. Atenção: não confunda meta com plano de ação para alcançá-la. Meta é o objetivo e, para cada um destes objetivos, você deverá traçar um plano para alcançá-lo.

2 – Estabeleça o plano com etapas a serem cumpridas de curto, médio e longo prazos

Cumprir metas exige comprometimento, portanto, para aumentar a chance de sucesso é necessário ter um senso de urgência e uma atitude de “devo fazer”.

Coloque no papel as etapas que o levarão ao cumprimento de suas metas, detalhe suas datas de conclusão e tente alcançá-las sem risco de adiar. Realizar as pequenas tarefas ao longo do caminho o motiva a ganhar impulso e incentivo.

3 – Foco para realização de um objetivo por vez

Uma pessoa fica facilmente sobrecarregada quando se concentra em várias tarefas e informações numa mesma época. Com a falta de foco é menos provável que se cumpra qualquer dos objetivos propostos, principalmente se eles exigem um forte esforço emocional ou mental.

4 – Estabeleça metas atingíveis

Tenha certeza que é possível atingir as metas que definiu. Muitos profissionais estabelecem objetivos difíceis de atingir e se frustram. Sendo assim, definir o caminho requer autoconhecimento e uma autoavaliação sincera.

5 – Tenha foco, consciência e rotina

Rotina e hábitos são a dupla perfeita para se alcançar as metas. Ao definir uma rotina é interessante acompanhar o progresso ao longo do tempo e tomar consciência sobre os próximos passos.

6 – Mantenha a ansiedade sob controle

Aqui vale uma observação importante: nem sempre tudo você pode controlar. Suas metas podem depender de outros, das flutuações do mercado e de uma série de fatores externos à sua vontade. Entenda isso e mantenha a ansiedade sob controle.

No fundo tudo são escolhas, decisões de caminhos a percorrer. É planejamento e disciplina no acompanhamento que faz a diferença!

Boa sorte com as suas metas ao longo de 2019 e Feliz Ano Novo!

Uranio Bonoldi, consultor, palestrante e oferece aconselhamento personalizado para empresários e executivos.

Entre os escritórios de patentes do mundo, Brasil tem o pior desempenho

Inventor brasileiro espera quase oito anos para ter seu pedido avaliado, principalmente devido à falta de investimentos na área

Imagine. Depois de muito tempo e dinheiro investidos para resolver determinado problema, um pesquisador encontra uma solução inédita. No momento de registrar sua criação, descobre uma dura realidade: precisará aguardar quase oito anos para ter sua invenção patenteada. Este cenário coloca o Brasil como o País com pior desempenho entre os escritórios de patentes do planeta.

Foram pesquisados os 76 principais escritórios do mundo em avaliação conduzida pela Organização Mundial de Propriedade Intelectual (OMPI). Enquanto uma solicitação ao Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (Inpi) leva em média 95 meses para ser concluída, na China ou na Europa o tempo de espera é de 22 meses. Na Rússia, de apenas nove meses.

“O Inpi é formado por um corpo de servidores muito dedicado e vocacionado. Mas sua estrutura humana e material é relativamente pequena para o volume de trabalho”, defende Marcos da Cunha e Souza, professor do curso de Direito do Centro Universitário Internacional Uninter. Em alguns campos, o País não possui equipamentos necessários para verificar se determinada invenção é mesmo uma novidade, por exemplo. “Sofremos, portanto, com uma falta crônica de investimentos”, pontua.

Como consequência, o inventor brasileiro vive um período de grande frustração enquanto o Inpi não concede a patente requerida. Isso porque qualquer um pode copiar, reproduzir e comercializar seu invento, e ele terá poucos mecanismos legais para se defender.

Uma alternativa encontrada por alguns pesquisadores é registrar seu invento apenas no exterior. Esse procedimento vale a pena, segundo Souza, se o principal mercado para o novo produto se encontra no estrangeiro. “Mas não impedirá que uma empresa concorrente fabrique e venda aqui mesmo no Brasil”, ressalta. Assim, ainda que moroso, o pedido de patente no Brasil é importante.

Pesquisa engessada

Entre os escritórios pesquisados, China, EUA, Japão, Coreia e Europa representaram 84,6% do total mundial de patentes, enquanto África, América Latina e Oceania representaram apenas 3,4%. O professor explica que, no Brasil, existem poucas instituições com perfil necessário para competir no mercado internacional. A pesquisa de tecnologias de ponta exige muitos recursos e mão de obra especializada, bem remunerada.

“Pesquisar é arriscado. Nem sempre o dinheiro gasto consegue ser recuperado. Quando chegamos ao final de uma pesquisa exitosa, frequentemente ela se torna obsoleta em pouco tempo”, explana. Além disso, grandes empresas estrangeiras acumulam patentes que são desenvolvidas, estrategicamente, para tentar bloquear o avanço de empresas rivais. Por isso, muitas empresas brasileiras preferem pagar pelo uso de tecnologias estrangeiras – mais vantajosas e baratas.

Para modificar a situação, Souza coloca que é possível se espelhar no exemplo da China. O país, que anteriormente tinha “fama” de cometer pirataria e plagiar tecnologias estrangeiras, conseguiu reverter a situação em pouco tempo. “É preciso crescer economicamente, gerar poupança interna e dinamismo intelectual, capazes de alimentar e justificar grandes investimentos”, propõe.

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