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Outubro Rosa: Empresa de tecnologia realiza campanha para conscientização e prevenção do câncer de mama

A Matera, empresa de tecnologia voltada ao segmento de mercado financeiro, varejo e gestão de risco, inicia o mês de outubro com a campanha “Matera Touch”, uma ação especial sobre a importância do autoexame para detectar o câncer de mama. Com o slogan “Segurança na ponta dos dedos”, a empresa busca mobilizar funcionários, colaboradores e a população, na conscientização da prevenção da doença.

De acordo com a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC) e o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de mama é um dos três tipos de câncer de maior incidência no mundo, é o que mais acomete mulheres em 154 países. Os números são alarmantes: 2,1 milhões de diagnósticos pelo mundo, mais de 59 mil novos casos no Brasil em 2018, mais de 16 mil mulheres perderam suas vidas para a doença em 2017. Por isso, o autoexame é a melhor forma de prevenção.

“Nosso objetivo é mostrar que toda mulher tem a melhor “tecnologia” e é de graça. O simples toque pode mudar uma vida”, afirma o CEO da Matera, Carlos Netto, que fez o vídeo de lançamento da campanha ao lado do médico Dr. José Alaercio de Toledo Lima, ginecologista e obstetra. A empresa iniciará uma série de ações para promover o autoexame, com dicas do médico, depoimentos de colaboradores que já vivenciaram essa história, dados da doença, mensagens de incentivo, ensinar como fazer o autoexame e na última semana farão uma ação de doação de cabelos para instituições de combate ao câncer.

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Infobip abre vagas na área de vendas em São Paulo e Curitiba

A Infobip, uma das maiores plataformas próprias de mensageria e comunicação do mundo, anuncia a abertura de vagas na área de vendas no Brasil. A empresa atua no País desde 2013. As vagas abertas no momento são para os cargos de Customer Success Manager, Sales Executives, e Presales Engineer. As oportunidades são para as filiais da Infobip em São Paulo e Curitiba.

Todas as vagas da Infobip estão disponíveis no LinkedIn e na página de carreiras da empresa. A Infobip não aceita currículos por e-mail porque está em compliance com a lei de proteção de dados da União Europeia. O processo seletivo inclui testes técnicos e entrevistas em inglês e português. Além dos requisitos específicos de cada vaga, é imprescindível falar inglês, ser proativo, apaixonado por tecnologia e ter experiência nas áreas de TI e telecom.

Todos os colaboradores receberão treinamento durante o processo de integração. Alguns terão até mesmo a oportunidade de passar por treinamento na sede da Infobip na Croácia. Atualmente, a empresa possui 62 escritórios ao redor do mundo, com atuação em mais de 190 países.

Engineering nomeia Caroline Gonçalves para liderar Transformação Digital interna

Os funcionários são os primeiros clientes em uma empresa. Essa máxima se baseia na lógica de que o profissional satisfeito refletirá, por consequência, os resultados para o cliente externo. Com essa premissa e atuando num mercado desafiador, como o de Tecnologia, a Engineering, companhia global de Tecnologia da Informação e Consultoria especializada em Transformação Digital, está inovando seus processos de Recursos Humanos.

A estratégia visa suportar a Economia Digital, que requer atendimento ágil e constante para promover melhores experiências aos clientes externos. Para liderar esse movimento, a Engineering nomeou Caroline Gonçalves como Head of People & Culture Transformation, que traz em sua bagagem mais de 15 anos de experiência no setor de RH, tendo passado por empresas como PepsiCo, Vale, Benner, Tribunal de Justiça de São Paulo, entre outras.

De acordo com Caroline, o foco será trabalhar para que a Engineering, cada vez mais, implemente os princípios da Transformação Digital de dentro para fora, pois ela começa internamente, ou seja, da mudança de mentalidade dos colaboradores para uma atuação muito mais ágil, jovem, orientada ao trabalho em equipe, de questionamento dos status quo e de colocar ideias em prática. Uma das aplicações é organizar times de trabalho multidisciplinares, no formato de squads, para facilitar a troca de experiência com o objetivo de discutir e criar soluções tendo o cliente como centro de tudo.

“Estamos aproveitando esse momento de viver a Transformação Digital não só externamente, mas dentro da nossa empresa. Essa medida faz com que todos os colaboradores estejam alinhados à missão da empresa e, consequentemente, externalizem melhor a jornada de Transformação Digital para os clientes”, explica Caroline.

Caroline também trabalhará na experiência da jornada do colaborador, desde o processo seletivo até o desligamento. Isso quer dizer que em todos os pontos de contato e níveis, os profissionais recebem e também dão feedbacks em relação às suas inspirações dentro empresa, os benefícios, o clima organizacional, entre outros. “A ideia deste modelo é identificar pontos que podem ser melhorados internamente ao invés de ficar medindo o turnover. Com isso, conseguimos evoluir o ambiente interno e, assim, criamos um clima competitivo em relação às startups, que hoje são os modelos organizacionais que mais atraem os talentos”, acrescenta Caroline.

Outra medida trabalhada na nova gestão de RH é o “Café com o Presidente”. Os encontros visam aproximar os colaboradores do CEO, Filippo di Cesare, para que se sintam em uma estrutura sem hierarquias. “Por meio dessa comunicação horizontalizada, promovemos uma cultura em que todos são donos de seus projetos”, complementa Caroline.

Já do ponto de vista mercadológico, a alta demanda por profissionais qualificados também será um dos focos de atuação da gestora. “Há muitas vagas no setor e, em contrapartida, poucos profissionais. Nossa estratégia é valorizar os jovens talentos nas nossas equipes e ter profissionais com diferentes níveis de maturidade. Ao mesmo tempo, vamos intensificar nossos investimentos em treinamentos e capacitação para os jovens talentos evoluírem”, finaliza Caroline.

Vendas do e-commerce variam 68,35% nos últimos 20 meses, aponta índice MCC-ENET

As vendas no comércio eletrônico tiveram variação de 68,35% entre janeiro de 2018 e agosto de 2019, aponta o índice MCC-ENET, levantamento inédito desenvolvido pelo Comitê de Métricas da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net) em parceria com o Compre & Confie. A partir de agora, o índice será publicado mensalmente no país, utilizando a mesma metodologia de outros importantes indicadores no Brasil divulgados pelo IBGE, FGV e IPEA.

Os índices mensais vêm da comparação dos dados do último mês vigente em relação ao período base (média de 2017). Para compor o índice, o Compre & Confie coleta 100% de todas as vendas reais de grande parte do mercado de e-commerce brasileiro, utilizando adicionalmente processos estatísticos para composição das informações do mercado total do comércio eletrônico brasileiro.

O MCC-ENET traz uma visão completa a respeito do e-commerce no país a partir da análise das seguintes variáveis: percentual nacional e regional de vendas online, faturamento do setor e tíquete médio. Outras métricas analisadas mensalmente são participação mensal do e-commerce no comércio varejista e crescimento do setor no varejo restrito e ampliado, além da distribuição das vendas por categoria. Por último, a penetração de internautas que realizaram ao menos uma compra trimestralmente pela internet também está contemplada no índice.

Não estão contabilizados no MCC-ENET dados dos sites MercadoLivre, OLX e Webmotors, além do setor de viagens e turismo, anúncios e aplicativos de transportes e alimentação, pois ainda não são monitorados pelo Compre & Confie.

“No Brasil existem algumas empresas que divulgam informações sobre o comércio eletrônico, porém não existiam indicadores econômicos oficiais com dados e metodologia confiável para o setor no Brasil. O Compre & Confie tem muito orgulho em poder lançar o índice MCC-ENET em parceria com a camara-e.net, pois entendemos que os indicadores poderão contribuir com mais conhecimento de mercado para os setores privado e público que atuam no universo digital”, diz André Dias, coordenador do Comitê de Métricas da camara-e.net e diretor executivo do Compre & Confie.

A expectativa é a de que, com dados concretos divulgados periodicamente, o índice possa motivar o surgimento de políticas públicas para o setor. “Como entidade de maior representatividade do setor, era natural que a camara-e.net desenvolvesse esses indicadores e acompanhasse de perto a evolução do mercado”, completa o executivo.

Vendas online

A variação do índice de vendas nos últimos 20 meses (janeiro 2018 a agosto 2019) foi de 68,35%. Já no acumulado do ano até agosto, de 22,29%. Comparado com o mesmo período do ano passado, a diferença é de 22,97%.

Na comparação por regiões, o Nordeste apresentou a maior variação positiva dos últimos 12 meses: 80,1% entre setembro de 2018 e agosto de 2019. Em seguida, estão as regiões Centro Oeste (70,43%), Sul (63,03%), Norte (55,77%) e Sudeste (50,24%).

Faturamento

O estudo também monitora os índices de faturamento do e-commerce e constata que, entre janeiro de 2018 e agosto de 2019, houve uma variação nominal de 80,54%. No acumulado do ano (janeiro de 2019 a agosto de 2019), a variação foi de 18,59%. Na comparação entre agosto deste ano ante o mesmo mês de 2018, a diferença foi de 19,19%.

Participação do e-commerce no comércio varejista

A terceira métrica analisa a participação do e-commerce no comércio varejista restrito (exceto veículos, peças e materiais de construção). Entre julho de 2018 e junho de 2019, a participação do comércio eletrônico no varejo restrito foi de 5,2%. No mês de junho de 2019 (o último mês analisado pelo IBGE), o índice de participação do e-commerce no varejo restrito foi de 5,4%.

O levantamento mostra ainda que a Black friday influencia muito o setor no país e pode ser considerado o segundo Natal. Em outubro do ano passado, a participação do e-commerce no comércio varejista foi de 4,5%. Já em novembro (mês da promoção), foi de 8,3%, quase o dobro.

Categorias

Na avaliação por categorias, a participação do faturamento do e-commerce nas atividades do comércio varejista ficou dividido em: Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (42,2%); móveis e eletrodomésticos (23,9%); tecidos, vestuário e calçados (13,2%); outros artigos de uso pessoal e doméstico (10,1%); artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (6,3%); hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (2,7%); livros, jornais, revistas e papelaria (1,6%).

Consumidores Virtuais

O levantamento revela ainda que, entre abril e junho de 2019, 10,1% dos internautas brasileiros realizaram ao menos uma compra no comércio eletrônico. Ao avaliar o mesmo trimestre do ano anterior, é possível concluir que o índice era de 7,6%. O aumento reforça a tendência de que o brasileiro está cada vez mais engajado em comprar por meio das plataformas digitais.

Confira o estudo completo neste link:

i-mpr.com/impress/gt/upload/83c145405e13cf33c0381cda75056a73.xlsx

Blockchain para e-commerce oferece segurança e reduz custos

A internet é um dos meios mais fáceis para encontrar um produto, pesquisar pelo preço e concluir a compra. Em pouco tempo é possível escolher entre o melhor produto e o mais vantajoso. Tais facilidades caíram no gosto dos consumidores. Uma pesquisa da Associação Brasileira dos Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) mostrou que nas compras online os cartões movimentaram R$ 850 bilhões no primeiro semestre deste ano no país, crescimento de 18% em relação ao mesmo período de 2018.

Para garantir esse sucesso é necessário que o e-commerce ofereça segurança e facilidade para os consumidores concluírem as compras. Uma ferramenta que está cada vez mais popular na internet é o blockchain. É uma tecnologia que registra, salva e valida as informações de transações financeiras digitais, evitando que os dados sejam apagados ou modificados. Assim, o blockchain envia e recebe solicitações de pagamento, utilizando algoritmos para aprovar ou negar esses pedidos. O resultado é um processo mais ágil e satisfatório para ambas as partes, dificultando ataques e fraudes.

O maior diferencial que o blockchain oferece é sua inviolabilidade. Quando implantado da maneira correta, permite que o usuário acesse e verifique todos os registros facilmente. Isso porque as moedas baseadas em blockchain não apresentam dados pessoais identificáveis. Dessa forma, o próprio comprador autoriza a transferência do valor para o vendedor. O único registro vinculado à carteira de cada usuário é um código único gerado aleatoriamente.

“Como as invasões cibernéticas e o roubo de informações aumentaram muito, há riscos reais de perder informações de clientes. Logo, adotar essa ferramenta pode solucionar esse problema para os e-commerces”, explicou Renato Galletti, Gerente de Marketing e Inside Sales da Yapay.

Além disso, a ferramenta oferece a vantagem do banco de dados descentralizado, que não necessita de terceiros para autenticar as informações de uma loja virtual. O controle de solicitações e o rastreio de ítens de estoque também é mais ágil, uma vez que os dados das mercadorias são facilmente acessados por meio das etiquetas de radiofrequência (RFID) e sensores embutidos.

Outra vantagem é que o blockchain pode ser aplicado para otimizar as atividades administrativas da cadeia de suprimentos, reduzindo os custos gerados pelo sistema garantindo a proteção das transações, pois a eliminação de etapas intermediárias diminui o índice de fraudes e a duplicação de mercadorias.

“Com isso, você e seus fornecedores conseguem dinamizar ainda mais as compras de ressuprimento, utilizando, inclusive, moedas criptografadas”, acrescentou Galletti.

Em 2019, digital influenciará até US$ 1,5 trilhão em vendas internacionais

Embora ainda ocupe uma pequena fatia na conjuntura do comércio transfronteiriço — ou cross-border –, a digitalização tem se tornado cada vez mais importante na expansão das vendas para o exterior. Relatório do Boston Consulting Group (BCG) intitulado Global Trade Goes Digital estima que, em 2019, o meio digital influenciará a movimentação de US$ 800 bilhões a US$ 1,5 trilhão em transações internacionais, o que representa de 3,5% a 6% do comércio global.

Para chegar a este valor, o BCG realizou dois tipos de avaliação. Primeiramente, por meio da aproximação bottom-up (da base para o topo) definiu três categorias de comércio transfronteiriço que são ativadas diretamente pelo digital. São estas:

Digital interfere na maneira como são feitas as transações. Notabilizado pelo e-commerce, é quando o acesso do consumidor aos produtos da empresa só é possível graças às plataformas digitais e todo o processo de venda é realizado virtualmente — como acontece com o Alibaba, por exemplo.

Digital interfere no tipo de produto vendido. Produtos que antes eram oferecidos apenas materialmente hoje são disponíveis de maneira virtual, portanto, podem ser “entregues” aos consumidores diretamente pela internet. Os exemplos clássicos são os e-books substituindo os livros e as plataformas streaming — como a Netflix — entregando conteúdo audiovisual.

Digital interfere na maneira e no produto que é vendido. São modelos de negócio nascidos no digital e cuja concepção é inteiramente baseada neste ambiente. A principal característica desse tipo de empreendimento é que seu valor é ancorado na disponibilidade dados e as ferramentas de análise que ele utiliza. Os maiores exemplos são Facebook, Google e Uber.

Em seguida, analisando uma série de indicadores de mercado, calculou-se a dimensão somada das três categorias acima, cujo valor estimado é de US$ 800 bilhões.

Por fim, por meio da aproximação top-down (de cima para baixo), foram computados dados disponibilizados por um limitado número de países que tentaram mensurar empiricamente a fatia de seu comércio transfronteiriço ativada pelo meio digital. Segundo o BCG, neste critério de avaliação, o valor estimado é de US$ 1,5 trilhão.

Superar medidas restritivas será o próximo desafio

O estudo destaca que, neste novo contexto, empresas que quiserem ampliar as vendas para o exterior a partir do digital terão um grande desafio: se adaptar ao número cada vez maior de medidas restritivas impostas por governos de diversos países. Um exemplo é que, desde 2000, o número medidas que limitam compartilhamento de dados para fora das fronteiras quadriplicou, sendo que 33% dessas medidas foram caracterizadas como “muito restritivas”.

Portanto, para que as empresas possam superar essas barreiras fronteiriças e aproveitar as possibilidades criadas pelo meio digital para expandir o seu comércio, o BCG indica três medidas a serem tomadas:

Analisar a exposição virtual de sua empresa no contexto internacional. Essa avaliação deve considerar se o comércio pertencerá a uma rede global integrada ou atenderá a apenas alguns mercados. Também é preciso entender o nível de maturidade digital da empresa, ou seja, qual o peso da digitalização na oferta de serviços e produtos e o seu impacto na cadeia de valor.

Integrar agendas digital e global. A digitalização deve estar dentro da estratégia global da empresa. Além de evitar custos extras, a integração abre portas para novas oportunidades e ajuda a melhor posicionar a empresa no mercado internacional.

Atenção às mudanças globais. A construção da estratégia digital da companhia deve considerar os possíveis impactos de transformações relevantes no mercado, na tecnologia e na política. É importante estar atento à maneira como as regulamentações políticas sobre o meio digital se desenvolvem em diferentes países.

Confira a íntegra do estudo em: http://www.bcg.com/publications/2019/global-trade-goes-digital.aspx

Lideranças empresariais das áreas de mineração, siderurgia e materiais apontam segurança, diversidade e transformação digital como prioridades

Para além do investimento em novos processos e em tecnologia, a inovação nas organizações está associada a valores mais diretamente humanos, como segurança, propósito e diversidade, afirmaram executivos das indústrias metalúrgica e siderúrgica em fórum realizado na ABM WEEK 2019 nesta terça (1º de outubro), em São Paulo, no auditório do Pro Magno Centro de Eventos.

Entre os participantes do ‘Fórum Inovação, Capital Humano e Competitividade’ estavam Marcelo Spinelli, diretor-executivo de Ferrosos da Vale; Tadeu Nardocci, vice-presidente sênior e líder global de manufatura da Novelis; Sérgio Leite de Andrade, diretor-presidente da Usiminas, e Pedro Machado Afonso, diretor de tecnologia de operações e site strategy da Mercedes Benz.

Primeiro a falar, Spinelli afirmou que a Vale incorporou a segurança como valor fundamental desde o rompimento da barragem de rejeitos em Brumadinho (MG), ocorrido em 25 de janeiro de 2019. “Temos uma cicatriz, algo que representou um aprendizado profundo para nós. A segurança passa objetivamente por trazer pessoas engajadas e processos confiáveis para gerar resultados, além de disciplina operacional”, explicou.

Capital humano

Já Tadeu Nardocci destacou em sua fala a importância do respeito a diversidade. “Na Novelis, temos foco em diversidade e inclusão. Temos que ter a capacidade de atrair diversas pessoas para a operação. Quando falo de diversidade, falo de gênero, raça, orientação sexual e idade. Empresas que são inclusivas são empresas que certamente têm resultados melhores e são mais competitivas”, afirmou o executivo.

Segundo Nardocci, a organização percebeu nos últimos anos que jovens profissionais bem qualificados não querem apenas um lugar para trabalhar, mas precisam sobretudo se identificar com o propósito da empresa. “Ligamos propósito com nossa visão e com crenças culturais. Acho que isso é uma alavanca de competitividade interna e de atração de talentos”.

Transformação digital

Pedro Afonso, da Mercedes Benz, explicou que a empresa decidiu enfocar nos processos e recursos relacionados à Indústria 4.0 em 2014, elencando para isso 10 pilares fundamentais a serem assumidos em todas as atividades. “E o primeiro pilar são as pessoas. Se a gente não partir das pessoas e não fizer as coisas para as pessoas, não teremos sustentabilidade”, argumentou.

Um dos processos surgidos na nova trilha da companhia foi a Fábrica de Ideias — iniciativa que resultou em 15 mil ideias em um único ano. “Utilizamos o know-how das pessoas, permitindo que elas aportassem suas ideias”. A empresa também investiu em parcerias, associando-se a startups, indústrias menores, parceiros de negócio e universidades na busca constante por criatividade. Os resultados, segundo ele, já são palpáveis: ganho de eficiência correspondente a 15% nas novas linhas de produção e a 20% nos processos logísticos.

Algo semelhante foi adotado pela Usiminas, conforme contou Sérgio Leite Andrade. Desde 2017, a empresa passou a investir fortemente em inovação, criando um comitê digital responsável pela criação de 20 projetos. Em 2018, a companhia estabeleceu uma diretoria de inovação.

“Lançamos um programa batizado de Inovaí, um grande projeto de inovação que está em curso na empresa para conscientizar as pessoas e mobilizá-las para a inovação”, afirmou. No longo prazo, a companhia mira na incorporação de robotização — atualmente em teste em seus laboratórios — em seus processos industriais. “É um trabalho constante e nossa equipe de engenharia está inteiramente focada nisso”.

A ABM WEEK conta com o patrocínio das seguintes empresas: Açokorte, Aperam, ArcelorMittal, Atomat, Beda, Brasiltec, BRC, Cargo X, CBMM, Clariant, Condat, Danieli, Dassaut Systemès, DDMX, DME Engenharia, DSI Montagens Refratárias, ESW, Fosbel, Gerdau, Harsco, Hatch CISDI, Ibar, Imerys, IMS Messsysteme, Ingersoll Rand, John Cockerill, Kelk/PLM, Kuttner, Lechler, Login Logística, Maina, Metso, Nalco, Nokia, Giovanella, Paul Wurth, Polytec, Primetals, PSI Metals, Pyrotek, Reframax, RHIMagnesita, RIP, Saint-Gobain, SMS Group, Spraying Systems, Stagio Cargas, Suez Water, Suncoke, Tecnosulfur, Ternium, Timken, Tora, Unifrax, Usiminas, Vale, Vamtec, Vesuvius, Villares Metals, VLI Logística, White Martins. O evento também possui o apoio das seguintes instituições: Abendi, AIST, Capes, CNPq, Instituto Aço Brasil, Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), SAE Brasil e Sinobras.

Denis Piovezan é anunciado como vice-presidente da Linx Pay Hub

A Linx, líder e especialista em tecnologia para o varejo, acaba de anunciar a promoção de Denis Piovezan a vice-presidente da Linx Pay Hub, a ‘fintech’ da empresa criada outubro de 2018. Em sua nova função, o executivo terá reporte direto ao CEO da companhia, Alberto Menache.

Contratado em março de 2017 como o diretor executivo responsável por estruturar a divisão de meios de pagamento da Linx, Piovezan terá agora a missão de continuar o trabalho da empresa na oferta de soluções financeiras a varejistas de todo o Brasil. A área se tornou um dos grandes focos da companhia e já tem grande representatividade no faturamento total da empresa.

“Tive a oportunidade de começar um trabalho do zero em direção à oferta de serviços de meios de pagamento, que até então não compunham o negócio da Linx. Fico feliz em ver que o trabalho junto à Linx deu certo e resultou em uma nova unidade de negócios dentro da empresa, tornando-se responsável por uma nova fonte de receita”, celebra Piovezan.

Trajetória de sucesso

Após o lançamento da Linx Pay no ano passado, a divisão tem chamado a atenção do mercado por facilitar o dia a dia de clientes por meio de soluções de pagamento, além de já se consolidar como parceira de grandes players como Itaú, Mercado Pago e AME Digital, por exemplo. “A fintech da Linx surgiu para mostrar que somos um aliado capaz de oferecer soluções de ponta a ponta para o varejo brasileiro”, explica o vice-presidente.

Com MBA em Finanças e Gestão pela New York University, Denis acumula passagens por empresas relevantes no mercado brasileiro, como Banco Ibi e Wal-Mart, HSBC “Apesar de já conhecer o mercado e as prioridades da Linx neste segmento, estou ansioso o novo desafio”, revela.

Estado de Santa Catarina economizou mais de R$ 5,4 milhões em dois meses do projeto Governo sem Papel

O Governo do Estado de Santa Catarina segue apostando na tecnologia para ampliar a transformação digital do Poder Executivo. Em parceria com a Softplan, uma das maiores empresas desenvolvedoras de software do Brasil, a administração dá continuidade ao projeto Governo Sem Papel, envolvendo, entre outras iniciativas, o uso do Sistema de Gestão de Protocolo Eletrônico (SGP-e) para tramitação digital de peças processuais. Em dois meses, entre 02 de abril e 02 de de junho, foi registrada uma economia de R$ 5,4 milhões com impressões, o que corresponde a cerca de 980 mil páginas que deixaram de ser impressas. A medida também é importante para o meio ambiente, já que com o papel que deixou de ser usado, 98 árvores foram preservadas. A iniciativa permite a digitalização das ações, com redução não apenas no uso do papel, como no tempo utilizado para as tarefas, promovendo maior agilidade e praticidade no funcionalismo público, em benefício dos cidadãos.

Transformação digital em números — As ações se intensificaram no início de 2019, lideradas pela Secretaria do Estado de Administração (SEA), pasta responsável por avançar com o projeto e realizar os treinamentos dos servidores para uso da solução SGP-e. Com a medida, o Governo prevê uma economia de R$ 29 milhões por ano, aplicados até então na impressão e transporte dos documentos. A gestão pública se torna ágil e a entrega dos serviços ocorre de forma rápida e otimizada, desburocratizando o Estado e tornando os serviços mais acessíveis ao cidadão. Em média, quase um milhão de processos administrativos são abertos, por ano, para movimentar a máquina pública no Executivo catarinense. Somente com material de escritório, papel e transporte, por correios e malotes, cada processo custa, em média, R$ 30,00.

“Ferramentas como essa são fundamentais e oferecem recursos de forma digital, segura e com conforto, permitindo que os processos e documentos possam nascer, tramitar, receber despachos, pareceres, até a decisão final em ambiente digital, incluindo seu arquivamento e descarte”, afirma o sócio-fundador e diretor da Unidade de Gestão Pública da Softplan, Moacir Marafon. Tudo isso em benefício de um bem comum, o cidadão. “A transformação digital nos órgãos públicos deve oferecer serviços que funcionem e que façam a diferença na vida das pessoas”, complementa Marafon.

O conhecimento construído pela Softplan com a digitalização dos processos no Tribunal de Justiça de São Paulo – o maior do mundo em volume de processos – e na prefeitura de São Bernardo do Campo, entre outras experiências, foi decisivo para o desenvolvimento das ações no projeto Governo Sem Papel, em Santa Catarina. Outro fator para o sucesso do projeto foi a determinação e a tomada de decisão do governo que assumiu em 1º de janeiro de 2019. O diretor de Tecnologia e Inovação da SEA, Félix Silva, reforça a ideia de que a transformação digital precisa não só da determinação, mas do exemplo que vem dos líderes nesse processo: “nós tivemos o melhor patrocinador para o projeto, que foi o próprio governador. Ele foi desde o primeiro dia uma das primeiras pessoas a utilizar a tecnologia, demonstrando a todos os servidores que o processo veio para ficar”, destaca Silva. O SGP-e é um sistema desenvolvido pela Softplan e utilizado desde 2011 pelo governo estadual para o acompanhamento dos processos administrativos.

Antes, os processos administrativos eram todos físicos e percorriam, muitas vezes, quilômetros para chegar a um setor onde seria tomada alguma decisão. Por este motivo, aguardava-se dias para se ter conhecimento ou tomar uma decisão. Com a transformação digital do Estado por meio do SGP-e, o que antes poderia levar horas ou até dias para ser assinado, pode ser realizado em uma média de 15 minutos. Agora, quando existentes em meio físico, os processos são digitalizados e documentos físicos serão guardados em arquivos, disponíveis para consulta, quando houver necessidade.

Além de fornecer o SGP-e ao estado e desenvolvê-lo continuamente para a gestão dos processos administrativos, no projeto Governo Sem Papel a Softplan atuou como advisor, desde o planejamento até a execução. A coordenadora da equipe da Softplan na SEA Liliane Frez explica que a proposta da empresa, aceita pelo governo, foi colocada em prática por meio de “ondas de treinamento e implantação”, do auxílio para a elaboração do decreto e da instrução normativa – que são os documentos legais que orientam e definem a digitalização dos processos administrativos – e da execução, em si, do projeto, incluindo a coleta de feedback e as melhorias no sistema. “Hoje, todo servidor pode assinar com a assinatura que foi instituída no decreto e é válida no âmbito do Governo do Estado. Inclusive MPSC, TCE e Assembleia Legislativa também já aderiram e passaram a aceitar a assinatura SGP-e”, informa Fernando Naim, coordenador de desenvolvimento da equipe Softplan que atua no governo do estado.

A ferramenta vai ser fundamental para que a transformação, por enquanto em estágio inicial com a digitalização dos processos, atinja o atendimento aos públicos externos da administração estadual e a extensão dos serviços do SGP-e para o cidadão, com a criação de um portal externo. “O objetivo desse portal é fazer a interface com os entes externos, com a possibilidade de assinaturas extrínsecas, como nos convênios com municípios em que o prefeito tem que assinar. A prefeitura não é hoje um usuário do SGPE, mas o prefeito terá a possibilidade de fazer isso digitalmente, na próxima etapa”, finaliza Félix Silva.

Grupo Carrefour Brasil anuncia aquisição de 49% da fintech Ewally

O Grupo Carrefour Brasil anuncia nesta terça-feira, 01, a entrada no capital da fintech Ewally, empresa especializada em serviços financeiros digitais, como parte da sua estratégia para atuação no segmento de conta digital. A compra de 49% da startup permitirá à companhia ampliar seu ecossistema de pagamentos e distribuição de produtos e serviços digitais no Brasil, totalmente alinhada a sua estratégia de transformação digital. O acordo prevê a opção de compra do controle após três anos.

Com atuação no segmento de serviços financeiros digitais, a Ewally destaca-se pela tecnologia avançada e uma ampla cesta de serviços já em operação, que tem como foco principal proporcionar uma nova experiência de uso do dinheiro, principalmente para a população que não tem acesso ao sistema financeiro. A expertise da Ewally aliada à relação privilegiada que o Grupo Carrefour Brasil tem com seus milhões de clientes nos negócios existentes representa um passo decisivo para disponibilizar novos serviços financeiros de forma acelerada.

“Atualmente, um a cada três brasileiros ainda é desbancarizado, o que significa mais de 45 milhões de pessoas. Esse grupo movimenta, anualmente, cerca de R$ 800 bilhões e é essa fatia da população que queremos alcançar com esta solução inclusiva. Com a nossa conta digital, conseguiremos oferecer uma série de benefícios a uma gama ainda maior de pessoas, que hoje não têm acesso aos nossos cartões Carrefour e Atacadão”, afirma Carlos Mauad, CEO do Banco Carrefour.

Totalmente online, a oferta da conta digital acontecerá por meio de um aplicativo que permitirá aos clientes pagar contas, transferir dinheiro, realizar cobranças e recargas. Os serviços são, na maioria, gratuitos e podem ser acessados, inclusive, por quem tem restrições no nome. “Esta parceria estratégica com a Ewally nos permitirá desenvolver uma série de soluções financeiras que irão facilitar a jornada de compra dos nossos clientes B2B e B2C em todo o ecossistema Carrefour. Com o desenvolvimento de tecnologia de ponta da startup, vamos democratizar o acesso a serviços financeiros a atuais e novos clientes, além de levar inovações em meios de pagamento para nossos diferentes formatos”, reitera Paula Cardoso, CEO do Carrefour e-Business Brasil.

A conclusão da operação está sujeita ao cumprimento de condições precedentes.

ABB leva tecnologia para carregadores à feira do Veículo Elétrico

A ABB, uma das líderes globais em soluções digitais e tecnologias de automação e energia, participa do Veículo Elétrico Latino Americano 2019, que acontece de 1 a 3 de outubro, no Expo Transamérica, em São Paulo. O evento engloba a feira de expositores e o Congresso da Mobilidade e Veículos Elétricos, do qual a ABB é um dos patrocinadores.

A ABB leva à feira os carregadores de veículos elétricos Terra 54 e EV Lunic, que comportam a tecnologia plug-and-play com conexão rápida com a rede, acelerando em 60% a instalação e inicialização.

Além destes, a ABB fornece um portfólio completo de carregadores para veículos elétricos e híbridos, desde os AC semi-rápidos até as estações de carregamento ultra-rápida CC em 350kW, e todos os modelos contam com a conectividade ABB AbilityTM de acesso remoto, que permitem diagnóstico prévio, serviço ágil e manutenção proativa.

A ABB, que é líder global em tecnologia de carregamento rápido em corrente contínua, conta com mais de 11.500 mil estações de carregamento rápido CC instaladas em mais de 76 países. Com anos de experiência no desenvolvimento, instalação e manutenção de infraestrutura de carregamento, no Brasil a empresa soma importantes redes, a exemplo da eletrovia da Copel, a maior do país, com 730km de extensão, ligando o Porto do Paranaguá às Cataratas do Iguaçu, no Paraná. Também é patrocinadora oficial da Fórmula-E.

“A ABB estabelece as bases para um futuro de mobilidade mais inteligente, confiável e livre de emissões de gases poluentes, acessível a todos. Os produtos e sistemas desenvolvidos para eficiência energética estão transformando a mobilidade urbana mundial de maneira sustentável”, diz Marcel Serafim, Diretor de Marketing de Produtos para Smart Power da ABB no Brasil.

Data: 01 a 03 de outubro de 2019

Horário: das 13h às 20h

Local: Transamérica Expo Center (Av. Dr. Mário Villas Boas Rodrigues, 387, Santo Amaro, São Paulo)

World Payments Report 2019: pagamentos sem dinheiro em expansão enquanto os bancos enfrentam mudanças

Com as transações globais não monetárias em crescimento e a concorrência prosperando, muitos bancos continuam relutantes em adotar o Open Banking por meio de compartilhamento de dados, parcerias com ecossistemas e plataformas abertas, com vários operadores ainda cautelosos com as mudanças. Ao contrário, eles percebem o Open Banking como um desafio em potencial quando é necessário melhorar a experiência e a retenção do cliente no longo prazo. Dado que está presente no estudo World Payments Report 2019, da Capgemini, que rastreou e analisou o volume de transações que não são realizadas em dinheiro vivo, assim como iniciativas regulatórias e do setor e ainda a transformação digital no mercado global de pagamentos.

O relatório constata que o volume de transações de pagamentos que não envolvem dinheiro está crescendo rapidamente, principalmente nos mercados em desenvolvimento da Ásia (crescimento de 32%) e CEMEA: Europa Central, Oriente Médio e África (crescimento de 19%). A projeção é que o mundo atinja 1,046 trilhão de transações sem dinheiro em espécie em todo o mundo até 2022, o que equivale a uma taxa de crescimento anual composta de 14%. No entanto, em um mercado definido pela inovação, muitos operadores tradicionais têm mais medo do que otimismo em relação ao ritmo e à direção da mudança. Em vários casos, eles citam a ameaça das “desafiantes” BigTech (gigantes de tecnologia como Apple e Google, entre outras), além de abraçar o Open Banking na medida em que os reguladores o exigirem, ao invés de vê-la como uma oportunidade para oferecer diferenciação, retenção de clientes e liderança de mercado.

As principais conclusões do relatório incluem:

Crescimento de pagamentos que não em dinheiro deve disparar

Os mercados em desenvolvimento estão liderando o crescimento no setor de pagamentos sem dinheiro vivo, projetado para aumentar a uma taxa de crescimento anual composta (CAGR ou Compound Annual Growth Rate) de 23,5% entre 2017 e 2022. Os mercados emergentes em breve ditarão e moldarão o cenário global de pagamentos em termos de inovação, manipulação da capacidade de transação e tendências do setor.

• Em 2017, esses mercados responderam por 35% do crescimento global, uma participação que deve subir para 50% nos próximos anos. Os principais responsáveis incluem a Rússia, onde as transações sem dinheiro cresceram 40% em 2017, a Índia (39%) e a China (35%).

• Por outro lado, mercados maduros, incluindo países da Ásia no Oceano Pacífico, Europa e América do Norte, registraram uma taxa de crescimento mais estável de 7%. Globalmente, o volume de transações não monetárias aumentou 12% em 2016-17 para 539 bilhões.

• Os cartões de débito foram o instrumento de pagamento não monetário que mais cresceu, com transações acima de 17% em 2017, à frente de cartões de crédito (11%) e transferências de crédito (10%).

Os operadores do mercado desconfiam do Open Banking e da nova concorrência

O cenário de pagamentos está se tornando mais complexo à medida que novos participantes do mercado e tecnologias emergentes estimulam sua disrupção. Somado a isso, as mudanças nas expectativas dos consumidores e as demandas regulatórias estão forçando os bancos a desenvolver seus modelos de negócios para pagamentos, mas muitos permanecem cautelosos com as mudanças.

• Menos da metade (48%) dos pesquisados​​no relatório afirmou que planeja usar APIs abertas acima do nível necessário para a conformidade regulamentar.

• Enquanto uma clara maioria (63%) identificou as BigTechs como concorrentes e principais ameaças para o seu alcance global, valor da marca, confiança do cliente, melhor experiência do cliente e, finalmente, infraestrutura de pagamentos.

Mesmo que os bancos gradualmente, embora um tanto devagar, adotem uma abordagem mais aberta, baseada em dados e na plataforma da nuvem, permanece uma certa relutância em adotar totalmente o Open Banking. Algo como 90% dos entrevistados identificaram modelos de negócios baseados em ecossistemas como a chave para o sucesso a longo prazo, embora apenas 44% tenham expressado interesse em construir e orquestrar um ecossistema próprio.

A regulamentação está forçando mudanças, mas o ritmo é lento

A mudança para um ecossistema de pagamentos convergentes foi parcialmente impulsionada por mudanças regulatórias focadas na padronização e interoperabilidade. Isso inclui uma plataforma de identidade digital compartilhada, guidelines de interoperabilidade e a compensação de pagamentos em tempo real.

A maioria dos esforços de transformação digital em 60% dos bancos é uma resposta à conformidade regulamentar. A adoção de APIs além do exigido pela regulamentação tem sido vagarosa: a maioria dos bancos não possui planos de implementar APIs que expõem dados em áreas como dados compartilhados entre bancos (53%), pagamentos condicionais (53%) e localização de agências/caixas eletrônicos (67% ). Onde os bancos não estão sendo obrigados a compartilhar mais dados, eles geralmente optam por não fazê-lo. A API aberta é vista como um “jogo” de conformidade regulatória e não como uma oportunidade de crescimento.

“O cenário global de pagamentos está passando por uma evolução significativa, mas nem todos os participantes se sentem confortáveis​​com o ritmo e a direção da mudança”, afirmou Anirban Bose, CEO de Financial Services da Capgemini e membro do Conselho Executivo do Grupo. “Os bancos estão reconhecendo claramente a importância de adotar um modelo baseado em um ecossistema para atender às mudanças nas demandas dos clientes e prosperar em um cenário competitivo. Incentivamos os bancos tradicionais a considerar soluções de ganho rápido que os posicionem para o mercado futuro, como a implementação de uma arquitetura de microsserviços para contornar as limitações da infraestrutura legada”.

Metodologia do relatório

O World Payments Report 2019 é composto do Payments Open Banking Assessment (em tradução livre, Avaliação de Pagamentos de Open Bankings), que ilustra o estado dos Open Bankings de uma perspectiva de meios de pagamentos em 18 países. Isso foi apoiado por pesquisas primárias, incluindo uma pesquisa online que foi distribuída aos participantes do setor em bancos, instituições de serviços financeiros não corporativos e empresas em junho de 2019. Entrevistas executivas também foram realizadas.