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Deloitte: PMEs que mais crescem no Brasil apostaram na criação de novos produtos, no aumento da eficácia da força de vendas e na expansão em novas geografias para incentivar crescimento

A Deloitte, em parceria com a revista Exame, apresenta a 14º edição da pesquisa anual “As PMEs que Mais Crescem no Brasil” – um dos mais tradicionais e completos levantamentos sobre o desenvolvimento das pequenas e médias empresas do país. O estudo aborda os diversos fatores que permitiram o crescimento das 100 empresas que mais se destacaram entre as pesquisadas, no período de 2016 a 2018.

O sucesso desse desempenho é fruto da combinação e diversificação de estratégias que envolvem investimentos e inovação frente aos novos rumos da economia nos últimos anos. Segundo apurado junto aos participantes, para 56% das empresas a criação de novos produtos e serviços, aliada ao aumento da eficácia da força de vendas, cujo índice chegou a 55%, e a expansão para novos mercados geográficos, com 50%, foram as iniciativas que mais contribuíram para o crescimento da maioria das pequenas e médias empresas do ranking. “Estes dados reforçam a importância da inovação e da expansão de novas soluções das PMEs. Nosso compromisso com essas empresas, que são cada vez mais relevantes para o ambiente de negócios brasileiro, é mostrar os caminhos para um crescimento sustentável de forma a aumentar sua competitividade e contribuir para o desenvolvimento econômico e social do país”, declara Ronaldo Fragoso, Líder do Private Companies Program e do Centro de Excelência Regulatória e Governança Corporativa da Deloitte Brasil.

Outra ação igualmente de destaque para a competitividade das organizações é a melhoria da experiência e satisfação do cliente – apontada por 50% das empresas respondentes. Essa e as demais ações foram, inclusive, os diferenciais para que as participantes do ranking superassem os desafios dos últimos três anos. Por meio de uma estratégia eficiente de acompanhamento e avaliação de dados sobre hábitos e comportamentos do consumidor, foi possível a implementação dessas ações eficazes.

Como prioridade para investimentos futuros, o fator preponderante é o capital humano. Investir em salários, benefícios e treinamento de pessoas é prioridade para 75% das PMEs que figuram no ranking, bem como a ampliação da carteira de clientes e a inovação em produtos e serviços, segundo 69% das empresas. “É evidente que o foco vai além da otimização de processos, abrangendo também o investimento em pessoas, a inovação em produtos e serviços e, principalmente, a fidelização e ampliação do alcance, em relação aos consumidores dessas empresas emergentes”, aponta Fragoso.

Ampliação da infraestrutura tecnológica é outra medida que está no foco das ações importantes para o negócio, segundo as PMEs do ranking. Do total de respondentes, 78% investem constantemente em tecnologia e inovação e 75% disseminam uma cultura aberta ao tema, em busca de novas soluções de problemas detectados na empresa.

Resultados financeiros

Em todas as 14 edições do levantamento “As PMEs que Mais Crescem no Brasil” as empresas demonstraram um grande crescimento das receitas, sendo maior do que a própria economia do país nos respectivos anos avaliados. Ainda assim, considerando o cenário econômico atual e do ambiente de negócios ocorreu, pelo segundo ano consecutivo, um aumento na média da taxa composta de crescimento anual, nos três anos anteriores, das receitas líquidas das 100 primeiras PMEs de cada edição do ranking.

As 100 PMEs com mais crescimento do Brasil

Para a edição deste ano, que aponta as organizações que mais expandiram seus negócios ao longo dos últimos três anos completos (2016, 2017 e 2018), foram ouvidas empresas que faturaram entre R$ 10 milhões e R$ 800 milhões em 2018. Grande parte das empresas que figuram o ranking das 100 PMEs que mais crescem no Brasil estão localizadas nas regiões sudeste e sul. A primeira, com 51% das empresas participantes e a segunda, com 34%. As principais áreas de atuação são serviços de tecnologia da informação e demais manufaturas (papel e celulose, têxtil e calçados, editorial e gráfico, indústria farmacêutica, indústria química, higiene e limpeza, eletroeletrônicos e metalurgia e siderurgia).

Metodologia e amostra

As empresas que participaram da pesquisa foram convidadas a responder a um questionário eletrônico e compartilhar suas demonstrações financeiras referentes ao período de 2016 a 2018. Do total de 248 que responderam ao questionário, 177 atenderam a todos os critérios da pesquisa e, destas, 100 foram classificadas para o ranking de maior crescimento. A pesquisa tem por base as 100 pequenas e médias empresas que registraram as mais altas taxas de expansão em receita líquida entre 2016 e 2018.

Há 14 anos, a pesquisa “As PMEs que Mais Crescem no Brasil”, realizada pela Deloitte em parceria com a Editora Abril, retrata os temas de maior impacto sobre os negócios das empresas emergentes: gestão, governança corporativa, capital humano, empreendedorismo, inovação, finanças e muito mais.

Acesse os resultados e demais critérios da pesquisa na íntegra em www.deloitte.com/pesquisapmes.

Schneider Electric Brasil inaugura seu primeiro Centro de Distribuição Inteligente para América do Sul

A Schneider Electric, líder global na transformação digital em gestão da energia elétrica e automação, inaugura hoje a transformação digital do seu Centro de Distribuição Inteligente em Cajamar, São Paulo. Com operações destinadas a setores como indústria, energia elétrica, cidades inteligentes e TI, entre outros, o site, que está em atividade desde 2011, também oferece a experiência do icônico Innovation Hub, da Schneider Electric. Somados, o Centro de Distribuição Inteligente e o Innovation Hub atuam como um modelo para a digitização industrial, apoiando o desenvolvimento da agenda nacional da Indústria 4.0.

Este é o terceiro Centro de Distribuição Inteligente da Schneider Electric lançado em 2019 – os outros ficam na Austrália e na China. Os Centros de Distribuição Inteligentes são essenciais para o Tailored Sustainable Connected 4.0 – programa da empresa que visa à transformação digital da cadeia de suprimentos. A Schneider Electric alavanca a digitização – por meio da sua plataforma e arquitetura EcoStruxure – em todas as operações da cadeia de suprimentos para entregar integração e visibilidade de ponta a ponta para aprimorar o desempenho.

Em um espaço de aproximadamente 21 mil m2, o CD Inteligente em Cajamar realiza 350 entregas diárias e processa 8 mil linhas de pedidos de vendas por dia em todo o território nacional, atendendo a cerca de 3.500 clientes da Schneider Electric Brasil e também demandas de outros países da região, como Argentina, Chile, Colômbia, Peru e México. Agora, o Centro está aberto a clientes, parceiros e instituições de ensino que queiram experimentar e aprender sobre as tecnologias mais inovadoras da empresa entregues por meio do EcoStruxure, arquitetura habilitada para IoT, aberta e interoperável.

“A região de Cajamar é um polo industrial estratégico para as operações da Schneider Electric, sendo essa uma razão por termos escolhido a região para receber o CD Inteligente e o Innovation Hub”, diz Marcos Matias, presidente da Schneider Electric Brasil. “Ao trazermos a realidade da transformação digital para nosso Centro de Distribuição em Cajamar, esperamos aumentar de modo significativo a eficiência das nossas operações de ponta a ponta. Será possível não apenas reduzir o tempo de entrega aos clientes, mas também otimizar as operações da cadeia de suprimentos por diminuir tanto o tempo de inatividade do equipamento quanto o consumo geral de energia.”

Liderando pelo exemplo: colhendo os benefícios das soluções de operações inteligentes

Ao digitizar o Centro de Distribuição em Cajamar com as tecnologias EcoStruxure, a Schneider Electric alcançará maior eficiência em todas as camadas das suas operações, com os seguintes grandes benefícios:

• Gestão ágil e processos eficientes – possibilitando decisões melhores e mais rápidas da equipe para aprimorar o atendimento e a satisfação do cliente.

• Gestão de desempenho de ativos – análise preditiva para tempo de inatividade reduzido e operações eficientes a longo prazo.

• Capacitação do operador – acesso em tempo real a ativos, dados e tecnologia inovadora, como o EcoStruxure Augmented Operator Advisor, que permite maior eficiência na manutenção de processos e melhorias significativas na segurança das operações.

• Eficiência e confiabilidade de energia – consumo de energia reduzido, usando informações em tempo real fornecidas pelo EcoStruxure Resource Advisor e EcoStruxure Facility Expert para obter economia potencial de até 30% do consumo de energia.

Algumas das soluções EcoStruxure implementadas no Centro de Distribuição Inteligente de Cajamar são:

• EcoStruxure Augmented Operator Advisor – aplicativo de realidade aumentada para diagnóstico instantâneo e manutenção sem contato.

• PowerTag – sensores de energia sem fio que se conectam aos disjuntores e fornecem dados de carga elétrica em tempo real, além de alertas por e-mail em caso de possíveis problemas.

• EcoStruxure Power Advisor – por meio da computação em nuvem, inteligência artificial e de outras tecnologias, essa oferta melhora a eficiência das operações e manutenção, e garante a segurança e a confiabilidade dos sistemas de distribuição de energia.

• EcoStruxure Power Monitoring Expert – para monitorar e analisar o desempenho de sistemas de energia elétrica, consultando periodicamente os medidores de energia para obter dados em tempo real.

• Altivar Process ATV930 – novo conversor de frequência orientado a serviços que, por meio da gestão de energia, ativos e processos, atende à maioria dos requisitos de controle de processos, melhora a eficiência dos equipamentos e reduz os custos operacionais.

• EcoStruxure Machine Advisor – plataforma de serviço baseada em nuvem para manutenção preditiva que rastreia máquinas em operação, monitora seu desempenho e corrige irregularidades para prolongar a vida útil dos equipamentos.

Experiência do Innovation Hub: EcoStruxure em ação

O novo Centro de Distribuição Inteligente ainda oferece a experiência do icônico Innovation Hub, que funcionará como um showroom aberto a clientes, parceiros e instituições de ensino, que poderão aproveitar o espaço para desenvolvimento de talentos. O Innovation Hub é equipado com tecnologias e soluções para monitoramento em tempo real de consumo de energia elétrica, câmeras, automação de iluminação e persianas, gestão do consumo de água, informações operacionais para controle e mais. Algumas das principais tecnologias alocadas no hub são:

• Centro de controle: seis telas para monitorar as operações em tempo real por meio das soluções EcoStruxure implementadas no site.

• Showroom de produtos: clientes e parceiros poderão simular as funcionalidades das mais variadas soluções nas arquiteturas EcoStruxure para fábricas, edifícios, máquinas e energia – incluindo o MTZ, novo disjuntor inteligente de baixa voltagem.

• “The View”: tela touch de 75 polegadas por meio da qual os visitantes poderão aprender sobre as diversas aplicações das soluções EcoStruxure da Schneider Electric e entender como os clientes da companhia estão alcançando transformações digitais de sucesso.

PrograMaria Summit impulsiona carreiras de mulheres em tecnologia

No dia da Independência do Brasil, São Paulo foi palco de encontro exclusivo entre mulheres que atuam em TI e grandes empresas com vagas abertas para o setor. Com ingressos esgotados, o evento foi promovido pela PrograMaria, startup social que empodera mulheres com tecnologia e programação, e reuniu mais de 300 profissionais que participaram de um dia inteiro com palestras, mentorias, speed hiring, feira de negócios e muito networking.

O evento teve como principal objetivo promover e apoiar o crescimento das mulheres nas áreas tecnológicas, já que existe um fenômeno de evasão das mulheres do mercado de Tecnologia, como explica Iana Chan, idealizadora da ação e fundadora da PrograMaria. “O Programaria Summit foi desenhado para apoiar as mulheres que já trabalham na tecnologia, pois percebemos que é necessário continuar incentivando para que desenvolvedoras consigam evoluir e se aprimorar profissionalmente”, finalizou.

A gerente de Cultura e Diversidade da Vivo, Carol Sierra, incentiva as mulheres a seguirem a jornada dentro da tecnologia e acredita que “existe um mundo de possibilidades por aí e a Vivo está super aberta para receber essas mulheres que querem se desenvolver”. Elisa Kobayashi, que atua em tecnologia há mais de 20 anos e hoje é Cloud Solution Engineering & Solution Architecture Director da Oracle, acredita na força da presença feminina nas áreas tecnológicas e afirma: “Eu preciso dessas meninas comigo, na minha área” e incentiva: “Então venham, pois me sinto muito sozinha e tenho certeza de que a companhia de vocês é fundamental para fazermos a transformação no mundo”.

Gizelda Medeiros, líder de Recrutamento e Seleção da Everis Brasil, comentou sobre a participação no evento: “Nós ainda temos um número pequeno de mulheres nesse mercado e nosso intuito é de aproximar mais esse público feminino e trazê-las mais perto da gente, alavancando o número de mulheres nas empresas de tecnologia”.

O encontro também teve como objetivo “dar um match” entre as oportunidades das empresas e as participantes. “Há muitas possibilidades de trazer essas mulheres para o nosso time”, afirmou Késia Cristine, do QuintoAndar. Desirée Granha, recrutadora da Vivo, também comentou sobre as vagas: “Estamos conhecendo excelentes mulheres, com excelentes skills e habilidades e acredito que em breve a gente vai poder utilizar toda essa experiência aqui para trazê-las para nosso time”.

As palestras foram conduzidas por mulheres referências do mercado e se dividiram entre trilhas geral, backend e frontend. Na trilha geral, Fernanda Moura e Taciana Mello, da Girls on the Road, falaram sobre a importância da liderança feminina na tecnologia. Em seguida, foi a vez de Suelen Marcolino subir ao palco. A gerente de Relacionamento para Soluções Corporativas de Recrutamento no LinkedIn falou sobre futuro do trabalho e como gerir a carreira.

Ainda pela manhã, Iana Chan mediou um bate papo entre Carol Sierra (Vivo), Karen Novaes (Google) e Margareth Goldenberg (Movimento Mulher 360). A mesa debateu os caminhos para construir uma empresa mais diversa e inclusiva. Amanda Gomes, do Programa Elas, finalizou a primeira parte do evento com dicas estratégicas para superar a síndrome do impostor.

Após o almoço, as participantes foram conduzidas para as suas respectivas trilhas, mentorias e speed hiring. Paralelamente, as empresas patrocinadoras Oracle, Vivo, AWS/Amazon, everis, Nubank QuintoAndar, Bossabox, TFG e Accenture estiveram com stands no salão principal da Unibes Cultural, interagindo com público e distribuindo brindes. “É muito importante interagir com as mulheres, perceber que a gente não está sozinha”, afirmou Letícia Santos, da AWS/Amazon.

Nas trilhas específicas (frontend e backend), palestrantes das empresas Oracle, Vivo, AWS, Nubank, QuintoAndar, Tera, Loggi, Cosmobots, WDB Consulting e ThroughtWorks abordaram diversos temas técnicos, como acessibilidade, planejamento e otimização para performances, importância do Design System, automação de testes, micro frontends, NoSQL, arquitetura funcional em microsserviços, DevOps, uso de big data, entre outros.

A coordenadora de projetos do Instituto Avon, Mafone Odara, deu início ao segundo ciclo de palestras geral com o tema “Comunicação Não-Violenta: como fazer conversas difíceis?”. Em seguida Dani Botaro (Oracle), Alissa Munerato (UFABC) e Haydée Svab (ASK) integraram painel sobre algoritmos e vieses inconscientes. Carol Romano (Maker Brands) encerrou o ciclo de palestras com o tema ‘A Ciência e a Prática da Felicidade’.

Heloísa Souza, da WildLife, comentou a experiência de participar da feira de negócios: “Conversamos com muitas meninas super interessadas, que gostam muito do que fazem e que estão aqui nesse espaço onde podem dividir e compartilhar experiências da tecnologia, que é onde elas têm que estar”.

CommScope e Cesupa inauguram laboratório no Pará para formar profissionais em áreas como mobilidade e IoT

A CommScope e o Cesupa (Centro Universitário do Pará) inauguraram ontem (11/09) em Belém o primeiro laboratório no Brasil da Ruckus Networking Academy (RuNA). Esse é o primeiro laboratório do Pará a permitir desenvolvimento tecnológico, além de treinamento e consultoria, com parceria corporativa.

A iniciativa tem como objetivo atender à crescente demanda do mercado por profissionais qualificados, bem como desenvolver soluções customizadas para atender setores como educação, saúde, cidades inteligentes, varejo, indústria, hotelaria e internet das coisas (IoT), entre outros. A CommScope pretende inaugurar mais 3 unidades desse laboratório em outros estados do Brasil até o final de 2020.

“Com esse laboratório, os alunos e profissionais da área poderão ter acesso a novas tecnologias e criar sistemas inovadores como, por exemplo, soluções de conexão de dispositivos de internet das coisas (IoT)”, afirma Marcos Dias, diretor de vendas da Ruckus Networks no Brasil, empresa adquirida pela CommScope.

“A implantação de um laboratório desse porte no Cesupa tem para nós valor estratégico, pois além de reforçar o compromisso institucional de promover formação de alto nível dos alunos em conexão com o mercado, certamente propiciará o desenvolvimento de práticas inovadoras de aprendizagem, ancoradas nesse novo ambiente”, afirma Sérgio Fiuza de Mello Mendes, reitor do Cesupa.

O laboratório conta com uma estrutura diversificada de soluções tecnológicas, que compreende switches de alta performance com portas em cobre/fibra, PoE, access points indoor/outdoor, controladoras, SFP, rack e cabeamento estruturado. Também fazem parte do pacote o ImVision (Sistema de Gestão de Infraestrutra), softwares de analytics, localização e gestão de onboarding Wi-Fi.

Suécia mostra novidades em ciência, tec e aeronáutica nas Semanas de Inovação 2019

O Team Sweden Brazil promove, entre os dias 16 e 27 de setembro, as Semanas de Inovação Suécia-Brasil 2019, uma série de eventos como workshops, bate papos, paineis e encontros baseados na parceria estratégica entre os dois países nas áreas de ciência, tecnologia e inovação (CTI). Em sua oitava edição, as Semanas de Inovação combinarão atividades em cidades como Brasília, Fortaleza, Joinville, Manaus, Porto Alegre, Rio e Janeiro e São Paulo.

“O objetivo das Semanas de Inovação Suécia-Brasil é fortalecer a Suécia como um parceiro de inovação de longo prazo para o Brasil, promovendo ambientes de inovação, estabelecendo colaborações entre os dois países e criando um ponto de encontro para atores suecos e brasileiros nas áreas de CTI”, explica Johanna Brismar Skoog, nova Embaixadora da Suécia no Brasil. “Elas também são importantes para celebrar parcerias existentes e descobrir oportunidades de cooperação bilaterais e multilaterais. O acordo União Europeia-Mercosul, por exemplo, tem tudo para proporcionar um aumento do comércio e de investimentos e também para assegurar a implementação do Acordo de Paris”, completa.

Para marcar a abertura das Semanas de Inovação, no dia 16 de setembro, a cidade de Manaus (AM) receberá um evento especial com a participação do Vice-Ministro Sueco da Inovação, Emil Högberg, da nova Embaixadora da Suécia no Brasil, Johanna Brismar Skoog, e do Governador do Amazonas, Wilson Lima. Na ocasião, o Auditório da FIEAM sediará o painel “Hélice Tríplice Suécia-Amazonas” que discutirá como a Suécia e o Estado do Amazonas têm aplicado o modelo de cooperação entre universidade-indústria-governo na sua busca por inovação, empreendedorismo e desenvolvimento sustentável. O evento contará com a participação de representantes de instituições brasileiras como SENAI – Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, INPA – Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, UFAM – Universidade Federal do Amazonas e UEA – Universidade do Estado do Amazonas, e suecas como Universidade de Linköping, RISE – Institutos de Pesquisa da Suécia, Agência Sueca de Proteção Ambiental, Electrolux e Ericsson.

Meninas na ciência

Um dos destaques da agenda de 2019 é o Workshop e Diálogo Tekla, nos dias 17 e 18 de setembro, em Brasília. Promovidos com apoio do Instituto Sueco e do Instituto Real de Tecnologia de Estocolmo, eles fazem parte do Festival Tekla, iniciativa da cantora pop sueca Robyn que tem como missão inspirar o interesse em tecnologia entre meninas do ensino fundamental e médio, e discutir como reduzir a sub-representação feminina nas áreas de STEM (sigla em inglês para Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática).

Com o objetivo de oferecer um ambiente no qual jovens garotas (13 a 15 anos) de 7 escolas do Distrito Federal possam testar e criar tecnologias junto com outros modelos de mulheres, o workshop e o bate papo contarão com a participação de Heidi Harman, fundadora da mais antiga rede de tecnologia feminina na Suécia, o GeekGirl Meetup, uma rede para mulheres em STEM, código, design e startups, que agora possui braços em 17 países.

O evento terá ainda a participação de Juliana Estradioto, Prêmio Jovem Cientista 2018 e primeira brasileira a ganhar primeiro lugar na categoria de Ciências dos Materiais na Intel ISEF (Intel International Science and Engineering Fair), maior feira de ciências pré-universitária do mundo. Conhecida também por ter sido premiada com a possibilidade de dar seu sobrenome a um asteroide, Juliana é fundadora do Meninas Cientistas, iniciativa que visa incentivar a pesquisa e a ciência entre jovens do ensino médio, principalmente entre meninas, por meio da divulgação de histórias inspiradoras.

Biotecnologia para uso agroindustrial

Brasília abriga ainda o painel Biotecnologia Industrial Aplicada a Resíduos Agroindustriais. Com a participação de Michael Salter (RISE) e do professor Fredrik Ingemarson, o evento pretende discutir como a utilização de biotecnologia industrial pode agregar valor e facilitar o manejo de resíduo agroindustrial.

Smart Cities em Porto Alegre e Rio de Janeiro

A discussão em torno das Cidades Inteligentes também permeia a programação das Semanas de Inovação Suécia-Brasil 2019.

Na capital federal, no dia 18, o Parque Tecnológico de Brasilia (BIOTIC) recebe o seminário Smart City Brasília: Conecta Mundi. O evento reunirá três agências suecas – Inovação, Proteção Ambiental, Crescimento Econômico e Regional -, o Instituto Real de Tecnologia de Estocolmo, as Associações U&WE e C/O City, além de representantes do Governo do Distrito Federal, Senai, FAPDF e Embrapii, para apresentar parcerias e bons exemplos de Cidades Inteligentes com foco em desenvolvimento sustentável, resíduos sólidos e mobilidade.

O evento marca ainda a abertura oficial da exposição The Smart City – Meeting the Urban Challenge, uma mostra curada e organizada pelo Instituto Sueco sobre Cidades Inteligentes na Suécia, que ficará em cartaz no espaço até o dia 26 de setembro.

No Rio de Janeiro, no dia 20, a discussão sobre Cidades Inteligentes ganha a forma de um seminário na Casa Firjan sobre Responsabilidade Social Corporativa e como a Indústria 4.0 pode influenciar um novo modelo social: a Sociedade 5.0, com confiança na inovação, automação e inteligência artificial. Entre os participantes, representantes da Tillvaxtverket – a Agência Sueca para Crescimento Regional e Econômico, e Vinnova – Agência de Inovação do país escandinavo.

Já em Porto Alegre, no dia 26, Marc Weiss responsável pela criação da Zona de Inovação Sustentável de Porto Alegre (ZIS Poa) comandará o painel Smart City Porto Alegre: política de resíduos sólidos, reunindo especialistas brasileiros e suecos em uma conversa sobre inovação no manejo de resíduos sólidos e o conceito de economia circular.

Empresas brasileiras na Suécia e mercado financeiro com inteligência artificial
São Paulo recebe, no dia 24, a sessão de lançamento da Iniciativa Corporate Venture Brasil-Suécia, realizada pelo CISB (Centro de Pesquisa e Inovação Sueco-Brasileiro) em parceria com o Ignite Sweden e Anprotec (Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores), e apoiada pela Vinnova. Evento tem como principal objetivo fazer a conexão de startups com grandes corporações no Brasil e na Suécia em busca de soluções inovadoras para os desafios tecnológicos da indústria. A sessão de lançamento apresentará a iniciativa e as parcerias CISB-Ignite e CISB-Anprotec, além de preparar grandes empresas brasileiras participantes do programa para sessões de matchmaking com startups suecas em outubro, em Estocolmo, na Suécia. Durante a atividade, algumas startups brasileiras também terão a oportunidade de apresentar seus inovadores modelos de negócios.

Um painel sobre Inteligência Artificial no Mercado Financeiro também será promovido sede da Swedcham – Câmara de Comércio Sueco-Brasileira, na capital paulista, no dia 17. Com a presença do especialista em Inteligência Artificial Sergio Quiroga e do Diretor para Inovação da Ericsson, Edvaldo Santos, o evento discutirá como a I.A. pode ser aplicada no mercado financeiro e prever a direção e movimentos dos mercados de ações a partir da análise de informações compartilhadas na imprensa e na internet.

Caças Gripen + FAB

A colaboração entre a empresa sueca SAAB e a Força Aérea Brasileira, responsável pelos novos caças brasileiros Gripen E, também estará presente na programação das Semanas de Inovação. No dia 23, em São Paulo, será realizado o segundo workshop do Swedish Professor Chair Program no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), uma iniciativa do CISB e da Saab para trazer grandes pesquisadores ao Brasil, e criar e fortalecer parcerias de longo prazo com a Suécia em tópicos relevantes de pesquisa.

Já em Joinville, o SC2C.Aero organizará este ano o seu 2° Workshop Anual, com o objetivo de integrar companhias, agências de fomento e instituições de pesquisa, desenvolvimento e inovação a fim de aperfeiçoar o ecossistema aeroespacial em Santa Catarina. Evento no dia 24 de setembro será realizado no Ágora Tech Park, uma parceria da UFSC juntamente com a iniciativa privada e o poder público.

ABB inicia construção de nova fábrica de robótica em Shanghai

A ABB anunciou hoje que iniciou a construção de sua nova instalação para pesquisa e fabricação de robôs na China, o maior mercado de robótica do mundo. A fábrica, que deve entrar em operação em 2021, representa um investimento total de US$ 150 milhões.

A nova fábrica de 67.000 m2 em Kangqiao, situada próximo a Xangai, implantará os mais modernos processos de fabricação, incluindo machine learning, soluções digitais e colaborativas. Será a fábrica mais avançada, automatizada e flexível da indústria de robótica do mundo – um centro onde robôs fabricarão robôs. A nova fábrica também abrigará um centro de P&D no local, que ajudará a acelerar as inovações em Inteligência Artificial (IA). O centro servirá como um núcleo de inovação aberto, onde a ABB vai colaborar estreitamente com seus clientes e co-desenvolver soluções de automação adaptadas às necessidades de cada um deles.

As soluções de robótica da ABB atendem a uma base de clientes diversificada na Ásia, apoiando fabricantes de automóveis, particularmente em mobilidade elétrica, bem como fabricantes de eletrônicos, alimentos e bebidas, produtos farmacêuticos, automação logística e indústrias em geral, entre muitos outros. A ABB prevê que as vendas mundiais de robôs crescerão de US$ 80 bilhões hoje para US$ 130 bilhões em 2025. A China é o maior mercado de robótica do mundo; um em cada três robôs vendidos globalmente em 2017 foi para a China.

Peter Voser, Chairman e CEO da ABB disse: “O estabelecimento da nova fábrica é outro marco no desenvolvimento da ABB na China e fortalecerá ainda mais nossa liderança no maior mercado de robótica do mundo. Desde o anúncio do projeto em outubro passado, recebemos um tremendo apoio do governo local. Este projeto foi listado entre os 10 principais da iniciativa ‘Fabricação em Xangai’ em 2019, uma grande honra para a ABB.” Dignitários chineses locais, clientes da ABB e altos executivos da ABB participaram hoje da cerimônia de lançamento da pedra fundamental.

Fábrica digital do futuro

A produção na fábrica altamente automatizada será baseada em células de automação, e não em uma linha de montagem fixa, o que permitirá que os robôs se movam de estação em estação para maior personalização e mais flexibilidade do que nos sistemas de produção lineares tradicionais. Os veículos guiados automatizados (AGVs) entregarão as peças aos robôs de produção just in time, enquanto as mais recentes tecnologias colaborativas garantirão que humanos e robôs possam trabalhar com segurança lado a lado, trazendo maior flexibilidade e agilidade aos processos de produção e combinando as vantagens dos robôs com as capacidades únicas das pessoas.

A fábrica será um ecossistema de manufatura digital completo, empregando um sistema “Digital Twin” que fornecerá a todos, desde gerentes e engenheiros a operadores e equipes de manutenção, informações de dados e recursos de aprendizado de máquina para melhorar o desempenho e maximizar a produtividade. A ABB usará um sistema baseado em machine learning para inspecionar os robôs enquanto eles estão sendo montados, a fim de garantir os mais altos padrões de qualidade.

“Como líder de mercado em robótica industrial na China, temos orgulho de apoiar a indústria chinesa no fortalecimento de seu setor manufatureiro. Apesar dos desafios de curto prazo do mercado, o desenvolvimento da China como um hub global de fabricação, a tendência atual de customização em massa e uma crescente escassez de mão-de-obra qualificada continuarão a criar uma demanda forte e duradoura por soluções de automação na região”, disse Sami Atiya, presidente do negócio Robotics & Discrete Automation da ABB. “Nos próximos anos, estimamos que a amplitude e profundidade de nosso portfólio praticamente dobrarão. Isso significa que precisamos de uma fábrica que possa produzir uma variedade maior de robôs e dimensionar volumes com eficiência para se adaptar às mudanças nas condições do mercado e às tendências tecnológicas”, acrescentou Atiya.

A ABB Robotics possui três fábricas em todo o mundo: a nova fábrica em Xangai, que substituirá a existente, apoiará os clientes na Ásia. A fábrica em Västerås, na Suécia, atende a clientes na Europa, e a fábrica de Auburn Hills, em Michigan, suporta as Américas.

A ABB possui uma ampla gama de atividades de negócios na China – seu segundo maior mercado – incluindo P&D, fabricação, vendas e serviços. Possui aproximadamente 20 mil funcionários, localizados em 131 cidades e em 44 empresas locais. Na China, o negócio de robótica da empresa emprega mais de 2.000 engenheiros, especialistas em tecnologia e líderes operacionais em 20 locais em todo o país. A ABB investiu mais de US$ 2,4 bilhões na China desde 1992.

Reciclagem e blockchain: bares de Brasília adotam logística reversa inteligente

Mesmo com números alarmantes, a reciclagem no Brasil ainda é baixa – a maioria das capitais reaproveitam apenas 3% dos resíduos, de acordo com dados da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe). Felizmente, tem surgido uma tendência de empresas que se responsabilizam pelo retorno das embalagens pós-consumo ao ciclo de produção, como a inciativa da startup Green Mining que, em parceria com a Ambev, acaba de inaugurar um HUB de coleta em Brasília.
Atuando na logística reversa de forma eficiente por meio de tecnologia inovadora, que permite identificar os locais de maior geração de resíduos pós-consumo, principalmente garrafas de vidros descartadas por bares, a startup busca o melhor equilíbrio para a indústria: coletar grande quantidade de recicláveis, com eficiência de custo, garantindo respeito à mão de obra empregada, capacitando e contratando cooperados ou catadores de rua que já trabalhavam com reciclagem de maneira informal.

Parceira oficial da organização Europeia “Friends of Glass”, a Green Mining tem importante papel na promoção da reciclagem do vidro, um dos materiais que mais demoram para se decompor na natureza. O vidro é 100% reaproveitável, gera economia de recursos naturais e evita um alto gasto de energia e emissão de CO2. “Para nós, é uma satisfação e orgulho muito grande ver que o nosso projeto está em expansão pelo país. Com os HUBs em São Paulo, e agora em Brasília, alcançamos mais de 300 toneladas de vidros reciclados e mais de 50 toneladas de CO2 evitados desde o início da ação”, conta Rodrigo Oliveira, presidente da Green Mining.

A ação é fruto da primeira edição do programa global 100+Accelerator, da cervejaria Ambev, que em 2018 selecionou 21 startups em todos os continentes para resolver questões mundiais urgentes em sustentabilidade pontuadas pela companhia. “O desafio lançado pela Ambev de buscar soluções para problemas da indústria, por meio de startups, para fechar o ciclo da economia circular em embalagens, foi uma ótima oportunidade. Nossa tecnologia permite a rastreabilidade de todas as embalagens coletadas nos centros urbanos com segurança por meio de Blockchain. Coletores, HUBs, transportadores e usinas de reciclagem validam as quantidades uns dos outros, não permitindo que os números de material reciclado sejam criados ou falsificados”, explica Rodrigo. “Como nós realizamos a coleta, podemos não apenas atestar as quantidades, mas também garantir que não foi usada mão de obra infantil ou informal, visto que todos os nossos coletores possuem carteira assinada”.

Com o mapeamento pronto, os coletores uniformizados e empenhados retiram e depositam o conteúdo em grandes caçambas. Quando cheias, estas são levadas direto à fábrica de vidros da própria cervejaria, localizada no Rio de Janeiro, devolvendo o material à cadeia produtiva da empresa. Já são 22 estabelecimentos no Distrito Federal que participam do projeto, entre eles: Associação Atlética Banco de Brasília; Abençoado Bar e Restaurante; Bar Encontro dos Amigos; Bar Skima; Clube dos Servidores do STJ; Fasto e Manuel Restaurante; Gelart Distribuidora; Ilha Cozinha Bar; Nazo Sushi Bar; Pesque Pague Taguatinga; Primeiro Cozinha Bar; Senhor Boteco; Sim Sem Hora; Sítio Geranium; Staleiro Bar e Snooker; Urso Beer; Villa Carioca Steak Grill & Petiscaria. Além disso, a Green Mining coletou 100% do vidro do Projeto Hidden, tradicional evento cultural e gastronômico da capital.

A estimativa da Green Mining é de inaugurar, até o fim de 2019, mais 20 HUBs pelo país.

Neomode recebe aporte de R$ 2,7 milhões

Desenvolver novos canais de venda (App Commerce e Shopbot Omni), transformar a loja física num minicentro de distribuição online, aumentar o giro de estoque das lojas, melhorar a logística de entrega com o sistema clique e retire e disponibilizar o estoque em tempo real. Essas são as propostas da Neomode, empresa de tecnologia que oferece soluções omnichannel para o varejo e que acaba de receber um aporte de R$ 2,7 milhões do Fundo Criatec 3. O montante será utilizado para automatizar a tecnologia, escalar a máquina de vendas, ampliar o quadro de funcionários e iniciar um plano de expansão nacional.

Gerido pela Inseed Investimentos, o Fundo Criatec 3 foi criado pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Além do próprio BNDES, também estão entre os cotistas do Fundo agências de fomento, corporações e investidores privados. No Paraná, estado onde a Neomode foi fundada, os representantes são BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul) e Fomento Paraná.

O diretor de Operações do BRDE, Wilson Bley Lipski, destaca a importância do Criatec 3 para a política de apoio ao setor. “O Criatec 3 é fundamental para nossa política de apoio ao setor, pois nos permite apoiar projetos com alto potencial de valorização que, em muitos casos, não teriam condições de acessar nossas linhas de financiamento. Mesmo atuando somente em três estados, somos o principal repassador dos programas Inovacred (Finep) e MPME Inovadora (BNDES), o que mostra importância que damos à inovação em nossas operações”, diz.

Heraldo Neves, diretor-presidente da Fomento Paraná, explica que para a organização, investir no Criatec 3 é uma forma de apoiar o capital empreendedor além dos financiamentos já oferecidos. “A ação está em sintonia com o plano de governo do estado de estabelecer um ambiente de negócios amigável e estimulador, de investir na tecnologia, na inovação, e de apoiar as empresas nascentes, que podem escalar rapidamente. O caso da Neomode representa bem esse objetivo”, afirma.

Convergência

Fundada em 2016, a Neomode atende grandes cadeias de varejo como Lojas MM (Grupo Mercado Móveis). “O omnichannel, que já é muito popular nos EUA e Europa, é uma tendência que se baseia na convergência de todos os canais utilizados por uma companhia. Trata-se da possibilidade de fazer com que o consumidor não veja diferença entre o mundo online e o offline. Assim, conectamos canais online com os pontos de vendas físicos e os consumidores evitam atritos na experiência de compra”, explica a co-fundadora da Neomode, Fabíola Paes, especialista em varejo e professora da ESPM, Ibmec e da USP/Esalq.

“Normalmente, depois de fazer uma compra pela internet, o consumidor precisa aguardar alguns dias até receber o produto. Isso gera insatisfação e diminui o interesse da compra. Com a solução da Neomode, é possível retirar ou receber as mercadorias em poucas horas, no mesmo dia e no local escolhido pelo consumidor. A jornada de compra proposta pela Neomode fica mais rápida e há redução significativa de custos logísticos. O cliente não enfrenta filas, prazos de entrega e taxas de frete”, explica Gustavo Junqueira, CEO da Inseed Investimentos.

Um estudo da Webshoppers, realizado pela Ebit/ Nielsen em 2018, mostrou que a porcentagem de atrasos nos pedidos clique e retire, sistema desenvolvido pela Neomode, é de apenas 2,6% – significativamente menor do que quando enviados pelos Correios (16,6%) e pelas transportadoras privadas (24,4%).

Para possibilitar essa integração, a Neomode desenvolveu a tecnologia LORI (Library of Omnichanne lIntegrations for Retail), uma plataforma que conecta o varejo com os mais completos sistemas nativos de PDV – frente de loja – das lojas físicas, gateways de pagamento e plataformas e-commerce – e origina novos canais de venda white label omnichannel: App Commerce (aplicativos de compra) e Shopbot Omni (assistentes virtuais por robôs). Ambos têm como objetivo aperfeiçoar toda a jornada de compra online e offline do consumidor.

“Quando desenvolvemos esse serviço que integra os canais e utiliza um sistema de geolocalização, notamos grande satisfação do lojista, que gerou incremental de vendas – por cliente ao retirar o produto na loja – em cerca de 40% em poucos meses. Existem diversas maneiras para melhorar a experiência de compra e encantar o cliente. O uso dessas ferramentas está revolucionando o jeito de comprar e vender no Brasil. Estamos felizes em alavancar esse processo e fazer parte dessa mudança de comportamento”, observa Fabíola.

Lojas MM

Com 40 anos de mercado, um dos mais tradicionais grupos varejistas do Sul do Brasil implementou, em 2018, um novo canal de vendas – o aplicativo white label da Neomode- que permite aos consumidores do Paraná, Santa Catarina, São Paulo e Mato Grosso do Sul comprarem pelo smartphone. O investimento em tecnologia para modernização das mais de 190 lojas girou em torno dos R$ 25 milhões. Assim, todos os pontos de vendas da rede viraram minicentros de distribuição para venda online, o que traz uma diferença competitiva muito grande no mercado nacional quando se fala em agilidade e em redução de custos.

“O grande diferencial do aplicativo está justamente na tecnologia que utiliza do conceito omnichannel, permitindo que o cliente compre online e retire nas lojas físicas totalmente integradas por meio do clique e retire. A inovação também permite outras duas funcionalidades: o acesso à chamada prateleira infinita, quando o cliente está dentro da loja física e não encontra o produto desejado, adquirindo-o via e-commerce; além da alternativa de consultar a loja mais próxima com produto disponível para compra via geolocalização”, explica Fabíola Paes, da Neomode.

“Este é o aplicativo pioneiro no segmento de eletromóveis que disponibiliza a retirada do produto num período tão curto. Com o investimento no novo canal a empresa tem obtido crescimento de 50% ao mês nas vendas pelo App Commerce”, destaca o Diretor Comercial das Lojas MM, Marcos Ribeiro Camargo.

Indústria discute o impacto da revolução digital na mineração e siderurgia

Frotas, pátios e plataformas que trabalham de forma inteiramente autônoma são algumas soluções robóticas que estão transformando a indústria siderúrgica e de mineração. Esse tipo de tecnologia, que até pouco tempo estava restrito ao mundo da ficção científica, é capaz de retirar os trabalhadores de atividades perigosas, melhorando a segurança e a produtividade das empresas, além de reduzir custos.

Toda essa revolução, impulsionada por inovações nas áreas de análise de dados, computação em nuvem, Indústria 4.0 e Internet das Coisas, será debatida em uma mesa-redonda realizada durante a ABM WEEK 2019. A semana técnico-científica acontece de 1 a 3 de outubro, no Pro Magno Centro de Eventos, em São Paulo.

“A revolução digital tem permitido a integração horizontal total de informações do poço da mina ao porto de escoamento da produção e, verticalmente, do sensor à sala de controle”, diz Walter Massanori de Saito, consultor na Metals Pioneers e coordenador da mesa-redonda “Robotização aplicada à indústria minerometalúrgica”, programada para o dia 2 de outubro.

Segundo ele, compreender e dominar as complexidades da integração entre tecnologia de informação e tecnologia operacional são chaves para as empresas que querem alcançar todos os benefícios dessa transformação.

O evento na ABM WEEK pretende jogar luz sobre as estratégias que as principais empresas minerometalúrgicas estão adotando e os benefícios que estão obtendo com a robotização. Entre os participantes confirmados estão Leonardo Demouner, responsável pela área de aciaria da Ternium Brasil, e Martin Hirschmanner, vice-presidente de mecatrônica da Primetals Technologies na Áustria.

Demouner atua em uma área fortemente influenciada pelos desenvolvimentos robóticos e também muito exigida com relação à segurança no trabalho. Já Hirschmanner compartilhará o conhecimento de uma tradicional fornecedora de plantas siderúrgicas que vem se destacando na digitalização dos processos e em aplicações robóticas.

A mesa será complementada por Daniel de Faria Diniz, executivo de vendas da ABB, que falará sobre o atual status da aplicação robótica no Brasil e no mundo. Na mesma oportunidade, o professor Rafael Traldi Moura, do departamento de Engenharia Mecatrônica e Sistemas Mecânicos da Poli-USP, discorrerá sobre as pesquisas em curso na área de controle motor para a construção de robôs e exoesqueletos.

A mesa-redonda sobre robotização na ABM WEEK será mediada pelo professor Arturo Forner Cordero, do Laboratório de Biomecatrônica do Departamento de Engenharia Mecatrônica e Sistemas Mecânicos da Poli-USP.

Satisfação não é Engajamento. Não se iluda, RH.

Por Vanessa Togniolli

Pesquisas de satisfação de colaboradores são ferramentas comumente utilizadas nas empresas para nortear o trabalho da área de pessoas. Ao apresentar uma abordagem transacional, tratando de questões elementares, como remuneração e benefícios ou associadas a perks (componentes oferecidos que fazem parte da cultura da empresa, como horário flexível, snacks grátis, entre outros), seus resultados apontam exclusivamente para oportunidades de melhorias incrementais em processos e programas corporativos já existentes. Tudo isso é, muitas vezes, encarado pelas pessoas como commodities.

E, sinto dizer, esse modelo de operação dos RHs está com os dias contados. Isso porque vivemos em um ambiente cada vez mais digital, que gera um processo acelerado de transformações no mundo. Esse processo esbarra necessariamente em um aspecto essencial: a mudança do comportamento das pessoas. Com a proliferação veloz das informações e das opções, hoje elas têm nas mãos o poder de não só escolher entre o que lhes é oferecido, mas também de reivindicar a atenção às suas necessidades específicas, aos seus desejos. Com isso, têm o poder de transformar mercados e de estabelecer novos modelos de relacionamento.

Nesse contexto, surge a necessidade de trazer o cliente para o centro das tomadas de decisão nas empresas. Como estamos falando em pessoas, isso vale também para os RHs. Já não é mais suficiente para elas receberem benefícios ou agrados. Elas querem participar, ter voz, atuar segundo um propósito que as preencha. Buscam companhias que lhes ofereçam esse ambiente.

Assim, a área deve encarar o desafio de conhecer melhor as pessoas da companhia, escutá-las, entender o que desejam, o que de fato necessitam para construir soluções e práticas com elas, e não para elas. A centralidade do cliente (aqui, no caso, colaborador(a)) é uma mudança de perspectiva fundamental que vira o jogo e desloca o foco da satisfação para o engajamento.

E é importante desfazer um mal-entendido comum: manter as pessoas satisfeitas não significa que podemos afirmar que estão engajadas. O significado de engajamento é bem mais amplo do que o de satisfação. Enquanto a satisfação é dependente de estímulos e, portanto, momentânea, o engajamento é um estado emocional e tem caráter transformacional. Ou seja, alguém engajado tem paixão pelo que faz e quer fazer a diferença. Sente-se motivado para desenvolver e entregar o máximo de suas habilidades em prol da companhia.

Pode até ter insatisfação com algumas questões da empresa, mas o próprio engajamento o coloca como parte da discussão dos problemas associados a essa insatisfação. O engajamento gera pessoas com inquietações positivas e protagonistas da própria história.

Segundo o professor Tracy Maylett, CEO da DecisionWise e Conselheiro de Experiência do Colaborador e Engajamento, existem 5 drivers para gerar engajamento e eles podem ser resumidos no acrônimo M.A.G.I.C.:

Meaning – Encontrar propósito no trabalho que realizamos. Falar de propósito é pensar e repensar sobre a causa com a qual estamos contribuindo de forma genuína.

Autonomy – Ter liberdade para fazer o melhor trabalho. Aqui, trata-se de assumir a responsabilidade por suas escolhas profissionais e, claro, ter reconhecimento pelos resultados gerados. O gerenciamento dos riscos de se cometer erros também é parte dessa autonomia e cabe à liderança gerar um ambiente seguro para que erros se transformem em aprendizado. Apostar na construção coletiva como um grande veículo para destravar potenciais humanos é um dos segredos do sucesso no ambiente digital.

Growth – Sentir-se desafiado no trabalho. A vontade de crescer profissionalmente por meio do autoconhecimento e do aprendizado deve ser despertada e estimulada. O crescimento deve ser encarado não apenas do ponto de vista particular, mas também coletivo. Compartilhar conhecimentos, focando na formação de outras pessoas e assumir o papel de mentor e coach de carreira.

Impact – Fazer a diferença e ter senso de realização. Gerar resultados relevantes produzem orgulho e vontade de fazer ainda melhor. Ter reconhecimento da empresa sobre as conquistas e os impactos de negócio gerados. Reconhecer o time.

Connection – Sentimento de pertencimento a algo maior que nós mesmos. Isso é o que nos motiva a levantar da cama todos os dias, dá sentido e propósito.

E como gerar engajamento?

No contexto digital, estamos falando em criar ambientes propícios à colaboração, à experimentação, à troca de ideias e à construção do conhecimento coletivo, além, é claro, de trazer novas e melhores práticas operacionais em si. Ouvir as pessoas, entender seus problemas e dificuldades e construir em conjunto as soluções que se encaixem na realidade da empresa têm se mostrado, efetivamente, o melhor caminho.

Além do ambiente, é preciso trabalhar também as crenças limitantes individuais em particular. Ajudar a quebrar barreiras mentais, estimulando o desenvolvimento de novos modos de pensar leva a um posicionamento diferente, mais colaborativo, que de fato produz engajamento. E o respeito pela história de cada um aqui é fundamental!

Por último, não menos importante, cito um elemento essencial nessa equação: a liderança. Líderes têm responsabilidade por promover o engajamento. Aqui, minha principal aposta é o fortalecimento das relações que deve passar pelo respeito, transparência, geração de um ambiente seguro para a experimentação e aprendizado e pela valorização da voz do outro. Em tempos digitais, líderes devem ser os primeiros a se envolver, se engajar no novo mindset, incentivar a construção coletiva real e fazer parte dela. À área de pessoas, fica a responsabilidade de criar condições para que essa forma de liderança seja estimulada e torne-se padrão.

Vanessa Togniolli, Gerente de Desenvolvimento de Lideranças na CI&T

LGPD afeta diretamente aplicativos de compras e serviços

Você já parou para pensar em quantos dados já forneceu para aplicativos de serviços e compras e o que pode ser feito com eles? Afinal, você acorda e precisa se deslocar ao trabalho, chama um Uber. No horário de almoço, pede comida por um delivery. À noite, decide dar uma olhada no aplicativo de paqueras. Além disso, possui contas em todas as redes sociais, já que precisa compartilhar seus momentos e manter contato com os amigos.

A atual dependência tecnológica vem acompanhada do alto risco de exposição. A consequência disso pode ir desde intromissões alheias na vida privada das pessoas, vazamentos de dados e até a venda e utilização ilícita de informações pessoais. Porém, a partir de agosto de 2020, entra em vigor a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), que protege a privacidade e a segurança sobre as informações e dados de pessoas físicas no Brasil e que impactará diretamente os aplicativos móveis.

Segundo Rafael Reis, advogado especialista em Direito Digital, Proteção de Dados e Privacidade no escritório Becker Direito Empresarial, a nova lei atribui responsabilidades específicas às empresas e negócios que utilizam dados pessoais, além de multas em caso de descumprimento, algo que ainda não havia sido feito no país. “Ainda que o Marco Civil da Internet, aplicável ao universo dos aplicativos de compras e serviços, já trouxesse o direito à informação clara e completa sobre o uso de dados pessoais dos usuários, a LGPD reforça esses direitos regulamentando especificamente as operações de tratamento de dados e reforçando o direito à proteção e privacidade dos usuários”.

Para as empresas, é necessária atenção redobrada quando a atividade-fim envolve o tratamento de dados pessoais em grande escala. O modelo de negócios de aplicativos intermediadores de serviços, como por exemplo, os de delivery, passa por coletar a localização exata dos clientes e sem ela é impossível que a entrega seja concluída. Rafael explica que, nesse caso, uma das adequações das empresas é a reavaliação da necessidade dos dados pessoais que são solicitados aos clientes no momento da prestação do serviço. Somente aqueles estritamente indispensáveis devem ser coletados, sob pena de aumentar os riscos da operação.

Além disso, os termos de uso dos aplicativos deverão ser revistos, para que não sejam genéricos e muito longos. Ele precisa ser explícito e transparente, apontando as finalidades para as quais os dados do cliente servirão. “Cada vez mais, as companhias deverão utilizar ferramentas visuais e intuitivas para demonstrar o modo de funcionamento dos aplicativos. É necessário saber que o compartilhamento de dados com outros bancos de dados e plataformas só poderá ser realizado quando a operação de tratamento tiver fundamento legal na LGPD, como por exemplo, o consentimento do titular de dados ou a execução de um contrato”, explica Rafael.

De início, os aplicativos precisarão investir em Segurança da Informação, criando uma rede transparente para seus clientes, além de uma série de implementações administrativas e jurídicas. Rafael conta que para atender a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), que é o órgão responsável pela fiscalização, as empresas terão um custo inicial. “Com a melhoria preventiva, os aplicativos precisarão fazer um investimento, porém, a médio prazo, esse custo será revertido, já que haverá uma melhoria interna de processos e estarão adequados à legislação, correndo um menor risco de futuros processos judiciais e a aplicação de penalidades pela ANPD”.

Para os consumidores, a transparência e o controle sobre os seus próprios dados pessoais é o ponto mais importante da nova lei, já que poderão, entre outros direitos, solicitar a correção, portabilidade ou eliminação de seus dados dos cadastros de aplicativos. “A LGPD traz mais garantias e direitos aos consumidores, além de uma oportunidade para as empresas: utilizar o momento para rever processos e adotar medidas de segurança que agregarão valor ao negócio, criando um verdadeiro diferencial competitivo no mercado. A proteção de dados, nesse sentido, é uma chance de ouro para quem quer se destacar entre a concorrência”, explica Rafael.

Inmarsat entra para o Mining Hub para apoiar a busca por inovação no setor brasileiro de mineração

A Inmarsat, líder mundial em comunicações móveis globais por satélite, anunciou hoje que ingressou no Mining Hub, uma iniciativa que visa gerar oportunidades e conexões no setor brasileiro de mineração. A medida vem após o lançamento, realizado pela Inmarsat, da primeira solução de monitoramento em tempo real verdadeiramente global para barragens de rejeitos – refletindo seu compromisso contínuo com a inovação no setor de mineração.

Apoiado pelo Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), o Mining Hub atua como um fórum de inovação aberta no setor e entre seus associados estão 24 empresas de mineração, além de fornecedores e consultores de tecnologia. A iniciativa conta com a colaboração de diferentes stakeholders da cadeia de suprimentos de mineração para o desenvolvimento de soluções para os desafios enfrentados. Suas atividades estão hoje focadas em seis fluxos de trabalho principais: segurança; gestão da água; fontes de energia alternativas; eficiência operacional; gestão de resíduos; e desenvolvimento social.

Com o lançamento, realizado em março de 2019, da sua inovadora solução de monitoramento de barragens de rejeitos, a Inmarsat trabalhará com o Mining Hub para ajudar a impulsionar a mudança na direção de uma abordagem padronizada e transparente para a gestão de barragens de rejeitos. A solução da Inmarsat utiliza avançadas tecnologias de conectividade para dar às empresas de mineração uma visibilidade total da segurança e da integridade de suas barragens, permitindo que tomem decisões mais rápidas e inteligentes, melhorem os padrões de segurança e apoiem a conformidade regulatória.

Comentando a respeito da participação da Inmarsat no Mining Hub, Joe Carr, diretor de Inovação em Mineração da Inmarsat, diz: “O setor de mineração passa por um período de rápidas mudanças que oferece uma gama de oportunidades, mas também alguns enormes desafios. Para superar esses desafios e impulsionar a inovação, o setor precisa trabalhar em colaboração para desenvolver soluções. O Mining Hub é um ótimo exemplo dessa colaboração em ação e demonstra o que pode ser alcançado quando diferentes stakeholders da cadeia de suprimentos de mineração trabalham juntos”.

Gustavo Roque, fundador do Mining Hub, acrescenta: “A inovação tecnológica é essencial para a saúde do setor brasileiro de mineração e para garantir que possamos permanecer competitivos, ao mesmo tempo em que promovemos padrões de segurança e transparência. A Inmarsat realizou alguns trabalhos pioneiros nessa área e demonstrou claramente seu compromisso em promover a inovação no setor brasileiro de mineração. Como tal, temos o prazer de recebê-los no Mining Hub e esperamos trabalhar em estreita colaboração com eles para construirmos um setor mais forte, mais seguro e mais sustentável”.

CIO Vendedor

Por Fernando Misato

O gestor de TIC ao longo do tempo vem se atualizando e atravessando com louvor os diversos ciclos vividos pela tecnologia do mundo corporativo. Isso significa que esses profissionais têm vendido bem sua importância para as companhias onde entregam seu suor.

Necessariamente, somos todos vendedores e estamos sempre vendendo algo. Essa afirmação poucos ousam contrariar. Quer seja em uma entrevista de emprego ou na hora de negociar uma simples lista de prioridades, o gestor de TI não foge da regra e precisa ser Vendedor.

A Tecnologia da Informação esteve sempre no centro do plano estratégico e da sobrevivência operacional do mundo dos negócios. A TI é essencial para todos os setores. Fundamental para manter as operações das empresas. Importantíssimo para as previsões e planejamento da sobrevivência. Muito requisitado para os projetos de inovação. E nesse momento, está integrado com as exigências para a Segurança da Informação. Além disso, é peça fundamental para a transformação do Marketing, que cada vez mais é Digital.

Quando os CPDs e o desenvolvimento interno imperavam, as principais soluções operacionais e gerenciais estavam sob a responsabilidade dos analistas e programadores. Lá estavam esses profissionais desenvolvendo e quebrando a cabeça para criar sistemas personalizados e sob medida para cada empresa.

Quando os ERPs iniciaram seu ciclo, os Gerentes de Informática também precisaram se reinventar. Deixam de ser os gestores dos sistemas, onde a tecnologia de desenvolvimento é praticamente a atividade fim, e passam a usar TI como ferramenta de gestão. Os ERPs revolucionaram o mundo corporativo da época. A inteligência de negócio dos profissionais de TI teve fundamental participação na transferência de conhecimento para que as ferramentas fossem configuradas adequadamente.

Não por acaso, muitos dos grandes fabricantes de softwares de gestão de hoje possuem em sua concepção empreendedora os profissionais que desenvolviam sistemas especialistas das empresas. Outra vez os Gestores de TI dando exemplo de capacidade de vender e principalmente de empreendedorismo.

Os ciclos passam. Os nomes da função também. Se antes Gerente de CPD ou de Informática, igualmente no passado ainda sentimos que esses bravos de TI deveriam ser melhor valorizados. Considerando o conhecimento que detém, precisam ser vistos por outros olhos. Conhecem a vida operacional como ninguém. Vivem intensamente as projeções junto com os principais executivos. Resolvem problemas urgentes da operação. Os CIOs ainda colaboram na análise de erros do passado para corrigi-los no futuro. Em cada novo ciclo, além de atualizar-se no seu conhecimento técnico e gerencial, também vem se atualizando na arte de vender sua própria importância.

Os CIOs seguem no centro das soluções, planejamento e decisões estratégias das companhias. Seguem com sua importância justamente por administrar um dos principais ativos. A informação é o maior patrimônio de todos os negócios. Essa constatação cresce, inegavelmente.

Por tudo isso, as associações de CIOs têm procurado incentivar para que seus membros venham vender seu conhecimento em palestras e reuniões com a comunidade de TIC. Compartilhar conhecimento é uma forma elegante de mostrar suas riquezas e conquistas. Esses grupos/associações estão alinhados nacionalmente por meio das redes sociais. Entendemos ser uma grande vitrine esse exercício de aparecer. Uns adoram essas oportunidades. Uns se consideram introvertidos e pouco afeitos a essas aparições. Insistimos. Mesmos essas sinceridades técnicas podem vender melhor do que grandes produções. Importante é mostrar que o trabalho trouxe resultado.

Os Head Hunters e os Diretores Financeiros adoram conhecer nas redes sociais profissionais que geram resultados para suas companhias. Quer seja para mostrar ao mundo ou para seu próprio time, o CIO segue precisando ser vendedor e atualizado. O tempo já provou que esse profissional sabe vender. O mercado esta em um novo ciclo. A vitrine esta aberta. “Olha um CIO madurinho ai, Gente!”. Vamos usá-la com entusiasmo.

Fernando Misato , Diretor Comercial da SUCESU Paraná, empresário e articulador para desenvolvimento de networking entre os profissionais de TIC.

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Foodtechs crescem e 32,6% dos investidores afirmam ter interesse no setor

O termo foodtech está ganhando espaço no vocabulário no mercado brasileiro. Tendência, os produtos oferecidos por startups do segmento alimentício trazem consigo uma identidade de inovação e experiências diferenciadas para o consumidor. Além do varejo, que começa a trazer para as prateleiras as novas opções de produtos, os investidores já olham para as startups como fonte de boas ideias e bons negócios.

Prova disto é que uma das principais referências em investimento anjo, a Anjos do Brasil, conta que desde meados de 2018 até agora o recebimento de projetos na área tem crescido. Até agora, a Anjos do Brasil recebeu e avaliou mais de dez projetos, dos quais seis foram apresentados para a rede de investidores. Em dois casos o investimento já foi efetivado, enquanto outros dois projetos estão em fase de negociação com o investidor. Um levantamento recente da Consultoria/FoodTech Movement apontou que o Brasil conta com pelo menos 180 foodtechs.

Com o intuito de repensar toda a cadeia produtiva da alimentação (desde o plantio até a distribuição e consumo), as startups do setor formam o chamado mercado de foodtechs. Entre as características dessa nova geração de startups que surge está o uso da tecnologia aliada ao pensamento focado no consumidor e em suas necessidades reais e também em criar novas maneiras de produzir mais e com mais qualidade.

“É um mercado promissor e que vale estar no radar do investidor. Em pesquisa divulgada em nosso último Congresso, em julho último, 32,6% dos investidores disseram ter interesse no setor”, comenta Maria Rita Spina Bueno, diretora executiva Anjos do Brasil.

Entre as foodtechs que receberam aporte de investidores anjos, pela Anjos do Brasil, estão a Beleaf, especializada em delivery de marmitas saudáveis no estilo plant-based (comida de origem vegetal, preparada do jeito mais natural, sem conservantes, corantes e aromatizantes) e Shimejito, uma Urban Farming para a produção de shimeji e que une no seu modelo de negócio economia colaborativa e tecnologia de produção. Em pequenos espaços, os produtores produzem em escala e revendem localmente shimeji de alta qualidade para restaurantes e consumidores.

“Alguns casos emblemáticos, como o da Fazenda do Futuro, divulgado recentemente, dão visibilidade para o setor e reforçam que investimento em capital empreendedor não é somente para empresas de TI”, encerra Maria Rita.

Bootcamp corporativo busca soluções para os desafios da LGPD

Em agosto de 2020, empresas de todos os portes e segmentos deverão estar adequadas à Lei Geral de Proteção de Dados e só poderão coletar informações dos cidadãos com expresso consentimento.

Para buscar soluções reais aos desafios da LGPD, a FIAP, Intelligence Hub e SPC Lab realizarão neste sábado (14/09), das 9h às 18h, o Bootcamp – desafio corporativo.

O evento vai reunir profissionais ligados nos dados analíticos das organizações e em todo ciclo de vida dos dados envolvidos. Analistas e desenvolvedores de soluções tecnológicas estarão juntos para um dia de elaboração de processos de negócio para governança de dados, programação, criatividade, inovação e empreendedorismo.

A programação compreende palestras, brainstorming, mentorias e avaliações para seleção das melhores soluções desenvolvidas.

Bootcamp – desafio corporativo

Data: 14/09
Local: FIAP Vila Olímpia
Endereço: Rua Fidêncio Ramos, 308 Torre A 7 – São Paulo

Como convencer a direção da empresa a investir no setor de RH?

Por Guilherme Dias

No atual cenário, ninguém duvida que o setor de RH é um dos pilares de sustentação de qualquer grupo empresarial. Na prática, porém, ainda é comum que a área de recursos humanos seja negligenciada e até preterida quando se trata do deslocamento de fundos para investimento.

Isso acontece porque o departamento de RH ainda é visto por muitos gestores como algo meramente operacional, deixando de lado sua importância estratégica. Por essa razão, muitos profissionais encontram dificuldades para argumentar pela valorização do setor e torna-se necessário traçar estratégias eficientes para convencer a direção da empresa a valorizar e investir em Recursos Humanos.

1. Inclua métricas e indicadores para embasar a argumentação

Coloque-se no lugar do gestor. Ao ser responsável pela administração de recursos em diversas áreas, você aceitaria aumentar um investimento caso não tivesse total certeza de algum retorno? Provavelmente não. Você precisaria de dados e informações que comprovassem os benefícios dele.

Com isso em mente, utilize métricas e indicadores de RH para apresentar à diretoria da empresa uma pequena amostra do potencial que o departamento pode alcançar. Esses dados devem conter informações pertinentes e que ajudem os gestores a ter uma visão mais ampla do funcionamento da empresa.

Taxas de absenteísmo e turnover são indicadores mais comuns na área de RH e também os mais importantes. Sabemos o grande impacto que cada ausência pode ter no funcionamento da empresa. Por meio desse levantamento, é possível identificar padrões de doença, períodos mais propensos a ausências e os funcionários que têm maior índice de falta. Se o índice de rotatividade estiver alto, a vitalidade da empresa pode estar em risco. Essa taxa representa perdas no conhecimento das operações, no relacionamento com clientes e na eficiência em geral. Encontrar novos profissionais pode ser trabalhoso e caro.

2. Centralize informações e garanta confiabilidade em relação à elas

Sabemos que uma informação incorreta pode representar muitos danos para um empreendimento. Assim sendo, ter total confiança na origem de um dado evita muitas dores de cabeça para os gestores. Um exemplo é a implementação de softwares de RH, que têm como objetivo automatizar processos e liquidar o risco de erro humano. Como consequência, o tempo economizado pode ser utilizado para ações estratégicas no setor.

Além disso, precisar de uma informação e não saber onde encontrá-la pode transformar o dia de trabalho em um pesadelo. O investimento em técnicas e ferramentas específicas para Recursos Humanos permite a centralização da informação, garantindo que tudo que for necessário poderá ser encontrado no mesmo lugar.

3. Use exemplos de sucesso

Quando o assunto é como convencer a direção da empresa a investir no setor de RH, nada melhor do que mostrar exemplos práticos. Há muito, gigantes do mercado identificaram que a melhor maneira de otimizar o desempenho de seus colaboradores é cuidar da sua satisfação. Nesse sentido, não faltam exemplos de grandes empresas com investimentos significativos em RH.

Uma dica para identificar esses exemplos é o famoso ranking GTPW — Great Places to Work, que indica as empresas mais atraentes para profissionais. Na lista, você encontrará verdadeiros exemplos de boas gestões de recursos humanos.

Estude cada caso, entenda os benefícios e as dificuldades e utilize as informações para trazer credibilidade e provar a validade de seus argumentos.

O investimento no setor de Recursos Humanos mostra-se cada vez mais crucial para o crescimento e o sucesso de qualquer organização. Ainda assim, pensamentos ultrapassados podem levar os gestores a não enxergar a real importância do departamento.

Guilherme Dias, CMO e cofundador da Gupy, startup líder de recrutamento de seleção com base em inteligência artificial

Atos leva jornada de indústria 4.0 ao SAP Now

Uma jornada completa que atende as empresas da área operacional até a executiva, com soluções de manutenção preditiva, inteligência artificial, dados em tempo real e manutenção remota. Esta é a experiência imersiva, dentro do tema Indústria 4.0 que a Atos, líder global em transformação digital, levará ao SAP Now 2019, evento que acontece nos dias 11 e 12 de setembro, no Expo Transamérica, em São Paulo.

“Teremos a oportunidade de mostrar nossa capacidade de apoiar nossos clientes com soluções de fim-a-fim. Para isso, trouxemos diretamente da Alemanha a mesma maquete que foi utilizada na Hannover Messe, a maior feira da Indústria 4.0”, salienta Alexandre Morais, Head of Digital Consulting da Atos. A maquete inclui sistema de automação, IoT, e simula um motor elétrico monitorado e conectado à nuvem.

A equipe de especialistas da Atos desenvolveu um modelo de predição de falha, em que antecipa estas tendências e gera pedidos de inspeção e manutenção. “Na prática, são dados valiosos sobre as condições de funcionamento de equipamentos e máquinas, que identificam e comunicam falhas, permitindo uma reação rápida, além da possibilidade de ter o técnico assistido por um especialista durante intervenções, oferecendo uma plataforma de realidade aumentada e smartglasses”, finaliza Morais. A Atos tem mais de 35 anos de parceria com a SAP, com 6 mil projetos implementados, 12 mil especialistas na área e 2,9 milhões de usuários finais de SAP.

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Brasil tem cinco das seis cidades com 4G mais rápido da América do Sul

Apesar dos problemas e inúmeras reclamações em relação às conexões móveis, o usuário brasileiro conta com o download 4G mais rápido da América do Sul. É o que aponta o novo relatório da Opensignal, empresa global e independente de análise móvel, comparando as velocidades de download e upload nas 25 principais cidades do continente. Foram analisados dados de mais de 500 mil dispositivos entre os dias 1 de maio e 30 de julho.

O Brasil domina completamente o ranking de velocidades de download, com cinco das seis melhores cidades. Porto Alegre e Brasília, com 17,6 Mbps, possuem os melhores índices do continente, seguidas pela única cidade não-brasileira no topo da lista, Trujillo (Peru), com 16 Mbps. São Paulo (15,6 Mbps), Curitiba e Rio de Janeiro (15,5 Mbps) aparecem logo abaixo.

Apesar dos bons números, as diferenças regionais entre as metrópoles brasileiras são evidentes. Cidades do Norte e Nordeste, como Salvador, Manaus, Recife e Fortaleza, registraram velocidades médias bem abaixo das principais cidades do Sul e Sudeste. (Gráfico 1 abaixo)

“Esses dados mostram que as operadoras brasileiras ainda precisam considerar um aumento nos investimentos para melhorar a experiência móvel dos usuários do Norte e Nordeste”, avalia Kevin Fitchard, diretor de análises da Opensignal.

No quesito velocidade de upload, as cidades brasileiras não tiveram o mesmo desempenho favorável. Lima, no Peru, lidera o ranking com média de 7,2 Mbps, seguida de Santiago (Chile), com 7 Mbps. Brasília tem o terceiro melhor índice (6,7 Mbps) e São Paulo aparece logo em seguida (6,6 Mbps). A velocidade de upload é um quesito importante para identificar a verdadeira experiência do usuário de aplicativos como o Instagram ou o WhatsApp, e essa diferença em relação à velocidade de download pode ser explicada pelo número de usuários em cada local. (Gráfico 2 abaixo)

“O número crescente de assinantes, e em particular a quantidade de dados que consomem, pode exercer muita pressão sobre as redes, causando congestionamentos e diminuindo a velocidade. As operadoras móveis também precisam gerenciar seus recursos que muitas vezes são escassos e, às vezes, priorizam os canais de downlink para melhorar as velocidades de download, comprometendo as velocidades de upload”, explica Kevin Fitchard.

As cidades venezuelanas são o destaque negativo do relatório, com suas duas representantes (Maracaibo e Caracas) apresentando os piores resultados tanto em velocidade de download quanto de upload. O país, que passa por uma profunda crise econômica e humanitária, ainda possui a maior parte dos seus dispositivos conectados em redes 3G, na contramão dos vizinhos sul-americanos que já têm o 4G desenvolvido e estudam a implementação das redes 5G nos próximos anos.

Confira o relatório completo: www.opensignal.com/blog/2019/09/09/brazil-excels-among-south-americas-fastest-mobile-cities

GRÁFICO 1:

GRÁFICO 2: