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Três dicas de João Appolinário para empreender no Brasil

João Appolinário, da Polishop (Foto: Renato Pizzutto)

O fundador da Polishop e “tubarão” do programa Shark Tank Brasil lista alguns dos skills necessários para investir em novos empreendimentos e se manter no sucesso

O sonho de empreender e ter o próprio negócio vem se realizando para um número cada vez maior de brasileiros. A razão disso se dá pela qualidade de vida que é garantida ao trabalhar com o que quer, ser chefe de si e organizar os próprios horários, além, é claro, do salário, que, apesar de existir a possibilidade de se iniciar pequeno, é muito mais vantajoso para os empreendedores. Apesar dos pontos positivos, empreender não é fácil, ainda mais no Brasil. A prova disso é a história de João Appolinário, empreendedor por vocação que, antes de fundar a varejista omnichannel Polishop, foi proprietário de vários negócios e experiências que não tiveram o sucesso esperado.

“Eu também errei e passei por dificuldades no início da minha carreira de empreendedor. O meu pai foi meu grande mentor e ele me permitiu errar, mesmo passando por situações as quais ele já sabia o destino. Esse olhar do meu pai, me ajudou a amadurecer o meu olhar para os negócios e hoje entendo que muitos dos meus erros foram grandes lições”, conta Appolinário, que desde 2016 também é um dos “tubarões” do programa de televisão Shark Tank Brasil do Canal Sony. “Empreendedorismo tem a ver com coragem, dedicação e conhecimento daquilo que a pessoa se propõe a fazer. A paixão, por si só, não faz com que o sonho seja possível. É preciso ter o lado prático e pragmático de uma atividade para ser sensato e objetivo”, complementa.

O expert, inclusive, é quem lista três dicas para empreender no Brasil, alcançar conquistas únicas e se manter no mercado que muitas vezes é instável. Confira, abaixo, quais são elas:

1. Contrate pessoas com as habilidades certas

“Eu não invisto somente em um negócio, eu invisto em pessoas que eu vejo que, de fato, estão à frente da sua ideia e que terão competência para desenvolver aquele projeto. As pessoas certas para mim são aquelas que possuem alma de empreendedor e empreender não é, necessariamente, ser dono de alguma coisa. Tem muitas pessoas que são donas e não são empreendedoras”, comenta João. É muito importante, dentro do mundo do empreendedorismo, entender que qualquer pessoa pode empreender dentro do seu cargo. Empreender é atitude, se manter à frente, motivando a sua equipe, aceitando correr riscos e cometer erros.

2. Organize e estabeleça os processos adequados

É imprescindível que o empreendedor assuma os riscos e não se amedronte com os problemas. Empreender não é para amadores, então, é preciso estudar e procurar aprimorar os processos internos do negócio. “Para isso, busque conhecer muito bem aquilo que vai oferecer para o consumidor, entenda se o produto ou serviço vai ajudar com alguma dor ou problema do público-alvo escolhido e tenha todos os tipos de informações, tanto de mercado, quanto financeira e de viabilidade econômica. Além do mais, aquilo que ele está oferecendo precisa ser testado e validado por um grupo importante de pessoas, para que seja possível entender se aquela ideia tem aderência, tração e se será um sucesso”, salienta o tubarão.

3. Crie os indicadores de desempenho para monitorar resultados

“O mundo corporativo fala muito sobre B2B (Business to Business) e B2C (Business to Consumer), mas muitos se esquecem do P2P (Person to Person), que são pessoas falando com pessoas, e isso é muito importante para o mundo do empreendedorismo”, aponta Appolinário. Os consumidores e vendedores são sempre pessoas e é muito importante olhar para isso, escutar e entender, antes de se lançar no novo, o que já está dando certo. “Ter diferentes canais de comunicação com o consumidor é uma das formas de realizar essa aproximação e atender a todos, em qualquer lugar que você esteja. Por isso, é importante investir em plataformas digitais e em veículos de comunicação de via dupla. Assim, o feedback irá chegar e o monitoramento será preciso, para que soluções sejam colocadas em prática”, finaliza.

Energytech Way2 abre 13 vagas para contratação imediata

A Way2, empresa fornecedora de soluções tecnológicas para medição e gestão de energia elétrica, com sede em Florianópolis (SC), está com 13 vagas de emprego abertas. As oportunidades são para as funções de Desenvolvedor(a) Front end – Júnior, Analista de Aplicações, Analista de Banco de Dados, Analista de Produto e Mercado de Geração Distribuída, Analista de Qualidade de Software, Analista de Suporte, Analista de Customer Success para Geração Distribuída, Coordenador(a) de Suporte, Estagiário(a) de Operações, Desenvolvedor(a) Back end e Desenvolvedor(a) Full Stack PHP. As vagas têm orientação para trabalho remoto, mas os colaboradores poderão utilizar o ambiente físico da empresa para reuniões e uso geral da estrutura.

As soluções da Way2 estão presentes em mais de 1.500 grandes consumidores de média ou alta tensão, além de atender 70% da capacidade instalada de geração no país. A empresa tem em torno de 110 colaboradores e integra a lista das cinco maiores empresas de tecnologia do setor no Brasil, segundo o estudo EnergyTech 2021, da Distrito. 

Também está no top 10 (6ª posição) das melhores empresas Great Place To Work de TI para trabalhar no Brasil em 2020 (categoria PME). Entre os benefícios oferecidos aos funcionários estão vale refeição e alimentação, vale transporte, auxílio home office, plano de saúde e odontológico e verba anual para investimento em capacitação profissional.

Inscrições e mais informações sobre as vagas abertas podem ser encontradas neste link. Até o fim do ano, a empresa planeja abrir mais oportunidades para as áreas de Engenharia, Produtos, Comercial e Operações. Interessados podem cadastrar o currículo no link  https://way2.recruiterbox.com/.

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Pesquisa global revela que 85% das empresas do setor industrial planejam aumentar investimento em transformação digital e sustentabilidade

Dados da pesquisa Approaching The Age of Performance(*) revelam que 85% das empresas globais do setor industrial planejam aumentar os investimentos em transformação digital nos próximos três anos, a fim de combater as mudanças climáticas, abraçar a automação e desbloquear os benefícios de desempenho das tecnologias avançadas. Encomendada pela AVEVA, líder global em software industrial que impulsiona a transformação digital, a pesquisa buscou identificar as prioridades de inovação de líderes e gestores sêniores das indústrias de empresas globais presentes no Brasil, Alemanha, Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, México e na China.

Foram entrevistados 850 especialistas em transformação digital dos setores de Manufatura (incluindo Agronegócio, Alimentos e Bebidas), Infraestrutura, Energia, e Processos Químicos. O objetivo foi entender as diferentes oportunidades de mercado, pressões e inovações que impulsionam estas indústrias a abraçarem as operações digitais, utilizando uma combinação de Inteligência Artificial (IA), software industrial e visão humana para oferecer desempenho sem precedentes.

De acordo com Ravi Gopinath, Chief Strategy Offcer e Chief Cloud Officer da AVEVA, os líderes industriais estão utilizando análises avançadas e inovação digital para repensarem os projetos, a engenharia e as operações. “Reunir dados industriais ricos, oportunos e precisos, com o escopo e a escala da nuvem, análise inteligente e inteligência artificial (IA), vem capacitando as equipes industriais a colaborar melhor e operar com agilidade, com o objetivo de ampliar o potencial do que pode ser alcançado, transformar a forma como vivemos e trabalhamos”.

Aceleração digital, impulsionada pela pandemia

Nove em cada dez empresas industriais veem a combinação de tecnologias avançadas – como Internet Industrial das Coisas (IIoT), Inteligência Artificial (IA) e nuvem – com os insights de suas equipes como peça-chave para impulsionar um melhor desempenho em um mundo pós-pandemia. Além disso, IA e a automação, agora, são vistas como tecnologias necessárias para acompanhar o ritmo dos concorrentes. Na China e na Alemanha, mais da metade (56% e 55% respectivamente) dos entrevistados tornaram a transformação digital sua prioridade máxima no próximo ano, com investimentos focados em soluções de força de trabalho, segurança cibernética, estratégias de trabalhadores conectados e nuvem.

Combate às mudanças climáticas através da transformação digital

A pandemia aumentou o foco na necessidade de uma ação climática urgente e a maioria das empresas industriais (90%) cita isso como uma área de ação central. Nove em cada dez (89%) estão comprometidas em alcançar emissões líquidas zero de carbono em seus negócios e combater as mudanças climáticas dentro de um horizonte de cinco anos. De fato, o foco na sustentabilidade tornou-se um pré-requisito para o sucesso na indústria, afirmaram os líderes.

As demandas lideradas pela sustentabilidade, consequentemente, impulsionarão a inovação em toda a cadeia de valor, dizem 85% das empresas pesquisadas, que planejam aumentar a visibilidade e a garantia de desempenho para métricas relacionadas à sustentabilidade como resultado. Alemanha, Áustria e Suíça lideram a corrida global pela inovação empresarial ligada ao meio ambiente: 47% das empresas nesses países veem como um foco significativo, contra um média global de 41%.

O estudo revelou ainda que cerca de 80% das empresas industriais estão focadas em cumprir ou exceder as regulamentações ambientais, enquanto 83% dizem que priorizarão a transição para fontes de energia renovável. Apoiar a economia circular e a reciclagem dentro da cadeia de valor é importante para 83% dos respondentes, liderados pela América Latina (44% das empresas).

“Na AVEVA, estamos comprometidos em ajudar nossos clientes a desbloquear os benefícios da transformação digital para impulsionar a eficiência e a sustentabilidade. À medida que o mundo industrial acelera, as soluções da AVEVA oferecem um caminho comprovado para apoiar a mudança para zero líquido em emissões, ao mesmo tempo em que impulsionam a rentabilidade e a sustentabilidade”, destaca Ravi Gopinath, ao acrescentar que a Performance Inteligente, que é a capacidade única da AVEVA de combinar dados e análises infundidas em IA que abrangem todo o ciclo de vida industrial, está acelerando a manutenção da sustentabilidade para muitos negócios.

“Os dados mostram que 75% das empresas acreditam estar em uma jornada para realizar a Inteligência de Desempenho, enquanto 89% informam seu compromisso em impulsionar a sustentabilidade. Na AVEVA, estamos comprometidos em apoiar nossos clientes nessas duas aspirações, ajudando-os a gerar um valor ainda maior no seu negócio”, concluiu o Gopinath.

(*) Encomendada pela AVEVA, a pesquisa Approaching The Age of Performance foi conduzida pela Savanta com de 850 CEOs, chefes de unidades de negócios, executivos e gerentes seniores em todo o mundo no mês de junho de 2021.

TIVIT anuncia abertura de mais de 200 vagas para início imediato

A TIVIT, multinacional brasileira e one stop shop de tecnologia, está com mais de 200 vagas abertas para profissionais do setor. As posições são para diferentes unidades de negócios da empresa e em startups adquiridas pela TIVIT Ventures, com foco em transformação digital, UX e metodologias ágeis, infraestrutura e cloud computing.

Entre as vagas em aberto na TIVIT estão cargos como desenvolvedores Java, .NET, front end, back and, linguagens de Python, Devops, PHP fullstack, analista de dados e de suporte, gerente de projeto, analista de suporte, especialista de arquitetura de TI e coordenador de infraestrutura. São buscados profissionais com experiência em UX/UI, metodologias ágeis, cloud computing e arquitetura de sistemas, entre outros conhecimentos compatíveis com as funções desejadas.   

Mantendo a estratégia aplicada durante a pandemia, as oportunidades são no modelo home office, com possibilidade de um regime híbrido, até para as vagas relacionados à operação dos data centers da empresa. A parte presencial – já tendo em vista todo o cuidado com a saúde, além da preparação dos ambientes para receber os profissionais com segurança – deve acontecer nos próximos meses, alternando o trabalho home office e nos escritórios localizados em São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul, Ceará e Goiás.

“Procuramos profissionais com boa visão de negócios, adaptáveis, com pensamento crítico e preparados para atuar de maneira colaboorativa, algumas das competências mais desejadas pelo nosso mercado”, afirma Tatiana Lorenzi, Head de People&Culture da TIVIT. “A TIVIT passa por um momento de expansão com a aquisição de startups e um crescimento significativo nos negócios de nuvem e digital, impulsionados pela transformação digital das empresas. Com isso, pretendemos atender a demanda oferecendo aos nossos colaboradores um ambiente de inovação aliado a uma história de tradição dentro do mercado de tecnologia brasileiro”, completa.

Desde o início de 2021, a TIVIT contratou mais de 700 profissionais e espera encerrar o ano um número ainda maior de colaboradores, em toda a TIVIT Brasil, LATAM e as adquiridas pela TIVIT Ventures.

Os interessados podem visualizar as vagas disponíveis e fazer a inscrição para o processo seletivo na página:  https://www.tivit.com/carreiras/

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Plugify tem vagas para desenvolvedor, analistas e estagiários

A Plugify, startup brasileira de HaaS – Hardware as a Service que simplifica o acesso e a gestão da infraestrutura de TI para empresas de todos os portes, anuncia a abertura de seis vagas em diferentes áreas. A startup busca analistas para as áreas de controladoria (sênior), customer success ops, operações, suporte de helpdesk (junior) e infraestrutura (sênior), além de um desenvolvedor Python sênior. A empresa também tem um um programa de estágio.

Para o cargo de analista de controladoria, a empresa busca um profissional com ensino superior completo em Ciências Contábeis ou Administração, e que tenha Excel avançado, experiência em SAP e em Big 4, além de inglês intermediário. Já para a função de analista de custumer success ops, a startup procura alguém que tenha resiliência para enfrentar situações de pressão de prazos e múltiplas demandas; proatividade e flexibilidade no dia a dia; perfil “mão na massa”; bom raciocínio lógico e organização para garantir qualidade de entregas. Os mesmos requisitos são esperados para os candidatos para analista de operações, mas para essa vaga, o profissional também deve estar cursando ensino superior na área de TI.

O analista de suporte de helpdesk junior procurado pela startup deve dominar a comunicação escrita e oral, além de ter um bom relacionamento interpessoal; ter um perfil resiliente e pró ativo; experiência com atendimento ao cliente e amar a tecnologia e o poder que ela tem para transformar o mundo. Os requisitos para o analista infraestrutura sênior são conhecimentos sólidos em gestões de Cloud AWS, Microsoft, incluindo SCCM, Intune, USMT; Conhecimentos de infraestrutura como código (Puppet, Ansible, Terraform) e na criação de scripts e programação em Python ou Shell Script; além de noção em integração e implantação contínua (GITHUB Actions, Travis, Jenkins, GIT (Hub/Lab/Flow), TFS, VSTS BlueGreen Deployment).

Por fim, para a vaga de desenvolvedor Python sênior, a empresa busca um profissional que tenha formação superior completa em Ciência da Computação, Tecnologia da Informação, Sisteamas de Informação ou em áreas correlatas; experiência de cinco anos em com desenvolvimento em Pythom, além de conhecimentos em arquitetura de software, bancos de dados relacionais e NoSQ, controle de versão com GIT, boas práticas de desenvolvimento (SOLID), de SQLAlchemy e de Plotly e Plotly Dash

Todas as vagas contam com sistema de trabalho em home office e oferecem benefícios como Gympas e seguro de vida. Os interessados podem se candidatar pelo e-mail recrutamento@plugify.com.br.

A Plugify atende empresas de todos os perfis e tamanhos com milhares de desktops, notebooks, tablets e smartphones alocados. O objetivo é auxiliar na implementação da infraestrutura de TI necessária para garantir a produtividade dos negócios. Por meio de assinaturas, oferece equipamentos com tecnologia de última geração, que já incluem ferramentas de dashboards, controle e planejamento para dar mais suporte ao desenvolvimento dos trabalhos.

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Presidentes do BID e do BNDES reforçam papel da digitalização na retomada da economia

Os presidentes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gustavo Montezano, e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Mauricio Claver-Carone, participaram nesta terça-feira (28) do último dia Painel Telebrasil e destacaram a importância da digitalização na retomada econômica no pós-pandemia e na redução das desigualdades sociais.

Ao abrir a sua apresentação, o presidente do BID afirmou que um estudo recente da IDC estima que a promoção da digitalização apenas no segmento de pequenas e médias empresas acrescentaria US$ 9 bilhões ao PIB do Brasil até 2024. “Para colocar em contexto, é aproximadamente o PIB do estado de Sergipe”, afirmou Mauricio Claver-Carone, que enfatizou o papel importante das pequenas empresas para a economia do país.

“A digitalização é um pilar central da Visão 2025 do BID, do nosso plano para acelerar a recuperação pós-pandemia”, afirmou.

O presidente do BNDES, Gustavo Montezano, destacou o papel do banco de desenvolvimento em apoiar a capacitação das pequenas e médias empresas para que elas possam usufruir da digitalização. Montezano também falou sobre a importância de ampliar o acesso à banda larga como política social para reduzir a desigualdade.

Reduzir a desigualdade social, destacou, será um dos maiores entraves ao crescimento econômico nos pós-pandemia. “Temos um enorme desafio pela frente. Quem era pobre ficou mais pobre e quem era rico poupou recursos. O nosso desequilíbrio social, a nossa questão social do Brasil, que é algo há muito tempo crítico, é um dos maiores entraves ao crescimento da economia”, afirmou Montezano.

Montezano reforçou as ações do banco em créditos não reembolsáveis, voltados a ações sociais, e também como garantidor de crédito, para ampliar o acesso de pequenas e médias empresas a linhas de financiamento.

“Neste momento crítico o BNDES terá um papel fundamental para o Brasil e ficamos felizes que o encaminhamento dado seja coerente com as nossas necessidades e com o momento que a economia brasileira está vivendo”, afirmou o ex-ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, que também já presidiu o BNDES e participou como moderador deste primeiro Painel.

O presidente do BID abordou a importância de superar as desigualdades sociais e enfatizou o papel da digitalização nesse processo. “Se a desigualdade digital não for superada ameaça aprofundar a desigualdade social e deixar alguns dos segmentos mais vulneráveis da população mais para trás”, disse.

Dentro das ações para ampliar a conectividade, Mauricio Claver-Carone destacou que o BID tem trabalhado com a Confederação Nacional dos Municípios e com a Frente Nacional dos Prefeitos para apoiar iniciativas locais destinadas à revisão dos marcos legais e regulatórios para simplificar a instalação de antenas e infraestruturas de telecomunicações. “O objetivo é simplificar e acelerar o licenciamento necessário para a implantação desta infraestrutura”, disse.

Merama anuncia aporte de mais de R$ 1.15 bilhão liderado por Softbank e Advent

Apenas cinco meses após o anúncio de sua rodada Series A, a Merama anuncia um aporte series B de US$225 milhões, o equivalente a R$1.15 bilhão. A rodada de equity foi liderada por ​​Softbank Latin America e Advent International. Além deles, também participaram a Globo Ventures (braço de investimento do conglomerado de comunicação) e os já investidores, Monashees, Valor Capital, Balderton Capital e MAYA Capital.

Com o valor recebido, a Merama prevê profissionalizar, incubar e crescer exponencialmente algumas das maiores marcas de comércio eletrônico da América Latina, ao mesmo tempo em que cria a tecnologia e as ferramentas para apoiá-las. “Este novo aporte de alguns dos principais investidores do mundo é uma forte afirmação do modelo de negócios da Merama, do nosso momento e do tamanho da oportunidade de mercado. Temos o prazer de receber Advent, SoftBank e Globo Ventures como novos parceiros ao lado de nossos atuais investidores e acreditamos que sua profunda experiência na construção de negócios na América Latina irá beneficiar a Merama significativamente”, afirma Sujay Tyle, cofundador e CEO da Merama. A Advent é um investidor muito relevante da Thrasio, o maior adquirente global de marcas Amazon, enquanto o SoftBank é um investidor central em várias das maiores plataformas online e varejistas da América Latina, como Rappi, Petlove e Olist.

Em cinco meses, a empresa mais do que dobrou de tamanho e está a caminho de gerar mais de US$250 milhões de receita consolidada em 2021, mantendo-se altamente lucrativa. “O series B nos dá ainda mais recursos para fazer parcerias com empresas, construir a nossa plataforma de tecnologia e fornecer capital de giro para marcas existentes. Com o apoio de Advent, SoftBank e toda a nossa base de investidores, esperamos continuar nosso rápido crescimento e solidificar nossa posição como líder no segmento na América Latina”, explica Renato Andrade, cofundador da Merama.

Com escritórios em São Paulo e no México, a Merama tem seu modelo de negócios centrado no crescimento exponencial de marcas latino-americanas predominantemente digitais. A Merama se concentra em identificar as marcas que mais se destacam em cada categoria e comprar uma fatia majoritária delas, permitindo que os empreendedores continuem operando o dia a dia como parceiros, com acesso a tecnologia, capital e auxílio de uma equipe especialista em e-commerce.

A empresa vem expandindo agressivamente suas marcas em vários países da América Latina, como México, Brasil, Chile, Colômbia e Peru, e nos EUA, investindo significativamente em capital de giro e promovendo individualmente as marcas para expandir suas capacidades de venda online. Para potencializar suas próprias marcas e outras no futuro, a Merama está construindo uma plataforma exclusiva de ferramentas tecnológicas que não existem na região, como automação do planejamento da demanda e o gerenciamento de suprimentos de múltiplas origens internacionais.

O crescimento do comércio eletrônico na América Latina – tanto em termos absolutos quanto como percentual do total das vendas no varejo – ultrapassou todas as outras regiões do mundo, Brasil e México foram respectivamente o segundo e o quinto mercados de maior crescimento no comércio eletrônico em todo o mundo em 2020, de acordo com o eMarketer. Segundo a Euromonitor, o mercado latino-americano tem movimentado US$67 bilhões e cresce 24% ao ano. “A América Latina é uma referência em crescimento, onde o comércio eletrônico e, portanto, os melhores varejistas online estão expandindo exponencialmente”, afirma Guilherme Nosralla, cofundador da Merama. “Assim, faz mais sentido se concentrar nas melhores marcas, em líderes de categoria de fato”, completa.

Como parte da rodada, Paulo Passoni, Managing Partner do Softbank para a América Latina, e Wilson Rosa, sócio responsável pelos investimentos em varejo da Advent International na América Latina, farão parte do conselho de administração da Merama. “Liderada por uma equipe excepcional, a Merama começou rapidamente a construir um portfólio seleto de marcas líderes no mercado de comércio eletrônico latino-americano. Estamos entusiasmados com a parceria e em apoiar na missão de remover as barreiras tradicionais do varejo, construindo líderes de categoria em toda a região”, comenta Passoni.

“Esta rodada será instrumental para Merama continuar com seu crescimento exponencial”, afirma Brenno Raiko, sócio da Advent responsável pelo setor de tecnologia na América Latina. “A Merama tem uma equipe fundadora sólida com capacidade comprovada de fusões e aquisições e um foco absoluto na construção de valor nas marcas por meio do canal de vendas e da otimização da cadeia de suprimentos, marketing, expansão internacional e outras alavancas. Estamos ansiosos para formar uma parceria com o time da Merama para acelerar o desenvolvimento e expansão contínuos da empresa”, complementa Wilson Rosa. Já Alex Szapiro, Operating Partner da Softbank e ex-Country Manager da Amazon Brasil, ingressará como board observer.

“Estamos impressionados com a visão da Merama de mudar a relação do consumidor latino-americano com as marcas e também com sua equipe altamente experiente. Estamos muito animados com nossa parceria e em apoiá-los com nossos recursos, conhecimento e acesso ao mercado brasileiro”, afirma Luis Lora, Managing Partner da Globo Ventures.

A Advent e o SoftBank trazem conhecimento significativo do mercado local e expertise do setorial para a parceria com a Merama. A Advent é um dos maiores e mais tradicionais investidores globais de private equity na América Latina, tendo investido mais de US$7 bilhões em 67 empresas na região nos últimos 25 anos. Também possui experiência significativa nos setores de e-commerce, varejo e pagamentos, com investimentos no Grupo Big (ex-Walmart Brasil), na Thrasio, Nubank, o maior banco digital independente do mundo, e EBANX, a plataforma de comércio internacional líder na América Latina. O Softbank, conhecido internacionalmente, tem um SoftBank Latin America Fund de US$5 bilhões e anunciou recentemente um segundo fundo para a mesma região. Os investidores têm experiência significativa em varejo e e-commerce na América Latina.

Confiantes com o excelente trabalho que vem sendo desempenhado pela equipe da Merama, os já investidores do Valor Capital Group estão dobrando a aposta na empresa. “Seguimos vendo uma mudança fundamental no comportamento do consumidor exigindo que os varejistas sejam cada vez mais inovadores. A estratégia da Merama e sua trajetória de crescimento na América Latina mostra não apenas que a empresa está liderando a aceleração dessas marcas emergentes, mas também ressalta a diferença que elas estão tendo com suas relações de consumo de marca”, diz Scott Sobel, sócio-fundador e Managing partner do Valor Capital Group. “Estamos entusiasmados com a parceria e acreditamos na sólida equipe da Merama para trazer mais tecnologia, dados e inovação para esta indústria em transformação”, finaliza.

Definidas as startups finalistas do Empreenda Saúde 2021

A fundação everis , que tem por objetivo incentivar o empreendedorismo, a inovação e o compromisso com a sociedade e com o desenvolvimento socioeconômico do Brasil, elegeu os seis finalistas do Prêmio Empreenda Saúde 2021: Wconnect Tecnologia e Serviços, Youfeel Health, UpFlux, Vetra, Vivax Serviços e Annestech Innovation Rising .

O pitch day será no dia 14 de outubro e a startup vencedora será conhecida em evento no dia 4 de novembro. A ganhadora receberá R$ 50 mil e a oportunidade de passar por uma mentoria de três meses dada pelo ecossistema do Empreenda Saúde, que inclui profissionais da everis Brasil, das empresas apoiadoras e do júri.

O Empreenda Saúde é a etapa brasileira do Global eAwards, premiação internacional da fundação everis global. Com isso, a startup vencedora irá participar de uma semana de inovação, a e-talent week, em Madri, entre os dias 23 e 25 de novembro, e representará o país na grande final, podendo concorrer a 60 mil euros de premiação e um programa de aceleração exclusivo.

Segundo Ricardo Neves, presidente da fundação everis Brasil, os benefícios de concorrer ao Empreenda Saúde vão muito além da premiação em si. “A possibilidade de apresentarem os projetos ao júri, composto de líderes do setor, colocará as startups em contato com um grande ecossistema de inovação em saúde do Brasil”, diz. “Com isso, há a chance de os participantes tenham contato com grandes players do mercado, que podem decidir desenvolver parcerias ou mesmo investir no negócio.”

O Empreenda Saúde é uma parceria da fundação everis com: InovaHC e de dois núcleos de inovação associados, o InovaInCor e o CITIC, a Câmara Oficial Espanhola de Comércio; Associação Brasileira dos Mentores de Negócios (Abmen); Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp); Sociedade Brasileira de Informática em Saúde; e Tekcapital. Conheça mais as soluções dos finalistas deste ano:

• Wconnect Tecnologia e Serviços – Wallet onde o paciente pode guardar todo o seu histórico de saúde, incluindo prescrições, consultas, prontuários e exames de forma totalmente segura e inviolável. Tem como diferencial a privacidade, já que somente o paciente tem controle sobre seus dados e sobre quem pode ter acesso a eles, conforme determina a LGPD – Lei Geral de Proteção de Dados. E também o alto grau de segurança com o uso de identidade digital descentralizada utilizando blockchain.

• Youfeel Health – Aplicativo de cuidados de saúde mental. A startup aliou tecnologia com atendimento médico e psicológico para diagnóstico, tratamento e prevenção de ansiedade e depressão. A solução analisa dados biométricos de sono, atividade física e nutrição, que são indicativos de ansiedade e depressão. Por meio dos seus algoritmos, realiza diagnósticos mais precisos e rápidos e o direcionamento para tratamentos mais efetivos; e conecta seus usuários com profissionais da saúde, além de entregar planos de ação personalizados de atividade física, alimentação, meditação e realização de acompanhamento médico/psicológico online.

• UpFlux – Plataforma que utiliza técnicas de inteligência artificial e algoritmos de mineração de processos para atuar na descoberta da realidade de fluxos hospitalares. A ferramenta evidencia ao usuário todas as ineficiências do percurso assistencial para analisar seu impacto na qualidade do cuidado, além de automatizar a análise de conformidade em relação aos protocolos assistenciais e linhas de cuidado, facilmente configurados na ferramenta. Assim, sempre que há uma violação do fluxo preconizado, a equipe multidisciplinar é alertada para ação próximo ao tempo real, evitando mais eventos adversos e danos ao paciente. Colabora também na análise crítica de processos para identificação de oportunidades de melhoria e governança clínica, otimizando o retorno financeiro e ciclo de receita da instituição.

• Vetra – Desenvolvimento de um sistema de tratamento integrado para auxiliar na cura de doenças crônico-degenerativas com biocompósitos à base de biovidro, combinado a um sistema eletrônico de monitoramento. A startup apresenta em um só material diversas propriedades que induzem a cicatrização da pele e, em conjunto com o aplicativo Regenera, a equipe médica acompanha remotamente a evolução da lesão com o uso do biomaterial. A integração dessas duas tecnologias ajuda a tornar o tratamento dessas graves feridas mais efetivo, menos oneroso, mais seguro e preciso, habilitando os médicos a análises mais concretas, por meio da coleta e processamento de dados clínicos.

• Vivax Serviços -Robô portátil de reabilitação neurológica e ortopédica dos membros inferiores. O robô ARM (Assistive Rehabilitation Machine) auxilia os pacientes a movimentar os membros inferiores, semelhantes às atividades da vida diária. Um sistema de controle inteligente adapta a assistência robótica de acordo com as condições do paciente. E a solução utiliza jogos de realidade virtual interativos, que não fornecem apenas a pontuação, mas métricas de desempenho para a acompanhamento do paciente (por exemplo, amplitude de movimento, número de movimentos e o nível de assistência robótica) para ajudar o fisioterapeuta a monitorar o progresso do paciente

• Annestech Innovation Rising – Solução que busca auxiliar os médicos anestesistas, geralmente os primeiros a chegar e últimos a sair de um centro cirúrgico, além de serem responsáveis por registrarem mais de 30 dados diferentes de um paciente. A Anestech possuí uma ficha anestésica digital, o AxReg, que permite não só o anestesista trazer mais segurança aos dados e ao paciente, mas também uma melhor gestão para os gestores do hospital.

Estas iniciativas finalistas do Empreenda Saúde 2021 se adequaram às seguintes categorias:

• Telehealth: startups que promovam ampliação da assistência em saúde por meio do uso de ferramentas de tecnologia interativas nos serviços públicos e privados. Poderão concorrer experiências de teleconsultas, telemonitoramento, teleorientação, tele-educação, telematriciamento e Segunda Opinião Formativa (SOF), com base nas definições do Guia Metodológico para Programas e Serviços em Telessaúde do Ministério da Saúde (2019);

• Gestão de saúde populacional com foco em wellness: startups que apresentem tecnologias, na linha de mobile ou wearables, com atuação direcionada à gestão de dados populacional, cuidados coordenados e integrados em saúde nos serviços públicos e privados, saúde digital com foco em prevenção de doenças, promoção de saúde, epidemiologia, saúde ocupacional e vigilância em saúde;

• Eficiência operacional aplicada à Gestão da Saúde: startups com foco na maior eficiência e efetividade na gestão administrativas e assistenciais de serviços públicos ou privados, que promovam inovação através da incorporação de novas ferramentas e tecnologias, que confiram maior produtividade, eficiência, e qualidade, nos âmbitos hospitalares, seguradoras/operadoras de saúde, laboratórios e outros elos da cadeia de saúde.

O Empreenda Saúde se tornou referência de inovação e empreendedorismo no mercado nacional. Entre as startups que se destacaram em edições anteriores estão: Epistemic , com solução para detecção antecipada de surtos epiléticosFófuuu , software para tratamentos de fonoaudiologia; Phelcom , retinógrafo portátil; Nuclearis , sistema baseado em medicina nuclear; a Neurobots que criou um exoesqueleto controlado pelo cérebro, que ajuda na recuperação de pacientes que sofreram acidentes vasculares cerebrais (AVCs), e a Cor.Sync , solução para diagnóstico rápido e preciso de infarto, idealizada para ser usada no atendimento de emergência hospitalar. Estas startups ganharam outros prêmios e conseguiram aportes de importantes players do mercado.

Calendário 2021

Pitch dos finalistas

14 de outubro

Cerimônia de Premiação

4 de novembro

E-talent week e grande final do Global eAwards

23 a 25 de novembro

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Pesquisa mostra que funcionários engajados são fundamentais para as empresas e para a sociedade

Por Tania Magalhães, Head de Comunicação do PayPal para a América Latina

Em um cenário de incerteza e tão polarizado, algumas instituições passam a ser percebidas com mais confiança do que outras – principalmente quanto a temas essenciais, como responsabilidade ambiental, social, equidade e tantas outras. Há cerca de duas semanas, a Edelman tabulou uma nova pesquisa sobre o assunto, para tentar entender o que se passa na cabeça de funcionários e funcionárias de empresas em sete mercados, incluindo o Brasil. E o resultado global é, no mínimo, curioso.

Trata-se de um relatório especial, chamado “Trust Barometer: The Belief-Driven Employee”, que destaca, entre outras coisas, que as empresas são as organizações mais confiáveis para 67% dos entrevistados. E quando a pergunta se refere à empresa na qual esse entrevistado trabalha, o índice sobe para 78%. Junto das ONGs (60%), são as únicas instituições confiadas globalmente. Governos (56%) e Mídia (55%) estão no patamar de neutralidade – nem confiáveis, nem não confiáveis.

Para nós, profissionais de Comunicação Corporativa, são dados que representam um crescimento gigantesco de responsabilidade. Ao mesmo tempo em que nos fazem pensar sobre como instituições tão importantes para as pessoas, como seus governantes e sua mídia, podem estar tão abaixo nesse ranking de confiança.

Em termos profissionais, o estudo traz dois itens que valem destaque: 62% dos pesquisados (foram 7 mil ao todo, 1.000 em cada mercado) afirmaram que, durante a pandemia, elevaram seu valor aos olhos do empregador. Como? Assumindo mais responsabilidades e aceitando mais tarefas. O ponto negativo disso: 43% dizem que as empresas nas quais trabalham não vêm levando a sério os sinais de burnout entre funcionários.

Isso significa o seguinte: as empresas que entenderem mais rapidamente as novas necessidades de sua força de trabalho estarão um passo à frente da concorrência. Segundo a pesquisa da Edelman, entre os respondentes que mudaram ou estão dispostos a mudar de emprego nos próximos meses, 59% estão em busca de empresas que estejam mais alinhadas aos seus valores, ou seja, empresas em que possam aprender de forma contínua, em que se sintam mais valorizados e que sejam mais engajadas socialmente e com uma cultura mais inclusiva – e aqui vale destacar uma comparação interessante permitida pelo estudo, segundo o qual apenas 31% dos entrevistados citam “melhor compensação ou avanço na carreira” como motivo para mudar de emprego.

Faz sentido, portanto, que 61% dos respondentes nos sete países escolham, saiam ou evitem uma empresa com base em suas crenças.

Outro ponto importante desse relacionamento entre funcionários e empresas é que, quando há consonância de valores e ideais, torna-se muito mais provável que os colaboradores recomendem essas empresas a outras pessoas (79 pontos no caso de funcionários movidos por seus valores contra 64 no caso dos não-movidos por seus valores). E essa motivação extra também faz diferença quando o assunto é recomendar produtos ou serviços produzidos por essas empresas (76 pontos no caso de funcionários movidos por seus valores contra 59 no caso dos não-movidos por seus valores).

Ou seja, a confiança também reflete em mais e melhores negócios, porque os funcionários mais engajados – leia-se mais leais e comprometidos – tendem a fazer mais do que se espera deles (esse índice bate os 78 pontos na pesquisa).

A Edelman concluiu que, levando em conta o aumento da confiança dos funcionários na empresa em que trabalham, é possível dizer que:

  1. Esses funcionários são, agora, o stakeholder mais importante – e influente. E, por isso, é preciso trabalhar para atender suas expectativas. Mais: os empregadores que não fizerem isso correm sério risco de enfrentar o chamado ativismo disruptivo, além de maior rotatividade de sua força de trabalho.
  2. A capacidade de causar verdadeiro impacto social é uma grande expectativa para a maioria dos funcionários – assim como para os candidatos a emprego. As empresas devem centralizar suas estratégias de negócios e marca em torno de questões sociais críticas, como saúde, meio ambiente e a trilogia diversidade, equidade e inclusão.

Todos esses temas fundamentais e urgentes para a nossa sociedade deveriam ser endereçados com ênfase por outras instituições importantes da nossa democracia. Afinal, como vemos, os números não mentem. E mostram os novos caminhos que surgem na sociedade. É questão de fazer a coisa certa.

Como a América Latina pode vir a ser o novo berço de healthtechs no mundo

Por Cristian Rocha, CEO e cofundador da Laura

Muito tem se discutido sobre a importância de diversas áreas da economia investirem mais fortemente no desenvolvimento do setor tecnológico para se destacarem no mercado. Enquanto em países como Estados Unidos, China e Japão a transformação digital já esteja intrínseca em seus DNAs, regiões conhecidas geograficamente como países subdesenvolvidos ainda têm um papel muito tímido e seguem engatinhando quando o assunto é criação de soluções e ferramentas tecnológicas para o impulsionamento dos negócios. Contudo, é possível observar um ímpeto muito grande em mudar essa realidade, em especial na área da saúde.

O segmento, até então considerado um dos mais tradicionais e resistentes à inovação, tem se flexibilizado e visto como a tecnologia tem sido uma grande aliada na missão de salvar vidas. Não à toa, de acordo com levantamentos da Crunchbase, a América Latina já registra mais de 140 healthtechs com potencial de crescimento. Quando transportamos a realidade para a terra canarinho, o Brasil – maior país do continente – é disparado, com mais de 60 iniciativas grandes, seguido do México (37) e do Chile (21). Mas, então, por que será que os países latinos ainda não deslancharam, de fato, no ramo da tecnologia para a saúde?

Sem dúvidas, há muitos talentos e mentes brilhantes na região, mas existem uma série de fatores que colaboram com nosso “atraso” em relação aos outros países. Um deles é justamente a falta de investimentos, seja para a mão de obra, para a aquisição de ferramentas ou, mesmo, na educação e desenvolvimento profissional. Com isso, vemos um fenômeno muito comum: a exportação de talentos, que encontram em grandes potências os recursos e retornos financeiros necessários para dar andamento em seus projetos.

Outro ponto importante é a mentalidade coletiva. Não muito tempo atrás, era comum o pensamento de que as “máquinas iriam dominar os humanos”, resultando na relutância pela busca da digitalização. E, com os países latinos sendo predominantemente conhecidos como exportadores de matéria-prima e insumos agrícolas, a alçada pela tecnologia parecia muito distante e privilégio apenas daqueles que desejavam se destacar no setor. Hoje, a mudança de comportamento da sociedade prova o contrário: aqueles que não apostam na transformação digital tendem ao ostracismo. E, com a chegada da pandemia de Covid-19 no último ano, essa necessidade passou a ficar ainda mais latente, uma vez que as instituições de saúde precisam de respostas rápidas, dinâmicas e eficientes para garantir a segurança dos profissionais e pacientes, bem como o desafogamento dos hospitais.

Mas, se por um lado há preocupações e desafios, por outro há um vasto espaço para a criação de soluções e mecanismos novos. Com isso, foi possível ver uma grande força-tarefa de entidades como Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e investidores-anjo, por exemplo, para injetar mais recursos e dar o fôlego necessário para que países latinos corram contra o tempo e tenham mais acesso à tecnologia para combater a crise socioeconômica iminente. E os frutos estão sendo colhidos.

Segundo o último relatório de Healthtechs realizado pela Distrito, somente no Brasil já atingimos a marca de cerca de 920 iniciativas no setor dentro do ecossistema de inovação do país, além de investimentos de mais de US﹩ 328 milhões nos últimos dois anos.

Logo, por mais que ainda tenhamos um longo caminho pela frente, os números e expectativas são promissores. Com mais investimentos, novas demandas e comportamentos na sociedade e um povo latino com um rico repertório criativo, a América Latina e o Brasil deixam de engatinhar e passam a se levantar e caminhar com as próprias pernas em direção ao sucesso na área.

Microsoft abre inscrições para a Imagine Cup 2022, maior competição de soluções tecnológicas do mundo

As inscrições para a Imagine Cup 2022, competição estudantil global organizada anualmente pela Microsoft, já estão abertas e podem ser feitas por meio do portal oficial até 22 de janeiro de 2022, incluindo a submissão do projeto. O torneio chega este ano a sua 20º edição e convida as mentes jovens mais brilhantes para construir, aprender e competir juntas com o objetivo de resolver desafios globais em quatro categorias: Terra, Educação, Saúde e Estilo de vida. As equipes podem criar qualquer solução pela qual tenham interesse nessas frentes mas devem incluir um componente do Microsoft Azure e levar em consideração diversidade, inclusão e acessibilidade. 

A Imagine Cup 2022 possibilitará jovens estudantes do mundo inteiro a adquirir novas habilidades técnicas e de negócios por meio de seus projetos. Os participantes poderão, nesta edição, dar vida a seus projetos enquanto desenvolvem um portfólio para suas carreiras. Equipes de até quatro pessoas deverão desenvolver um projeto de tecnologia original do início ao fim e precisarão criar uma ideia, construir a prova de conceito e concorrer. Após o registro, os estudantes terão acesso a uma comunidade virtual no Discord e podem completar um treinamento com curadoria no GitHub para poder participar de sessões de mentoria com profissionais da Microsoft. Como ação opcional os estudantes podem participar do evento Build Your Epic, no Microsoft Teams, para encontrar colegas de equipe, começar a usar o Azure e compartilhar ideias e soluções. Todas as equipes podem optar por participar do Epic Challenge durante o período de registro e submissão dos trabalhos. As equipes vencedoras desse desafio receberão US$ 1.000 e avançarão diretamente para a rodada das Finais Mundiais. 

Todas as inscrições concluídas serão julgadas e os finalistas em cada uma das quatro categorias farão uma apresentação para um painel de juízes na Final Mundial. Os finalistas de cada categoria são selecionados nas semi-finais online e passam para as Finais Mundiais. Os finalistas recebem um mentor e um Azure grant no valor de US$ 1.000 e são apresentados a um painel de jurados online nas Finais Mundiais. Os vencedores das categorias regionais nas Finais Mundiais receberão US$ 2.500, e as três primeiras equipes também ganharão uma vaga no Campeonato Mundial. A equipe campeã mundial de 2021 ganhará US$ 100.000 e uma sessão de mentoria com o CEO da Microsoft, Satya Nadella.

O período de inscrições e submissões dos projetos ficará aberto até 22 de janeiro de 2022 e as semifinais acontecem de maneira online no mês de fevereiro de 2022. Para participar, é necessário ter pelo menos 16 anos de idade (completos em 21 de setembro de 2021) e estar ativamente matriculado como um estudante em uma instituição educacional de ensino médio ou educação superior. É possível conferir o regulamento oficial em: http://aka.ms/icrulesregs  

A base da Imagine Cup sempre foi a incrível comunidade estudantil trabalhando duro para causar impacto na vida de outras pessoas. Nos últimos 20 anos, mais de 2 milhões de concorrentes de 163 países deram vida às suas ideias com a ajuda do Microsoft Azure.  Em comum, eles tinham o objetivo de construir algo que fizesse a diferença em suas comunidades por meio da inovação.  

Mais de 200 mil brasileiros já participaram do torneio e nove equipes nacionais foram campeãs nesse período, entre elas a equipe eFitFashion, que venceu a competição em 2015 com um projeto que revolucionou o mercado de moda online. Por ter vencido, o time teve a oportunidade de ser orientado por Satya Nadella. Em 2020, 886 estudantes brasileiros participaram da Imagine Cup e a equipe Intivity, criadores da solução Like Bee, uma lixeira inteligente que identifica cada material descartado com o intuito de facilitar a coleta seletiva nas cidades, foi a representante brasileira na final da competição.  

Como se preparar para uma recolocação pós-pandemia

A crise gerada pelo novo coronavírus tem impactado bastante o mercado de trabalho. Em meio a este novo contexto, a situação dos profissionais também mudou: aqueles que estão em busca de recolocação profissional perceberam grandes mudanças nos processos seletivos, além da maior competitividade do mercado, que está com um número maior de pessoas disponíveis e disputando por essas oportunidades. A Adecco, empresa líder global em Recursos Humanos, traz dicas de como se preparar para esse momento de recolocação profissional.

Para começar, é preciso refletir sobre sua carreira e últimas experiências e pensar quais os próximos passos. Se o colaborador foi demitido, é importante se perguntar os motivos pelos quais você foi desligado. Após a reflexão, é importante começar a agir para que o mercado entenda que você está disponível. Atualizar o modelo do currículo junto ao perfil do candidato no LinkedIn é fundamental. O objetivo é ter um modelo organizado, com objetivo bem definido e com as palavras chaves da área de atuação para deixá-lo mais atrativo aos recrutadores.

Para Fernanda Baldívia, gerente nacional da Adecco Specialized, demonstrar como manteve-se atualizado e ativo – mesmo que em outra área – durante este período fora do mercado de trabalho é muito importante. “Participar de workshops, cursos, palestras online – ou presenciais, se possível – irão contribuir para que seu currículo se destaque”. A executiva também aconselha a manter o networking ativo. “Retomar o contato com as pessoas que você conhece e que podem te ajudar a se recolocar é um importante passo em direção a recolocação”.

Fernanda também cita o autoconhecimento como fator essencial na hora de pleitear vagas. “É preciso que o candidato entenda quais são seus diferenciais e tenha segurança em citar cada uma delas em horas estratégicas como a entrevista”. Inclusive, para a gerente, é na hora do bate-papo com o recrutador que o futuro colaborador deve investir todo o seu conhecimento.” O candidato deve agir com naturalidade, simpatia e firmeza. Deve-se responder todas as perguntas de forma calma sempre pensando em ser positivo ao expor suas ideias e mostrando o que aprendeu em cada desafio ao longo da carreira”. Vale lembrar que se a entrevista for por vídeo, o candidato deve se conectar antecipadamente e caso prefira usar fone de ouvido e microfone, faça testes antes da conversa para evitar falhas.

Porém, é preciso ter ciência de que o cenário atual está bem diferente. Para Fernanda, é necessário estar aberto as oportunidades e ter flexibilidade. “O mercado e trabalho está voltando a aquecer novamente, porém o candidato precisa ter consciência que dependendo da área talvez ele não consiga se recolocar com o mesmo pacote de remuneração e nem na mesma posição anterior, por isso encarar novas perspectivas e pensar sobre alternativas que antes não eram cogitadas, pode se tornar um grande diferencial”, finaliza.

Pandemia acelerou a contratação de temporários no Brasil, aponta estudo da Randstad

Para além da transformação digital, a pandemia acelerou outro processo dentro das empresas: a contratação de temporários. É o que afirma o estudo Flexibility @ Work*, da Randstad. Realizado há uma década, a edição deste ano mostra que a tendência ganhou força em todo o mundo. No Brasil, também é possível notar esse aumento. A Randstad apresentou crescimento de 30% de vagas neste formato, sendo a maior empregadora de trabalhadores nesse modelo de trabalho no país, fechando o ano de 2020 com 30 mil contratos.

Para Fabio Battaglia, CEO da Randstad no país, a pandemia mudou a visão das empresas sobre o trabalhador temporário. O período, que exigiu adequações rápidas para lidar com afastamentos e aumento de produção em alguns setores em que a demanda aumentou, como alimentos e bens de consumo, mostrou que a mão de obra temporária é uma solução para não perder capacidade produtiva.

“O fenômeno impulsionado pela crise, fez com que a cultura da mão de obra temporária fosse desmitificada pelas corporações. Hoje, mesmo com o aumento da vacinação no país, as empresas incorporam uma estratégia híbrida em seu pool de talentos. Os trabalhadores temporários trazem mais flexibilidade para as empresas, além de agilidade para quando é preciso atender a uma demanda excedente ou um reajuste de quadro. Há ainda a possibilidade de efetivação. Só no ano passado, 20% entraram para o quadro fixo das empresas”, comenta o executivo.

Dados de julho da Associação Brasileira do Trabalho Temporário (Asserttem), acenam para um segundo semestre positivo para a abertura de vagas de trabalhos temporários. O mês fechou com mais de 185 mil contratos, e superou o mês de junho, que teve 157 mil contratações. No mesmo período do ano passado, foram registradas 146 mil, o que também indica aumento na oferta de empregos desse tipo no país.

Trabalho temporário como parte do projeto de carreira

Para Lygia Zaia Morato, assistente de recursos humanos da Mosaic Fertilizantes, maior produtora de fosfatados e potássio combinados do mundo, o trabalho temporário era visto como parte de um projeto de carreira. Em outubro de 2020, a profissional entrou na empresa como temporária e encarou a proposta como uma oportunidade de se desenvolver profissionalmente em uma grande empresa. “Sabia que tinha nove meses para ganhar bastante experiência. Tirei o máximo de aprendizado deste período, pois sabia que seriam úteis para a minha carreira. Fazer parte de uma grande corporação é importante para o meu currículo e crescimento. Eu sabia da possibilidade de efetivação, mas não era nisso que me apegava. Queria aprender para me tornar uma profissional melhor”, finaliza.

Lygia, que trabalha no recrutamento e seleção de pessoas na Mosaic Fertilizantes, comenta também o que costuma avaliar quando procura por um talento: “Quando avaliamos um currículo, não analisamos se a pessoa foi temporária ou efetiva, mas qual a sua experiência, o que ela aprendeu em determinado cargo e sua capacidade de entrega para a posição que deverá ser ocupada. Logo, se tenho algo a dizer às pessoas que estão à procura de trabalho, é que encarem a vaga temporária como uma oportunidade de se recolocar e ganhar experiência. É preciso desenhar um projeto para onde se quer ir, e galgar experiência como parte de uma etapa de seu projeto profissional”, finaliza.

Stark Bank tem 10 vagas abertas

A Stark Bank, fintech B2B pioneira em Open Banking no Brasil, está recrutando candidatos que estejam interessados em fazer parte de um time apaixonado por criar soluções inovadoras para os problemas dos clientes e que querem contribuir para mudanças melhores usando a tecnologia. A empresa está crescendo e com isso oferece novas oportunidades para aqueles que buscam uma recolocação no mercado e as áreas variam entre finanças, marketing, negócios e tecnologia.

A startup tem 10 vagas abertas e os candidatos podem se inscrever e conferir mais detalhes sobre requisitos e responsabilidades no site da Stark Bank. Entre as vagas abertas, estão: Talent Acquisition; Account Executive; Business Analyst; Brand design; Growth Marketing Manager; Marketing Analyst; Social Media Content; Customer Success Executive; Compliance Analyst, Software Engineer IOS e API. O regime de contratação varia entre CLT e PJ, a faixa salarial varia entre R$3 e 5 mil.

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As Oportunidades do Mercado de TI

Por Jorge Sukarie, sócio fundador e presidente da Brasoftware e vice-presidente do conselho da ABES

A Associação Brasileira das Empresas de Software – ABES divulgou recentemente o seu estudo anual intitulado “O Mercado Brasileiro de Software 20 21 – Panorama e Tendências “, publicado desde 2005, com base numa pesquisa da IDC, uma das principais empresas de consultoria e inteligência de mercado com foco em TI e Telecom.

O estudo apresenta dados detalhados do Mercado Brasileiro de TI, comparado com mais de cinco dezenas de Países, também alvos da pesquisa da IDC, o que permite que se faça uma avaliação entre eles, a partir da normatização para o dólar americano, dos investimentos em TI em moeda local de cada um destes países.

Os investimentos mundiais em TI em 2020, que consideram os gastos em software, hardware e serviços, somaram US$ 2.395 bilhões, representando um crescimento de 2,5%. No Brasil estes investimentos somaram US$ 49,5 bilhões, com um crescimento de 22,9% sobre o ano anterior. Historicamente a taxa de crescimento destes investimentos no Brasil fica próximo do dobro da média mundial, mas no ano passado a taxa de crescimento foi quase dez vezes maior que a média mundial.

Alguns fatores podem explicar este crescimento tão elevado no Brasil, descolado da média mundial. Inicialmente podemos mencionar os baixos investimentos em TI nos últimos anos, impactados pelo cenário econômico desafiador que o País vem passando desde 2014. Como outro fator podemos citar a pandemia que trouxe uma grande oportunidade para o Setor de TI, se é que podemos considerar qualquer ponto como positivo num momento tão lamentável que a humanidade foi obrigada a passar nestes últimos 18 meses. Porém o fato é que a necessidade de distanciamento social com o home office, obrigou as empresas e as pessoas a investirem em tecnologia para permitir que se pudesse trabalhar, estudar, fazer teleatendimento, teleconsulta, compras, contratar serviços, entre outras atividades que precisaram ser feitas remotamente. Investimentos em projetos em segurança de TI, busca por soluções de produtividade, comunicação, redução de custos, entre outras, que deveriam ser feitos em 2 a 3 anos, precisaram ser feitos em 2 a 3 meses.

A expectativa de crescimento dos investimentos em TI no Brasil para 2021 ainda é bastante positivo, considerando esta janela de oportunidade que o País está vivendo. O mercado de TI deve crescer por volta de 11% contra uma previsão de crescimento médio mundial de 4,3%, voltando o Brasil a ter um crescimento em torno do dobro da taxa de crescimento médio mundial.

O resultado do ano passado permitiu ao Brasil voltar a ocupar a 9ª posição no ranking de Países com maior volume de investimentos em TI no Mundo. Na América Latina, o Brasil, que sempre ocupou a primeira posição entre todos os países em termos de volume de investimentos em TI, no ano passado aumentou sua participação nos investimentos na região, que representou 44% do total.

Os investimentos em Nuvem, IoT, Inteligência Artificial, BI, Segurança de TI, 5G, Conectividade, entre tantas outras tecnologias expoentes, garantirão ótimas oportunidade para as empresas que se dispuserem a explorar este mercado nos próximos meses.

Um dos fatores que tem limitado a competitividade do Brasil é a sua baixa produtividade. E uma das formas mais eficientes para se ganhar produtividade vem dos investimentos em tecnologia, em inovação, e esta é uma grande oportunidade para o Mercado de Software para os próximos anos, em especial no Brasil pelo que foi exposto anteriormente.

O uso de novas tecnologias e o seu impacto no Brasil, que são alvo do estudo da ABES, dão um pouco a dimensão das oportunidades que se abrem às empresas de software num país que está num momento importante de recuperação econômica. O importante é as empresas estarem atentas para acompanhar esta evolução e identificar as oportunidades com base em sua expertise e conhecimento para não perderem esta importante janela de oportunidade que teremos à nossa frente. A publicação do seu estudo anual sobre o Mercado Brasileiro de Software é um dos serviços que a ABES oferece a seus associados como forma de trazer o máximo de informações para garantir que estas empresas tenham oportunidade de surfar esta onda de crescimento que teremos nos próximos anos.

Pedro Oliveira é o novo Head Corporativo de Produto ERP da Senior Sistemas

Com mais de 20 anos de experiência em Desenvolvimento de sistemas, implantação de inovações e Gestão de equipes, Pedro Oliveira assume agora a posição de Head Corporativo de Produto ERP na Senior Sistemas.

Somando mais de 12 mil clientes e 25 aquisições e investimentos nos últimos 10 anos, a Senior é referência quando o assunto é tecnologia para gestão dos negócios. O ERP da Senior Sistemas, um dos produtos carro-chefe da marca, é um dos mais escolhido por líderes de grandes companhias, especialmente por ser capaz de suportar o processo de transformação dos negócios, em um movimento absolutamente natural e contínuo proporcionado pelo atual cenário econômico e digital.

“Com as diversas aquisições nos últimos anos a Senior sentiu a necessidade de trazer um profissional que estruturasse a convergência tecnológica e funcional das nossas soluções para a Plataforma Senior X. Por meio da plataforma conseguimos integrar soluções e inovações de forma muito natural e transparente, facilitando a vida das empresas. Nosso objetivo é viabilizar de forma completa a gestão de todas as soluções que fazem sentido para o negócio dos nossos clientes, algo que vai no caminho inverso de muitos players do mercado, que integram soluções de difícil adoção e com manutenção complexa para a realidade das empresas”, explica o Diretor de Marketing e Produto na Senior Sistemas, Jean Paul Vieira.

A escolha por Pedro Oliveira, que já era Head de Produtos e Desenvolvimento da Mega – adquirida pela Senior Sistemas em 2019 – acompanha o desafio de potencializar as diversas operações de aquisições realizadas pela companhia nos últimos anos. Uma movimentação que deve continuar nos próximos anos, acompanhando o crescimento orgânico da empresa em território nacional e em toda a América Latina.

“A Senior é um dos principais players de solução ERP para a América Latina. Vamos trabalhar no mapeamento dos ativos digitais de todas as operações e estruturar a convergência das soluções, aproveitando o melhor de cada unidade de negócio e dos seus profissionais. Para isso trabalharemos o potencial das equipes espalhadas pelo Brasil e no exterior, pensando no crescimento de todo Grupo Senior e no melhor para nossos clientes”, destaca o novo Head Corporativo de Produto ERP da Senior Sistemas, Pedro Oliveira.

Senior em crescimento exponencial

A Senior Sistemas fechou o primeiro semestre do ano com um faturamento de R﹩ 295,4 milhões, o que representa 40% a mais do que o mesmo período do ano passado. A previsão da empresa é acelerar um pouco mais no segundo semestre, fechando o ano com um faturamento de R﹩ 600 milhões. A médio prazo, a meta é R﹩ 1 bilhão em 2023.

Startups voltadas para o setor de energia já receberam US$ 66,4 milhões em 2021

O Brasil possui hoje 157 startups com soluções voltadas para o setor de energia e, juntas, estas empresas receberam mais de US$ 85 milhões desde 2015, quando teve início o levantamento Distrito Mining Report EnergyTech 2021, realizado pelo Distrito Dataminer, braço de inteligência de mercado da plataforma de inovação aberta Distrito, com apoio da KPMG. O volume divide-se num total de 52 rodadas de investimentos. Chama atenção, no entanto, o aquecimento deste mercado: somente em 2021, 11 transações concentraram US$ 66,4 milhões, mais de 78% do acumulado histórico.


Segundo o estudo, as energytechs, como são chamadas as startups que se voltam para o mercado de energia, dividem-se em seis grupos. A categoria com maior representatividade é a de Energia Renovável (36,3%), formada por startups que investem, produzem ou distribuem energia limpa a partir de fontes alternativas. Em seguida, temos Gestão Energética (19,7%), cujas empresas são focadas em soluções de gestão inteligente do consumo. Com 23 startups cada, temos Eficiência Energética (14,6%), direcionada àquelas que possuem ferramentas de otimização do aproveitamento de energia e diminuição de custos em processos; e Internet da Energia (14,6%), da qual participam startups com soluções em IoT (internet das coisas) e análise de dados da cadeia produtiva.


Por fim, completando a série, temos as categorias Mercado de Energia (8,9%), direcionada às startups que operam na comercialização livre de energia; e Baterias (5,7%), composta por jovens empresas com tecnologias inovadoras nesse sentido.
No que diz respeito a investimentos, a categoria com maior número de energytechs é também aquela que tem recebido maior atenção dos fundos de venture capital. Desde 2015, foram mais de US$ 62 milhões captados pelas startups que estão empenhadas em gerar energias renováveis. Não à toa, o grupo reúne duas das startups mais investidas do setor: a Solfácil, que acumula mais de US$ 36,6 milhões captados e a Órigo Energia, que em abril deste ano recebeu um aporte de US$ 19,3 milhões. Enquanto a última oferece soluções de energia solar, a primeira define-se como uma fintech que financia projetos de energia solar.


“O número crescente de startups e investimentos no setor muito provavelmente se deve à crescente gama de problemas encontrados para a instauração de uma nova matriz energética”, afirma Gustavo Araujo, CEO e cofundador do Distrito. “O Brasil é referência na produção de energia renovável, mas há ainda um gigantesco potencial ainda não explorado. Falamos aqui de um mercado com pouca competição, o que pode alavancar muitas dessas startups a protagonistas de uma transição energética efetiva”, completa.


“A demanda mundial de energia elétrica deve continuar crescendo em ritmo acelerado, tendo como fator relevante o crescimento populacional dos países asiáticos e africanos. Consumidores mais conscientes exigem acesso à energia de qualidade a partir de uma matriz energética limpa, confiável (não intermitente) e sustentável. A falta de eficiência
energética na transmissão e na produção de energia também é um grande desafio. O gás chega como um potencial protagonista da transição, com uma grande expectativa de garantir a base da matriz energética, porém ainda sofre com entraves regulatórios ligados à criação de um código de redes eficiente e, potencialmente, um hub virtual para facilitar a ampla comercialização, além de uma equalização entre das medidas que estão sendo tomadas pelos estados e União.

Já para a geração de energia a partir de fontes renováveis, o desafio é econômico. Investir em matrizes energéticas a partir de fontes renováveis ainda tem um custo elevado. E em paralelo, principalmente no Brasil, seguimos no desafio de acelerar a produção no pré-sal para monetizarmos um recurso natural tão valioso, que garante a financiabilidade de uma série de projetos além da garantia de manutenção de retorno aos acionistas e investidores”, afirma o sócio-líder do setor de energia e recursos naturais da KPMG, Anderson Dutra.


Estatísticas gerais De acordo com o levantamento, quase metade das energytechs mapeadas possuem um modelo de negócio B2B, isto é, tomam como cliente outras companhias. São 71 (46,4%) startups atuando sob esse modelo. Se considerarmos aquelas que atendem tanto outras empresas quanto consumidores finais, temos outras 60 (39,2%) startups.


Como grande parte do ecossistema brasileiro de inovação, as startups voltadas para o mercado de energia estão concentradas nas regiões Sul e Sudeste, com 43 e 90 startups, respectivamente. Em seguida, temos o Nordeste, com 10 energytechs; o Centro-Oeste, com 4 e, por fim, o Norte do país, com apenas 2 startups.

Outro dado apresentado pelo estudo diz respeito à idade dessas startups. Mais de 59% delas foram criadas nos últimos 5 anos, muito provavelmente pela relevância que o tema tem ganhado na atualidade, seja pelo abastecimento de energia, seja pela utilização de fontes renováveis e limpas.


Startups do topo

O EnergyTech 2021 apontou,  ainda,  quais são  as cinco maiores startups do setor, considerando elementos como número de funcionários, visibilidade nas redes sociais, investimento captado e faturamento presumido. São elas Way2 Technology, Órigo Energia, Insole, Blue Sol e Solfácil.


O estudo destaca ainda uma relação de startups que têm chamado atenção do mercado por apresentarem um ritmo de crescimento acelerado, a partir da combinação dos aportes recebidos e da visibilidade que têm nas redes sociais. Nesta seleção, só são consideradas empresas fundadas a partir de 2012 e com menos de 200 funcionários. São elas Solar View, Lemon, Fohat, Tractian, Delfos, Clarke Energia, Edmond, Helius, Sunew e Solstar.

Panorama internacional


Por fim, o estudo traz ainda um panorama das energytechs no mundo. De acordo com a Tracxn, plataforma global que mapeia dados sobre o universo de inovação, em 2020, o setor recebeu mais de US$ 34 bilhões, montante distribuído em um total de 848 aportes de investimento.

Somente em 2021, no entanto, já foram US$ 21,4 bilhões, em um total de 468 rodadas, o que aponta para o alcance de novos recordes até o fim do ano.

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Amcham e executivos de mais de 100 empresas assinam compromisso com o combate às mudanças climáticas

A Amcham Brasil, em conjunto com executivos de mais de 100 empresas e entidades, lançaram hoje (27/setembro), o posicionamento “Empresários pelo Clima”, que recomenda medidas para a promoção de uma economia de baixo carbono e para a retomada verde da economia.

O documento, coordenado em parceria com o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) , destaca a importância de ações eficazes para a preservação do meio ambiente e combate ao desmatamento ilegal, medidas empresariais para reduzir e compensar emissões de gases do efeito de estufa, investimentos em tecnologias verdes e o desenvolvimento de mercados de carbono voluntário e regulado no Brasil.

“O setor empresarial no Brasil está cada vez mais engajado na agenda climática e consciente das oportunidades oferecidas pela transição para uma economia verde. O amplo apoio da liderança empresarial de diversos setores reunido neste posicionamento demonstra o seu compromisso e desejo por ações efetivas e ambiciosas”, afirma a CEO da Amcham Brasil, Deborah Vieitas.

A iniciativa publicada hoje também será levada para a Conferência sobre o Clima, a COP 26, que acontece em novembro, em Glasgow (Escócia), atendendo ao chamado do Acordo de Paris, que confere ao setor produtivo participação relevante no combate às mudanças climáticas, em parceria com governos e sociedade civil.

“O Brasil pode sofrer uma queda de 17% no PIB até 2048 se não adotar medidas para mitigar o aquecimento global, o que se traduz em conter o desmatamento ilegal de florestas e contribuir com a evolução para uma economia mais sustentável”, contextualiza Deborah Vieitas, citando dados do relatório global da seguradora Swiss Re.

O posicionamento completo pode ser lido neste link <https://cebds.org/publicacoes/posicionamento-empresarios-pelo-clima/#.YUtB4rhKjIU>. A Amcham Brasil assina o documento, juntamente com diversas de suas empresas associadas, incluindo: Accenture, AES Brasil, Banco BV, Cargill Agrícola S.A, Cosan, Chubb Brasil, Embraer S.A., EY, Grupo Bayer Brasil, HP Brasil, IBM, Mastercard, P&G, PwC Brasil, SKY Brasil, Schneider Electric Brasil, Votorantim Cimentos e Votorantim S.A.

Encontro da Amcham sobre a COP 26

Nesta reta final para a COP 26, a Amcham Brasil realizará, nos próximos dias 6 e 13 de outubro, encontro com as principais autoridades públicas e lideranças empresariais para discutir os resultados esperados da reunião e possíveis impactos para o futuro do meio ambiente e dos negócios.

Confirme aqui a sua presença no encontro, que contará com a participação de Jonathan Pershing (Enviado Presidencial Adjunto para o Clima Adjunto dos EUA), Emb. Paulino Neto (Secretário de Assuntos de Soberania Nacional e Cidadania do Itamaraty), Marcus Paranaguá (Secretário de Clima e Relações Internacionais do Ministério do Meio Ambiente) e Guilherme Leal (Copresidente do Conselho de Administração da Natura), entre vários outros representantes.

Brasil Pelo Meio Ambiente

Você conhece o Brasil Pelo Meio Ambiente? Clique aqui e engaje sua empresa no Movimento da Amcham Brasil que reúne mais de 120 ações corporativas de preservação ambiental, representativas de mais de R﹩ 12,7 bilhões em investimentos.