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Grandes empresas de tecnologia investem em iniciativas para atrair e reter talentos

Na corrida por talentos, empresas brasileiras do segmento de tecnologia que já estão consolidadas no mercado adotam iniciativas semelhantes às praticadas por startups e gigantes internacionais, investindo em ações que inovam a gestão de pessoas. Desde o fomento a capacitação de quem não atua na área de tecnologia mas quer ingressar no segmento, até o cuidado na saúde dos colaboradores. Além de impactar na retenção dos profissionais que já estão nas companhias, as medidas também são úteis na atração daqueles que estão de olho em empresas engajadas no bem estar dos seus times.

Veja iniciativas praticadas por companhias brasileiras que hoje somam mais de 150 vagas abertas:

Capacitação de PCDs e jovens estudantes — em parceria com o Sesi/Senai, a Softplan desenvolve programas de capacitação em tecnologia para estimular o aprendizado daqueles que querem trabalhar na área. Uma das iniciativas é o Softplay, que capacita de forma técnica Pessoas com Deficiência (PCD) e reabilitados para trabalharem em TI. Na primeira turma, 10 alunos passaram por 40 dias de capacitação, aprendendo sobre lógica, atendimento, relacionamento e práticas de empresas. Dos 10 alunos, 9 foram contratados pela Softplan. Outro programa desenvolvido pela empresa é o Codificando o Futuro, em parceria com o Senai, voltado para capacitar alunos do segundo e terceiro ano do ensino médio, com condições financeiras não favoráveis. Durante um ano e meio, os alunos realizam um curso técnico de análise de sistemas no Senai, enquanto a Softplan promove palestras e encontros mensais sobre assuntos técnicos e comportamentais. A primeira turma do projeto se formará em dezembro, e conta com 36 alunos. Parte das pessoas desse projeto estão em processo de seleção na Softplan, que hoje está com 90 vagas abertas. Há 29 anos no mercado, a empresa é uma das maiores desenvolvedoras de software do Brasil, com 1,9 mil colaboradores, reconhecida como uma das 20 melhores empresas do Brasil para se trabalhar pelo ranking GPTW (Great Place to Work), em 2018. Interessados podem consultar as vagas no site www.softplan.com.br/carreira/.

Oportunidade de fazer carreira na empresa – Na Unifique, a função de Assistente de Suporte Técnico é uma porta de entrada para quem quer conhecer várias tecnologias ao mesmo tempo e, quem sabe, no decorrer do tempo, escolher uma delas para se especializar e fazer carreira no setor de telecom e TI. Cátia Calliari, Gerente de Desenvolvimento Humano e Organizacional, ressalta que o Assistente de Suporte Técnico da Unifique não é um mero atendente de telefone e anotador de problemas. “Pelo contrário, ele é um solucionador. Ao buscar a resolução, adquire uma bagagem importante sobre diferentes tecnologias e serviços”. A Unifique está com 45 vagas abertas para trabalhar em seis cidades de Santa Catarina: Timbó (37), Itajaí (2), Joinville (2), São José (2), Lages (1) e Balneário Camboriú (1). Quase metade das vagas (20) são para o cargo de Assistente de Suporte Técnico. Todas as vagas abertas podem ser ocupadas por Pessoas Com Deficiência (PCDs). Para se candidatar, basta fazer o cadastro por meio de formulário disponível na seção Trabalhe Conosco no site da Unifique https://unifique.com.br/institucional/trabalhe-conosco.

Ambulatório para consultas na própria empresa — para auxiliar colaboradores poupando tempo e melhorando a mobilidade para a realização de consultas médicas, a Dígitro Tecnologia, que atua há mais de 40 anos desenvolvendo softwares para comunicação corporativa e inteligência, fez uma parceria com a Unimed Grande Florianópolis e instalou um consultório dentro da companhia. Semanalmente, os funcionários podem receber um atendimento primário e personalizado na modalidade de Atenção Integral à Saúde, e conta com uma equipe especializada em Saúde da Família, composta por enfermeira e médico. De acordo com Carla Fernandes Garcia, da Gerência de Recursos Humanos da Dígitro, ter um consultório médico dentro da empresa facilita e estimula o colaborador a cuidar da sua saúde. “Contamos com um atendimento personalizado, com agendamento de consultas e retornos de forma fácil e rápida e atendimento com hora marcada dentro da própria empresa, poupando o tempo do colaborador com deslocamentos de trânsito e esperas. Temos também a possibilidade de oferecer um atendimento pontual em situações de emergências, uma vez que existem horários na agenda para este tipo de demanda. Os custos do serviço não são repassados ao colaborador”, explica Carla. Atualmente, trabalham na Dígitro cerca de 370 colaboradores. A empresa está com 20 vagas abertas, disponíveis para consulta no site www.digitro.com/carreira/

ABES Software Conference 2019 debate disrupção, negócios exponenciais e LGPD

A ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software) promove a 9ª edição da ABES Software Conference, reconhecida como uma as mais importantes e aguardadas conferências do setor. Este ano, o evento ocorrerá no dia 14 de outubro, das 8h às 19h, no Centro de Convenções do São Paulo Corporate Towers, em São Paulo. O tema dessa edição é Disrupção – Negócios Exponenciais, com o objetivo de promover o debate sobre os drivers da transformação digital e abordando assuntos como: tendências tecnológicas para os próximos 20 a 30 anos, inovações disruptivas nos dois mais importantes polos de inovação do mundo; avanços no ambiente regulatório; e a experiência da GDPR na Europa. Além disso, essa edição da conferência contará com palestrantes internacionais, vindos da Holanda, México, Estados Unidos e Israel, além de brasileiros de peso.

“Esse ano, a ABES Software Conference irá focar na disrupção tecnológica, provocando debates referentes às diferentes visões sobre o futuro; formas exponenciais de fazer negócios; as reais oportunidades nos principais polos de inovações do mundo, como Israel e Vale do Silício; o papel da regulamentação na digitalização do Brasil; e como enfrentar os desafios da LGPD. Neste sentido, convidamos os mais renomados especialistas do mundo para debater esses temas. Será uma oportunidade única para trocarmos experiências e juntos trabalharmos por um Brasil mais digital e menos desigual, levando oportunidades a todos”, afirma Rodolfo Fücher, presidente da ABES.

Palestrantes confirmados e programação

A 9ª edição da ABES Software Conference – “Disrupção: Negócios Exponenciais” reunirá cerca de 350 convidados, CEOs, presidentes e diretores de empresas de tecnologia, além de autoridades de governo, acadêmicos e jornalistas. O evento será dividido em cinco painéis:

O primeiro painel do evento, Disrupção – O Mundo em 20 Anos, que visa debater como as tecnologias convergentes estão transformando a forma de fazer negócios para o modelo exponencial, contará com a participação do Paul D. Roberts, Diretor de Inovação e Estratégias da Singularity University, referência mundial da disrupção tecnológica.

Em seguida, Margarise Correa, Founder e CEO da BayBrazil; Andrew Tsao, Head of Global Gateway Silicon Valley Bank; e Daniel Skaba, Co-Founder e CEO da IBI-Tech, engajarão em um debate sobre Negócios Exponenciais e formas e identificar negócios disruptivos nos dois principais polos de inovação do mundo – Vale do Silício e Israel.

O terceiro painel, Brazil: Getting it Right, trará uma apresentação do Roberto Martínez Yllescas, Diretor da OCDE para a América Latina, a respeito dos avanços do ambiente regulatório para assegurar os benefícios da inovação no desenvolvimento socioeconômico e a redução de desigualdades. Logo após, Luciano Ramos, Gerente de Pesquisa e Consultoria do IDC, apresentará um estudo mensurando tendências do mercado de tecnologia brasileiro e mundial, no painel Mensurando Oportunidades e Negócios.

Para concluir o evento, três líderes globais especializados em privacidade e proteção de dados, o Tony de Bos, Partner e Financial Advisory Services na EY; a Corinna Schulze, Director, EU Government e Global Corporate Affairs na SAP; e a Christina Montgomery, Vice President & Chief Privacy Officer na IBM, engajarão em um debate sobre a experiência da Europa com a implementação da Autoridade de Proteção de Dados no painel LGPD: A Experiência Europeia. A programação completa, com os nomes dos palestrantes e mediadores para cada tema, e informações sobre inscrições podem ser acessadas aqui.

ABES Software Conference 2019

Data: 14 de outubro
Horário: 8h às 19h
Local: Centro de Convenções – São Paulo Corporate Towers
Endereço: Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 1909 Itaim Bibi, São Paulo – SP

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4Results contrata vendedor CRM

Stefanini anuncia joint-venture na Romênia com a Infinit Solutions

A Stefanini, uma das mais importantes provedoras globais de soluções de negócios baseadas em tecnologia, anunciou uma nova joint-venture, desta vez com a Infinit Solutions, localizada na Romênia. A Stefanini Infinit será uma empresa de marketing digital, estabelecida em parceria com os irmãos e empreendedores Alexandru Cernătescu e Andrei Cernătescu, donos da agência Infinit Solutions.

A partir de agora, a Stefanini Infinity assume a antiga equipe da agência, que continuará com suas operações comerciais locais. Além disso, a nova empresa contribuirá para ampliar a oferta de serviços globais do Grupo, adicionando uma perspectiva criativa e de marketing às soluções de negócios e novas tecnologias fornecidas pela multinacional brasileira.
“Mais do que nunca vivemos um cenário em que as empresas precisam desenvolver uma abordagem centrada no cliente. Se ainda não iniciaram este processo, certamente o farão rapidamente”, disse Marco Stefanini, fundador e CEO global do Grupo Stefanini. “A nova geração de consumidores é digitalmente alfabetizada, ativa e ansiosa para se relacionar com as marcas. Portanto, as empresas precisam desenvolver um gateway digital e investir num relacionamento consistente e significativo com seus clientes, aproveitando a tecnologia de maneira criativa. Com esta joint-venture, complementamos o nosso portfolio com um conjunto de habilidades criativas e de marketing para atender as necessidades dos clientes com novas soluções digitais”.

O anúncio reforça a estratégia da multinacional brasileira de adquirir ou estabelecer joint-ventures com jovens e ambiciosos empreendedores de todo o mundo, oferecendo-lhes uma plataforma global para suas soluções e serviços e, ao mesmo, atualizando seu portfolio. A Stefanini Infinit é a primeira joint-venture desse tipo na Europa.

“Trabalhamos há sete anos em vários projetos para nossos clientes em parceria com a agência Infinit Solutions. Houve uma forte química no jeito de trabalhar e nas ofertas, que se complementam”, destaca Marco Stefanini. “Sabemos que uma abordagem integrada de marketing e tecnologia pode ser altamente benéfica para nossos clientes e usuários finais, que podem se aproveitar das novas tendências focadas em eficiência, mobilidade e flexibilidade – todas suportadas por tecnologia inteligente e interativa”.

A Stefanini Infinit continuará operando como uma empresa independente, mantendo sua cultura administrativa e criativa, porém se beneficiando dos recursos do Grupo Stefanini e da sua presença em mais de 40 países.

“Ao trabalhar em conjunto com a Stefanini por um longo tempo, vimos em nossos parceiros uma combinação perfeita do ponto de vista humano e de negócios”, disse Alex Cernătescu, CEO da Stefanini Infinit. “A cultura digital da Stefanini, centrada no cliente, foi uma das razões mais importantes pelas quais decidimos dar mais passo à nossa parceria e criar esta joint-venture. A configuração de negócios recém-criada nos permite fornecer serviços integrados para nossos clientes locais e expandir nossas operações globalmente”.

Com esta iniciativa, a Stefanini amplia investimentos na vertical de marketing. Em dezembro de 2017, a multinacional adquriu no Brasil a empresa Gauge, consultoria de performance e experiência do usuário. “O trabalho com a Gauge e com a Infinit reforça a nossa estratégia de atuar de maneira integrada, também com foco em marketing digital”, complementa Guilherme Stefanini, diretor de Novos Negócios.

Twitter anuncia reposicionamento de área focada em levar próximas ideias e movimentos às marcas e agências

A partir de hoje (23), Twitter Next será o nome do time responsável por atuar em parceria com marcas e agências para desenvolver estratégias e criar experiências com foco nas pessoas e seus interesses. Chamada de Estratégia de Marca desde 2012, quando foi criada, a equipe tem seu reposicionamento anunciado para refletir melhor a missão, oferta de serviços e funções da área.

Essa frente de trabalho do Twitter vai além da estratégia da marca e se ramifica no desenvolvimento de campanha e conteúdo, definição de voz da marca e um laboratório em que tecnólogos, produtores e designers espalhados pelo mundo testam novas ideias e campanhas em parceria com os clientes.

“Em linha com o #ComecePelasPessoas – posicionamento do Twitter que destaca os diferenciais de nossa audiência -, desenvolvemos novos serviços e funções para que reforçar essa missão e trazer, cada vez mais, foco para quem realmente importa: as pessoas. Além de nos tornarmos referência, o objetivo com a ressignificação de nossa identidade é possibilitar que marcas e agências se conectem às próximas grandes ideias e momentos”, afirma Daniela Bogoricin, Diretora do Twitter Next no Brasil.

Antes composto apenas por estrategistas de marca, o time agora também conta com planejadores de marca, especialistas em criação, tecnólogos, gerentes de programa, desenvolvedores e cientistas de dados. A nova área passa a atuar em mais de 20 mercados onde o Twitter possui escritórios, com destaque para o Brasil, México, Canadá, Reino Unido, França, Espanha, Dubai, Cingapura, Japão, Índia e Austrália.

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QR Code: Os brasileiros estão prontos para esse novo modelo de pagamento?

Desde o começo do mês, usuários do Metrô e da CPTM se depararam com uma nova forma de comprar o bilhete único e liberar a catraca: uma espécie de código de barras em QR Code está equivalendo a uma passagem. O projeto-piloto vai até o dia 18 de outubro e foi implantado pela Secretaria de Transportes Metropolitanos (STM) do governo do estado com a intenção de substituir, futuramente, a maior parte das compras de bilhete magnético unitário. Para Ralf Germer, CEO da PagBrasil – fintech brasileira líder no processamento de pagamentos para e-commerces ao redor do mundo – todas as iniciativas de empresas ou startups que envolvam QR Code são muito positivas, já que fazem as pessoas se acostumarem com a novidade.

“No Brasil o QR Code ainda não é muito utilizado e para que realmente funcione no país é preciso que o sistema de pagamentos instantâneos – que permitirá que transações financeiras sejam efetuadas imediatamente e sem restrições de datas e horários – esteja estabelecido no mercado. Em comparação com outros lugares do mundo, como a China, por exemplo, estamos atrasados, mas os brasileiros são abertos para novas tecnologias: elas podem funcionar muito bem daqui pra frente!”, explica.

Segundo Ralf Germer, as pessoas estão confundindo a compra do bilhete unitário em formato de QR Code com os pagamentos por aproximação, outro tema que está cada vez mais presente no nosso dia a dia. No entanto, ele explica que uma coisa não tem nada a ver com a outra.

“Dentro deste teste, os usuários que estão comprando o bilhete único com cartão de débito, por exemplo, recebem um comprovante em papel com o código QR Code e catracas específicas leem e caputuram o código, liberando a passagem. É um processo rápido, fácil e bastante cômodo. Os pagamentos por aproximação, por sua vez, têm a intenção de agilizar o processo de compra, mas para isso é preciso que as pessoas tenham um celular com funcionalidade NFC”, explica.

O passageiro pode comprar o QR Code de três formas: com cartão de débito (em totens instalados nas estações), com cartão de crédito (utilizando o aplicativo VouD) e ainda com dinheiro, nas bilheterias que participam do teste: metrô São Judas (Linha1-Azul), Paraíso (Linha 1-Azul e 2-Verde) e Pedro II (Linha3 – Vermelha) e da CPTM: Autódromo (Linha 9-Esmeralda), Tamanduateí (Linha 10-Turquesa), Dom Bosco (Linha 11-Coral) e Aeroporto-Guarulhos (Linha 13-Jade).

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O momento para se preparar para a LGPD é agora

Por Paulo Padrão, General Manager da ASG Technologies para a América Latina

Prevista para entrar em vigor em agosto do ano que vem, a nova Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) promete uma verdadeira revolução no modo como as empresas brasileiras coletam, armazenam e usam os dados de seus clientes. As discussões sobre o tema já estão acendendo a luz vermelha das organizações, pois a maioria ainda não sabe como essa nova legislação deverá impactar os negócios.

Afinal de contas, independentemente do tamanho ou do segmento empresarial, o fato é que os dados têm um papel fundamental para o andamento das atividades. Imagine, por exemplo, o que sua empresa faria se todas as informações digitais relacionadas a clientes simplesmente não estivessem mais acessíveis. Como seria possível trabalhar sem esses dados?

Com processos cada vez mais conectados, não é exagero dizer, portanto, que as informações estão no coração das atividades empresariais, incluindo todas as etapas de relacionamento com clientes, assim como na gestão de sistemas, fornecedores e no controle de processos de fabricação e de vendas. Por isso mesmo, a verdade é que, na era dos dados pessoais, empresas de todos os segmentos estão diante de desafios semelhantes, para o bem e para o mal, diga-se.

Isso fica ainda mais claro quando notamos que ter informações dos clientes é importante para o sucesso dos negócios, mas também é a origem de grandes dúvidas e possíveis problemas. Basta acompanhar o noticiário para constatar a dimensão dos riscos e dos impactos para o futuro das empresas que sofreram perdas ou vazamento de dados. Não por acaso, pesquisas do Gartner apontam que a segurança das informações é hoje uma das três principais preocupações dos líderes de TI em todo o mundo.

É neste contexto que a LGPD chegará ao Brasil, apresentando novas regras para uso, armazenamento e compartilhamento de informações e obrigando as empresas a trabalharem em conformidade com uma nova dinâmica que garanta mais segurança aos dados no ambiente digital. Além disso, a lei demandará uma série de alterações em todos os registros, ao pedir o consentimento dos consumidores para uso de dados, ao estabelecer novas regras de subscrição e ao determinar novos formatos de utilização e de compartilhamento de informações. Ou seja, se sua empresa tem qualquer tipo de planilha, mailing ou arquivo com dados de clientes, ela certamente terá de se adequar à legislação. Por isso, as companhias precisam se preparar desde já, uma vez que eventuais ajustes não poderão ser feitos depois que a lei entrar em vigor.

Os desafios serão imensos, principalmente por envolver informações e processos que valem dinheiro. Somente em 2018, ataques virtuais e roubos de dados custaram, em média, US$ 1,35 milhão para as companhias brasileiras. Mais do que isso, fomos o segundo principal alvo de ciberataques, aparecendo no topo dos rankings de tentativas de fraudes por phishing. Todos estes números comprovam que a interrupção do trabalho das empresas pode ser extremamente onerosa e impactante. Dados, acima de tudo, são ativos de negócios.

O momento exige que as companhias agreguem inteligência à análise de informações, colocando os dados em destaque dentro do seu planejamento. Portanto, o Brasil não deveria novamente deixar para o último minuto os ajustes necessários para adequação à nova regulamentação, pois a continuidade dos negócios dependerá diretamente das informações que, sem dúvida, estão entre os principais ativos da atualidade.

Avançar no conhecimento acerca do que é a LGPD – e como ela afeta a rotina das operações – é o primeiro passo de preparação, pois a nova jornada demandará que as empresas sejam capazes de controlar todos os seus ativos digitais. Para a criação desse ambiente regulamentado, será preciso analisar toda a estrutura para mapear quais dados são armazenados, os formatos de coleta, as etapas de validação, os locais de armazenamento, as áreas que utilizam as informações e para quais atividades, além de um conjunto enorme de verificações e controles que precisam ser criados para as necessidades específicas de cada empresa.

Outro ponto essencial é capacitar as equipes para a nova realidade. Contar com tecnologia adequada e treinamentos de especialistas são condições essenciais para evitar o comprometimento de toda a estrutura empresarial. Pesquisas apontam que mais de 60% das perdas de dados são geradas por causa de falhas humanas, o que pode ser evitado com soluções de TI que possam gerenciar dados e gerar mais segurança e confiabilidade.

Estar preparado para a LGPD vai significar ir muito além do que manda a lei. Ao analisar suas estruturas, as companhias brasileiras podem aproveitar esse momento para catalogar seus dados e o fluxo interno que as informações percorrem em todas as áreas para a geração de novos resultados para os negócios. Por isso, analistas de indústria preveem um grande salto no aumento do uso de sistemas de automação focados em Data Intelligence, Analytics e Inteligência Artificial. Com a entrada em vigor da legislação, as empresas brasileiras estarão diante de uma nova estrada, com rotas diferentes. As companhias que escolherem o caminho do sucesso conseguirão transformar os desafios da nova lei em novas oportunidades de crescimento e de geração de valor. Como dizem, precisamos acreditar que todo progresso acontece fora da zona de conforto.

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Indústria e universidades suecas e Senai vão criar escola para Indústria 4.0 no Brasil

Inmstituto Real de Tecnologia da Suécia – Foto: Ulf Lundin

A Embaixada da Suécia, por meio do Business Sweden, anunciou nesta sexta-feira, 20, a criação de uma escola de inovação e tecnologia para Indústria 4.0, no Brasil.

Desenhada a partir das demandas de indústrias brasileiras pela preparação e qualificação de funcionários, identificadas no 3º Brazil-Sweden Business Leaders Forum de março deste ano, a escola será criada em uma parceria do SENAI com renomadas universidades suecas, tendo como foco o ensino de novas tecnologias e as habilidades necessárias para suas aplicações.

O anúncio foi feito por Andreas Rentner, Country Manager do Business Sweeden no Brasil, no evento “Smart Cities: Sociedade 5.0”, parte da programação das Semanas de Inovação Suécia-Brasil 2019, realizado nesta sexta-feira, 20 de setembro, na Casa Firjan, no Rio de Janeiro.

“Precisamos estabelecer um novo tipo de educação, que aproveite oportunidades e esteja preparado para as novas condições do mercado. Um Sistema educacional dinâmico, que pode incluir cursos técnicos, de graduação ou qualificação, utilizando tanto um campus tradicional quanto educação virtual. Há um potencial não explorado, que pode ajudar o Brasil e a Suécia a aumentarem sua competitividade no mercado internacional de inovação”, explica Rentner. “Vamos trazer o melhor da Suécia para este projeto. A contribuição sueca vai ser de transferência de conhecimento em treinamento e educação, além de tecnologia e equipamentos”, completa.

Benefícios ocultos dos dispositivos móveis na experiência do cliente

Por Morris Menashe

O consumidor moderno tem hoje uma perspectiva nova sobre o serviço prestado ao cliente e, independente do segmento ou do negócio, espera e exige um bom nível de visibilidade e comunicação, em tempo real. Também, o advento de novas tecnologias como wearables, IoT, realidade aumentada e inteligência artificial, trouxeram inúmeras oportunidades para as empresas transformarem a prestação de serviços e aprimorarem a experiência do cliente.

Uma experiência ruim de atendimento é o ponto final da relação de 86% dos consumidores com as empresas e um bom atendimento pode se sobrepor ao preço para 56% deles – é o que aponta o Customer Experience Trends, maior estudo sobre a experiência do cliente no Brasil, realizado pela Octadesk. O levantamento, que teve a participação de 375 empresas e 500 consumidores brasileiros, apontou que o tempo de espera e despreparo dos atendentes são os fatores que mais incomodam nos atendimentos, ambos apontados por 23% dos entrevistados. Os serviços de telefonia, internet e TV a cabo, foram considerados os piores para 67% dos clientes.

Oferecer uma melhor experiência ao cliente tem sido um tópico frequente de discussão, no entanto, a maior parte do aconselhamento concentra-se nas novas expectativas que os clientes têm em relação ao serviço, impulsionadas pela “uberização” do dia a dia das pessoas. Embora isso seja verdade, há duas outras áreas que devem ser enfatizadas em torno dos benefícios da experiência móvel e do cliente.

Funcionário engajado oferece melhor serviço e experiência do cliente

O impacto de funcionários não engajados em uma organização é alarmante. Além de custarem bilhões de dólares por ano à economia global, colaboradores não engajados afetam a capacidade da empresa de oferecer uma experiência superior ao cliente. De acordo com a Gallup, as empresas com alto engajamento de funcionários têm uma avaliação 10% maior de seus clientes. A utilização da tecnologia atual, como os dispositivos móveis, tem ajudado a conseguir e manter esses profissionais engajados.

O uso de tecnologia móvel impacta no engajamento dos funcionários de várias maneiras, como:

Colaboração: os dispositivos móveis fornecem um canal para os técnicos que trabalham em campo interagirem com outros colegas e fornecerem uma conexão com o escritório para ajudar a resolver problemas e receber conselhos. Os fatores que impulsionam um engajamento maior – por exemplo, como os funcionários sentem-se em relação ao trabalho que fazem – são afetados pelo aumento da colaboração. O dispositivo móvel tornou-se uma ferramenta fundamental para aumentar a colaboração.

Informação: Ter as informações completas sobre um trabalho permite que o funcionário interaja melhor com o cliente para ajudá-lo a solucionar seu problema. Os dispositivos móveis podem fornecer ao técnico dados atualizados sobre o cliente, a capacidade de se comunicar com um cliente, informações detalhadas sobre o trabalho em si, além de sua localização em tempo real. Todas essas informações geram um maior nível de conforto e controle sobre a situação, aumentando o engajamento dos funcionários, já que com essas informações, eles conseguem lidar adequadamente com o trabalho e aumentam a probabilidade de uma interação agradável.

Um recente relatório da Aruba Networks descobriu que 73% dos funcionários que usam ferramentas digitais relataram um impacto positivo em sua produtividade e 70% citaram uma melhor colaboração. As organizações de serviços de campo precisam eliminar processos manuais e ineficientes para ajudar a impulsionar o engajamento, e as soluções de gerenciamento de força de trabalho móvel podem ser parte importante desse esforço.

Oportunidades de desenvolvimento aprimoram o engajamento e a experiência do cliente

É claro que nem todo funcionário tem o mesmo nível de experiência e habilidades. No entanto, à medida que a geração baby boomer se aposenta e os novos trabalhadores preenchem esses papéis, será extremamente importante treinar novos profissionais para oferecer um bom atendimento ao cliente. Um dispositivo móvel pode ajudar de duas maneiras, tanto na realização de cursos móveis como no uso de dados para acompanhar a duração dos trabalhos para identificar oportunidades de treinamento.

Fornecer um aprendizado contínuo pode ajudar a acelerar o tempo que um funcionário se torna produtivo e ajuda a promover um engajamento mais profundo. Por exemplo, a pesquisa da Udemy constatou que 52% das empresas de alto engajamento têm funcionários que gastam uma média de 31 a 50 horas de aprendizagem por ano, em comparação com apenas 20% das empresas de baixo engajamento. Além disso, com mais pessoas da geração millennials entrando no mercado de trabalho, o aprendizado precisa se tornar uma prioridade, pois a Gallup descobriu que 87% dos millennials dizem que as oportunidades de desenvolvimento profissional ou de crescimento de carreira são muito importantes para eles em um trabalho. Com os dispositivos móveis, as empresas podem promover cursos personalizados para ajudar a treinar e envolver os funcionários, mesmo quando eles não estão no escritório.

O uso da tecnologia de gestão da força de trabalho móvel se concentra principalmente em melhorar a produtividade e a experiência do cliente. No entanto, como acontece com muitas formas de tecnologia, existem informações adicionais que você pode obter dos dados para ajudar a melhorar outras operações e processos que podem não ser tão evidentes à primeira vista.

Morris Menasche, Vice-Presidente de Vendas da ClickSoftware para América Latina

Gartner diz que o futuro do autoatendimento é a automação conduzida pelos próprios clientes

O Gartner, Inc., líder mundial em pesquisa e aconselhamento para empresas, alerta que, no futuro, organizações e clientes irão recorrer à Inteligência Artificial para aprimorar e controlar suas experiências digitais. De acordo com os analistas do Gartner, para lidar com a avalanche de informações e atividades digitais, os clientes – assim como as organizações – vão se voltar cada vez mais para a automação.

“Há sempre muita discussão sobre como as empresas devem investir em Inteligência Artificial (IA) para economizar tempo e dinheiro, mas muitas vezes ignoramos a próxima geração de clientes que está sendo igualmente receptiva para a ideia de conduzir suas próprias experiências pessoais no futuro”, afirma Anthony Mullen, Diretor de Pesquisa Sênior do Gartner.

“A realidade é que os consumidores precisam se engajar com atividades digitais intermináveis ​​ao longo da vida, o que significa muito mais dados a serem considerados. A tendência, desse modo, é que os clientes atribuam cada vez mais suas próprias atividades digitais aos assistentes virtuais pessoais (VPAs), chatbots e outras ferramentas de autoatendimento. Portanto, isso deverá crescer nos próximos 10 anos”, diz o analista.

Os impactos dessa transformação digital para as companhias e para os clientes será um dos destaques do Gartner IT Symposium/Xpo 2019™, principal evento do Gartner no Brasil e que acontecerá de 28 a 31 de outubro, em São Paulo.

Mudança no autoatendimento ao cliente

Na visão do Gartner, o autoatendimento está se tornando a norma, pois os clientes esperam cada vez mais uma experiência fácil e rápida em todas as situações. Nesse cenário, as organizações estão recorrendo a métodos de engajamento naturalista, como voz e outras tecnologias de interação, com destaque aos recursos de Inteligência Artificial, para oferecer aos clientes o que eles querem e, ainda assim, obter maior eficiência operacional. De fato, 91% das organizações planejam implantar soluções de Inteligência Artificial em seus serviços de atendimento nos próximos três anos. Até 2030, um bilhão de tíquetes de serviço será gerado automaticamente por bots de propriedade do cliente.

“O interessante é que, quando começamos a observar a dinâmica do autoatendimento e a automação contínua das organizações por um longo período, logo vimos as rachaduras começarem a aparecer”, diz Mullen. “Por isso, o peso de gerenciar e dar suporte aos serviços autônomos está sendo retirado das equipes de suporte operacionais e rapidamente enviado para as mãos dos clientes. Esse nível de delegação, do ‘faça você mesmo’ à Inteligência Artificial, será uma grande força que moldará o autoatendimento dos consumidores de um modo geral”, afirma o analista.

Os quatro cenários que representam o futuro do autoatendimento são do tipo:

1. Faça você mesmo

2. Faça isso juntos

3. Deixe meu robô fazer isso

4. Deixe nossos robôs (bots) fazerem isso

“À medida que os clientes adotam a mentalidade ‘faça você mesmo’, eles escolherão fornecedores que os ajudem a interagir facilmente com os pontos de contato controlados pelos consumidores, como alto-falantes inteligentes. Além disso, interfaces com o usuário fornecidas pela empresa serão cada vez mais prejudiciais às experiências controladas pelos clientes”, explica o analista do Gartner. “Como os clientes não conseguirão acompanhar o nível de autoatendimento necessário para gerenciar suas vidas digitais, eles delegarão a atividade para seus próprios robôs (bots). Portanto, o autoatendimento do futuro não estará apenas relacionado aos próprios clientes, mas também incluirá a relação sobre os clientes e seus bots”.

Geração Z é mais confortável com automação

Há um desejo de automação e o uso de Inteligência Artificial para economizar tempo e dinheiro em todas as gerações e casos de uso. No entanto, a Geração Z (nascidos entre 1995 e 2009) é a mais receptiva a usar essas tecnologias para facilitar suas vidas. O Gartner prevê que, até 2030, as tecnologias pessoais se tornarão o objetivo principal da entrega da experiência dos usuários. Como a Geração Z representará a maior base de clientes até então, ela elevará o uso de tecnologias de automação direcionadas ao cliente para obter suporte e valor das organizações com as quais eles escolhem interagir.

Para discutir o tema e apresentar dicas sobre este cenário, os analistas do Gartner apresentarão pesquisas e novidades durante o Gartner IT Symposium/Xpo 2019™, principal evento do Gartner no Brasil, que acontecerá de 28 a 31 de outubro. Trata-se do mais importante encontro de CIOs e executivos de TI do mundo. Líderes da área confiam em eventos como esses para obter insights sobre como suas organizações podem usar TI para superar desafios de negócios e melhorar a eficiência operacional de suas empresas. Acompanhe novidades sobre os eventos no Twitter: #GartnerSYM.

As inscrições para o Gartner IT Symposium/Xpo 2019™ estão com desconto de R$ 700 até 20 de setembro. Há preços diferenciados para profissionais do setor público e descontos para grupos. Interessados podem entrar em contato com o Gartner pelos telefones (11) 5632-3109, 0800-7741440, e-mail: conferencias.brasil@gartner.com ou site: www.gartner.com/br/symposium.

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TIM vai ativar rede de experimentação 5G no Cubo Itaú até o fim do ano

A TIM anunciou hoje (20), durante o Cubo Conecta 2019, que por meio de uma licença específica da Anatel a operadora instalará no local, até o fim do ano, uma antena com a rede de quinta geração em parceria com a Ericsson para que as empresas startups baseadas no Cubo Itaú possam testar e desenvolver aplicações potencializadas pela nova tecnologia. A ativação é mais uma celebração da parceria de quatro anos do Cubo com a operadora, que já havia instalado no espaço o NB-IoT, uma plataforma dedicada para o desenvolvimento de soluções de internet das coisas com baixo consumo de energia e grande alcance de cobertura.

“A TIM quer estar inserida em ambientes de inovação, de pesquisa e de empreendedorismo, como o Cubo Itaú, viabilizando tecnologias que fomentem esse ecossistema favorável a criação de novos produtos e serviços que melhorem a vida dos cidadãos do nosso País. Estamos engajados na busca de novas aplicações que contemplem já a próxima onda tecnológica, o 5G, e a parceria com o Cubo Itaú é parte importante deste processo”, avalia o CTIO da TIM Brasil, Leonardo Capdeville.

Para o Cubo Conecta 2019, evento de celebração do aniversário do espaço, a operadora apresentará experiências de alta performance na rede 4G em parceria com a Ericsson no lounge TIM – IoT, indústria 4.0, AR, baixa latência – que poderão ser potencializadas com o 5G, alavancando novos negócios e inspirando o desenvolvimento de soluções. Todas as experimentações estarão disponíveis para os visitantes do Cubo Itaú durante o evento.

Parceria com o Cubo

Nesse último ano de parceria, a TIM avaliou mais de 200 soluções, ultrapassou o lançamento de 30 desafios para startups do Cubo, organizou mais de 20 pitches de inovação e 10 provas de conceito com startups. Um dos exemplos é a MOL- Mediação Online, empresa especializada na resolução de conflitos, que ajuda com os desafios de redução de custos no contencioso, e outro é a OvermediaCast, com soluções de videobot, para aumentar a satisfação dos clientes com o atendimento. Algumas startups, inclusive, tornaram-se fornecedoras da TIM, como a Intelipost, com soluções que integram de forma inteligente a cadeia logística. Outras, como a Enjoy, que oferece automação de bebidas on tap. já são parceiras da companhia para testar novas soluções de conectividade em IoT.

Além disso, nos últimos 12 meses, quase uma centena de colaboradores da TIM das áreas de compras, sustentabilidade, governança, financeiro, logística, RH, comercial, marketing, atendimento e tecnologia passaram por imersões no maior ecossistema de startups da América Latina para avaliar e explorar aspectos relacionados à transformação digital e seus desdobramentos no ambiente corporativo. “Muito mais do que dar apoio à iniciativa, temos o Cubo como um ambiente inspirador para nossas equipes internas, permitindo uma troca de conhecimento muito valiosa para nós como empresa”, complementa Capdeville.

O Cubo tem sido importante na construção da maneira de pensar na cultura digital da TIM, com a imersão dos executivos da operadora no espaço por meio de programas, como o Innovation Day. “O nosso processo de Transformação Digital tem o Cubo como um hub de inovação que combina educação empreendedora, cultura digital, espaços colaborativos, novas experiências e uma densidade de negócio única na América Latina. Com a parceria, a TIM quer encontrar soluções para os seus desafios internos, para aceleração de negócio, para desenvolvimento de produtos e experiência e para testar novos mercados”, analisa o Head de Innovation & Business Development da TIM Brasil, Janilson Bezerra.

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A tecnologia tem mudado a realidade do profissional de RH

Por Nadjane Gomes

Muito tem se falado sobre os impactos das inovações tecnológicas no dia a dia das profissões e na vida das pessoas. Como especialista da área de Recursos Humanos, quero abordar a forma como a rotina do profissional de RH também foi transformada pela tecnologia.

A área de RH sempre foi reconhecida por ser uma das mais burocráticas, com diversas atividades manuais, mas de uns tempos para cá isso mudou completamente. Sabemos que atualmente é impossível pensar no profissional de RH exercendo suas funções sem o uso da tecnologia, já que isso tornou a área realmente mais estratégica dentro das empresas.

Para citar apenas um exemplo, o Recrutamento e Seleção – também chamado de R&S – deu um salto evolutivo impressionante. Até pouco tempo os currículos eram recebidos em papel e se acumulavam nas mesas das consultorias em enormes pilhas. Além do volume absurdo, ainda havia a questão do tempo que os profissionais levavam para ler cada currículo, o que demandava equipes dedicadas quase que exclusivamente à avaliação dos perfis, à seleção dos currículos que se encaixavam nas vagas existentes etc.

Hoje é tudo mais fácil e simples. Os candidatos enviam seus currículos por e-mail ou se candidatam por meio das plataformas de seleção disponíveis. Tudo isso permite que o profissional de RH seja mais ágil e assertivo. Outras atividades que também demandavam muito tempo, como agendar entrevistas e organizar dinâmicas de grupos, agora são realizadas de forma muito mais rápida. Tudo isso fez com que processos, que antes levavam meses para serem concluídos, agora demandem apenas alguns dias, dependendo do perfil da posição.

Já no que se refere à divulgação das vagas, não podemos deixar de mencionar a importância do LinkedIn, que se tornou uma ferramenta de apoio importante aos profissionais de RH, uma vez que uma postagem sobre vagas nessa rede social permite atingir profissionais de diversas localidades, inclusive outros países.

Apesar dos muitos benefícios que a tecnologia trouxe, devemos mencionar também um ponto de atenção com relação a ela. A superexposição nas redes sociais, tanto do ponto de vista pessoal como institucional, pode ser prejudicial. Nas redes estamos expostos a tudo: críticas, sugestões, elogios e comentários. No caso das empresas, elas devem ficar atentas para que suas postagens de vagas não tenham nenhum erro, pois isso pode gerar uma repercussão muito grande, ou até mesmo uma crise de reputação desnecessária e também cuidar para que todos os candidatos sejam respondidos. Já no caso das pessoas, também é preciso atenção, pois atualmente é comum os recrutadores pesquisarem os perfis dos candidatos nas redes sociais – e, dependendo do que encontrarem lá, eles poderão até desconsiderar uma pessoa de um processo seletivo.

Entretanto, o mais importante em relação à evolução tecnológica em nossa área é que, com a rotina do RH mais automatizada, sobra tempo para que os profissionais se dediquem ao que realmente importa: as pessoas. A tecnologia nunca poderá superar o olho no olho, um feedback, um retorno para um candidato do porquê ele não foi selecionado, uma conversa sobre como é possível evoluir dentro da empresa etc. Esses momentos são importantes. As pessoas precisam disso e acredito que esse tipo de atividade é a mais importante para um profissional de RH.

Mas, até mesmo nisso, a tecnologia tem seu papel. Para apoiar as orientações que o gestor de RH pode dar e guiá-lo em suas atividades, temos agora os testes de habilidades e competências. Com essas ferramentas tecnológicas, que já estão sendo consideradas imprescindíveis, o trabalho do RH se torna ainda mais eficiente e assertivo, especialmente no que se refere à seleção e promoção de profissionais.

Descobrir antecipadamente as habilidades de um candidato dá mais segurança ao processo de recrutamento. Já é possível enviar o link desses testes para que o candidato faça tudo de forma on-line. São diversos os ganhos decorrentes dessas inovações. Primeiro, o tempo dispendido em cada seleção é reduzido – se antes uma análise inicial de candidato demorava 20 dias, hoje dura no máximo 10. Também há uma economia financeira para as empresas, o aumento de produtividade nos processos, e ainda ganhos ambientais com a redução de papel, dos currículos e também dos testes. Isso para citar apenas algumas vantagens.

Diante das novas tecnologias, a questão crucial que surge agora é a necessidade de atualização dos profissionais de RH, que precisam estar bem informados, treinados e cada vez mais dispostos a utilizar os novos sistemas disponíveis no mercado.

Assim, é fundamental buscar atualização. Se você trabalha com RH, olhe para si mesmo também como um candidato e reflita: será que tenho as habilidades e competências que hoje são tão importantes para a minha área de atuação?

Nadjane Gomes, psicóloga e Gerente de RH do Grupo Soulan

Programa P-TECH da IBM treinará 10 mil jovens da América Latina em habilidades profissionais para o futuro

A IBM (NYSE: IBM), a Federación Internacional Fe y Alegría, AUSJAL (Associação Internacional de Universidades Jesuítas) e Magis Americas assinaram hoje um acordo sem precedentes para expandir o modelo educacional da P-TECH na América Latina, que terá início com 45 escolas, incluindo três na Argentina, 14 na Colômbia, 15 no Equador, uma na Guatemala e 12 no Peru. No Brasil, o modelo começou no início do ano, fruto de uma parceria com o Centro Paula Souza.

O P-TECH fornece aos alunos acesso à educação sobre novas tecnologias, permitindo que eles obtenham um diploma do ensino médio, técnico e superior em áreas como IA, Nuvem e Segurança Cibernética.

“Apesar da crescente população em idade ativa, a América Latina atualmente tem uma séria escassez de habilidades profissionais e técnicas. Aproximadamente um quinto da juventude latino-americana, cerca de 30 milhões de pessoas, não está empregado ou participa de atividades ou treinamentos acadêmicos”, afirmou Ana Paula Assis, gerente-geral da IBM América Latina. “Com o objetivo de atender a essa crescente necessidade, a IBM criou o modelo de educação P-TECH para preencher lacunas no mercado de trabalho e ajudar a próxima geração de líderes de negócios e tecnologia a ter sucesso”.

Em 2020, os alunos iniciarão um currículo com duração de pelo menos três anos. Esse esforço se somará ao alcance mundial de escolas em todo o mundo que atualmente contam com o programa P-TECH.

“Estamos muito orgulhosos de apoiar a expansão do modelo inovador e inclusivo P-TECH na América Latina para fornecer aos estudantes mais habilidades e oportunidades de carreira que mudam vidas”, disse Guillermo Miranda, vice-presidente de Responsabilidade Social Corporativa da IBM. “A IBM sempre enfatizou a importância de investir no progresso de regiões ao redor do mundo por meio da educação. Com esta iniciativa, estamos liderando o caminho para os estudantes latino-americanos desenvolverem as habilidades necessárias para prosperar na economia digital”.

IBM, Fe y Alegría, AUSJAL e Magis Americas também criarão um grupo de trabalho para colaborar e planejar a expansão e o crescimento do modelo, possibilitando novas alianças com escolas técnicas. O programa ajudará os alunos do ensino médio da rede global Fe y Alegría a adquirir habilidades críticas no local de trabalho e fornecer credenciais de ensino superior, abrindo novas oportunidades profissionais e universitárias. Além disso, a IBM fornecerá aos alunos acesso às suas plataformas de ensino, incluindo ptech.org e SkillsBuild.org, permitindo que tenham uma aprendizagem mais abrangente.

“A Fe y Alegría trabalha na educação com grupos comunitários há muitos anos, e acreditamos que o P-TECH é uma grande iniciativa que promove a inclusão social por meio do aprendizado STEM”, disse Carlos Fritzen, coordenador da Federación Internacional Fe y Alegría. “Permitir a igualdade de oportunidades educativas é fundamental”.

Nos próximos meses, IBM, Fe y Alegría, AUSJAL e Magis Americas trabalharão com o setor empresarial preparando estudantes para o mundo do trabalho com iniciativas como tutoriais individuais, simulações de entrevistas, visitas a empresas, treinamento para professores e alunos, workshops sobre profissões relacionadas, cursos de habilidades profissionais e estágios remunerados.

“O acordo está comprometido com a criação de modelos de inovação que articulem qualidade e inclusão no desenvolvimento integral de nossos países”, disse Ernesto Cavassa, reitor da Universidade Antonio Ruiz de Montoya (Lima) e presidente da Associação de Universidades Confiadas à Companhia de Jesus na América Latina (AUSJAL). “Esta associação inclui 30 universidades, algumas das quais participarão do programa por meio da formação dos professores P-TECH e Fe y Alegria, incorporação de graduados do programa às universidades que os favoreçam, monitoramento e pesquisa de resultados, e tarefas de incidência que permitem a contribuição da inovação tecnológica na transformação das sociedades latino-americanas “, concluiu Cavassa.

Empresas juniores de universidades terão papel de destaque no Future-se

As empresas juniores, instaladas dentro das universidades, terão prioridade no Future-se, programa do Ministério da Educação (MEC) para instituições federais de ensino superior. O secretário de Ensino Superior do MEC, Arnaldo Lima, afirma que a proposta é incentivar alunos que participam das empresas para que obtenham o apoio na promoção da vivência empresarial como universitários.

De acordo com Lima, o MEC pretende inserir três propostas para as empresas juniores no texto do Future-se:

• o trabalho em uma empresa júnior deve contar como estágio;

• a administração pública (União, estados e municípios) poderá dispensar licitação para contratar empresas juniores;

• criação de uma rede social para aproximar empresários e os projetos que são tocados pelas empresas juniores.

“A gente vai ter e-commerce, assim como crowdfunding na angariação de recursos para mais projetos”, afirmou o secretário. Lima também destacou que serão realizados eventos nas universidades para fomentar o empreendedorismo nas universidades.

A aproximação do MEC com as empresas juniores já começou. No dia 15 de agosto, o secretário recebeu membros da Confederação Brasileira de Empresas Juniores, a Brasil Júnior, que impulsiona a vivência empresarial nas universidades. A entidade representa mais de 900 empresas juniores nas 27 unidades da Federação.

Lima destacou que quer a contribuição da Brasil Júnior com sugestões de aperfeiçoamento para o Future-se, idealizado também com o intuito de promover experiências para formação empreendedora. “Quero que eles [Brasil Júnior] se vejam mais dentro do projeto”, disse.

Para Renan Nishimoto, presidente da Brasil Júnior, o primeiro diálogo com o secretário foi positivo. Ele acredita na construção de um país empreendedor e com diálogo para a educação avançar.

Future-se – Lançado em 17 de julho, o Future-se é o principal programa desta gestão do MEC para a educação superior pública federal. O objetivo é dar maior autonomia na gestão financeira das universidades e institutos e incentivar o empreendedorismo.

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Uber Eats celebra 1 bilhão de pedidos feitos pelo aplicativo no mundo

Em menos de quatro anos, o Uber Eats recebeu 1 bilhão de pedidos em mais de 500 cidades em 36 países, mantendo um tempo médio de entrega de menos de 30 minutos. A empresa alcançou esse marco na mesma semana que anunciou a expansão de uma nova opção que permite que restaurantes com sua própria frota de entregadores se cadastrem na plataforma do Uber Eats para alcançar mais usuários. Na América Latina, o Uber Eats já está testando essa modalidade em diversas cidades, inclusive brasileiras, com resultados promissores.

O Uber Eats está mudando a maneira como as pessoas comem, dando acesso a comida para todas as ocasiões, em qualquer local, disponível para entrega ao toque de um botão. Agora, o Uber Eats está facilitando ainda mais o crescimento de mais restaurantes, seja usando a própria frota de entregadores desses estabelecimentos ou acessando entregadores independentes por meio do aplicativo do Uber Eats. Anteriormente, só era possível o cadastro na plataforma de restaurantes que desejavam fazer entregas usando os entregadores autônomos disponíveis no aplicativo.

No Brasil, o Uber Eats chegou em dezembro de 2016 e hoje já é parceiro de milhares de empreendimentos gastronômicos em mais de 70 cidades, fazendo a curadoria da melhor seleção de restaurantes – de negócios familiares locais, como Hi Pokee, Busger e Sushi Plus a grandes nomes, como McDonald’s, KFC e Burger King.

O anúncio chega quando dados revelam que o crescente mercado de entrega de comida – que deve valer quase 21 bilhões de dólares até 2023 – está desempenhando um papel cada vez mais importante no crescimento de pequenos e médios restaurantes. Para os 70% dos restaurantes do Uber Eats que são pequenas e médias empresas, a entrega de alimentos é responsável por uma proporção crescente de sua receita total.

Consumidores preferem marcas que se conectam à cultura e a movimentos sociais, aponta estudo

As conversas que acontecem diariamente no Twitter sobre cultura geram debates, tendências e movimentos e até extrapolam a plataforma. As marcas que entendem a importância deste cenário e se conectam com questões culturais e sociais são mais relevantes e valorizadas pelos consumidores do Brasil. É o que revela a pesquisa “O Impacto da Cultura”, realizada por Twitter, MAGNA, IPG Media Lab e WMcCann com a população brasileira e um grupo de usuários da plataforma no país.

O posicionamento e envolvimento da marca com a cultura é tão importante para as pessoas que foi mencionado como um atributo de forte influência na decisão de compra – tanto quanto ter uma boa imagem. Entre os entrevistados, 74% dos que usam o Twitter preferem empresas que se conectam à cultura. Para entender mais a fundo o que o público espera de uma marca, o estudo traz dois importantes questionamentos: qual a definição de cultura do ponto de vista do consumidor? E o que eles pensam sobre o tema quando relacionado à marca com a qual interagem?

Segundo o levantamento, o que antes era entendido como cultura (línguas, religião, tradições, culinária) hoje se desdobrou em diversos tópicos como música, arte, filmes, esportes, moda e política – assuntos de interesse que estão presentes no cotidiano das pessoas. A partir disso, o vínculo com a cultura é vista como algo necessário para que uma marca tenha desempenho favorável, assim como boa reputação e relação entre preço e benefícios.

“Constatamos que as pessoas querem, cada vez mais, encontrar marcas que estejam alinhadas aos seus interesses, sejam transparentes e se preocupem genuinamente com as questões sociais. O uso de celebridades em anúncios patrocinados, por exemplo, foi o modo menos citado pelos entrevistados como ação para que uma empresa seja culturalmente relevante. O importante é encontrar uma causa legítima que gere identificação e traga bons resultados – tanto para a empresa, quanto para a comunidade”, destaca Camilla Guimarães, gerente de Pesquisa do Twitter no Brasil.

A conexão e identificação com a marca é maior quando ela apoia causas que beneficiam a comunidade e promove tendências que definem a cultura. A sinergia com temas culturais também melhora as avaliações de atributos de marca: 80% dos entrevistados consideram que as empresas relevantes no âmbito cultural são mais informadas; 79% acredita que são mais autênticas; e 75% deles indicou que são mais engajadas, inclusivas, inovadoras e têm boa reputação – índices consideravelmente superiores aos das marcas com menos relevância cultural.

Além disso, filantropia e posição política também são importantes: 68% das pessoas que usam o Twitter concordam que as marcas precisam dar algo em retorno à comunidade de alguma forma; e mais de 50% dos consumidores afirmam que ter uma posição política é um fator decisivo para se destacar no mercado. Tal opinião é especialmente relevante para os usuários do Twitter no Brasil. Em outros mercados onde a pesquisa foi conduzida, como Canadá e EUA, aproximadamente 30% dos consumidores pensam que marcas devem se posicionar politicamente.

“Os consumidores acreditam que é importante que as marcas se envolvam em sua cultura e conectem-se a elas. Eles preferem empresas que compartilham seus interesses e são apaixonadas pelas mesmas coisas”, afirma Karla Natareno, diretora da Magna na América Latina.

“No momento da compra, a combinação entre preço e qualidade foi o fator de decisão eleito mais importante pelos consumidores (47%); as qualidades da marca ficaram em segundo lugar (27%); e o envolvimento com a cultura logo em seguida (26%). Quando se trata de tomar decisões de compra, estar envolvido com a cultura é quase tão importante quanto ter qualidades positivas de marca (premium, popular, moderna, inovadora, moderna, autêntica, tradicional)”, diz André França, vice-presidente de mídia da WMcCann. “Este estudo traz um profundo olhar sobre a relação entre os jovens e a cultura. Podemos ver que, para manter-se relevante e acompanhar os concorrentes, as marcas precisam ter a cultura sempre em mente”, conclui.

As verticais em que grandes marcas têm destaque na relevância cultural são bebidas, entretenimento e serviços financeiros.

Para o estudo, consumidores brasileiros e usuários do Twitter no país foram questionados sobre o envolvimento de marcas com a cultura, além de tópicos que permitiram identificar os fatores mais importantes que consideram ao tomar decisões de compra.

7 desafios que as empresas enfrentam ao inovar

Por Martina Basile

O surgimento de startups nos mais diversos setores mudou completamente as dinâmicas de negócios e, consequentemente, o cenário competitivo das organizações. Empresas fortes e consolidadas foram surpreendidas por players que mudaram completamente o conjunto de regras do mercado, conquistando, a passos largos, uma grande parcela desse público, além de um poder de escala impulsionado pela tecnologia.

Este novo cenário, altamente competitivo e dinâmico, fez com que a introdução à mudança passasse a ser cada vez mais valorizada e perseguida, como forma de se manter vivo no mercado. A busca incessante por uma vantagem competitiva tornou esse termo um dos mais relevantes da atualidade. Entretanto, grande parte das companhias enfrenta dificuldade quando tenta implementar inovação, principalmente aquelas com uma longa e tradicional história.

Cultura de inovação reúne os valores, as normas e atitudes que estimulam o pensamento não ortodoxo e, consequentemente, o desenvolvimento de inovações dentro da companhia. Como os processos de renovação ocorrem transversalmente, a cultura se refere a padrões e valores compartilhados entre todos os participantes do processo. Uma atitude inovativa positiva cria incentivos para os colaboradores e leva a um aumento na força inovadora. Uma mudança exige mais do que o comprometimento da alta gestão e, normalmente, ocorre primeiramente em nível de sistema, para que isso se torne competência da empresa, e evolua para atitudes dos colaboradores – até que se torne uma crença e valor da companhia.

Veja quais são os sete principais desafios das companhias que querem se tornar mais inovadoras e se deparam com diversos obstáculos em torno da questão cultural que, de modo geral, já está enraizada em seus colaboradores:

Conhecer o consumidor e colocá-lo no centro das decisões

Empresas orientadas a clientes conseguem oferecer produtos e serviços que atendem suas necessidades de forma mais assertiva, gerando um vínculo mais forte. Pesquisas recorrentes com clientes ajudam a entender suas dores e necessidades, desenvolver empatia e tê-lo no centro de suas decisões. Esse entendimento é essencial, pois permite acompanhar e compreender verdadeiramente as mudanças na demanda, ao mesmo tempo que busca identificar tendências para projetar o futuro.

Tratar a inovação como um desafio de todos

Muitas organizações, com o intuito de serem mais inovadoras, criam uma área específica ou aumentam os investimentos para o desenvolvimento de novos produtos. Contudo, as mais inovadoras são aquelas que a tem no seu DNA e que consideram, portanto, que a inovação pode vir de qualquer pessoa da organização e não apenas de um grupo pré-determinado.

Ter um processo de inovação estruturado

Criar uma estrutura inovativa, orientada por um estratégia bem definida e objetivos claros, permite que todos tenham conhecimento do status do processo e os critérios necessários para que um projeto siga adiante. Quando a gestão não tem claro o caminho que pretende seguir ou não deixa evidente aos envolvidos, as pessoas não entendem as regras do jogo, não vêem propósito e o engajamento acaba sendo menor. Entender as temáticas de inovação que está olhando é fundamental para que as propostas dos colaboradores estejam na mesma direção.

Criar um ambiente interno propício para a criatividade

Oferecer um espaço físico aberto, agradável e visualmente estimulante é um bom início para favorecer uma visão inovadora, mas sozinho não é o suficiente. Para que um ambiente de trabalho seja inovador, é preciso que haja espaço para experimentar, brincar e para momentos de troca. A carga de trabalho também é um ponto de atenção. Colaboradores que são consumidos pelas atividades do dia a dia não tem tempo nem cabeça para se dedicar a pensar em ideias novas. Além disso, é preciso que hajam pessoas abertas para o diferente, pois é natural que ideias muito disruptivas acabem gerando resistência e, por isso, ter sponsors é importante para que as ideias não sejam rejeitadas antes mesmo de terem sido colocadas à prova.

Estimular a colaboração interna e externa

A colaboração é um item chave para que a inovação aconteça. A cooperação entre os setores é essencial, pois cada área tem sua expertise e um olhar único sobre um mesmo problema, e, por isso, quando existe troca, essas visões se complementam e um espaço para a criação de novas formas de pensar ou fazer alguma atividade é potencializado. A perspectiva de quem está do lado de fora da organização também pode ser valiosa, e com olhar menos enviesado, trazendo insights na reinvenção de uma indústria. Parcerias estratégicas entre startups e empresas já consolidadas têm sido cada vez mais frequentes, já que a complementaridade entre elas pode trazer resultados muito positivos para ambas as partes.

Aprender a lidar com o fracasso como parte do processo

A incerteza é inerente ao processo e, por isso, as que desejam incentivar iniciativas inovadoras precisam estar abertas para lidar com o fracasso de uma forma natural, principalmente quando se trata de uma disrupção. A cultura do erro e do aprendizado contínuo nem sempre é bem vista dentro das companhias, gerando medo ao risco, por isso é fundamental que se adotem medidas de incentivo ao erro. Além disso, as falhas que ocorrem ao longo do processo impactam diretamente no prazo, e, consequentemente, no investimento do mesmo. Muitas não se preparam para um investimento de longo prazo e acabam interrompendo um projeto antecipadamente, gerando resultados negativos para o processo e para a motivação dos envolvidos.

Incentivar a equipe a inovar

O estímulo à inovação deve ser constante e exige um comprometimento da alta gestão. Para que se sintam empoderados, colaboradores precisam se sentir apoiados por suas lideranças quando precisam assumir riscos ou se ausentar de suas atividades por estarem envolvidos em projetos. Além disso, programas de premiação ou tempo reservado para dedicação dos para colaboradores que propuseram uma ideia interessante também podem ser fatores de motivação.

Conhecer esses desafios e entender a cultura da organização que quer fazer a mudança é o primeiro passo para conseguir enfrentá-los. Essa transição para uma mudança de mindset requer consistência e persistência, pois, como ocorre em todo tipo de mudança, haverá resistência. Quanto maior o número de pessoas envolvidas nessa operação, mais difícil de conseguir o alinhamento ou o consenso de todos, por isso, é importante que a gestão tenha convicção do movimento e faça uma trabalho cuidadoso de gestão da mudança, para que todos os envolvidos se sintam respeitados e acolhidos dentro do processo.

Martina Basile, líder da área de Digital Design e Inovação na ilegra

Inscrições abertas para o Prêmio EDF Pulse Brasil

Estão abertas as inscrições para a 1ª edição do Prêmio EDF Pulse Brasil, com foco em startups de inovação que desenvolvem soluções eficientes para os desafios das indústrias e das grandes cidades. Serão oferecidos até R$ 100 mil aos primeiros lugares, sendo R$ 40 mil para os vencedores de cada categoria – Smart City e Smart Factory – e uma premiação especial de R$ 20 mil para um terceiro Projeto de Destaque. Além disso, caso alguma inovação seja de interesse das empresas EDF no Brasil, há a possibilidade da realização de parceria para o seu desenvolvimento. Os projetos serão avaliados por um júri de especialistas e executivos do Grupo. As inscrições podem ser feitas até 1º de novembro pelo site www.edf.fr/pulse-brasil, e os vencedores serão anunciados em dezembro deste ano.

Líder global em energia de baixo carbono, o Grupo EDF promove o Prêmio Pulse desde 2014, com edições na França, Itália, Reino Unido e África. No Brasil, o prêmio é resultado da parceria entre as principais empresas do Grupo no país: EDF Norte Fluminense, EDF Renewables, Citelum e Framatome. Do exoesqueleto que permite a paraplégicos andar novamente à iluminação de fibra óptica natural, o prêmio dá visibilidade a projetos inovadores alinhados à alta tecnologia para o futuro, sendo uma das principais iniciativas mundiais da EDF. Já concorreram 1.800 startups, com 22 vencedores e mais de 50 projetos acompanhados pelo Grupo no mundo.

Dentre as categorias do prêmio, a Smart City julga inovações voltadas para infraestruturas e espaços habitacionais, individuais e coletivos, à métodos produtivos e organizacionais, buscando transformar nossas cidades e territórios para enfrentar os desafios demográficos e ambientais. A Smart Factory avalia os projetos de aceleração na convergência entre os meios e processos industriais e tecnologias digitais, para maior eficiência e otimização do consumo.

Estão habilitadas a concorrer pequenas empresas e startups criadas até julho de 2019, domiciliadas no Brasil e compostas por no máximo 30 pessoas, que podem ter sociedade com empresas de até 500 colaboradores. O júri vai considerar os seguintes critérios: qualidade e robustez da solução; impacto e progresso para a sociedade; sustentabilidade do modelo do negócio; e a equipe (visão, complementaridade, experiências, habilidades).

O Brasil é um país estratégico para o desenvolvimento global do Grupo EDF, com investimentos em geração, serviços e soluções inteligentes de energia. Por isso, busca startups nacionais que contribuam para questões energéticas e soluções inovadoras para enfrentar os desafios da atualidade. Dessa forma, as empresas do Grupo podem identificar possibilidades de novos projetos e parceiros de negócios e ampliar a interação com startups, para melhor compreensão de sua dinâmica de funcionamento. Até o momento, já foram investidos cerca de R$ 60 milhões na área de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), no Brasil.

PRÊMIO EDF PULSE BRASIL

Inscrições: até 1º de novembro pelo site www.edf.fr/pulse-brasil.

Podem concorrer: pequenas empresas e startups criadas até julho de 2019, domiciliadas no Brasil e compostas por no máximo 30 pessoas, que podem ter sociedade com empresas de até 500 colaboradores.

Categorias: Smart City (R$ 40 mil), Smart Factory (R$ 40 mil) e Special (R$ 20 mil).

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