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Gartner: negócios digitais estão forçando serviços de Infraestrutura em Nuvem para além de seus limites

Pesquisas do Gartner Inc., líder mundial em pesquisa e aconselhamento para empresas, apontam que as iniciativas de negócios digitais estão forçando os fornecedores de serviços de infraestrutura baseadas em Nuvem a expandirem suas ofertas para além das tecnologias de Edge Computing para oferecerem os chamados serviços de pontos de contato digital.

De acordo com o Gartner, um ponto de contato digital (touchpoint digital, em inglês) é todo e qualquer tipo de interação entre usuários e um dispositivo, produto ou serviço digital. Por exemplo: quando um indivíduo faz uma sessão de perguntas e respostas com um chatbot, reserva um voo on-line ou usa um rastreador de condicionamento físico.

“Criar ‘momentos de negócios’ em pontos de contato digitais é a nova maneira escalável de engajar os clientes”, diz Rene Buest, Diretor de Pesquisa sênior do Gartner. “Os fornecedores de serviços de infraestrutura que não conseguirem abraçar esse desenvolvimento perderão sua presença junto aos clientes, no futuro, e precisarão lutar para interagir de perto com os consumidores novamente”.

O Gartner prevê que, até 2021, 65% dos fornecedores de infraestrutura global gerarão 55% de sua receita por meio de serviços relacionados às ferramentas de Edge Computing que ajudem seus clientes a criar estes momentos de negócios em pontos de contato digitais.

Organizações estão engajando seus clientes com novos pontos de contato digitais

A explosão da Internet das Coisas (IoT) e de interfaces de interação homem-máquina está empurrando os recursos e serviços de computação para mais perto das demandas necessárias para o funcionamento dos pontos de contato digitais, na borda da infraestrutura das organizações. Ao mesmo tempo, um número cada vez maior de companhias está se concentrando na ponta para se envolver mais de perto com os clientes em pontos de contato digitais.

De acordo com uma pesquisa do Gartner*, 27% das organizações já planejam explorar a computação de ponta como parte de sua estratégia de infraestrutura. Até o final de 2019, 70% dos entrevistados esperam que a computação de borda se torne relevante para o seu plano de infraestrutura.

Indo além da Edge Computing para oferecer serviços de contato digital

Embora a Computação em Nuvem forneça a base para infraestruturas ágeis, como facilitadora da tecnologia de back-end para negócios digitais, o fato é que as demandas necessárias para as iniciativas de pontos de contato digitais são diferentes. Isso se deve aos requisitos de tomada de decisão e interação em tempo real, ao crescimento dos dados produzidos a cada interação e à demanda por segurança, autonomia e privacidade acerca das informações. Como resultado, o armazenamento e os serviços de processamento precisam estar localizados fisicamente mais próximos das pessoas, o que força a colocação dos serviços em Nuvem nas estruturas de Edge Computing.

Até 2022, o Gartner estima que metade das grandes organizações integrará os princípios de Edge Computing em seus projetos. Isso ocorre em parte porque, até 2022, US$ 2,5 milhões serão gastos a cada minuto na Internet das Coisas (IoT) e 1 milhão de novos dispositivos de IoT serão vendidos a cada hora.

“Esse enorme crescimento precisará ser apoiado por ambientes de infraestrutura confiáveis e ​​que suportem a proximidade, baixa latência, alta largura de banda, autonomia e privacidade”, explica Buest. “A Computação em Nuvem não é mais suficiente. Os fornecedores de serviços de infraestrutura devem explorar esse crescimento estendendo os serviços além da margem definida para oferecerem suporte ao funcionamento dos pontos de contato digitais”.

Concentrando-se na entrega dos pontos de contato digitais, os fornecedores de serviços de infraestrutura poderão impulsionar sua cadeia de valor de entrega às companhias, com componentes rápidos e próximos de onde os usuários finais interagem com as empresas. Possíveis serviços podem incluir:

• Gerenciamento de infraestrutura: essa opção de serviço permite uma abordagem de plataforma de infraestrutura abrangente, do núcleo dos recursos alocados em Nuvem até as aplicações baseadas em Edge Computing, com o objetivo de oferecer suporte aos pontos de contato digitais dos clientes. Também inclui o requisito de controlar, categorizar e implantar a infraestrutura, com aplicativos, serviços e conectividade necessários em um estilo definido por software.

• Integração de infraestrutura: este recurso garante uma integração de serviços de infraestrutura firme, suave e orientada por API com infraestrutura local, dispositivos de ponta, serviços em Nuvem, plataformas de middleware, dados, processos, gateways e dispositivos móveis.

• Segurança de infraestrutura: fornece os serviços e ferramentas necessários para garantir o gerenciamento de segurança holística de infraestrutura, com análise de plataformas, dispositivos, aplicativos, dados, processos e usuários.

• Gerenciamento e controle de dados: entrega gerenciamento completo do ciclo de vida de dados gerados e coletados nos pontos de contato digitais e de Edge. Nesse serviço, uma cadeia sustentada que integre a rede em Nuvem, as aplicações de Edge Computing e os pontos de contato digital deve ser implementada para garantir que os dados sejam gerenciados e compatíveis em cada estágio.

Pesquisas adicionais sobre o tema serão apresentadas durante a Conferência Gartner Infraestrutura de TI, Operações & Estratégia de Cloud, que acontece nos dias 24 e 25 de abril, em São Paulo. No evento, analistas brasileiros e internacionais vão apresentar conexões vitais entre tecnologias, gestão e cultura com um foco especial na liderança de cada função de Infraestrutura e Operações (I&O).

Interessados em participar do evento devem contatar o Gartner pelo e-mail brasil.inscricoes@gartner.com, pelos telefones (11) 5632-3109 e 0800 774 1440, ou pelo site www.gartner.com/pt-br/conferences/la/infrastructure-operations-cloud-brazil.

*Nota: Número avaliado com base na Pesquisa Empresarial 2018 do Gartner. Levantamento realizado para aprofundar o entendimento sobre o panorama atual da tecnologia corporativa, com foco nas perspectivas dos funcionários de nível sênior. A pesquisa foi realizada de forma on-line, de novembro a dezembro de 2017, com 771 entrevistados de organizações com mais de 20 funcionários localizados nos Estados Unidos, Reino Unido, França, Brasil, China e Índia.

Os desafios do varejo na Era Digital

Por Gustavo Pipa

Quantas vezes você já ouviu alguém falar que o varejo físico vai morrer? Muitas, não é? A meu ver, mesmo as previsões mais pessimistas não fazem sentido. Enquanto, de fato, algumas lojas de varejo estão fechando suas portas, grandes varejistas abrem novas unidades todos os meses. Os números apresentados na NRF 2019, maior feira de varejo do mundo realizada em janeiro em Nova York, evidenciam essa tendência de crescimento de lojas físicas e seu papel no centro do comércio varejista no futuro. As lojas físicas não vão morrer. Pelo contrário, serão cada vez mais fortes e com papel relevante no processo de venda e captura do consumidor.

Mas então o que diferencia aqueles que fecham dos que seguem em expansão? A tecnologia deu ao varejo uma nova cara. A evolução contínua das realidades virtual e aumentada, internet das coisas e blockchain permite aos varejistas analisar dados de suas vendas quase em tempo real e investir em soluções, produtos e distribuição de forma cada mais vez mais eficiente e eficaz.

O desafio é que a maior parte das tecnologias aplicadas ao varejo ainda está em experimentação. É difícil encontrar cases de sucesso 100% prontos e comprovados em que se inspirar. Estamos em construção dessa vitrine, ou seja, ainda é difícil escolher onde investir, e a disposição de correr algum risco pode ser fundamental. A disrupção desse mercado e a velocidade com que ele muda desafiam as capacidades analíticas dos varejistas conservadores. Construir uma plataforma que conecte diferentes dispositivos em um único ecossistema, trazendo melhor leitura dos dados, permitirá que os varejistas criem e sustentem uma proposta única de valor agregado para os consumidores.

Mas por que ainda existe uma dificuldade tão grande na adaptação dos varejistas a essa Era Digital?

O maior desafio é definir a “mistura” ideal de inovações humanas e tecnológicas, tendo em vista sempre a experiência 360 graus do cliente. Oferecer tecnologia suficiente para atender às expectativas dos consumidores sem deixar de lado o contato com o cliente, fortalecendo a proposta de valor final do varejista.

É necessário juntar as conexões humanas com a funcionalidade de robôs, inteligência artificial e análise de dados. E é preciso criatividade para combinar o aspecto físico e o digital – Phygital, como dizem –, para criar uma experiência de consumo personalizada nas lojas físicas, tanto quanto já ocorre nas lojas on-line, mas com a vantagem do olho no olho.

É hora de esquecer a forma antiga de trabalhar! Para os varejistas sobreviverem, terão de adotar mudanças na forma de pensar, testar, arriscar, estimular, desenvolver novas experiências para atrair e reter os consumidores. Terão de oferecer com agilidade oportunidades capazes de mudar o dia a dia do consumidor.

Até 2025 teremos uma transformação consolidada no varejo. Com o avanço da Era Digital, a forma de o consumidor final comprar será diferente, e então os varejistas que oferecerem a combinação exata de experiências, com ambientes convidativos, fidelizando a marca e colocando o cliente no centro de tudo, e em meio a uma experiência humanizada, conseguirão firmar uma posição de mercado singular em um cenário tão disputado que temos nessa Era Digital.

Gustavo Pipa, Client Service Executive de varejo e consumo da Cognizant

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Maior evento de educação e tecnologia da América Latina acontece em maio

“Transformando a educação” para criar um novo futuro. Esse é o lema da Bett Educar 2019 e principal motivação para que mais de 230 empresas do segmento, cerca de 20 startups, e visitantes altamente qualificados do setor educacional de todo o Brasil se reúnam entre os dias 14 e 17 de maio, em um novo local, o Transamerica Expo Center, em São Paulo. O evento conta com extensa grade de conteúdo, um congresso voltado a educadores, práticas no ensino e formação, e um Fórum de Gestores, focado em mantenedores, reitores e tomadores de decisões, visando levar as melhores práticas e ideias para as instituições públicas e privadas.

A Bett Educar, que acontece em parceria estratégica com a Undime, Sieeesp, Consed e Fenep, chega à 26ª edição com o objetivo de reforçar sua principal missão, a de reunir especialistas, iniciativas e tecnologias para desenvolver ainda mais os educadores e potencializar a aprendizagem dos alunos. Em 2018, foram 22 mil visitantes e mais de 5 mil congressistas, vindos de todo o Brasil e outros 18 países. A expectativa para este ano é reunir ainda mais gestores, educadores e interessados no setor de educação.

Para a diretora de conteúdo da Bett Educar, Vera Cabral, o evento é uma grande celebração da educação, um momento de vivenciar experiências e oportunidades únicas que enriquecem a comunidade global do setor.

“É a partir da interação entre os profissionais e os pensadores da educação hoje que conseguiremos definir processos e didáticas pedagógicas mais eficazes e enriquecedoras para a formação dos indivíduos. Todos têm o papel de fazer a diferença na educação. Com novas tecnologias e ideias, podemos fortalecer ainda mais todos estes transformadores”, avalia.

Na visão da executiva, a Bett Educar traz o ensino, suas vertentes e demandas à pauta para potencializar e enriquecer as discussões sobre tendências pedagógicas e melhores práticas aplicadas ao ensino, ao mesmo tempo que propõe a integração entre gestores de instituições de ensino e a cadeia e fornecedores de soluções em tecnologia, equipamentos e serviços para o setor.

Inovação e tecnologia – Toda a programação da Bett Educar 2019, desde a grade de conteúdos e palestras até a o material trazido por expositores, é voltada para as mudanças que transformam a forma de ensinar e de absorver novos conhecimentos.

Práticas que unem o que há de mais inovador para incentivar educadores e alunos são um dos principais pilares da Bett Educar . O maior evento de educação da América Latina propõe repensar as estratégias atuais de educação, revolucioná-las com ferramentas tecnológicas de alta eficiência, e transformar o ensino rumo a um caminho capaz de fazer a diferença.

Recentemente, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgou o relatório “Measuring Innovation in Education 2019” (“Medindo a Inovação na Educação”, em tradução livre), que leva em conta novos serviços, tecnologias, processos, competências por instituições de ensino que levem à melhora de aprendizagem, equidade e eficiência.

Segundo o documento, a inovação não deve ser vista como um fim, mas como um meio de melhorar resultados educacionais. Em média, os países avaliados que mudaram as práticas pedagógicas conseguiram melhorar os resultados acadêmicos dos alunos e aumentaram o nível de satisfação e diversão na escola – o que se aplica, também, ao contexto dos educadores.

Congresso – “Construindo a Educação de que o Brasil precisa” será o tema do Congresso Bett Educar 2019. O evento é, antes de tudo, um grande espaço dedicado ao conteúdo. O objetivo é debater os principais desafios que o setor de educação enfrenta, reforçar a importância da qualificação de educadores e disseminar a tecnologia na sala de aula. Temas como a Reforma do Ensino Médio e a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que permite a construção de um novo norteamento nos currículos e nas propostas pedagógicas, caminham juntos e seguem em pauta organizacional e acadêmica.

“Educadores e gestores terão a oportunidade de aprofundar seus conhecimentos e trocar experiências com renomados profissionais da área. Este ano teremos cinco eixos centrais entre as palestras: BNCC e reforma do Ensino Médio; formação de professores; inclusão; práticas de sala de aula; gestão”, destaca Vera Cabral.

Área de Exposição – A Bett Educar é um ponto de encontro e grande momento para a educação no Brasil. Além de um espaço para a troca de ideias, conhecimento de novas tecnologias, é uma oportunidade para networking e identificação de novas parcerias com fornecedores de soluções, serviços e equipamentos para o aprimoramento da dinâmica educacional.

Para a edição 2019, são esperadas mais de 230 empresas expositoras, nacionais e internacionais, e cerca de 20 startups trazendo o que há de mais novo no segmento. Entre elas, instituições focadas em educação digital, robótica, bilinguismo e metodologia STEAM, além de fornecedores de educação voltados a diferentes segmentos e inovações que transformam a experiência do aluno em sala de aula.

Fórum de Gestores – Pensar e discutir estratégias para inovar e apresentar modelos de gestão e soluções tecnológicas para a sala de aula. Esses são alguns dos objetivos do Fórum de Lideranças, que acontece como parte da grade de conteúdo da Bett Educar 2019. Nesse espaço, as palestras são voltadas aos mantenedores de escolas e abordarão aspectos políticos, econômico-financeiros, marco regulatório e outros aspectos legais, bem como a transformação digital das instituições, dos modelos de formação e da adaptação do ensino ao mundo atual e às projeções de futuro.

Para mais informações, acesse o site: www.bettbrasileducar.com.br.

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EmbraerX apresenta sua visão para o futuro da mobilidade no festival de inovação SXSW

A EmbraerX apresenta pela primeira sua sala de protótipo (Prototype Room) durante o South By Southwest (SXSW), um festival anual de inovação e economia criativa que tem início nessa sexta-feira, dia 8, na cidade americana de Austin, no Texas. Os visitantes serão recebidos e estimulados a participar de um espaço criativo inspirado no futuro da mobilidade aérea urbana, acessibilidade e autonomia. Neste local, a EmbraerX destacará sua abordagem orientada ao ser humano para desenvolvimento e co-criação, bem como seu compromisso de construir um ecossistema colaborativo de pensadores e parceiros interdisciplinares.

O “Prototype Room” estará localizado no Hilton Austin Downtown Hotel, sala 602, entre os dias 8 e 13 de março, e contará com uma série de experiências interativas que permitirão às pessoas imaginarem um mundo onde os veículos elétricos de decolagem e pouso na vertical, conhecidos por eVTOL, na sigla em inglês, representam a vida real. O público será incentivado a se conectar uns aos outros, se engajar com a equipe da EmbraerX e discutir ideias revolucionárias de forma completamente inéditas.

Antônio Campello, CEO da EmbraerX, acredita que nenhuma empresa sozinha pode conceber o futuro da mobilidade aérea urbana e defende um novo modo de pensar para aqueles inseridos nesse ambiente. “Para reimaginar a mobilidade, a indústria precisa construir um ecossistema verdadeiramente colaborativo. Isso só será possível se conseguirmos acender a imaginação das pessoas e mostrar que não estamos oferecendo apenas um novo produto, mas um caminho para uma verdadeira transformação social.”

A EmbraerX também participa de um painel que explorará o papel que a experiência do usuário (UX) desempenha na construção do futuro da mobilidade acessível para todos e também examinará as maneiras pelas quais as pessoas e as tecnologias inteligentes interagirão com segurança na nova era do autônomo e das comunidades em rede. O debate “Mobility, Reimagined: Co-Designing New Futures” acontece no hotel Hilton Austin Downtown, sala 400, no dia 12 de março, às 9h30.

A EmbraerX, uma subsidiária da Embraer, foi desenvolvida em parte porque o surgimento de novas tecnologias e modelos de negócios disruptivos colocou o mundo dos transportes em um estado de rápida transformação. A EmbraerX acredita que pode impactar positivamente o setor ao introduzir novas formas de pensar e conduzir negócios.

A ascensão das tecnologias eVTOL

A Embraer faz parte do Uber Elevate Network, uma rede que acredita que o transporte aéreo sob demanda tem o potencial de transformar radicalmente a mobilidade urbana, melhorando a qualidade de vida de milhões de pessoas em todo o mundo.

A ascensão da tecnologia eVTOL está tornando esse modal de transporte aéreo uma possibilidade real, apesar da indústria continuar em um estágio inicial. Dessa forma, a visão exige significantes parcerias e integração entre plataformas de compartilhamento de transporte, fabricantes de aeronaves, infraestrutura de “vertiportos”, políticas públicas, gerenciamento de tráfego aéreo e muito mais. Devido à sua longa história de excelência em aviação comercial, executiva, defesa e segurança, a Embraer tornou-se reconhecida como um parceiro necessário para realizar esse novo futuro. Como organização, ela está posicionada de maneira singular para liderar o mercado com responsabilidade, empoderando pessoas e comunidades ao longo do caminho.

Solução para atendimento pelo WhatsApp é lançada pela brasileira W5 Solutions

Mais de 120 milhões de brasileiros usam o WhatsApp e, no mundo corporativo, tê-lo como canal de atendimento ao cliente é um importante aliado para venda, suporte, cobrança, promoções/marketing e outras finalidades. Por essa razão, a brasileira W5 Solutions criou uma solução que facilita a comunicação entre cliente e empresa dentro da plataforma WhatsApp: o QIZDesk. A novidade será apresentada ao mundo todo no Mobile World Congress (MWC) entre os dias 25 e 28 de fevereiro, em Barcelona (Espanha).

O QIZDesk é uma solução de relacionamento com o cliente que usa o conceito de URA – Unidade de Resposta Audível, o mesmo usado em call centers, dentro do WhatsApp. A solução permite que o cliente escolha, entre várias opções oferecidas pela empresa, o que ele quer respondendo a pergunta.

O diferencial do sistema, de acordo com o diretor geral da W5 Solutions, Marcos Abellón, é o direcionamento inteligente do contato feito pelo usuário às células responsáveis por aquele assunto que ele está buscando. A empresa, por sua vez, é capaz de encaminhar o cliente para os atendentes da célula escolhida para tirar dúvidas e conversar sobre o assunto.

“O usuário envia uma mensagem no WhatsApp para a empresa e, do outro lado, todos os atendentes de determinada célula visualizam na tela do computador a conversa e um apenas responde”, explica Abellón. Toda a conversa fica no histórico do sistema. Além disso, o QIZDesk permite integração com outros sistemas.

“A conversa pelo WhatsApp com os clientes já se tornou uma realidade no Brasil para várias empresas e não podíamos deixar de desenvolver soluções diferenciadas para esse mercado”.

As novidades estarão disponíveis no site http://www.quizinzap.com.br ou pelo link: https://api.whatsapp.com/send?1=pt_BR&phone=5511988845218&text=QIZ

Pesquisa Revelo: millennials empreendem 94% mais do que outras gerações

Em 2020, os millennials serão metade de toda a força de trabalho nos EUA, de acordo com a revista Forbes. Aqui no Brasil, apesar de representarem uma importante fatia de mão de obra no mercado, o que nem todo mundo sabe é que os jovens nascidos entre o início da década de 80 e meados dos anos 90 têm despontado também como empreendedores.

Segundo um levantamento da Revelo, plataforma de recrutamento digital, nos cinco primeiros anos depois da graduação, millennials empreenderam 93.84% mais do que profissionais de outras gerações. O estudo, que analisou o perfil de 13 mil candidatos cadastrados na plataforma, ainda apontou que millennials trabalharam 42.65% mais em startups do que não-millennials a partir de 2010.

De fato, trabalhar em startups e desenvolver uma carreira empreendedora parece ser a marca registrada desta geração. Abaixo, temos alguns cases bem interessantes de empreendedores abaixo dos 35 anos. Confira:

Clayton Oliveira, do 99fórmulas

Clayton Oliveira inaugurou seu histórico como fundador de startups aos 22 anos, quando colaborou com a criação da Marmotex, onde foi também CTO. Hoje à frente do 99fórmulas, startup que faz cotações de medicamentos manipulados, Clayton revela que “identificar a dor de um mercado ou um nicho e desenvolver a solução para resolvê-las é o que mais me inspira. Atualmente, nosso desafio é nos posicionar como o melhor site para se obter informações de medicamentos manipulados, favorecendo a decisão de compra”. Fundada em 2018 pelos empreendedores André Ghion, Clayton Oliveira e Ronaldo Takahashi, a startup encurta o caminho entre consumidores e farmácias de manipulação, comparando orçamentos de receitas médicas através de sua plataforma online com agilidade e segurança.

Carolina Mendes, da LaPag

Por sua vez, Carolina Mendes da Costa, 22 anos, sonhava em trabalhar no mercado financeiro desde criança, inspirada na profissão de sua mãe. Mas quando ingressou na faculdade, descobriu que gostava mais de liderar pessoas e projetos do que fazer análise financeira. Carolina fez pesquisa de campo com diversos estabelecimentos e, em 2016, lançou a LaPag, fintech de meios de pagamento para salões de beleza, barbearias, estúdios de tatuagem e clínicas de estética.

A solução da startup inclui uma maquininha de cartão que faz o split automático de comissões, e um sistema online e gratuito de gestão financeira, que permite aos donos acompanhar fluxo de caixa e planejar o negócio de maneira estratégica. A maior dificuldade foi encontrar dinheiro para começar: na época, a estudante não tinha reservas e nem queria pegar dinheiro emprestado. Resolveu, então, vender brigadeiros para na faculdade. Com R$ 4 mil, deu início à LaPag. Menos de dois anos depois, a empresa chamou tanta atenção dos investidores que recebeu aporte de R$ 1,5 milhão. Também foi selecionada para uma programa de aceleração da Visa no ano passado.

Felipe Oliva e Carlos Tristan, da Squid

Os engenheiros Felipe Oliva, 28, e Carlos Tristan, 29, fundaram a primeira plataforma de marketing de influência com foco em microinfluenciadores, cujo principal objetivo é ajudar marcas a humanizarem a comunicação por meio do trabalho com influenciadores digitais. Eles enxergaram a oportunidade de empreender em um mercado em constante crescimento e que, atualmente, é extremamente estratégico para as marcas e fundaram, em 2015, a Squid.

A Squid, por meio de agências ou contatos diretos com as empresas, auxilia na cocriação de ações para humanizar ações publicitárias, dando vozes aos produtores de conteúdo que possuem entre 5 mil e 100 mil seguidores. Em 4 anos de empresa, foram divulgadas mais de mil campanhas, entre elas com a 99, Bradesco, Calvin Klein, Unilever, Chevrolet, Natura entre outros.

Ricardo Rodrigues, cofundador e CEO da Social Miner

Ricardo Rodrigues, 31 anos, é engenheiro de computação com mestrado em inteligência artificial pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Trabalhou em centros de pesquisa no Brasil e França, foi professor universitário e data scientist no Peixe Urbano e selecionado para o programa Techmission no Silicon Valley (EUA) em 2014 como empreendedor de alto potencial. Hoje é cofundador e CEO da Social Miner, startup de tecnologia que usa inteligência artificial para humanizar a automação de marketing.

iFood inova e entrega por drone

O iFood realizou uma ação histórica ao fazer a sua primeira entrega de comida via drone. A empresa, líder do segmento na América Latina, já foi, recentemente, a pioneira na entrega com patinetes elétricos e não para de inovar. O feito marca mais uma vez a atuação inovadora do iFood e foi realizada em meio a meio milhão de pessoas que acompanhavam a apresentação de um dos mais badalados blocos de carnaval de São Paulo, o Beleza Rara. O drone fez a entrega de um “wrap” para o vocalista da Banda Eva, Felipe Pezzoni.

O iFood cresce de forma acelerada e acaba de receber o maior aporte de uma empresa de tecnologia da América Latina. A entrega por drone pode ser considerada o lançamento de mais uma inovação da área de Logística da empresa, que atua para testar soluções disruptivas de delivery. Além da inovação contínua, a empresa está investindo de forma agressiva em inteligência artificial e na contratação de novos FoodLovers.

“O iFood tem inovação e tecnologia em seu DNA. Apenas o iFood, como líder da categoria, desenvolve o ecossistema de food delivery como um todo. Por isso, o iFood investe continuamente para seguir como pioneiro em iniciativas como essa. Ela representa como a empresa trabalha à frente, testando e inovando sempre”, explica Carlos Moyses, CEO do iFood

Quatro em cada dez casas inteligentes no Brasil têm pelo menos um dispositivo vulnerável

A Avast (LSE:AVST), líder global em produtos de segurança digital, anunciou que 45% das residências inteligentes no Brasil têm mais de cinco dispositivos conectados e 44,89% destas casas digitais contêm pelo menos um dispositivo conectado vulnerável, colocando a rede doméstica em risco de ataques cibernéticos. Isto ilustra o percentual de residências no país ameaçadas com relação aos dispositivos IoT (Internet das Coisas), já que basta apenas que um dispositivo vulnerável comprometa a segurança de toda a rede doméstica. O Relatório sobre Casas Inteligentes 2019 da Avast contém informações de mais de 16 milhões de redes domésticas inteligentes do mundo todo, incluindo dados de mais de 2 milhões de redes de casas inteligentes do Brasil.

“As pessoas usam a smart TV para assistir suas séries favoritas da Netflix ou conectar a babá eletrônica à rede doméstica, mas muitas vezes não sabem como manter a segurança dos seus dispositivos”, disse Ondrej Vlcek, presidente para Consumidores da Avast. “É preciso apenas um dispositivo fraco para permitir a entrada de cibercriminosos que, uma vez na rede, podem acessar outros dispositivos e os dados sigilosos que as pessoas transmitem ou armazenam, incluindo vídeos ao vivo e gravações de voz. Passos simples de segurança, como configurar senhas fortes e exclusivas, e a autenticação de dois fatores para acesso dos dispositivos, além da garantia de que patches de software e atualizações de firmware sejam aplicados quando disponíveis, podem melhorar significativamente a integridade da casa inteligente”.

Credenciais fracas e softwares desatualizados

A maioria (69%) dos dispositivos residenciais vulneráveis no Brasil foi descoberta devido às suas credenciais fracas, como senhas ou o uso de um único fator de autenticação. Já os outros dispositivos (31%) tornaram-se vulneráveis por falta de execução de patches.

O Avast escaneou 11 milhões de roteadores em todo o mundo e constatou que mais da metade (59,7%) possui credenciais fracas ou vulnerabilidades de software. Uma varredura em mais de 2 milhões de redes em casas inteligentes de brasileiros revelou que 66% dos roteadores domésticos no Brasil estão vulneráveis. O software desatualizado costuma ser o elo mais fraco da cadeia de segurança, sendo uma porta de fácil acesso para os cibercriminosos, que miram os dispositivos vulneráveis conectados à rede.

Os dispositivos mais vulneráveis

A pesquisa da Avast apontou que os cinco principais dispositivos vulneráveis no mundo são:

Impressora: 32,9%

Dispositivo de rede (ponto de conexão que pode enviar e receber dados, como um hub): 28,9%

Câmera de segurança: 20,8%

NAT, Network Attached Storage: 7,8%

Caixa de streaming de mídia (set-top boxes, Chromecasts, TiVos): 5,3%

No Brasil, na lista dos dispositivos mais vulneráveis estão:

Dispositivo de rede (ponto de conexão que pode enviar e receber dados, como um hub): 40,6%

Câmera de segurança: 26,7%

Impressora: 19,1%

Caixa de streaming de mídia (set-top boxes, Chromecasts, TiVos): 8,7%

TVs: 2,4%

Portanto, a impressora foi considerada o dispositivo mais vulnerável globalmente, sendo apontada entre os três principais dispositivos listados em todos os países pesquisados, além de figurar no topo da lista nos EUA, Canadá, Austrália, Cingapura, Coreia do Sul e Japão. As caixas de streaming de mídia (por exemplo set-top boxes, Chromecasts, TiVos) entraram na lista dos cinco principais e, por sinal, são o terceiro dispositivo IoT mais encontrado nas residências digitais, depois de TVs e impressoras.

No Brasil, no topo da lista dos dispositivos mais usados nas casas inteligentes está a TV (41,3%), seguida da impressora (17,7%), caixas de streaming de mídia (13,4%), câmeras de segurança (9,6%) e consoles de jogos (7,5%).

*Metodologia

Os dados constantes neste documento foram obtidos a partir de escaneamentos executados por usuários da Avast em seus computadores, por meio do Avast WiFi Inspector em setembro de 2018. No total, 16 milhões de redes domésticas diferentes ao redor do mundo foram incluídas neste estudo, que abrangeu diversos países. 56 milhões de dispositivos foram verificados. O relatório se concentra nos dispositivos conectados emergentes, em oposição a computadores e smartphones.

ABStartups vai a Brasília discutir Marco Legal do setor

O presidente da Associação Brasileira de Startups (ABStartups), Amure Pinho, participou da 2ª reunião do Subcomitê temático do Ambiente Normativo para Startups. Nela foram retomadas as discussões sobre o Marco Legal do setor, que determinará a identidade dos atores do ecossistema (startups, investidores, aceleradoras etc), processo de abertura e fechamento de startups, tributação, relações de trabalho e contratação, ambiente tecnológico e regulação das verticais.

“No Brasil, quando falamos de criar um ambiente regulatório, estamos falando de modernizar as legislações arcaicas e reduzir o sistema burocrático atual. Para isso acontecer, é fundamental a discussão desses temas entre os players do ecossistema e a participação ativa na comunidade”, pontua o presidente da ABStartups.

Estiveram na reunião, a Associação, junto com os demais participantes do Dínamo, um movimento apartidário e sem fins lucrativos para a articulação do ecossistema de empreendedorismo e inovação. A previsão é de que uma consulta pública com a proposta de um projeto de lei ou decreto seja lançada no mês de abril.

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Você sabe o que é DevOps?

Por Eduardo Namb, Arquiteto de Soluções Claranet Brasil

O termo “DevOps” tem sido muito utilizado para defender como as empresas podem trazer mais eficiência à sua operação e gerar resultados mais qualificados. Mas, afinal de contas, o que significa DevOps: uma profissão, uma metodologia ou apenas um conjunto de técnicas de desenvolvimento?

Para compreender a evolução deste conceito, é necessário ter em mente o que gerou a necessidade de automatizar processos. Com uma demanda cada vez maior de entregas, que precisam ser feitas de forma rápida e eficiente, as empresas passaram a adotar soluções de automatização para otimizar o tempo dos profissionais antes envolvidos em tarefas operacionais, dando mais espaço para que eles se dediquem a funções estratégicas.

Neste sentido, automatizar a operação gerou mais disponibilidade de tempo e energia para que o time responsável por algum projeto específico possa se concentrar no desenvolvimento e avaliação destes processos. A integração destes dois times, de operação e desenvolvimento, é o DevOps.

Como uma boa prática baseada em agilidade, o DevOps pode ser considerado uma evolução de metodologias que visam maior eficiência a partir de integração de equipes distintas. Dessa maneira, esses times deixam de atuar em “caixas separadas” sem uma integração ou sinergia real para enfim estar alinhados com um propósito único e responsabilidades compartilhadas. Para que obtenham êxito, as práticas de DevOps exigem a criação de novas diretrizes, a aplicação de testes, implementação, operação e monitoramento contínuo.

É importante notar que cada uma das tarefas de operação que serão automatizadas vão necessitar de uma ou mais plataformas. E uma boa notícia é que a lista de opções existentes no mercado é enorme tanto para o contexto “on premise” quanto para os provedores de soluções na nuvem. Na realidade, as aplicações que são concebidas já utilizando servidores em algum provedor de cloud já tem um DNA que facilita as tarefas de automação se comparado a aplicações originadas em ambiente “on premise”.

Um exemplo real que nos ajuda a entender o impacto de DevOps é a evolução do setor de vendas online. A internet impulsionou o mercado para uma realidade virtual onde o limite do alcance das vendas e criatividade para os novos mercados até hoje não foram alcançadas.

Ao mesmo tempo que o limite em inovar não existe, essa nova realidade coloca o “mercadinho de bairro” com as mesmas condições que um mercado multinacional. Isso porque todos podem colocar seu produto na internet e vender para o mesmo público.

A partir desta condição, surgem duas questões: Como ser melhor? O que faz o público acessar mais o site A do que o site B? Criar uma loja física em uma ótima região, expor os produtos e ter muitos funcionários para atender têm uma grande chance de dar certo, mas no contexto virtual as coisas não costumam ser tão simples. Quando falamos em conquistar o público numa realidade online, inovar e testar novos métodos são necessidades ainda mais urgentes – e esta inovação se refere à forma de vender, de apresentar o produto, de oferecer itens relacionados, etc.

Ao dar velocidade ao que realmente importa ao seu negócio através de tecnologias e técnicas que permitem automatizar tarefas operacionais, o DevOps garante mais eficiência para a área de vendas na internet ou qualquer outra que se interesse por resultados ágeis e recorrentes.

Startups vão à falência por más contratações

Especialista da Randstad explica por que 1 a cada 4 startups fecha as portas antes do 1 º ano de funcionamento e 50% não sobrevivem aos 4 primeiros anos

Toda empresa de pequeno porte, inclusive as famosas startups, possuem o ponto de virada, a hora de profissionalizar a operação e contratar um time especializado para fazer o negócio rodar a todo vapor. E essa etapa é uma grande armadilha para muitos negócios.

Em levantamento especial da Randstad, líder global de RH, apenas 5% das empresas procuram serviço especializado em contratação nesse ponto, um dos erros responsáveis pela falência no início de sua operação. De acordo com uma pesquisa da Fundação Dom Cabral, 1 a cada 4 startups fecha as portas antes do 1 º ano de funcionamento e 50% não sobrevivem aos 4 primeiros anos.

Analisando o ciclo de vida dessas empresas, as primeiras contratações, que acontecem na criação e primeira rodada de investimentos, são feitas diretamente pelos donos, que costumam escolher amigos e conhecidos que vão embarcar na ideia junto com eles. “Naturalmente, essa cúpula precisa ser de confiança dos fundadores para que sonho e investimento deles vinguem”, justifica Juliano Gonçalves, diretor da Randstad.

Passada essa fase, vem a segunda rodada de investimento e, com ela, o momento de se estruturar para ganhar o mercado. De acordo com o especialista da Randstad, esse é o divisor de águas do negócio. “Essa é a hora de contratar os melhores talentos e que tenham as competências necessárias para ajudar a empresa a atingir os resultados estipulados”, explica. “O grande problema é que a maioria das startups não procura uma assessoria ou ajuda especializada e continua contratando por indicação ou com ajuda das incubadoras, que não tem olhar imparcial sobre a empresa, nem são especialistas no assunto”, complementa. O resultado é que os contratados, em sua maioria, não possuem as habilidades necessárias para fazer a empresa se desenvolver, e consequentemente, ela não entrega os resultados esperados.

Entre as barreiras enfrentadas, as startups resistem a investir dinheiro na contratação de consultorias. Para definir claramente o rumo do trabalho e a projeção dos resultados, a visão de um terceiro é muito importante. “O olhar de uma pessoa de fora no momento da contratação é primordial”, finaliza Gonçalves.

O que muda no Brasil com as fintechs?

Por Elvis Tinti

A evolução da tecnologia nas últimas décadas transformou a forma como as pessoas lidam com o dinheiro. Se antes havia um abismo entre os conceitos financeiros e a grande parte da população, hoje percebe-se uma aceitação maior de serviços que auxiliam os consumidores a administrarem seu dinheiro e melhoram a experiência de compra. Essa nova realidade só foi possível com o advento das fintechs, startups que desenvolvem soluções para democratizar o mercado financeiro. A consolidação da primeira geração de empresas deste segmento abre espaço para que novos produtos e serviços sejam desenvolvidos, facilitando ainda mais a vida da população.

É um cenário que desafia as instituições bancárias. Pesquisa realizada pela consultoria PwC mostra que 76% dos bancos consideram as fintechs como potencial ameaça. Além disso, 80% dessas empresas afirmam que desenvolvem serviços focados na relação com o consumidor, algo que apenas 56% dos bancos acreditam fazer também. Não à toa, 42% das instituições já perceberam um movimento de incorporação e aliança com as startups para, justamente, entregar aquilo que seus clientes esperam.

Dessa forma, a mentalidade por trás das fintechs apresenta uma nova realidade para o usuário de produtos financeiros no Brasil. A união de tecnologia com a capacidade de quebrar barreiras pré-estabelecidas pelo mercado financeiro fez com que muitos processos que eram vistos como difíceis, morosos ou complicados fossem transformados em questões fáceis de serem resolvidas com poucos cliques. Desburocratizamos, por exemplo, a relação que o brasileiro tem com o dinheiro, facilitando sua vida com soluções que apresentam a melhor experiência. A simplificação é palavra de lei: quanto mais intuitivo e menos demorados as empresas do setor forem, melhor.

Logo, é preciso suprir as demandas da população. Muitas empresas ainda têm focos diferentes – e acabam não decolando por conta disso. Algumas do mercado financeiro oferecem uma série de diferentes serviços, com facilidade e um grande leque de ofertas, mas que, por outro lado, entregam uma experiência menos agradável ao longo do processo, com muita burocracia. O que o cliente quer é agilidade, facilidade, poucas taxas e o máximo de transparência no processo.

Portanto, a próxima geração de fintechs deve ser rápida o suficiente para acompanhar tudo o que está acontecendo no mercado interno e externo e ter agilidade na implementação de processos, mudanças e novos produtos. No meio do caminho é comum errar, mas é essencial aprender rapidamente com os erros. Dessa forma, é mais fácil criar disrupção em novos produtos e serviços e entregar melhores propostas de valor. Independentemente do segmento, o usuário quer a melhor experiência do começo ao fim de seu ponto de contato com a startup.

Ao longo dos últimos anos, as startups especializadas em tecnologia e finanças cresceram por oferecerem serviços mais democráticos e eficientes à população do que as tradicionais instituições bancárias. Essa atitude está criando uma geração que não apenas se preocupa com sua finança, mas sabe como administrá-la e identifica quais ferramentas podem ajudar nisso. Agora, a fase de novidades passou e o desafio das empresas que já existem ou irão surgir daqui para frente é melhorar cada vez mais a experiência dos usuários e pensar soluções que continuam agregando ao dia a dia das pessoas.

Elvis Tinti, diretor comercial da Acesso

LGPD: ABES cria Grupo de Trabalho para discutir nova lei

A ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software) criou um Grupo de Trabalho (GT) sobre a Lei Geral de Proteção de Dados (Lei nº 13.709/2018, mais conhecida como LGPD).

O novo GT tem como objetivo aprofundar o entendimento da lei e promover o debate sobre seus impactos e desafios para o setor, bem como discutir propostas relativas à futura regulamentação da LGPD.

Sancionada em agosto de 2018, é esperado que a LGPD produza efeitos a partir de 2020, tendo como metas garantir a privacidade de dados pessoais e implantar regras mais claras sobre os processos de coleta, armazenamento e compartilhamento dessas informações. A lei é aplicavel a todos os setores da economia e prevê sanções altas, principalmente no caso de vazamento de dados, com multas de até 2% do faturamento (limitadas a R$ 50 milhões).

Visando fomentar esse debate a associação está promovendo eventos de disseminação de conteúdo. Em fevereiro, realizou a palestra “Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) – Impactos, Perspectivas e Tendências”, que contou com a participação dos advogados Bruno Bioni e Renato Leite Monteiro, fundadores do Data Privacy Brasil. Ambos atuam na pesquisa e difusão de conhecimento sobre o impacto das tecnologias da informação sobre privacidade e proteção de dados pessoais.

“No Brasil, não temos a cultura de analisar ampla e detalhadamente o impacto dos regulamentos governamentais e, pelo fato da LGDP tratar-se de um assunto muito recente e de um problema extremamente complexo, que tem impacto na maioria das empresas brasileiras e grande parte da população, é importante trazer à luz detalhes muito importantes que, às vezes, passam desapercebidos. Criar o GT auxiliará na compreensão da lei, identificará os pontos a serem esclarecidos na regulamentação e trará para mais perto dos profissionais de tecnologia essas questões, suas implicações e um exemplo de Programa de Governança de Dados, de acordo com a nova lei”, conclui Francisco Camargo, presidente da ABES.

boostLAB, do BTG Pactual, elege oito startups para sua 3ª Edição

A partir desta semana, as oito Scale-ups selecionadas pelo BTG Pactual para a terceira edição do boostLAB começam a ser potencializadas pelos executivos do Banco, pela aceleradora ACE e pelo time de mentores do programa.

São elas: Stilingue, Allya, Rock Content, Smarttbot, Resale, Bela, Zen Finance e Gyra+

No total, 200 empresas se inscreveram para a iniciativa, que ocorrerá durante o primeiro semestre de 2019. O número é 50% maior do que nas duas rodadas anteriores, o que acabou elevando o número de selecionadas de seis para oito empresas.

As escolhidas são Scale-ups, ou seja, startups mais maduras, já com faturamento e carteira de clientes. A ideia central é encontrar sinergias entre as empresas selecionadas, o BTG Pactual e empresas parceiras do banco, a fim de ampliar os negócios, dar um “boost” nas escolhidas, beneficiando assim todos os envolvidos.

As empresas selecionadas já receberam créditos de US$ 10 mil no serviço de nuvem da Amazon (AWS), US$ 3 mil no da Google e US$ 15 mil da Oracle.

Para Frederico Pompeu, sócio responsável pelo boostLAB, “o grande diferencial do programa é o comprometimento e envolvimento de sócios sêniores do Banco para fazer o programa e as Scale-ups darem certo”.

No início de fevereiro, o BTG Pactual anunciou investimento minoritário em três startups que participaram ao longo de 2018 do boostLAB: Agronow, Digesto e Finpass.

“A ideia é que o BTG Pactual se torne o Banco do ecossistema das startups. O envolvimento cada vez maior do Banco com as startups traz inovação para todas as áreas de atuação do nosso Grupo”, afirma Pompeu.

Resultados de edições anteriores

Finalizada em dezembro de 2018, segunda edição do programa contou com seis empresas: Bxblue, Nexoos, Virtus Pay, Ewally, Digesto e Omie.

A Omie, que é um sistema de ERP (Enterprise Resource Planning), aumentou a receita em 20% e conquistou quatro mil novos clientes durante a potencialização. Além disso, o volume emitido de NF-e de R$ 4 bilhões para R$ 5,1 bilhões ao mês. A empresa oferece um sistema de gestão completo para pequenas e médias empresas com CRM, Finanças, Fluxo de Caixa, NF-e, Estoques e Frente de Loja.

Durante o boostLAB, a Nexoos ampliou seu negócio, passando a ser também um market-place lending, além de peer-to-peer lending. “Tivemos aumento de 30% na receita contra o trimestre anterior. A empresa sai do programa com um nível de maturidade muito maior”, disse Daniel Gomes, CEO e fundador da empresa.

Já a primeira rodada, que aconteceu no primeiro semestre, contou com inscrição de 124 empresas, dentre as quais seis foram escolhidas: Neurotech, Agronow, Clicksign, Finpass [antiga F(X)], Liber Capital e Zigpay.

A Finpass foi uma das empresas que mais se beneficiou do programa. Trata-se de um marketplace de crédito para médias e grandes empresas, que utiliza tecnologia de “matching” para tornar esse processo mais inteligente, rápido e efetivo. Ao final da participação no boostLAB, o volume transacionado pela plataforma teve crescimento de 966%.

Saiba mais sobre as startups selecionadas

Stilingue http://stilingue.com.br/
Software que usa inteligência artificial para analisar o comportamento online de brasileiros e influenciadores digitais.

Allya http://www.allya.com.br/

A Allya aposta em um aplicativo que oferece descontos em estabelecimentos que sejam mais adequados ao perfil do usuário, tudo por meio de dados de geolocalização e um algoritmo próprio.

Rock Contenthttp://rockcontent.com/

A maior empresa de Marketing de Conteúdo da América Latina. Software de gestão de conteúdo, estratégias focadas no sucesso do cliente e resultados reais.

Smarttbot http://smarttbot.com/
A SmarttBot é uma plataforma para traders operarem de forma automatizada na Bolsa de Valores.

Resale http://resale.com.br/

A Resale é uma plataforma para compra e venda de imóveis retomados. Criada em 2015 a empresa oferece soluções para o mercado financeiro na venda desse tipo de ativo e ferramentas para o consumidor final encontrar oportunidades.

Bela http://site.belaviagem.com/

Solução de meio de pagamentos que permite às empresas efetuarem venda eletrônica de reservas em hotéis, ingressos para eventos, atrações e parques, passeios turísticos, restaurantes e outras atividades ligadas ao trade.

Zen Financehttp://www.zenfinance.com.br/

Plataforma de Crédito como Serviço (CaaS, na sigla em inglês) por meio da qual marketplaces e adquirentes de pagamento parceiros podem oferecer linhas de crédito personalizadas para seus fornecedores e clientes, gerando maior conversão para a sua própria solução.

Gyra+http://gyramais.com/

GYRA+ é especialista em operações de crédito para a nova era digital, oferecendo capital de giro a vendedores de e-commerce.

Negociação virtual cresce e bancos expandem serviços para o consumidor

Acordos de negociação de dívidas feitos de forma virtual já representam até 40% do total, em algumas instituições. Em um prazo de até dois anos, a negociação online deverá superar a presencial

A negociação online para quitar dívidas de clientes e empresas avança em plataformas e aplicativos oferecidos pelos principais bancos do país: os acordos feitos de forma virtual já representam até 40%, em algumas instituições financeiras, do total. Pela estimativa do setor, as negociações online, entre este e o próximo ano, já deverão ultrapassar as presenciais, feitas nas agências.

A conveniência de dispensar o deslocamento a uma agência e a flexibilidade de horário estão entre as principais razões apontadas por especialistas para explicar o avanço das negociações de modo virtual, explica Fábio Moraes, diretor de Educação Profissional e Financeira da FEBRABAN. Outro fator é a maior discrição e privacidade no atendimento _ uma vez que não há o contato telefônico, eliminando-se, dessa forma, situações que possam causar constrangimentos.

“Com o celular usado em um número cada vez maior de transações e com a conveniência dos serviços digitais, em um prazo de um a dois anos, a negociação online deverá superar a física”, prevê o diretor da Federação. Atualmente, 35% das transações bancárias são feitas pelo mobile banking, de acordo com a Pesquisa FEBRABAN de Tecnologia Bancária. Se somado o internet banking, as operações eletrônicas totalizam 57%.

Independentemente da forma de negociação escolhida pelo consumidor _ se por meio do uso de plataformas ou presencialmente _ é importante ressaltar que os bancos têm políticas de monitoramento dos consumidores endividados, e adotam medidas preventivas e ações voltadas à orientação financeira. Também enviam ao cliente, se solicitado, documentos e demonstrativos que apresentem a evolução da dívida, para que possam entender a composição dos valores apresentados. Estas medidas estão previstas no Normativo de Tratamento e Negociação de Dívidas, lançado em agosto de 2017 pelo Sistema de Autorregulação Bancária da FEBRABAN.

Outro ponto de destaque do normativo de Autorregulação é o estímulo ao uso da plataforma “consumidor.gov.br” do Ministério da Justiça. A plataforma é hoje o principal instrumento usado nos mutirões de negociação de dívidas organizados pelos Procons de todo o país. E os números falam por si: em 2018 foram realizados 45 mutirões com índice de acordo próximo de 80%.

“O normativo amplia a transparência sobre os canais oferecidos para negociação de dívidas, tanto presenciais como eletrônicos. Também contribui para a reestruturação financeira do consumidor”, afirma Amaury Oliva, diretor de Autorregulação da FEBRABAN. A iniciativa é um esforço do setor para enfrentar proativamente um tema sensível, evitando que os conflitos exijam recurso aos órgãos de defesa do consumidor e à Justiça.

Plataformas de negociação

Os principais bancos brasileiros investem em plataformas de negociação online para se aproximar cada vez mais dos clientes endividados e facilitar o pagamento de débitos em atraso pelos canais digitais.

O Itaú Unibanco faz, até 31 de março, a campanha “Conte a sua história para a gente sair dessa com você”. O objetivo é incentivar o processo de revisão de dívidas pelos meios eletrônicos, o que inclui site, aplicativo e chat. “Os canais digitais são, atualmente, um meio de contato fundamental para os clientes que buscam colocar suas finanças em dia”, diz Adriano Pedroti, diretor de Crédito e Cobrança do Itaú Unibanco.

O número de renegociações efetivadas em canais digitais no banco cresceu 72% no ano passado, segundo os dados mais atualizados da instituição. Somente com o Feirão de Renegociação, feito pelo Itaú no último trimestre de 2018, a procura aumentou quase 30%, considerando centrais de atendimento, site, app e agências. O volume de acessos aos canais digitais por clientes em busca de renegociar dívidas teve um aumento de 27% durante a iniciativa.

O Portal Soluções de Dívidas, do Banco do Brasil, atingiu quase um milhão de acordos realizados e ultrapassou mais de R$ 10 bilhões renegociados, desde que foi criado em 2014 pela instituição até dezembro do ano passado. “A quantidade de acordos feitos pela plataforma cresceu 163% e o valor renegociado aumentou 179%, de janeiro de 2017 até agora”, afirma Simão Kovalski, diretor de Reestruturação de Ativos Operacionais do BB.

Considerados todos os acordos contratados em agências e em canais digitais, 40% das renegociações concretizadas pelo BB já são online. Desde o lançamento do portal, mais de 425 mil clientes já renegociaram suas dívidas pelo internet banking ou app.

Com o lançamento de seu Portal de Renegociação no ano passado, o Santander chegou a 30% de acordos feitos por meio de canais digitais. Em 2016, quando o banco iniciou o processo de recuperação de dívidas pelo internet banking e chat, o percentual era 3%. Um ano depois, com a possibilidade de negociar pelo mobile banking, havia subido para 11%. “Neste ano seguiremos investindo em soluções digitais para que possamos alcançar números ainda mais expressivos: 50% de participação no market share”, diz Paulo Cesar Mendes Oliveira, superintendente-executivo de Recuperação de Crédito do Santander Brasil.

Sob medida

“É possível compreender de forma rápida e eficaz o momento financeiro do cliente e oferecer negociações apropriadas à sua capacidade de pagamento”, ressalta Sebastián Duh, superintendente do Departamento de Recuperação de Créditos do Bradesco, ao destacar as prováveis razões para o crescimento dessa forma de negociar os débitos.

Para o executivo, assim também se oferece ao cliente praticidade, comodidade e privacidade, facilitando o processo de negociação. O Bradesco também notou crescimento nas negociações virtuais, principalmente da realizada por meio do celular, que hoje representa 30% do total das negociações em canais digitais.

Já a média diária de acordos feitos nos meios digitais na Caixa foi seis vezes maior em 2018 em comparação ao período de novembro de 2016 – quando a operação foi criada no site- a janeiro de 2017. O número de acordos passou de 235 por dia para cerca de 1.550, segundo Julio Cesar Volpp Sierra, vice-presidente de Produtos de Varejo da Caixa.

O montante renegociado chegou a R$ 772 milhões no ano passado, com 567 mil acordos para pagamentos de débitos em atraso. “A negociação online tem aumentado a cada dia, mas a presencial, nas agências da Caixa, ainda é maior”, diz. “Os nossos clientes mudam o comportamento de forma gradativa para o canal online.”

Impactos

O atual cenário econômico torna ainda mais relevante a busca de serviços mais eficientes e que estimulem os consumidores a decisões mais conscientes, na hora de quitar as dívidas e recuperar o crédito.

O Brasil chegou, em 2018, a 62,6 milhões de brasileiros com alguma conta em atraso e com o CPF restrito para contratar crédito ou fazer compras parceladas, segundo dados do indicador de inadimplência da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). O número representa 41% da população adulta do país.

O vice-presidente da Caixa destaca que a instituição tem alcançado índices recordes de reversão da inadimplência nos últimos anos, com iniciativas que incluem a negociação online. Isso ocorre não só nos canais tradicionais – como autoatendimento (ATM), internet banking e mobile banking -, mas por novos meios. “O caminhão da adimplência percorre as cidades para proporcionar atendimento presencial ao cliente que quer negociar suas dívidas”, explica Sierra, da Caixa. Até junho, o caminhão estará em cidades de seis Estados – São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Sergipe, Rio Grande do Norte e Ceará.

Educação Financeira

As plataformas de negociação dos bancos também têm investido em conteúdo para internet que vai além das ferramentas para simular cálculos, valores, prazos e prestações. O motivo é simples: sabem que lições de educação financeira têm impacto na taxa de inadimplência. “Estão educando financeiramente e orientando as pessoas sobre como lidar melhor com o orçamento mensal”, afirma Fábio Moraes.

O portal Meu Bolso em Dia, da FEBRABAN, atua com o objetivo de oferecer conteúdo sobre finanças pessoais e ensinar a usar o crédito de maneira consciente para evitar o endividamento. Já acumula mais de 20 milhões de visitantes desde que foi lançado, em 2010.

Em julho passado, o Santander lançou a ferramenta “Meus Compromissos Financeiros”, no app da instituição, para o cliente verificar sua situação e agir de forma preventiva ao endividamento. O acesso já passa de 2 milhões por mês. “Esperamos redução na taxa de inadimplência por levar algo além para o cliente: educação financeira, ou seja, propiciando ferramentas que permitam, de forma preventiva, cuidar da vida financeira”, diz Mendes de Oliveira, superintendente do Santander.

Ainda neste semestre, o Banco do Brasil deve lançar melhorias em seu portal de renegociação para torná-lo mais simples e intuitivo. “Isso sem perder funcionalidades, como permitir o acesso de clientes que não possuem mais conta corrente ativa ou não se lembram de suas senhas”, diz Kovalski, diretor do banco.

Os programas e iniciativas das instituições financeiras para negociações online com seus clientes são tema da reportagem de capa da edição 79 da revista CIAB FEBRABAN divulgada hoje. A matéria completa pode ser lida neste link.

Fonte: FEBRABAN

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SAP anuncia plataforma Leonardo Internet das Coisas para ambientes industriais

A SAP SE (NYSE: SAP) apresentou durante o Mobile World Congress (MWC), realizado nesta semana em Barcelona, a plataforma SAP Leonardo Internet das Coisas (IoT), a mais abrangente tecnologia para gerar e impulsionar a transformação digital em ambientes industriais e indústria 4.0. Além disso, a SAP anunciou a interoperabilidade de nuvens do SAP Leonardo IoT com o Microsoft Azure IoT Hub, garantindo aos clientes uma opção de conectividade e gestão de dispositivos.

O SAP Leonardo IoT tem como objetivo impulsionar os níveis de produtividade, redefinir a experiência dos clientes e aumentar os fluxos de receita. A solução direcionada para ambientes industriais dará aos clientes a capacidade de incorporar a IoT na linha de produção para aprimorar aplicações e inclusive suportar novos modelos de negócios, baseados nas informações captadas a partir dos dispositivos e processos conectados.

A SAP conta com um sólido ecossistema de parceiros para IoT e entende o valor que, conjuntamente, podem oferecer aos clientes. “A plataforma SAP Leonardo IoT somada à experiencia da SAP na indústria para aplicações de alto desempenho e obtenção de informações valiosas, tem forte potencial para ajudar os clientes a ampliarem sua vantagem competitiva, se destacando da concorrência e impulsionando a transformação digital e a indústria 4.0”, explica Rui Botelho, SVP da área de Digital Core da SAP Brasil. “A combinação de IoT com tecnologias inovadoras, como aprendizagem de máquina e analytics, tem sido a força motriz da empresa inteligente”, completa.

O SAP Leonardo IoT vai permitir que os clientes inovem e melhorem os processos de negócio usando a inteligência orientada por dados e o contexto operacional de máquinas, produtos, cadeias de fornecimento, consumidores e parceiros. O SAP Leonardo IoT oferece três caminhos de inovação com base nas demandas de negócios específicas das empresas:

Combinação dos dados de IoT com dados dos processos de negócio para possibilitar aplicações integradas, acelerando a adoção para garantir a capacidade de inovar rapidamente usando soluções como SAP S/4HANA, pacote SAP C/4HANA, SAP SuccessFactors, SAP Ariba e o portfólio SAP Digital Supply Chain;

Extensão das atuais aplicações IoT da SAP para gerar mais valor de negócio;

Desenvolvimento de novas soluções inteligentes utilizando SAP Leonardo IoT para criar aplicações escaláveis, permitindo novos tipos de processos de negócios orientados por IoT, mantendo os processos centrais estáveis.

Interoperabilidade do SAP Leonardo IoT com Microsoft Azure IoT Hub

A nova linha de cooperação planeja oferecer a possibilidade de utilizar o Microsoft Azure IoT Hub como camada de conectividade e gestão de dispositivos para dados de telemetria IoT, que são perfeitamente retransmitidos para o SAP Leonardo IoT.

Além disso, o SAP Leonardo IoT Edge pretende dar aos clientes a opção de estender o suporte para seus processos de negócio localmente sobre o tempo de execução do Microsoft Azure IoT Edge. Espera-se que os módulos essenciais de função de negócios baseados no SAP Leonardo IoT Edge também possam ser executados em contêineres no Microsoft Azure IoT Edge, reduzindo a dependência dos clientes em termos de latência, largura de banda e conectividade.

A SAP está empenhada em trabalhar com seu ecossistema para ajudar as empresas a superar as expectativas dos clientes e manter suas vantagens competitivas. A SAP planeja oferecer a mesma interoperabilidade com outros parceiros no futuro.

Como reduzir a complexidade dos ambientes de TI para obter sucesso na Era Digital

Por Leandro Turbino, Gerente de Contas Estratégicas da ASG Technologies.

A Transformação Digital traz ao mundo corporativo imensas oportunidades de geração de negócios e desenvolvimento de produtos e serviços. Para aproveitar todos os benefícios que esse movimento oferece, os líderes empresariais precisam estar atentos e encontrar formas de gerenciar a complexidade que as novas tecnologias geram para os ambientes de TI.

Além da profusão de sistemas que nem sempre conseguem interagir de forma a integrar informações vitais, a dinâmica do mercado atual, com fusões e aquisições acontecendo a todo momento, também contribui para que os ecossistemas de TI acabem se tomando silos desconexos, dificultando a otimização de valor dentro das organizações. Diante disso, muitas companhias não possuem uma visibilidade adequada de suas plataformas e acabam investindo recursos desnecessariamente altos em tecnologia para solucionar problemas de conformidade. As empresas sabem que precisam de mais controle, mas lutam para equacionar os diversos fluxos espalhados em mainframes, servidores e em Nuvem.

Os silos de TI podem ainda ser criados por processos internos ineficientes ou mudanças súbitas nas políticas de tecnologia, devido às constantes mudanças nos cargos no C-level. A rápida evolução do software como serviço (SaaS), tradicional ou hospedado em nuvem, também agregou desafios para a visibilidade de ponta a ponta. Muitas empresas ainda segregam o gerenciamento de seus serviços de mainframe e perdem uma valiosa oportunidade de melhorar os processos, esquecendo-se de que não atender aos níveis acordados com os clientes pode custar milhões em penalidades.

Com a consolidação de mercados, as grandes corporações passaram a exercer vantagem na negociação com os fornecedores de TI, que ficam sujeitos a prejuízos por não cumprirem requisitos como tempo de resposta ou tempo para conclusão da atualização em lote do dia. Uma visão consistente e única da performance das plataformas, capacidade e possíveis gargalos aumenta as chances de sucesso. No caso de empresas que vendem diretamente aos consumidores, os efeitos de tempos de resposta lentos durante o processo de compra afetam diretamente o volume de vendas e o relacionamento com os clientes.

Atualmente, com as consequências impostas pelas legislações de proteção de dados, as organizações precisam ter foco em processos que garantam uma administração correta de todas as informações pessoais de seus clientes, que circulam em diversos sistemas e plataformas. Além do regulamento europeu, o General Data Protection Regulation (GDPR), as empresas brasileiras também devem estar atentas à Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), sancionada no ano passado e que estabelece prazo até agosto de 2020 para o cumprimento das exigências estabelecidas. Manter um controle efetivo de todos os dados que estão sob sua responsabilidade é uma tarefa ainda mais difícil diante do atual nível de complexidade do ambiente de TI das organizações.

Para obter sucesso nesse cenário, as companhias precisam organizar seus silos de tecnologia e manter um gerenciamento eficaz de informações passadas. Com ferramentas modernas que fornecem análises automatizadas, relatórios, modelagem e planejamento de capacidade, os líderes têm acesso a um monitoramento de alta visibilidade e podem melhorar a confiabilidade e a produtividade em seus ambientes de TI. Com esses dados em mãos, os gerentes serão capazes de tomar decisões mais assertivas sobre como aproveitar os recursos de tecnologia com maior precisão e diminuir a complexidade nativa de suas infraestruturas.

Outro ponto importante é que a adoção de soluções automatizadas para a gestão das informações permite criar uma interface unificada para a análise de diferentes tecnologias e estruturas. Assim, as companhias ganham novas condições para se planejar para os picos de demanda, simplificar o reconhecimento de gastos desnecessários e facilitar a identificação das necessidades de escalabilidade.

É preciso, então, quebrar as barreiras e ampliar as competências para o gerenciamento de dados. Para isso, a orquestração dos silos de TI e o gerenciamento de desempenho, com soluções que centralizem o acesso aos dados, são fundamentais. O objetivo é munir os gerentes de TI com informações relevantes sobre o status das operações, para que tenham uma visão ampla e completa a respeito das necessidades organizacionais.

Com essas informações, as organizações podem manter a produtividade e fornecer visibilidade para a TI em toda a empresa, capacitando suas equipes para prever o crescimento nas plataformas e definir expectativas realistas para os negócios. Saber o real posicionamento da tecnologia é essencial para que os líderes consigam reduzir a complexidade atual da TI, transformando as oportunidades trazidas pela Era Digital em uma vantagem real, integrável e totalmente voltada ao sucesso de suas organizações.

Capgemini conclui a aquisição da Leidos Cyber, divisão de cibersegurança da Leidos

A Capgemini anunciou, após o cumprimento de todos os requisitos regulamentares, a conclusão da aquisição da Leidos Cyber, braço de cibersegurança comercial da empresa FORTUNE 500® – anunciada em junho de 2018. A equipe de aproximadamente 500 profissionais de elite em segurança cibernética, localizados principalmente na América do Norte, se unirão ao Grupo Capgemini no atendimento à crescente demanda dos clientes por serviços e soluções de segurança cibernética.

“Estamos muito satisfeitos em dar as boas-vindas ao Grupo à equipe de cibersegurança da Leidos. Além de reforçar nossa prática de segurança cibernética na América do Norte, sua especialização mundial também beneficiará nossa base de clientes globais em numerosas localidades”, comentou Jean-Philippe Bol, membro do Conselho Executivo do Grupo Capgemini e CEO da divisão Cloud Infrastructure Services, que inclui serviços de segurança cibernética da Capgemini.

A Leidos Cyber ​​é uma empresa líder[1] em segurança corporativa com recursos de infraestrutura crítica comprovados[2], fornecendo aos seus clientes corporativos uma plataforma holística de serviços que atende toda a arquitetura de segurança, incluindo ofertas integradas de proteção combinadas com serviços de segurança gerenciados. A Leidos Cyber ​​é reconhecida ainda como pioneira no campo da segurança cibernética, o que definiu o mercado de proteção dos ecossistemas, evoluindo do controle industrial para as necessidades de infraestrutura de missão crítica das empresas globais. Seus clientes estão principalmente entre as empresas da FORTUNE 500®, e em múltiplos setores.

“Estamos muito satisfeitos por nos juntarmos ao Grupo Capgemini”, afirmou Robert Meindl, presidente da Leidos Cyber. “Nossas equipes estão muito ansiosas para fazer sua parte no apoio às diversas necessidades de segurança cibernética da base de clientes internacionais da Capgemini e auxiliar na construção da prática na América do Norte”.

Esta mais recente adição está alinhada aos planos do Grupo Capgemini de fortalecer ainda mais a experiência e portfólio de serviços de segurança, para ajudar as empresas a integrar a segurança cibernética em suas iniciativas de crescimento e esforços de transformação digital. A equipe global da Capgemini, com algo como 3 mil especialistas em cibersegurança, fornece serviços de ponta a ponta, desde avaliação e consultoria até proteção e monitoramento, com soluções baseadas na próxima geração de suporte ao “Threat Intelligence” e um backbone global de Centros de Operações de Segurança conectados.