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Grupo Movile irá contratar mais de 100 profissionais de Inteligência Artificial em 2019

De acordo com um levantamento da consultoria PricewaterhouseCoopers (PwC), a previsão para o mercado de IA é de movimentar US$ 70 bilhões no mundo em 2020. Isso por conta do forte avanço da área nos últimos anos, além da compreensão de como o uso de dados pode ser precioso para os negócios e decisões mais assertivas dentro das empresas.

A Movile, um dos líderes globais de marketplaces móveis e que possui metas ambiciosas para os próximos anos, está de olho nesse mercado que promete ser um dos mais promissores globalmente. Além de ter pilares muito bem definidos, como logística urbana, pagamentos e bots para atendimento, a empresa concentrará ainda mais esforços e investimentos nesta tecnologia, tanto por meio de novas contratações, quanto pela criação de uma área específica de inteligência artificial dentro da companhia, que irá ampliar essa cultura por todos os departamentos.

De acordo com Bruno Henriques, VP de Inteligência Artificial da Movile e responsável por alavancar esse desenvolvimento de cultura na empresa, a IA parece distante, mas não é. “Já utilizamos a tecnologia em nosso dia a dia e nem nos damos conta! Ela está presente no uso de aplicativos, reconhecimento de imagens, carros autônomos, assistentes virtuais, entre muitos outros exemplos. É uma nova e poderosa forma de processar dados e devemos aprender a usá-la cada vez mais, pois isso nos ajudará a tomar decisões mais ágeis, precisas e inteligentes”, explica Henriques.

E a ambição não para por aí: o grande desafio da Movile – que já está sendo colocado em prática – é montar um time com mais de 100 especialistas em machine learning, número que dificilmente já foi alcançado por alguma outra companhia, para trabalhar nos principais desafios que as organizações enfrentam hoje.

Segundo Henriques, as empresas brasileiras não possuem esse olhar mais diversificado de IA por acreditarem que é um conceito que se limita à tecnologia. “A Movile vem se destacando nesse cenário, uma vez que é uma das pioneiras no Brasil a criar essa cultura e proporcionar capacitação dos profissionais deste mercado. Queremos que todos usem Inteligência Artificial para propor soluções internas e externas, a criação de uma área voltada para esse segmento é uma ação inovadora e que oferecerá um grande avanço no Brasil”, diz o executivo.

Além disso, a empresa pretende criar parcerias estratégicas com universidades a fim de investir nos centros laboratoriais. Em São Carlos, por exemplo, há projetos para a construção de um laboratório universitário de IA para auxiliar em uma formação mais prática e complexa de profissionais. Tudo com foco no desenvolvimento desse ecossistema.

Como toda tecnologia nova, é preciso um amplo investimento na formação e capacitação dos profissionais de diversos níveis e departamentos. Por isso, recentemente, a Movile financiou dez bolsas para especialização de profissionais do Grupo em IA. Além disso, um profissional foi contratado pelo iFood, empresa de food delivery investida do Grupo, para auxiliar no curso interno a fim de treinar os funcionários no nível básico de data science e permitir a entrada nos temas mais avançados de machine learning.

“O mais interessante é que as empresas não estão mais com medo de dizer o que estão fazendo por meio de inteligência artificial, porque o segredo não está mais no algoritmo e sim na capacidade de coletar, preparar e usar os dados, o que traz o valor do negócio”, finaliza Henriques.

Sobre a Movile

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Paraná aposta em rede de blockchain para gestão pública desburocratizada

Na última semana, representantes do setor de TIC (Tecnologia da Informação e Comunicação) do Paraná se encontraram em Curitiba para lançamento do programa Paraná Hub Blockchain, promovido pela Celepar. A Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná é uma sociedade de economia mista do governo do Estado do Paraná, e lançou o programa em parceria com a empresa canadense de soluções e inovação ‘Blockchain Research Institute’ (BRI).

O objetivo é criar uma gestão pública desburocratizada, ágil e, acima de tudo, com transparência baseado na tecnologia blockchain para agilizar processos e impedir desvios de recursos públicos. Carl Amorim, executivo da BRI Brasil explicou como o Paraná pode evoluir com o blockchain e se tornar um centro de atenção com a criação de políticas públicas, controle de gastos, orientação estratégica e abertura de novos mercados. “Vamos oferecer as condições para que o Paraná se transforme em um hub de tecnologia blockchain no Brasil, exportando essa expertise e servindo de referência para outros estados da federação”, disse.

O diretor-presidente da Celepar, Allan Costa, ressaltou a importância dessa parceria na desburocratização e inovação no serviço público. “Somos pioneiros no Brasil nessa iniciativa, quebrando paradigmas, colocando todos os órgãos do governo para conversar, e transformando a maneira de entregar serviços ao cidadão”, destacou.

Allan Costa enalteceu ainda “vamos levar a Celepar a um novo patamar, respeitando a história da tecnologia da informação, mas sendo protagonista no papel de inovação para que o Paraná se torne o estado mais inovador do país”.

Recentemente a Software by Maringá, entidade que reúne mais de 100 empresas de TI e startups, também anunciou a criação da Rede Maringaense de Blockchain que visa estimular a aquisição de conhecimento, pesquisa e desenvolvimento da região. De acordo com Luis Marcos Campos, presidente da entidade, “a ideia é escalar o faturamento do setor por meio da aquisição de conhecimento, pesquisa e desenvolvimento locais. Maringá tem grande tradição cooperativista, e a blockchain tem tudo a ver com cooperativismo e inclusão. É exatamente sobre esta visão que o sistema nasceu e guarda grande potencial de gerar riqueza e bem-estar social”, explica.

Guilherme Furlaneto, V.P. de Qualidade, Diretor Adjunto da Câmara de negócios financeiros (Fintech) da Software by Maringá e especialista em blockchain pela Oxford University, esteve presente no evento e participou de um painel sobre Blockchain.

De acordo com Fulaneto, a SbM está focada em trazer novas tecnologias de produção de software para empresas de TIC da região e auxiliar no desenvolvimento de um ecossistema regional especializado. “Maringá acaba de anunciar a criação de uma infraestrutura blockchain local, a criação de uma rede maringaense de blockchain com participantes das mais diferentes esferas. Com isso, queremos potencializar negócios de blockchain em nível nacional, em especial para as empresas voltadas ao agronegócio, contando com empresas especializadas em agrotech (tecnologia de agricultura). O objetivo é criar soluções para rastreabilidade de produtos agropecuários, em conjunto com a CELEPAR e a iniciativa blockchain do estado do Paraná para fomento a políticas públicas”, explica. Além de agrotech, está no radar da entidade aplicações de blockchain para construção civil (construtech), saúde (healthtech) e para o setor público.

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Cognizant aposta em ecossistema de inovação e passa a atuar no InovaBra Habitat

A Cognizant, uma das empresas líderes mundiais em tecnologia e negócios, aposta em ecossistema de inovação e passa a atuar no inovaBra habitat.

“O Habitat é um ambiente extremamente inovador, que nos permite um espaço amplo para o desenvolvimento de projetos, realização de workshops de design thinking, além da possibilidade de criar protótipos para ideias e demonstrar cases e soluções”, afirma Eduardo Guerreiro, diretor de Negócios Digitais da Cognizant.

O Habitat une empresas, startups, investidores, mentores e empreendedores, possibilitando a geração de novos negócios e o desenvolvimento de soluções inovadoras com base no networking e na colaboração. O espaço conta com mais de 130 startups e aproximadamente 50 empresas dos mais diversos segmentos.

“Queremos também investir no relacionamento com startups, selecionando as que oferecem soluções aderentes ao nosso negócio e oferecendo toda a nossa força comercial para impulsionar os negócios dessas empresas que estão começando no mercado. Essa troca de conhecimentos e a sinergia com as startups nos permitem oferecer soluções personalizadas de acordo com as necessidades de cada cliente”, comenta Fabio Guimarães, responsável pela atuação da Cognizant Digital Business no Habitat.

O conceito Cognizant Lab para o Habitat visa atuar em quatro eixos complementares: Soluções, Prototipação, Parcerias e Comunicação. Os dois primeiros eixos visam abordar cases reais e o desenvolvimento de protótipos inovadores. O terceiro eixo visa expandir o relacionamento com startups e outras empresas. Enquanto que o eixo de comunicação, difunde dentro e fora do ecossistema a atuação da Cognizant.

O InovaBra Habitat é organizado em vertentes tecnológicas como Blockchain, Inteligência Artificial, Big Data e Algoritmos, Internet das Coisas e Plataformas Digitais. Em todos esses agrupamentos a Cognizant permite a demonstração e experimentação de soluções já desenvolvidas.

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Maior evento de logística da América Latina começa na próxima semana

Na próxima semana, São Paulo será palco do maior evento de logística, transporte de cargas e comércio exterior da América Latina, a Intermodal South America, que chega à sua 25ª edição. E para celebrar mais de duas décadas na liderança destes mercados, o evento reúne durante três dias de realização, de 19 a 21 de março, mais de 400 marcas expositoras, de 22 países, no São Paulo Expo, para o fomento de novos negócios que impulsionem ainda mais o desenvolvimento do setor no País.

Entre elas estarão as principais empresas de equipamentos, produtos e serviços para o mercado de movimentação de materiais e intralogística como um todo, um dos focos do evento neste ano, como a BYD, uma das referências quando o assunto são empilhadeiras. De acordo com o diretor de vendas da marca na América do Sul, Henrique Antunes, os principais destaques da BYD na Intermodal deste ano serão suas soluções 100% elétricas, como os modelos ECB35 e RTR16, conhecidos pela utilização de baterias de ferro lítio, que garantem mais autonomia aos mesmos.

“Somos a vanguarda da tecnologia em baterias de fosfato de ferro lítio, somos líderes mundiais neste segmento. E por termos o sistema completo, conseguimos deixar nossas empilhadeiras no topo quando se trata de produtividade. Permitimos maior agilidade e menor custo com manutenção, além de reduzir riscos de acidentes e de diminuir o consumo de energia em até 30%”, afirma.

Quem também reserva para o evento suas últimas novidades neste sentido é o Grupo Kion, responsável por marcas reconhecidas neste segmento, como Linde e Still. Segundo o gestor comercial de ambas as empresas, Murilo Marin, serão expostos cinco modelos de empilhadeiras de última geração na Intermodal: a H70 T da Linde e as FMX NG, RX 20-20, EGV e OPX 25 da Still. “Temos preparado uma participação recheada de novidades, explorando toda a nossa expertise, que é de entregar soluções completas aos nossos clientes. São recursos que vão desde a estrutura, passando pelos equipamentos e pela oferta de soluções de supply chain de forma integrada, aplicando na prática o conceito de Indústria 4.0”, pontua.

Estes são apenas alguns dos produtos exclusivos que serão apresentados na Intermodal 2019, que recebe ainda as principais companhias dos modais rodoviário, ferroviário, aquaviário e aéreo, além de empresas especializadas em serviços logísticos em geral e de desenvolvedores e fornecedores de novas tecnologias, como tecnologia da informação, telemática, e-commerce, softwares e etc. Ao todo, mais de 33 mil profissionais são esperados nesta edição.

25 Anos de Intermodal – Também em comemoração aos 25 anos de evento, a Informa Exhibitions, organizadora da Intermodal, promove uma exposição exclusiva que retrata em imagens toda a história da feira até aqui, assim como os principais fatores econômicos e sociais que impactaram o setor no mesmo período.

Encontro Metroferroviário – Simultaneamente à Intermodal, o São Paulo Expo recebe também o maior evento dedicado ao mercado metroferroviário da América do Sul, o NT Expo – Negócios nos Trilhos, que reúne autoridades, empresários e especialistas para o debate a respeito do futuro do setor no País.

25ª Intermodal South America

Data: 19 a 21 de março

Horário: Das 13 às 21 horas

Local: São Paulo Expo – Rod. dos Imigrantes – Vila Água Funda, São Paulo – SP

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Bancos e seguradoras ficam para trás na corrida da transformação digital, aponta relatório da Capgemini

Um novo relatório do Instituto de Pesquisas da Capgemini revela que as empresas de serviços financeiros estão ficando para trás na transformação digital em comparação com outros setores da economia. Afinal, as companhias financeiras reportaram uma queda da confiança em suas capacidades digitais e a falta de habilidade, liderança e visão coletiva necessárias para moldar o seu futuro digital.

O relatório, parte do Global Digital Mastery Series da Capgemini, examina o sentimento sobre as capacidades de liderança e digital entre executivos de bancos e seguradoras comparando com um estudo equivalente de 2012. Mais de 360 ​​executivos de 213 empresas, cuja receita combinada em 2017 representa aproximadamente US$ 1,67 trilhão, foram entrevistados.

As principais constatações incluem:

Confiança nas capacidades de liderança e digital afundou desde 2012

Em comparação com 2012, uma proporção menor de executivos de serviços financeiros disse que suas organizações tinham as capacidades digitais necessárias para serem bem-sucedidas – com aqueles com “confiança” caindo de 41% para 37%. Desmembrando esse dado, embora mais executivos sentissem que tinham as capacidades digitais necessárias na experiência do cliente (40% em comparação com 35%), a confiança nas operações teve uma queda significativa. Apenas 33% dos executivos disseram que tinham as capacidades operacionais necessárias, em comparação com os 46% de 6 anos atrás.

Um déficit na questão da liderança também foi citado, com apenas 41% dos executivos dizendo que suas organizações têm a capacidade de liderança necessária, abaixo dos 51% de 2012. Em algumas áreas específicas, a confiança na liderança caiu significativamente, incluindo governança (de 45% para 32%), engajamento (de 54% para 33%) e na relação entre TI e negócios (de 63% para 35%).

O domínio digital mostra-se ilusório

No framework de “digital mastery” (“domínio digital”), da Capgemini, apresentada no relatório, apenas 31% dos bancos e 27% das seguradoras são considerados “digital masters” ou “mestres digitais”, enquanto 50% e 56%, respectivamente, são classificados como iniciantes.

Os executivos também criticaram a falta de uma visão convincente para a transformação digital dentro de suas organizações. Apenas 34% dos entrevistados nos bancos e 24% nas seguradoras concordaram com a afirmação de que “nossa visão de transformação digital se alinha com o das unidades organizacionais internas”, enquanto apenas 40% e 26%, respectivamente, falam que “há um roadmap de alto nível para a transformação digital”.

A transformação bancária tomou o centro do palco, enquanto o mercado de seguros coloca o foco na automação

Embora as jornadas de transformação digital dos bancos estejam bem encaminhadas, o setor chegou a uma encruzilhada, cita o relatório, ao tentar atender às crescentes expectativas digitais dos clientes, gerenciar as pressões de custo e competir com as novas empresas de tecnologia. Menos da metade dos bancos (38%) afirmam ter as capacidades digitais e de liderança necessárias para a transformação digital. Mas o setor de seguros está se recuperando, com apenas 30% reivindicando ter os recursos digitais necessários e 28% admitindo ter os recursos de liderança necessários.

O setor bancário, no entanto, ultrapassa os setores de serviços não financeiros em recursos como experiência do cliente, capacitação da força de trabalho e alinhamento da tecnologia com os negócios. Dentre as empresas bancárias, 56% delas disseram que usam analytics para um marketing mais eficaz – em comparação com 34% de seguros e 44% do setor de serviços não financeiros. Mais da metade (53%) das organizações bancárias também afirma que o aprimoramento e a reciclagem de suas habilidades digitais são uma prioridade para elas, comparado com 32% para seguros e 44% para serviços não financeiros.

Um ponto de vantagem para as seguradoras é a automação operacional, com 42% dos executivos afirmando que usaram RPA (automação de processos robóticos, na tradução), contra 41% dos bancos e 34% relatando o uso de inteligência artificial nas operações – em comparação com 31% dos executivos de bancos.

Mais desafios à frente

Por outro lado, a inovação do modelo de negócios, definição de uma visão e propósito claros, cultura e engajamento são alguns pontos que são desafiadores tanto para o setor bancário quanto para o de seguros. Apenas 33% das seguradoras e 39% das organizações bancárias lançaram novos negócios baseados em tecnologias digitais, enquanto 41% do setor de serviços não financeiros o fizeram.

Enquanto o setor bancário está em linha com a média dos serviços não financeiros, apenas cerca de um terço (34%) dos bancos tinham uma visão digital alinhada com suas unidades organizacionais. O seguro está ainda mais atrasado, com apenas um quarto (24%) tendo uma visão abrangente. Também em termos de aspectos culturais, apenas 33% dos bancos e 25% das organizações de seguros acreditavam que seus líderes estavam adotando novos comportamentos necessários para a transformação digital, em comparação com os 37% nas organizações de serviços não financeiros.

“Esta pesquisa mostra que uma verificação da realidade ocorreu em todo o mercado de serviços financeiros, já que os executivos agora entendem a verdadeira extensão do desafio da transformação digital. Em um ambiente de crescente competição e expectativa do consumidor, a visão é muito diferente da de alguns anos atrás, e não surpreende que grandes organizações tenham se tornado mais realistas sobre suas capacidades”, disse Anirban Bose, CEO da Capgemini’s Financial Services e membro da Conselho Executivo do Grupo.

“Ao mesmo tempo, esse é um alerta para que bancos e seguradoras reexaminem seus modelos de negócios. O modelo operacional do futuro é colaborativo, inovador e ágil. Os “digital masters” que analisamos estão trabalhando com um ecossistema de parceiros terceirizados, desenvolvendo e testando ideias mais rapidamente sob um modelo de MVP (Model View-Presenter) e alimentando uma cultura de inovação e experimentação de baixo para cima. A maioria das empresas de serviços financeiros precisa aprender com o pequeno grupo de inovadores genuínos em seu campo”, concluiu Bose.

O relatório pode ser baixado aqui.

Metodologia

O Instituto de Pesquisa da Capgemini entrevistou 1.338 líderes empresariais no nível de gerentes ou acima de 757 organizações, com 71% das organizações relatando receitas de mais de US$ 1 bilhão no ano fiscal de 2017. No setor de serviços financeiros, pesquisou 369 líderes empresariais no nível de gestores ou acima, em 213 organizações de serviços financeiros. Além disso, o setor bancário representa 200 entrevistados em 125 organizações e o de seguros inclui 169 entrevistados em 88 organizações.

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Rede Cigam projeta duplicar seu tamanho até 2021

A Rede Cigam, fornecedora de software de gestão empresarial (ERP, CRM, RH, PDV, BPM, Mobile e BI) projeta duplicar seu tamanho em três anos. A companhia cresceu 15% em 2018, ano em que concluiu sua preparação para este desenvolvimento planejado e sustentável e investiu mais de 6 milhões em inovação e transformação digital. Uma estratégia sólida tendo como principais pilares o aumento e qualificação dos parceiros comerciais em todo o território nacional.

Para sustentar este crescimento a companhia está ampliando sua capilaridade e planeja oito novos parceiros. Segundo o CEO da Cigam, Robinson Klein, a empresa conta com revendas em diversos estados, que correspondem por 70% do faturamento da empresa.

“Em um ano difícil como 2018 a operação cresceu 15%. Só no último trimestre registramos um crescimento de 250% em vendas se comparado com o primeiro trimestre do ano, e nossos parceiros registraram aumento médio de 25% no faturamento em relação a 2017. Estes números mostram que a confiança do mercado está voltando e, por isso, estamos com um plano de ação para aproveitarmos as oportunidades apostando na qualificação e ampliação da nossa rede de parceiros”, explica Klein.

Rebel é uma das empresas selecionadas pelo Google Launchpad Accelerator

No último dia 11, o Launchpad Accelerator, programa de aceleração do Google, anunciou oito startups brasileiras que participarão de seu programa de mentorias e conexões globais. Entre as empresas anunciadas, está a Rebel, plataforma online de crédito pessoal.

Essa é a terceira vez que o Launchpad Accelerator desenvolve uma seleção específica para o Brasil e, para esta edição, foram selecionadas empresas que aplicam o machine learning em seus negócios, focando na área de comércio eletrônico, finanças, educação e saúde.

A fintech Rebel se diferencia por utilizar Machine Learning e Big Data para oferecer propostas de crédito personalizadas, que levam em consideração mais de 2 mil variáveis para calcular taxas e parcelas de acordo com o perfil de cada cliente. Além disso, é a única do mercado a utilizar blockchain para certificação dos contratos, o que traz maior segurança aos empréstimos.

“Pensando no enorme desafio que temos, faz todo o sentido atuarmos em conjunto com referências mundiais como o Google. Receber apoio, tanto em infraestrutura quanto em conhecimento, é fundamental para entregarmos um produto cada vez melhor de tal forma a quebrarmos o ciclo dos juros abusivos em nosso país.”, conta Roberto Ono Filho, Chief Data Scientist da Rebel.

Junto das outras sete startups selecionadas, a Rebel começará a trabalhar com o Google em abril. O Launchpad Accelerator vai até o final de junho.

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Indo além da “página 2” da Transformação Digital

Por Carlos Netto, CEO da Matera

O termo “transformação digital” vem ganhando cada vez mais força mas, ainda, é uma grande incógnita para muitas empresas, que não entendem a importância do investimento e a abrangência das mudanças necessárias para trilhar este caminho. Por isso, vale a reflexão: mas, afinal, o que é transformação digital e o que ela traz de bom para as empresas?

Certas companhias ainda têm a rasa visão de que desenvolver um aplicativo móvel ou estar presente nas mídias sociais a torna “digital”. Entretanto, tal jornada é bem mais complexa do que isso, e exige mudanças dentro da corporação, que vão muito além da questão tecnológica. Transformação digital é uma revisão (ou reconstrução) do modelo de negócio atual, é abrir mão do DNA antigo e de estruturas engessadas e enxergar além. Só assim os executivos passarão a entender qual potencial que se têm em mãos e gerar, de fato, maior valor ao business. É preciso atingir os hábitos de consumo dos principais executivos da empresa para gerar essa mudança. Se eles não forem digitais, consequentemente a empresa também não será.

Só para entender esse enorme potencial, muitas empresas, que já nasceram com este “DNA digital”, valem, atualmente, mais do que o negócio original como é o caso, por exemplo, do PagSeguro, criado pelo UOL, e do PayPal, spin-off do eBay. Outras empresas também se encaixam nesse modelo, gerando conflitos com os incumbentes, organizações tradicionais engessadas, como é o caso de Uber x Cooperativas de Táxi, Netflix x TVs por assinatura e, inclusive, Nubank x Bancos convencionais.

No mercado financeiro, essa onda de transformação, na minha opinião, vem com a grande tendência das empresas que já possuem redes de distribuição bem estabelecidas, como as varejistas, criarem suas próprias fintechs. Diferentemente de uma startup, que precisa conquistar clientes para ter escala, várias empresas já possuem uma extensa carteira de clientes e só precisam da inclusão desses serviços em sua oferta para ampliarem ainda mais suas possibilidades de negócios.

Neste cenário, temos empresas com centenas de milhares de pontos de venda com os quais nos relacionamos toda semana. Se elas montam uma plataforma própria de contas digitais, direcionando todas as transações do ponto de venda para tais contas, temos como benefícios a redução dos custos de cobrança (fim dos intermediários de pagamento), a diminuição da inadimplência e, também, a possibilidade de oferecer crédito – e outros produtos financeiros – para sua base de clientes de forma mais competitiva do que os grandes bancos. Um bom exemplo de empresa que entendeu a real importância e se antecipou a este movimento foi o Grupo Martins, que vem implementando este modelo através do seu banco, o Tribanco, que agora oferece contas digitais para os consumidores da rede de supermercados parceiros.

Em geral, essas empresas, varejistas ou distribuidores em seu DNA, poderão aproximar os pequenos e médios bancos do mercado B2B ou B2C, ampliando muito a oferta de crédito e de outros produtos financeiros. Os bancos, por sua vez, vão continuar a oferecer produtos financeiros, mas muitos irão fazê-lo através de marketplaces não financeiros, que possuem relacionamento mais próximo como cliente final e possuem uma conta digital própria para liquidação das operações. Tudo indica que haverá uma guerra entre as “e-wallets universais”, como Apple Pay e Samsung Pay, associadas aos players tradicionais (emissores, adquirentes e bandeiras) e as “e-wallets proprietárias”, fornecidas por estes novos entrantes.

Em resumo, as “fintechs embarcadas”, que funcionam dentro de outras empresas, devem ser uma grande tendência nos varejistas, distribuidores, indústria de consumo e todos os outros grandes grupos econômicos que controlam muitas transações. Estes sim têm enorme potencial de brigar com os bancos. Como consequência, pode ser um período duro para as fintechs “puras”, que possivelmente serão vendidas ou deverão buscar estabelecer parcerias para acelerar o processo dos players que já controlam muitas transações. Claro que os grandes bancos, vendo este movimento como inevitável, podem se aliar com estas empresas e apoiar na criação das “fintechs embarcadas”, tendo no varejista um grande parceiro para seus produtos financeiros. Este movimento pode resultar em “guerra” ou em “parceria”. O futuro dirá!

Carlos Netto, CEO da Matera, empresa de tecnologia para os mercados financeiro, varejista e de riscos

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Avanço Tecnológico: passado, presente e futuro

Por Lucas Cordeiro, Head de Vendas da Pipefy

Os seres humanos estão no planeta Terra há aproximadamente 300 mil anos. Em todo esse tempo neste planeta maravilhoso e cheio de recursos, os humanos nunca viveram esse boom de avanço tecnológico que está sendo vivenciado hoje. Existem várias razões do motivo disso estar acontecendo, mas eu sempre gosto de reforçar duas: conforme o tempo passa, o conhecimento está cada vez mais acessível, e evolução e avanço geram mais evolução e avanço.

Em eras passadas, era extremamente difícil passar conhecimento de geração para geração, muito porque não haviam línguas evoluídas, apenas sinais e gestos. A primeira língua foi criada pelos Sumérios, por volta de 3 mil a.C. Se colocarmos isso em um gráfico de linha do tempo, vai lhe causar a seguinte reação: “Uau, isso é muito novo!”.

Sim, é muito novo e o seu desenvolvimento é empolgante. É muito mais fácil fazer-se entender quando você fala com alguém que fala sua língua nativa, certo? Mas o que realmente mudou o jogo foi a invenção da imprensa, pelo alemão Gutenberg, em 1.440 d.C. Antes disso, impressões eram feitas praticamente apenas em madeira, o que não era nada escalável. A imprensa fez com que o conhecimento se espalhasse muito mais rápido por meio de livros e, como você bem sabe, ler faz as pessoas ficarem mais espertas. E se você pensa que a língua era relativamente nova, a imprensa foi inventada praticamente “ontem”.

Com o boom do conhecimento, veio a Revolução Industrial, e a imprensa, que era operada manualmente, foi substituída por uma prensa mais automatizada, permitindo a impressão em escala industrial. As pessoas poderiam pensar que a evolução humana estava quase no seu pico neste momento, mas foi no século XX que as coisas realmente decolaram. Carros por todos os lados, aviões voando nos céus, os computadores começaram a mostrar suas supremas capacidades de cálculo, o homem pisa na Lua e, no meio dos anos 90, a internet popularizou-se…

Livros impressos eram rápidos de se passar conhecimento. Mas a internet? Ah, a internet é muito mais rápida. Na verdade, com a internet é possível passar conhecimento, ao vivo, para uma pessoa fisicamente localizada do outro lado do mundo. Nesse momento, por exemplo, você está adquirindo conhecimento de um artigo que está lendo na internet. As coisas evoluíram muito rapidamente!

Por exemplo, imagine levar um homem do ano 1.700 d.C. para os dias de hoje. Ele realmente ficaria em choque com o que veria. O mundo que ele estava acostumado a viver teria mudado insanamente: carros, aviões, celulares, internet. Mas aqui vai o fun fact: para esse cara de 1.700 d.C. causar em outro ser humano o mesmo nível de choque, ele teria que trazer uma pessoa do ano 12.000 a.C. para o ano de 1.700 d.C. Sim, você leu corretamente. E para uma pessoa do ano 12.000 a.C. chocar alguém da mesma forma, ele teria que trazer alguém do ano 120.000 a.C.

Isso tudo ocorre por conta de uma regra simples: se aprendermos e passarmos o conhecimento rapidamente, a evolução é impulsionada. E, conforme o tempo passa, isso parece acontecer cada vez mais rápido. Então, o que nos espera? Eu imagino algo como isso:

É bem importante que você entenda a exponencialidade da evolução. Se você entender isso, vai ficar impressionado com o que as mentes mais brilhantes do mundo estão trabalhando em relação à Inteligência Artificial, que, na minha opinião, pode ser a nova grande revolução da humanidade.

Vou me usar como exemplo. Se eu pudesse voltar no tempo e falar para o meu “eu do passado” como o mundo é hoje, eu provavelmente não acreditaria em mim mesmo. Quando eu nasci, em 1988, computadores estavam começando a ser “algo”, assim como a Internet. Não haviam smartphones. O conhecimento era basicamente compartilhado por meio de livros e enciclopédias. Hoje eu posso perguntar ao Google “quem inventou a escrita?” e receber uma resposta instantânea. Eu posso ouvir as músicas que eu gosto sem ter que comprar CDs ou vinis.

Agora vamos usar nossa máquina do tempo de novo: se você pudesse trazer o seu “eu do futuro” para os dias de hoje, o que você acha que ele diria? Quem pode adivinhar o que os próximos 30, 50, 70 anos vão parecer? Eu realmente acredito que tem muito a ver com Inteligência Artificial.

Existem três tipos de AI (artificial intelligence):

Artificial Narrow Intelligence (ANI), traduzido como Inteligência Artificial Específica, que é uma forma de AI especializada em algo (Pôquer, por exemplo; ela sabe tudo sobre Pôquer, é genial jogando Pôquer, mas não faz nada além disso);

Artificial General Intelligence (AGI), traduzido como Inteligência Artificial Geral, muito referenciada como Inteligência de Nível Humano. AGI poderia performar qualquer coisa que um humano seria capaz de fazer. AGI ainda não existe.

Artificial SuperIntelligence (ASI) é, como definida pelo professor de Oxford e uma das mentes mais brilhantes relacionadas a AI, Nick Bostrom, “um intelecto muito mais inteligente que os melhores cérebros humanos em praticamente todos os campos, incluindo ciência criativa, conhecimentos gerais e técnicas sociais”.

Hoje, o mundo está cheio de ANI. Você encontra ANI em carros autônomos, quando está comprando algo online e a AI te oferece produtos similares, Siri, Google Tradutor, entre outros. Estamos perto de alcançar AGI. Os especialistas mais pessimistas acreditam que é mais provável que tenhamos AGI do que não tenhamos no ano de 2075. Os mais otimistas visualizam um mundo com AGI em 2040. Volte aos gráficos deste artigo e veja o quão perto estamos.

AGI pode mudar o jeito como vivemos hoje. Ela vai substituir muitos trabalhos humanos, então algumas mentes já estão, inclusive, pensando em distribuição global de renda, o que provavelmente será um problema no futuro. Além do mais, AGI irá ajudar vários setores, como a medicina, tecnologia, indústria e outros. Pense nas coisas incríveis que a AGI poderia trazer.

OK, isso é legal. Mas ASI é bem mais legal. E o caminho para chegar lá é extremamente difícil, excitante e também preocupante, de algumas formas.

Como atesta Nick Bostrom, “ASI seria um intelecto muito mais inteligente que os melhores cérebros humanos”. Para um melhor entendimento deste conceito, eu gosto de usar a imagem da Escada da Inteligência, que coloca os seres humanos como criaturas superiores a formigas, galinhas e macacos. E, claro, nosso cérebro é realmente muito mais evoluído que o desses animais, então a escada se parece com isso:

O mais incrível sobre ASI, é que quanto mais esperta ela fica, mais rápido o poder dela aumenta a sua própria inteligência. Essa é a parte em que se torna excitante e preocupante ao mesmo tempo. Você consegue imaginar uma AI autoevoluindo? Ela pode encontrar conhecimento de uma maneira fora de nossa compreensão. Mesmo que a ASI quisesse tentar nos ensinar algo, seria difícil, porque provavelmente ela falaria de coisas que nós nem ao menos entendemos. Imagine esta situação como se você tentasse ensinar física quântica ao seu cachorro. Ele não entenderia e as pessoas ririam de você ao vê-lo tentar fazer isso.

Especialistas estão convencidos de que chegaremos lá. A principal preocupação e desafio que eles enxergam é como criar uma ASI que pudesse ser controlada, algo gerenciável. Uma das mentes mais brilhantes que já passou pela Terra, Stephen Hawking disse: “O desenvolvimento de uma inteligência artificial completa poderia desencadear na extinção humana”. O Professor Hawking disse que a inteligência artificial básica que já desenvolvemos mostrou-se muito útil, mas ele teme as consequências da criação de algo que poderia igualar ou até passar os humanos.

Por outro lado, Ray Kurzweil, autor norte-americano, cientista da computação, inventor, futurista e Diretor de Engenharia do Google diz para que não temamos a inteligência artificial: “AI não está em uma ou duas mãos; está em 1 ou 2 bilhões. Uma criança na África com um smartphone tem mais inteligência ao acesso de informações do que o presidente dos Estados Unidos tinha 20 anos atrás. Conforme AI continua a ficar esperta, seu uso também crescerá. Virtualmente a capacidade mental de todos será aumentada em uma década”. Basicamente o que ele diz é que, com o crescimento exponencial da AI, os humanos crescerão na mesma proporção.

Kurzweil complementa: “AI hoje está avançando nos diagnósticos de câncer, encontrando curas, desenvolvendo energias renováveis, ajudando a limpar o ambiente, provendo educação de alta qualidade para pessoas do mundo todo, ajudando os deficientes e contribuindo em uma série de outras forma. Temos a oportunidade nas próximas décadas de dar grandes passos para enfrentar os grandes desafios da humanidade. AI vai ser a tecnologia pivô em alcançar esse progresso. Temos um imperativo moral para realizar essa promessa enquanto controlamos o perigo. Não será a primeira vez que conseguimos fazer isso”.

Eu concordo com o Ray. E estou ansioso para viver este futuro.

Bons tempos estão chegando!

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Sirius, o novo acelerador de partículas brasileiro, tem sua primeira volta de elétrons

Em seu interior, a equipe responsável pela instalação dos aceleradores de partículas atingia mais um marco para a implantação do Sirius: a primeira volta completa de elétrons no segundo, dentre os seus três aceleradores: o booster. Trata-se de um equipamento finamente ajustado, ao longo do qual os elétrons devem percorrer uma trajetória com precisão micrométrica.

O Sirius possui três aceleradores de elétrons, que são responsáveis por gerar a luz síncrotron. Após a produção e aceleração inicial dos elétrons no primeiro acelerador (chamado de Linac), é no Booster que os elétrons circulam para ganhar cada vez mais energia, até que atinjam os níveis adequados para que possam gerar a tão desejada luz síncrotron. Quando estão “prontos”, os elétrons são depositados no acelerador principal, onde permanecem por longos períodos de tempo e dão quase 600 mil voltas por segundo.

Os próximos passos incluem a conclusão da montagem do terceiro acelerador de partículas e das primeiras estações de pesquisa. O marco de abertura da nova fonte de luz síncrotron para pesquisadores de todo Brasil e do mundo está prevista para 2020.

Sirius

O Sirius é o maior projeto da ciência brasileira, uma infraestrutura de pesquisa de última geração, estratégica para a investigação científica de ponta. Sirius será um laboratório com instalações de pesquisa abertas às comunidades científica e industrial, que permitirá a busca de soluções para problemas globais em áreas como saúde, agricultura, energia e meio ambiente.

Sirius é uma fonte de luz síncrotron, um grande equipamento científico composto por três aceleradores de partículas com a função gerar esse tipo especial de luz.

A luz síncrotron é um tipo de radiação eletromagnética que se estende por uma faixa ampla do espectro eletromagnético – luz infravermelha, ultravioleta e raios X. Essa luz de altíssimo brilho é capaz de revelar estruturas, em alta resolução, dos mais variados materiais orgânicos e inorgânicos, como proteínas, vírus, rochas, plantas, ligas metálicas e outros.

Na agricultura, a luz síncrotron pode ser usada para análise do solo, para o desenvolvimento de fertilizantes mais eficientes e baratos e, ao mesmo tempo, menos agressivos ao meio ambiente e à saúde. Fontes de luz têm aplicação, também, no mapeamento da concentração, biodisponibilidade e localização de nutrientes em espécies vegetais.

Na área de energia, o uso de síncrotron permite o desenvolvimento de novas tecnologias de exploração de petróleo e gás natural, e no entendimento e desenvolvimento de materiais e sistemas para células solares, células combustível e baterias, bem como nas pesquisas de novos materiais mais leves e eficientes.

Na área da saúde, pesquisas feitas com síncrotron são fundamentais para identificação das estruturas de proteínas e unidades intracelulares complexas, etapa importante no desenvolvimento de novos medicamentos, assim como no desenvolvimento de nanopartículas para o diagnóstico de câncer e combate a vírus e bactérias.

A nova fonte permitirá a realização de experimentos hoje impossíveis no País, abrindo novas perspectivas de pesquisa em diversas áreas estratégicas.

Aceleradores de Elétrons

A luz síncrotron é produzida em aceleradores de partículas quando elétrons, acelerados a velocidades próximas à velocidade da luz, tem sua trajetória desviada por campos magnéticos. Aceleradores de partículas são grandes máquinas capazes de produzir e controlar o movimento de partículas carregadas de alta energia em velocidades próximas à velocidade da luz.

Uma fonte de luz síncrotron é composta por três aceleradores de partículas: um Acelerador Linear (ou Linac), um Acelerador Injetor (ou Booster) e o Acelerador Principal, chamado de Anel de Armazenamento. O Linac é responsável pela produção do feixe de elétrons e por sua aceleração inicial, enquanto o Booster é responsável pela aceleração dos elétrons até a energia de operação do acelerador principal. Este último, conhecido como Anel de Armazenamento, é responsável por manter os elétrons em movimento por longos períodos de tempo, enquanto produzem a Luz Síncrotron.

Passo a passo do Projeto

Em novembro de 2018, foi entregue a primeira etapa do Sirius, que compreendeu a conclusão das obras civis e a entrega do prédio que abriga toda a infraestrutura de pesquisa, além da conclusão da montagem dos dois primeiros aceleradores de elétrons.

O Sirius é abrigado em um prédio de 68 mil metros quadrados. Sua estrutura foi projetada e construída para atender padrões de estabilidade mecânica e térmica sem precedentes. No Sirius, a demanda por estabilidade e prevenção de vibrações demandou que abaixo dos aceleradores fosse construído um piso em uma única peça de concreto armado, de 90 cm de espessura e com precisão de nivelamento de menos de 10 milímetros. A temperatura na área dos aceleradores não poderá variar mais que 0,1 grau Celsius.

A entrega da segunda etapa do projeto inclui o início da operação do Sirius e a abertura das seis primeiras estações de pesquisa para a comunidade científica. O projeto completo inclui outras sete estações de pesquisa (denominadas “linhas de luz”), que deverão entrar em operação por volta de 2021.

O equipamento poderá comportar até 38 estações experimentais. Sirius foi também desenhado para permitir novos “upgrades” no futuro, que prolongarão sua vida útil e o manterão na fronteira do conhecimento.

Financiamento e Indústria Nacional

O projeto completo – que inclui o prédio, as três estruturas aceleradoras (acelerador linear, booster e acelerador principal), 13 estações de pesquisa, além de toda mão de obra – demanda investimentos de 1,8 bilhão. Este valor está sendo financiado pelo Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

Projetado por brasileiros, o Sirius teve até agora cerca de 85% de seus recursos investidos no País, em parceria com empresas nacionais. Para sua construção foram estabelecidos contratos com mais de 300 empresas de pequeno, médio e grande portes, das quais 45 estão envolvidas diretamente em desenvolvimentos tecnológicos, em parceria com o LNLS e o CNPEM. Este número não inclui as contratações para as obras civis do Sirius, gerenciadas diretamente pela construtora contratada.

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O CIO do futuro assume papel mais estratégico e de maior protagonismo, aponta pesquisa da Deloitte

Promover a fluência da tecnologia dentro das organizações, aumentar a sinergia da TI com as demais áreas e se tornar um cocriador de negócios são algumas das atribuições de um líder de tecnologia abordadas ao longo da CIO Survey, realizada pela Deloitte pelo terceiro ano consecutivo, que entrevistou 1.437 líderes de tecnologia de empresas no mundo todo, de 23 setores econômicos. Deste total, 124 são profissionais brasileiros. O estudo traz o cenário atual, oportunidades de transformação e mudanças pelas quais deve passar o líder de tecnologia para que sua função permaneça relevante.

Um dos fatores avaliados na pesquisa diz respeito à missão do CIO e aquela apontada como a principal, é unânime: transformar ou melhorar as operações dos negócios. Em seguida, os líderes de tecnologia ao redor do mundo consideram que impulsionar a receita e o resultado faz parte de sua missão, enquanto que os representantes nacionais veem a redução dos custos operacionais e/ou de produção como segunda missão mais importante de seu trabalho. Outro dado que chama a atenção no levantamento é que 40% dos respondentes lideram o desenvolvimento da estratégia digital, globalmente. Por sua vez, no recorte Brasil, apenas 26% estão à frente dessa estratégia.

“A pesquisa nos dá importantes insights e mostra que aqui no Brasil há ainda um longo caminho a percorrer, como o dado de que o CIO não lidera, na maior parte das empresas, a estratégia digital. Creio que, antes de tudo, exigirá uma mudança de cultura e um protagonismo maior do profissional, que deverá aliar seu conhecimento técnico a uma visão mais holística do negócio”, explica Fabio Pereira, sócio da área de Consultoria em Tecnologia e líder do programa de CIO.

Em relação à sinergia da área com as demais de uma organização, operações e finanças são as áreas com as quais os CIOs da amostra brasileira têm o relacionamento mais forte, registrando 72% e 66%, respectivamente. No entanto, o relacionamento com a área de riscos merece ser mais fortalecido entre os respondentes do Brasil (relacionamento forte para 47% dos respondentes) em comparação com a amostra global (71% consideram o relacionamento da TI com a área de riscos forte). Além disso, riscos de TI e segurança cibernética são significativamente menos abordadas em reunião do conselho entre os respondentes do Brasil (36%) do que entre a amostra global (53%).

No que diz respeito ao cerne da pesquisa – habilidades esperadas dos líderes de tecnologia e as evoluções pelas quais a área passará no futuro próximo – seis fatores devem funcionar como guias de próximos passos das organizações:

Cocriadores de negócios

Os CIOs desejam ir além de seu papel tradicional. É o que apontam 70% dos entrevistados na pesquisa global. De acordo com eles próprios, o CIO terá um papel mais importante no direcionamento digital nos próximos três anos. Ainda, o profissional de TI espera destinar uma parcela maior de seu tempo (dos 37% atuais para 72% idealmente) a se tornar um cocriador de negócios. No entanto, em menos da metade das empresas pesquisadas no Brasilas áreas de negócios e de TI possuem processos conjuntos de investimentos.

Força do capital humano em TI

Construir equipes de alto desempenho e entregar uma grande mudança organizacional estão entre as principais habilidades necessárias para o sucesso do CIO no futuro. Esse resultado indica que os CIOs esperam atuar de forma ainda mais abrangente e integrada com outras áreas para o fortalecimento da estratégia de negócios da organização.

Integração dos investimentos

No que tange aos investimentos para a área, apenas 38% indicaram ter processos de investimentos em TI bem definidos. Esse resultado indica que os CIOs têm a oportunidade de serem mais diligentes no estabelecimento da governança do investimento em tecnologia. E apesar dos desafios do cenário econômico brasileiro, 40% das chamadas empresas de vanguarda no Brasil esperam aumentar o seu orçamento destinado à inovação. No entanto, esse alto percentual não se reflete nas empresas mais tradicionais (21%), tampouco nas globais de vanguarda (26%) e comuns (18%).

Novo perfil para o líder de tecnologia

Para conduzir a transformação da área de TI e assumir um papel mais estratégico e integrado na organização, novas habilidades – como flexibilidade cognitiva, inteligência emocional e criatividade tendem a ser as mais buscadas pelas lideranças nos próximos três anos. Isso indica um papel mais negociador e com foco nas habilidades pessoais para que o profissional de TI possa potencializar o ganho técnico advindo com os novos sistemas e processos.

Habilidades necessárias

Dentre as habilidades necessárias para o sucesso de um CIO, promover a fluência da tecnologia – a capacidade de entender amplamente e discutir com confiança os conceitos de TI – junto aos demais executivos e colaboradores da organização é fator-chave para ajudar a criar uma base de conhecimento compartilhada e otimizar o impacto da tecnologia.

“Por exemplo, os líderes empresariais que entendem os conceitos e benefícios fundamentais das soluções de tecnologia podem ter maior probabilidade de aprovar e obter recursos para conduzir essas iniciativas. Desenvolvedores, estrategistas, executivos de vendas e profissionais de marketing podem colaborar de forma mais eficaz em produtos e ferramentas do cliente”, avalia Pereira.

Modernizar para inovar

A modernização dos sistemas legados de Enterprise Resource Planning (ERP) para novas gerações é a principal área de foco em relação a plataformas corporativas entre as organizações entrevistadas no Brasil. Este foco na modernização dos ERPs existentes é importante para que as empresas possam obter agilidade para inovar e escalar. No entanto, os CIOs devem expandir seus esforços de modernização considerando iniciativas de digitalização de finanças, de redes de suprimento digital e de serviços globais do negócio.

Tecnologias emergentes

Uma constatação que a CIO Survey nos traz é que compreender tendências de mercado e disrupturas, usar cases de sucesso como referência e estabelecer parcerias são as principais expectativas na exploração de tecnologias novas e emergentes para os negócios”, ressalta o executivo.

Por exemplo: no Brasil, a adoção de tecnologias em nuvem é realizada com o propósito de reduzir custos (74%), enquanto que na amostra global a principal razão é o ganho de escala. Em 2016, 17% da amostra global apontaram foco em tecnologias emergentes e, em 2018, esse número cresceu para 40%.

“A conclusão a que chegamos é que o papel do diretor de tecnologia da informação está se expandindo para além de ser um defensor da tecnologia em si. À medida que as organizações se tornam cada vez mais digitais, o CIO precisará se tornar um parceiro que ajude a moldar os negócios”, finaliza o executivo.

Metodologia

Mais de 3.500 CIOs e de 300 CXOs de 71 países participaram da CIO Survey 2019, encerrando um ciclo de mais de 10 anos de publicações deste projeto, que virou uma trilogia a partir de 2015: Criando o Legado (2015), Travessia do Legado (2016-2017) e Manifestando o Legado (2018).

De forma geral, todos focaram nesta grande transição que o papel do CIO teve nos últimos cinco anos, permitindo uma grande reflexão sobre os profissionais que usam extensivamente a tecnologia, tais como CMOs, CDOs, CTOs, CIOs e outros. Durante este tempo, o CIO precisou entender e definir qual seria seu legado, como operá-lo e como evoluí-lo, sempre buscando entender sua posição no mercado, na empresa e em sua carreira, bem como suas habilidades e atuações.

Para a edição deste ano no Brasil, 75 líderes de tecnologia e 49 líderes de negócios revelaram o estado atual da função de CIO e o que será necessário para que a função se mantenha relevante nos próximos anos. Por sua vez, a amostra global contou com 1.116 líderes de tecnologia e 321 líderes de negócios. Ao todo, são 23 setores representados no estudo.

Confira 25 vagas de emprego em startups de tecnologia

Segundo a Associação Brasileira de Startups (ABStartups), em todo o Brasil, estima-se que existam cerca 6 mil startups — mais do que o dobro registrado há seis anos. Com o mercado em plena ascensão, muitos profissionais enxergam no universo dessas empresas uma alternativa ao modelo tradicional de emprego, seja pelo foco na inovação e o uso da tecnologia como base de suas soluções ou pelo próprio modelo de trabalho: sempre mais informal.

Se você planeja vivenciar na prática a experiência de trabalhar em um startup, selecionamos, abaixo, 25 oportunidades abertas para diferentes perfis de profissionais. Confira:

GUPY (São Paulo)

O que faz: A Gupy é líder de recrutamento com base em Inteligência Artificial e Machine Learning no Brasil. Utilizando Inteligência Artificial e People Analytics, a startup realiza gestão de candidatos, vagas e triagem automatizada, com o objetivo de tornar o recrutamento mais eficiente e melhorar a experiência dos candidatos, gestores e profissionais da área de RH.

Oportunidades: para as vagas efetivas (12), procura-se profissionais para ocupar os cargos de Analista de SEO e Desenvolvimento, Suporte T.I. Júnior, Account Enterprise, Cientista de Dados, Coordenador de Conteúdo, DevOps Engineer, Especialista em Projetos de Implementação, Gerente de Sucesso, Head Comercial, Desenvolvedor de Back-end Node.js, Front-end React.js e Full Stack Node.js e React.js. Para as vagas de estágio, o estudante ocupará o cargo de Customer Experience e Business Intelligence em Customer Success.

O que a empresa oferece: vale alimentação, plano de saúde, desconto no Gympass, horário flexível e não exige dress code.

Como se candidatar: o interessado deve acessar o site oficial.

GRUPO THINKSEG (São Paulo)

O que faz: O Grupo Thinkseg é um marketplace de seguros independente que endereça toda a cadeia da indústria com inovação e tecnologia: desde a aquisição de clientes, à formulação, precificação e distribuição de produtos e serviços, até o atendimento ao cliente.

Oportunidades: o Grupo oferece duas vagas, uma para Assistente de Implantação (Seguro Saúde) e outra para Assistente Técnico de Seguros.

O que a empresa oferece: vale refeição, vale transporte, seguro de vida e seguro saúde, seguro odontológico.

Como se candidatar: o interessado deve enviar o currículo para o e-mail: rh@thinkseg.com.

CASAFY (São Paulo)

O que faz: No início de 2019, o portal de venda e aluguel de imóveis Casafy iniciou uma nova fase no País, após a aquisição da operação argentina pela OLX, e a entrada de fundos internacionais, como Telor, da Áustria, e Morcote, da Estônia, como sócios majoritários. Com operações no Brasil, Chile e México o portal conta com mais de 2 milhões de imóveis cadastrados e mais de 9000 imobiliárias clientes.

Oportunidades: as vagas abertas são para Back-end Sênior Developer, Growth Hacker e Web Designer.

O que a empresa oferece: Contratação CLT, Plano de saúde e odontológico, ticket refeição, salário competitivo e bônus nos resultados da empresa.

Como se candidatar: o interessado deve se candidatar através do Linkedin da empresa.

UMCLUB (Rio de Janeiro)

O que faz: O aplicativo Umclub é uma solução completa para shoppings, uma fintech que oferece serviços de crédito, fidelização, meios de pagamentos, marketplace e big data, com foco em ajudar o varejo a atrair, conquistar e manter seus clientes, potencializando negócios e combinando novas tecnologias.

Oportunidades: as vagas abertas são para estágio em Designer e em Comunicação e Marketing, ambas no Rio de Janeiro.

O que a empresa oferece: horário flexível e bolsa auxílio compatível com o mercado.

Como se candidatar: o candidato deve enviar seu currículo para daniel@umclub.io.

FACILY (São Paulo)

O que faz: A Facily é uma startup de compras online que conecta os melhores preços aos usuários, com entrega rápida. Com operação em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Fortaleza e Salvador no segmento de beleza e bem-estar (delivery de manicure, pedicure, design de sobrancelha, cabelos, maquiagem, massagem e depilação), restaurantes e compras online, o app deve expandir suas ofertas e operações por todo o país, em breve.

Oportunidade: a vaga aberta é para o cargo de Marketing Analyst.

O que a empresa oferece: benefícios compatíveis com o mercado.

Como se candidatar: o candidato deve enviar apenas o link do seu linkedin para contato@faci.ly.

ARQUIVEI (São Carlos)

O que faz: A Arquivei é uma empresa que fornece plataforma de monitoramento, gestão e inteligência de documentos fiscais. Criada em 2014, surgiu para suprir uma dificuldade das empresas na gestão mais eficiente de seus dados fiscais.

Oportunidades: As vagas em aberto são para Coordenador de Inbound Marketing, Lead de Comunicação e Back End Engineer.

O que a empresa oferece: benefícios compatíveis com o mercado.

Como se candidatar: o candidato deve se candidatar pelo site de vagas da empresa.

Geração X: é possível entrar no mercado digital?

Por Andrea Tedesco, Mentora de Carreiras da Digital House

Com o mundo em constante transformação, fica cada vez mais difícil não se tornar digital. Já para a Geração Y – nascida entre os anos 80 e 90 – essa não é uma realidade tão complicada assim, afinal, essas pessoas acompanharam de perto o processo de digitalização do mundo. Mas como profissionais da Geração X – nascida entre os anos 60 e 80 – podem conseguir as habilidades e competências necessárias para entrar no mundo da tecnologia?

Não existe perfil certo para ingressar no mercado digital uma vez que entendemos que o mundo está caminhando para essa digitalização. As pessoas precisam primeiro atualizar a forma de encarar sua carreira e entender qual é o futuro do trabalho. Tudo aquilo que é parametrizável, linear e mensurável deverá, realmente, ser substituído por robôs. Isso significa que ao invés de perfil, a primeira coisa que as pessoas precisam fazer para se transformarem em digital é ter plena consciência do processo de mudança que o mundo está passando. A partir daí, você se reorganiza e transforma seu mundo e o mundo à sua volta dentro dessa nova realidade.

Em relação ao preconceito com a idade, a área da tecnologia recebe muito bem profissionais mais experientes. O mundo digital vem abrindo espaço para esta geração que começa a ser esquecida, mas que também passa a ser absorvida pelo mercado de outra forma. Muitas empresas que demandam muito da mão de obra de tecnologia estão olhando com mais carinho para profissionais que podem contribuir em outras janelas e trocar experiência com os mais jovens As que começam a olhar para a construção de times diversos, também saem na frente em questão de inovação e performance quando objetivos e suporte são claros e focados no sucesso tanto da empresa quanto da carreira destes profissionais.

É necessário iniciar o seu processo de atualização digital, buscando escolas que tenham um foco voltado para os profissionais do mercado. Na Digital House Brasil, por exemplo, o aluno pode realizar diversos cursos voltados para tecnologia (como UX e Desenvolvimento Web Full Stack) ou até mesmo estudar Gestão de Negócios. Além disso, o local serve de conexão entre empresas e profissionais que estão em desenvolvimento.

O avanço da tecnologia e a velocidade das coisas ditas novas formas de consumo, relacionamentos, processos de seleção, economia, entre outros. Isso significa que o quanto antes você passar pela transformação digital – iniciando pelo seu pensamento digital – melhor e mais rápido você ingressa dentro de um mercado que pode ser comandado tanto por empresas, como por freelancer e empreendedores.

A questão é saber em qual praia deseja navegar, não esquecendo que o mundo está se transformando. Estar neste mercado é uma realidade, não uma possibilidade. Quem não se adequar a esta nova realidade, terá grande dificuldade de exercer suas funções e se manter atraente tanto como profissional, como enquanto empresa. Não nascer na era digital não é o problema e, sim, fechar os olhos para a transformação digital e como você terá que se adequar a esta realidade.

Andrea Tedesco, Mentora de Carreiras da Digital House, hub de educação para a formação de profissionais de alta performance para o mercado digital.

ESET aponta que 60% dos usuários não usam antivírus em seus dispositivos móveis

Os dispositivos móveis são utilizados para fazer as mais diversas tarefas, como pagar contas, utilizar as redes sociais, pesquisar informações e fazer transações onlines, fazendo parte do dia a dia das pessoas de maneira intensa. Prova disso é que 15% dos participantes de uma pesquisa realizada pela ESET sobre segurança nos dispositivos móveis, garantem que se sentiriam incompletos se saíssem de casa sem o aparelho.

No entanto, toda essa preocupação em se manter conectado 24 horas não existe quando o assunto é a proteção de suas informações e dados pessoais. Embora 30% dos usuários tenham receio que seus aparelhos estejam infectados com código malicioso, 60% não possuem uma solução de segurança instalada. Em uma época em que os dispositivos móveis são mais usados ​​do que os computadores para acessar a Internet, ainda existe uma falsa crença de que não é necessário usar um antivírus no smartphone ou tablet.

Comportamento de risco

A pesquisa apontou ainda que 60% dos participantes utilizavam as redes wi-fi públicas ocasionalmente ou sempre que podiam, embora evitassem se conectar ao serviço bancário online ou fazer compras com esse tipo de conexão.

Procedimentos como o JailBreak e Root, que permitem que aparelhos com o sistema iOS e Android executem aplicativos não-autorizados pelos fabricantes, podem colocar uma pessoa em sério risco. A pesquisa mostrou que os usuários entendem esse perigo, mas, mesmo assim, 47% dos entrevistados utilizam o artifício, sendo que 72% acreditam que seu dispositivo móvel fica mais vulnerável após realizá-lo.

Além disso, 60% dos usuários normalmente não verificam as permissões que um novo aplicativo solicita. Isso pode ter consequências, já que os cibercriminosos estão focados em campanhas maliciosas que se disfarçam de aplicativos bancários falsos ou fingem ser apps legítimos de videogame.

Para mais informações sobre a pesquisa, acesse o We Live Security, portal dedicado à segurança da informação da ESET em: https://www.welivesecurity.com/br/2019/02/27/60-dos-usuarios-nao-usam-antivirus-em-seus-dispositivos-moveis/

Preparar os funcionários é olhar para o futuro

Por Bruno Leonardo, CEO da Witseed

Philip Kotler, um consultor de marketing bem conhecido, disse uma vez que conquistar um novo cliente custa de 5 a 7 vezes mais que manter um atual. Talvez você nunca tenha ouvido essa frase, mas se parar para pensar terá que concordar com ele. Agora, e se utilizarmos este raciocínio no contexto de retenção de funcionários? É um bom negócio ter uma rotatividade grande de funcionários na sua empresa, ou vale muito mais manter os atuais?

Não é de hoje que muito se fala sobre investir no seu colaborador. De fato, ter um olhar mais atencioso sob sua equipe traz ótimos frutos para ambos os lados. Um estudo realizado pela Universidade da Califórnia identificou que um trabalhador feliz é, em média, 31% mais produtivo, três vezes mais criativo e vende 37% a mais em comparação com outros. Ou seja, uma equipe engajada e bem qualificada vale por mil!

Investir na capacitação do seu funcionário deve ser uma preocupação desde o momento em que ele inicia na empresa. Ele é o ativo mais valioso do seu negócio. Por isso, quando uma corporação mostra preocupação com sua equipe, o clima torna-se muito mais saudável e os profissionais se sentem reconhecidos como parte fundamental do negócio e passam a pensar em um futuro dentro dele. Em outras palavras: ele fica feliz.

Uma pesquisa da Deloitte mostra que entre os investimentos previstos para 2019, 49% dos entrevistados afirmaram que destinarão recursos para a manutenção nos programas de treinamento para os colaboradores. Com a melhora no mercado, as empresas entenderam que é preciso investir em quem está dentro, para poder alçar vôos mais altos.

Empreendedor, empenhe-se em manter sua equipe qualificada! Só assim ela terá condições de colaborar ativamente com os resultados do seu negócio. Hoje, qualquer tipo de segmento cobra competitividade e desafia seus colaboradores a se superarem. Dê as ferramentas necessárias para que eles entreguem resultados melhores e mais consistentes.

Lance mão da tecnologia. Graças a ela hoje temos inúmeros formas que oferecer uma qualificação eficiente, que colabora com o conteúdo exato que seu funcionário precisa para superar os desafios que o mercado apresenta diariamente.

Fique de olho na sua equipe e acelere seus negócios. Crescer junto com seus colaboradores é a melhor forma de alcançar suas metas.

* Bruno Leonardo é mestre em engenharia de produção, com foco em gestão e Inovação pela COPPE/UFRJ e Engenheiro de Produção pela UFRJ. É co-fundador e CEO da Witseed, edtech que auxilia profissionais e empresas a atingirem seus objetivos por meio de vídeos com produção cinematográfica.

Shawee representa Brasil no SXSW

O maior sonho de quem possui hoje uma startup ligada a tecnologia é ter a oportunidade de demonstrar os seus produtos e serviços para a comunidade e transformar vidas dentro e fora do seu país de origem. Além disso, quem não gostaria de ter um espaço dentro das principais feiras mundiais do setor? Dando um enorme passo em seu projeto de internacionalização, a Shawee – única plataforma capaz de automatizar todos os processos de um hackathon – foi uma das selecionadas pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos – Apex-Brasil – para expor no SXSW (South by Southwest), um dos principais eventos mundiais de tecnologia e inovação, realizado de 8 a 17 de março, em Austin, nos Estados Unidos.

Rodrigo Terron, CEO da Shawee, comenta que a parceria veio em um bom momento e que o incentivo a inovação deve transpor as fronteiras que delimitam os países. “A inovação é algo intangível e quem busca por ela lidera um movimento de mudança, seja na empresa, ou na sua própria vida. Buscamos, desde o início da plataforma, transformar os hackathons no Brasil e no mundo, a fim de torna-los mais rápidos, eficazes e dinâmicos”, pontua Terron. “Agradeço muito essa iniciativa da Apex-Brasil. Isso é transformador e o Brasil precisa de união entre as empresas, com uma concorrência justa e um ambiente colaborativo”, diz o CEO da Shawee.

A Shawee possui dois anos de operação e conta com 21 funcionários alocados em dois países (Brasil e Estados Unidos). Um dos principais nomes desse time é Igor Marinelli, Global Expansion Manager da plataforma. Marinelli fica alocado em São Francisco, Estados Unidos, e busca por oportunidades dentro das comunidades e empresas locais. “Creio que a comunidade hacker é muito unida e existem dores que podemos ajudar a cuidar, tanto do lado das empresas, quanto da nossa comunidade. Isso justifica nosso zelo em organizar os eventos de ponta a ponta”, pontua Marinelli. Os números comprovam que essa parceria e vivência é eficaz: em dois anos de operação, a Shawee já realizou mais de 100 eventos para 40 clientes em 18 estados brasileiros, e conta com um banco de 10 mil talentos cadastrados.

A plataforma tem a expansão internacional como um dos seus principais objetivos. Por isso, estão investindo mais de R$ 100 mil do capital próprio, para marcar presença internacional este ano. Terron, por exemplo, está desde fevereiro nos Estados Unidos participando e promovendo eventos. “Vim um pouco antes do SXSW justamente para me conectar com as empresas daqui e com a comunidade. Participei de hackathons, observei as tendências e estou com uma bagagem renovada para minha volta ao Brasil”, conclui. A plataforma também investiu em um espaço para exposição e marcou presença no Web Summit de Lisboa, Portugal, nos últimos dois anos.

StartOut Brasil maximiza a inserção de startups brasileiras nos ecossistemas globais de inovação

Visando oferecer gratuitamente um programa completo e robusto que compreenda todas as fases da internacionalização de uma startup, o Ministério da Economia, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), o Ministério das Relações Exteriores (MRE), o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) e a Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec) somaram suas expertises para criar o StartOut Brasil.

“O StartOut Brasil é destinado a startups brasileiras que já tenham tração no mercado doméstico e condições concretas de se internacionalizar sem comprometer suas operações no país”, afirma Igor Nazareth, Subsecretário de Inovação no Ministério da Economia. De acordo com ele, para se inscrever no StartOut Brasil, as empresas precisam ter faturamento (de preferência acima dos R$500 mil) ou já ter recebido algum tipo de investimento. Os empreendedores também devem ter fluência em inglês.

Segundo dados do programa, as startups que passaram pelo programa atuam, em sua maioria, nos setores de Saúde, Logística, Agronegócio, Biotecnologia e Energia, já receberam investimento (54,17%), passaram por algum processo de incubação ou aceleração (68,06%), possuem faturamento anual entre US$200 e US$500 mil (38,5%), têm aproximadamente 20 funcionários e atuam com o modelo de negócio B2B (68,89%).

Desde 2017, o programa tem gerado conexões em ecossistemas de inovação com potencial para novos negócios. Ao todo, 56 startups passaram pelos ciclos Buenos Aires, Paris, Berlim, Miami e Lisboa. Elas tiveram a oportunidade de se conectar com alguns dos principais players locais, prospectar clientes, agendar reuniões de negócio e realizar apresentações de pitch para investidores e potenciais parceiros.

“Quando me inscrevi no StartOut Brasil já havia visitado e tentado fazer negócio, por conta própria, na Argentina e Colômbia. Contudo, não consegui avançar muito, porque fui na cara e na coragem, sem o planejamento adequado. Com o programa, a experiência foi bem diferente. Fui orientado sobre como agir no local e como me alinhar com aquela cultura”, conta Deivison Pedroza, Fundador e Presidente do Grupo Verde Ghaia, que passou pelos ciclos Buenos Aires e Lisboa.

Hoje, a startup já está presente na Argentina, Colômbia, Chile e Portugal, mas ainda almeja levar suas metodologias, que a transformaram na maior empresa do Brasil em serviços de monitoramento de conformidade legal aplicável, para toda a América Latina, Europa e Estados Unidos.

Ciclo Santiago

Para 2019, o StartOut Brasil selecionou criteriosamente quatro novos destinos: Santiago (Chile), Toronto (Canadá), Londres (Inglaterra) e Xangai (China). Essas cidades foram escolhidas com base em critérios como a existência de ambiente de investimentos para startups estrangeiras, o tamanho e a maturidade do ecossistema de inovação, além do custo da missão para o empreendedor.

Para a primeiro ciclo do ano, foram selecionadas 20 startups, sendo 15 negócios da categoria “ampla concorrência”, que são startups que nunca participaram ou participaram de apenas um Ciclo do StartOut Brasil; e cinco startups consideradas “graduadas”, ou seja, empresas que já estiveram em dois ou mais ciclos de imersão oferecidos pelo programa.

Entre os dias 24 e 29 de março, essas startups irão visitar aceleradoras, incubadoras e empresas locais; participar de seminário de oportunidades, reuniões com prestadores de serviços e encontros de negócio organizados pelo programa; além de realizar uma apresentação para possíveis investidores e parceiros.

Rakuten Digital Commerce realiza evento para mulheres que trabalham no e-commerce

As mulheres estão se destacando cada vez mais no mundo dos negócios. Dados da Pesquisa Global Entrepreneurship Monitor, realizada em 2016 em parceria com o Sebrae, mostram que o número de mulheres envolvidas em negócios com até três anos e meio de atuação no mercado alcançou uma taxa de 15,4%, contra 12,6% de participação do segmento masculino.

Com o avanço da internet, a tendência é que estes números sejam bem maiores nos próximos anos. Como a Rakuten Digital Commerce apoia o crescimento feminino no varejo online, a empresa preparou junto ao grupo Mulheres no E-commerce, o evento “Dia Internacional das Mulheres no E-commerce”.

No dia 12 de março, as executivas da Rakuten Brasil, da Ibevar e participantes do grupo de mulheres do mercado de comércio eletrônico se reunirão para discutir o papel das mulheres no varejo e dentro das grandes empresas.

Entre as palestrantes, Nadima Ligero, Diretora de Operações da Rakuten Brasil, falará sobre “Os Desafios da Mulher em cargo de gestão e liderança”, destacando a sua rotina na companhia e sobre os desafios que venceu dentro do mercado do e-commerce, que ainda é muito masculino. “A presença das mulheres nos negócios é importante não só para o crescimento econômico do país como um todo, mas também como uma inspiração para aquelas que se encontram em uma situação de desemprego, dependência financeira ou desejam crescer em suas carreiras”, afirma Ligero.

Carolina Moreno, idealizadora do grupo Mulheres no E-commerce, explica que o movimento, além de engajar, empodera as mulheres e está sendo benéfico para a luta na igualdade de gêneros. Diversas pesquisas já apontaram que a participação mais ativa das mulheres aumentaria significativamente o PIB do país.

“Então todos ganham, todos crescem. Ou seja, ao empoderar mulheres que são muito boas e estão com pouco espaço para mostrar seu real trabalho, você ajuda o ecossistema do e-commerce como um todo”, afirma Moreno. “Por isso, ter o apoio da Rakuten Digital Commerce, uma multinacional japonesa de tecnologia, nesse espaço, é, além de uma grande honra, muito significativo, porque mostra como o mercado está evoluindo”, complementou.

Uma coisa é certa, o cenário para as mulheres ainda não é o ideal, principalmente no setor da tecnologia, onde a presença masculina é predominante. Nadima Ligero explica que “junto com o Mulheres no E-commerce, a Rakuten Brasil pode mostrar que apoia a entrada das mulheres no varejo online e que está pronta para receber desde quem está abrindo a sua primeira loja até as que estão consolidadas no mercado”.

Dia Internacional das Mulheres no E-commerce

Data: 12 de março de 2019
Horário: das 19h às 23h
Local: Low BBQ Bar (Rua dos Pinheiros, 1235 – Pinheiros – São Paulo/SP)
Entrada gratuita mediante inscrição
Inscrições: http://www.sympla.com.br/mulheres-no-e-commerce–especial-dia-das-mulheres__466250