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Chega ao mercado primeira criptomoeda verde regulada

A AMAcoin (Amazonians Green Coin), primeira criptomoeda verde regulada do mundo, começa a ser vendida globalmente em 1º de novembro, quando terá venda privada para investidores. Em dezembro 2019 e janeiro 2020, será a vez da venda pré-ICO (pre-Initial Coin Offering). Entre fevereiro e abril de 2020, a moeda estará à venda para o público em geral por meio de corretoras internacionais (initial exchange offering). O objetivo é financiar projetos de desenvolvimento sustentável na Amazônia focados no combate ao desmatamento, pobreza, aquecimento global e poluição.

Diferente das criptomedas já lançadas, a AMAcoin é regulada pela Autoridade Federal de Vigilância do Mercado Financeiro suíço, a FINMA (Swiss Financial Market Supervisory Authority), o que garante mais transparência e segurança para o investidor.

“A AMAcoin é um ativo financeiro tradicional que usa a tecnologia blockchain. Diferente das criptomoedas tradicionais, não pode ser minerada e é regulada pela Autoridade Federal de Vigilância do Mercado Financeiro suíço, a FINMA (Swiss Financial Market Supervisory Authority). Além disso, é uma moeda que tem por trás um bem tangível e auditável que é a reserva da EBCF na Amazônia”, explica Nilton Constantino, Associate Partner da KPMG e um dos sócios da EBCF na execução desse projeto.

Outros diferenciais da AMAcoin:

  • Exigência de identificação do investidor
  • Obrigatoriedade dos procedimentos de “KYC” e “AML”
  • Acesso garantido aos relatórios de auditoria em relação a alocação de todos os recursos investidos
  • Utilização dos recursos especificamente para:
    • Criação de novas reservas sustentáveis protegidas;
    • Implementação de projetos ambientais de monitoramento e inventário das espécies raras, nativas e em extinção;
    • Implementação de projetos sociais em mais de 15 comunidades tradicionais locais, com 3.000 famílias beneficiadas nas áreas da saúde, educação, empoderamento feminino, geração de renda e infraestrutura;
    • Implementação de projetos voltados a redução de emissões de CO2;
  • Desenvolvimento de produtos e serviços ambientais.
  • Porcentagem mínima de alocação para fundadores da empresa

Investimento sustentável

A AMAcoin é um projeto desenvolvido pela Empresa Brasileira de Conservação de Florestas (EBCF), mas é resultado de parcerias com instituições internacionais. Para lançar a AMAcoin foi criada a EBCF Amazonians Green Assets SA, com sede em Genebra, Suíça.

O CEO da empresa, Leonardo Barrionuevo, explica que a AMAcoin é um instrumento financeiro voltado para a iniciativa privada e ao indivíduo para que, ao mesmo tempo, possam investir e promover a conservação da floresta Amazônica. “Dos 50 mil acres iniciais já transformados em áreas protegidas, queremos ampliar a área de proteção ambiental para mais 2 milhões de acres e aumentar os projetos sociais, ambientais, climáticos e econômicos ja realizados nas comunidades beneficiadas pelo projeto”, destaca.

GDPR: mais de um ano depois, apenas 28% estão em conformidade

Mais de um ano após a introdução da GDPR (General Data Protection Regulation, em tradução livre: Regulamento Geral de Proteção de Dados), o Capgemini Research Institute constatou que as empresas superestimaram enormemente sua prontidão para o novo regulamento, com apenas 28% atingindo com êxito a conformidade, números comparados a uma pesquisa semelhante no ano passado, que constatou que 78% esperavam estar preparados quando o regulamento entrou em vigor em maio de 2018. No entanto, as organizações estão percebendo os benefícios de estar em conformidade: 81% daqueles que dizem que a GDPR teve um impacto positivo em sua reputação e imagem de marca.

O relatório “Championing Data Protection and Privacy – a Source of Competitive Advantage in the Digital Century (em tradução livre: “Defendendo a Proteção de Dados e a Privacidade – uma Fonte de Vantagem Competitiva no Século Digital”) mostra que as empresas responderam aos novos requisitos mais lentamente do que o esperado, citando barreiras, incluindo a complexidade dos requisitos de regulamentação, custos de implementação e desafios da infraestrutura herdada. Enquanto isso, um número significativo de organizações está investindo pesadamente em proteção de dados e privacidade para garantir a conformidade com as regulamentações existentes e estabelecer as bases para o futuro.

As principais conclusões do relatório incluem:

As empresas ficaram para trás na conformidade com o GDPR

Embora tenha passado mais de um ano desde que o GDPR entrou em vigor, a posição de muitas empresas permanece incerta em termos de conformidade. Enquanto 28% das organizações afirmam ter atingido a conformidade, apenas 30% das organizações estão “próximas de” concluir a conformidade, mas ainda estão resolvendo ativamente os problemas pendentes. A conformidade foi mais alta com empresas nos Estados Unidos (35%), seguida pelo Reino Unido e pela Alemanha (ambos com 33%), e mais baixa em empresas espanholas, italianas (ambas em 21%) e suecas (18%).

Os executivos identificaram os desafios de alinhar os sistemas de TI legados (38%), a complexidade dos requisitos de GDPR (36%) e os custos proibitivos para alcançar o alinhamento com os regulamentos (33%) como barreiras para alcançar a conformidade total com GDPR. O volume de consultas dos titulares dos dados também foi extremamente alto: 50% das empresas americanas cobertas pelo GDPR receberam mais de mil consultas, assim como 46% das empresas francesas, 45% na Holanda e 40% na Itália.

À medida que as organizações lutam para cumprir a meta, elas estão realmente fazendo investimentos significativos para cobrir os custos do aumento de honorários profissionais para apoiar o alinhamento do GDPR. Algo como 40% delas esperam gastar mais de US$ 1 milhão em honorários legais e 44% em atualizações tecnológicas em 2020. Além disso, as organizações enfrentam um novo desafio: a adoção de nova legislação em diferentes países fora da União Europeia.

Os benefícios de estar em conformidade com o GDPR são maiores que o esperado

As empresas estão perdendo oportunidades ao não alcançar a conformidade com o GDPR. Das organizações que atingiram a conformidade, 92% disseram ter ganho vantagem competitiva, algo que apenas 28% esperavam no ano passado. A grande maioria dos executivos de empresas que alcançaram conformidade disseram ter um impacto positivo na confiança do cliente (84%), imagem da marca (81%) e moral dos funcionários (79%). Executivos de empresas compatíveis também identificaram efeitos positivos colaterais na implementação do GDPR, incluindo melhorias nos sistemas de TI (87% contra 62% que anteciparam isso no ano passado), práticas de cibersegurança (91% versus 57%) e mudança e transformação organizacional (89% contra 56%).

A tecnologia é um facilitador essencial para organizações compatíveis

A pesquisa encontrou uma clara lacuna na adoção de tecnologia entre organizações compatíveis e aquelas que estão atrasadas. As organizações compatíveis com o GDPR, em comparação com as empresas sem conformidade, estavam mais propensas a usar plataformas em nuvem (84% versus 73%), criptografia de dados (70% contra 55%), automação de processos robóticos (35% versus 27%) e retenção de dados industrializados (20% contra 15%).

Além disso, enquanto 82% das organizações em conformidade com o GDPR haviam tomado medidas para garantir que seus fornecedores de tecnologia cumprissem os regulamentos relevantes de privacidade de dados, apenas 63% das empresas em não conformidade poderiam dizer o mesmo. A maioria (61%) das organizações que aderiram ao GDPR disse que audita os subcontratados quanto à conformidade, em comparação com 48% das empresas sem adesão.

O esforço para manter a proteção de dados e a conformidade com a privacidade é contínuo

As organizações precisam ter a filosofia correta sobre proteção e privacidade de dados, e é melhor abordá-lo de maneira proativa, e não apenas como uma atividade de conformidade. “O GDPR não é algo com um término determinado. É algo em que você precisa trabalhar continuamente”, afirma Michaela Angonius, vice-presidente e chefe do grupo de regulamentação e privacidade da Telia Company. “Começamos a conscientizar internamente, muito antes de a lei ser adotada. Isso porque previmos que esse seria um dos maiores projetos de conformidade que realizaríamos na empresa”.

“Esta pesquisa destaca os desafios das empresas em alcançar a conformidade com o GDPR e as oportunidades empolgantes para as que fazem isso”, afirmou Zhiwei Jiang, CEO da Insights & Data da Capgemini. “Claramente, muitos executivos foram ambiciosos em relação às suas expectativas no ano passado e agora perceberam a extensão do investimento e das mudanças organizacionais necessárias para alcançar a conformidade: desde a implementação de tecnologias avançadas que suportam proteção de dados até a incorporação de uma mentalidade de privacidade e proteção de dados entre funcionários. No entanto, as organizações devem reconhecer os benefícios acima do esperado de estar em conformidade, como maior confiança do cliente, maior satisfação do cliente, moral fortalecida dos funcionários, melhor reputação e impacto positivo na receita. Esses benefícios devem incentivar todas as organizações a alcançar a conformidade total”.

Para mais informações, acesse o relatório completo aqui

Metodologia de Pesquisa

A pesquisa entrevistou 1100 executivos seniores, diretores e superiores, espalhados por oito setores: seguros, bancos, produtos de consumo, serviços públicos, telecomunicações, serviços públicos, saúde e varejo. Os executivos pertencem a empresas com sede na: Alemanha, Espanha, Estados Unidos, França, Holanda, Índia, Itália, Noruega, Reino Unido e Suécia. A Capgemini também conduziu entrevistas com líderes e especialistas do setor, examinando o status atual e o impacto dos regulamentos de privacidade de dados.

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Fintech cria hub financeiro para ajudar outras fintechs

Segundo o Banco Central, os cinco maiores conglomerados bancários brasileiros, Itaú-Unibanco, Bradesco, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Santander, terminaram 2018 com 84,8% do mercado de crédito e com 83,8% dos depósitos totais. Esse cenário retrata a concentração bancária e a necessidade de novos entrantes para desburocratizar e democratizar o acesso a serviços financeiros para a população brasileira. Considerando que 45 milhões estão à margem do sistema bancário tradicional, ou seja, não possuem vínculo direto com estas instituições, ainda há muito espaço a ser conquistado pelas empresas.

Um desses esforços foi a criação de um ‘Financial Hub’ pela fintech Celcoin. O objetivo é que qualquer empresa possa oferecer centenas de novos produtos com apenas uma integração e, com isso, acelerar o lançamento de serviços financeiros para seus clientes. O Celcoin desenvolveu sua própria tecnologia financeira ao promover inclusão via mais de 20 mil “agentes” – pequenos empreendedores locais, lojistas ou autônomos – que transformam smartphones em terminais para recebimento de contas, boletos, recargas de celular, compra de passagens rodoviárias entre outras operações financeiras, assim, geram valor para a comunidade em que vivem.

Para Adriano Meirinho, CMO e cofundador do Celcoin, existe um compromisso e responsabilidade da fintech ao levar tecnologia financeira para lugares e pessoas carentes de tal. “Hubs de inovação e empreendedorismo estão cada vez mais comuns porque são iniciativas coletivas e focadas em transformações que impactam a sociedade trazendo benefícios. Esta é a essência do Celcoin f. hub: poder compartilhar e integrar suas APIs com outras fintechs e bancos digitais que querem oferecer aos seus clientes mais produtos e serviços”, afirma Meirinho.

A funcionalidade acompanha a necessidade do mercado de fornecer maior gama de serviços e agilidade para o cliente final, além de democratizar o acesso da população às mais diversas transações. A abertura das APIs ocorreu por após demanda espontânea do próprio mercado. Atualmente, possui mais de 50 fintechs já usam o Celcoin f.Hub e mais de R$ 300 milhões em transações são realizados todos os meses. Ao todo, mais de 2,5 milhões de brasileiros são atingidos com as operações financeiras.

Magalu abre concurso para escolher startups

O Magazine Luiza está com inscrições abertas para seu primeiro pitch day de serviços digitais. A empresa vai selecionar startups para se tornarem parceiras em serviços oferecidos para o consumidor. Os empreendedores digitais com boas ideias podem se inscrever no site: http://maga.lu/pitchday.

“Estamos procurando todos os tipos de startups. Podem ser soluções financeiras, para saúde, educacionais, de entretenimento, não temos barreiras: queremos ser surpreendidos”, afirma Juliana Silva, gerente de serviços digitais do Magazine Luiza. “Só precisamos que a ideia tenha alguma ligação com os produtos que vendemos aqui no Magalu, como smartphones, smartwatches, notebooks, tablets etc.”

Inicialmente, o Magalu vai escolher parceiros. Contudo, nos últimos três anos, foram cinco startups parceiras que foram adquiridas pela empresa. “Neste momento, não é necessário ter um plano de negócios, estar financeiramente estável, estamos atrás de ideias. Se a ideia for muito boa, trabalharemos o plano de negócios juntos”, afirma Juliana.

Após a fase de inscrição, o Magalu vai pré-selecionar 20 startups para apresentarem seus serviços para os diretores da companhia, no dia 6 de novembro. As melhores ideias desse grupo serão escolhidas para, ao lado do Magalu, discutir opções financeiras.

Pitch Day Magalu
Inscrições: http://maga.lu/pitchday
Apresentação das ideias: 6 de novembro

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Startup brasileira é vencedora dos Prêmios Fundación MAPFRE à Inovação Social

Da esquerda para direita: Cristina Gallach, Alta Comissionada para Agenda 2030 do Governo da Espanha, Julio Dantas, CEO de Neurobots, e Antonio Huertas, presidente da Fundación MAPFRE

A startup brasileira Neurobots foi uma das vencedoras da segunda edição dos Prêmios Fundación MAPFRE à Inovação Social, que reconhece projetos transformadores e de grande impacto social globalmente, e recebeu aporte de 30 mil euros para o desenvolvimento de suas atividades. A proposta foi classificada na categoria “Melhora da Saúde e Tecnologia Digital (e-Health)”, junto às Navilens, da Espanha, e Mibkclub, da Colômbia, nas categorias “Mobilidade Sustentável e Segurança Viária” e “Inovação em Seguros”, respectivamente.

A cerimônia de premiação foi realizada hoje (10), em Madri (Espanha), com nove finalistas, sendo três de cada região participante: Brasil, demais países da América Latina e Europa.

O Neurobots é um sistema de reabilitação de pessoas que sofreram Acidente Vascular Cerebral (AVC) por meio do uso do pensamento para controle de um exoesqueleto. Para conseguir isso, é utilizada uma técnica conhecida como Interface-Cérebro-Máquina (ICM), que permite alterar as conexões dos neurônios no cérebro do paciente, estimulando que outras vias neuronais se estruturem para realizar a atividade motora. Assim, um exoesqueleto controlado por sensores cerebrais e um software complexo permitem recuperar, em apenas duas semanas, uma média de 30% da capacidade motora dos braços.

“Receber esse prêmio tão importante mostra que estamos seguindo o caminho certo, de que temos relevância global. Além de todo o processo de auto aperfeiçoamento e autoconhecimento que experimentamos durante a preparação para a premiação, agora temos mais recursos para desenvolver uma solução que nos permite atender milhões de pessoas que precisam”, afirma Júlio Dantas, CEO da Neurobots.

Navilens é um novo sistema de marcadores digitais que permite aumentar a autonomia dos cegos. Já o Mibkclub é um sistema financeiro para melhorar a economia das famílias com poucos recursos. Nessa segunda edição da premiação, as outras startups brasileiras finalistas foram: Maneje Bem, que apresenta uma proposta inovadora no segmento de seguros para agricultores familiares e Carona a Pé, que atua na melhoria da mobilidade e segurança urbana de crianças e jovens no trajeto de casa à escola.

“Ter um projeto brasileiro reconhecido em âmbito mundial é motivo de orgulho. Sabemos quanto o País ainda precisa de iniciativas inovadoras e de grande impacto social. O aporte concedido pela premiação contribuirá para o aprimoramento e avanço da proposta da Neurobots, ampliando seu alcance a mais cidadãos. Iniciativas empreendedoras relevantes como essa, que promovem a melhora da qualidade de vida das pessoas e o progresso social, se convergem com nossos compromissos com a sociedade”, afirma Fernando Pérez-Serrabona, representante da Fundación MAPFRE no Brasil.

Os Prêmios Fundación MAPFRE à Inovação Social são realizados em formato de competição. Em 2019, foram recebidas 233 propostas de pesquisadores, empreendedores, cientistas e estudantes de universidades e escolas de negócios de 26 países. Destes, foram selecionados 27 projetos que participaram das semifinais. Durante as etapas semifinal e final, os projetos receberam suporte de mentoria online e coaching presencial, respectivamente. Os finalistas e vencedores farão parte da Rede Innova, comunidade criada pela Fundación MAPFRE de inovação, internet, negócios e empreendedorismo que organiza encontros para debater e explorar tendências tecnológicas.

Terceira edição

A Fundación MAPFRE lançará amanhã, 11 de outubro, a terceira edição dos Prêmios à Inovação Social, cujas inscrições ficarão abertas até 29 de novembro de 2019.

A fase de pré-seleção será entre dezembro deste ano e fevereiro de 2020. Em março e abril, serão realizadas as semifinais regionais, no Brasil, na América Latina e na Europa. A grande final internacional está marcada para junho.

Medo da automação é maior entre os profissionais com menos oportunidades de aprimoramento

As pessoas com menos oportunidades de aprender novas habilidades digitais e com menores níveis de escolaridade têm mais medo do impacto da automação em seus empregos. Esses dados fazem parte de nova pesquisa da PwC, realizada entre 22 mil pessoas em 11 países, baseando-se na análise da firma sobre o impacto da automação nos empregos.

Enquanto 53% dos trabalhadores entrevistados acreditam que a automação irá mudar ou tornar seu trabalho obsoleto nos próximos dez anos (apenas 28% consideram isso improvável), a maioria (61%) enxerga o impacto da tecnologia no seu dia a dia de maneira positiva e 77% das pessoas se mostraram dispostas a aprender novas habilidades ou passar por uma reciclagem completa no intuito de melhorar sua empregabilidade.

No entanto, as atitudes – e a oferta de oportunidades de capacitação – variam de acordo com o nível de escolaridade e localização dos entrevistados. Há também disparidades de gênero e idade.

“A aquisição de novas habilidades para enfrentar os atuais desafios do mercado de trabalho será algo cada vez mais relevante na vida das pessoas. Todos terão que se preocupar com isso em algum momento de suas trajetórias profissionais. E as empresas, estando cada vez mais cientes dessa realidade, terão que buscar os caminhos necessários para ajudar seus colaboradores na medida do possível, de modo que estejam plenamente capacitados para os novos tempos”, explica o líder de Clientes e Mercados da PwC Brasil, Fábio Cajazeira.

O impacto da educação

As pessoas com maior grau de escolaridade são as mais otimistas em relação à tecnologia e suas perspectivas de emprego – embora acreditem que seu trabalho atual provavelmente passará por mudanças. Por outro lado, mais de um terço (34%) dos adultos sem escolaridade ou formação pós-secundária dizem que não estão aprendendo nenhuma habilidade na área digital se comparados a 17% dos formandos. Esses trabalhadores são menos propensos a receber qualquer tipo de capacitação por parte de seus empregadores (38% não têm essas oportunidades, comparando com 20% dos trabalhadores pós-graduados). Eles também estão mais preocupados com o impacto da tecnologia em seus empregos, com 17% se dizendo nervosos ou com medo.

“O descompasso entre as capacitações que as pessoas já possuem e aquelas necessárias ao ambiente digital está se tornando um dos principais problemas no mundo. Embora a tecnologia crie muitos empregos, as pessoas precisam adquirir tais habilidades e desenvolver um mindset que facilite sua adaptação a esse cenário. Existe uma grande vontade de aprendizado entre as pessoas, mas as oportunidades não são distribuídas de maneira uniforme e essa é uma questão que vai se tornar extrema caso não receba a devida atenção de governos, ONGs e empresas”, diz o líder global de Clientes e Mercados da PwC, Richard Oldfield.

Diferenças demográficas

Não é apenas a educação que exerce influência nas oportunidades e nas atitudes. Em grupos demográficos distintos, os dados mostram que pessoas com mais oportunidades de aprendizado têm maior probabilidade de enxergar o impacto da tecnologia de maneira positiva. Os homens são os mais propensos a isso e também são mais abertos a aprender novas habilidades (80% dos homens contra 74% das mulheres). Da mesma forma, jovens de 18 a 34 anos são mais otimistas sobre o futuro digital do que qualquer outro grupo etário.

Eles também estão recebendo mais oportunidades de treinamento. Por exemplo, 69% dos jovens entre 18 e 34 anos sentem-se favoráveis sobre o impacto da tecnologia em seu trabalho, na comparação com 59% dos indivíduos entre 35 e 54 anos e 50% dos que têm mais de 55 anos. Apenas 18% dos jovens entre 18 e 34 anos afirmam não ter oportunidades de aprender novas habilidades no universo digital. Para aqueles entre 35 e 54 anos e os que têm mais de 55 anos, os números variam entre 29% e 38%, respectivamente.

As pessoas estão divididas quanto às habilidades que querem aprender. As proporções são semelhantes entre os que querem se especializar em uma tecnologia específica e aqueles que querem aprender e se adaptar a diferentes tecnologias.

“Nem todos precisam ser capazes de escrever códigos de programação, mas precisam entender como a tecnologia irá mudar o ambiente de trabalho e pode beneficiá-las. O conceito de Upskilling remete a uma cultura contínua de aprendizado e curiosidade e isso é algo que muitas empresas estão enfrentando. Muitas vezes, são feitas suposições sobre o perfil de profissional a ser treinado e então surge um ciclo vicioso em que pessoas são deixadas para trás. Enfrentar o desafio da qualificação pode ajudar a melhorar a produtividade, que permanece baixa apesar dos trilhões de dólares investidos em tecnologia todos os anos”, explica a head de People e Organisation da PwC, Carol Stubbings.

Comparações entre países

A China e a Índia são, de longe, os países onde os profissionais são mais otimistas em relação ao impacto da tecnologia, embora sejam os mais propensos a acreditar que seus empregos passarão por mudanças. Os trabalhadores dessas regiões estão obtendo mais oportunidades de qualificação: 97% e 95%, respectivamente. Por outro lado, os do Reino Unido e da Austrália dizem ter menos oportunidades e tendem a enxergar o impacto da tecnologia de forma menos positiva.

Se as pessoas vivem em áreas rurais ou urbanas, isso também influencia suas atitudes. Nas áreas urbanas, 67% dos habitantes acreditam que suas perspectivas de trabalho vão melhorar com a tecnologia (48% são das áreas rurais) e 80% estão recebendo oportunidades de qualificação de seus empregadores, em comparação com 60% dos trabalhadores residentes nas comunidades rurais.

“A pesquisa dá uma ideia da lacuna de oportunidades para se adaptar ao mundo digital. Assumindo-se que as pessoas que responderam nossa pesquisa estão digitalmente mais conscientes, este cenário tende a ser mais radical se considerarmos toda a população”, diz Richard Oldfield.

A pesquisa foi feita a partir de um estudo da PwC que mostra que 30% dos empregos estarão em risco por causa da automação por volta de 2030, com base em análises feitas em 29 países. Enquanto isso, a edição 2019 da pesquisa CEO Survey da PwC mostra que a disponibilidade de habilidades é uma das principais preocupações entre 79% dos CEOs consultados.

Cognizant apresenta as 21 profissões do futuro do marketing

A Cognizant, uma das empresas líderes mundiais em tecnologia e negócios, apresenta estudo que aponta as 21 profissões do futuro na área de marketing. A pesquisa faz parte de uma iniciativa da Cognizant, por meio do seu Centro para o Futuro do Trabalho, para identificar e analisar as principais tendências do mercado de trabalho e o impacto da tecnologia — principalmente da inteligência artificial (IA) — no futuro das profissões.
“Em 2009, ninguém imaginava a existência de influenciadores em redes sociais. Só isso já demonstra o quanto o mundo do marketing passa por mudanças constantes e velozes”, comenta Erica Yoshioka, Head de Marketing da Cognizant no Brasil. “O trabalho no marketing já foi mais simples: era só chamar a atenção das pessoas. Atualmente, já não é mais assim. As marcas agora utilizam algoritmos para prever o que oferecer para seus clientes, quando e como.”
Para o presidente da Cognizant no Brasil, João Lúcio de Azevedo Filho, a área de marketing está incrivelmente complexa. “Um passo em falso pode destruir uma reputação construída por anos. Por isso, o profissional de marketing de sucesso precisa ser ágil e capaz de se adaptar a dinâmicas de consumo que podem mudar num piscar de olhos.”
As 21 profissões para a área de marketing consistem em:
1. Algorithm Bias Auditor (Auditor de Viés Algorítmico)

Com o advento da inteligência artificial, esse profissional será responsável por monitorar cada elemento de IA utilizado em chatbots, desde desenvolvimento de produtos, análise de vendas, recrutamento e revisão de contratos para garantir que todos os algoritmos sejam usados de forma legal e alinhados com os valores da empresa. O candidato ideal para esse cargo deverá saber criar jornadas de consumo acessíveis e inclusivas.

2. Data Ethnographer (Etnógrafo de Dados)

O etnógrafo de dados não apenas analisa números, mas os utiliza para contar uma história sobre como os consumidores interagem com sua marca. É um papel essencial na era digital, por causa da enorme quantidade de dados coletados por meio de transações online, internet das coisas, wearables, dispositivos mobile e outros pontos de contato on-line e off-line. O profissional deve encontrar os dados corretos e extrair o melhor deles para melhorar a experiência do consumidor.

3. Purpose Planner (Planejador de Missão e Valores)

Esse profissional vai ajudar seus clientes a definir e articular suas contribuições para a sociedade e seus propósitos para consumidores e funcionários. Esse cargo exige total compreensão de ambientes corporativos e o uso de várias redes sociais para construir, manter, gerenciar e polir discursos empresariais em um mercado cada vez mais concorrido.

4. Neuro A/B Tester (Neurotestador A/B)

Quando as marcas conhecem seus clientes na vida real, por meio de campanhas experimentais ou sensoriais, é uma oportunidade de conseguir dados brutos sobre o que eles acham de seus produtos e serviços. O testador A/B deverá elaborar relatórios sobre a atividade cerebral de consumidores quando eles entram em contato com a marca durante campanhas físicas. Se você tem formação em neurociência e é apaixonado por experiência de consumo, então esse cargo é para você.

5. Loyalty Engineer (Engenheiro de Lealdade)

A engenharia de lealdade é um conjunto de habilidades no marketing que pensa nos clientes como parceiros de negócios. Os engenheiros de lealdade escutam e identificam as necessidades de clientes e utilizam esses insights para criar tutoriais on-line, eventos, oportunidades exclusivas e adaptações aos programas de fidelidade tradicionais. O candidato ideal para essa vaga deve conhecer os programas de fidelidade corporativos, marketing B2B e iniciativas de community marketing.

6. Mood & Empathy Manager (Gerente de Humor e Empatia)

A habilidade de criar o equilíbrio perfeito de emoções e causar a resposta certa de empatia dos consumidores é imprescindível para o marketing moderno. Os gerentes de humor e empatia têm papel importante em indústrias como a do varejo, em que a competição de preços e produtos se estagnou e as emoções constituem o próximo campo de batalha. Esse profissional deve analisar toda a situação de interação do cliente com a marca, qualificar as emoções envolvidas e propor estratégias para atingir a experiência ideal.

7. Personal Feedback & Appraisal Designer (Designer de Feedback e Avaliações)

Os clientes ficam engajados por mais tempo quando têm acesso a experiências personalizadas. O problema é que as empresas interagem com milhões de clientes e possíveis leads por meio de centenas de canais. Por isso, é necessário um profissional para desenvolver e automatizar o feedback, e mecanismos de loop na jornada de consumo da marca. O designer de feedback pessoal vai criar, testar e ajustar os mecanismos de IA que captam os feedbacks do cliente, e os converter em melhorias na jornada de consumo.

8. Interbrand Marketer (Analista de Marketing Entre Marcas)

Na última década, muitas empresas passaram a oferecer plataformas de vendas por meio de IA e algoritmos que levam os consumidores a produtos e serviços de terceiros. Com isso, os consumidores não precisam mais pensar no que gostariam de comprar ou fazer porque as máquinas já fazem todo o trabalho operacional. Esse profissional será responsável por catalisar as relações entre empresas e marcas em expansão.

9. Sixth Sense Analyst (Analista de Sexto Sentido)

Você é capaz de prever uma tendência que pode inspirar nossa próxima campanha de vendas? Em caso positivo, seu trabalho será auxiliar a área de desenvolvimento de produtos e serviços que vão definir e estender o relacionamento com a mídia e influenciadores. O analista de sexto sentido deve conhecer e ter acesso a uma vasta rede de influenciadores dos mercados de seus clientes, de modo que garanta a credibilidade dessa próxima tendência.

10. Machine Personality Designer (Designer de Personalidade de Máquinas)

Você gosta de pessoas e de máquinas? Então, esse é o trabalho certo para você. Como designer de personalidade de máquina, você vai dar voz e personalidade a produtos e serviços digitais por meio da conciliação das necessidades de seus clientes com a experiência ideal. O candidato deve ter intuição afiada, paixão por trabalhar com pessoas e conhecimentos em cultura, etnografia, sociologia e branding.

11. Simulation Assistant (Assistente de Simulação)

O que acha de ajudar seus clientes a tomar as melhores decisões? O gerenciamento de expectativas e a divulgação dos benefícios de longo prazo de um relacionamento com o consumidor são recursos de marketing poderosos quando utilizados corretamente por meio de simulações. Assim, o assistente de simulação será responsável por coletar e apresentar previsões para modelar futuros cenários de uso para os serviços e produtos oferecidos.

12. Customer Wellbeing Specialist (Especialista em Bem-Estar)

Você gosta de saúde, práticas esportivas e nutrição? É a hora de usar esse conhecimento. Os especialistas em bem-estar complementam nossos produtos e serviços com expertise sobre como fazer escolhas mais saudáveis ao criar momentos personalizados na hora certa da jornada do consumidor. O profissional ideal deverá ter conhecimentos em nutrição, educação física, saúde mental e vida saudável.

13. Subscription Strategist (Planejador de Assinaturas)

De músicas a carros, os hábitos de consumo migram cada vez mais para um sistema de assinaturas. É por isso que os times de marketing precisarão de um planejador de assinaturas. Esse profissional será responsável por criar um framework de assinaturas conectadas para conquistar a lealdade dos clientes e estabelecer um canal direto de vendas. Sua principal função será analisar todas as situações em que o cliente tem contato com a marca, qualificar suas emoções e propor uma estratégia que permita atender às necessidades observadas.

14. Haptic Planner (Planejador Tátil)

O peso e a textura corretos podem transformar um aparelho barato em um item de luxo, além de enriquecer a experiência do cliente. Com novos materiais e a habilidade de programar texturas responsivas, surge a oportunidade de usar superfícies táteis para criar desejo ou interesse pelo toque. O planejador tátil deverá encontrar texturas, materiais e vibrações que estimulem o tato e se conectem ao público. Esse profissional será responsável por repassar para os times de criação e engenharia informações com os resultados esperados e as ações subsequentes para criar uma experiência tátil.

15. Science Liaision/Bio-Marketing Specialist (Especialista em Biomarketing)

Você ama ciência e marketing? Então por que não investir na carreira de especialista em biomarketing? Os dados biométricos oferecem insights valiosos sobre nossos clientes, que podem ser utilizados para feedbacks imediatos ou armazenar conhecimento para análise posterior. Como especialista em biomarketing, é seu papel encontrar oportunidades para aproximar os consumidores das marcas. Você será capaz de identificar oportunidades para agregar valor aos esforços de marketing na construção da jornada do consumidor.

16. Machine & People Ethics Manager (Gerente de Ética para Pessoas e Robôs)

A habilidade de construir uma marca forte e vendê-la com eficiência depende de como os colaboradores — e as máquinas inteligentes com as quais os clientes interagem — transmitem os valores de sua empresa. Por isso, é necessário um funcionário do time de marketing especializado em garantir que todos na empresa sigam seus valores corporativos. Como gerente de ética para pessoas e robôs, você deverá analisar os dados de cada departamento para entender o que colaboradores e máquinas pensam dos valores da companhia e como isso é posto em prática.

17. Micro-Interaction Marketing Specialist (Especialista em Marketing de Microinterações)

As microinterações acontecem a qualquer hora em qualquer lugar, e podem fortalecer as mensagens da marca e diferenciar relações entre os consumidores. Por isso, precisamos entender esse fenômeno e aprender a catalisá-lo. O especialista em marketing de microinterações deverá mapear todas as regras e todos os feedbacks para encontrar oportunidades que possam influenciar uma decisão ou percepção. Trabalhando nessa área, você será responsável por dissecar cada momento, a fim de descobrir caminhos para conquistar a fidelidade do consumidor.

18. Head of Bot Creative (Diretor de Robôs Criativos)

Você está pronto para comandar um exército de robôs com o toque de um botão? Em pouco tempo, boa parte do marketing criativo será realizada por uma força-tarefa de robôs. Enquanto economiza tempo e reduz erros humanos, essa abordagem racional significa que as campanhas de marketing podem ficar insípidas. O diretor de bots criativos precisa garantir que eles criem experiências atraentes e autênticas, que possam se conectar aos clientes em um nível emocional.

19. In-World Marketing Architect (Arquiteto de Marketing Virtual)

Realidade virtual, realidade aumentada, videogames e filmes impactam nossas vidas diariamente. Assim, ignorar as oportunidades de marketing dessa área significa perder dinheiro. Como arquiteto de marketing virtual, você deverá entender as motivações, os desejos e a jornada dos consumidores no espaço virtual, bem como identificar as oportunidades mais naturais e atraentes para influenciar os clientes. O candidato ideal deve ter experiência em publicidade, design de interiores, arquitetura ou produção de eventos, além de conhecer as principais tendências de AR e VR.

20. Object Persuasion Manager (Gerente de Persuasão)

No mundo conectado dos smart devices, não serão mais as pessoas fazendo recomendações para seus amigos, mas sim uma combinação de pessoas e algoritmos orientados por IA e machine learning. A disputa por espaço nos buscadores ficará cada vez mais acirrada, e para isso precisaremos de um profissional que ajude uma máquina a vender. O cargo de gerente de persuasão requer uma pessoa de extenso conhecimento em marketing, capaz de construir recomendações automatizadas do zero e persuadir os buscadores a considerar seus produtos e serviços em lugar dos concorrentes.

21. Master Storyteller (Especialista em Storytelling)

Boas histórias vendem, e é preciso um bom contador de histórias para unificar as mensagens presentes em milhares de pontos de contato com clientes ao redor do mundo. O especialista em storytelling vai organizar os conteúdos gerados automaticamente nas nossas mídias e garantir que não haja cacofonia entre vozes e ações automatizadas. Esse profissional usará a lógica humana no fluxo de comunicações geradas por máquinas para ajustar e alterar as mensagens com o objetivo de manter a autenticidade e consistência da marca.

WhatsApp e empatia personalizam o relacionamento cliente/empresa

Por Rita D’Andrea

Com 1,5 bilhões de usuários no mundo – e 120 milhões no Brasil – o WhatsApp é uma febre. Cada usuário examina suas mensagens, em média, 23 vezes ao dia. O aspecto “pessoal” do WhatsApp e de outras plataformas similares faz destes canais um espaço privilegiado para o relacionamento das empresas com seus clientes. Pesquisa realizada pela Nielsen e pelo instituto Facebook IQ em 2018 mostra que 53% dos consumidores estão mais propensos a realizar negócios com empresas com que se conectam via WhatsApp. Isso já está acontecendo: 63% afirmam trocar mais mensagens com empresas do que faziam em 2016.

Os desafios trazidos por esse serviço de mensagens, no entanto, são altos. Levantamento realizado em 2018 pelo portal Website Builder com 1000 consumidores do Reino Unido mostra que 72% aceitam esperar 30 minutos por uma solução ao problema apresentado. Outros 11% esperam uma resposta imediata.

Além da velocidade de resposta, o que o consumidor demanda é empatia.

A frustração do cliente é o que aparece no estudo feito no Reino Unido pela Eptica. Esse levantamento entrevistou consumidores e atendentes de contact centers que utilizam chat e social media. 31% dos consumidores atendidos por esses canais disseram que seu aborrecimento ou raiva não era percebido pelos agentes. Diante de situações como esta, 82% dos consumidores revelaram que mudam de fornecedor se a equipe de atendimento ao cliente não corrigir os problemas. O mesmo estudo mostra os desafios vividos pelos atendentes: 31% dos entrevistados têm dificuldade em reconhecer raiva ou aborrecimento em comunicações escritas como chat, WhatsApp ou e-mails.

Uma resposta a esse dilema aparece no estudo realizado em 2016 pelo Penn State’s Media Effects Research Laboratory. Um grupo de 100 estudantes foi filmado interagindo com o SAC por meio de chats na web e WhatsApp. Os atendentes melhor avaliados utilizavam emoticons nas trocas com o cliente e digitavam com grande rapidez e acerto, quase que reproduzindo a velocidade da fala.

O cliente quer conversar com uma marca como se conversasse com um amigo.

Para promover a melhor CX (Customer Experience), reações rápidas e habilidades conversacionais são essenciais. A meta é a empatia, usando-se meios digitais para massificar a personalização do atendimento. Economiza-se o tempo do cliente e evitam-se as cansativas repetições de informações pessoais. Vale a regra: o que é impessoal para a empresa é pessoal para o cliente que busca o atendimento.

O sucesso depende, ainda, de soluções de retaguarda para o atendimento ao cliente. Usando a nuvem como infraestrutura, é possível desenvolver e implementar com velocidade um ambiente inteligente de relacionamento com o cliente. Sofisticadas soluções de BI (Business Intelligence) exploram de forma analítica o mar de dados gerado pelas interações propiciadas pela visão omnichannel. Aplicando-se uma abordagem consultiva a esse universo, é possível desenvolver de forma customizada um dashboard sob medida para cada empresa, cada área de negócio, cada campanha de lançamento de produto. Cada dashboard gera KPIs (Key Performance Indicators) que mostram, de forma cristalina, o resultado da operação. O objetivo é transformar as informações coletadas em novas estratégias de venda e de inovação (novas ofertas ou produtos).

Atuando intensamente tanto na CX como no ambiente de BI, entram em cena tecnologias de IA (Inteligência Artificial) e Aprendizagem de Máquina (Machine Learning). Essas ferramentas “leem” o que se passa em cada interação, transcrevem ou traduzem para outras línguas o que foi dito, interpretam o grau de satisfação e engajamento do consumidor, propõem respostas, emitem alertas nos casos de conflito.

A comunicação das empresas com seus clientes evoluiu da chamada telefônica para o chat na página Internet deste fornecedor B2C e, em seguida, para a oferta de Apps para dispositivos móveis. A próxima onda da CX está se dando por meio de trocas de mensagens que capacitem as empresas a criar conexões pessoais e duradouras com seus clientes nos canais que estes preferirem.

Só há uma maneira de se fazer isso: mesclando pessoas (atendentes) com o que há de mais avançado em tecnologia.

No Brasil, o WhatsApp está crescendo como espaço de engajamento cliente/empresa. De agendamentos com médicos ao acompanhamento de processos jurídicos, passando pela monitoração da entrega física de um produto, tudo está acontecendo aqui e agora. Já há estudos, também, para que os usuários brasileiros de WhatsApp consigam fazer compras por meio desse canal.

Uma única meta norteia essa evolução: reviver, em um ambiente profundamente digitalizado, o relacionamento que nossos avós mantinham com o comércio ao lado de suas casas. Ao entrar no mercadinho, o cliente era chamado pelo nome, era avisado que seu produto favorito havia chegado, tinha a oportunidade de saborear uma nova oferta. Uma experiência de pertença, fidelidade e confiança que dura, traz ganhos para todos, e agora acontece na nuvem.

Rita D’Andrea, diretora da Mundo Livre Digital

Epson anuncia mais de 40 milhões de EcoTanks vendidas no mundo

A Seiko Epson Corporation anuncia que as vendas globais das impressoras EcoTank atingiram a marca de 40 milhões de unidades. No Brasil desde 2012, a tecnologia tanque de tinta é o principal produto da empresa no país, devido ao seu alto desempenho e potencial de sustentabilidade, frente aos demais produtos no mercado de cartuchos e laser. Devido a consumir menos energia, as EcoTanks proporcionam uma economia de 90% se comparado às demais tecnologias.

A Epson lançou impressoras tanque de tinta em outubro de 2010, na Indonésia, e em 2018 já havia expandido para cerca de 150 países. Após se estabelecer nos mercados emergentes, a empresa avançou os seus negócios para as economias desenvolvidas e viu seus modelos de EcoTanks serem responsáveis por uma porcentagem cada vez maior do mercado internacional. Como resultado, a Epson segue, segundo o IDC, como líder nas vendas de impressoras tanque de tinta pelo nono ano consecutivo.

No ano fiscal de 2019, a Epson continua com a sua estratégia de impulsionar a transição de impressoras de cartuchos e laser para os modelos tanque de tinta. Em ambientes corporativos, por exemplo, a sua linha tanque de tinta proporciona uma impressão mais rápida e com maior durabilidade, além de maior praticidade com o seu sistema de garrafas EcoFit, que permite o fácil abastecimento de cada cor. Esses benefícios fazem com que usuários de todos os segmentos imprimam livremente, sem se preocupar com os custos e outros incômodos.

Com esses esforços, a Epson planeja vender globalmente 10,2 milhões de impressoras tanque de tinta até abril de 2020 – um aumento de 13% em comparação com o ano fiscal anterior. Espera-se que isso represente cerca de 64% das vendas totais de impressoras a jato de tinta na Epson no mundo

Inscrições abertas para programa da Nestlé de aceleração de startups

Nestlé Health Science, empresa líder mundialmente reconhecida na área da ciência nutricional, acaba de lançar o Nestlé Beyond Food. O programa, desenvolvido em parceria com a StartSe e a Innoscience, tem como objetivo identificar e acelerar negócios em parceria com até três startups de todo o Brasil entre 2019 e 2020. As inscrições para a iniciativa estão abertas até 25 de outubro, pelo site lp.startse.com.br/programa/nestle-health-science/

Até 15 empresas serão selecionadas para um bate-papo com altos executivos da companhia. A partir disso, cinco startups se apresentarão em um pitch day em dezembro, quando Nestlé Health Science escolherá até três startups vencedoras, que receberão um aporte financeiro para a cocriação de soluções que atendam às necessidades de consumidores, clientes e áreas internas da empresa. As áreas atendidas pelo programa são: execução do negócio; outpatients; produtos e e-Health.

Com sede na Suíça, Nestlé Health Science é uma das unidades de negócios da Nestlé e possui uma linha premium de soluções nutricionais. Nos últimos anos, os investimentos em inovação foram ampliados e o Brasil tem sido um dos mercados protagonistas em várias áreas. “Buscamos, constantemente, a liderança também dentro categoria de saúde. Por isso, o Brasil é o 1º país do mundo a executar um programa de aceleração de negócios de startups de eHealth”, explica Monica Meale, Head da Nestlé Health Science-LATAM.

Régua de Gôndola Digital: a nova maneira de conquistar consumidores no ponto de venda

O grande desafio das empresas em tempos de tecnologia na ponta dos dedos é divulgar comercialmente seus produtos sem cansar o público e ter a certeza de que o meio escolhido irá atingir seu consumidor. Quando se trata de mídia exterior o desafio é ainda maior. Isso porque a Lei Cidade Limpa, em vigor desde 2007, regula toda e qualquer tipo de propaganda de empresas nas ruas.

Com tantos obstáculos e em meio a um cenário desafiador, Thiago Rocha, CEO da Krypton, estúdio de mídias e propaganda, criou a régua de gôndola digital, uma forma de promover os produtos dentro das redes de distribuição de varejo do Brasil.

Desenvolvido em parceria com a Duprat Produções, a primeira régua foi instalada recentemente em uma grande rede varejista para um fabricante multinacional de massas e teve ótima aceitação entre os frequentadores do estabelecimento.

“A régua de gôndola digital foi pensada para o público em geral que adora novidades. Não existe nada semelhante no mercado varejista e nos pontos de venda brasileiros. Estamos trazendo uma inovação. Abrindo um novo mercado para divulgação em plataformas de mídia out-of-home”, explica Rocha.

Informações técnicas

De acordo com Marcelo Duprat, diretor da Duprat Produções, a régua é um monitor de led que mede 1,20 metros de comprimento por 6 centímetros de altura. O equipamento tem cabeamento bivolt, com sensor de presença e o conteúdo em modo looping pode ser atualizado online.

Duprat explica a inovação foi pensada para aprimorar a percepção do cliente em relação ao produto exposto nas prateleiras. “A manutenção do equipamento é muito simples e, por ser um painel de led, pode durar mais de 10 mil horas. Nos centros de compra do Brasil essa novidade nunca foi vista”, comenta.

T-Systems Brasil cria evento interno de inovação

Há cerca de dois meses, os funcionários da T-Systems Brasil, provedora alemã com amplo portfólio digital de soluções e serviços de TI, estão tendo contato com o que a empresa chama de Innovation Day. Trata-se de reuniões abertas a todos os funcionários da companhia, onde empresas convidadas apresentam o que têm desenvolvido de mais inovador.

Formalizada este ano, a iniciativa começou a tomar forma no final de 2017, quando a área de compras da T-Systems passou a realizar reuniões informais com fornecedores. “Quando recebemos demandas, temos a responsabilidade de fazer procurement no mercado para levar o que há de mais novo para os clientes, daí a ideia de nos atualizar sobre o que o mercado oferecia”, explica Silvia Giacomo, head regional de procurement Américas e África do Sul da T-Systems.

O critério para estas reuniões – que passaram a ser realizadas semanalmente – era que a empresa tivesse uma nova solução que pudesse ser um diferencial no negócio da T-Systems. Com o tempo, as apresentações começaram a ganhar corpo e a área de Sílvia passou a enviar convites para que os responsáveis por outras áreas de negócios da T-Systems divulgassem junto às suas equipes.

“Começamos a visitar startups e ver o quanto de coisas legais elas estavam fazendo”, comenta Sílvia. A executiva achou que era hora de levar estas apresentações para mais gente dentro da companhia e, para isso, apresentou a ideia para o board da empresa. A ideia foi encampada pela presidente da T-Systems Brasil, Angelica Vitali, que a incluiu na iniciativa TransformAção.

TransformAção

O TransformAção é um programa interno implementado em 2019 com o objetivo de acompanhar as iniciativas de modernização da companhia implementadas por Adel Al-Saleh, CEO da T-Systems. No Brasil, o programa é composto por oito frentes de atuação sendo uma delas, inovação e tecnologia.

De acordo com o líder de cloud automation & innovation da T-Systems Brasil, Elber Bernardino, o Innovation Day foi criado dentro da frente de Inovação e Tecnologia com a proposta de levar o mercado para dentro da empresa, sempre com foco em companhias que estejam realmente fazendo coisas novas. “Deixamos aberto para qualquer colaborador da T-Systems participar, pessoalmente ou por conferência”, afirma.

No novo formato, o Innovation Day é realizado mensalmente, sempre com a participação de quatro empresas em cada reunião. “Chamamos fornecedores para fazer apresentações abertas para toda a empresa. O bacana é que trazemos inovação de todos os tipos, desde pequenas empresas que estão começando até empresas que estão no ar com suas soluções em funcionamento”, ressalta Sílvia.

“Com isso incentivamos essa cultura de inovação, conectamos novas ideias e damos visão mais abrangente sobre as soluções que podem ser oferecidas aos nossos clientes. Todos gostam”, completa Bernardino, lembrando que os fornecedores querem mostrar o que estão fazendo e os funcionários percebem que muitos conceitos, que eles acreditavam ser hype, estão acontecendo de fato.

Além disso, as reuniões representam para a empresa a oportunidade de descobrir oportunidades reais e potenciais. “Isso é inovação. Também é uma forma de ajudar nossos clientes e encontrar soluções que as vezes não estão em nosso portfólio e nos conectarmos as novas tecnologias”, compara Sílvia.

Bernardino explica que, no novo formato, já foram realizados dois Innovation Days com a participação de oito fornecedores. O executivo lembra que, além de tomar contato com soluções que podem integrar as ofertas da companhia, o contato com outros perfis de empresas também ajuda a T-Systems a repensar seus próprios processos.

“É interessante trazer a provocação de empresas que fazem acontecer de outra maneira. É preciso olhar o que está acontecendo no mercado e ver onde podemos mudar para fazer negócios de uma maneira melhor. Essa também é um dos objetivos do programa”, compara.

Mandic Cloud Solutions gerencia ambiente em nuvem da Schneider Electric

A tecnologia Web Energy, desenvolvida há 15 anos pela área de Energy e Sustainability Services da Schneider Electric, foi precursora do que conhecemos hoje como IoT (Internet das Coisas) no Brasil. Com mais de 10 mil pontos de medição instalados por todo o País, o grande desafio da empresa era oferecer disponibilidade do sistema de monitoramento de energia aos mais de mil usuários ativos sem perder em qualidade e segurança. Para isso, a gigante global conta com o apoio da especialista em nuvem corporativa, Mandic Cloud Solutions, que garante o gerenciamento de infraestrutura da plataforma em ambiente VMware.

“O sistema depende diretamente da disponibilidade e rapidez de resposta aos usuários, por isso prezamos pelo trabalho desenvolvido há dois anos pelos especialistas da Mandic Cloud”, afirma Evandro de Marchi, gerente da área de Eficiência Energética da Schneider Electric na América Latina. Segundo o executivo, muitos clientes usam os dados monitorados para fazer uma gestão operacional e controlar os gastos com energia elétrica de maneira assertiva e eficiente.

O Web Energy recebe dados de controladores dedicados, com software especializado para promover o armazenamento das informações e possibilitar as consultas eletrônicas a relatórios e gráficos que auxiliam no gerenciamento do consumo de energia elétrica e na tomada de decisões. Médias e grandes empresas de todos os setores se beneficiam com a tecnologia que impulsionou o desenvolvimento da indústria brasileira.

De acordo com a companhia, o sistema cresce cerca de 1GB por dia somente com os dados de monitoramento que são atualizados a cada 15 minutos. Já o volume de tráfego aumenta cerca de 5% ao ano. Para apoiar esse crescimento acelerado a Mandic Cloud acompanha de perto a jornada de transformação digital do cliente e sugere melhorias contínuas. “Nosso papel é garantir que a infraestrutura de cloud computing da Schneider Electric suporte os mais 60 GB consumidos por mês”, explica Karina Costa, diretora Comercial da Mandic Cloud Solutions.

De Marchi não descarta, ainda, investir futuramente em um projeto para redesenhar o sistema e atualizar a base instalada com foco no back-end. “Estamos de olho nas tendências de mercado e queremos acompanhar o ritmo das mudanças para dar continuidade ao negócio e proporcionar mais flexibilidade aos nossos clientes”, revela o gerente.

ESET alerta: informações de 92 milhões de brasileiros foram leiloadas em fóruns clandestinos

Um banco de dados com informações pessoais de 92 milhões de brasileiros está sendo leiloado em fóruns clandestinos de acesso restrito na Internet. Para o registro nestes fóruns, é necessário obter um convite de alguém da comunidade ou realizar o pagamento de uma taxa. O banco de dados leiloado conta com 16GB de tamanho, no formato SQL, e o preço inicial do leilão é de US$ 15.000, com um lance (inicial) de US$ 1.000. A informação foi divulgada inicialmente pelo portal Bleeping Computer e é analisada pela ESET .

O vendedor X4Crow diz contar com 92 milhões de registros, separados por cidade e que incluem nomes, datas de nascimento, nome da mãe, sexo e número de CPF de brasileiros. O banco de dados também conta com detalhes sobre pessoas jurídicas, ou seja, o CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica) de empresas brasileiras.

Além do banco de dados disponível em fóruns, o vendedor também oferece um serviço de busca, que promete disponibilizar informações valiosas sobre os cidadãos brasileiros a partir de apenas alguns dados. Usando informações como o nome completo, o CPF ou o número de telefone, o X4Crow diz poder fornecer números de telefone (celular e telefone fixo), endereços antigos, endereço de e-mail, profissão, nível educacional, possíveis parentes, vizinhos e placas de carro de brasileiros.

O X4Crow disse poder obter dados sobre qualquer empresa e sua estrutura corporativa. O preço para o serviço é de US$ 150, apesar de oferecerem descontos ocasionais de US$ 50.

Daniel Barbosa, pesquisador de segurança da informação da ESET, destaca que o caso serve como um alerta para que os usuários e empresas cuidem de suas informações. “Mesmo com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) entrando em vigor em breve, ainda temos notícias alarmantes como essa. É necessário que todos, pessoas e empresas, tomem medidas efetivas para proteção dos dados a fim de evitar que este tipo de incidente volte a ocorrer”, alertou o pesquisador. O uso de uma solução de segurança da informação e a atualização de sistemas operacionais e programas ou aplicativos podem reforçar a segurança de todos, reforça a ESET.

A ESET possui o portal # quenãoaconteca , com informações úteis para evitar que situações cotidianas afetem a privacidade online.

Para saber mais sobre segurança da informação, entre no portal de notícias da ESET: www.welivesecurity.com/br/

HACKEANDO CENTRO: programa visa transformar o Centro de São Paulo com inovação de startups

A inovação é feita de pontes entre quem tem as soluções e quem tem os meios para viabilizá-las. E para promover essas pontes que a ISSO! foi criada, uma startup voltada para o desenvolvimento de outras startups e para a criação de um hub de talentos.

Com esse mote, a ISSO! lança o programa HACKEANDO CENTRO, que visa acelerar a transformação urbana e o desenvolvimento social do Centro de São Paulo por meio da construção de um ecossistema de inovação para impulsionar a revitalização da região, trazendo sob um mesmo teto: startups, designers e hackers para desenvolver soluções tecnológicas e desenhar um centro mais:

  • Conectado – prédios inteligentes, serviços digitais, internet das coisas, sensores nas ruas e inclusão digital;

  • Aberto – o Centro como um ecossistema de inovação aberta, atraindo comunidades de talentos inovadores, colaborando para a criação de um modelo de governança inclusivo, mediante plataformas colaborativas;

  • Sustentável e Seguro – inovação para suportar os programas de planejamento urbano, promovendo mobilidade, reciclagem, energias renováveis, economia compartilhada, utilização dos espaços ociosos, valorização do patrimônio histórico e cultural da região central.

De acordo com Alessandro Martineli, CMO da ISSO!, o HACKEANDO CENTRO é uma iniciativa que visa criar um movimento de transformação real, unindo os melhores talentos e recursos. “Temos como objetivo levar o conceito de inovação aberta para além de suas aplicações no mundo corporativo, concentrando-o nos processos complexos de renovação urbana que envolvem uma série de atores públicos, privados e coletivos que devem alinhar suas estratégias e colaborar no que chamamos de Open City Innovation (Inovação em Cidade Aberta). Queremos criar um movimento com a participação da sociedade para ajudar a tornar o Centro em um polo de economia criativa, bem como um local para os millenials morarem e trabalharem”, explica.

Inicialmente, o programa, que conta com inscrições gratuitas e premiação de R$50.000,00 em dinheiro, terá foco nas verticais: SecureTech, UrbanTech e DesignTech. A primeira edição do HACKEANDO CENTRO trabalhará a vertical SecureTech, sob o tema: “Segurança e zeladoria tecnológica para o Vale do Anhangabaú e arredores” e visa atrair startups que têm atuação na área de segurança pública para testar suas tecnologias utilizando dados reais e em um ambiente desafiador, representado pelo Centro de São Paulo.

Os participantes devem ter competências relacionadas ao enfrentamento dos problemas ligados aos desafios propostos pelo programa, por exemplo: profissionais e estudantes das áreas de Arquitetura, Design, Engenharias, Gestão de Projetos e Políticas Públicas, Segurança Pública, Tecnologia da informação e Comunicação.

Para viabilizar o HACKEANDO CENTRO, a ISSO! conta com patrocinadores. Para a primeira edição, que tem duração até abril de 2020, dividido em quatro fases, a startup tem o apoio do Banco Original. “Com os impactos positivos gerados a partir do programa, acreditamos que iremos atrair novos parceiros para as próximas edições”, comenta Martineli.

Para mais informações sobre o programa, inscrições e patrocínio, acesse: hackeandocentro.com.br/

Cashless: A Extinção do Dinheiro Físico

Por Rafael Pimenta, co-CEO da BTX Digital

Guardar cédulas e moedas embaixo do colchão deixou de ser – há muito tempo – uma opção. O consumidor moderno preza pela agilidade e praticidade que o dinheiro físico já não lhe garante, levando-o a recorrer cada vez mais para o uso contínuo instrumentos digitais. Segundo a Associação Brasileira de Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (ABECS), no terceiro trimestre de 2018, as compras realizadas através de cartões de débito, crédito e pré-pagos cresceram cerca de 14,7% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

No entanto, a falta de confiança e incerteza que muitas pessoas possuem em relação aos meios de compra digitais resulta no insistente apego brasileiro pelas tradicionais moedas de troca. A cada ano são emitidas cada vez mais notas no país, e o Banco Central do Brasil já confirmou que pretende emitir em torno de 1,5 bilhão de novas cédulas em 2019, uma diferença de quase 0,3 bilhão desde o ano passado. Um dos motivos deste acréscimo está ligado a falsa impressão de que os pagamentos em dinheiro possuem zero taxas de serviços ao serem utilizados, fazendo com que as pessoas pensem estar desprendidas de tarifas como anuidade, taxa de saque, transferência, depósito, emissão de segunda via e outros.

O grande problema quanto a este ponto é que para produzir dinheiro também é preciso gastar dinheiro. Em 2016, o órgão nacional vinculado ao Ministério da Economia informou que a produção de cada R$ 100,00 e R$ 50,00 custava em torno de R$ 0,25 centavos. O que significa que para imprimir 1 mil células, o gasto seria de R$ 250,00. Vendo estes custos como uma renda redutível, países como a Suécia, garantem extinguir a emissão do dinheiro físico até o fim da próxima década. Além disso, o governo sueco divulgou estar testando o uso de uma moeda digital nacional, a e-krona (coroa eletrônica), visando promover totalmente o reajuste em seu sistema econômico.

Desta forma, vemos que as plataformas e sistemas digitais vêm se tornando os principais precursores de uma nova era. Não apenas por sua comodidade, mas – atualmente – a maioria dos digital banks oferecem isenção em grande parte das tarifas aplicadas ao seu uso. Estas são ferramentas que ajudarão a moldar o futuro das transações monetárias, reinventando os modelos de bancos que já conhecemos e trazendo diferentes benefícios. Um bom exemplo que chama a atenção do consumidor é o programa cashback, sistema que garante o retorno de seus gastos em forma de descontos e mimos, fidelizando o cliente.

Sendo assim, é importante enxergar que existem diversas portas abertas para entrarmos em um mundo livre do papel-moeda e que, países como o Brasil, precisam estar dispostos a investir em soluções que se enquadram às necessidades atuais, ou seja, rápida, cômoda e eficiente.

Parceria PayPal e Itaú Unibanco agora beneficia todos os clientes com cartões de crédito

PayPal e Itaú Unibanco comunicam que, a partir de agora, todos os clientes com cartões de crédito do banco passam a contar com acesso rápido, fácil e seguro para vincular o plástico ao PayPal por meio dos aplicativos Itaú, Itaucard, Itaú Personnalité e Credicard. A facilidade vai beneficiar milhões de pessoas, portadoras dos mais de 33,8 milhões de cartões de crédito emitidos pela instituição.

As empresas firmaram acordo no segundo semestre de 2018 com o objetivo de garantir comodidade e segurança aos consumidores nas compras online e gerar maior conversão de vendas para os varejistas. Desde o início deste ano, quando o piloto do projeto entrou em produção, investiu-se em tecnologia, pesquisas, análises e testes para criar um serviço que satisfizesse plenamente os usuários – tudo de forma online e self service. Dessa forma, Itaú e PayPal mesclam propostas de valor, combinando expertises para acelerar a inclusão digital, ajudar a impulsionar o volume do comércio eletrônico global e proporcionar transações seguras aos seus clientes.

A parceria vai ao encontro de uma tendência global, refletida em recente pesquisa que o PayPal encomendou à IDC*, segundo a qual 61% das pessoas das classes A, B e C já utilizam carteiras digitais no País. O estudo também apontou que a confiança que os bancos inspiram em seus clientes é claramente valorizada pelos consumidores, com uma pontuação de 8,3 de 10. Os resultados da pesquisa comprovam o movimento de migração dos clientes dos bancos para os smartphones: 65% dos brasileiros usam aplicativos das instituições bancárias para abrir conta ou adquirir produtos/serviços financeiros.

Experiências aprimoradas

Os correntistas do banco agora têm acesso às seguintes experiências aprimoradas:

Rápido e fácil: ao ativar o One Touch™, os clientes podem concluir suas compras com um único clique, sem precisar digitar seu login e/ou senha ou inserir dados financeiros toda vez que compram.

Uma única carteira digital: todos os cartões do Itaú em um só lugar, permitindo que os clientes escolham sua forma preferida de pagar. Quando os clientes recebem um novo cartão ou desejam atualizar seus dados, precisam fazer isso apenas uma vez na carteira digital do PayPal para continuar comprando.

Compras em todo o mundo: com o PayPal, os clientes do banco podem comprar sem preocupação em 23 milhões de lojas virtuais em mais de 200 mercados em todo o mundo, sabendo que suas informações financeiras são criptografadas e não são compartilhadas com os lojistas.

Os clientes do Itaú também podem acumular pontos pagando com o PayPal a cada compra – assim como acontece hoje quando usam o cartão de crédito. Além disso, eles contam com benefícios exclusivos do PayPal, como os programas Proteção ao Comprador e Frete Grátis na Devolução.

Acesse mais informações sobre a parceria no link www.paypal.com/br/webapps/mpp/itau-paypal.

“Os mercados bancário e financeiro têm sido fortemente influenciados pela digitalização, mobilidade e expectativa dos consumidores, que presumem que a indústria será capaz de fornecer soluções descomplicadas, no tempo do consumidor e no local de sua escolha. Essa parceria demonstra exatamente isso: Itaú e PayPal unem forças para oferecer soluções confiáveis, inovadoras e convenientes aos clientes em um cenário em que percebemos a quase onipresença dos smartphones”, diz Carlos Nomura, head de Pagamentos do PayPal. “A digitalização está transformando os mercados financeiros e bancários, e a mobilidade vem contribuindo com a democratização de produtos e serviços”, conclui o executivo.

“Estamos celebrando mais um avanço em nossa jornada de modernização dos pagamentos, aprimorando a oferta de carteiras digitais a serviço dos nossos clientes”, diz Rubens Fogli, diretor do Itaú Unibanco. “Buscamos antecipar as necessidades de nosso público, que quer ter cada vez mais autonomia em relação a seus recursos financeiros. A colaboração e a integração com o PayPal reforçam o movimento do Itaú de oferecer a melhor experiência ao usuário em compras online e via app, com conveniência, simplicidade, segurança e agilidade”, finaliza.

(*) Para elaborar a pesquisa “Como fintechs e bancos podem democratizar os serviços financeiros na América Latina”, a IDC realizou uma pesquisa online em maio de 2019 com 1.067 consumidores das classes socioeconômicos A, B e C no Brasil, Colômbia e México para conhecer suas preferências em transações e canais financeiros, uso de cartões de crédito/débito e de carteiras digitais, assim como benefícios potenciais para consumidores, empresas e organizações bancárias. A pesquisa não teve limitações na amostra, exceto que os entrevistados possuíssem um smartphone e tivessem pelo menos 18 anos de idade. A amostra apresentou uma boa composição tanto feminina quanto masculina (53% e 47% respectivamente), e a margem de erro em nível regional para os três países combinados foi de 3%, e 5% quando analisamos os países individualmente.

Everardo Maciel fala sobre reforma tributária nesta quinta-feira na Associação Comercial de SP

A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e entidades do setor de serviços promovem nesta quinta-feira (10/10), às 9 horas, palestra do ex-secretário da Receita Federal e consultor tributário Everardo Maciel.

Ele falará sobre a reforma tributária e o impacto da PEC 45 e da PEC 110/19 na economia, com especial enfoque no setor de serviços. Maciel também fará análise das propostas da reforma tributária em tramitação no Congresso, seguida de depoimentos de participantes que atuam em diversos segmentos. “Esperamos definir um posicionamento do setor de serviços, o mais importante da economia, que possa orientar os trabalhos dos deputados e senadores em relação ao tema”, diz Marcel Solimeo, economista da ACSP.

A reunião terá a participação de entidades que representam setores de mão de obra responsáveis por mais da metade dos empregos do País, como segurança, construção, centrais de atendimento, contabilidade, educação, advocacia, saúde, informática e transporte.

Reforma Tributária: impacto da PEC 45 e da PEC 110/19 sobre o setor de serviços
Dia: 10/10/2019 (quinta-feira)
Horário: 9 horas ao meio-dia
Local: Rua Boa Vista, 51, 9º andar — Centro — São Paulo/SP

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