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Dólar e investimentos de pessoas físicas batem recorde

O relatório divulgado pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) foi visto como um indicativo de crescimento da busca dos brasileiros por investimentos, analisa Leandro Benincá, educador financeiro da Messem Investimento.

“O brasileiro está investindo mais. A parte não tão boa desta notícia é que, dos R$ 3,1 trilhões de reais investidos por pessoas físicas no Brasil, a imensa maioria ainda se concentra em investimentos financeiros de baixa rentabilidade, como títulos e fundos que não ultrapassar sequer o CDI, sem contar nos ‘bilhões de reais alocados na caderneta de poupança’ que, com a recente queda da taxa básica de juros, a Selic, acumula um rendimento de 3,5% ao ano, inferior ao desempenho de muitos índices da inflação“, salienta o especialista.

Mesmo nos investimentos mais sofisticados, como a previdência privada e os fundos, inclusive para os segmentos de alta renda e private, a maior parte das alocações ainda transita entre produtos de baixa rentabilidade e/ou alto custo de taxas.

“Embora o número de investidores no Brasil ainda seja minúsculo em relação ao tamanho de nossa população, estamos no caminho certo”, frisa Benincá, ressaltando: “Um país com mais investidores é mais sólido, menos sujeito ao endividamento geral da população e a crises de crédito, o que se reflete também na própria estrutura da sociedade”.

Dólar

Para o head de renda variável da Messem Investimentos, William Teixeira, é preciso muita cautela para “surfar a onda” da valorização do dólar, que no último pregão alcançou a maior cotação desde o início do Plano Real.

“O investidor que quiser surfar essa onda, ou se proteger dela, pode utilizar de contratos futuros de dólar, NDF, ou opções sobre a moeda para tal, no entanto é importante que o investidor esteja ciente do funcionamento de cada um desses derivativos, pois além da volatilidade atual que a moeda apresenta, o dólar é um ativos de menor previsibilidade do mercado, uma vez que sua cotação depende de inúmeras variáveis observadas ao redor de todo o mundo”, explica.

Apesar do cenário de aversão ao risco, com os investidores receosos em aplicar nos países da América Latina, em função da instabilidade política e econômica na região, Teixeira acredita que a moeda deva reverter parte desse movimento de alta.

“O [Boletim] Focus mostra o dólar a R$ 4. O mercado ainda projeta a queda da moeda”, conclui.

O papel decisivo das ferramentas digitais na Black Friday

Por Glaucia Hora

As ferramentas digitais possuem um papel fundamental para ajudar as empresas a criar campanhas de marketing na forma 360º, ou seja, campanhas que alcancem os clientes em diferentes canais de comunicação, como SMS marketing, e-mail, notificações de push, Facebook Messenger e WhatsApp Business. Ter uma estratégia no meio digital durante a Black Friday é fundamental, porque esses canais têm um papel decisivo nas vendas.

Das pessoas que compram na data, 82% o fazem on-line, segundo levantamento do Google sobre a Black Friday. O meio digital também ajuda nas compras off-line, porque, antes de comprar por meios físicos, os consumidores pesquisam na internet para complementar as compras feitas nas lojas físicas, gerando uma experiência multicanal. As ferramentas digitais podem ser usadas para rastreamento de produtos, atendimento ao cliente, envio de vouchers promocionais, anúncios de ofertas, campanhas de engajamento e envio de informações transacionais.

O grande diferencial da Black Friday é a gama de ofertas e condições especiais que o mercado oferece nesse período. Com isso, os sites de busca são os primeiros motivadores de compra, seguidos pelas mídias sociais. Só o Facebook representou 53% das compras em e-commerce no primeiro semestre. Já o Instagram representa 32% dos motivadores de compra. Outro canal que vem crescendo anualmente é o WhatsApp Business, cujo alcance é de 1,5 bilhão de pessoas ativas no mundo. No Brasil, segundo o estudo Panorama de Mensageria, publicado em agosto, 98% dos smartphones brasileiros têm o aplicativo instalado.

O WhatsApp Business é um canal de comunicação que veio para complementar, e não substituir os outros serviços. Por se tratar de um aplicativo de mensageria muito usado pelos brasileiros, as marcas podem aproveitar essa vantagem para interagir com os seus clientes em um canal de sua preferência. Vale ressaltar que as empresas devem procurar um provedor oficial do WhatsApp Business para, assim, garantir a segurança na troca de mensagens.

Uma tendência no mercado digital que vem ganhando força é a compra por meio de assistentes de voz, gerando um novo cenário de vendas cruzadas, uma variedade ilimitada e uma visibilidade reduzida, o que permite um conhecimento do consumidor por meio do seu rastro digital, segundo relatório da consultoria Ebit. Esse comportamento tende a crescer no Brasil, uma vez que os assistentes de voz estão entrando no mercado agora.

Em suma, pelos meios digitais, é possível oferecer ao consumidor uma variedade muito grande de produtos, e fica mais fácil para as empresas gerar uma necessidade de compra, devido à infinidade de produtos que podem ser oferecidos no mundo digital. Nesta época de Black Friday, os varejistas precisam desenvolver suas campanhas de marketing pensando no mobile first ou mobile only, já que 43% das vendas em e-commerce são feitas via dispositivos móveis. Por esse motivo, é necessário desenhar uma boa experiência de navegação com simplicidade e agilidade.

Glaucia Hora, especialista de marketing da Infobip

Fintech abre mais de 20 vagas em SP para contratação ainda em 2019

Apesar do alto índice de desemprego no Brasil, o ecossistema de startups caminha na contramão. Segundo a Associação Brasileira de Startups (Abstartups), existem atualmente cerca de 5 mil vagas abertas no setor. E, para quem busca uma oportunidade na área que mais cresce, nas fintechs, a Bom Pra Crédito , plataforma que une credores e tomadores de empréstimos por meio de uma experiência única e 100% digital, acaba de anunciar a abertura de mais de 20 vagas , em diversas áreas e níveis hierárquicos.

As posições são para atuar na sede da startup, em São Paulo. Além dos conhecimentos e habilidades necessários para cada posição, há alguns pré-requisitos para os interessados em trabalhar na empresa: sonhar grande, ser engajado e estar disposto a construir e enfrentar o novo.

Fundada em 2014, a Bom Pra Crédito tem crescido cerca de 200% ao ano e já intermediou mais de R$ 500 milhões de empréstimos dos mais de 34 parceiros que compõem a plataforma. Em 2019, a fintech recebeu um aporte de R$ 35 milhões em rodada pré-Série B liderada pelo Grupo Globo, maior conglomerado de mídia e comunicação da América Latina. “Nosso objetivo é manter essa curva de crescimento e fechar o ano com mais de 90 pessoas no time”, afirma Ricardo Kalichsztein, CEO e Fundador do BPC,

As inscrições para o processo seletivo podem ser feitas no link: http://jobs.kenoby.com/bompracredito

Mais empresas encerram portfólio de produtos em outubro

O Radar Empresarial de outubro, calculado pela Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil, demonstra que cresce o número de empresas que encerraram os portfólios de produtos. O aumento deste índice em outubro foi de 13,5% na comparação com setembro para o indicador Brasil. Para médias e pequenas empresas, o aumento foi de 7,8%. Nos últimos 12 meses, no entanto, o índice aponta um cenário inverso ao de outubro, quando analisado isoladamente. Em um ano, observa-se redução de 3% no número de portfólio de produtos encerrados.

Radar Empresarial mensura o encerramento de portfólio de produtos pelas empresas, nos mostrando uma tendência se mais ou menos empresas decidem pelo término de suas linhas de produtos. Ele pode ser utilizado como um termômetro da conjuntura econômica nos meses subsequentes à sua publicação, sendo um antecedente do índice de falências do Serasa.

Entenda o Radar Empresarial

• O Radar Empresarial é um indicador estatístico que contempla todos os setores da economia nacional, tendo maior representatividade na indústria de transformação. O indicador apresenta dois recortes: Brasil e Micro e Pequenas Empresas (MPE).

• Elaborado pela GS1 Brasil com o apoio da 4E Consultoria, o estudo é publicado mensalmente e ajuda o mercado a ter uma percepção mais apurada sobre o ambiente de negócios no País.

• O indicador possui forte correlação com o indicador de falências do Serasa, sendo possível, inclusive, a utilização do Radar para antever seus resultados.

• Número indicador com base média 2012 = 100.

ACSP: Vendas surpreendem e sobem 4,7% na 1ª quinzena de novembro

Começou a esquentar: na primeira quinzena de novembro, as vendas do varejo paulistano cresceram 4,7%, em média, ante igual período de 2018, de acordo com dados do Balanço de Vendas da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

No movimento de vendas a prazo, a alta foi de 4% nos primeiros quinze dias do mês, na comparação anual. Já as vendas à vista cresceram 5,4% no período.

Esse resultado, que supreendeu ao levar em conta a média de aumentos de 2% dos 10 meses anteriores, se deve a três fatores importantes, segundo Emílio Alfieri, economista da ACSP.

O primeiro tem a ver com a retomada gradual das vendas de móveis e eletrodomésticos, puxada pela queda nos juros e o aumento do crédito para pessoa física, segundo o economista – o que influenciou o resultado das vendas a prazo, que seguiam tímidas.

O segundo, que engloba as vendas de menor valor à vista, como vestuário, calçados, acessórios, artigos de uso pessoal e utilidades domésticas, foi favorecido pela liberação dos R$ 500 do FGTS, afirma.

Já o terceiro está relacionado à antecipação que o varejo físico tem feito da Black Friday: segundo o economista da ACSP, grandes varejistas já estão fazendo ofertas e promoções relacionadas à data desde o início do mês. Na 25 de março também há ofertas com esse apelo promocional – inclusive nos itens da coleção primavera-verão e moda praia.

“Todos esses lojistas saíram na frente e, ao invés de fazer ações só no dia 29, eles transformaram novembro no mês da Black Friday”, diz Alfieri.

De modo geral, os fatores que puxaram o resultado têm ajudado bastante o varejo paulistano que, segundo Emílio Alfieri, vinham crescendo em torno de 2% ao mês, mas fizeram novembro começar de maneira favorável.

“Ainda é preciso um pouco de cautela, pois, por um lado, a Black Friday pode tirar um pouco das vendas do Natal. Por outro, com o novo corte de juros esperado para dezembro e o restante da liberação do FGTS, que foi antecipada para esse ano, os resultados podem supreender”, sinaliza.

O Balanço de Vendas é elaborado pelo Instituto de Economia Gastão Vidigal da ACSP com base em amostra da Boa Vista SCPC.

Bob Wollheim assume como CSO da CI&T

Empreendedor e uma das maiores autoridades do País no mercado de inovação, Bob Wollheim é o novo Chief Strategy Officer (CSO) da multinacional brasileira especializada em transformação digital CI&T. O executivo assume o cargo com o objetivo de reforçar ainda mais a estratégia da companhia na construção de sua reputação, na comunicação com os clientes e na transformação de pessoas.

Com mais de 20 anos de experiência no mercado digital, Bob é um dos principais nomes quando o assunto é empreendedorismo, inovação e transformação digital. Formado em administração de empresas pela Fundação Getulio Vargas, foi fundador de uma série de companhias ligadas ao universo da tecnologia, incluindo o YouPIX, plataforma digital focada em discutir a cultura da internet. Também foi Head of Digital do Grupo ABC de comunicação

Na CI&T, Bob terá como missão promover uma comunicação cada vez mais estratégica, de maneira ampla e holística. “Em tempos exponenciais, empresas inovadoras têm o grande desafio de narrar – com velocidade e simplicidade – a inovação e a disrupção que trazem para o mercado. Tendo isso em mente trago para CI&T um olhar de Comunicação, mas também de Transformação de Líderes, tema ao qual venho me dedicando nos últimos anos”, afirma o executivo. “E fazer isso na CI&T, empresa que venho acompanhando com grande atenção e curiosidade há tempos – e que é referência absoluta em Transformação Digital (para a qual a cultura dos líderes é vital) – é uma grande satisfação e oportunidade”, complementa.

O CEO e fundador da CI&T, Cesar Gon, avalia que a tecnologia não inova por si só – pelo menos não ainda -, mas as pessoas, sim. Por isso ressalta a vinda do executivo. “A tecnologia não está revolucionando nenhuma indústria, as pessoas estão. Bob é um agente de transformação, uma dessas raras pessoas que combina inquietude, disrupção e execução. É um prazer contar com ele na ambiciosa jornada CI&T”, destaca Gon.

Thiago Quartarollo é o novo Head de Operações & Estratégia da Wevo

A Wevo, uma plataforma SaaS que oferece uma melhor experiência para times de TI e de negócio configurarem, desenvolverem e gerenciarem integrações de sistemas e dados, ajudando empresas em 10 países e mais de 1.800 usuários a se transformarem digitalmente, anunciou a contratação de um novo Head de Operações e Estratégias. Thiago Quartarollo, assumiu a diretoria executiva da empresa.

O profissional tem mais de 10 anos de experiência na área de projetos, estratégias, operações e performance, passando por empresas gigantes como Mercedes Benz e Glovo. Com certificado de novos negócios pela Saint Paul e graduação de engenharia na Mauá Tecnologia, o executivo vem com um histórico agressivo e busca acelerar o crescimento da Wevo, levando em conta o grande potencial que o mercado apresenta.

Hoje a empresa tem entre seus clientes marcas como ArcelorMittal, Dia, DPaschoal, Electrolux, Nestlé, Sony, Unilever, Whirlpool, Yamaha, Decathlon, Espaçolaser, Saraiva, Sony e Pernod Ricard. Neste ano, a Wevo foi a ganhadora do Prêmio ABComm de melhor empresa de tecnologia para e-commerce.

NeuroUp, startup de Recife, recebe aporte de R$ 2,5 milhões

A NeuroUp acaba de receber um aporte de 2,5 milhões do Criatec 3 (fundo gerido pela Inseed Investimentos e criado pelo BNDES). A empresa, criada em 2014 e sediada em Recife (PE), desenvolve soluções de biofeedback – que ajudam o usuário a reduzir a tensão do corpo e atingir o relaxamento avançado. Com o aporte, a empresa pretende fortalecer a área comercial, adquirir escala e buscar a internacionalização. Trata-se do primeiro aporte do Fundo Criatec 3 na Região Nordeste.

“A tecnologia permite que o usuário aprenda técnicas de relaxamento e as aplique no dia a dia. Controlar a tensão dos músculos é uma capacidade que poucas pessoas possuem, principalmente as que apresentam dores crônicas ou que vivem em situações de estresse. Portanto, o treinamento com o biofeedback pode beneficiar as pessoas com dificuldade para relaxar por vontade própria. Também pode ser usado em exercícios, já que o sistema indica o nível de contração muscular através de jogos”, afirma Ubirakitan Maciel – co-fundador e diretor executivo da NeuroUp. Segundo ele, “a tecnologia é bastante intuitiva e o custo é acessível”.

Segundo ele, o dispositivo pode ser acoplado ao corpo e se comunica com um aplicativo para celular. “Os sensores são capazes de captar a informação oferecida pelo corpo e devolvê-las em tempo real. Assim, é possível identificar o nível de tensão corporal e trabalhar técnicas que ajudam a reduzi-la”, diz Diogo Jardim – co-fundador e diretor técnico.

Gameficação

O dispositivo leva a pessoa a aprender uma nova habilidade de forma dinâmica. “O participante do treinamento se posiciona em frente à tela de um celular ou tablet e passa a interagir com gráficos visuais ou auditivos. Quando ele contrai, obtém resposta negativa. Quando ele consegue relaxar, há resposta positiva. Assim, o uso da gameficação ensina o participante a relaxar – que é algo muito mais difícil do que aprender a contrair”, explica Ubirakitan. Segundo ele, são realizadas de uma a duas sessões por semana, com duração de mais ou menos 20 minutos. “É parecido com aprender a tocar um instrumento novo. Em média são realizadas de 5 a 10 sessões de treinamento e os efeitos podem durar muitos anos”, afirma.

A origem dos empreendedores está na pesquisa universitária. Chegaram a residir na Espanha e França, onde passaram a se interessar ainda mais pela neurotecnologia. “Vimos muitas soluções capazes de melhorar a qualidade de vida das pessoas. Mas, infelizmente, ainda são muito caras e difíceis de serem utilizadas fora dos laboratórios. Um dos nossos principais objetivos é democratizar e tornar mais acessível esse tipo de tecnologia”, explica

Para Gustavo Junqueira, CEO da Inseed Investimentos, a NeuroUp foi selecionada pela equipe por ter um potencial de alcance global. “A empresa conseguiu transformar um conhecimento profundo, na área de neurodinâmica, em um produto que cuida de um problema a nível mundial: as dores crônicas”.

O Banco do Nordeste (BNB) é um dos investidores do Criatec 3. Ernesto Lima Cruz, superintendente estadual do BNB em Pernambuco, reafirma o compromisso de apoiar empresas inovadoras e com elevado potencial de crescimento. “O objetivo é construir ou expandir, junto aos empreendedores, ofertas de valor muito diferenciadas e levar o negócio a uma fase de crescimento acelerado. Além do aporte de capital, o fundo é um sócio proativo, que agrega estratégia, governança e compartilha decisões. Ele auxilia a empresa a avançar rápido e chegar mais longe do que faria sozinha”, diz.

GFT contrata head de Salesforce para o Brasil

A GFT, empresa alemã referência em tecnologias exponenciais para transformação digital e projetos ágeis, acaba de contratar Marco Antônio Silva e Silva para ocupar a posição de diretor da unidade de negócio Salesforce no Brasil.

O executivo chega à GFT com a função de estruturar a nova unidade de negócios baseada na plataforma, buscando excelência na condução de projetos por meio das práticas ágeis e alavancando sobre as principais áreas de atuação da GFT como Mobilidade, APIs, Backoffice digital, Analytics, AI e Cloud.

Com formação em engenharia da computação e MBA em gestão de projetos, o profissional possui experiência de aproximadamente 30 anos na área de Tecnologia da Informação (TI), atuando, nos últimos 18 anos, com sistemas de CRM e canais de relacionamento com clientes e passando por empresas como Avanxo Brasil, Plusoft e SulAmérica.

“Poder contribuir na jornada de transformação digital de nossos clientes, utilizando toda a capacidade que o Salesforce nos proporciona, me motiva muito. Com a minha forte experiência em CRM e implementação de projetos complexos em Salesforce no país, espero levar essa parceria estratégica para um patamar de excelência para a GFT e nossos clientes”, afirma Marco Silva e Silva.

Para Marco Santos, presidente da GFT Brasil e América Latina, a chegada do executivo tem o propósito de capacitar ainda mais a companhia para um mercado de tecnologia que está em constante crescimento e inexorável transformação para Cloud.

“A Salesforce tem se destacado na jornada de transformação digital, SaaS e Cloud do mercado, o que coincide com o DNA da GFT. A contratação do Marco Silva para a posição de head de Salesforce é uma grande aposta para atender a atual demanda dos nossos clientes, que confiam no nosso trabalho e no formato de parceria estratégica que colocamos em prática”, complementa Santos.

Economia melhora e ruptura cresce

Mais confiante com a economia, o consumidor foi às compras no último trimestre. As vendas no varejo brasileiro cresceram 3,5% em setembro (já descontada a inflação), em comparação com o mesmo período ano passado, conforme aponta o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA). Com isso, a ruptura também cresceu nos supermercados, como mostra balanço da Neogrid – (www.neogrid.com.br), empresa especializada na sincronização automática da cadeia de suprimentos.
No mês de agosto, a ruptura atingiu 10.32% e, em setembro, o índice subiu um pouco mais atingindo 10,35%, para fechar o trimestre, em outubro o mês fechou com 10,37%. No mesmo período de 2018, os índices eram de 10.16% em agosto, 9.82% em setembro e 9,85% em outubro. O fenômeno pode ser explicado, conforme Robson Munhoz, vice-presidente de Operações da Neogrid, pela, ainda que lenta, melhora na economia e o retorno dos brasileiros às compras.
O executivo ainda acredita que esse aumento nas vendas se deve pela melhora da confiança do consumidor e pelas injeções econômicas que vem sendo feitas como, por exemplo, a liberação do FGTS, o pagamento do PIS (tradicional nesta época e já programado) e ações como a Semana do Brasil (tida como uma versão brasileira da black friday) que levam mais dinheiro para o bolso do consumidor. O aumento das compras em supermercados é um dos principais termômetros.
“Se formos fazer uma análise do ano como um todo, o que aconteceu nestes últimos dois meses é a resposta do consumidor que os varejistas esperavam ainda no primeiro semestre quando, otimistas, eles aumentaram os níveis de seus estoques acreditando no aumento das vendas. Estas vendas vieram agora e a ruptura se deu, na verdade, porque o varejo não foi tão rápido em reabastecer seu estoque”, explica o executivo.
Na visão do executivo, as perspectivas são boas para os meses finais do ano, uma vez que datas importantes para o varejo como Black Friday, o pagamento do 13º salário e as festas de final de ano estão na agenda. “O brasileiro segurou muito as compras, pois estamos vindo de uma longa crise, mas, de certa forma, o país está fazendo sua lição de casa e os resultados lentamente começam a aparecer. Nossa recomendação aos varejistas é que eles olhem com carinho para seus estoques porque a previsão é de que tenhamos uma final de ano tão bom ou melhor do que o anterior, que já foi positivo”, encerra Robson.

Unicórnios: startups bilionárias são as mais buscadas pelos brasileiros

No último ano, muito se ouviu falar nos “unicórnios”: startups “raras” que valem mais de um bilhão de reais. E no Brasil, não é diferente: o país é um verdadeiro celeiro dessas empresas, e das 10 startups mais pesquisadas pelos brasileiros, oito são unicórnios fundados no país. É o que aponta uma pesquisa realizada pela SEMrush, líder global em marketing digital. E o interesse pelo assunto vem crescendo cada vez mais, pois apenas nos últimos três meses, as buscas pelo termo “startup” cresceram consideravelmente: de 90,5 mil em junho para 135 mil em setembro.

Em primeiro lugar no ranking vem o PagSeguro, fintech de meios de pagamento, com mais de 2,8 milhões de buscas mensais na internet, de acordo com dados da SEMrush. A pesquisa engloba mecanismos de busca como Google e Bing, e apurou dados de janeiro de 2018 a setembro de 2019. Em segundo e terceiro lugar, as únicas gringas da lista: Uber, com 2,6 milhões de pesquisas, e Airbnb, com 1,6 milhão. Seguindo a lista, o Nubank apurou 1,3 milhão de buscas, e recentemente a fintech anunciou que, em breve, os clientes poderão utilizar a nova modalidade para guardar dinheiro automaticamente.

No quinto lugar vem iFood, foodtech brasileira da holding Movile, que apurou 1,2 milhão de pesquisas. A 99 vem logo em seguida, com 363 mil buscas. A lista segue com Gympass, com 234 mil pesquisas, Stone, com 153 mil, Ebanx, com 117 mil e Loggi, com 92 mil.

Segue abaixo o ranking completo apurado pela SEMrush:

Startups mais buscadas na internet pelos brasileiros (média mensal de janeiro de 2018 a setembro de 2019):

1) PagSeguro: 2,8 milhões

2) Uber: 2,6 milhões

3) Airbnb: 1,6 milhão

4) Nubank: 1,3 milhão

5) iFood: 1,2 milhão

6) 99: 363 mil

7) Gympass: 234 mil

9) Stone: 153 mil

9) Ebanx: 117 mil

10) Loggi: 92 mil

 

Black Friday é oportunidade para impulsionar o resultado do varejo ao longo do ano

Por Andrei Biscaro, diretor executivo da Linx Impulse

Uma das histórias mais aceitas a respeito do surgimento do termo ‘Black Friday’ é que ele nasceu logo após o Dia de Ação de Graças, o famoso ‘Thanksgiving Day’, que é celebrado nos Estados Unidos. Em um dia em que o trânsito estava um caos por causa do feriado, os lojistas aproveitaram a oportunidade e fizeram diversas promoções para chamar atenção de quem estava por lá. Desde então, as ofertas continuaram, mas passaram a ser ainda mais fortes no ambiente online.

Atualmente, a Black Friday é considerada uma das datas comemorativas mais importantes do e-commerce brasileiro, ultrapassando até mesmo o Dia das Mães. De acordo com dados da Ebit/Nielsen, as vendas da sexta-feira promocional do ano passado totalizaram R$ 2,6 bilhões, representando uma alta de 23% em relação a 2017, e os consumidores únicos – aqueles que fizeram ao menos uma compra online – cresceram 9% em relação ao ano anterior, saltando para 2,41 milhões.

Esses números só foram possíveis porque as marcas passaram a investir em um intenso planejamento por trás dos descontos, mapeando e evitando riscos para manter os consumidores satisfeitos. Afinal, ao contrário de outras datas de grande movimento no comércio, na Black Friday, as pessoas têm um curto espaço de tempo para comprar o produto ou serviço que você oferece, e é bombardeado com várias promoções.

Com o passar dos anos, a Black Friday ganhou mais credibilidade no País e os varejistas conseguiram se organizar para oferecer descontos que chamam a atenção dos consumidores. A partir desse planejamento, o lojista deixa suas ações mais inteligentes: tem tempo hábil para escolher quais produtos estratégicos irá promover e fazer com que o estoque gire.

É necessário despertar o interesse do cliente nas semanas anteriores à data para conseguir boas vendas quando a hora chegar. Se o varejista começa a fazer as ações da Black Friday mais cedo, as pessoas começam a interagir com os produtos da sua loja e, com isso, as tecnologias de recomendação e personalização terão mais informações sobre os gostos de cada consumidor, criando oportunidades de reengajar esses usuários no dia do evento.

Mas não basta só chamar a atenção, é preciso que o varejista se destaque e apareça com os produtos certos para cada perfil de consumidor, conseguindo se sobressair nos anúncios. Afinal, se todos estão anunciando, sai na frente quem mostrar, no momento certo, os produtos mais dentro da expectativa de cada usuário. Uma vez que o consumidor foi conquistado, é hora de engajá-lo com soluções que facilitam a descoberta do produto. Por isso, a tecnologia é uma forte aliada com ofertas como vitrines personalizadas, ou seja, uma forma automatizada de utilizar as áreas mais nobres do seu site para apresentar para cada usuário os produtos que são mais aderentes a cada perfil de compra.

Além disso, com buscas inteligentes é possível usar artifícios como ‘autocomplete’ e filtros específicos adequados às suas regras de negócios para, por exemplo, otimizar a experiência ajudando o consumidor a encontrar o que deseja. Investir nessas soluções que facilitam a descoberta de produtos aumenta as chances de conversão e fidelização. Boas experiências são convertidas em resultados também positivos para o negócio.

A jornada de compra e alta performance comercial não precisam acabar no site, é possível ir além e garantir ainda mais satisfação nas vendas, pegando carona em um movimento que está ganhando cada vez mais espaço no varejo: omnichannel. Ele consiste na integração de canais físicos e online, permitindo que consumidores comprem no e-commerce e retirem em lojas tradicionais, realizem trocas por meio de canais diferentes e, por meio da inteligência logística, ainda recebam um produto em qualquer lugar, com opções prazo e frete mais interessantes do que é normalmente praticado.

Dessa forma, tanto o cliente quanto o varejista podem sair ganhando. Com esse modelo, as lojas se tornam centros de distribuição, ou seja, há ligação entre seu estoque de lojas físicas e virtuais, minimizando consideravelmente esta quebra de expectativa do cliente e, consequentemente, aumentando a confiança na sua marca e as suas vendas.

Como sugestão para os varejistas que querem tirar ainda mais proveito da Black Friday, o investimento em tecnologias e foco no consumidor são os principais pontos de destaque, como o uso de plataformas robustas e que se adaptem ao negócio, para atrair, engajar e satisfazer os clientes. Esse é o pilar por trás de um e-commerce que precisa ter uma boa navegação e tornar a experiência de compra a mais eficiente e intuitiva possível, mostrando também que o consumidor é a prioridade número um da loja.

Por fim, mas não menos importante, a qualidade de atendimento em diversos canais, seja no site, nas mídias sociais ou na loja física; e uma boa experiência antes, durante e após a compra. Com isso em vista, é preciso estar atento a todas as barreiras que podem dificultar a relação do consumidor com uma marca e, consequentemente, evitar uma venda que poderia ser facilmente realizada.

De acordo com um estudo do Reclame Aqui, a maior parte das reclamações registradas na última edição da Black Friday foram causadas por propagandas enganosas que levam os clientes a conclusões equivocadas, além de divergências de preços e instabilidades técnicas na hora da conclusão de uma compra.

Ao contrário do que muitos podem pensar, os esforços da Black Friday não acabam no ato da compra. Com todo esse conhecimento do consumidor, o processo após a data comemorativa deve ter uma atenção especial, com fidelização através de um canal aberto de diálogo e construção de relacionamento para que esse cliente continue em contato com a marca durante todo o ano, retornando para a loja.

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Planejamento estratégico tributário para 2020: riscos e oportunidades

Com o fim do ano se aproximando, as empresas têm a chance de rever a gestão da carga tributária e diminuir o impacto desse custo no orçamento. Para determinar o regime mais vantajoso para as operações, é preciso considerar os resultados obtidos no corrente exercício, desde os dados contábeis até as estatísticas operacionais, tais como unidades vendidas por produto ou serviço, índice de perdas, aumento de faturamento e perspectiva para o próximo ano, introdução de novas tecnologias que venham a alterar a estrutura de custos, novos modelos de negócios, etc.

“É um risco a empresa assumir que se faturar menos que o limite admitido pelo Simples deverá permanecer nesse regime ou no Lucro Presumido, se a receita bruta for de até R$ 78 milhões. Isso pode gerar um custo financeiro adicional”, explica Adelmo Nunes, contabilista e diretor da Planned Soluções Empresariais.

A legislação permite a revisão e a mudança de opção tributária, por isso a empresa não deve renunciar a um comparativo com as diversas opções de regime sem antes avaliar se é possível evitar custos extras de fluxo de caixa. Para Nunes, a análise financeira e dos dados operacionais para a tomada de decisão sobre o regime tributário deve ser minuciosa e abranger o plano de negócios, a receita bruta e o lucro projetado para o exercício seguinte. “É preciso considerar estrutura societária, tipo de produto, alíquotas de cada tributo, margens de lucro, custos, perfil de clientes e fornecedores, prazos de pagamento e recebimento, incentivos e benefícios fiscais, entre outros fatores que podem variar de empresa para empresa”, esclarece o diretor da Planned.

A projeção, além de facilitar o planejamento da tesouraria e o fluxo de caixa para o exercício seguinte, permite identificar qual regime tributário — Real, Presumido ou Simples — traz mais benefícios para a empresa, quanto à redução de carga tributária e burocracia e ganho de eficiência, sem que isso afete a responsabilidade fiscal. “Independentemente do porte da empresa — observada à obrigatoriedade da adoção do Lucro Real por sociedades anônimas e de capital aberto com faturamento superior a R$ 78 milhões — o planejamento tributário pode impactar no IRPJ, CSLL, PIS e Cofins, IPI, ICMS, ISS e na contribuição patronal para o INSS, daí sua importância”, salienta o contabilista.

Vale notar que o planejamento deve ser realizado antes da virada de ano, isso porque alguns impostos, a exemplo do PIS e da Cofins, requerem códigos do regime de tributação do imposto de renda a ser escolhido.

BlackFriday e tecnologia no transporte de cargas: aumento na demanda geral de frete proporciona um ambiente crescente de inovação e vendas

De acordo com dados de levantamento feito pela Cargo X, a Black Friday ajudou a impulsionar o aumento do frete entre os meses de junho e setembro. É possível perceber uma alta geral do frete, de 25,7%, nos meses que antecedem o evento, o que não se vê durante os outros meses com a mesma demanda e intensidade. A Black Friday para o varejo é uma ótima oportunidade para que os estoques sejam planejados e esvaziados, o que proporciona um aumento do frete e receita nesta época.

Paralelo a isso, levantamento conduzido pela startup curitibana EBANX – conhecida por ser uma solução que ajuda empresas estrangeiras como Airbnb, Spotify e Aliexpress a vender no Brasil com pagamentos em moeda local -, e lançado no LatAm Cross-Border Summit, evento de e-commerce internacional da América Latina, mostrou o comportamento do consumidor brasileiro em sites de compras internacionais, revelando que 62% dos brasileiros no último ano utilizaram os smartphones para acessar lojistas e fechar as transações e também que a expectativa sobre o tempo de entrega, por exemplo, demonstra que o brasileiro já não admite grandes atrasos para receber suas encomendas. Por isso é tão importante o papel da logística na compra online.

Com a chegada da Black Friday, o aumento cada vez maior das compras online e o sucesso do e-commerce e marketplaces, o cliente não quer mais somente que a sua encomenda chegue em boas condições, ele busca o diferencial na agilidade da entrega e na qualidade do rastreamento de suas compras. Segundo estudo anual da eBit, em 2018, a data sozinha faturou 2,6 bilhões de reais no Brasil, um número 23% maior que o resultado de 2017. A variação no volume de vendas no varejo no mês da Black Friday, na pesquisa mensal de comércio da IBGE, foi o maior visto desde Dezembro de 2017. Investir em um fluxo de operações mais ágil, eficiente e com custos reduzidos é uma prioridade para qualquer empresa hoje em dia, independentemente do seu segmento. Nesse sentido, a tecnologia criada pela Cargo X, startup que permite aos transportadores acesso a mais cargas, capital de giro e tecnologias que facilitam o transporte dos produtos.

E a logística do transporte de mercadorias? A tecnologia criada pela Cargo X funciona para que transportadores possam ter acesso a mais cargas. De acordo com um levantamento na CNT – Confederação Nacional do Transporte, 86% dos caminhoneiros já utilizam dispositivos eletrônicos em suas viagens, e as tecnologias do aplicativo ajudam esse caminhoneiro autônomo e o transportador a receber fretes de maneira personalizada – levando em consideração o tipo de caminhão, rota e produto transportado. Softwares voltados para o controle e rastreamento de cargas simplificam o fluxo de entregas e reduzem significativamente os erros de envio e problemas com atrasos. Um dos aspectos mais relevantes dessa tecnologia nas empresas de transporte é a segurança e a possibilidade de elevar a qualidade da experiência do cliente. Isso porque o sistema identificador permite que o caminho da mercadorias seja acompanhados pela Cargo X.

O aplicativo funciona da seguinte maneira: o caminhoneiro autônomo recebe um alerta indicando uma carga disponível. Após o aceite, ele recebe informações de carga e descarga, demandado por um dos transportadores parceiros da Cargo X. Todo processo é feito online, diminuindo ruídos e promovendo agilidade. A Cargo X consegue acompanhar todo o trajeto e saber o exato momento que a carga foi entregue.

A pesquisa da EBANX ainda traz insights de alguns dos principais líderes das indústrias de e-commerce, pagamentos e serviços digitais globais, como eBay, Visa, Elo, Mastercard, Salesforce, Adobe e Cargo X. Para Federico Veja, CEO da Cargo X, esse ambiente crescente de inovação pode resolver dificuldades ainda não solucionadas pelo governo: “Vamos tomar o seguinte como exemplo: com um simples aplicativo, podemos oferecer toda a infraestrutura ao cliente. [Com nosso aplicativo] o motorista do caminhão sabe exatamente quando ele precisa chegar ao armazém do cliente para carregar. (…) Então, um cliente que costumava gerenciar 500 caminhões, agora pode usar uma quantidade bem menor de caminhões [para carregar de maneira cada vez mais eficiente]. (…) O software pode ajudar a tornar a tecnologia física muito mais eficiente sem alterar qualquer coisa”. E continua: “Outro exemplo: no Brasil, temos cerca de 40 a 50% dos caminhões funcionando 24 horas nas estradas (…) Com o software, você pode fazer com que esses caminhões não funcionem vazios e se todos os caminhões estiverem funcionando carregados, você não precisa de tantos caminhões para a economia [como um todo]. [Além disso] Com menos tráfego rodoviário, não é preciso construir mais estradas ”, afirma Vega.

Atualmente a Cargo X é ponte tecnológica entre 300.000 caminhoneiros autônomos e 9.000 empresas que usam a plataforma para transportar os produtos que fabricam, em todas as regiões do Brasil. Além disso, a marca já emprestou mais de 40 milhões em capital de giro para transportadores em 2019.

Brasil é terceiro país do mundo com mais downloads de aplicativo, segundo Liftoff

A Liftoff , líder em marketing e retargeting de aplicativos para dispositivos móveis, lançou o Relatório de Tendências de Apps para Dispositivos Móveis de 2019. O levantamento traz novidades da economia de apps, análise geográfica, tendências em aquisição e retenção de usuários e os desafios que o setor deve enfrentar nos próximos meses.

Segundo a pesquisa, os apps já correspondem a 80% de todo o tempo que usuários gastam nos smartphones. Em 2019, já foram feitos 143 bilhões de downloads, o que representa US$ 120 bilhões em gastos nas lojas de apps ao redor do mundo. Entre os países que mais baixam aplicativos, o Brasil se encontra na terceira posição, atrás apenas de Índia e EUA.

“O Brasil tem como característica o aumento nos downloads impulsionado por novos usuários, devido à entrada de novos dispositivos no mercado e de uma demanda reprimida por aplicativos de todos os tipos”, diz Antonio Affonseca, diretor de vendas da Liftoff no país. Isso faz com que os brasileiros estejam entre os menos leais aos aplicativos que baixa. Em 30 dias, apenas 2,5% dos usuários continuam utilizando um app, por exemplo.

Esse comportamento se reflete no uso de aplicativos de Compra. Segundo o relatório, 27% dos usuários se registram, mas não fazem compras. Porém, 60% dos e-shoppers brasileiros já utilizaram esses canais, segundo recente pesquisa do Google. E, com a proximidade de datas como a Black Friday, conforme levantamento da AppAnnie, os downloads aumentam 27%. O comportamento também está relacionado ao fato de que Jogos e Compras não são categorias de apps que as pessoas baixam com finalidades específicas, como é o caso de Finanças e Namoro.

Por outro lado, o relatório mostra que a América do Norte tem os usuários mais engajados, mas também os mais caros, enquanto a região EMEA – que engloba Europa, Oriente Médio e África – tem o melhor equilíbrio entre retenção de usuários e preço. O Japão lidera com o maior índice de retenção de usuários, de 5,4%. A diferença do Brasil em relação aos norte-americanos, europeus e asiáticos, no entanto, é compensada em outros níveis: o país sul-americano fica atrás apenas da Indonésia entre os que mais crescem para profissionais de marketing de aplicativos.

De maneira geral, o relatório mostra que 65% dos profissionais do setor têm centralizado seus esforços em adquirir consumidores, e só promovem o reengajamento quando o interesse já passou. Dos usuários, 25,2% continuam interagindo com apps no primeiro dia e esse índice já cai 48% até o terceiro dia. “É uma incoerência perigosa já que um aumento de 10% na retenção pode significar um aumento nos lucros que pode até ultrapassar 100%”, ressalta Affonseca.

Por fim, o relatório também destaca que um grande desafio para o setor são as fraudes em anúncios, que custam bilhões de dólares às empresas. O comércio eletrônico é hoje o segmento que corre o maior risco, já que responde por quase um terço (30,76%) das instalações fraudulentas de apps.

Sobre a metodologia

O Relatório de Tendências de Apps para Dispositivos Móveis da Liftoff tem como base a análise de dados internos entre 01/07/2018 e 31/08/2019, incluindo 349 bilhões de impressões, 5,35 bilhões de cliques, 128 milhões de instalações de apps e 76,6 milhões de eventos pós-instalação.

Estudo da Deloitte e IBGC atesta que desafio atual das empresas é fortalecer a gestão dos riscos estratégicos e cibernéticos

A Deloitte apresenta, em parceria com o IBGC – Instituto Brasileiro de Governança Corporativa, a segunda edição do estudo Os Cinco Pilares dos Riscos Empresariais – Visão abrangente e integrada sobre os fatores de riscos. A pesquisa traz como tema uma visão abrangente e integrada sobre os fatores de riscos divididos em operacionais, cibernéticos, financeiros, regulatórios e estratégicos. O levantamento reitera, de acordo com as 165 empresas ouvidas, que o mercado brasileiro tem procurado evoluir em suas estruturas de controles, governança corporativa e gestão de riscos como uma resposta às transformações regulatórias e aos eventos de crises que impactaram todo o ambiente de negócios.

“Um dos principais resultados da pesquisa aponta que quase três quartos das organizações, ou 73% dos respondentes, apresentam uma política de gestão de riscos formalizada — um expressivo aumento de 26% em relação ao mesmo dado da edição passada desta pesquisa. E entre os tipos de riscos a serem mitigados, os riscos operacionais são os que mais têm processos definidos para mitigação. Na sequência, vêm os riscos financeiros e regulatórios. Os riscos cibernéticos são os que menos contam com processos definidos de mitigação, assim como também são os que as organizações pesquisadas têm menor grau de ciência, o que revela que, ainda que as empresas estejam em um contexto de forte digitalização de negócios, terão de explorar os recursos para a gestão dessas ameaças emergentes”, avalia Alex Borges, sócio-líder de Risk Advisory da Deloitte.

A pesquisa aponta uma tendência de as empresas adotarem, cada vez mais, postura ética alinhada à conformidade, além de promoverem ajustes em suas políticas de integridade/compliance e gestão de riscos. “A imagem das organizações está cada vez mais posta à prova em função de como elas são vistas em suas deliberações éticas. Decisões não podem ser tomadas em benefício próprio ou de terceiros, sob o risco de a organização ter sua imagem e reputação abaladas”, afirma Ricardo Lemos, membro da Comissão de Gerenciamento de Riscos Corporativos do IBGC.

Segundo a pesquisa, praticamente nove em cada dez organizações já possuem um planejamento estratégico formalizado — entre essas empresas, esse planejamento é atualizado, em 70% dos casos, anualmente, o que revela que as organizações estão focadas em entender as necessidades e as expectativas do mercado, de forma a estarem melhor preparadas para atendê-las de forma robusta e assertiva. Apesar de muitas vezes não contarem com um modelo avançado de gestão integrada de riscos, as organizações se mostram atentas a como podem evoluir. Prova disso é que 79% das respondentes aumentaram interesse por desenvolvimento e transformação da gestão de riscos em relação a 2017.

A evolução da tecnologia, as transformações no comportamento do consumidor e as mudanças regulatórias estão tornando o ambiente de negócios mais dinâmico, mas também trazem novos riscos. Nesse sentido, as empresas ainda têm a avançar nas práticas de identificação, avaliação, resposta e monitoramento de riscos emergentes.

Pouco mais da metade das empresas pesquisadas contam com mecanismos para identificação de riscos emergentes (55%), e um número ainda menor tem práticas estruturadas para avaliar (49%), responder (38%) e monitorar (42%) esses riscos. Também é expressiva a porcentagem (30%) de empresas que não têm mecanismos para a gestão de ameaças emergentes. A maior parte das organizações pesquisadas não tem um comitê para responder a eventos relacionados a essas questões — iminentes ou já materializadas — e, entre as empresas que formaram esse comitê, a grande maioria não realizou treinamentos para que seus membros possam responder adequadamente a esses riscos.

De acordo com o estudo, o desafio que se coloca atualmente é o de fortalecer a gestão dos riscos estratégicos e cibernéticos. Do total de respondentes, 83% indicaram que os riscos desse tipo são geridos com grau moderado ou baixo em sua organização. Praticamente metade (46%) dos respondentes indicaram estar nos estágios mais básicos na gestão de riscos de sua organização. Somente 2% afirmaram que essa gestão se encontra em um estágio definido, com uma prática consistente, definida e monitorada de maneira centralizada em pelo menos algum processo. E apenas 26% responderam estar nos níveis mais avançados.

No que diz respeito à detecção e resolução dos riscos, praticamente metade dos executivos participantes do estudo mensuram os seus riscos a cada ano e, pouco menos de um terço, realiza essa análise a cada seis meses. A comunicação desses riscos e o treinamento de pessoas para lidar com as ameaças também são fundamentais e ainda estão relegados a segundo plano. Para ambos, a adesão dos respondentes foi menor do que 30%.

Os riscos operacionais de conduta antiética e fraude são os mais gerenciados pelas organizações, seguidos dos riscos de aderência a regras da empresa. Entre os riscos financeiros, os mais regulados são os relacionados ao fluxo de caixa e à integridade das demonstrações financeiras, o que revela a preocupação das empresas não apenas com os resultados, mas também com o compliance dos aspectos fiscais.

“Percebe-se uma evolução na gestão de riscos em função dos fatos recentes ocorridos tanto no ambiente de negócios do Brasil, quanto no global. Crises financeiras, perdas operacionais e mudanças regulamentares — tais como a Lei Anticorrupção brasileira — fizeram com que as organizações se estruturassem para atender a esses fatores”, explica Borges, da Deloitte.

As reformas que têm sido propostas e regulamentadas pelo poder público, embora ainda estejam em diferentes graus de discussão e implementação, demandaram prontidão das empresas para lidarem com os riscos relacionados aos aspectos trabalhistas e tributários. As ameaças de corrupção estão também entre os riscos regulatórios mais geridos — um indicador de como as organizações estão respondendo aos grandes eventos de crises que impactaram o ambiente de negócios. A adequação à Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), por exemplo, representa um desafio de médio prazo para quase 80% das empresas pesquisadas, seguida de gestão de terceiros, com 70%, disruptura tecnológica (66%), talentos (58%) e integridade de informações (57%).

E, por fim, os maiores desafios apontados na implementação de um processo de gestão de riscos eficaz foram os seguintes:

1) Cultura da organização;
2) Falta de prioridade da administração
3) Criação de uma metodologia eficiente de gestão de riscos
4) Custos e restrições orçamentárias
5) Falta de integração entre as áreas de riscos, controles, compliance e auditoria interna

Nesse sentido, é visível que temos desafios ainda, mas a percepção de que o mercado brasileiro tem procurado evoluir em suas estruturas de controles, governança corporativa e gestão de riscos como uma resposta às transformações regulatórias e aos eventos de crises que impactaram todo o ambiente de negócios.

Metodologia e amostra

Participaram do estudo 165 respondentes — entre esses, 44% pertencem ao nível de diretoria, presidência ou conselho de sua organização. Metade das empresas pesquisadas tem faturamento maior do que R$ 1 bilhão, e quase um terço movimenta ações em Bolsa de Valores ou Mercado de Balcão.

Black Friday 2019: especialista dá dicas de como não cair em golpes na hora das compras on-line

Não é segredo que o comércio eletrônico está “nas graças” dos brasileiros; sendo esse, certamente, um dos fatores que fizeram com que a Black Friday se tornasse uma das datas mais relevantes do varejo nacional. Segundo a pesquisa da Ebit|Nielsen, Webshoppers 40, 36% da população do Brasil é Digital Buyer, ou seja, faz compras on-line. Na mesma medida em que cresce o interesse dos brasileiros pelo e-commerce, aumenta a quantidade de mal intencionados na web, que se aproveitam de datas como esta para aplicar golpes. Oscar Zuccarelli, gerente de Segurança da Informação da Certisign, empresa especializada em Identificação Digital, dá dicas de como não cair em armadilhas e aproveitar sem medo as ofertas da Black Friday.

Identifique a presença do Certificado SSL

O Certificado Digital SSL garante total segurança no ambiente on-line, pois criptografa os dados em tráfego, impedindo-os que sejam interceptados. Os sites protegidos, que têm o SSL, exibem a letra “S” depois da palavra HTTP na barra de endereços, ficando HTTPS, e cadeado fechado. Além disso, possuem o Selo de Segurança, como o do Site Seguro, que, na maior parte dos casos, fica aplicado no rodapé da página do site.

Duvide de ofertas mirabolantes

Na época da Black Friday promoções não faltam e alguns descontos são mais convidativos do que outros. Porém, os preços devem ser dignos de desconfiança quando são extremamente abaixo do praticado no mercado. Por exemplo: se uma televisão de 50”, de LED, custa, normalmente, entre R$ 1700 e R$ 2000, dificilmente ela será ofertada por R$ 200. Por isso, é importante que o consumidor evite clicar em links ou e-mails que estejam “chamando” para estas ofertas, mesmo que, aparentemente, sejam de lojas conhecidas. O ‘Phishing’ é uma prática criminosa que consiste em divulgar ofertas em sites falsos para capturar dados.

Atente-se aos detalhes

Os criminosos utilizam não somente valores absurdos para chamar a atenção de consumidores ávidos por bons preços, mas, também, fazem cópias quase perfeitas de sites de lojas famosas. Por isso, é importante que o cliente fique atento aos detalhes da página, como o nome que está na barra de endereço, checando possíveis erros de português. Outra questão é o Selo de Segurança, pois os sites operados por fraudadores costumam ter apenas a imagem aplicada. Desta forma, é preciso que o internauta clique em cima do Selo e confira as informações do Certificado SSL emitido para o endereço web em questão.

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Novartis recicla blisters de medicamentos para produção de portas e perfis

A Novartis promove o destino sustentável e inteligente de blisters – embalagem de plástico e alumínio para a proteção de medicamentos – remanescentes do processo produtivo de sua fábrica em Cambé, no interior do Paraná. “Isso faz parte da nossa estratégia de eliminar o impacto do plástico em nossas operações”, explica Bruno Petenuci, diretor geral da fábrica da Novartis em Cambé.

A planta fabril tem capacidade produtiva de cerca de 2,2 bilhões de comprimidos e mais de 100 milhões de cartuchos por ano. Em virtude das regras de excelência e qualidade instituídas globalmente pelo Grupo Novartis, o blister reutilizado não tem nenhum contato com o medicamento, podendo ser reaproveitado sem levar substâncias químicas para o processo de reciclagem ou ao meio ambiente.

“Em média, 200 quilogramas de blisters são descartados por dia, que agora seguem para reciclagem e produção de portas ou guarnições, por exemplo. A estimativa é que os materiais reciclados pela Novartis possam gerar cerca de 160 portas ao mês”, menciona Hellen Schmitt, engenheira ambiental da fábrica.

O processo de fabricação dos produtos acabados é realizado pela Unicomper, empresa especializada na transformação de material reciclado para o mercado. A empresa produz os perfis que são usados na fabricação de portas, rodapés, guarnições e batentes.

A transformação do resíduo é totalmente sustentável e não gera impacto ambiental. Isso porque o processo de extrusão do PVC trabalha em torno de 150°C e, nesta temperatura, não há degradação do material e liberação de gases poluentes – os quais seriam liberados apenas a partir de 250°C.

O blister é uma embalagem primária que consiste em proteger o medicamento dentro das condições necessárias para o tempo de uso pretendido. A composição é de material plástico (PVC ou PVDC) moldado com cavidades para a inserção do medicamento em formato de comprimido e selado com material laminado (alumínio). O resíduo aproveitado é formado por plástico (PVDC ou PVC) e alumínio, sendo em média 85% de plástico e 15% de alumínio.

Estratégia sustentável

Em todo mundo, a Novartis está comprometida em eliminar o impacto ambiental do lixo e segue uma estratégia clara de gerenciamento de resíduos. O objetivo é prevenir, reduzir, reciclar ou usar resíduos como fonte de energia, antes de optar pelo o descarte dos materiais.

A empresa considera sempre as oportunidades para reciclagem e recuperação de resíduos. No entanto, prevenção e redução de descartes são sempre preferíveis ao tratamento, incineração ou eliminação. Isso ajuda a garantir que o impacto ambiental global relacionado ao desperdício de materiais e energia permaneça mínimo.

Reciclamos atualmente aproximadamente 80% de todos os resíduos não químicos e continuamos a maximizar as oportunidades de reutilização e reciclagem.

Até 2025, pretendemos eliminar o cloreto de polivinila (PVC) em embalagens (ou seja, embalagens secundárias e terciárias) e vamos reduzir o descarte de resíduos pela metade em relação aos níveis de 2016. Até 2030, pretendemos ser completamente neutros em termos de plástico, com todos os novos produtos atendendo aos princípios de design sustentável.