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Black Friday é oportunidade para impulsionar o resultado do varejo ao longo do ano

Por Andrei Biscaro, diretor executivo da Linx Impulse

Uma das histórias mais aceitas a respeito do surgimento do termo ‘Black Friday’ é que ele nasceu logo após o Dia de Ação de Graças, o famoso ‘Thanksgiving Day’, que é celebrado nos Estados Unidos. Em um dia em que o trânsito estava um caos por causa do feriado, os lojistas aproveitaram a oportunidade e fizeram diversas promoções para chamar atenção de quem estava por lá. Desde então, as ofertas continuaram, mas passaram a ser ainda mais fortes no ambiente online.

Atualmente, a Black Friday é considerada uma das datas comemorativas mais importantes do e-commerce brasileiro, ultrapassando até mesmo o Dia das Mães. De acordo com dados da Ebit/Nielsen, as vendas da sexta-feira promocional do ano passado totalizaram R$ 2,6 bilhões, representando uma alta de 23% em relação a 2017, e os consumidores únicos – aqueles que fizeram ao menos uma compra online – cresceram 9% em relação ao ano anterior, saltando para 2,41 milhões.

Esses números só foram possíveis porque as marcas passaram a investir em um intenso planejamento por trás dos descontos, mapeando e evitando riscos para manter os consumidores satisfeitos. Afinal, ao contrário de outras datas de grande movimento no comércio, na Black Friday, as pessoas têm um curto espaço de tempo para comprar o produto ou serviço que você oferece, e é bombardeado com várias promoções.

Com o passar dos anos, a Black Friday ganhou mais credibilidade no País e os varejistas conseguiram se organizar para oferecer descontos que chamam a atenção dos consumidores. A partir desse planejamento, o lojista deixa suas ações mais inteligentes: tem tempo hábil para escolher quais produtos estratégicos irá promover e fazer com que o estoque gire.

É necessário despertar o interesse do cliente nas semanas anteriores à data para conseguir boas vendas quando a hora chegar. Se o varejista começa a fazer as ações da Black Friday mais cedo, as pessoas começam a interagir com os produtos da sua loja e, com isso, as tecnologias de recomendação e personalização terão mais informações sobre os gostos de cada consumidor, criando oportunidades de reengajar esses usuários no dia do evento.

Mas não basta só chamar a atenção, é preciso que o varejista se destaque e apareça com os produtos certos para cada perfil de consumidor, conseguindo se sobressair nos anúncios. Afinal, se todos estão anunciando, sai na frente quem mostrar, no momento certo, os produtos mais dentro da expectativa de cada usuário. Uma vez que o consumidor foi conquistado, é hora de engajá-lo com soluções que facilitam a descoberta do produto. Por isso, a tecnologia é uma forte aliada com ofertas como vitrines personalizadas, ou seja, uma forma automatizada de utilizar as áreas mais nobres do seu site para apresentar para cada usuário os produtos que são mais aderentes a cada perfil de compra.

Além disso, com buscas inteligentes é possível usar artifícios como ‘autocomplete’ e filtros específicos adequados às suas regras de negócios para, por exemplo, otimizar a experiência ajudando o consumidor a encontrar o que deseja. Investir nessas soluções que facilitam a descoberta de produtos aumenta as chances de conversão e fidelização. Boas experiências são convertidas em resultados também positivos para o negócio.

A jornada de compra e alta performance comercial não precisam acabar no site, é possível ir além e garantir ainda mais satisfação nas vendas, pegando carona em um movimento que está ganhando cada vez mais espaço no varejo: omnichannel. Ele consiste na integração de canais físicos e online, permitindo que consumidores comprem no e-commerce e retirem em lojas tradicionais, realizem trocas por meio de canais diferentes e, por meio da inteligência logística, ainda recebam um produto em qualquer lugar, com opções prazo e frete mais interessantes do que é normalmente praticado.

Dessa forma, tanto o cliente quanto o varejista podem sair ganhando. Com esse modelo, as lojas se tornam centros de distribuição, ou seja, há ligação entre seu estoque de lojas físicas e virtuais, minimizando consideravelmente esta quebra de expectativa do cliente e, consequentemente, aumentando a confiança na sua marca e as suas vendas.

Como sugestão para os varejistas que querem tirar ainda mais proveito da Black Friday, o investimento em tecnologias e foco no consumidor são os principais pontos de destaque, como o uso de plataformas robustas e que se adaptem ao negócio, para atrair, engajar e satisfazer os clientes. Esse é o pilar por trás de um e-commerce que precisa ter uma boa navegação e tornar a experiência de compra a mais eficiente e intuitiva possível, mostrando também que o consumidor é a prioridade número um da loja.

Por fim, mas não menos importante, a qualidade de atendimento em diversos canais, seja no site, nas mídias sociais ou na loja física; e uma boa experiência antes, durante e após a compra. Com isso em vista, é preciso estar atento a todas as barreiras que podem dificultar a relação do consumidor com uma marca e, consequentemente, evitar uma venda que poderia ser facilmente realizada.

De acordo com um estudo do Reclame Aqui, a maior parte das reclamações registradas na última edição da Black Friday foram causadas por propagandas enganosas que levam os clientes a conclusões equivocadas, além de divergências de preços e instabilidades técnicas na hora da conclusão de uma compra.

Ao contrário do que muitos podem pensar, os esforços da Black Friday não acabam no ato da compra. Com todo esse conhecimento do consumidor, o processo após a data comemorativa deve ter uma atenção especial, com fidelização através de um canal aberto de diálogo e construção de relacionamento para que esse cliente continue em contato com a marca durante todo o ano, retornando para a loja.

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Planejamento estratégico tributário para 2020: riscos e oportunidades

Com o fim do ano se aproximando, as empresas têm a chance de rever a gestão da carga tributária e diminuir o impacto desse custo no orçamento. Para determinar o regime mais vantajoso para as operações, é preciso considerar os resultados obtidos no corrente exercício, desde os dados contábeis até as estatísticas operacionais, tais como unidades vendidas por produto ou serviço, índice de perdas, aumento de faturamento e perspectiva para o próximo ano, introdução de novas tecnologias que venham a alterar a estrutura de custos, novos modelos de negócios, etc.

“É um risco a empresa assumir que se faturar menos que o limite admitido pelo Simples deverá permanecer nesse regime ou no Lucro Presumido, se a receita bruta for de até R$ 78 milhões. Isso pode gerar um custo financeiro adicional”, explica Adelmo Nunes, contabilista e diretor da Planned Soluções Empresariais.

A legislação permite a revisão e a mudança de opção tributária, por isso a empresa não deve renunciar a um comparativo com as diversas opções de regime sem antes avaliar se é possível evitar custos extras de fluxo de caixa. Para Nunes, a análise financeira e dos dados operacionais para a tomada de decisão sobre o regime tributário deve ser minuciosa e abranger o plano de negócios, a receita bruta e o lucro projetado para o exercício seguinte. “É preciso considerar estrutura societária, tipo de produto, alíquotas de cada tributo, margens de lucro, custos, perfil de clientes e fornecedores, prazos de pagamento e recebimento, incentivos e benefícios fiscais, entre outros fatores que podem variar de empresa para empresa”, esclarece o diretor da Planned.

A projeção, além de facilitar o planejamento da tesouraria e o fluxo de caixa para o exercício seguinte, permite identificar qual regime tributário — Real, Presumido ou Simples — traz mais benefícios para a empresa, quanto à redução de carga tributária e burocracia e ganho de eficiência, sem que isso afete a responsabilidade fiscal. “Independentemente do porte da empresa — observada à obrigatoriedade da adoção do Lucro Real por sociedades anônimas e de capital aberto com faturamento superior a R$ 78 milhões — o planejamento tributário pode impactar no IRPJ, CSLL, PIS e Cofins, IPI, ICMS, ISS e na contribuição patronal para o INSS, daí sua importância”, salienta o contabilista.

Vale notar que o planejamento deve ser realizado antes da virada de ano, isso porque alguns impostos, a exemplo do PIS e da Cofins, requerem códigos do regime de tributação do imposto de renda a ser escolhido.

BlackFriday e tecnologia no transporte de cargas: aumento na demanda geral de frete proporciona um ambiente crescente de inovação e vendas

De acordo com dados de levantamento feito pela Cargo X, a Black Friday ajudou a impulsionar o aumento do frete entre os meses de junho e setembro. É possível perceber uma alta geral do frete, de 25,7%, nos meses que antecedem o evento, o que não se vê durante os outros meses com a mesma demanda e intensidade. A Black Friday para o varejo é uma ótima oportunidade para que os estoques sejam planejados e esvaziados, o que proporciona um aumento do frete e receita nesta época.

Paralelo a isso, levantamento conduzido pela startup curitibana EBANX – conhecida por ser uma solução que ajuda empresas estrangeiras como Airbnb, Spotify e Aliexpress a vender no Brasil com pagamentos em moeda local -, e lançado no LatAm Cross-Border Summit, evento de e-commerce internacional da América Latina, mostrou o comportamento do consumidor brasileiro em sites de compras internacionais, revelando que 62% dos brasileiros no último ano utilizaram os smartphones para acessar lojistas e fechar as transações e também que a expectativa sobre o tempo de entrega, por exemplo, demonstra que o brasileiro já não admite grandes atrasos para receber suas encomendas. Por isso é tão importante o papel da logística na compra online.

Com a chegada da Black Friday, o aumento cada vez maior das compras online e o sucesso do e-commerce e marketplaces, o cliente não quer mais somente que a sua encomenda chegue em boas condições, ele busca o diferencial na agilidade da entrega e na qualidade do rastreamento de suas compras. Segundo estudo anual da eBit, em 2018, a data sozinha faturou 2,6 bilhões de reais no Brasil, um número 23% maior que o resultado de 2017. A variação no volume de vendas no varejo no mês da Black Friday, na pesquisa mensal de comércio da IBGE, foi o maior visto desde Dezembro de 2017. Investir em um fluxo de operações mais ágil, eficiente e com custos reduzidos é uma prioridade para qualquer empresa hoje em dia, independentemente do seu segmento. Nesse sentido, a tecnologia criada pela Cargo X, startup que permite aos transportadores acesso a mais cargas, capital de giro e tecnologias que facilitam o transporte dos produtos.

E a logística do transporte de mercadorias? A tecnologia criada pela Cargo X funciona para que transportadores possam ter acesso a mais cargas. De acordo com um levantamento na CNT – Confederação Nacional do Transporte, 86% dos caminhoneiros já utilizam dispositivos eletrônicos em suas viagens, e as tecnologias do aplicativo ajudam esse caminhoneiro autônomo e o transportador a receber fretes de maneira personalizada – levando em consideração o tipo de caminhão, rota e produto transportado. Softwares voltados para o controle e rastreamento de cargas simplificam o fluxo de entregas e reduzem significativamente os erros de envio e problemas com atrasos. Um dos aspectos mais relevantes dessa tecnologia nas empresas de transporte é a segurança e a possibilidade de elevar a qualidade da experiência do cliente. Isso porque o sistema identificador permite que o caminho da mercadorias seja acompanhados pela Cargo X.

O aplicativo funciona da seguinte maneira: o caminhoneiro autônomo recebe um alerta indicando uma carga disponível. Após o aceite, ele recebe informações de carga e descarga, demandado por um dos transportadores parceiros da Cargo X. Todo processo é feito online, diminuindo ruídos e promovendo agilidade. A Cargo X consegue acompanhar todo o trajeto e saber o exato momento que a carga foi entregue.

A pesquisa da EBANX ainda traz insights de alguns dos principais líderes das indústrias de e-commerce, pagamentos e serviços digitais globais, como eBay, Visa, Elo, Mastercard, Salesforce, Adobe e Cargo X. Para Federico Veja, CEO da Cargo X, esse ambiente crescente de inovação pode resolver dificuldades ainda não solucionadas pelo governo: “Vamos tomar o seguinte como exemplo: com um simples aplicativo, podemos oferecer toda a infraestrutura ao cliente. [Com nosso aplicativo] o motorista do caminhão sabe exatamente quando ele precisa chegar ao armazém do cliente para carregar. (…) Então, um cliente que costumava gerenciar 500 caminhões, agora pode usar uma quantidade bem menor de caminhões [para carregar de maneira cada vez mais eficiente]. (…) O software pode ajudar a tornar a tecnologia física muito mais eficiente sem alterar qualquer coisa”. E continua: “Outro exemplo: no Brasil, temos cerca de 40 a 50% dos caminhões funcionando 24 horas nas estradas (…) Com o software, você pode fazer com que esses caminhões não funcionem vazios e se todos os caminhões estiverem funcionando carregados, você não precisa de tantos caminhões para a economia [como um todo]. [Além disso] Com menos tráfego rodoviário, não é preciso construir mais estradas ”, afirma Vega.

Atualmente a Cargo X é ponte tecnológica entre 300.000 caminhoneiros autônomos e 9.000 empresas que usam a plataforma para transportar os produtos que fabricam, em todas as regiões do Brasil. Além disso, a marca já emprestou mais de 40 milhões em capital de giro para transportadores em 2019.

Brasil é terceiro país do mundo com mais downloads de aplicativo, segundo Liftoff

A Liftoff , líder em marketing e retargeting de aplicativos para dispositivos móveis, lançou o Relatório de Tendências de Apps para Dispositivos Móveis de 2019. O levantamento traz novidades da economia de apps, análise geográfica, tendências em aquisição e retenção de usuários e os desafios que o setor deve enfrentar nos próximos meses.

Segundo a pesquisa, os apps já correspondem a 80% de todo o tempo que usuários gastam nos smartphones. Em 2019, já foram feitos 143 bilhões de downloads, o que representa US$ 120 bilhões em gastos nas lojas de apps ao redor do mundo. Entre os países que mais baixam aplicativos, o Brasil se encontra na terceira posição, atrás apenas de Índia e EUA.

“O Brasil tem como característica o aumento nos downloads impulsionado por novos usuários, devido à entrada de novos dispositivos no mercado e de uma demanda reprimida por aplicativos de todos os tipos”, diz Antonio Affonseca, diretor de vendas da Liftoff no país. Isso faz com que os brasileiros estejam entre os menos leais aos aplicativos que baixa. Em 30 dias, apenas 2,5% dos usuários continuam utilizando um app, por exemplo.

Esse comportamento se reflete no uso de aplicativos de Compra. Segundo o relatório, 27% dos usuários se registram, mas não fazem compras. Porém, 60% dos e-shoppers brasileiros já utilizaram esses canais, segundo recente pesquisa do Google. E, com a proximidade de datas como a Black Friday, conforme levantamento da AppAnnie, os downloads aumentam 27%. O comportamento também está relacionado ao fato de que Jogos e Compras não são categorias de apps que as pessoas baixam com finalidades específicas, como é o caso de Finanças e Namoro.

Por outro lado, o relatório mostra que a América do Norte tem os usuários mais engajados, mas também os mais caros, enquanto a região EMEA – que engloba Europa, Oriente Médio e África – tem o melhor equilíbrio entre retenção de usuários e preço. O Japão lidera com o maior índice de retenção de usuários, de 5,4%. A diferença do Brasil em relação aos norte-americanos, europeus e asiáticos, no entanto, é compensada em outros níveis: o país sul-americano fica atrás apenas da Indonésia entre os que mais crescem para profissionais de marketing de aplicativos.

De maneira geral, o relatório mostra que 65% dos profissionais do setor têm centralizado seus esforços em adquirir consumidores, e só promovem o reengajamento quando o interesse já passou. Dos usuários, 25,2% continuam interagindo com apps no primeiro dia e esse índice já cai 48% até o terceiro dia. “É uma incoerência perigosa já que um aumento de 10% na retenção pode significar um aumento nos lucros que pode até ultrapassar 100%”, ressalta Affonseca.

Por fim, o relatório também destaca que um grande desafio para o setor são as fraudes em anúncios, que custam bilhões de dólares às empresas. O comércio eletrônico é hoje o segmento que corre o maior risco, já que responde por quase um terço (30,76%) das instalações fraudulentas de apps.

Sobre a metodologia

O Relatório de Tendências de Apps para Dispositivos Móveis da Liftoff tem como base a análise de dados internos entre 01/07/2018 e 31/08/2019, incluindo 349 bilhões de impressões, 5,35 bilhões de cliques, 128 milhões de instalações de apps e 76,6 milhões de eventos pós-instalação.

Estudo da Deloitte e IBGC atesta que desafio atual das empresas é fortalecer a gestão dos riscos estratégicos e cibernéticos

A Deloitte apresenta, em parceria com o IBGC – Instituto Brasileiro de Governança Corporativa, a segunda edição do estudo Os Cinco Pilares dos Riscos Empresariais – Visão abrangente e integrada sobre os fatores de riscos. A pesquisa traz como tema uma visão abrangente e integrada sobre os fatores de riscos divididos em operacionais, cibernéticos, financeiros, regulatórios e estratégicos. O levantamento reitera, de acordo com as 165 empresas ouvidas, que o mercado brasileiro tem procurado evoluir em suas estruturas de controles, governança corporativa e gestão de riscos como uma resposta às transformações regulatórias e aos eventos de crises que impactaram todo o ambiente de negócios.

“Um dos principais resultados da pesquisa aponta que quase três quartos das organizações, ou 73% dos respondentes, apresentam uma política de gestão de riscos formalizada — um expressivo aumento de 26% em relação ao mesmo dado da edição passada desta pesquisa. E entre os tipos de riscos a serem mitigados, os riscos operacionais são os que mais têm processos definidos para mitigação. Na sequência, vêm os riscos financeiros e regulatórios. Os riscos cibernéticos são os que menos contam com processos definidos de mitigação, assim como também são os que as organizações pesquisadas têm menor grau de ciência, o que revela que, ainda que as empresas estejam em um contexto de forte digitalização de negócios, terão de explorar os recursos para a gestão dessas ameaças emergentes”, avalia Alex Borges, sócio-líder de Risk Advisory da Deloitte.

A pesquisa aponta uma tendência de as empresas adotarem, cada vez mais, postura ética alinhada à conformidade, além de promoverem ajustes em suas políticas de integridade/compliance e gestão de riscos. “A imagem das organizações está cada vez mais posta à prova em função de como elas são vistas em suas deliberações éticas. Decisões não podem ser tomadas em benefício próprio ou de terceiros, sob o risco de a organização ter sua imagem e reputação abaladas”, afirma Ricardo Lemos, membro da Comissão de Gerenciamento de Riscos Corporativos do IBGC.

Segundo a pesquisa, praticamente nove em cada dez organizações já possuem um planejamento estratégico formalizado — entre essas empresas, esse planejamento é atualizado, em 70% dos casos, anualmente, o que revela que as organizações estão focadas em entender as necessidades e as expectativas do mercado, de forma a estarem melhor preparadas para atendê-las de forma robusta e assertiva. Apesar de muitas vezes não contarem com um modelo avançado de gestão integrada de riscos, as organizações se mostram atentas a como podem evoluir. Prova disso é que 79% das respondentes aumentaram interesse por desenvolvimento e transformação da gestão de riscos em relação a 2017.

A evolução da tecnologia, as transformações no comportamento do consumidor e as mudanças regulatórias estão tornando o ambiente de negócios mais dinâmico, mas também trazem novos riscos. Nesse sentido, as empresas ainda têm a avançar nas práticas de identificação, avaliação, resposta e monitoramento de riscos emergentes.

Pouco mais da metade das empresas pesquisadas contam com mecanismos para identificação de riscos emergentes (55%), e um número ainda menor tem práticas estruturadas para avaliar (49%), responder (38%) e monitorar (42%) esses riscos. Também é expressiva a porcentagem (30%) de empresas que não têm mecanismos para a gestão de ameaças emergentes. A maior parte das organizações pesquisadas não tem um comitê para responder a eventos relacionados a essas questões — iminentes ou já materializadas — e, entre as empresas que formaram esse comitê, a grande maioria não realizou treinamentos para que seus membros possam responder adequadamente a esses riscos.

De acordo com o estudo, o desafio que se coloca atualmente é o de fortalecer a gestão dos riscos estratégicos e cibernéticos. Do total de respondentes, 83% indicaram que os riscos desse tipo são geridos com grau moderado ou baixo em sua organização. Praticamente metade (46%) dos respondentes indicaram estar nos estágios mais básicos na gestão de riscos de sua organização. Somente 2% afirmaram que essa gestão se encontra em um estágio definido, com uma prática consistente, definida e monitorada de maneira centralizada em pelo menos algum processo. E apenas 26% responderam estar nos níveis mais avançados.

No que diz respeito à detecção e resolução dos riscos, praticamente metade dos executivos participantes do estudo mensuram os seus riscos a cada ano e, pouco menos de um terço, realiza essa análise a cada seis meses. A comunicação desses riscos e o treinamento de pessoas para lidar com as ameaças também são fundamentais e ainda estão relegados a segundo plano. Para ambos, a adesão dos respondentes foi menor do que 30%.

Os riscos operacionais de conduta antiética e fraude são os mais gerenciados pelas organizações, seguidos dos riscos de aderência a regras da empresa. Entre os riscos financeiros, os mais regulados são os relacionados ao fluxo de caixa e à integridade das demonstrações financeiras, o que revela a preocupação das empresas não apenas com os resultados, mas também com o compliance dos aspectos fiscais.

“Percebe-se uma evolução na gestão de riscos em função dos fatos recentes ocorridos tanto no ambiente de negócios do Brasil, quanto no global. Crises financeiras, perdas operacionais e mudanças regulamentares — tais como a Lei Anticorrupção brasileira — fizeram com que as organizações se estruturassem para atender a esses fatores”, explica Borges, da Deloitte.

As reformas que têm sido propostas e regulamentadas pelo poder público, embora ainda estejam em diferentes graus de discussão e implementação, demandaram prontidão das empresas para lidarem com os riscos relacionados aos aspectos trabalhistas e tributários. As ameaças de corrupção estão também entre os riscos regulatórios mais geridos — um indicador de como as organizações estão respondendo aos grandes eventos de crises que impactaram o ambiente de negócios. A adequação à Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), por exemplo, representa um desafio de médio prazo para quase 80% das empresas pesquisadas, seguida de gestão de terceiros, com 70%, disruptura tecnológica (66%), talentos (58%) e integridade de informações (57%).

E, por fim, os maiores desafios apontados na implementação de um processo de gestão de riscos eficaz foram os seguintes:

1) Cultura da organização;
2) Falta de prioridade da administração
3) Criação de uma metodologia eficiente de gestão de riscos
4) Custos e restrições orçamentárias
5) Falta de integração entre as áreas de riscos, controles, compliance e auditoria interna

Nesse sentido, é visível que temos desafios ainda, mas a percepção de que o mercado brasileiro tem procurado evoluir em suas estruturas de controles, governança corporativa e gestão de riscos como uma resposta às transformações regulatórias e aos eventos de crises que impactaram todo o ambiente de negócios.

Metodologia e amostra

Participaram do estudo 165 respondentes — entre esses, 44% pertencem ao nível de diretoria, presidência ou conselho de sua organização. Metade das empresas pesquisadas tem faturamento maior do que R$ 1 bilhão, e quase um terço movimenta ações em Bolsa de Valores ou Mercado de Balcão.

Black Friday 2019: especialista dá dicas de como não cair em golpes na hora das compras on-line

Não é segredo que o comércio eletrônico está “nas graças” dos brasileiros; sendo esse, certamente, um dos fatores que fizeram com que a Black Friday se tornasse uma das datas mais relevantes do varejo nacional. Segundo a pesquisa da Ebit|Nielsen, Webshoppers 40, 36% da população do Brasil é Digital Buyer, ou seja, faz compras on-line. Na mesma medida em que cresce o interesse dos brasileiros pelo e-commerce, aumenta a quantidade de mal intencionados na web, que se aproveitam de datas como esta para aplicar golpes. Oscar Zuccarelli, gerente de Segurança da Informação da Certisign, empresa especializada em Identificação Digital, dá dicas de como não cair em armadilhas e aproveitar sem medo as ofertas da Black Friday.

Identifique a presença do Certificado SSL

O Certificado Digital SSL garante total segurança no ambiente on-line, pois criptografa os dados em tráfego, impedindo-os que sejam interceptados. Os sites protegidos, que têm o SSL, exibem a letra “S” depois da palavra HTTP na barra de endereços, ficando HTTPS, e cadeado fechado. Além disso, possuem o Selo de Segurança, como o do Site Seguro, que, na maior parte dos casos, fica aplicado no rodapé da página do site.

Duvide de ofertas mirabolantes

Na época da Black Friday promoções não faltam e alguns descontos são mais convidativos do que outros. Porém, os preços devem ser dignos de desconfiança quando são extremamente abaixo do praticado no mercado. Por exemplo: se uma televisão de 50”, de LED, custa, normalmente, entre R$ 1700 e R$ 2000, dificilmente ela será ofertada por R$ 200. Por isso, é importante que o consumidor evite clicar em links ou e-mails que estejam “chamando” para estas ofertas, mesmo que, aparentemente, sejam de lojas conhecidas. O ‘Phishing’ é uma prática criminosa que consiste em divulgar ofertas em sites falsos para capturar dados.

Atente-se aos detalhes

Os criminosos utilizam não somente valores absurdos para chamar a atenção de consumidores ávidos por bons preços, mas, também, fazem cópias quase perfeitas de sites de lojas famosas. Por isso, é importante que o cliente fique atento aos detalhes da página, como o nome que está na barra de endereço, checando possíveis erros de português. Outra questão é o Selo de Segurança, pois os sites operados por fraudadores costumam ter apenas a imagem aplicada. Desta forma, é preciso que o internauta clique em cima do Selo e confira as informações do Certificado SSL emitido para o endereço web em questão.

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Novartis recicla blisters de medicamentos para produção de portas e perfis

A Novartis promove o destino sustentável e inteligente de blisters – embalagem de plástico e alumínio para a proteção de medicamentos – remanescentes do processo produtivo de sua fábrica em Cambé, no interior do Paraná. “Isso faz parte da nossa estratégia de eliminar o impacto do plástico em nossas operações”, explica Bruno Petenuci, diretor geral da fábrica da Novartis em Cambé.

A planta fabril tem capacidade produtiva de cerca de 2,2 bilhões de comprimidos e mais de 100 milhões de cartuchos por ano. Em virtude das regras de excelência e qualidade instituídas globalmente pelo Grupo Novartis, o blister reutilizado não tem nenhum contato com o medicamento, podendo ser reaproveitado sem levar substâncias químicas para o processo de reciclagem ou ao meio ambiente.

“Em média, 200 quilogramas de blisters são descartados por dia, que agora seguem para reciclagem e produção de portas ou guarnições, por exemplo. A estimativa é que os materiais reciclados pela Novartis possam gerar cerca de 160 portas ao mês”, menciona Hellen Schmitt, engenheira ambiental da fábrica.

O processo de fabricação dos produtos acabados é realizado pela Unicomper, empresa especializada na transformação de material reciclado para o mercado. A empresa produz os perfis que são usados na fabricação de portas, rodapés, guarnições e batentes.

A transformação do resíduo é totalmente sustentável e não gera impacto ambiental. Isso porque o processo de extrusão do PVC trabalha em torno de 150°C e, nesta temperatura, não há degradação do material e liberação de gases poluentes – os quais seriam liberados apenas a partir de 250°C.

O blister é uma embalagem primária que consiste em proteger o medicamento dentro das condições necessárias para o tempo de uso pretendido. A composição é de material plástico (PVC ou PVDC) moldado com cavidades para a inserção do medicamento em formato de comprimido e selado com material laminado (alumínio). O resíduo aproveitado é formado por plástico (PVDC ou PVC) e alumínio, sendo em média 85% de plástico e 15% de alumínio.

Estratégia sustentável

Em todo mundo, a Novartis está comprometida em eliminar o impacto ambiental do lixo e segue uma estratégia clara de gerenciamento de resíduos. O objetivo é prevenir, reduzir, reciclar ou usar resíduos como fonte de energia, antes de optar pelo o descarte dos materiais.

A empresa considera sempre as oportunidades para reciclagem e recuperação de resíduos. No entanto, prevenção e redução de descartes são sempre preferíveis ao tratamento, incineração ou eliminação. Isso ajuda a garantir que o impacto ambiental global relacionado ao desperdício de materiais e energia permaneça mínimo.

Reciclamos atualmente aproximadamente 80% de todos os resíduos não químicos e continuamos a maximizar as oportunidades de reutilização e reciclagem.

Até 2025, pretendemos eliminar o cloreto de polivinila (PVC) em embalagens (ou seja, embalagens secundárias e terciárias) e vamos reduzir o descarte de resíduos pela metade em relação aos níveis de 2016. Até 2030, pretendemos ser completamente neutros em termos de plástico, com todos os novos produtos atendendo aos princípios de design sustentável.

84% das empresas ainda não estão preparadas para a LGPD, aponta ICTS Protiviti

Mesmo com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) ganhando espaço na agenda corporativa, uma pesquisa com 104 empresas brasileiras mostra que 84% ainda não estão preparadas para atender todos os requisitos da nova legislação, que entrará em vigor a partir de agosto de 2020.

É o que a revela a primeira amostragem de um estudo organizado pela consultoria de ética e compliance ICTS Protiviti, realizada com organizações de diferentes portes, setores e regiões do País entre 10 de agosto e 10 de novembro de 2019. O levantamento reuniu informações coletadas a partir de interações de empresas no Portal LGPD http://www.protiviti.com/BR-por/protecao-de-dados-pessoais

Segundo as estatísticas do estudo, apenas 12,5% das empresas participantes já realizaram o mapeamento de riscos de segurança da informação e proteção de dados, considerada uma ação primária de adequação à lei, e somente 17,3% delas estão preparadas para fazer a gestão da privacidade de dados processados por seus fornecedores e terceiros. Em contrapartida, o desenvolvimento de políticas e normativos em relação aos cuidados da LGPD é o quesito com maior nível de aderência por parte das empresas, com 41,3% delas, indicando já terem produzido este conteúdo.

“Faltando menos de 300 dias para a entrada em vigor da lei, é preocupante que as organizações tenham realizado o desenvolvimento de políticas de segurança sem antes terem mapeado seus riscos ligados ao não cumprimento da norma”, diz Jefferson Kiyohara, especialista em LGPD e diretor da compliance na ICTS Protiviti. “É como iniciar uma viagem sem ter clareza sobre o destino”, completa o executivo.

Das 104 companhias participantes, 33% são de grande porte, 27,5% fazem parte do grupo de médias corporações e 39,6% são micros e pequenas empresas. Participaram da pesquisa organizações de setores variados, como varejo, construção, saúde, educação, telecomunicação, tecnologia da informação, indústria, dentre outros nichos econômicos.

Portal LGPD aponta nível de adequação das empresas

Serviço gratuito, criado pela ICTS Protiviti, o portal LGPD foi criado para ajudar companhias a identificarem o seu grau de adequação à lei por meio de uma avaliação técnica. O teste é em formato de questionário on-line, composto de perguntas alternativas relacionadas à política interna de proteção de dados da empresa. Após ser respondido, na mesma a hora, a empresa recebe gratuitamente um relatório com o diagnóstico sobre o seu atual nível de adequação à LGPD para saber se está, ou não, sujeita às multas e às infrações da lei.

A iniciativa da ICTS Protiviti tem a missão de contribuir na importância que as empresas devem ter em relação a programas de proteção de dados, que envolvem o estabelecimento de controles específicos, a nomeação de responsáveis por implementar e operar tais controles, além de obter evidência de que os controles estão operando de maneira efetiva.

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Cinco dicas para impulsionar uma estratégia de dados centralizada com o Gerenciamento de Dados Mestres

Por Ricardo Fornari, Country Manager da Stibo Systems no Brasil

Em tempos marcados por processos hiperconectados e demandas que exigem alta disponibilidade e agilidade das empresas, estabelecer uma estratégia de dados centralizada tem se tornado uma demanda essencial para que uma empresa seja capaz de explorar totalmente seus dados. Mas como, afinal, operações complexas e de grande porte podem desenvolver essas ações de forma prática e assertiva?

Em primeiro lugar, a organização deve ser capaz de identificar, combinar e gerenciar várias fontes de informações. Outro passo é construir os modelos de análise mais adequados para prever e otimizar os resultados a serem avaliados. Além disso, porém, é preciso que os líderes tenham a vontade de transformar os processos de seus negócios, buscando formas para que a companhia possa alavancar e converter os ativos digitais em fontes para decisões úteis, com insights que realmente ajudem a melhorar os ganhos da empresa.

Nesse contexto, o apoio das ferramentas de Master Data Management (MDM –Gerenciamento de Dados Mestres, em português) tem se mostrado cada vez mais uma opção prática e essencial. Para definir uma estratégia clara de como usar a análise de dados por meio de soluções de MDM, no entanto, os líderes devem entender que certos pré-requisitos e iniciativas são fundamentais. Pensando nisso, separamos cinco dicas para impulsionar os resultados das organizações modernas:

1) Verifique seu cenário de dados – Todas as organizações são desafiadas pelo crescimento exponencial nos volumes de dados e pela mudança constante de cenários de negócios. Os Chief Data Officers (CDOs) precisam repensar como podem gerenciar e governar suas informações com mais eficiência para garantir vantagens competitivas e cumprir com os requisitos regulamentares. Um dos maiores desafios é identificar todas as fontes de dados – ou melhor, silos de dados – espalhadas pela organização. Isso pode incluir ERPs, CRMs, planilhas, sistemas legados e muito mais. Os silos de dados surgem naturalmente em empresas de médio e grande porte, porque diferentes unidades organizacionais têm suas próprias prioridades, responsabilidades e objetivos. Também podem surgir se alguns departamentos competem entre si em vez de cooperar em direção a objetivos de negócios comuns. Nesse cenário, as equipes geralmente perdem muito tempo extraindo e comparando manualmente os dados extraídos de uma variedade de sistemas.

2) Crie uma única casa para seus dados – Criar uma versão única e centralizada desses arquivos, usando o gerenciamento de dados mestres, ajudará a resolver vários problemas. Com o MDM, por exemplo, os líderes podem gerenciar, centralizar, organizar, categorizar, localizar, sincronizar e enriquecer dados mestres de acordo com as necessidades de seus negócios, apoiando as iniciativas de vendas, marketing e operação de sua empresa. Os dados mestres podem assumir a forma de informações sobre produtos, clientes, fornecedores, locais e ativos, além de outras referências que direcionam seus negócios. O gerenciamento eficiente de dados mestres em um repositório central fornece uma visão autorizada única das informações e elimina ineficiências dispendiosas causadas por silos de dados. Em outras palavras, os usuários podem ter certeza da qualidade e integridade dos dados, além de acelerar significativamente o processo de insight. Isso permite que os líderes confiem nos dados e nas informações o suficiente para basear suas decisões críticas de negócios.

3) Ajuste a governança de dados – Para extrair o valor máximo das informações, também é necessário um forte programa de governança de dados. Esse passo ajuda a desenvolver as informações digitais como um ativo comercial estratégico realmente útil e inteligente. O sucesso de um programa de governança de dados depende de uma infraestrutura robusta que permita a automação, o gerenciamento e a escalabilidade das iniciativas internas. Isso requer a implementação de políticas e processos, controle de versão e aprovações com fluxos de trabalho e regras de negócios integrados para manter a precisão e a responsabilidade das informações. Um fator crucial para ajustar a governança de dados é criar as equipes certas e, no repositório de dados central, usar privilégios de segurança e acesso baseados em funções. Com isso, a organização reduz o risco de pessoas erradas acessarem as informações erradas. Além disso, a empresa protege a qualidade de seus dados, fornecendo direitos de edição e visualização adaptados a diferentes perfis de usuários em seu sistema.

4) Não fique preso ao pensamento tradicional – O universo dos dados mudou imensamente ao longo dos anos. O crescimento exponencial das informações acelerou as oportunidades de obter insights, combinando dados de novas maneiras. O desafio é descobrir como fazer isso. Com o aumento da qualidade e do volume de dados, as empresas podem obter visualizações mais panorâmicas e granulares de seu ambiente de negócios, usando-as para melhorar a experiência dos clientes, processos operacionais e estratégias de negócios. Por exemplo, supermercados podem analisar os padrões de gastos dos clientes e usar dados extraídos das mídias sociais – como impressões e curtidas – para planejar vendas de determinadas mercadorias ou picos sazonais. Uma boa maneira de começar é simplesmente se perguntar o que você poderia fazer se tivesse as informações corretas.

5) Procure formas para extrair mais valor de seus dados – Descobrir novas formas criativas de usar bem os dados existentes não é suficiente. Sua organização precisa entender e confiar em modelos de Big Data. Se a cultura, os recursos e as análises emergentes existentes de uma organização não estiverem alinhados com a forma como ela realmente chega às decisões ou se não fornecer uma maneira clara de atingir as metas de negócios, a análise de dados não funcionará. Os funcionários e gerentes da linha de frente precisam entender como os dados podem ajudá-los. Em outras palavras, as ferramentas de análise precisam ser relevantes e aplicáveis ​​aos seus negócios. Para isso, desenvolva ferramentas simples e intuitivas para a equipe da linha de frente. Os gerentes precisam de métodos transparentes para usar os novos modelos e algoritmos. Se eles não conseguirem ver como as soluções os ajudam a fazer melhor seu trabalho, eles não as usarão.

Vale destacar que, independentemente da facilidade de implementação e implantação, a maioria das organizações precisará atualizar suas habilidades analíticas e alfabetização. Para tornar a análise parte das operações diárias, os gerentes devem vê-las como essenciais para resolver problemas e identificar oportunidades. Os esforços necessários variarão de acordo com os objetivos e a linha do tempo da empresa. Ajustar culturas e mentalidades normalmente requer treinamento abrangente, modelagem de papéis pelos líderes e incentivos e métricas para estimular a adoção.

Os ganhos de uma companhia ao estabelecer uma estratégia de dados centralizada podem ser enormes. Adotar as dicas acima tornará esse processo mais simples e funcional, reduzindo o uso de tempo e recursos. O objetivo deve ser sempre agregar valor e inteligência à gestão, com ênfase nas exigências reais da companhia. Afinal de contas, se os dados são a base dos negócios hoje em dia, quem souber usá-los de maneira ágil estará à frente dos seus concorrentes.

Wirecard Innovation Challenge: a sua ideia pode revolucionar o futuro dos pagamentos

Inovar não é mais uma opção: é uma necessidade para as empresas que querem desenvolver melhores produtos e serviços. É por isso que a Wirecard, uma das soluções de pagamento que mais crescem no mundo, promove o Innovation Challenge, um desafio para quem tem boas ideias e vontade de fazer diferente: como a sua ideia pode revolucionar o futuro dos pagamentos?

Pessoas do mundo todo, em grupos de até três integrantes, podem participar do concurso. Os participantes deverão enviar sua ideia em inglês para o site oficial do Innovation Challenge até o dia 2 de dezembro. Questões artísticas e estéticas não serão levadas em conta, apenas as ideias. Os três grupos mais bem avaliados ganharão uma viagem para Munique, na Alemanha, onde poderão apresentar suas soluções na matriz global da Wirecard. Os vencedores do concurso serão conhecidos ainda em dezembro.

TotalVoice realiza Hackathon com prêmio de R$ 10 mil

A TotalVoice, empresa da Zenvia especialista em aplicações de comunicação por voz, anuncia Hackathon online de 28 de novembro a 12 de dezembro com premiação de R$ 10 mil para a equipe vencedora. Realizado por meio da plataforma Shawee, o evento é aberto a programadores, designers/UX e especialistas em negócio ou marketing.

O Smart Communications Hackathon by TotalVoice tem como principal objetivo melhorar e criar novas soluções para a comunicação de voz e texto. Por isso, convida a todos os interessados a pensarem em um problema de comunicação e descobrirem uma forma de resolvê-lo utilizando as APIs da TotalVoice. Não conhece os recursos? Sem problemas. No começo do hackathon, a empresa apresentará todas as soluções disponíveis.

Além disso, a TotalVoice também ajudará os participantes a formarem os times nos dois primeiros dias do desafio por meio do canal Discord, caso não tenham, e oferecerá mentoria de profissionais de diversos segmentos durante todo o evento. As equipes podem ser formadas por até cinco pessoas sendo, preferencialmente, duas com conhecimentos de desenvolvimento; uma de marketing, uma com saberes relacionados a negócio e a última de design ou user experience (UX).

Ficou interessado? Então se inscreva até 25 de novembro na página www.hackathontotalvoice.shawee.io e prepare-se para desenvolver o projeto em laptop ou notebook da sua equipe. Todas as candidaturas serão avaliadas pela comissão organizadora com base em perfil e análise de currículo. Os participantes serão conhecidos em 28 de novembro.

No dia 12 de dezembro, último dia do Smart Communications Hackathon by TotalVoice, a comissão organizadora do evento definirá o time vencedor com base em viabilidade de desenvolvimento e monetização, validação de hipótese e mercado, modelo de negócio (B2B, B2C, etc.), dados ou pesquisas que comprovem a existência do problema, análise do problema e da solução quanto ao grau de importância e aplicabilidade, proximidade do protótipo em relação ao projeto e, por fim, a utilização da API da TotalVoice na solução.

Empresários e empreendedores terão a oportunidade de imergir no ecossistema de Israel em missão organizada pela ABES e IBI-Tech

Após firmarem parceria em junho deste ano, a ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software) e a IBI-Tech, empresa israelense com filial no Brasil, estão organizando uma missão de negócios para Israel, entre 19 a 24 de abril de 2020, passando pelas cidades de Tel Aviv, Haifa e Jerusalém. Com o objetivo de oferecer aos empresários e empreendedores brasileiros o acesso e imersão no ecossistema de inovação e tecnologia israelense e incentivar parcerias entre empresas e startups dos dois países, a agenda da missão inclui visitas a companhias e hubs de inovação; encontros de alto padrão com representantes do governo, pesquisadores, executivos e investidores; e rodada de negócios com empreendedores das áreas de Indústria 4.0 e Iot, Agrotech e Smart Cities. As inscrições para a missão vão até o dia 15 de janeiro ou até esgotarem as vagas. Para mais informações, envie um email para: missão.israel@abes.org.br

Israel é atualmente considerado o segundo maior hub de inovação do mundo, atrás apenas do Vale do Silício, EUA, investindo cerca de 4,5% do PIB em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) – em 2018, foram investidos mais de US$ 7,2 bilhões por fundos de venture capital no mercado local. Por oferecer condições especiais para empresas internacionais interessadas em investir na instalação de centros de pesquisa e desenvolvimento, Israel abriga mais de 400 centros de P&D multinacionais, sendo que grande parte destes investem ativamente em empreendimentos. Estima-se que o país tenha mais de seis mil startups ativas, mais de 500 delas na área de Agrotech e mais de 300 relacionadas a Smart Cities e Mobilidade.

“A ABES tem trabalhado cada vez mais seu reposicionamento no mercado de tecnologia, realizando parcerias e ações que auxiliem em seu objetivo de incentivar a internacionalização e formas de negócios inovadoras de empresas e startups brasileiras. Alinhada a este propósito está a ideia da missão para Israel, organizada em parceria com a IBI-Tech, uma vez que seu principal objetivo é estimular e transmitir aos empreendedores brasileiros o DNA israelense de disrupção e incentivar parcerias e projetos reais entre empresas e startups dos dois países”, explica Rodolfo Fücher, presidente da ABES.

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