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Os pagamentos instantâneos vão acabar com as maquininhas de cartão?

Por Diogo Cuoco

O Banco Central está desenvolvendo um novo modelo de pagamentos que visa reduzir ou até mesmo acabar com as altas taxas de transferências, abrindo portas para o desenvolvimento de novas soluções, como as fintechs e as carteiras digitais. De modo simplista, os pagamentos poderão ser feitos via QR Code, por aproximação ou qualquer outra tecnologia de transferência de dados, dispensando intermediários e diminuindo gradativamente a circulação de dinheiro em espécie.

A iniciativa, prevista para 2021, tem a intenção de permitir que as transações financeiras sejam efetuadas imediatamente, sem restrições de datas ou horários – hoje, por exemplo,TED e DOC são realizados em dias úteis, entre às 6h30 e 17h. Ou seja, a medida pretende melhorar o ambiente de negócios: quando as pessoas têm dinheiro na conta corrente, elas exigem que as transações aconteçam de forma instantânea e é isso que a novidade traz.

Uma das maiores dúvidas dos micros, pequenos e médios empreendedores diz respeito ao futuro das maquininhas com o advento dos pagamentos instantâneos. A meu ver, as mudanças pelas quais o mercado financeiro brasileiro está passando colocam mais em xeque o cartão de débito do que de crédito – que já está incumbido na cultura dos brasileiros – ao invés de sinalizar o fim das maquininhas. No entanto, será preciso sim atualizar os modelos que existem hoje, trazendo soluções cada vez mais ágeis e práticas.

Atualmente, a maior parte das fintechs já realizam pagamentos instantâneos em QR Code, não sendo uma realidade distante para quem já atua no setor. Inclusive, algumas empresas de maquininhas de cartão já estão preparadas para o que vem pela frente, oferecendo além da taxa zero – que é a grande briga das fintechs – cartões pré-pagos para as pessoas que não tem vínculo com instituições bancárias e contas digitais com todas as funcionalidades da conta corrente tradicional, porém, sem consulta às restrições cadastrais.

Mais que isso: no país, já possível encontrar empresas que oferecem para os usuários de cartão de crédito, a possibilidade deles usarem essa forma de pagamento em estabelecimentos que não aceitam o parcelamento de compras, seja em produtos ou serviços. E essa é uma revolução bastante significativa, principalmente se olharmos os números de penetração da utilização de cartões nas compras dos brasileiros e o quanto ainda há de espaço para o crescimento desse share.

Se eu puder dar um conselho para as pessoas que trabalham com o desenvolvimento de maquininhas, diria que vai demorar um bom tempo para elas acabarem no Brasil. No entanto, melhorar cada vez mais a experiência e a vida dos usuários de cartão de crédito é um importante passo para se destacar no setor. Acredito que a adoção dos novos meios de pagamento não será tão instantânea assim: como tudo na vida, existe uma mudança cultural, das pessoas precisarem se adaptar. E isso também leva tempo.

Diogo Cuoco, dono e CEO da Taki Pagamentos, startup credenciada do Denatran com soluções para facilitar diversos tipos de pagamentos.

Dólar e investimentos de pessoas físicas batem recorde

O relatório divulgado pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) foi visto como um indicativo de crescimento da busca dos brasileiros por investimentos, analisa Leandro Benincá, educador financeiro da Messem Investimento.

“O brasileiro está investindo mais. A parte não tão boa desta notícia é que, dos R$ 3,1 trilhões de reais investidos por pessoas físicas no Brasil, a imensa maioria ainda se concentra em investimentos financeiros de baixa rentabilidade, como títulos e fundos que não ultrapassar sequer o CDI, sem contar nos ‘bilhões de reais alocados na caderneta de poupança’ que, com a recente queda da taxa básica de juros, a Selic, acumula um rendimento de 3,5% ao ano, inferior ao desempenho de muitos índices da inflação“, salienta o especialista.

Mesmo nos investimentos mais sofisticados, como a previdência privada e os fundos, inclusive para os segmentos de alta renda e private, a maior parte das alocações ainda transita entre produtos de baixa rentabilidade e/ou alto custo de taxas.

“Embora o número de investidores no Brasil ainda seja minúsculo em relação ao tamanho de nossa população, estamos no caminho certo”, frisa Benincá, ressaltando: “Um país com mais investidores é mais sólido, menos sujeito ao endividamento geral da população e a crises de crédito, o que se reflete também na própria estrutura da sociedade”.

Dólar

Para o head de renda variável da Messem Investimentos, William Teixeira, é preciso muita cautela para “surfar a onda” da valorização do dólar, que no último pregão alcançou a maior cotação desde o início do Plano Real.

“O investidor que quiser surfar essa onda, ou se proteger dela, pode utilizar de contratos futuros de dólar, NDF, ou opções sobre a moeda para tal, no entanto é importante que o investidor esteja ciente do funcionamento de cada um desses derivativos, pois além da volatilidade atual que a moeda apresenta, o dólar é um ativos de menor previsibilidade do mercado, uma vez que sua cotação depende de inúmeras variáveis observadas ao redor de todo o mundo”, explica.

Apesar do cenário de aversão ao risco, com os investidores receosos em aplicar nos países da América Latina, em função da instabilidade política e econômica na região, Teixeira acredita que a moeda deva reverter parte desse movimento de alta.

“O [Boletim] Focus mostra o dólar a R$ 4. O mercado ainda projeta a queda da moeda”, conclui.

O papel decisivo das ferramentas digitais na Black Friday

Por Glaucia Hora

As ferramentas digitais possuem um papel fundamental para ajudar as empresas a criar campanhas de marketing na forma 360º, ou seja, campanhas que alcancem os clientes em diferentes canais de comunicação, como SMS marketing, e-mail, notificações de push, Facebook Messenger e WhatsApp Business. Ter uma estratégia no meio digital durante a Black Friday é fundamental, porque esses canais têm um papel decisivo nas vendas.

Das pessoas que compram na data, 82% o fazem on-line, segundo levantamento do Google sobre a Black Friday. O meio digital também ajuda nas compras off-line, porque, antes de comprar por meios físicos, os consumidores pesquisam na internet para complementar as compras feitas nas lojas físicas, gerando uma experiência multicanal. As ferramentas digitais podem ser usadas para rastreamento de produtos, atendimento ao cliente, envio de vouchers promocionais, anúncios de ofertas, campanhas de engajamento e envio de informações transacionais.

O grande diferencial da Black Friday é a gama de ofertas e condições especiais que o mercado oferece nesse período. Com isso, os sites de busca são os primeiros motivadores de compra, seguidos pelas mídias sociais. Só o Facebook representou 53% das compras em e-commerce no primeiro semestre. Já o Instagram representa 32% dos motivadores de compra. Outro canal que vem crescendo anualmente é o WhatsApp Business, cujo alcance é de 1,5 bilhão de pessoas ativas no mundo. No Brasil, segundo o estudo Panorama de Mensageria, publicado em agosto, 98% dos smartphones brasileiros têm o aplicativo instalado.

O WhatsApp Business é um canal de comunicação que veio para complementar, e não substituir os outros serviços. Por se tratar de um aplicativo de mensageria muito usado pelos brasileiros, as marcas podem aproveitar essa vantagem para interagir com os seus clientes em um canal de sua preferência. Vale ressaltar que as empresas devem procurar um provedor oficial do WhatsApp Business para, assim, garantir a segurança na troca de mensagens.

Uma tendência no mercado digital que vem ganhando força é a compra por meio de assistentes de voz, gerando um novo cenário de vendas cruzadas, uma variedade ilimitada e uma visibilidade reduzida, o que permite um conhecimento do consumidor por meio do seu rastro digital, segundo relatório da consultoria Ebit. Esse comportamento tende a crescer no Brasil, uma vez que os assistentes de voz estão entrando no mercado agora.

Em suma, pelos meios digitais, é possível oferecer ao consumidor uma variedade muito grande de produtos, e fica mais fácil para as empresas gerar uma necessidade de compra, devido à infinidade de produtos que podem ser oferecidos no mundo digital. Nesta época de Black Friday, os varejistas precisam desenvolver suas campanhas de marketing pensando no mobile first ou mobile only, já que 43% das vendas em e-commerce são feitas via dispositivos móveis. Por esse motivo, é necessário desenhar uma boa experiência de navegação com simplicidade e agilidade.

Glaucia Hora, especialista de marketing da Infobip

Fintech abre mais de 20 vagas em SP para contratação ainda em 2019

Apesar do alto índice de desemprego no Brasil, o ecossistema de startups caminha na contramão. Segundo a Associação Brasileira de Startups (Abstartups), existem atualmente cerca de 5 mil vagas abertas no setor. E, para quem busca uma oportunidade na área que mais cresce, nas fintechs, a Bom Pra Crédito , plataforma que une credores e tomadores de empréstimos por meio de uma experiência única e 100% digital, acaba de anunciar a abertura de mais de 20 vagas , em diversas áreas e níveis hierárquicos.

As posições são para atuar na sede da startup, em São Paulo. Além dos conhecimentos e habilidades necessários para cada posição, há alguns pré-requisitos para os interessados em trabalhar na empresa: sonhar grande, ser engajado e estar disposto a construir e enfrentar o novo.

Fundada em 2014, a Bom Pra Crédito tem crescido cerca de 200% ao ano e já intermediou mais de R$ 500 milhões de empréstimos dos mais de 34 parceiros que compõem a plataforma. Em 2019, a fintech recebeu um aporte de R$ 35 milhões em rodada pré-Série B liderada pelo Grupo Globo, maior conglomerado de mídia e comunicação da América Latina. “Nosso objetivo é manter essa curva de crescimento e fechar o ano com mais de 90 pessoas no time”, afirma Ricardo Kalichsztein, CEO e Fundador do BPC,

As inscrições para o processo seletivo podem ser feitas no link: http://jobs.kenoby.com/bompracredito

Mais empresas encerram portfólio de produtos em outubro

O Radar Empresarial de outubro, calculado pela Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil, demonstra que cresce o número de empresas que encerraram os portfólios de produtos. O aumento deste índice em outubro foi de 13,5% na comparação com setembro para o indicador Brasil. Para médias e pequenas empresas, o aumento foi de 7,8%. Nos últimos 12 meses, no entanto, o índice aponta um cenário inverso ao de outubro, quando analisado isoladamente. Em um ano, observa-se redução de 3% no número de portfólio de produtos encerrados.

Radar Empresarial mensura o encerramento de portfólio de produtos pelas empresas, nos mostrando uma tendência se mais ou menos empresas decidem pelo término de suas linhas de produtos. Ele pode ser utilizado como um termômetro da conjuntura econômica nos meses subsequentes à sua publicação, sendo um antecedente do índice de falências do Serasa.

Entenda o Radar Empresarial

• O Radar Empresarial é um indicador estatístico que contempla todos os setores da economia nacional, tendo maior representatividade na indústria de transformação. O indicador apresenta dois recortes: Brasil e Micro e Pequenas Empresas (MPE).

• Elaborado pela GS1 Brasil com o apoio da 4E Consultoria, o estudo é publicado mensalmente e ajuda o mercado a ter uma percepção mais apurada sobre o ambiente de negócios no País.

• O indicador possui forte correlação com o indicador de falências do Serasa, sendo possível, inclusive, a utilização do Radar para antever seus resultados.

• Número indicador com base média 2012 = 100.

ACSP: Vendas surpreendem e sobem 4,7% na 1ª quinzena de novembro

Começou a esquentar: na primeira quinzena de novembro, as vendas do varejo paulistano cresceram 4,7%, em média, ante igual período de 2018, de acordo com dados do Balanço de Vendas da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

No movimento de vendas a prazo, a alta foi de 4% nos primeiros quinze dias do mês, na comparação anual. Já as vendas à vista cresceram 5,4% no período.

Esse resultado, que supreendeu ao levar em conta a média de aumentos de 2% dos 10 meses anteriores, se deve a três fatores importantes, segundo Emílio Alfieri, economista da ACSP.

O primeiro tem a ver com a retomada gradual das vendas de móveis e eletrodomésticos, puxada pela queda nos juros e o aumento do crédito para pessoa física, segundo o economista – o que influenciou o resultado das vendas a prazo, que seguiam tímidas.

O segundo, que engloba as vendas de menor valor à vista, como vestuário, calçados, acessórios, artigos de uso pessoal e utilidades domésticas, foi favorecido pela liberação dos R$ 500 do FGTS, afirma.

Já o terceiro está relacionado à antecipação que o varejo físico tem feito da Black Friday: segundo o economista da ACSP, grandes varejistas já estão fazendo ofertas e promoções relacionadas à data desde o início do mês. Na 25 de março também há ofertas com esse apelo promocional – inclusive nos itens da coleção primavera-verão e moda praia.

“Todos esses lojistas saíram na frente e, ao invés de fazer ações só no dia 29, eles transformaram novembro no mês da Black Friday”, diz Alfieri.

De modo geral, os fatores que puxaram o resultado têm ajudado bastante o varejo paulistano que, segundo Emílio Alfieri, vinham crescendo em torno de 2% ao mês, mas fizeram novembro começar de maneira favorável.

“Ainda é preciso um pouco de cautela, pois, por um lado, a Black Friday pode tirar um pouco das vendas do Natal. Por outro, com o novo corte de juros esperado para dezembro e o restante da liberação do FGTS, que foi antecipada para esse ano, os resultados podem supreender”, sinaliza.

O Balanço de Vendas é elaborado pelo Instituto de Economia Gastão Vidigal da ACSP com base em amostra da Boa Vista SCPC.

Bob Wollheim assume como CSO da CI&T

Empreendedor e uma das maiores autoridades do País no mercado de inovação, Bob Wollheim é o novo Chief Strategy Officer (CSO) da multinacional brasileira especializada em transformação digital CI&T. O executivo assume o cargo com o objetivo de reforçar ainda mais a estratégia da companhia na construção de sua reputação, na comunicação com os clientes e na transformação de pessoas.

Com mais de 20 anos de experiência no mercado digital, Bob é um dos principais nomes quando o assunto é empreendedorismo, inovação e transformação digital. Formado em administração de empresas pela Fundação Getulio Vargas, foi fundador de uma série de companhias ligadas ao universo da tecnologia, incluindo o YouPIX, plataforma digital focada em discutir a cultura da internet. Também foi Head of Digital do Grupo ABC de comunicação

Na CI&T, Bob terá como missão promover uma comunicação cada vez mais estratégica, de maneira ampla e holística. “Em tempos exponenciais, empresas inovadoras têm o grande desafio de narrar – com velocidade e simplicidade – a inovação e a disrupção que trazem para o mercado. Tendo isso em mente trago para CI&T um olhar de Comunicação, mas também de Transformação de Líderes, tema ao qual venho me dedicando nos últimos anos”, afirma o executivo. “E fazer isso na CI&T, empresa que venho acompanhando com grande atenção e curiosidade há tempos – e que é referência absoluta em Transformação Digital (para a qual a cultura dos líderes é vital) – é uma grande satisfação e oportunidade”, complementa.

O CEO e fundador da CI&T, Cesar Gon, avalia que a tecnologia não inova por si só – pelo menos não ainda -, mas as pessoas, sim. Por isso ressalta a vinda do executivo. “A tecnologia não está revolucionando nenhuma indústria, as pessoas estão. Bob é um agente de transformação, uma dessas raras pessoas que combina inquietude, disrupção e execução. É um prazer contar com ele na ambiciosa jornada CI&T”, destaca Gon.

Thiago Quartarollo é o novo Head de Operações & Estratégia da Wevo

A Wevo, uma plataforma SaaS que oferece uma melhor experiência para times de TI e de negócio configurarem, desenvolverem e gerenciarem integrações de sistemas e dados, ajudando empresas em 10 países e mais de 1.800 usuários a se transformarem digitalmente, anunciou a contratação de um novo Head de Operações e Estratégias. Thiago Quartarollo, assumiu a diretoria executiva da empresa.

O profissional tem mais de 10 anos de experiência na área de projetos, estratégias, operações e performance, passando por empresas gigantes como Mercedes Benz e Glovo. Com certificado de novos negócios pela Saint Paul e graduação de engenharia na Mauá Tecnologia, o executivo vem com um histórico agressivo e busca acelerar o crescimento da Wevo, levando em conta o grande potencial que o mercado apresenta.

Hoje a empresa tem entre seus clientes marcas como ArcelorMittal, Dia, DPaschoal, Electrolux, Nestlé, Sony, Unilever, Whirlpool, Yamaha, Decathlon, Espaçolaser, Saraiva, Sony e Pernod Ricard. Neste ano, a Wevo foi a ganhadora do Prêmio ABComm de melhor empresa de tecnologia para e-commerce.

NeuroUp, startup de Recife, recebe aporte de R$ 2,5 milhões

A NeuroUp acaba de receber um aporte de 2,5 milhões do Criatec 3 (fundo gerido pela Inseed Investimentos e criado pelo BNDES). A empresa, criada em 2014 e sediada em Recife (PE), desenvolve soluções de biofeedback – que ajudam o usuário a reduzir a tensão do corpo e atingir o relaxamento avançado. Com o aporte, a empresa pretende fortalecer a área comercial, adquirir escala e buscar a internacionalização. Trata-se do primeiro aporte do Fundo Criatec 3 na Região Nordeste.

“A tecnologia permite que o usuário aprenda técnicas de relaxamento e as aplique no dia a dia. Controlar a tensão dos músculos é uma capacidade que poucas pessoas possuem, principalmente as que apresentam dores crônicas ou que vivem em situações de estresse. Portanto, o treinamento com o biofeedback pode beneficiar as pessoas com dificuldade para relaxar por vontade própria. Também pode ser usado em exercícios, já que o sistema indica o nível de contração muscular através de jogos”, afirma Ubirakitan Maciel – co-fundador e diretor executivo da NeuroUp. Segundo ele, “a tecnologia é bastante intuitiva e o custo é acessível”.

Segundo ele, o dispositivo pode ser acoplado ao corpo e se comunica com um aplicativo para celular. “Os sensores são capazes de captar a informação oferecida pelo corpo e devolvê-las em tempo real. Assim, é possível identificar o nível de tensão corporal e trabalhar técnicas que ajudam a reduzi-la”, diz Diogo Jardim – co-fundador e diretor técnico.

Gameficação

O dispositivo leva a pessoa a aprender uma nova habilidade de forma dinâmica. “O participante do treinamento se posiciona em frente à tela de um celular ou tablet e passa a interagir com gráficos visuais ou auditivos. Quando ele contrai, obtém resposta negativa. Quando ele consegue relaxar, há resposta positiva. Assim, o uso da gameficação ensina o participante a relaxar – que é algo muito mais difícil do que aprender a contrair”, explica Ubirakitan. Segundo ele, são realizadas de uma a duas sessões por semana, com duração de mais ou menos 20 minutos. “É parecido com aprender a tocar um instrumento novo. Em média são realizadas de 5 a 10 sessões de treinamento e os efeitos podem durar muitos anos”, afirma.

A origem dos empreendedores está na pesquisa universitária. Chegaram a residir na Espanha e França, onde passaram a se interessar ainda mais pela neurotecnologia. “Vimos muitas soluções capazes de melhorar a qualidade de vida das pessoas. Mas, infelizmente, ainda são muito caras e difíceis de serem utilizadas fora dos laboratórios. Um dos nossos principais objetivos é democratizar e tornar mais acessível esse tipo de tecnologia”, explica

Para Gustavo Junqueira, CEO da Inseed Investimentos, a NeuroUp foi selecionada pela equipe por ter um potencial de alcance global. “A empresa conseguiu transformar um conhecimento profundo, na área de neurodinâmica, em um produto que cuida de um problema a nível mundial: as dores crônicas”.

O Banco do Nordeste (BNB) é um dos investidores do Criatec 3. Ernesto Lima Cruz, superintendente estadual do BNB em Pernambuco, reafirma o compromisso de apoiar empresas inovadoras e com elevado potencial de crescimento. “O objetivo é construir ou expandir, junto aos empreendedores, ofertas de valor muito diferenciadas e levar o negócio a uma fase de crescimento acelerado. Além do aporte de capital, o fundo é um sócio proativo, que agrega estratégia, governança e compartilha decisões. Ele auxilia a empresa a avançar rápido e chegar mais longe do que faria sozinha”, diz.

GFT contrata head de Salesforce para o Brasil

A GFT, empresa alemã referência em tecnologias exponenciais para transformação digital e projetos ágeis, acaba de contratar Marco Antônio Silva e Silva para ocupar a posição de diretor da unidade de negócio Salesforce no Brasil.

O executivo chega à GFT com a função de estruturar a nova unidade de negócios baseada na plataforma, buscando excelência na condução de projetos por meio das práticas ágeis e alavancando sobre as principais áreas de atuação da GFT como Mobilidade, APIs, Backoffice digital, Analytics, AI e Cloud.

Com formação em engenharia da computação e MBA em gestão de projetos, o profissional possui experiência de aproximadamente 30 anos na área de Tecnologia da Informação (TI), atuando, nos últimos 18 anos, com sistemas de CRM e canais de relacionamento com clientes e passando por empresas como Avanxo Brasil, Plusoft e SulAmérica.

“Poder contribuir na jornada de transformação digital de nossos clientes, utilizando toda a capacidade que o Salesforce nos proporciona, me motiva muito. Com a minha forte experiência em CRM e implementação de projetos complexos em Salesforce no país, espero levar essa parceria estratégica para um patamar de excelência para a GFT e nossos clientes”, afirma Marco Silva e Silva.

Para Marco Santos, presidente da GFT Brasil e América Latina, a chegada do executivo tem o propósito de capacitar ainda mais a companhia para um mercado de tecnologia que está em constante crescimento e inexorável transformação para Cloud.

“A Salesforce tem se destacado na jornada de transformação digital, SaaS e Cloud do mercado, o que coincide com o DNA da GFT. A contratação do Marco Silva para a posição de head de Salesforce é uma grande aposta para atender a atual demanda dos nossos clientes, que confiam no nosso trabalho e no formato de parceria estratégica que colocamos em prática”, complementa Santos.

Economia melhora e ruptura cresce

Mais confiante com a economia, o consumidor foi às compras no último trimestre. As vendas no varejo brasileiro cresceram 3,5% em setembro (já descontada a inflação), em comparação com o mesmo período ano passado, conforme aponta o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA). Com isso, a ruptura também cresceu nos supermercados, como mostra balanço da Neogrid – (www.neogrid.com.br), empresa especializada na sincronização automática da cadeia de suprimentos.
No mês de agosto, a ruptura atingiu 10.32% e, em setembro, o índice subiu um pouco mais atingindo 10,35%, para fechar o trimestre, em outubro o mês fechou com 10,37%. No mesmo período de 2018, os índices eram de 10.16% em agosto, 9.82% em setembro e 9,85% em outubro. O fenômeno pode ser explicado, conforme Robson Munhoz, vice-presidente de Operações da Neogrid, pela, ainda que lenta, melhora na economia e o retorno dos brasileiros às compras.
O executivo ainda acredita que esse aumento nas vendas se deve pela melhora da confiança do consumidor e pelas injeções econômicas que vem sendo feitas como, por exemplo, a liberação do FGTS, o pagamento do PIS (tradicional nesta época e já programado) e ações como a Semana do Brasil (tida como uma versão brasileira da black friday) que levam mais dinheiro para o bolso do consumidor. O aumento das compras em supermercados é um dos principais termômetros.
“Se formos fazer uma análise do ano como um todo, o que aconteceu nestes últimos dois meses é a resposta do consumidor que os varejistas esperavam ainda no primeiro semestre quando, otimistas, eles aumentaram os níveis de seus estoques acreditando no aumento das vendas. Estas vendas vieram agora e a ruptura se deu, na verdade, porque o varejo não foi tão rápido em reabastecer seu estoque”, explica o executivo.
Na visão do executivo, as perspectivas são boas para os meses finais do ano, uma vez que datas importantes para o varejo como Black Friday, o pagamento do 13º salário e as festas de final de ano estão na agenda. “O brasileiro segurou muito as compras, pois estamos vindo de uma longa crise, mas, de certa forma, o país está fazendo sua lição de casa e os resultados lentamente começam a aparecer. Nossa recomendação aos varejistas é que eles olhem com carinho para seus estoques porque a previsão é de que tenhamos uma final de ano tão bom ou melhor do que o anterior, que já foi positivo”, encerra Robson.

Unicórnios: startups bilionárias são as mais buscadas pelos brasileiros

No último ano, muito se ouviu falar nos “unicórnios”: startups “raras” que valem mais de um bilhão de reais. E no Brasil, não é diferente: o país é um verdadeiro celeiro dessas empresas, e das 10 startups mais pesquisadas pelos brasileiros, oito são unicórnios fundados no país. É o que aponta uma pesquisa realizada pela SEMrush, líder global em marketing digital. E o interesse pelo assunto vem crescendo cada vez mais, pois apenas nos últimos três meses, as buscas pelo termo “startup” cresceram consideravelmente: de 90,5 mil em junho para 135 mil em setembro.

Em primeiro lugar no ranking vem o PagSeguro, fintech de meios de pagamento, com mais de 2,8 milhões de buscas mensais na internet, de acordo com dados da SEMrush. A pesquisa engloba mecanismos de busca como Google e Bing, e apurou dados de janeiro de 2018 a setembro de 2019. Em segundo e terceiro lugar, as únicas gringas da lista: Uber, com 2,6 milhões de pesquisas, e Airbnb, com 1,6 milhão. Seguindo a lista, o Nubank apurou 1,3 milhão de buscas, e recentemente a fintech anunciou que, em breve, os clientes poderão utilizar a nova modalidade para guardar dinheiro automaticamente.

No quinto lugar vem iFood, foodtech brasileira da holding Movile, que apurou 1,2 milhão de pesquisas. A 99 vem logo em seguida, com 363 mil buscas. A lista segue com Gympass, com 234 mil pesquisas, Stone, com 153 mil, Ebanx, com 117 mil e Loggi, com 92 mil.

Segue abaixo o ranking completo apurado pela SEMrush:

Startups mais buscadas na internet pelos brasileiros (média mensal de janeiro de 2018 a setembro de 2019):

1) PagSeguro: 2,8 milhões

2) Uber: 2,6 milhões

3) Airbnb: 1,6 milhão

4) Nubank: 1,3 milhão

5) iFood: 1,2 milhão

6) 99: 363 mil

7) Gympass: 234 mil

9) Stone: 153 mil

9) Ebanx: 117 mil

10) Loggi: 92 mil