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Empresa do futuro será mais tecnológica, mas não abrirá mão do capital humano

Por Mari Achutti, CEO e fundadora da Sputnik

O mundo, desde de que se modernizou, passa por grandes revoluções. Começando na Europa entre 1760 e 1840, o primeiro grande passo rumo à tecnologia, é um período da história que ficou conhecido como Revolução Industrial. As máquinas chegaram para colaborar com a força humana para agilizar os processos na indústria.

Mas, nos dias de hoje, as mudanças são justificadas no contexto da chamada Quarta Revolução Industrial. Por esse motivo, os profissionais que almejam crescimento e desenvolvimento na carreira precisam ter a noção de que as habilidades necessárias no mercado de trabalho hoje são completamente diferentes dos skills que aprendemos na nossa sua educação profissional, e mais: elas mudam o tempo todo.

Para se ter uma ideia dessas mudanças, de acordo o relatório “The Future of Jobs” produzido pelo Fórum Econômico Mundial, até 2020, 35% das habilidades mais demandadas para a maioria das ocupações deve mudar. Temas que jamais estudamos em nossa jornada de aprendizagem, desde a escola até a faculdade, são as grandes habilidades do agora.

Segundo o estudo, as verdadeiras competências profissionais são: capacidade de resolução de problemas complexos, pensamento crítico, criatividade, gestão de pessoas, coordenação, inteligência emocional, orientação para servir, negociação e flexibilidade cognitiva e a capacidade de julgamento e de tomada de decisões serão os diferenciais para os colaboradores nas empresas do futuro.

Para atender com maestria todas essas “novas top skills”, a flexibilidade é essencial para este novo profissional. Afinal, se adequar à realidade do seu trabalho, junto da tecnologia, é o básico do que acontecerá nas empresas do futuro.

A publicação do FEM, ainda destaca que as máquinas desempenharão, até 2025, mais funções do que os seres humanos no mundo do trabalho, mas que isso não é motivo para alarme, já que essa revolução tecnológica, que traz os robôs para a cena central, criará novos 58 milhões de novos empregos em cinco anos para a gestão completa da demanda produzida.

As empresas do futuro serão, obviamente, mais tecnológicas, robotizadas, mas jamais deixarão de necessitar da mão de obra humana, que é tão necessária. A cada mudança, novos meios e métodos serão construídos e implantados. Mas o futuro, que avança sobre nós a cada dia, pode ter sua inteligência artificial, porém jamais deixará de contar com o desenvolvimento das habilidades sociais do capital humano. Por isso, a importância das organizações investirem na capacitação de seus funcionários, para que os mesmos estejam cada vez mais preparados para o futuro que já chegou.

Conferência nacional debate inovação e tecnologia jurídica

O uso da tecnologia para transformar e melhorar a rotina dos profissionais de Direito será um dos destaques do ADV Conference, que será realizado nos dias 15 e 16 de agosto na sede da Softplan, no Sapiens Parque, em Florianópolis. Além desse tema, outros como gestão, produtividade, marketing jurídico, carreira para advogados e gestão de pessoas também serão contemplados na programação do evento. Os participantes ainda poderão fazer networking e visitar uma feira de negócios, reunindo as principais soluções de lawtechs e legaltechs. Alguns dos palestrantes confirmados são o deputado federal Gilson Marques e o superintendente-geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Alexandre Cordeiro Macedo.

De acordo com o último relatório Justiça em Números, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), tramitam no Brasil cerca de 80 milhões de processos. Além do trabalho realizado por magistrados e demais servidores, advogados também estão entre os profissionais responsáveis por atender a essa demanda. Estima-se que, apenas no Brasil, são formados 30 mil novos advogados, anualmente. Há, em média, um profissional para cada 209 habitantes e mais de 1 milhão atuantes no mercado, segundo a Ordem dos Advogados do Brasil. Para otimizar a rotina e a atuação deles, a tecnologia tem sido uma grande aliada. “A tecnologia está transformando o mundo. Na advocacia não poderia ser diferente. Tudo está se tornando mais eficaz, automatizado e organizado, mas isso nunca vai tirar a função de um bom advogado”, destaca Janaína Ferreira, coordenadora do marketing do SAJ ADV na Softplan.

Pesquisa aponta melhorias após adoção de tecnologia jurídica em escritórios de advocacia

A Softplan, maior legaltech da América Latina, realizou um recente estudo sobre o retorno de investimento na implantação de um software jurídico em escritórios de advocacia. Participaram da pesquisa 147 escritórios de advocacia no Brasil, que apontaram uma redução de 59% no prejuízo financeiro com perdas de prazos após implantação de software jurídico.

A pesquisa também apontou que, além de gerar melhorias para o clima organizacional e gerencial dos escritórios, o uso de tecnologia jurídica também se converte em impactos positivos ao meio ambiente: 47,5% dos escritórios economizaram espaço físico com a redução no uso de papel, e 39,4% afirmaram que esse fator gerou uma economia financeira mensal de até R$ 2 mil. A adoção de tecnologias também aumentou a produtividade de 93% dos entrevistados, que deixaram de despender cerca de 5 horas por semana no trabalho. Ou seja, o software jurídico otimizou o equivalente a 12% de uma jornada de 40h semanais. A solução também possibilitou um aumento médio de 30% na lucratividade dos escritórios consultados.

Entre as tecnologias disponíveis no mercado está o SAJ ADV, software jurídico modelo SaaS voltado a advogados para gestão integrada de atividades jurídicas e administrativas. Por meio de inteligência artificial, é possível realizar o preenchimento automático de documentos, a captura de processos pela inscrição na OAB, com segurança e controle de acessos. Agora, o software também terá uma versão mobile, simplificando a rotina dos advogados. “Com isso, os advogados poderão carregar o escritório no bolso, conseguindo consultar informações nos tribunais ou nos próprios clientes de qualquer lugar”, ressalta Gabriel Bat Kauffmann Schüler, gerente de Marketing do SAJ ADV.

Compliance: a nova onda do mercado corporativo mundial

O mercado prevê grande expectativa de abertura da economia brasileira para os próximos anos. Recentemente, por exemplo, a União Europeia firmou acordo com o Mercosul, e a previsão é que mais de U$ 80 bilhões sejam investidos no Brasil. No entanto, para chamar a atenção de investidores, as organizações brasileiras perceberam a importância de implementar em suas estruturas corporativas um programa de integridade que possa delimitar regras éticas, incentivar a transparência e gerenciar os riscos. Esse programa é chamado de Compliance.

Renato Thé é especialista em auditoria e diretor de compliance da UGP Brasil, empresa especializada em licitações, contratos e oferta de programas de integridade. Segundo ele, a grande maioria das organizações que operam em negócios internacionais utiliza essa ferramenta de gestão como instrumento de conduta e geração de riqueza. A valorização do programa de integridade tornou-se regra no mundo corporativo. No Brasil, de acordo com um levantamento da KPMG Auditoria, realizado em 2017, das cerca de 450 empresas avaliadas, apenas 9% não possuíam programa de integridade.

Licitações internacionais e recursos estrangeiros são uma mão na roda da economia brasileira. Um dos principais agentes de investimento, por exemplo, é o BIRD, o Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento. Nesse ano, a instituição investiu cerca de U$ 50 milhões no Programa Paraíba Rural Sustentável, no estado da Paraíba. Mas para garantir o investimento por parte do BIRD e de outras agência de fomento, as organizações beneficiadas precisam seguir uma série de regras e condutas éticas, denominadas Safeguards, um instrumento similar ao compliance.

Transparência nos setores público e privado

O compliance ainda não é obrigatório para definir as negociações entre organizações nacionais e internacionais, porém, já é um dos principais critérios adotados. Em relação às instituições públicas, as regras envolvendo a implementação do programa de integridade são mais claras. Como é o caso do Governo do Distrito Federal (GDF), que passou a exigir o programa em todos os órgãos diretos que fazem parte da sua estrutura. Além de exigir que empresas, ao firmar contratos públicos com o DF, possuam essa prática.

A Lei Federal Anticorrupção (Lei n° 12846/2013) é um bom exemplo de como as práticas da transparência e legalidade passaram a ser critérios para a eficiência da gestão. A Lei define que qualquer empresa estrangeira ou nacional, que ofereça serviços à Administração Pública Federal e aos estados e municípios, necessite apresentar ações que visem a transparência das operações.

De acordo com Renato Thé, as razões que explicam o compliance estar “na moda” são diversas. Ele destaca que o gerenciamento de crises econômicas e de problemas de fraudes nas empresas tornou-se mais relevante para os gestores. “Dadas as crises econômicas e problemas de fraudes, baixa produtividade, redução de margem de lucro, estratégias de negócios, dentre outros pontos, o compliance tornou-se uma alternativa bastante satisfatória por ofertar a junção de três eixos temáticos: a auditoria interna, o gerenciamento de risco e a governança corporativa”, explica o especialista.

Ele aponta ainda que as organizações internacionais exigem segurança na hora de negociar, e o programa de integridade é um dos critérios. “Os investidores internacionais são profissionais, não entram em negócios onde o risco não possa ser calculado. Como um dos eixos em compliance é justamente o gerenciamento de risco, os negócios somente são fechados tendo a prática como ponto determinante. Diria que sem esse instrumento não há negócio”, diz Renato Thé.

O diretor de compliance destaca o papel de organizações econômicas como o Bacen (Banco Central do Brasil) e a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), que já empregam essa prática como regra para diversos negócios. “Não há dúvidas que essas entidades utilizam de mecanismos de controle interno, gerenciamento de risco e de governança corporativa para atuarem. E mais, exigem que as empresa que se relacionam com elas também os tenham a fim de garantir a transparência nas operações”, afirma.

Desafios de implementação

Para organizações que ainda não possuem ou estão em processo de implementação do programa de integridade, o especialista da UGP Brasil aconselha: “quando esse capital estrangeiro aportar no Brasil e as empresas quiserem ou tiverem de implantar programas de compliance às pressas, sofrerão. A minha sugestão é que procurem empresas que já possuem programa específico de implantação para antecipar movimentos e garantir o acesso aos investimentos que ocorrerão”.

Renato finaliza explicando os principais desafios que as instituições podem enfrentar caso não se adequem às exigências do mercado. “A maior dificuldade é convencer o empresariado brasileiro que os players internacionais trabalham de forma profissional. São exigentes e não aceitam improvisos. Assim, os riscos que podem atrapalhar, em primeiro lugar, vêm da cultura organizacional. Em seguida, a falta de profissionalismo e, por fim, as práticas procedimentais nas organizações”, afirma Renato Thé.

Além de potencializar e garantir o bom funcionamento e atuação das organizações, o compliance inova e cria uma nova identidade para a instituição. Confira algumas dicas do especialista Renato Thé, da UGP Brasil, na hora de pensar na implementação.

– Formule o código de conduta da empresa: definir as regras que irão determinar o comportamento dos colaboradores e o bom funcionamento das operações é o primeiro passo a ser dado;

– Crie metas e objetivos que possam estimular a redução dos riscos: o gerenciamento de riscos é um dos objetivos do compliance, e se bem planejado, o mapeamento de todas as operações da empresa pode evitar falhas;

– Estabeleça canais de comunicação que garantam a transparência dos negócios: seja na iniciativa pública ou privada, é recomendável que a organização possua um colaborador que possa intermediar possíveis intercorrências;

– Contrate profissionais que saibam formular o programa de integridade de acordo com o segmento da organização: o investimento neste caso é mais que necessário. Diante das exigências de seguridade do negócio, é preciso contar com a ajuda de técnicos e analistas que estejam por dentro das regras e regulamentos que envolvem o compliance.

Audi apresenta conceito de patinete elétrico

Em direção à tendência urbana global de mobilidade multimodal, a Audi apresenta seu novo conceito de patinete elétrico. Batizado de Audi e-tron scooter, combina as vantagens de um patinete elétrico e um skate. O modelo tem 12 kg e pode ser dobrado e armazenado convenientemente no porta-malas do veículo ou puxado como um carrinho, de forma a ser transportado por carro, ônibus ou trem. Dentre os destaques está seu manuseio, pois permite ao piloto ter uma mão livre e assim poder olhar ao redor e sinalizar com a outra mão. Produção e vendas são planejadas para o final de 2020.

“Com o Audi e-tron scooter, nos aproximamos ainda mais dos clientes que se movimentam pelas cidades de formas multimodais – e para os quais estilo e funcionalidade são importantes”, diz Thorsten Schrader, gerente de projeto para micromobilidade da Audi. Embora o piloto mantenha uma mão sobre o guidão, ele controla o patinete como um skate, com os pés mudando seu peso. Os eixos móveis com quatro rodas permitem curvas muito apertadas. “Naturalmente o Audi e-tron scooter também se move em linha reta. Porém a sensação de fluxo só acontece quando você começa a trafegar no asfalto – e isso é surpreendentemente fácil com nosso novo conceito”.

O guidão dá estabilidade e mantém a bateria e os itens eletrônicos – há ainda um display que mostra a condição da bateria. O piloto acelera e freia através de uma manopla de torção. A autonomia de 20 km é obtida através da recuperação quando o patinete elétrico é freado. O freio de serviço hidráulico proporciona segurança adicional.

No fim de 2020, clientes poderão comprar o patinete elétrico e-tron Audi por cerca de 2 mil euros. Outras possibilidades ainda estão em estudo: uso em frotas para grupos específicos de usuários, por exemplo, residentes em modernos quarteirões urbanos, ou como item extra para clientes que compram veículos e-tron da Audi. O patinete elétrico pode ser carregado no porta-malas do veículo através de uma tomada exclusiva. Os usuários podem cobrir de forma conveniente o final do percurso, por exemplo a partir de uma vaga de estacionamento ou ponto de carga até o destino, em velocidade de até 20 km/h.

O patinete elétrico e-tron Audi vem instalado com as luzes de LED exigidas por lei: um farol, luzes de condução diurna, lanterna traseira e brake light. Uma interface bluetooth permite ajustes individuais às características da condução e fornece proteção contra roubo. Além disso, os projetistas trabalham em assoalho em madeira ou carbono e projeto em cinza e preto.

Innoweeks 2019: SAP Labs promove jornada de coinovação para buscar soluções para desafios de negócios

O SAP Labs vai apresentar os resultados de mais uma edição do Innoweeks, evento anual de coinovação focado em apresentar soluções tecnológicas inteligentes para solucionar desafios de negócios de cinco empresas da América Latina. O evento será realizado no dia 06 de agosto, no Teatro Unisinos, em Porto Alegre, quando serão demonstradas as soluções encontradas para os desafios propostos pelas brasileiras STIHL Ferramentas e GPA (Grupo Pão de Açucar), o Hospital Britânico, da Argentina, a Colsubsídio, fundo de pensão da Colômbia, e a Aceros, grupo siderúrgico da Guatemala.

Cada empresa trouxe um desafio para ser diagnosticado, debatido e ter uma solução desenvolvida, utilizando tecnologias emergentes, que incluem Big Data, Analytics, Internet das Coisas (IoT) e Inteligência Artificial, disponíveis no portfólio da SAP. As equipes foram apoiadas por um time completo de especialistas da SAP Labs que trabalharam em conjunto por um mês para chegar às soluções para os desafios propostos.

Para a edição de 2019, cada unidade da SAP na América Latina indicou clientes para participar da competição. Após uma seleção criteriosa, com base no potencial de desafio que as empresas apresentassem, foram definidas as cinco participantes.

As equipes foram separadas em grupos de até 20 pessoas, que receberam todo o suporte do SAP Labs para o desenvolvimento, incluindo uma sala de projeto, orçamento para viagens ao cliente e compra de licenças para SAP Cloud Platform, que é a base para o desenvolvimento de aplicativos empresariais na nuvem. Além disso, para ampliar a criatividade, os times tiveram acesso ao d-shop, um laboratório high tech localizado na SAP Labs com acessórios e tecnologias de última geração, que conta com drones, sensores, impressoras 3D, entre outros.

“Para o SAP Labs é motivo de orgulho realizar a sexta edição do Innoweeks e contribuir com a solução de desafios de negócios reais, de empresas da região e com atuação em segmentos diversos do mercado. Em 2019, engajamos mais de 150 pessoas, entre os profissionais das cinco empresas e nossa equipe de desenvolvedores, que uniram esforços para propor uma solução que irá impactar positivamente a operação das cinco empresas participantes”, explica Matheus Souza, líder de inovação da SAP Labs Latin America.

Transformação digital nos serviços da Justiça é tema do Future JUD

Na 21ª edição do Futurecom, entre 28 e 31 de outubro, no São Paulo Expo, o público envolvido com o Poder Judiciário e os serviços da Justiça vai se encontrar no Future JUD, evento paralelo deste que é o maior encontro de tecnologia, telecomunicação e transformação digital da América Latina. O Future JUD é um evento que combina exposição e conteúdo sobre tecnologia e transformação digital para o Poder Judiciário e Órgãos de Controle. Na área de exposição haverá empresas que fornecem tecnologias, soluções, produtos e serviços para auxiliar o Poder Judiciário e Órgãos de Controle no processo da transformação digital e implantação de novas tecnologias. A transformação digital do Poder Judiciário e Órgãos de Controle será o tema central a ser debatido no Future JUD.

Os macrotemas abordados serão Cloud Computing, Blockchain, Inteligência Artificial, Data Science & Big Data, Governança Digital, Cyber Security e E-Processo Judicial para o público-alvo que compreende gestores e profissionais de tecnologia e inovação dos Tribunais Superiores, Tribunais Regionais, Tribunais Estaduais, Tribunais de Contas, Defensorias e Órgãos de Controle. As discussões serão pautadas pelo impulso oferecido pela transformação digital à qualidade dos serviços da Justiça, que podem ser mais eficientes para aproximar o cidadão das instituições. Future JUD é o momento em que os profissionais do Poder Judiciário e de Órgãos de Controle encontram fornecedores, conteúdo atual e relevante para que haja atualização e troca de experiências.

Assim como em todas as áreas, o Judiciário tem um cenário inédito diante das possibilidades de negócios proporcionadas pela tecnologia. Métodos tradicionais e empresas estáveis têm agora uma nova realidade frente às startups do setor. “Future Jud pretende apontar novos caminhos do universo jurídico, novas formas de trabalho e a transformação dos serviços públicos do Judiciário”, afirma Hermano Pinto, diretor do Futurecom.

Personalidades como Edmundo Veras dos Santos Filho, secretário de Tecnologia da Informação do Supremo Tribunal Federal; Fabio Correa Xavier, diretor do Departamento de Tecnologia da Informação do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo; Paulo Roberto Pinto, gerente de BI do Tribunal Regional Federal da 4ª Região; Rodrigo Felisdório, secretário de Soluções de TI no Tribunal de Contas da União, entre outras autoridades do setor, serão os palestrantes e debatedores do Future Jud.

O tema da abertura será “Judiciário 4.0: Transparência, Eficiência e Responsabilidade”. Um outro tema que tem chamado muito a atenção dos profissionais do Judiciário é a contribuição da Inteligência Artificial. A capacidade de aprendizado das máquinas – Machine Learning – e o big data estão alterando o panorama do trabalho, principalmente nos serviços públicos. Essa será a pauta que vai direcionar a apresentação de Rafael Jardim Cavalcante, secretário de Controle Externo da Fazenda Nacional no Tribunal de Contas da União. Em “Deep learning: análise minuciosa de grandes volumes de dados e modelos preditivos”, o secretário demonstra como soluções de machine learning e big data contribuem para identificar fraudes na Previdência Social. Um exemplo é o projeto da secretaria, que permitiu o cálculo automático de 1 trilhão de desvios, além da análise de modelos preditivos, que podem recuperar cerca de R$ 600 mil ao mês.

O Future Jud é um dos cinco eventos paralelos que compõem a programação da 21ª edição do Futurecom, ao lado de Future Gov, Future Payment, Future Cyber e Future Tech.

LGPD: tecnologias e automatização vão facilitar adequação às regras

Por Carlos Alberto Ferraiuolo, Diretor de Tecnologia e Inovação da Access Brasil

Nos últimos anos, as políticas de gerenciamento de informações têm sido postas à prova por conta de novas regras que mudaram o cenário da conformidade. E como conformidade está diretamente ligada à capacidade de armazenar e dispor dados com segurança, as empresas precisam estar atentas à gestão de documentos.

Para cumprir as novas regras, como a LGDP (Lei Geral de Proteção de Dados), prevista para entrar em vigor no Brasil em 2020, ou a GDPR (General Data Protection Regulation), instituída pela União Europeia em 2018, ou a Sarbanes-Oxley, as empresas estão reavaliando suas políticas de gerenciamento de informações e conformidade.

Por exemplo, a LGDP estabelece regras sobre a coleta, o tratamento, o armazenamento e o compartilhamento de dados pessoais gerenciados pelas organizações. Entre as ações coibidas pela LGPD estão a coleta e o uso de dados pessoais sem consentimento, seja pela iniciativa privada ou pelo poder público, bem como a utilização de informações pessoais para a prática de discriminação ilícita ou abusiva.

O primeiro passo para a adequação à LGPD é realizar um mapeamento detalhado dos dados pessoais tratados e o seu ciclo de vida. Saber onde estão, como estão armazenados, quem tem acesso, se os dados são compartilhados com terceiros no Brasil ou exterior e quais riscos associados ao ciclo de vida são algumas das perguntas importantes que as organizações devem responder antes de implementarem políticas de gerenciamento de informações.

Neste sentido, as tecnologias e a automatização serão componentes importantes para as organizações, uma vez que a nova lei traz desafios de gestão e governança de privacidade tais como a gestão de consentimentos (e respectivas revogações), gestão das petições abertas por titulares (que, em alguns casos, devem ser respondidas imediatamente), gestão do ciclo de vida dos dados pessoais (data mapping & data discovery) e implementação de técnicas de anonimização (os dados anonimizados não serão considerados dados pessoais pela lei desde que o processo não seja reversível).

Dentre os muitos processos e operações que fazem parte das rotinas das empresas, a gestão de informação é essencial para garantir o bom funcionamento e a adequação às regras de compliance da organização. No entanto, diversos fatores podem afetar a produtividade dos gestores e de seu negócio, como falta de segurança, não conformidade, descarte incorreto de documentos, e mau uso dos espaços físicos e virtuais da empresa.

Mas todos esses problemas, e muitos outros relativos à conformidade, são resolvidos com a implantação de corretas políticas de gerenciamento de informações e eficientes sistemas de gestão documental. A LGPD ficou mais flexível com alguns vetos realizados pela presidência em Julho/19. Um destes vetos derrubou a exigência de revisão de decisões automatizadas por um humano, permitindo que sistemas automatizados com base em algoritmos tomem decisões que vão desde a retirada de informações de mídias sociais à concessão de crédito a uma pessoa. Sendo assim, as organizações vão tirar maior proveito de soluções de robotização, que garantem a produtividade especialmente quando falamos de tarefas manuais e repetitivas relacionadas à análise de informações.

O desafio aqui, portanto, é mudar sem ter de paralisar processos. Para isso, vai ser fundamental contar com parceiros que possam dar velocidade na adoção de tecnologias e automatização, especialmente nas organizações em que ações de conformidade ainda não estão totalmente desenvolvidas.

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Brasil possui 353 startups voltadas para saúde

Segundo dados da Global Startup Ecosystem Report, pesquisa lançada pelo Startup Genome, o Brasil já conta com 353 startups mapeadas que desenvolvem soluções para área de saúde. Apesar do número, o setor de health TI cresce moderadamente, segundo a Associação Brasileira CIO Saúde (ABCIS). Atualmente, o Brasil é o sétimo maior mercado de saúde do mundo, gastando cerca de US$42 bilhões somente no setor privado com os cuidados para saúde.

A pesquisa da Genome revelou também o momento de negócio em que essas startups se encontram: cerca de 46,4% delas estão em fase de tração e 30% em fase de operação. Segundo Walmoli Gerber, diretor da Vertical Saúde da Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE), Santa Catarina é um estado referência no desenvolvimento de tecnologias para saúde, pela organização e qualidade dos produtos e serviços, que são globais e possuem grande potencial inovador. “O mercado está se atualizando e entendendo melhor a relevância da tecnologia para a saúde, tendo instaurado uma “corrida” entre grandes hospitais e corporações para sua implementação, buscando agregar cada vez mais inovação e oferecer maiores benefícios para o usuário final dos sistemas de saúde”, completa.

Investir em saúde é urgente

Brasil possui apenas 1.8 médicos para cada mil habitantes. O número é muito inferior à realidade de países desenvolvidos, que chegam a ter 4.1 médicos para cada mil habitantes. “Existe uma grande lacuna no sistema de saúde nacional. Isso começa desde a formação, onde não conseguimos qualificar profissionais o suficiente para aumentar essa média. Por isso a tecnologia pode ajudar, através de plataformas de saúde que melhoram a qualidade de vida. Claro que um aplicativo não substitui um médico, mas pode motivar o usuário a praticar mais exercícios, cuidar da sua alimentação, medir a frequência cardíaca constantemente, por exemplo, e isso impacta diretamente na sua qualidade de vida e na prevenção de doenças crônicas”, comenta Bruno Rodrigues, CEO da GoGood, empresa que promove inovação no RH atráves da saúde corporativa.

Hoje a GoGood é uma dessas empresas que busca popularizar os cuidados com saúde através da tecnologia. A organização desenvolve um aplicativo gamificado para melhorar a saúde corporativa das empresas. Utilizando o aplicativo da GoGood as empresas conseguem reduzir a sinistralidade, o turnover e melhorar o engajamento dos times, que se unem em prol de um objetivo maior. Nos últimos cinco meses, a empresa cresceu mais de quatro vezes e pretende expandir ainda mais suas atividades.

Ação social alinhada com a saúde

O engajamento com a plataforma é potencializado pela possibilidade de realizar ações sociais. As empresas se comprometem, conforme o time alcançar suas metas, a doarem uma quantidade de alimentos ou dinheiro para instituições de caridade ou pessoas em situação de vulnerabilidade social. Através da GoGood, apenas em 2019, já foram doados 115 mil copos de leite para ONGs, houve apoio para diversos programas sociais e os sonhos de quatro crianças foram realizados pelo Make A Wish.

Prêmio Nacional de Educação Fiscal reconhece iniciativas que ajudam na transformação social e econômica

O Prêmio Nacional de Educação Fiscal é considerado o ‘Oscar da cidadania’ por reconhecer, valorizar e divulgar as melhores práticas, iniciativas e soluções relacionadas à importância social dos tributos, qualidade dos gastos públicos e do acompanhamento do retorno dos tributos à sociedade. O prêmio, que está em sua 8º edição, é realizado pela Febrafite (Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais) e organizado pela Afresp (Associação dos Agentes Fiscais de Rendas do Estado de São Paulo).

A premiação é voltada às escolas (públicas e privadas), instituições (universidades, Organizações Não Governamentais, prefeituras, secretarias municipais e demais instituições da iniciativa pública e privada), imprensa e, nesta edição, de forma inédita, projetos da área de tecnologia.

Para o presidente da Afresp e coordenador-geral do Prêmio, Rodrigo Spada, o ‘Oscar da Cidadania’ se tornou uma referência no país ao adotar uma postura cidadã. “É a prova de que podemos fazer a diferença. A educação fiscal promove o pleno exercício da democracia e, nesse sentido, é capaz de dar visibilidade a projetos que trabalham o tributo como sendo o principal elemento de promoção das políticas públicas”.

Novidades da edição

Este ano o prêmio incluiu a categoria Tecnologia, que é destinada a amadores, profissionais e organizações da iniciativa pública, privada ou do Terceiro Setor que criem ou financiem o desenvolvimento de aplicativos, jogos e programas para computadores ou dispositivos móveis, aplicados ou destinados à educação fiscal.

Premiações

Nove trabalhos inscritos serão os vencedores desta edição: três escolas, duas instituições, dois jornalistas e dois projetos de tecnologia. Os prêmios em dinheiro variam de R$ 2 mil a R$ 10 mil. Ao todo, serão distribuídos mais de R$ 50 mil em premiação. Os coordenadores dos projetos vencedores (escolas de instituições) serão premiados com R$ 1 mil para cada em reconhecimento ao trabalho desenvolvido em sua região.

Inscrições

As inscrições podem ser feitas pelo site www.premioeducacaofiscal.org.br e estão abertas até o dia 10 de agosto para escolas e instituições. Já os projetos das categorias Imprensa e Tecnologia têm até o dia 10 de outubro.

Leia o Regulamento 2019.

Quem apoia

O Prêmio conta com a parceria dos ministérios da Economia e da Educação, da Secretaria da Receita Federal do Brasil (SRB), da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), da Escola Nacional de Administração Pública (Enap), do Programa Nacional de Educação Fiscal (PNEF), com organização da Associação dos Agentes Fiscais de Renda do Estado de São Paulo (Afresp), além do apoio da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), e de outras entidades, empresas e órgãos governamentais parceiras e patrocinadoras as quais acreditam no pagamento dos impostos como um instrumento que pode e deve ser utilizado para promover as mudanças e reduzir as desigualdades sociais.

Conheça as novas estratégias para o mercado imobiliário na era digital

Durante o Expo Fórum Digitalks / 10 anos, que acontece nos dias 28 e 29 de agosto, no Transamérica Expo Center em São Paulo, o mercado imobiliário ganhará um palco especial para as discussões sobre os impactos da nova economia digital: o DIGITAL REAL ESTATE BRAZIL. Neste cenário, a profissão do Corretor de Imóveis deverá ganhar uma nova configuração. Por isso, o Sistema Cofeci-Creci não poderia deixar de participar ativamente desta iniciativa, como patrocinador e também na condução de um dos painéis.

O presidente do Cofeci, João Teodoro será o mediador do painel “Aplicativos e soluções digitais para o mercado imobiliário”, que conta com a participação de Livia Rigueiral (Homer), Jeison Quraitem (Banga) e Paulo Roberto de Oliveira (Avalion). Segundo João Teodoro é fundamental que o Corretor de Imóveis esteja preparado para a economia digital. “A profissão já vem sofrendo inúmeras mudanças em função das novas necessidades e mudanças do perfil dos seus clientes, que exigem maior agilidade e um tratamento diferenciado para a compra ou locação de um imóvel”, afirma o presidente do Conselho Federal de Corretores de Imóveis.

Mesmo diante das inúmeras ferramentas para a busca de imóveis na internet e da maior aproximação entre o comprador e vendedor, ou o locador e o locatário, o papel do Corretor de Imóveis ainda é fundamental na intermediação imobiliária. “Isso não exige os profissionais de manterem-se atualizado em relação a estas ferramentas e recursos como as mídias sociais e o marketing digital, entre outras”, afirma João Teodoro. A atuação do Corretor deverá ganhar uma importância ainda mais na segurança das transações imobiliárias e quando mais capacitado for para atender esses novos consumidores – sobretudo os mais jovens, maior será a confiança nessa jornada. “Neste novo universo digital, o conhecimento técnico especializado é fundamental para que o cliente realize o melhor negócio”, alerta.

O palco Digital Real Estate Brazil apresentará temas como: a realidade aumentada, criptofinanças, aplicativos e soluções digitais para o mercado imobiliário, construtechs, segurança e controle de dados. “Essa é a maior iniciativa fora do segmento imobiliário, que traz oportunidades de conhecimento sobre novas soluções, tendências e tecnologia a todos profissionais do setor”, comenta Daniel Rosenthal, um dos organizadores e curador do Digital Real Estate Brazil.

Além do painel “Aplicativos e soluções digitais para o mercado imobiliário”, entre os temas abordados neste palco estão: “Realidade Imobiliária, Inteligência Aumentada”, “Digital Aplicado ao Imobiliário: Erros e Acertos que Fazem Toda a Diferença para a Geração de Resultados”, “Profissões da Nova Economia e Impactos nos Modelos de Gestão de Negócios”, “Rede Construção Digital (EnRedes)- O ecossistema da inovação na indústria da construção”, “Os impactos da XR + IA no varejo”.

Digitalks e Palco Digital Real Estate Brasil

Data: 28 e 29 de agosto (quarta e quinta-feira)
Horário: das 9h às 18h
Público: Profissionais de comunicação, marketing e negócios
Local: Transamerica Expo – Av. Dr. Mário Vilas Boas Rodrigues, 387, Santo Amaro
Investimento: R$ 950,00 por pessoa (lote válido até 05/08)
Inscrições: digitalks.com.br/expo/
Informações: forum@digitalks.com.br ou (11) 3159-1458

Como se tornar um líder 4.0?

MERCADO ELETRONICO – KLYVIAN FLORES – FOTOS: JULIO VILELA

Por Klyvian Flores

A expressão “líder 4.0” ou “liderança 4.0” ainda é pouco difundida entre as empresas, mas nesse cenário da “Quarta Revolução Industrial”, em que inovações como computação em nuvem e internet das coisas já são parte do dia a dia das corporações, é imprescindível que os líderes estejam atualizados e saibam extrair o melhor de seus times. Afinal, só desta forma é possível que a tecnologia auxilie a impulsionar os negócios.

Mais do que nunca, a reciclagem dos profissionais não pode ser negligenciada, já que estamos no “olho do furacão” dessa nova revolução industrial. Buscar conhecimento e entender esse novo momento é um diferencial e, a propósito, é o primeiro passo para se tornar um líder do futuro.

É bem verdade que a transformação digital em uma empresa precisa acontecer de maneira gradativa, mas é necessário que os líderes entendam a necessidade da digitalização para se manterem competitivos no mercado. E, após adquirirem esta consciência, é preciso trabalhar para que todos os colaboradores também entendam a importância dessa mudança. Mudar o mindset é sempre complicado, mas tenho algumas dicas que podem ajudar nesse processo para se tornar um líder 4.0.

Múltiplas habilidades

O líder 4.0 precisa de múltiplas habilidades, que vão muito além de questões técnicas. É necessário desenvolver competências para trazer sinergia entre os principais pilares da empresa: pessoas, processos e tecnologias.

Ele também precisa estar atento às novidades e saber orientar seus colaboradores, estimulando a criatividade, o trabalho em equipe e saber extrair o melhor de cada um.

A transformação digital na relação entre líderes e colaboradores

A digitalização trouxe impactos positivos e negativos dentro das relações nas empresas. Entretanto, a maneira como o líder enxerga as mudanças pode fazer toda a diferença no futuro da organização. Caso ele compreenda a importância de vivenciar estas transformações e aceitar as inovações de forma aberta, promovendo atividades para contagiar o time, a experiência e aceitação dessa nova cultura acontecerá de maneira natural.

Mas se o líder entender a revolução digital como uma ameaça, ele acaba boicotando as ideias e iniciativas de digitalização, atitude que pode ter uma influência negativa na equipe. Muitas pessoas não se veem preparadas para lidar com as novidades, principalmente por acharem que a tecnologia vai suprir a necessidade humana, o que não é verdade. A inovação está presente para ajudar, automatizar alguns processos demorados e fazer com que o profissional tenha tempo para atividades menos operacionais e mais estratégicas. Ou seja, as mudanças chegam para transformar bons profissionais em cases de sucesso.

Tecnologias x pessoas

Embora em passos bem mais lentos em comparação aos países desenvolvidos, as tecnologias e a indústria 4.0 também já são realidade no Brasil. A revolução que realmente precisa acontecer agora para o país atingir outro patamar é a mudança no mindset dos profissionais. E é aí que entra o foco do líder 4.0. Ele deve preparar seus colaboradores, a fim de fazê-los aceitar os novos processos suportados pelas tecnologias. Instruí-los da maneira correta, estimulando o desenvolvimento para tirar o melhor de cada um e com o objetivo de cooperar com o avanço da empresa.

De nada adianta ter acesso às tecnologias, se elas não são utilizadas da maneira correta pelos colaboradores. A verdade é que as pessoas movimentam as empresas e, sim, os profissionais precisam estar aptos a utilizá-las para aprimorar a rotina de trabalho. E você, está preparado para se tornar um líder 4.0?

Klyvian Flores, Gerente de Marketing no Mercado Eletrônico

Mudar é preciso: a nova dinâmica das marcas na Era da Transformação Digital

Por Sandra Maura, CEO da TOPMIND

Além de co-fundador da Apple e criador do iPhone, Steve Jobs sempre foi conhecido por suas lições e histórias de empreendedorismo. Em uma delas, ele perguntou a um executivo, durante uma entrevista de emprego, “se ele queria continuar a vida inteira vendendo água com açúcar ou queria mudar o mundo”. O que ele provavelmente quisesse dizer é que mudar não seria mais uma questão de escolha.

A tecnologia evidentemente tem um papel central nesse cenário. Conceitos como Computação em Nuvem, Automação e Internet cada vez mais móvel e acessível, entre outros, tornaram os negócios muito mais ágeis e escaláveis. Não por acaso, estudos indicam que a aplicação de recursos inteligentes à Indústria 4.0 pode gerar ganhos de mais de R$ 70 bilhões às empresas do Brasil, sem falar do enorme potencial aberto às companhias de varejo e de prestação de serviços que estão em plena modernização de suas estruturas.

No entanto, a transformação digital não tem imposto apenas uma necessidade de mudança tecnológica. As empresas estão tendo de mudar de forma mais abrangente. Estamos falando, nesse caso, de uma alteração profunda no ritmo dos negócios, revolucionando os modelos de atuação, planejamentos e, principalmente, as formas como as marcas interagem com as pessoas.

Estudos realizados pela MIT Sloan School of Management, uma das faculdades de negócios do Massachusetts Institute of Technology (Estados Unidos), indicam que a transformação da maior parte das empresas que alcançaram o sucesso na Era Digital não foi baseada na parte técnica apenas, mas sim na estratégia e no modo como essas empresas veem o futuro. O levantamento aponta que aproximadamente 80% das companhias digitalmente maduras demonstram ter uma estratégia digital clara e coerente.

Planejar e estar pronto para mudar é essencial. No entanto, também é verdade que a constante busca por novidades tem colocado as empresas diante de uma dinâmica extremamente desafiadora, principalmente no que tange a satisfação de seus clientes.

Vale frisar, que a transformação é uma demanda irreversível do nosso tempo, e que quando vista com atenção, tem tudo para ajudar as companhias a atingirem novos patamares, ampliando o sucesso em suas propostas de valor. Será, por exemplo, que poderíamos gerar Unicórnios (empresas que valem mais de R$ 1 bilhão) seguindo uma receita tradicional? Talvez não.

O desafio está em saber como criar marcas preparadas para lidar com as mudanças que virão. Nesse cenário, não há dúvidas de que engajar pessoas, discutir ideias, manter a colaboração, agir de forma resiliente, adotar tecnologia de última geração e ter um propósito, é a melhor combinação para uma empresa se diferenciar na era digital.

Em uma recente pesquisa do Gartner, por exemplo, executivos admitiram que uma das principais questões para o futuro das organizações é que o uso de informações digitais será mais complexa, assim o investimento em segurança e privacidade de dados deve aumentar. Mais de 80% dos entrevistados neste estudo destacaram que as iniciativas de Big Data e Analytics eram prioridades para suas operações. Isso quer dizer, basicamente, que apesar dos riscos e desafios, especialistas acreditam nos ganhos da inovação digital.

Existem muitas oportunidades que as companhias devem pesquisar. A transformação é algo inevitável, exige maturidade e foco para encontrar o melhor caminho. Afinal de contas, como também disse Jobs, é importante sermos os inventores do amanhã. É hora de avançar e transforma

Mackenzie recebe seminário sobre inovações tecnológicas no agronegócio em São Paulo

Os produtores de agronegócios têm inúmeras dúvidas no seu campo de trabalho, sobretudo, àquelas relacionadas às tecnologias disponíveis e como usá-las a fim de gerar dados em prol do setor. Por isso, a Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), em parceria com o Fórum Brasileiro de IoT, por meio da Faculdade de Computação e Informática (FCI), recebe o Fórum Brasileiro de IoT, cujo tema é o IoT (Internet of Things) no Agronegócio. O evento, que acontecerá em 8 de agosto de 2019 no Mackenzie, campus Higienópolis – São Paulo, entre 09h e 16h30, no Auditório João Calvino, irá debater os modelos de negócios, cases, financiamento e inovações tecnológicas disponíveis aos produtores rurais.

As tecnologias, se bem aproveitadas pelo agronegócio, podem trazer inúmeros benefícios e, por consequência, aumentar a produção. “Além de dados acerca das condições meteorológicas e ambientais – com medidores de irradiação de raios ultravioleta -, dentre outras soluções, é possível listar gestão de insumo, de semente, saber quais e quantas peças de maquinários estão disponíveis para eventuais trocas, quantidade de defensivo, dentre outras informações que podem ajudar na melhor decisão de quando é melhor plantar”, comenta Vivaldo José Breternitz, professor de Computação e Informática da UPM.

A estrutura do Seminário tem os seguintes blocos temáticos:

POLÍTICAS PÚBLICAS

– Apresentações sobre ações do Governo nesse campo;
– MCTIC (Guilherme de Paula Correa) será um dos palestrantes;

TECNOLOGIAS

– Palestras sobre pontos da tecnologia relevantes para o uso da Internet das Coisas no Agronegócio;
– CIAg (Reinaldo de Bernardi)
– Utilização de espectrofotometria na agricultura: resultados experimentais
– CPqD (Fabrício Figueiredo)
– Transformação Digital no Agronegócio: Desafios e Soluções
– SCICROP (José Damico)
Mais do que sensores: O papel da integração de dados no Agro para real captura de valor do IoT

EXPERIÊNCIAS

– Relatos de casos de aplicação de Internet das Coisas nas atividades do Agronegócio;
– Case de um pecuarista que também criou a startup Rocatech (Rodrigo Mariano Leão Parreira)
– Projeto Estral – IoT no Campo – colocando em prática
– Outras experiências: IPT (Giuliana e Eduardo);

OPORTUNIDADES de APOIO e FINANCIAMENTO

– Apresentação de linhas de financiamento específicas para o agronegócio, preferivelmente para aquisição / desenvolvimento / inovação no agronegócio;
– Apresentações de startups/fintechs e instituições financeiras: AGRINT (Fábio Curto) e FAPESP (Sérgio Queiroz).

Fórum Brasileiro de IoT

Data: 08/08

Hora: Entre 09h00 e 16h30

Local: Universidade Presbiteriana Mackenzie

Rua da Consolação, 930, Consolação, São Paulo, no Auditório João Calvino

Inscrição: Para saber os valores, o interessado deve acessar o seguinte site: www.iotbrasil.org.br

Friozem Logística inagura novo Centro de Distribuição com investimentos de R$ 60 milhões

Credito:Priscilla Fiedler

Com a economia caminhando a passos lentos, as empresas estão cautelosas quanto aos novos investimentos. No entanto, sem isso é impossível estar preparado para a retomada do mercado. A Friozem Logística, empresa especializada em transporte, distribuição e armazenagem de produtos alimentícios sob temperatura controlada, está alinhada a essa visão. Dando continuidade aos seus planos de crescimento para 2019, inaugurou um novo centro de distribuição na cidade de Duque de Caxias (RJ), totalizando 10 CD’s espalhados em várias capitais ao redor do Brasil.

Segundo Fábio Fonseca Filho, diretor-presidente da Friozem, a escolha do Rio de Janeiro foi estratégica. “Nossa intenção foi criar um novo centro de distribuição para atender as demandas da região, além do mercado externo e interno”. A empresa tem forte presença nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste do país.

O novo CD ocupa uma área total de 40 mil m², sendo 20 mil m² de área construída, com capacidade total de 161 mil m³ e 30 mil posições-paletes. De acordo com Fábio, a expectativa é manter uma movimentação mensal de 30 mil toneladas de produtos alimentícios armazenados em uma das nove câmaras frias, que podem conservar os alimentos refrigerados, climatizados ou congelados.

Um dos grandes diferenciais do centro de distribuição da Friozem no Rio de Janeiro é a tecnologia. A operação de resfriamento e manutenção da temperatura dos alimentos é 100% automatizada. A intenção, de acordo com o diretor, é obter maior eficiência e redução do consumo de energia elétrica – considerado o segundo maior custo da empresa, ficando atrás somente da mão de obra – na ordem de 20%.

As mercadorias são controladas por RFID, sistema de radiofrequência, e sua movimentação é controlada pelo sistema WMS, que possibilita obter maior velocidade na separação e acuracidade nos estoques. Outro ponto alto do novo CD é o oferecimento de serviços terceirizados para os clientes da Friozem, disponibilizando espaço para armazenagem, além da entrega dos produtos. “A intenção é cuidar da área logística, que não é o core dos nossos clientes”.

De acordo com Fábio, foram investidos cerca de R$ 60 milhões no novo CD da Friozem e a expectativa é a geração de 150 novos empregos diretos e 200 indiretos. E o novo CD deve incrementar a estimativa de crescimento da empresa para 2019, de 15%.

Maior evento de startups receberá grandes nomes do ecossistema

 

 

A fim de levar informação relevante para o público interessado em startups e no ecossistema, a Associação Brasileira de Startups (Abstartups), entidade que representa o setor, confirma a participação de grandes nomes do setor na 6ª edição da Conferência Anual de Startups e Empreendedorismo (Case 2019), maior evento latino-americano voltado para startups, que será realizado em 28 e 29 de novembro deste ano, no Transamérica Expo, em São Paulo.

Entre os empreendedores que colocam a mão na massa de verdade e tem as dicas de ouro para compartilhar nos palcos do evento está o fundador e CEO da Resultados Digitais e criador da RD Station, principal plataforma de automação de marketing e uma das empresas que mais crescem no Brasil, Eric Santos.

Contando um pouco da sua trajetória, Rony Meisler, fundador e CEO da marca de roupas carioca Reserva, ministrará uma palestra onde dará insights de como conseguiu conquistar um faturamento de R$ 338 milhões, em 2017, com sua startup de moda.

Outra empresa de grande destaque no cenário das startups, a WeWork levará o Diretor de Operações, Lucas Mendes, para a compartilhar um pouco sobre a “economia WeWork”, cuja estimativa é de contribuir diretamente com 988 milhões de reais e indiretamente com 213 milhões de reais ao PIB de São Paulo, totalizando 1,2 bilhão de reais.

O CEO da startup do setor bancário e financeiro Creditas, Sergio Furio, também marcará presença nos palcos do Case 2019. Para ele, em 10 anos, provavelmente não haverá mais distinção entre bancos e fintechs. “Os bancos necessitam incorporar características de fintech, e elas, por sua vez, devem se aproximar dos bancos em algumas dimensões. E neste contexto ocorrerão todos os tipos de competição e colaboração”.

Em um espaço maior, a edição deste ano do principal evento do cenário de inovação do Brasil e América Latina espera cerca de 10 mil participantes, que poderão encontrar quatro arenas de conteúdo voltadas para os principais áreas dentro de uma startup: hacker (desenvolvedores e tecnologia), hipster (design, UX e produto), hustler (vendas e customer success) e hyper (marketing e Growth Hacking).

CASE 2019
Data: 28 e 29 de novembro de 2019, das 10h às 20h
Local: Transamérica Expo Center
Endereço: Av Dr. Mário Vilas Boas Rodrigues, 387, Santo Amaro – São Paulo (SP)
Informações e ingressos: case.abstartups.com.br

Ministério da Economia zera Imposto de Importação de bens de capital e de informática e telecomunicações sem produção nacional

A Secretaria de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais (Secint) do Ministério da Economia (ME) aprovou nesta sexta-feira (2/8) 281 ex-tarifários para máquinas e equipamentos sem produção no Brasil. A medida zera, temporariamente, as alíquotas do Imposto de Importação de 261 bens de capital (BK, conforme nomenclatura da Tarifa Externa Comum do Mercosul) e 20 bens de informática e telecomunicações (BIT).

A redução consta em duas portarias da Secint publicadas hoje no Diário Oficial da União (DOU). A Portaria nº 510 diminui de 14% para zero a alíquota de 261 BK, incluindo 240 novos e 21 renovações. Já a Portaria nº 511 define 20 novos ex-tarifários para BIT, que terão a alíquota reduzida de 16% para zero.

Segundo a Subsecretaria de Estratégia Comercial da Secretaria Executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex) da Secint, somente em 2019 já foram concedidos um total de 1.189 ex-tarifários para BK e BIT. O objetivo é promover a atração de investimentos para o Brasil, desonerando os aportes direcionados a empreendimentos produtivos.

A Secretaria de Desenvolvimento da Indústria, Comércio, Serviços e Inovação (SDIC) do Ministério da Economia realizou os trâmites e as análises das duas portarias de acordo com a Resolução Camex nº 66/2014. Ainda não foram utilizados os novos procedimentos e critérios introduzidos pela Portaria nº 309/2019 do Ministério da Economia, que expandem a possibilidade de concessões de ex-tarifários, porque eles dependem de regulamentação da SDIC.

 

Fonte: Ministério da Economia

Como a tecnologia ajuda a tornar os processos gerenciais mais ágeis?

Por Marcelo Furtado, fundador e CEO da Convenia

Todos os anos surgem novidades na área de tecnologia. Com a promessa de agilizar as rotinas de uma empresa, elas ganham cada vez mais adeptos no meio corporativo. É essencial que as empresas se adaptem às mudanças na forma de condução de seus processos gerenciais, pois só assim é possível garantir que se mantenham competitivas no mercado.

Os novos softwares e sistemas de gestão trazem benefícios às empresas em diversas áreas de sua atuação. Neste artigo, irá conhecer quais são eles. Também recomendações sobre como incorporar a tecnologia aos processos gerenciais, de forma a alcançar os objetivos da empresa e contribuir para seu crescimento.

O que são processos gerenciais?

Processos gerenciais são aqueles relacionados ao planejamento, coordenação e monitoramento do negócio. Fazem parte da gestão da empresa e permeiam todos os seus demais processos, por isso, influenciam diretamente no alcance dos objetivos da organização.

Devido à sua função primordial na condução de uma empresa, é importante estar atento à necessidade de incorporar a melhoria contínua aos processos gerenciais. Esses refletem no desenvolvimento de todas as áreas de uma instituição, por isso, sua otimização trará impactos positivos ao desenvolvimento do negócio.

Um Sistema de Informação Gerencial (SIG) é uma ferramenta importante para reunir todos os dados que dizem respeito ao negócio em seus diversos aspectos. Com a união das informações em um só lugar, pode-se ter o panorama completo da situação da empresa, incluindo novas demandas de investimentos, custos a serem reduzidos, dados a respeito dos clientes e de funcionários.

Assim, os SIGs contribuem fortemente para a tomada de decisão pelos gestores. De posse de todas as informações sujeitas a impactarem o negócio, o planejamento pode ser feito com maior precisão, o que refletirá positivamente na execução das ações e na qualidade dos serviços oferecidos pela empresa.

Como a tecnologia pode trazer agilidade aos processos gerenciais?

Com o uso da tecnologia, os processos relativos ao funcionamento do negócio ganham mais fluidez, o que traz diversos benefícios. Abaixo veja alguns deles.

Automatização de processos

Com o uso de softwares, várias tarefas rotineiras de uma empresa podem ser automatizadas, por exemplo: controle de horas trabalhadas, cálculos relacionados ao pagamento de funcionários e comunicação.

Assim, reduz-se os esforços em atividades operacionais. Com isso, maior tempo é disponibilizado para atuar em funções estratégicas para a empresa. Os colaboradores podem ter maior liberdade para propor novas formas de trabalho, o que abre espaço para a criatividade.

Redução de custos

O uso da tecnologia reduz as chances de erro na execução dos processos gerenciais. Logo, uma maior produtividade pode ser alcançada. Os sistemas de gerenciamento de planilhas permitem um melhor controle de gastos, pois dão uma visão ampla dos recursos financeiros utilizados nas etapas de um projeto.

Aumento dos lucros

Com a redução de custos, pode-se esperar uma maior lucratividade das operações da empresa. Além disso, com a implementação de melhorias nos processos gerenciais, agrega-se maior valor aos serviços prestados pela organização. Isso melhora a imagem dos clientes perante a empresa, trazendo mais oportunidades de negócio.

Eliminação de gargalos

O uso de softwares para gestão de processos permite identificar aspectos que não estão trazendo resultados positivos ao negócio. Por meio de uma interface amigável, eles trazem uma visão global dos processos internos e oferecem insights para melhorá-los.

Segurança para tomada de decisão

Sistemas de gestão eficientes permitem o monitoramento contínuo dos aspectos gerenciais e operacionais de uma empresa. Dessa forma, um gestor pode ter uma visão ampla de todos os fatores que afetam o desenvolvimento do negócio e, então, tomar decisões com maior chance de acerto.

Aumento da qualidade dos processos

As melhorias tecnológicas permitem a rápida identificação de erros, que podem então ser corrigidos imediatamente. Os resultados são gerados mais rapidamente, tornando as rotinas empresariais mais ágeis.

Assim, pode-se ter uma melhoria contínua nos processos, de forma a alcançar a excelência nos campos operacional e gerencial.

Aumento da eficiência da comunicação

Outro aspecto beneficiado pela implementação da tecnologia é a comunicação, tanto interna quanto externa à empresa. Como exemplo, podemos destacar a disponibilização de informações na nuvem, além de aplicativos de envio de informações aos funcionários.

Com uma transmissão de informação com maior clareza e rapidez, a atuação dos colaboradores torna-se mais eficiente e alinhada aos objetivos do negócio.

Como implementar mudanças tecnológicas nos processos gerenciais?

Primeiramente, é importante estar atualizado em relação às novidades tecnológicas que surgem periodicamente. O quanto antes as mudanças forem implementadas na empresa, mais rápido os benefícios virão e ela ganhará vantagem competitiva.

Outro ponto importante é oferecer suporte aos colaboradores durante a implementação da tecnologia. Toda mudança leva tempo, logo, é normal que um período de adaptação seja necessário. Nesse processo, o gestor deve estar próximo dos funcionários, de forma a dar o máximo apoio durante a transição. Pode ser necessário até mesmo criar uma equipe específica para auxiliar nas mudanças.

Lembre-se que apenas implantar um novo software não é garantia de que todos os gargalos da empresa serão resolvidos. Para isso, é necessária uma mudança na cultura organizacional. Os colaboradores precisam encarar os problemas com uma nova perspectiva, de forma a tornar as atividades mais ágeis e aumentar a qualidade das operações.

Portanto, as novas modalidades de softwares e sistemas de gestão fornecem maior eficiência na execução dos processos gerenciais. Dessa forma, a organização da empresa é otimizada e diversos benefícios são trazidos à organização como um todo. Geração de resultados com maior rapidez, redução de custos e de esforços operacionais, bem como o aumento da qualidade dos processos podem ser alcançados.

Com isso, agrega-se maior valor aos serviços de um negócio, o que atrai novos clientes e melhora a imagem da empresa. Não fique para trás na evolução tecnológica! Comece já a usufruir das vantagens de novos softwares e modelos de gestão para sua empresa.

Maioria dos jovens brasileiros gostaria de efetuar pagamentos instantâneos, indica Mastercard

Com o objetivo de entender o comportamento dos consumidores jovens em relação ao dinheiro, a Vocalink, uma empresa Mastercard, elaborou um estudo sobre as atitudes e comportamentos dos jovens entre 18 e 35 anos na América Latina (Peru, Brasil, Chile, Argentina e Colômbia), e mapeou especialmente sua relação com a tecnologia e o dinheiro.

A pesquisa revelou que os jovens brasileiros estão entusiasticamente adotando novas tecnologias, impulsionando os avanços nos pagamentos e criando uma demanda por maior disponibilidade e confiabilidade. Metade dos entrevistados afirmou aceitar todos os tipos de novas tecnologias, enquanto 37% disseram que gostam de ser vistos usando as tecnologias mais modernas. Quase dois terços (63%) disseram que as novas tecnologias facilitam a vida – a maior proporção em todos os mercados pesquisados.

No Brasil, 23% dos jovens indicaram que “não conseguiriam viver sem” seus dispositivos móveis. Mais de 70% dos jovens brasileiros gostariam de poder efetuar pagamentos instantâneos independentemente do provedor de serviços financeiros dos destinatários, 66% usariam um serviço que permitiria que fizessem pagamentos P2P instantâneos via smartphone usando o número de telefone do destinatário. Facilidade e conveniência foram apontadas como os principais benefícios percebidos dessas tecnologias. Os dados reforçam a percepção de que o Brasil é terreno fértil para a evolução dos pagamentos instantâneos, pauta que está em discussão no Banco Central.

Apesar de famintos por novidades, os jovens brasileiros querem garantias de que as transações que fazem sejam seguras. Entre os respondentes, 24% não experimentariam um novo método de pagamento pela preocupação com a segurança, enquanto dois terços indicaram que prefeririam usar a verificação pela impressão digital em vez de assinatura ou PIN para pagar ou sacar dinheiro e 56% prefeririam utilizar verificação pela retina. Outras tecnologias de autenticação, como reconhecimento facial e reconhecimento de voz, também são consideradas preferíveis à assinatura convencional ou o PIN. Curiosamente, 9% dos jovens brasileiros consideram os chips subcutâneos – atualmente não disponíveis – como o método mais seguro de autenticação. Embora não seja uma porcentagem expressiva, é mais do que o dobro do segundo valor mais alto de toda a pesquisa, reforçando ainda mais o apetite dos jovens brasileiros por soluções inovadoras de autenticação.

Com relação à gestão do dinheiro, os jovens brasileiros são mais cautelosos do que muitos de seus pares latino-americanos, sendo que somente 14% dizem que gastam dinheiro sem pensar. Eles querem saber onde está seu dinheiro, quanto possuem, e ter certeza de que qualquer gasto seja debitado imediatamente, para que o saldo exibido seja sempre preciso. 26% deles checam suas contas diariamente e 44% se consideram “muito bons” em administrar seu dinheiro.

Para Sarah Buchwitz, Vice-Presidente de Comunicação e Marketing da Mastercard Brasil e Cone Sul, os resultados revelam que o Brasil, e o restante da América Latina, é ser terreno fértil para a evolução dos pagamentos com dispositivos móveis. “Como empresa de tecnologia na indústria de meios de pagamento, trabalhamos para que a evolução do mercado seja rápida, equilibrada, com inovação e ampla concorrência. Pesquisas como essa nos fornecem insights valiosos para o desenvolvimento de soluções que tenham às necessidades do consumidor no centro de nossa estratégia”, finaliza a executiva.