Page

Author admin

Os principais desafios da segurança de redes

Por Marcel Mathias, Diretor de P&D da Blockbit

O avanço da tecnologia e do acesso à Internet tem possibilitado o surgimento de uma infinidade de novas ferramentas que auxiliam e, em muitos casos, até revolucionam a forma como interagimos com o mundo. Para as empresas, porém, além de novas oportunidades, essa realidade gera desafios. Entre eles, o principal é encontrar meios eficazes de aumentar a segurança dos dados que circulam nas redes das organizações.

Com o aumento da complexidade das estruturas cibernéticas, a segurança de redes tornou-se uma das maiores demandas das empresas, afetando diretamente a gestão das áreas de TI e de negócios. De acordo com pesquisas globais, a cibersegurança é hoje um dos três maiores riscos corporativos, sendo um tópico essencial para os líderes técnicos e executivos.

Mas quais seriam, afinal, os principais desafios de segurança de redes hoje em dia? Para enfrentar este cenário, e tornar as condições mais favoráveis para a sua empresa, listamos os quatro principais desafios para aprimorar a segurança de sua rede e como solucioná-los. Confira:

Necessidade de acompanhar a evolução das ameaças – O primeiro desafio que os líderes de segurança e tecnologia enfrentam, evidentemente, é a crescente ameaça de ataques maliciosos. À medida que as organizações passam a utilizar novas tecnologias, utilizando cada vez mais a Internet e a Digitalização das Informações como uma estratégia de negócios, mais as operações estarão em risco. Afinal de contas, os cibercriminosos não param – assim como a indústria de soluções para este setor. Com a enorme quantidade de aplicações utilizadas por usuários corporativos, as companhias devem buscar tecnologias e processos automatizados para otimizar suas estratégias de proteção, com acompanhamento e gerenciamento inteligente de políticas de conformidade e riscos de segurança. Redes definidas por software (SDN – Software-Defined Network, em inglês) e firewalls dinâmicos de nova geração são opções que tornam mais fácil acompanhar os processos de segurança.

Falta de profissionais especializados em cibersegurança – Segundo estudos globais, há um déficit mundial de aproximadamente 4 milhões de profissionais de cibersegurança. Por outro lado, a expertise dos hackers só aumenta. Para fugir desse desafio, é necessário investir na seleção de mão de obra especializada, além de incentivar e proporcionar treinamentos voltados à segurança de dados para toda a equipe. Assim, é possível ampliar a cultura orientada à proteção das informações, conquistar novos talentos internos e manter a operação sempre de acordo com as práticas mais atualizadas do mercado.

Falhas na gestão de segurança – Com a falta de profissionais capacitados e voltados unicamente para o setor de segurança, é comum que a tecnologia e os processos de proteção do ambiente digital se tornem rapidamente desatualizados e suscetíveis a falhas – o que pode, facilmente, facilitar a invasão da rede em questão. Para impedir que este tipo de erro ocorra, é importante implementar políticas específicas de segurança para cada tipo de tecnologia adotada. Além disso, é necessário que se faça uma revisão periódica da infraestrutura, buscando por soluções de eficiência reconhecida e parceiros com sólida experiência, que atuem como referência no mercado de cibersegurança.

Dispositivos móveis não gerenciados – No passado, quando os dispositivos usados pelas operações eram basicamente fixos, era muito mais fácil controlar e garantir a segurança da rede. Com a ascensão dos aparelhos móveis, no entanto, o gerenciamento dos equipamentos se tornou uma tarefa muito mais complexa. Por isso, embora a mobilidade permita gerar vantagens como a maior economia de recursos, infraestrutura e tempo, essa transformação móvel também precisa ser acompanhada de um plano para adotar práticas de proteção de rede que se estendam para os dispositivos remotos. Nesse caso, a medida mais adequada a ser tomada é implementar a autenticação com fatores múltiplos e obrigar que o usuário se conecte usando conexões VPN criptografadas, além de firewalls inteligentes, dotados de recursos de última geração que garantam o filtro completo do acesso de conteúdo a ser disponibilizado na rede.

Muito mais do que aplicar as dicas citadas acima, é importante entender, ainda, que a segurança de redes é uma questão a ser acompanhada diariamente. O investimento neste setor evita as perdas financeiras, patrimoniais e, principalmente, o roubo de informações pessoais, que se tornou um assunto de extrema importância nos últimos anos e, agora, está sendo priorizado em cumprimento à Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).

A segurança do ambiente de tecnologia e das conexões com a Internet depende de uma ação coordenada, que inclua tecnologia de ponta, soluções realmente adequadas às demandas dos negócios e visão estratégica colocada em prática por especialistas do setor. A cibersegurança é um tema que não pode mais ser negligenciado e, tampouco, tratado à parte das definições das companhias. É preciso agir imediatamente.

SAS anuncia Ana Minconi como Gerente de Alianças e Canais para Brasil

O SAS, líder global em Analytics, anuncia hoje a chegada de Ana Minconi como nova Gerente de Alianças e Canais da empresa no País. O objetivo será de reforçar a presença junto a revendedores e distribuidores de softwares, além de parceiros estratégicos no Brasil, com foco em vendas, pré-vendas e implementação das soluções.

Com vasta experiência em venda consultiva e no gerenciamento de parceiros de negócios, de distribuidores e de alianças e canais, Ana teve passagens por áreas de desenvolvimento de novos negócios em empresas como Microsoft, Xerox, Dell, Intel Security (atual McAfee).

A executiva terá no SAS a missão de impulsionar o histórico de sucesso do programa de parceiros da companhia localmente, com atenção especial para parceiros regionais e no modelo de Distribuidor de Valor Agregado (VAD, na sigla em inglês). “Vamos focar no treinamento e na capacitação junto aos parceiros para que estejam totalmente preparados para oferecer as melhores soluções aos nossos clientes, aumentando a produtividade dos negócios por meio do nosso programa de canais”, afirma.

Em 2018, a área de alianças estratégicas registrou uma participação de 44% na receita de novos negócios do SAS no Brasil, com espaço para crescer ainda mais com médias e grandes empresas.

Checklist para um RH aderente à Lei Geral de Proteção de Dados

A Lei Geral de Proteção de Dados entrará em vigor em agosto de 2020 e atingirá em cheio o departamento de RH das empresas. A área de Recursos Humanos possui dados completos dos colaboradores armazenados das mais diversas formas e informações profissionais sobre suas performances, tanto na empresa quanto nas anteriores, dados captados em entrevistas de admissão, entrevistas de demissão, ou mesmo durante feedbacks (seja em reuniões, seja por meio de ferramentas e plataformas de tecnologia). “A necessidade de se enquadrar à lei de proteção de dados está se tornando uma condição inclusive para fechar novos negócios”, diz Rafael Turk, sócio da Feedback House, plataforma de gestão de times “Toda a cadeia já está preocupada em se manter alinhada, principalmente empresas brasileiras que exportam serviços, uma vez que a GDPR (lei de proteção de dados Europeia) é ainda mais rígida.

Enquanto a LGPD tem como penalidade advertências, multas de 2% do faturamento global, a GDPR multa em 20 milhões de euros ou 4% do faturamento global (o que for maior). Além disso, na Europa, as empresas são obrigadas a possuir política de proteção de dados, área de compliance e ouvidoria.

Compartilhamento de dados dos seus colaboradores com fornecedores

Basicamente, as empresas precisam ser capazes de cuidar e zelar pelos dados das pessoas, de informar quais os dados armazenados e de rastrear o destino dos dados. Precisam também compartilhar os dados com fornecedores de forma responsável, caso eles não sejam capazes de garantir criptografia das informações. “Por exemplo, ao invés de mandar o nome completo e o CPF para um fornecedor, a empresa pode trocar pelo primeiro nome, o número da matrícula e o email corporativo, já que matrícula e e-mail corporativo não são considerados dados sigilosos”, explica Rafael.

Pensar em fornecedores triviais também é necessário: quem imprime seus crachás? Qual software da portaria do prédio? Quem imprime camisetas/uniformes? “Caso o seu fornecedor seja comprometido sua empresa também poderá ser responsabilizada”.

Dados de prestadores de serviços que forem compartilhados com a sua empresa também são de sua responsabilidade, por exemplo, em um cadastro de portaria de prédio

Informações de feedback de entrevistas

Os dados de avaliação de entrevistas também precisam ser humanizados e levar em consideração que o candidato poderá solicitar tudo que for gerado sobre ele. “Ao invés de registrar no sistema que um determinado candidato foi ‘aprovado’ ou ‘reprovado’, a opção é ‘recomendado’ ou ‘Não recomendado’”.

Prazo não será prorrogado

A legislação é extremamente atual, relevante e importante. “Use o tempo para preparação e execução com calma”. A dica é não se preocupar tanto com a folha de pagamento, já que provedores com maior exposição já estão suficiente preocupados com a nova regulamentação.

Junte de uma vez as áreas de tecnologia, jurídico e compliance

A nova regulamentação força empresas a investirem em tecnologia, já que com plataformas já adaptadas às regras, a segurança fica ainda maior. Gestores conscientes deste movimento estão se valendo desta onda para automatizar e digitalizar suas áreas de RH. A proatividade de implementação de processos contínuos de ouvidoria e compliance garantirá o cuidado do dia a dia e, consequentemente, maior adequação à Lei.

Como se preparar para as melhores oportunidades de emprego em 2020

Iniciar o ano com um novo emprego é o sonho de muitos brasileiros. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), o número de desempregados no no mês de novembro País chegava a 12,5 milhões. Já entre os trabalhadores, 70% deles desejam mudar de emprego – dados são de um levantamento realizado pela Glassdoor, feito com 4.492 pessoas.

Para ajudar neste contingente, o próximo ano reserva uma série de inovações em ferramentas para auxiliar a captar novos talentos para uma empresa. Confira abaixo as principais tendências tendências para 2020:

• Ferramentas digitais de recrutamento e seleção: com inteligência artificial, gamificação dos processos, gerenciamento centralizado dos dados;
• People Analytics;
• Experiência do candidato: desde a seleção até o onboarding, ferramentas integradas que entreguem uma experiência transparente até o momento da admissão do candidato;
• Ferramentas de análise de desempenho, diagnóstico de cultura e algoritmos para identificar fit cultural.
• Sistemas de automação de rotina do RH
• Recrutamento Online
• Chatbots para o RH

“As principais tendências para o setor, na verdade, giram em torno de inovações que unem tecnologia e inteligência artificial, isso acontece porque a área precisa dessas atualizações para deixar os processos tradicionais de lado para dar espaço a métodos muito mais eficientes tanto para o dia-a-dia de uma empresa, como para captação de novos talentos”, afirma Celson Hupfer, CEO da Connekt, plataforma inteligente de recrutamento digital.

Já em tendências sobre vagas, as principais áreas para ficar de olho no novo ano estão as de tecnologia, dados, compliance, experiência, qualidade de vida e saúde. Para auxiliar o candidato a buscar sua primeira oportunidade, se recolocar no mercado ou até mudar de emprego, confira algumas dicas:

• Tenha clareza do seu propósito de carreira, pesquise sobre as melhores empresas para sua área, remuneração e skills necessários;
• Foque no seu autodesenvolvimento: após descobrir os skills necessários, vá em busca de cursos, palestras ou ferramentas que o ajude a adquiri-los;
• Atualize seu currículo de forma dinâmica, destacando seus principais projetos de carreira;
• Atualize seu perfil nas redes sociais, algumas empresas já utilizam elas para entrar em contato, realizar marketing de atração ou até, para iniciar processos e analisar perfis.
• Entre em contato com grupos de WhatsApp e redes sociais
• Faça uma lista de empresas dos sonhos e entre em contato com elas
• Participe de eventos relacionados a sua área de interesse

“A época de final de ano é ótima para mudar o mindset dos setores de RHs. É o momento que inúmeras empresas podem ver a transformação digital como um parceiro para o trabalho. Nós da Connekt, por exemplo, unimos a tecnologia à inteligência artificial e trabalhamos anualmente para trazer inovações para atrair candidatos, melhorar a empregabilidade, o acesso à vagas e difusão delas. Nosso propósito é trabalhar ao lado das empresas que buscam um processo mais eficiente e dos candidatos, que vão atrás de dicas e ferramentas que facilitem a entrada em novas oportunidades”, finaliza o CEO.

Seis em cada dez mulheres empregadas não possuem plano de carreira definido na empresa em que trabalham

Ao serem questionados se possuem um plano de carreira na empresa em que trabalham, 53% dos empregados afirmaram não ter essa perspectiva. Quando falamos apenas das mulheres, este índice atinge 60%. Foi o que constatou a pesquisa Alelo Hábitos do Trabalho, realizada pelo Instituto Ipsos, em 12 principais regiões metropolitanas do Brasil.

“Mais do que estimular a equidade das mulheres no mercado de trabalho, as empresas precisam promover oportunidades que as apoiem na consolidação de suas carreiras. A atuação feminina ultrapassa as ações meramente corporativas, por isso temos a obrigação de integrar e sermos responsáveis por assegurar a inclusão do talento e da habilidade delas a longo prazo”, destaca Cesário Nakamura, presidente da Alelo.

A pesquisa ouviu 1.518 empregados, sendo 81% deles, registrados pela CLT. O que chamou mais atenção no geral, além do grande número de mulheres sem planos de carreira, foi a faixa etária dos entrevistados que afirmaram não ter um plano definido. Desses, 54% têm idade entre 25 a 44 anos e 65% pertencem à classe C.

Ainda sobre o futuro, o estudo traz informações sobre o objetivo profissional dos entrevistados a longo prazo — daqui a 10 anos. Como resposta, 13% dizem querer trabalhar em uma área que realmente gostem, sem se preocupar com o retorno financeiro/salário e 10% almejam estar aposentados.

Outros dados: 25% dos entrevistados costumam permanecer num mesmo emprego de 3 a 5 anos e 21%, mais de 10 anos, sendo que 81% deles trabalham em regime CLT, 8% como Pessoa Jurídica (PJ), 5% como temporários e 6% como estagiários. A maior parte, 25%, trabalha em uma empresa com mais de mil funcionários.

Sobre a pesquisa

Encomendada pela Alelo ao Instituto Ipsos e realizada durante os meses de agosto e setembro de 2019, a pesquisa Hábitos do Trabalho ouviu 1.518 pessoas, com trabalho registrado, em 12 principais regiões metropolitanas do país, sendo 56% homens e 44 % mulheres, de 18 e 65 anos, e a maior porcentagem (55%), população entre 25 e 44 anos.

O Instituto Ipsos entrevistou, ao todo, 2.333 pessoas, por meio de uma pesquisa online, sendo 1.518 com trabalho registrado, analisadas nesse material, além de 468 desempregadas e 347 autônomas. A pesquisa apresenta margem de erro de 2pp. O estudo foi realizado com abrangência nas principais regiões metropolitanas do Brasil: São Paulo, Rio de Janeiro, Goiânia, Brasília, Florianópolis, Belém, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Recife, Salvador e Fortaleza.

Hanzo recebe aporte liderado pelo fundo norte-americano DotCapital

A Hanzo – plataforma SaaS de engajamento ao consumidor – acaba de receber uma captação série A, liderada pelo fundo norte-americano DotCapital. Com o investimento, a companhia planeja expandir para fora do Brasil e triplicar sua receita em 2020.

Em 2018, a startup foi selecionada para participar na oitava edição do Start Path, programa de aceleração global da Mastercard, criado para ter acesso à inovação alinhada com os objetivos estratégicos da Mastercard, trabalhando com as melhores startup ao redor do mundo. “O programa Start Path tem como chave a aproximação com as startups, que tem sido fundamental para seu sucesso a longo prazo”, explica a diretora do Mastercard Labs – Start Path para América Latina e Caribe -, Ilana Messing. “Acreditamos em ajudar nossas startups a subir para o próximo nível, conectando-as a futuros parceiros de tecnologia, recursos e inúmeras outras maneiras de fornecer as soluções que visam solucionar os desafios de meios de pagamentos, tecnologia e inclusão financeira em nossos mercados atuais”.

De acordo com o italiano Federico Pisani Massamormile, CEO e fundador da Hanzo, o investimento dá um selo de garantia de qualidade para os produtos. O executivo já passou por empresas como a TIM e a Mobile Marketing Association, onde assumiu o cargo de Global Chairman. “Estamos ainda mais confiantes de estar no caminho certo”, continua.

A Hanzo desenvolveu uma plataforma proprietária SaaS de fintech que possibilita que marcas interajam com seus consumidores, utilizando o smartphone. Com módulos de Fidelidade, M-Commerce, Pay ahead, POS, entre outros, a plataforma cria experiências incomparáveis. Com o aporte, a startup pretende expandir os projetos inovadores em outros países.

Dentre as empresas atendidas pela Hanzo, estão a Petz, Mastercard, Unilever, Kibon e algumas franquias no segmento de restaurantes, tipo a Vinil Burger. “Atualmente, nosso time é formado por 30 profissionais, atuando em países como Brasil, Estados Unidos, Costa Rica e na Europa. Nosso objetivo para 2020 é dobrar de tamanho e triplicar até 2021”, explica Pisani.

Os livros preferidos de executivos de grandes startups em 2019

Um dos grandes segredos do sucesso é estar disponível ao constante aprendizado. Conhecimento nunca é demais para qualquer negócio e para isso, reunimos alguns dos livros preferidos dos empresários e executivos de grandes startups, e como este conhecimento impactou a trajetória profissional deles.

Sympla:

Para Rodrigo Cartacho, CEO da Sympla, maior plataforma do Brasil em gestão de eventos e venda de ingressos, o livro mais inspirador de 2019 foi “Homo Deus”, escrito por Yuval Harari, que faz parte da trilogia autor, composta por “Sapiens” e “21 lições para o século 21”. Segundo ele, “o livro nos leva a uma reflexão brilhante do passado, presente e futuro da humanidade.”

Zee.Now:

Para Thadeu Diz, fundador e diretor criativo de Zee.Now, aplicativo para delivery de produtos pet que funciona 24 horas com frete gratuito, o livro escolhido foi “The Everything Store”, escrito pelo jornalista Brad Stone. Segundo o executivo, a Amazon começou como uma loja online de livros num momento onde as pessoas duvidavam completamente se eles dariam certo. Por isso, o foco e determinação de Jeff Bezos em inovar sempre o inspirou tremendamente. Um de seus quotes preferidos é: “You have to be willing to be misunderstood if you’re going to innovate”.

MaxMilhas

Para Max Oliveira, CEO da MaxMilhas, plataforma que vende passagens aéreas com desconto, o livro que inspira sua carreira é o Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas, de Dale Carnegie. Um dos principais pontos que ele aborda é a importância da inteligência emocional para se ter sucesso na vida. Uma pessoa pode ser ótima tecnicamente no que faz, mas só isso não basta para que ela trilhe um caminho de grandes conquistas. Isso envolve o desenvolvimento de inteligência emocional, resiliência, capacidade de ouvir o outro, empatia, comunicação e habilidade de resolver problemas e conflitos. Essas soft skills são fundamentais em negócios que crescem rápido e têm como base a inovação, porque reforçam a capacidade de adaptação e flexibilidade das pessoas a um ambiente que está em constante mudança.

Homer:

Para Lívia Rigueiral, CEO da Homer, aplicativo voltado para o mercado imobiliário com o objetivo de otimizar o trabalho dos corretores a ajudar a formar parcerias seguras entre eles, o livro que contribuiu para expansão da sua visão de futuro foi Abundância: O Futuro é Melhor do que Você Imagina, escrito por Peter H. Diamandis, empreendedor que se tornou um inovador pioneiro, e Steven Kotler, premiado escritor de ciências, publicado em 2012, que conta como o progresso nas áreas tecnológicas permitirão que tenhamos, nas próximas décadas, ganhos incomparáveis com os dos últimos séculos. O livro abre à mente possibilidades de um futuro inspirador para o mercado.

Facily:

Diego Dzodan, cofundador e CEO da Facily, primeiro app de social commerce da América Latina, indica o livro Made In America de Sam Walton. O livro, uma autobiografia do fundador da rede varejista Walmart, conta a história de como, por meio do trabalhar duro, foi criada uma das maiores e mais valiosas empresas do mundo. Para manter a cabeça focada no mercado e compreender como o jogo faz parte da nossa vida desde o princípio, Homo Ludens, de Johan Huizinga.

Hotmart:

Para João Pedro Resende, CEO e Cofundador da Hotmart, especializada em venda e distribuição de produtos digitais, o livro escolhido foi Adams Óbvio, do Robert Updegraff: O livro traz boas lições sobre como simplificar nossa comunicação, nos tornar mais analíticos e em como focar exclusivamente nos fatos. É um livro antigo, com mais de 100 anos, mas que traz lições atemporais para qualquer empreendedor atual. É uma leitura rápida e fácil, e foi uma das minhas principais influências. Hoje na Hotmart, dezenas de pessoas já leram Adams Óbvio e há líderes que presenteiam sua equipe com este pequeno livro logo no onboarding do time.

Assertiva:

Para Hederson Albertini, CEO da Assertiva, plataforma que utiliza inteligência de dados para prevenção a fraude e apoio nas relações comerciais, o livro de cabeceira que mereceu destaque em 2019 foi “De Zero a Um”, do autor Peter Thiel, cofundador do PayPal e investidor em diversas startups, como o Facebook. Para o CEO, o livro trata de um tema simples, mas que é a base de uma empresa: a união dos sócios, que devem saber administrar as diferenças, a vaidade e o ego. A Assertiva tem dois sócios com cabeças e idades diferentes e, contudo, souberam respeitar e entender os dois lados, colaborando para o crescimento do negócio.

Clooset:

Para Vinícius Picollo, CEO da Clooset, plataforma online que conecta microinfluenciadores a marcas, o livro mais inspirador de 2019 foi “Longe da Árvore”, escrito por Andrew Solomon, que fala sobre a construção de identidade entre pais e filhos. Segundo ele, “o livro é resultado de uma pesquisa de quase 20 anos de como as identidades de filhos que fogem do padrão normativo são formadas, e todo o processo de aceitação e empatia que os pais acabam passando quando se dão conta que seus filhos são diferentes das expectativas impostas pela sociedade. Sem cair na exploração de histórias de luta ou superação, o livro aborda dez identidades horizontais que contestam a lógica do ideal ‘normativo’ e amplia a visão sobre ‘ser humano’.”

Xerpa:

Para Paulo Ahagon, CTO da Xerpa, fintech que desenvolveu o app Xerpay, que auxilia no adiantamento do salário do funcionário, o livro que mais o inspirou e ajudou em 2019, foi o “Principles: Life and Work” do Ray Dalio. O autor que é investidor bilionário e um grande nome no cenário financeiro, traz na obra princípios fundamentais para o sucesso da vida profissional e pessoal. Para Ahagon, “o que eu mais gostei no livro é que ele me ajudou a estruturar o raciocínio para tomar decisões difíceis, com as perguntas ‘O que eu quero? O que é verdade? O que eu vou fazer com isso?’. O que ajuda na tomada de decisão”

Revelo:

Para Lachlan de Crespigny, Co-fundador da Revelo, plataforma de recrutameno digital, a obra de 2019 foi “Total Recall: My Unbelievably True Life Story, de Arnold Schwarzenegger”. Segundo o executivo, poucos sabem que ele veio de uma situação de extrema pobreza na Áustria, e este livro conta como ele usou seu carisma e foco para alavancar uma grande empresa do setor imobiliário, o que bancou sua entrada nos filmes. Mesmo depois de se tornar a grande celebridade que conhecemos, ele continua desenvolvendo grandes negócios, então é um livro bastante inspirador que Lachlan recomenda.

Locaweb:

Para o CEO da Locaweb, Fernando Cirne, sua maior indicação é o “Empresas Feitas para Vencer”, do Jim Collins. “O livro responde a uma pergunta simples: como as empresas podem atingir uma excelência que se perpetue no longo prazo. Como a missão de todas as empresas é atuar em seu mercado, ajudando os seus clientes a prosperarem, por muitos anos, acredito que as lições apresentadas no livro com exemplos práticos são muito importantes”, disse. Empresas Feitas para Vencer mostra como as grandes empresas atingem o sucesso no decorrer do tempo e como isso se aplica no DNA de uma organização desde o seu nascimento. Além disso, mostra quais são as características que levam uma empresa a se tornar excelente e outras a fracassarem.

All iN:

“O lado difícil das situações difíceis: Como construir um negócio quando não existem respostas prontas” de Ben Horowitz é a sugestão de leitura do Victor Popper, fundador e CEO da All iN – unidade de marketing cloud da Locaweb. Voltado para empreendedores experientes ou iniciantes, o livro traz as principais dicas de como criar e administrar uma startup sob o olhar de um dos empresários mais respeitados do Vale do Silício. Para o CEO, nem tudo é o que parece. A autonomia de um negócio próprio é atrativa, mas também significa que o sucesso da empresa está totalmente nas suas mãos. Entre erros e acertos, desenvolvemos a mentalidade de um líder e está tudo bem errar contanto que não se erre sempre. O livro é uma ótima oportunidade de aprender sobre os desafios diários do mercado corporativo sem trazer impactos diretos ao negócio.

TruckPad:

Para Carlos Mira, CEO do TruckPad, maior plataforma de conexão entre caminhoneiros e cargas da América Latina, um dos livros que mais marcou sua trajetória é “O Foco Define a Sorte”, escrito por Dulce Magalhães. A obra, que virou seu livro de cabeceira, aborda a importância de deixar para trás a ideia de fazer tudo ao mesmo tempo, e focar em poucas atividades – as mais relevantes – e executá-las de forma assertiva. “Resolver um problema por vez e não desperdiçar energias com problemas de pouca relevância foram algumas das lições que aprendi com esse livro e que foram responsáveis pelo meu sucesso como empreendedor no mercado de tecnologia”, conta Mira. “Acredito que esse livro não está entre os que empreendedores atuais costumam ler e traz lições muito necessárias”, completa.

Aplicativos financeiros, comércio mobile e de streaming de filmes ganham força no país

A mais recente pesquisa sobre o uso de apps pelos brasileiros que possuem smartphone, realizada pela Mobile Time e Opinion Box, releva que os aplicativos financeiros, de comércio mobile e streaming de filmes ganham força no país, conquistando uma posição na tela inicial dos aparelhos móveis, a chamada “home sreen”.

Entre os apps de bancos, de pagamentos e comércio móvel o destaque é para o Nubank, que nesta edição saltou da 18ª para a 12ª posição. Esta é primeira vez que o Nubank supera nesse ranking dois gigantes do mercado bancário brasileiro: Bradesco e Itaú. Caixa, iFood e 99 também cresceram acima da margem de erro. E entraram pela primeira vez para o radar de apps o Mercado Pago e PicPay, dois apps nacionais de pagamentos.

Segundo Fernando Paiva, editor do Mobile Time e organizador da pesquisa Panorama Mobile Time/Opinion Box – Uso de Apps no Brasil, o crescimento da presença de apps de bancos, pagamentos e comércio móvel na tela inicial do brasileiro é resultado do aumento do número de fintechs e do uso de QR codes em estabelecimentos comerciais. “A tendência é que este segmento aumente ainda mais com lançamento no ano que vem da plataforma de pagamentos instantâneos do Banco Central, que permitirá a transferência de valores em tempo real entre contas de instituições bancárias e de pagamentos diferentes, pois a interoperabilidade será obrigatória. Acreditamos que a próxima edição da pesquisa, prevista para maio de 2020, essa tendência de alta dos apps de pagamentos ganhe ainda mais força”, afirma.

Crescimento dos serviços pagos de streaming de filmes e música

Os serviços de streaming têm movimentado o mercado de oferta de conteúdo em múltiplas telas, que podem ser vistos em qualquer tela (TV, computador e dispositivos móveis) a qualquer hora e lugar. Em seis meses, subiu de 38% para 44% a proporção de brasileiros com smartphone que assinam algum serviço pago de streaming de filmes e séries. Nesta edição da pesquisa, pela primeira vez, o Netflix perdeu participação como o serviço pago de streaming de vídeo mais popular, abrindo espaço para Amazon Prime Video e GloboPlay. Com a previsão da chegada do Disney+ ao Brasil em 2020, a expectativa é que a concorrência se torne ainda mais acirrada.

No caso do streaming de música, em seis meses, subiu de 20% para 26% a proporção de brasileiros com smartphone que assinam algum serviço pago. O Spotify manteve o seu mercado na liderança e subiu de 61% para 62% como o serviço preferido. O segundo colocado, Deezer, perdeu 9 pontos percentuais, sendo citado por 16% do público que assina streaming de música. “Aparentemente, o Deezer perdeu espaço para o Amazon Music (5%) e para o Youtube Music (4%)”, comenta Fernando Paiva.

O Panorama Mobile Time/Opinion Box – Uso de Apps no Brasil também pesquisou a preferências dos usuários por serviços de voz, rede sociais, jogos eletrônicos e wearables (dispositivos vestíveis), que estão em alta no Brasil: em 12 meses aumentou de 10% para 16% a proporção de brasileiros que possuem algum relógio ou pulseira conectados ao seu smartphone. O hábito é mais comum entre homens jovens das classes A e B. O relatório completo pode ser baixado em www.panoramamobiletime.com.br/

As profissões do futuro realmente existem?

Já faz algum tempo que a tecnologia está revolucionando o mercado de trabalho e todo mundo consegue ver que diversos segmentos estão sendo automatizados, os processos estão ficando mais simples e, consequentemente, ocorre a diminuição da necessidade da mão de obra humana. Por outro lado, existe a necessidade crescente de pessoas que desenvolvam essas tecnologias. Essas oportunidades estão criando espaço para o surgimento de novas profissões.

As novas profissões criam, consequentemente, novas vagas no mercado de trabalho, porém as chances que surgem são desconhecidas por muitos, já que o sistema educativo desajuda as empresas e os candidatos a se conhecerem. A maioria das oportunidades requerem a aprendizagem de habilidades exclusivas, reciclagem e visão ao longo prazo.

“Fizemos algumas pesquisas e identificamos um relatório da Janco Associates, publicado em abril de 2019, que nos mostrou que as vagas para atuar com blockchain e ativos digitais permanecem não preenchidas. Nós entendemos que as pessoas têm medo de se aprofundar em algo que não é conhecido por muitos e, também, de não terem as profissões de fácil entendimento dos outros. Mas, conseguimos identificar que aquelas que se deram a chance de aprender algo novo, estão fazendo muito sucesso”, afirma Roberto Cardassi, fundador da BlueBenx.

Mas, a pergunta que fica é: as tecnologias, como a blockchain, criarão novas profissões? O fundador da BlueBenx acredita que o mercado está exigindo profissionais com habilidades específicas e que será necessário colocar, em todos os cursos das graduações, um viés tecnológico no plano de ensino, pois assim, terão mais capacidade e visão para conseguir se preparar para as novas oportunidades de trabalho do mercado do futuro e as vagas disponíveis serão preenchidas.

Profissionais de diversos ramos podem trabalhar com o mercado digital, não importando a formação. Mas, para conseguirem se destacar, precisam ter um interesse a mais e ir além do que os cursos de graduação oferecem, pois o ambiente tecnológico avança e se atualiza muito mais rápido que que o sistema formal de ensino.

“As pessoas precisam conhecer as novas oportunidades de emprego. Um advogado sai da faculdade achando que só poderá atuar nas áreas comuns e as empresas de criptoativos estão buscando jovens formados na área para atuarem com esse novo segmento. Isso não significa fugir do escopo da graduação e do que eles aprenderam, afinal, lidamos com as leis de todos os segmentos. A mesma coisa acontece com os outros cursos”, relata o fundador.

Trabalhar no mercado de ativos digitais é como em qualquer outro lugar. Conforme a pessoa vai gostando, consequentemente, sente a necessidade de se atualizar e se especializar, porque todos os empregos são assim. A grande diferença do mercado de tecnologia é que está indo contra a crise, ou seja, enquanto muitas empresas demitem, as de tecnologia contratam aqueles que estão interessados e empenhados em acreditar no futuro.

Além das novas profissões que a tecnologia cria, fica claro que as atuais precisam de uma revolução e assim serão construídas os “profissionais e profissões do futuro.” Uma faculdade brasileira já está oferecendo curso de Blockchain, Criptomoedas e Finanças na Era Digital para preparar esses profissionais para um futuro brilhante.

Investir em habilidades digitais das equipes é prioridade para empresas brasileiras, aponta pesquisa da Sage

Cada vez mais a capacidade de aprender e lidar com tecnologia tem sido essencial para o sucesso dos negócios. Segundo um estudo global conduzido pela Sage, líder de mercado em soluções de gestão na nuvem, 95% das empresas no Brasil consideram investir em habilidade digitais — nos Estados Unidos e no Reino Unido, por exemplo, 61% e 57% das companhias têm essa intenção, respectivamente.

As grandes corporações são as mais comprometidas com a qualificação dos seus times (98%), seguidas pelas médias (97%) e pequenas (88%). Em conjunto, 75% dos entrevistados afirmam que consideram tocar inciativas voltadas para habilidades digitais ainda em 2019, 19% acham pouco provável e 6% não souberam afirmar.

Quando perguntados sobre os motivos que estão impulsionando as ações de capacitação digital, os empresários afirmam: são essenciais para a estratégia dos negócios (55%); obter vantagem competitiva (50%); o conselho considera um investimento prioritário (40%); os colaboradores solicitaram (39%); os concorrentes estão fazendo (32%) e os clientes estão exigindo (27%).

Já quando questionados sobre os impactos positivos das habilidades digitais, os três principais pontos levantados foram aumento da lucratividade (62%), melhores serviços ao cliente (60%) e produtividade (59%). Também foram mencionados trabalho mais flexível (50%) e funcionários mais engajados (40%).

Outra questão importante indicada pelos entrevistados foram as políticas públicas para ajudar a aprimorar as habilidades digitais dos brasileiros. Entre as iniciativas mais citadas, que poderiam ser implementadas pelo governo estão treinamento gratuito (51%), incentivos fiscais (49%), fomento das melhores práticas (43%), subsídios para tecnologia (42%) e intercâmbio entre empresas do mesmo setor (38%).

Para o presidente da Sage no Brasil e América Latina, Jorge Santos Carneiro, “esse estudo mostra que o Brasil está avançando e desenvolver habilidades digitais impacta diretamente no aumento da eficiência operacional. Estratégias de sucesso usam a tecnologia como um meio e apostam na capacitação das pessoas para lidarem com ela. A transformação digital só é possível se todos se mantiverem em constante processo de aprendizagem”.

Os resultados fazem parte da pesquisa “We Power the Nation”, encomendada pela Sage e executada pela YouGov. O estudo ouviu 2.994 executivos, em 12 países: África do Sul, Alemanha, Austrália, Brasil, Canadá, Espanha, Estados Unidos, França, Irlanda, Malásia, Reino Unido e Suíça.

Presidente da Facesp e da ACSP, Alfredo Cotait repudia criminalização do não pagamento de ICMS

Alfredo Cotait Neto, presidente da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp) e da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), repudia a nova definição do Supremo Tribunal Federal (STF) em punir criminalmente quem não pagar o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

“Mesmo que o STF estabeleça restrições à aplicação dessa interpretação, e se espera que o faça, a manutenção dessa possibilidade de criminalização da atividade empresarial não só constitui um sério precedente, como agrava o desequilíbrio da relação fisco-contribuinte”, diz.

Na avaliação de Cotait, essa relação deveria ser simétrica, pois atualmente ela concede instrumentos suficientes de coação para o governo sobre as empresas.

Leia abaixo a íntegra do ofício:

A Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp) e a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) manifestam sua posição contrária às decisões que vêm sendo adotadas por alguns Tribunais, de considerar passível de prisão o não recolhimento no prazo do ICMS, visão equivocada que revela desconhecimento ou desconsideração da verdadeira natureza desse imposto.

O valor desse imposto a ser recolhido começa a ser apurado a partir da primeira fase do processo produtivo, e se estende por todas operações até o consumidor final, não guardando necessariamente relação com a última etapa. A variação dos estoques também influencia, assim como o prazo de recebimento do valor da venda, que, no geral, é a prazo ou parcelado.

Durante o período que vai do início à conclusão de um negócio podem ocorrer, e geralmente ocorrem, mudanças no cenário econômico, ou na liquidez da empresa, que podem resultar em dificuldades para o pagamento do imposto. Essa situação é claramente reconhecida por alguns governos estaduais, como o de São Paulo, que parcelam o recolhimento do ICMS do mês de dezembro, por considerarem normal a defasagem entre a receita das vendas e o recebimento por parte da empresa vendedora.

Acresce destacar que além da grande complexidade da legislação desse tributo, que provoca divergências de interpretação entre o fisco e o contribuinte, evidenciada em recente decisão do STF, ao reconhecer que o ICMS não incide sobre a parcela do PIS COFINS embutida no preço do produto.

Mesmo que o STF estabeleça restrições à aplicação dessa interpretação, e se espera que o faça, a manutenção dessa da possibilidade de criminalização da atividade empresarial não só constitui um sério precedente, como agrava o desequilíbrio da relação fisco-contribuinte, que deveria ser simétrica, e que atualmente já concede instrumentos mais do que suficientes de coação para o governo sobre as empresas.

Feitas essas considerações, a FACESP e ACSP esperam que a interpretação equivocada dos Tribunais seja revista, não apenas por ser tecnicamente incorreta, mas por afetar negativamente o espírito empreendedor.

Alfredo Cotait Neto
Presidente da Facesp e da ACSP

Qualcomm e BNDES lançam fundo de R$ 160 milhões para incentivar Internet das Coisas

A Qualcomm Ventures, braço de investimentos da Qualcomm Incorporated, e o BNDES, anunciam o lançamento de um fundo de investimento em participações de R$ 160 milhões focado em startups que desenvolvam produtos e serviços para Internet das Coisas (ou Internet of Things — IoT). Com o objetivo de fomentar o desenvolvimento de IoT no Brasil, o fundo irá apoiar startups em estágio inicial (capital semente e financiamento de série A).

A Qualcomm e o BNDES planejam investir 50% do valor total esperado para o fundo, o equivalente a R$80 milhões. Outros investidores serão convidados a participar e ajudar na composição do valor integral. O fundo será administrado por um gestor profissional a ser selecionado pela Qualcomm e pelo BNDES através de um edital de seleção, disponível no site do BNDES. Os gestores de fundos de investimentos em participações poderão encaminhar suas propostas até o dia 07/02/2020.

“A criação deste fundo está em linha com a visão estratégica da Qualcomm de impulsionar o ecossistema de Internet das Coisas no Brasil. Queremos nos engajar com empresas líderes em diferentes verticais, de maneira a explorar o potencial do país como produtor de tecnologia”, explica Rafael Steinhauser, Vice-Presidente Sênior da Qualcomm Serviços de Telecomunicação Ltda. e Presidente da Qualcomm para a América Latina. “Além do aporte financeiro, contribuiremos também com nossa expertise em IoT, afinal estamos desenvolvendo tecnologias nesse campo há pelo menos uma década”, complementa o executivo.

“O lançamento do fundo vem em um bom momento de retomada do crescimento econômico e contribuirá para o desenvolvimento do ecossistema de startups e de IoT. Fundos como esse são instrumentos inovadores para fomentar o empreendedorismo no Brasil, principalmente em setores de maior risco, como o de tecnologia”, afirma Gustavo Montezano, Presidente do BNDES.

“O governo federal instituiu o Plano Nacional de Internet das Coisas em 2019 com vistas a aprimorar o ambiente regulatório, impulsionar novos negócios e melhorar a qualidade de vida das pessoas. Para que esses objetivos sejam alcançados e as empresas brasileiras sigam transformando o mercado global com tecnologias e modelos de negócios sofisticados, a disponibilidade de capital de risco é fundamental. BNDES e Qualcomm demonstram hoje o alinhamento das estratégias de governo, MCTIC, indústria e ecossistema ao darem início a esse fundo de investimento em participações voltado especificamente a IoT. Esperamos que esta iniciativa inspire outros agentes a investirem nas potencialidades da inovação aberta por meio de capital inteligente”, afirma Paulo Alvim, Secretário de Empreendedorismo e Inovação do SEMPI/MCTIC.

“O fundo se insere em um contexto de Corporate Venture Capital, no qual empresas são investidores relevantes dos fundos, uma tendência que tem muito a contribuir para o Mercado de Capitais e para a inovação no país,” explica Filipe Borsato, Chefe do Departamento de Gestão de Investimentos em Fundos do BNDES.

Alexandre Villela, Diretor Sênior da Qualcomm Technologies Inc. e Diretor-Executivo da Qualcomm Ventures para América Latina, explica que “a chamada Internet das Coisas é uma arquitetura tecnológica que permite que milhões de dispositivos se conectem à nuvem, sem intervenção humana, para fins de tomada de decisão. Em um momento onde as empresas buscam ganhos de produtividade para aumentar sua competitividade global, a internet das coisas surge como um dos pilares da transformação digital e da manufatura 4.0 nas empresas”.

A política de investimentos do fundo deve contemplar empresas com aplicações de hardware, software e análise de dados, voltadas para áreas estratégicas, tais quais: manufatura 4.0, smart cities, saúde, smart agro e IoT residencial. Além disso, o fundo está alinhado com o Plano Nacional de Internet das Coisas, política pública lançada em junho de 2019 com o objetivo de desenvolver o ecossistema de IoT no Brasil. Está alinhado, também, com a nova regulamentação da Lei de Informática que permite que empresas fabricantes de eletrônicos invistam recursos incentivados em Fundos de Venture Capital.