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A MP da Liberdade Econômica e os fundos de venture capital

Por Marcelo Godke

Os fundos de investimento ocupam lugar importante na economia. Congregam capital de investidores de várias espécies.

Conseguem atrair grande quantidade de dinheiro e redirecioná-lo a empresas que dele necessitam, financiando e fomentando a atividade produtiva, a criação de riquezas e a geração e manutenção de empregos.

Mesmo os fundos meramente especulativos são importantes para o sistema econômico do País, pois ajudam a criar e aumentar a liquidez nos mercados.

No que diz respeito ao empreendedorismo e à inovação, os fundos de investimento possuem especial destaque.

Os fundos de venture capital são constantemente procurados para financiar novos negócios e empresas inovadoras. Podem investir em empresas recém-nascidas ou em outras que já tenham um pouco mais de tempo de vida. O mercado é variado e existe financiamento para as mais variadas startups.

Via de regra, os investidores gostam de saber o tamanho do risco que assumem ao investir. Isso se aplica também aos investidores de fundos de venture capital.

Em países em que se dá maior proteção aos investidores, notadamente naqueles em que se adota o common law como sistema jurídico, há formas societárias que cumprem tal função. Por exemplo, podem ser utilizadas as limited partnerships, em que coexistem os limited partners (com responsabilidade limitada) e os general partners (com responsabilidade ilimitada).

No Brasil, em tese, poderíamos utilizar as sociedades em comandita (simples ou por ações) para tal função, pois têm características similares às limited partnerships. Mas o problema que surge é de outra natureza, a saber, tributária.

Com efeito, a legislação brasileira determina a tributação de todas as pessoas jurídicas de maneira similar.

Se uma for estruturada para ter função econômica de fundo de investimento (seja ou não de venture capital), será tributariamente ineficiente a ponto de tornar proibitiva a utilização deste tipo de veículo de investimento em território nacional.

A solução encontrada, então, foi de não se utilizar pessoas jurídicas para tanto. A Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”) baixou normativos que determinam serem os fundos de investimento verdadeiros condomínios, que não são tributados como as pessoas jurídicas normalmente o são. Assim, seriam “tributariamente neutros”.

Uma solução bastante engenhosa, que resolveu de maneira aparentemente brilhante a inadequação de nossa legislação tributária. É uma solução societária para um problema tributário.

Contudo, é verdadeiro remendo que criou outro problema: condomínios, nos termos da legislação brasileira, não têm como característica intrínseca a limitação da responsabilidade dos investidores.

Em outras palavras, não servem para delimitar os riscos que os investidores enfrentam ao investir nos fundos. Então, por serem condomínios, fazem que seus condôminos (os cotistas) carreguem consigo o risco de terem de assumir para si todo o passivo do fundo.

Agora entra em cena a MP 881, que institui a chamada “Declaração de Direitos de Liberdade Econômica” para estabelecer “normas de proteção à livre iniciativa e ao livre exercício de atividade econômica”.

Apesar de estar longe de ser perfeita, traz dispositivo importantíssimo para lidar com o problema da ilimitação da responsabilidade dos investidores em fundos de investimento.

A medida é bastante importante no que diz respeito ao fundos de venture capital, pois o índice de mortalidade das startups que recebem investimentos de tais fundos é altíssimo, sendo extremamente importante impor-se limite às possibilidades de perdas, para que os riscos sejam adequadamente mensurados.

A MP 881 insere novo artigo no Código Civil, de número 1.368-C. Tal dispositivo cria legalmente a categoria de fundos de investimento na forma de “condomínio de natureza especial” (já que os normativos editados pela CVM não possuem força de lei), de acordo com a redação dada pelo Congresso Nacional nos termos do Projeto de Lei de Conversão nº 17/2019.

Mas, tão importante quanto isso, o referido dispositivo também permitirá que os regulamentos dos fundos de investimento na forma de “condomínio de natureza especial” tenham como característica “a limitação da responsabilidade de cada investidor ao valor de suas cotas”.

Tal medida é essencial para o desenvolvimento do mercado de fundos de venture capital e permitirá que sejam feitos mais investimentos com muito mais segurança. É verdadeiro incentivo bem-vindo em nosso mercado e mais iniciativas deste estilo devem ser implementadas.

Marcelo Godke, sócio da Godke Advogados e mestre pela Universiteit Leiden (Holanda) e Columbia University. É professor da FAAP, Insper e do CEU Law School.

Resultados Digitais recebe aporte de R$ 200 milhões

A Resultados Digitais, líder no desenvolvimento de software (SaaS) voltado para o crescimento de médias e pequenas empresas, anunciou hoje uma nova rodada de investimentos (Série D) liderada pela norte-americana Riverwood Capital. O aporte, no valor de R$ 200 milhões, é o mais alto já recebido por uma empresa latino-americana no segmento SaaS (software-as-a-service).

Riverwood Capital junta-se aos outros cinco acionistas da empresa – TPG Growth, DGF Investimentos, Redpoint eventures, Astella Investimentos, Endeavor Catalyst – para acompanhar a expansão da RD no Brasil e em países emergentes e para consolidar o RD Station como a melhor plataforma de marketing e vendas para médias e pequenas empresas.

Com expertise global e grande presença na América Latina, a Riverwood Capital apoia o crescimento e a escalabilidade de empresas de tecnologia, como Druva, GoPro, Nutanix e Spreadfast, entre outros, além de líderes, como a Globant (IPO na NYSE em 2014) e 99 (vendida para Didi em 2018). “Estamos muito orgulhosos por fazer parte da equipe RD e de seu plano de tornar-se uma das melhores empresas de software na América Latina, apoiando médias e pequenas empresas da região com ferramentas digitais para que vendam mais e consigam escalar os seus negócios”, afirma Francisco Alvarez Demalde, Co-Fundador e Sócio de Riverwood Capital. “A Resultados Digitais possui um enorme potencial de crescimento – tanto no Brasil, quanto internacionalmente -, além de um histórico de alto desempenho e uma equipe comprometida. Estamos confiantes de que é uma empresa que vai gerar um impacto ainda mais significativo e impulsionar todo o ecossistema”, afirma Joaquim Lima, Diretor Geral da Riverwood Capital.

Nascida em Florianópolis, em 2011, a Resultados Digitais instituiu o que chama de “máquina de crescimento”, uma metodologia que ajuda empresas de todos os segmentos a estruturar e executar estratégias sólidas de marketing e vendas com foco em resultados reais e de longo prazo. Usando sua própria metodologia, a RD manteve uma curva ascendente de crescimento e hoje conta com mais de 700 funcionários e 13000 clientes em 20 países.

“O novo investimento mostra que estamos no caminho certo e que o nosso trabalho tem um importante impacto econômico à medida que desenvolve comunidades, gera empregos e negócios. As médias e pequenas empresas têm cada vez mais adotado plataformas na nuvem, pois são de fácil adoção, permitem escalabilidade e são muito mais acessíveis em termos financeiros, garantindo um retorno claro sobre o investimento”, afirma Eric Santos, CEO da Resultados Digitais. “Além do software, a RD sempre se preocupou em educar o mercado e fomentar o ecossistema de parceiros de serviços e de tecnologia, algo essencial para um mercado como o Brasil”, complementa.

Em 2018, a empresa iniciou sua expansão geográfica e, além de abrir escritórios em Joinville e São Paulo, também estabeleceu as primeiras bases na Colômbia e no México, países-chave para a expansão regional. Hoje já possui mais de 600 clientes nesses países. Outro passo importante tomado pela empresa no ano passado foi a aquisição da Plug CRM, o que trouxe o componente “vendas” à plataforma RD Station.

Segundo Eric, o novo aporte deve focar em quatro pilares:

Produto: alto investimento em pesquisa e desenvolvimento para manter e evoluir a liderança dos produtos de marketing e vendas, reforçar a plataforma e integrações com aplicações de parceiros, além de aprofundar as soluções de automação e inteligência através do uso de AI e machine learning;

Experiência do cliente: ampliação da estrutura de sucesso e experiência do cliente, com alto investimento em educação e suporte ao ecossistema;
Pessoas: fortalecimento e ampliação da equipe com os melhores talentos do mercado, proporcionado por um ambiente de constante desenvolvimento e inovação.

Expansão internacional: consolidação das operações de Colômbia e México, além da expansão para outros mercados emergentes replicando o modelo de negócios.

Logística para e-commerce: o desafio de soluções logísticas para uma indústria em evolução

A DHL, empresa global líder em logística, apresentou seu último relatório sobre a evolução da cadeia de suprimentos no setor de e-commerce. O estudo revela que 70% das empresas B2C e 60% das empresas B2B ainda estão trabalhando para alcançar a implementação de uma estratégia logística integral, e 70% dos entrevistados classificam o e-commerce como “muito importante” ou “extremamente importante” para seus negócios em termos de volume de vendas e receita.

O relatório foi elaborado com base em uma pesquisa global com a participação de cerca de 900 diretores de logística e supply chain vinculados ao e-commerce. Os entrevistados atuam nos principais setores da indústria, incluindo varejo, bens de consumo, saúde, tecnologia, automotivo, engenharia e manufatura.

O estudo, intitulado “The e-commerce supply chain: Overcoming growing pains”, também descobriu as principais barreiras para a implementação total de uma estratégia de logística, que incluem mudanças nas expectativas dos clientes, no ritmo de entrega e nas limitações da infraestrutura existente.

Nabil Malouli, Global e-Commerce Product lead da DHL Supply Chain disse: “O novo estudo mostra a importância crítica de colocar as expectativas dos clientes como o centro de qualquer estratégia de e-commerce. A dificuldade é que, ao fazer isso, as empresas estão tentando alcançar um objetivo em constante mudança”.

“Chegamos a um ponto em que as demandas dos clientes evoluem constantemente e as empresas estão sob enorme pressão para manter-se atualizadas. Elas vivem um processo contínuo de adaptação de seus modelos de e-commerce para atender às constantes mudanças, o que se torna um verdadeiro desafio para alcançar a implementação integral de seus planos de e-commerce”, acrescenta Malouli.

Apesar disso, está claro que o setor de supply chain deve continuar focando-se na satisfação dos consumidores. Deve ser também ágil o suficiente para responder a novos modelos de negócios, a expectativas de serviço e às necessidades tecnológicas dos compradores, a fim de reter os clientes existentes e atrair novos.

A evolução da demanda por e-commerce indica que, nos próximos 3 a 5 anos, mais de 50% das empresas farão algum tipo de mudança em sua estratégia de distribuição. Para lidar com essa pressão, muitas empresas estão optando por fazer parcerias com operadores logísticos independentes (3PL), com os quais conseguem aumentar seus recursos e suas capacidades internas a fim de escalar de forma rápida e eficaz e, desta maneira, explorar todas as oportunidades oferecidas pelo e-commerce.

Malouli acrescentou: “O que as empresas precisam neste processo varia dependendo do ponto em que elas se encontram neste caminho, já que todas estão em diferentes estágios de implementação da estratégia de e-commerce”.

Esse cenário também se aplica aos principais países Latino-americanos, principalmente Brasil, Colômbia, México, Chile e Argentina. Com diferentes taxas de crescimento e níveis de infraestrutura, os desafios são distintos, mas nada é simples no mercado de e-commerce.

O Brasil, por exemplo, se encontra em um momento de grande transformação e desenvolvimento nesta área. “O mercado de e-commerce cresceu dois dígitos nos últimos anos e ainda tem muitas opções de expansão. Tanto que muitas empresas, de diferentes segmentos e tamanhos, estão investindo fortemente nesta área e a logística tem que acompanhar este desenvolvimento”, afirma Luiz Moreira, CCO de Desenvolvimento de Negócios da DHL Supply Chain América Latina.

“No e-commerce, o que aparenta ser simples, operacionalmente é desafiador. Primeiro, há o desafio de mover o estoque de vários fornecedores para perto dos consumidores, mantendo uma enorme variedade de itens em estoque e atendendo a uma expectativa de agilidade que vira a questão central da logística para o comércio eletrônico. Ao mesmo tempo, esta demanda pode ser bastante volátil, requerendo habilidade para gerenciar picos de recursos humanos e transportes”, acrescenta Moreira.

Para obter informações detalhadas sobre os resultados desta pesquisa e conhecer como o setor de supply chain segue evoluindo diante dos desafios impostos pelo e-commerce, faça o download do relatório em app.supplychain.dhl.com/e/er?s=1897772577&lid=4444

Cientista de dados: a profissão do futuro

Por George Paiva, diretor de Recursos Humanos da Orange Business Services

Dados e pessoas: essas são as bases da segunda onda de transformação digital. Para as empresas, cuidar desses dois elementos será vital não só para o crescimento do negócio e das receitas, mas também para sobreviver. Diante disso, o profissional que consegue aliar o conhecimento técnico de TI com a inteligência no gerenciamento dos dados tem um futuro promissor.

O cientista de dados pode ter formação em ciência da computação, matemática, estatística, engenharia ou em áreas correlatas. O mais importante é a visão estratégica, o olhar para tendências, o “pensar fora da caixa”, a curiosidade e a vontade de solucionar problemas.

As estatísticas ajudam a entender a importância do assunto. Em 2017, tive acesso a um estudo da consultoria Constellation Research que trazia números significativos: 75% das 105 companhias entrevistadas estavam imersas em atividades de análise de dados, e 1/3 delas afirmava que seus investimentos em dados estavam aumentando significativamente. Se há dois anos esse assunto já era relevante para o mundo corporativo, hoje ele se tornou essencial.

A importância dessa cultura de dados leva mais e mais empresas a buscarem soluções tecnológicas como a Inteligência Artificial, a Internet das Coisas (IoT), e o sistema Blockchain. A IDC (International Data Corporation) prevê que os investimentos na transformação digital chegarão a US$ 1,2 trilhão ainda neste ano.

Estamos diante de uma nova moeda no mundo digital, e o grande desafio das empresas é saber o que fazer com essa quantidade enorme de dados para melhorar processos e serviços.

A habilidade de cruzar informações para criar insights diferenciados dentro das organizações é o que torna o cientista de dados o profissional mais requisitado da segunda era de transformação digital. Nesse cenário, a TI deixa de ser um gasto e passa a ser um ativo das companhias.

O primeiro passo dessa transformação é criar uma cultura de dados na empresa, levando em conta a importância deles para a otimização dos serviços e a capacidade que eles têm de melhorar a experiência e o engajamento do consumidor. Isso vai exigir do profissional de TI uma proximidade cada vez maior com o cliente, a fim de entender suas demandas e trazer soluções.

Se você é profissional de TI e deseja seguir por esse caminho, recomendo atualizar-se com cursos, workshops e paineis. Faça também networking e, o mais importante, tenha uma visão mercadológica do seu trabalho. Reconheça a tecnologia da informação como um ativo importante e estratégico dentro de qualquer negócio, pois o futuro bate à sua porta trazendo com ele oportunidades infindáveis.

Inovação Disruptiva e Gêmeo Digital, qual o ponto de encontro?

Por Fernando Munhoz Motta

Popularizada entre os empreendedores do Vale do Silício, a teoria da Inovação Disruptiva foi criada por um professor de Harvard, Clayton M. Christensen, e se baseia no conceito de mudar o estado atual de uma tecnologia, produto ou serviço por meio de características inovadoras em vez de evolutivas, que consistem somente em melhorias nos produtos existentes, ou seja, não desenvolvem novidades.

Já o termo Gêmeo Digital, do inglês “Digital Twin (DTO) “, define uma cópia digital da realidade, que permite simular todos os processos de uma empresa e obter respostas em um ambiente seguro e sem riscos, fidedigno ao modelo real. Com isso, torna-se possível validar a aplicabilidade das ideias e analisar cenários simulando os resultados esperados. Por exemplo, pode verificar se o processo será capaz de suportar uma demanda projetada, o que significa tempo hábil para a tomada de decisão. Ou seja, chega de apagar incêndios!

A execução do Gêmeo Digital se dá por meio de tecnologias como a Internet das Coisas, Inteligência Artificial e técnicas que permitem uma rede inteligente, conectada e autônoma de pessoas, objetos e serviços. O termo nasceu a partir da demanda de consumidores cada vez mais exigentes e voláteis, que não permitem erros.

Na última grande conferência do Gartner, a consultoria apontou dez tendências tecnológicas estratégicas para 2019. Uma delas, os Gêmeos Digitais. Por que? Com essa cópia da realidade, os empresários possuem mais controle e gerenciamento da sua companhia e, assim, ganham mais qualidade, flexibilidade e produtividade em todos os processos.

Mas qual o ponto de encontro entre as tendências da Inovação Disruptiva e dos Gêmeos Digitais? Em soluções que permitem, a partir de dados coletados em diversas fontes, realizar um mapeamento dos processos da empresa, com base em fatos e não apenas suposições. Desta forma, os tomadores de decisões conseguem inovar com disrupção e sem se preocupar com os possíveis impactos em suas operações. É aqui que essas duas tendências se convergem.

Para chegar a esse patamar é preciso aplicar os conceitos de Process Intelligence, Data Analytics e Machine Learning para espelhar as empresas e, assim, gerar o seu Gêmeo Digital. Com isso, cada passo pode ser monitorado, em tempo real, possibilitando a análise, a simulação e a validação das ideias antes da sua aplicação. Por meio dessas tecnologias também são identificadas as variáveis do processo, e não apenas o “caminho feliz” ou a “única saída”, além dos gargalos, das atividades desnecessárias, dos retrabalhos, dos problemas de compliance, das pessoas envolvidas, entre outros.

Outro trunfo é a possibilidade de comparar processos, sobrepondo-os para evidenciar as semelhanças e diferenças, aplicando também filtros sobre as dimensões do processo e os analisando sob diversas óticas. O intuito é possibilitar a identificação das diferenças de desempenho, do custo e do tempo. E o melhor, essa análise permite que o executivo controle a sua empresa em tempo real! Parece um sonho, não é mesmo? Mas são os conceitos de disrupção e cópia digital aplicados em tecnologias!

O Gêmeo Digital permite que as empresas suportem a sua jornada por meio de uma ferramenta que mapeia processos olhando para os dados do passado e identificando os reais problemas nos processos e as oportunidades de melhoria para, assim, caminhar em direção ao futuro rumo à Transformação Digital! Vamos navegar nessa jornada?

Fernando Munhoz Motta, Process Intelligence Leader na gA, companhia global de tecnologia que utiliza plataformas digitais e serviços de transformação para capacitar grandes empresas nas Américas e na Europa.

Disrupção torna empresas mais ágeis e relevantes, diz KPMG

Os CEOs brasileiros estão mais alinhados aos países de economia consolidada quando comparados aos vizinhos de continente quando o assunto é causar disrupção. Em âmbito global, 71% dos executivos desse nível hierárquico acreditam que o crescimento das suas empresas está apoiado na habilidade de desafiar e romper com normas do mercado, índice que é de 68% no caso dos brasileiros e de 62% para os sul-americanos.

Essas são algumas das conclusões da pesquisa CEO Outlook, da KPMG, conduzida a partir de entrevistas com 50 CEOs que lideram empresas de diferentes setores com sede no Brasil. Na América do Sul, 235 CEOs de oito países foram entrevistados (exceto Brasil) e, em termos globais, 2.535 executivos de 63 países participaram.

O conteúdo também revelou que os líderes empresariais brasileiros estão atentos às novas estratégias, com a maioria (76%) dos entrevistados afirmando que suas empresas causam disrupção nos mercados em que atuam, sem esperar que isso seja feito pela concorrência. Quase a totalidade dos líderes brasileiros (95%) apostam na disrupção tecnológica como oportunidade de negócios, e não como uma ameaça.

“Os CEOs entenderam que é necessário acompanhar o ritmo, singrar os mares da disrupção com o jogo de cintura necessário para não apenas sobreviverem às mais devastadoras ondas, mas, principalmente, antecipá-las e mudar o curso antes de serem atingidos”, afirma Charles Krieck, presidente da KPMG no Brasil e na América do Sul.

Outra conclusão é que, para 74% dos CEOs brasileiros, seus funcionários devem se sentir livres para propor inovações, sem preocupações com eventuais consequências negativas. De acordo com a pesquisa, os CEOs também estão atentos à necessidade de implementar mudanças com rapidez, com 60% acreditando que essa é a nova moeda de troca nos negócios. Além disso, no Brasil, 80% das empresas contam com estruturas para revisar seus modelos de negócio e garantir competitividade.

Essas conclusões também ficaram evidentes nas entrevistas realizadas com os executivos globais, que indicaram que CEOs bem-sucedidos são necessariamente ágeis. Para dois terços deles (67%), a agilidade é a nova moeda corrente nos negócios e, se eles forem lentos, se tornarão irrelevantes.

De acordo com a pesquisa, os CEOs continuam a enxergar oportunidades de crescimento, mas elas se contrapõem a ambientes ainda complexos e voláteis. Para terem sucesso, atingirem o crescimento financeiro e serem relevantes, as organizações precisam desafiar práticas aceitas e atitudes ultrapassadas, sendo rápidas para promoverem também a disrupção nos seus próprios modelos de negócios.

Uma estratégia sólida de segurança digital também foi apontada como fundamental na construção de uma relação de confiança com os públicos de interesse, com 50% dos CEOs no Brasil pensando assim. Além disso, mais da metade deles (68%) acreditam estar bem preparados para um futuro ataque cibernético. Outro dado relevante é que 62% dos brasileiros aplicarão mais capital na compra de novas tecnologias.

“Todos, independentemente de sua localização geográfica ou do contexto socioeconômico, estão antenados com as demandas corporativas da atualidade. Para enfrentarem as adversidades, os riscos e as mudanças tecnológicas, os CEOs entendem que é necessário valorizar o capital humano, investir em educação continuada, promover a disrupção e manterem-se em sintonia com as necessidades dos consumidores”, completa Charles Krieck.

Em termos de riscos, no Brasil, as ameaças relacionadas à segurança cibernética são as mais preocupantes, com 22% dos entrevistados indicando ser esta a maior preocupação. Os CEOs também estão na linha de frente na adesão à tecnologia de nuvem, com 76% dos entrevistados brasileiros declarando que lideram a estratégia digital das suas companhias.

Google Cloud e VMware ampliam parceria estratégica

A Google Cloud e a VMware Inc. (NYSE: VMW) anunciam a Google Cloud VMware Solution by CloudSimple, um novo serviço que permitirá às organizações executar cargas de trabalho VMware na Google Cloud Platform (GCP), oferecendo a elas opções e flexibilidade para a realizá-las on premise, em uma arquitetura híbrida ou na nuvem. A solução aproveitará o software de infraestrutura VMware Cloud Foundation, implementado na GCP e projetado e operado pela CloudSimple, um parceiro VMware Cloud Verified.

“Os clientes querem cada vez mais executar suas cargas de trabalho de missão crítica, incluindo as da VMware, na Google Cloud,” afirma Thomas Kurian, CEO da Google Cloud. “Estamos muito satisfeitos em firmar parceria com a VMware para dar esse suporte, permitindo que as empresas aproveitem as principais competências da Google Cloud, como infraestrutura segura, eficiente, global e altamente disponível, inteligência artificial, machine learning e analytics.”

“Nossa parceria com a Google Cloud sempre tratou das necessidades dos clientes em comum e estamos empolgados em ampliá-la para permitir que eles executem cargas de trabalho da VMware Cloud Foundation na Google Cloud Platform,” aponta Sanjay Poonen, chief operating officer de customer operations na VMware. “Com a VMware na Google Cloud Platform, os clientes poderão aproveitar toda a familiaridade das ferramentas e dos treinamentos da VMware e proteger seus investimentos à medida que executam suas estratégias de nuvem e levam rapidamente novos serviços ao mercado, operando-os de maneira perfeita e segura em um ambiente de nuvem híbrida.”

A solução é projetada, desenvolvida e operada pela CloudSimple e aproveita o VMware Cloud Foundation. O serviço inclui o VMware vSphere, o vSAN e o NSX implementados na GCP e operados pela CloudSimple. O Google Cloud fornecerá a primeira linha de suporte ao cliente, trabalhando com a CloudSimple para entregar uma experiência simplificada de suporte, e aplicações essenciais aos negócios compatíveis com os SLAs que os clientes corporativos precisam.

“A CloudSimple tem o compromisso de levar as cargas de trabalho da nuvem privada para a pública sem interrupções. Por isso, estamos entusiasmados com a parceria com a VMware e o Google Cloud para ajudar a levar as cargas de trabalho da VMware para a GCP,” diz Guru Pangal, fundador e CEO da CloudSimple. “A próxima geração da plataforma de nuvem da CloudSimple oferece implementação e operação ágil e automatizada da infraestrutura dedicada da GCP.”

A VMware e a Google Cloud estão trabalhando juntas para criar uma base sólida para as estratégias dos clientes relacionadas a cloud, infraestruturas híbridas e multicloud. Este anúncio se baseia em várias integrações e colaborações existentes, incluindo integrações com o VMware NSX Service Mesh e o VMware SD-WAN; a solução de multicloud da Google Cloud, o Anthos, o VMware vSphere, o vSAN e o NSX; e a capacidade de gerenciar recursos da Google Cloud a partir dos ambientes de VMware vRealize Automation dos clientes.

Portal avalia gratuitamente adequação das empresas à Lei Geral de Proteção de Dados

A consultoria ICTS Protiviti lançou um portal voltado para empresas de todos os portes e segmentos para avaliarem gratuitamente o seu nível de adequação à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). A função da ferramenta é permitir que as companhias identifiquem o seu grau de adequação à lei, que entra em vigor em agosto de 2020 e que prevê novas regras para coleta, armazenamento, tratamento e compartilhamento de dados pessoais.

A avaliação é composta de perguntas relacionadas à política interna de proteção de dados da empresa, em forma de questionário on-line. Imediatamente, após respondido, o portal informará o nível de adequação em que a empresa se encontra, disponibilizando um relatório completo com comentários sobre o resultado.

Para acessar a avaliação, basta entrar no link www.protiviti.com/BR-por/protecao-de-dados-pessoais

Infobip abre vagas para engenheiros e profissionais de TI no Brasil

A Infobip, uma das maiores plataformas próprias de mensageria e comunicação do mundo, anuncia a abertura de vagas para engenheiros e profissionais de TI no Brasil. A empresa, que atua no Brasil desde 2013, tem planos para aumentar seu quadro de colaboradores em 29% até o fim do ano. As vagas abertas no momento são para os cargos de Presales Engineer, Credit Risk Specialist, Customer Care Engineer, Business Analyst e Technical Account Manager. As oportunidades são para as filiais da Infobip em São Paulo e Curitiba.

“Nós somos uma empresa multinacional, vibrante e descontraída. Incentivamos a colaboração entre equipes e o desenvolvimento dos nossos funcionários”, comenta Marcelo Ramos, regional manager (South Latam) da Infobip. “Esperamos pessoas cheias de energia, com vontade de compartilhar experiências e aprender muito.”

Todas as vagas da Infobip estão disponíveis no LinkedIn e na página de carreiras da empresa. A Infobip não aceita currículos por e-mail porque está em compliance com a Lei de Proteção de Dados da União Europeia. O processo seletivo inclui testes técnicos e entrevistas em inglês e português.

“Além dos requisitos específicos de cada vaga, é imprescindível falar inglês, ser proativo, apaixonado por tecnologia e ter experiência nas áreas de TI e Telecom”, afirma Ramos.

Todos os colaboradores receberão treinamento durante o processo de integração. Alguns terão até mesmo a oportunidade de passar por treinamento na sede da Infobip na Croácia. Atualmente, a empresa possui 62 escritórios ao redor do mundo, com atuação em mais de 190 países.

Semantix abre 60 vagas e mira expansão

Semantix, referência na oferta de tecnologia em Big Data Analytics e Inteligência Artificial, inicia seu projeto de expansão e internacionalização da marca. A empresa possui 60 vagas abertas nos níveis Pleno e Sênior para Engenheiro de Dados e Cientista de Dados. As posições são para as unidades de Pinheiros, Alphaville, Vila Olímpia, Osasco e Interlagos, em São Paulo (SP).

Ao todo, são 40 cargos disponíveis para Engenheiros de Dados e mais 20 para Cientistas de Dados. O prazo de inscrição é indeterminado, ou seja, até o preenchimento do quadro de colaboradores. O horário de trabalho é das 9h às 18h em qualquer uma das unidades disponíveis.

Cientista de Dados – Requisitos e Atividades

Para o cargo de Cientista de Dados é essencial ter experiência em modelagem e grande volume de dados e implementações de algoritmos de ML, lógica de programação e banco de dados SQL, desenvolvimento com Scala, Go, Shiny, Hadoop, R, Phyton e/ou Java, conhecimento de métodos de Machine Learning e Estatística Avançada.

O profissional vai ser responsável pelo levantamento de requisitos para estudo de dados, análise de problemas de negócio, geração de modelos preditivos, avaliação de modelos preditivos e comunicação de dados e resultados para a área de negócios. O projeto é para atuar em um dos maiores players bancários do país.

Engenheiro de Dados – Requisitos e Atividades

Já para a vaga de Engenheiro de Dados, a empresa exige desenvolvimento em Phyton, Java e/ou Scala, desenvolvimento orientado a objetos, experiência com testes automatizados em SQL e Git (fluente). Além disso, é desejável conhecimento em Rstudio, Hive, Impala, Elastic, Spark e Ambiente AWS.

Entre suas funções estão o desenvolvimento orientado a teste com uso de padrões de desenvolvimento, geração de relatórios e documentação do projeto, busca/pesquisa de novas ferramentas ou tecnologias do mercado, desenvolvimento de aplicações orientadas a serviço, tratamento/extração e análise de dados para ingestão em clusters de Big Data e afins, análises estatísticas e uso de modelos matemáticos/computacionais para solução de problemas e executar apresentações para explorar e expor os resultados obtidos.

Benefícios

  • Vale-Refeição: R$ 30/dia (Alelo)
  • Vale-Alimentação: R$ 400/mês (Alelo)
  • Assistência Odontológica: Metlife (Plano Golden)
  • Assistência Médica: Sul-américa Internacional (Especial 100)
  • Vale Transporte: quantas conduções forem necessárias
  • Convênio com faculdades e instituições de ensino
  • Reembolso de Certificações em nossos parceiros
  • Tratamento Interno de Tecnologias
  • Plataforma EAD com cursos e treinamento em tecnologias
  • Inglês e Espanhol in company
  • PLR que pode chegar a dois salários e meio
  • Auxílio Creche
  • Plano de Carreira

O interessado que atenda aos requisitos deve enviar o currículo citando a vaga de interesse para o e-mailsejaumsemantico@semantix.com.br .

Estudo do grupo AD3+ mapeia perfil dos usuários de serviços financeiros na Europa e América Latina

Europa e América Latina vivem uma situação econômica bastante diferente, mas, quando o assunto é o uso de serviços financeiros pela internet, as duas regiões têm usuários com perfil semelhante. Em sua maioria têm renda familiar alta, amplo acesso à internet móvel e formação superior. Os dados foram obtidos em um estudo do grupo AD3+, empresa que oferece soluções completas em mídia digital.

A pesquisa, feita com 111 mil usuários distribuídos por oito países da América Latina e 272 mil usuários de 19 países europeus, compilou dados de pessoas que efetivamente realizaram algum tipo de ação, engajamento ou conversão em campanhas publicitárias voltadas ao segmento financeiro.

Na América Latina, 80% dos respondentes têm renda familiar entre R$ 96 mil e R$ 180 mil, contra 23% dos europeus. Entre os respondentes latino-americanos, 80% têm ensino superior completo e 96% contam com acesso à internet móvel, percentuais que são de 80% e 90% entre os europeus. Seis em cada dez latinos falam inglês, na Europa 80% dos entrevistados dominavam o idioma. Enquanto na Europa a maior parte (59%) dos usuários financeiro é do sexo masculino, na América Latina os dois gêneros consomem o serviço igualmente. Os europeus preferem os investimentos voltados à tecnologia; na América Latina, os investimentos voltados ao segmento agrícola são os mais desejados.

Se na América Latina os relacionamentos interpessoais estão entre os assuntos mais valorizados, na Europa os temas que mais despertam afinidade são relacionados a diversas modalidades esportivas. Games estão em alta em ambas as regiões, sendo praticados por 70% dos europeus e 80% dos latinos.

Para Bruno Pompeu, CEO do grupo AD3+, o estudo apresenta ao mercado informações importantes sobre o perfil de comportamento e interesse de assuntos relacionados sobre as pessoas que querem investir. “O trabalho também traz importantes contribuições ao debate sobre como a mídia digital pode ser mais eficiente construindo dados sobre o 1st e 2nd party, melhorando o entendimento, forma e momento de contato com o target”, afirma ele. O estudo completo estará disponível em breve no site da empresa.

Unisys: como identificar e se proteger de golpes no Whatsapp

Ataques cibernéticos via WhatsApp são cada vez mais frequentes e atingem um número maior de pessoas. Chamado de phishing, esse tipo de ameaça é definido como uma maneira desonesta que cibercriminosos utilizam obter informações pessoais por meio de mensagens falsas. A pesquisa Unisys Security Index 2019 aponta que 85% dos brasileiros já foram vítimas dessas armadilhas e, desse total, 36% reportaram ter recebido mensagens no smartphone por SMS ou WhatsApp simulando serviços.

Para ajudar a população a identificar ameaças e evitar cair em golpes como esse, Mat Newfield, Chief Information Security Officer (CISO) da Unisys, listou abaixo os tipos mais comuns de técnicas utilizadas por criminosos e dicas práticas para se proteger.

Técnicas mais comuns de phishing:

1 – Confiança comercial / autoridades: mensagens que parecem vir de uma organização conhecida ou com a qual você pode fazer negócios. Bancos, governo, companhias aéreas e varejistas são ótimos exemplos. Esses comunicados normalmente fornecem um link convincente para que você insira suas credenciais. Eles podem até mesmo enviar dados para o site real, para que você não perceba que foi roubado.

2 – Solicitações de atualização: são mensagens simples solicitando que você revise um documento ao atualize seus dados em algum banco de informações.

3 – Mensagens de “Heartstring”: são criadas para mexer com as emoções das pessoas em prol de uma causa. Normalmente solicitam ajuda financeira para um parente que sofre de alguma doença rara.

4 – Sextortion (chantagem sexual): essas mensagens afirmam saber algo sinistro sobre a vítima e, na verdade, trazem uma “isca” válida que a usuário tenha usado no passado. A demanda é geralmente para um pagamento por bitcoins em troca do sigilo da informação, extraída de uma violação da web anterior.

Formas de verificar se uma mensagem é phishing:

1 – Questione tudo: se você receber uma mensagem de uma amiga eu empresa pedindo algo fora do comum, ligue para eles e cheque se a demanda é real.

2 – Verifique links: colocar o mouse sobre um link mostrará a URL à qual ele se destina. Se o link deveria redirecionar para um determinado website oficial, mas parece suspeito, não clique nele.

3 – Analise todos os aspectos da mensagem: procure por elementos como erros de gramática e ortografia ou troca de letras – eles indicam que pode se tratar de um comunicado falso.

4 – Considere adicionar autenticação multifator a sistemas críticos: muitos provedores aplicativos e smartphones oferecem soluções gratuitas aos consumidores para adicionar proteções às suas contas, como autenticação multifator. Aposte nessas estratégias para reforçar a segurança de informações confidenciais.

“Ao receber alguma mensagem inesperada, um conselho que damos é controlar a ansiedade e obter mais informações em fontes confiáveis. A maioria dos ataques explora o emocional das pessoas fazendo com que elas entrem em pânico e sintam que há uma urgência significativa na solicitação. Tirando alguns minutos extras, você pode evitar cair em armadilhas”, comenta Newfield.

“Muitos das mensagens de phishing são praticamente indistinguíveis das oficiais, portanto, a dica é pensar em todos os dias como se fossem o ‘Dia da Mentira’. Mantenha seu ceticismo elevado e não seja pressionado a clicar em links, nem forneça suas informações de login a nada em você clicou. Esteja disposto a perder aquela ‘oferta única’, que provavelmente era boa demais para ser verdade”, completa Tom Patterson, Chief Trust Officer (CTO) da Unisys.

FoodStock e outros projetos são reconhecidos no Startup Weekend Foodtech

O iFood, foodtech líder na América Latina, patrocinou e recebeu, no início de agosto, o primeiro Startup Weekend Foodtech do Brasil. O evento colocou em competição, aprendizado e desenvolvimento 11 equipes de profissionais do ecossistema de inovação. Com 54 horas de duração, mais de 150 pessoas participaram, entre 89 competidores convidados, organização, staff e um time de 14 mentores, que incluíram Juliana Picchiai, gerente de Logística e Moacir Alegria, gerente de Expansão Comercial no iFood, além da presença de Diego Barreto, CFO da empresa e, Fabricio Bloisi, fundador e CEO do Grupo Movile.

“Entendemos que a tecnologia e a inovação têm o poder de solucionar muitos tipos de problemáticas universais. Para isso, é necessário transformar ideias em projetos e, por fim, em uma solução a ser disseminada. Ao patrocinar um evento nesse formato e com a temática foodtech, entendemos que estamos incentivando o desenvolvimento do próprio ecossistema, além de transformar o mercado de alimentação com trocas de experiência e aprendizados”, destaca Diego Barreto, CFO do iFood.

“Ter o primeiro Startup Weekend Foodtech do Brasil no iFood foi, sem dúvida, inspirador para a construção dos negócios e projetos que nasceram no evento. Queríamos passar para os competidores que Foodtech é um universo amplo e isso o iFood faz muito bem. Sabíamos da responsabilidade de trazer uma boa experiência para os participantes e a infraestrutura que a empresa tem para receber eventos neste modelo fez com que todo mundo se sentisse seguro, inspirado e motivado para trabalhar as 54hs.”, Maíra Camargo, organizadora do evento.

Destaques do evento

O principal prêmio foi concedido para a FoodStock, startup criada na competição com o objetivo de mudar a forma como as pessoas cozinham, por meio de receitas rápidas e inteligentes sem sair de casa.

Problema: “Cegueira da geladeira.” Um fenômeno sofrido por 75% dos brasileiros, se trata de abrir a geladeira e não ter ideia do que cozinhar, seja por falta de ingredientes, criatividade ou pela confusão causa pelo vasto leque de receitas disponíveis online.

Solução: A FoodStock desenvolveu a ideia de uma plataforma que através de áudio, foto ou texto o usuário é capaz de enviar os ingredientes que possui em casa e receber uma receita personalizada, baseada em nível de dificuldade e tempo desejado. Essa solução diminui o desperdício, a perda de tempo e contribui para a variabilidade das refeições diárias.

As outras soluções reconhecidas na competição que aconteceu na sede do iFood, em Osasco, foram: Prato Amigo (2º Lugar) – Sugestão de plataforma que possibilita a compra de um prato de comida e garante operação logística para ajudar as pessoas que estão em situação de vulnerabilidade social; Foodplan (3º Lugar) – Ideia de plataforma que propicia projeção de demanda antecipada e trabalha no auxílio da falta de previsibilidade nos pedidos dos pequenos e médios restaurantes, melhorando o planejamento e diminuindo o desperdício de alimentos e prejuízos financeiros; e Xeppa (Menção honrosa) – Ideia de plataforma que informatiza a feira de rua, criando um ecossistema entre consumidores e feirantes, atuando com o objetivo de retomar o crescimento do movimento em feiras, que apresentou queda nos últimos anos.

Entre as principais premiações, a vencedora ganhou um mês de coworking, além de mentoria com o diretor de expansão do iFood, quatro vagas para cursos do MERGO UX e da Perestroika, consultoria com a MEIUCA, participação em workshop da Laje, mentoria com a Nestlé e visita ao escritório da Heineken. Segunda e terceira colocada também foram premiadas com cursos MERGO UX e Perestroika, além de consultoria MEIUCA e desconto em workshop da Laje.

As demais equipes que também competiram no primeiro Startup Weekend Foodtech foram: Happy Flow, iEmbala, Rango Pet, Best food, Urbânicos, Consuma Saúde e FORNECE.

Banco Inter contrata ex-Facebook para liderar área de marketplace

Para reforçar o projeto de marketplace do Banco Inter, nova aposta da instituição para a oferta de produtos e serviços financeiros e não financeiros, o banco anuncia a contratação de Rodrigo Gouveia. O executivo que ocupava o cargo de Global Client Partner no Facebook para a América Latina, agora assume o desafio de entregar uma proposta de valor inédita, por meio da plataforma do Banco Inter.

A entrada do marketplace no aplicativo marca o início de uma nova fase do Banco Inter, impulsionada por um Super App, que agrega em uma mesma plataforma a oferta de produtos e serviços financeiros e não financeiros.

A novidade trará uma área de shopping, onde os correntistas poderão realizar compras diretas em lojas de departamentos, eletroeletrônicos, drogarias, turismo e ainda receber cashback. Hoje, o cliente já pode comprar gift cards, recarregar o celular e pagar o rotativo digital em BH.

A escolha de Rodrigo Gouveia para liderar o projeto leva em consideração seu sólido conhecimento em Mobile e Marketing Digital, mídias online e gestão de publicidade com foco orientado para resultados. “Além dos serviços financeiros, estamos criando um one stop shop dentro do aplicativo da Conta Digital. A oferta será totalmente definida pelas necessidades dos nossos clientes”, explica.

O executivo tem 20 anos de experiência em comunicação e marketing e trabalhou em empresas dos setores financeiro, automotivo, bens de consumo, indústria, varejo, telecomunicações e startups, em cinco países (Brasil, Estados Unidos, Argentina, México e Colômbia).

Sua última experiência profissional foi como Global Client Partner no Facebook Brasil, com atuação na América Latina. E, além disso, tem uma trajetória de sucesso na gestão de equipes multifuncionais, de diferentes culturas e estilos de vida.

Conferência Innova Summit abre inscrições nesta semana

Estão abertas as inscrições para o Innova Summit, maior evento de inovação e tecnologia do país. A conferência tem como objetivo impulsionar o status do Brasil como protagonista em inovação e tecnologia na América Latina e espera receber 40 mil pessoas.

Durante a conferência, serão realizadas palestras com grandes nomes nacionais e internacionais, 18 talks, 9 painéis de debate e mais de 40 horas de informação, além de exposições de arte, startup challenge e uma série de experiências imersivas.

“Inspirar jovens talentos a desenvolverem suas ideias, criarem novos empreendimentos e visualizarem um amanhã mais justo para todos. Essa é a nossa missão”, explica Alan Franson, idealizador do evento.

Além da programação de conteúdo, o evento organizará um hackathon com foco em soluções de impacto social. Na maratona, os participantes terão 48 horas para desenvolver ideias e tecnologias que ajudem a resolver três problemas sociais: fome, saneamento básico e meio-ambiente.

Ainda na parte social, um dos destaques do evento é a parceria com a UNICEF. Entre os palestrantes da conferencia estarão Florence Bauer, presidente da UNICEF Brasil, e Camilo Leon, dgital communication specialist, que vão compartilhar o trabalho realizado pela institucição no país.

Confira aguns dos palestrantes confirmados:

Andrea Iorio – CDO L’oreal e ex-CEO Tinder

Nina Silva – CEO Black Money e uma das 20 mulheres mais influentes do país segunda a Forbes

Ricardo Amorim – Economista e Influenciador Top 1 do LinkedIN Brasil

Kondzilla – Produtor Musical e fundador do maior canal de música do mundo

Caco Barcellos – Jornalista e escritor

Ícaro de Abreu – Head de inovação da IBM

Ronan Damasco – Diretor de tecnologia da Microsoft

Alice Ferraz – Head de Customer Experience da XP Investimentos

Fábio Póvoa – Co-founder Movile (iFood, Playkids)

Gustavo Álvares – Secretário-executivo de ciências e tecnologia do DF

Octávio Paulo Neto – Procurador do Ministério Público

Para conferir a lista completa de palestrantes, basta acessar www.innovasummit.com.br.

Innova Summit

Data: 3,4 e 5 de outubro

Horário: 9 às 20h

Valores: R$ 1.299 – passaporte para os 3 dias

R$ 2.499 – passaporte VIP

Local: Centro de Convenções Ulysses Guimarães

Endereço: SDC – Setor de Divulgação Cultural – Eixo Monumental, Brasília

Informações e Ingressos: bit.ly/innovasummit

CINQ apresenta eCommerce gamificado para funcionários baseado em Blockchain

Na segunda feira, dia 12/08, a HDI Seguros realizou o IT Talk, uma feira de tecnologias para cerca de 450 colaboradores da empresa, das áreas de TI e negócios. A proposta foi incentivar a discussão e demonstração de novas tecnologias, ferramentas e plataformas para contextualização dos projetos atuais e possibilidades de inovação para a empresa e sua cadeia de valor.

O Google Cloud e a CINQ foram convidados especiais para respectivas exposições na feira. Nesta oportunidade, a CINQ apresentou a tecnologia Blockchain e seu novo projeto CINQ Store. Uma loja on-line para colaboradores comprarem produtos oferecidos internamente pela empresa, utiliza como base monetária uma criptomoeda interna baseada em blockchain: CINQ Coins. A loja faz parte da intranet e utiliza Blockchain – Hyperledger e Fabric – na sua composição.

O projeto foi idealizado com o intuito de testar, gerar aprendizado interno e uma prova de conceito da tecnologia Blockchain, além de incentivar o desenvolvimento da cultura voltada às boas práticas de trabalho da empresa e gamificação da intranet da CINQ.

Guilherme Trojan, Estagiário de Desenvolvimento Backend do CINQ lab (laboratório de inovação) comentou sobre o projeto: “Blockchain é um banco de dados que mantém o histórico de todas as operações executadas em uma aplicação, de forma a garantir a imutabilidade dos dados. Um dos principais desafios na implementação da Loja foi o uso do framework Hyperledger Fabric. Por ser uma tecnologia emergente, open source e em constante aprimoramento, esta conta com uma comunidade ainda em desenvolvimento, o que fez com que muitas vezes não houvesse documentação ou respostas nos fóruns da área. Assim, instruções de uso e sugestões de correções de problemas eram escassas, o que nos forçou a aprender como resolver estes problemas de forma autônoma”.

Cada colaborador ganha pontos, CINQ Points, na intranet da empresa, a partir do cadastro em dia de atividades, participação nos programas de desenvolvimento profissional, dentre outras ações incentivadas pela organização. Estes pontos tornam-se criptomoedas, CINQ Coins, que podem ser trocadas por produtos como canecas, cadernos, bótons, vale livraria, dentre outros, na CINQ Store.

Marcio Lourenço, Arquiteto de Soluções na CINQ, e um dos colaboradores que participou do beta teste, comentou sobre a experiência de usuário na loja: “Foi boa e interessante, achei a navegabilidade bem fluída e rápida. Acho fantástica a ideia da CINQ Store, presentear os colaboradores por eles cadastrarem as atividades em dia, elaborarem palestras, se dedicarem em certificações etc., eu particularmente acho muito legal… é realmente um GPTW”.

Segundo Carlos Alberto Jayme, diretor de crescimento da CINQ, “muito se fala e pouco se faz com esta tecnologia. Aqui, em casa de ferreiro o espeto deve ser de aço. Já estávamos com dois projetos ativos com o uso de blockchain, mas queríamos difundir mais este conhecimento com o nosso time e com nossos clientes. Por isto fomos além das apresentações power point para envolver vários colaboradores e provar na prática o uso desta tecnologia. Agradecemos a HDI por nos dar a chance de compartilhar esta experiência”.

Durante o IT Talk, os participantes puderam ter uma experiência da CINQ Store no Stand de Blockchain da parceria entre a CINQ e HDI Seguros. Foram disponibilizadas 4 carteiras que totalizaram 1.000.080 CINQ Coins no CINQ Bank, para compra de brindes personalizados. Os representantes da CINQ, Nôga Simões, Rafael Zabotini e Júlio Quadros auxiliaram no processo de compras, explicando sobre a tecnologia e a sua aplicação.

Daniel Carvalho, Arquiteto de Soluções de TI na HDI Seguros, comentou sobre a experiência Blockchain resultante da parceria entre a HDI e a CINQ: “A HDI prima por soluções humanas, digitais e inovadoras e esta parceria mostrou justamente isto, pois pudemos expor uma aplicação real da utilização da tecnologia Blockchain em uma solução de desenvolvimento organizacional. O IT Talk também contou com  resentações feitas de colaboradores para colaboradores com as seguintes temáticas: APIs e Micro serviços, BI, Segurança da Informação, Ferramentas Colaborativas, DevOps, Checkout, dentre outras. Houve muita troca de conhecimentos e networking, o que favorece ainda mais o excelente clima organizacional na HDI”.

Fórum da RNP vai debater o uso do blockchain no Brasil, além da criptomoeda

Muito se fala sobre o blockchain ser um banco de dados, no qual a distribuição é livre, que utiliza a criptografia de última geração. E quando se pensa nesse tipo de tecnologia vem logo à cabeça obitcoin e as criptomoedas. Mas será que existem outras inovações no uso do blockchain?

A resposta é sim. A inovação no uso do blockchain já está em diversos setores, como na moda, música, educação, saúde, setor jurídico, mercado imobiliário e até mesmo em serviços para o governo. A inovação também é vista como um modelo de negócio. Isso porque é necessário que os empresários comecem a pensar o negócio e/ou produto sendo distribuído e não mais centralizado.

Diante deste cenário, a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) tem apoiado soluções e iniciativas capazes de contribuir para implementação desta ferramenta. Por este motivo, a inovação estará entre os assuntos de destaque da oitava edição do Fórum RNP, realizado entre os dias 26 e 28 de agosto, em Brasília/DF.

Segundo Fabíola Greve, organizadora do painel, diversos países estão organizando grupos de interesse, discussões e pesquisas para fazer evoluir a tecnologia e é essencial que o Brasil também construa uma aliança sólida para a ferramenta. ”Queremos abordar a blockchain aplicada fora do mercado financeiro e levar outras aplicações possíveis”, pontua.

O painel sobre blockchain vai acontecer no dia 27/8, às 9h, na sala Arena Fórum, do Royal Tulip Brasília Alvorada e será voltado para debater o estado da tecnologia no Brasil e no mundo, focado em aplicações, infraestruturas das redes e a interoperabilidade. Desta forma, a RNP pretende promover uma discussão sobre desafios de governança, regulação e uso da plataforma para valoração das permutas de ativos entre parceiros de negócios.

FÓRUM RNP 2019

Data: de 26 a 28 de agosto de 2019
Local: Royal Tulip Brasília Alvorada
Inscrições e informações: forum.rnp.br/

Blockchain além da tecnologia: livro mostra aplicações de forma prática

Blockchain. Você já deve ter ouvido falar sobre isso recentemente. O conceito da blockchain surgiu junto com as criptomoedas, para que o envio e recebimento dos valores de bitcoins ficassem registrados de forma segura e inviolável. Porém, o conceito da blockchain vai muito além. A tecnologia tem potencial para provocar uma ruptura de paradigmas no modo de se conceber as relações econômicas, jurídicas, políticas e sociais.

Para abordar o enorme potencial revolucionário desta tecnologia de registros, a administradora Adriana Siliprandi e o advogado Fernando Lopes, especialistas no tema, estão publicando o livro Blockchain, Bitcoin e Smart Contracts: a revolução dos ativos digitais (Editora Tirant). O lançamento está marcado para próximo dia 20, na Livraria da Vila, no Shopping Pátio Batel, em Curitiba.

A obra mostra que a injustiça e a ineficiência econômica são apenas sintomas da existência de uma desigualdade social produzida pelas diferentes inter-relações entre a moeda, o direito, o contrato e a propriedade. Os autores propõem a utilização da blockchain para gestão da propriedade e da informação, substituindo as moedas pelas criptomoedas e os contratos pelos smart contracts.

Segundo Fernando Lopes, essas tecnologias embutem potencial para resolver graves problemas sociais. “A desigualdade social e econômica, a corrupção, a insegurança nas relações contratuais, a degradação do meio ambiente, dentre outros problemas, podem ser combatidos por meio da blockchain”. Mas, faz um alerta para o risco de o apetite regulatório dos Estados acabar anulando o potencial disruptivo da nova tecnologia. “Se o poder público não atentar para a especificidade do fenômeno e buscar uma regulamentação nos moldes jurídicos tradicionais, os efeitos podem ser catastróficos para a sociedade”.

Adriana acrescenta que estas tecnologias são a solução dos atuais problemas. “É preciso que os agentes do Estado compreendam que a blockchain, os smart contracts, e os criptoativos não são problemas para o Estado, mas as soluções, a exemplo da extensa folha de pagamento do funcionalismo, da ineficiência dos serviços públicos, da corrupção e da dificuldade para gerir um orçamento cada vez mais reduzido”, explica.

Mas, afinal de contas, o que é blockchain?

A blockchain (corrente de blocos, em tradução literal) é uma espécie de grande livro contábil, que registra as diferentes transações espalhadas em vários computadores. O sistema blockchain é formado por uma cadeia de blocos, ou seja, blocos com conjuntos de transações que são trancados por uma forte camada de criptografia, tornando impossível alterar ou apagar as informações ali registradas.

A blockchain utilizada para registrar as transações com bitcoin é pública: qualquer pessoa pode verificar e auditar as movimentações registradas nela, sendo protegida a identificação real dos usuários. Empresas como a International Business Machines Corporation (IBM), no entanto, têm se dedicado a desenvolver sistemas blockchain privados, mais adequados à atividade empresarial.

Os autores destacam que, com a blockchain, o Estado pode se desburocratizar significativamente, economizando gastos com funcionários públicos e, ao mesmo tempo, obter um aumento da eficiência e qualidade dos serviços, como, por exemplo, iniciativas nos Estados Unidos que têm provocado uma redução de 50% no custo da energia. Além disso, a confiança de que os agentes públicos não irão se corromper por medo das sanções criminais é substituída por provas criptográficas e mantida por uma rede de computadores confiáveis que garantem a higidez dos atos administrativos.

Lopes ainda faz uma analogia com a invenção do telefone ao explicar por que ainda é difícil discutir esse assunto, justificando a relevância do livro. “Quando Graham Bell falou da invenção do telefone para Sir Willian Preece, que era o engenheiro chefe no British Post Office, este achou a invenção inútil, porque eles tinham muitos mensageiros para levar as informações. Ou seja, as pessoas tendem a ter dificuldades para entender os impactos de fenômenos disruptivos”, conclui.

Siliprandi, por sua vez, explica que a falta de regulamentação específica no Brasil em relação ao mercado de criptoativos exige um debate sério e profundo sobre o tema, para que o propósito da tecnologia não seja desfigurado. Destaca ainda a importância de utilização da blockchain e dos smart contracts para a proteção dos consumidores no comércio eletrônico, que hoje são vítimas de inúmeros danos, devido à sua condição dependente.

Lançamento do livro Blockchain, Bitcoin e Smart Contracts: a revolução dos ativos digitais

Data: 20 de agosto de 2019 (terça-feira)

Horário: das 19h30 às 21h

Local: Livraria da Vila (Shopping Pátio Batel) – Av. do Batel, 1868 – Batel, Curitiba-PR

Entrada: gratuita

Evento aberto ao público.