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Startup de vestidos de noiva chama as próprias clientes para se tornarem sócias e levanta R$ 650 mil reais em investimento

Segundo o IBGE, há mais 1 milhão de casamentos por ano no Brasil e a indústria de casamentos movimenta cerca de 17 bilhões de reais por ano no país. A ABRAFESTA , Associação Brasileira de Eventos, estima que pelo menos R﹩ 1.2 bilhão sejam movimentados apenas em vestidos de noiva. Para se ter uma ideia, a associação estima que o mercado de casamentos movimente mais de R﹩ 5 bilhões só no estado de São Paulo.

Nem todo o casamento ou orçamento são iguais. Ainda é preciso levar em consideração que muitos casais não desejam que a celebração aconteça dentro dos ritos de uma religião ou em um grande salão. Continuam desejando se casar, mas não mais da forma tradicional. Muitos optam por fazer uma celebração na praia, no campo, em bistrôs ou até mesmo em casa.

As millennials consomem com mais consciência e não querem mais usar vestidos pomposos, desconfortáveis e não querem gastar todas as suas economias em uma única noite.

O Amor É Simples nasceu em 2014 com o objetivo de transformar a indústria de casamentos no Brasil , conhecida pelos preços altos e pela pouca inovação. Com a missão de oferecer uma nova opção de vestidos de noiva simples, lindos e com preços possíveis, as sócias Évelin Bordin, Janaína Pasin, Laís Ribeiro e Natália Pegoraro desenvolvem a marca, que vende via e-commerce, showroom em Porto Alegre – RS e lojas temporárias nas principais capitais brasileiras.

Para continuar sua escalada de crescimento, a startup decidiu concentrar os esforços em sua terceira rodada de investimento, via crowdfuding pela plataforma CapTable. Em apenas 15 dias, O Amor é Simples conseguiu levantar nada menos que R﹩ 650 mil com o aporte de mais de 253 diferentes investidores.

Como tudo começou

A ideia do negócio nasceu após Laís se casar em 2012 e passar pela angústia de encontrar um vestido para chamar de seu. Um ano depois, Natália, enfrentava o mesmo problema. As duas queriam comprar online, não encontraram boas opções e então se deram conta que a dificuldade de encontrar um vestido menos “convencional” poderia ser também a de outras mulheres.

Chamaram então as amigas Évelin e Janaína para compor o time de sócias e criaram uma marca diferente de tudo que o mercado tradicional de casamentos oferecia. Lançaram O Amor é Simples em agosto de 2014, com uma coleção de vestidos de noiva modernos e acessíveis. Depois de três anos trabalhando exclusivamente com e-commerce, vendendo para noivas de todo Brasil, O Amor É Simples lançou em março de 2018 um ponto físico: o showroom no bairro Rio Branco, em Porto Alegre. O sucesso de público fez as sócias notarem que poderiam também fazer lojas temporárias com seus mostruários em outras capitais. Foi assim que em 2018 elas viajaram o Brasil e, com essa estratégia omnichannel, chegaram a mais de R﹩ 1 milhão em vendas em 2019.

A startup já passou por duas outras rodadas de investimento, uma em 2016 pela Aceleradora Ventiur , e a outra pelo casal de investidores anjo Camila Costa e Renato Mendes, em 2017. Nesta última, transformaram os R﹩ 80.000 captados em R﹩ 1 milhão no ano seguinte.

Mulheres empreendedoras SIM!

Segundo um estudo da Anjos do Brasil de 2019, apenas 12% do total de investidores anjos no país são mulheres. Em 2017 eram ainda menos: 10% era a proporção de mulheres inseridas nesse tipo de investimento.

Outra pesquisa, a da Panorama Mulher , feita pela Talenses e o Insper, também mapeia a presença de mulheres no mercado de trabalho. O estudo reúne dados de 532 empresas de todos os tamanhos, e identificou que apenas 1% das empresas de capital aberto no Brasil tinham CEOs mulheres em 2019.

“Sempre participamos de eventos de inovação e muitas vezes nos olharam como as menininhas dos vestidinhos, além de sermos sempre exceção. Desejamos que mais mulheres tenham a chance de entrar nesse mercado e possam ganhar com ele. Nada melhor do que começar com as nossas próprias clientes, que já acreditam no propósito do nosso trabalho”, diz Laís Ribeiro, uma das sócias da O Amor é Simples. “Desta vez, além da confiança dos investidores em nosso modelo de negócio, esse novo aporte nos ajudará na estratégia de escalar mais lojas temporárias no Brasil, investir em estoque, tecnologia e marketing digital, para ganhar marketshare e chegar em R﹩ 16 milhões em vendas até 2025”, complementa a empresária.

Nova aplicação do TOTVS Fluig permite criação de plataformas digitais sem saber programar

A TOTVS, maior empresa de tecnologia do Brasil, anuncia uma nova aplicação do TOTVS Fluig: o No Code, que permite solucionar diversas necessidades do dia a dia das empresas, como a criação de sites, formulários, interfaces para controles de tarefas e automatização de processos do dia a dia das empresas, sem a necessidade de conhecimento em programação.

Com uma interface extremamente simples, o TOTVS Fluig No Code possibilita que qualquer pessoa dentro de uma empresa possa criar diferentes soluções, a partir de uma única ferramenta, sem qualquer ajuda da área de TI, com um sistema desenvolvido para que o usuário apenas escolha e arraste os componentes que precisa para o seu projeto. Além disso, a aplicação é totalmente em nuvem, o que possibilita o armazenamento de todas as informações de forma segura.

“O TOTVS Fluig é uma plataforma que pode ser code, low code e no code. A TOTVS acredita que, cada vez mais, a tecnologia deve ser acessível, democrática e simples, ajudando as empresas a digitalizarem seus negócios. O TOTVS Fluig No Code facilita os projetos de empresas pequenas e médias, que não possuem equipe de TI dedicada, e de grandes empresas com um time de TI robusto, mas que muitas vezes não consegue dar vazão para demandas mais simples. As áreas corporativas passam a ter autonomia para criar plataformas digitais”, afirma Gustavo Bastos, vice-presidente de plataformas da TOTVS.

As quatro ferramentas disponíveis para criação de aplicações no code do TOTVS Fluig são:

Pages: Possibilita construir páginas externas sem exigir aprofundados conhecimentos técnicos. Com essa solução, também é possível desenhar uma página usando um dos templates disponíveis e personalizar as informações de acordo com as necessidades da ação.

Tasks: Permite criar interfaces simples e atrativas para o controle de tarefas, pode ser utilizado por equipes de qualquer tamanho. O Tasks possibilita a visualização das tarefas a serem executadas por cada colaborador e interação com marcações para priorização e status.

Forms: Oferece recursos para a criação de formulários que poderão ser publicados tanto internamente, para uso com colaboradores, como externamente, para clientes, fornecedores ou outro público. O Forms tem recursos que permitem a criação de formulários totalmente personalizados para as necessidades do usuário.

Flow: Permite desenhar e digitalizar processos simples, assim as execuções de tarefas passam a ser mais ágeis e o dia a dia mais produtivo, dando maior controle e visão das atividades para as áreas de negócios .

Uber lança ferramenta de gravação de áudio

Com o objetivo de ajudar a promover a segurança por meio da tecnologia e incentivar interações adequadas ​​durante uma viagem, a Uber lança hoje a ferramenta U-Áudio em cinco cidades brasileiras: Salvador, Campo Grande, São Luís, Sorocaba e Uberlândia. O U-Áudio permitirá que usuários e motoristas parceiros gravem áudios durante viagens dentro da plataforma e usem o arquivo para reportar à Uber qualquer acontecimento em que tenham se sentido desconfortáveis.

A ferramenta, que foi anunciada no evento Uber Destino, realizado no ano passado, pode ser acessada por meio dos recursos de segurança que aparecem no aplicativo durante uma viagem. Quando a viagem se encerra ou por meio do histórico de viagens, tanto o usuário quanto o motorista terão a opção de relatar um incidente de segurança e anexar o arquivo de gravação de áudio em apenas alguns toques. O áudio permanece criptografado e armazenado diretamente no dispositivo de quem fez a gravação e a Uber só poderá acessá-lo se o motorista ou usuário escolherem compartilhar o arquivo como parte do relato.

Depois que o arquivo de áudio criptografado for enviado aos agentes de atendimento ao cliente da Uber, o arquivo será aberto e usado para ajudar a entender melhor o relato do incidente e tomar as medidas apropriadas. Em algumas situações, uma gravação pode ser utilizada para apoiar os responsáveis pelo atendimento na decisão de desativação do motorista ou usuário, de acordo com o Código de Conduta da Uber. Durante o piloto, a ferramenta está sendo configurada para apagar os arquivos de áudio automaticamente após uma semana.

Esse recurso foi criado para ajudar a Uber a entender melhor o que ocorreu durante uma viagem. O arquivo poderá ser usado para ajudar em investigações ou ser compartilhado com as autoridades, de acordo com o devido processo legal. Ao mesmo tempo, a proteção da privacidade dos envolvidos é levada muito a sério em todo o processo. Todos os usuários e motoristas receberão um aviso informando que o recurso está disponível e que eles podem estar sujeitos à gravação de áudio. Somente a Uber tem a chave para descriptografar o arquivo e isto somente pode ser feito após a denúncia, com o envio do áudio. A gravação não pode ser ouvida no dispositivo do usuário ou motorista, nem compartilhada com terceiros, apenas com a Uber.

“Tornar as viagens realizadas pela plataforma mais seguras é prioridade da empresa. O U-Áudio é um recurso extra para nos ajudar a entender o que ocorreu durante uma viagem em que algo deu errado. Queremos tomar as medidas apropriadas e esse arquivo pode ajudar nossos agentes de suporte neste processo. É importante destacar que só conseguimos ouvir o conteúdo quando o usuário ou o motorista nos enviam. O arquivo de áudio permanece criptografado no dispositivo e o usuário pode compartilhá-lo sempre que quiser “, explica Marcello Azambuja, Diretor da Uber Tech Center no Brasil.

Outros recursos anunciados pela Uber para 2020:

U-Ajuda (Checagem de rota) – Potencializando o poder do GPS e de outros sensores no smartphone, a Uber pode identificar e sinalizar eventos raros, como uma parada longa e não prevista na rota. Se uma parada não prevista for sinalizada, a Uber pode iniciar uma checagem e enviar uma mensagem para o motorista parceiro e o usuário perguntando se é necessário algum suporte, indicando as ferramentas de segurança que podem ajudar a obter o apoio necessário.

Verificação de documentos – Com o objetivo de prevenir que pessoas mal intencionadas usem o aplicativo, a Uber começou a implementar um projeto-piloto do Doc Scan no Chile. Por meio dele, usuários que não adicionarem meios de pagamento digitais no cadastro ou antes de realizar uma viagem serão solicitados a submeter um documento de identificação, que terá dados e autenticidade verificados. O recurso chega ao Brasil ainda esse ano.

U-Selfie (Selfie com movimento) – Além da selfie que os motoristas parceiros já fazem de tempos em tempos para ficar online, o recurso para verificação de identidade do motorista em tempo real passa a solicitar que alguns movimentos sejam realizados – como piscar, sorrir, virar o rosto. Isso trará mais uma camada de segurança e permitirá verificar que o motorista é aquele que se cadastrou no aplicativo. É uma ferramenta voltada à prevenção de fraudes e à proteção da integridade da conta dos motoristas parceiros.

U-Código – Um avanço exclusivo na ferramenta que recomenda ao usuário conferir as informações para ter certeza de que está entrando no carro certo. O usuário pode optar por receber uma senha de quatro dígitos, que deve ser dita ao motorista para que ele consiga iniciar a viagem no aplicativo. Além disso, a Uber anunciou que está trabalhando com tecnologias avançadas que usam ultrassom para transmitir automaticamente a senha. No futuro, os números recebidos pelo usuário passarão automaticamente pelo aparelho do motorista, e o usuário vai receber uma confirmação no seu celular (como uma vibração).

Relato de problemas durante a viagem – Permite ao usuário denunciar um problema ainda durante o trajeto da viagem, tal como direção imprudente. Depois da viagem encerrada, ele receberá contato do time de suporte para mais informações e encaminhamento da reclamação. Caso o usuário e o motorista parceiro se avaliem com uma estrela, eles não farão mais viagens juntos na plataforma da Uber.

Como fica a reaposentação após decisão do Supremo Tribunal Federal?

Em decisão no último dia 6 de fevereiro, o Supremo Tribunal Federal (STF) bateu o martelo: cidadãos aposentados que voltam ao mercado de trabalho não podem recalcular o valor do benefício por meio da chamada “reaposentação”.

A reaposentação é a renúncia a benefícios anteriores em troca de uma nova aposentadoria mais vantajosa. Neste caso, o aposentado descartaria o tempo de contribuição usado anteriormente, e faria um cálculo apenas pelo novo período.

Segundo explica o advogado André Luiz Moro Bittencourt, vice-presidente Executivo da Sociedade Brasileira de Previdência Social, em 2016 o STF já havia vetado o recálculo por meio da “desaposentação”, por isso a decisão da semana passada já era esperada. “Outros colegas e eu já entendíamos que aquela decisão da desaposentação, em 2016, viria a surtir efeito nessa de agora, uma vez que o fundo do direito é o mesmo e a questão já tinha sido debatida naquele julgamento”.

Quem já conseguiu o recálculo do benefício, no entanto, em decisões da justiça anteriores ao julgamento do STF, não perderá o direito nem terá que devolver os valores recebidos. “Era outra questão que estava em julgamento, mas os ministros decidiram, até por uma questão de segurança jurídica, que aquelas pessoas que possuem os processos transitados em julgado não terão mudança alguma na condição de seu benefício”, esclarece Bittencourt.

Entenda a diferença:

Na reaposentação, o contribuinte cancelava a primeira aposentadoria, e pedia um novo cálculo, baseado nas contribuições mais recentes, levando em conta salário, tempo de serviço e idade. O tempo de serviço e o salário de contribuição anterior não entravam no cálculo da nova.

Na desaposentação, o trabalhador aposentado que voltava ao mercado de trabalho pedia a revisão do benefício, juntando as contribuições anteriores à primeira aposentadoria às atuais, chegando a um cálculo mais vantajoso. Como não há lei para definir os critérios do recálculo, o STF rejeitou a tese.

Mercado de capitais movimenta R$ 14,8 bilhões em janeiro

As emissões de companhias brasileiras no mercado de capitais somaram R$ 14,8 bilhões em janeiro. De acordo com a ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), as debêntures representam 43,2% desse volume, com R$ 6,4 bilhões a partir de 25 operações — 9,1% do montante foi adquirido pelos fundos de investimento.

Na sequência das debêntures, aparecem as ofertas vinculadas ao setor imobiliário, com 26,3% do total de emissões, sendo R$ 2 bilhões (13,4%) em fundos imobiliários e R$ 1,9 bilhão (12,9%) em CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários). As pessoas físicas ficaram com a maior parte do volume de fundos imobiliários (64,3% do total). Uma operação de renda variável foi realizada em janeiro: o follow-on da Minerva, que alcançou R$ 1,2 bilhão.

No mercado externo, as empresas brasileiras levantaram US$ 5,7 bilhões (ou R$ 23,7 bilhões) no primeiro mês do ano, o que equivale a alta de 653,3% sobre janeiro de 2019 (US$ 750 milhões). O volume representa seis operações de dívida.

Boletim de Mercado de Capitais

Em 2020, boletim de Mercado de Capitais da ANBIMA passa a contar com uma nova metodologia. As informações relativas às emissões das companhias são apresentadas agora com base na data de encerramento das operações e não mais com referência à data de registro. A partir da edição de janeiro de 2020, os resultados retroativos também foram atualizados, para que sejam mantidos os parâmetros de comparação.

A indústria puxará o crescimento

Por João Marchesan, presidente do Conselho de Administração da ABIMAQ

“A política industrial que nos convém se reduz a umas poucas regras de bom senso. A primeira é que o mais importante incentivo ao progresso é assegurar-se liberdade empresarial, pela abolição de monopólios estatais e reservas de mercado. A segunda é aumentar a previsibilidade econômica, pela estabilização de preços. A terceira é que, antes da concessão de incentivos, é necessário remover obstáculos, pois que, isso feito, na maioria das vezes o mercado cuidará de si mesmo.” Essa frase, atribuída a Roberto Campos, economista, professor, escritor, diplomata e político brasileiro reflete bem o momento que estamos vivendo e o clima de otimismo que começamos a perceber.

Já começamos a sentir os primeiros sinais de que as medidas adotadas pelo governo brasileiro para evitar o colapso das contas públicas, iniciando com a reforma no sistema previdenciário e sancionando uma medida provisória para desburocratizar e simplificar processos para empresas e empreendedores, começam a surtir efeito.

O governo tem acenado positivamente não só com as medidas acima citadas, mas também permitindo e mantendo uma interlocução com o setor produtivo nunca antes experimentada. Soma-se a esses fatos uma redução dos juros aos menores patamares da história, mantendo a inflação controlada, e estabelecendo um contexto adequado para o Brasil voltar a crescer.

São dados animadores e consistentes, o que nos permite afirmar que em 2020, vamos continuar trabalhando para o crescimento do setor, buscando crédito suficiente, redução do Custo Brasil e condições adequadas que garantam isonomia em relação aos nossos concorrentes internacionais

Vamos continuar defendendo a iniciativa privada, e precisamos de um empurrão gigantesco na indústria nacional, o que parece estar se configurando nesse início de 2020. O ano de 2019 termina com sinais evidentes da reação do mercado brasileiro às ações do governo e do Congresso Nacional. O crescimento do PIB acima do esperado; a criação de mais de 800 mil empregos formais; o aumento nos últimos cinco meses de 2019 do faturamento industrial; e os sucessivos recordes da Bolsa de Valores de São Paulo, que, pela primeira vez, ultrapassou os 110 mil pontos, são provas de que os agentes de mercado estão respondendo positivamente aos estímulos.

De acordo com os índices oficiais, ou seja, os Indicadores econômicos indicam que o Brasil começa a se reerguer, resgatando aos poucos a confiança dos setores envolvidos e responsáveis por alavancar o crescimento e reencontrando o caminho do desenvolvimento.

A atenção aos índices e alertas apresentados pelo setor produtivo ao governo federal indicam que começamos a ser ouvidos. O próprio envolvimento do governo com relação às medidas para entender, apurar e diminuir o Custo Brasil indicam que estamos no caminho certo. Finalmente encontramos ressonância em um trabalho que temos desenvolvido na ABIMAQ há anos para apurar o diferencial de custo em se produzir o mesmo produto no Brasil ou no Exterior e estamos conseguindo demonstrar que esse diferencial é causado principalmente por deficiências em fatores sistêmicos.

E essa sensação que externamos hoje é compartilhada por outros segmentos industriais como demonstra a sondagem realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) a respeito do Índice de Confiança do Empresário Industrial que atingiu 62,5 pontos em novembro, 7,9 pontos acima da média histórica. Para 75% dos quase 2.000 empresários ouvidos em pesquisa realizada entre 2 e 10 de dezembro, as ações e políticas do atual governo contribuíram para a melhoria dos índices econômicos.

Temos certeza que 2020 será melhor que 2019, os nossos números demonstram isso. E se eles não bastassem, baseando-se na pesquisa da CNI, 57% dos empresários brasileiros já consideram que o ambiente de hoje (2020) é muito mais seguro para tomar decisões de negócios e investimentos que em dezembro de 2018. Mas o mais significativo da pesquisa é que 84% dos empresários industriais pretendem investir nos seus negócios em 2020 e esse é o maior índice dos últimos cinco anos.

A pesquisa ainda demonstra que é a indústria que será responsável por puxar o crescimento do Brasil em 2020. O Produto Interno Bruto (PIB) do país deve crescer 2,5%, mais que o dobro do aumento estimado para 2019. Enquanto os setores industriais cresceram apenas 0,7% nos últimos 12 meses, a projeção para 2020 é um avanço de 2,8%. Que venha o crescimento.

Mercado pet brasileiro pode faturar até R﹩40 bilhões em 2020

O mercado pet brasileiro vem crescendo ano a ano e não é surpresa, mas os ótimos números ainda surpreendem. Para se ter uma ideia, a última pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que analisou as populações de animais nos lares brasileiros, em 2013, mostrou que 44,3% dos domicílios no Brasil possuíam pelo menos um cachorro, o equivalente a 28,9 milhões de lares.

Vindo para o cenário atual, esse número mais que dobrou. De acordo com o Instituto Pet Brasil (IPB), atualmente já são mais de 132 milhões de pets. E se crescem os pets, crescem os donos cada vez mais entusiasmados para darem mais qualidade de vida e mimos aos bichinhos. A expectativa de faturamento para o setor em 2020 é de R﹩ 40 bilhões.

Os números de 2019 ainda estão sendo fechados, mas também de acordo com IPB, eles devem alcançar o patamar de R﹩ 36,2 bilhões. Essa estimativa representa um crescimento de 5,4% sobre o número de 2018, que foi de R﹩ 34,4 bilhões. A projeção indica aquecimento ainda maior do setor em relação ao ano passado, quando a alta foi de 4,6% sobre 2017.

E essa força do setor vem atraindo diversas empresas que não possuíam o segmento pet em seu guarda-chuva de produtos, como a Multilaser. A companhia possui 12 linhas de produtos, desde automotivos e eletrônicos até produtos para bebê. “Nossa especialidade é a agilidade no desenvolvimento de novos produtos de qualidade que estão de acordo com à realidade do consumidor brasileiro e que chegam a qualquer canto com nossa ampla rede de distribuição”, comenta Daniel Campos, da área de desenvolvimento de produtos pet care da Multilaser.

Também é a primeira vez que a empresa irá participar da PET South America, principal evento do setor pet na América Latina, levando seu portfólio completo com guias, coleiras, peitorais, brinquedos para cães e gatos , tapetes higiênicos, entre outros. “Acreditamos que, por ser a maior feira do Brasil, possamos ter uma boa projeção, uma vez que estaremos com nossa marca recém lançada no mercado”, completa Campos.

Quem já participou do evento também está animado com a edição de 2020, tendo em vista as boas projeções do mercado para este ano. A Montapet, uma empresa do Grupo Buzattos, é uma indústria especializada em montagem de pet shops, e atende justamente quem está ou começando no negócio, ou pretendendo aumentá-lo.

“Nossa arquitetura é voltada para o aumento de faturamento dos clientes. Montamos lojas que potencializam o faturamento por metro quadrado em cada ambiente. Nossas expectativas para esse ano são as melhores possíveis, já que o mercado está bem aquecido e se profissionalizando a cada dia”, diz Eduardo Santos, coordenador de vendas da Montapet.

O responsável pela PET South America, Guilherme Martinez, acredita que o crescimento dos pets nos lares brasileiros irá continuar contribuindo para o crescimento do setor. Além disso, quem já tem um pet busca cada vez mais por novidades, pois a relação é de presentear um membro da família. “As expectativas para esse ano continuam altas, com as empresas do setor investindo em novas soluções e tecnologias para esse mercado que está, cada vez mais, ávido por novidades”, conclui o gerente do evento.

PET South America
Quando: 21 a 23 de agosto de 2020
Horário: das 13h às 21h
Onde: São Paulo Expo – Rodovia dos Imigrantes, km 1,5 – São Paulo – SP

BTG Pactual abre inscrições para Programa I-Traction 2020

O BTG Pactual, maior Banco de investimentos da América Latina, acaba de abrir inscrições para o Programa I-Traction 2020, dedicado à contratação de sua nova geração de talentos na área de tecnologia. Profissionais com formação completa entre julho de 2017 a julho de 2020 podem se inscrever no processo seletivo até o dia 28 de fevereiro. Ao todo, são 40 vagas divididas entre os escritórios de São Paulo e Rio de Janeiro, com início de trabalho em abril de 2020.

A empresa busca por candidatas e candidatos com perfil proativo e aderência à cultura meritocrática e orientada a resultados. O BTG Pactual utiliza os mais modernos padrões de desenvolvimento (cloud, micro serviços, containers, serverless), as linguagens mais populares (Java, Node, Angular, .Net, Python) e acredita em DevOps, integração contínua, automação de deploy e automação de testes.

“A evolução tecnológica está transformando o mercado financeiro. Para acompanharmos esse movimento, procuramos por pessoas com atitude empreendedora e capacidade de inovação constante, características que também estão presentes na história do BTG Pactual. Profissionais que entendam a cultura da empresa e pensem como sócios desde seu primeiro dia de trabalho são bem vindos ao nosso time”, afirma Eduardo Besser, sócio de RH do BTG Pactual.

O processo seletivo é divido em quatro etapas: inscrições e análise de currículos; testes online; dinâmicas em grupo com os gestores de tecnologia no Rio e São Paulo; e entrevista final com os sócios de tecnologia, o chamado I-Traction Day, que acontece num sábado (28/03), dia em que os resultados são anunciados.

As inscrições podem ser feitas por candidatos de todo o Brasil por meio do seguinte link: http://jobs.kenoby.com/I-Tractionbtgpactual

Em todos os seus processos seletivos, o BTG Pactual trabalha para promover uma cultura inclusiva, que busca a equidade e valoriza as diferenças. Pessoas com Deficiências (PCDs) são bem-vindas no time.

Yuri Fiaschi é o novo VP de Vendas da Infobip

A Infobip, uma das maiores provedoras de serviços de comunicação do mundo, anuncia Yuri Fiaschi como novo vice-presidente de Vendas da empresa. Ele será responsável por toda a estrutura global de vendas da Infobip. Fiaschi também assumirá a condição de membro do board da companhia.

“Quero levar o crescimento da Infobip nas Américas para o global e também direcionar a empresa para a adoção mais rápida de plataforma e software como serviço”, afirmou o executivo. “Acredito poder trazer inovações e melhorar ainda mais a rentabilidade da Infobip.”

Formado em física pela USP e administração de empresas pela Unip com especialização em vendas, gerenciamento de pessoas e de projetos pela Universidade de Harvard, Fiaschi começou sua carreira na IBM como trainee e ficou lá por quase 10 anos, chegando a alcançar o cargo de gerente de Vendas.

O executivo também passou por Case Consulting, Pure Bros e Spring Mobile Solutions antes de ingressar na Infobip como country manager do Brasil. Fiaschi cresceu dentro da empresa e passou pelos cargos de diretor de Vendas Latam e head das Américas antes de ser alçado à vice-presidência global de Vendas. Além disso, ele é membro do board de diretores Latam do Mobile Ecossystem Forum (MEF) desde 2016.

“É preciso entender que cada região está em um momento diferente. Ao mesmo tempo, será necessário buscar inovações locais e agregar à plataforma da Infobip, além de transformar, com novos membros e treinamento e certificações, os times de vendas para que possam se adaptar e trazer resultados mais rapidamente”, comenta Fiaschi. “É importante procurar trazer mais rentabilidade para as linhas de negócios, sem perder foco nos negócios atuais, mantendo clientes satisfeitos.”

Investimentos em previdência privada cresceram 16,9% em 2019

A indústria de previdência complementar aberta fechou 2019 em forte crescimento. Os novos depósitos em planos mantidos por participantes do sistema somaram R$ 126,4 bilhões, valor 16,9% maior que o verificado em 2018. Os dados são da FenaPrevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida), entidade que representa 67 seguradoras e entidades abertas de previdência complementar no país.

A captação líquida (diferença entre novos depósitos e resgates) registrou a marca de R$ 55,5 bilhões, consolidando expansão de 40,4% frente ao ano anterior. “Os brasileiros estão mais conscientes de que precisam fazer reservas para complementar a renda na aposentadoria e isso se refletiu de forma significativa nos resultados do setor”, diz Jorge Nasser, presidente da FenaPrevi.

De acordo com os dados da Federação, as reservas acumuladas pelos participantes do sistema já somam R$ 946,8 bilhões. A indústria fechou 2019 com 13,5 milhões de participantes, sendo 10,2 milhões inscritos em planos individuais e 3,2 milhões em planos coletivos. Em 2018, eram 13,1 milhões. “Experimentamos crescimento no número de participantes e a indústria ruma para superar a marca de R﹩ 1 trilhão em reservas, o que mostra o vigor do setor neste momento de recuperação da economia”, avalia Nasser.

Os planos VGBL fecharam 2019 respondendo por 90,8% dos novos depósitos. Os planos PGBL responderam por 8,5% das contribuições registradas no ano. E 0,7% dos novos depósitos foram direcionados para os planos tradicionais, não mais comercializados pelas seguradoras e entidades de previdência complementar aberta.

A queda dos juros continuou mudando a configuração da alocação de recursos dos planos de previdência em 2019. Em busca de melhor remuneração, os participantes seguem se deslocando para fundos multimercado, que fecharam o ano respondendo por 13% das aplicações. O índice era de 9,8%, em 2018, e de 7,3%, em 2017.

“Um fator importante para o crescimento de nossas reservas foi o aumento das opções no portifólio do mercado de previdência. Com a queda da taxa de juros, ampliamos a oferta de fundos multimercado, o que foi decisivo para fortalecer a atratividade dos planos de previdência.”

O balanço da FenaPrevi aponta que 88,1% dos prêmios e contribuições foram direcionados para planos individuais. Os planos coletivos absorveram 10,4% dos aportes e 1,5% dos recursos foram direcionados para planos para menores.

Resultado no mês de Dezembro de 2019

O resultado de dezembro seguiu a tônica do ano. As contribuições cresceram R$ 13,9% frente ao mesmo mês do ano anterior, totalizando R﹩ 13,8 bilhões em novos depósitos. A captação líquida do mês atingiu a marca de R﹩ 7,7 bilhões, valor 16% maior que o verificado em igual período do ano anterior.

Itaú Unibanco e ENGIE fazem nova parceria para descarbonização

O Itaú Unibanco e a ENGIE renovaram, pelo segundo ano consecutivo, a parceria para a compensação da emissão de gases de efeito estufa (GEE). Desta vez, o banco comprará créditos de carbono da Unidade Cogeração de Lages (UCLA), usina a biomassa da ENGIE localizada na região serrana de Santa Catarina. A prática já é adotada pelo banco desde 2015 como parte de sua política de Carbono Neutro. O Itaú irá compensar, de forma totalmente voluntária, 35.354 toneladas de CO2 relacionadas às emissões de GEE reportadas em 2018.

Para efeito de comparação, o montante é equivalente à emissão média anual de cerca de 3,8 mil brasileiros, de acordo com dados do Banco Mundial, considerando as emissões de CO2 per capita no Brasil em 2018. O Certificado de Cancelamento Voluntário é internacional, publicamente disponível e foi emitido pela Órgão das Nações Unidas responsável por mudanças climáticas (UNFCCC), em 10 de janeiro de 2020. Líderes em seus respectivos setores de atuação, Itaú e ENGIE têm ações convergentes em direção à sustentabilidade e à transição para uma economia de baixo carbono.

O Projeto de Redução de Emissões de Metano Lages foi selecionado pelo Edital Compromisso com o Clima — Ciclo 2019. Trata-se de uma iniciativa de Itaú e Natura, com o apoio do Instituto Ekos Brasil, voltada para organizações interessadas em potencializar suas estratégias de compensação de emissões de GEE e apoiar projetos socioambientais que fomentem a redução dos efeitos das mudanças climáticas.

A Usina

Com 28 MW de capacidade instalada, a UCLA gera energia elétrica e térmica renovável utilizando como combustível resíduos da madeira produzidos na região. Assim, evita emissões de metano (um gás de efeito estufa com potencial de aquecimento global 21 vezes maior que o do CO2) que seriam provocadas pela decomposição da madeira. As cinzas geradas pela usina são reaproveitadas para adubação do solo em atividades florestais e agrícolas.

Entre as contribuições socioambientais do empreendimento, incluem-se a recuperação de nascentes de rios de Lages, oficinas de empregabilidade, horta comunitária, doação de mudas nativas e projetos de botânica com estudantes da região. Uma importante frente de atuação é o apoio a jovens em situação de vulnerabilidade. Destaca-se o projeto Leoas da Serra, que beneficia mais de 400 meninas e adolescentes com ações voltadas ao esporte, inclusão social e empoderamento feminino. O time de futebol de salão do projeto foi campeão mundial do esporte em 2019.

“Esses diferenciais de sustentabilidade e melhoria da qualidade de vida da população, bem como as contribuições do Projeto Lages para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, foram determinantes para o fechamento do contrato com o Itaú”, afirma o diretor de Comercialização de Energia da ENGIE Brasil, Gabriel Mann dos Santos.

Vale ressaltar que, em 2019, o Itaú Unibanco assumiu os 8 Compromissos de Impacto Positivo, que definiram prioridades de atuação, metas e indicadores alinhados aos desafios dos negócios e baseados nos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU (mais informações, clique aqui). A nova estratégia permeia todo o banco e envolve diretamente áreas de negócios como Varejo (PF e PJ) e Atacado, bem como as áreas de Pessoas, Relações com Investidores, Infraestrutura e Compliance. Ao todo, 40 metas são acompanhadas e monitoradas na governança do banco e, em 2020, o Itaú prestará contas sobre a evolução de seus compromissos, metas de negócios e impactos na sociedade.

“Melhorar a performance ambiental de nossas operações e promover práticas sustentáveis em nossa cadeia de fornecedores é uma das metas que nós assumimos no ano passado, e esta parceria faz parte disso”, conta a superintendente de Relações Institucionais, Sustentabilidade e Negócios Inclusivos do Itaú, Luciana Nicola.

Pesquisa mostra que gerenciar a complexidade da Nuvem está além das habilidades humanas

A Dynatrace, líder mundial em inteligência de software, anuncia as conclusões de sua pesquisa global e independente com cerca de 800 CIOs. O estudo destaca uma lacuna crescente entre os recursos de TI e as demandas de gerenciar a escala e complexidade crescentes dos ecossistemas de Nuvem corporativa. Os líderes de TI em todo o mundo estão preocupados com sua capacidade de dar suporte aos negócios de maneira eficaz, uma vez que as soluções tradicionais de monitoramento e as abordagens personalizadas afogam suas equipes em dados e alertas que oferecem mais perguntas do que respostas. O relatório global de 2020 “Principais desafios para os CIOs no caminho para a Nuvem autônoma orientada por Inteligência Artificial” está disponível para download aqui.

As respostas dadas pelos CIOs indicam que, em média, as áreas de operações de TI e Nuvem recebem aproximadamente 3.000 alertas por dia de suas ferramentas de monitoramento e gerenciamento. Com este volume tão alto de alertas, uma equipe média de TI gasta 15% de seu tempo tentando identificar quais alertas precisam ser considerados e quais são irrelevantes. Isso custa às organizações uma média de US$ 1,5 milhão em despesas gerais a cada ano. Como resultado, os CIOs estão cada vez mais buscando auxílio em Inteligência Artificial e automação, a fim de manter o controle e reduzir a disparidade entre os recursos restritos de TI e a crescente escala e complexidade da Nuvem corporativa.

As conclusões do relatório global incluem:

A TI está se afogando em dados

As ferramentas de monitoramento tradicionais não foram projetadas para lidar com o volume, a velocidade e a variedade de dados gerados por aplicações executadas em Nuvens corporativas dinâmicas e em escala Web. Essas ferramentas geralmente são isoladas e carecem de um contexto mais amplo dos eventos que ocorrem em todo o universo de tecnologia. Como resultado, elas bombardeiam as equipes de operações de TI e Nuvem com centenas, se não milhares, de alertas todos os dias. As áreas de TI estão se afogando em dados, pois melhorias incrementais nas ferramentas de monitoramento falham em fazer a diferença.

– Em média, as equipes de operações de TI e Nuvem recebem 2.973 alertas de suas ferramentas de monitoramento e gerenciamento a cada dia, um aumento de 19% nos últimos 12 meses;

– 70% dos CIOs dizem que suas organizações estão lutando para lidar com o número de alertas das ferramentas de monitoramento e gerenciamento;

– 75% das organizações dizem que a maioria dos alertas das ferramentas de monitoramento e gerenciamento são irrelevantes;

– Em média, apenas 26% dos alertas que as organizações recebem diariamente exigem uma ação.

Os sistemas existentes fornecem mais perguntas do que respostas

As ferramentas de monitoramento tradicionais apenas fornecem dados sobre uma seleção restrita de componentes de um conglomerado de tecnologias. Isso força as áreas de TI a integrar e correlacionar manualmente os alertas para filtrar duplicatas e falsos positivos antes de identificar, também manualmente, a causa-raiz dos problemas. Como resultado, a capacidade das áreas de TI em dar suporte aos negócios e aos clientes é bastante reduzida à medida que enfrentam mais perguntas do que respostas.

– Em média, as áreas de TI gastam 15% do tempo tentando identificar em quais alertas precisam se concentrar e quais são irrelevantes;

– O tempo que as áreas de TI gastam tentando identificar quais alertas precisam ser considerados custa às organizações, em média, US$ 1.530.000 por ano;

– O volume excessivo de alertas faz com que 70% das áreas de TI tenham problemas que poderiam ser evitados.

Inteligência Artificial precisa e viável fornece auxílio

As organizações precisam de uma abordagem radicalmente diferente – uma conduta de monitoramento baseada em respostas e centrada em Inteligência Artificial e automação, para acompanhar a transformação que ocorreu em seus ambientes de TI.

“Há vários anos, percebemos que a escala e a complexidade dos ambientes da Nuvem corporativa estariam além da capacidade das áreas de operações de TI e Nuvem de hoje”, afirma Bernd Greifeneder, CTO e fundador da Dynatrace. “Percebemos que as ferramentas e abordagens tradicionais de monitoramento e as abordagens não chegariam perto de entender o volume, a velocidade e a variedade de alertas gerados hoje, e é por isso que reinventamos nossa plataforma para ser diferente de qualquer outra. A Plataforma de Inteligência de Software da Dynatrace® é única, com inúmeros módulos que aproveitam um modelo de dados comum com um mecanismo de Inteligência Artificial viável e preciso em seu núcleo. Diferente de outras soluções, que apenas fornecem mais dados, é essa combinação que permite ao Dynatrace fornecer respostas precisas e o contexto de que as organizações precisam para domar a complexidade da Nuvem e, finalmente, atingir o objetivo de ter operações em Nuvem autônoma orientadas por Inteligência Artificial”.

Sobre a pesquisa

O relatório é baseado em uma pesquisa global feita com 800 CIOs de empresas que possuem mais de 1.000 funcionários, conduzida pela Vanson Bourne e encomendada pela Dynatrace.

Banco exponencial: o próximo passo das finanças

Por Leo Monte, CMO da Sinqia e Chief Innovation Officer do Torq, hub de inovação da empresa

Atualmente, instituições financeiras que ousam ser diferentes, se propõem a desburocratizar processos e oferecem facilidades tecnológicas aos seus clientes, ganham relevância entre as novas gerações. De acordo com uma pesquisa da CB Insights, 71% dos millennials preferem “arrancar um dente” do que “ter que lidar com bancos extremamente burocráticos”. O estudo aponta, ainda, que mais da metade dos usuários de smartphones utilizam pelo menos um banco digital e quase um quinto usam aplicativos de controle de gastos. Além disso, o constante aumento dos custos de vida tem pressionado os millennials a serem mais econômicos e prudentes com o dinheiro.

Estes são só alguns dos infinitos indicadores de mercado que estão fazendo com que empresas tradicionais, bigtechs e fintechs estejam de olho — e, os mais espertos, já investindo e desenvolvendo — no próximo passo do setor financeiro: o banco exponencial. Esta nova categoria bancária promete mudar, nos próximos cinco anos, a forma como o segmento funciona.

Origem

Para entender o que é o banco exponencial, é preciso compreender primeiro o que já existe nos bancos hoje e também a proposta do banco aberto (open banking), ambos predecessores desse novo sistema.

Muito do banco aberto é derivado de tecnologias já aplicadas nos sistemas dos bancos tradicionais hoje em dia, como a automação de atividades (consultas a sites internos e externos, identificação de documentos, check-list das atividades manuais da formalização ou até mesmo um simples envio de e-mails); robotização (presente nas centrais de atendimento, com robôs e chatbots nos caixas eletrônicos, SACs e aplicativos); mobile banking (presente nos dispositivos móveis para acessar a conta-corrente, serviços e produtos); automação de atividades manuais (ferramentas que reconhecem letras e números em um arquivo impresso e transforma os dados em um documento digital).

O banco aberto surge, então, como uma alternativa mais avançada do banco tradicional e um grande catalisador dos resultados estratégicos que as instituições bancárias perseguem há um longo tempo: aplicação de experiências personalizada de clientes, dicas financeiras customizadas, análise de bancos de dados para a promoção de insights de negócios mais assertivos, constante crescimento de eficiência operacional e rápida atualização de sistemas e processos quando ocorrem mudanças regulatórias.

E como ele faz isso? Tendo como princípio que o cliente, e não determinada instituição, seja dono dos seus dados financeiros. O sistema permite que outras empresas e serviços acessem os dados dos consumidores — com sua autorização explícita, é claro. Na prática, para o consumidor final, o banco aberto permitiria que as pessoas movimentassem suas contas a partir de diferentes plataformas e não só pelo aplicativo ou site do banco.

Isso permitiria que as instituições financeiras passem a se concentrar mais em suas operações principais e possibilitaria que outras empresas tenham acesso às suas interfaces e desenvolvam novos produtos a partir disso, além de criar uma estratégia focada no tailoring de cada cliente individualmente. Isso tudo, claro, viabilizado por tecnologias exponenciais, como inteligência artificial, APIs, realidade aumentada, computação visual e internet das coisas.

Nova era

Graças ao cruzamento de diversas tecnologias emergentes e ao avanço da computação quântica, o banco exponencial se apresenta como uma evolução natural da digitalização, que está cada vez mais rápida no setor de serviços financeiros e é impulsionada pelo crescimento exponencial da tecnologia no último meio século, disponíveis para processamentos em velocidades cada vez maiores. Essa é uma arena na qual os bancos podem se beneficiar — fornecendo produtos e serviços mais personalizados para clientes e prospects no momento mais apropriado, com o menor intervalo de tempo entre o conceito e a disponibilidade.

O banco exponencial contempla quatro pilares: banco “aumentado”, que amplia a experiência do cliente em todos os canais mobile e web, combinando todas as tecnologias exponenciais citadas anteriormente; banco aberto, fazendo com que essas ferramentas não só se ajustem automaticamente com atualizações regulatórias, mas também explorem novos modelos de finanças conectadas à outros mercados a partir de serviços financeiros distribuídos e abertos; banco cognitivo, que utiliza IA para trazer dados alternativos para construir interações inteligentes com os clientes, acelerar processos ou auxiliar em tomadas de decisão mais assertivas; automação bancária, que utiliza automação inteligente de processos robóticos para aumentar a eficiência operacional dos produtos e processos já existentes nas instituições.

Bits and bytes a parte, o que é importante destacar no contexto do banco exponencial é que seu foco é totalmente voltado ao cliente. Seu conceito é baseado na famigerada experiência do consumidor e na melhora de relação que instituições bancárias podem obter por meio desse novo sistema. Tem como objetivo utilizar os gigantescos bancos de dados para criar uma nova gama de serviços financeiros e democratizá-los, por meio da tecnologia, a milhões de pessoas desbancarizadas — e tudo isso de maneira ágil, flexível e transparente.

E é isso que, para mim, é o banco exponencial. Uma evolução natural da transformação digital que só pode ter sucesso se for guiada por uma visão clara e mudanças de mindsets. Não podemos esquecer também da base tecnológica é importante para isso aconteça (Core Banking) Essa combinação de fatores e tecnologias que determinará quem terá sucesso no setor financeiro do futuro.

Katia Neves assume diretoria de Marketing da InterSystems para a região da América Latina

Katia Neves é a nova diretora de Marketing da InterSystems para a América Latina. Neste momento em que a empresa se posiciona como uma das principais fornecedoras de plataforma de dados unificada e fundamental para promover a transformação digital, Katia se propõe a gerenciar novos projetos de marketing, orientar o grupo de Desenvolvimento de Negócios com foco em geração e qualificação de leads, dar suporte ao time de vendas, programar campanhas e planejar participação da InterSystems em eventos expressivos, além de intensificar o Marketing baseado na Web.

Graduada em Administração e Marketing, Katia Neves cursou ainda Gestão de Marketing no Insper e especializações na ESPM e FAAP. Tem longa carreira profissional, que teve início na área de Alianças e Canais da Oracle do Brasil, assumindo novos cargos América Latina, onde permaneceu por mais de 17 anos. Na Oracle, desenvolveu várias funções no segmento de parcerias e marketing, até assumir a diretoria de desenvolvimento de negócios. Posteriormente, foi responsável pela área de capacitação e programa de canais e vendas do SAS na América Latina.

A InterSystems é líder em plataformas de tecnologia da informação para aplicações nas áreas de saúde, finanças e governo, principalmente as de missão crítica. Na região da América Latina, a empresa tem escritórios no Brasil e no Chile.

No que se transformou o varejo?

Por Alessandro Gil, diretor executivo da Linx Digital

Singelas percepções acerca da NRF 2020 de um amante do varejo que respira transformação digital e que vislumbra um futuro que nos provoca a sermos não mais ou melhores, mas, diferentes.

Números mais do que significativos, mais de 100 anos de História, cerca de 40 mil pessoas, dos quais dois mil são heróis brasileiros que buscam conteúdo, networking e ferramentas para fazer do varejo no Brasil um setor melhor. Não parei para contar quantas palestras, mas, efetivamente foram muitas, centenas talvez, assim como empresas de tecnologia e serviços expondo em pavilhões que se faziam perder de nossas vistas. Definitivamente, o NRF Big Show é quase a romaria obrigatória para quem trabalha no varejo, pouco importa se físico ou digital.

Já perdi a conta de quantos anos participo de eventos como esse. E, depois de dias que mesclam o prazer por quem é louco por aprender e o cansaço de quem é inundado por muita informação de todo o tipo e qualidade, sempre me vem a pergunta, eternizada em poema por Carlos Drummond de Andrade: “E agora, José?!”

Acho que depois de algumas experiências, a resposta vem se tornando mais clara. Contudo, para chegar a ela, faço aqui o breve resumo do contexto que eu vivi nesses últimos dias e, talvez compartilhemos, ao fim desse texto, a mesma opinião. O primeiro, e talvez mais importante sentimento após três dias de congresso, é que eu cheguei a duvidar se estava em um evento de varejo ou Recursos Humanos. O conceito de customer centric deu lugar a algo muito mais abrangente e, certamente, de significado bem maior: o tal do people centric.

Customer centric x People centric

Cada vez mais uma preocupação legítima, o tema tem tomado a pauta das empresas: criar significado e propósito tem se tornado tão ou mais fundamental que a própria remuneração em si. Além disso, começo a perceber que muitos executivos já começam a externar a mesma preocupação que tenho, há algum tempo: a de como a automação precisa ressignificar o trabalho, e não, necessariamente suprimi-lo.

Quem chegou a ler os últimos dois livros de Yuval Harari certamente carrega um pesado incomodo ao pensar em emprego e distribuição de renda para as próximas décadas, especialmente, quem “vive” tecnologia todos os dias. De certa forma, é esperançoso saber que líderes como Kevin Johnso, CEO da Starbucks, estão atentos a essa questão. Para ele, a tecnologia veio para liberar as “suas” pessoas a se conectarem mais com seus clientes. Esse é o gancho perfeito para meu próximo highlight.

Geeks encontram Artesãos

Este ano deixou evidente que, definitivamente, os geeks encontraram os artesãos. O advento do uso de dados e a democratização de inúmeras tecnologias que há alguns anos pareciam obras de ficção científica têm proporcionado transformações significativas no varejo. Dados de consumo e interesse têm se tornado realidade para inúmeras empresas, que se valem dessas informações para composição de sortimento, VM, ações de marketing e experiência. Nike, Nordstrom, Ikea, e até debutantes com Showfields dão claros exemplos de que a personalização de praticamente tudo está fácil e disponível – e as possibilidades transformam totalmente essa nova experiência do varejo. Em paralelo algumas indústrias que pareciam muito distantes por nativamente serem de produtos artesanais como a Natuzzi, por exemplo, adotam tecnologia para repactuarem com seus consumidores uma maneira nova e melhor- por que não? – de venderem seus produtos, literalmente, feitos a mão. Anotem aí: “high-tech handcrafted is the new black”. A transcrição dessa tal personalização e diversidade nas lojas surge através da execução impecável na leitura de dados.

O que era hipótese vira realidade

Fiquei impressionado com a quantidade de antenas e sensores disponíveis nas lojas, muito longe do que encontramos no Brasil ainda. Além disso, lojas da mesma marca assumem personalidades diferentes em uma padronização “despadronizada”, e a coleta de informações não para por aí. Com a desculpa exemplar de experiência aprimorada, as lojas viram verdadeiras extensões da vida dos seus clientes, de ajustes em roupas, reparos de produtos, consultoria, restaurantes e pontos de coleta ou retirada de praticamente tudo, inclusive, aquilo que foi vendido por qualquer outra empresa (leia-se a própria Amazon), os lojistas estão não só repensando sua relação com clientes, mas também, colocando tudo em prática.

Aquela história de que as lojas físicas iriam se transformar e se tornariam experiências está virando a mais nítida realidade. Realidade não menos sólida do que a tal omnicanalidade. Varejo americano e omnichannel já pode ser incluída naquela canção: “avião sem asa, fogueira sem brasa, sou eu assim sem você… Bochecha sem Claudinho” e assim vai. Em um mercado em que praticamente 50% das vendas – como o da Moda, por exemplo – são fechadas em canais digitais, não poderia ser diferente. A integração dos canais tem operado verdadeiros milagres pelas grandes marcas de varejo. Vejamos algumas: a Target se reinventou garantindo a última milha muito mais rápida e eficiente, conectando as lojas físicas. A Nordstrom é aquela que, entre as redes tradicionais de varejo de moda, a que menos perdeu valor de mercado nos últimos anos, enquanto a Kohl’s ousa na integração entre coleta e retorno de ordens feitas pela Amazon. Traduzindo: a função Ctrl+Z é totalmente incompatível com a cultura Omnichannel.

E para onde vão todos esses dados?

Óbvio que essa é uma das maiores preocupações mundo afora. E o sucesso de todo o arsenal montado e de todos os processos minuciosamente estudados tem tudo a ver com reputação. No fim do dia, pessoas hão de compartilhar seus dados com empresas, mas só com aquelas em que confiarem. Sem confiança não há engajamento, sem engajamento tudo vira commodity e, se você vira commodity, está fora do jogo.

No fim das contas, o varejo – que parece se reinventar – é um lugar que o consumidor, por acaso, compra, seja por experiência, seja por consciência. E nesse novo jogo, vence quem investir em tecnologia, em pessoas, em processos e inteligência. E como jamais havia constatado, o varejo americano avançou extraordinária e velozmente na execução. Enquanto nós ainda esperamos pelo leapfrog gringo, eles por lá se inspiram no nosso autêntico ”

Omnichannel: como os varejistas estão brigando pela atenção dos consumidores nos mundos físico e digital

Por Juan D’Antiochia, Gerente Geral de Global eCommerce para América Latina, Worldpay from FIS

Com as vendas online atingindo R$ 53 bilhões em 2018 e representando 7% de todo o varejo nacional, o Brasil está no caminho certo em direção a uma revolução no setor. No entanto, essas mudanças não se limitam a comprar online versus entrar em uma loja. Nesta nova era, as linhas que separam as compras digitais das realizadas ponto de venda (PDV) estão desaparecendo. É o que chamamos de omnichannel. Nesta tendência, o principal objetivo é atender ao consumidor, oferecendo uma experiência de compra consistente e “invisível” em diferentes plataformas.

Com o desenvolvimento de novas tecnologias, o cliente moderno tornou-se multicanal e exige comprar ou trocar produtos onde e como ele quiser – PDV, comércio eletrônico, smartphones, aplicativos… O céu é o limite, especialmente em um país onde a penetração da internet móvel chega a 68% e onde existem 230 milhões de smartphones.

Para atender à demanda e responder ao mercado, os varejistas estão investindo em plataformas e sistemas omnichannel para garantir o conforto e a conveniência de que os clientes desejam, fazendo com que se sintam cada vez mais à vontade, a ponto de, no final da experiência de compra, não saberem onde começa e termina o online.

A varejista de móveis online Mobly abriu uma loja flagship em São Paulo em 2019, oito anos após iniciar seus negócios com uma operação 100% online. No início, mesmo o espaço sendo apenas um showroom (você tinha que se conectar para comprar e aguardar a entrega), o ticket médio já aumentou. Recentemente, porém, eles começaram a manter um pequeno estoque na loja, o que significa que as pessoas agora podem sair com seus produtos em mãos.

Abrir uma loja, no entanto, não é o único caminho a seguir dentro da tendência omnichannel. Aplicativos bem desenvolvidos são uma ótima maneira de oferecer uma experiência completa para seu cliente. A startup de delivery Rappi é um fenômeno no Brasil e em outros países da América Latina. O aplicativo nos permite solicitar praticamente tudo, de McDonald’s à manutenção de eletrodomésticos e tudo o mais que você puder descrever e que um entregador puder te levar. Por fim, você está comprando tempo livre para se concentrar no que quiser, ao invés de resolver pequenos problemas. Ou seja, um pedido on-line está resolvendo dificuldades reais. Este é o exemplo perfeito de como online e offline estão se unindo para criar a experiência ideal para o cliente.

Ter uma estratégia omnichannel está ultrapassando fronteiras e não estamos falando apenas de compras. Também estamos falando sobre a forma como pagamos. No caminho para se tornar o super app do Brasil, o Rappi também oferece uma carteira eletrônica que permite que você pague por qualquer coisa no “mundo offline” usando códigos QR. Usando Rappi, consumidores podem sair de casa sem sua carteira e pagar com seu celular, transformando dinheiro vivo em dinheiro digital ao fazer um depósito em sua eWallet.

A cadeia de cinema Cinépolis permite que você compre seus ingressos, e também pipoca, através de seu aplicativo oficial, evitando filas e espera. Tudo o que você precisa fazer antes de assistir a um filme é mostrar um QR Code – não poderia ser mais fácil.

Há também a grande varejista de roupas Zara, indo no caminho inverso. Com uma operação já consolidada com 57 lojas no país, a marca lançou seu comércio eletrônico no Brasil no início de 2019. Os compradores on-line podem receber seus pedidos em casa ou buscá-los na loja, tornando as trocas super fáceis.

Por outro lado, esse conceito exige um forte Sistema de Gerenciamento de Pedidos (OMS — na sigla em inglês) para garantir que a empresa possa gerenciar e ver seus diferentes negócios como apenas um negócio integrado, garantindo que eles estejam oferecendo a melhor experiência omnicanal possível aos consumidores.

A beleza do Omnichannel vai além de eCommerces abrindo lojas físicas e vice-versa, mas foca-se em uma experiência integrada, unindo os mundos físico e digital, ultrapassando barreiras e oferecendo uma experiência de ponta e, em último nível, permitindo que os clientes escolham como desejam comprar e receber suas mercadorias.

É fácil assim: compre on-line, troque na loja ou compre em um PDV e receba o produto em sua casa. E ainda: pague sem usar dinheiro vivo ou cartões de crédito. Nos dias de hoje, um celular pode ser só o que um consumidor precisa para escolher a melhor mesa para sua sala de estar. Os clientes desejam flexibilidade e atendimento personalizado quando compram ou pagam e querem usar o canal de vendas que preferirem. Ao integrar o físico ao online e facilitar a experiência de compra do cliente, a estratégia omnichannel está definitivamente modernizando e mudando o curso do varejo.

ABRINT: proposta do 5G mostra sensibilidade da Anatel às PPPS, mas precisa de ajustes

A Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações (ABRINT) elogia o esforço da Anatel em conciliar posições divergentes na proposta de edital das faixas de 5G aprovada ontem pelo conselho diretor da agência. Mais uma vez, a Anatel mostra estar sensível às demandas do setor, tratando de forma assimétrica o segmento de PPP em prol da competição e da inclusão digital e compreendendo a possibilidade real de entrada de novos atores.

Apesar do esforço em apresentar uma proposta que contemplasse as diversas posições, entendemos que alguns ajustes, que serão apresentados pela ABRINT na consulta pública do edital, poderão tornar ainda mais factível a participação dos players de menor porte no leilão, democratizando o acesso ao espectro e acelerando o atendimento das cidades menores.

Um desses pontos é o acesso ao espectro em caráter secundário. É preciso haver mecanismos que assegurem que o espectro não utilizado pela empresa vencedora possa ser usado em caráter secundário, com maiores garantias e por tempo suficiente para haver retorno sobre investimento.

É importante também que seja estabelecido no edital uma oferta de atacado de rede e de espectro com condições já previamente estipuladas. A Anatel deve buscar caminhos para evitar a subutilização de espectro, prática danosa à competição e que traz, em última análise, prejuízos ao atendimento do usuário.

A ABRINT vê com bons olhos o modelo apresentado na proposta do conselheiro Vicente Aquino, que infelizmente não foi contemplada na proposta que será submetida à consulta pública, em que o preço pela faixa fosse pago em compromissos de cobertura na proporção de 10% (dinheiro) /90% (compromissos), o chamado beauty contest. Esse modelo transfere recursos que seriam destinados ao Tesouro para a construção da nova infraestrutura, portanto, mais benéfico para o País.

Por fim, a ABRINT entende que a granularidade estabelecida na proposta para o bloco das PPPs (7 regiões) ainda não contempla a necessidade do nosso segmento. Apenas a granularidade municipal permite uma ampla participação do provedor regional, independentemente do seu porte. O 5G promete viabilizar novos serviços que vão muito além da conectividade. Nesse contexto, o regulador deve envidar esforços de forma a permitir a participação de atores de todos os portes na exploração dos novos serviços.

A ABRINT aguarda a publicação do edital para analisá-lo de forma pormenorizada e apresentar os ajustes que possam democratizar o acesso ao espectro e acelerar o atendimento do usuário, especialmente nas cidades pequenas.

Cibersegurança deve gerar 3,5 milhões de empregos até 2021 e vai demandar formação de profissionais, antecipam especialistas do IEEE

O surgimento de novas tecnologias como 5G, Internet das Coisas (IoT), veículos autônomos e indústria 4.0 está levando ao aumento da demanda de profissionais de cibersegurança. Segundo estimativas da Cybersecurity Venture, líder mundial em pesquisas de cibereconomia global, o setor deverá gerar de 3,5 milhões postos de trabalho até 2021. Somado a esses fatores, a entrada em vigor em agosto da lei 13.709/18, conhecida por Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), contribuirá para o aumento da demanda no Brasil. Diante deste cenário, os engenheiros Marcos Simplicio e Raul Colcher, membros do IEEE, maior organização profissional dedicada ao avanço da tecnologia em benefício da humanidade, acreditam na urgência da formação de profissionais neste setor para resolver problemas de segurança e privacidade de tecnologias existentes e emergentes.

Professor do Departamento de Engenharia de Computação e Sistemas da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), Marcos Simplicio defende que haja profissionais cobrindo todo o ciclo e etapas de um sistema de segurança. “É importante ter um designer para criar um sistema robusto; um programador de segurança para evitar vulnerabilidades e um administrador de sistema para elaborar um ambiente seguro. Todas essas funções estão conectadas e a falha de uma delas pode prejudicar o sistema inteiro”, afirma.

Para Raul Colcher, sócio e presidente da Questera Consulting, as habilidades necessárias para um profissional de cibersegurança são multidisciplinares e compreendem técnicas específicas do setor, como conhecimentos e treinamentos básicos sobre tecnologias e soluções emergentes que caracterizam o novo ambiente de redes, sistemas e serviços. Ademais precisam estar familiarizados com os problemas e as características dos setores e aplicativos que irão proteger. “Por fim, eles precisam de um entendimento sólido dos problemas administrativos, comportamentais e regulatórios que normalmente estão presentes em incidentes e ameaças de segurança e privacidade”, conclui.