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Pipefy abre inscrições para programa de trainee e leva vencedor para experiência no Vale do Silício

Com forte expansão no mercado global e crescimento anual de 300% a Pipefy, startup de gerenciamentos de processos que tem clientes em mais de 150 países, vem se destacando no ecossistema e busca de novos talentos para seu time. Por meio do programa Young Guns, a empresa selecionará de 15 a 20 profissionais, que passarão por um programa de trainee durante um ano com a possibilidade de um intercâmbio no Vale do Silício, na Califórnia, com cursos, eventos e visitas em outras empresas para o vencedor.

O processo seletivo tem três etapas. A primeira é a fase de inscrição — que acontece até o dia 8 de fevereiro- com avaliação de currículos. Já na segunda etapa, são realizadas dinâmicas em grupo em que os participantes enfrentarão desafios complexos para terem uma percepção da atuação da empresa. A terceira etapa consiste em entrevistas individuais com líderes da startup. Por fim, serão divulgados os resultados.

No último ano, o programa teve mais de 2.500 inscrições de todo o Brasil e de países como, Índia, Itália, EUA e Irlanda. Segundo a recrutadora Natasha de Lara, a oportunidade de ter uma vivência internacional e de conhecer em profundidade a operação de uma startup global são grandes atrativos para os candidatos. “Nosso objetivo é fazer com que esses profissionais cresçam na Pipefy. Por isso, fazemos questão de acompanhar a performance deles e levar o vencedor para uma experiência imersiva no Vale do Silício”, conta Natasha.

Segundo Giovanni Riva, coordenador do programa, o Young Guns é a grande porta de entrada não só para a área de vendas, mas para outras áreas da empresa. “Hoje, 65% do time comercial é composto por profissionais que passaram pelo programa. Além disso, temos muitos casos de profissionais que terminaram o programa e migraram para times como Marketing, Produto e Customer Success, inclusive chegando a posições de liderança”, conta.

A cultura da empresa é um dos motivos pelos quais a retenção desses profissionais é alta. “O Pipefy é um lugar onde a gente sente que está fazendo a diferença, construindo algo realmente relevante. O que mais me impressiona é estar cercado de pessoas que são muito boas no que fazem e poderiam estar trabalhando em qualquer empresa”, comenta Bernardo Rosa, atual participante do programa.

Não é necessária experiência prévia nem formação em vendas para participar. Os candidatos podem se inscrever pelo site http://www.pipefy.com/young-guns/ até o dia 8 de fevereiro.

IBM Brasil registra 94 patentes em 2019

Por 27 anos, ou mais de um quarto de século, a IBM é a líder em patentes e tecnologias avançadas que buscam melhorar a maneira que as pessoas vivem e trabalham. Globalmente, os pesquisadores da empresa atingiram um recorde de 9.262 patentes. Já no Brasil, os inventores brasileiros alcançaram outro recorde, registrando o total de 94 patentes em 2019, um aumento considerável em relação a 2018, que teve 56 registros, e 2017, quando a empresa apresentou 44 patentes made in Brazil.

No total, os inventores latino-americanos da IBM registraram 132 patentes para contribuir com o objetivo de capacitar clientes, pessoas e a sociedade. A cultura de inovação da IBM estimula constantemente o desenvolvimento de tecnologias transformadoras que estão redefinindo setores como inteligência artificial, blockchain, nuvem, segurança, internet das coisas e computação quântica.

Como exemplo de patentes, a equipe de pesquisadores da IBM Brasil, formada por Marco Aurelio Stelmar Netto e Lucas Correia Villa Real, juntamente com os colegas de várias disciplinas, apresentou a descrição de um método para facilitar as previsões meteorológicas centradas na população. Por meio de análises avançadas, o sistema pode refinar automaticamente a área de maior atividade na região e fornecer uma previsão do tempo mais rápida e precisa.

Outra novidade é que a IBM ingressou na LOT Network, uma comunidade de empresas sem fins lucrativos que cria uma barreira protetora contra “sequestradores de patentes” ou entidades de afirmação de patente. A LOT Network é uma comunidade que trabalha para proteger os usos tradicionais de patentes, promover a inovação e combater ameaças ao sistema provenientes das Entidades de Asserção de Patentes (PAE). Essa decisão está alinhada com a aquisição histórica da Red Hat, membro fundador da LOT Network, e é outra prova de como os clientes e a comunidade de código aberto se beneficiarão da união entre a IBM e a Red Hat. Este é um grande passo no avanço da inovação, garantindo que nossas patentes não possam ser usadas como armas contra desenvolvedores de código aberto.

Pelotas Parque Tecnológico receberá instalação de usina fotovoltaica com geração de energia sustentável

Um novo projeto irá mudar a forma do Pelotas Parque Tecnológico se relacionar com o meio ambiente e a energia graças à instalação de uma usina de geração solar fotovoltaica no local. A assinatura para o início da sua execução aconteceu em 09 de janeiro, na Prefeitura Municipal de Pelotas, que também participará com uma contrapartida sob a gestão da Secretaria de Desenvolvimento, Turismo e Inovação. A operação municipal é da Secretaria de Planejamento e Gestão (SEPLAG). O investimento total será de cerca de R﹩ 425.000,00.

A implementação da usina é resultado de uma emenda parlamentar de responsabilidade do senador Lasier Martins, que destinou R﹩ 420.774,00 em recursos. O senador havia visitado as obras de Pelotas Parque em 2015 e se comprometido em buscar verbas para potencializar o empreendimento visando o desenvolvimento sustentável. Para o representante gaúcho no Senado, que é um entusiasta do trabalho que vem sendo realizado, o Parque se destaca a nível nacional. “É um ambiente fomentador de pesquisa, inovação, geração de renda e empregos e significa muito dentro das novas tecnologias e economias”, afirma. A prefeitura municipal também é parceira da instalação da usina com uma contrapartida no valor de R﹩ 4.250,24.

Ao todo, serão instalados 245 painéis solares que irão gerar 109.000 kWa/ano, formando um teto com estrutura para 32 vagas de estacionamento coberto. Nos recursos também estão previstos os custos com a compra de outros equipamentos necessários e toda a infraestrutura do projeto elétrico. Para o Presidente do CONSAD -Conselho de Administração do Pelotas Parque, Mauro Meireles Leite, o impacto irá gerar uma economia de 90% no consumo das áreas comuns utilizados pelas empresas, parceiros e comunidade .

Vantagens competitivas

O desenvolvimento sustentável sempre se enquadrou entre as vertentes do Pelotas Parque Tecnológico. Com a instalação da usina, o empreendimento passará a ganhar condições de ainda mais competitividade. Além da questão de diminuir os custos na fatura de energia elétrica, essa será uma energia limpa, abundante, gratuita e renovável.

Já quanto a sua instalação, a usina se caracteriza por não emitir ruídos e também poder ser ampliada pelo fato de ser modular. Portanto, se houver necessidade de mais placas devido ao aumento de consumo, isso também será possível. A manutenção otimiza ainda mais os custos: as placas necessitam apenas de lavagem de seis em seis meses.

Mauro Meireles destaca também que a instalação valoriza o próprio imóvel, além de ser combinado a uma nova estrutura coberta para o estacionamento dos veículos para 50% das vagas existentes, o que hoje não existe no local. As obras devem iniciar no segundo trimestre deste ano, após a tramitação do projeto na Caixa Econômica Federal e processo de licitação.

Estiveram presentes no Gabinete da Prefeita Paula Mascarenhas, além do presidente do CONSAD, o vice-prefeito de Pelotas, Idemar Barz; representantes da SEPLAG – Secretaria de Planejamento e Gestão; Caixa Econômica Federal; representantes da SDETI – Secretaria de Desenvolvimento, Turismo e Inovação, Lisandra Cardoso e Diego Knorr e os Diretores do Pelotas Parque Tecnológico, Cristian Kuster, João Carlos Deschamps e Rosâni Ribeiro.

EBANX lança conta digital no Brasil e marca entrada no segmento de produtos para o consumidor

O EBANX, fintech brasileira conhecida por oferecer soluções de pagamento da América Latina a sites nacionais e internacionais, acaba de lançar em fase beta — por meio da sua nova empresa de pagamentos locais, o EBANX Pagamentos Ltda. — o EBANX GO, uma conta de pagamentos digital com cartão físico e virtual Visa para consumidores brasileiros.

O produto marca a entrada da empresa, que atingiu o status de unicórnio em outubro do ano passado, no segmento de produtos voltados para o consumidor final, o que amplia o leque de atuação da fintech e reforça sua presença no mercado de pagamentos brasileiro.

“Oferecer acesso sempre foi a grande missão do EBANX. Começamos com soluções de pagamentos latino-americanos para sites internacionais, que ajudaram a popularizar produtos e serviços globais como Airbnb, Spotify e AliExpress no Brasil e em outros sete países da América Latina. O EBANX GO é mais um passo nessa direção, dessa vez atuando diretamente no mercado brasileiro”, afirma Wagner Ruiz, cofundador e CFO do EBANX.

O cartão do EBANX GO foi lançado em caráter experimental, em parceria com a Dock (do Grupo Conductor) e a Visa do Brasil, e foi oferecido por convite a 10 mil consumidores brasileiros num primeiro momento. Ele pode ser acessado por meio de um aplicativo, disponível para os sistemas Android e iOS. Há uma lista de espera para quem tiver interesse no produto, que deve ser lançado em definitivo no mercado brasileiro no início do segundo semestre de 2020.

“Estamos muito felizes em apoiar o EBANX na construção dessa solução. Ser parceiro de um produto tão disruptivo e inovador é estratégico para o nosso compromisso de acelerar a transformação por trás do aumento do uso dos pagamentos eletrônicos no Brasil”, conta Fernando Teles, country manager da Visa do Brasil.

Entre as funcionalidades em teste do EBANX GO, está o cashback de 5% para compras realizadas em 18 e-commerces e serviços digitais parceiros, como AliExpress, Gearbest e Spotify. O dinheiro é disponibilizado no próprio EBANX GO, e pode ser usado em outras transações ou transferido a uma segunda conta, de acordo com a preferência do usuário.

“É um produto extremamente competitivo, com cashback de verdade, sem prazo de expiração. Entramos neste mercado com uma visão diferente, aplicando toda nossa experiência adquirida com clientes globais e aprendizado com consumidores brasileiros ao longo de muitos anos para garantir um serviço diferenciado sem perder o DNA do EBANX, que sempre está atrelado a acesso, velocidade e democratização financeira. Estamos orgulhosos de oferecer mais uma plataforma a milhares de brasileiros”, diz Ruiz.

Um em cada três brasileiros não tem acesso a uma conta bancária, segundo pesquisa recente. O Brasil também tem um dos maiores spreads bancários do mundo, de acordo com o Banco Mundial. O lançamento do EBANX GO contribui para a transformação dessa realidade ao oferecer acesso a serviços financeiros baratos e de qualidade para milhares de consumidores.

O EBANX GO foi criado por uma área da fintech que se dedica exclusivamente à inovação e ao desenvolvimento de novas soluções. Entre os produtos criados, está o EBANX Track, uma plataforma de rastreamento de encomendas.

“No EBANX, a inovação está presente em todas as áreas, e não restrita a um setor específico. Os projetos criados na área de End User se alimentam disso, e têm base nos insights trazidos por todas elas”, afirma Ariel Patschiki, diretor de produto para End User do EBANX Pagamentos Ltda.

Como funciona

O EBANX GO é um cartão pré-pago Visa e pode ser usado para compras em qualquer estabelecimento, site ou aplicativo que aceite a bandeira. O produto é vinculado a uma conta de pagamento, que pode ter seu saldo adicionado pelo próprio usuário. É com esse saldo que o consumidor pode fazer suas compras, usando o EBANX GO como um cartão virtual e físico.

Não são cobradas taxas para o depósito, manutenção ou para a abertura da conta digital, nem para transferências — que serão possíveis do EBANX GO para qualquer conta corrente ou poupança.

O cashback de 5% será oferecido apenas para compras realizadas em 18 e-commerces e serviços digitais que estão participando da fase beta do EBANX GO. Entre eles, estão Spotify, AliExpress, Gearbest, UseGiraffe, PatPat, Ctrip, Civitatis e Cambly. A lista completa pode ser consultada no site www.ebanxgo.com/.

A cada compra realizada nesses sites, o consumidor terá direito a 5% do valor da transação de volta. Esse valor não tem data de expiração para ser usado, e será depositado em até 15 dias úteis, na conta digital EBANX GO. Ele ainda pode ser transferido para outra conta ou usado em futuras compras, de acordo com a preferência do cliente.

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PluzApp tem máquina de débito e crédito para pessoas físicas

Dando sequência a uma parceria fechada com o EBANX, gigante nacional em meios de pagamentos, foi lançada, nesta semana, PluzApp Business Conections, máquina de cartão de débito/crédito para Pessoas Físicas, ferramenta que vai auxiliar o trabalho de autônomos parceiros do aplicativo PluzApp na cobrança de vendas e serviços.

O PluzApp foi criado para facilitar negócios entre quem vende e quem compra pelo Whatsapp, serviço de mensagens que se tornou uma ferramenta poderosa para alavancar vendas e escalar negócios com baixo investimento e resultados exponenciais.

A maquininha não tem custo inicial, somente as taxas no débito e crédito que são as de mercado.

Saiba mais sobre o PluZapp em https://www.vendawhatsapp.com.br/

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Congressos irão debater o futuro da energia solar distribuída e resultados de projetos de biomassa no Brasil

As fontes renováveis para a geração de energia elétrica têm obtido aumento da capacidade instalada e, consequentemente, participação ainda mais expressiva na matriz energética brasileira.

De acordo com o Balanço Energético Nacional 2019, da EPE – Empresa de Pesquisa Energética, houve um aumento de 131% na geração distribuída, em comparação ao ano anterior.

O Brasil é o país com a maior produção de energia limpa do planeta. Isso devido, principalmente, às hidrelétricas, mas solar, biomassa e eólica avançam. E, para debater esse tema estratégico para o país, dois eventos acontecerão em paralelo à Ecoenergy 2020 – Feira e Congresso Internacional de Tecnologias Limpas e Renováveis para Geração de Energia .

O primeiro é o Congresso Ecoenergy, que será realizado entre os dias 14 e 16 de abril de 2020, no pavilhão do São Paulo Expo. Tem o objetivo de debater questões imprescindíveis para o desenvolvimento das energias solar no Brasil, como a disponibilização de linhas de financiamento e novas iniciativas de adequação às necessidades dos empreendedores, assim como tecnologias disruptivas e alianças estratégicas entre os agentes.

O tema central será o “Retorno sobre o Investimento e Empreendedorismo em Geração Solar Distribuída”, com painéis sobre “Geração distribuída e perspectivas para avanços na geração de energia solar em 2020”; “Modelo regulatório em pauta: análise de especialistas sobre a gestão de investimentos em geração distribuída no Brasil”; “Empreendedorismo em energia solar: como buscar capacitação e começar um novo negócio no mercado de energia solar?”; “Potencial de mercado para gestão de projetos, instalação de painéis fotovoltaicos e manutenção de sistemas”; “Requisitos a serem cumpridos em Segurança do Trabalho: Normas Regulamentadoras (NRs) a seguir e Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) fundamentais para a atividade”.

No segundo dia, estarão em debate a “Inovação tecnológica e parceria com fabricantes de equipamentos, softwares e gestão operacional e controles na produção de energia solar: como construir parcerias de sucesso?”; “Gestão financeira do negócio e análise do retorno sobre o investimento: diretrizes para os empreendedores que já estão no mercado e aos que estão começando novos negócios voltados à instalação e gerenciamento de projetos”; “Implantação de sistemas de energia solar em prédios públicos e em condomínios residenciais ou corporativos: quais são os impactos na redução de custos e o efetivo retorno sobre o investimento?” e “Geração de energia solar em plantas industriais, prédios comerciais e residenciais: benefícios operacionais e financeiros para os gestores de Facilities, Manutenção e aos próprios condôminos”.

Já no último dia, congressistas e palestrantes irão debater “Alternativas de financiamento de equipamentos para geração de energia solar”; “Comercialização de energia: o que é fundamental saber sobre a operacionalização e ganhos com a venda de energia excedente”; “Direcionamento a respeito da tributação de energia solar”; “Seguros para empreendimentos de geração distribuída em energia solar”; e “Quais as soluções propostas pelas startups para a geração de energia solar e eficiência energética dos empreendimentos? A Inteligência Artificial já é uma realidade em energia solar?”.

A biomassa como alternativa

Paralelamente ao Congresso Ecoenergy, acontecerá nos dias 14 e 15 de abril a 4ª edição do Biomass Day – Congresso Internacional de Biomassa que discutirá a utilização da biomassa para a geração de energia elétrica. O evento vai tratar das “Vantagens Competitivas e Potencial para Geração de Receitas em Projetos de Biomassa” diante do imenso potencial de geração de energia elétrica, vapor e bioprodutos de acordo com as particularidades dos vários tipos de biomassa.

O tema central será “Vantagem competitiva, eficiência energética e resultados financeiros no aproveitamento das biomassas agrícolas, florestais e urbanas”, com painéis sobre “Panorama da biomassa no Brasil, participação na matriz energética e potencial para atração de investimentos”; “Panorama, perspectivas e potencial para atração de investimentos em biomassa”; “Questões jurídicas que norteiam os resíduos agrícolas, florestais ou urbanos”; “Aproveitamento de resíduos urbanos, gestão industrial e as vantagens econômico-financeira dos projetos waste-to-energy na geração de biogás”; “Eficiência energética e tecnologia orientada à otimização da biomassa para geração de energia e vapor nas caldeiras de alta pressão”; “Mercado de compra e venda de biomassa agrícola para cogeração de energia: como rentabilizar a operação?”.

No último dia, a programação segue com painéis sobre “Tributação e gestão fiscal em operações de comercialização de biomassa”; “Estudo de viabilidade financeira para uso dos resíduos”; “Comercialização de energia – como operacionalizar a venda da energia excedente, produzidos por meio da cogeração de biomassa”; “Economia circular e a construção de parcerias para monetizar os resíduos de origem florestal e urbana”.

Ecoenergy 2020

Data: de 14 a 16 de abril

Horários: Congressos – 9h às 18h | Feira – 13h às 20h

Local: São Paulo Expo Exhibition & Convention Center

Rodovia dos Imigrantes, Km 1,5 – São Paulo/SP

http://feiraecoenergy.com.br/16/

Cinco tendências de segurança de redes para 2020

Por Guilherme Araújo, Diretor de Serviços da Blockbit

Dois trilhões de dólares. Segundo pesquisas globais, esse é o tamanho do prejuízo provocado por crimes virtuais ao longo de 2019, em uma lista de ataques que inclui todo o tipo de fraudes e contaminações em busca do roubo e sequestro de dados. De fato, números como os registrados este ano deixam claro que nunca foi tão complexo manter a segurança digital das informações como hoje em dia. Afinal de contas, ao mesmo tempo em que a tecnologia evolui, os cibercriminosos também continuam a desenvolver suas armadilhas e truques.

Nesse cenário, garantir a segurança da infraestrutura de TI demanda uma postura proativa, que invista em soluções e processos que mitiguem as possíveis ameaças, eliminando as brechas e vulnerabilidades que, porventura, existam dentro das organizações como um todo. Além disso, é fundamental ter sistemas de segurança capazes de monitorar a estrutura tecnológica de forma contínua.

Com ajuda da tecnologia, é possível aumentar a proteção digital das empresas e iniciar uma jornada de maior performance empresarial. Para manter as empresas em alerta, destacamos as tendências que merecem destaque e atenção dos executivos líderes de TI e, também, dos responsáveis por segurança. As cinco principais tendências de segurança digital para 2020:

1. Privacidade de Dados – Com a entrada em vigor da nova Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) prevista para agosto de 2020, a “privacidade de dados” será um tema bastante frequente para as empresas, especialmente aquelas com grandes operações e diversos canais de atendimento a clientes. Contudo, vale destacar que as organizações serão responsáveis por todos os tipos de dados pessoais – incluindo o de parceiros e colaboradores, além dos consumidores. Isso exigirá que os líderes de negócios e TI trabalhem para fortalecer suas defesas, incluindo a gestão de links e o reforço de políticas de controle de acesso às informações.

2. Gestão de dispositivos pessoais – Aproximadamente dois terços dos problemas de segurança acontecem por meio de falhas humanas, com erros de processo e negligência durante as operações. Outro ponto interessante é que a maior parte dos ataques virtuais começam com contaminações de equipamentos “pessoais” (dos colaboradores), que são usados dentro da rotina corporativa. Isso significa, portanto, que gerenciar redes com cada vez mais dispositivos conectados é uma atividade verdadeiramente desafiadora – e complexa – para as equipes de cibersegurança. Em ambientes onde os usuários podem usar seus próprios equipamentos, é indicado que as companhias estabeleçam políticas de segurança mais rigorosas, com filtros de conteúdo práticos. Outra medida importante é contar com firewalls de próxima geração, com recursos avançados para o monitoramento e proteção das informações.

3. Internet das Coisas (IoT) e Inteligência Artificial (IA) – À medida que a Quarta Revolução Industrial avança, podemos esperar que novas ameaças contra os novos padrões de interação homem-máquina surjam gradualmente. Os projetos de IoT estão sendo construídos em diferentes camadas, com redes e sistemas que podem ser atacados em diferentes pontos e formatos. Hoje, estudos já indicam o aumento das tentativas de fraude direcionadas aos sistemas de automação, sensores e access points utilizados na estrutura geral. Além disso, clusters em Nuvem e servidores locais também podem ser alvos de contaminações. É recomendado investir em novas ferramentas de identificação de ameaças, com detecção inteligente de invasões e anomalias de rede.

4. Foco nas pessoas – Um dos desafios das empresas para 2020 será conscientizar e engajar os profissionais para a importância do tema cibersegurança, uma vez que a proteção digital depende da atenção e do empenho de todos. Com processos cada vez mais rápidos e alta exigência por eficiência, é extremamente importante que os usuários entendam seus papeis dentro da segurança da organização como um todo. Até porque é bastante provável que as tentativas de Phishing – envio de iscas maliciosas por e-mail, mensagem e redes sociais – siga sendo o principal mecanismo de infecção de vírus e malwares. Nesse cenário, as empresas devem treinar seus colaboradores, estabelecendo regras práticas de atuação. O objetivo é diminuir ao máximo as vulnerabilidades, sem abrir mão da produtividade trazida à tona pela transformação digital.

5. Prepare-se para mudanças – Estamos diante de um cenário em evolução tecnológica, no qual as ameaças cibernéticas também estão aumentando ano após ano em todo o planeta. Vale deixar claro, porém, que os ataques não visam apenas as grandes empresas – hoje, até mesmo os pequenos negócios são alvo de hackers, que ficam à procura de brechas em seus sistemas de segurança. Para enfrentar esse ambiente desafiador, as organizações devem adotar ferramentas para monitorar seu ambiente de TI e contar com o apoio de especialistas que trabalham constantemente para manter as configurações bem ajustadas às necessidades de desempenho e proteção das redes. É fundamental observar a segurança das redes como um ponto estratégico, com impactos diretos às vendas, à produção e, desse modo, ao resultado geral da companhia. É hora de se antecipar às ameaças buscando as inovações que permitirão aos líderes uma nova experiência para gerenciar os riscos e maximizar as oportunidades.

EMBRAPII recebe aporte de 80 milhões para ampliar pesquisa e inovação

A EMBRAPII (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial) recebeu aporte de R﹩ 80 milhões do Ministério da Educação (MEC). O recurso será destinado para credenciamento de universidades e institutos federais como novas Unidades EMBRAPII, além de financiar e desenvolver mais projetos de inovação com os centros de pesquisa cadastrados.

No modelo da EMBRAPII, as empresas que possuem um projeto avaliado como inovador podem buscar uma das 42 Unidades credenciadas pela instituição (renomados centros de pesquisa distribuídos pelo país) para desenvolverem seus projetos. A demanda da indústria é avaliada, inclusive, com análise de questões como viabilidade técnica e interesse do mercado. Caso aprovados, os gastos para o desenvolvimento são divididos em três partes. A EMBRAPII fica responsável por até um terço do investimento (recursos não reembolsáveis). Os 2/3 remanescentes dos recursos necessários para a execução são negociados entre a unidade credenciada e as empresas contratantes do projeto.

O diretor-presidente da EMBRAPII, Jorge Almeida Guimarães, lembra que, desde 2013, a instituição tem contribuído para o desenvolvimento da pesquisa e inovação na indústria brasileira. Já são mais de 850 projetos apoiados em diferentes áreas, beneficiando empresas em todas as regiões do Brasil. O recurso aportado irá contribuir para que este trabalho continue crescendo, juntamente com a colaboração dos institutos de pesquisas.

“As universidades brasileiras têm reconhecida competência para atuar em projetos de inovação e a EMBRAPII oferece tais possibilidades pelo financiamento com recursos não reembolsáveis, centrado em um processo simples, ágil, flexível e sem burocracia. Com apoio, é possível construir um espaço maior de inovação em cada campus universitário”, destaca.

Para o ano de 2020, estão previstos R﹩ 47,8 milhões oriundos de emenda parlamentar, que fortalecerá as ações da instituição. Somado a esse montante, a expectativa é que outros aportes venham do MCTIC (Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações) e Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), bem como um aporte do orçamento de 2020 do MEC.

Modelo que aproxima pesquisa e indústria

A EMBRAPII é uma organização social que tem contrato de gestão com três ministérios: Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Educação (MEC) e Saúde (MS).

Possui um modelo próprio de incentivo à inovação industrial inspirado em organizações internacionais e adequado ao ecossistema brasileiro. Em seis anos de atuação, já beneficiou mais de 600 empresas dos mais variados segmentos, tanto no desenvolvimento de projetos, quanto em seu financiamento.

Seja gentil primeiro, esteja certo depois

Por Marvio Portela, vice-presidente do SAS para América Latina

“Be kind first, be right later”

Como parte do debate em andamento sobre inovação e novas maneiras de fazer as coisas, um dos desenvolvimentos que mais me empolga ao entrarmos em uma nova década é a mudança dos sistemas de trabalho tradicionais em direção a uma mentalidade baseada na gentileza.

No mundo da tecnologia, ouvimos muito a palavra “ecosystem” — que descreve uma configuração que engloba valores e interdependência compartilhados. Essa maneira de trabalhar visa substituir o “egosystem”: a insistência no status quo, a necessidade de auto-engrandecimento e estar certo o tempo todo.

Quando entramos em uma nova década, em que a colaboração será a tônica de todos os negócios de sucesso, essa maneira estabelecida de trabalhar dará lugar a uma cultura em que as equipes que vencerão serão aquelas em que as pessoas são gentis umas com as outras.

Embora nossos egos possam ser informados pela necessidade de estar certo e impor nossos pensamentos e crenças – para que sejamos respeitados e creditados por nossas realizações -, precisamos aceitar que podemos (e vamos) estar errados, mas sem nenhum senso de falha ou constrangimento. Essa aceitação, essa vulnerabilidade, é um elemento central de ser gentil.

Em 2020, celebrar e possibilitar as realizações de outras pessoas e sair dos holofotes sempre que necessário precisará ser muito mais difundido para que possamos liberar o real potencial das equipes. Como líderes, também precisaremos associar as ocasiões em que estamos incorretos com nossa jornada de aprendizado contínuo.

Para trabalharmos bem, precisamos estar menos obcecados com nossas próprias certezas

Fiquei imensamente satisfeito com os resultados da minha pesquisa por sinônimos da palavra gentil. Isso porque existem tantos, todos relacionados a coisas que gostamos de ver nas melhores pessoas: são calorosos, generosos, atenciosos, altruístas, bem-intencionados, pacientes, agradáveis, decentes.

Em minha pesquisa, também encontrei a origem real da palavra. Vem do inglês antigo, onde o sentido original é “natureza, a ordem natural”, também “caráter inato”. Então, estamos falando de uma característica básica de todos nós, algo em que todos somos capazes de explorar.

Considerando que todos somos capazes de ser gentis, os benefícios da gentileza para com o bem-estar, a satisfação com a vida e até quanto tempo vivemos, estão bem ao nosso alcance. E como as pessoas legais criam uma vida melhor para si mesmas, são capazes de fazer com que outras pessoas se sintam bem: neste momento, convido você a fechar seus olhos brevemente e pensar em pessoas que você conhece que se saem extremamente bem na vida. É muito provável que eles sejam principalmente indivíduos com quem as pessoas gostam de estar por perto e trabalhando.

Ser gentil é uma característica humana básica

À medida que nos aproximamos do final de um ano e início de outro, sou verdadeiramente grato a todas as pessoas com quem interagi nos últimos 12 meses. Tenho a sorte de que a maioria deles, particularmente na minha equipe, são pessoas que demonstram repetidamente o verdadeiro valor de ser gentil – seja nos negócios ou no sentido pessoal.

Em 2020, estou determinado a seguir as palavras sábias atribuídas a Kazuki Yamada, que sabiamente disse que nosso objetivo na vida deveria ser “be kind first, be right later”. Não é apenas a coisa mais natural e correta a ser feita como líder, mas como ser humano.

Startup espanhola desenvolve novas funções para seu aplicativo e cresce o número de lojas no Brasil

O ano de 2019 foi de crescimento no mercado de franquias. O setor obteve avanço nos três primeiros trimestres em relação ao mesmo período levantado em 2018. Os primeiro três meses a alta foi de 7%, no segundo foi de 5,9% e no terceiro o aumento foi de 6,1%, todos os dados em pesquisa feita pela ABF (Associação Brasileira de Franchising).

O segmento de lavanderias da Mr Jeff, de fevereiro até dezembro, abriu 59 lojas em todo o Brasil, divididos nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul, Goiânia, Santa Catarina, Tocantins, Pará e o Distrito Federal.

A maior mudança foi em sua marca corporativa, a Mr Jeff se tornou Jeff e desenvolveu novas funcionalidades para expandir seu leque de serviços através do aplicativo “Jeff – O Super app de serviços”, mantendo as funções de lavanderia e adicionando as opções de cuidados com beleza e condicionamento físico, tudo isso em apenas um clique para satisfação e praticidade ao cliente.

“Essa expansão do nosso produto foi importante para abranger mais serviços de utilidade para as pessoas. Somado isso ao crescimento de franquias da Jeff espalhada pelo Brasil, terminamos 2019 com apreço pelo que foi feito, mas temos muito trabalho para 2020”, afirma Eloi Gómez, CEO e cofundador da Jeff.

O ano da Jeff também teve parcerias importantes ligadas ao esporte, a empresa se juntou ao Valencia, clube de futebol da Espanha e a seleção feminina de futebol da Argentina, para ser o patrocinador oficial da duas equipes para a temporada 2019/2020.

Ao todo, a startup obteve crescimento de 30% nos downloads do seu aplicativo e aumentou o números de lojas pelo país. Para o próximo ano, a Jeff espera mais inaugurações por vir. “Para o ano que vem há uma previsão mínima de duplicar o volume de lojas. O Brasil se tornou um ótimo mercado para os nossos serviços e é importante mantermos a expansão por aqui”, conclui Eloi.

Contact center do futuro: 5 investimentos essenciais

Por Paul Lang

Como centro da experiência do cliente, o contact center precisa evoluir fundamentalmente para que as organizações continuem competitivas em um mundo cada vez mais digital. Mas de que tipo de mudanças estamos falando? Como é esse “novo contact center”? Estudos sugerem cinco investimentos essenciais para navegar no contact center do futuro:

1) Autoatendimento sem esforço: o Gartner prevê que, até 2023, os clientes preferirão usar interfaces de fala para iniciar 70% das interações de autoatendimento, em comparação com 40% em 2019. Recursos poderosos de automação fornecem interfaces de conversação simples e fáceis de usar que melhoram a precisão, eficiência e eficácia do autoatendimento. Se um cliente decidir escalar a interação, um agente será preparado com todo o contexto da conversa, incluindo o histórico de transações e comunicações. Dessa maneira, “autoatendimento sem esforço” significa aumentar – não substituir – as conexões humanas; ele reconhece a importância tanto do físico quanto do digital ao longo da jornada do cliente.

2) Foco no agente: com tanta ênfase na experiência do cliente, pode ser fácil para as marcas ignorarem a experiência que seus funcionários precisam para atender efetivamente aos clientes. O contact center do futuro capacitará os agentes com desktops modernos que permitam acesso rápido às informações sem precisar pesquisar ou sair da tela principal (pesquisas mostram que a mudança de tela por parte do agente custa a um contact center típico US﹩ 1,57 milhão por ano em perda de produtividade). Isso inclui assistentes virtuais inteligentes capazes de desviar interações repetitivas ou tediosas para manter os agentes produtivos, imersos e engajados (de acordo com a Dimension Data, 62% dos executivos esperam que os assistentes virtuais tenham um lugar nas suas empresas nos próximos dois anos).

3) Insights sobre interação: segundo a Accenture, 81% dos clientes desejam que as marcas os entendam melhor para saber quando e como abordá-los. As organizações devem migrar da comunicação para a conversa a fim de impulsionar o alto nível de personalização requerido pelos clientes. Isso significa usar a análise conversacional em tempo real para entender melhor os tipos de experiências que os clientes estão tendo nos canais de comunicação (principais tendências, preferências, problemas). Significa também analisar essas conversas para melhorar a experiência dos agentes, obtendo um melhor entendimento das suas preferências, satisfação geral e de onde eles podem enfrentar problemas como limitações em aplicativos, procedimentos ou políticas.

4. Emparelhamento inteligente: uma das grandes frustrações – se não a maior delas – no contact center continua sendo as transferências desnecessárias entre agentes. Os insights de interação podem ser usados para emparelhar clientes e agentes de forma inteligente, com base nos principais dados de negócios (por exemplo, histórico de comunicação, padrões de conversação) e características (sentimento, relacionamento, emoção) para gerar uma conexão humana mais significativa, aumentando a receita e reduzindo os custos trabalhistas. Em um banco, por exemplo, um chamador pode ser encaminhado para um especialista em gestão de capital já que as últimas cinco perguntas feitas no chat ao vivo eram sobre gastos com contas. O emparelhamento inteligente ajuda a evitar esforços exaustivos para levar as pessoas ao representante e/ou canal de serviço certo, acelerando os resultados e aumentando a probabilidade de lealdade e advocacy.

5. Ecossistema de aplicativos: uma abordagem de ecossistema de aplicativos permite que as organizações avaliem com flexibilidade as tecnologias de contact center necessárias para fornecer experiências incríveis para clientes e agentes. Eles podem obter acesso a aplicativos e recursos do tipo “clique para adicionar” aparentemente intermináveis (por exemplo, análise de fala, relatórios avançados, roteamento inteligente, gerenciamento de conhecimento, automação de processos robóticos) para criar um ambiente personalizado de contact center que atenda às necessidades exatas dos seus colaboradores e clientes. Segundo o Gartner, até 2025, uma empresa típica de contact center estará explorando os benefícios de uma abordagem de ecossistema de aplicativos para capacitar melhor a equipe e aprimorar o serviço.

Há uma coisa que todos esses investimentos têm em comum: inteligência artificial. A IA está impulsionando recursos verdadeiramente revolucionários no contact center que atuam na tendência abrangente da transformação digital. Quando implementada de maneira eficaz, a IA nessa área de negócios reduz custos, melhora a receita, fortalece o desempenho da força de trabalho e, acima de tudo, gera uma conexão humana mais significativa. O contact center do futuro é construído em IA, a ponto de 81% das marcas acreditarem que deixar de adotar essa tecnologia agora lhes custará na próxima década.

O fato é: o contact center experimentará mais mudanças nos próximos 10 anos do que nos próximos 100; por isso, é preciso investir já, ou a conta a ser paga depois será muito cara…

Paul Lang lidera a área de Contact Center Marketing da Avaya

Taxação de energia solar desestimula investimentos no agro, diz SRB

A Sociedade Rural Brasileira (SRB) apoia a decisão do Presidente da República, Jair Bolsonaro, de manter os descontos para empresas e consumidores que utilizam energia solar no Brasil. Bolsonaro assegurou na última terça-feira (07/01) que a taxação está descartada, mas a decisão final só será tomada no dia 21, data da próxima reunião de diretoria da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). Para a entidade, a chamada “taxação do sol”, proposta pela agência reguladora, representa custos adicionais aos produtores e desmotiva os investimentos em geração de energia limpa nas propriedades rurais.

Residências e empresas com painéis solares se enquadram na modalidade de Geração Distribuída (GD) de produção de energia. A norma atual prevê que consumidores dessa modalidade podem ceder o excedente de energia produzido para o sistema geral, ficando como um crédito. Nesse caso, o consumidor de GD não paga o custo da rede de transporte de energia para a distribuidora. A proposta da Aneel prevê o fim dessa isenção. “O desconto é um incentivo para o setor concentrar o uso da maior parte dos equipamentos elétricos nos horários de menor consumo de energia e, portanto, reduzir a demanda nos horários de pico”, explica Marcelo Vieira, presidente da SRB.

Segundo a SRB, boa parte dos produtores rurais no Brasil investem em fontes sustentáveis e alternativas de energia, como eólica, solar e a partir de biomassa e resíduos florestais, para garantir o abastecimento das propriedades. Esses investimentos foram viabilizados a partir de 2012, quando a Aneel lançou normativo que permitiu aos consumidores gerar a sua própria energia. “Muitos produtores têm dificuldade de acesso à rede de distribuição de energia elétrica, o que torna a geração alternativa ainda mais importante”, ressalta Vieira.

Para a entidade, a aprovação da nova proposta torna inviável a implementação de sistemas de geração de energia, já que o prazo para recuperar o valor investido nas instalações será ainda mais longo. A SRB lembra ainda que aumentar a participação de bioenergia sustentável na matriz energética é um dos compromissos firmados pelo Brasil durante o Acordo de Paris, em 2015.

A entidade destaca que os custos com energia elétrica para o agronegócio são altos e correspondem a uma parcela significativa nos investimentos da produção. “Gerar a própria energia é uma alternativa para baratear os custos e deixar os produtores menos dependentes do fornecimento tradicional”, completa Vieira.

A energia solar está cada vez mais presente em propriedades rurais. Somente no primeiro semestre de 2019, foram produzidos 32.963kWp, o que representa cerca de 86% do total gerado durante o ano todo em 2018. Os dados são da própria Aneel. Segundo a SRB, a matriz energética brasileira já é uma das mais limpas entre as grandes economias. “Estamos comprometidos em dobrar a produção de biocombustíveis e quintuplicar a produção de bioenergia, precisamos que as agências reguladoras estejam em consonância com esse pensamento”, conclui o presidente da SRB.