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Brasil tem mais de 430 startups de educação; São Paulo engloba quase metade, releva KPMG

A KPMG e a Distrito Dataminer realizaram um levantamento sobre startups que atuam no setor de educação, intitulado “EdTech Mining Report”. O relatório mostra que, no Brasil, existem 434 startups nesse setor, sendo que São Paulo engloba quase a metade delas com 41,6%. O estado tem o percentual maior que às regiões Sul (20,7%), Nordeste (8,2%), Centro-Oeste (6,4%) e Norte (1,3%). De acordo com o levantamento, a distribuição geográfica de EdTechs é maior que em outros setores, como por exemplo, o das FinTechs (startups de finanças).

De acordo com o estudo, as EdTechs são divididas em seis categorias, sendo o item “ferramentas para instituições” o principal deles com 25,4%. As outras categorias são as seguintes: novas formas de ensino representam 20,8%; seguidas por plataformas para educação, 17,3%; ensinos específicos, 17,1%; foco no estudante, 12,7%; conteúdo educativo, 4,2%; financiamento do ensino, 2,5%. O levantamento mostrou também que, entre 2013 e 2017, foi registrado um aumento de 62% no número de startups de educação no país, totalizando 273 somente nesses quatro anos.

“No Brasil, há um número considerável de EdTechs, porém, o quantitativo é inferior do cenário internacional. O mercado global deve crescer 17% ao ano, atingindo um faturamento de 252 bilhões de dólares no próximo ano. Outro aspecto que reforça o potencial das EdTechs no Brasil é o avanço das matrículas dos alunos do ensino na modalidade de educação à distância”, explica o sócio-líder em educação da KPMG do Brasil, Marcos Boscolo.

Com relação ao faturamento, a pesquisa mostrou ainda que 19,9% dessas empresas faturam até 360 mil reais; 61% empresas de 360 mil a 5 milhões de reais; 14,2% de 5 milhões a 25 milhões de reais; 1,6% de 25 milhões a 50 milhões de reais; e apenas 2,2% delas faturam mais de 50 milhões.

“Além de tornar as aulas mais dinâmicas e atrativas, os principais benefícios da tecnologia no ensino são: acompanhar o processo pedagógico em que é possível classificar os erros e acertos do aluno; identificar lacunas de aprendizagem e planejar intervenções apropriadas para solucioná-las e individualizar o ensino. Outro ponto de destaque é que com o investimento na educação e a formação de indivíduos podem contribuir para o desenvolvimento econômico e social do país”, complementa o sócio da KPMG.

Representatividade das mulheres nas EdTechs é a segunda maior entre outros setores

A pesquisa ainda traça o perfil dos sócios na EdTechs. O formato típico é composto de dois a três sócios, com idade entre 35 e 45 anos e ensino superior completo. Atualmente 79% dos sócios são homens, contra 21% de mulheres. Entretanto, a representatividade feminina entre os sócios de outros setores é a segunda maior nas startups de educação, ficando atrás apenas das startups de direito (LegalTech), com 25%, e na frente das de saúde (HealthTech), com 17%; administração (AdTech & MarTech), com 14%; Indústria 4.0 com 13%; financeiro (FinTech) com 11%.

Para ter acesso a pesquisa na integra, acesse: http://conteudo.distrito.me/distrito-dataminer-edtech-report

TIM fecha parceria com AgTech Garage para impulsionar a Inovação e as tecnologias móveis no Agronegócio

A TIM continua sua estratégia para desenvolvimento do agronegócio e firma parceria com o AgTech Garage, sediada em Piracicaba (SP), maior hub de inovação para o agronegócio da América Latina. O acordo vai oferecer a mais de 300 startups mentoria de negócios e fomento das soluções com apoio da plataforma NB-IOT (tecnologia destinada a soluções de internet das coisas), contribuindo para que o setor possa aumentar sua produtividade com automação, novas tecnologias e controle, tornando realidade o conceito de Agricultura 4.0.

“A estratégia da TIM é de se aliar aos principais players do agronegócio brasileiro para se posicionar como a fornecedora de conectividade do setor. A operadora já ultrapassou dois milhões de hectares cobertos e conta com mais de 20 parceiros diretos e indiretos para levar soluções de IoT para o campo. E, seguindo sua estratégia de expansão, celebra hoje a parceria com o AgTech Garage, que permitirá a ampliação de novas parcerias e negócios”, Alexandre Dal Forno, Head de Produtos Corporativos e IoT da TIM Brasil.

O AgTech Garage conta com cerca de 300 startups com as quais possuem relacionamentos e idealizam projetos exclusivamente para soluções do campo, independente de qual ou onde seja a dificuldade do produtor rural – do plantio à colheita, passando por todos os processos produtivos. Atualmente já são mais de 25 empresas parceiras que contam com a ajuda do hub para desenvolver suas estratégias de Inovação Aberta. Além disso, no momento, mais de 200 startups estão em processo de curadoria para entrada na comunidade. Na base de Piracicaba, o AgTech Garage conta com 25 startups residentes no espaço físico. A parceria com a TIM prevê ainda, desafios para startups ligadas ao setor, que poderão propor soluções para os clientes da operadora.

“É uma satisfação para o AgTech Garage ter a TIM como parceiro, sem dúvida um reforço de peso para nossa rede de parceiros, composta por líderes em seus mercados de atuação no Agronegócio. Faltava um líder com especialista em conectividade, uma área fundamental para o futuro tecnológico no campo. Além do know-how tecnológico da TIM ficamos contentes ao perceber o engajamento das pessoas envolvidas com o ecossistema de inovação, desenvolvendo todas as ações de forma planejada e estratégica”, diz José Tomé, CEO do AgTech Garage.

Esta é mais uma parceria realizada por meio do programa Open Innovation da TIM, que tem o objetivo de estabelecer uma rede de intercâmbio entre empresas de tecnologia, startups e instituições de ensino para apoiar o desenvolvimento de produtos e serviços inovadores. O intuito é explorar os novos negócios em conjunto com os parceiros da operadora, acompanhando continuamente a evolução das tecnologias exponenciais para criarem uma sociedade melhor.

“A parceria com a AgTech Garage permitirá o desenvolvimento de um ambiente mais favorável a atração de novos de parceiros e o fortalecimento da nossa abordagem de Inovação Aberta para o campo. Dessa forma, expandiremos o ecossistema TIM de clientes e parceiros para o agro, ajudando-os a resolverem seus problemas com tecnologia e inovação me um mundo cada vez mais conectado e on-line”, avalia Janílson Bezerra, Head de Innovation & Business Development da TIM Brasil.

Outras iniciativas para o campo

Por meio do programa Open Innovation, a TIM vem apoiando diferentes iniciativas que agregam valor à cadeia produtiva do Brasil. Com o ConectarAGRO formado pela TIM, AGCO, Climate FieldView, CNH Industrial, Jacto, Nokia, Solinftec e Trimble, que já conecta 1,6 milhões de hectares.

No setor pecuário, a operadora patrocinou pelo terceiro ano consecutivo o Ideas for Milk, projeto que busca por soluções digitais, em uma competição nacional visando ideias inovadoras para o modelo de negócio de diferentes produtores baseado em software web, aplicativos para smartphones ou hardware, além de soluções em IoT (Internet das Coisas, na sigla em inglês).

Outra solução da operadora voltada ao agronegócio, mas que também pode ser utilizada nas cidades, é a solução NB-IoT, tecnologia destinada a soluções de Internet das Coisas, cujo objetivo é alavancar o ecossistema de desenvolvedores de soluções IoT. Em um teste realizado no começo deste ano, em Goianésia (GO), a empresa confirmou o funcionamento da plataforma para grandes distâncias, conseguindo uma comunicação entre máquinas a 100Km de distância da estação rádio base.

Os resultados comprovam o alcance maior possibilitado pela plataforma e abrem o caminho para a viabilização de soluções de IoT em regiões de menor densidade populacional, como é o caso das fazendas e usinas da agroindústria brasileira e dos moradores de cidades que ficam nos seus arredores.

Bradesco Seguros inicia oferta de produtos no Banco Digital Next

Os correntistas do Next — banco 100% digital do Bradesco — que desejarem contratar produtos da Bradesco Seguros, agora contarão com a oferta dos produtos e serviços no aplicativo do banco. Inicialmente, será disponibilizado o Plano Dental, que pode ser consultado em uma nova área do App, chamada de “Proteção”.

Composto por uma rede credenciada de mais de 31 mil dentistas em todo o Brasil, o plano dental foi pensado para atender as necessidades dos usuários Next e oferece ampla cobertura como periodontia e endodontia (cuidados com a gengiva e tratamento de canal, respectivamente), radiologia, cirurgias, próteses, além de medidas de prevenção bucal. O produto é fruto da parceria entre a Bradesco Seguros e a OdontoPrev.

Com valor de R$45,60 por mês e possibilidade de inclusão de dependentes de qualquer idade, o produto tem como objetivo levar proteção aos quase dois milhões de correntistas ativos do Next, em sua maioria jovens, entre 18 e 34 anos, que ainda não possuem a cultura de contratar seguros. A finalidade é que os novos produtos e serviços do Grupo Bradesco Seguros sejam disponibilizados na plataforma para contratação a longo prazo.

A partir do novo canal de contratação, a Bradesco Seguros reafirma o compromisso de potencializar os produtos e serviços por meio de novas plataformas de atuação, atingindo sempre o maior número de consumidores, com diferentes faixas etárias.

A Bradesco Seguros conta com um amplo portfólio de produtos disponíveis no mobile e no Internet Banking do Banco Bradesco. Desde de 2014, a seguradora disponibiliza soluções em seguros aos correntistas do banco por meio do mobile e do Internet Banking. Na plataforma disponível nos smartphones, por exemplo, é possível contratar não só o plano dental, como também seguro viagem, residencial, acidentes pessoais, previdência privada, além de títulos de capitalização.

Zendesk lança pesquisa sobre como o atendimento ao cliente pode influenciar na lealdade dos consumidores

A Zendesk, Inc. (NYSE: ZEN) divulga o seu Zendesk Customer Experience Trends Report 2020 (Relatório Zendesk de Tendências da Experiência do Cliente para 2020), que analisa como as empresas podem promover a lealdade do cliente, o que mais importa para as pessoas quando se engajam com os negócios e o que diferencia os líderes das companhias em comparação com os seus concorrentes. O relatório anual reúne os resultados de uma pesquisa global e do Zendesk Benchmark, um índice de dados baseado no uso de produtos Zendesk por mais de 45.000 empresas do mundo todo e sobre como as empresas utilizam suas soluções de experiência do consumidor.

As expectativas dos clientes estão mais altas do que nunca e a lealdade é passageira. Segundo o relatório, metade dos clientes poderá mudar para um concorrente após uma única experiência ruim e 80% deixará a marca após várias experiências negativas. A pesquisa também revela que o serviço é o principal fator de lealdade do cliente, seguido apenas pelo preço.

“Estamos em uma era totalmente nova de expectativas dos clientes, de tal forma que o serviço pode levantar ou quebrar uma empresa”, disse Elisabeth Zornes, Chief Customer Officer da Zendesk. “Para criar uma base de clientes fiéis e realmente se diferenciar, empresas de todos os tamanhos em diferentes setores e regiões geográficas devem fornecer aos seus clientes uma experiência fácil e sem atritos, ganhando e reconquistando o cliente a cada interação”.

Embora as expectativas dos consumidores continuem aumentando, o Relatório Zendesk de Tendências da Experiência do Cliente para 2020 mostra que as empresas não estão atendendo a essas expectativas. Por exemplo, muitos dos canais que as pessoas desejam para uma resolução rápida e eficiente de seus problemas não estão sendo oferecidos – apenas um terço das empresas oferece opções de autoatendimento, como uma Central de Ajuda com base de conhecimento disponível, e menos de um terço oferece chat, mensagens via redes sociais e aplicativos, bots ou comunidades.

Ao mesmo tempo, as empresas enfrentam uma concorrência que fornece soluções dirigidas e a serviço do cliente, elevando o padrão para todos. Marcas bem estabelecidas e icônicas como Disney, Levi Strauss & Co. e a rede de hotéis Four Seasons permanecem um passo à frente, porque investem em novas tecnologias na busca contínua de uma experiência fácil e excelente ao cliente.

Isso apresenta um cenário desafiador e o relatório identifica o que as empresas de todos os tamanhos, em todos os setores, podem fazer para fornecer um excelente serviço e gerar usuários fiéis, começando com o processo inicial de vendas. De acordo com o Relatório Zendesk de Tendências da Experiência do Cliente para 2020, as empresas:

Mantém uma conversa contínua

Hoje, os clientes desejam conversas ininterruptas que não iniciam ou param no meio da interação ou se perdem em um canal de comunicação diferente. Eles querem que as empresas os alcancem onde estão, nos canais que já estão usando para se comunicar com seus amigos e familiares. As empresas que fazem isso, realmente fornecem um serviço melhor, com equipes de alto desempenho, duas vezes mais propensas a adotar uma abordagem omnichannel que combina suporte, auto atendimento e canais ao vivo, como chat ou telefone. As experiências do cliente devem estar enraizadas em um único segmento de comunicação entre os canais, para garantir as respostas rápidas e eficientes que os clientes querem.

O Relatório Zendesk de Tendências da Experiência do Cliente para 2020 também constatou que as equipes de vendas e suporte devem estabelecer parcerias para conectar as interações com os clientes, desde o início até as posteriores. Os líderes de serviço de atendimento ao cliente dizem que as suas equipes colaboram mais com vendas do que com qualquer outra organização interna. Como a liderança de vendas espera o crescimento da receita e o da equipe, as empresas precisam colocar os dados para trabalhar entre os times, usando ferramentas compartilhadas para interagir com os clientes desde a venda inicial ao longo da sua experiência com um produto ou serviço.

Aproveitam os dados dos clientes

O Relatório Zendesk de Tendências da Experiência do Cliente para 2020 mostra que os clientes preferem que as empresas tenham seus dados, se isso levar a melhores experiências; mais de 75% dos clientes quer experimentar a personalização do atendimento. Ser capaz de gerenciar e interpretar dados é crucial para entender os clientes e identificar proativamente oportunidades para melhor atendê-los.

As equipes de atendimento ao cliente de alto desempenho fazem isso por meio de uma plataforma de CRM aberta e moderna – integrando fontes de dados para fornecer um serviço personalizado e baseado nas preferências dos clientes, garantindo que eles não precisem repetir suas informações. As descobertas do estudo da Zendesk mostram que as empresas que utilizam mais dados têm resoluções 36% mais rápidas e uma redução de 79% no tempo de espera, portanto solucionando quatro vezes mais solicitações dos consumidores.

Usam Inteligência Artificial

O Gartner prevê que, “até 2025, as organizações de atendimento ao cliente que incorporarem a Inteligência Artificial (IA) em sua plataforma de engajamento de clientes multicanal elevarão a eficiência operacional em 25%”. 1

A IA é o futuro do atendimento e ainda há uma grande oportunidade para as empresas começarem a tirar proveito da tecnologia. O levantamento da Zendesk mostra que apenas 37% das equipes de experiência do cliente estão usando IA, de acordo com os gerentes dessa área. As equipes de experiência do cliente de alto desempenho têm duas vezes mais chances de adotar a IA, incorporando a tecnologia em mais canais e interações com os consumidores.

Dão lugar à experiência do cliente no C-suíte.

Mais empresas estão percebendo o valor de priorizar a experiência do cliente e as que têm visão de futuro estão trazendo líderes que possam entender e conquistar o consumidor. Um relatório recente da Forrester constatou que o número de executivos especialistas em experiência do cliente cresceu mais de 1.000% ao longo de cinco anos nas empresas B2B e B2C.2. O Relatório Zendesk de Tendências da Experiência do Cliente para 2020 aponta que as empresas mais jovens e inovadoras que surgiram nos últimos cinco anos têm 64% mais chances de ter um Chief Customer Officer (CCO) com competência na experiência do cliente.

De acordo com as descobertas do relatório da Zendesk, os líderes de atendimento ao cliente esperam que as solicitações e equipes de seus clientes cresçam 42% e 36%, respectivamente. À medida que as empresas continuem investindo e tornando a experiência do cliente mais um foco do seu negócio, é essencial que transformem as equipes de atendimento ao cliente em uma parte central da sua cultura e estratégias. Com as ferramentas e sistemas certos, as empresas têm os recursos ideais para guiar os agentes para o sucesso e aproveitar os dados para tomar decisões mais inteligentes.

Mais informações sobre as tendências mais importantes do setor de experiência do cliente em 2020 podem ser baixadas em zendesk.com/customer-experience-trends. Neste link, também é possível encontrar um Scorecard de Desempenho de Atendimento ao Cliente, com uma classificação personalizada para ajudar as empresas a avaliar as suas próprias experiências oferecidas aos consumidores.

Metodologia. Este relatório combina dados do Zendesk Benchmark (um índice de dados de uso de produtos de 45.000 empresas que utilizam Zendesk), com os resultados de pesquisas e grupos focados em avaliar as atitudes de gerentes e agentes de atendimento ao cliente, bem como de clientes da Austrália, Brasil e Canadá, Alemanha, Reino Unido e Estados Unidos.

1 Gartner, Delivering Relevant Content and Knowledge to Customers Is Key to Great Customer Service, Multiple Authors, 5 December 2019

2 Forrester Research, The Number Of CX Executives Grew More Than 1,000% Over Five Years, Angelina Gennis, 10 May 2019

Como uma holding familiar pode ajudar herdeiros a planejar a sucessão na empresa

Por Morgana Borssuk e Amanda Marcos

Ao longo de sua história, uma empresa encara de forma cotidiana episódios que podem fazer o faturamento cair ou subir. Quem empreende em um país como o Brasil sabe o que é isso. Assim, tomar as melhores decisões fará com que os reflexos de uma fase ruim sejam amenizados ou colocados como referência para começar a virar o jogo.

Se essa realidade está presente em todo o mundo empresarial, a organização do setor produtivo que depende de uma sucessão familiar para seguir em atividade enfrenta um desafio ainda maior. Sem um planejamento sucessório feito a tempo, para dar prazo de adaptação aos herdeiros de pequenas ou médias empresas que vão comandar a organização, a vida daquele negócio poderá ser abreviada em muitos anos.

Transição familiar

Sabe-se que uma transição patrimonial de uma geração a outra não é algo fácil de resolver, pois exige de todos os membros recuos e avanços, ponderações e muita serenidade. Por outro lado, também não precisa ser naturalmente marcada por conflitos, capazes de impactar o destino da corporação. Já testada e aprovada em muitos países, inclusive no Brasil, a holding familiar surge como uma solução de transferência de patrimônio e comando para evitar surpresas desagradáveis.

O significado prático está associado a uma espécie de empresa central, cuja missão é o controle dos demais negócios. Todo o patrimônio é gerenciado e administrado sob a forma de sociedade integrada por membros da família. Ao se tratar de uma holding familiar, o papel fundamental permanece semelhante, relacionada ao processo de tomada de decisões. A empresa-mãe (holding) pode ser classificada como “pura”, destinada exclusivamente à administração de bens. Já a “mista” continua como controladora, mas com capacidade de atuar em outros negócios.

É preciso destacar que as regras de sucessão familiar dentro da holding devem estar também regidas no contrato de seu funcionamento. A centralização dos negócios é outro benefício, já que as definições coletivas vão se concentrar numa única referência, no caso a própria sociedade gestora.

De toda a forma, a constituição dessas proteções reúne vários benefícios envolvendo planejamento financeiro, segurança patrimonial e a organização de uma sucessão marcada pela previsibilidade. Em se tratando desta última questão, o que se busca é a harmonia entre os familiares, evitando conflitos por disputa de poder – seja na pequena, na média ou na grande empresa.

Planejamento tributário

Na questão tributária, uma holding possibilita a redução da carga tributária. Essas organizações, dentro da lei, podem ser criadas por meio da chamada elisão fiscal em que o capital social do grupo é formado pelos bens das pessoas físicas e pelas participações societárias. A tributação de uma “empresa-mãe” é reduzida, gerando assim mais lucros a seus participantes. Vale lembrar que a distribuição de dividendos das companhias geridas pela controladora não é passível de tributação.

A constituição de uma sociedade gestora de participações sociais por si só não é garantia de que tudo irá bem. O sucesso também deverá estar atrelado à gestão de suas finanças e qual o nível de comprometimento administrativo de cada sócio. O gerenciamento orçamentário, portanto, é tão estratégico quanto à criação do controle de suas subsidiárias, pois um está atrelado ao outro.

Morgana Borssuk, advogada, administradora e pós-graduada em Direito Empresarial pelo ISAE/FGV. É sócia do www.borssukemarcos.com.br

Cibersegurança deve gerar 3,5 milhões de empregos até 2021 e vai demandar formação de profissionais, antecipam especialistas do IEEE

Cibersegurança deve gerar 3,5 milhões de empregos até 2021 e vai
demandar formação de profissionais, antecipam especialistas do IEEE
Na visão dos membros do Instituto de Engenheiros Eletrônicos e Eletricistas (IEEE), maiororganização profissional técnica do mundo dedicada ao avanço da tecnologia em benefício da humanidade, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) será um dos propulsores de empregabilidade do setor no Brasil.
 
O surgimento de novas tecnologias como 5G, Internet das Coisas (IoT), veículos autônomos e indústria 4.0  está levando ao aumento da demanda de profissionais de cibersegurança.

Segundo estimativas da Cybersecurity Venture, líder mundial em pesquisas de cibereconomia global, o setor deverá gerar de 3,5 milhões postos de trabalho até 2021. Somado a esses fatores, a entrada em vigor em agosto da lei 13.709/18, conhecida por Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD),  contribuirá para o aumento da demanda no Brasil. Diante deste cenário, os engenheiros Marcos Simplicio e Raul Colcher, membros do IEEE, maior organização profissional dedicada ao avanço da tecnologia em benefício da humanidade,  acreditam na urgência da formação de profissionais neste setor para resolver problemas de segurança e privacidade de tecnologias existentes e emergentes. 
 
Professor do Departamento de Engenharia de Computação e Sistemas da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), Marcos Simplicio defende que haja profissionais cobrindo todo o ciclo e etapas de um sistema de segurança. “É importante ter um designer para criar um sistema robusto; um programador de segurança para evitar vulnerabilidades e um administrador de sistema para elaborar um ambiente seguro. Todas essas funções estão conectadas e a falha de uma delas pode prejudicar o sistema inteiro”, afirma. 
 
Para Raul Colcher, sócio e presidente da Questera Consulting, as habilidades necessárias para um profissional de cibersegurança são multidisciplinares e compreendem técnicas específicas do setor, como conhecimentos e treinamentos básicos sobre tecnologias e soluções emergentes que caracterizam o novo ambiente de redes, sistemas e serviços.

Ademais precisam estar familiarizados com os problemas e as características dos setores e aplicativos que irão proteger. “Por fim, eles precisam de um entendimento sólido dos problemas administrativos, comportamentais e regulatórios que normalmente estão presentes em incidentes e ameaças de segurança e privacidade”, conclui.

Nas entrevistas com os especialistas, ainda podem ser abordados temas como:

·      Oportunidades profissionais que surgirão em razão da entrada em vigor da Lei Geral de Proteção de Dados (LPDG) e as habilidades exigidas de cada um desses profissionais.

·      Tecnologias que um profissional de cibersegurança precisa dominar como criptografia, Blochchain, IoT, Data Sciente e Inteligência Artificial.

·      Os desafios da cibersegurança para os próximos cinco e dez anos.

·      Possíveis prevenções aos riscos e oportunidades na busca por segurança.

Transformar a cultura da empresa é inovar para 86% dos executivos brasileiros

A transformação da cultura da empresa é um processo de inovação. É com essa visão que 86,3% dos empresários brasileiros dizem concordar quando o assunto é trazer a melhor experiência para os colaboradores e times internos, de acordo com a pesquisa Tendências para Transformar Sua Empresa em 2020, encomendada pela CI&T, multinacional brasileira especializada em transformação digital e geração de impacto nos negócios de grandes marcas, e realizada em parceria com a Opinion Box.

De acordo com o estudo, já existe uma consciência bem estabelecida em relação a esse tema, com 92% dos altos executivos afirmando ser necessário investir nas pessoas para alcançar o sucesso. E para isso ocorrer, a cultura da empresa tem muito impacto no negócio para 85% dos respondentes.

Em relação às competências mais importantes para os colaboradores, 91% das lideranças acreditam que as competências comportamentais, como os chamados soft skills, são tão importantes quanto as competências técnicas (92%). De acordo com o estudo, isso acontece porque as habilidades relacionadas à personalidade e comportamento de um profissional já são vistas como fundamentais para manter modelos de operação digitais que dependem de colaboração, troca de conhecimentos e multidisciplinaridade.

“Não falamos mais sobre profissionais que tenham um conhecimento exclusivamente lógico, matemático e de programação. Profissionais completos também precisam ser capazes de explorar o lado humanizado, comportamental e colaborativo”, exemplifica Eveline Zanotti, Senior Employee Experience Manager da CI&T. “São estas atitudes que ajudarão as companhias a se posicionarem em outro patamar”, complementa.

Disciplinas e práticas

Entrando no tema de disciplinas e práticas que devem ser adotadas em curto e médio prazos nas companhias para o estabelecimento de operações digitais ágeis, os respondentes apontam três principais: a ferramenta de gerenciamento estratégico Canvas (41%), o mindset de Design Thinking (40%) e a forma de trabalho por Sprints, emprestada do desenvolvimento de softwares (38%).

De acordo com o estudo, todas têm como norte o trabalho colaborativo, a construção da inteligência coletiva e a busca pela velocidade, características básicas para o sucesso nas estratégias digitais. Em seguida, o Kanban (conceito relacionado com a utilização de cartões para indicar o andamento dos fluxos de produção) aparece com 30% dos votos; e a filosofia de gestão Lean com 29%. Ambos são uma herança do Sistema Toyota de Produção, e visam à melhoria contínua com redução de desperdícios por meio da execução rápida de projetos em fluxo contínuo.

Sobre os principais recursos que podem contribuir para os negócios nos próximos anos, os sistemas para apoiar processos de gestão de dados aparecem com mais votos (60%), seguido dos softwares de gestão de tarefas das companhias (58%). Também são apontados como importantes pelas lideranças ouvidas as práticas e metodologias ágeis e as plataformas de cursos online para apoiar a formação dos colaboradores, ambos empatados com 56% dos votos.

“Quando fazemos uso adequado da tecnologia, ela nos oferece o potencial de dar enormes saltos de performance e de qualidade em escala a produtos”, afirma George Arraes, Head Of Customer Experience da CI&T. “Isso gera ganhos para a vida das pessoas, para a sociedade e para os negócios”.

Sobre a pesquisa

O estudo Tendências Para Transformar Sua Empresa em 2020 realizou 518 entrevistas online com profissionais de liderança de companhias brasileiras com um mínimo de 50 colaboradores. A pesquisa foi realizada em parceria com a Opinion Box, entre 22 de novembro e 2 de dezembro de 2019.

Brasileiros acreditam em melhora da economia, mas otimismo diminui

Mais da metade da população economicamente ativa está otimista com os rumos da economia neste ano, após a aprovação da reforma da previdência e a queda da Selic ao mínimo patamar histórico. De acordo com pesquisa da ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) encomendada ao Datafolha, 62% dos brasileiros esperam que o cenário melhore em 2020. O resultado representa queda de 12 pontos percentuais em relação a 2019, quando 74% dos entrevistados responderam de forma positiva.

O otimismo é maior entre os homens, já que 66% acreditam que a economia terá melhor desempenho este ano, contra 57% das mulheres. Os moradores do Norte e do Centro-Oeste também são mais esperançosos: em cada uma dessas regiões, 71% dos entrevistados responderam que 2020 será melhor do que 2019 (62% no Nordeste, 61% no Sudeste e 60% no Sul).

Entre os pessimistas, aumentou de 14% para 21% a parcela da população que espera piora na economia este ano. Os que acreditam que a atividade econômica deve permanecer igual passaram de 12% para 17%.

Propensão dos brasileiros a investir

A pesquisa também apresentou aos entrevistados três importantes temas que dominam a pauta econômica dos noticiários e que poderiam aumentar, diminuir ou manter as intenções de investimento em 2020. A redução dos juros é o principal fator de estímulo às aplicações financeiras, apontado por quase metade dos entrevistados (48%). O risco de desemprego estimula 37% das pessoas a investir, ao mesmo tempo em que diminui a propensão de outros 37%. Já a reforma da previdência motiva 36% da população a fazer aplicações financeiras, de olho na aposentadoria.

“O contexto econômico deve ser levado em conta ao se fazer qualquer tipo de investimento. Os juros baixos, por exemplo, trazem a necessidade de diversificar as aplicações. A reforma da previdência, por sua vez, acende um alerta sobre como se preparar para aposentadoria”, afirma Ana Leoni, superintendente de Educação e Informações Técnicas da ANBIMA. ”O brasileiro deve estar cada vez mais consciente de que é o responsável pela sua vida financeira, e de que a forma como lida com o dinheiro hoje vai se refletir na tranquilidade ou no aperto financeiro que ele vai viver no futuro”, completa.

Para a pesquisa, foram realizadas 3.433 entrevistas em todo o Brasil, distribuídas em 149 municípios, com a população economicamente ativa, inativos que possuem renda e aposentados, das classes A, B e C, a partir dos 16 anos. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Confira os resultados:

Grande empresa ainda é mais importante para a maioria das pessoas empregadas

Trabalhar em uma empresa grande, bem conceituada e conhecida no mercado ainda é importante profissionalmente para 70% das pessoas empregadas e entrevistadas pela Pesquisa Alelo Hábitos do Trabalho, aplicada pelo Instituto Ipsos nas principais regiões metropolitanas do país.

Os empregados que acreditam ser mais importante trabalhar em uma startup somam 32%, e estar em uma empresa pequena é relevante para 22% deles. Esses itens foram avaliados juntamente a outras opções que envolviam a vida profissional, e então, o indivíduo indicava a importância de cada uma dessas opções para a sua vida profissional.

A pesquisa ouviu 1.518 empregados, sendo 81% deles registrados pela CLT. O que chamou mais atenção no geral, além do grande número de mulheres sem planos de carreira, foi a faixa etária dos entrevistados que afirmaram não ter um plano definido. Desses, 54% têm idade entre 25 a 44 anos e 65% pertencem à classe C.

Sobre a pesquisa

Encomendada pela Alelo ao Instituto Ipsos e realizada durante os meses de agosto e setembro de 2019, a pesquisa Hábitos do Trabalho ouviu 1.518 pessoas, com trabalho registrado, em 12 principais regiões metropolitanas do país, sendo 56% homens e 44 % mulheres, de 18 e 65 anos, e a maior porcentagem (55%), população entre 25 e 44 anos.
O Instituto Ipsos entrevistou, ao todo, 2.333 pessoas, por meio de uma pesquisa online, sendo 1.518 com trabalho registrado analisadas nesse material, além de 468 desempregadas e 347 autônomas. A pesquisa apresenta margem de erro de 2pp. O estudo foi realizado com abrangência nas principais regiões metropolitanas do Brasil: São Paulo, Rio de Janeiro, Goiânia, Brasília, Florianópolis, Belém, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Recife, Salvador e Fortaleza.

Concurso leva melhor startup brasileira para competição internacional em Dubai

Competição organizada pela Câmara de Comércio Árabe-Brasileira vai selecionar a startup do Brasil com a melhor proposta de inovação para uma disputa global entre as empresas de tecnologia mais promissoras do mundo.

O Arabic Tech Tour, iniciativa da entidade em parceria com a Mango Ventures e a Peppery Lab, integra a seletiva latino-americana da Annual Investment Meeting (AIM), com realização programada de 24 a 26 de março, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

O evento, além de contar com intensa programação de negócios, tem também uma das mais tradicionais competições mundiais de inovação, com participação de startups de 70 países. A edição de 2020 prevê premiação de US$ 50 mil para a empresa vencedora.

As inscrições da etapa brasileira (aqui) vão até 31 de janeiro. Podem participar empresas legalmente constituídas, já com produto minimamente viável (MVP), plano de negócios e comprovação de demanda (market traction). Seu representante também precisa ter passaporte válido por, no mínimo, seis meses.

A escolha da melhor empresa será num bootcamp programado para 12 de fevereiro, na sede da Câmara Árabe-Brasileira, na capital paulista, por um júri. A vencedora vai disputar a competição da AIM em Dubai com as despesas de viagem e hospedagem pagas e terá um estande no evento.

Inscrições:

http://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSf3PHr0uaOLCcN1PzOyjgxu89j4swkImAMqIu50k6IjrReBpA/viewform

Cronograma da Competição:

16/01 | Lançamento Oficial das inscrições das startups no Brasil
31/01 | Encerramento das inscrições
07/02 | Seleção e escolha das startups pelo AIM Latam para participar Bootcamp na Câmara de Comércio Árabe-Brasileira
12/02 Bootcamp na Câmara Árabe
15/02 | Escolha das startup brasileira vencedora pela comissão julgadora do “Arabic Tech Tour” para competir no AIM em Dubai
17/02 | A Startup vencedora representante do Brasil será anunciada

10 dicas para um bom convívio em coworking

As pessoas estão optando por espaços mais próximos da sua casa e em ambientes mais criativos, para evitar o trânsito e melhorar sua qualidade de vida. Também, é claro que a tecnologia está mudando a dinâmica do mundo, e o ambiente de trabalho não é exceção. Os escritórios estão mudando e os resultados disso têm transformado a vivência profissional de muitas pessoas. Esse cenário se mostrou favorável às empresas de coworking, que precisaram se reinventar para oferecer uma experiência única e excepcional aos executivos que se mostram cada vez mais exigentes.

Não é porque trabalha sozinho ou com uma equipe reduzida em um coworking que o ambiente não há regras — muito pelo contrário. São nesses espaços que elas são essenciais para que não comprometa compromissos profissionais dos outros usuários. Mais do que uma lista de regras, é uma questão de bom senso e respeito, algo que também faz parte de qualquer ambiente de trabalho.
Para isso, Tiago Alves, CEO da IWG, maior grupo de coworking do mundo e detentor das marcas Spaces e Regus no Brasil, elencou 10 dicas para o convívio nesses espaços:

1) Cuidado com o barulho

Tenha consciência de que você está dividindo espaço com outros profissionais que, assim como você, precisam se concentrar. Portanto, controlar o volume da voz é importante. Se preferir, procure uma área do coworking mais reservada para fazer uma ligação ou reunião com menos pessoas em sua volta. Nesses casos, o ideal é buscar alguma cabine privativa para tratar assuntos sigilosos, por exemplo.

2) Use fones de ouvido

Ao efetuar ligações, ouvir música ou assistir algum vídeo, opte sempre por fazer isso com fones. Eles são essenciais nesses ambientes. Assim o som do seu equipamento não atrapalhará as pessoas ao seu redor.

3) Respeite a agenda das salas de reunião

Exceder o tempo de uso de uma sala pode atrapalhar a reunião de outro usuário que se planejou para usar a mesma logo após você. Verifique a disponibilidade das salas e siga os horários à risca.

4) Socialize

Aproveite o ambiente compartilhado para se relacionar, trocar ideias e experiências. Uma forma de acelerar esse processo de networking é aproveitar os espaços comuns do coworking — uma vez que, ao dividir espaços com outros profissionais é mais fácil iniciar uma conversa e quem sabe também o fechar negócios.

5) Respeite o horário de trabalho dos outros usuários

Socializar é bom, mas não puxe papo toda hora. Use seu bom senso e evite desconcentrar os colegas. Perceba os sinais de “não perturbe”.

6) Menos é mais

Não é necessário levar mais do que seu notebook para um ambiente de trabalho compartilhado. As unidades de coworking, geralmente são equipadas e prontas para os clientes usufruírem das instalações, que contam com salas de reunião, business lounge, acesso à internet, apoio administrativo sob demanda, estacionamento, entre outros serviços.

7) Participe dos eventos

Além da troca de conhecimentos que pode acontecer diariamente entre os usuários, participe dos eventos realizados no local. Workshops e palestras têm sempre a contribuir para seu currículo e sua rede de networking.

8) Reporte comportamentos que fujam às regras

Ao identificar algum comportamento que não se adeque ao local de trabalho, o primeiro passo é informar para a equipe interno do espaço, uma vez que eles poderão tomar as devidas medidas. Se for algo recorrente, o melhor é usar os canais de comunicação para apresentar a devida reclamação — o que tem se mostrado raro nesses ambientes, pois entre mais de 30 mil clientes no Brasil, o índice de conflitos é quase nulo.

9) Organização na cozinha também é essencial

A regra básica é: se sujou, limpe — quebrou, reponha. As geladeiras dos refeitórios também são compartilhadas, portanto evite colocar itens grandes para que todos tenham oportunidade de utilizá-la. Não consuma alimentos de outras pessoas e também não esqueça comida na geladeira, pois o alimento pode acabar estragando dentro do refrigerador.

10) Não monopolize um lugar

Como o próprio nome diz, o local de trabalho compartilhado permite a rotação de lugares dentro de um centro de coworking. No geral, 20% dos espaços são rotativos, mas 80% geralmente são destinados de maneira fixa às empresas, ou seja, dificilmente falta lugar para se trabalhar.

O conceito de um espaço compartilhado é incentivar a interação interpessoal de forma espontânea. Ao ter um bom convívio nesses ambientes, a produtividade pode aumentar, especialmente se comparar com o trabalho home office, uma vez que há menos distrações e é possível marcar reuniões no mesmo espaço.

Brasileira brain4care tem tecnologia liberada pelo FDA e planeja entrada nos EUA

O Food and Drug Administration (FDA) liberou para uso nos Estados Unidos a inovação tecnológica de grande impacto na medicina e na pesquisa da startup brasileira brain4care. Trata-se do método não invasivo de monitorização da complacência cerebral (CC) por meio da morfologia do pulso da pressão intracraniana (PIC). A solução envolve um sensor externo encostado na cabeça do paciente, que é capaz de captar alterações e condições que antes somente poderiam ser coletadas por meios invasivos, como um cateter inserido cirurgicamente no cérebro. Com essa nova possibilidade de acompanhar de maneira muito mais simples, rápida e acessível a evolução do quadro clínico de pacientes neurocríticos, a startup prevê a criação de um ‘novo sinal vital’, com potencial para transformar a vida de 1 bilhão de pessoas nos próximos anos.

“A liberação do nosso método pelo FDA é uma conquista importante para o próximo passo de nossa estratégia de consolidar a inovação no mercado norte-americano. No Brasil, já temos hospitais e instituições de pesquisa utilizando a monitorização não invasiva da PIC”, diz Plinio Targa, CEO da brain4care. Segundo o diretor científico da startup, Gustavo Frigieri, a coleta de dados da PIC por meio de métodos invasivos restringia essa opção a casos selecionados, em geral de pacientes mais graves. Com a possibilidade de monitorizar a PIC de maneira não invasiva, esses dados ficam acessíveis para uso em diagnóstico, acompanhamento de pacientes, além de abrir um enorme campo para pesquisadores.

Por sinal, nos Estados Unidos, a brain4care já faz uma importante pesquisa na Stanford University. Os cientistas dessa universidade estão comparando os dados da monitorização invasiva da PIC com a feita pelo método brain4care. As conclusões intermediárias do estudo serão publicadas no final deste ano. Diretor da brain4care nos Estados Unidos, Claudio Menegusso, destaca a importância de acelerar pesquisas em território norte-americano com objetivo de aumentar o volume de evidências científicas, ampliando o conhecimento do método pela comunidade médica.

Quebra de paradigma na medicina

O desenvolvimento o método inovador da brain4care foi possível graças aos estudos do Professor Sérgio Mascarenhas de Oliveira, físico e químico brasileiro reconhecido por sua atuação em ciência e educação. Diagnosticado em 2005, aos 77 anos, com hidrocefalia, doença que provoca acúmulo de líquor em cavidades do cérebro, Mascarenhas fez uma cirurgia para implantar uma válvula que drena o excesso de líquido e retornou à sua vida normal. Movido pelo inconformismo diante dos procedimentos invasivos, realizou experimentos que provaram que o crânio é expansível e que suas deformações podem ser captadas por fora. O resultado derrubou um dos pilares da Doutrina de Monro-Kellie, estabelecida há 200 anos. A partir de sua descoberta, Mascarenhas desenvolveu o método brain4care. A monitorização não invasiva por meio de um sensor levanta dados sobre a CC por meio da morfologia do pulso da PIC, expressa em dois gráficos: um mostra a morfologia da curva minuto a minuto e a correlação entre seus pulsos; e o outro, a tendência da pressão ao longo do período monitorado.