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6 práticas campeãs dos líderes digitais do mundo

Qual o segredo para aproveitar tecnologias digitais como inteligência artificial (IA), computação em nuvem, blockchain, internet das coisas, segurança, entre outras, na era digital? O Institute for Business Value (IBV), divisão de IBM Services, conduziu um estudo com 1.500 executivos C-level, cerca de 10% deles da América do Sul, para identificar as características e estratégias das empresas que estão se destacando nesse cenário.

Essas organizações líderes estão ganhando em quase todas as frentes, como crescimento, lucratividade, e conduzindo uma transformação digital de amplo espectro, com 6 estratégias principais: orquestrando ecossistemas e plataformas digitais, construindo confiança para fortalecer a marca, reimaginando o comportamento do cliente, fazendo a curadoria de dados que “pensam” e “agem”, criando um ambiente de aprendizado exponencial e promovendo uma cultura de inclusão.

“As conclusões do estudo estão alinhadas com o que observo nas empresas latino-americanas com as quais trabalhamos na jornada de reinvenção digital. Essas estratégias estão cada vez mais naturais e evidentes e vêm sendo fundamentais para impulsionar a transformação que precisa ser feita rumo a uma empresa cognitiva. Além de orquestrar tecnologias exponenciais para gerar eficiência e inovação, elas têm uma obsessão por repensar os desejos de seu cliente e por criar uma cultura de aprendizado contínuo”, diz Thais Marca, gerente geral da IBM Services na América Latina.

6 segredos vencedores:

1) Orquestrar ecossistemas e plataformas digitais: Os líderes relatam que as plataformas digitais estão em ascensão, com a possibilidade de crescimento da receita e lucratividade para as empresas. 81% já são orquestradores de plataformas de negócios. Quando questionados sobre quais modelos comerciais e operacionais suas organizações estão adotando ou considerando para o futuro, a maioria dos entrevistados declarou sua intenção de atuar como integradores de recursos em uma cadeia de valor. A maioria das empresas concorda com a importância das plataformas de negócios para o futuro de suas organizações.

2) Construir confiança para fortalecer a marca: A confiança é um ingrediente-chave. 93% dos entrevistados mencionam a reputação da marca como o aspecto mais crítico de seus negócios. As pessoas tendem a confiar mais nas outras pessoas do que em instituições. É importante aproveitar esse poder da influência, talvez oferecendo os benefícios de “pertencer” a algo maior que eles mesmos. O resultado? Uma experiência holística de marca que enfatiza a importância de todas as partes.

3) Reimaginar o comportamento do cliente: Os líderes vencedores estão reimaginando mudanças rápidas nas atitudes do cliente e personalizando suas experiências usando técnicas de design e marketing. Para 89% dos líderes, a maior prioridade e o objetivo único dos negócios é melhorar a experiência do cliente. De fato, eles estão mais focados nisso do que em qualquer outro objetivo, incluindo o lançamento de novos produtos e serviços, a entrada em novas regiões e crescimento no mercado.

4) Fazer curadoria de dados que “pensam” e “agem”: 85% dos líderes cultivam e fazem curadoria de uma grande quantidade de dados, transformando ideias em ações. Rapidamente, eles integram tecnologias de “pensamento”, como IA e automação. Assim, usam também robótica e modelos de inteligência artificial para repensar processos e fluxos de trabalho.

5) Criar um ambiente de aprendizado exponencial: Quase 90% dos entrevistados usam self learning para implementar uma cultura de aprendizado exponencial, humano e mecânico, em toda a organização. Os sistemas de inteligência artificial e computação cognitiva baseados em deep learning usam combinações de processamento algorítmico, linguagem natural e recursos de machine learning para permitir que pessoas e máquinas interajam mais naturalmente.

6) Promover uma cultura de inclusão: Por fim, as empresas líderes são inclusivas com seus funcionários, redes de parceiros e clientes e, ao mesmo tempo, geram experiências personalizadas para todos. Eles sabem que a diversidade da força de trabalho é chave. 96% dos principais executivos da amostra compartilham sua visão corporativa para unir e inspirar funcionários. Eles entendem que movimentos disruptivos só podem ser alcançados compartilhando uma visão forte, única e criando uma organização engajada e inspirada.

Para acessar o relatório completo, clique aqui.

 

 

Automation Anywhere anuncia primeira solução integrada de descoberta de processos

Automation Anywhere , líder global em Automação Robótica de Processos (RPA, na sigla em inglês), anuncia hoje a primeira solução integrada de descoberta de processos por inteligência artificial (IA) do mundo, que observa o comportamento no ambiente corporativo e analisa as aplicações empresariais para identificar e automatizar processos administrativos de ponta a ponta.

O Automation Anywhere Discovery Bot utiliza IA e aprendizado de máquina para captar e analisar ações de usuários automaticamente, a fim de descobrir etapas comuns e repetitivas de processos conforme os empregados usam os diferentes aplicativos administrativos. Então, prioriza as oportunidades de automação de acordo com o potencial de retorno sobre investimento (ROI) e cria bots de RPA para automatizar essas tarefas – acelerando a jornada de automação de processos.

Pesquisa realizada pela Automation Anywhere mostra que quase 80% das tarefas administrativas manuais e repetitivas, tanto de front como de back office, que podem ser automatizadas ainda não foram descobertas. Os métodos manuais tradicionais de descoberta de processos são lentos e demorados, e têm ROI incerto.

A nova tecnologia inteligente de descoberta de processos – desenvolvida na plataforma inteligente de automação nativa da nuvem da Automation Anywhere – utiliza anos de investimento em RPA, IA e aprendizado de máquina para acelerar a descoberta e a automação de processos. Sendo uma solução zero-client, pode ser facilmente aplicada na empresa inteira e permite que usuários, TI e desenvolvedores colaborem na mesma interface baseada na web e reduzam o tempo que gastam para entender os fluxos de trabalho nos processos administrativos.

Até 2023, estima-se que cerca de 50% dos novos bots de software sejam gerados dinamicamente por meio de descoberta de processos movida a IA – e, já em 2024, as organizações poderão contar com uma redução nos custos operacionais de até 30% graças a essa tecnologia, segundo o Gartner Research. ¹

“Em 2020, a adoção da RPA continua ultrapassando outras tecnologias, com as organizações buscando iniciativas de transformação digital mais agressivamente. No entanto, ao mesmo tempo, os clientes têm dificuldade até de entender quais processos deveriam automatizar”, afirma Prince Kohli, diretor executivo de Tecnologia da Automation Anywhere. “Com o Process IQ, eles obtêm uma compreensão abrangente de todos os processos de suas empresas, podem estabelecer prioridades em seu backlog de automação e, com um só clique, criar e implantar novos bots para processos repetitivos, tudo isso cinco vezes mais rápido do que com as abordagens tradicionais.”

“Quase dois terços do tempo que se leva para automatizar um processo empresarial é dedicado a entender como o processo de fato funciona dentro da organização”, diz Amardeep Modi, diretor de Prática do Everest Group. “A solução de descoberta de processos da Automation Anywhere pode ajudar as empresas a acelerar substancialmente o ritmo da automação e viralizar a automação.”

Automation Anywhere Discovery Bot já está disponível para clientes preliminares e será disponibilizado para todos nos próximos trimestres.

Para saber mais, acesse aqui .

Mazars alerta para os desafios e diferentes modelos tributários para empresas de softwares

O Brasil é um dos maiores mercados do mundo para as indústrias de software e serviços de alto valor. Por conta do complexo sistema tributário brasileiro, nos âmbitos municipal, estadual e transacional, os investidores estrangeiros adotam estratégias diferentes nos negócios localizados no país.

“A adoção da tributação indireta permite que as autoridades fiscais brasileiras fiquem menos preocupadas com os típicos modelos de negócios globais desse segmento de indústria e com os resultados na pesada taxação para o governo”, afirma Fagner Souza, líder da área de tax da Mazars, auditoria e consultoria empresarial.

Para ter um negócio no Brasil, as empresas não residentes no país podem adquirir companhias brasileiras, estabelecer subsidiárias, taxas de licenciamento ou firmar contratos de serviços com clientes locais, sem estabelecer uma presença. “Agora, caso o plano seja ter presença, o principal veículo de investimento é a sociedade de responsabilidade limitada (LLC). Nesse caso, ela está relacionada ao impacto comercial no relacionamento com clientes locais”, acrescenta Souza.

Esse modelo de negócios é baseado em acordos para acréscimo de custo. “A subsidiária brasileira recebe uma taxa de comissão com base na plena concorrência para suporte de marketing e vendas, no caso o pré e o pós-vendas”, diz Souza.

Souza ainda alerta que os diferentes modelos de negócios geram diversas consequências tributárias. Por exemplo, os pagamentos devidos por eles podem ser tratados como royalties, taxas de serviço e, eventualmente, como bens intangíveis.

“O tratamento fiscal de SaaS, IaaS e PaaS também é muito importante nessa discussão, como os acordos contratuais, impacto fiscal e questões de estabelecimento permanente. Cada plataforma possui especificações que podem acionar uma tributação diferente, mesmo se combinadas com tecnologia não turva. Os contratos globais, geralmente, exigem ajustes locais e uma linguagem tributária que leve em conta as especificidades das regulamentações brasileiras é crucial”, finaliza o executivo.

Bancos batem recorde de lucro em 2019, mas fintechs exigem adaptação rápida, aponta Capital Research

Especialistas da casa analisam resultados de 2019 dos grandes bancos brasileiros e traçam seu cenário futuro

A economia brasileira passou por grandes transformações nos últimos dois anos, impulsionada por um cenário de baixa taxa de juros e inflação controlada. Por conta disso, os investidores precisaram partir em busca de novas modalidades de investimento para obter retornos maiores, enquanto as projeções apontavam a retomada do crescimento. No entanto, segundo avaliação da Capital Research, para as grandes instituições bancárias, as mudanças estão sendo ainda mais profundas.

“A chegada das fintechs, empresas de serviços financeiros com base em tecnologia, ameaçam o reinado dos tradicionais bancos brasileiros e as projeções já indicam mudanças nos resultados em 2020. Acostumados a ocuparem um lugar privilegiado e não serem incomodados, eles viram a concorrência aumentar com a chegada de novos players ao segmento”, comenta Ernani Reis, analista da casa de análises.

Diante desse cenário, a Capital Research avalia que os bancos foram obrigados a acelerar seus processos de digitalização, na tentativa de acompanharem o ritmo de lançamento das fintechs. “A iniciativa também vem acompanhada de uma grande transformação na logística de pontos físicos e busca por melhor eficiência financeira. Dessa forma, só em 2019, Itaú, Bradesco e Santander fecharam 430 agências e demitiram quase sete mil funcionários, principalmente por meio dos programas de demissão voluntária”, avalia o especialista.

Na tentativa de arrumar a casa, os três bancos alcançaram recorde nos resultados anuais, somando um lucro líquido de R$ 86,6 bilhões em 2019. Mas, segundo os analistas da casa de análises independente, a comemoração é singela e a indicação veio do mercado. “Se nos respectivos dias em que os balanços foram divulgados, as ações do Itaú (ITUB4) apresentaram alta moderada de 1,69%, Bradesco (BBDC4) alta de 1,93% e Santander (SANB11) queda de 2,24%, para 2020, o mercado já espera a desaceleração do crescimento do lucro líquido das instituições privadas, que deve ficar entre 5% e 9% no ano, de acordo com o consenso Bloomberg”, comenta Reis.

Para o analista, o maior temor dos investidores neste momento é de que os lucros futuros e dividendos dos bancos tradicionais sejam impactados pela concorrência de fintechs, como Nubank, Inter, C6 e Creditas. No entanto, ele também ressalta que “entram nessa conta empresas de tecnologia, como Google, Amazon e Facebook, que já contam com plataformas de pagamentos e ensaiam expandir seus serviços financeiros no momento em que o Banco Central estuda meios de implementar uma base única de compartilhamento de informações, conhecido como open banking.”

A Capital Research salienta que é importante observar que, apesar do ambiente competitivo, os grandes bancos ainda têm ampla margem de manobra. “A expectativa atual ainda é de crescimento sustentado com o aumento do crédito e da continuidade do programa de redução de agências, mas, nos quesitos tecnologia e market share, os bancos buscam a atualização das plataformas digitais, firmando parcerias e aquisições ou incubando suas próprias versões de fintechs”, diz Ernani Reis, que cita exemplos como o do Itaú com a XP; do Bradesco com a Ágora; e do Santander com a PI Investimentos.

Ainda segundo análise da casa, é possível dizer que o setor está passando por uma transformação que põe em contraste a velocidade das novas fintechs e a estrutura dos grandes bancos, que, em algum momento, devem se convergir e estancar a diluição do market share. Diante disso, a recomendação da instituição para o investidor é ter paciência e cautela para acompanhar os próximos resultados, fundamentos e tendências, mas sem considerar que os grandes bancos estão ameaçados de extinção. “Afinal, pensar no longo prazo e na geração de valores ainda é a melhor estratégia para se construir patrimônio”, encerra Ernani.

BB cada vez mais na briga

Ainda na esteira dos resultados divulgados pelos grandes bancos, a Capital Research fez um relatório sobre o Banco do Brasil, instituição que tem seu papel recomendado pela casa de análises na sua Carteira Recomendada de Ações. Para o analista Felipe Silveira, “o Banco do Brasil está reduzindo a diferença de rentabilidade em relação aos grandes bancos privados do país”.

Para sustentar esse argumento, Silveira destaca o ROE (return on equity, retorno sobre o patrimônio líquido) do Banco do Brasil. No relatório consta que, enquanto em 2018 a média do ROE dos bancos privados era de 20,3% e a do Banco do Brasil, apenas 13,9%. Em 2020, o ROE médio de Itaú, Bradesco e Santander foi de 22,0%, enquanto o do BB foi de 17,3%, ou seja, uma redução de 6,4 pontos percentuais para 4,7 p.p.

O analista, porém, ressalta um problema no balanço divulgado pelo banco público. “O Banco do Brasil, assim como todos os outros bancos grandes, ‘aproveitou’ o ganho não recorrente de crédito tributário, devido ao aumento da CSLL para lançar um grande provisionamento de PDD e de contingências, todos apenas no lucro contábil, o que faz a diferença entre esse e o lucro recorrente não parecer tão grande. Nada, porém, que comprometa a perspectiva positiva sobre o banco, que atingiu todas as projeções para o ano que havia estabelecido previamente”, analisou Silveira.

5 dicas para ser uma Empresa Pró-Ética

Por Flávia Mommi

O Empresa Pró-Ética é uma iniciativa pioneira da Controladoria-Geral da União (CGU), com envolvimento do Instituto Ethos e outras instituições, para promover no Brasil um ambiente corporativo mais íntegro, ético e transparente. Ter este reconhecimento exige muito além da adesão por um programa de compliance robusto.

A última edição bienal, equivalente ao período de 2018 e 2019, contou com a participação de 373 empresas. Embora o número seja expressivo, o que surpreende é quantidade de organizações aprovadas e reconhecidas como Empresas Pró-Ética, permanecentes a um seleto grupo de 26 companhias. De acordo com a avaliação feita pelo comitê gestor do Empresa Pro Ética, mesmo próximas, muitas organizações tiveram dificuldades em demonstrar a efetividade do programa de compliance.

Tal proximidade se dá porque estas empresas investem em elementos essenciais do programa de compliance, como código de ética, ações de treinamento e comunicação, canal de denúncias e processo de apuração. Entretanto, o que pode levar uma empresa a não atingir a pontuação mínima? O que ainda precisa ser feito?

Para auxiliar as companhias na conquista deste reconhecimento, listei cinco dicas a fim de ajudar no momento de preparação. Vamos a elas:

1. Realizar o mapeamento de riscos de compliance – Ainda há muitas empresas que ignoram o mapeamento de riscos de compliance ou fazem sem seguir as melhores práticas. Um bom diagnóstico é fundamental para ter um plano de ação e mitigar os riscos da companhia.

2. Implantar indicadores de gestão – Os indicadores de compliance permitem acompanhar e avaliar continuamente a efetividade do programa. Isso possibilita o aperfeiçoamento e definição de estratégias de melhoria nas áreas e nos processos de maior atenção. Devem abranger os oito passos do programa efetivo de compliance.

3. Ser transparente – Muitas empresas têm programa de compliance robusto, porém não dão a devida atenção quando o assunto é transparência. Vale ressaltar que o termo relações transparentes não é referido somente a questões obrigatórias por lei e regulamentação. É preciso adota-lo na prática como um dos pilares da gestão.

4. Registrar e organizar as evidências – O maior desafio é demonstrar a efetividade e a constante evolução do compliance. Há casos de empresas que realizam o treinamento sobre a lei anticorrupção e esquecem de gerar uma evidência, como colocar uma lista de presença ou de fotografar o evento.

5. Considerar que não haverá a auditoria in loco – Até o momento e, diferentemente de certificações, como a ISO 37.001, o regulamento do Empresa Pró-Ética não prevê auditoria in loco para testar a efetividade do programa de compliance. Tal checagem é feita apenas em empresas estatais. Por isso, no momento da aplicação é fundamental que as organizações tenham em mente a importância das evidências como fotos, relatórios, dentre outros procedimentos.

Dada as dicas é ideal as empresas interessadas se prepararem logo na implementação das ações necessárias de manutenção. Se o plano de treinamento contemplar ações em novembro deste ano, estas serão consideradas somente na edição 2022 e 2023 tendo em vista as regras atuais. Na mesma linha, ações realizadas no primeiro semestre de 2020 deverão ser consideradas na edição 2020/21. Ou seja, o momento é propício para buscar a coroação de anos de trabalho contínuo. Boa sorte!

Flávia Momii, gerente de compliance na ICTS Protiviti,

Caminhões do futuro são conectados e ecológicos

A moving truck on a highway. Blue graphics around the truck visualize an advanced driving technology.

A Terceira Conferência de Perspectivas de Veículos Comerciais da DEKRA, em Berlim, contou com profissionais das áreas de política, indústria, pesquisa e transporte para discutir o potencial de tecnologias inovadoras para telemática e veículos comerciais. As discussões abordaram questões como: segurança ativa, direção automatizada, conexão em rede inteligente, mobilidade eletrônica, redução de CO2, digitalização e telemática.

Com o avanço tecnológico na indústria de veículos comerciais na última década, os caminhões mudaram a imagem negativa que tinham como sendo veículos barulhentos, poluentes e causadores de acidentes. Porém, mesmo com um considerado progresso, a indústria de veículos comerciais ainda enfrenta desafios que podem definir processos e decisões de investimento nas empresas de transporte e logística nos próximos anos. Um exemplo disso diz respeito aos sistemas automatizados de direção, digitalização, conexão em rede ou sistemas de tração alternativos.

As principais forças desse setor automotivo ficaram claras durante os dois dias de conferência. Uma plateia com cerca de 300 convidados e renomados palestrantes de diversas áreas de atuação discutiram a necessidade de ação para a otimização sustentável com eficiência, clima e segurança no trânsito. “Nossa Conferência deste ano analisa as megatendências que definirão amplamente o transporte rodoviário de mercadorias nos próximos anos”, ressalta em seu discurso de abertura o Diretor Administrativo da DEKRA, Automobil GmbH, Jann Fehlauer.

Redução de CO2 e proteção em acidentes de curva à direita

No que diz respeito à mudança climática, os participantes concordaram que todos deveriam se unir para alcançar as ambiciosas metas da União Europeia. De acordo com as resoluções da Comissão da UE, os caminhões devem reduzir suas emissões de CO2 em 15% até 2025 e em até 30% até 2030.

A segurança rodoviária de veículos comerciais também foi tema abordado na conferência. O fato de o assistente de curva poder aumentar significativamente a segurança dos usuários desprotegidos nas estradas foi respaldado pelos comentários a respeito da solução da Mercedes-Benz Trucks e as soluções de retrofit, disponibilizadas por empresas como a Luis Technology, a Wüllhorst Fahrzeugbau e a Edeka Südbayern.

Dieter Schoch, da Daimler AG, aproveitou a oportunidade para anunciar que a Mercedes-Benz começou recentemente a oferecer o assistente de curva disponível de fábrica desde 2016 como uma solução de retrofit para vários modelos das séries Actros, Arocs ou Econic. Schoch também prometeu que a quinta geração do Assistente de Freio Ativo com detecção de pedestres será instalada em todos os novos caminhões Actros e Arocs na Europa como padrão a partir de janeiro de 2020.

Telemática inteligente

No congresso, especialistas e profissionais da indústria e de pesquisa também analisaram a situação atual e os desenvolvimentos em andamento nos sistemas telemáticos de veículos e reboques, tendo como destaque os benefícios para as empresas de logística e transporte, controle e economia.

A telemática foi apontada pelo reitor da Faculdade de Tecnologia da Universidade Estadual Cooperativa de Baden-Wuerttemberg, Heinz-Leo Dudek, como a pioneira na digitalização de transporte e logística. Segundo Dudek, a digitalização no setor de transportes já atingiu um estágio muito avançado, mas que, se tratando de big data, por exemplo, na forma de plataformas de computação digital, ainda não foi suficientemente compreendida.

Direção automatizada: desafios para inspeções veiculares

Considerando que quase 90% dos acidentes de trânsito são causados por erro humano, os sistemas de assistência ao motorista e as funções de direção automatizada oferecem potencial de segurança, prevenindo erros humanos ou reduzindo suas consequências.
“É preciso garantir neste contexto que os sistemas sejam testados de forma abrangente no decorrer de seu desenvolvimento e no contexto de aprovação de tipo. Além disso, os sistemas precisariam funcionar de forma confiável durante todo o ciclo de vida do veículo, assim é possível testá-los em inspeções constantes” enfatiza Jann Fehlauer.

A segurança do veículo deve ser garantida durante todo o ciclo de vida e, na era digital, isso só pode ser feito com base no acesso direto e independente aos dados relevantes de inspeção e funções de diagnóstico no veículo.

Como melhorar a eficiência da sua empresa

Por Roni Franco

Passada a época de festas e recesso, pode-se dizer que, finalmente, o ano produtivo começou. É época de dar “play” nas estratégias de negócio já estabelecidas e elaborar os planos ainda não traçados.

Por isso, é imprescindível, também, avaliar as perdas e/ou desperdícios do período anterior: ver se uma quantia muito alta foi gasta em algo que não proporcionou rendimentos para a empresa ou que pode ser barateado; avaliar se compensa manter aquele equipamento que sempre precisa de reparos; e analisar despesas que possam ser reduzidas, dentre outras economias viáveis. A capacidade de realizar esse diagnóstico e buscar formas de agregar melhorias está relacionada a um conceito muito importante: eficiência operacional.

Para atingi-la, no entanto, não é simples e tampouco imediato. É preciso analisar o todo, pois mudanças aparentemente “inofensivas” podem fazer com que seu propósito seja atingido a curto prazo, mas, no futuro, causar prejuízos para a empresa. Por exemplo: dispensar um colaborador é uma medida válida para cumprir meta de diminuir os gastos, mas é preciso avaliar se a falta dele ou de sua posição fará com que a operação fique prejudicada, o que, por fim, acaba refletindo no cliente final.

Considerando todas essas variáveis, é importante estabelecer prazos e metas para a equipe. Isso pode parecer óbvio, mas, em algumas empresas, não é algo tão cobrado ou reforçado. É importante sempre estipular prazos e metas para que seus colaboradores saibam o quanto eles têm de produzir em determinado período. Dessa forma, eles conseguem organizar-se melhor e realizar as tarefas com mais foco. Mas, importante: antes de qualquer coisa, é preciso avaliar se a quantidade de trabalho está adequada para o tempo estipulado. Pressionar o colaborador não fará com que ele seja mais eficiente, mas apenas mais rápido, o que não significa que ele entregará um serviço de qualidade.

Investir em tecnologia também é importante. Às vezes, pagar uma quantia para um técnico “ressuscitar” aquele computador é mais barato do que comprar um novo, mas coloque na ponta do lápis: quantas vezes ele já foi reparado? Quanto tempo ele fica inoperante, até seu conserto? E quanto isso causa de prejuízo para seu negócio? Investir num equipamento novo pode parecer oneroso em curto prazo, mas, com o passar do tempo, será notória a melhora da eficiência na empresa.

E isso vale para qualquer tipo de tecnologia ou solução. Por exemplo, você pode utilizar um Portal de Assinaturas para formalizar os documentos da sua companhia por meio do Certificado Digital ou assinatura eletrônica. Há, também, a opção de inserir essas funcionalidades no sistema da sua companhia. Trata-se de um investimento que torna o processo de assinatura de contratos mais rápido e menos oneroso, uma vez que não há uso de papel e gastos com transporte e armazenamento físico. Do início ao fim, tudo é realizado on-line.

Por fim, atentar-se ao mercado também faz parte. Sabe aquele ditado “O inteligente aprende com os próprios erros, enquanto o sábio aprende com os erros dos outros”? Ele se aplica perfeitamente neste item. Isso porque estar por dentro do que os concorrentes diretos ou indiretos estão fazendo colabora para que se possa adaptar estratégias ou evitar aquelas que não apresentaram bons resultados — o que, consequentemente, será mais um empurrãozinho para que não se gaste mais tempo ou dinheiro com ações que tenham grande possibilidade de falha para, assim, focar os esforços naquelas que realmente valham a pena.

O mais importante é começar já a executar os planos para 2020, que principiou com muita força e novas perspectivas de crescimento do PIB. O ano já começou. Não é preciso esperar o fim do Carnaval.

Roni Franco, Diretor Administrativo da Certisign

22% dos brasileiros não realizam planejamento para pagar contas do início do ano

Apenas um em cada dez brasileiros tem condições de pagar as despesas de início de ano sem comprometer a renda. É o que aponta pesquisa divulgada recentemente pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em parceria com o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). O levantamento considerou despesas como IPTU, IPVA e material escolar, cujos boletos chegaram recentemente para os brasileiros, e descobriu que só 11% das pessoas têm dinheiro suficiente para quitar os pagamentos e que 22% dos entrevistados não realizaram qualquer planejamento para pagar as contas no início de 2020.

Para Fernando Iodice, especialista em finanças pessoais e co-fundador do iq, startup de soluções financeiras, “o ideal é se programar ao longo do ano para arcar com os gastos extras no começo do próximo. Mas, caso isso não seja possível, deve haver uma priorização das contas de maior valor e daquelas que podem impactar o dia a dia e trazer outros transtornos, como a conta de luz, que se não paga pode acarretar o corte do serviço”.

Além disso, o executivo recomenda otimizar os recursos, como reutilizar materiais escolares do ano anterior e pagar o IPTU de forma parcelada. “Esta é uma despesa que costuma ter valor alto. Em nossa plataforma, identificamos que a média deste imposto na zona norte de São Paulo é de R$1.723, enquanto na zona sul é de R$ 5.268, apenas para se ter uma ideia. Como o desconto oferecido pelas prefeituras para pagamento à vista costuma ser menor que 10% – na capital paulista o abatimento é de 3%, por exemplo -, vale a pena avaliar se esse dinheiro não será investido, ou destinado a contas com juros maiores, e garantir esse valor para pagar parcelado, mês a mês”.

Para não cair no esquecimento

Além da falta de preparo financeiro para arcar com os gastos no início do ano, o que já pode implicar em dívidas, outro fator que merece atenção são os atrasos no pagamento. A multa para a ausência de quitação da parcela do IPTU em São Paulo, por exemplo, é de 0,33% ao dia, podendo atingir o limite de 20%, além de atualizações monetárias e juros mora de 1% nos meses seguintes.

Pensando em oferecer uma solução para evitar as multas pelo atraso, a partir deste ano, o iq conta com um serviço gratuito de cadastramento das parcelas do IPTU e de outras contas para garantir os pagamentos todos os meses. “Os nossos clientes conseguem quitar as contas com o cartão de crédito e, desta forma, garantir os pagamentos, acumular milhas e não ter de se preocupar com as datas de vencimento. Fazemos tudo automaticamente, ou seja, não é necessário pagar manualmente os boletos todos os meses”, ressalta Iodice. A startup prevê que cerca de 25% de seus usuários que pagam contas pelo seu site e app devem aderir ao pagamento do imposto também pelos canais.

Riachuelo convida startups a integrar projetos no Riachuelo Lab

Seguindo seu comprometimento com a inovação, a Riachuelo abriu inscrições para startups no Riachuelo Lab, hub de pesquisa e desenvolvimento de soluções inovadoras do Grupo Guararapes. Buscando trazer novos talentos para dentro da companhia no setor de tecnologia, o programa procura iniciativas para otimizar e agregar na experiência dos clientes, colaboradores e parceiros em todas as vertentes de seu negócio.

O objetivo do projeto é aproximar ainda mais a Riachuelo ao mundo das startups, que oferece um leque cheio de possibilidades de inovação para firmar parcerias. Todas as áreas da companhia estão abertas para o cadastro das microempresas, como comunicação e moda, operações de varejo, digital e outros como arquitetura, engenharia, RH, jurídico e segurança da informação, além de soluções para o braço financeiro da marca.

“A inovação faz parte do DNA da Riachuelo e nosso objetivo é entregar iniciativas alinhadas ao que nosso cliente espera. As parcerias com startups têm o objetivo de ampliar nossas possibilidades e buscar novos talentos para a área, que cresce a cada dia”, comenta Carlos Alves, Diretor Executivo de Tecnologia da Riachuelo.

A companhia já vem investindo em inovação em toda a sua dinâmica, incluindo hubs e centros tecnológicos e universitários, assim como parcerias e associações com players estratégicos. Além disso, há diversos novos projetos nas lojas, nas operações físicas e online. Em 2019, foi inaugurado o Espaço RCHLO+, área dedicada para a customização de peças como jaquetas, t-shirts e até bodys infantis em que o cliente pode criar uma estampa e imprimir na hora, além de adicionar patches em seus produtos. A loja também conta com lockers inteligentes para retirada de compras online de forma totalmente autônoma; provadores interativos, que permitem ao cliente checar a disponibilidade de cores e tamanhos dos pedidos, consultar outros modelos e peças pelo e-commerce a ajustar a intensidade da luz do espelho; além de otimizar a experiência de pagamento do consumidor, disponibilizando dispositivos para que as compras sejam pagas através de colaboradores espalhados pela loja, evitando filas.

Para se cadastrarem, as startups devem preencher o formulário no link http://www.riachuelo.com.br/cadastro-de-startups , ou acessar o site da empresa, clicar em “Sobre a Riachuelo” no menu inferior e selecionar “Cadastro de Startups”.

ASUS inicia plano de expansão no Nordeste do Brasil

Neste ano, a ASUS investirá na ampliação da distribuição de sua linha de produtos em diversos lugares do Brasil. Além dos smartphones, a empresa deseja reforçar principalmente a venda de notebooks nos varejistas dos principais estados do país. Para o início do projeto, a ASUS contará com a apoio da Rcell Telecom, que atuará como sua principal parceira de distribuição.

A estratégia teve início pela região Nordeste, que representa cerca de 18% do mercado brasileiro de notebooks no varejo, de acordo com informações de institutos do setor. Já foram fechadas mais de dez parcerias para comercialização de produtos ASUS em grandes lojas como Zenir Móveis e Smart Eletron no Ceará, Armazém Paraíba e Pintos no Piauí, Laser Eletro, Millena Móveis e Império Móveis em Pernambuco, Miranda Computação no Rio Grande do Norte, Login na Bahia, Qualitech na Paraíba, entre outros.

A marca já estava presente na região Nordeste com a linha de smartphones, principalmente em redes varejistas nacionais nos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte. A meta é aumentar a distribuição de notebooks da marca tanto nesses varejos nacionais quanto em redes regionais de diversos estados. “Nós enxergamos um grande potencial de crescimento no Nordeste e estamos focados em trazer novos produtos para a região em 2020. Estamos confiantes no sucesso da distribuição da nossa linha de notebooks para o mercado local”, afirma Manuel Castro, diretor comercial da ASUS Brasil.

Gustavo Salvino é o novo diretor de tecnologia da Locaweb

A Locaweb, pioneira em soluções Business to Business (B2B) para transformação digital, anunciou a contratação do novo diretor de tecnologia, Gustavo Salviano.
Graduado em Ciência da Computação pela Universidade Estadual Paulista (UNESP), com MBA pela Universidade Federal Fluminense (UFF), Salviano apresenta sólida carreira na área de tecnologia, com experiência de mais de 20 anos em empresas como DASA, Telefônica — Vivo e Dedalus Sistemas.

Na Locaweb, Salviano será responsável pelas áreas de operações e infraestrutura. “O conhecimento adquirido ao longo da minha carreira profissional irá auxiliar a equipe a cumprir todos os desafios e evoluir cada dia mais, conquistando novos espaços em um momento tão importante para a empresa”, conta o executivo.

Programa IA2 MCTIC: inscrições abertas para credenciamento de aceleradoras e ICTs

Estão abertas até o dia 13 de março as inscrições para as instituições credenciadas ao CATI (ICTs) e as aceleradoras com experiência aplicada em Inteligência Artificial interessadas em participar do Programa IA2 MCTIC, iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) com o apoio da Softex.

Nesta etapa, até 20 equipes formadas por ICTs e aceleradoras serão selecionadas. O Programa IA2 MCTIC oferece investimentos totais de até R﹩ 500 mil por startup e seus principais eixos temáticos são as áreas de agronegócio, saúde, indústria e cidades inteligentes. As aceleradoras podem reter equity e o Programa realizará um aporte de co-investimento de mesmo valor.

As ICTs serão responsáveis pelo apoio, acompanhamento do desenvolvimento da solução e suporte tecnológico enquanto as aceleradoras responderão pelo investimento e suporte na escalabilidade do modelo de negócios dos projetos de pesquisa selecionados. As instituições podem inscrever diversos projetos sob o mesmo CNPJ.

O Programa IA2 MCTIC, que tem por objetivo selecionar 100 e financiar até 30 projetos de pesquisa, permitirá que ICTs e aceleradoras atuem em conjunto com startups desenvolvendo soluções mais robustas e criando negócios de maior impacto. Além do fomento a novos negócios, ele viabiliza acesso aos mercados nacional e também internacional por meio de inovação aberta.

Assim que forem selecionadas as ICTs e Aceleradoras, será realizada a chamada para a seleção de startups, empresas de TI e grupos de pesquisa. Confira todos os detalhes do edital no endereço http://softex.br/iamctic/

Quatro empresas brasileiras compõem ranking dos maiores varejistas do mundo, aponta pesquisa da Deloitte

As perspectivas para a economia global e para o setor de varejo no mundo em 2020 ainda são incertas. De modo geral, o crescimento econômico deve ser moderado, porém positivo, com menor crescimento nos gastos dos consumidores e a inflação na maioria dos países controlada. Nesse cenário, a pesquisa “Os Poderosos do Varejo Global 2020”, elaborada pela Deloitte, identifica os 250 maiores varejistas em todo o mundo, com base em dados do ano fiscal de 2018, encerrado em junho do ano passado, e analisa o desempenho do setor em diferentes regiões.

Embora o cenário econômico brasileiro ainda esteja complexo, há sinais positivos de recuperação no País, como os menores custos de capital e mais investimentos. O País está presente no ranking do relatório da Deloitte com quatro grandes redes varejistas: Via Varejo, na 143ª posição, seguida pelas Lojas Americanas (211ª), Magazine Luiza (238ª) e Raia Drogasil (239ª). A Via Varejo entrou no ranking nessa edição; as outras três empresas brasileiras já apareciam no relatório anterior.

“A presença de grandes varejistas brasileiras no ranking mundial é um sinal bastante positivo que aponta para uma retomada gradual do crescimento da economia no Brasil. A tendência é que haja uma melhora cada vez maior no quadro econômico do País, e principalmente um aumento da confiança dos consumidores que será muito importante não só para o setor de varejo, mas de modo geral”, avalia Reynaldo Saad, sócio-líder da Deloitte para Bens de Consumo e Produtos Industriais.

No ranking global, as varejistas norte-americanas Walmart, Costco e Amazon estão no Top 10 da pesquisa “Os Poderosos do Varejo Global 2020”. O Walmart, inclusive, aparece na 1ª posição mais uma vez, mantendo sua posição de maior varejista do mundo.

De acordo com o levantamento, que compreendeu o ano fiscal de 2018 (encerrado em junho de 2019), as 250 maiores varejistas globais geraram receitas agregadas de US$ 4,74 trilhões, representando um crescimento composto de 4,1% em relação ao ano anterior. “Ao analisarmos o desempenho dos 250 principais varejistas em um período de cinco anos, embora empresas individuais tenham experimentado mudanças significativas em suas fortunas nesse período, no nível agregado, as 250 principais exibiram estabilidade notável”, diz Vicky Eng, Líder Global do Setor de Varejo, Atacado e Distribuição da Deloitte. “O crescimento da receita de varejo ano a ano, a margem de lucro líquido e a internacionalização permaneceram todos em uma faixa relativamente estreita”.

Global Powers of Retailing 2020

A 23ª edição da pesquisa Global Powers of Retailing foi realizada com 250 empresas, incluídas com base na receita de varejo para o ano fiscal de 2018 (abrangendo os exercícios fiscais das empresas até junho de 2019). O estudo tem como objetivo oferecer um reflexo da dinâmica do mercado e do impacto sobre o setor de varejo durante o período.

Starter Business Acceleration: programa mundial para startups do setor elétrico abre inscrições para edição de 2020

A EDP, empresa que atua em toda a cadeia do setor elétrico, está com as inscrições abertas para o Starter Business Acceleration, programa mundial de aceleração de negócios com startups que oferecem soluções aplicáveis ao setor de energia. O programa receberá inscrições de startups de todo o mundo, que serão selecionadas para participação em um dos módulos: América Latina, em São Paulo, no Brasil; América do Norte, em Houston, nos Estados Unidos; e Europa e Ásia, em Viena, na Áustria.

As trinta startups selecionadas terão a oportunidade de apresentar as suas soluções para as empresas do Grupo EDP, que detém uma capacidade instalada de 27GW, 74% dela provenientes de energias limpas (eólica, solar e hídrica), e 12 milhões de clientes, além de outras três utilities parceiras que integram o programa: a American Electric Power, com mais de cinco milhões de clientes em 11 Estados norte-americanos; a Verbund, maior fornecedora de eletricidade da Áustria; e a Turning Tables, empresa de inovação do grupo espanhol Cuerva.

Os dez projetos com maior potencial serão posteriormente selecionados para participar da final e o vencedor será anunciado em Lisboa, em novembro, durante o Web Summit, garantindo um prêmio de 50 mil euros.

As sete categorias disponíveis para candidatura estão alinhadas com as áreas de negócio prioritárias para as utilities: energias limpas, soluções com foco no clientes, inovação digital, armazenamento de energia, redes inteligentes, inovação em processos internos e inovação de impacto. As inscrições podem ser realizadas pelo site www.theenergystarter.com.

“A transformação do setor elétrico já é uma realidade e as startups têm um papel fundamental nesse processo. Através da colaboração entre startups e utilities podemos acelerar a adoção de novas tecnologias capazes de suportar a geração de novos modelos de negócio, além da melhoria da experiência junto aos consumidores. Apostamos no Starter Business Acceleration para seguir na vanguarda do segmento e apoiar o desenvolvimento do ecossitema empreendedor”, afirma Livia Brando, diretora de Inovação e Ventures da EDP Brasil.

Na última edição, o Starter atraiu cerca de 500 startups e selecionou um total de 30, vindas de 13 países, para trabalhar diretamente com a EDP e as utilities parceiras do programa. Isso resultou num pipeline de 50 projetos-piloto e 10 potenciais investimentos.

Fenasucro 2020: hackathon internacional inédito no setor de bioenergia acontecerá durante o evento com 20 equipes

A FENASUCRO 2020 será o palco do primeiro hackathon internacional voltado para o setor de bioenergia. A ação chamada de CANATHON acontecerá por 3 dias consecutivos durante a feira, envolvendo até 20 equipes que buscarão soluções sustentáveis e inovadoras para as demandas apresentadas pelas empresas do setor.

Os organizadores do evento destacam que a proposta é estimular a busca por projetos que promovam o melhor aproveitamento e eficiência da bioenergia. “A FENASUCRO é a maior feira de BIONERGIA do mundo, por isto, sempre buscamos conceitos, discussões e soluções inéditas que possam ser aplicadas na prática e impactar o setor. O Canathon é uma inovação que temos certeza trará projetos efetivos neste sentido”, afirma Paulo Montabone, diretor da FENASUCRO.

Em um espaço que será construído dentro do evento, os estudiosos, cientistas e empreendedores selecionados se reunirão em três dias (num Hackaton, normalmente não há intervalo nem para o descanso noturno) para criar novas ideias e apresentar para o mercado e investidores.

O Canathon será realizado em parceria com a Think Lab Brasil.

Ouvir, Pensar, Agir: as etapas do Canathon começam nas usinas e terminam na Fenasucro

Primeiro, o Canathon “ouvirá” as usinas e empresas do setor. “A primeira etapa é exatamente consultar o mercado e as empresas de bioenergia sobre quais são suas principais demandas que precisam ser solucionadas de forma estratégica”, explica Marcos Eduardo de Oliveira, da Think Lab Brasil.

Após a consulta serão abertas as inscrições para profissionais e grupos interessados do mundo inteiro, que passarão por uma seleção. Durante o “confinamento”, que acontecerá dentro da própria feira, entre os dias 19 e 21 de agosto, os participantes trabalharão dia e noite em busca de solucionar os desafios propostos, com direito a dinâmica e intervenções.

“Vamos reunir pessoas do Brasil e do exterior que, em uma atividade colaborativa e com uma mentalidade nova, irão sugerir soluções, que serão apresentadas para uma banca formada por especialistas do mercado”, explica Oliveira.

Por meio do Canathon, a FENASUCRO busca expandir o potencial estratégico do setor de bioenergia promovendo a aproximação de desenvolvedores de novas tecnologias. “Esse será o primeiro evento a fazer a ponte entre o setor de bioenergia e as inovações de grupos ligados ao mercado financeiro e de tecnologia. Essa experiência representa uma oportunidade de desenvolvimento estratégico para esse mercado em expansão”, afirma Paulo Victor da Silva, da Think Lab Brasil.

Experiências

A FENASUCRO é o único evento da América Latina a reunir inovações e conteúdo de alto nível técnico voltados para as indústrias alimentos e bebidas, papel e celulose, biodiesel, usinas de etanol/açúcar, usinas de etanol de milho, distribuidora e comercializadora de energia agrícola.

Realizada pelo CEISE Br (Centro Nacional das Indústrias do Setor Sucroenergético e Biocombustíveis) e organizada pela Reed Exhibitions Alcantara Machado, que possui a expertise de 18 feiras em oito países, tem como principal característica ser a facilitadora da interação entre empresas, governos, universidades e sociedade civil, fomentando a geração de novos negócios, disseminando conteúdo e conhecimento técnico e aproximando comunidades.

Assim, além do “Canathon”, a FENASUCRO contará com painéis, palestras, mesas de debates e demonstrações técnicas permitindo um ambiente de negócios favoráveis para um networking qualificado, troca de experiências e aperfeiçoamento profissional.

Em 2020, a FENASUCRO acontecerá entre os dias 18 e 21 de agosto, em Sertãozinho (SP).

Matera anuncia investimento de R$ 100 milhões da Kinea Private Equity

A Matera, empresa de tecnologia líder em soluções de TI para o mercado financeiro, gestão de risco e varejo, receberá um aporte no valor de R﹩ 100 milhões da Kinea Private Equity, uma plataforma independente de gestão de investimentos e um dos principais fundos de investimento de private equity do país. O investimento, feito via aquisição de participação minoritária na companhia, tem como objetivo acelerar o crescimento da Matera nos mercados locais e internacionais. A companhia continua a ser controlada pelos sócios fundadores.

“O investimento da Kinea será utilizado na expansão da companhia, aproveitando o excelente momento do mercado que está em plena transformação, em especial com o lançamento das redes de pagamentos instantâneos pelo Banco Central do Brasil e pelo FedNow nos EUA. É a “Internet das Contas” emergindo para beneficiar a população. Os atuais clientes também serão beneficiados com a evolução das nossas soluções.”, afirma o cofundador e CEO da Matera, Carlos Netto. “Receber esse investimento de um fundo como a Kinea é muito gratificante para nós e mostra que estamos no caminho certo”.

Com mais de 30 anos de história, e o compromisso de inovar sempre, a Matera conquistou mais de uma centena de clientes dentre bancos tradicionais, bancos digitais, fintechs e grandes varejistas. Com uma enorme vontade de criar o futuro, a Matera desenvolve soluções e constrói parcerias que vem promovendo uma transformação no mercado financeiro, ajudando a viabilizar novos modelos de negócio e a democratização do acesso a serviços financeiros, sendo referência no Brasil e no exterior.

“O posicionamento diferenciado da Companhia, combinado com a transformação trazida pelas novas tecnologias, tais como pagamento instantâneo e open banking, permitirá alavancar as ofertas de produtos da Matera em novos mercados e clientes, acelerando o crescimento da Companhia e o desenvolvimento do próprio mercado, afirma o diretor da Kinea Private Equity, Eduardo Marrachine.

A conclusão da transação está condicionada ao cumprimento de determinadas condições precedentes, incluindo a aprovação dos órgãos reguladores.

A Vinci Partners e o Freitas Leite foram os assessores financeiro e jurídico exclusivos dos sócios da Matera e da companhia nesta transação, e o Machado Meyer foi o assessor jurídico da Kinea Private Equity.

A necessária regulação no mercado de aplicativos de delivery

Por Daniel Cerveira

Observamos atualmente no Brasil o fenômeno conhecido como “uberização”, decorrente do avanço da tecnologia, do desenvolvimento da internet e das mudanças nos hábitos das pessoas. Ou seja, cada vez mais as empresas usam a tecnologia e a internet para conectar clientes, por meio de um intermediador ou “plataforma”. Em nosso país a grande oferta de pessoas dispostas a trabalhar como entregadores também favorece a ocorrência do referido fenômeno.

Por outro lado, a concorrência gerada por meio do ­e-commerce apresenta uma dinâmica própria e, por isso, surgiram novos desafios a serem enfrentados pelos varejistas. A internet revolucionou o modo do consumidor pesquisar preços, bem como os algoritmos utilizados pelas plataformas de pesquisa e intermediação tornaram-se determinantes para o sucesso dos negócios, incluindo-se neste contexto os recursos da inteligência artificial. Por exemplo, hoje é comum o lojista perder uma venda on-line, caso o seu concorrente ofereça o mesmo produto por alguns centavos a menos. Este cenário é uma a realidade e cabe aos players do mercado se adequarem.

O ramo de alimentação foi uns dos mais afetados, depois da expansão geométrica das plataformas de serviços de entrega, com destaque para o “iFood”, “Rappi” e “Uber Eats”. Vale dizer que, dada a natureza e características do negócio de aplicativos de entrega tipo “winner takes it all”, formou-se um oligopólio no mercado, o que concede elevado poder econômico e, por consequência, de negociação em favor destas empresas digitais. Neste cenário, a mídia vem noticiando e ouvi relatos de clientes no sentido de que existem indícios de que estas companhias estão praticando condutas anticoncorrenciais, tais como, exigência de cláusulas de exclusividade com a finalidade de dominar o mercado e dumping.

Além do mais, um ponto a ser destacado é a ausência de transparência quanto aos critérios dos algoritmos que determinam o ranking dos restaurantes e em que posição aparecem na lista de estabelecimentos pesquisados. Ora, quando um lojista adere ao aplicativo, a sua expectativa é que exista uma isonomia na competição interna da plataforma. Outrossim, foram divulgadas reclamações que os aplicativos, unilateralmente, retiram os restaurantes do “ar”, quando o volume de pedidos ou disponibilidade de entregadores não estão compatíveis.

Outros empresários contam que, sem maiores explicações, verificam quedas abruptas nos pedidos de clientes, por coincidência, quando não concordam com determinadas “propostas” de negócio das plataformas, por exemplo, o produto do “iFood” chamado de “iFood Loop”. A assimetria de informações entre o varejista e a empresa de aplicativo é evidente.

Pelo exposto, os nossos legisladores devem ficar atentos para esta situação, bem como cabe aos órgãos competentes como CADE e PROCON tomar as medidas cabíveis. Ademais, os operadores de cozinhas também estão amparados pela nossa legislação, bem como podem acionar o Poder Judiciário e os demais órgãos competentes quando se sentirem lesados, como dispõe a Lei 12.529/2011 (Lei da Concorrência).

Merece ser ressaltado que a liberdade econômica e a livre iniciativa são essenciais para o desenvolvimento da economia e a geração de bem-estar para a sociedade. No entanto, a formação artificial de monopólios e condutas típicas de abuso de posição dominante devem ser combatidas, vez que extremamente nocivas para a economia como um todo.

Daniel Alcântara Nastri Cerveira,Sócio do escritório Cerveira, Bloch, Goettems, Hansen & Longo Advogados Associados

Realizar pagamentos por aproximação é seguro contra fraudes?

A evolução da tecnologia no setor de pagamentos tem transformado a forma como interagimos com o mundo, no que diz respeito a maneira como consumimos e fazemos compras. Com a adesão das chamadas carteiras digitais, estamos passando por um período de transição, onde, aos poucos, deixamos de carregar a carteira no bolso e passamos a utilizar aplicativos mobile como Android Pay, Samsung Pay e Apple Pay, que armazenam os dados dos nossos cartões e permitem transações por aproximação de forma rápida, segura e criptografada.

Por depender apenas de um dispositivo móvel, por exemplo o smartphone, a expectativa é de que os pagamentos por aproximação cresçam significativamente no Brasil. Segundo o e-Marketer, empresa de pesquisa de mercado, 21 milhões de pessoas devem realizar esse tipo de pagamento até 2023 – o número atual é 12 milhões.

A pergunta que não quer calar é: ter uma carteira digital e realizar pagamentos por aproximação é seguro contra fraudes no país? Ralf Germer, CEO e cofundador da PagBrasil – fintech brasileira líder no processamento de pagamentos para e-commerce ao redor do mundo – diz que sim!

Ele explica que o objetivo das carteiras digitais é fazer com que as pessoas não necessitem mais sair de casa com cartões e dinheiro em espécie, precisando ter apenas um dispositivo eletrônico na hora de pagar as compras. Além disso, por serem baseadas em softwares de criptografia, as carteiras digitais dificultam ações fraudulentas.
“Os pagamentos por aproximação via NFC ou QR Code não permitem que o aparelho receptor tenha acesso a dados confidenciais de sua carteira digital. Só o fato dos usuários não precisarem mais inserir seus dados todas as vezes em que forem realizar uma transação – porque estes já estão salvos nas carteiras digitais – é um avanço contra o roubo de cartões e senha”, explica. “Para realizar uma operação com o celular, a pessoa precisa autenticar o serviço com leitor biométrico, código PIN ou com reconhecimento facial, ou seja, se o smartphone for furtado, basta bloquear o aparelho para proteger as suas informações”.

O Brasil é um dos líderes globais em crimes cibernéticos. De acordo com um levantamento feito pela Konduto , antifraude para e-commerces e pagamentos digitais, apenas em 2019 a startup evitou mais de R﹩ 5 bilhões em fraudes, sendo que valor financeiro processado em seu sistema ultrapassou R﹩ 128 bilhões. Diante desse cenário, a tokenização, uma das estratégias consideradas quando as empresas buscam proteger dados confidenciais dos clientes, tem sido uma aposta da indústria para aumentar a segurança das transações digitais.

“A maioria das lojas está desenvolvendo aplicativos e/ou tecnologias que utilizem a autenticação de dois fatores – recurso que acrescenta uma camada de segurança em que o usuário precisa fornecer outra maneira de autenticação que não a senha para que o pedido ou transação seja concluído”, explica Tom Canabarro, cofundador da Konduto.
Ainda de acordo com um estudo do e-Marketer, a penetração de pagamentos por proximidade no Brasil empata com a Argentina, alcançando 14.5%. Essa taxa é mais alta quando comparada ao México (10.2%), o segundo maior mercado e-commerce da América Latina. Apesar da nossa indústria ainda ter muito que evoluir, parece que os pagamentos por aproximação vieram para revolucionar de vez a forma como lidamos com dinheiro. E você? Já sabe se vai aderir às novidades?