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Fiesp e Embrapii incentivam projetos inovadores de startups

Projetos de PD&I selecionados pelas Unidades EMBRAPII serão cofinanciados e terão apoio de pesquisadores desde o desenvolvimento tecnológico até chegada ao mercado.

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (CIESP) e a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII) vão abrir seleção para projetos de Pesquisa Desenvolvimento e Inovação (PD&I) de startups que apresentem um forte potencial inovador. O objetivo é contribuir para que as startups brasileiras decolem no país e no mundo.

Após serem selecionados pelas Unidades EMBRAPII (centros de pesquisa de ponta), os projetos de inovação terão até 50% do valor financiado com recursos não reembolsáveis da Embrapii e o auxílio de pesquisadores qualificados em todo o ciclo da inovação: desde o desenvolvimento tecnológico, passando pelo desenvolvimento do produto ou serviço, até o acesso efetivo ao mercado.

As inscrições para o projeto já estão abertas no site da Fiesp (http://bit.ly/FiespEmbrapii_InovaçãoStartups) e o prazo para que interessados se inscrevam termina no dia 05 de maio. Os detalhes da parceria e sobre o modelo de apoio serão apresentados em um workshop no dia 23 de abril, às 10 horas, no YouTube da Fiesp.

Podem se candidatar para seleção, startups com Receita Operacional Bruta (ROB) menor que R﹩16 milhões com até seis anos de constituição jurídica. Os projetos podem envolver áreas como Inteligência Artificial, Mobilidade, Bioeconomia, Grafeno, Biofármacos, Manufatura 4.0, entre muitas outras áreas de competência das 64 Unidades EMBRAPII.

O modelo EMBRAPII é de cofinanciamento. A organização aporta até 50% do valor do projeto de PD&I com recursos não reembolsáveis de forma ágil e flexível, e o restante é dividido entre Unidade Embrapii e empresa. Existe a possibilidade de a startup buscar o apoio adicional para a contrapartida das empresas no projeto, por meio da linha Embrapii – Sebrae, que pode arcar com até 70% dos recursos da parte que cabe às empresas, também de forma não-reembolsável.

Indústria 4.0: Ajinomoto do Brasil investe em robôs colaborativos e eleva produtividade em 67%

Multinacional de alimentos e referência em aminoácidos, a Ajinomoto do Brasil tem como compromisso entregar produtos de alta qualidade aos consumidores, investindo constantemente em tecnologia e inovação. Para otimizar a produção dos temperos SAZÓN®, marca líder em vendas na categoria, a empresa decidiu apostar no ambiente integrado com humanos e robôs de última geração, instalados na fábrica de Limeira, uma das quatro plantas industriais da companhia, localizada no interior de São Paulo.

A instalação dos robôs colaborativos resultou em números expressivos: em três meses, a produtividade do processo de paletização na linha dos temperos SAZÓN® aumentou 67%. Em um futuro próximo, a empresa pretende adotar outros recursos, como armazém automatizado e empilhadeiras autônomas, que dispensam o controle de motoristas. A iniciativa faz parte de uma série de modernizações na Ajinomoto do Brasil alinhadas ao conceito de Indústria 4.0, que abrange inteligência artificial, robótica avançada e internet das coisas (IoT).

Conhecidos como robôs colaborativos ou cobots, eles lembram braços mecânicos que auxiliam em tarefas de maior precisão, garantindo força e agilidade. “Além da otimização nos processos, a grande vantagem é que os aparelhos são monitorados e controlados por pessoas. Eles são versáteis e podem atuar lado a lado com funcionários, sem gerar riscos e reduzindo as chances de acidentes”, explica o diretor da Ajinomoto do Brasil, Fabio Misawa.

De acordo com o executivo, os negócios da multinacional no Brasil crescem a cada ano, o que demanda a expansão de linhas nas fábricas e o aumento de turnos. “As soluções tecnológicas chegaram para agregar e realmente facilitar nosso dia a dia, mas não irão substituir o trabalho humano”, afirma Misawa, reforçando que os funcionários envolvidos no setor foram realocados em outras funções.

Na Ajinomoto do Brasil, a tecnologia de robôs colaborativos e sistema automático de paletização têm assinatura do Grupo Cassioli. “Foi um prazer desenvolver a iniciativa junto à empresa, com a qual também estamos implementando um segundo projeto ainda mais ambicioso e queremos garantir que essa parceria continue, dado o sucesso e satisfação mútua da primeira instalação”, diz o diretor comercial da Cassioli Brasil, Alessandro Crema.

2021 será marcado pelo atendimento nas redes sociais

Por Rafael Souza

O ano de 2021 é um período desafiador para as empresas, pois é necessário manter um relacionamento ainda mais próximo com os consumidores, afinal, agora, ter um atendimento de qualidade é indispensável. Novos canais surgiram para cumprir o papel de estreitar esse relacionamento entre marcas e pessoas, como o atendimento nas redes sociais. 

É o momento que o mercado precisa se adaptar ao digital e trazer novas soluções capazes de otimizar o dia a dia das pessoas. O canal presencial, que foi o preferido de alguns públicos por muito tempo, foi substituído por canais digitais. O número de transações no ambiente online no Brasil subiu de 19% para 34%, ainda no primeiro mês da quarentena, segundo dados da Kantar/Ibope. 

Algumas necessidades surgiram do dia para a noite sem praticamente nenhum planejamento, como o WhatsApp que virou loja, o Instagram se tornou uma vitrine e os chats online tiveram um volume de mensagens exorbitantes. Porém, houve um excesso de criatividade e o planejamento acabou ficando em segundo plano, resultando na falta de profissionalismo, em alguns casos, atendentes e vendedores usaram suas contas pessoais nos apps de mensagens para continuar em contato com os clientes, por exemplo.

WhatsApp

Em março de 2020, no início da pandemia, com lojas e escritórios fechando as portas, foi preciso buscar soluções para seguir se relacionando com os consumidores. Com isso, o WhatsApp desempenhou esse papel no ano passado. O aplicativo, que já vinha dando alguns passos no meio empresarial desde 2018, teve sua ascensão no último ano. As organizações de todos os portes recorreram ao canal para suprir demandas que o isolamento social dificultou, como:

  • Dar continuidade às vendas;
  • Atender e prestar suporte aos clientes;
  • Informações importantes sobre as medidas de proteção contra o coronavírus;
  • Atendimento bancário.

O WhatsApp cumpriu tão bem este papel, que foi utilizado até mesmo por gigantes do mercado, como a Polishop, No entanto, muitas empresas acabaram esbarrando em um problema em comum: dificuldades para gerenciar as interações feitas através do canal.

Todos foram pegos de surpresa com a situação, a maioria das empresas não conseguiu profissionalizar as interações realizadas através do canal, no qual foi considerado um movimento natural que cada atendente, agente ou vendedor atuasse do seu telefone e aplicativo pessoal. Essa ação resultou em enormes dificuldades para as empresas, que não conseguiram mensurar os resultados, além de gerar problemas para a marca, uma vez que, cada pessoa usava uma linguagem diferente e não havia uma padronização das interações.

Em 2021, o canal continua sendo um dos mais utilizados e procurado pelos consumidores. Justamente, por isso, é preciso planejar e estruturar muito bem o relacionamento através do WhatsApp. Abaixo, listo três dicas essenciais: 

  • Versão Business: com a versão empresarial do aplicativo, o atendimento digital ganhará um tom mais profissional, uma vez que ela dispõe de uma série de recursos corporativos;
  • Uso de chatbots no app: caso a conta já seja Business ou Business API, uma ótima opção para escalar os atendimentos é a implantação de um robô virtual no app, assim o relacionamento com os consumidores será mais ágil e assertivo;
  • Gerenciamento de todas as interações: uma ferramenta para centralizar o gerenciamento de todas as interações pode ajudar, desta forma, é possível disponibilizar apenas um telefone para os clientes, além de realizar a triagem das interações feitas pelo bot. 

Instagram 

A rede social de compartilhamento de fotos e vídeos curtos é hoje a quinta mais utilizada no mundo e conta com 1 bilhão de usuários ativos por mês. Já faz alguns anos que o Instagram foi incluído nas estratégias de comunicação das marcas, até se tornar uma importante vitrine no ambiente digital. Porém, mesmo já sendo um sucesso há algum tempo, foi somente no final do ano passado que o Instagram abriu a sua API para a automatização de interações.

A novidade tende a gerar um impacto maior ainda no segundo trimestre, uma vez que, isso as marcas têm a possibilidade de escala no atendimento realizado através do canal. Quando tratamos de automação no app, o chatbot pode ser um ótimo aliado e tem vários benefícios, como: 

  • Acabar com as filas de espera no canal: o bot irá atender todos os consumidores imediatamente, acabando com a espera por atendimento e gerando mais satisfação.
  • Aumentar a taxa de finalização de atendimento direto no canal: quando os clientes procuram por ajuda em determinado canal, eles esperam finalizar suas demandas por lá mesmo, sem serem encaminhados para e-mail, telefone ou afins. Com a ajuda do bot, será mais fácil finalizar o atendimento direto pelo Instagram.
  • Redução de custos operacionais: aloque sua equipe de atendentes humanos para demandas mais complexas. Um chatbot bem construído, pode lidar com até 90% das demandas no canal em que atua.

Vale ressaltar que, até o momento, apenas parceiros homologados podem acessar a API do Instagram, mas o cenário deve mudar em breve, abrindo a possibilidade para empresas dos mais diversos portes.

RCS: o substituto do SMS 

O RCS, ou Rich Communications Service, é um sistema de envio de mensagens, que nasceu para substituir o SMS. A primeira grande vantagem é o sistema de cobrança que, diferente do SMS que cobra a cada mensagem, o RCS cobra por sessão, ou seja, a cobrança só é realizada quando a conversa com determinada pessoa é finalizada. 

Outros benefícios podem ser explorados, como: 

  • Enviar mensagens com fotos e vídeos;
  • Enviar figurinhas e gifs;
  • Encaminhar documentos;
  • Enviar mensagens de áudios;
  • Criar grupos de conversas;
  • Ver quando a pessoa está digitando;
  • Não é preciso baixar nenhum aplicativo para poder utilizá-lo.

Em 2020 o SMS foi bastante utilizado, principalmente para serviços de cobrança e disseminar informações importantes sobre o coronavírus. Com o RCS é possível conquistar pontos positivos, abaixo, cito cada um deles:

  • Aumentar a taxa de conversão em promoções com o envio de fotos, vídeos e áudios;
  • Ter mais sucesso na estratégia de cobrança, realizando o envio da segunda via do boleto a ser pago direto na mensagem;
  • Chamar mais atenção no envio de informações importantes, com o uso de gifs e outras mídias;
  • Aumentar a taxa de matrícula em algum curso com o envio de informações extras, como: vídeos, fotos, documentos.

Rafael Souza, especialista em programação e CEO da Ubots, startup gaúcha especializada em atendimento digital

Intelbras anuncia aquisição da catarinense Khomp

A Intelbras (INTB3), indústria brasileira catarinense com 45 anos de história, anuncia a sua maior aquisição, com a compra de 75% da empresa Khomp. O objetivo é complementar a linha de produtos e soluções tecnológicas da Intelbras e a ação faz parte da estratégia que visa o crescimento sustentável, expansão da capacidade produtiva e comercial da companhia. As operações de ambas as empresas continuarão independentes.

“Um dos objetivos de nos tornarmos uma empresa de capital aberto foi incrementar o crescimento sustentável, ágil e a perenidade dos negócios, portanto realizar uma aquisição tão importante e estratégica apenas dois meses após a nossa estreia na B3 demonstra o comprometimento com nossos acionistas, parceiros, colaboradores e consumidores. A adição da Khomp ao Grupo Intelbras* amplia nosso mercado de atuação e o nosso portfólio de produtos”, comenta Altair Silvestri, CEO da Intelbras.

A Khomp, que tem sua matriz em Florianópolis (SC), possui 231 colaboradores, sendo mais de 50% do efetivo alocado em P&D. É uma empresa com 25 anos de história, e assim como a Intelbras, é referência no desenvolvimento tecnológico de produtos e serviços nas áreas de Telecom, com destaque para soluções, softwares e produtos de grande porte, Controle de Acesso e IOT para agronegócio, saúde, smart cities e energia, com foco mais direcionado à contact center, operadoras/ISP, órgãos públicos e iniciativa privada. A empresa possui atuação consolidada no mercado nacional e na América Latina, e seus negócios vem crescendo com base em receita recorrente, de modo que já representa 40% de seu faturamento.

“O apoio da Intelbras, como sócia, ajudará a Khomp a fomentar as áreas de sistemas de comunicação, dispositivos de controle de acesso e Internet das coisas trazendo a força e experiência desta importante corporação e uma infinidade de aproveitamento das sinergias.” comenta Giancarlo G. Macedo, principal executivo da Khomp.

“Já demos início à utilização de parte dos recursos adquiridos na nossa oferta primária de ações com esta aquisição, pois a empresa tem total aderência com o desenvolvimento de produtos e tecnologias de comunicação, redes e controle de acesso, o que irá ampliar os negócios B2B da Intelbras”, complementa Silvestri.

Investimentos em expansão e crescimento

Para sustentar os planos de crescimento para os próximos anos, além de investir em aquisição de empresas consolidadas no mercado como a Khomp, a Intelbras está investindo R$ 460 milhões para otimizar sua expansão orgânica e inorgânica ao longo dos próximos 18 meses. Desse valor, R$ 170 milhões serão utilizados na ampliação da capacidade produtiva e incremento das Unidades da Intelbras nas cidades de São José (SC), Tubarão (SC), Santa Rita do Sapucaí (MG) e Manaus (AM).

“Somos uma empresa brasileira sempre próxima por essência, esse é o nosso lema e o princípio que rege as nossas relações com toda nossa cadeia de valor. Nossos produtos e soluções tecnológicas aproximam e conectam pessoas, empresas e comunidades e isso só é possível, entre outras ações, ao nosso investimento em crescimento sustentável e orgânico. Temos certeza de que a aquisição da Khomp incrementará ainda mais ampliação dos negócios coorporativos da Intelbras”, finaliza Silvestri.

Vendas no delivery cresceram 101% durante a Páscoa

Com restrições de movimentação e o fechamento das lojas físicas, as vendas de refeições via delivery foram agitadas e registraram crescimento no final de semana de Páscoa deste ano. O volume mais que dobrou, com aumento de 101% comparado com o mesmo período em 2020, segundo dados da Linx, líder em tecnologia para o varejo.

De acordo com a mesma base de dados, na Páscoa de 2020, que já registrava os primeiros fechamentos do comércio por conta da covid-19, os pedidos via delivery praticamente triplicaram, com crescimento expressivo de 191% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando ainda não havia pandemia.

Para a Linx, os números evidenciam a consolidação da cultura do delivery, essencial para os restaurantes manterem as vendas durante a pandemia. No Carnaval deste ano, por exemplo, a tendência já podia ser notada: os pedidos cresceram 276% em relação ao Carnaval de 2020.

Ao todo, 240.399 pedidos via delivery foram analisados nos finais de semana de Páscoa (sexta, sábado e domingo) durante os três últimos anos. Em 2020 e 2021, em que a Páscoa aconteceu em meio a pandemia, os dias com mais vendas foram aos sábados, seguidos por sexta-feira e domingo. Em 2019, as vendas no delivery cresceram progressivamente desde a sexta-feira até alcançar o pico no domingo de Páscoa.

O papel do CFO na prevenção, detecção e investigação de fraudes

Por Antonio Gesteira


A sigla CFO, que representa no universo corporativo internacional a figura do profissional a função de um “Chief Financial Officer” ou diretor financeiro na tradução para o português, num contexto mais simplista, é o cargo definido como um executivo sênior com a devida responsabilidade pelos assuntos financeiros de uma empresa ou instituição.

Entretanto, podemos observar por meio de estudos e pesquisas recentes, que a função do diretor financeiro evolui de forma significativa com o passar dos anos. No passado, suas funções se resumiam a organizar as finanças e a contabilidade, preparar as demonstrações financeiras e adotar uma postura mínima de compliance regulatório.

Agora, o dia a dia dessa profissão requer um olhar interno e externo da organização e isso envolve um conjunto de atribuições ligado a orçamento, recursos humanos, departamento jurídico, tecnologia da informação, operações e logística, relações com investidores e, principalmente, finanças, planejamento e controle.

Mas esta supervisão vai além. Pesquisas que estão em linha com as novas perspectivas dos diversos setores de indústria apontam que, no exercício de suas funções, o chamado “novo CFO” deve incluir na agenda um olhar também cuidadoso sobre temas de riscos atuais, como a adoção de tecnologias digitais, a privacidade, gestão de identidade e segurança da informação, as soluções disruptivas e novas tecnologias, assim como as ameaças cibernéticas.

Somado a este cenário, outro ponto de preocupação ligado ao papel do CFO na gestão dos riscos empresariais está relacionado a atuação do CFO na prevenção, detecção, investigação de fraudes e desvios de conduta. Uma reflexão que podemos promover é se compete ao CFO a função de aplicar as medidas antifraude, bem como uma atuação mais proativa no sentido de evitar que esquemas financeiros e casos de assédio se perpetuem.

Em muitas organizações, a segunda e a terceira linhas de defesa estão sob responsabilidade do CFO, entretanto, muitas vezes não temos como afirmar que compete única e exclusivamente ao CFO a liderança do programa antifraude, assim como garantir que os erros, as fraudes ou desvios de conduta não ocorram.

Chamamos a atenção para o índice de turnover envolvendo a função de finanças, principalmente para cargos de liderança, dentre eles a posição de diretor financeiro. Em uma análise, ainda que preliminar, observamos que o tempo médio de um CFO na função tem sido de três anos, o que pode significar o insucesso de organizações em cumprir um ciclo completo de diagnostico, desenho, implementação e operação de programas mais robustos de prevenção, detecção e apuração de casos de fraudes e desvios mais complexos.

Como forma de auxiliar no processo de transformação da função de finanças sobretudo para os aspectos de riscos aqui abordados, elencamos algumas ações que podem ajudar a compor a lista de prioridades e que temos chamado de “agenda do CFO”. As atividades envolvem desde a realização de avaliação de riscos e fraudes nos processos críticos, implementação de mecanismos para garantir a segregação de funções e acessos, adoção de indicadores chave com o uso de análises de dados, avaliação de riscos de integridade e potenciais desvios de conduta de terceiros e colaboradores, assim como o reforço nos controles da primeira e segunda linha de defesas.

Esta agenda também deve envolver o fortalecimento do uso dos canais de captação das denúncias, monitoramento dos riscos de continuidade de negócios – incluindo Cyber, estabelecimento de protocolos robustos de apuração de denúncias de fraudes e desvios de conduta, elaboração e comunicação adequadas do plano de ações envolvendo também o ESG junto ao Conselho e implementação de ações de governança, riscos e compliance em linha com a agenda regulatória, incluindo Privacidade de Dados.

Se por um lado, dependendo do caso, podemos encontrar limitações ao imputar responsabilidades por falhas nos controles preventivos e detectivos ou que motivaram fraudes e desvios, por outro o CFO, diretor financeiro e equipe sob sua gestão, deve exercer um papel fundamental na aderência aos programas de governança, gestão de riscos e compliance bem como na manutenção do ambiente de controles internos adequado.

Antonio Gesteira, diretor executivo e líder das práticas de forense investigativo e computacional, auditoria interna e consultoria financeira da ICTS Protiviti

Mitsubishi Electric investe globalmente U$ 2 bilhões em P﹠D

Embora a pandemia tenha sido determinante para esse declínio, não é o principal culpado. A participação das atividades industriais no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro vem apresentando decréscimos desde a década de 1990, com maior intensidade a partir de 2016.

A queda de investimentos na aplicação de recursos e modernização nas linhas de produção provocou a diminuição da produtividade, dificultando a competitividade. Além disso, o custo brasil e a sobrevalorização cambial dificultaram a retomada. Nesse cenário, vimos uma debandada de indústrias do país, principalmente, do setor de automóveis, devido às altas taxas de importação para manter a produção local.

De outro lado, a divisão de automação industrial da fabricante japonesa, a centenária Mitsubishi Electric, cresceu mesmo diante da crise. Em 2020, a companhia registrou crescimento de cerca de 12% no Brasil, em comparação com o ano anterior. De 2014 a 2020, triplicou o faturamento. Para 2021, a empresa planeja dobrar o faturamento e se consolidar como um dos principais players do setor industrial.

A corporação investiu aproximadamente U$ 2 bilhões em pesquisa e desenvolvimento para apoiar importantes negócios e desenvolver soluções inovadoras em todas suas áreas de atuação. Foi também a segunda empresa em todo o mundo a registrar o maior número de novas patentes em 2019, classificando-se entre as 10 melhores internacionalmente nos últimos seis anos consecutivos.

As últimas inovações da Mitsubishi Electric estão ligadas à Indústria 4.0 e, consequentemente, à inteligência artificial, possibilitando que as indústrias melhorem a produtividade e retomem o crescimento.

Hypera Pharma lança segunda edição do programa de conexão com startups, HyperaHub

A Hypera Pharma, uma das maiores empresas farmacêuticas do Brasil, lança nesta sexta-feira, 9/4, a segunda edição do HyperaHub, seu programa de conexão com startups gerenciado pela consultoria em gestão da inovação Innoscience. O programa foi desenhado a partir da seleção de 17 desafios, que buscam otimizar processos operacionais e negócios já existentes no dia a dia da companhia.

Presente em todos os segmentos relevantes do setor farmacêutico, a Hypera Pharma é líder em diversas categorias, com um extenso portfólio de marcas tradicionais como Addera D3, Benegrip, Buscopan, Doril, Engov, Gelol, Merthiolate, Neosaldina, Epidrat, Episol, Neo Química e Mantecorp Farmasa.

A primeira edição do programa, que contou com mais de 200 startups inscritas, realizou a execução de 12 pilotos e está negociando a contratação de 9 startups nos segmentos de RH 4.0, Indústria 4.0, Analytics e Novos Produtos, Serviço ou Tecnologias.

Com um portfólio diversificado, este ano o programa traz desafios nas frentes de Marketing & Vendas, Operação & Industrial, Novos Negócios e P&D e Produto & Sustentabilidade.

Embalagens sustentáveis, Soluções digitais para P&D, Gerenciamento logístico, Eficiência na Execução do PDV e Adesão ao tratamento de doenças crônicas são alguns dos desafios elencados pela empresa para melhorar demandas já existentes em suas operações.

“O programa traz para as startups uma oportunidade para testar suas soluções com uma das maiores farmacêuticas do País, além da possibilidade de geração de negócios de forma rápida”, comenta Maximiliano Carlomagno, sócio-fundador da Innoscience. “Isso sem falar no potencial de escala, networking e visibilidade pela chancela de uma empresa líder em seu setor.”

As startups interessadas poderão se inscrever até 21 de maio de 2021, pelo site http://www.hyperahub.com.br/. As empresas selecionadas serão convocadas para um pitch day, previsto para ocorrer em junho. Aquelas que forem aprovadas passarão por um período de imersão. As selecionadas devem ainda executar um projeto piloto ou prova de conceito, em ambiente comercial, para assim validar a aderência de suas soluções às necessidades da farmacêutica.

Ao final do programa, as startups participantes poderão se tornar fornecedoras ou parceiras estratégicas da companhia.

next faz integração com programa da Visa e clientes podem escolher causas que receberão doações

A integração entre next e a plataforma Vai de Visa busca estimular o engajamento de clientes com ações sociais por meio do programa Visa Causas, promovendo ONGs e Instituições em todo o país. No aplicativo do banco digital, clientes podem escolher instituições ou causas de sua preferência e, a cada pagamento feito com o cartão next, a Visa realizará automaticamente uma doação para a causa social escolhida pelo consumidor.

No total, são cinco causas disponíveis, cada uma apoiando diferentes instituições, como: saúde (Doutores da Alegria, ICI – Instituto do Câncer Infantil e Instituto Verter), animais (Ampara Animal, Instituto Luisa Mell e Projeto Tamar), crianças e adolescentes (Casa do Zezinho, Fundação Gol de Letra, Instituto Guga Kuerten, Instituto Reação e Projeto Guri), educação e capacitação (Instituto Ayrton Senna, Instituto Gerando Falcões, Instituto Muda Brasil e Vaga Lume), e idosos (Grupo Vida Brasil e Instituto Velho Amigo).

Para Jeferson Honorato, Diretor do next, “a iniciativa se conecta com os pilares do next de levar soluções que façam os sonhos e aspirações dos nossos clientes acontecerem, permitindo, ao mesmo tempo, que eles ajudem a fazer uma sociedade melhor ao contribuir com várias causas sociais de forma confiável e muito prática”.

“O Visa Causas é um sucesso em todo o país com mais de 255 milhões de doações já realizadas pela Visa. Com essa integração, o next passa a oferecer aos seus clientes uma experiência mais simples para contribuir de forma efetiva com diversas causas sociais. Acreditamos na força transformacional desse Programa, que contribui para o desenvolvimento do país e para as instituições sociais que estão empenhadas nesse mesmo desafio”, conta Sergio Giorgetti, vice-presidente de Marketing da Visa do Brasil.

A novidade fica disponível para todos os clientes até o final desta semana.

São Paulo é destaque em ranking internacional que aponta as “Megacidades do Futuro”

Lista do grupo Financial Times classifica as principais cidades nas perspectivas de atração de investimento estrangeiro, desenvolvimento econômico e expansão dos negócios

A cidade de São Paulo foi incluída no “Global Cities of the Future 2021/ 2022“, ranking internacional elaborado pela consultoria fDi Intelligence. O município ocupa o quarto lugar na lista das dez “Megacidades do Futuro” com melhores estratégias para atração de Investimento Estrangeiro Direto (IED) e o décimo lugar, entre as megacidades, na perspectiva “Capital Humano e Estilo de Vida”.

A participação da capital paulista nesse ranking foi articulada pela Secretaria Municipal de Relações Internacionais. Entre os destaques da candidatura de São Paulo está o Programa de Desestatização Municipal, que reúne projetos de privatizações, concessões e parcerias público-privadas (PPPs) para descentralizar as decisões da administração local. Nesse sentido, vale pontuar a atuação da São Paulo Investimento e Negócios (SPIN), a agência de promoções de investimentos e exportações do município, no apoio às empresas e aos projetos prioritários de investimentos da cidade, e também no suporte institucional e processual aos interessados em investir no município.

ranking “Global Cities of the Future 2021/ 2022” também considerou o potencial da cidade de São Paulo em reunir soluções inovadoras, a localização estratégica, mão de obra qualificada, oferta de serviços e qualidade de vida aos moradores. A lista das cidades mais bem avaliadas foi publicada na edição de Fevereiro/Março da revista fDi Magazine, que faz parte do grupo Financial Times. Para a seleção, foram consideradas os pontos fortes econômicos, financeiros e de negócios de 129 cidades de todo o mundo. Clique aqui para conferir a edição digital da revista.

A cidade de São Paulo é a única brasileira participante desse ranking. A capital paulista é responsável por 10,6% do PIB brasileiro e, mesmo com a pandemia ocasionada pelo novo coronavírus, continua recebendo investimentos e interesses empresariais, por conta da infraestrutura da cidade, seu capital social, potencial econômico e ambiente de negócios. Outras cidades como Singapura (Singapura), Dubai (Emirados Árabes), Londres (Reino Unido), Nova York (Estados Unidos), Xangai (China) e Buenos Aires (Argentina) também figuram entre as classificações do ranking.

ThoughtWorks amplia modelo de trabalho flexível e anuncia vagas para home office no Brasil

A ThoughtWorks, consultoria global de software presente em 17 países, oficializou, neste mês, a possibilidade de trabalho em home office definitivo para novos e atuais funcionários da empresa no Brasil. Os processos seletivos mais recentes já vêm considerando a opção.

A oferta de vagas em home office faz parte da nova política de trabalho anunciada pela empresa, que inclui ainda o modelo de trabalho híbrido, no qual os funcionários poderão alternar dias trabalhando em casa e no escritório, assim que for possível o retorno seguro aos espaços físicos. Atualmente, todos os funcionários da consultoria estão cumprindo suas funções remotamente.

A empresa já vinha investindo em iniciativas para evoluir sua política de trabalho antes mesmo da pandemia. O modelo híbrido, por exemplo, já era parte da realidade da ThoughtWorks. Com a chegada da Covid-19, a consultoria apostou em estudos de tendências e pesquisas externas e internas para evoluir sua política de trabalho, tendo como objetivo não apenas se adaptar ao momento que vivemos, mas também se preparar para diferentes possibilidades no futuro.

As adaptações são parte desse trabalho de flexibilização como foco em employee experience, que é um dos norteadores da empresa. A possibilidade de escolha do formato de trabalho de preferência, para novos e atuais funcionários, tem como objetivo principal conciliar diferentes necessidades individuais com as necessidades do negócio.

Um dos desafios que a mudança traz para a ThoughtWorks é o fortalecimento da cultura entre um quadro de pessoas cada vez mais distribuído. Com presença em 17 países, a empresa já contava com uma experiência de mais de 25 anos de atuação global e pioneirismo em metodologias ágeis, o que foi fundamental para a transição bem sucedida de todos os funcionários para o trabalho remoto no início da pandemia. Desde então, a consultoria vem adaptando suas práticas de trabalho, iniciativas de desenvolvimento de pessoas e comunidades internas para garantir a evolução da cultura da ThoughtWorks em uma realidade que impõe novas relações com espaços físicos.

A expectativa da empresa é que o modelo flexível consiga, além de atender a diferentes contextos, ampliar as possibilidades de recrutamento de novos talentos. Com uma previsão de crescimento de 35% do seu quadro de funcionários no Brasil em 2021, a ThoughtWorks acredita que a opção de trabalhar de qualquer lugar do país ajude na construção de uma empresa ainda mais diversa. Uma das metas da consultoria que deve ser beneficiada pela mudança é a de aumentar a diversidade racial entre os contratados, já que a empresa poderá buscar talentos em cidades em que a população negra é maioria.

Entre os perfis mais buscados pela ThoughtWorks estão desenvolvedores de software front-end e back-end, desenvolvedores mobile iOS e Android, engenheiros de dados, analistas de qualidade, analistas de negócios e gerentes de projetos de software.

Crescimento

A novidade está em sintonia com o momento de crescimento da ThoughtWorks no mundo. Em 2021, a empresa recebeu um aporte de US﹩ 720 milhões de investidores, incluindo as empresas GIC, Siemens AG, Fidelity Management & Research LLC e Mubadala Investment Company. O investimento estipulou o valor da ThoughtWorks em US﹩ 4,6 bilhões.

Também neste ano, a ThoughtWorks expandiu sua presença na Europa ao adquirir a finlandesa Fourkind, especializada em combinar aprendizado de máquina e ciências de dados com estratégia, design e engenharia, e a Gemini Solutions Inc., sediada na Romênia e especializada em serviços de consultoria e desenvolvimento de software.

Além de desenvolver soluções inovadoras para seus clientes, a consultoria também tem forte atuação em projetos de impacto social, diversidade e inclusão. Em 2018, a ThoughtWorks Brasil provoveu, em parceria com a OLABI, organização social focada na democratização da tecnologia, um processo seletivo voltado a profissionais negros e, recentemente, realizou também um processo seletivo exclusivo para mulheres.

Para saber mais sobre os modelos de trabalho da ThoughtWorks e conhecer as vagas abertas, acesse: http://www.thoughtworks.com/futuro-do-trabalho .

Pitney Bowes Brasil anuncia novo Country Leader

A Pitney Bowes, empresa global de tecnologia que fornece soluções de comércio que alimenta bilhões de transações, anuncia o novo Country Leader da companhia do Brasil. Samuel Bellintani Caparrotti vai assumir o cargo a partir do dia 13 de abril.

Samuel é um executivo de negócios com mais de 19 anos de experiência em gestão de negócios B2B e estratégias comerciais e industriais. Já atuou em empresas multinacionais do segmento de equipamentos industriais e de máquinas. Além disso, tem amplo conhecimento em gestão e liderança de equipes de alto desempenho, quando se trata de Estratégia de Negócios, Vendas, Marketing, Manufatura, Engenharia, Qualidade e Gestão de Projetos.

“Com as constantes mudanças de mercado, nossos clientes exigem cada vez mais serviços de alta qualidade e para isso precisamos de um time de alto desempenho para atender esta demanda. Uma das minhas missões será trabalhar no desenvolvimento deste time, focando também no trabalho colaborativo e orientado a resultados, além de entender que os meus valores tem grande aderência à cultura da Pitney Bowes. Estou muito feliz de assumir o cargo e tenho certeza que serão muitos desafios pela frente, que eu estou pronto para enfrentar”, afirma Caparrotti.

Samuel dará início as suas atividades na Pitney Bowes após longo período trabalhando na Konecranes, onde atuou em diferentes posições executivas, e estava como General Manager para a América Latina.