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50 Maiores Franquias do Brasil 2020: estudo da ABF revela avanços e redes mais maduras

Pelo quarto ano consecutivo, a ABF – Associação Brasileira de Franchising divulga o Perfil das 50 Maiores Redes de Franquias no Brasil por número de unidades em operação (veja abaixo a lista completa). A edição 2020 do estudo revela avanços e mais maturidade das redes.

De acordo com o estudo, o volume de unidades das Top 50 aumentou 9% no último ano, dois pontos percentuais a mais do que em 2018, quando foi de 7%. O número mínimo para figurar entre as Top 50 do franchising brasileiro subiu 7%, de 301 para 321 operações. Também aumentou o número médio de unidades por marca, que passou de 861 em 2018 para 897 no ano passado. Dentre as maiores de 2019, o número de redes com mais de mil unidades se manteve em 17, como em 2018, ante 14 no ano anterior. Das marcas participantes, 45 são de origem brasileira. Entre os segmentos, o levantamento evidenciou, ainda, que o segmento de Serviços e Outros Negócios ampliou duas vezes sua participação na lista, o mesmo número das redes de Moda.

Realizada exclusivamente com marcas associadas, a pesquisa é feita a partir do banco de dados da entidade com informações registradas pelas próprias redes. O sistema audita eletronicamente as informações quanto à sua veracidade e autenticidade através de regras e salvaguardas específicas no processo de inserção dos dados no próprio sistema.

Para André Friedheim, presidente da ABF, “esse levantamento confirma mais uma vez que o franchising brasileiro avança de forma contínua, segura, com redes cada vez mais maduras e com boas práticas de gestão. É uma grande satisfação acompanhar o desenvolvimento deste grupo das 50 Maiores que, certamente, é uma referência importante para todo o setor”.

Segundo o levantamento, entre as Top 10 do franchising brasileiro, quatro operam no segmento de Alimentação, duas são de Saúde, Beleza e Bem-Estar e outras duas de Serviços Automotivos, e há uma representante em Comunicação, Informática e Eletrônicos, Serviços Educacionais e Hotelaria e Turismo.

O Boticário (Saúde, Beleza e Bem-Estar) se mantém na liderança, com um crescimento de 2% em unidades na comparação com 2018, que subiu de 3.724 para 3.806. No 2º lugar, o McDonald’s (Alimentação) reassumiu a posição. Com alta no volume de unidades abertas em 2019 frente ao ano anterior, a rede de fast food ampliou de 2.289 para 2.459 suas operações. O mais representativo individualmente dos segmentos do franchising nacional, Alimentação conta com quatro franquias entre as Top 10. Em 3º lugar está a rede AM/PM, com um total de 2.377 unidades, a 4ª posição foi mantida pela Cacau Show, com 2.322 operações, e na 5ª colocação também se manteve a Subway, com 1.864 unidades.

Ingressando na lista das dez maiores franquias no Brasil, a Acqio (Comunicação, Informática e Eletrônicos) avançou do 15º para o 6º lugar, saltando de 1.114 para 1.703 unidades. A alta demanda por soluções de meios de pagamento eletrônicos, aliada à praticidade e segurança no uso das “maquininhas” por lojistas e consumidores, além do menor investimento inicial para abrir a franquia, foram algumas das principais razões para essa expansão.

O 7º lugar ficou com a marca Lubrax+ (Serviços Automotivos), que voltou a figurar na lista das 50 Maiores e totalizou 1.643 unidades. A rede Kumon (Serviços Educacionais) vem a seguir, na 8ª posição, com 1.563 operações. Outra representante do segmento de Serviços Automotivos, a Jet Oil ficou em 9º lugar, com 1.491 unidades e, fechando as Top 10, a rede CVC (Hotelaria e Turismo), com 1.414 pontos de venda.

Na lista como um todo, as marcas que mais alçaram posições foram Help! Loja de Crédito (do 40º para o 24º lugar), Piticas Moda Criativa (de 46º para 33º), Acqio (de 15º para 6º), Burger King Brasil (de 19º para 14º) e Óticas Carol (de 13º para 11º).

As marcas estreantes no rol das 50 maiores neste ano são: Odontocompany (25º), Espaçolaser (30º), Oggi Sorvetes (37º), San Martin (42º), KNN Idiomas (45º), Nutrimais (47º), Ceopag (48º), Ceofood (49º lugar) e Supera – Ginástica para o Cérebro (50º). A data de referência para compor o retrato das informações foi 31 de dezembro de 2019.

Unidades, Novos formatos e Distribuição Geográfica

Embora tenha apresentado uma queda, o segmento de Alimentação continua a concentrar a maior parte das unidades, seguido de Saúde, Beleza e Bem-Estar e Serviços Educacionais.

A exemplo do movimento observado em outras pesquisas da ABF, o estudo do Perfil das 50 Maiores Redes de Franquias no Brasil confirma a continuidade dos investimentos em novos modelos de negócios. De acordo com o Estudo, nos dois últimos anos, enquanto o percentual de lojas tradicionais diminuiu de 88% para 85%, outros formatos – como quiosques, unidades móveis e operações home based – passaram de 12% para 15%.

O estudo indica que em termos de localização das sedes das marcas por Estado e de unidades por Estado, o quadro manteve-se semelhante às edições passadas do Perfil das 50 Maiores Franquias do Brasil por unidades:

Em relação ao tempo de atividade como franqueadora, o perfil das 50 Maiores apresentou pouca variação em relação a 2018, mostrando mais uma vez que a experiência é um fator importante para se atingir um determinado porte, embora haja exceções.

Em virtude do ingresso de novas marcas entre as 50 maiores, o percentual de redes que detêm o Selo de Excelência em Franchising (SEF) caiu ligeiramente, passando de 78% para 75% nos dois últimos anos. Porém, o alto índice de marcas selistas no grupo reafirma a importância de se obter a principal chancela do mercado de franquias brasileiro. O SEF é conquistado pelas redes inscritas que alcançam maior pontuação na pesquisa feita pela ABF com os respectivos franqueados.

*A lista deste ano é composta por 53 marcas em virtude do empate em três posições

500 Startups promove evento em São Paulo sobre mercado de CVC

Os investimentos em Corporate Venture Capital crescem a cada ano. Segundo um estudo realizado com mais de 100 empresas de VC, pela 500 Startups, fundo de Venture Capital mais ativo do mundo, foram mais de US$60,8 bilhões investidos em mais de 1.065 negócios, em 2018.

Diante desse cenário, a 500, em parceria com Brazil Innovators, irá promover um evento, no dia 03 de março, em São Paulo, sobre o tema. Na ocasião, a Managing Partner da 500 Startups, Bedy Yang, se juntará com Jason Miles, Managing Director da Volvo Financial Services Innovation Ventures e Alexa Hall, Global Corporate Developer do Google, para falar sobre as descobertas do mercado de CVCs no mundo, além de trazer uma discussão sobre esse setor aqui no Brasil.

“No ano passado, 23,1% das transações realizadas foram conduzidas ou apoiadas por unidades de CVCs, por isso resolvemos trazer esse tema para discussão. O ecossistema brasileiro de startups está crescendo muito e é importante que grandes empresas descubram como aproveitar oportunidades nesse setor através de estratégias bem definidas”, conta Itali Collini, diretora de operações da 500 Startups aqui no Brasil.

O evento terá início às 18h, no Cubo Itaú – Alameda Vicente Pinzon, 54 – Vila
https://bit.ly/2SNAkt4

Data: 3 de março de 2020
Horário: 18h30 às 21h30
Localização: Cubo Itaú – Alameda Vicente Pinzon, 54 – Vila Olímpia
https://bit.ly/2SNAkt4

Philips anuncia chegada de nova Vice-Presidente e Diretora Geral para América Latina

A Philips anuncia a chegada de Fabia Tetteroo-Bueno como vice-presidente e diretora geral da Philips para América Latina, tornando-a a primeira mulher a liderar a organização nessa região. Tetteroo-Bueno irá substituir David Reveco Sotomayor, que deixa a companhia para iniciar uma próxima etapa da sua carreira após 20 anos na Philips.

“A profunda experiência de Fabia, sua bagagem internacional e sua capacidade de liderança a a chancelam para dar continuidade à nossa jornada de transformar o futuro da saúde nos países latino americanos, fornecendo soluções integradas e possibilitando melhores resultados para a nossa estratégia de health continuum”, afirma Henk de Jong, Diretor de Mercados Internacionais e membro do Comitê Executivo da Royal Philips.

Tetteroo-Bueno será responsável pela implementação da estratégia da Philips para a saúde do consumidor e para os negócios do setor da saúde na América Latina e por fortalecer ainda mais a posição de liderança da Philips em tecnologia da saúde por meio de um crescimento rentável consistente, além de se tornar uma voz importante para melhorar a vida das pessoas em uma região na qual aproximadamente 30% delas não têm acesso a um atendimento médico de qualidade.

Em seu cargo anterior como Chefe de Vendas de Marketing Empresarial para Personal Health, que são as marcas de cuidados pessoais, na América Latina, Fabia promoveu diferentes iniciativas para possibilitar uma vida mais saudável, com propostas conectadas focadas em rotinas saudáveis e cuidados domiciliares e sólidos resultados em toda a região.

Recentemente, a executiva completou 23 anos de trajetória profissional na Philips, tendo ocupado vários cargos de nível sênior em Gestão Geral e Vendas & Marketing. Seu histórico profissional apresenta um misto de B2C e B2B, em diversos países, como China, Alemanha, Filipinas, Países Baixos e, nos últimos 4 anos, na América Latina.

Nascida no Brasil, Fabia está muito disposta para ficar à frente da missão da Philips de melhorar a vida das pessoas na região por meio da inovação. Ao resumir seu próprio estilo de gestão, Tetteroo-Bueno se descreve como “motivada por um propósito, orientada ao desempenho”. “Acredito que devemos ter um relacionamento muito próximo com nossos clientes para entender como podem atender melhor aos seus consumidores e pacientes. Quero me certificar de que todos nós, na Philips, estamos cientes de como impactamos positivamente a vida das pessoas na América Latina com nossas inovações para o bem-estar, prevenção e saúde. Liderar com um propósito é o meu lema”, diz Tetteroo-Bueno.

Aplicativos de pagamento e delivery transformarão o futuro do foodservice

As dinâmicas econômica, tecnológica e de tendências do consumidor são as que mudam muito rápido e ditam o futuro em todos os setores do mercado. Com o foodservice não é diferente. Por isso, cresce o movimento de empresas que se reinventam, trazendo novas soluções em produtos e serviços, que estejam em sintonia com as evoluções social e cultural onde atuam. Importantes marcas do mercado foodservice estarão mostrando suas novidades na segunda edição da ANUFOOD Brazil – Feira Internacional Exclusiva para o Setor de Alimentos e Bebidas. A feira acontece entre os dias 9 e 11 de março no São Paulo Expo.

O setor tem 160 milhões de consumidores por mês no Brasil, de acordo com o Institudo Foodservice Brasil, e mesmo assim os desafios acompanham os outros setores da economia no país: quando há crise e redução do poder de compras do consumidor, o primeiro item a ser preterido é o de lazer. E isso afeta – e muito – o setor de foodservice. A Abrasel – Associação Brasielira de Bares e Restaurantes – vai discutir o assunto durante a feira no II Encontro Abrasel – ESBRE: Saberes para Bares e Restaurantes. “O setor tem enfrentado essa crise com galhardia, lutando, inovando, enxugando custos, investindo em marketing agressivo. É preciso falar sobre o assunto com quem está atuando diretamente na área”, explica Percival Maricato, presidente da Abrasel.

Um dos principais assuntos que serão abordados no encontro são as mudanças na forma de consumir. “O cenário atual é de evolução fantástica do delivery e de aplicativos de pagamento. É preciso acompanhar a evolução, se adiantar e inovar para enfrentar a violenta concorrência característica do segmento. O empreendedor tem que se aperfeiçoar a cada dia, reduzindo custos, aumentando faturamento, qualificando-se de forma permanente”, argumenta Maricato.

A ANUFOOD Brazil é o cenário perfeito para discussão do futuro do segmento, bem como um ponto de encontro de profissionais qualificados reunidos pela Abrasel. “Nossa contribuição é enfrentar todo e qualquer barreira que tentam impor ao setor, e uma feira altamente especializada como a ANUFOOD cai como uma luva para enfrentar esses desafios, já que é muito focada em produtos, serviços, conteúdo e relacionamento, peças fundamentais para se atingir nossas metas”, conclui.

O II Encontro Abrasel – ESBRE: Saberes para Bares e Restaurantes acontece nos dias 9, 10 e 11 de março, paralelamente às outras atividades da ANUFOOD Brazil. Veja a programação completa: http://www.anufoodbrazil.com.br/forum-abrasel/

ANUFOOD Brazil

Data: 9 a 11 de março de 2020

Feira: 10h às 19h | Congresso: dia 9, das 11h às 17h30

Local: São Paulo Expo

Endereço: Rodovia dos Imigrantes Km 1,5 – Vila Água Funda, São Paulo – SP

Parcerios estratégicos – ABIA, ABIR e ITAL

Cubo Itaú promove série de workshops e cursos em Março

O maior hub de empreendedorismo tecnológico da América Latina, recebe em março série de workshops para quem quer dar um gás na carreira. Os eventos, começam com workshops gratuitos focados em liderança feminina para celebrar o Dia das Mulheres.

No dia 5 de março acontece a série de workshops e palestras ELA PODE. Idealizado pelo Cubo Itaú, junto com a Rede Mulher Empreendedora, tem foco em soft skills, para desenvolver a si mesma e seu negócio. Serão abordados temas sobre Liderança na vida e nos negócios, Marca pessoal, Técnicas de vendas e Construindo redes de relacionamento.

No dia 11 de março, à partir das 19h, acontece o meetup da Vertical Cubo Logística & Mobilidade com foco no fomento de assuntos relevantes para as comunidades destes setores. Neste primeiro, o tema é: “Como navegar pelas águas agitadas da transformação digital?”, liderado pela Wilson Sons – maior operadora integrada de logística portuária e marítima do Brasil.

Além dos workshops, temas como saúde, marketing digital e varejo, estão na agenda. Lista completa, acesse o site: http://cubo.network/eventos

Eventos em destaque:

Workshop Ela Pode

Na semana do dia da Mulher, o Cubo traz um dia de Workshops ELA PODE, junto com a Rede Mulher Empreendedora, a primeira e maior rede de apoio a empreendedoras do Brasil. O ELA PODE é um Programa do Instituto Rede Mulher Empreendedora que oferece capacitações abordando temas importantes para os desafios mais comuns na área do empreendedorismo e empregabilidade, tais como: comunicação, liderança, negociação, finanças, networking, marca pessoal e ferramentas digitais.

Workshop ELA PODE: conteúdo soft skills, para desenvolver a si mesma e seu negócio. Serão abordados temas sobre Liderança na vida e nos negócios, Marca pessoal, Técnicas de vendas e Construindo redes de relacionamento.

Data: 05/03

Horário: 09h00 – 13:00

Valor: Grátis

Local: Cubo Itaú – Alameda Vicente Pinzon, 54 – Vila Olímpia

#CuboLogistics&Mobility – VLI Meetup 1 – Como navegar pelas águas agitadas da transformação digital?

No meetup “Como navegar pelas águas agitadas da transformação digital?”, dia 11/03 das 18h30 às 22h30, reuniremos grandes gestores para conversar sobre como estão realizando na prática essa mudança profunda e significativa em suas equipes e corporações.

Este é o momento ideal para quebrar algumas barreiras culturais e romper com o jeito “tradicional” de administrar equipes e negócios que ainda impedem algumas empresas de mergulharem nessa transformação digital!

Data: 11/03

Horário: 19h00 – 21h00

Valor: R﹩ 20,00

Local: Cubo Itaú – Alameda Vicente Pinzon, 54 – Vila Olímpia

Marketing Digital na prática

“Marketing Digital na prática e como você nunca viu!”, tem como proposta apresentar conteúdo avançado de temas como:

• Geração de Leads

• Marketing de Conteúdo

• Mídia de Performance

• Vendas

• Automação de Marketing

• Tendência do Áudio

• Social Media

Data: 19/03

Horário: 13h00 – 18h45

Valor: R﹩ 89,99 até 5 de março – Desconto para combo

Local: Cubo Itaú – Alameda Vicente Pinzon, 54 – Vila Olímpia

 

Quem são os consumidores da nova década?

O novo perfil de cliente está profundamente conectado às inovações tecnológicas, é mais exigente e atento às tendências do mercado e vive em uma realidade na qual através do smartphone pode ter uma experiência surpreendente ou solucionar problemas em poucos cliques e de qualquer lugar.

O cenário de oportunidades resultante da transformação digital não mudou apenas o consumidor ou a forma como as empresas estruturam seus serviços, mas também a relação entre os consumidores e vendedores. Para atender a esse novo perfil de cliente, as empresas precisam ter uma visão moderna sobre como traçar estratégias de vendas, marketing e relacionamento.

De acordo com Deivis Santos, CBO (Chief Business Officer) da Nexcore Tecnologia, garantir a satisfação do consumidor 5.0 exige algumas mudanças por parte das empresas, algumas muito simples e eficazes, é o caso da implantação de softwares inteligentes de gestão, por exemplo. “As empresas precisam estar preparadas para atender as exigências do cliente em tempo hábil, solucionar problemas de forma eficaz e se comunicar de uma maneira humanizada. Como consequência, irão fidelizar e aumentar o índice de satisfação do cliente”, comenta.

Para atrair o consumidor 5.0 é necessário investir na experiência do usuário, a adoção de um sistema de atendimento Omnichannel, que é uma estratégia de comunicação multicanal irá melhorar a experiência do usuário, além de unificar toda a comunicação e melhorar a gestão e fluxo do histórico de atendimento.

Outra forma de aproximar essa cliente é realizando o uso de análises de dados para moldar serviços e soluções e a implementação de metodologias de trabalho flexíveis. “Esses passos permitem que o negócio seja mais atraente para o consumidor 5.0. A empresa terá uma cadeia operacional e um portfólio de produtos inovadores e flexíveis, conquistando até mesmo os clientes mais exigentes”, afirma Deivis Santos.

A Inteligência Artificial e o papel dos Governos

Por Fabio Rua

Acabo de colocar reticências no livro “Inteligência Artificial: como os robôs estão mudando o mundo, a forma como amamos, nos relacionamos, trabalhamos e vivemos”. Seu autor, Kai-Fu Lee (chinês), é considerado um dos principais líderes globais de tecnologia, tendo desenvolvido carreira em empresas como Apple, Microsoft e Google, nesta última como presidente da unidade China.

De tudo o que li e aprendi, o que mais me fez refletir foi a descrição sobre como a corrida pela supremacia na IA está mudando a balança de poder e a geopolítica mundial. E nela existem hoje três pelotões de países:O primeiro, chamarei de retardatários estrategistas, aqueles que acham que a inteligência artificial é importante e precisa ser estudada – mas não vão muito além disso. O segundo, dos intermediários pragmáticos, que já perceberam que estão ficando para trás e resolveram acelerar. E o último, dos líderes supersônicos, que estão há anos luz dos demais e tem na IA um dos principais pilares das suas estratégias de crescimento e desenvolvimento de longo prazo. O livro, aliás, é muito bom, e recomendo sua leitura.

Acho que não é surpresa para ninguém que o batalhão da frente conta com apenas dois países: os Estados Unidos e a China.

Para quem acompanha esse assunto, já beira ao consenso a máxima de que o preparo necessário para se atingir uma economia orientada pela IA exige, basicamente, quatro elementos: empreendedores vorazes, um exército de engenheiros e cientistas de IA, capital de risco abundante e dados, muitos dados.

Mas o que poucos especialistas reconhecem é que sem uma boa dose de (1) governança pública e (2) estímulos governamentais, essa corrida teria de ser cancelada por falta de parâmetros e preparo dos atletas, que não teriam fôlego para cruzar a linha de chegada.

No primeiro ponto, há de se reconhecer que muitos países vêm avançando nos debates e na construção de princípios, boas práticas e regulações para o uso de inteligência artificial – inclusive o Brasil. Por aqui, estamos concluindo o processo de elaboração da nossa estratégia nacional de IA e, ainda no primeiro semestre de 2020, devemos acelerar o diálogo em torno de algum tipo de legislação para o uso desta tecnologia.

Mas no segundo, não há como negar: os Estados Unidos e a China, com esta ainda à frente mais uma vez, são recordistas absolutos. Com envolvimento direto dos níveis mais altos de governo, esses países largaram e seguem liderando por meio de enxurradas de financiamentos, apoio real a startups, a pesquisas, desenvolvimento de incubadoras, de laboratórios, de centros de treinamentos, parcerias com universidades, setor privado e, não menos importante, adquirindo tecnologia por meio de contratos que abrangem desde a IA para a transformação digital e inteligente do setor público, até para projetos de reconhecimento facial, de veículos autônomos, drones e robôs.

No Brasil, mesmo na condição de representantes dos retardatários estrategistas – triste, mas verdadeiro -, temos totais condições de avançar para o pelotão seguinte. E os governos, em todos os níveis, tem papel fundamental. Será importante aproveitarmos o ano de eleições municipais, o debate legislativo em curso e o fato de que o executivo federal vem imprimindo importantes esforços – e vitórias – na digitalização dos serviços públicos, para inserir a inteligência artificial como um dos principais habilitadores do nosso desenvolvimento de longo prazo.

Lembram-se das reticências que citei, no primeiro parágrafo? Que elas, e não um ponto final, sirvam de inspiração para que o governo e o setor privado sigam em um trabalho conjunto e contínuo, estruturando ações que priorizem a inteligência artificial como elemento vital para a construção de uma economia habilitadora de crescimento e prosperidade.

Fabio Rua, diretor e membro do Conselho de Administração da ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software)

Medidas do Banco Central aumentam disponibilidade de bancos para concessão de empréstimos

Por Thaís Cíntia Cárnio

No dia 20 de fevereiro, o Banco Central do Brasil publicou no Diário Oficial a redução da parcela de recolhimentos compulsórios de 31% para 25% sobre os valores dos depósitos a prazo. Essa medida injeta bilhões de reais na economia, pois permite que os bancos disponham de mais recursos para a concessão de empréstimos.

O depósito compulsório é utilizado pela autoridade monetária como um instrumento de controle da estabilidade da moeda e implica na obrigatoriedade de instituições financeiras recolherem aos cofres do Banco Central uma parcela do que os clientes depositam em suas contas. Os percentuais variam conforme a necessidade de fomentar ou restringir a disponibilidade de crédito e meios de pagamento, impactando nos níveis de consumo. Com a atual decisão, a expectativa é de aquecimento da economia.

Outra resolução publicada na mesma data diz respeito à possibilidade de bancos incorporarem no cálculo do Indicador de Liquidez de Curto Prazo (LCR) parcelas maiores do compulsório. Mas qual a utilidade do LCR?

Trata-se de um índice que estabelece o nível mínimo de liquidez que os bancos devem apresentar com o propósito de manter sua estabilidade financeira em cenário de crise econômica. Foi instituído no Brasil como resposta às regras definidas no terceiro encontro do Comitê de Basileia para Supervisão Bancária, conhecido como Basileia III.

Com a globalização, o sistema financeiro internacional ficou muito mais exposto às variações de pressão e temperatura da economia mundial, ensejando que reguladores financeiros de diversos países estabelecessem regras e limites comuns para as instituições financeiras participantes desse mercado, com o objetivo de proporcionar maior segurança a todos os envolvidos, incluindo os clientes bancários.

Basileia III aumentou a regulação sobre o sistema financeiro, estabelecendo limites mais rígidos para a atuação dos bancos, incluindo o estabelecimento de reservas para mitigar o risco de crise sistêmica e conservar o valor do capital.

A resolução do Banco Central não fragiliza esse parâmetro, apenas permite que uma parcela maior dos valores referentes ao depósito compulsório possa ser utilizada nesse cálculo. Sinal de que estamos atentos aos padrões internacionais.

Thaís Cíntia Cárnio, professora de Direito Empresarial e Mercado Financeiro da Universidade Presbiteriana Mackenzie

Hackathon Internacional da Fenasucro abre inscrições para as empresas indicarem os desafios do setor de bioenergia

O CANATHON, primeiro hackathon internacional voltado ao setor de bioenergia que acontecerá durante a FENASUCRO 2020, está com inscrições abertas para as empresas indicarem os desafios do setor de bioenergia. Para participar é necessário preencher a ficha disponível no http://www.canathon.com.br/desafios . As inscrições vão até o dia 31 de maio e são gratuitas.

Nessa primeira etapa, a proposta é que os representantes do setor encaminhem cenários e situações para serem apresentadas às equipes de experts, formadas com componentes do Brasil e do exterior, que durante 3 dias consecutivos buscarão encontrar soluções estratégicas, sustentáveis e inovadoras.

Os organizadores do evento destacam que a participação das empresas do setor é essencial, já que a proposta é estimular o desenvolvimento de projetos que contribuam com o avanço e a eficiência da bioenergia. “No CANATHON serão apresentados projetos efetivos baseados em novos conceitos e soluções inéditas para serem aplicadas nas indústrias e empresas do segmento. Por isso, é importante que os gestores apontem os obstáculos e desafios que existem ou que podem surgir nos próximos anos”, diz Paulo Montabone, diretor da FENASUCRO.

De acordo com Marcos Eduardo de Oliveira, da Think Lab Brasil, empresa responsável pela coordenação do CANATHON, a prioridade é encontrar soluções para as dificuldades e contribuir para a evolução do mercado.

“Vamos fazer uma curadoria dessas contribuições para definir os desafios. Assim, ao final do evento, teremos soluções para esses problemas que atingem o segmento, colaborando para seu fortalecimento”, diz Oliveira.

Entre as possíveis temáticas, os organizadores apontam que os desafios devem contemplar áreas como soluções para aumentar a eficiência energética da produção de bioenergia, a redução dos tempos de parada das usinas, questões envolvendo logística para aumentar a eficiência na colheita ou métodos e estratégias para aumentar a produção por hectare, entre outros temas de relevância.

Inscrições participantes

As inscrições para os profissionais, ou grupos, que pretendem participar do processo de desenvolvimento das soluções no CANATHON, terão início em abril.

Os interessados podem obter mais informações por meio do site http://www.canathon.com.br e ainda tirar dúvidas com o comitê organizador pelo e-mail contato@canathon.com.br .

O CANATHON acontecerá dentro da FENASUCRO, entre os dias 19 e 21 de agosto, envolvendo até 20 equipes que permanecerão em “confinamento” por 3 dias, trabalhando dia e noite, em busca de soluções para os desafios propostos com direito a dinâmicas e intervenções. No final, as propostas serão avaliadas por uma banca formada por especialistas do mercado.

Quer trabalhar fora? Mentor de negócios e carreira dá dicas para alcançar este objetivo

Ter uma carreira internacional é o sonho de muitos profissionais brasileiros. Seja a partir de uma transferência, ou por vontade pessoal, se planejar é fundamental, afinal, uma mudança de país envolve não apenas transformações no dia a dia de quem está indo, mas também de sua família. Segundo André Rezende, mentor de negócios e carreira, o primeiro passo para fazer a transição e alcançar o objetivo lá fora, é ter metas fortes.

“O mais importante, na vida profissional e pessoal, em geral, é termos metas e objetivos bem definidos e fortes, pois eles serão sempre os motivadores para seguirmos nas decisões. A partir daí, é necessário montar um planejamento, com expectativas realistas. Se é necessário aprender um outro idioma, por exemplo, a carreira internacional não pode ser uma meta para daqui a 6 meses, mas talvez para mais adiante”, exemplifica o profissional.

Autor do livro “O caminho da Liderança”, que narra a sua trajetória pelo Caminho de Santiago de Compostela, na Espanha, associando-o aos desafios do dia a dia, André tem vasta experiência na área de negócios e administração e traçou três aspectos fundamentais na hora de planejar a mudança de carreira para fora do país.

Domine o idioma

Na verdade, essa é a primeira regra para quem quer crescer profissionalmente, inclusive no Brasil. Mas é claro que, para morar e trabalhar em outra nação, saber se comunicar bem é fundamental. O idioma que ainda domina a maioria das empresas em qualquer lugar é o inglês, que pode ser falado nos mais diferentes países. Em geral, pessoas que estão em multinacionais por aqui e são transferidas já costumam falar a língua inglesa. Mas quem for sair por conta própria, precisa se preparar bem.

“Para facilitar a adaptação em outro país, dominar o idioma local é fundamental. Daí, o planejamento: há algumas línguas mais fáceis para o brasileiro aprender, como as latinas. Então, é possível pensar em uma mudança mais rapidamente para países como México, Espanha ou Itália, por exemplo, do que para o Japão ou China, que tem vocabulários completamente diferentes”, comenta André.

Certifique-se de que sua profissão possua demanda para uma carreira internacional

A dica aqui é mais para quem está planejando uma mudança do “zero”, ou seja, sem ser a partir de uma transferência dentro de uma companhia. Vale começar a fazer esta busca desde o Brasil e a pergunta a ser feita é: no local escolhido, há demanda profissional para a área desejada? Se sim, buscar vagas por sites especializados, como Linkedin, ou até agências de emprego pode ser um bom começo. Pensar em vagas em multinacionais que tenham filiais aqui também é uma forma de abrir o caminho para o exterior.

“Entrar em contato com pessoas do destino escolhido e que trabalhem na área pode ser uma ajuda para conhecer um pouco melhor as diferenças culturais no ambiente de trabalho e o tamanho do mercado para aquela profissão. Agora, percebendo que não há demanda para a profissão, vale pensar em novos destinos onde aquele trabalho é buscado”, afirma o especialista.

Fique de olho nas mudanças pessoais

Não dá para descuidar da vida pessoal, já que mudar de país e cultura terão impactos não só na vida do profissional, mas em toda a família, caso todo o núcleo decida ir junto. “É preciso estar atento, por exemplo, nas diferenças educacionais para os filhos (se houver), já que ano letivo é diferente no Hemisfério Norte, caso o país de escolha seja por lá”.

Há também a diferença de renda. Segundo o especialista, é incomum que ambos no casal sejam transferidos com empregos para fora. Ou seja: a renda de um dos cônjuges vai ser perdida na mudança e “raramente” o outro parceiro/parceira vai suprir a diferença apenas com seus rendimentos. “Se o casal estiver de acordo, isso não é um problema. A questão é estar sempre atento às alterações na renda e no estilo de vida para evitar frustrações que podem, inclusive, desgastar a relação familiar, que já estará vivendo um momento de mudanças”, comenta André.

IBEVAR projeta crescimento de 5,23% para o varejo em 2020

Os especialistas estão otimistas com o mercado de consumo em 2020. Segundo os índices da pesquisa de Intenção de Compra, do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (IBEVAR), a projeção de crescimento para o ano é de 5,23% em relação ao ano anterior, que já tinha apresentado 4,3% de avanço comparado com 2018.

Para o economista e presidente do IBEVAR, Claudio Felisoni de Angelo, este deve ser um ano de recuperação do varejo, mesmo que ainda de forma tímida. “A confiança do consumidor e a melhora da economia fazem com que se tenha uma maior disposição para gastar. Isso aquece o mercado de consumo, mesmo que em um ritmo bem abaixo do que já tivemos no passado”, avalia Felisoni.

“Uma breve análise de 2019 já apontava para um progresso, por exemplo, com o melhor Natal desde 2014. E, seguindo essa premissa, acredito que em 2020 o varejo apresentará resultados ainda melhores”, completa o economista.

Neste primeiro trimestre, os segmentos que projetam maior crescimento em relação ao mesmo período do ano anterior são móveis e eletrodomésticos (9,80 p.p.), artigos de uso pessoal e doméstico (7,66 p.p.) e automóveis, motos, partes e peças (6,81 p.p.).

Segundo Felisoni, o avanço de categorias como móveis, eletrodomésticos e automóveis é o principal indício da recuperação da confiança do consumidor. “O Brasil estava enfrentando questões, como a alta taxa de juros e de desemprego, um cenário político incerto, entre muitas outras e, por isso o consumidor evitava comprometer o orçamento mensal. Com essa retomada, há um maior interesse em bem duráveis e semiduráveis”, finaliza o presidente do IBEVAR.

5 dicas para tornar o frete o maior aliado da sua loja virtual

Por Alejandro Vázquez

Ao realizar uma compra na internet, o consumidor faz uma pesquisa que vai além do preço do produto. Reputação da loja, reviews de outros clientes e diversidade de opções estão entre os itens observados pelas pessoas ao decidir por um e-commerce ou outro. Porém, o que muitos lojistas não se atentam é que o frete pode ser o fator principal na hora da escolha, uma vez que ele, segundo dados da plataforma de marketing Moosend, é responsável por muitos abandonos de carrinho, chegando a 60% do share. E essa desistência pode acontecer até mesmo no momento do checkout, onde os custos ocultos são responsáveis por 23% dos abandonos.

Tais dados reforçam o quanto o frete e a logística são fundamentais para um comércio eletrônico saudável. Mesmo que a forma de compra e as ferramentas estejam em evolução constante, se a ponta final do processo não estiver de acordo com o que os clientes esperam e, consequentemente, funcionando corretamente, todas as inovações podem deixar de fazer sentido.

Por isso, separei cinco dicas para te ajudar a ter o frete como a sua principal estratégia no comércio digital:

1. Onde o seu cliente está?

O primeiro passo é entender quem está comprando e de onde a demanda está vindo. Ofertar o produto para o próprio município e, aos poucos, expandir para as localidades vizinhas até atingir o País inteiro pode ser uma excelente estratégia para que você consiga oferecer um frete barato e rápido, além de atender a uma demanda evidente. Além disso, se você já vende para clientes de todo o País, conhecer as características de cada localidade pode te ajudar a oferecer opções de frete mais personalizadas e, consequentemente, que atendam melhor o seu cliente final.

2. Cada produto é único, assim como as opções de frete

Segundo dados do Nuvemcommerce 2020, quase 50% dos lojistas escolhem meios alternativos, além dos Correios, para enviar os produtos aos clientes, o que evidencia a importância de usufruir dos diversos fornecedores existentes no mercado durante as vendas. Dependendo da localidade, tipo de produto, tamanho e peso, vai existir uma empresa que te atenderá melhor de ponta a ponta. Por isso, é importante sempre buscar diversos tipos e modalidades de fretes, desde os que entregam no mesmo dia – para produtos perecíveis, por exemplo – ou até mesmo aqueles que fornecem pontos de retirada físico. Dessa forma, é possível oferecer ao seu cliente um leque variado de opções, dando oportunidade de escolher o que mais se encaixa no bolso e nas necessidades do momento.

3. A sua plataforma precisa ter integrações que facilitem o processo

Pode parecer um desafio oferecer ao consumidor final uma perspectiva geral de todas as opções de empresas de fretes existentes, para que, dessa forma, ele escolha a que mais de adequa ao seu bolso e necessidade. Mas essa tarefa não precisa se tornar uma dor de cabeça, pois existem plataformas de e-commerce que disponibilizam integrações com esses fornecedores de forma simplificada e intuitiva. Ter ao lado um parceiro que entregue um amplo leque de opções é a chave para vencer os desafios de negócios, reter e conquistar clientes.

4. O frete grátis pode ser a sua melhor estratégia de marketing

Ao oferecer o frete grátis, é preciso ter ciência de que os custos serão arcados pelo estabelecimento. Por isso, antes de seguir com a promoção para o cliente, é necessário calcular todo o faturamento para que isso seja saudável para a loja e benéfico para o seu cliente. Após a análise, partindo para a estratégia, é possível oferecer cupons de desconto ou até mesmo a gratuidade. Dessa maneira, as chances de alguém desistir da compra se tornam muito menores, já que o frete é um dos principais gargalos das compras online, mas também uma forma de ampliar as vendas, se aplicado de maneira correta. O fundamental é saber que essa é uma estratégia que deve ser bem pensada e testada, conforme a realidade do seu negócio, principalmente, de acordo com o objetivo que você almeja para o seu e-commerce.

5. Boas políticas de troca e devolução serão seus aliados

Por fim, sabemos que, muitas vezes, a jornada do consumidor não acaba no minuto que o produto é entregue, pois há ainda a logística reversa, caso os clientes não gostem do produto e queiram trocar ou devolver. Ser transparente e claro em uma política reversa prática e eficiente pode, além de ampliar as vendas, fidelizar os seus clientes, além de ter um impacto direto na conversão. Nunca se esqueça: a experiência do usuário é fundamental para a consolidação da marca, mas isso precisa ser feito sem prejuízos no final do mês.

A dinâmica de compra em uma loja física é bem diferente da virtual, mas o frete sempre estará presente. Embutido no preço ou em evidência na experiência de compra, é fundamental pensar em maneiras de aprimorar a experiência do usuário. A sua loja está preparada para ter o frete como aliado das vendas?

Alejandro Vázquez, cofundador e CCO da Nuvemshop, líder de e-commerce na América Latina

Bancos Brasileiros implementarão modalidade de pagamento instantâneo em 10 segundos a partir de novembro; sistema semelhante já funciona nos EUA

Banco Central lança a marca PIX, nova forma de realizar pagamentos e transferências no Brasil, que estará disponível à toda população a partir de novembro de 2020. Com o PIX, será possível realizar transações entre pessoas, empresas e governo instantaneamente, 24 horas por dia, durante os sete dias da semana.

Uma nova modalidade de pagamentos e transferências lançada pelo Banco Central promete ser mais prática que as transações feitas por DOC e TED. De acordo com o BC, o PIX estará disponível para toda população em novembro deste ano. De acordo com as regras do Banco Central as instituições financeiras, instituições de pagamentos ou fintechs deverão disponibilizar em seus aplicativos de celular uma opção do PIX em seu sistema que possibilitará a transferência de dinheiro em apenas 10 segundos, 24 horas por dia.

A seleção da operação poderá ser por leitura do QR Code ou chaves que a transação. Segundo informações do Banco Central, quando o PIX estiver ativo a quantia será creditada de forma instantânea na conta do destinatário da transação. A nova modalidade de pagamento instantâneo também estará disponível em outros canais de atendimento, como caixa eletrônico ou internet banking. A ideia é que pessoas e empresas possam transferir dinheiro em tempo real, sem restrição de horário.

Para o especialista em investimentos internacionais, Nilo Mingrone, os pagamentos instantâneos podem aumentar receita de bancos e as transações nos ATMs. “Sem dúvida essa revolução digital no sistema financeiro facilita a circulação do dinheiro. E com o novo sistema as redes de caixas eletrônicos deverão crescer em todo o mundo. Nos Estados Unidos, a realidade dos ATM’s (caixas eletrônicos) já é impressionante. As instituições que investirem em inovação tecnológica terão retorno e consequentemente um aumento nas receitas”, explica Mingrone.

A existência de uma marca única par o PIX é imprescindível para que os usuários (pagadores e recebedores) identifiquem esse novo meio de realizar pagamentos e transferências de uma forma clara. A identidade visual facilitará o entendimento e a adoção do instrumento, de acordo com o Banco Central. As instituições financeiras com mais de 500 mil contas ativas terão de oferecer a seus clientes o sistema de pagamento instantâneo. Conforme o BC, o novo sistema reduzirá custos e aumentará a concorrência, por ser aberto a qualquer instituição.

Tecnologia deverá chegar aos EUA em 2023

A novidade também chegará aos Estados Unidos, o Fed Federal Reserve anunciou que o sistema de pagamento instantâneo será lançado em 2023 ou 2024. Um relatório da empresa Accenture em bancos de 22 países, entre eles o Brasil, aponta que as instituições que investirem em inovação tecnológica podem aumentar as receitas com pagamentos em US$ 500 bilhões até 2025.

A pesquisa indica que, atualmente, 46 países possuem uma solução de pagamento instantâneo e mais 12 planejam implementar uma em breve.

Tecnologia é um instrumento propulsor para investimentos financeiros

Para o investidor que deseja realizar aplicações e receber rendimentos em moeda americana é uma oportunidade de se antecipar, avalia Mingrone. Nos EUA, o investidor que se torna proprietário de uma rede de caixas eletrônicos, recebe comissões a cada transação realizada nos ATMs. O valor das taxas pagas pelo cliente é dividido entre a empresa que gerencia o negócio, o local onde o caixa está instalado e o dono do ATM.

“Em números, cerca de 30% da taxa é repassada para o local onde está instalado. Para o serviço de manutenção e administração é destinado o valor de US $0,60 O restante corresponde ao lucro do investidor. Em média, um caixa eletrônico de baixo rendimento gera US $ 1,25 de lucro por transação, enquanto um caixa com bom desempenho gera cerca de US $ 1,50. Considerando que o número médio de transação por ATM é de 100 vezes ao mês é possível perceber que é um bom investimento”, pondera o sócio do ATM Club, uma incorporadora de investimentos em caixas eletrônicos nos Estados Unidos.

Francisco Moura também explica que a tecnologia que está sendo lançada no Brasil já funciona de forma semelhante nos caixas eletrônicos nos EUA. “As máquinas de todos os nossos investidores possuem uma opção chamada Popmoney, aonde o usuário que deseja enviar, por exemplo, um valor de $100 para outra pessoa, utiliza esse App para enviar debitando do seu cartão de crédito ou débito e a pessoa que vai receber o dinheiro recebe no celular uma mensagem de texto com um código de 10 dígitos o qual ela deverá utilizar no caixa eletrônico para sacar o dinheiro sem uso de cartões”, pondera Moura.

WhatsApp absoluto: presença recorde em 99% dos smartphones no Brasil

A mais recente pesquisa Panorama Mobile Time/Opinion Box sobre mensageria móvel no Brasil, realizada com oferecimento da Infobip, confirma a liderança do WhatsApp como o principal aplicativo de mensageria no país: em dois anos, o app subiu de 96% para 99% a sua presença nos smartphones no Brasil. Mais: 93% dos seus usuários declaram que abrem o aplicativo todo dia e 5%, “quase todo dia”, revela a pesquisa.

Outra descoberta é que que subiu de 69% para 76% a proporção de usuários que se comunicam com marcas pelo aplicativo, o que movimenta as empresas a utilizarem este canal de comunicação com os clientes. Segundo Fernando Paiva, editor do Mobile Time e organizador da pesquisa, o WhatsApp está pavimentando seu caminho para se tornar um super app no Brasil. “Primeiro, em agosto de 2018, abriu sua API para que grandes empresas pudessem utilizá-lo como canal na comunicação com os consumidores. Agora, em 2020, promete lançar um meio de pagamento integrado ao aplicativo, chamado de WhatsApp Payments”, comenta. “A expectativa é que esta iniciativa provoque uma grande agitação no mercado de meios de pagamentos móveis e faça com que outros gateways passem a buscar melhorias para suportarem a competição, que promete ser acirrada” acrescenta.

Marcas fortes no WhatsApp: tendência de crescimento

Desde a abertura da API do WhatsApp, diversas grandes marcas experimentaram campanhas de marketing via aplicativo ou o usaram como canal de suporte ao cliente. Netflix, Nestlé, Unilever, TIM, Oi, Banco do Brasil são apenas algumas destas iniciativas. “Consequentemente, o brasileiro se acostuma cada vez mais a falar com empresas através desse mensageiro. Em apenas seis meses, além do aumento da proporção de usuários de WhatsApp no Brasil que se comunicam com marcas, passou de 60% para 65% a proporção de usuários do aplicativo que consideram adequado usá-lo para receber suporte técnico de marcas, e de 51% para 54% aqueles que gostariam de comprar produtos pelo mensageiro”, comenta Paiva.

Pagamentos: desejo que será atendido.

A proximidade entre usuários e as marcas fez crescer o interesse do brasileiro em usar o WhatsApp pagamentos. Em seis meses, aumentou de 56% para 61% a proporção de usuários do WhatsApp que desejam essa funcionalidade. E quase a metade destes, ou 47%, gostariam de criar uma conta bancária digital no próprio WhatsApp em vez de associar seu cartão de crédito ou uma conta bancária tradicional ao aplicativo.

Telegram duplica o número de usuários e agora está em 27% dos smartphones nacionais

O desempenho do Telegram foi uma das grandes surpresas nesta edição da pesquisa. A sua base instalada vem crescendo gradativamente há um ano, quando o app estava instalado em 13% dos smartphones. Em agosto do ano passado foi para 19% e agora está em 27%. “Ou seja, mais que dobrou em um ano. Uma possível explicação é a grande exposição de mídia espontânea que o aplicativo teve no ano passado, em razão do escândalo envolvendo o hackeamento de contas de figuras públicas”, comenta Fernando Paiva. “Todavia, essa ascensão do Telegram talvez seja um voo de galinha” pondera ele. “A proporção dos seus usuários que abrem o app todo dia ou quase todo o dia caiu de 61% para 53% em seis meses. E aquela dos que não abrem o app nunca ou quase nunca passou de 13% para 16%. Além disso, em seis meses, foram registradas quedas no uso de todas as funcionalidades ou formas de comunicação do Telegram medidas pela pesquisa, desde troca de mensagens de texto, de imagens, de vídeos, de áudios e de emojis, até chamadas de voz”, acrescenta.

Sobre a Panorama Mobile Time/Opinion Box sobre mensageria móvel no Brasil: Nesta edição da pesquisa foram entrevistados 2.072 brasileiros com mais de 16 anos de idade, que acessam a Internet e possuem celular, respeitando as proporções de gênero, idade, renda mensal e distribuição geográfica desse grupo. As entrevistas foram feitas online entre 15 e 20 de janeiro de 2020. A pesquisa tem validade estatística, com margem de erro de 2,2 pontos percentuais e grau de confiança de 95%. O relatório integral pode ser baixado em www.panoramamobiletime.com.br

Toyota é responsável por 65% do mercado de veículos híbridos no Brasil em 2019

A Toyota assumiu o desafio global de desenvolver e oferecer produtos e serviços de mobilidade cada vez mais sustentáveis, eficientes e tecnológicos. No Brasil, um grande passo em direção ao cumprimento desta meta teve início em 2013, com a introdução do modelo Prius. Naquele ano, foram vendidas 323 unidades daquele que sempre foi conhecido como pioneiro da tecnologia híbrida no mundo, sendo produzido e comercializado em escala para o mundo desde 1997. Por meio dele, a Toyota entrou de vez na “era da eletrificação”, e passou a buscar e trabalhar pela popularização dos veículos híbridos.

A partir daí, após a introdução do modelo Prius no território nacional, a Toyota vem trabalhando para torná-la cada vez mais conhecida e acessível aos consumidores brasileiros. Esforço que, seis anos depois, rendeu à marca um total de mais de 14 mil veículos híbridos vendidos pela Toyota no Brasil, sendo o Prius responsável por 6.836 unidades dentro deste período, ou 46% do total.

A estratégia da Toyota mirava a utilização do Prius como desbravador do mercado, a fim de multiplicar os benefícios da tecnologia e sua aplicação, preparando a hibridização de todo o portfólio brasileiro. A partir de 2019, o plano entrou em ação. A RAV4 e o Corolla híbrido, ambos apresentados no ano passado aos consumidores brasileiros, fecharam com participação de 60% do total de modelos híbridos vendidos pela marca, com 3.161 e 3.635, respectivamente. Isso significa que, em menos de seis meses ao longo de 2019, ambos modelos obtiveram demanda exponencial, o que mostra que a tecnologia híbrida no País começa a ser mais conhecida e seus benefícios já são percebidos pelo consumidor brasileiro.

O crescimento da popularização da tecnologia também se deve ao desempenho e posicionamento da Lexus. A divisão de luxo da Toyota tem participação fundamental nessa trajetória. Com um portfólio praticamente todo composto por veículos híbridos, cujos destaques são os modelos NX 300h, UX 250h, CT 200h e ES 300h, companhia contribuiu com quase 2.000 unidades híbridas vendidas nesta década. Juntas, Toyota e Lexus representam 74% de todo o mercado híbrido desde 2013, com 16.916 veículos.

O pioneiro

Quando o Prius foi lançado em 2013 no Brasil, ele já era o veículo híbrido mais vendido no mundo, com 3 milhões de unidades comercializadas. Ele apresentava uma engenharia distinta: era equipado com dois motores, um a combustão de quatro cilindros, e outro elétrico, dotado de muita tecnologia e diversas formas de economizar combustível. O Toyota Hybrid Synergy Drive utiliza uma potente bateria autônoma que alimenta o motor elétrico e gera potência máxima de 27 kw, com velocidade de até 50 km/h em trechos urbanos. Em velocidades superiores, os dois motores trabalham em conjunto com média de consumo de combustível de 25,5 km/l.

E, para tornar o Prius ainda mais sustentável, 95% do veículo é recuperável, e 85% totalmente reciclável. Peças modeladas por injeção de origem vegetal em vários pontos, como nas molduras das portas, na tapeçaria das bandejas divisoras da cabine e nos bancos, bem como nos componentes da bateria de alta voltagem que podem ser reutilizadas, transformam o modelo em um dos mais “verdes” do mundo.

O consolidador

O RAV4, lançado no Brasil em maio de 2019, foi o segundo modelo híbrido da Toyota do Brasil. A 5.ª geração do SUV mais vendido do mundo em 2018 trouxe melhorias em seus principais atributos (design, equipamentos, conforto, desempenho e segurança). Mudanças como a nova arquitetura global da marca (TNGA), motorização híbrida autorrecarregável, tração inteligente nas quatro rodas (AWD) e sistema de segurança Toyota Safety Sense (TSS).

Alinhada ao compromisso com o meio ambiente e a sustentabilidade, a Toyota desenvolveu o modelo com materiais ecológicos, melhorias consideráveis no consumo de combustível, devido à utilização do sistema híbrido, composto por três motores elétricos alimentados por uma bateria de níquel-hidreto metálico II, 11% mais leve que o sistema anterior, que recarrega automaticamente quando o veículo desacelera ou freia. Já o propulsor a combustão é um 2.5L DOHC de quatro cilindros e 16V. Juntos, esses propulsores fornecem potência total de 222 cv.

Em pouco mais de seis meses, o SUV da Toyota alcançou 3.161 unidades vendidas, o que mostra a ótima receptividade do consumidor brasileiro às inovações da marca japonesa.

A inovação

A chegada do Toyota Corolla, primeiro modelo híbrido flex do mundo, pode ser considerada um divisor de águas na indústria automotiva brasileira. Com investimentos de R﹩ 1 bilhão na unidade fabril de Indaiatuba (SP), a nova geração do veículo mais vendido do mundo conta com novo design, mais robusto e esportivo, mais itens de segurança e conforto, além de pacote Toyota Safety Sense (TSS), que faz dele o sedã médio com mais itens de segurança ativa do Brasil.

O inédito sistema híbrido da Toyota combina um motor a gasolina 1.8L VVT-i 16V de ciclo Atkison flex, com 101 cv de potência a 5.200 giros quando abastecido com etanol, e 98 cv também a 5.200 rpm, quando abastecido com gasolina, e 14,5 kgfm de torque a 3.600 rpm, combinado com dois motores elétricos (MG1 e MG2) de 72 cv de potência e 16,6 kgfm de torque.

Desde seu lançamento, que ocorreu em setembro de 2019, a versão híbrida do Corolla já vendeu 3.635 unidades no Brasil e tem conquistado cada vez mais as garagens dos brasileiros.

Trybe recebe aporte de R$ 42 milhões após seis meses de fundação

Em 2019, Matheus Goyas, João Duarte, Rafael Torres, Claudio Lensing e Marcos Moura, ao lado de seus antigos sócios e equipe de AppProva – startup de dados e avaliação fundada pelo grupo em 2012 e adquirida pela Somos Educação em 2017 – começaram a planejar seus próximos passos como empreendedores após encerrarem o primeiro ciclo de sucesso.

O grupo sempre trabalhou orientado por uma missão clara: gerar oportunidade para as pessoas por meio de soluções educacionais de alta qualidade. Somente por meio do AppProva ajudaram mais de cinco milhões de estudantes em todo Brasil e milhares de instituições de ensino. Com base nesse mesmo propósito de gerar oportunidades e após uma série de viagens e investigações para definir o novo problema que tentariam resolver, eles decidiram dar um próximo passo para apoiar o cenário de empregabilidade no Brasil.

Foi assim que nasceu, em agosto de 2019, a Trybe, a escola referência em formação em desenvolvimento de software, uma das profissões mais procuradas pelo mercado. A startup se destaca pelo foco na qualidade da formação de seus estudantes. A empresa estima que investe cerca de 3 a 4 vezes mais que ofertas similares para a capacitação de cada pessoa que se forma no curso.

O resultado é uma formação completa e aprofundada, que abrange desde as habilidades técnicas necessárias para desenvolvimento de software até as chamadas soft skills, essenciais e demandadas no mercado de trabalho. Além disso, a escola oferece mentorias individuais e uma série de desafios práticos para potencializar a formação dos estudantes e prepará-los para o mundo real.

O principal diferencial da escola é um programa de aprendizagem de alta qualidade de seis horas por dia com duração de um ano criado sob medida para formar pessoas que atenderão às demandas das principais empresas do Brasil e do mundo. “Nosso objetivo é acelerar a carreira da pessoa em desenvolvimento de software. A ideia é trabalhar ativamente desde o início do programa para preparar e conectar os estudantes com as nossas empresas parceiras”, enfatiza Goyas, CEO da startup.

As empresas que precisam recrutar pessoas em desenvolvimento de software podem estabelecer parcerias com a Trybe sem nenhum custo, já que o único objetivo da escola é aproximar os melhores empregadores de seus estudantes para oferecer boas oportunidades profissionais. A ideia, segundo a empresa, é sempre trabalhar para maximizar o sucesso das pessoas. Atualmente, a Trybe possui fila de espera de empresas querendo ser parceiras, tamanha a demanda.

Os interessados em se formar na escola também são numerosos. Foram mais de 4800 inscrições de pessoas interessadas em estudar na turma de janeiro, porém menos de 100 delas foram aprovadas – uma taxa de ingresso similar à de processos seletivos de universidades públicas e instituições estrangeiras renomadas. Isso porque o processo de seleção da Trybe é rigoroso e busca encontrar pessoas altamente esforçadas e capazes de aprender.

A estratégia está dando certo: apenas seis meses após sua fundação, a Trybe acaba de receber seu segundo aporte, de R﹩ 42 milhões, liderado pelo fundo Atlantico e composto por outros investidores, entre eles Canary, Global Founders Capital, e.Bricks, Maya e Norte. Anteriormente, a startup já havia captado uma rodada seed liderada pelo Canary e com participação de e.Bricks, Maya e Joa (fundo de investimento do apresentador Luciano Huck) e que contou, também, com investidores pessoas físicas de peso, como Armínio Fraga e Ronaldo Lemos.

Segundo Goyas, o valor será usado majoritariamente para investir na qualidade da formação dos estudantes. “A Trybe só ganha quando o estudante tem o sucesso profissional. Isso nos obriga a oferecer não só as melhores práticas de ensino, como também investir cada vez mais na qualidade e formação do estudante. Afinal, se nossos estudantes não forem bons profissionais, eles não terão sucesso e, consequentemente, nós perdemos com isso”, afirma o empreendedor.

Aqui, Goyas se refere a outro diferencial da escola, o Modelo de Sucesso Compartilhado (MSC). Nele, o estudante não precisa arcar com nenhuma taxa ou mensalidade até conseguir um trabalho que pague no mínimo R﹩ 3.500 por mês. Isso significa que a Trybe só ganha quando os estudantes passam a ganhar de verdade. Apesar de novo no Brasil, o modelo já vem sendo adotado nos Estados Unidos, conhecido por lá como ISA (Income Share Agreement).

A expansão também está no radar da startup. “Vamos expandir conforme tenhamos segurança que nossa qualidade está melhorando”, destaca o CEO da Trybe. Ainda neste ano, a escola espera abrir mais nove turmas e chegar a 600 estudantes. Até 2021, a startup, que atualmente tem hubs em Belo Horizonte, São Paulo, Itajubá e Florianópolis, além de operar em mais 12 cidades na modalidade sem hub, projeta alcançar a marca de três mil estudantes.

Ninguém está a salvo: coronavírus e cibersegurança

Por Anderson França, CEO da Blockbit

O Coronavírus colocou o mundo inteiro em estado de alerta máximo. Motivos, de fato, não faltam: a contaminação que se espalha pela China e que atinge diversos países de todo o planeta tem mostrado que o vírus é mais veloz e letal do que poderíamos imaginar. O que pouca gente sabe, porém, é que o Coronavírus tem representado cada vez mais uma ameaça digital.

Os cibercriminosos estão se aproveitando do estado de alerta da população mundial, principalmente nos países que têm maior risco de contaminação, para enviarem mensagens com conteúdos falsos que disseminam diversos agentes maliciosos especialmente criados para roubar dados bancários e ter acesso irrestrito aos arquivos (corporativos e pessoais).

Por meio de e-mails com links falsos ou de arquivos anexos perigosos que, aparentemente, trazem apenas as instruções de proteção e identificação do novo vírus, os criminosos estão atacando eletronicamente a população. Ao clicar no conteúdo de uma mensagem, os usuários têm seus computadores invadidos e seus dispositivos infectados com malwares, como o Trojan Emotet (eficaz em ataques a governos e instituições financeiras); Cavalo de Troia (capaz de espionar e roubar dados confidenciais, além de obter acesso ao sistema do dispositivo); e os Ransomwares (cuja função é restringir o acesso ao sistema e cobrar seu resgate em criptomoedas).

Vale destacar, porém, que não estamos diante de nenhuma grande novidade, pois hackers sempre enviam e-mails e conteúdos falsos para ‘fisgar’ os dados das pessoas. Porém, o que causa surpresa é a quantidade de ataques e a sofisticação das armadilhas.

Por isso, é importante ter em mente que estamos em uma era hiperconectada, na qual grande parte da população se informa e comunica pela Internet. Em outras palavras, estamos sujeitos a ser alvo desses ataques a cada clique que damos. A questão estratégica é o que podemos fazer para mitigar essas ameaças?

A primeira resposta é trabalhar a cautela. As empresas podem começar suas ações, limitando o acesso a links estranhos e orientando seus funcionários a não abrirem anexos de desconhecidos. É importante repensar de forma contínua os índices e as medidas de segurança a partir de planos específicos para capacitar e qualificar todos os colaboradores, como um mantra a ser seguido por todos. É preciso compartilhar melhores práticas de proteção na Web – inclusive em aplicativos de mensagens instantâneas. Os líderes devem acompanhar essa jornada de perto, buscando caminhos para orientar as equipes e alertar continuamente sobre a importância de parar e pensar antes de abrir links estranhos ou arquivos anexos suspeitos.

Além da formação de uma cultura orientada à cibersegurança, é preciso investir no uso de tecnologias capazes de identificar vulnerabilidades e prevenir os ataques, com filtros de conteúdo e firewalls que limitem o acesso de informações e mantenham todos os dispositivos protegidos, usando antivírus e, também, por programas certificados de proteção e detecção de ataques.

Outra forma de se proteger é ter soluções específicas para cada equipamento. Utilizar ferramentas adequadas e sempre atualizadas ajuda a evitar o roubo de dados, espionagem, exposições indevidas ou a danificação de bases de dados estratégicas para o negócio. Contar com soluções de última geração – que permitam uma análise inteligente, proativa e em tempo real – é importante para impedir que vírus atualizados entrem na rede corporativa, causando danos irreparáveis. Essa proteção deve estar presente em PC, servidores e em smartphones, pois esses aparelhos estão entre os mais usados pelos brasileiros.

Além da mudança de hábito do usuário, que deve desconfiar sempre do remetente desconhecido e não abrir qualquer arquivo recebido, a tecnologia de proteção já está disponível no Brasil e pode ser encarada como um fator imprescindível para aumentar a segurança digital das empresas. O Coronavírus tem nos mostrado que combater epidemias exige trabalho conjunto, coordenação e muito controle. Hoje, todos nós queremos ter informação rápida e global, mas vale a pergunta: sua organização está realmente preparada para trabalhar com segurança? A resposta começa pela tecnologia que utiliza e pelas políticas de cibersegurança. Manualmente é impossível proteger os ataques.

Nível de automação no Brasil cresce 4%

O Índice de Automação do Mercado Brasileiro chega ao terceiro ano de publicação e constata que o nível de automação nas empresas aumentou 4% de 2018 para 2019. O estudo, realizado pela Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil com apoio da empresa de pesquisas GfK, tem como objetivo mensurar o quanto a automação está presente nas empresas brasileiras e na vida do consumidor. O índice é mensurado em um intervalo de avaliação de 0 a 1, sendo 0 a ausência de automação e 1 a representação da automação plena.

Indústria
O método de estudo contempla seis dimensões para as indústrias (Sistemas, Logística, Atendimento, Relacionamento com o Colaborador, Relacionamento com o Cliente e Fábrica), avaliando em cada dimensão como é a adoção de tecnologias de automação. Com leituras por porte e categorias de uso, no último ano se destacaram indústrias de pequeno porte que aumentaram seu índice de automação de 0,273 para 0,275, e do setor de Bens de Consumo Semiduráveis que passou de um índice de 0,249 para 0,259.

Comércio e Serviços
Para o setor de Comércio e serviços, também são consideradas seis dimensões, sendo diferenciado da indústria pela inclusão da avaliação da loja (Sistemas, Logística, Atendimento, Relacionamento com o Colaborador, Relacionamento com o Cliente e Loja). Com leituras por porte e por tipo (Varejo, Atacado e Serviços). Entre os destaques para o ano de 2019 estão o varejo que passou de um índice de 0,213 para 0,234, e o e-commerce que passou de 0,295 para 0,317.

De acordo com João Carlos de Oliveira, presidente da Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil, o Índice de Automação do Mercado Brasileiro foi criado para auxiliar empresas a planejar estratégias com base nas novas demandas na era 4.0. “A comunidade de negócios pode contar com nossa entidade para compreender melhor a dinâmica da automação e da inovação.”

O estudo constata que o conceito de automação está bem difundido nas empresas e que está diretamente ligado à produtividade e à inovação. Enquanto o conceito de automação para a indústria está mais ligado à produção e logística com o uso de maquinário, esteiras e sensores óticos, para o comércio e serviços ele se amplia a todos os equipamentos que tornam os processos mais eficientes – incluindo sistemas de gestão do ponto de vendas e do estoque.

Consumidores
A automação para consumidores está muito mais ligada à adoção de tecnologias. Também avaliado em 6 dimensões, mas com um foco diferente das empresas, o índice de automação do consumidor brasileiro também teve uma evolução em 2019, passando de 0,174 pontos para 0,181. As maiores evoluções na adoção de tecnologias pelos consumidores ocorreram no aumento do acesso à internet e na adoção de tecnologias no veículo como sensor de ré e a integração do celular e do GPS ao sistema de multimídia dos veículos.
Durante um ano foram entrevistados 2.680 consumidores; na indústria, 1.979 empresas; e no comércio/serviços, 2.833 empresas de todos os portes e com abrangência nacional. No ano de 2019, o cálculo do índice de Automação do mercado Brasileiro foi reformulado para considerar as novas tecnologias de automação disponíveis no mercado nacional.
Mais detalhes sobre este e outros estudos você pode acessar na área de dados e estatísticas da GS1 Brasil http://www.gs1br.org/dados.