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Pesquisa mostra que gerenciar a complexidade da Nuvem está além das habilidades humanas

A Dynatrace, líder mundial em inteligência de software, anuncia as conclusões de sua pesquisa global e independente com cerca de 800 CIOs. O estudo destaca uma lacuna crescente entre os recursos de TI e as demandas de gerenciar a escala e complexidade crescentes dos ecossistemas de Nuvem corporativa. Os líderes de TI em todo o mundo estão preocupados com sua capacidade de dar suporte aos negócios de maneira eficaz, uma vez que as soluções tradicionais de monitoramento e as abordagens personalizadas afogam suas equipes em dados e alertas que oferecem mais perguntas do que respostas. O relatório global de 2020 “Principais desafios para os CIOs no caminho para a Nuvem autônoma orientada por Inteligência Artificial” está disponível para download aqui.

As respostas dadas pelos CIOs indicam que, em média, as áreas de operações de TI e Nuvem recebem aproximadamente 3.000 alertas por dia de suas ferramentas de monitoramento e gerenciamento. Com este volume tão alto de alertas, uma equipe média de TI gasta 15% de seu tempo tentando identificar quais alertas precisam ser considerados e quais são irrelevantes. Isso custa às organizações uma média de US$ 1,5 milhão em despesas gerais a cada ano. Como resultado, os CIOs estão cada vez mais buscando auxílio em Inteligência Artificial e automação, a fim de manter o controle e reduzir a disparidade entre os recursos restritos de TI e a crescente escala e complexidade da Nuvem corporativa.

As conclusões do relatório global incluem:

A TI está se afogando em dados

As ferramentas de monitoramento tradicionais não foram projetadas para lidar com o volume, a velocidade e a variedade de dados gerados por aplicações executadas em Nuvens corporativas dinâmicas e em escala Web. Essas ferramentas geralmente são isoladas e carecem de um contexto mais amplo dos eventos que ocorrem em todo o universo de tecnologia. Como resultado, elas bombardeiam as equipes de operações de TI e Nuvem com centenas, se não milhares, de alertas todos os dias. As áreas de TI estão se afogando em dados, pois melhorias incrementais nas ferramentas de monitoramento falham em fazer a diferença.

– Em média, as equipes de operações de TI e Nuvem recebem 2.973 alertas de suas ferramentas de monitoramento e gerenciamento a cada dia, um aumento de 19% nos últimos 12 meses;

– 70% dos CIOs dizem que suas organizações estão lutando para lidar com o número de alertas das ferramentas de monitoramento e gerenciamento;

– 75% das organizações dizem que a maioria dos alertas das ferramentas de monitoramento e gerenciamento são irrelevantes;

– Em média, apenas 26% dos alertas que as organizações recebem diariamente exigem uma ação.

Os sistemas existentes fornecem mais perguntas do que respostas

As ferramentas de monitoramento tradicionais apenas fornecem dados sobre uma seleção restrita de componentes de um conglomerado de tecnologias. Isso força as áreas de TI a integrar e correlacionar manualmente os alertas para filtrar duplicatas e falsos positivos antes de identificar, também manualmente, a causa-raiz dos problemas. Como resultado, a capacidade das áreas de TI em dar suporte aos negócios e aos clientes é bastante reduzida à medida que enfrentam mais perguntas do que respostas.

– Em média, as áreas de TI gastam 15% do tempo tentando identificar em quais alertas precisam se concentrar e quais são irrelevantes;

– O tempo que as áreas de TI gastam tentando identificar quais alertas precisam ser considerados custa às organizações, em média, US$ 1.530.000 por ano;

– O volume excessivo de alertas faz com que 70% das áreas de TI tenham problemas que poderiam ser evitados.

Inteligência Artificial precisa e viável fornece auxílio

As organizações precisam de uma abordagem radicalmente diferente – uma conduta de monitoramento baseada em respostas e centrada em Inteligência Artificial e automação, para acompanhar a transformação que ocorreu em seus ambientes de TI.

“Há vários anos, percebemos que a escala e a complexidade dos ambientes da Nuvem corporativa estariam além da capacidade das áreas de operações de TI e Nuvem de hoje”, afirma Bernd Greifeneder, CTO e fundador da Dynatrace. “Percebemos que as ferramentas e abordagens tradicionais de monitoramento e as abordagens não chegariam perto de entender o volume, a velocidade e a variedade de alertas gerados hoje, e é por isso que reinventamos nossa plataforma para ser diferente de qualquer outra. A Plataforma de Inteligência de Software da Dynatrace® é única, com inúmeros módulos que aproveitam um modelo de dados comum com um mecanismo de Inteligência Artificial viável e preciso em seu núcleo. Diferente de outras soluções, que apenas fornecem mais dados, é essa combinação que permite ao Dynatrace fornecer respostas precisas e o contexto de que as organizações precisam para domar a complexidade da Nuvem e, finalmente, atingir o objetivo de ter operações em Nuvem autônoma orientadas por Inteligência Artificial”.

Sobre a pesquisa

O relatório é baseado em uma pesquisa global feita com 800 CIOs de empresas que possuem mais de 1.000 funcionários, conduzida pela Vanson Bourne e encomendada pela Dynatrace.

Banco exponencial: o próximo passo das finanças

Por Leo Monte, CMO da Sinqia e Chief Innovation Officer do Torq, hub de inovação da empresa

Atualmente, instituições financeiras que ousam ser diferentes, se propõem a desburocratizar processos e oferecem facilidades tecnológicas aos seus clientes, ganham relevância entre as novas gerações. De acordo com uma pesquisa da CB Insights, 71% dos millennials preferem “arrancar um dente” do que “ter que lidar com bancos extremamente burocráticos”. O estudo aponta, ainda, que mais da metade dos usuários de smartphones utilizam pelo menos um banco digital e quase um quinto usam aplicativos de controle de gastos. Além disso, o constante aumento dos custos de vida tem pressionado os millennials a serem mais econômicos e prudentes com o dinheiro.

Estes são só alguns dos infinitos indicadores de mercado que estão fazendo com que empresas tradicionais, bigtechs e fintechs estejam de olho — e, os mais espertos, já investindo e desenvolvendo — no próximo passo do setor financeiro: o banco exponencial. Esta nova categoria bancária promete mudar, nos próximos cinco anos, a forma como o segmento funciona.

Origem

Para entender o que é o banco exponencial, é preciso compreender primeiro o que já existe nos bancos hoje e também a proposta do banco aberto (open banking), ambos predecessores desse novo sistema.

Muito do banco aberto é derivado de tecnologias já aplicadas nos sistemas dos bancos tradicionais hoje em dia, como a automação de atividades (consultas a sites internos e externos, identificação de documentos, check-list das atividades manuais da formalização ou até mesmo um simples envio de e-mails); robotização (presente nas centrais de atendimento, com robôs e chatbots nos caixas eletrônicos, SACs e aplicativos); mobile banking (presente nos dispositivos móveis para acessar a conta-corrente, serviços e produtos); automação de atividades manuais (ferramentas que reconhecem letras e números em um arquivo impresso e transforma os dados em um documento digital).

O banco aberto surge, então, como uma alternativa mais avançada do banco tradicional e um grande catalisador dos resultados estratégicos que as instituições bancárias perseguem há um longo tempo: aplicação de experiências personalizada de clientes, dicas financeiras customizadas, análise de bancos de dados para a promoção de insights de negócios mais assertivos, constante crescimento de eficiência operacional e rápida atualização de sistemas e processos quando ocorrem mudanças regulatórias.

E como ele faz isso? Tendo como princípio que o cliente, e não determinada instituição, seja dono dos seus dados financeiros. O sistema permite que outras empresas e serviços acessem os dados dos consumidores — com sua autorização explícita, é claro. Na prática, para o consumidor final, o banco aberto permitiria que as pessoas movimentassem suas contas a partir de diferentes plataformas e não só pelo aplicativo ou site do banco.

Isso permitiria que as instituições financeiras passem a se concentrar mais em suas operações principais e possibilitaria que outras empresas tenham acesso às suas interfaces e desenvolvam novos produtos a partir disso, além de criar uma estratégia focada no tailoring de cada cliente individualmente. Isso tudo, claro, viabilizado por tecnologias exponenciais, como inteligência artificial, APIs, realidade aumentada, computação visual e internet das coisas.

Nova era

Graças ao cruzamento de diversas tecnologias emergentes e ao avanço da computação quântica, o banco exponencial se apresenta como uma evolução natural da digitalização, que está cada vez mais rápida no setor de serviços financeiros e é impulsionada pelo crescimento exponencial da tecnologia no último meio século, disponíveis para processamentos em velocidades cada vez maiores. Essa é uma arena na qual os bancos podem se beneficiar — fornecendo produtos e serviços mais personalizados para clientes e prospects no momento mais apropriado, com o menor intervalo de tempo entre o conceito e a disponibilidade.

O banco exponencial contempla quatro pilares: banco “aumentado”, que amplia a experiência do cliente em todos os canais mobile e web, combinando todas as tecnologias exponenciais citadas anteriormente; banco aberto, fazendo com que essas ferramentas não só se ajustem automaticamente com atualizações regulatórias, mas também explorem novos modelos de finanças conectadas à outros mercados a partir de serviços financeiros distribuídos e abertos; banco cognitivo, que utiliza IA para trazer dados alternativos para construir interações inteligentes com os clientes, acelerar processos ou auxiliar em tomadas de decisão mais assertivas; automação bancária, que utiliza automação inteligente de processos robóticos para aumentar a eficiência operacional dos produtos e processos já existentes nas instituições.

Bits and bytes a parte, o que é importante destacar no contexto do banco exponencial é que seu foco é totalmente voltado ao cliente. Seu conceito é baseado na famigerada experiência do consumidor e na melhora de relação que instituições bancárias podem obter por meio desse novo sistema. Tem como objetivo utilizar os gigantescos bancos de dados para criar uma nova gama de serviços financeiros e democratizá-los, por meio da tecnologia, a milhões de pessoas desbancarizadas — e tudo isso de maneira ágil, flexível e transparente.

E é isso que, para mim, é o banco exponencial. Uma evolução natural da transformação digital que só pode ter sucesso se for guiada por uma visão clara e mudanças de mindsets. Não podemos esquecer também da base tecnológica é importante para isso aconteça (Core Banking) Essa combinação de fatores e tecnologias que determinará quem terá sucesso no setor financeiro do futuro.

Katia Neves assume diretoria de Marketing da InterSystems para a região da América Latina

Katia Neves é a nova diretora de Marketing da InterSystems para a América Latina. Neste momento em que a empresa se posiciona como uma das principais fornecedoras de plataforma de dados unificada e fundamental para promover a transformação digital, Katia se propõe a gerenciar novos projetos de marketing, orientar o grupo de Desenvolvimento de Negócios com foco em geração e qualificação de leads, dar suporte ao time de vendas, programar campanhas e planejar participação da InterSystems em eventos expressivos, além de intensificar o Marketing baseado na Web.

Graduada em Administração e Marketing, Katia Neves cursou ainda Gestão de Marketing no Insper e especializações na ESPM e FAAP. Tem longa carreira profissional, que teve início na área de Alianças e Canais da Oracle do Brasil, assumindo novos cargos América Latina, onde permaneceu por mais de 17 anos. Na Oracle, desenvolveu várias funções no segmento de parcerias e marketing, até assumir a diretoria de desenvolvimento de negócios. Posteriormente, foi responsável pela área de capacitação e programa de canais e vendas do SAS na América Latina.

A InterSystems é líder em plataformas de tecnologia da informação para aplicações nas áreas de saúde, finanças e governo, principalmente as de missão crítica. Na região da América Latina, a empresa tem escritórios no Brasil e no Chile.

No que se transformou o varejo?

Por Alessandro Gil, diretor executivo da Linx Digital

Singelas percepções acerca da NRF 2020 de um amante do varejo que respira transformação digital e que vislumbra um futuro que nos provoca a sermos não mais ou melhores, mas, diferentes.

Números mais do que significativos, mais de 100 anos de História, cerca de 40 mil pessoas, dos quais dois mil são heróis brasileiros que buscam conteúdo, networking e ferramentas para fazer do varejo no Brasil um setor melhor. Não parei para contar quantas palestras, mas, efetivamente foram muitas, centenas talvez, assim como empresas de tecnologia e serviços expondo em pavilhões que se faziam perder de nossas vistas. Definitivamente, o NRF Big Show é quase a romaria obrigatória para quem trabalha no varejo, pouco importa se físico ou digital.

Já perdi a conta de quantos anos participo de eventos como esse. E, depois de dias que mesclam o prazer por quem é louco por aprender e o cansaço de quem é inundado por muita informação de todo o tipo e qualidade, sempre me vem a pergunta, eternizada em poema por Carlos Drummond de Andrade: “E agora, José?!”

Acho que depois de algumas experiências, a resposta vem se tornando mais clara. Contudo, para chegar a ela, faço aqui o breve resumo do contexto que eu vivi nesses últimos dias e, talvez compartilhemos, ao fim desse texto, a mesma opinião. O primeiro, e talvez mais importante sentimento após três dias de congresso, é que eu cheguei a duvidar se estava em um evento de varejo ou Recursos Humanos. O conceito de customer centric deu lugar a algo muito mais abrangente e, certamente, de significado bem maior: o tal do people centric.

Customer centric x People centric

Cada vez mais uma preocupação legítima, o tema tem tomado a pauta das empresas: criar significado e propósito tem se tornado tão ou mais fundamental que a própria remuneração em si. Além disso, começo a perceber que muitos executivos já começam a externar a mesma preocupação que tenho, há algum tempo: a de como a automação precisa ressignificar o trabalho, e não, necessariamente suprimi-lo.

Quem chegou a ler os últimos dois livros de Yuval Harari certamente carrega um pesado incomodo ao pensar em emprego e distribuição de renda para as próximas décadas, especialmente, quem “vive” tecnologia todos os dias. De certa forma, é esperançoso saber que líderes como Kevin Johnso, CEO da Starbucks, estão atentos a essa questão. Para ele, a tecnologia veio para liberar as “suas” pessoas a se conectarem mais com seus clientes. Esse é o gancho perfeito para meu próximo highlight.

Geeks encontram Artesãos

Este ano deixou evidente que, definitivamente, os geeks encontraram os artesãos. O advento do uso de dados e a democratização de inúmeras tecnologias que há alguns anos pareciam obras de ficção científica têm proporcionado transformações significativas no varejo. Dados de consumo e interesse têm se tornado realidade para inúmeras empresas, que se valem dessas informações para composição de sortimento, VM, ações de marketing e experiência. Nike, Nordstrom, Ikea, e até debutantes com Showfields dão claros exemplos de que a personalização de praticamente tudo está fácil e disponível – e as possibilidades transformam totalmente essa nova experiência do varejo. Em paralelo algumas indústrias que pareciam muito distantes por nativamente serem de produtos artesanais como a Natuzzi, por exemplo, adotam tecnologia para repactuarem com seus consumidores uma maneira nova e melhor- por que não? – de venderem seus produtos, literalmente, feitos a mão. Anotem aí: “high-tech handcrafted is the new black”. A transcrição dessa tal personalização e diversidade nas lojas surge através da execução impecável na leitura de dados.

O que era hipótese vira realidade

Fiquei impressionado com a quantidade de antenas e sensores disponíveis nas lojas, muito longe do que encontramos no Brasil ainda. Além disso, lojas da mesma marca assumem personalidades diferentes em uma padronização “despadronizada”, e a coleta de informações não para por aí. Com a desculpa exemplar de experiência aprimorada, as lojas viram verdadeiras extensões da vida dos seus clientes, de ajustes em roupas, reparos de produtos, consultoria, restaurantes e pontos de coleta ou retirada de praticamente tudo, inclusive, aquilo que foi vendido por qualquer outra empresa (leia-se a própria Amazon), os lojistas estão não só repensando sua relação com clientes, mas também, colocando tudo em prática.

Aquela história de que as lojas físicas iriam se transformar e se tornariam experiências está virando a mais nítida realidade. Realidade não menos sólida do que a tal omnicanalidade. Varejo americano e omnichannel já pode ser incluída naquela canção: “avião sem asa, fogueira sem brasa, sou eu assim sem você… Bochecha sem Claudinho” e assim vai. Em um mercado em que praticamente 50% das vendas – como o da Moda, por exemplo – são fechadas em canais digitais, não poderia ser diferente. A integração dos canais tem operado verdadeiros milagres pelas grandes marcas de varejo. Vejamos algumas: a Target se reinventou garantindo a última milha muito mais rápida e eficiente, conectando as lojas físicas. A Nordstrom é aquela que, entre as redes tradicionais de varejo de moda, a que menos perdeu valor de mercado nos últimos anos, enquanto a Kohl’s ousa na integração entre coleta e retorno de ordens feitas pela Amazon. Traduzindo: a função Ctrl+Z é totalmente incompatível com a cultura Omnichannel.

E para onde vão todos esses dados?

Óbvio que essa é uma das maiores preocupações mundo afora. E o sucesso de todo o arsenal montado e de todos os processos minuciosamente estudados tem tudo a ver com reputação. No fim do dia, pessoas hão de compartilhar seus dados com empresas, mas só com aquelas em que confiarem. Sem confiança não há engajamento, sem engajamento tudo vira commodity e, se você vira commodity, está fora do jogo.

No fim das contas, o varejo – que parece se reinventar – é um lugar que o consumidor, por acaso, compra, seja por experiência, seja por consciência. E nesse novo jogo, vence quem investir em tecnologia, em pessoas, em processos e inteligência. E como jamais havia constatado, o varejo americano avançou extraordinária e velozmente na execução. Enquanto nós ainda esperamos pelo leapfrog gringo, eles por lá se inspiram no nosso autêntico ”

Omnichannel: como os varejistas estão brigando pela atenção dos consumidores nos mundos físico e digital

Por Juan D’Antiochia, Gerente Geral de Global eCommerce para América Latina, Worldpay from FIS

Com as vendas online atingindo R$ 53 bilhões em 2018 e representando 7% de todo o varejo nacional, o Brasil está no caminho certo em direção a uma revolução no setor. No entanto, essas mudanças não se limitam a comprar online versus entrar em uma loja. Nesta nova era, as linhas que separam as compras digitais das realizadas ponto de venda (PDV) estão desaparecendo. É o que chamamos de omnichannel. Nesta tendência, o principal objetivo é atender ao consumidor, oferecendo uma experiência de compra consistente e “invisível” em diferentes plataformas.

Com o desenvolvimento de novas tecnologias, o cliente moderno tornou-se multicanal e exige comprar ou trocar produtos onde e como ele quiser – PDV, comércio eletrônico, smartphones, aplicativos… O céu é o limite, especialmente em um país onde a penetração da internet móvel chega a 68% e onde existem 230 milhões de smartphones.

Para atender à demanda e responder ao mercado, os varejistas estão investindo em plataformas e sistemas omnichannel para garantir o conforto e a conveniência de que os clientes desejam, fazendo com que se sintam cada vez mais à vontade, a ponto de, no final da experiência de compra, não saberem onde começa e termina o online.

A varejista de móveis online Mobly abriu uma loja flagship em São Paulo em 2019, oito anos após iniciar seus negócios com uma operação 100% online. No início, mesmo o espaço sendo apenas um showroom (você tinha que se conectar para comprar e aguardar a entrega), o ticket médio já aumentou. Recentemente, porém, eles começaram a manter um pequeno estoque na loja, o que significa que as pessoas agora podem sair com seus produtos em mãos.

Abrir uma loja, no entanto, não é o único caminho a seguir dentro da tendência omnichannel. Aplicativos bem desenvolvidos são uma ótima maneira de oferecer uma experiência completa para seu cliente. A startup de delivery Rappi é um fenômeno no Brasil e em outros países da América Latina. O aplicativo nos permite solicitar praticamente tudo, de McDonald’s à manutenção de eletrodomésticos e tudo o mais que você puder descrever e que um entregador puder te levar. Por fim, você está comprando tempo livre para se concentrar no que quiser, ao invés de resolver pequenos problemas. Ou seja, um pedido on-line está resolvendo dificuldades reais. Este é o exemplo perfeito de como online e offline estão se unindo para criar a experiência ideal para o cliente.

Ter uma estratégia omnichannel está ultrapassando fronteiras e não estamos falando apenas de compras. Também estamos falando sobre a forma como pagamos. No caminho para se tornar o super app do Brasil, o Rappi também oferece uma carteira eletrônica que permite que você pague por qualquer coisa no “mundo offline” usando códigos QR. Usando Rappi, consumidores podem sair de casa sem sua carteira e pagar com seu celular, transformando dinheiro vivo em dinheiro digital ao fazer um depósito em sua eWallet.

A cadeia de cinema Cinépolis permite que você compre seus ingressos, e também pipoca, através de seu aplicativo oficial, evitando filas e espera. Tudo o que você precisa fazer antes de assistir a um filme é mostrar um QR Code – não poderia ser mais fácil.

Há também a grande varejista de roupas Zara, indo no caminho inverso. Com uma operação já consolidada com 57 lojas no país, a marca lançou seu comércio eletrônico no Brasil no início de 2019. Os compradores on-line podem receber seus pedidos em casa ou buscá-los na loja, tornando as trocas super fáceis.

Por outro lado, esse conceito exige um forte Sistema de Gerenciamento de Pedidos (OMS — na sigla em inglês) para garantir que a empresa possa gerenciar e ver seus diferentes negócios como apenas um negócio integrado, garantindo que eles estejam oferecendo a melhor experiência omnicanal possível aos consumidores.

A beleza do Omnichannel vai além de eCommerces abrindo lojas físicas e vice-versa, mas foca-se em uma experiência integrada, unindo os mundos físico e digital, ultrapassando barreiras e oferecendo uma experiência de ponta e, em último nível, permitindo que os clientes escolham como desejam comprar e receber suas mercadorias.

É fácil assim: compre on-line, troque na loja ou compre em um PDV e receba o produto em sua casa. E ainda: pague sem usar dinheiro vivo ou cartões de crédito. Nos dias de hoje, um celular pode ser só o que um consumidor precisa para escolher a melhor mesa para sua sala de estar. Os clientes desejam flexibilidade e atendimento personalizado quando compram ou pagam e querem usar o canal de vendas que preferirem. Ao integrar o físico ao online e facilitar a experiência de compra do cliente, a estratégia omnichannel está definitivamente modernizando e mudando o curso do varejo.

ABRINT: proposta do 5G mostra sensibilidade da Anatel às PPPS, mas precisa de ajustes

A Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações (ABRINT) elogia o esforço da Anatel em conciliar posições divergentes na proposta de edital das faixas de 5G aprovada ontem pelo conselho diretor da agência. Mais uma vez, a Anatel mostra estar sensível às demandas do setor, tratando de forma assimétrica o segmento de PPP em prol da competição e da inclusão digital e compreendendo a possibilidade real de entrada de novos atores.

Apesar do esforço em apresentar uma proposta que contemplasse as diversas posições, entendemos que alguns ajustes, que serão apresentados pela ABRINT na consulta pública do edital, poderão tornar ainda mais factível a participação dos players de menor porte no leilão, democratizando o acesso ao espectro e acelerando o atendimento das cidades menores.

Um desses pontos é o acesso ao espectro em caráter secundário. É preciso haver mecanismos que assegurem que o espectro não utilizado pela empresa vencedora possa ser usado em caráter secundário, com maiores garantias e por tempo suficiente para haver retorno sobre investimento.

É importante também que seja estabelecido no edital uma oferta de atacado de rede e de espectro com condições já previamente estipuladas. A Anatel deve buscar caminhos para evitar a subutilização de espectro, prática danosa à competição e que traz, em última análise, prejuízos ao atendimento do usuário.

A ABRINT vê com bons olhos o modelo apresentado na proposta do conselheiro Vicente Aquino, que infelizmente não foi contemplada na proposta que será submetida à consulta pública, em que o preço pela faixa fosse pago em compromissos de cobertura na proporção de 10% (dinheiro) /90% (compromissos), o chamado beauty contest. Esse modelo transfere recursos que seriam destinados ao Tesouro para a construção da nova infraestrutura, portanto, mais benéfico para o País.

Por fim, a ABRINT entende que a granularidade estabelecida na proposta para o bloco das PPPs (7 regiões) ainda não contempla a necessidade do nosso segmento. Apenas a granularidade municipal permite uma ampla participação do provedor regional, independentemente do seu porte. O 5G promete viabilizar novos serviços que vão muito além da conectividade. Nesse contexto, o regulador deve envidar esforços de forma a permitir a participação de atores de todos os portes na exploração dos novos serviços.

A ABRINT aguarda a publicação do edital para analisá-lo de forma pormenorizada e apresentar os ajustes que possam democratizar o acesso ao espectro e acelerar o atendimento do usuário, especialmente nas cidades pequenas.

Cibersegurança deve gerar 3,5 milhões de empregos até 2021 e vai demandar formação de profissionais, antecipam especialistas do IEEE

O surgimento de novas tecnologias como 5G, Internet das Coisas (IoT), veículos autônomos e indústria 4.0 está levando ao aumento da demanda de profissionais de cibersegurança. Segundo estimativas da Cybersecurity Venture, líder mundial em pesquisas de cibereconomia global, o setor deverá gerar de 3,5 milhões postos de trabalho até 2021. Somado a esses fatores, a entrada em vigor em agosto da lei 13.709/18, conhecida por Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), contribuirá para o aumento da demanda no Brasil. Diante deste cenário, os engenheiros Marcos Simplicio e Raul Colcher, membros do IEEE, maior organização profissional dedicada ao avanço da tecnologia em benefício da humanidade, acreditam na urgência da formação de profissionais neste setor para resolver problemas de segurança e privacidade de tecnologias existentes e emergentes.

Professor do Departamento de Engenharia de Computação e Sistemas da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), Marcos Simplicio defende que haja profissionais cobrindo todo o ciclo e etapas de um sistema de segurança. “É importante ter um designer para criar um sistema robusto; um programador de segurança para evitar vulnerabilidades e um administrador de sistema para elaborar um ambiente seguro. Todas essas funções estão conectadas e a falha de uma delas pode prejudicar o sistema inteiro”, afirma.

Para Raul Colcher, sócio e presidente da Questera Consulting, as habilidades necessárias para um profissional de cibersegurança são multidisciplinares e compreendem técnicas específicas do setor, como conhecimentos e treinamentos básicos sobre tecnologias e soluções emergentes que caracterizam o novo ambiente de redes, sistemas e serviços. Ademais precisam estar familiarizados com os problemas e as características dos setores e aplicativos que irão proteger. “Por fim, eles precisam de um entendimento sólido dos problemas administrativos, comportamentais e regulatórios que normalmente estão presentes em incidentes e ameaças de segurança e privacidade”, conclui.

Fundos de ações batem recorde de captação em janeiro

Os fundos de ações bateram recorde de captação em 2019 e seguem em alta neste ano. As entradas líquidas de recursos nesses produtos chegaram a R$ 21,3 bilhões em janeiro, o maior valor da série histórica da ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) para o primeiro mês do ano.

O resultado dos fundos de ações no período supera, inclusive, a captação líquida total da indústria, de R$ 6,2 bilhões, que foi puxada para baixo, principalmente, pelo resgate líquido de R$ 19,4 bilhões dos fundos de renda fixa. “Já estamos no quarto mês consecutivo que os investidores resgatam mais do que aportam nos fundos de renda fixa. Esse comportamento reafirma a busca por alocações menos conservadoras no cenário de juros baixos. Com a nova queda da Selic esta semana, a tendência é que o cenário se mantenha”, afirma Carlos André, vice-presidente da ANBIMA.

Os multimercados também continuam em alta: a captação de R$ 8,7 bilhões em janeiro supera em 89% o resultado do mesmo período do ano passado. Os fundos de previdência cresceram 1,247% na mesma base de comparação, para R$ 1,3 bilhão.

Os fundos de ações também se destacam quanto à rentabilidade. Mesmo com o resultado negativo do Ibovespa em janeiro (-1,63%), a maior parte dos tipos dessa classe encerrou o mês com retornos positivos. O tipo Ações Livres, em que não há compromisso de concentração em uma estratégia específica, teve média de 1,98%. Entre os multimercados, o tipo Long and Short Neutro, que faz operações de ativos e derivativos ligados à renda variável, teve ganhos de 2,13%. Na renda fixa, a alta foi maior no tipo Investimentos no Exterior, que deve investir parcela superior a 40% do patrimônio líquido em ativos financeiros no exterior, com 2,45%.

Confira o boletim completo no site da ANBIMA

Mercado odontológico encerra 2019 com recorde

O total de beneficiários de planos exclusivamente odontológicos superou a marca histórica de 26 milhões em 2019. De acordo com a Nota de Acompanhamento de Beneficiários (NAB), do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), o segmento cresceu 7,2% em 2019 e firmou 1,7 milhão de novos vínculos, sendo 655,1 mil apenas nos últimos três meses do ano.

O resultado foi fortemente impulsionado pela contratação de planos empresariais, especialmente no Sudeste do País. Contudo, o setor também apresenta avanço expressivo dos vínculos individuais ou familiares. “Entre dezembro de 2019 e o mesmo mês do ano anterior, 1,2 milhão dos novos contratos foram feitos por empresas que decidiram oferecer o benefício aos seus colaboradores, normalmente como forma de atrair ou reter talentos. Um avanço de 6,9%”, destaca José Cechin, superintendente executivo do IESS. “Outro destaque é o incremento de 3,7% no total de planos odontológicos individuais. Enquanto os planos médico-hospitalares reduziram muito a venda desse tipo de plano por conta de desequilíbrios na regulação, para os planos odontológicos, esse é um mercado que deve continuar crescendo nos próximos anos”, completa.

Do total de 1,7 milhão de novos vínculos exclusivamente odontológicos detectados pela NAB em 2019, 1,2 milhão concentram-se no Sudeste do País, sendo 735,4 mil apenas em São Paulo. Das 27 Unidades da Federação, apenas duas registraram recuo no total de beneficiários deste tipo de plano. Em Alagoas, 1,9 mil vínculos foram rompidos no período analisado e, em Rondônia, 7,1 mil.

Planos médico-hospitalares

Por outro lado, 60,5 mil brasileiros deixaram de contar com os planos médico-hospitalares. Sendo que o impacto negativo no segmento se deve exatamente aos planos individuais e familiares. Ao longo do ano passado, 78,6 mil vínculos deste tipo foram rompidos. Já os planos coletivos voltaram a apresentar crescimento, com a adesão de 27 mil novos beneficiários. Desses, 15,9 mil são de planos coletivos empresariais.

Cechin pondera que apesar de os números não serem tão expressivos quanto os do setor exclusivamente odontológico, há boas notícias para se comemorar. “O crescimento da contratação de planos médico-hospitalares por empresas é um bom sinal para o setor. Reflete um reaquecimento gradual da economia, que tende a se refletir também em renda das famílias, gerando um ciclo virtuoso”, estima. O executivo acredita que se a economia nacional realmente engrenar o processo de recuperação que vem se desenhando, deveremos ver o começo da recuperação do setor que perdeu mais de 3 milhões de vínculos entre 2014 e 2017. “Hoje, o incremento de beneficiários de planos médico-hospitalares na categoria coletivo empresarial está aquém do aumento do emprego formal na economia brasileira, que tem saldo de 644 mil, segundo dados do Caged. Isso ocorre porque a maior parte dos novos postos de trabalho tem se concentrado nos setores de comercio e serviços, que historicamente oferecem o benefício do plano em proporção menos do que o industrial, por exemplo. Se o total de empregos voltar a crescer em todos os setores, a contratação de planos de saúde tende a acelerar”, analisa.

Conta Azul oferece bolsas de estudos integrais para cursos de programação em Joinville

Estão abertas até o dia 17 de fevereiro as inscrições para dois cursos de capacitação tecnológica gratuitos apoiados pela Conta Azul – fintech de gestão B2B mais inovadora do Brasil – e desenvolvidos pela Codenation — startup especializada em seleção e capacitação para o setor de tecnologia. Ao todo serão 25 bolsas para se capacitar nos programas, chamados de AceleraDev Java Women (exclusivo para mulheres cis e trans) e AceleraDev Vue.js, sendo que ambos acontecerão presencialmente em Joinville (SC). Além da oportunidade de capacitação ser totalmente gratuita, as pessoas selecionadas ainda terão a possibilidade de fazer parte do time de tecnologia da Conta Azul ao final das capacitações. Os encontros presenciais serão aos sábados, das 9h às 18h, durante 10 semanas.

Para Neto Rodrigues, CTO da Conta Azul, o AceleraDev é um programa estratégico e catalisador na formação de profissionais muito bem qualificados, resolvendo as carências e desafios enfrentadas pelo mercado e universidades. “Em um mercado cada vez mais competitivo por talentos, não dá para buscar o tempo todo profissionais prontos. Para responder na velocidade que o business necessita precisamos antecipar e ajudar na formação de profissionais talentosos apoiando projetos como o AceleraDev”, afirma Neto.

A seleção dos cursos é composta por um teste técnico, que deve ser submetido na plataforma Codenation até 17 de fevereiro. É aconselhável já ter tido algum tipo de contato prévio com programação, seja na universidade, cursos online ou auto-didata. Além disso, as pessoas que se destacarem nesta primeira etapa passarão por uma entrevista individual à distância com a equipe da startup. As aulas terão início em 14 de março e o evento de encerramento das capacitações acontecerá no dia 06 de junho, com a apresentação dos projetos desenvolvidos pelas turmas. Com essas duas edições, já são 15 acelerações presenciais da Codenation somente em Santa Catarina, que já ofereceram mais de 220 bolsas integrais para a área de programação no estado.

A metodologia utilizada no AceleraDev é a Challenge Based Learning (aprendizado baseado em desafios, em português), e consiste em uma experiência coletiva, na qual participantes trabalham em conjunto para aprender e propor soluções para problemas reais. “A capacitação ocorre por meio da nossa plataforma, onde as pessoas selecionadas têm acesso às aulas, desafios técnicos, projeto prático, conteúdos curados, ferramentas de revisão de código e mentoria com profissionais da área de desenvolvimento mais experientes”, explica o CEO da Codenation, Eduardo Varela.

ABComm abre inscrição para sexta edição do prêmio de Inovação Digital

A Associação Brasileira de Comércio Eletrônico vai receber até o dia 17 de fevereiro inscrições para o Prêmio ABComm de Inovação Digital 2020, que contempla Cases e Profissionais. Os vencedores serão conhecidos no dia 24 de março, em evento realizado no Teatro Liberdade a partir das 19 horas.

“Reconhecer os grandes cases de mercado, bem como os profissionais que se destacam no setor de comercio eletrônico é uma iniciativa fundamental para a evolução constante de nosso varejo. Estamos na sexta edição e esperamos contribuir cada vez mais com temas relevantes na área” afirma Mauricio Salvador, presidente da ABComm.

Serão premiados cases nas categorias:

•Destaque em Apps
•Mobile Melhor Plataforma de E-commerce
•Melhor Conteúdo, Evento ou Curso
•Melhor Ferramenta de Marketing Digital Destaque em Logística para E-commerce
•Melhor Agência de Performance Digital Destaque em Tecnologia Web
•Melhor Ferramenta de Vendas Fornecedor de Serviços Digitais Start-up do ano

A decisão sobre os contemplados será feita por votação popular no próprio site da ABComm. Para mais informações: contato@abcomm.com.br.

A ABComm também vai premiar os profissionais de destaque do mercado digital nas categorias:

•Marketing Digital
•Logística no E-commerce
•Estratégias em E-commerce
•Social Media
•Empreendedor Digital

Uma pessoa pode inscrever quantos profissionais desejar, mas terá de preencher um formulário para cada um deles. Eles serão informados da inscrição e aqueles que receberem mais indicações irão a votação popular.
Inscrições em http://abcomm.org/premio-abcomm.php.

 

5 tendências para o varejo brasileiro em 2020

Por Glauco Filho

Omnicanalidade, contas digitais, programas de fidelização, softwares as a service, self-checkout — o varejo brasileiro iniciou a nova década otimista e com vontade de inovar. Este movimento é percebido a partir das demandas que as empresas de tecnologia do setor têm recebido de seus clientes e também de pesquisas de campo. As informações mais recentes foram coletadas na NRF 2020, maior feira global do varejo, realizada no início de janeiro, em Nova York. O evento é conhecido por seu poder de revelar as tendências do varejo mundial e por atrair a presença das principais lideranças do setor.

De volta ao Brasil, trago os principais insights que tive no evento e na agenda preparada pelas comitivas brasileiras, BTR-Varese e GS&MD Gouvêa de Souza:

1. Cenário econômico favorável

A NRF é um bom termômetro sobre as expectativas dos varejistas em relação aos negócios e à economia. Nesta edição, foi possível perceber que a confiança e otimismo dos participantes brasileiros cresceu, comparado com as de 2018 e 2019. Durante a troca de ideias entre os membros das comitivas, um dos principais motivos citados para a eclosão deste movimento é a mudança do cenário econômico do país.

Esta opinião reflete, inclusive, na última Pesquisa de Confiança dos Supermercados do Estado de São Paulo, realizada pela Associação Paulista de Supermercados — APAS, que mostra que mais empresários estão confiantes, pois o percentual dos que estão otimistas com a economia e o governo subiu de 35% para 39% em 2019. Já o pessimismo caiu de 20% em outubro para 14% em novembro. A pesquisa aponta, ainda, que para 78% dos empresários, a expectativa futura de vendas do setor em 2020 é otimista. O índice vem subindo desde junho do ano passado, quando o governo federal começou a liberar o saque do FGTS.

Isso faz com que os varejistas comecem a investir cada vez mais em melhorias nos processos, novas tecnologias e serviços financeiros inovadores, para poderem oferecer cada vez mais uma melhor experiência aos clientes. A indústria de pagamento acompanha este movimento, pois a necessidade de dar crédito aos consumidores aumenta, incentivando o consumo e ajudando a baixar a taxa SELIC.

2. Gestão de dados e personalização

“Dados são o novo petróleo” já virou uma afirmação clichê no setor, mas não deixa de ser verdadeira. Armazenamento organizado de dados e sua gestão continuam sendo o grande diferencial tecnológico do segmento, pois auxiliam na aplicação de qualquer personalização na experiência do consumidor.

A importância do tratamento de dados foi destacada em diversas palestras da NRF 2020, considerando aspectos de segurança, privacidade, amplitude e integração com outras plataformas geradoras de valor, como Inteligência Artificial (AI).

E viabilizada pela gestão de dados, a personalização continua sendo apontada como estratégia-chave para a atração de novos clientes e fidelização — seja ela de serviços, produtos ou atendimento. A proximidade com consumidores e customização das ofertas se firmam cada vez mais como um diferencial de vendas.

Por isso, de acordo com um estudo realizado pela Applause, líder mundial em testes de multidões e qualidade digital, 91% dos consumidores estão mais propensos a comprar de empresas que lembram deles e são capazes de oferecer recomendações e ofertas relevantes. Outro estudo feito pelo Google mostra que uma em cada três pessoas espera recomendações de produtos personalizados de acordo com o seu perfil de compra.

Assim, percebe-se que a personalização da oferta de produtos e do atendimento é um meio de reconhecer que o cliente é único e, assim, fidelizá-lo.

3. Transformação cultural do varejo

Outro ponto discutido na NRF 2020 é a importância do impulsionamento de uma transformação cultural dentro do varejo. A disrupção do setor não irá acontecer plenamente enquanto não houver uma mudança de comportamento dentro das empresas, para que a tecnologia seja de fato aplicada com sucesso. É preciso haver uma transformação de dentro para fora.

As empresas que atendem o varejo devem desenvolver soluções que sejam aplicáveis à realidade nacional e que possam ser absorvidas sem atrito e com agilidade, para que se tornem parte da cultura de determinada rede varejista. Isso auxilia as organizações do setor a liderarem evoluções em seus modelos de atuação.

4. Varejo frictionless

Ainda que seja uma moda que só irá pegar em um futuro distante no Brasil e em mercados como o dos Estados Unidos, as lojas com mínimo de “atrito” no momento da compra foram apontadas como um dos possíveis modelos que estão por vir no varejo.

Esse conceito emergiu após diversas pesquisas de mercado revelarem que o consumidor realmente espera mais simplicidade e facilidade em suas experiências de compra, seja durante a procura do produto desejado até a sua experiência no checkout — em ambientes físicos e virtuais.

É cada vez mais claro que o cliente busca conveniência, personalização, agilidade e segurança. Por isso, cabe aos varejistas olhar a tecnologia como sua grande aliada e entender o que ela pode fazer para transformar a experiência de compra usuário. As novas plataformas precisam identificar o consumidor tanto no ambiente físico quanto no virtual, saber seu histórico de compras, seus gostos e preferências, para assim reduzir ao máximo o tal do “atrito” e minimizar a ruptura de venda.

Os lojistas passam a ter um papel mais consultivo e a oferecer opções de compra mais assertivas aos clientes, com soluções que simplificam e facilitam a vida do consumidor, seja através de um vendedor treinado nestas ferramentas, seja de forma self service.

5. Índice de desbancarizados são oportunidade

Uma pesquisa recente do Instituto Locomotiva revelou que existe mais de 45 milhões de pessoas desbancarizadas no país, ou seja, brasileiros que não movimentam a conta bancária há mais de seis meses ou que optaram por não ter conta em banco. Isso significa que, de cada três brasileiros, um não possui conta bancária. De acordo com a sondagem, esse grupo movimenta anualmente mais de R$ 800 bilhões. A entrada dessa parcela população no sistema financeiro e de pagamentos eletrônicos é crucial para o nosso país.

Por isso, existe um movimento de adesão às contas digitais como forma de solucionar o problema da inclusão financeira. A solução ainda oferece inúmeras vantagens aos varejistas, como o estreitamento do relacionamento com os clientes e o acesso a uma nova linha de receita para o setor. A conta digital teve uma ótima aceitação entre os participantes das comitivas, por atuar em um desafio das empresas brasileiras: oferecer serviços financeiros que vão além do cartão de loja e da concessão de crédito como acontece hoje.

Existe aí, então, uma grande oportunidade para as empresas do segmento em, por meio de uma relação amistosa que já existe com seu público, permitir o acesso aos serviços financeiros às classes C, D e E.

Brasil também é tendência

Vale destacar que o Brasil é apontado como referência internacional não só no mercado varejista, como também nos de meios de pagamento e bancário. A competitividade desses setores é grande e a instável economia brasileira pode até se apresentar como entrave no setor, mas também são fatores que fazem com que as empresas nacionais se forcem a inovar, tornando o país como uma forte tendência de inovação.

Glauco Filho, superintendente de novos negócios da Conductor