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A arte de buscar e desenvolver talentos na era da Transformação Digital

Por Vinícius Teixeira

Um grande investimento vem sendo realizado ano após ano para transformar digitalmente as empresas de todos os segmentos, em todo o mundo. Entretanto, um erro comum que muitos líderes ainda cometem é considerar que essa transformação é apenas tecnológica. Com isso, diversas falham na execução das estratégias acontecem por não conseguirem encontrar e reter os principais ativos dessa jornada – os Talentos.

Pensando nisso, reuni seis princípios para que você, gestor, possa repensar seu processo de busca e retenção desses profissionais.

1 — Potencial é tão importante quanto formação

Cada vez mais grandes organizações estão investindo no potencial dos candidatos e não somente nos diplomas em universidades de prestígio. Segundo pesquisa realizada pela Infosys, notamos que as empresas melhores avaliadas em maturidade digital estão propensas contratar profissionais com graduações tecnológicas, escolas técnicas e que tiveram conquistas que envolveram compromisso, dedicação e criatividade. Segundo o estudo, profissionais que não tiveram uma situação privilegiada e que demonstraram persistência durante a carreira, são mais motivados, resilientes e ágeis.

2 – Diversidade acima de homogeneidade

Do ponto de vista social, todos nós compreendemos – ou deveríamos compreender -, nosso papel em promover um ambiente diverso, com oportunidades iguais a todos os indivíduos. E do ponto de vista de negócios? Diversidade traz ganhos? Sim! Empresas que agem assim já entenderam que os negócios precisam dessa mistura de perfis. A diversidade de gênero, social, religiosa, étnica, cultural resulta em equipes mais criativas, produtivas e significativamente mais conectadas com seus clientes.

3 – Soft skills acima de Hard Skills

Em um mundo no qual as máquinas cada vez mais executam trabalhos repetitivos e com baixo nível de cognição, desafios modernos exigem habilidades de liderança, resolução de problema, criatividade, aprendizado contínuo, comunicação e trabalho em equipe. Não quero dizer que as habilidades técnicas não são importantes, porém priorize suas contratações com base no perfil pessoal.

4 – Fit Cultural acima de experiências

Dado que passamos mais de um terço de nossas vidas no ambiente de trabalho, é importante que os funcionários sintam-se felizes e conectados com ele. Caso contrário, você terá um problema de retenção e performance. O ajuste da cultura é o aspecto mais importante da retenção. Os funcionários que não se reconhecem nos valores da organização não ficarão satisfeitos, estão mais propensos a criar um ambiente de trabalho tóxico e estão mais propensos a sair.

5 – Especialistas ou generalistas? Precisamos de ambos

Defina suas estratégias e reflita sobre a melhor composição de sua equipe. Projetos que exigem experimentação, onde o nível de incerteza em relação aos meios de execução é baixo, você precisa de um time generalista, com isso você elimina direcionamentos viciados, aumenta velocidade de adaptação e reduz investimentos. Projetos que exigem escala, onde o nível de incerteza e a escala da solução ou processo são altas, você precisa de uma equipe especialista, com o objetivo de aumentar assertividade e reduzir custos técnicos e organizacionais.

6 – Treine e avalie os talentos constantemente

A medida que seus talentos se desenvolvem, passam a atuar de maneira autônoma, assertiva e criativa. Por isso, garanta o acesso a programas e condições para que todos se capacitem, de forma contínua, em tecnologias e métodos relevantes para suas funções. Porém, tão importante quanto a capacitação é a existência de um processo efetivo de avaliação, como forma de reconhecer esse desenvolvimento, direcionar os próximos passos e traçar as estratégias para que o profissional siga construindo uma carreira de sucesso.

Vinícius Teixeira, head de Inovação da Infosys Brasil

Gartner anuncia queda nas vendas globais de smartphones durante o quarto trimestre de 2019

Gartner, Inc., líder mundial em pesquisa e aconselhamento para empresas, anuncia que as vendas globais de smartphones para usuários finais registraram uma queda de 0,4% no quarto trimestre de 2019 se compararmos com o mesmo período do ano anterior. No geral, em 2019, as vendas de smartphones caíram 1,0%.

“O ano de 2019 terminou um pouco melhor do que o esperado, devido ao desempenho ligeiramente positivo da América do Norte e do mercado emergente da região da Ásia-Pacífico”, diz Anshul Gupta, Analista de Pesquisa Sênior da Gartner. “Vale destacar, ainda, que a Índia, que vendeu 151,9 milhões de unidades, ultrapassou os Estados Unidos e se tornou o país número 2 em vendas de smartphones em 2019. A China manteve a liderança, com 390,8 milhões de smartphones comercializados durante o ano inteiro.”

Apple e Xiaomi foram os únicos fornecedores, entre as cinco marcas líderes do mercado, a alcançarem crescimento no quarto trimestre de 2019. Mesmo com um declínio nas vendas, a Samsung manteve a posição número 1 do setor, com 17,3% de participação de mercado. A Apple garantiu a posição número 2 com 17,1% do mercado (veja a Tabela 1).

Tabela 1 – Vendas mundiais de smartphones por fabricante no 4Q19 (em milhões de unidades)

Fabricante
Unidades no
4Q19
Market Share no 4Q19 (%)
Unidades no 4Q18
Market Share no 4Q18 (%)
Samsung
70,404
17,3
70,782
17,3
Apple
69,550
17,1
64,527
15,8
Huawei
58,301
14,3
60,409
14,8
Xiaomi
32,446
8,0
27,843
6,8
OPPO
30,452
7,5
31,589
7,7
Outros
145,482
35,8
153,312
37,5
Total
406,638
100
408,466
100
Devido ao arredondamento, os números podem não corresponder exatamente aos totais mostrados.
Fonte: Gartner (Março de 2019)

 

            Após quatro trimestres consecutivos de queda, as vendas do iPhone, da Apple, voltaram a crescer, com um aumento de 7,8% no 4Q19. “A ligeira queda nos preços do iPhone 11, em comparação com o iPhone XR, e dos modelos de iPhone da geração anterior permitiram aumentar a demanda e os negócios. Este ponto ajudou a Apple a recuperar a segunda posição na lista de vendas”, afirma Annette Zimmermann, Vice-Presidente de Pesquisa da Gartner.

            As vendas de iPhones foram particularmente fortes na China, onde cresceram 39% no quarto trimestre. A Apple também teve um desempenho forte em alguns mercados maduros e em desenvolvimento, como Reino Unido, França, Alemanha, Brasil e Índia.

            Os analistas do Gartner esperam que a Apple lance seu primeiro smartphone 5G no terceiro trimestre de 2020. Isso incentivará os usuários a atualizar seus aparelhos, em países onde os serviços de rede 5G já estão disponíveis.

            Outro destaque é que as vendas de smartphones da Xiaomi totalizaram 32,4 milhões de unidades no quarto trimestre de 2019 – um aumento de 16,5%, ano a ano. “Esse forte desempenho permitiu à Xiaomi superar o OPPO e ocupar o quarto lugar no ranking do setor”, observa Gupta. “O preço e o desempenho dos modelos Redmi impulsionaram o crescimento das vendas de smartphones da Xiaomi, e a empresa se saiu particularmente bem na área emergente da Ásia-Pacífico”.

            Na China, a Xiaomi começou a aumentar os preços de seus smartphones para aumentar os lucros. O surto do vírus COVID-19 na China, por sua vez, apresenta alguns desafios para fornecedores focados no varejo, como OPPO e Vivo, mas cria oportunidades para a Xiaomi, que vem expandindo sua estratégia de canal online.

Samsung, Huawei e Xiaomi cresceram em 2019, mesmo com o declínio das vendas totais de smartphones – Apesar de uma pequena contração de 0,5% em suas vendas de smartphones no quarto trimestre de 2019, a Samsung manteve sua posição número 1 no ranking global de 2019. A companhia aumentou suas vendas anuais em 0,4%, alcançando 296,2 milhões de unidades (consulte a Tabela 2).

 

Tabela 2 – Vendas globais de smartphones para clientes finais, por fabricante, em 2019 (em milhões de unidades)

Fabricante
Unidades em
2019
Market Share em 2019 (%)
Unidades em 2018
Market Share em 2018 (%)
Samsung
296,194
19,2
295,043
19,0
Apple
240,615
15,6
202,901
13.0
Huawei
193,475
12,6
209,048
13,4
Xiaomi
126,049
8,2
122,387
7,9
OPPO
118,693
7,7
118,787
7,6
Outros
565,630
36,7
607,445
39
Total
1.540,657
100
1.555,613
100
Devido ao arredondamento, os números podem não corresponder exatamente aos totais mostrados.
Fonte: Gartner (Março de 2019)

IBM disponibiliza gratuitamente também no Brasil tecnologia para ajudar a combater novo coronavírus

A IBM, através de sua unidade de Watson Health, está disponibilizando gratuitamente o sistema ICD às agências nacionais de saúde para os ensaios clínicos aplicáveis, com o objetivo de ajudar a acelerar o desenvolvimento de medicamentos para combater o COVID-19. O sistema foi desenvolvido para reduzir o tempo e o custo dos ensaios clínicos, centralizando e organizando as informações dos ensaios clínicos, provendo acesso 24/7 aos dados por meio de uma única URL a partir de qualquer dispositivo habilitado na Web, e fornecendo uma plataforma de gerenciamento de dados flexível e escalável.

O software da IBM foi primeiro oferecido às autoridades de saúde chinesas e, com a propagação da doença, a IBM agora disponibiliza gratuitamente para uma rede mais ampla de agências nacionais de saúde.

Há vários anos, a IBM já vende esse produto a instituições de pesquisa clínica e organizações participantes em ensaios clínicos mantidos por empresas farmacêuticas e de biotecnologia — que podem ser sistemas de saúde, hospitais universitários, grandes clínicas médicas ou pesquisadores individuais – para seu trabalho de acompanhar ensaios clínicos.

Mais informações sobre a solução e acesso ao ICD estão disponíveis aqui: http://www.ibm.com/blogs/ibm-comunica/ibm-fornece-gratuitamente-tecnologia-para-ajudar-a-combater-o-coronavirus/

Compliance: uma responsabilidade solidária

Por Thiago Nascimento

Em um universo corporativo marcado pelo excesso de informação e a difusão das mídias sociais – que podem promover ou depreciar a reputação de uma marca em poucos instantes, com desdobramentos no valor da ação ou no custo da reputação da empresa -, a sensibilidade em relação à imagem e a associação da marca com seus parceiros de negócios precisam ser muito bem avaliadas.

Cada vez mais as pessoas e empresas têm notado que ética e compliance devem ser os pilares que norteiam o mundo dos negócios, e há a necessidade de todas as organizações atuarem com o mesmo princípio ético, exigindo-o uns dos outros. A tendência hoje é que os negócios sejam pautados pela ética, e desvios sejam menos tolerados ou encarados como aceitáveis ou normais.

A Lei Anticorrupção em diversos artigos aponta a obrigação de os terceiros estarem alinhados com a integridade da empresa (art. 42, III, VIII, X e XIII). Assim, as companhias têm o dever de conhecer seus parceiros e monitorar suas práticas, para garantir o cumprimento desse pressuposto. Dessa forma, caso a companhia note em seu parceiro a prática de alguma irregularidade ou ato ilícito – seja da ordem tributária, trabalhista, regulatória ou de qualquer outra natureza -, fica obrigada a exigir dele as providências para sanar o problema. Caso contrário, fica exposta a ser responsabilizada por omissão, principalmente em caso de corrupção.

A responsabilidade pelo ato ilícito para algumas esferas jurídicas é considerada apenas daquele que o cometer, sem exigir do contratante ou da testemunha o reporte da falta. O potencial do dano à imagem por ter a marca associada à irregularidade, no entanto, pode gerar penalidades solidárias ou ainda maiores pelo ilícito, principalmente se trouxer benefícios para o contratante desse fornecedor.

Caso o fornecedor da empresa recolha tributos de maneira diversa à da legislação tributária, e o cliente tomar ciência da irregularidade, é de obrigação deste denunciar ou exigir que haja a cessação do recolhimento irregular. Deve também incentivar a denúncia às autoridades, sob pena de consentir com a lesão aos cofres públicos, além do prejuízo da justa concorrência.

Assim, caso uma empresa parceira esteja cometendo um ato ilícito, é razoável o contratante exigir que ela regularize a situação. E, em caso de inércia, haja a denúncia, seja pelo que comete a conduta ou pelo contratante, sob pena de este sofrer danos iguais ou até maiores em razão de ter sua conduta permissiva quando ciente da falta.

Em um universo de informação quase instantânea, big data e compartilhamento de notícias em massa, fazer errado porque todos fazem, alegar desconhecimento, fazer vista grossa a ilícitos alheios é quase como compactuar com uma conduta imprópria, expondo a empresa a ter prejuízos e ser responsabilizada pelo ilícito.

Dessa forma, processos de due dilligence, background check, RFPs e outras ferramentas de avaliação prévia à contratação, com constante monitoramento, passam a ser utilizados com critérios visando a conhecer o parceiro mais a fundo. E isso inclui observar aspectos não apenas técnicos, mas comportamentais e relacionados às práticas de conduta de mercado da empresa.

Ética é a nova regra do jogo, e quem não jogar dessa forma estará fora do mercado. Se não houver responsabilidade perante as autoridades, o livre mercado e a opinião popular decidirão sobre o capital reputacional da companhia, promovendo-o ou destruindo-o, pondo a credibilidade da empresa que assumiu o risco de ter um fornecedor inidôneo no mesmo patamar deste.

A ética nos negócios é responsabilidade de todos. Para termos um ambiente de boa-fé, justa concorrência e confiança em prol da sociedade, cada um deve assumir seu papel de zelar pela boa conduta ética em suas práticas e nas de seus parceiros. Com o empoderamento de todos no dever ético de reportar ilícitos, a sociedade fará com que todos sejam os juízes da ética nos negócios, e a regra do jogo será cumprida independentemente de quem joga.

Thiago Nascimento, coordenador jurídico e responsável pelo desenvolvimento do programa de Ética e Compliance na Hughes do Brasil

Tecnologia acessível: uma aliada do empreendedor para a gestão inteligente

Por Osvaldo Meneghel, diretor de marketing da Sage Brasil

No mundo corporativo, durante anos, todos benefícios da tecnologia eram restritos às grandes companhias, que tinham capital para investir em soluções modernas. Ou seja, um movimento de digitalização e digitização – processo de transformar o negócio analógico em digital – que excluía as pequenas e médias empresas, tanto pelas altas cifras envolvidas, quanto pelo modelo comercial dessas ferramentas.

Pensando em um formato tradicional, adotar uma ferramenta tecnológica é um processo caro para um pequeno empresário, uma vez que inclui: compra da licença do software, criação e manutenção de uma estrutura de hardware (servidores e máquinas) para suportar o uso da nova ferramenta e pagamento de taxas de atualizações.

Entretanto, com a popularização da computação em nuvem essa dinâmica mudou e o mercado passou a investir cada vez mais para tornar a tecnologia acessível também para as PMEs. Mas foi com a chegada do modelo SaaS (sigla em inglês para software como serviço) que a democratização da TI ganhou fôlego e está mudando a forma como os empreendedores lidam com a gestão do negócio.

E quando falamos de SaaS, a tendência é seguir crescendo exponencialmente, visto que o faturamento desse setor cresceu 161,7%, em três anos — de US$ 311 milhões, em 2015, para US$ 814 milhões, em 2018, segundo estudo da Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes). Esse salto foi impulsionado, em parte, pela demanda das PMEs.

Os números são expressivos, mas ainda tem espaço para o modelo SaaS crescer, justamente porque existe uma parcela grande de empreendedores que (ainda) não estão na Era Digital — dados do Sebrae, de 2019, apontam que cerca de 2,1 milhões de empresas fazem a contabilidade no papel.

Empreender não é uma tarefa fácil, mas manter o empreendimento vivo e financeiramente saudável é ainda mais complexo. Exige disciplina e tempo para cuidar de todos os detalhes da administração. E fazer tudo isso sem o apoio da tecnologia é uma aventura no escuro.

As soluções de TI existem para simplificar a rotina do pequeno empresário e liberá-lo para o que mais importa: a gestão do seu negócio. O controle de fluxo de caixa, por exemplo, com um software na nuvem já é possível controlá-lo sem precisar estar fisicamente no estabelecimento.

Também com a evolução da tecnologia, os empreendedores podem encontrar softwares de gestão financeira acessíveis e de acordo com o tamanho do negócio. Com um baixo investimento, é possível contar com uma solução que ofereça acuracidade e agilidade para auxiliar no controle financeiro.

Outro exemplo é a inteligência artificial, que já auxilia na hora de fazer uma precificação mais inteligente ou ainda dispositivos de Internet of Things (IoT), que aliados ao reconhecimento facial mapeiam o perfil do público que frequenta o estabelecimento. Em resumo, automatizando algumas tarefas, além do ganho em produtividade, o empreendedor tem insumos para pensar na estratégia do business e planejar o futuro.

É possível investir em inovação, sem impactar negativamente nas finanças. Porém, antes de adotar uma nova tecnologia, olhe para a sua operação e pense em todos os processos. Eles estão bem estruturados? Você tem um plano de negócios? Porque a inovação por si só, não faz milagre, mas amparada por uma estratégia organizacional, ela é capaz de conduzir a sua empresa para outro patamar.

A democratização da tecnologia é importante para ajudar as PMEs na sua jornada de transformação digital, mas também é parte do caminho para ajudá-las a ganharem escala, melhorar a sua eficiência operacional e assegurar a continuidade e o sucesso dos negócios.

Linx anuncia plataforma que automatiza as rotinas fiscais do varejo

A Linx, líder e especialista em tecnologia para o varejo, acaba de anunciar o lançamento do Linx Dome, plataforma criada para facilitar o dia a dia dos varejistas com obrigações fiscais e tributárias, bem como auxiliar na redução de tempo e custos com burocracia, além de evitar o pagamento de multas por descumprimento de prazos e outros motivos.

O sistema faz parte do portfólio da Linx Bridge, uma suíte de soluções para atender as necessidades do posto à loja de roupas, do varejo físico ao digital, do pequeno ao grande.

“A Linx Dome veio para descomplicar a gestão tributária do varejo. Com ela, o varejista e seu time de contabilidade terão acesso a um painel integrado pra acompanhar suas movimentações de notas de entrada, saída, calendário de obrigações fiscais e alertas pra não perder o prazo do Fisco”, conta Ricardo Pinho, diretor executivo da Linx Bridge. “Tudo isso foi pensado para que os clientes da Linx automatizem o controle das suas obrigações fiscais, mitigando riscos e mantendo uma governança fiscal e tributária mais eficiente”, complementa.

Entre as principais entregas do software estão auditoria fiscal e tributária, insights para correções tributárias, automação de notas fiscais, além de um calendário completo com a rotina das obrigações que devem ser seguidas pelo comércio.

Por trás da Linx Bridge

Com o objetivo de repaginar a área que cuidava das ofertas Cross na Linx, a empresa deu uma nova cara à estrutura e ao portfólio que compunham essa divisão. O Linx Dome e as soluções de mensageria compõem os produtos de tecnologia fiscal. Além disso, serviços de conectividade também fazem parte da Linx Bridge, que já está em pleno funcionamento e tem como objetivo garantir experiências fluídas nos processos e na loja, por meio de tecnologia inteligente.

Infobip anuncia Aurora Volarevic como Chief Audit Executive

A Infobip, uma das maiores provedoras de serviços de comunicação do mundo, anuncia Aurora Volarevic como sua Chief Audit Executive (auditora chefe). Aurora se reportará ao board da companhia e futuros investidores, com a responsabilidade de fortalecer a governança interna a medida que a Infobip se fortalece para oportunidades de crescimento no futuro.

Esse cargo requer que Aurora institue protocolos e boas práticas para garantir que a Infobip tenha transparência corporativa total, além de criar esse papel de auditoria global.

Com mais de 20 anos de experiência em auditoria e gerenciamento de risco, Aurora fez parte da equipe global da Deutsche Telekom e também liderou as auditorias internas, de controle e de risco das empresas Croatian Telekom Group e Montenegro Telekom. Também assumiu vários cargos de gestão na indústria financeira, incluindo a Sumitomo Mitsui Banking Corporation em Nova York, o grupo UniCredit e o Kentbank (grupo Suzer). Ela é formada em Engenharia pela Universidade de Zagreb, na Croácia, com mestrado em Auditoria pela mesma faculdade e uma certificação em Data Science pela Universidade de Harvard.

“A Infobip quer dobrar seu quadro de colaboradores nos próximos anos e expandir seu portfólio de alta tecnologia em cada canto do mundo”, afirma a executiva. “Estou feliz de fazer parte de uma equipe que apoia essa estratégia e quero implantar uma abordagem baseada em risco para melhorar os processos e o controle de uma empresa que tem uma meta de crescimento ambiciosa”.

“A Aurora tem uma trajetória profissional de sucesso, que inclui vários projetos de auditoria, de administração e de detecção de fraudes complexos e globais em empresas de finanças e TI. Ela tem as habilidades e a experiência para levar a Infobip para outro patamar”, conclui Silvio Kutic, CEO da Infobip.

Mercado Pago reforça liderança com novas diretoras

O Mercado Pago, fintech do Mercado Livre, anuncia a chegada das diretoras Heloisa Ifanger e Elaine Shimoda, que se unem à Daniel Davanço, diretor de pagamentos on-line, Gabriela Szprinc, diretora de Point, e Rodrigo Furiato, diretor de carteira digital, para expandir os negócios nas frentes de conta digital, pagamentos e serviços financeiros com foco em consumidores e vendedores:

Heloísa Ifanger irá liderar a Diretoria de Conta Digital e Cartões. Com 15 anos de experiência no setor de serviços financeiros, Heloísa acumula passagens por diversas empresas do segmento, como Via Varejo, liderando a construção do banco digital banQi, e os bancos Real e Santander. Entre seus desafios está a missão de fomentar uso da Conta Mercado Pago e ampliar a prateleira de produtos e serviços, contribuindo para democratização do acesso ao dinheiro e à inclusão financeira. Heloísa Ifanger é formada em Administração e possui MBA pela Kellogg School of Management.

Elaine Shimoda, como Diretora de Operações, irá liderar o desenvolvimento de novas soluções e melhorias para a operação do Mercado Pago no País. Entre seus desafios está a condução de projetos que envolvam inovações e aprimoramentos em pagamentos e maior escalabilidade e eficiência dos processos atuais. Com sólida experiência no setor de serviços financeiros e meios de pagamentos, Elaine acumula passagens pela Mastercard, Afiniti, McKinsey & Co., A.T. Kearney e Serasa Experian. Elaine Shimoda é formada em Administração pela Fundação Getúlio Vargas e possui MBA pela Universidade de Chicago – Booth School of Business.

Fórum das Américas promove Conferência Internacional Brasil-Estados Unidos em Miami

No dia 10 de março, a partir das 8h30, a cidade de Miami será palco da Conferência Internacional Brasil-Estados Unidos, que irá destacar um novo prisma das relações de parcerias e investimentos entre os dois países. O evento, realizado no InterContinental Hotel, é promovido pelo Fórum das Américas, idealizado pelo empresário Mario Garnero, e terá a participação do Presidente da República do Brasil, Jair Bolsonaro, na abertura.

Além do Presidente, a comitiva brasileira terá entre os presentes empresários, representantes do poder público e outras autoridades brasileiras e americanas. O evento terá como destaque no período da tarde painéis dedicados à discussão de temas ligados à tecnologia, economia e negócios na Amazônia.

Confira programação abaixo:

Conferência Internacional | InterContinental Miami | 10 de março de 2020

BRASIL-ESTADOS UNIDOS: UM NOVO PRISMA NAS RELAÇÕES DE PARCERIA E INVESTIMENTOS

08.30-09.30| Recepção e Credenciamento

09.45-09.55 | Palavras Inaugurais – Mario Garnero, Presidente, Fórum das Américas

09.55-10.15 | Abertura Oficial – Francis Suarez, Prefeito de Miami

10.15-10.30 | Palavras do Senhor Presidente – Jair Bolsonaro, Presidente do Brasil

10.30-11.00 | Inovação e Tecnologia: Alianças para a prosperidade

Paulo Alvim, Secretário de Empreendedorismo e Inovação, MCTIC

11.00-11.50 | Painel 1 – Oportunidades para Indústria e investimentos no Brasil

Robson Andrade, Presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI)

Neal Kaufman, Diretor Executivo do ThinkEquity/Fordham

Moderador: Antonio Primo, Sócio-Diretor, VC Capital

11.50-12.15 | Brasil-EUA: Perspectivas para o Mercado Financeiro e Comércio Internacional

Marcos Troyjo, Secretário Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais/ Min. da Economia

12.15-13.45 | Almoço

13.45-14.15 | A Amazônia Legal e seus Aspectos Institucionais Multinacionais

Senador Nelsinho Trad, Presidente da Comissão de Relações Exteriores, Senado Federal

14.15-14.45 | A Farmácia Amazônica

Senador Ogari de Castro Pacheco

14.45-15.30 | Painel 2 – Transformação Digital Bancária no Brasil: perspectivas e desafios

Pat Carroll, CEO e Chairman, ValidSoft

Heloisa Duarte, CEO, Technetium Brasil

Moderador: Joxel Garcia, CEO, Ambitna

15.30-16.00 | Saúde Pública: Cooperação Internacional, Inovações e Tecnologias – TBC

Luiz Henrique Mandetta, Ministro da Saúde do Brasil

16.00 | Encerramento

10 sinais de mentira no trabalho

Existem alguns sinais normalmente praticados por quem está prestes a contar uma mentira, escondendo alguma informação ou não tem certeza do que está falando. “O contexto da conversa é muito importante para avaliar o comportamento do interlocutor. Muitas expressões corporais podem sugerir que o discurso é mentiroso, mas principalmente se for uma reunião estratégica com muita coisa em jogo, ou um feedback não tão positivo assim”, explica Mário da Silva Júnior, diretor do IPRC, Instituto de Pesquisa do Risco Comportamental. Confira abaixo os dez sinais de que alguém pode estar mentindo.

1) Cabeça apoiada na mão

Isso pode significar desinteresse com o assunto, mas por muito tempo, pode simbolizar que o tema da conversa está deixando a cabeça “pesada” e por isso ela precisa do suporte da mão.

2)Acenar negativamente de forma frenética

Durante a reunião de área, você percebe que tem alguém acenando negativamente a cabeça, de maneira rápida e repetitiva. Isso indica ansiedade, como se a pessoa quisesse se livrar logo do papo ou reafirmar a veracidade do discurso com um aceno frenético de cabeça.

3) Mão tapando a boca

Quando em uma conversa, um dos interlocutores fica com a mão tapando a boca, saiba que trata-se de um gesto de quem está tentando ganhar tempo para formular uma resposta. Também indica espanto, vergonha e apreensão,como se a mão fosse uma barreira para impedir a fuga da verdade.

4) Esfregar, tocar o pescoço, desafrouxar gravata

Justo o responsável por entregar os resultados do mês está esfregando ou tocando o pescoço e isso mostra que aquele trabalho é sensível e ele está se sentindo sufocado. Por isso, ele tenta se livrar da sensação, afrouxando a gravata ou desabotoando o colarinho.

5) Pernas inquietas

Aquela pessoa que não para de mexer as pernas após o início de uma determinada conversa mostra que o assunto lhe causou receio e estresse.

6) Rir em assunto ruim/sério

O seu núcleo foi chamado para uma reunião de feedback negativo, mas um de seus colegas não consegue parar de sorrir. Essa incongruência entre expressão e assunto mostra que algo está errado.

7) Repetição do “não, não, não” na resposta ou “nunca”

Para sustentar um discurso mentiroso, o interlocutor acaba repetindo muitas vezes seguidas a palavra “não” ao invés de resposta simples e objetiva. Ele está manifestando verbalmente a sua ansiedade. Essa é uma espécie de “muleta” para segurar um discurso inverossímil até para si mesmo.

8) Aumento do volume da voz

O seu colega de núcleo está numa ligação e, de repente, aumenta o volume de voz. Esse é um sinal comum a quem está precisando de atenção, é controlador, competitivo, hostil e socialmente inconsciente. É a insegurança em estado bruto.

9) Choro frenético

Se tudo que é necessário são dados para fechar um relatório e a pessoa responsável começa a chorar freneticamente, isso mostra a sua insatisfação dela com a conversa e uma busca por perdão a todo custo.

10) Fala excessivamente rápida

Durante o almoço, a conversa segue um determinado ritmo. Mas quando a pergunta passa para o andamento de uma concorrência a fala do interlocutor muda repentinamente e vira um rápido fluxo de consciência. Isso demonstra que ele quer se livrar o mais rápido possível do assunto.

Igualdade salarial entre homens e mulheres é questão de decisão – simples assim!

Por Paula Paschoal, diretora geral do PayPal Brasil

No caso do PayPal, bastou que nosso CEO, Dan Schulman, resolvesse acabar com a diferença salarial entre eles e elas. Corria o ano de 2016. Numa reunião com o board as coisas simplesmente aconteceram. “Done”. Este é um tema particularmente caro para nós, porque, desde 2015, quando nos tornamos uma empresa independente, isso nos permitiu criar uma estrutura de interesses coletivos e políticas internas.

E um dos itens dessa estrutura era que homens e mulheres que ocupam cargos similares deveriam receber o mesmo salário. Simples assim!

Em minhas palestras pelo Brasil, sempre que tenho oportunidade (e também quando não tenho), gosto de falar sobre o tema. Porque precisamos investir mais tempo e dedicação a essa questão, que não poderia – ainda – ser polêmica. O estágio da desigualdade salarial em muitas empresas nacionais e globais, nas quais homens recebem até 30% a mais do que mulheres na mesma posição hierárquica, é inexplicável e indefensável.

É questão, pura e simples, de se fazer justiça. Levando-se em consideração que as mulheres são maioria em cursos de graduação, mestrado e doutorado desde o começo desta década (de acordo com dados recentes do Capes), creio que podemos cobrar, já na próxima década, no mínimo a equidade.

As mulheres estão cada vez mais preparadas, intelectual e emocionalmente, para alcançar o sucesso pessoal e profissional – trata-se de um fato. Então, por que continuam a receber menos?

Nem vou citar a capacidade multifuncional das mulheres ou a sensibilidade feminina, o que não significa que estou negando as duas qualidades, muito pelo contrário. Só não acho que é preciso enaltecer características inatas para provar que merecemos tratamento igual em qualquer lugar e em qualquer ocasião.

Não somos melhores do que ninguém e não deve ser esse o objeto da discussão. O que queremos é, apenas, respeito pela verdade dos fatos, pela verdade que estamos escrevendo há décadas.

Sei bem o quanto nos custa, como mulheres, cada conquista. E também o quanto ainda temos para conquistar, apenas para nos equipararmos em direitos aos homens. De nossa parte, o que precisamos mudar (aliás, isso já deveria ter acontecido) é a consciência da própria mulher, consciência de que pode ser o que quiser, escolher o próprio caminho, ser feliz consigo mesma. Esse talvez seja o maior desafio, porque estamos lidando com a autoestima, tão minada através dos séculos.

Esse é mais um motivo pelo qual me dedico, diariamente, à causa. Porque, ao analisar minha experiência pessoal, notei a falta de incentivo às mulheres interessadas em seguir carreira executiva por causa do mito do inalcançável equilíbrio entre vida pessoal feliz e trajetória profissional de sucesso. E, infelizmente, ainda faltam exemplos de casos bem-sucedidos mostrando o chamado “caminho das pedras” para elas.

O atual cenário me comove também por um outro motivo: empresas com mulheres em cargos de liderança têm resultados melhores, inclusive na rentabilidade. Essa é a conclusão de um relatório chamado Women in Business and Management: The Business Case for Change, divulgado no ano passado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), órgão da ONU. De acordo com a pesquisa, quanto maior o número de mulheres, sobretudo em posições de chefia, melhores são os resultados de uma organização.

Para chegar a essa conclusão, o relatório analisou mais de 70 mil empresas em 13 países. Entrevistados relataram ganhos em produtividade, rentabilidade, criatividade e inovação em equipes com maior diversidade de gênero. Além disso, 57% dos pesquisados disseram perceber melhorias na reputação, ou seja, na imagem pública da empresa.

A lição que se pode tirar de tudo isso? Invistam nas mulheres. É um autêntico ganha-ganha para todos.

Um feliz Mês da Mulher!

Consumo consciente tem sido regra em casas pelo Brasil

A preocupação com o consumo consciente já faz parte da rotina dos brasileiros. Esse é o resultado de uma pesquisa realizada pelo Imovelweb, um dos maiores portais imobiliários do País. O estudo questionou a existência de regras nas casas dos consumidores e quais são as normas estabelecidas.

Entre os entrevistados, 91% afirmam seguir algumas regras em suas residências. Desses, 10% moram sozinhos, 36% vivem com um/a companheiro/a e 54% moram com sua família ou em um grupo de pessoas. Dos que não possuem normas (9%), a maioria mora em grupo ou acompanhado (84%) e, apenas, 16% vive sozinho.

A regra mais comum em todos os grupos é apagar as luzes ao sair de um cômodo. Ela prevalece em lares de quem mora sozinho (86,05%), casais (91,56%) ou grupo de pessoas (92,27%). A segunda norma mais adotada é “colocar lâmpadas que gastam menos energia”. Finalizando o ranking, “acumular roupa suja para encher a máquina de lavar” é apontada como a terceira regra mais comum nos lares brasileiros.

Outro destaque do estudo foi a preocupação de muitas famílias em separar os materiais recicláveis, seja morando sozinho (59,3%), em casal (48,25%) ou em grupo (47,21%). Assim como a escolha de eletrodomésticos que gastem menos energia, com índices de preferências em 56,98%, 48,05% e 53%, respectivamente. Além disso, a preferência por produtos ecofriendly também foi apontada por muitos, junto com a questão de monitorar as contas básicas, para verificar e identificar aumentos nos gastos.

Dos entrevistados, 26% são da faixa etária de 20 a 30 anos, 29% têm entre 31 e 40, 22% possui de 41 a 50, e os outros 23% são maiores de 50 anos. A maioria vive em São Paulo (48%), seguido de Rio de Janeiro e Minas Gerais, ambos com 10%, e Paraná (9%), enquanto os demais estão espalhados pelo Brasil

Mulheres no poder: pesquisa da KPMG destaca opinião de executivas líderes sobre economia, negócios, mercado, inovação e transformação digital

A maioria absoluta das mulheres executivas em cargos de liderança (99% das brasileiras e 96% das estrangeiras) afirmam que, nos próximos três anos, será necessário melhorar processos de inovação nas empresas em que atuam. Além disso, para 80% das brasileiras e 71% das demais executivas, os avanços tecnológicos são uma oportunidade e não uma ameaça. No Brasil, 71% delas afirmam que as empresas em que trabalham têm estruturas de gestão que amparam os processos de inovação. No restante do mundo, 69% apontaram o mesmo.

Essas são algumas das conclusões da pesquisa “Visão Global das Líderes Femininas” (Global Female Leaders Outlook, em inglês), conduzida pela KPMG. O conteúdo foi produzido a partir de entrevistas realizadas com 1.124 executivas de 16 países, sendo 82 brasileiras.

As líderes brasileiras e estrangeiras também estão causando disrupção em seus mercados, com 73% das brasileiras acreditando que o crescimento das suas organizações estará na capacidade de causarem disrupção nos negócios. Outro dado relevante é que 55% das brasileiras entrevistadas declararam que suas empresas estão mudando de maneira ativa seu segmento e não esperando a disrupção causada pela concorrência.

“A análise comparativa entre a amostra de entrevistadas brasileiras e a de outros países favorece a interpretação de tendências, comportamentos e transformações que estão impactando empresas de todos os setores. Os dados evidenciam que o mundo corporativo está mudando, mas as mulheres ainda batalham para equilibrar diversos elementos de suas realidades na vida profissional e pessoal”, afirma Patricia Molino, sócia de Cultura e Change Management, bem como Líder do Comitê de Inclusão e Diversidade da KPMG no Brasil.

O conteúdo da KPMG também abordou o otimismo das entrevistadas em relação à economia mundial nos próximos três anos, tendo 51% das brasileiras confiantes no crescimento contra 37% no restante do mundo. Sobre a expansão da economia nacional, 49% das brasileiras estão confiantes, um pouco mais que a proporção do grupo global, que atingiu 44%.

De maneira geral, as mulheres estão confiantes quanto ao crescimento das empresas em que atuam e, especificamente, em relação à expansão dos negócios, mais da metade aposta no crescimento orgânico, seguido por alternativas de alianças estratégicas com terceiros e por fusões e aquisições.

“Aspectos sobre economia, negócios, mercado, diferença salarial, preconceito e até assédio são elementos presentes na realidade das mulheres executivas. Diversos estudos têm revelado que a participação feminina em cargos de gestão cresce a cada ano, mas há ainda uma série de interrogações sobre a questão de gênero no universo profissional”, afirma Estela Zanata, sócia-diretora da KPMG no Brasil.

As entrevistadas também foram questionadas sobre liderança e ambiente de trabalho: 50% das brasileiras e 57% das estrangeiras definem seu estilo como estratégico; 23% das brasileiras e 18% do grupo internacional definem seu estilo como democrático; 16% das lideranças nacionais e 20% das estrangeiras optaram pelo estilo ágil, focado em projetos.

Ainda nesse assunto, as mulheres acreditam que uma atmosfera de trabalho positiva tem o poder de aumentar a satisfação dos funcionários. Elas também querem mais possibilidades de equilibrar vida e trabalho, por exemplo, com jornadas mais flexíveis.

A questão da resiliência também foi abordada nas entrevistas. Para mais de 80% das entrevistadas, a empresa resiliente é capaz de se adaptar rapidamente às mudanças no ambiente de negócios.

Em relação aos desafios e às habilidades em tecnologia, a Inteligência Artificial (IA) ainda é considerada emergente na maioria das empresas, com 41% das brasileiras e 37% do outro grupo afirmando que não implementaram recurso do gênero. Sobre o papel estratégico da segurança da informação, 66% das brasileiras e 70% das estrangeiras destacam que cuidar desse aspecto é uma vantagem competitiva.

Dentre as estratégias tecnológicas para buscar o crescimento, as mulheres defenderam produtos e serviços disponíveis em plataformas digitais. Além disso, para que as empresas estejam preparadas para o futuro, destacaram a relevância da modernização da força de trabalho.

As entrevistadas também foram questionadas sobre questões de gênero. Sobre esse item, 57% das brasileiras e 56% das demais já presenciaram o uso de estereótipos e julgamentos enviesados. As ocorrências são relacionadas a comportamentos gerais, qualificações, problemas de comunicação e assédio sexual.

A pesquisa revelou ainda que a equidade de gênero em postos de comando deve aumentar se depender do empenho das líderes. A maioria delas revelou que tiveram mais apoio de homens do que de mulheres em suas trajetórias profissionais. Mesmo assim, a cultura de apoio entre as mulheres parece estar se fortalecendo, especialmente no Brasil, uma vez que 30% das brasileiras e 19% das demais afirmaram que, no momento de passar o cargo a outra pessoa, escolherão uma mulher.

5G no Brasil: assunto urgente ou uma realidade ainda distante?

Por André Gatti

Em meados de 2019 havia grande expectativa de que o leilão de licenças das frequências para a tecnologia 5G seria realizado em março de 2020, mas o que ocorreu não foi exatamente isso. Somente no mês de fevereiro a Anatel submeteu a consulta pública a proposta de edital para o leilão do 5G. Com isso, a expectativa agora é que o leilão se dê no fim deste ano ou até mesmo em 2021.

Apesar desse cronograma mais demorado, parece haver consenso no mercado de que realmente existem alguns pontos importantes a ser resolvidos para que o leilão seja bem-sucedido.
Um deles, que parece ter sido endereçado no edital submetido a consulta pública pela Anatel, é a previsão de leilão de blocos regionalizados, reservando espectro para prestadores de pequeno porte (PPPs) e também para possíveis novos entrantes. Isso permitirá que a tecnologia 5G chegue mais rapidamente a regiões que não seriam atendidas inicialmente pelas grandes operadoras, as quais, naturalmente, devem focar investimentos iniciais nas áreas mais populosas e rentáveis.

Outro ponto que não está diretamente ligado ao leilão, mas tende a afetar o volume de investimentos das operadoras no 5G, é a possibilidade da migração do modelo de concessão para o modelo de autorização pelas operadoras de telefonia fixa, pois isso pode liberar investimentos em fibra, essenciais para a infraestrutura de transporte do 5G. Nesse ponto, foi aprovado em 2019 o PLC 79, que ainda precisa ser regulamentado, incluindo a definição de como serão calculados os valores dos bens reversíveis.

O edital da Anatel também trata de um tema polêmico ao citar que a “utilização da faixa de 3,5 GHz por sistemas móveis terrestres implica potencial interferência dos sinais de TV aberta e gratuita recebida por meio de sinais de satélites, fazendo-se necessária a adoção de medidas para seu tratamento”. A resolução dessa questão é essencial para a liberação de espectro para o leilão, mas existem divergências em relação ao número de domícilios que seriam afetados, qual a melhor estratégia para tratar o problema e os custos envolvidos.

A quantidade de domicílios que utilizam a TV aberta por satélite varia entre regiões (áreas com menor cobertura da TV aberta dependem mais do satélite), não existem controles por parte das emissoras de TV ou do Estado sobre quem utiliza antenas parabólicas para recepção dos canais via satélite (as antenas são compradas livremente no mercado) e existem domícilios que também têm o sinal de TV via DTH (ou seja, TV paga via satélite). Por isso a dificuldade de calcular a quantidade de domicílios que seriam realmente afetados, embora estimativas mais recentes apontem para cerca de 3 milhões.

Quanto à solução a ser adotada, foram feitos progressos importantes em testes recentes e se constatou a possibilidade da utilização de filtros para mitigar as interferências do 5G na TV aberta por satélite, evitando a necessidade de migração do sinal de TV para outra banda de satélite, a banda Ku, o que significaria a necessidade de um equipamento novo para os usuários da TV aberta via satélite. De qualquer forma, o edital prevê que os custos para solução desse problema sejam pagos pelas empresas vencedoras do leilão do 5G.

As operadoras também aguardam com grande expectativa uma definição sobre a legislação para instalação de antenas, que, atualmente, é de responsabilidade dos municípios e vista como uma grande barreira para o 5G, que exigirá um número muito maior de antenas do que o utilizado pelas tecnologias atuais. Uma alternativa em análise é a do silêncio positivo, que nada mais é do que, na ausência de resposta para uma solicitação de licenciamento de antena, as operadoras poderiam iniciar a instalação em caráter provisório. Também se discute a necessidade de licenças para pequenas antenas, que podem ter papel importante no 5G.

Além de todas essas questões, as operadoras ainda tentam influenciar o governo para que o leilão não tenha caráter arrecadatório, onerando o valor das licenças, mas exista um foco maior em contrapartidas de investimentos e de cobertura por parte dos vencedores.

Por todos esses fatores, o leilão vai demorar mais do que o previsto para ser realizado. As operadoras também já declararam publicamente que não pretendem fazer uma corrida por causa do 5G, e, em anúncios recentes de algumas operadoras sobre o plano de investimentos, não foram indicadas variações significativas para 2020 por causa do 5G.

A pergunta que fica é: o que as operadoras devem fazer para se preparar para quando esse momento chegar?
Apesar de ainda não existirem modelos de negócio muito claros para monetização do 5G, é fato que essa tecnologia permitirá a criação de aplicações com os mais diversos requisitos de conectividade, incluindo velocidade e latência, e também será o viabilizador para o IoT. O conceito de network slicing (fatiamento de rede) também permitirá a priorização de serviços na rede, de acordo com a característica de cada serviço. Mesmo sabendo que, inicialmente, o 5G deve atender a demandas específicas de algumas indústrias, todas as operadoras já têm feito testes relacionados ao 5G.

Além dos testes tecnológicos, é essencial que as operadoras utilizem esse tempo para planejar modelos de negócio que possam monetizar seus investimentos. Aquelas que deixarem para avaliar o potencial da tecnologia somente após a aquisição de licenças certamente estarão atrasadas em relação a suas concorrentes. O momento é de avaliar as novas possibilidades de serviços e parcerias que serão viabilizados com o 5G.

Finalmente, as operadoras precisam também planejar os impactos que o 5G trará para seu ambiente de TI, pois o time-to-market será importante para recuperar investimentos que não devem ser baixos.

André Gatti, diretor de Telecomunicações, Mídia e Tecnologia da Cognizant no Brasil

Shoppings iniciam ano com alta de 9,1% nas vendas

O mês de janeiro registrou alta de 9,1% nas vendas dos shoppings, de acordo com o Índice Cielo de Varejo em Shopping Centers (ICVS-Abrasce). O resultado demonstra uma melhora na comparação com o mesmo período do ano anterior, com um acréscimo de 2 pontos percentuais, já que em janeiro de 2019 a alta havia sido de 7,1%. O desempenho dos shoppings também ficou acima das vendas das lojas de rua, que tiveram um aumento de 6,6%.

“Nosso setor começa 2020 com uma ótima performance. Estimamos que o crescimento no ano será de 7% e os resultados de janeiro reforçam nossas expectativas. O crescimento das vendas, a redução da inflação, após forte aceleração no final do ano passado, em função do aumento do preço da carne, aliado ao aumento no fluxo de visitantes nos shoppings são sinais muito positivos para o começo do ano”, afirma Glauco Humai, presidente da Abrasce.

As regiões que mais se destacaram no mês, com crescimento das vendas acima da média nacional, foram o Norte, o Nordeste e o Centro-Oeste, com índices de 13,3%, 12,2% e 9,7%, respectivamente. As demais regiões também tiveram uma performance positiva: Sudeste, com 9,0%, e Sul, com 4,4%.

O ticket médio em lojas de shopping também teve destaque positivo, fechando em R﹩ 94,20, valor 27% maior do que o desempenho das lojas de rua, que fecharam o mês em R﹩ 73,80.

Fluxo de visitantes

Segundo o Iflux, indicador que mede o fluxo de visitantes em shoppings centers no Brasil, janeiro registrou crescimento de 2,6% em comparação ao mesmo período de 2019, o que reforça o quadro positivo em janeiro.

Telefónica reforça investimento em venture capital com parceria da Redpoint eventures no Brasil

A Telefónica reposiciona sua estratégia de investimento em fundos de venture capital e anuncia novos aportes em mercados-chave para a companhia: Espanha, Estados Unidos, no Vale do Silício (Alter Venture Partners), Israel (Vintage Investment Partners) e Brasil. No país, o investimento será realizado no fundo da Redpoint eventures, gestora de venture capital que investe em startups de tecnologia na América Latina.

O objetivo é investir em empresas que gerem mais retorno e impacto para o grupo de telefonia, seja com tecnologias inovadoras para aumento de receita com novos produtos ou para melhorar a eficiência interna, como um fornecedor.

Os investimentos em fundos são feitos por meio do Telefónica Innovation Ventures, veículo de corporate venture capital da Telefónica que também investe diretamente em startups. Os aportes diretos acontecem desde 2007 e o portfólio atual possui 10 startups dos EUA, Espanha, Canadá, Israel e França. Já as parcerias com gestoras de fundos são desde 2012 e acumulam mais de 80 startups investidas em 12 fundos, incluindo dois da InvestTech no Brasil.

“A nova estratégia é uma evolução da primeira geração de fundos, Amérigo (2012-2018), cujo objetivo era fomentar os ecossistemas de inovação da Espanha e América Latina. Agora, o foco principal é dar suporte às principais áreas da operadora”, explica Guenia Gawendo, diretora global do Telefónica Innovation Ventures.

De acordo com a executiva, as gestoras parceiras trabalharão junto com equipes locais da operadora e/ou da Wayra, hub de inovação aberta do grupo Telefónica, para buscar e integrar startups que façam sentido na cadeia de valor da companhia. “As startups nos trazem tecnologia, novos produtos e serviços para nos diferenciar, além de contribuírem na agilidade de lançamentos ao mercado”, completa Guenia.

As áreas prioritárias são digital consumer, transformação digital, redes 5G e as próximas gerações, cibersegurança, nuvem, inteligência artificial, IoT, Blockchain, Fintech entre outras.

“Estamos animados com o fortalecimento de nossa parceria com a Telefónica/Vivo. Além do pioneirismo global da companhia em iniciativas de inovação e colaboração com o ecossistema de startups, a Telefónica é conhecida por ser referência, desde a época em que comecei a trabalhar no setor de venture capital há 17 anos. É um prazer e um privilégio tê-los como um de nossos investidores. Existe uma oportunidade enorme para explorarmos juntos”, afirma Anderson Thees, Managing Partner da Redpoint eventures.

Wayra Brasil dobra o ticket e investirá até R$ 1 milhão por startup
Como parte da estratégia global em open innovation da Telefónica, a Wayra dobra o valor dos aportes e passa a investir até R$ 1 milhão (250 mil euros) por startup. Os investimentos acontecem durante o ano todo, sem períodos específicos para inscrição, que pode ser feita a qualquer momento pelo site.

“Essa nova estratégia reforça o interesse da Telefónica em inovar com a colaboração externa e também o quanto acreditamos no potencial do ecossistema brasileiro. Trabalharemos ainda mais próximos da Redpoint para identificar as startups com grande potencial para fazer negócios com o grupo, além de oportunidades de coinvestimentos e investimentos em rodadas subsequentes”, comenta Renato Valente, diretor de inovação aberta da Telefónica e country manager da Wayra no Brasil.

A Wayra atua no ecossistema de empreendedorismo como um micro Corporate Venture Capital, ou seja, um fundo de investimento corporativo de capital semente. As áreas mais buscadas são de Data Analytics/Big Data, Inteligência Artificial, Cibersegurança, IoT, Realidade Virtual e Aumentada, além de fintechs, agtechs e edtechs.

Para conhecer todas as empresas do portfólio atual, acesse http://br-pt.wayra.com/startups.

Gofind é selecionada para o Scale-up Endeavor, em SC

A Gofind está entre as selecionadas para o Scale-Up Endeavor, importante programa de aceleração, realizado pela maior organização de apoio a empreendedores de alto impacto do mundo, que pela primeira vez terá uma turma em Santa Catarina. Durante cinco meses, a startup de Joinville irá participar de workshops e mentorias especializadas, com o objetivo de melhorar a capacidade de gestão e liderança da empresa, para ajudá-la a se tornar ainda mais competitiva.

Ao todo serão dez startups catarinenses, selecionadas pelo alto potencial de crescimento, diferenciais competitivos claros e um modelo de negócios comprovado pelo mercado, que terão a oportunidade de discutir e aprimorar questões como contratação de lideranças, acesso a capital e estratégia. Serão realizados workshops com foco nas dores do negócio, a partir das metodologias da Endeavor. Cada startup terá o acompanhamento de um mentor e padrinho e os empreendedores terão acesso ao Day1 e ao Scale-Up Summit, maiores eventos do país para empresas de alto crescimento.

“O ano de 2020 tem tudo para ser ainda mais positivo para a Gofind. Já passamos por outras acelerações e entendemos o quanto esse processo é enriquecedor para o nosso negócio. As empresas que participam do programa estão no momento certo para escalar e colocar em prática os conselhos dos mentores para crescer mais e de forma acelerada”, avalia Fernando Farias, CEO da Gofind.

Como se preparar para as profissões do futuro?

Com as mudanças significativas do mercado de trabalho e a tecnologia influenciando cada vez mais o ambiente corporativo, muito tem se falado sobre a transformação das carreiras, influenciada principalmente pela tecnologia. Por isso, é essencial que os profissionais continuem se atualizando e focando em desenvolver novas capacidades, que vão além das habilidades cognitivas.

Pensando nisso, a HSM University elencou as principais características de cada área e como os profissionais devem se preparar para o futuro.

• Gestor de inovação

A principal função desse profissional é empreender dentro do ambiente corporativo, usando suas ideias inovadoras para garantir resultados melhores para o negócio. Quem se forma nessa área também está apto para fazer não apenas uma gestão de pessoas, mas também uma gestão emocional dos liderados. Esse profissional terá uma média salarial de R﹩ 16 mil.

• Cientista de dados

Empresas data driven são o futuro do mercado de trabalho. O uso massivo de redes sociais e de outras ferramentas da internet, como as próprias buscas no Google, tem proporcionado um grande volume de dados para os negócios. Diante desse cenário, é necessário incorporar profissionais que saibam transformar essas informações em insights decisivos para as organizações. Como consequência, é possível otimizar os serviços e produtos para que atendam melhor às necessidades dos consumidores. A remuneração média dos cientistas de dados é de R﹩ 7 mil.

• Advogado de proteção de dados

Além dos cientistas de dados, as empresas vão precisar também de advogados que lidem com a proteção dessas informações. Muito dessa nova forma de enxergar os dados de internet se dá graças à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que entra em vigor em agosto de 2020. Existem companhias que pagam até R﹩ 50 mil para advogados de proteção de dados.

• Perito forense virtual

Ainda que a internet seja um espaço de prosperidade tanto para negócios quanto para profissionais, ainda existem alguns desafios a serem contornados. Um deles consiste em crimes cibernéticos, fraudes, espionagens, invasões a servidores ou máquinas e assim por diante. Enquanto os desenvolvedores buscam maneiras de proteger esses sistemas, o perito forense digital vai em busca de respostas.

Esse profissional, que deve ter inglês fluente e muito conhecimento tecnológico, pode receber até R﹩ 20 mil por mês. Reconhecer padrões e ter persistência são competências presentes no perfil do perito forense, cuja função é rastrear minuciosamente as ocorrências citadas acima.

“Independentemente da área escolhida o mais importante é que os profissionais estejam abertos às mudanças em um cenário disruptivo, entendendo o timing das transformações combinado ao autoconhecimento e a constante reciclagem educacional”, finaliza Paulo Lira, coordenador e supervisor acadêmico da HSM University.