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Para Moro, Justiça pode ordenar que empresa estrangeira forneça dados

Por Agência Brasil

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, defendeu hoje (10), em audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF), que os juízes brasileiros têm o poder de ordenar que empresas de internet com sede no exterior, mas que tenham filiais no Brasil, forneçam dados para auxiliar em investigações criminais.

“Não vejo nenhuma razão para que as cortes brasileiras abdiquem de sua soberania, de sua jurisdição sobre crimes praticados no Brasil, e de um instrumento que tem funcionado no Brasil relativamente bem”, disse Moro, em referência ao artigo 11 do Marco Civil da Internet, que prevê a aplicação da legislação brasileira quando a empresa possuir filial no país ou ofereça seus serviços ao público brasileiro.

O tema é discutido nesta segunda-feira (10) em uma audiência pública convocada pelo ministro do STF Gilmar Mendes, que é relator de uma ação declaratória de constitucionalidade (ADC) sobre o controle de dados na internet.

Na ação, a Federação das Associações das Empresas de Tecnologia da Informação (Assespro – Nacional), que representa interesses de filiais brasileiras de empresas como Facebook, busca que seja considerado constitucional o tratado de assistência jurídica mútua (MLAT, na sigla em inglês) entre o Brasil e os Estados Unidos. O acordo prevê uma série de trâmites para a requisição de informações entre os dois países.

Para a Assespro, a Justiça brasileira não poderia requisitar dados que se encontram nos EUA diretamente a filiais de empresas norte-americanas no Brasil, mas somente por intermédio dos procedimentos previstos no MLAT, caso contrário o tratado estaria sendo descumprido.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública, porém, alega que o MLAT é apenas um dos caminhos para a obtenção dos dados, sendo outro, por exemplo, o artigo 11 do Marco Civil da Internet, por meio do qual juízes têm determinado o fornecimento dos dados diretamente às filiais de provedoras de serviços de internet.

“Não há desrespeito algum do tratado”, afirmou Moro ao defender a solicitação direta dos dados às empresas. Ele destacou que nenhum representante dos EUA reclamou sobre o descumprimento do MLAT até o momento, sendo essa uma alegação das empresas interessadas.

Na visão de Moro, “o tratado foi feito para a facilitação da obtenção da prova, e não aqui para que ele seja invocado como instrumento dificultador da obtenção de qualquer espécie de cooperação ou de prova”. Também falaram a favor de que juízes possam solicitar os dados diretamente às empresas representantes do Ministério Público e da Polícia Federal.

“É inconcebível para uma investigação a obtenção de dados telemáticos em uma média de dez meses”, disse o delegado federal Isalino Giacomet Júnior, referindo-se ao tempo médio de resposta para requisição de dados via MLAT. Ele destacou ainda que 74% das solicitações não são atendidas, segundo registros do governo brasileiro.

Por outro lado, a defesa da Assespro, feita pelos ministros aposentados do Supremo Ayres Britto e Francisco Rezek, alegam não ser possível à Justiça requisitar dados que as filiais brasileiras sequer possuem, sendo a atitude inócua, além de descumprir o MLAT.

“Falam em alternativas ao MLAT. Alternativa seria essa atitude escoteira a absolutamente arbitrária de juízes que punem empresas brasileiras por não fornecerem dados de que elas não dispõem”, disse Rezek.

O assunto polêmico não tem previsão para ser julgado pelo Supremo. “A territorialidade dos dados representa um importante desafio à efetividade da aplicação da lei em uma perspectiva transnacional, que tem dado ensejo a batalhas judiciais entre provedores de acesso à internet e o poder Judiciário nacional”, destacou Gilmar Mendes durante a audiência.

A indefinição do tema dá espaço a decisões que levam, por exemplo, à interrupção de serviços de internet e a sanções contra executivos. Em 2016, um juiz da comarca de Lagarto, em Sergipe, chegou a determinar a prisão do vice-presidente do Facebook para a América Latina, após a empresa não ter fornecido dados para a produção de provas numa investigação criminal.

IBM X-Force: Roubo de credenciais e vulnerabilidades viraram armas contra empresas em 2019

A IBM (NYSE: IBM) Security lançou hoje o IBM X-Force Threat Intelligence Index 2020, destacando como as técnicas dos cibercriminosos evoluíram após décadas de acesso a dezenas de bilhões de registros corporativos e pessoais e centenas de milhares de falhas de software. De acordo com o relatório, 60% dos acessos iniciais nas redes das vítimas se aproveitaram de credenciais previamente roubadas ou vulnerabilidades conhecidas do software, permitindo que os invasores confiem menos em outras fraudes para obter acessos.

O X-Force Threat Intelligence Index da IBM destaca os fatores que contribuem para essa evolução, incluindo três principais vetores de ataque iniciais:

· O phishing foi um vetor de infecção inicial bem-sucedido em menos de um terço dos incidentes (31%), comparado à metade em 2018.
· A verificação e a exploração de vulnerabilidades resultaram em 30% dos incidentes observados, em comparação com apenas 8% em 2018. De fato, vulnerabilidades mais antigas e conhecidas no Microsoft Office e no Windows Server Message Block ainda estavam encontrando taxas alarmantes de exploração em 2019.
· O uso de credenciais previamente roubadas também está ganhando espaço como principal ponto de entrada em 29% das vezes nos incidentes observados. Apenas em 2019, o relatório aponta mais de 8,5 bilhões de registros foram comprometidos – resultando em um aumento de 200% nos dados expostos relatados ano após ano, aumentando o número de credenciais roubadas que os cibercriminosos estão utilizando como material de origem.

“A quantidade de registros expostos que estamos vendo hoje significa que os cibercriminosos estão colocando as mãos em mais chaves de nossas casas e empresas. Os invasores não precisarão investir tempo para criar maneiras sofisticadas para seus golpes; eles implantarão seus ataques simplesmente usando entidades conhecidas, como fazendo login com credenciais roubadas”, disse Wendi Whitmore, vice-presidente da IBM X-Force Threat Intelligence. “Medidas de proteção, como autenticação multifatorial e logon único (single sign-on), são importantes para a resiliência cibernética das organizações e a proteção e privacidade dos dados do usuário.”

A IBM X-Force conduziu sua análise com base em insights e observações a partir do monitoramento de 70 bilhões de eventos de segurança por dia, em mais de 130 países. Além disso, os dados são coletados e analisados de várias fontes, incluindo X-Force IRIS, X-Force Red, IBM Managed Security Services e informações de violação de dados divulgadas publicamente. A IBM X-Force também executa milhares de armadilhas de spam em todo o mundo e monitora dezenas de milhões de ataques de spam e phishing diariamente, enquanto analisa bilhões de páginas da web e imagens para detectar atividades fraudulentas e abuso de marca.

Alguns dos principais destaques do relatório incluem:

· Configuração – A análise da IBM constatou que dos mais de 8,5 bilhões de registros violados em 2019, sete bilhões deles, ou mais de 85%, eram devidos a servidores em nuvem mal configurados e outros sistemas configurados incorretamente — um total desvio de 2018, quando esses registros representavam menos da metade do total de registros.

· Ransomware Bancário — Alguns dos trojans bancários mais ativos encontrados pelo reporte deste ano, como o TrickBot, foram observados como cada vez mais usados para preparar o cenário para ataques de ransomware completos. De fato, o novo código usado pelos trojans bancários e ransomware chegou ao topo das paradas quando comparados a outras variações de malwares discutidas no relatório.

· Phishing e a confiança em tecnologia — A pesquisa da IBM X-Force descobriu que marcas de tecnologia, mídias sociais e streaming de conteúdo compõem as “10 principais” marcas falsificadas que os cibercriminosos estão imitando nas tentativas de phishing. Essa mudança pode demonstrar a crescente confiança depositada nos fornecedores de tecnologia em relação às marcas financeiras e de varejo. As principais marcas usadas nos esquemas incluem Google, YouTube e Apple.

Ataques de Ransomware evoluem

O relatório revelou tendências mundiais nos ataques de ransomware, visando tanto o setor público como o privado. O estudo mostra um aumento significativo na atividade de ransomware em 2019, com a IBM X-Force trabalhando com sua equipe de resposta a incidentes em 13 diferentes indústrias no mundo, reafirmando que esses ataques são independentes do setor.

Enquanto mais de 100 entidades governamentais dos EUA foram impactadas por ataques de ransomware no último ano, a IBM X-Force também observou ataques significativos contra varejo, manufatura e transporte – que são conhecidos por manter um excedente de dados monetizáveis ou confiar em tecnologia desatualizada e, assim, aumentar sua vulnerabilidade. De fato, em 80% das tentativas de ransomware observadas, os invasores estavam explorando as vulnerabilidades do Windows Server Message Block, a mesma tática usada para propagar o WannaCry, um ataque que paralisou empresas em 150 países em 2017.

Com ataques de ransomware custando às organizações mais de US$ 7,5 bilhões em 2019, os fraudadores estão colhendo os frutos e não estão mostrando sinais de desaceleração em 2020. Em colaboração com a Intezer, o relatório da IBM afirma que um novo código de malware foi observado em 45% dos códigos de trojans bancários e 36% do código de ransomware. Isso sugere que, ao criar novos códigos, os invasores continuam investindo nos esforços para evitar a detecção.

Simultaneamente, a IBM X-Force observou uma grande relação entre ransomware e trojans bancários, sendo que este último foi utilizado para abrir a porta para ataques de ransomware direcionados e de alto risco, diversificando a maneira como o ransomware está sendo implementado. Por exemplo, o malware financeiro mais ativo de acordo com o relatório, TrickBot, é suspeito de implantar o Ryuk em redes corporativas, enquanto vários outros cavalos de troia bancários, como QakBot, GootKit e Dridex, também estão diversificando para variantes de ransomware.

Invasores se passam por empresas de tecnologia e mídia social em esquemas de phishing

À medida que os consumidores se tornam mais conscientes dos e-mails de phishing, as próprias táticas de phishing estão se tornando mais direcionadas. Em colaboração com a Quad9, a IBM observou uma tendência nas campanhas de phishing, em que os invasores estão personificando as marcas mais confiáveis para os consumidores com links tentadores – usando empresas de tecnologia, redes sociais e streaming – para induzir os usuários a clicar em links maliciosos em tentativas de phishing.

Quase 60% das 10 principais marcas falsificadas identificadas eram domínios do Google e YouTube, enquanto os domínios Apple (15%) e Amazon (12%) também foram falsificados por invasores que tentavam roubar dados monetizáveis dos usuários. A IBM X-Force avalia que essas marcas foram alvo principalmente devido aos dados monetizáveis que possuem.

Facebook, Instagram e Netflix também fizeram parte da lista das dez principais marcas falsificadas consideradas no relatório, mas com uma taxa de uso significativamente menor. Isso pode ser devido ao fato de que esses serviços normalmente não mantêm dados diretamente monetizáveis. Como os criminosos costumam apostar na reutilização de credenciais para obter acesso a contas com pagamentos mais lucrativos, a IBM X-Force sugere que a reutilização frequente de senhas é o que potencialmente fez com que essas marcas fossem alvo. De fato, o Estudo Futuro da Identidade da IBM descobriu que 41% dos millennials pesquisados reutilizam a mesma senha várias vezes, enquanto a Geração Z tem uma média de uso de apenas cinco senhas, indicando uma taxa de reutilização mais alta.

Discernir domínios falsificados pode ser extremamente difícil, e é exatamente nisso que os atacantes apostam. Com quase 10 bilhões de contas combinadas [1], as 10 principais marcas falsificadas listadas no relatório oferecem aos atacantes um amplo conjunto de alvos, aumentando a probabilidade de um usuário inocente clicar em um link aparentemente inocente de uma marca falsificada.

As principais conclusões adicionais do relatório incluem:

· Varejo volta a ganhar destaque como indústria foco: O varejo saltou para o segundo setor mais atacado no relatório de 2019, correndo lado a lado com serviços financeiros que permaneceram no topo pelo quarto ano consecutivo. Os ataques de Magecart estão entre os ataques mais importantes observados contra o varejo, impactando os 80 sites de comércio eletrônico relatados em 2019. Os cibercriminosos estão de olho nas informações pessoais dos consumidores, nos dados de cartões de crédito e até nas informações valiosas de programas de fidelidade. Os varejistas também foram vítimas de uma quantidade significativa de ataques de ransomware, com base em informações dos estudos de resposta a incidentes da IBM.

· Ataques de Sistemas de Controle Industrial (ICS) e Tecnologia Operacional (OT) em um nível histórico: Em 2019, os ataques às tecnologias operacionais aumentaram 2000% ano a ano, com mais incidentes na infraestrutura de ICS e OT do que nos três anos anteriores. A maioria dos ataques observados envolveu uma combinação de vulnerabilidades conhecidas no hardware do SCADA e ICS, bem como a pulverização de senha.

O relatório apresenta os dados coletados pela IBM em 2019 para fornecer informações detalhadas sobre o cenário global de ameaças e informar os profissionais de segurança sobre as ameaças mais relevantes para suas organizações. Para fazer o download de uma cópia do IBM X-Force Threat Index 2020, visite: http://ibm.biz/downloadxforcethreatindex

Inscreva-se no webinar do IBM X-Force Threat Intelligence Index 2020 na terça-feira, 18 de fevereiro de 2020 às 11:00 ET: http://ibm.biz/BdqExS

 

Pesquisa aponta motivações da nova geração no mercado de trabalho

O mercado vem passando por grandes transformações nos últimos anos e buscar uma vaga que incentive novos desafios está entre elas. Passar mais de 160 horas mensais em mesas isoladas e sem motivação, fazendo processos mecânicos e burocráticos para receber o tão almejado salário no início do mês ficou de vez no passado.

É o que aponta uma pesquisa realizada com mais de 4.500 colaboradores pela Concentrix, empresa líder global em soluções de customer experience. A análise, que abordou pontos como as condições de trabalho, os objetivos e as maiores inspirações dos respondentes no ambiente corporativo, pôde constatar que a nova geração está cada vez mais engajada em encontrar ambientes que fujam do tradicional e valorizem o cuidado com seus funcionários. A empresa tem sua maior parte composta por colaboradores em uma faixa etária inferior a 30 anos, sendo 30% deles em sua primeira experiência na área.

Os dados coletados pela Concentrix revelaram que 76% das pessoas buscam inspiração na forma de atuação do seu líder para dar o seu melhor e ainda apontam que o cuidado que a empresa tem com os seus colaboradores e a cultura vivenciada no dia a dia melhoram a rotina (31%), o que traz benefícios não só para funcionários, mas também para a empresa.

Melhores salários e benefícios (29%) também fizeram parte da pesquisa como pontos importantes a serem levados em consideração pelos gestores. Porém, o que mais chamou atenção foi a preocupação que os funcionários deram ao seu crescimento dentro da empresa. Metade (50%) investe em seu desenvolvimento profissional na Concentrix por acreditar que a companhia proporciona grandes possibilidades para uma carreira de sucesso.

A empresa concluiu que uma cultura organizacional forte aliada com as características da personalidade da nova geração, que se adapta as adversidades e aos desafios diários, traz por consequência um aumento de produtividade, tanto na performance individual quanto na coletiva, o que agrega diferencial no meio corporativo e também contribui para que a Concentrix tenha um dos menores índices de turn over do mercado de BPO brasileiro.

Liderança criativa: a vantagem competitiva que pode ser desenvolvida

Por Aloysio Ribeiro Neto

Nos últimos tempos, o conceito de liderança criativa tem sido amplamente difundido. Segundo um estudo da IBM, feito em 2012 com mais de 1500 CEOs, a criatividade é vista como a qualidade mais importante que um líder e companhia podem ter.

Mas o que é liderança criativa e por que as atenções estão se voltando a ela? Liderança criativa é a capacidade de propor soluções inovadoras, principalmente ao se deparar com situações complexas. Então, no contexto em que vivemos, construído a partir da transformação digital e ascensão de novas tecnologias, a necessidade de se trabalhar o potencial criativo das pessoas e corporações está em ultrapassar a complexidade trazida pelas demandas inovadoras, que são cada vez mais exigentes.

Na vanguarda: a capacidade de prever os pontos-chave da vantagem competitiva

A inovação é uma vantagem competitiva e está diretamente ligada à criatividade, estruturando as condições favoráveis para que esta entre em ação e formando os alicerces em atividades que nunca ninguém colocou em prática. Nesse âmbito, prever as tendências do que será ou não favorável ao mercado é muito poderoso e direciona as tomadas de decisões. Experiências e ideias entram aqui como o diferencial necessário para estar sempre na vanguarda.

Por mencionar o ato de estar constantemente um passo à frente, a criatividade consiste no desenvolvimento de repertórios, incentivando o investimento na quebra de paradigmas. Ações relacionadas à diversidade e inclusão, por exemplo, deixam os ambientes mais heterogêneos e contribuem genuinamente para mudar percepções de vida, impactando na maneira como as pessoas produzem, por se sentirem mais representadas e, consequentemente, mais motivadas e socialmente responsáveis. Além disso, a empatia que isso gera ajuda as pessoas a se comunicarem e se conectarem melhor.

Equipes criativas evoluem melhor

É importante termos líderes criativos, entretanto, ter uma equipe que pensa fora da caixa é ainda melhor. Propiciar ambientes em que exista a liberdade para experimentar traz mais resultados simplesmente por não sobrecarregar nenhuma área ou indivíduo. Precisamos ter líderes para orientar talentos e, com isso, cascatear as práticas, atingindo os objetivos propostos pelas estratégias de maneira mais assertiva.

No Brasil, o número de pessoas que se sobressaem por essas qualidades é baixíssimo e essa realidade tem de ser transformada. Aliás, a concentração de mentes que pensam forma disruptiva, grande parte por terem aprendido a usar a criatividade, precisa ser redistribuída mundialmente. Hoje, por exemplo, existem espaços como o Vale do Silício que acabam por concentrar as mentes “brilhantes”. E nas empresas, seria interessante trabalhar mais profundamente o intraempreendedorismo, ou seja, a mentalidade empreendedora dentro de seus próprios nichos e negócios, formando áreas autossuficientes que se conectam naturalmente como parte de um grande ecossistema.

Os desafios e oportunidades

Por que é tão difícil implementar tudo que foi discutido neste texto na realidade? É uma questão de disparidade entre a teoria e a prática. O mundo, as organizações e as pessoas estão mudando e isso implica numa transformação de mindset. Os novos cenários que a tecnologia e a automação trazem implicam em uma mudança de ritmo, por isso é necessário desenvolver a capacidade de adaptação frente às mudanças rápidas e frequentes de agora. Podemos dizer que o modo de pensar de um artista se assemelha a essa transformação: agir de maneira viva, curiosa, consciente e tendo disposição para experimentar muitas vezes, de forma rápida e inteligente para descobrir o que realmente funciona.

Há muitas questões em jogo e manter-se na disputa corporativa é, somente, a mais imediata. A criatividade nos dias de hoje já não é um diferencial, e sim uma questão de sobrevivência, somada às outras questões como agilidade, atenção às transformações e às demandas do mercado de maneira única.

O ponto aqui não é o surgimento de novas empresas, mas que as já existentes precisam estar em constante evolução para se adaptar e se desprender da crença de que o que as levou até aqui será uma receita para o crescimento futuro. É o momento de acordar, olhar o mundo de outra maneira, pensar e agir de maneira diferente, criativa e inovadora.

Aloysio Ribeiro Neto, diretor financeiro da GFT para a América Latina e co-fundador da Academia da Criatividade

Aceleradores ajudam a aumentar produtividade de testes automatizados mobile

Os dispositivos móveis, como celulares e tablets, são uma das principais tecnologias para fácil acesso ao mundo digital. Ao longo dos anos, esses aparelhos vêm evoluindo com tamanha força, tornando-se cada vez mais inteligentes, a ponto de deixarem de ser usados para seu propósito inicial de fazer chamadas de voz e se transformando em verdadeiras portas de ingresso em um mundo repleto de novidades, inovações e possibilidades.

Se levarmos em consideração a praticidade de uso e agilidade no acesso, não é de se surpreender que na casa dos brasileiros o celular é o equipamento mais utilizado para acessar a Internet (98,7% dos domicílios em que havia acesso à Internet). Atualmente, segundo levantamentos, há mais de 230 milhões de celulares ativos no Brasil, utilizados por mais de três horas por dia em média. Esta presença nos lares motivou as empresas a criarem uma série de aplicativos leves e de alta complexidade para fazer compras e vendas, efetuar transações bancárias, realizar diversos tipos de atividades pessoais e profissionais, que visam auxiliar as pessoas a otimizar seu tempo e ampliar a produtividade.

Agora imagine uma internet que seja até 50 vezes mais rápida do que a atual e que permita uma troca de dados entre dispositivos de forma mais eficiente? “Com a chegada do 5G, isto se tornará em breve uma realidade, na qual os smartphones tendem a ser cada vez mais modernos e rápidos, ampliando as possibilidades de uso de internet das coisas (IoT). Ou seja, abre-se um mar de novas possibilidades, entre as quais as aplicações moveis vão caminhar nessa expansão em prol de acompanhar os desenvolvimentos tecnológicos do mercado”, diz Wagner Kenji Sato, líder de Automatização de Testes da everis Brasil

Mas quando se fala em expansão do mercado de aplicações móveis, automaticamente é necessário pensar nos problemas que isso pode acarretar. Quem nunca se deparou com um erro ao tentar acessar sua conta bancária ou um encerramento inesperado de um sistema de transporte por aplicativo? Neste momento, a necessidade de implementação de testes mobile torna-se essencial para garantir um nível de qualidade que atenda ao mercado. Para minimizar esses riscos, o processo de desenvolvimento de software precisa andar de mãos dadas com as metodologias, técnicas e processos de garantia da qualidade.

Segundo Sato, por muito tempo, os testes funcionais de aplicações foram absorvidos pelos próprios desenvolvedores de software ou pelo time de negócios, que por conta de suas atividades principais, não tinham tempo e nem conhecimento para realizar uma validação adequada, o que resulta muitas vezes em falhas nos sistemas, aumentos de custos, vulnerabilidades de segurança e impactos negativos para o usuário final e, por consequência, para a reputação da empresa. “Diante deste cenário, o ideal seria que todo projeto de desenvolvimento de software, passasse por testes de funcionalidades e segurança, desde os mais simples, como os manuais, até os mais avançados testes automatizados e de performance, que dariam uma visão mais clara da maturidade da equipe envolvida e do próprio software”, explica Sato.

Com o aumento da demanda por “App’s” e a necessidade de testá-los para gerar um produto final de qualidade foram desenvolvidas várias metodologias, cujo objetivo é encontrar o máximo de falhas que existir nestas aplicações e garantir que o que foi desenvolvido está implementado de maneira correta. Testes Manuais são uma boa solução para a garantia da qualidade, porém tornam-se inviáveis quando são necessárias execução com uma alta frequência. Já os testes automatizados podem executar um conjunto de casos de testes mais rapidamente, diminuir o esforço repetitivo, além de ajudar a reduzir falhas humanas devido aos scripts atuarem de maneira padronizada.

Altas frequências de execução dos testes demandam uma necessidade de ter maior escalabilidade em um ambiente controlado. Para suprir essa necessidade de mercado, surgem os Device Farms, que ajudam na escalabilidade dos testes, sejam eles manuais ou automatizados, e que podem ser montados localmente ou via serviços pagos, que disponibilizam dispositivos móveis conectados à nuvem.

“Device Farms em nuvem são uma excelente opção para redução de custos com equipamentos reais, seja em aquisição de adicionais ou por depreciação, além de permitirem que os testes sejam realizados dentro de um ambiente com controle de versões dos sistemas operacionais, rede e energia. Outros benefícios são descartar a necessidade de dispositivos físicos em posse do time de testes e tornar o custo totalmente irrisório em função dos ganhos de produtividade e qualidade de entrega”, detalha o executivo da everis.

“Remover tarefas repetitivas com certeza é um dos principais propósitos dos testes automatizados. Imagine se além de reduzir esforço humano em execuções repetitivas, a empresa puder eliminar a dependência de compra de equipamentos e facilitar a integração de dispositivos móveis – com ferramentas de automatização capazes de acelerar o processo de criação de scripts e frameworks que reduzem drasticamente a quantidade de linhas de código”, complementa Sato.

Para se ter ideia, em prol de reduzir custos e centralizar as ferramentas mais atuais do mercado foram desenvolvidos frameworks, que adicionado aos códigos de testes automatizados minimizam o tempo de configuração das arquiteturas dos projetos e aceleram a produtividade em criação e manutenção de scripts. Quando implementado ao código, provê uma alta taxa de adaptabilidade, que possibilita realizar a inserção ou remoção de tecnologias ou ferramentas que sejam mais compatíveis com o projeto.

Dentro de todos esses benefícios proporcionados por frameworks, a everis desenvolveu o EFATHREE. Conforme imagem abaixo, o framework desenvolvido pela everis é capaz de proporcionar uma ótima experiência ao automatizador, com a qual o projeto terá uma liberdade maior de utilização de ferramentas e aceleração de resultados. Portanto, vincular a qualidade de software com aceleradores, como Device Farms e Frameworks, irão facilitar os processos e agregar mais valor aos projetos e consecutivamente ao usuário final. “Elevar a qualidade dos produtos digitais é fator imprescindível e a área de Qualidade de Software será fundamental e importante colaboradora para dar os próximos passos na evolução digital”, conclui Sato.

ABIMAPI e ABICAB realizam o 17º Congresso Internacional das Indústrias

O 17º Congresso Internacional das Indústrias acontecerá de 19 a 21 de março, em Florianópolis, Santa Catarina. O evento é promovido pela Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (ABIMAPI) em parceria com a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (ABICAB).

O Congresso reunirá mais de 300 participantes entre representantes de empresas nacionais e internacionais, fornecedores e parceiros com o principal objetivo de contribuir para o fortalecimento e crescimento das categorias de alimentos. Durante três dias, serão discutidos assuntos de interesse do setor como mercado, comportamento do consumidor, tendências e inovações de negócios.

A programação de abertura contará com a apresentação do economista, Ricardo Amorim, falando sobre as grandes tendências e transformações futuras da economia mundial e brasileira e as oportunidades e riscos que elas criam para o empreendedor.

De acordo com Cláudio Zanão, presidente executivo da ABIMAPI, trata-se de um evento internacional de alto nível que auxilia na integração e de networking para estabelecer novas parcerias e fortalecer contatos. “O intuito é agregar conhecimento, gerar ideias e soluções para alavancar negócios e contribuir para que a tomada de decisão dos executivos seja cada vez mais assertiva”, ressalta.

Em paralelo, ocorrerá uma exposição com 34 stands de fornecedores de equipamentos e insumos com as principais novidades do setor; e a terceira edição da Rodada Internacional de Negócios. Cerca de 10 compradores de diferentes países e 32 empresas brasileiras integrantes dos projetos setoriais Brazilian Biscuits, Pasta and Industrialized Breads & Cakes (da ABIMAPI) e Brasil Sweets & Snacks (da ABICAB), ambos realizados em parceria com a Apex-Brasil, já se inscreveram. “Esta integração é essencial para ganharmos vantagens competitivas com a promoção do setor e incremento das vendas em diferentes destinos mundiais”, explica Claudio Zanão. Na segunda edição, em 2018, a Rodada Internacional de Negócios promoveu 230 encontros e rendeu USD 5 milhões em exportações.

Para mais informações, acesse http://www.abimapi.com.br.

Operação Latam da Seal Telecom já representa 15% do faturamento bruto da empresa

A Seal Telecom, multinacional brasileira de tecnologia em engenharia, está colhendo os frutos do investimento da sua expansão para a América Latina. Em 2019, as operações nos seis países latino-americanos, exceto o Brasil, em que está presente, já representam cerca de 15% do faturamento da empresa como um todo. Para 2020, a companhia pretende dobrar o seu rendimento e aumentar em 40% o número de colaboradores nestes países.

Presente na Argentina, Chile, Colômbia, México e Peru, a empresa está há três anos em processo de internacionalização, mas foi em 2019, que intensificou os investimentos e trouxe Ignácio Lucero para o cargo de Vice-Presidente para a América Latina. Com a estratégia de dobrar o tamanho da operação e abrir novos mercados, a empresa alcançou seus objetivos neste ano. Além de iniciar a atuação no Peru, a Seal Telecom Latam cresceu 78% em mão de obra e dobrou seu faturamento em relação a 2018 e deixou de representar 5% no faturamento bruto da empresa para representar 15%.

Para 2020, além de dobrar novamente o faturamento e aumentar o número de colaboradores em 40%, a operação Latam pretende atingir 25% do faturamento total da Seal e dentro de cinco anos o objetivo é chegar a 60%.

“Com relação ao nosso posicionamento, 2019 foi um ano com muitos desafios. Fizemos um trabalho muito forte para consolidar a marca e estamos colhendo os frutos. Em 2020, continuaremos com os investimentos e a expansão. A ideia é que possamos oferecer todas as verticais e soluções oferecidas pela matriz no Brasil também nos países da América Latina, conseguindo isto, expandiremos exponencialmente”, conta Ignácio.

“Chegamos no Peru no final de 2019, queremos explorar este mercado, mas não paramos de analisar as oportunidades de crescimento. Outros países têm chamado a nossa atenção”, completa o executivo.

Empresas têm dificuldade em notar os benefícios de tecnologias emergentes

O uso de tecnologias emergentes dentro das empresas está crescendo em todo o mundo, mas muitos negócios ainda enfrentam dificuldade para aproveitar seus benefícios. É o que afirma a pesquisa Global CIO Survey 2019, realizada pela Logicalis, empresa global de soluções e serviços de tecnologia da informação e comunicação. O estudo, que entrevistou 888 CIOs de diversos países, mostra que 61% dos negócios já estão usando tecnologias de Internet das Coisas (IoT), mas apenas 9% deles estão percebendo as vantagens.

A pesquisa revela que as tecnologias de IoT estão cada vez mais populares nas organizações e seu uso cresceu 15% no último ano. Os resultados também revelam que as organizações utilizam essas tecnologias para melhorar diferentes processos de negócio, sendo os mais comuns a criação de novos produtos ou serviços (26%), aumentar a eficiência operacional (23%) e aprimorar produtos existentes (22%). Os dados mostram ainda que 41% das empresas também usam Inteligência Artificial (AI), o dobro do último estudo (19%).

Além disso, menos de um em cada dez (9%) dos entrevistados acredita que sua organização compreende com eficiência as vantagens das tecnologias de AI, enquanto 38% acredita que a organização não estão obtendo êxito. As áreas em que as empresas veem mais sucesso na aplicação das tecnologias de AI são marketing e vendas (24%), tecnologia da informação (28%), e segurança da informação e compliance (23%).

O CEO da Logicalis, Mark Rogers, afirma que “é ótimo ver tecnologias emergentes como AI e IoT ganhando tanta popularidade. Mas, apesar do crescimento no uso de AI, as empresas ainda estão inseguras sobre os benefícios dela para os negócios. Essas tecnologias têm potencial de diminuir as lacunas entre os dados de consumidores e insights práticos, gerando uma vantagem competitiva forte para as empresas que investem nelas. Por outro lado, as organizações que não abraçarem essas tecnologias e a transformação digital terão muita dificuldade para se manter competitivas no mundo moderno”.

“Contudo, os resultados mostram que as organizações ainda não estão preparadas para compreender e aproveitar totalmente os benefícios oferecidos por tais tecnologias. Navegar no complexo cenário delas pode ser desafiador para o CIO e difícil de gerenciar. O segredo está em desenvolver indicadores de desempenho que limitem o foco e incentivem a ampla participação da empresa. Contar com o apoio de terceiros também pode simplificar o processo de transformação digital e ajudar as organizações a aproveitarem ao máximo as mais modernas tecnologias”.

Startup de vestidos de noiva chama as próprias clientes para se tornarem sócias e levanta R$ 650 mil reais em investimento

Segundo o IBGE, há mais 1 milhão de casamentos por ano no Brasil e a indústria de casamentos movimenta cerca de 17 bilhões de reais por ano no país. A ABRAFESTA , Associação Brasileira de Eventos, estima que pelo menos R﹩ 1.2 bilhão sejam movimentados apenas em vestidos de noiva. Para se ter uma ideia, a associação estima que o mercado de casamentos movimente mais de R﹩ 5 bilhões só no estado de São Paulo.

Nem todo o casamento ou orçamento são iguais. Ainda é preciso levar em consideração que muitos casais não desejam que a celebração aconteça dentro dos ritos de uma religião ou em um grande salão. Continuam desejando se casar, mas não mais da forma tradicional. Muitos optam por fazer uma celebração na praia, no campo, em bistrôs ou até mesmo em casa.

As millennials consomem com mais consciência e não querem mais usar vestidos pomposos, desconfortáveis e não querem gastar todas as suas economias em uma única noite.

O Amor É Simples nasceu em 2014 com o objetivo de transformar a indústria de casamentos no Brasil , conhecida pelos preços altos e pela pouca inovação. Com a missão de oferecer uma nova opção de vestidos de noiva simples, lindos e com preços possíveis, as sócias Évelin Bordin, Janaína Pasin, Laís Ribeiro e Natália Pegoraro desenvolvem a marca, que vende via e-commerce, showroom em Porto Alegre – RS e lojas temporárias nas principais capitais brasileiras.

Para continuar sua escalada de crescimento, a startup decidiu concentrar os esforços em sua terceira rodada de investimento, via crowdfuding pela plataforma CapTable. Em apenas 15 dias, O Amor é Simples conseguiu levantar nada menos que R﹩ 650 mil com o aporte de mais de 253 diferentes investidores.

Como tudo começou

A ideia do negócio nasceu após Laís se casar em 2012 e passar pela angústia de encontrar um vestido para chamar de seu. Um ano depois, Natália, enfrentava o mesmo problema. As duas queriam comprar online, não encontraram boas opções e então se deram conta que a dificuldade de encontrar um vestido menos “convencional” poderia ser também a de outras mulheres.

Chamaram então as amigas Évelin e Janaína para compor o time de sócias e criaram uma marca diferente de tudo que o mercado tradicional de casamentos oferecia. Lançaram O Amor é Simples em agosto de 2014, com uma coleção de vestidos de noiva modernos e acessíveis. Depois de três anos trabalhando exclusivamente com e-commerce, vendendo para noivas de todo Brasil, O Amor É Simples lançou em março de 2018 um ponto físico: o showroom no bairro Rio Branco, em Porto Alegre. O sucesso de público fez as sócias notarem que poderiam também fazer lojas temporárias com seus mostruários em outras capitais. Foi assim que em 2018 elas viajaram o Brasil e, com essa estratégia omnichannel, chegaram a mais de R﹩ 1 milhão em vendas em 2019.

A startup já passou por duas outras rodadas de investimento, uma em 2016 pela Aceleradora Ventiur , e a outra pelo casal de investidores anjo Camila Costa e Renato Mendes, em 2017. Nesta última, transformaram os R﹩ 80.000 captados em R﹩ 1 milhão no ano seguinte.

Mulheres empreendedoras SIM!

Segundo um estudo da Anjos do Brasil de 2019, apenas 12% do total de investidores anjos no país são mulheres. Em 2017 eram ainda menos: 10% era a proporção de mulheres inseridas nesse tipo de investimento.

Outra pesquisa, a da Panorama Mulher , feita pela Talenses e o Insper, também mapeia a presença de mulheres no mercado de trabalho. O estudo reúne dados de 532 empresas de todos os tamanhos, e identificou que apenas 1% das empresas de capital aberto no Brasil tinham CEOs mulheres em 2019.

“Sempre participamos de eventos de inovação e muitas vezes nos olharam como as menininhas dos vestidinhos, além de sermos sempre exceção. Desejamos que mais mulheres tenham a chance de entrar nesse mercado e possam ganhar com ele. Nada melhor do que começar com as nossas próprias clientes, que já acreditam no propósito do nosso trabalho”, diz Laís Ribeiro, uma das sócias da O Amor é Simples. “Desta vez, além da confiança dos investidores em nosso modelo de negócio, esse novo aporte nos ajudará na estratégia de escalar mais lojas temporárias no Brasil, investir em estoque, tecnologia e marketing digital, para ganhar marketshare e chegar em R﹩ 16 milhões em vendas até 2025”, complementa a empresária.

Nova aplicação do TOTVS Fluig permite criação de plataformas digitais sem saber programar

A TOTVS, maior empresa de tecnologia do Brasil, anuncia uma nova aplicação do TOTVS Fluig: o No Code, que permite solucionar diversas necessidades do dia a dia das empresas, como a criação de sites, formulários, interfaces para controles de tarefas e automatização de processos do dia a dia das empresas, sem a necessidade de conhecimento em programação.

Com uma interface extremamente simples, o TOTVS Fluig No Code possibilita que qualquer pessoa dentro de uma empresa possa criar diferentes soluções, a partir de uma única ferramenta, sem qualquer ajuda da área de TI, com um sistema desenvolvido para que o usuário apenas escolha e arraste os componentes que precisa para o seu projeto. Além disso, a aplicação é totalmente em nuvem, o que possibilita o armazenamento de todas as informações de forma segura.

“O TOTVS Fluig é uma plataforma que pode ser code, low code e no code. A TOTVS acredita que, cada vez mais, a tecnologia deve ser acessível, democrática e simples, ajudando as empresas a digitalizarem seus negócios. O TOTVS Fluig No Code facilita os projetos de empresas pequenas e médias, que não possuem equipe de TI dedicada, e de grandes empresas com um time de TI robusto, mas que muitas vezes não consegue dar vazão para demandas mais simples. As áreas corporativas passam a ter autonomia para criar plataformas digitais”, afirma Gustavo Bastos, vice-presidente de plataformas da TOTVS.

As quatro ferramentas disponíveis para criação de aplicações no code do TOTVS Fluig são:

Pages: Possibilita construir páginas externas sem exigir aprofundados conhecimentos técnicos. Com essa solução, também é possível desenhar uma página usando um dos templates disponíveis e personalizar as informações de acordo com as necessidades da ação.

Tasks: Permite criar interfaces simples e atrativas para o controle de tarefas, pode ser utilizado por equipes de qualquer tamanho. O Tasks possibilita a visualização das tarefas a serem executadas por cada colaborador e interação com marcações para priorização e status.

Forms: Oferece recursos para a criação de formulários que poderão ser publicados tanto internamente, para uso com colaboradores, como externamente, para clientes, fornecedores ou outro público. O Forms tem recursos que permitem a criação de formulários totalmente personalizados para as necessidades do usuário.

Flow: Permite desenhar e digitalizar processos simples, assim as execuções de tarefas passam a ser mais ágeis e o dia a dia mais produtivo, dando maior controle e visão das atividades para as áreas de negócios .

Uber lança ferramenta de gravação de áudio

Com o objetivo de ajudar a promover a segurança por meio da tecnologia e incentivar interações adequadas ​​durante uma viagem, a Uber lança hoje a ferramenta U-Áudio em cinco cidades brasileiras: Salvador, Campo Grande, São Luís, Sorocaba e Uberlândia. O U-Áudio permitirá que usuários e motoristas parceiros gravem áudios durante viagens dentro da plataforma e usem o arquivo para reportar à Uber qualquer acontecimento em que tenham se sentido desconfortáveis.

A ferramenta, que foi anunciada no evento Uber Destino, realizado no ano passado, pode ser acessada por meio dos recursos de segurança que aparecem no aplicativo durante uma viagem. Quando a viagem se encerra ou por meio do histórico de viagens, tanto o usuário quanto o motorista terão a opção de relatar um incidente de segurança e anexar o arquivo de gravação de áudio em apenas alguns toques. O áudio permanece criptografado e armazenado diretamente no dispositivo de quem fez a gravação e a Uber só poderá acessá-lo se o motorista ou usuário escolherem compartilhar o arquivo como parte do relato.

Depois que o arquivo de áudio criptografado for enviado aos agentes de atendimento ao cliente da Uber, o arquivo será aberto e usado para ajudar a entender melhor o relato do incidente e tomar as medidas apropriadas. Em algumas situações, uma gravação pode ser utilizada para apoiar os responsáveis pelo atendimento na decisão de desativação do motorista ou usuário, de acordo com o Código de Conduta da Uber. Durante o piloto, a ferramenta está sendo configurada para apagar os arquivos de áudio automaticamente após uma semana.

Esse recurso foi criado para ajudar a Uber a entender melhor o que ocorreu durante uma viagem. O arquivo poderá ser usado para ajudar em investigações ou ser compartilhado com as autoridades, de acordo com o devido processo legal. Ao mesmo tempo, a proteção da privacidade dos envolvidos é levada muito a sério em todo o processo. Todos os usuários e motoristas receberão um aviso informando que o recurso está disponível e que eles podem estar sujeitos à gravação de áudio. Somente a Uber tem a chave para descriptografar o arquivo e isto somente pode ser feito após a denúncia, com o envio do áudio. A gravação não pode ser ouvida no dispositivo do usuário ou motorista, nem compartilhada com terceiros, apenas com a Uber.

“Tornar as viagens realizadas pela plataforma mais seguras é prioridade da empresa. O U-Áudio é um recurso extra para nos ajudar a entender o que ocorreu durante uma viagem em que algo deu errado. Queremos tomar as medidas apropriadas e esse arquivo pode ajudar nossos agentes de suporte neste processo. É importante destacar que só conseguimos ouvir o conteúdo quando o usuário ou o motorista nos enviam. O arquivo de áudio permanece criptografado no dispositivo e o usuário pode compartilhá-lo sempre que quiser “, explica Marcello Azambuja, Diretor da Uber Tech Center no Brasil.

Outros recursos anunciados pela Uber para 2020:

U-Ajuda (Checagem de rota) – Potencializando o poder do GPS e de outros sensores no smartphone, a Uber pode identificar e sinalizar eventos raros, como uma parada longa e não prevista na rota. Se uma parada não prevista for sinalizada, a Uber pode iniciar uma checagem e enviar uma mensagem para o motorista parceiro e o usuário perguntando se é necessário algum suporte, indicando as ferramentas de segurança que podem ajudar a obter o apoio necessário.

Verificação de documentos – Com o objetivo de prevenir que pessoas mal intencionadas usem o aplicativo, a Uber começou a implementar um projeto-piloto do Doc Scan no Chile. Por meio dele, usuários que não adicionarem meios de pagamento digitais no cadastro ou antes de realizar uma viagem serão solicitados a submeter um documento de identificação, que terá dados e autenticidade verificados. O recurso chega ao Brasil ainda esse ano.

U-Selfie (Selfie com movimento) – Além da selfie que os motoristas parceiros já fazem de tempos em tempos para ficar online, o recurso para verificação de identidade do motorista em tempo real passa a solicitar que alguns movimentos sejam realizados – como piscar, sorrir, virar o rosto. Isso trará mais uma camada de segurança e permitirá verificar que o motorista é aquele que se cadastrou no aplicativo. É uma ferramenta voltada à prevenção de fraudes e à proteção da integridade da conta dos motoristas parceiros.

U-Código – Um avanço exclusivo na ferramenta que recomenda ao usuário conferir as informações para ter certeza de que está entrando no carro certo. O usuário pode optar por receber uma senha de quatro dígitos, que deve ser dita ao motorista para que ele consiga iniciar a viagem no aplicativo. Além disso, a Uber anunciou que está trabalhando com tecnologias avançadas que usam ultrassom para transmitir automaticamente a senha. No futuro, os números recebidos pelo usuário passarão automaticamente pelo aparelho do motorista, e o usuário vai receber uma confirmação no seu celular (como uma vibração).

Relato de problemas durante a viagem – Permite ao usuário denunciar um problema ainda durante o trajeto da viagem, tal como direção imprudente. Depois da viagem encerrada, ele receberá contato do time de suporte para mais informações e encaminhamento da reclamação. Caso o usuário e o motorista parceiro se avaliem com uma estrela, eles não farão mais viagens juntos na plataforma da Uber.

Como fica a reaposentação após decisão do Supremo Tribunal Federal?

Em decisão no último dia 6 de fevereiro, o Supremo Tribunal Federal (STF) bateu o martelo: cidadãos aposentados que voltam ao mercado de trabalho não podem recalcular o valor do benefício por meio da chamada “reaposentação”.

A reaposentação é a renúncia a benefícios anteriores em troca de uma nova aposentadoria mais vantajosa. Neste caso, o aposentado descartaria o tempo de contribuição usado anteriormente, e faria um cálculo apenas pelo novo período.

Segundo explica o advogado André Luiz Moro Bittencourt, vice-presidente Executivo da Sociedade Brasileira de Previdência Social, em 2016 o STF já havia vetado o recálculo por meio da “desaposentação”, por isso a decisão da semana passada já era esperada. “Outros colegas e eu já entendíamos que aquela decisão da desaposentação, em 2016, viria a surtir efeito nessa de agora, uma vez que o fundo do direito é o mesmo e a questão já tinha sido debatida naquele julgamento”.

Quem já conseguiu o recálculo do benefício, no entanto, em decisões da justiça anteriores ao julgamento do STF, não perderá o direito nem terá que devolver os valores recebidos. “Era outra questão que estava em julgamento, mas os ministros decidiram, até por uma questão de segurança jurídica, que aquelas pessoas que possuem os processos transitados em julgado não terão mudança alguma na condição de seu benefício”, esclarece Bittencourt.

Entenda a diferença:

Na reaposentação, o contribuinte cancelava a primeira aposentadoria, e pedia um novo cálculo, baseado nas contribuições mais recentes, levando em conta salário, tempo de serviço e idade. O tempo de serviço e o salário de contribuição anterior não entravam no cálculo da nova.

Na desaposentação, o trabalhador aposentado que voltava ao mercado de trabalho pedia a revisão do benefício, juntando as contribuições anteriores à primeira aposentadoria às atuais, chegando a um cálculo mais vantajoso. Como não há lei para definir os critérios do recálculo, o STF rejeitou a tese.