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ESET alerta: informações de 92 milhões de brasileiros foram leiloadas em fóruns clandestinos

Um banco de dados com informações pessoais de 92 milhões de brasileiros está sendo leiloado em fóruns clandestinos de acesso restrito na Internet. Para o registro nestes fóruns, é necessário obter um convite de alguém da comunidade ou realizar o pagamento de uma taxa. O banco de dados leiloado conta com 16GB de tamanho, no formato SQL, e o preço inicial do leilão é de US$ 15.000, com um lance (inicial) de US$ 1.000. A informação foi divulgada inicialmente pelo portal Bleeping Computer e é analisada pela ESET .

O vendedor X4Crow diz contar com 92 milhões de registros, separados por cidade e que incluem nomes, datas de nascimento, nome da mãe, sexo e número de CPF de brasileiros. O banco de dados também conta com detalhes sobre pessoas jurídicas, ou seja, o CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica) de empresas brasileiras.

Além do banco de dados disponível em fóruns, o vendedor também oferece um serviço de busca, que promete disponibilizar informações valiosas sobre os cidadãos brasileiros a partir de apenas alguns dados. Usando informações como o nome completo, o CPF ou o número de telefone, o X4Crow diz poder fornecer números de telefone (celular e telefone fixo), endereços antigos, endereço de e-mail, profissão, nível educacional, possíveis parentes, vizinhos e placas de carro de brasileiros.

O X4Crow disse poder obter dados sobre qualquer empresa e sua estrutura corporativa. O preço para o serviço é de US$ 150, apesar de oferecerem descontos ocasionais de US$ 50.

Daniel Barbosa, pesquisador de segurança da informação da ESET, destaca que o caso serve como um alerta para que os usuários e empresas cuidem de suas informações. “Mesmo com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) entrando em vigor em breve, ainda temos notícias alarmantes como essa. É necessário que todos, pessoas e empresas, tomem medidas efetivas para proteção dos dados a fim de evitar que este tipo de incidente volte a ocorrer”, alertou o pesquisador. O uso de uma solução de segurança da informação e a atualização de sistemas operacionais e programas ou aplicativos podem reforçar a segurança de todos, reforça a ESET.

A ESET possui o portal # quenãoaconteca , com informações úteis para evitar que situações cotidianas afetem a privacidade online.

Para saber mais sobre segurança da informação, entre no portal de notícias da ESET: www.welivesecurity.com/br/

HACKEANDO CENTRO: programa visa transformar o Centro de São Paulo com inovação de startups

A inovação é feita de pontes entre quem tem as soluções e quem tem os meios para viabilizá-las. E para promover essas pontes que a ISSO! foi criada, uma startup voltada para o desenvolvimento de outras startups e para a criação de um hub de talentos.

Com esse mote, a ISSO! lança o programa HACKEANDO CENTRO, que visa acelerar a transformação urbana e o desenvolvimento social do Centro de São Paulo por meio da construção de um ecossistema de inovação para impulsionar a revitalização da região, trazendo sob um mesmo teto: startups, designers e hackers para desenvolver soluções tecnológicas e desenhar um centro mais:

  • Conectado – prédios inteligentes, serviços digitais, internet das coisas, sensores nas ruas e inclusão digital;

  • Aberto – o Centro como um ecossistema de inovação aberta, atraindo comunidades de talentos inovadores, colaborando para a criação de um modelo de governança inclusivo, mediante plataformas colaborativas;

  • Sustentável e Seguro – inovação para suportar os programas de planejamento urbano, promovendo mobilidade, reciclagem, energias renováveis, economia compartilhada, utilização dos espaços ociosos, valorização do patrimônio histórico e cultural da região central.

De acordo com Alessandro Martineli, CMO da ISSO!, o HACKEANDO CENTRO é uma iniciativa que visa criar um movimento de transformação real, unindo os melhores talentos e recursos. “Temos como objetivo levar o conceito de inovação aberta para além de suas aplicações no mundo corporativo, concentrando-o nos processos complexos de renovação urbana que envolvem uma série de atores públicos, privados e coletivos que devem alinhar suas estratégias e colaborar no que chamamos de Open City Innovation (Inovação em Cidade Aberta). Queremos criar um movimento com a participação da sociedade para ajudar a tornar o Centro em um polo de economia criativa, bem como um local para os millenials morarem e trabalharem”, explica.

Inicialmente, o programa, que conta com inscrições gratuitas e premiação de R$50.000,00 em dinheiro, terá foco nas verticais: SecureTech, UrbanTech e DesignTech. A primeira edição do HACKEANDO CENTRO trabalhará a vertical SecureTech, sob o tema: “Segurança e zeladoria tecnológica para o Vale do Anhangabaú e arredores” e visa atrair startups que têm atuação na área de segurança pública para testar suas tecnologias utilizando dados reais e em um ambiente desafiador, representado pelo Centro de São Paulo.

Os participantes devem ter competências relacionadas ao enfrentamento dos problemas ligados aos desafios propostos pelo programa, por exemplo: profissionais e estudantes das áreas de Arquitetura, Design, Engenharias, Gestão de Projetos e Políticas Públicas, Segurança Pública, Tecnologia da informação e Comunicação.

Para viabilizar o HACKEANDO CENTRO, a ISSO! conta com patrocinadores. Para a primeira edição, que tem duração até abril de 2020, dividido em quatro fases, a startup tem o apoio do Banco Original. “Com os impactos positivos gerados a partir do programa, acreditamos que iremos atrair novos parceiros para as próximas edições”, comenta Martineli.

Para mais informações sobre o programa, inscrições e patrocínio, acesse: hackeandocentro.com.br/

Cashless: A Extinção do Dinheiro Físico

Por Rafael Pimenta, co-CEO da BTX Digital

Guardar cédulas e moedas embaixo do colchão deixou de ser – há muito tempo – uma opção. O consumidor moderno preza pela agilidade e praticidade que o dinheiro físico já não lhe garante, levando-o a recorrer cada vez mais para o uso contínuo instrumentos digitais. Segundo a Associação Brasileira de Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (ABECS), no terceiro trimestre de 2018, as compras realizadas através de cartões de débito, crédito e pré-pagos cresceram cerca de 14,7% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

No entanto, a falta de confiança e incerteza que muitas pessoas possuem em relação aos meios de compra digitais resulta no insistente apego brasileiro pelas tradicionais moedas de troca. A cada ano são emitidas cada vez mais notas no país, e o Banco Central do Brasil já confirmou que pretende emitir em torno de 1,5 bilhão de novas cédulas em 2019, uma diferença de quase 0,3 bilhão desde o ano passado. Um dos motivos deste acréscimo está ligado a falsa impressão de que os pagamentos em dinheiro possuem zero taxas de serviços ao serem utilizados, fazendo com que as pessoas pensem estar desprendidas de tarifas como anuidade, taxa de saque, transferência, depósito, emissão de segunda via e outros.

O grande problema quanto a este ponto é que para produzir dinheiro também é preciso gastar dinheiro. Em 2016, o órgão nacional vinculado ao Ministério da Economia informou que a produção de cada R$ 100,00 e R$ 50,00 custava em torno de R$ 0,25 centavos. O que significa que para imprimir 1 mil células, o gasto seria de R$ 250,00. Vendo estes custos como uma renda redutível, países como a Suécia, garantem extinguir a emissão do dinheiro físico até o fim da próxima década. Além disso, o governo sueco divulgou estar testando o uso de uma moeda digital nacional, a e-krona (coroa eletrônica), visando promover totalmente o reajuste em seu sistema econômico.

Desta forma, vemos que as plataformas e sistemas digitais vêm se tornando os principais precursores de uma nova era. Não apenas por sua comodidade, mas – atualmente – a maioria dos digital banks oferecem isenção em grande parte das tarifas aplicadas ao seu uso. Estas são ferramentas que ajudarão a moldar o futuro das transações monetárias, reinventando os modelos de bancos que já conhecemos e trazendo diferentes benefícios. Um bom exemplo que chama a atenção do consumidor é o programa cashback, sistema que garante o retorno de seus gastos em forma de descontos e mimos, fidelizando o cliente.

Sendo assim, é importante enxergar que existem diversas portas abertas para entrarmos em um mundo livre do papel-moeda e que, países como o Brasil, precisam estar dispostos a investir em soluções que se enquadram às necessidades atuais, ou seja, rápida, cômoda e eficiente.

Parceria PayPal e Itaú Unibanco agora beneficia todos os clientes com cartões de crédito

PayPal e Itaú Unibanco comunicam que, a partir de agora, todos os clientes com cartões de crédito do banco passam a contar com acesso rápido, fácil e seguro para vincular o plástico ao PayPal por meio dos aplicativos Itaú, Itaucard, Itaú Personnalité e Credicard. A facilidade vai beneficiar milhões de pessoas, portadoras dos mais de 33,8 milhões de cartões de crédito emitidos pela instituição.

As empresas firmaram acordo no segundo semestre de 2018 com o objetivo de garantir comodidade e segurança aos consumidores nas compras online e gerar maior conversão de vendas para os varejistas. Desde o início deste ano, quando o piloto do projeto entrou em produção, investiu-se em tecnologia, pesquisas, análises e testes para criar um serviço que satisfizesse plenamente os usuários – tudo de forma online e self service. Dessa forma, Itaú e PayPal mesclam propostas de valor, combinando expertises para acelerar a inclusão digital, ajudar a impulsionar o volume do comércio eletrônico global e proporcionar transações seguras aos seus clientes.

A parceria vai ao encontro de uma tendência global, refletida em recente pesquisa que o PayPal encomendou à IDC*, segundo a qual 61% das pessoas das classes A, B e C já utilizam carteiras digitais no País. O estudo também apontou que a confiança que os bancos inspiram em seus clientes é claramente valorizada pelos consumidores, com uma pontuação de 8,3 de 10. Os resultados da pesquisa comprovam o movimento de migração dos clientes dos bancos para os smartphones: 65% dos brasileiros usam aplicativos das instituições bancárias para abrir conta ou adquirir produtos/serviços financeiros.

Experiências aprimoradas

Os correntistas do banco agora têm acesso às seguintes experiências aprimoradas:

Rápido e fácil: ao ativar o One Touch™, os clientes podem concluir suas compras com um único clique, sem precisar digitar seu login e/ou senha ou inserir dados financeiros toda vez que compram.

Uma única carteira digital: todos os cartões do Itaú em um só lugar, permitindo que os clientes escolham sua forma preferida de pagar. Quando os clientes recebem um novo cartão ou desejam atualizar seus dados, precisam fazer isso apenas uma vez na carteira digital do PayPal para continuar comprando.

Compras em todo o mundo: com o PayPal, os clientes do banco podem comprar sem preocupação em 23 milhões de lojas virtuais em mais de 200 mercados em todo o mundo, sabendo que suas informações financeiras são criptografadas e não são compartilhadas com os lojistas.

Os clientes do Itaú também podem acumular pontos pagando com o PayPal a cada compra – assim como acontece hoje quando usam o cartão de crédito. Além disso, eles contam com benefícios exclusivos do PayPal, como os programas Proteção ao Comprador e Frete Grátis na Devolução.

Acesse mais informações sobre a parceria no link www.paypal.com/br/webapps/mpp/itau-paypal.

“Os mercados bancário e financeiro têm sido fortemente influenciados pela digitalização, mobilidade e expectativa dos consumidores, que presumem que a indústria será capaz de fornecer soluções descomplicadas, no tempo do consumidor e no local de sua escolha. Essa parceria demonstra exatamente isso: Itaú e PayPal unem forças para oferecer soluções confiáveis, inovadoras e convenientes aos clientes em um cenário em que percebemos a quase onipresença dos smartphones”, diz Carlos Nomura, head de Pagamentos do PayPal. “A digitalização está transformando os mercados financeiros e bancários, e a mobilidade vem contribuindo com a democratização de produtos e serviços”, conclui o executivo.

“Estamos celebrando mais um avanço em nossa jornada de modernização dos pagamentos, aprimorando a oferta de carteiras digitais a serviço dos nossos clientes”, diz Rubens Fogli, diretor do Itaú Unibanco. “Buscamos antecipar as necessidades de nosso público, que quer ter cada vez mais autonomia em relação a seus recursos financeiros. A colaboração e a integração com o PayPal reforçam o movimento do Itaú de oferecer a melhor experiência ao usuário em compras online e via app, com conveniência, simplicidade, segurança e agilidade”, finaliza.

(*) Para elaborar a pesquisa “Como fintechs e bancos podem democratizar os serviços financeiros na América Latina”, a IDC realizou uma pesquisa online em maio de 2019 com 1.067 consumidores das classes socioeconômicos A, B e C no Brasil, Colômbia e México para conhecer suas preferências em transações e canais financeiros, uso de cartões de crédito/débito e de carteiras digitais, assim como benefícios potenciais para consumidores, empresas e organizações bancárias. A pesquisa não teve limitações na amostra, exceto que os entrevistados possuíssem um smartphone e tivessem pelo menos 18 anos de idade. A amostra apresentou uma boa composição tanto feminina quanto masculina (53% e 47% respectivamente), e a margem de erro em nível regional para os três países combinados foi de 3%, e 5% quando analisamos os países individualmente.

Everardo Maciel fala sobre reforma tributária nesta quinta-feira na Associação Comercial de SP

A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e entidades do setor de serviços promovem nesta quinta-feira (10/10), às 9 horas, palestra do ex-secretário da Receita Federal e consultor tributário Everardo Maciel.

Ele falará sobre a reforma tributária e o impacto da PEC 45 e da PEC 110/19 na economia, com especial enfoque no setor de serviços. Maciel também fará análise das propostas da reforma tributária em tramitação no Congresso, seguida de depoimentos de participantes que atuam em diversos segmentos. “Esperamos definir um posicionamento do setor de serviços, o mais importante da economia, que possa orientar os trabalhos dos deputados e senadores em relação ao tema”, diz Marcel Solimeo, economista da ACSP.

A reunião terá a participação de entidades que representam setores de mão de obra responsáveis por mais da metade dos empregos do País, como segurança, construção, centrais de atendimento, contabilidade, educação, advocacia, saúde, informática e transporte.

Reforma Tributária: impacto da PEC 45 e da PEC 110/19 sobre o setor de serviços
Dia: 10/10/2019 (quinta-feira)
Horário: 9 horas ao meio-dia
Local: Rua Boa Vista, 51, 9º andar — Centro — São Paulo/SP

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Paradoxo do Blockchain perante a LGPD

Por Rodrigo Pimenta, CEO da HubChain Technologies

Descendente direta do General Data Protection Regulation – GDPR (EU/16), originalmente criado na União Europeia com o objetivo de proteger a privacidade, dados e identidade dos cidadãos Europeus, residentes ou não no bloco socioeconômico, a Lei de Geral de Proteção de Dados Pessoais – LGPD (Brasil/18) entrará em vigor a partir de agosto/20 – unificando todos os regulamentos referentes à privacidade, manipulação e sigilo de informações pessoais. A novidade deverá ser aplicada por qualquer empresa, instituição ou órgão público, que detenha bases pessoais em formato digital e físico no país, sendo instituído para cada vazamento de dados.

Levando em consideração essa implementação, as empresas brasileiras precisarão aplicar melhores práticas de compliance, governança e segurança, como proteção das informações dos titulares, com regras específicas e visibilidade para os mesmos. Além disso, os próprios titulares terão direito a uma explicação de como seus dados estão sendo utilizados e tratados, podendo visualizar, alterar e solicitar o apagamento, assim como autorizar ou proibir compartilhamentos.

Conscientemente, a tecnologia Blockchain, que visa manter a distribuição das informações com confiança e imutabilidade através de um livro-razão digital, poderia ser uma das ferramentas-chave para a implementação da LGPD. Entretanto, mesmo com o objetivo mútuo de oferecer governança, transparência, individualidade e segurança no controle de bases, existem grandes paradoxos que separam estes dois termos.

Como Blockchain é imutável, caso sua arquitetura não tiver sido desenvolvida e orientada corretamente, não atenderá a LGPD, pois retira dos usuários o poder de solicitar exclusão de algo já registrado. Outro ponto é a sua forma descentralizada de separar os dados e informação, que foge da ideia de centralização que a Lei está tentando estabelecer.

Como evitar o retrabalho futuro? De forma técnica, a solução para o problema seria a adoção de 2 tipos de arquiteturas da utilização do Blockchain em conjunto, Blockchain “off-chain” – com dados críticos e sensíveis fora da cadeia dos blocos, somente são armazenados o hash ou local do conteúdo – e/ou Blockchain “side-chain” – em paralelo para cada característica pessoal sensível ou até para cada usuário -, assim se precavendo de que o dado que ainda não foi classificado como sensível, terá o seu expurgo forçado. Além disso, é necessário um checklist técnico para validação da solução em atendimento à LGPD, Consultoria Jurídica de LGPD especializada em Blockchain e também seu inverso uma Consultoria Técnica em Blockchain especializada em LGPD.

Não é impossível mudar esta situação paradoxal, todavia é preciso ocorrer um aperfeiçoamento e remodelação do sistema Blockchain, ou até a sua não utilização, para que se encaixe e facilite a concretização das resoluções impostas pela LGPD. Seria um bom momento para ressaltar a importância de um responsável de Compliance/Governança e Engenharia de Q&A de forma ativa no início, desde o brainstorm, em cada Ciclo de Desenvolvimento de Software, principalmente para startups ou soluções de grande impacto. ‘Privacy by default and by design’.
*Rodrigo Pimenta é engenheiro elétrico formado pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), Mestre em Administração, Economia, Finanças e Operações pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), Autor de publicação de Inteligência Artificial e Algoritmos Genéticos, com experiência de mais de 12 anos no Banco Itaú – onde atuou como um dos primeiros Arquitetos de TI Corporativo, CEO e fundador da empresa HubChain Technologies cujo trabalho pioneiro dedica-se a oferecer soluções inovadoras em DigitalBank, Blockchain, Inteligência Artificial, IoT (Internet das Coisas), OpenBank para startups, médias e grandes empresas. Rodrigo participou de algumas grandes discussões com Blockchain, inteligência artificial e criptoativos e é atualmente um dos maiores especialistas do segmento.

Brasil Financial Summit 2019 reúne os principais temas do mercado financeiro, outlook econômico, discussões sobre os impactos políticos e novas tecnologias

Em sua segunda edição, o Brasil Financial Summit, reúne os principais players da comunidade financeira e autoridades do País, e acontece em meio às discussões sobre o impacto no Brexit na Zona do Euro e em meio à guerra comercial sem precedentes entre as duas maiores potências econômicas mundiais, Estados Unidos e China. O evento acontece em São Paulo, no dia 17 de outubro, das 07h30 às 14h, e é organizado pela Refinitiv, anteriormente conhecida como Thomson Reuters Financial & Risk.

Além das incertezas no cenário externo, há ainda o impacto das novas tecnologias, como Inteligência Artificial, Machine Learning e Big Data, entre outras, no dia a dia das operações de câmbio. Não por acaso, Neill Penney, um dos maiores especialistas mundiais em câmbio e integrante do seleto comitê responsável pelo FX Global Code, e diretor Administrativo e Chefe Global de Negociação na Refinitiv, desembarca no Brasil para falar sobre as transformações recentes do mercado de câmbio, que envolve automação e inteligência de dados, para que as estratégias sejam as mais preditivas possíveis.

As incertezas internas são o tema do Outlook Econômico 2020, que reúne Adeodato Netto, estrategista-chefe da Eleven Financial, Fernando Gonçalves, SVP no Itaú BBA e Marcelo Toledo, economista-chefe do Bradesco Asset Managment.

Para o sell side, a discussão é o assunto do momento: a automação da tesouraria, em um painel que reúne executivos de bancos como André Biasetto, Superintendente de Mesas e Vendas Especializadas na Tesouraria do Itaú BBA; Rafael Kappaz, Head de FIC Large Corporate Sales no Santander Brasil, Ricardo Rosa, Head de Corporate Sales Desk LatAm no Rabobank e Sergio Machado, Head de Market Corporate Sales no BNP Paribas.

O buy side não ficou de fora, também com um assunto que vem tirando o sono de muitos tesoureiros, CFOs e gerentes financeiros em tempos de intensa volatilidade nos preços das commodities, reflexo da disputa comercial entre China e Estados Unidos: estratégias de hedging. Participam do painel Adriano Carvalho, gerente de Tesouraria da Cosan, Kleber Douvletis, CFO da Siemens Healthineers Latin America, Lindnei Junior, gerente financeiro da Scania Group e Vinicius Guidotti, Head de Tesouraria da Barry Callebaut. O Hedging é uma estratégia adotada para proteger investimentos e ativos de possíveis movimentos de mercado, com o objetivo de evitar perdas.

O evento reúne ainda autoridades brasileiras, como Henrique Meirelles, Secretário da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo e ex-ministro da Fazenda, e Luiz Carlos Mendonça de Barros, ex-presidente do BNDES.

O Brasil Financial Summit 2019 acontece no dia 17 de outubro, no Vila Vérico, em São Paulo/SP, das 07h30 às 14h. As inscrições são abertas e podem ser realizadas clicando aqui.

Mercado Eletrônico lança selo de verificação de fornecedores em seu Marketplace

Os sistemas para negócios B2B necessitam de constantes inovações para atender usuários cada vez mais exigentes, bem como regras de governança e compliance. Segundo dados do Business-to-Business Online (B2BOL) divulgados este ano, o comércio eletrônico estabelecido entre empresas no Brasil tem a previsão de faturar R$ 2,39 trilhões em dezembro de 2019. Um aumento de 17,1% em relação ao ano passado, que fechou o período arrecadando R$ 2,04 trilhões.

Para acompanhar esse cenário, o Mercado Eletrônico, líder em comércio eletrônico B2B na América Latina, anuncia uma nova funcionalidade em seu Marketplace: o selo de verificação de fornecedores. A novidade tem importância para os dois lados da cadeia, compradores e fornecedores, uma vez que contempla diferentes benefícios para ambos os públicos.

“Os compradores poderão verificar o status das empresas ativas no Marketplace e escolher com mais segurança novas fontes de fornecimento para os seus processos de compras”, destaca Fabrizio Tassitano, diretor de produtos do Mercado Eletrônico.

Isso proporcionará credibilidade aos milhares de vendedores da plataforma e mais segurança aos compradores, no momento de seleção das empresas. Desta forma, os vendedores têm mais chances de participar de novos processos de cotação e aumentar suas vendas, enquanto os compradores podem acessar novas fontes de fornecimento e, assim, gerar mais saving em suas compras.

A averiguação será realizada mensalmente por meio do RPA (Robotic Process Automation) e permitirá diferenciar no Marketplace as empresas fornecedoras de acordo com cinco bases: Receita Federal, (2) Portal da Transparência, (3) Caixa Econômica Federal, (4) certidão negativa de débitos relativos aos tributos federais e (5) Tribunal Superior do Trabalho.

Poderão participar desse processo todos os fornecedores que fazem parte do Marketplace. O selo ficará disponível ao lado do nome de cada empresa e o comprador poderá visualizar em vários momentos como, por exemplo, na seleção de novos fornecedores para suas cotações, na aprovação de empresas que se candidatam a responder uma cotação, entre outros. “Queremos que a nossa comunidade de empresas conquiste resultados significativos com o uso do Marketplace. Ou seja, os fornecedores venderem mais e os compradores terem mais economia e novos parceiros de negócios”, conclui Fabrizio.

Marketplace premiado

Reconhecido por dois anos consecutivos (2016 e 2017) como melhor Marketplace pelo Prêmio Inbrasc, a comunidade do Mercado Eletrônico possui mais de 1 milhão de vendedores ativos e movimenta um valor acima de R$ 85 bilhões por ano.

O Marketplace do ME disponibiliza, ainda, um rating de fornecedores. Os compradores avaliam os serviços dos parceiros com relação ao prazo de entrega, tempo de resposta de cotação e outras variáveis importantes para qualquer relação comercial. Todos os dados ficam públicos na plataforma e ajudam nas tomadas de decisão.

O Vale do Silício brasileiro

Por João Panceri e Aldo Macri

Sempre que falamos sobre tecnologia e novas tendências, remetemo-nos ao Vale do Silício, na Califórnia, nos Estados Unidos. Trata-se de uma região de referência para as grandes empresas do ramo onde elas trocam ideias e mantêm um espaço de inovação e de tecnologia da informação. Porém, outras regiões têm investido em espaços para reunir as principais startups, buscando alavancar e promover esse tipo de empreendedorismo. Aqui no Brasil, temos o Vale do Pinhão, localizada na capital paranaense, que busca consolidar e ampliar o movimento de inovação que Curitiba estabeleceu nos últimos anos.

A cidade de Curitiba, com seu histórico e vanguarda de inovação, tem atraído diversas startups e mão-de-obra de fora, principalmente, por causa das possibilidades criadas pela região, em conjunto com a criação do Vale do Pinhão. O Movimento 100 Open Startup, que avalia a atratividade dessas empresas para grandes instituições, posicionou a capital paranaense como uma das mais importantes. O levantamento revela que há dez microempresas sediadas na cidade que estão entre as mais relevantes do Brasil dentro do perfil de startups. A mais bem colocada, por exemplo, tem o foco total na realidade aumentada e virtual da indústria 4.0, além do propósito de resolver problemas de maquinários no chão das fábricas.

Esse boom dá-se por diversos motivos, entre eles, o ecossistema local e o fato de as pessoas estarem buscando inovação por meio de tecnologia e gerando novos negócios. Todos eles somados acabaram tornando a cidade de Curitiba em uma referência em tecnologia no Brasil. Mesmo enfrentando algumas dificuldades por fatores que fogem da alçada da sociedade, Curitiba concentra cerca de 57% das startups do estado do Paraná, trocando informações, agregando conhecimento e trabalhando em prol do desenvolvimento local. Além das universidades e a própria iniciativa privada, por meio de grandes corporações locais e empreendedores que buscam constantemente estabelecer novos negócios inovadores. Outro ponto que precisa ser destacado é o incentivo da prefeitura municipal que realiza um projeto de pesquisa e inovação para as empresas de tecnologia localizadas na capital. As companhias enquadradas nesse programa recebem benefício fiscal com a redução de alíquota de Imposto Sobre Serviços (ISS) de 5% para 2%. É uma forma de incentivar as startups a se instalarem na cidade. Vale ressaltar que o governo também estabeleceu um incentivo estadual para empresas que promovem a expansão de seus negócios no estado. Esse é um projeto que faz parte do Programa Paraná Competitivo.

Além desses benefícios, Curitiba também possui um parque tecnológico que integra o Vale do Pinhão. Esse ecossistema de inovação composto basicamente por universidades, aceleradoras e startups visa aos avanços na área de inovação para agregar melhorias à qualidade de vida dos cidadãos e gerar eficiência nas operações urbanas. Esse é outro ponto benéfico para as startups migrarem para Curitiba, pois a troca de informação é fundamental para o crescimento.

Manter os interesses das startups em continuar no Vale do Pinhão é primordial para o crescimento e investimento dos empreendedores na região. Quanto mais benefícios essas empresas angariarem, mais o espaço receberá uma diversidade de companhias. Somando essas duas ações, podemos ter, em questão de comparação, um verdadeiro Vale do Silício brasileiro.

João Panceri, o sócio da KPMG responsável pelo estado do Paraná e de Clientes e Mercados da região Sul
Aldo Macri, sócio-diretor da KPMG responsável por Clientes e Mercado da região Sul

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Quer inovar? Orquestre seus microsserviços

Por Denys Gonçalves

Na Era Digital, a evolução dos negócios exige um grau de adaptação nunca antes vivenciado. Junto à digitalização dos processos, os novos modelos de negócios e a eficiência operacional, encontramos as adaptações nos ambientes de desenvolvimento. Essas, estão se tornando cada vez mais vital para a continuidade do negócio e do provimento de uma excelente experiência do usuário, implicando na criação de soluções cada vez mais robustas e ao mesmo tempo maleáveis, a ponto de serem modificadas, testadas e integradas com agilidade.

A utilização de uma arquitetura em microsserviços, com o fim de construir sistemas computacionais, contribui com o provimento destas vindicadas aptidões. Este termo está posicionado como um dos principais temas no que tange a arquitetura de software, além de trazer consigo uma série de benefícios, carrega também um conjunto de complexidades para o seu desenvolvimento.

Os desenvolvedores e arquitetos são assombrados pelo questionamento “qual a melhor forma de se fazer a composição e organização dos microsserviços de forma que os mesmos sejam eficazes e reusáveis? ”.

É um fato constatado de que simplesmente desenvolver um sistema baseado em microsserviços não dá ao mesmo a robustez requerida pelos sistemas modernos, em vista disso, faz-se necessário uma forma de organização em um nível funcional e descomplicado para possíveis modificações. Um dos maiores destaques dentre os modelos de composição de microsserviços está a orquestração. Essa permite uma integração de forma melodiosa e harmônica e, além do mais, com ritmo. E não menos importante, invocando cada microsserviço no momento de necessidade.

Entretanto, com intuito de responder ao assombro dos desenvolvedores, algumas empresas desenvolvem seus próprios orquestradores de microsserviços, como a Netflix e a Uber. O problema neste tipo de desenvolvimento é a modelagem própria, que faz necessário a utilização de um desenvolvedor com certo grau de conhecimento para projetá-la, orquestrá-la e, ou, alterá-la, tornando-se uma alternativa inviável para ser utilizada por todas as companhias.

Uma saída lógica para este problema é a utilização de uma modelagem de orquestração baseada em uma linguagem padronizada e de cunho funcional que é um padrão para modelagem de processos de negócios que fornece uma notação gráfica para a especificação destes. Estamos falando da orquestração baseada em processos de negócios (BPMN) e BPEL.

Segundo a OMG (Object Management Group), o principal objetivo do BPMN é fornecer uma notação que seja compreensível por todos os usuários dentro do âmbito de negócios, dos analistas e desenvolvedores aos empresários que irão gerenciar e monitorar esses processos. O emprego desta modelagem para a orquestração de microsserviços contribui para uma maior agilidade de criação e manutenção porque permite que uma equipe funcional possa realizar alterações do fluxo sem a necessidade de uma equipe de desenvolvimento.

Ao construirmos APIs baseadas em microsserviços espera-se que, mesmo em um ambiente de acesso massivo, se comportem com desempenho invejável a ponto de ser utilizado tanto internamente quanto externamente e, posteriormente, monetizado. Para isso, é necessário que qualquer orquestração destes microsserviços sejam realizados por uma ferramenta adequada.

Denys Gonçalves dos Santos, senior solution architect de Digital Labs da Engineering

Evento no Rio reúne especialistas para discutir tendências e inovações para o mercado de foodservice

Após o sucesso do evento em São Paulo, o Galunion Insights chega ao Rio de Janeiro em parceria com a consultoria Ponto de Referência e patrocínio da NCR, fornecedora líder global em tecnologias que suportam a transformação digital de bares, restaurante e toda a cadeia da alimentação fora do lar.

O evento é voltado para empreendedores, donos de restaurantes, franqueados e responsáveis por grandes cadeias de restaurantes e pretende discutir como o segmento está se adaptando a esse novo momento do mercado e do consumidor.

O Galunion & Ponto de Referência Insights apresentará tendências e tecnologias disponíveis no mercado, capazes de auxiliar os gestores a buscar a excelência no atendimento e ao mesmo tempo a eficiência da operação. A expectativa é reunir representantes de mais de 100 marcas do mercado de alimentação.

Os palestrantes Simone Galante (fundadora e CEO da Galunion Consultoria para Foodservice), Edmour Saiani e Paulo Mendonça (fundador e especialista da Ponto de Referência) e Paula Su ( especialista em história da cultura da gastronomia com foco no comportamento do consumidor) farão um panorama sobre as novas expectativas dos clientes, a cultura da hospitalidade e a importância de proporcionar experiências memoráveis para os clientes.

Além disso, farão um resumo de tudo o que foi apresentado na NRA Show e no Summer Fancy Foods 2019, eventos tradicionais do setor que acontecem anualmente nos Estados Unidos, e também abordarão o papel do líder nesse ambiente em plena transformação.

Agibank abre 100 vagas de trabalho na área de tecnologia

O Agibank, banco digital que oferece soluções para melhorar o dia a dia e facilitar a vida financeira das pessoas, anuncia a abertura de 100 novas vagas de trabalho para a sua área de tecnologia, visando acelerar frentes estratégicas para a instituição, como a troca do core banking e o desenvolvimento de novos produtos e serviços visando a ampliação do portfólio.

Do total de vagas, 36 serão contratadas diretamente pelo Agibank (insourcing) e as demais por meio dos parceiros de tecnologia da instituição (outsourcing). As posições vão desde analistas de produtos, sistemas e negócio, até PO´s (product owners), desenvolvedores, team leaders e tech leaders.

Entre as capacidades esperadas dos candidatos estão protagonismo, vontade de inovar e surpreender, fazendo valer a vocação tecnológica da instituição. A previsão é de que as contratações aconteçam nos meses de outubro e novembro, sendo todas para Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, onde fica sediada a matriz do Banco.

Eleito, pela segunda vez consecutiva, uma das Melhores Empresas para Trabalhar no Brasil, segundo ranking da Você S/A, o Agibank também conquistou em 2019 a certificação do Great Place To Work, mais uma chancela de marca empregadora. Os candidatos que quiserem conhecer previamente a estrutura de cargos do Agibank, modelo de remuneração e trajetórias de carreira podem acessar carreiras.agibank.com.br/. Já para conferir as vagas disponíveis e cadastrar-se para a seleção basta acessar www.agibank.com.br/trabalhe-conosco.

Itaú Unibanco atualiza treinamentos de segurança utilizando realidade aumentada

A partir do segundo semestre de 2019, o Itaú Unibanco implementa o uso de realidade aumentada nos treinamentos dos operadores do centro de monitoramento de segurança, tornando o processo mais realista, adaptável e seguro.

Os óculos de realidade aumentada permitem a interação do usuário com os objetos virtuais integrados no mundo físico, em tempo real. Assim, durante o treinamento, os colaboradores usam esses óculos realizando uma imersão de 360º, em que passam por simulações de circunstâncias que podem acontecer no seu dia a dia de trabalho, realizando ações diretas para cada momento, com diferentes modalidades, acumulando pontos e aumentando o nível de dificuldade. Além de tornar o treinamento mais completo, com riqueza de detalhes, um grande benefício do uso dessa tecnologia é a possibilidade de treinar sem que haja impacto na operação, nem na experiência do cliente.

MPEs brasileiras devem gastar mais de R$ 77 bilhões em atividades burocráticas em 2019, revela estudo da Sage

A Sage, empresa líder de mercado em soluções de gestão na nuvem, acaba de lançar a segunda parte do estudo anual Termômetro de Produtividade para MPEs, que analisa quanto tempo e dinheiro micro, pequenas e médias empresas empregam em atividades burocráticas em 12 grandes mercados, incluindo o Brasil.

A pesquisa mostra que o quebra-cabeça da produtividade global está longe de ser solucionado e que, na verdade, piorou. Nos 12 meses corridos, finalizados em março, que esta pesquisa avaliou, o valor dedicado a atividades administrativas no mundo em uma semana de trabalho foi de 446 bilhões de libras (cerca de 2,7 trilhões de reais), volume 2,6% maior em relação ao período anterior.

No Brasil, a expectativa é que o país dedique R$ 77 bilhões para a atividades de backoffice em 2019, montante um pouco menor do que a previsão para 2018, de R$ 79 bilhões. De janeiro a meados de agosto desse ano, o volume gasto pelas MPEs brasileiras nestas atividades havia chegado a R$ 48,7 bilhões. São R$ 2.442 por segundo, R$146.539 por minuto e R$ 8.792.366 por hora. As atividades que mais consomem tempo das brasileiras são contabilidade (13%), contabilidade fiscal (13%), folha de pagamento (13%) e emissão de notas fiscais (13%).

Segundo os executivos entrevistados, o investimento em tecnologia no último ano foi o grande responsável pela pequena melhora, otimizando o tempo de trabalho das equipes e melhorando o desempenho das organizações no período. Eles contaram que a estratégia aumentou o lucro em 62%, melhorou em 60% os serviços de atendimento ao cliente, elevou em 59% a produtividade no ambiente de trabalho, flexibilizou o trabalho e engajou mais os funcionários (50%).

O ranking global dos mercados mais burocráticos segundo a Sage é encabeçado pela Espanha. O país ibérico gasta 10,2% de seu tempo de trabalho com atividades administrativas que poderia ser fortemente reduzido com o uso de tecnologia e ferramentas digitais. Na sequência vêm França (7,5%) e Suíça (7%), seguidas de perto por Brasil (6,2%). Na outra ponta, está o Canadá com apenas 1,7%.

Para o presidente da Sage Brasil e América Latina, Jorge Santos Carneiro, os dados representam um desafio para empreendedores e profissionais de pequenas e médias empresas. “Estamos observando uma maior consciência dos empresários de que a adoção de tecnologia contribui, e muito, para o desempenho de suas organizações.”

Ele, pondera, contudo, que essa transformação digital deveria ocorrer de forma muito mais rápida. “É um sinal de alerta o fato de que em 2019 o crescimento das pequenas e médias empresas, que são responsáveis por 52% dos empregos formais no Brasil, seja ainda limitado pela não utilização de ferramentas e competências digitais. Conforme essa lacuna seja diminuída e superada, os benefícios serão sentidos por todos.”

O Termômetro de Produtividade da Sage foi feito em parceria com a YouGov e calcula tempo e dinheiro gastos a partir de uma pesquisa online com 2.994 representantes sêniores de pequenas e médias empresas de 12 mercados — Reino Unido, Estados Unidos, Canadá, Austrália, Irlanda, Alemanha, Espanha, França, Brasil, África do Sul, Suíça e Malásia.

As informações do termômetro podem ser acompanhadas em tempo real no site da Sage www.sage.com/company/business-builders/reduce-your-admin-burden

A importância dos programas de reconhecimento como elemento motivador entre líderes e colaboradores

Por Danieli Rodrigues

Ao observamos a dinâmica do ambiente corporativo, podemos colocar em perspectiva as particularidades existentes nas relações interpessoais e na forma como cada colaborador busca motivação para dar seguimento em suas funções e desafios. Por mais cientes que nós estejamos da transformação tecnológica que orienta o mercado de trabalho e os conceitos de produtividade no século XXI, não podemos nos esquecer do fator humano como peça fundamental para garantir solidez na condução de processos.

Em uma primeira análise, é comum pensar na questão financeira como principal elemento motivador. Ainda que seja incontestável afirmar que o aumento salarial, decorrente de avaliações satisfatórias de desempenho e alcance de resultados, represente um claro desejo da liderança em manter a pessoa nesta curva de crescimento como um reconhecimento, há aspectos mais amplos a serem abordados. A manutenção desta motivação também deve partir de manifestações genuínas das lideranças, que podem influenciar a forma como o colaborador se posiciona no ambiente profissional e no seu dia-a-dia.

Somos movidos por desafios e, especialmente, pelo desejo de gerar impactos positivos durante a construção de nosso legado. Ao tomarmos consciência destas virtudes e pontos de melhoria, precisamos pensar em programas capazes de estimular o hábito de reconhecer de forma permanente, contemplando não apenas os membros da sua equipe, mas também colaboradores de outras áreas e, por que não, as lideranças, que podem encontrar dificuldades na forma de aplicar esta conduta e também precisam do apoio de iniciativas desta natureza.

Além das frentes de trabalho que reconhecem o cumprimento de metas estabelecidas e a apresentação de inovações no cotidiano profissional, é importante que seja levado em conta o reconhecimento dos valores da companhia, presentes em diferentes formas e níveis em cada um de seus colaboradores. Desta forma, é possível atenuar componentes sensíveis de competitividade, insegurança e incompatibilidade, designando estes valores de forma mútua e complementar para comunicar o sucesso e os bons resultados obtidos pela funcionalidade desta equipe.

O alinhamento destas demandas com cargos de liderança exige cuidado e sensibilidade de todos nós, gestores de pessoas, uma vez que lidamos com um dos aspectos mais valiosos não apenas no ambiente profissional, mas também na trajetória de uma vida: a percepção e o reconhecimento do sucesso. Com a adoção de práticas desta natureza, é possível conduzir e acompanhar, passo a passo, a construção de um ambiente que cresce além dos horizontes financeiros e quantitativos, e começa a ser regido também por pessoas confiantes, realizadas e, principalmente, motivadas a construir seus caminhos dentro das empresas.

Danieli Rodrigues, diretora de Gestão de Pessoas da ADAMA Brasil

Gartner destaca as quatro ondas da disrupção digital

O Gartner, Inc., líder mundial em pesquisa e aconselhamento para empresas, alerta que as constantes transformações digitais exigem que os executivos de alto escalão e que os CIOs (Chief Information Officers) reformulem as estratégias para que suas organizações sejam capazes de se adaptarem mais rapidamente às novas tecnologias para suportar novos modelos de negócios que as inovações tecnológicas permitem às operações.

“A abordagem de esperar para ver não funcionará mais”, diz Leigh McMullen, distinguished analyst e vice-presidente de vendas do Gartner. “Os negócios digitais atingirão as empresas em quatro ondas rápidas, forçando as organizações a aprenderem a surfar e se adaptar rapidamente as novas tecnologias que suportam os novos modelos de negócios”.

Neste cenário, o Gartner avalia que as quatro ondas de interrupção são:

1. Mudança de foco: do custo para o crescimento – As organizações estão cada vez mais mudando suas estratégias da necessidade de cortar os custos para a busca de crescimento de receita e lucro. De acordo com a CEO’s Survey 2019, do Gartner, a grande maioria dos CEOs (Chief Executive Officers) afirma que suas companhias desejam desenvolver tecnologia internamente para criar valor comercial, ao invés de terceirizar o trabalho de TI. “No modo de crescimento, a empresa deve se diferenciar, mas nos negócios digitais, ela deve usar a tecnologia para fazer isso”, diz McMullen.

Recomendação do Gartner: Recomendamos que os líderes trabalhem no redesenho do modelo operacional das infraestruturas e ações de TI para dar suporte aos negócios digitais, transformar talentos, maneiras de trabalhar e outros elementos estabelecidos pela organização de TI.

2. Transformações digitais semeiam o caos em todos os mercados – O efeito disruptivo da transformação digital ainda não atingiu seu pico. As mudanças ainda atingem os mercados de maneiras diferentes – e em momentos diferentes. Por exemplo: indústrias fortemente regulamentadas, como as áreas de saúde e de bancos, continuam resistindo à digitalização total, enquanto a mídia de streaming reformulou completamente a indústria da música.

Recomendação Gartner: Os CIOs têm que buscar as opções para responder às futuras transformações digitais, mas devem fazer esta análise sempre avaliando as áreas de negócios que podem realmente se beneficiar de uma determinada tecnologia e, com isso, pensar em formas de criar novo valor para os clientes.

3. O modelo de negócios da plataforma fica perturbado – Hoje, uma plataforma digital suporta muitos negócios digitais, além das atividades da própria empresa e de seus parceiros que fazem parte de seu ecossistema. Isso significa que, geralmente, há mais poder de computação ocioso nas mesas dos funcionários e nos smartphones do que nos data centers ao redor do mundo.

Recomendação Gartner: Para dar suporte ao principal modelo de negócios da organização, os CIOs devem explorar uma arquitetura baseada em Nuvem com aplicações distribuídas, com ações que combinem Cloud e Edge Computing. As ofertas de Nuvem distribuída suportam a Internet das Coisas (IoT), mas também beneficiam os ambientes móveis e de desktop.

4. Inteligência artificial, IoT e Blockchain criam uma tempestade perfeita – A capacidade do Blockchain de suportar microtransações ponto a ponto – combinada com a capacidade de tomada de decisão inteligente da Inteligência Artificial (IA) e os poderes sensoriais da IoT – criará negócios nunca antes possíveis. Os aplicativos de Inteligência Artificial, incluindo chatbots e assistentes pessoais virtuais, já estão sendo amplamente adotados nas empresas, e as tecnologias Blockchain continuam amadurecendo rapidamente.

Recomendação Gartner: Educar os líderes empresariais sobre Inteligência Artificial, Internet das Coisas e Blockchain para que eles possam entender as implicações dessas tecnologias e reorientar o gerenciamento intermediário para o cultivo de talentos à sua volta.

Para discutir esses temas, os analistas do Gartner apresentarão pesquisas e novidades durante o Gartner IT Symposium/XpoTM 2019, principal evento do Gartner no Brasil, que acontecerá de 28 a 31 de outubro. Trata-se do mais importante encontro de CIOs e executivos de TI do mundo. Líderes da área confiam em eventos como esses para obter insights sobre como suas organizações podem usar TI para superar desafios de negócios e melhorar a eficiência operacional de suas empresas.

Está na hora de trocar a transformação digital por inovação contínua

Por Michael Allen, VP Worldwide Partners da Dynatrace

As organizações estão em uma esteira de inovação contínua. À medida que o mundo se torna digital, as expectativas dos clientes por novas experiências, serviços e funcionalidades aumentaram exponencialmente. Os exemplos mais claros disso são vistos nos ciclos anuais de smartphones ou até mesmo nas atualizações de aplicativos que recebemos diariamente. A necessidade de fornecer o melhor e o mais recente tornou-se um problema para toda e qualquer empresa – é por isso que a Amazon lança novos programas a cada 11 segundos para atender demandas de consumidores ou resolver as pressões do mercado. Esse modelo é seguido também por companhias modernas que buscam se transformar digitalmente para criar uma vantagem competitiva para suas ofertas.

No entanto, visualizar a transformação digital como o objetivo final de uma jornada pode ser um grande desafio para as organizações, a exemplo do que ocorreu com a Kodak e a Blockbuster quando tiraram o pé do acelerador. À medida que os projetos de transformação digital atingem o que parece ser seu destino final, as companhias se tornam mais vulneráveis ​​aos concorrentes “nativos digitais”, que estão constantemente ultrapassando os limites e olhando como podem surpreender ainda mais o mercado com algo novo. Por isso, as empresas deveriam mudar a maneira como encaram a transformação, tratando-a como uma atividade constante e não apenas como uma meta final. Ter inovação presente em todas as atividades permite a evolução constante das empresas, assim como a adaptação para os novos movimentos de mercado que podem surgir a qualquer momento.

Para alcançar a inovação plena, as organizações deveriam ir além da infraestrutura estática, reforçando a migração para a computação em Nuvem vista nos últimos anos. Ter um ambiente de TI híbrido e mais dinâmico é crucial para impulsionar a entrega contínua de novos produtos e serviços, pois a inovação constante exige um ecossistema de tecnologia flexível e escalável, que possa acompanhar o ritmo da mudança. Arquiteturas nativas de Cloud construídas com microsserviços e contêineres promovem processos mais rápidos de desenvolvimento e implementação. Isso fornece às empresas os alicerces para permitir a inovação contínua na velocidade que os clientes exigem.

Por outro lado, a complexidade criada pelos ecossistemas baseados em Nuvem Híbrida pode ser problemática para as equipes de tecnologia, que não têm visibilidade para identificar a causa raiz de alguns problemas de performance que podem afetar os usuários finais. Portanto, a tendência é que cada vez mais organizações adotem recursos de Inteligência Artificial para ajudar suas equipes a agirem de forma mais rápida e assertiva diante de eventuais problemas, ou possíveis interrupções que possam gerar impacto na performance corporativa.

A tecnologia é fundamental para ajudar as empresas em suas jornadas digitais e na correção automática dos sistemas. Mas mudar para ambientes em Nuvem é apenas metade da batalha – apenas porque as organizações têm um ecossistema de tecnologia mais dinâmico, isso não significa que elas se tornem ágeis da noite para o dia. Uma vez que as organizações tenham total visibilidade de ponta a ponta de suas redes de Nuvem Híbrida, elas devem procurar mudar a mentalidade das equipes de TI para criar uma cultura mais ágil e dinâmica.

Essa mudança de mentalidade pode ser alcançada com a adoção de DevOps, que permite que as organizações obtenham uma cultura colaborativa mais ágil, quebrando os silos em que as equipes de desenvolvimento e operações trabalham. Isso cria um ambiente em que cada equipe trabalha em direção a objetivos compartilhados e específicos. Para empresas que buscam alcançar inovação contínua, o DevOps deve se tornar mais do que apenas uma norma cultural para as equipes de TI. Em vez disso, deve ser visto como um componente crucial na forma como a empresa opera.

Uma cultura DevOps ajuda as organizações a se tornarem mais confiantes em seu código, com diferentes equipes trabalhando juntas para garantir que tudo funcione dentro dos parâmetros definidos para a experiência dos clientes. Para conseguir isso, no entanto, as equipes de DevOps precisam de visibilidade completa do impacto de seu código na performance da rede como um todo. A cultura colaborativa significa que todos têm acesso a essas ideias, garantindo que a equipe completa esteja trabalhando a partir de uma única fonte de verdade nos negócios.

As organizações podem levar isso adiante com o BizDevOps, tornando a inovação como algo positivo para o sucesso dos negócios e integrando especialistas de diferentes áreas para a criação de um ecossistema digital que surpreenda os consumidores em duas jornadas de compra e de interação com as marcas por meio de seus canais eletrônicos. Isso estabelece um foco mais profundo e organizacional na inovação e garante que todos estejam trabalhando juntos para melhorar a capacidade da organização de atender às necessidades de seus clientes.

A criação de um ambiente de TI mais dinâmico e de formas ágeis de trabalho em uma empresa pode ajudar as equipes de negócios a encontrarem novas maneiras de solucionar seus desafios, impulsionando a inovação e aprimorando verdadeiramente a experiência de seus clientes. Em uma era de constantes mudanças, a necessidade de inovação contínua é maior do que nunca, demandando que as empresas busquem uma vantagem competitiva em relação aos concorrentes.

Com aplicações em Nuvem, ambientes híbridos, estrutura dinâmica e um novo olhar sobre os negócios, as inovações vão surgir de forma rápida e assertiva. A mudança de mentalidade, combinando novas ferramentas e sistemas com uma revisão completa da maneira como uma organização opera, criará ambientes técnicos e operacionais diferenciados. A jornada pode parecer difícil, mas a tecnologia já está disponível para promover as mudanças necessárias de forma automática. Sem dúvida, as empresas que terão sucesso no futuro já estão escolhendo hoje o caminho correto para a suas novas jornadas.

Quero Educação é única brasileira entre 100 maiores empresas da Y Combinator

A Y Combinator, uma das aceleradoras mais influentes do Vale do Silício, divulgou na última semana a lista das 100 Top Companies entre as 2.000 já aprovadas, tendo como base o valuation – estimativa do valor da empresa. A Quero Educação, edtech que desenvolve soluções para o mercado de educação, é a única brasileira na lista, cujo anúncio oficial aconteceu durante o Disrupt San Francisco 2019, evento que reúne empreendedores, investidores e especialistas para discutir tendências tecnológicas no maior polo de inovação do mundo.

“Ficamos felizes em ver o nome da Quero Educação ao lado das maiores startups do mundo, entre as mais bem sucedidas empresas que passaram pela Y Combinator. Os aprendizados que tivemos durante o programa foram fundamentais para escalar o negócio rumo ao objetivo de ser tornar a maior edtech do mundo”, afirma Lucas Gomes, fundador da Quero Educação. A empresa paulista, criada em São José dos Campos, foi a primeira edtech brasileira aprovada e também a primeira startup brasileira a estar duas vezes nos programas da aceleradora, o YC Core Program 2016 e YC Growth Program 2018.

A lista é encabeçada pelas startups Stripe, Airbnb e Cruise. O valuation combinado das 100 empresas chega a mais de $155B. Juntas, elas geraram mais de 195 mil empregos em todo o mundo, somente a Quero Educação gerou aproximadamente 700. Confira a lista completa das empresas aqui.

Criada em 2012, a Quero Educação cresceu mais de 20 vezes nos últimos três anos. Por meio do Quero Bolsa, marketplace que conecta alunos a vagas que seriam ociosas em instituições de ensino com descontos de até 70%, já matriculou mais de 500 mil alunos. Com foco em melhorar a performance das mais de 6.000 instituições de ensino parceiras, lançou o Quero Pago – solução de pagamentos e retenção para o mercado de educação, e o Quero Analytics – plataforma de inteligência de dados em tempo real.