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Beep Saúde, startup de saúde domiciliar, anuncia aporte de R$110 milhões em rodada liderada pelo Valor Capital Group

A Beep Saúde, startup que utiliza tecnologia para oferecer serviços de saúde a domicílio com custo acessível, fechou sua rodada series B com aporte de R$110 milhões, liderada pelo fundo norte-americano Valor Capital Group. A rodada contou também com a participação da DNA Capital, Bradesco e Endeavor Catalyst, além de investidores anjo, como David Velez, founder e CEO do Nubank. Os recursos serão investidos pela empresa em duas frentes: na ampliação do portfólio de serviços e na expansão geográfica para atender às principais regiões metropolitanas do Brasil.

O aporte dará o impulso para um novo salto de crescimento da Beep fundada em 2016 pelo médico Vander Corteze. Formado em medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), estudou gestão de negócios no Ibmec e foi oficial militar do Corpo de Bombeiros do RJ, além de já ter fundado uma empresa líder no setor de saúde corporativa no Brasil. Corteze enxergou uma nova oportunidade de empreender ao perceber que ainda não existia uma plataforma para a saúde nos celulares dos brasileiros e criou a startup em 2016, hoje a maior empresa de saúde domiciliar do Brasil
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A primeira linha de serviços prestada pela Beep foi a de aplicação de vacinas em domicílio e está presente no Rio de Janeiro, Distrito Federal, São Paulo e Paraná. Em apenas cinco anos, com produtos e atendimento de excelência, a empresa se tornou líder no fornecimento de vacinas no Brasil e vem expandindo sua atuação para realização de exames laboratoriais, também em casa, para beneficiários de planos de saúde privados, como Bradesco, Care Plus e outros. Os usuários da Beep também podem acessar o teste do pezinho (para recém-nascidos), sexagem fetal e até teste de COVID-19.

O momento é bastante positivo para o mercado de saúde, em especial as healtechs, que podem trazer soluções e inovações com agilidade e eficiência, em um cenário em que a pauta da pandemia domina as conversas em todas as esferas da sociedade. O tema é prioritário para a Beep, que reforçou os seus já elevados índices de padronização e qualidade de serviço para garantir o atendimento aos novos protocolos de segurança sanitária.

“A pandemia mudou a forma como as pessoas cuidam da saúde. A prestação de serviços a domicílio, que já era relevante pela comodidade, tornou-se essencial para aqueles que queriam continuar a se cuidar sem se arriscar a uma exposição durante a pandemia”, comenta Vander Corteze, que também é CEO da Beep. “Nós lidamos com a saúde de nossos usuários e, portanto, somos obcecados por qualidade e padronização. Nós entramos na casa das pessoas e precisamos garantir o mais alto nível de segurança em todos os nossos procedimentos”, completa.

Com cenário favorável, a Beep, que já possui cerca de 500 colaboradores, está com mais de 250 vagas abertas, e deverá chegar a 1.000 funcionários até o final de 2021. “Não só iremos crescer o time, como também os serviços prestados. Estamos estudando outras linhas de negócio, como infusão e entrega de medicamentos. Estamos no caminho para nos tornarmos o one stop shop da saúde, concentrando todos os principais serviços em um único lugar e fornecendo-os no conforto do lar de nossos usuários – ou qualquer outro lugar que desejarem”, destaca Corteze.

Na visão de Michael Nicklas, managing partner da Valor Capital Group, a empresa lidera uma mudança estrutural observada nas diferentes vertentes do mercado da saúde em dimensão global. “Antes da pandemia, não se tinha tanta certeza em relação à demanda e perspectiva dos serviços prestados por healthtechs. Durante todo o ano passado, as incertezas foram quebradas, mudando hábitos que certamente nunca voltarão completamente às suas origens. Não à toa, 2020 foi marcado por diversos aportes realizados em startups do setor de saúde”.

BTG Pactual digital disponibiliza investimento em fundo internacional de tecnologia Janus Henderson

Produto permite ao investidor ter acesso a investimento em fundo com portfólio diversificado de empresas de tecnologia de diversas partes do mundo

A partir desta quarta-feira (14) o BTG Pactual digital passa a disponibilizar para seus clientes a possibilidade de investir no fundo Janus Henderson Horizon Global Technology Leaders UCITS, um dos maiores fundos especializados em tecnologia da Europa, administrado pela gestora britânica Janus Henderson.

Em novembro de 2020, o BTG Pactual lançou um fundo feeder que investe no Janus Henderson Horizon Global Technology. Agora, a aplicação no produto já está disponível para os clientes a partir de um do FIC (Fundo de Investimento em Cotas), chamado JANUS HENDERSON GLOBAL TECHNOLOGY DOLAR FI EM COTAS DE FI ACOES INVESTIMENTO NO EXTERIOR, que pode ser encontrado no site ou aplicativo do BTG Pactual digital.

Investidores qualificados com interesse em investir no exterior podem aplicar a partir de R$ 5 mil. O objetivo do fundo é gerar crescimento de longo prazo por meio de um portfólio diversificado de empresas de tecnologia de diversas partes do mundo. O lançamento do produto traz mais uma oportunidade para o cliente do BTG Pactual digital interessado em exposição cambial e diversificação da carteira a partir da exposição a companhias internacionais.

O futuro do trabalho já é nosso presente

Por Marcelo Moreira, Líder de Engenharia para Colaboração, Cisco América Latina

Por muitos anos as discussões sobre futuro do trabalho eram pautadas pela ideia de que trabalharíamos de qualquer lugar, eliminando a necessidade de um escritório físico, integrando-o às nossas casas, viagens, até mesmo nos carros. Porém, o que não poderíamos prever é que as mudanças ocorreriam de forma tão profunda e tão rápida em 2020, com o advento da pandemia de Covid-19 e a necessidade do isolamento e distanciamento social. De uma hora para outra, bilhões de pessoas passaram a trabalhar de suas casas e empresas, fornecedores de soluções de colaboração, provedores de internet e muitos outros setores se viram diante de uma nova realidade.

O “novo normal”, como nos acostumamos a dizer, alterou de forma definitiva a discussão sobre o futuro do trabalho. Se antes era um exercício de futurologia, este conceito se tornou mais próximo do que nunca, buscando respostas para perguntas mais claras: como as relações de trabalho vão se alterar após o período que estamos vivendo? Como manter a produtividade nestes novos tempos? Nós vamos voltar à realidade que vivíamos até 2019? A resposta para esta última pergunta já temos.

Quase um ano após o início do distanciamento social, muitas empresas já perceberam que a forma como adotaram o trabalho remoto no início do ano passado ocorreu de forma compreensivelmente amadora. O funcionário recebia seu notebook para trabalhar de casa – isso quando não usava seu próprio dispositivo pessoal – se conectava a seu Wi-Fi particular e se conectava com seus colegas através de ferramentas de colaboração simples, como aplicativos de mensagem. Foi uma solução apressada para um momento de urgência, contudo hoje se vê que ela não é sustentável em longo prazo.

Conforme fomos nos adequando à nova realidade e vimos a ideia de trabalho híbrido se tornando mais popular e concreta, novas necessidades se tornaram claras. A empresa híbrida do futuro precisa de ferramentas que permitam conexões com maior qualidade e estabilidade, um maior arsenal de soluções de colaboração em áudio e vídeo, adaptabilidade às diferentes demandas de diferentes profissionais e, tão importante quanto, uma maior rede de cibersegurança e opções de monitoramento por parte de gestores e equipes de TI.

Parece uma lista complexa de soluções, mas a realidade é que a maioria delas já está à nossa disposição. Os avanços que o segmento de colaboração trouxe para o mercado nos últimos 12 meses são impressionantes, em especial levando-se em conta o pouco tempo em que estas evoluções ocorreram. Hoje já temos como prover a uma empresa uma solução que permita ao gestor ter uma completa visibilidade e acessibilidade do quão produtivo um funcionário está sendo, e que também permite que este funcionário reporte algum problema técnico ao setor de TI de forma simples e rápida, dando ao profissional todas as informações necessárias para solucionar o problema remotamente.

O futuro, que rapidamente se torna nosso presente, do trabalho remoto é uma realidade onde a empresa investe nas ferramentas de colaboração a distância da mesma forma que investe na sua estrutura física, criando uma experiência uniforme para todos envolvidos na cadeia produtiva. Afinal, na realidade do trabalho híbrido alguns funcionários estarão um dia no escritório, e no outro em suas casas e no dia seguinte podem estar em uma viagem de negócios. Garantir que o projeto que estão realizando seja facilmente acessado e modificado de todas estas locações é um passo fundamental para que esta transição ocorra da melhor forma possível.

Com novas tecnologias, hoje já é possível utilizar sistemas de IA e reconhecimento de voz e rosto para garantir que salas de reuniões sejam totalmente automatizadas, sem a necessidade de toque por parte dos participantes. Além disso, estas mesmas salas podem ter soluções programadas para garantir que nunca excedam um número limite de participantes, evitando aglomeração em um espaço pequeno. Uma ferramenta esta que pode ser extrapolada para todo o escritório e até mesmo para elevadores de condomínios corporativos, espaços estes onde a circulação de pessoas é muito alta.

Respondendo uma das perguntas feitas no início deste artigo, já temos a certeza de que nosso trabalho nunca voltará a ser como era antes da pandemia. E não apenas porque percebemos as vantagens do trabalho remoto, mas também porque as ferramentas que foram desenvolvidas neste período expandiram dramaticamente nossas opções. Nós ainda iremos aos escritórios, mas cada vez mais diante de uma necessidade de contato pessoal – afinal, somos todos humanos – do que pela necessidade de estar lá para realizar alguma tarefa. O futuro do trabalho é poder trabalhar de qualquer lugar. E o futuro já está aí.

Ramper capta R$ 8 milhões em rodada liderada pela DOMO Invest para digitalizar as vendas B2B

Startup criadora da principal plataforma de prospecção digital de vendas B2B do Brasil, a Ramper anuncia a captação de uma nova rodada de investimento de R﹩ 8 milhões. O aporte foi liderado pela gestora de venture capital DOMO Invest e acompanhada pelo fundo Smart Money Ventures, que já havia investido na primeira rodada da empresa. Fundada em 2017, a startup se destaca no mercado pela sua plataforma de prospecção digital, capaz de escalar os negócios B2B sem perder a humanização na relação comercial.

Com a injeção de capital, a Ramper planeja dobrar o time, de 50 para mais de 100 colaboradores até o 1º trimestre de 2022. Dentro desse contexto, a maior parte das contratações será direcionada para o time de produto e de tecnologia, visando o aperfeiçoamento da plataforma.

A prospecção outbound hoje ainda é a maior dor de todas as áreas de vendas B2B, principalmente entre as empresas que ainda não digitalizaram esse processo. Por isso, iniciamos por esse caminho. Uma vez dentro da área, percebemos várias outras lacunas de processos que geram dores para os profissionais de vendas e fricções para os leads. Queremos endereçá-las, uma à uma, sem perder o foco no que sempre fizemos bem. Vamos expandir por duas vertentes: cobrir toda a geração de leads dos clientes, integrando com sites e plataformas inbound (além do outbound), e aprofundar na jornada dos profissionais de vendas com ferramentas para aumentar a produtividade na qualificação e agendamento dos leads gerados“, revela Ricardo Corrêa, fundador e CEO da Ramper.

Atualmente com mais de 1.000 clientes ativos em sua carteira, a startup também tem planos de crescer 100% em faturamento no prazo de 12 meses. Para sustentar esse crescimento, a Ramper também vai investir na expansão das áreas de marketing, vendas, customer success e canais.

Marcello Gonçalves, sócio da DOMO Invest e responsável por liderar o aporte, destaca que o cenário está bem aquecido para as ‘martechs’. “O mercado de vendas B2B é muito grande no Brasil e no mundo. Muitos profissionais que integram esse mercado ainda trabalham no esquema antigo de pesquisa manual, indicação e ligação sem o uso da tecnologia, o que se reflete em perda de tempo e de dinheiro para as empresas. Ao investir na Ramper, acreditamos que ela tem a solução exata para fazer o setor de vendas B2B de qualquer empresa fluir. Além disso, enxergamos que a empresa tem uma equipe diferenciada com um gigantesco potencial para escalar no mercado“, complementa.

Para Fábio Póvoa, managing partner do Smart Money Ventures, fundo que liderou o round de anjo em 2018 e acompanhou esta rodada, a startup se destaca pela maturidade e escalabilidade. “Como investida do nosso portfólio, pudemos testemunhar em primeira mão os desafios vivenciados pela Ramper, incluindo melhorias de produto, atração de talentos, experimentos de tração e desenvolvimento de novos canais de vendas, numa trajetória de crescimento acelerado que multiplicou em 20 vezes seu faturamento mensal no prazo de três anos, com o aporte de apenas R﹩ 1 milhão. A nova rodada irá permitir um salto ainda mais alto ao empoderar times de vendas B2B com maior produtividade no processo de qualificação, segmentação, contato, agendamento de leads e, consequentemente, atingimento de resultados de vendas”, relata.

Vendas como uma carreira digital

Com a proposta inicial de acelerar o crescimento de empresas B2B, a Ramper identifica e capta o contato de tomadores de decisão por meio de sites, redes sociais e bases de dados conectadas. Com os contatos segmentados, os vendedores podem automatizar a abordagem a partir da sua própria caixa de e-mail e ainda receber alertas da hora certa de efetuar uma ligação e iniciar uma conversa por chat, o que possibilita escalar a prospecção sem perder a proximidade da relação e a conversa personalizada. Com isso, a plataforma alimenta o funil de vendas com leads qualificados de forma automatizada, o que permite ao vendedor ter mais tempo para se concentrar onde ele é mais produtivo e tem maiores chances de êxito, que é no pipeline. Os leads gerados pela plataforma são integrados às principais ferramentas de e-mail, CRM e marketing digital do mercado. Pelo fato de todo o processo acontecer de forma digital, tudo o que é feito na Ramper gera estatísticas e análises minuciosas para o time decidir onde investir o esforço, o que acaba com a “caixa preta” que até então existia na área.

Quando a Ramper entrou no mercado, os times de vendas perdiam cerca de 60% do tempo com atividades manuais e repetitivas de baixo valor, como a busca por contatos, ligações frias e envio de e-mails de apresentação, o que implicava em vários problemas para as empresas, como baixa motivação e alto turnover dos membros do time. “Quando iniciamos, existiam alguns players no mercado com foco em sistematizar o processo de prospecção, o que atenua a dor, mas não resolve o problema. Entendemos que o caminho é digitalizar, pois nosso propósito é que os vendedores sejam tão estratégicos quanto outros profissionais que já tiveram sua carreira digitalizada, como os de marketing e engenharia“, explica Ricardo Corrêa.

O produto é fruto de experiências passadas do empreendedor, que liderou uma agência de marketing durante cinco anos e conheceu a fundo as necessidades de centenas de empresas B2B. Ao notar a diminuição dos negócios nos anos de 2015 e 2016, ele quebrou uma regra do próprio segmento: ir à caça de novos clientes de forma ativa e manual. A busca se mostrou efetiva, mas o processo exigia um enorme empenho homem/hora. Para solucionar a questão, decidiu criar uma plataforma para automatizar o processo de prospecção, dando origem ao Ramper que, a partir de 2017, tornou-se o seu único negócio. Atualmente, a plataforma é líder nas categorias “geração de leads” e “pré-vendas” no portal B2B Stack, e recebeu pelo terceiro ano consecutivo o prêmio B2B Awards.

HP Elevate Women, o programa da HP que promove a diversidade na América Latina

A HP Inc. anuncia o programa HP Elevate Women na América Latina, para continuar promovendo a diversidade de gênero e a inclusão das mulheres em seu ambiente corporativo, bem como a relevância delas no setor de TI. A marca não só busca ser um terreno fértil para o crescimento profissional das suas colaboradoras, mas também tem como prioridade a criação de um ambiente ideal para atrair as novas gerações de profissionais.

O programa inovador transforma a maneira como as mulheres se relacionam tradicionalmente com a tecnologia, atraindo e motivando candidatas a desenvolver carreiras de sucesso e de longo prazo na área comercial da HP Inc. na América Latina.

Com 54% de minorias em seu conselho administrativo (42% de mulheres), a HP é considerada a empresa de tecnologia com o conselho mais diversificado, de acordo com a lista da Fortune 100. Atualmente, 31,7% da liderança da empresa é composta por mulheres e 29,6% das vice-presidências são ocupadas por elas.

O HP Elevate Women procura acelerar o crescimento profissional feminino na companhia por meio de programas de apoio e mentoria. Da mesma forma, visa a integração de mulheres profissionais de todos os ramos aos grupos de trabalho da HP em suas diferentes áreas, de acordo com o seu perfil profissional – e com o talento sendo o único critério.

Iniciativas de visibilidade para as executivas – tanto no nível interno como externo –, realização de workshops, campanhas e seminários, bem como um apelo específico à diversidade na força de trabalho de seus parceiros de negócios, distribuidores e fornecedores, fazem parte dos esforços realizados no dia a dia da empresa. “Estamos colocando mais mulheres da HP, especialmente em posições de liderança, para falar em conferências de alto nível. Além disso, também estamos agendando entrevistas com a mídia para que possam compartilhar suas experiências e descrever o que a HP está fazendo para abordar a diferença de gênero”, diz Marcos Razón, Gerente e Diretor Geral da HP Inc. para a América Latina.

Com esta iniciativa, a HP também busca estimular o interesse das novas gerações de mulheres em seguir por carreiras da ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM), e assim, pretende unir-se às grandes corporações do setor com a garantia de que poderão crescer sem preconceitos ou obstáculos por conta das questões de gênero.

“A melhor inovação vem de mentes diversas trabalhando juntas com foco em melhorar o amanhã, e não há dúvida de que o futuro inclui forças de trabalho inclusivas. Na HP, vemos a igualdade de gênero não apenas como uma alta prioridade, mas como um imperativo do negócio” acrescenta Razón.

A HP continua trabalhando constantemente para cumprir com sua missão de inclusão, diversidade e igualdade. A empresa está comprometida em continuar com a criação de programas que reconheçam o valor das diversas equipes de trabalho que, por sua vez, são fontes de inspiração para todos, independentemente do gênero.

Plataforma de upskilling Degreed recebe aporte de US$ 153 milhões em rodada de financiamento da Série D

A plataforma de upskilling Degreed recebeu um aporte de US$ 153 milhões em rodada de financiamento da Série D. O financiamento, liderado pelas firmas Sapphire Ventures e Riverwood Capital, colocou a avaliação da empresa em mais de US$ 1,4 bilhão. O anúncio foi feito em conjunto com a chegada de Dan Levin, ex-COO da Box (NYSE:BOX), para suceder Chris McCarthy como CEO da Degreed. McCarthy continuará como consultor estratégico e fará parte do Conselho de Administração da empresa.

O aporte será utilizado para acelerar o desenvolvimento de produtos, aumentar a infraestrutura de dados, impulsionar a expansão global e buscar aquisições estratégicas. Aprimoramentos tecnológicos serão focados na atualização de relatórios e análises da Degreed, garantindo a melhor segurança da categoria, além de melhorar integrações que aprofundam o uso da plataforma no fluxo de trabalho diário de seus usuários.

Depois de quase oito anos na Degreed, McCarthy está deixando o cargo de CEO para cuidar de um problema crônico de coluna. Ele liderou a Degreed durante um período de crescimento significativo, com um aumento de receita anual composta de 76% e um aumento de 800% no valor da empresa em seus três anos e meio como CEO. Em 2020, a Degreed mais que dobrou sua base de usuários ativos e viu sua equipe crescer em 50%, com 600 funcionários em seis continentes, enquanto fazia grandes investimentos em extensões de produto para apoiar as iniciativas de upskilling de seus clientes empresariais. Recentemente, a Degreed também foi nomeada uma das Melhores Startups Empregadoras pela Forbes. Levin assume o cargo de CEO em um momento empolgante para a empresa.

“Quando o Conselho da Degreed e eu começamos a trabalhar nesse plano de transição no ano passado o objetivo era ser tão bem sucedido como fomos em 2017 quando o co-fundador David Blake me nomeou CEO. Depois de um processo de meses, estamos entusiasmados em ter alguém do calibre de Dan liderando nossa próxima fase de crescimento”, disse McCarthy. “A vasta experiência de Dan em ampliar empresas com alto nível de crescimento se alinha com nossa trajetória futura. Ele não é apenas um grande operador, mas também um líder e coach excepcional, profundamente conectado à missão da Degreed.”

“Estou muito contente em fazer parte da equipe da Degreed. Chris e toda a empresa fizeram um trabalho incrível em entregar um serviço que mais de um terço das empresas Fortune 50 utilizam todos os dias para reter, requalificar e desenvolver seus funcionários mais valiosos. A força de trabalho do futuro precisará construir e ativar novas habilidades de maneira contínua e nós estamos em uma posição única para ajudá-la a fazer exatamente isso”, disse Levin.

Um momento único em tecnologia para RH

“As organizações estão mudando suas abordagens em relação ao talento e habilidades depois da Covid-19”, disse Kat Kennedy, Presidente e Chief Experience Officer da Degreed. “Apesar de bilhões de dólares investidos em sistemas de Gestão de Capital Humano, talento e aprendizagem, muitos trabalhadores ainda não vêem um caminho claro para o crescimento de carreira no trabalho. E muitas empresas ainda não têm maneiras eficazes de sentir e responder às demandas inconstantes por habilidades da força de trabalho. A Degreed está ajudando a resolver isso ao integrar a inteligência de habilidades a todas as maneiras com as quais as pessoas aprendem e crescem no trabalho —tudo em uma experiência simples e fluida.”

Dados sobre habilidades são essenciais para empresas que estão passando por mudanças. De acordo com a Gartner, 53% dos líderes de RH dizem que a incapacidade de identificar habilidades necessárias é o maior impedimento para a transformação da força de trabalho. No entanto, o acesso a esses dados costuma ser difícil em sistemas de RH, aprendizagem e talento. Dados do Brandon Hall Group revelaram que metade dos líderes de talento afirma que suas organizações não têm a tecnologia necessária para avaliar e rastrear as habilidades de seus funcionários. Seis em dez estão buscando uma tecnologia melhor.

“Pesquisas mostram que os funcionários de hoje têm oito vezes mais probabilidade de trabalhar para uma empresa na qual eles confiam que lhes proporcionará oportunidades de carreira, mesmo que seu trabalho mude ou desapareça. E as empresas que conseguirem, rapidamente, realocar o talento de acordo com as prioridades estratégicas críticas têm duas vezes mais chances de superar seus concorrentes no retorno total aos acionistas. Isso é exatamente o que a Degreed faz e é por isso que estamos entusiasmados em fazer parte do futuro da empresa”, acrescentou Kevin Diestel, sócio na Sapphire Ventures.

“Investir em habilidades, cultura e crescimento de carreira tornou-se um diferencial crítico para empregadores”, disse Jeff Parks, co-fundador e sócio-gerente da Riverwood Capital. “Sob a liderança de Chris, a Degreed transformou a experiência de aprendizagem e o debate sobre upskilling. Estamos empolgados para construir sobre essa visão em parceria com o Dan e essa equipe incrível, e estamos focados na próxima fase dessa jornada de crescimento, apoiando sua missão de preparar as pessoas com as habilidades que elas precisam para redefinir suas carreiras, empresas, setores e o mundo.”

Essa rodada de financiamento também inclui os investidores atuais Signal Peak Ventures, Owl Ventures, GSV Ventures, Founders Circle, Contour Investment Partners, Section Partners, e Alliance Bernstein, assim como o novo investidor Firework Ventures.

Centro Nacional de Supercomputação da Suíça, Hewlett Packard Enterprise e NVIDIA anunciam o supercomputador com IA mais potente do mundo

O Centro Nacional Suíço de Supercomputação (CSCS), a Hewlett Packard Enterprise (HPE) e a NVIDIA Enterprise anunciam que estão criando o que se espera que seja o supercomputador com IA mais poderoso do mundo. 

Planejado para entrar on-line em 2023, a infraestrutura do sistema “Alps” substituirá o supercomputador Piz Daint existente na CSCS e servirá como um sistema de finalidade geral aberto a toda comunidade de pesquisadores na Suíça e no resto do mundo.

O supercomputador possibilitará pesquisas inovadoras em vários campos, como clima, ciências de materiais, astrofísica, fluidodinâmica computacional, ciências biomédicas, dinâmica molecular, química quântica e física de partículas, além de domínios como economia e ciências sociais.

Os Alps serão construídos com HPE usando a nova linha de supercomputadores HPE Cray EX, que é uma arquitetura de computação de alto desempenho (HPC) de última geração projetada desde o início para aproveitar com eficiência os insights de grandes quantidades de dados complexos e sempre crescentes. Conta com o pacote de softwares HPE Cray, que garante uma experiência de supercomputação definida por software, e a plataforma de supercomputação NVIDIA HGX™, com GPUs NVIDIA, o SDK NVIDIA HPC e a nova CPU NVIDIA Grace™ baseada em ARM.

Com a integração entre as CPUs e GPUs da NVIDIA, o Alps poderá treinar o GPT-3, um dos maiores modelos de processamento de linguagem natural do mundo, em apenas 2 dias, 7 vezes mais rápido que o supercomputador Selene de IA de 2,8 exaflops da NVIDIA, atualmente reconhecido pelo MLPerf como o supercomputador líder para IA.

Os usuários do CSCS poderão aplicar esse excelente desempenho de IA em várias pesquisas científicas novas que podem se beneficiar da compreensão da linguagem natural. Eles poderão, por exemplo, analisar e adquirir o amplo conhecimento disponível em artigos científicos e gerar novas moléculas para a descoberta de medicamentos.

“Não é só um computador novo. Para possibilitar avanços científicos, reformamos o centro de computação ao longo de várias fases de expansão para ter uma infraestrutura de pesquisa orientada por serviços. O Alps usará a infraestrutura de supercomputação da HPE Cray EX baseada em uma arquitetura de software nativa em cloud para implementar uma infraestrutura de pesquisa definida por software, bem como a nova CPU Grace da NVIDIA para reunir tecnologias de IA e supercomputação clássica em uma única e potente infraestrutura de data center”, afirma Thomas Schulthess, pesquisador computacional no ETH Zurich e diretor no CSCS.

“A HPE colabora com o CSCS há muito tempo para desenvolver tecnologias de HPC e acelerar uma série de pesquisas científicas. Temos a honra de continuar esta jornada projetando um novo e poderoso sistema que amplia a missão da CSCS. Com essa ferramenta incrível, o CSCS pode gerar informações a partir de seus dados para realizar avanços no mundo”, declara Antonio Neri, presidente e CEO da HPE.

“Os desafios científicos gigantes de hoje exigem um novo tipo de supercomputador para realizar descobertas. Aproveitando nossa nova CPU Grace projetada para IA e HPC em escala gigantesca, a CSCS e a NVIDIA estão se unindo para abrir um novo caminho – construindo uma infraestrutura de supercomputação extraordinária, baseada na ARM, que permitirá aos mais importantes cientistas aplicar o poder da IA para fazer pesquisas que transformem o mundo”, explica Jensen Huang, fundador e CEO da NVIDIA.

Investimento em Venture Capital acelera a captação de novos negócios

Invisto e ACATE têm fundo de R$100 milhões que pode ajudar a estimular o mercado

Apesar do recente aumento da Selic, a taxa básica de juros continua baixa, e o aumento no volume de aportes em startups, mesmo durante a pandemia, fez do Venture Capital o melhor investimento de 2020. De acordo com Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital (ABVCAP) e a consultoria KPMG, pela primeira vez os investimentos em venture capital superaram o volume gerado pelo private equity. Por exemplo, na Invisto, maior círculo de venture capital do sul do Brasil e localizada em Florianópolis, das oito empresas inovadoras que tem em seu portfólio, em conjunto, registraram um faturamento de R$82,6 milhões, o que representa um crescimento de 51% se comparado com 2019. 

Esta tendência pode trazer um grande impacto para o mercado de tecnologia nos próximos anos. “Há muita liquidez no mercado e a opção pelo Venture Capital está em destaque para os investidores”, conta Marina Leite, head de Relações com Investidores da Invisto. O círculo de investimento em conjunto com a ACATE tem um fundo de R$100 milhões para startups B2B. Marina ainda conta que a procura pelo fundo cresceu bastante nos últimos meses. Em média, oito startups são analisadas por semana em áreas muito boas como educação, logística, healthtechs e ESG.  

Para a ACATE, participar de um fundo de investimento que busca startups focadas no mercado corporativo, com receita mensal entre R$100mil e R$150mil e que de preferência seja da região sul do país é uma estratégia que fortalece as empresas de tecnologia em expansão que não encontrariam no mercado outra forma de investimento que atenda esta faixa de faturamento.

Esta ação fortalece as empresas e o ecossistema local, o que contribuiu para fazer de Florianópolis a segunda melhor cidade do Brasil para se empreender em tecnologia e inovação, ficando atrás apenas de São Paulo, segundo dados do Índice de Cidades Empreendedoras da Endeavor em parceria com a Escola Nacional de Administração Pública (Enap). Atualmente, a tecnologia é a principal atividade econômica da capital de Santa Catarina.

Ainda em 2021, duas startups devem receber aportes do fundo Invisto com ACATE e a expectativa é que outras façam parte deste grupo, pois já estão em processo avançado de avaliação. 

Nodo abre vagas no Brasil e EUA

A Nodo, especialista em mais de 300 soluções digitais personalizadas para diferentes setores, está com doze vagas abertas para atuação home-office por todo o Brasil e na Califórnia (EUA). Com um ambiente de trabalho descontraído e possibilidades de crescimento, a companhia oferece aos colaboradores em regime CLT ou PJ, plano de saúde, vale refeição ou vale alimentação, seguro de vida e vale transporte.

As vagas disponíveis são para atuar como desenvolvedor Front-End (React e/ou React Native), desenvolvedor Back-End (Node.Js), auxiliar administrativo, UX Designer, UX/UI Designer, gerente de projetos e desenvolvedor Full Stack. Além de salários compatíveis com o mercado de trabalho e uma carga horária de 40 horas semanais, a empresa conta com parcerias que permitem acesso a serviços da rede credenciada de turismo, esporte, academia, odontologia, cultura e lazer e aulas de inglês 100% custeadas pela Nodo.

Além disso, há uma vaga de Biz Dev (Business Developer) para trabalhar diretamente com a diretoria US nos Estados Unidos. Para a posição em específico é imprescindível poder trabalhar legalmente no país e morar na região da Califórnia (San Diego, Orange County ou Los Angeles). “Com o propósito de transformar negócios através da tecnologia, a Nodo está sempre em busca de profissionais movidos pelos resultados e excelência. Entendemos que o sucesso dos nossos esforços vêm de pessoas e por isso contamos com uma cultura de Feedback 360º e políticas adequadas de remuneração, capacitação e crescimento”, destaca Paulo Faulstich, cofundador e diretor de negócios da Nodo.

Com um time altamente qualificado dentro do ramo da tecnologia, a Nodo se empenha em manter seus profissionais motivados e em constante crescimento. Para isso, a empresa conta com uma gestão transparente, pesquisas de clima organizacional e programas de mentoria e incentivo profissional como o “Mandou Bem”, que empodera e estimula os colaboradores a produzirem artigos sobre sua área profissional. Além de um Culture Code que reúne crenças e valores pertinentes a empresa. “O desenvolvimento e a evolução do nosso time é uma prioridade da companhia. Acreditamos que nossos resultados são frutos do comprometimento e capacitação de toda uma equipe”, finaliza Paulo.

Para se candidatar e conferir mais informações a respeito das vagas, basta acessar o portal de carreiras da Nodo http://nodo.cc/pt/trabalhe-conosco. Para as vagas de atuação nos EUA, a aplicação deve ser feita através do Linkedin .

CEBDS e CEO´s de cerca de 30 empresas assinam documento com metas climáticas que podem gerar até US$ 17 bi ao Brasil até 2030

O Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) divulga hoje, com a assinatura de CEO´s de cerca de 30 empresas (veja lista completa abaixo), o posicionamento “Neutralidade Climática: Uma grande oportunidade”, que reitera que uma meta mais ambiciosa de neutralidade climática para 2050 trará ganhos ao Brasil em diversos segmentos: economia, com a geração de empregos verdes e investimentos crescentes em soluções de baixo carbono; comerciais, com poder de negociação mais sólido frente a seus principais competidores; ambientais, com incentivo à redução dos gases de efeito estufa (GEE); e reputacionais.

Seguir em direção à retomada verde é a única maneira adequada de sermos competitivos, segundo a presidente do CEBDS, Marina Grossi. “Economicamente falando, o CEBDS crê que um total de até US$ 17 bilhões possam ser gerados no País a partir de negócios com base na natureza até 2030. O setor já está engajado, buscando as escolhas certas agora e direcionando os investimentos para enfrentamento e recuperação da economia brasileira em um modelo de economia circular, de baixo carbono e inclusiva, em que os benefícios entre produzir e preservar são claros e representam ganhos para o Brasil”, afirma a presidente do Conselho.

O CEBDS tem liderado o setor empresarial brasileiro devido à urgência para mitigar riscos decorrentes das mudanças climáticas. “São muitos desafios, mas estamos convictos que metas mais ambiciosas trarão mais oportunidades para o desenvolvimento de negócios, resultando em mais investimentos, de recolhimento de tributos e de geração de renda ao setor privado, à sociedade brasileira e, consequentemente, ao País. O setor empresarial brasileiro entende ter papel fundamental na superação de tais desafios e que o caminho passa pelo diálogo transparente e direto entre governo, empresas e sociedade civil, que são cruciais para os avanços necessários”, reitera a presidente do CEBDS, Marina Grossi.

Entenda o cenário: o Acordo de Paris e a NDC brasileira

Com o único objetivo de reduzir o aquecimento global, o Acordo de Paris é um tratado mundial que foi negociado durante a COP21, em Paris, e foi aprovado em 12 de dezembro de 2015. Entrou em vigor oficialmente no dia 4 de novembro de 2016, tempo recorde para um acordo climático dessa envergadura. Suas medidas e metas passaram a valer para todos os 195 países signatários do Acordo a partir de 2020.

Faltando pouco tempo para a COP-26, prevista para acontecer em novembro, em Glasgow, o Brasil, que possui 20% da biodiversidade mundial, precisa assumir o papel de protagonista na agenda climática. Os oceanos e a atmosfera esquentam mais ano a ano por causa das massivas emissões de gases. Os maiores vilões nessa história são a queima dos combustíveis fósseis e o desmatamento das florestas (responsáveis por renovar o oxigênio).

Em 2015, o Brasil ratificou o Acordo de Paris para reduzir suas emissões de gases de efeito estufa. Esse compromisso é fundamental para obtenção de resultados concretos rumo à economia de baixo carbono. No Brasil, as principais metas da NDC (Contribuição Nacionalmente Determinada, na sigla em inglês), é conseguir reduzir as emissões de gás carbônico em 37% em relação às emissões de 2005. A data limite para isso é 2025, com indicativo de reduzir 43% das emissões até 2030

“Estamos em um ano decisivo para a questão climática, comparável ao que foi em 2015 em relação ao Acordo de Paris. O Brasil – tanto no Leaders Summit on Climate, com o presidente Biden, nos dias 22 e 23 de abril, quanto em Glasgow, em novembro – tem grande oportunidade para consolidar seu protagonismo nessa agenda e atrair capital internacional, protegendo sua floresta e gerando valor com a biodiversidade que temos.” “As signatárias sabem que as empresas brasileiras têm uma oportunidade inigualável nessa agenda, onde há um novo padrão de mercado com a demanda para produtos e serviços de baixo carbono e inclusivo, atendendo aos critérios ESG”, completa a presidente do CEBDS.

EMPRESAS PARTICIPANTES

CEO´s das seguintes empresas assinaram o documento: Bayer, Braskem, Bradesco, BRF, CBA, DSM, Ecolab, Eneva, EQUINOR, Icare, Ipiranga, Itaú, JBS, Lojas Renner, Lwart Soluções Ambientais, Marfrig, Michelin, Microsoft Brasil, Natura, Schneider Electric, Shell, Siemens Energy, Suzano, Ticket Log, Tozzini, Vedacit, Votorantim Cimentos, Way Carbon. A iniciativa conta com apoio institucional: Amcham Brasil, ABAG – Associação Brasileira do Agronegócio, CEBRI – Centro Brasileiro de Relações Internacionais, Coalizão Brasil Clima – Florestas e Agricultura e ICC – Câmara de Comércio Internacional.

Startup liga pequenos produtores de café a fãs da bebida

O Brasil possui uma longa história com a produção de café, com as primeiras mudas plantadas em 1727 e se tornando o principal produtor em 1880, sustentando o título até os dias de hoje. Além do sucesso no exterior, a bebida é amada por muitos brasileiros. Uma pesquisa encomendada pela Jacobs Douwe Egberts (JDE), empresa possuidora de marcas como Pilão e L’or, apontou que o café é a bebida mais consumida pelos brasileiros – 3 a 4 xícaras por dia -, perdendo apenas para água.

O Brasil atualmente é o maior mercado consumidor e disparado o maior produtor de café do mundo. Apesar disso, na cafeicultura brasileira que é composta por mais de 300 mil produtores onde mais de 90% são considerados pequenos produtores e produtores de agricultura familiar, ainda assim a grande maioria desses produtores não têm nenhum acesso ao mercado e dificilmente conseguem ter visibilidade na cadeia onde ele é protagonista. Sem contar que esses mesmos produtores acabam ficando dependentes dos intermediários que acabam levando a maior fatia do lucro das produções.

Contudo, Gabriel Barruffini, em uma viagem para o exterior, percebeu o valor que o café tinha no mundo e resolveu voltar para o Brasil e investir criando novas formas de gerar oportunidade e transformação para os pequenos produtores de café e, com isso, criou a Veroo, uma marca nativa digital de cafés especiais, que nasceu com o propósito de criar soluções inovadoras para transformar e melhorar a cadeia de valor da produção cafeeira.

No atual cenário do café no Brasil, existe uma lacuna muito preocupante que deve ser preenchida e viemos para mudar essa história. Por anos e anos, o acesso às principais informações, técnicas e estratégias comerciais eram privilégio apenas dos grandes produtores que têm condições de investir nessas vertentes, porém, a mudança do comportamento do consumidor e a chegada das tecnologias que torna as soluções cada vez mais acessíveis e exponenciais, essa história começa a mudar.

“É o que fazemos na Veroo, entendemos o mercado de uma forma que muitas vezes nos chamam até de loucos, pois trabalhamos na total contramão do mercado, pois tentamos vender com o preço mais acessível possível para o consumidor final, mas pagando o máximo ao produtor, traduzindo na prática, hoje uma saca de café é vendida na média pelo mercado de commodity a R﹩700,00, mas aqui na Veroo estamos pagando em média 50% a mais, do outro lado, quando se vê alguma cafeteria ou marca que trabalha com cafés de alto padrão (+83 pts SCA) esse café custa muito caro, em média mais de R﹩ 140,00 por kg, e aqui na Veroo vendemos esses café por R﹩70,00 por kg e já com frete incluso. Isso é só o começo da transformação que queremos operar, acreditamos que quanto mais pessoas abraçando o nosso propósito, mais impacto poderemos gerar. Hoje ainda atuamos com uma quantidade pequena de produtores, mas temos perspectiva de um aumento exponencial nos próximos anos” , afirma.

Por fim, estamos literalmente propondo uma revisão da cadeia de valor, sabemos que é muito desafiador enquanto a maioria olha de uma forma ainda muito dentro da caixa, mas acreditamos que será muito positiva para todos os atores dentro dela”, explica Gabriel Barruffini, fundador e CEO da Veroo, ao lado de Rodrigo Saraceni, co-fundador.

Covid-19 desencadeia onda de inovação nos setores de consumo, mostra novo estudo da Accenture

A pandemia de Covid-19 mudou a forma como as pessoas vivem, trabalham e se relacionam, acelerando a demanda por inovação. Empresas de varejo, bens de consumo e viagens deixam de apenas reagir à crise e passam a reinventar produtos e serviços. É o que mostra o novo levantamento global da Accenture (NYSE: ACN).

Depois de um ano de isolamento social, 95% dos entrevistados afirmam ter feito ao menos uma mudança de estilo de vida que deve ser permanente. O trabalho de casa, mudanças nos padrões de viagens e aumento na busca por produtos locais desafiam setores a repensar a forma como irão atender o consumidor que teve que se adaptar à pandemia. O mais recente estudo feito com mais de 9.650 pessoas em 19 países corrobora dados anteriores da Accenture: de que muitas mudanças de comportamento provavelmente serão de longo prazo.

“Os efeitos em cascata da pandemia serão sentidos por algum tempo e irão reforçar a necessidade das empresas voltadas ao consumidor de serem mais ágeis, resilientes e responsivas às mudanças”, afirma Oliver Wright, diretor sênior e líder do grupo para o setor de bens de consumo global da Accenture. “Grandes catástrofes sempre trazem oportunidades e a pandemia desencadeou uma onda de inovação. À medida que as empresas repensam as formas de fazer negócios que geram crescimento, muitas passam a usar recursos para a realização de análises avançadas a fim de identificar, responder e direcionar as tendências de consumo em constante mudança. Um exemplo é a cervejaria britânica Brewdog, que foi ágil e criativa durante toda a crise. Além de destinar parte de sua estrutura para a produção de álcool em gel, a empresa criou bares virtuais e o Brewdog Drive-Thru, além de ressignificar suas instalações físicas para a abertura do espaço de co-working Desk Dog”.

A pandemia de Covid-19 levou a uma transformação profunda, com empresas implantando mudanças simultâneas em diversas áreas e requalificando seus funcionários no que antes seriam programas de longo prazo. Muitas empresas voltadas ao consumidor reorganizaram seus negócios na nuvem, enfrentaram as pressões de custo e seguiram investindo em resiliência e segurança, implementando a infraestrutura necessária para permitir a inovação e posicioná-las para o sucesso futuro.

O surgimento do “terceiro espaço”

Com o início da pandemia, muitos funcionários passaram a trabalhar de casa e já ficou claro que para grande parte a possibilidade de decidir como e onde trabalhar deve ser permanente, mesmo após o fim da pandemia. Entre os entrevistados, 79% gostariam de eventualmente trabalhar a partir de um “terceiro espaço” – um lugar que não seja nem a casa e nem o escritório – e mais da metade estaria disposta a pagar até US﹩ 100 por mês do próprio bolso para poder trabalhar de um café, bar, hotel ou outro local com espaço dedicado. Isso indica uma série de oportunidades potenciais para o aumento de receita nos setores de hospitalidade e varejo.

O desejo de poder trabalhar a partir de um “terceiro espaço” vem acompanhado de uma série de mudanças também em relação às viagens de negócios. Entre os participantes do estudo, 46% não têm planos de viajar a negócios após a pandemia ou pretendem diminuir os antigos custos com viagens pela metade. Ainda é incerto quanto tempo essa nova tendência irá durar, mas atualmente acredita-se que o mercado de viagens a lazer será o primeiro a retornar, trazendo adaptações ao setor para uma operação mais eficiente a fim de compensar a perda de rendimento do período.

“A pandemia forçou o surgimento do que chamamos de ‘pragmatismo criativo’, especialmente entre empresas de viagens e hospitalidade que tiveram que buscar novas fontes de rendimento durante a crise”, explica Emily Weiss, diretora geral e líder do grupo para o setor de viagens global da Accenture. “Alguns hotéis transformaram seus quartos em restaurantes temporários, já outros testaram a oferta temporária de suas áreas de escritório para os clientes em busca de um ‘terceiro espaço’ para trabalhar. Embora tenha havido experiências com inovação em áreas bem específicas, as empresas precisam dimensionar esses novos serviços e levar em conta o novo foco dos viajantes em saúde e segurança, por exemplo, usando a nuvem para a implantação de interações totalmente livres de contato”.

Mudanças nos hábitos de consumo vieram para ficar

Não foram só os hábitos de trabalho e de viagens que mudaram de forma permanente, muitos também acham que seus hábitos de compra evoluíram consideravelmente nesse período. O levantamento mais recente reforça os dados divulgados anteriormente pela Accenture de que o aumento significativo no e-commerce provavelmente irá permanecer ou crescer ainda mais. Por exemplo, a proporção de compras online de produtos como alimentos, itens de decoração, moda e artigos de luxo por usuários de comércio eletrônico antes pouco frequentes – definidos como aqueles que usavam canais online para menos de 25% das compras antes do surto de Covid-19 – cresceu 343% desde o início da pandemia.

De acordo com Jill Standish, diretora sênior e líder do grupo para o setor de varejo global da Accenture, “os principais varejistas se adaptaram rapidamente ao aumento do comércio eletrônico e estão usando a tecnologia para atender seus clientes de novas formas. Muitos adotaram tecnologias disruptivas, como realidade aumentada, recriando a experiência da loja física e ajudando o consumidor a visualizar melhor o móvel ou a roupa que deseja comprar. Já outros adaptaram as lojas fechadas para servirem como centros de abastecimento locais com tecnologia de separação e embalagem. Mesmo em um mundo pós-pandemia, as empresas terão que satisfazer o apetite dos consumidores por compras online com entrega rápida e ser mais conscientes acerca dos seus investimentos em pessoas, cadeias de suprimentos, lojas físicas e canais digitais. Só assim estarão prontas para impulsionar o crescimento”.

Sobre o estudo


O levantamento Covid-19 Consumer Research da Accenture acompanha as mudanças de atitudes, comportamentos e hábitos dos consumidores do mundo todo por conta das adaptações à pandemia causada pelo novo coronavírus. As últimas entrevistas foram conduzidas entre 28 de novembro e 10 de dezembro de 2020 e entre 25 de fevereiro de 5 de março de 2021 com 12.487 e 9.653 consumidores respectivamente, em 19 países espalhados por cinco continentes: Alemanha, Arábia Saudita, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, EAU, Espanha, EUA, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, Reino Unido, Rússia, Suécia e Suíça.