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Robotização da indústria no Brasil é baixa e está atrasada, apontam especialistas na ABM WEEK 2019

A implementação de robôs na indústria é um processo em aceleração crescente nos países mais competitivos do mundo, nos quais o setor minero-metalúrgico já os emprega em diferentes aplicações. O Brasil está muito atrasado em comparação com países como Alemanha e China nesse aspecto, mas algumas companhias nacionais e a universidade brasileira têm trabalhado para avançar na robotização de algumas operações fabris.

Mencionando dados do anuário 2019 da International Federation of Robotics, Edouard Mekhalian, diretor-geral da Kuka Roboter do Brasil, apontou que 70% dos robôs adquiridos pela indústria mundial em 2018 ficaram em apenas cinco países, como China e Japão. No Brasil, a taxa média de robotização na indústria como um todo é de 14 robôs para 10 mil trabalhadores — índice bem inferior à média internacional de 99 robôs para cada 10 mil trabalhadores.

“O número brasileiro é até pior, dada a enorme quantidade de desempregados”, explicou Mekhalian durante a mesa-redonda Robotização aplicada na indústria minero-metalúrgica, um dos eventos realizados na ABM WEEK nesta quarta-feira (2 de outubro).

Martin Hirschmanner, vice-presidente de mecatrônica da Primetals Technologies, apontou que há diferentes níveis de aplicação de robôs na indústria minero-metalúrgica. “O primeiro nível já é padrão no setor, o de soluções isoladas”, afirmou. Robôs têm sido largamente aplicados a diversas tarefas em plantas siderúrgicas, substituindo o trabalho manual de operários em funções como medições e amostragens.

Os níveis mais elevados de robotização estendem-se a processos completos, como o lingotamento contínuo. O passo seguinte será o desenvolvimento de uma usina completamente robotizada — algo que não existe hoje em dia e que ainda depende de uma série de desenvolvimentos tecnológicos, segundo Hirschmanner.

Casos de sucesso

Embora as companhias brasileiras enfrentem uma série de desafios para avançar na aplicação de robôs em suas plantas, há notáveis casos de sucesso. Leonardo Martins Demuner, gerente-geral de Aciaria da Ternium, apresentou o programa de robotização da companhia.

“Temos implementando modificações e realizado estudos quanto às áreas e postos de trabalho onde é possível implantar robôs. A ideia foi mapear toda a usina, identificando onde a carga de trabalho é mais pesada e onde é possível instalar equipamentos de forma mais rápida”, explicou. Entre os setores em que a empresa implantou robôs, Demuner citou a etiquetagem de placas e medição de temperatura de gusa. “Esses são os itens em que temos processo mais adiantado, mas a ideia é atuar em todas as áreas em que há maior exposição dos trabalhadores”, concluiu Demuner.

Fernando Broder é o novo Chief Information Officer da ASSIST CARD Internacional

A ASSIST CARD, empresa referência no segmento de seguro viagem no Brasil, nomeou Fernando Broder como Chief Information Officer.

O executivo iniciou sua trajetória na ASSIST CARD em 2008, como gerente Global IT Applications, responsável por todos os países nos quais a companhia atua. Em 2015, Broder foi promovido a diretor da empresa e, além de continuar responsável por aplicativos e sistemas globalmente, também passou a gerenciar os departamentos de Produtos e Preços.

Desde 2016, Fernando se tornou responsável também pelas áreas de infraestrutura, service desk, telecomunicações, redes, desenvolvimento de aplicativos e dispositivos móveis, suporte de TI e segurança de computadores, entre outros.

“Como novo CIO, continuarei trabalhando no principal objetivo que buscamos na ASSIST CARD: entregar o melhor serviço, com uma infraestrutura robusta e a tecnologia mais inovadora que nos permite oferecer aos nossos clientes a melhor experiência. Ajudamos os nossos clientes para que, toda vez que viajam, sintam que não estão sozinhos, porque os acompanhamos a todo, em qualquer lugar e por qualquer motivo ”, diz Broder.

Antes de trabalhar na ASSIST CARD International, Fernando ocupou o cargo de gerente de Desenvolvimento e Aplicações no Grupo Clarín por mais de quatro anos. Também foi consultor de negócios da IBM na Argentina, Suíça e América Central. Com muitos anos de experiência no setor de tecnologia da informação, o profissional é referência em áreas como Processos de Negócios, Planejamento Estratégico e Negociação.

Broder é graduado em Contabilidade e Administração de Empresas pela Universidade de Buenos Aires (UBA) e possui mestrado em Finanças Internacionais pela mesma Universidade. Ainda, em 2005, obteve a certificação em Project Management Professional (PMP) pelo Instituto de Estudos de Excelência Competitiva (IEEC), centro regional de ensino e desenvolvimento de aplicações em Logística e Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos para empresas do setor de Manufatura e Serviços

Empresas que se destacam no escalonamento da inovação tecnológica dobram crescimento de receita, aponta estudo da Accenture

A Accenture (NYSE: ACN) revela hoje complementos do estudo Future Systems, que aponta o impacto de se investir com qualidade em tecnologias que melhorem o desempenho financeiro das empresas e, principalmente, a cultura e o comportamento das empresas que lideram a indústria. Intitulado “Full Value. Full Stop. How to scale innovation and achieve full value with Future Systems”, o estudo analisa como escalonar inovação e alcançar o valor total dos investimentos em tecnologia.

As informações do levantamento complementam os dados do estudo Future Systems lançado em 2018 e baseiam-se em uma pesquisa com mais de 8.300 organizações de 20 indústrias e 22 setores. O estudo foi desenvolvido para ajudar empresas a compreenderem como fechar a lacuna das metas de inovação (a diferença entre valor potencial e valor concretizado a partir dos investimentos em tecnologia).

O Future Systems é a maior pesquisa corporativa de TI já realizada pela Accenture e inclui dados sobre tecnologias maduras e emergentes, como inteligência artificial (IA), blockchain e realidade estendida. As empresas foram divididas de acordo com três aspectos: adoção tecnológica, profundidade da adoção tecnológica e nível de preparo organizacional e cultural. Ao atribuir uma pontuação para cada um desses fatores, foram definidos grupos com as empresas “líderes” (10% principais) e o grupo “lanterna” (25% inferiores). Analisados os indicadores de desempenho coletados a partir de 2015 e projetados até 2023, o estudo identificou a relação entre adoção tecnológica e valor alcançado, constatando que, entre os líderes, a receita cresce mais do que o dobro do que entre os últimos colocados. Além disso, apenas em 2018, as empresas nas últimas posições registraram 15% em receita anual perdida e provavelmente perderão em torno de 46% dos ganhos potenciais de receita até 2023 se não mudarem a forma como lidam com a tecnologia.

“Os executivos C-level de hoje já investem quantias significativas de capital em novas tecnologias, mas nem todas as empresas conseguem obter os benefícios da inovação resultante desses investimentos”, explica Bhaskar Ghosh, diretor geral para Accenture Technology Services. “Competir na economia pós-digital de hoje, impulsionada por dados, significa que as organizações precisam de uma estratégia minuciosa em relação à adoção de tecnologias e de uma visão clara sobre como devem ser esses futuros sistemas em suas empresas. Nosso mais recente levantamento mostra que as empresas líderes da indústria no mundo estão investindo em sistemas sem fronteiras, adaptáveis e extremamente humanos a fim de maximizar a inovação, desempenho e valor dos negócios”.

No geral, os líderes acreditam que o trabalho entre humanos e máquinas tem a capacidade de revelar o melhor em ambos, e que empresas e seus ecossistemas devem formar alianças complementares. Esta é a razão pela qual essas empresas estão motivadas a construir novos sistemas sem fronteiras, adaptáveis e humanos, definidos da seguinte forma:

  • Sem fronteiras: os sistemas sem fronteiras aproveitam os limites difusos – considerando a área de TI, entre empresas, e na relação entre humanos-máquinas – para criar novos espaços para o florescimento de ideias e parcerias.
  • Adaptáveis: sistemas adaptáveis são capazes de aprender, melhorar e se adaptar por si só, eliminando os conflitos que limitam o crescimento dos negócios e capacitando as pessoas para tomarem melhores decisões de forma ágil.
  • Humanos: sistemas humanos conversam, ouvem, enxergam e compreendem exatamente como nós, trazendo uma simplicidade para cada interação entre pessoas e máquinas, criando as vantagens do futuro.

“O levantamento mostra que as organizações líderes estão melhorando seu quociente de tecnologia, ultrapassando a ideia de delimitação de áreas de excelência e usando estratégias para alcançar a transformação da empresa como um todo, a fim de maximizar o retorno de seus investimentos em tecnologias”, completa Ghosh.

O estudo Future Systems concluiu que as empresas líderes contam com uma mentalidade e abordagem distintas em relação à adoção tecnológica e à transformação organizacional. Há um contraste em relação aos últimos colocados da pesquisa. Mais especificamente, as empresas líderes estão:

  • Adotando tecnologias ágeis e flexíveis: entre as empresas no topo do ranking, 98% estão adotando tecnologias robustas como IA, contra apenas 42% das empresas no fim do ranking. As empresas líderes também estão usando soluções que possibilitam dissociação de dados, infraestrutura e aplicações. Na verdade, a adoção de tecnologias como DevSecOps, microsserviços e contêineres é consideravelmente maior entre as empresas líderes em comparação com as retardatárias: 97% contra 30%.
  • Apostando na computação em nuvem: os líderes também estão muito à frente quando o assunto é a adoção de tecnologias em nuvem como forma de alavancar efetivamente outras tecnologias, incluindo IA e analytics. Entre os líderes, 95% enxergam a nuvem como um catalisador da inovação, em comparação com apenas 30% do grupo de empresas nas últimas colocações.
  • Enxergando dados como um ativo da companhia: 90% dos líderes tomam medidas para garantir a qualidade dos dados, em vez de confiar em dados potencialmente não verificados ou tendenciosos. Isso significa que 94% dos executivos em empresas líderes afirmam que seus dados são confiáveis o suficiente para gerar mudanças nos negócios, em comparação com apenas 64% das companhias no grupo lanterna.
  • Gerenciando os investimentos em tecnologia em todas as áreas da empresa: os líderes apresentam um alinhamento melhor nos negócios, derrubando de forma efetiva as barreiras entre TI e outros departamentos.
  • Investindo na qualificação: as empresas líderes estão usando três vezes mais a aprendizagem prática do que os últimos colocados do ranking: 73% contra 24%. A IA e analytics avançados são usados por 87% dos líderes em áreas como aprendizado personalizado, previsão das necessidades de qualificação dos trabalhadores e correspondência dos requisitos de habilidades dos trabalhadores com os módulos de treinamento. Entre os últimos colocados na pesquisa, esse número chega a apenas 35%.

Informações adicionais sobre o estudo “Full Value. Full Stop”, incluindo os infográficos, principais indicadores para um período de oito anos e referências por setor e localização estão disponíveis aqui.

Colaboração por meio da tecnologia: a transformação digital chegou para o ambiente de trabalho

Por João Aguiar, gerente de Engenharia e Pré-vendas para a região do Brasil e CALA da Poly

É de comum senso que os processos de negócios estão migrando rapidamente para o ambiente virtual, possibilitando que a experiência dos usuários se torne ágil, objetiva e proveitosa. Em função disso, os recursos tecnológicos mais avançados estão sendo agregados ao mundo corporativo para proporcionar melhores resultados e, quem opta por não acompanhar essa tendência, acaba se distanciando da realidade.

Na América Latina, mudanças no workplace atual já são uma realidade. Salas compartilhadas e virtuais, colaboração em nuvem e vídeo colaboração são tendências que já existem no mercado de trabalho. Mas como as empresas estão enfrentando essas mudanças hoje? Que considerações as empresas devem ter para se adaptar a esse mundo tecnológico, dinâmico e conectado?

Em uma pesquisa feita pelo MindMetre Research a pedido do International Workplace Group (IWG), realizada em 96 países, foi constatado que mais de dois terços dos executivos trabalham de forma remota ao menos uma vez por semana em todo o mundo. No Brasil, esse número chega a 25%, segundo o IBOPE. Ou seja, a transformação digital chega para provocar uma mudança radical na maneira como as empresas operam atualmente, incorporando processos digitais com inteligência e garantindo seu lugar no futuro.

Um dos aliados neste momento são as salas colaborativas. Hoje mais eficazes e produtivas, as soluções de áudio e vídeo são a grande aposta dos executivos de RH para o futuro do trabalho. A tecnologia chegou para equipar os diferentes espaços de reunião, desde salas a espaços abertos, bem como locais de conferências tradicionais.

Produtividade e eficiência no trabalho são temas que caminham lado a lado com a prática do home office e, para obter ganhos nesse sentido, a tecnologia é uma grande aposta porque está intrinsecamente ligada ao alto desempenho dos funcionários. Soluções inteligentes, com tecnologias acessíveis e eficientes, são a aposta de empresas que entendem essa movimentação. Com esse tipo de serviço, a experiência do usuário é enriquecida e, provavelmente, tão eficiente quanto seria estar fisicamente presente.

À medida em que os ambientes de trabalho ficam mais dinâmicos e há o avanço da tecnologia, as empresas se veem na necessidade de se flexibilizar e adotar essas novas políticas de colaboração. A previsão é que boa parte das organizações as adotarão como padrão até 2020. Afinal, elas entenderam que entregar um bom trabalho não significa estar no escritório e na mesma sala de reunião, mas sim no mesmo caminho da empresa.

Tudo o que você precisa saber sobre a Carteira de Trabalho Digital

Por Polyana Lais Majewski Caggiano, advogada associada no escritório Marins Bertoldi

Na Era em que vivemos, a tendência é que todos os documentos, aos poucos, passem ao formato digital. E não poderia ser diferente com a Carteira de Trabalho e Previdência Social.

Na verdade, o aplicativo da CTPS digital já existe desde 2017, mas não era obrigatório. A partir da entrada em vigor da MP da liberdade econômica, para a contratação dos empregados, o documento físico deixou de ser imprescindível.

A CTPS digital certamente aumentará a segurança trabalhista, tanto para empregados quanto para empregadores.

O empregado, por exemplo, poderá acompanhar em tempo real, os dados anotados em sua CTPS e todos os outros inseridos, tais como salário, função e demais alterações, controlando inclusive se o empregador anotou corretamente a data do início do vínculo empregatício. O benefício é recíproco, na medida em que o próprio empregador ganha agilidade e praticidade para proceder as anotações e atualizações cabíveis via sistema.

A funcionalidade digital também auxiliará os empregados que buscam aposentadoria, pois reunirá dados que antes não eram interligados, otimizando tempo e até mesmo acarretando maior segurança e veracidade de informações.

De igual forma, a CTPS digital traz segurança para o empregador que utiliza o sistema e-social, uma vez que a anotação pode ser simultânea, evitando a dependência de o empregado entregar a carteira, tanto para a admissão, quanto para a demissão.

Não é incomum, por exemplo, um empregado se negar a trazer a CTPS quando ocorre uma demissão. E nesse sentido o empregador pode realizar todo o procedimento de forma rápida, prática e desburocratizada por meio da plataforma digital.

Não se pode esquecer que o sistema é seguro, pois é desenvolvido pela DATAPREV. As informações coletadas são obtidas através das bases do Governo Federal, como CPF, CNIS, CAGED, RAIS, dentre outros, e de forma alguma podem ser repassadas a terceiros, exceto por ordem judicial. Esta funcionalidade inibe os chamados “bancos negativos de dados de trabalhadores”. Por fim, o documento digital é capaz de impedir e minimizar golpes que envolvam a falsificação do documento físico, bem como é responsável por dificultar, ou até mesmo impedir, fraudes envolvendo seguro desemprego ou perante o INSS, além de reduzir uma série de discussões em âmbito judicial acerca de danos morais e materiais oriundos da extravio da carteira de trabalho física.

Vantagens da carteira de trabalho digital

A principal vantagem da implementação da CTPS digital é a redução da burocracia, principalmente para as empresas que dependiam da entrega do documento físico para poder efetivar uma contratação. De igual forma a medida facilita o acesso ao mercado de trabalho, já que através do fornecimento do CPF do empregado, pode-se realizar todo procedimento que envolve admissão, demissão, licença-maternidade e até mesmo auxiliar no pedido de aposentadoria.

Outra vantagem da CTPS digital é o poder que o empregado terá de acompanhar em tempo real o que está sendo anotado, conseguindo conferir todas as informações através de um aplicativo on line que facilita a visualização das informações, atualizações, etc.

Ainda, a CTPS digital traz maior segurança às pessoas, já que o fato de não ter que portar o documento físico elimina possibilidades de perda do documento, furtos ou roubos.

Não menos importante é a questão ambiental. O documento digital alia tecnologia e sustentabilidade, uma vez que a redução da emissão de CTPS físicas minimiza impactos ambientais ocasionados pelo uso excessivo de papel e outros recursos necessários para sua produção.

A emissão da CTPS digital não tem custos, sendo acessível a todo e qualquer cidadão, até mesmo os gastos com a foto, que antes saíam do bolso do empregado, não existem mais. Além disso, a CTPS digital leva em torno de 15 a 20 minutos para ficar pronta, otimizando ainda mais o tempo, que nos dias de hoje é tão precioso. Por fim, as palavras que resumem o tema são economia, acessibilidade, sustentabilidade, desburocratização e praticidade. Ademais, certamente os frutos da implementação dessa medida não tardarão a ser colhidos de forma ampla pela sociedade.

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Outubro Rosa: Empresa de tecnologia realiza campanha para conscientização e prevenção do câncer de mama

A Matera, empresa de tecnologia voltada ao segmento de mercado financeiro, varejo e gestão de risco, inicia o mês de outubro com a campanha “Matera Touch”, uma ação especial sobre a importância do autoexame para detectar o câncer de mama. Com o slogan “Segurança na ponta dos dedos”, a empresa busca mobilizar funcionários, colaboradores e a população, na conscientização da prevenção da doença.

De acordo com a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC) e o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de mama é um dos três tipos de câncer de maior incidência no mundo, é o que mais acomete mulheres em 154 países. Os números são alarmantes: 2,1 milhões de diagnósticos pelo mundo, mais de 59 mil novos casos no Brasil em 2018, mais de 16 mil mulheres perderam suas vidas para a doença em 2017. Por isso, o autoexame é a melhor forma de prevenção.

“Nosso objetivo é mostrar que toda mulher tem a melhor “tecnologia” e é de graça. O simples toque pode mudar uma vida”, afirma o CEO da Matera, Carlos Netto, que fez o vídeo de lançamento da campanha ao lado do médico Dr. José Alaercio de Toledo Lima, ginecologista e obstetra. A empresa iniciará uma série de ações para promover o autoexame, com dicas do médico, depoimentos de colaboradores que já vivenciaram essa história, dados da doença, mensagens de incentivo, ensinar como fazer o autoexame e na última semana farão uma ação de doação de cabelos para instituições de combate ao câncer.

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Infobip abre vagas na área de vendas em São Paulo e Curitiba

A Infobip, uma das maiores plataformas próprias de mensageria e comunicação do mundo, anuncia a abertura de vagas na área de vendas no Brasil. A empresa atua no País desde 2013. As vagas abertas no momento são para os cargos de Customer Success Manager, Sales Executives, e Presales Engineer. As oportunidades são para as filiais da Infobip em São Paulo e Curitiba.

Todas as vagas da Infobip estão disponíveis no LinkedIn e na página de carreiras da empresa. A Infobip não aceita currículos por e-mail porque está em compliance com a lei de proteção de dados da União Europeia. O processo seletivo inclui testes técnicos e entrevistas em inglês e português. Além dos requisitos específicos de cada vaga, é imprescindível falar inglês, ser proativo, apaixonado por tecnologia e ter experiência nas áreas de TI e telecom.

Todos os colaboradores receberão treinamento durante o processo de integração. Alguns terão até mesmo a oportunidade de passar por treinamento na sede da Infobip na Croácia. Atualmente, a empresa possui 62 escritórios ao redor do mundo, com atuação em mais de 190 países.

Engineering nomeia Caroline Gonçalves para liderar Transformação Digital interna

Os funcionários são os primeiros clientes em uma empresa. Essa máxima se baseia na lógica de que o profissional satisfeito refletirá, por consequência, os resultados para o cliente externo. Com essa premissa e atuando num mercado desafiador, como o de Tecnologia, a Engineering, companhia global de Tecnologia da Informação e Consultoria especializada em Transformação Digital, está inovando seus processos de Recursos Humanos.

A estratégia visa suportar a Economia Digital, que requer atendimento ágil e constante para promover melhores experiências aos clientes externos. Para liderar esse movimento, a Engineering nomeou Caroline Gonçalves como Head of People & Culture Transformation, que traz em sua bagagem mais de 15 anos de experiência no setor de RH, tendo passado por empresas como PepsiCo, Vale, Benner, Tribunal de Justiça de São Paulo, entre outras.

De acordo com Caroline, o foco será trabalhar para que a Engineering, cada vez mais, implemente os princípios da Transformação Digital de dentro para fora, pois ela começa internamente, ou seja, da mudança de mentalidade dos colaboradores para uma atuação muito mais ágil, jovem, orientada ao trabalho em equipe, de questionamento dos status quo e de colocar ideias em prática. Uma das aplicações é organizar times de trabalho multidisciplinares, no formato de squads, para facilitar a troca de experiência com o objetivo de discutir e criar soluções tendo o cliente como centro de tudo.

“Estamos aproveitando esse momento de viver a Transformação Digital não só externamente, mas dentro da nossa empresa. Essa medida faz com que todos os colaboradores estejam alinhados à missão da empresa e, consequentemente, externalizem melhor a jornada de Transformação Digital para os clientes”, explica Caroline.

Caroline também trabalhará na experiência da jornada do colaborador, desde o processo seletivo até o desligamento. Isso quer dizer que em todos os pontos de contato e níveis, os profissionais recebem e também dão feedbacks em relação às suas inspirações dentro empresa, os benefícios, o clima organizacional, entre outros. “A ideia deste modelo é identificar pontos que podem ser melhorados internamente ao invés de ficar medindo o turnover. Com isso, conseguimos evoluir o ambiente interno e, assim, criamos um clima competitivo em relação às startups, que hoje são os modelos organizacionais que mais atraem os talentos”, acrescenta Caroline.

Outra medida trabalhada na nova gestão de RH é o “Café com o Presidente”. Os encontros visam aproximar os colaboradores do CEO, Filippo di Cesare, para que se sintam em uma estrutura sem hierarquias. “Por meio dessa comunicação horizontalizada, promovemos uma cultura em que todos são donos de seus projetos”, complementa Caroline.

Já do ponto de vista mercadológico, a alta demanda por profissionais qualificados também será um dos focos de atuação da gestora. “Há muitas vagas no setor e, em contrapartida, poucos profissionais. Nossa estratégia é valorizar os jovens talentos nas nossas equipes e ter profissionais com diferentes níveis de maturidade. Ao mesmo tempo, vamos intensificar nossos investimentos em treinamentos e capacitação para os jovens talentos evoluírem”, finaliza Caroline.

Vendas do e-commerce variam 68,35% nos últimos 20 meses, aponta índice MCC-ENET

As vendas no comércio eletrônico tiveram variação de 68,35% entre janeiro de 2018 e agosto de 2019, aponta o índice MCC-ENET, levantamento inédito desenvolvido pelo Comitê de Métricas da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net) em parceria com o Compre & Confie. A partir de agora, o índice será publicado mensalmente no país, utilizando a mesma metodologia de outros importantes indicadores no Brasil divulgados pelo IBGE, FGV e IPEA.

Os índices mensais vêm da comparação dos dados do último mês vigente em relação ao período base (média de 2017). Para compor o índice, o Compre & Confie coleta 100% de todas as vendas reais de grande parte do mercado de e-commerce brasileiro, utilizando adicionalmente processos estatísticos para composição das informações do mercado total do comércio eletrônico brasileiro.

O MCC-ENET traz uma visão completa a respeito do e-commerce no país a partir da análise das seguintes variáveis: percentual nacional e regional de vendas online, faturamento do setor e tíquete médio. Outras métricas analisadas mensalmente são participação mensal do e-commerce no comércio varejista e crescimento do setor no varejo restrito e ampliado, além da distribuição das vendas por categoria. Por último, a penetração de internautas que realizaram ao menos uma compra trimestralmente pela internet também está contemplada no índice.

Não estão contabilizados no MCC-ENET dados dos sites MercadoLivre, OLX e Webmotors, além do setor de viagens e turismo, anúncios e aplicativos de transportes e alimentação, pois ainda não são monitorados pelo Compre & Confie.

“No Brasil existem algumas empresas que divulgam informações sobre o comércio eletrônico, porém não existiam indicadores econômicos oficiais com dados e metodologia confiável para o setor no Brasil. O Compre & Confie tem muito orgulho em poder lançar o índice MCC-ENET em parceria com a camara-e.net, pois entendemos que os indicadores poderão contribuir com mais conhecimento de mercado para os setores privado e público que atuam no universo digital”, diz André Dias, coordenador do Comitê de Métricas da camara-e.net e diretor executivo do Compre & Confie.

A expectativa é a de que, com dados concretos divulgados periodicamente, o índice possa motivar o surgimento de políticas públicas para o setor. “Como entidade de maior representatividade do setor, era natural que a camara-e.net desenvolvesse esses indicadores e acompanhasse de perto a evolução do mercado”, completa o executivo.

Vendas online

A variação do índice de vendas nos últimos 20 meses (janeiro 2018 a agosto 2019) foi de 68,35%. Já no acumulado do ano até agosto, de 22,29%. Comparado com o mesmo período do ano passado, a diferença é de 22,97%.

Na comparação por regiões, o Nordeste apresentou a maior variação positiva dos últimos 12 meses: 80,1% entre setembro de 2018 e agosto de 2019. Em seguida, estão as regiões Centro Oeste (70,43%), Sul (63,03%), Norte (55,77%) e Sudeste (50,24%).

Faturamento

O estudo também monitora os índices de faturamento do e-commerce e constata que, entre janeiro de 2018 e agosto de 2019, houve uma variação nominal de 80,54%. No acumulado do ano (janeiro de 2019 a agosto de 2019), a variação foi de 18,59%. Na comparação entre agosto deste ano ante o mesmo mês de 2018, a diferença foi de 19,19%.

Participação do e-commerce no comércio varejista

A terceira métrica analisa a participação do e-commerce no comércio varejista restrito (exceto veículos, peças e materiais de construção). Entre julho de 2018 e junho de 2019, a participação do comércio eletrônico no varejo restrito foi de 5,2%. No mês de junho de 2019 (o último mês analisado pelo IBGE), o índice de participação do e-commerce no varejo restrito foi de 5,4%.

O levantamento mostra ainda que a Black friday influencia muito o setor no país e pode ser considerado o segundo Natal. Em outubro do ano passado, a participação do e-commerce no comércio varejista foi de 4,5%. Já em novembro (mês da promoção), foi de 8,3%, quase o dobro.

Categorias

Na avaliação por categorias, a participação do faturamento do e-commerce nas atividades do comércio varejista ficou dividido em: Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (42,2%); móveis e eletrodomésticos (23,9%); tecidos, vestuário e calçados (13,2%); outros artigos de uso pessoal e doméstico (10,1%); artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (6,3%); hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (2,7%); livros, jornais, revistas e papelaria (1,6%).

Consumidores Virtuais

O levantamento revela ainda que, entre abril e junho de 2019, 10,1% dos internautas brasileiros realizaram ao menos uma compra no comércio eletrônico. Ao avaliar o mesmo trimestre do ano anterior, é possível concluir que o índice era de 7,6%. O aumento reforça a tendência de que o brasileiro está cada vez mais engajado em comprar por meio das plataformas digitais.

Confira o estudo completo neste link:

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Blockchain para e-commerce oferece segurança e reduz custos

A internet é um dos meios mais fáceis para encontrar um produto, pesquisar pelo preço e concluir a compra. Em pouco tempo é possível escolher entre o melhor produto e o mais vantajoso. Tais facilidades caíram no gosto dos consumidores. Uma pesquisa da Associação Brasileira dos Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) mostrou que nas compras online os cartões movimentaram R$ 850 bilhões no primeiro semestre deste ano no país, crescimento de 18% em relação ao mesmo período de 2018.

Para garantir esse sucesso é necessário que o e-commerce ofereça segurança e facilidade para os consumidores concluírem as compras. Uma ferramenta que está cada vez mais popular na internet é o blockchain. É uma tecnologia que registra, salva e valida as informações de transações financeiras digitais, evitando que os dados sejam apagados ou modificados. Assim, o blockchain envia e recebe solicitações de pagamento, utilizando algoritmos para aprovar ou negar esses pedidos. O resultado é um processo mais ágil e satisfatório para ambas as partes, dificultando ataques e fraudes.

O maior diferencial que o blockchain oferece é sua inviolabilidade. Quando implantado da maneira correta, permite que o usuário acesse e verifique todos os registros facilmente. Isso porque as moedas baseadas em blockchain não apresentam dados pessoais identificáveis. Dessa forma, o próprio comprador autoriza a transferência do valor para o vendedor. O único registro vinculado à carteira de cada usuário é um código único gerado aleatoriamente.

“Como as invasões cibernéticas e o roubo de informações aumentaram muito, há riscos reais de perder informações de clientes. Logo, adotar essa ferramenta pode solucionar esse problema para os e-commerces”, explicou Renato Galletti, Gerente de Marketing e Inside Sales da Yapay.

Além disso, a ferramenta oferece a vantagem do banco de dados descentralizado, que não necessita de terceiros para autenticar as informações de uma loja virtual. O controle de solicitações e o rastreio de ítens de estoque também é mais ágil, uma vez que os dados das mercadorias são facilmente acessados por meio das etiquetas de radiofrequência (RFID) e sensores embutidos.

Outra vantagem é que o blockchain pode ser aplicado para otimizar as atividades administrativas da cadeia de suprimentos, reduzindo os custos gerados pelo sistema garantindo a proteção das transações, pois a eliminação de etapas intermediárias diminui o índice de fraudes e a duplicação de mercadorias.

“Com isso, você e seus fornecedores conseguem dinamizar ainda mais as compras de ressuprimento, utilizando, inclusive, moedas criptografadas”, acrescentou Galletti.

Em 2019, digital influenciará até US$ 1,5 trilhão em vendas internacionais

Embora ainda ocupe uma pequena fatia na conjuntura do comércio transfronteiriço — ou cross-border –, a digitalização tem se tornado cada vez mais importante na expansão das vendas para o exterior. Relatório do Boston Consulting Group (BCG) intitulado Global Trade Goes Digital estima que, em 2019, o meio digital influenciará a movimentação de US$ 800 bilhões a US$ 1,5 trilhão em transações internacionais, o que representa de 3,5% a 6% do comércio global.

Para chegar a este valor, o BCG realizou dois tipos de avaliação. Primeiramente, por meio da aproximação bottom-up (da base para o topo) definiu três categorias de comércio transfronteiriço que são ativadas diretamente pelo digital. São estas:

Digital interfere na maneira como são feitas as transações. Notabilizado pelo e-commerce, é quando o acesso do consumidor aos produtos da empresa só é possível graças às plataformas digitais e todo o processo de venda é realizado virtualmente — como acontece com o Alibaba, por exemplo.

Digital interfere no tipo de produto vendido. Produtos que antes eram oferecidos apenas materialmente hoje são disponíveis de maneira virtual, portanto, podem ser “entregues” aos consumidores diretamente pela internet. Os exemplos clássicos são os e-books substituindo os livros e as plataformas streaming — como a Netflix — entregando conteúdo audiovisual.

Digital interfere na maneira e no produto que é vendido. São modelos de negócio nascidos no digital e cuja concepção é inteiramente baseada neste ambiente. A principal característica desse tipo de empreendimento é que seu valor é ancorado na disponibilidade dados e as ferramentas de análise que ele utiliza. Os maiores exemplos são Facebook, Google e Uber.

Em seguida, analisando uma série de indicadores de mercado, calculou-se a dimensão somada das três categorias acima, cujo valor estimado é de US$ 800 bilhões.

Por fim, por meio da aproximação top-down (de cima para baixo), foram computados dados disponibilizados por um limitado número de países que tentaram mensurar empiricamente a fatia de seu comércio transfronteiriço ativada pelo meio digital. Segundo o BCG, neste critério de avaliação, o valor estimado é de US$ 1,5 trilhão.

Superar medidas restritivas será o próximo desafio

O estudo destaca que, neste novo contexto, empresas que quiserem ampliar as vendas para o exterior a partir do digital terão um grande desafio: se adaptar ao número cada vez maior de medidas restritivas impostas por governos de diversos países. Um exemplo é que, desde 2000, o número medidas que limitam compartilhamento de dados para fora das fronteiras quadriplicou, sendo que 33% dessas medidas foram caracterizadas como “muito restritivas”.

Portanto, para que as empresas possam superar essas barreiras fronteiriças e aproveitar as possibilidades criadas pelo meio digital para expandir o seu comércio, o BCG indica três medidas a serem tomadas:

Analisar a exposição virtual de sua empresa no contexto internacional. Essa avaliação deve considerar se o comércio pertencerá a uma rede global integrada ou atenderá a apenas alguns mercados. Também é preciso entender o nível de maturidade digital da empresa, ou seja, qual o peso da digitalização na oferta de serviços e produtos e o seu impacto na cadeia de valor.

Integrar agendas digital e global. A digitalização deve estar dentro da estratégia global da empresa. Além de evitar custos extras, a integração abre portas para novas oportunidades e ajuda a melhor posicionar a empresa no mercado internacional.

Atenção às mudanças globais. A construção da estratégia digital da companhia deve considerar os possíveis impactos de transformações relevantes no mercado, na tecnologia e na política. É importante estar atento à maneira como as regulamentações políticas sobre o meio digital se desenvolvem em diferentes países.

Confira a íntegra do estudo em: http://www.bcg.com/publications/2019/global-trade-goes-digital.aspx

Lideranças empresariais das áreas de mineração, siderurgia e materiais apontam segurança, diversidade e transformação digital como prioridades

Para além do investimento em novos processos e em tecnologia, a inovação nas organizações está associada a valores mais diretamente humanos, como segurança, propósito e diversidade, afirmaram executivos das indústrias metalúrgica e siderúrgica em fórum realizado na ABM WEEK 2019 nesta terça (1º de outubro), em São Paulo, no auditório do Pro Magno Centro de Eventos.

Entre os participantes do ‘Fórum Inovação, Capital Humano e Competitividade’ estavam Marcelo Spinelli, diretor-executivo de Ferrosos da Vale; Tadeu Nardocci, vice-presidente sênior e líder global de manufatura da Novelis; Sérgio Leite de Andrade, diretor-presidente da Usiminas, e Pedro Machado Afonso, diretor de tecnologia de operações e site strategy da Mercedes Benz.

Primeiro a falar, Spinelli afirmou que a Vale incorporou a segurança como valor fundamental desde o rompimento da barragem de rejeitos em Brumadinho (MG), ocorrido em 25 de janeiro de 2019. “Temos uma cicatriz, algo que representou um aprendizado profundo para nós. A segurança passa objetivamente por trazer pessoas engajadas e processos confiáveis para gerar resultados, além de disciplina operacional”, explicou.

Capital humano

Já Tadeu Nardocci destacou em sua fala a importância do respeito a diversidade. “Na Novelis, temos foco em diversidade e inclusão. Temos que ter a capacidade de atrair diversas pessoas para a operação. Quando falo de diversidade, falo de gênero, raça, orientação sexual e idade. Empresas que são inclusivas são empresas que certamente têm resultados melhores e são mais competitivas”, afirmou o executivo.

Segundo Nardocci, a organização percebeu nos últimos anos que jovens profissionais bem qualificados não querem apenas um lugar para trabalhar, mas precisam sobretudo se identificar com o propósito da empresa. “Ligamos propósito com nossa visão e com crenças culturais. Acho que isso é uma alavanca de competitividade interna e de atração de talentos”.

Transformação digital

Pedro Afonso, da Mercedes Benz, explicou que a empresa decidiu enfocar nos processos e recursos relacionados à Indústria 4.0 em 2014, elencando para isso 10 pilares fundamentais a serem assumidos em todas as atividades. “E o primeiro pilar são as pessoas. Se a gente não partir das pessoas e não fizer as coisas para as pessoas, não teremos sustentabilidade”, argumentou.

Um dos processos surgidos na nova trilha da companhia foi a Fábrica de Ideias — iniciativa que resultou em 15 mil ideias em um único ano. “Utilizamos o know-how das pessoas, permitindo que elas aportassem suas ideias”. A empresa também investiu em parcerias, associando-se a startups, indústrias menores, parceiros de negócio e universidades na busca constante por criatividade. Os resultados, segundo ele, já são palpáveis: ganho de eficiência correspondente a 15% nas novas linhas de produção e a 20% nos processos logísticos.

Algo semelhante foi adotado pela Usiminas, conforme contou Sérgio Leite Andrade. Desde 2017, a empresa passou a investir fortemente em inovação, criando um comitê digital responsável pela criação de 20 projetos. Em 2018, a companhia estabeleceu uma diretoria de inovação.

“Lançamos um programa batizado de Inovaí, um grande projeto de inovação que está em curso na empresa para conscientizar as pessoas e mobilizá-las para a inovação”, afirmou. No longo prazo, a companhia mira na incorporação de robotização — atualmente em teste em seus laboratórios — em seus processos industriais. “É um trabalho constante e nossa equipe de engenharia está inteiramente focada nisso”.

A ABM WEEK conta com o patrocínio das seguintes empresas: Açokorte, Aperam, ArcelorMittal, Atomat, Beda, Brasiltec, BRC, Cargo X, CBMM, Clariant, Condat, Danieli, Dassaut Systemès, DDMX, DME Engenharia, DSI Montagens Refratárias, ESW, Fosbel, Gerdau, Harsco, Hatch CISDI, Ibar, Imerys, IMS Messsysteme, Ingersoll Rand, John Cockerill, Kelk/PLM, Kuttner, Lechler, Login Logística, Maina, Metso, Nalco, Nokia, Giovanella, Paul Wurth, Polytec, Primetals, PSI Metals, Pyrotek, Reframax, RHIMagnesita, RIP, Saint-Gobain, SMS Group, Spraying Systems, Stagio Cargas, Suez Water, Suncoke, Tecnosulfur, Ternium, Timken, Tora, Unifrax, Usiminas, Vale, Vamtec, Vesuvius, Villares Metals, VLI Logística, White Martins. O evento também possui o apoio das seguintes instituições: Abendi, AIST, Capes, CNPq, Instituto Aço Brasil, Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), SAE Brasil e Sinobras.

Denis Piovezan é anunciado como vice-presidente da Linx Pay Hub

A Linx, líder e especialista em tecnologia para o varejo, acaba de anunciar a promoção de Denis Piovezan a vice-presidente da Linx Pay Hub, a ‘fintech’ da empresa criada outubro de 2018. Em sua nova função, o executivo terá reporte direto ao CEO da companhia, Alberto Menache.

Contratado em março de 2017 como o diretor executivo responsável por estruturar a divisão de meios de pagamento da Linx, Piovezan terá agora a missão de continuar o trabalho da empresa na oferta de soluções financeiras a varejistas de todo o Brasil. A área se tornou um dos grandes focos da companhia e já tem grande representatividade no faturamento total da empresa.

“Tive a oportunidade de começar um trabalho do zero em direção à oferta de serviços de meios de pagamento, que até então não compunham o negócio da Linx. Fico feliz em ver que o trabalho junto à Linx deu certo e resultou em uma nova unidade de negócios dentro da empresa, tornando-se responsável por uma nova fonte de receita”, celebra Piovezan.

Trajetória de sucesso

Após o lançamento da Linx Pay no ano passado, a divisão tem chamado a atenção do mercado por facilitar o dia a dia de clientes por meio de soluções de pagamento, além de já se consolidar como parceira de grandes players como Itaú, Mercado Pago e AME Digital, por exemplo. “A fintech da Linx surgiu para mostrar que somos um aliado capaz de oferecer soluções de ponta a ponta para o varejo brasileiro”, explica o vice-presidente.

Com MBA em Finanças e Gestão pela New York University, Denis acumula passagens por empresas relevantes no mercado brasileiro, como Banco Ibi e Wal-Mart, HSBC “Apesar de já conhecer o mercado e as prioridades da Linx neste segmento, estou ansioso o novo desafio”, revela.

Estado de Santa Catarina economizou mais de R$ 5,4 milhões em dois meses do projeto Governo sem Papel

O Governo do Estado de Santa Catarina segue apostando na tecnologia para ampliar a transformação digital do Poder Executivo. Em parceria com a Softplan, uma das maiores empresas desenvolvedoras de software do Brasil, a administração dá continuidade ao projeto Governo Sem Papel, envolvendo, entre outras iniciativas, o uso do Sistema de Gestão de Protocolo Eletrônico (SGP-e) para tramitação digital de peças processuais. Em dois meses, entre 02 de abril e 02 de de junho, foi registrada uma economia de R$ 5,4 milhões com impressões, o que corresponde a cerca de 980 mil páginas que deixaram de ser impressas. A medida também é importante para o meio ambiente, já que com o papel que deixou de ser usado, 98 árvores foram preservadas. A iniciativa permite a digitalização das ações, com redução não apenas no uso do papel, como no tempo utilizado para as tarefas, promovendo maior agilidade e praticidade no funcionalismo público, em benefício dos cidadãos.

Transformação digital em números — As ações se intensificaram no início de 2019, lideradas pela Secretaria do Estado de Administração (SEA), pasta responsável por avançar com o projeto e realizar os treinamentos dos servidores para uso da solução SGP-e. Com a medida, o Governo prevê uma economia de R$ 29 milhões por ano, aplicados até então na impressão e transporte dos documentos. A gestão pública se torna ágil e a entrega dos serviços ocorre de forma rápida e otimizada, desburocratizando o Estado e tornando os serviços mais acessíveis ao cidadão. Em média, quase um milhão de processos administrativos são abertos, por ano, para movimentar a máquina pública no Executivo catarinense. Somente com material de escritório, papel e transporte, por correios e malotes, cada processo custa, em média, R$ 30,00.

“Ferramentas como essa são fundamentais e oferecem recursos de forma digital, segura e com conforto, permitindo que os processos e documentos possam nascer, tramitar, receber despachos, pareceres, até a decisão final em ambiente digital, incluindo seu arquivamento e descarte”, afirma o sócio-fundador e diretor da Unidade de Gestão Pública da Softplan, Moacir Marafon. Tudo isso em benefício de um bem comum, o cidadão. “A transformação digital nos órgãos públicos deve oferecer serviços que funcionem e que façam a diferença na vida das pessoas”, complementa Marafon.

O conhecimento construído pela Softplan com a digitalização dos processos no Tribunal de Justiça de São Paulo – o maior do mundo em volume de processos – e na prefeitura de São Bernardo do Campo, entre outras experiências, foi decisivo para o desenvolvimento das ações no projeto Governo Sem Papel, em Santa Catarina. Outro fator para o sucesso do projeto foi a determinação e a tomada de decisão do governo que assumiu em 1º de janeiro de 2019. O diretor de Tecnologia e Inovação da SEA, Félix Silva, reforça a ideia de que a transformação digital precisa não só da determinação, mas do exemplo que vem dos líderes nesse processo: “nós tivemos o melhor patrocinador para o projeto, que foi o próprio governador. Ele foi desde o primeiro dia uma das primeiras pessoas a utilizar a tecnologia, demonstrando a todos os servidores que o processo veio para ficar”, destaca Silva. O SGP-e é um sistema desenvolvido pela Softplan e utilizado desde 2011 pelo governo estadual para o acompanhamento dos processos administrativos.

Antes, os processos administrativos eram todos físicos e percorriam, muitas vezes, quilômetros para chegar a um setor onde seria tomada alguma decisão. Por este motivo, aguardava-se dias para se ter conhecimento ou tomar uma decisão. Com a transformação digital do Estado por meio do SGP-e, o que antes poderia levar horas ou até dias para ser assinado, pode ser realizado em uma média de 15 minutos. Agora, quando existentes em meio físico, os processos são digitalizados e documentos físicos serão guardados em arquivos, disponíveis para consulta, quando houver necessidade.

Além de fornecer o SGP-e ao estado e desenvolvê-lo continuamente para a gestão dos processos administrativos, no projeto Governo Sem Papel a Softplan atuou como advisor, desde o planejamento até a execução. A coordenadora da equipe da Softplan na SEA Liliane Frez explica que a proposta da empresa, aceita pelo governo, foi colocada em prática por meio de “ondas de treinamento e implantação”, do auxílio para a elaboração do decreto e da instrução normativa – que são os documentos legais que orientam e definem a digitalização dos processos administrativos – e da execução, em si, do projeto, incluindo a coleta de feedback e as melhorias no sistema. “Hoje, todo servidor pode assinar com a assinatura que foi instituída no decreto e é válida no âmbito do Governo do Estado. Inclusive MPSC, TCE e Assembleia Legislativa também já aderiram e passaram a aceitar a assinatura SGP-e”, informa Fernando Naim, coordenador de desenvolvimento da equipe Softplan que atua no governo do estado.

A ferramenta vai ser fundamental para que a transformação, por enquanto em estágio inicial com a digitalização dos processos, atinja o atendimento aos públicos externos da administração estadual e a extensão dos serviços do SGP-e para o cidadão, com a criação de um portal externo. “O objetivo desse portal é fazer a interface com os entes externos, com a possibilidade de assinaturas extrínsecas, como nos convênios com municípios em que o prefeito tem que assinar. A prefeitura não é hoje um usuário do SGPE, mas o prefeito terá a possibilidade de fazer isso digitalmente, na próxima etapa”, finaliza Félix Silva.

Grupo Carrefour Brasil anuncia aquisição de 49% da fintech Ewally

O Grupo Carrefour Brasil anuncia nesta terça-feira, 01, a entrada no capital da fintech Ewally, empresa especializada em serviços financeiros digitais, como parte da sua estratégia para atuação no segmento de conta digital. A compra de 49% da startup permitirá à companhia ampliar seu ecossistema de pagamentos e distribuição de produtos e serviços digitais no Brasil, totalmente alinhada a sua estratégia de transformação digital. O acordo prevê a opção de compra do controle após três anos.

Com atuação no segmento de serviços financeiros digitais, a Ewally destaca-se pela tecnologia avançada e uma ampla cesta de serviços já em operação, que tem como foco principal proporcionar uma nova experiência de uso do dinheiro, principalmente para a população que não tem acesso ao sistema financeiro. A expertise da Ewally aliada à relação privilegiada que o Grupo Carrefour Brasil tem com seus milhões de clientes nos negócios existentes representa um passo decisivo para disponibilizar novos serviços financeiros de forma acelerada.

“Atualmente, um a cada três brasileiros ainda é desbancarizado, o que significa mais de 45 milhões de pessoas. Esse grupo movimenta, anualmente, cerca de R$ 800 bilhões e é essa fatia da população que queremos alcançar com esta solução inclusiva. Com a nossa conta digital, conseguiremos oferecer uma série de benefícios a uma gama ainda maior de pessoas, que hoje não têm acesso aos nossos cartões Carrefour e Atacadão”, afirma Carlos Mauad, CEO do Banco Carrefour.

Totalmente online, a oferta da conta digital acontecerá por meio de um aplicativo que permitirá aos clientes pagar contas, transferir dinheiro, realizar cobranças e recargas. Os serviços são, na maioria, gratuitos e podem ser acessados, inclusive, por quem tem restrições no nome. “Esta parceria estratégica com a Ewally nos permitirá desenvolver uma série de soluções financeiras que irão facilitar a jornada de compra dos nossos clientes B2B e B2C em todo o ecossistema Carrefour. Com o desenvolvimento de tecnologia de ponta da startup, vamos democratizar o acesso a serviços financeiros a atuais e novos clientes, além de levar inovações em meios de pagamento para nossos diferentes formatos”, reitera Paula Cardoso, CEO do Carrefour e-Business Brasil.

A conclusão da operação está sujeita ao cumprimento de condições precedentes.

ABB leva tecnologia para carregadores à feira do Veículo Elétrico

A ABB, uma das líderes globais em soluções digitais e tecnologias de automação e energia, participa do Veículo Elétrico Latino Americano 2019, que acontece de 1 a 3 de outubro, no Expo Transamérica, em São Paulo. O evento engloba a feira de expositores e o Congresso da Mobilidade e Veículos Elétricos, do qual a ABB é um dos patrocinadores.

A ABB leva à feira os carregadores de veículos elétricos Terra 54 e EV Lunic, que comportam a tecnologia plug-and-play com conexão rápida com a rede, acelerando em 60% a instalação e inicialização.

Além destes, a ABB fornece um portfólio completo de carregadores para veículos elétricos e híbridos, desde os AC semi-rápidos até as estações de carregamento ultra-rápida CC em 350kW, e todos os modelos contam com a conectividade ABB AbilityTM de acesso remoto, que permitem diagnóstico prévio, serviço ágil e manutenção proativa.

A ABB, que é líder global em tecnologia de carregamento rápido em corrente contínua, conta com mais de 11.500 mil estações de carregamento rápido CC instaladas em mais de 76 países. Com anos de experiência no desenvolvimento, instalação e manutenção de infraestrutura de carregamento, no Brasil a empresa soma importantes redes, a exemplo da eletrovia da Copel, a maior do país, com 730km de extensão, ligando o Porto do Paranaguá às Cataratas do Iguaçu, no Paraná. Também é patrocinadora oficial da Fórmula-E.

“A ABB estabelece as bases para um futuro de mobilidade mais inteligente, confiável e livre de emissões de gases poluentes, acessível a todos. Os produtos e sistemas desenvolvidos para eficiência energética estão transformando a mobilidade urbana mundial de maneira sustentável”, diz Marcel Serafim, Diretor de Marketing de Produtos para Smart Power da ABB no Brasil.

Data: 01 a 03 de outubro de 2019

Horário: das 13h às 20h

Local: Transamérica Expo Center (Av. Dr. Mário Villas Boas Rodrigues, 387, Santo Amaro, São Paulo)

World Payments Report 2019: pagamentos sem dinheiro em expansão enquanto os bancos enfrentam mudanças

Com as transações globais não monetárias em crescimento e a concorrência prosperando, muitos bancos continuam relutantes em adotar o Open Banking por meio de compartilhamento de dados, parcerias com ecossistemas e plataformas abertas, com vários operadores ainda cautelosos com as mudanças. Ao contrário, eles percebem o Open Banking como um desafio em potencial quando é necessário melhorar a experiência e a retenção do cliente no longo prazo. Dado que está presente no estudo World Payments Report 2019, da Capgemini, que rastreou e analisou o volume de transações que não são realizadas em dinheiro vivo, assim como iniciativas regulatórias e do setor e ainda a transformação digital no mercado global de pagamentos.

O relatório constata que o volume de transações de pagamentos que não envolvem dinheiro está crescendo rapidamente, principalmente nos mercados em desenvolvimento da Ásia (crescimento de 32%) e CEMEA: Europa Central, Oriente Médio e África (crescimento de 19%). A projeção é que o mundo atinja 1,046 trilhão de transações sem dinheiro em espécie em todo o mundo até 2022, o que equivale a uma taxa de crescimento anual composta de 14%. No entanto, em um mercado definido pela inovação, muitos operadores tradicionais têm mais medo do que otimismo em relação ao ritmo e à direção da mudança. Em vários casos, eles citam a ameaça das “desafiantes” BigTech (gigantes de tecnologia como Apple e Google, entre outras), além de abraçar o Open Banking na medida em que os reguladores o exigirem, ao invés de vê-la como uma oportunidade para oferecer diferenciação, retenção de clientes e liderança de mercado.

As principais conclusões do relatório incluem:

Crescimento de pagamentos que não em dinheiro deve disparar

Os mercados em desenvolvimento estão liderando o crescimento no setor de pagamentos sem dinheiro vivo, projetado para aumentar a uma taxa de crescimento anual composta (CAGR ou Compound Annual Growth Rate) de 23,5% entre 2017 e 2022. Os mercados emergentes em breve ditarão e moldarão o cenário global de pagamentos em termos de inovação, manipulação da capacidade de transação e tendências do setor.

• Em 2017, esses mercados responderam por 35% do crescimento global, uma participação que deve subir para 50% nos próximos anos. Os principais responsáveis incluem a Rússia, onde as transações sem dinheiro cresceram 40% em 2017, a Índia (39%) e a China (35%).

• Por outro lado, mercados maduros, incluindo países da Ásia no Oceano Pacífico, Europa e América do Norte, registraram uma taxa de crescimento mais estável de 7%. Globalmente, o volume de transações não monetárias aumentou 12% em 2016-17 para 539 bilhões.

• Os cartões de débito foram o instrumento de pagamento não monetário que mais cresceu, com transações acima de 17% em 2017, à frente de cartões de crédito (11%) e transferências de crédito (10%).

Os operadores do mercado desconfiam do Open Banking e da nova concorrência

O cenário de pagamentos está se tornando mais complexo à medida que novos participantes do mercado e tecnologias emergentes estimulam sua disrupção. Somado a isso, as mudanças nas expectativas dos consumidores e as demandas regulatórias estão forçando os bancos a desenvolver seus modelos de negócios para pagamentos, mas muitos permanecem cautelosos com as mudanças.

• Menos da metade (48%) dos pesquisados​​no relatório afirmou que planeja usar APIs abertas acima do nível necessário para a conformidade regulamentar.

• Enquanto uma clara maioria (63%) identificou as BigTechs como concorrentes e principais ameaças para o seu alcance global, valor da marca, confiança do cliente, melhor experiência do cliente e, finalmente, infraestrutura de pagamentos.

Mesmo que os bancos gradualmente, embora um tanto devagar, adotem uma abordagem mais aberta, baseada em dados e na plataforma da nuvem, permanece uma certa relutância em adotar totalmente o Open Banking. Algo como 90% dos entrevistados identificaram modelos de negócios baseados em ecossistemas como a chave para o sucesso a longo prazo, embora apenas 44% tenham expressado interesse em construir e orquestrar um ecossistema próprio.

A regulamentação está forçando mudanças, mas o ritmo é lento

A mudança para um ecossistema de pagamentos convergentes foi parcialmente impulsionada por mudanças regulatórias focadas na padronização e interoperabilidade. Isso inclui uma plataforma de identidade digital compartilhada, guidelines de interoperabilidade e a compensação de pagamentos em tempo real.

A maioria dos esforços de transformação digital em 60% dos bancos é uma resposta à conformidade regulamentar. A adoção de APIs além do exigido pela regulamentação tem sido vagarosa: a maioria dos bancos não possui planos de implementar APIs que expõem dados em áreas como dados compartilhados entre bancos (53%), pagamentos condicionais (53%) e localização de agências/caixas eletrônicos (67% ). Onde os bancos não estão sendo obrigados a compartilhar mais dados, eles geralmente optam por não fazê-lo. A API aberta é vista como um “jogo” de conformidade regulatória e não como uma oportunidade de crescimento.

“O cenário global de pagamentos está passando por uma evolução significativa, mas nem todos os participantes se sentem confortáveis​​com o ritmo e a direção da mudança”, afirmou Anirban Bose, CEO de Financial Services da Capgemini e membro do Conselho Executivo do Grupo. “Os bancos estão reconhecendo claramente a importância de adotar um modelo baseado em um ecossistema para atender às mudanças nas demandas dos clientes e prosperar em um cenário competitivo. Incentivamos os bancos tradicionais a considerar soluções de ganho rápido que os posicionem para o mercado futuro, como a implementação de uma arquitetura de microsserviços para contornar as limitações da infraestrutura legada”.

Metodologia do relatório

O World Payments Report 2019 é composto do Payments Open Banking Assessment (em tradução livre, Avaliação de Pagamentos de Open Bankings), que ilustra o estado dos Open Bankings de uma perspectiva de meios de pagamentos em 18 países. Isso foi apoiado por pesquisas primárias, incluindo uma pesquisa online que foi distribuída aos participantes do setor em bancos, instituições de serviços financeiros não corporativos e empresas em junho de 2019. Entrevistas executivas também foram realizadas.

Enquanto 85% dos brasileiros com smartphone já realizaram compras online, 17% fizeram pagamento por aproximação

A mais recente pesquisa Panorama Mobile Time/Opinion Box sobre Comercio Móvel no Brasil, realizada por Mobile Time e Opinion Box, com internautas brasileiros que possuem smartphone, revela que, ao mesmo tempo em que 85% dos consumidores mobile já fizerem compras pelo aparelho, 17% fizeram o pagamento por aproximação, por meio da tecnologia NFC ou MST. Entre aqueles que já chamaram uma corrida de táxi ou carro particular através de aplicativos, a proporção subiu de 66% para 75%, o que representa um aumento de 9 pontos percentuais em um ano.

Foram entrevistados 2.024 brasileiros que acessam a Internet e possuem smartphone entre 21 e 25 de agosto, respeitando as proporções por faixa etária, renda familiar mensal e distribuição geográfica desse grupo.

Entre as principais descobertas desta edição, está a entrada dos aplicativos Uber Eats, Rappi e Amazon no ranking dos apps de m-commerce mais usados no Brasil. No segmento de delivery de comida, iFood e Uber Eats crescem, enquanto apps menores perdem terreno. Entre os apps de corrida, o 99 registra recuperação, enquanto Uber perde espaço entre os usuários. Entre as novas opções de meios de transportes, 9% dos internautas brasileiros já alugaram uma bicicleta via app e 4% optou por um patinete elétrico.

A maior surpresa da pesquisa: 17% dos internautas brasileiros já fizeram pagamento por aproximação

Esta edição do Panorama Mobile sobre Comercio Móvel no Brasil revelou que o pagamento por aproximação começa a se destacar entre os recursos de meio de pagamento, fato não registrado nas edições anteriores da pesquisa. Agora, 17% dos internautas brasileiros que possuem smartphone já experimentaram realizar um pagamento por aproximação com o aparelho.

O pagamento por aproximação usando as tecnologias NFC ou MST (no caso dos aparelhos da Samsung) está disponível no Brasil há muitos anos, mas somente agora começa a ganhar adesão. Segundo Fernando Paiva, editor do Mobile Time e coordenador da pesquisa, “há algum tempo, os lojistas tinham até medo de aceitar essa forma de pagamento por não a conhecerem, mas, agora, pelo menos nos grandes centros urbanos, os funcionários nos caixas já estão acostumados com o procedimento que deve ser feito para receber um pagamento desta forma. Com a maturidade dos lojistas e seus balconistas, a tendência é que esta modalidade venha a crescer”, sinaliza Paiva.

Pergunta ilustrada

A pergunta sobre pagamentos por aproximação foi feita acompanhada de uma imagem para que o usuário visualizasse a ação: “Você já realizou pagamentos por aproximação com seu smartphone, encostando na maquininha de pagamento, conforme representado na imagem acima?”. O resultado revelou que a proporção é maior entre os homens (21%) do que entre as mulheres (13%). E maior ainda entre pessoas das classes A e B (23%) do que entre aquelas das classes C, D e E (15%), diferença que se explica pela necessidade de ter um smartphone moderno e um cartão de crédito. Essa forma de pagamento é mais popular entre donos de iPhone (25,8%) do que entre aqueles com smartphones Android (16,6%). E há uma diferença por faixa etária: quanto mais jovem, maior a probabilidade de já ter usado o smartphone para pagar por aproximação. No grupo entre 16 e 29 anos, 21% já testaram essa tecnologia. A proporção cai para 16% no grupo entre 30 e 49 anos, e é de 12% naquele com 50 anos ou mais.

Comércio móvel presente no dia a dia das pessoas

A utilização do smartphone como meio para a realização de compras online de produtos físicos segue crescendo no Brasil. Em quatro anos, de setembro de 2015 a setembro de 2019, a proporção de internautas brasileiros que já experimentaram o comércio móvel passou de 41% para 85%. Ou seja, a proporção de “consumidores móveis, como pode ser chamado esse grupo, mais que dobrou, com um ganho de 44 pontos percentuais. O uso recorrente do m-commerce também cresce. Outros 77% dos consumidores móveis afirmam que hoje fazem mais compras pelo celular do que seis meses atrás. E 75% deles fizeram alguma compra nos últimos 30 dias – um ano atrás essa proporção era de 71%.

“Além disso, quem experimenta o smartphone para compras acaba deixando de lado o desktop”, comenta Fernando Paiva. 73% dos consumidores móveis declaram que preferem comprar pelo celular que pelo computador. Isto está relacionado ao alto grau de satisfação para com a experiência em m-commerce: 88% dos consumidores móveis dizem que estão satisfeitos ou muito satisfeitos com ela. “Vemos aqui uma consolidação do m-commerce no país”, destaca o coordenador da pesquisa.

A pesquisa completa pode ser obtida em www.panoramamobiletime.com.br