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Cietec abre chamada para aceleração de projetos inovadores na área da saúde

O Cietec, entidade gestora da Incubadora de Empresas de Base Tecnológica USP/IPEN, acaba de abrir, pela primeira vez, em conjunto com a Janssen, empresa farmacêutica da Johnson & Johnson, e com a Johnson & Johnson Consumo no Brasil, uma chamada pública para selecionar startups e micro e pequenas empresas que estejam desenvolvendo tecnologias ou soluções altamente inovadoras na área de saúde. As inscrições dos projetos podem ser realizadas até dia 28 de fevereiro de 2020.

As empresas selecionadas receberão até 30 horas de mentoria para aceleração de seus projetos e preparação para participação no programa de fomento do PIPE-FAPESP, programa que apoia a execução de pesquisa científica e/ou tecnológica em micro, pequenas e médias empresas no Estado de São Paulo, além de seis meses de gratuidade na modalidade de pré-incubação da Incubadora USP/IPEN-Cietec.

O vencedor do desafio receberá mentoria de especialistas da Johnson & Johnson Innovation.

“O objetivo do programa é unir universidades, laboratórios de pesquisa e desenvolvimento, empresas e empreendedores com interesse comum em inovar. Estamos colocando à disposição a expertise de mais 20 anos do Cietec e o apoio de validação de especialistas de empresas da Johnson & Johnson nas áreas científicas e de mercado. É uma oportunidade incrível”, afirma Sergio Risola, diretor-executivo do Cietec.

Áreas de atuação
A chamada busca empresas que estejam nas fases de ideação e desenvolvimento de negócios (protótipo, pré-clínico, clínico), nas áreas de diagnóstico, medicina personalizada, terapias digitais; cirurgia robótica; small molecules, moléculas biológicas, terapia gênica e celular; microbioma, ingredientes naturais, materiais e embalagens sustentáveis.

Os projetos devem ter aplicações em pelo menos uma das seguintes áreas de atuação das empresas afiliadas da Johnson & Johnson: Saúde da Pele, Proteção Solar, Acne, Dor, Alergia, Antitabagismo, Saúde da Mulher; Oncologia, Neurociência, Cardiologia, Doenças Infecciosas, Vacinas, Imunologia, Hipertensão Pulmonar, Doenças Metabólicas; Obesidade, Osteoartrite e Osteoporose.

Para participar é preciso fazer a pré-inscrição no site do Cietec (http://bit.ly/3bxMEoF) e preencher o formulário completo.

Cronograma
28 de fevereiro: prazo final para entrega dos projetos
10 de março: divulgação das empresas selecionadas e início das mentorias
22 de abril: entrega de propostas para a FAPESP
10 de setembro: término do período de pré-incubação na Incubadora de Empresas de Base Tecnológica USP/IPEN-Cietec.

78% das empresas brasileiras ainda estão em estágio inicial de inovação

A inovação é hoje um imperativo em todo o mundo. O Brasil está não só se convertendo em um palco ativo de inovação empresarial, mas exibindo uma identidade única nessa arena – tanto pelo ritmo de criação de novas empresas e soluções de negócio como pelo estágio de desenvolvimento das organizações em busca de ideias inovadoras. O volume de venture capital investido em startups brasileiras somou perto de R$ 5 bilhões em 2019. Nos últimos cinco anos, foram investidos mais de R$ 20 bilhões em 1.060 startups no País. Ao final de 2019, o país havia formado 10 unicórnios. Um ambiente extremamente fértil para inovação.

Na comparação com benchmarks globais como Estados Unidos, Europa e China, as empresas brasileiras e seus ecossistemas ainda estão em um estágio inicial de desenvolvimento. A Bain & Company classificou as empresas em níveis de maturidade, de iniciantes a avançadas. Enquanto globalmente as empresas iniciantes representam 26% da amostra, no Brasil esse número chega a 78%.

O atraso das companhias está ligado às limitações de recursos financeiros e de talentos para desenvolver novos projetos – seja dentro das empresas ou fora. “A volatilidade econômica ainda cria incertezas no curto prazo e tira foco de investimentos de prazo mais longo que não tenham impacto claro e imediato nos resultados”, diz André Fernandes, executivo-sênior da Bain & Company.

Por essa razão, chama a atenção o fato de empresas brasileiras utilizarem ecossistemas de startups com frequência praticamente idêntica à observada em países mais desenvolvidos (46% vs. 45%). Mais impressionante ainda, empresas brasileiras disseram ter, em média, 4,6 parceiros em suas iniciativas de inovação – enquanto que a média em mercados desenvolvidos é de 3,7.

O outro lado da moeda é a dependência desproporcional dos recursos compartilhados com o negócio principal para a inovação: mais de 60% das empresas brasileiras em nosso estudo se valem destes recursos, enquanto que no estudo global essa parcela não passa de 45%. “O problema é que o compartilhamento de talentos entre a operação do negócio principal e o desenvolvimento de novas ideias gera não só um potencial conflito de incentivos, normalmente vencido pelo negócio principal, como também a inadequação de talentos para ambas as atividades”, afirma Fernandes.

Estratégia para inovar. Segundo a Bain, o início da jornada deve passar pela articulação de uma estratégia clara para inovação, incluindo tanto o papel que ela cumprirá na estratégia geral da empresa como a forma como será executada. 80% das empresas em mercados desenvolvidos dizem ter uma estratégia para a inovação contra 40% no Brasil.

Cultura empreendedora. A cultura de se arriscar em novas áreas e o desenvolvimento de talentos com as competências para isso são grandes desafios. Enquanto 75% das empresas da amostra global afirmam ter criado modelos de atração, retenção e alocação adequada de talentos voltados à inovação, apenas 30% das empresas brasileiras afirmam o mesmo.

Líder explorador. Nas empresas, o líder tem o papel vital de garantir consistência e catalisar a inovação por toda a organização. No Brasil, ainda existe um gap no papel exercido pela liderança no direcionamento da inovação -ou pelo menos na importante percepção daqueles que estão sendo liderados. Apenas 28% das empresas afirmaram que seus líderes no Brasil estão tendo um papel claro na inovação, contra cerca de 80% no exterior.

Pesquisa Global: empresas com experiência em inovação crescem quase 20 vezes mais que iniciantes em cinco anos

A parcela global do estudo da Bain revelou que o valor de mercado das empresas que mais inovam cresceu a um ritmo muito mais acelerado do que o de empresas menos inovadoras. Descobrimos que o valor de mercado de inovadoras experientes cresceu a uma taxa anual composta de 9,5% no período de cinco anos, em comparação com apenas 0,5% para as empresas com a menor experiência na inovação. A diferença é de nada menos de 19 vezes.

Entre as abordagens mais populares está o capital de risco corporativo, que 57% das inovadoras experientes do estudo disseram utilizar. Outro modelo popular também são as aceleradoras, usadas por 61% das empresas do quartil superior. No caso de empresas menos experientes, é menor a probabilidade de uso de ambas as abordagens. Apenas 22% das empresas do quartil inferior da inovação têm um fundo do gênero e somente 38% já usaram aceleradoras.

As empresas brasileiras ainda estão em seu estágio inicial de inovação. Apesar disso, diversos exemplos nacionais de organizações se reinventando e insurgentes registrando sucesso mostram que o Brasil possui os insumos para aqueles que queiram embarcar nessa jornada.

MEC abre processo para instituir cinco novos polos de inovação

O Governo Federal vai credenciar cinco novos polos de inovação no Brasil. As inscrições para o processo de seleção já estão abertas. Podem participar do processo as Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica de todo o País. Os polos de inovação atuam no desenvolvimento de pesquisas e inovação para aumentar a competitividade e produtividade da economia nacional. As instituições da Rede Federal vão poder apresentar propostas até 27 de março no site da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii). O resultado do processo de seleção está previsto para 10 de julho.

Os polos contribuem também na formação de alunos de educação profissional e tecnológica. A ação do Ministério da Educação (MEC) é fruto da parceria com a Embrapii.

De acordo com secretário de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) do MEC, Ariosto Culau, a implementação dos polos é uma das ações previstas no programa Novos Caminhos, lançado em outubro de 2019. “Estamos começando o ano já materializando metas e desenvolvendo o eixo de empreendedorismo e inovação para estruturar e trazer referenciais bem-sucedidos”, disse.

As instituições selecionadas poderão solicitar até R$ 3 milhões, ao longo de três anos, para desenvolver e executar projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação em parceria com empresas industriais.

Programa Novos Caminhos

Lançado em outubro de 2019, o programa Novos Caminhos engloba um conjunto de ações para o fortalecimento da política de Educação Profissional e Tecnológica no País. O projeto prevê apoiar as redes federais e instituições de ensino, no planejamento da oferta de cursos alinhada às demandas do setor produtivo e na incorporação das transformações produzidas pelos processos de inovação tecnológica.

O Novos Caminhos visa, ainda, contribuir para o alcance da meta definida no Plano Plurianual 2020-2023, que é de elevar em 80% o total de matrículas em cursos técnicos e de qualificação profissional, alcançando 3,4 milhões de matrículas até 2023. Essa ampliação contribuirá para a inserção socioprodutiva de milhões de jovens e trabalhadores e também para alavancar a produtividade e competitividade de diversos setores da economia.

Fonte: Ministério da Educação

Via Varejo abre vagas para as áreas de Tecnologia e Segurança da Informação, Saúde e Crédito

A Via Varejo, empresa que administra a Casas Bahia, o Pontofrio e o Extra.com, está com vagas abertas para profissionais das áreas da Saúde do Trabalho, Tecnologia e Segurança da Informação e Crédito.

As vagas são para Médico(a) do Trabalho, Enfermeiro(a) do Trabalho, Enfermeiro(a) de Segurança do Trabalho, Analista de Modelagem Pleno, Analista de Políticas/Estratégias de Crédito Pleno, Consultor(a) de Políticas/Estratégias de Crédito, Consultor(a) de Cyber Security — Red e Especialista em Engenharia Cloud.

Além de salário comissionado, os colaboradores efetivados também terão como benefícios o vale alimentação, PLR (Participação nos Lucros e Resultados), convênios médico e odontológico e parcerias educacionais com algumas universidades que garantem descontos nas mensalidades de cursos superiores ou de pós-graduação e licença maternidade e paternidade estendida.

Para participar, os interessados devem se cadastrar no site de vagas da companhia http://viavarejo.gupy.io/.

Linx anuncia mudanças na estrutura de Big Retail

A Linx, líder e especialista em tecnologia para o varejo, anuncia novidades para a vertical de Big Retail. Daniel Mayo, que antes liderava a diretoria comercial do segmento, assume agora como diretor executivo da área responsável por suportar grandes varejistas, como lojas de departamento, moda, farmácias e home centers.

Ao mesmo tempo, Roberta Valle Caribé foi contratada como a nova diretora comercial de Big Retail, ocupando o antigo posto de Mayo. Formada em Marketing pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e com MBA Executivo pelo Insper, a executiva acumula passagens por empresas de renome, como Getnet, Rede, Ambev e First Data Corporation.

Daniel Mayo, que está na Linx há 20 anos e também é responsável pela expansão da empresa na América Latina por meio do braço internacional Napse, comenta a movimentação: “a vertical de Big Retail vem passando por transformações significativas nos últimos meses. Com a nova estrutura, reforçamos o nosso compromisso de entregar as melhores soluções para o varejo omni nos grandes varejistas”.

Para Roberta Valle Caribé, o desafio é animador. “Chego na Linx em um período de grande evolução da empresa como um todo, especialmente da área de Big Retail. Estou empolgada com a responsabilidade que me foi dada e pretendo aplicar a experiência que adquiri nas últimas empresas pelas quais passei para continuar fazendo a vertical crescer”, conta a executiva.

Entre os varejistas atendidos pela vertical de Big Retail da Linx estão Renner, Pernambucanas, Centauro e Leroy Merlin.

Evento gratuito em SP discutirá os desafios das mulheres na tecnologia

O WallJobs, em parceria com a Cognizant, uma das maiores empresas de tecnologia do mundo, realizará a segunda edição do Meet Up – Mulheres na Tecnologia, que discutirá os desafios da mulher na tecnologia e como continuar conquistando esses espaços. O evento, gratuito, será realizado no dia 3 de março, no InovaBra Habitat.
A iniciativa foi criada com o objetivo de compartilhar conteúdos e ideias por mais mulheres na tecnologia. As palestras, que visam a apoiar e trazer insights e discussões sobre o tema, são combustível tanto para mulheres que estão estudando e buscam uma oportunidade na área, quanto para as que estão passando por transição de carreira.
“Nosso objetivo é estimular, treinar e capacitar mulheres para atuar na área de tecnologia da informação, hoje um mercado predominantemente masculino”, diz Carla Catelan, Head de Aquisição de Talentos da Cognizant. “Apoiar iniciativas como essa vai ao encontro dos valores organizacionais da companhia, que estão voltados à inclusão e diversidade.”
O evento contará com a presença de três mulheres profissionais:
Esteffany Souza, da Cognizant . Com uma trajetória de cinco anos no mercado, formada em sistemas para internet, iniciou a carreira como analista de suporte e hoje atua como especialista de ferramentas Google em um grande cliente da multinacional Cognizant. Trará o tema Softskills na área de tecnologia.
Vanessa Me Tonini, da Alura , uma das maiores plataforma de cursos on-line, instrutora e desenvolvedora de software na Caelum há mais de dez anos, estudante de mestrado em ciência da computação no IME/USP. Também faz parte da coordenação do coletivo hacker feminista Marialab . Ela falará um pouco sobre Métodos Ágeis: Entregando Software Feliz.
E por fim, Por mais Mulheres em TI, Grace Borges, da Fatech Girls . Professora de programação na Fatec São Paulo, responsável pelo Grupo Fatech, formada em processamento de dados pela Fatec, mestrado em ciências da computação pela USP, e mestrado em engenharia de sistemas pela UFABC.
As inscrições para o Meet Up – Mulheres na Tecnologia devem ser realizadas neste link: http://meetupmulheresnatecnologia.splashthat.com/

MetrôRio passa a aceitar pagamento por aproximação Mastercard

Uma parceria entre a Mastercard e o MetrôRio, empresa do grupo Invepar, permitirá, a partir de 21 de fevereiro, que os passageiros do metrô efetuem o pagamento da tarifa por aproximação com os cartões Mastercard habilitados com tecnologia NFC (Near Field Communication). A forma de pagamento estará disponível em todas as três linhas e 41 estações de metrô do Rio de Janeiro.

As tarifas poderão ser pagas apenas aproximando do validador cartões de crédito, débito, smartphones, smartwatches ou pulseiras de pagamento, democratizando a alternativa para os cidadãos cariocas e turistas estrangeiros que visitarem a cidade, já que os cartões emitidos fora do País também serão aceitos.

“Já aceitamos cartões por aproximação desde abril de 2019 e a partir de agora aceitaremos Mastercard. Continuaremos trazendo inovações e facilidades aos nossos clientes” disse Charles de Sirovy, diretor comercial do MetrôRio.

“Agora, consumidores Mastercard poderão utilizar o transporte público da cidade com o mesmo cartão ou dispositivo que utilizam para suas compras diárias, tirando a necessidade de se ter dinheiro no bolso”, explica João Pedro Paro Neto, presidente e CEO da Mastercard Brasil e Cone Sul. “A tecnologia de pagamento por aproximação traz agilidade e praticidade para a cidade, já que é cerca de 10 vezes mais rápida que o pagamento em dinheiro”, finaliza.

Projeto pioneiro e olho no futuro

A Mastercard é pioneira na implementação da tecnologia de pagamento por aproximação no transporte público na América Latina, tendo realizado o primeiro projeto em 2017 em todos os ônibus da frota da cidade de Jundiaí (SP). A empresa também implementou os pagamentos por aproximação em diversas estações de trem do Rio de Janeiro. Em setembro de 2019, a empresa também iniciou o projeto piloto de pagamento por aproximação nos ônibus de São Paulo.

Sobre o pagamento por aproximação

Rápido, prático e seguro, o pagamento por aproximação oferece a conveniência de fazer transações apenas aproximando os dispositivos em um leitor habilitado. Os pagamentos por aproximação são ideais para transações de baixo valor e situações que requerem uma velocidade de pagamento maior para diminuir filas.

Allianz Risk Barometer 2020: Cyber aparece, pela 1a vez, como a principal ameaça global para as empresas

Pela primeira vez desde o início da pesquisa, os Incidentes Cibernéticos (39% das respostas) ocupam o 1º lugar global como o risco comercial mais preocupante, de acordo com o Allianz Risk Barometer 2020, tendo Interrupção nos Negócios (BI) (37%) na segunda posição. As ameaças cibernéticas vêm crescendo rapidamente nos últimos anos, impulsionadas pelo fato de as aumentarem a dependência de dados e sistemas de TI e devido ao histórico de incidentes high-profile. Há sete anos, cyber ocupava o 15º lugar, com apenas 6% de respostas.

Mudanças de Legislação e Regulamentações (3o lugar com 27%) e Mudanças Climáticas (7a posição — 17%) foram as ameaças que tiveram as maiores arrancadas, principalmente em decorrência da guerra fiscal entre China e EUA, Brexit e pela preocupação das empresas e nações também com o aquecimento global. A pesquisa anual que mapeia os riscos aos quais empresas do mundo todo estão sujeitas, é realizada pela Allianz Global Corporate & Specialty (AGCS) e mostra, este ano, a visão de um recorde de 2.718 especialistas, incluindo CEOs, gestores de risco, corretores e profissionais da área de seguros.

“O Allianz Risk Barometer 2020 destaca que riscos cibernéticos e as mudanças climáticas são dois desafios importantes para os quais as empresas precisam voltar sua atenção nesta nova década,” afirma Joachim Müller, CEO AGCS. “Existem muitos outros riscos, porém se os executivos e gestores de risco não cuidarem especialmente de cyber e da questão climática, isso terá um impacto significativo na performance das companhias, nos resultados financeiros e na reputação da empresa. O planejamento frente a essas ameaças demonstra tanto uma vantagem competitiva quanto uma questão de resiliência em uma era de digitalização e aquecimento global”.

América do Sul: planejamento contra imprevistos
Ao passo em que, mundialmente, o principal perigo as empresas são os ataques cibernéticos, companhias sul-americanas estão mais preocupadas com a Interrupção nos Negócios. Primeiro colocado no ranking Brasil (33%) e Colômbia (35%), este é um risco que reflete a necessidade de as empresas pensarem em planos de prevenção e de contingência para os mais diversos incidentes. “BI pode muitas vezes ser somente a ponta do iceberg em termos de perdas para uma empresa. Um sinistro de Interrupção de Negócios pode desencadear diversos outros, levando uma companhia a perdas inimagináveis”, comenta Glaucia Smithson, CEO AGCS América do Sul.

A importância da prevenção e do planejamento, além do diálogo próximo e aberto entre empresa e seguradora são fundamentais para minimizar os riscos e as perdas. “Trabalhando de maneira bem próxima com o cliente, nós podemos oferecer uma análise da operação e da natureza da companhia, avaliando quais os riscos que podem afetá-la e o que o cliente pode fazer para diminuir ou até mesmo eliminar os riscos em sua operação. A AGCS trabalha com uma rede global integrada de especialistas que podem desenhar, junto com nosso cliente, modelos de prevenção e planos de contingência, além de termos um processo de sinistros muito eficiente e parceiro dos clientes, que fazem a diferença quando a operação de uma empresa está parada”, completa a executiva.

Ameaças cibernéticas continuam a evoluir
Além de ser o risco número 1 no mundo, Incidentes Cibernéticos estão no top 3 de muitos dos países entrevistados: Áustria, Bélgica, França, Índia, África do Sul. Coreia do Sul, Espanha, Suécia, Suíça, Reino Unido e Estados Unidos. As empresas enfrentam quebras de dados cada vez maiores e mais custosas, um aumento nos casos de ransomware e spoofing, além de multas e litígios decorrentes desses incidentes. Uma mega quebra de dados — comprometendo mais de um milhão de registros — agora pode custar aproximadamente $42mi[1], aumento de 8% comparado ao ano passado. “Os incidentes estão se tornando cada vez mais prejudiciais, visando cada vez mais empresas grandes, com ataques sofisticados e demandas pesadas de extorsão. Cinco anos atrás, uma demanda típica de ransomware estaria na casa das dezenas de milhares de dólares. Agora eles podem estar na casa dos milhões,” afirma Marek Stanislawski, Vice Diretor Global Cyber AGCS.

A extorsão é apenas uma parte do problema: as empresas podem sofrer grandes perdas de BI devido à indisponibilidade de dados, sistemas ou tecnologia críticos, seja por meio de uma falha técnica ou por um ataque cibernético. “Muitos incidentes são resultado de erro humano e podem ser mitigados por treinamentos de conscientização da equipe, que ainda não são uma prática rotineira nas empresas.,” completa Stanislawski.

Interrupção nos Negócios — uma ameaça antiga com novas causas
Após sete anos no topo, BI cai para a segunda posição no Allianz Risk Barometer. No entanto, a tendência para perdas de BI maiores e mais complexas continua inabalável. As causas estão se tornando cada vez mais diversas, variando de incêndio, explosão ou catástrofes naturais a cadeias de suprimentos digitais ou até violência política. “As plataformas e cadeias de suprimentos digitais hoje permitem total transparência e rastreabilidade de mercadorias, mas um incêndio em um data center, uma falha técnica ou uma invasão pode trazer grandes perdas de BI para várias empresas que confiam e compartilham o mesmo sistema e que não podem voltar atrás aos processos manuais ”, diz Raymond Hogendoorn, Diretor Global de Sinistros de Property e Engenheria AGCS.

As empresas também estão cada vez mais expostas ao impacto direto ou indireto de protestos, manifestações civis ou ataques terroristas. “O ano passado foi de grande mobilização popular em vários locais como Hong Kong, França, Chile, Bolívia e Colômbia, resultando em danos a propriedades públicas e privadas, interrupção em diversos negócios e até mesmo serviços básicos à população”, relembra Smithson.

Mudanças de Legislação e Regulamentações aparecem como terceiro risco na pesquisa, uma posição acima de 2019. Sanções, Brexit, tarifações e protecionismo foram citados como as principais preocupações. Só em 2019 foram cerca de 1.300 novas barreiras de comércio implementadas. A disputa comercial EUA-China aproximou a tarifa média dos EUA a níveis vistos pela última vez na década de 1970. “Diretrizes comerciais estão se tornando apenas mais uma ferramenta política para muitos fins diferentes, como diplomacia econômica, influência geopolítica ou política ambiental”, explica Ludovic Subran, Economista-Chefe da Allianz. “Esse ativismo não se restringe aos EUA: se espalhou pelo Japão e Coréia do Sul, Índia e UE”.

Novos desafios regulatórios na próxima década se concentrarão no impacto ambiental, descarbonização e mudanças climáticas. “A regulamentação de sustentabilidade da UE nada mais é do que uma virada no jogo. O impacto nas empresas será tão amplo quanto o das novas regras de contabilidade e proteção de dados foram no passado ”, diz Subran.

Mudanças climáticas trazem maior complexidade de risco
As Mudanças Climáticas alcançaram seu patamar mais alto — 7o lugar — em toda a história do Risk Barometer e é um dos três principais riscos na região Ásia-Pacífico, sobretudo na Austrália, Hong Kong, Índia e Indonésia. Um aumento nas perdas físicas é o que os gestores de risco mais temem ( 49% das respostas) já que a elevação do nível dos oceanos, períodos de secas severos, tempestades intensas e inundações ameaçam fábricas, ativos fixos, redes de transporte e energia que conectam cadeias de abastecimento. Há ainda a preocupação com impactos operacionais (37%), tais como realocação de unidades e potenciais impactos regulatórios e de mercado (33% e 35%). As empresas precisam estar preparadas para um aumento na quantidade de litígios futuros –casos de mudança climática direcionados a ‘empresas de carbono’ já foram apresentados em 30 países ao redor do mundo, com a maioria dos casos nos EUA.

“Há uma crescente conscientização entre as empresas de que os efeitos negativos do aquecimento global acima de dois graus Celsius terão um impacto dramático”, diz Chris Bonnet, Diretor de Serviços Empresariais ESG na AGCS. “A falta de ação desencadeará ações regulatórias e influenciará as decisões de clientes, acionistas e parceiros de negócios. Ignorar as mudanças climáticas custa mais do que lidar com elas. Portanto, toda empresa precisa definir seu papel, posição e ritmo para sua transição durante a mudança climática – e os gestores de risco precisam desempenhar um papel fundamental nesse processo. ”

6 práticas campeãs dos líderes digitais do mundo

Qual o segredo para aproveitar tecnologias digitais como inteligência artificial (IA), computação em nuvem, blockchain, internet das coisas, segurança, entre outras, na era digital? O Institute for Business Value (IBV), divisão de IBM Services, conduziu um estudo com 1.500 executivos C-level, cerca de 10% deles da América do Sul, para identificar as características e estratégias das empresas que estão se destacando nesse cenário.

Essas organizações líderes estão ganhando em quase todas as frentes, como crescimento, lucratividade, e conduzindo uma transformação digital de amplo espectro, com 6 estratégias principais: orquestrando ecossistemas e plataformas digitais, construindo confiança para fortalecer a marca, reimaginando o comportamento do cliente, fazendo a curadoria de dados que “pensam” e “agem”, criando um ambiente de aprendizado exponencial e promovendo uma cultura de inclusão.

“As conclusões do estudo estão alinhadas com o que observo nas empresas latino-americanas com as quais trabalhamos na jornada de reinvenção digital. Essas estratégias estão cada vez mais naturais e evidentes e vêm sendo fundamentais para impulsionar a transformação que precisa ser feita rumo a uma empresa cognitiva. Além de orquestrar tecnologias exponenciais para gerar eficiência e inovação, elas têm uma obsessão por repensar os desejos de seu cliente e por criar uma cultura de aprendizado contínuo”, diz Thais Marca, gerente geral da IBM Services na América Latina.

6 segredos vencedores:

1) Orquestrar ecossistemas e plataformas digitais: Os líderes relatam que as plataformas digitais estão em ascensão, com a possibilidade de crescimento da receita e lucratividade para as empresas. 81% já são orquestradores de plataformas de negócios. Quando questionados sobre quais modelos comerciais e operacionais suas organizações estão adotando ou considerando para o futuro, a maioria dos entrevistados declarou sua intenção de atuar como integradores de recursos em uma cadeia de valor. A maioria das empresas concorda com a importância das plataformas de negócios para o futuro de suas organizações.

2) Construir confiança para fortalecer a marca: A confiança é um ingrediente-chave. 93% dos entrevistados mencionam a reputação da marca como o aspecto mais crítico de seus negócios. As pessoas tendem a confiar mais nas outras pessoas do que em instituições. É importante aproveitar esse poder da influência, talvez oferecendo os benefícios de “pertencer” a algo maior que eles mesmos. O resultado? Uma experiência holística de marca que enfatiza a importância de todas as partes.

3) Reimaginar o comportamento do cliente: Os líderes vencedores estão reimaginando mudanças rápidas nas atitudes do cliente e personalizando suas experiências usando técnicas de design e marketing. Para 89% dos líderes, a maior prioridade e o objetivo único dos negócios é melhorar a experiência do cliente. De fato, eles estão mais focados nisso do que em qualquer outro objetivo, incluindo o lançamento de novos produtos e serviços, a entrada em novas regiões e crescimento no mercado.

4) Fazer curadoria de dados que “pensam” e “agem”: 85% dos líderes cultivam e fazem curadoria de uma grande quantidade de dados, transformando ideias em ações. Rapidamente, eles integram tecnologias de “pensamento”, como IA e automação. Assim, usam também robótica e modelos de inteligência artificial para repensar processos e fluxos de trabalho.

5) Criar um ambiente de aprendizado exponencial: Quase 90% dos entrevistados usam self learning para implementar uma cultura de aprendizado exponencial, humano e mecânico, em toda a organização. Os sistemas de inteligência artificial e computação cognitiva baseados em deep learning usam combinações de processamento algorítmico, linguagem natural e recursos de machine learning para permitir que pessoas e máquinas interajam mais naturalmente.

6) Promover uma cultura de inclusão: Por fim, as empresas líderes são inclusivas com seus funcionários, redes de parceiros e clientes e, ao mesmo tempo, geram experiências personalizadas para todos. Eles sabem que a diversidade da força de trabalho é chave. 96% dos principais executivos da amostra compartilham sua visão corporativa para unir e inspirar funcionários. Eles entendem que movimentos disruptivos só podem ser alcançados compartilhando uma visão forte, única e criando uma organização engajada e inspirada.

Para acessar o relatório completo, clique aqui.

 

 

Automation Anywhere anuncia primeira solução integrada de descoberta de processos

Automation Anywhere , líder global em Automação Robótica de Processos (RPA, na sigla em inglês), anuncia hoje a primeira solução integrada de descoberta de processos por inteligência artificial (IA) do mundo, que observa o comportamento no ambiente corporativo e analisa as aplicações empresariais para identificar e automatizar processos administrativos de ponta a ponta.

O Automation Anywhere Discovery Bot utiliza IA e aprendizado de máquina para captar e analisar ações de usuários automaticamente, a fim de descobrir etapas comuns e repetitivas de processos conforme os empregados usam os diferentes aplicativos administrativos. Então, prioriza as oportunidades de automação de acordo com o potencial de retorno sobre investimento (ROI) e cria bots de RPA para automatizar essas tarefas – acelerando a jornada de automação de processos.

Pesquisa realizada pela Automation Anywhere mostra que quase 80% das tarefas administrativas manuais e repetitivas, tanto de front como de back office, que podem ser automatizadas ainda não foram descobertas. Os métodos manuais tradicionais de descoberta de processos são lentos e demorados, e têm ROI incerto.

A nova tecnologia inteligente de descoberta de processos – desenvolvida na plataforma inteligente de automação nativa da nuvem da Automation Anywhere – utiliza anos de investimento em RPA, IA e aprendizado de máquina para acelerar a descoberta e a automação de processos. Sendo uma solução zero-client, pode ser facilmente aplicada na empresa inteira e permite que usuários, TI e desenvolvedores colaborem na mesma interface baseada na web e reduzam o tempo que gastam para entender os fluxos de trabalho nos processos administrativos.

Até 2023, estima-se que cerca de 50% dos novos bots de software sejam gerados dinamicamente por meio de descoberta de processos movida a IA – e, já em 2024, as organizações poderão contar com uma redução nos custos operacionais de até 30% graças a essa tecnologia, segundo o Gartner Research. ¹

“Em 2020, a adoção da RPA continua ultrapassando outras tecnologias, com as organizações buscando iniciativas de transformação digital mais agressivamente. No entanto, ao mesmo tempo, os clientes têm dificuldade até de entender quais processos deveriam automatizar”, afirma Prince Kohli, diretor executivo de Tecnologia da Automation Anywhere. “Com o Process IQ, eles obtêm uma compreensão abrangente de todos os processos de suas empresas, podem estabelecer prioridades em seu backlog de automação e, com um só clique, criar e implantar novos bots para processos repetitivos, tudo isso cinco vezes mais rápido do que com as abordagens tradicionais.”

“Quase dois terços do tempo que se leva para automatizar um processo empresarial é dedicado a entender como o processo de fato funciona dentro da organização”, diz Amardeep Modi, diretor de Prática do Everest Group. “A solução de descoberta de processos da Automation Anywhere pode ajudar as empresas a acelerar substancialmente o ritmo da automação e viralizar a automação.”

Automation Anywhere Discovery Bot já está disponível para clientes preliminares e será disponibilizado para todos nos próximos trimestres.

Para saber mais, acesse aqui .

Mazars alerta para os desafios e diferentes modelos tributários para empresas de softwares

O Brasil é um dos maiores mercados do mundo para as indústrias de software e serviços de alto valor. Por conta do complexo sistema tributário brasileiro, nos âmbitos municipal, estadual e transacional, os investidores estrangeiros adotam estratégias diferentes nos negócios localizados no país.

“A adoção da tributação indireta permite que as autoridades fiscais brasileiras fiquem menos preocupadas com os típicos modelos de negócios globais desse segmento de indústria e com os resultados na pesada taxação para o governo”, afirma Fagner Souza, líder da área de tax da Mazars, auditoria e consultoria empresarial.

Para ter um negócio no Brasil, as empresas não residentes no país podem adquirir companhias brasileiras, estabelecer subsidiárias, taxas de licenciamento ou firmar contratos de serviços com clientes locais, sem estabelecer uma presença. “Agora, caso o plano seja ter presença, o principal veículo de investimento é a sociedade de responsabilidade limitada (LLC). Nesse caso, ela está relacionada ao impacto comercial no relacionamento com clientes locais”, acrescenta Souza.

Esse modelo de negócios é baseado em acordos para acréscimo de custo. “A subsidiária brasileira recebe uma taxa de comissão com base na plena concorrência para suporte de marketing e vendas, no caso o pré e o pós-vendas”, diz Souza.

Souza ainda alerta que os diferentes modelos de negócios geram diversas consequências tributárias. Por exemplo, os pagamentos devidos por eles podem ser tratados como royalties, taxas de serviço e, eventualmente, como bens intangíveis.

“O tratamento fiscal de SaaS, IaaS e PaaS também é muito importante nessa discussão, como os acordos contratuais, impacto fiscal e questões de estabelecimento permanente. Cada plataforma possui especificações que podem acionar uma tributação diferente, mesmo se combinadas com tecnologia não turva. Os contratos globais, geralmente, exigem ajustes locais e uma linguagem tributária que leve em conta as especificidades das regulamentações brasileiras é crucial”, finaliza o executivo.

Bancos batem recorde de lucro em 2019, mas fintechs exigem adaptação rápida, aponta Capital Research

Especialistas da casa analisam resultados de 2019 dos grandes bancos brasileiros e traçam seu cenário futuro

A economia brasileira passou por grandes transformações nos últimos dois anos, impulsionada por um cenário de baixa taxa de juros e inflação controlada. Por conta disso, os investidores precisaram partir em busca de novas modalidades de investimento para obter retornos maiores, enquanto as projeções apontavam a retomada do crescimento. No entanto, segundo avaliação da Capital Research, para as grandes instituições bancárias, as mudanças estão sendo ainda mais profundas.

“A chegada das fintechs, empresas de serviços financeiros com base em tecnologia, ameaçam o reinado dos tradicionais bancos brasileiros e as projeções já indicam mudanças nos resultados em 2020. Acostumados a ocuparem um lugar privilegiado e não serem incomodados, eles viram a concorrência aumentar com a chegada de novos players ao segmento”, comenta Ernani Reis, analista da casa de análises.

Diante desse cenário, a Capital Research avalia que os bancos foram obrigados a acelerar seus processos de digitalização, na tentativa de acompanharem o ritmo de lançamento das fintechs. “A iniciativa também vem acompanhada de uma grande transformação na logística de pontos físicos e busca por melhor eficiência financeira. Dessa forma, só em 2019, Itaú, Bradesco e Santander fecharam 430 agências e demitiram quase sete mil funcionários, principalmente por meio dos programas de demissão voluntária”, avalia o especialista.

Na tentativa de arrumar a casa, os três bancos alcançaram recorde nos resultados anuais, somando um lucro líquido de R$ 86,6 bilhões em 2019. Mas, segundo os analistas da casa de análises independente, a comemoração é singela e a indicação veio do mercado. “Se nos respectivos dias em que os balanços foram divulgados, as ações do Itaú (ITUB4) apresentaram alta moderada de 1,69%, Bradesco (BBDC4) alta de 1,93% e Santander (SANB11) queda de 2,24%, para 2020, o mercado já espera a desaceleração do crescimento do lucro líquido das instituições privadas, que deve ficar entre 5% e 9% no ano, de acordo com o consenso Bloomberg”, comenta Reis.

Para o analista, o maior temor dos investidores neste momento é de que os lucros futuros e dividendos dos bancos tradicionais sejam impactados pela concorrência de fintechs, como Nubank, Inter, C6 e Creditas. No entanto, ele também ressalta que “entram nessa conta empresas de tecnologia, como Google, Amazon e Facebook, que já contam com plataformas de pagamentos e ensaiam expandir seus serviços financeiros no momento em que o Banco Central estuda meios de implementar uma base única de compartilhamento de informações, conhecido como open banking.”

A Capital Research salienta que é importante observar que, apesar do ambiente competitivo, os grandes bancos ainda têm ampla margem de manobra. “A expectativa atual ainda é de crescimento sustentado com o aumento do crédito e da continuidade do programa de redução de agências, mas, nos quesitos tecnologia e market share, os bancos buscam a atualização das plataformas digitais, firmando parcerias e aquisições ou incubando suas próprias versões de fintechs”, diz Ernani Reis, que cita exemplos como o do Itaú com a XP; do Bradesco com a Ágora; e do Santander com a PI Investimentos.

Ainda segundo análise da casa, é possível dizer que o setor está passando por uma transformação que põe em contraste a velocidade das novas fintechs e a estrutura dos grandes bancos, que, em algum momento, devem se convergir e estancar a diluição do market share. Diante disso, a recomendação da instituição para o investidor é ter paciência e cautela para acompanhar os próximos resultados, fundamentos e tendências, mas sem considerar que os grandes bancos estão ameaçados de extinção. “Afinal, pensar no longo prazo e na geração de valores ainda é a melhor estratégia para se construir patrimônio”, encerra Ernani.

BB cada vez mais na briga

Ainda na esteira dos resultados divulgados pelos grandes bancos, a Capital Research fez um relatório sobre o Banco do Brasil, instituição que tem seu papel recomendado pela casa de análises na sua Carteira Recomendada de Ações. Para o analista Felipe Silveira, “o Banco do Brasil está reduzindo a diferença de rentabilidade em relação aos grandes bancos privados do país”.

Para sustentar esse argumento, Silveira destaca o ROE (return on equity, retorno sobre o patrimônio líquido) do Banco do Brasil. No relatório consta que, enquanto em 2018 a média do ROE dos bancos privados era de 20,3% e a do Banco do Brasil, apenas 13,9%. Em 2020, o ROE médio de Itaú, Bradesco e Santander foi de 22,0%, enquanto o do BB foi de 17,3%, ou seja, uma redução de 6,4 pontos percentuais para 4,7 p.p.

O analista, porém, ressalta um problema no balanço divulgado pelo banco público. “O Banco do Brasil, assim como todos os outros bancos grandes, ‘aproveitou’ o ganho não recorrente de crédito tributário, devido ao aumento da CSLL para lançar um grande provisionamento de PDD e de contingências, todos apenas no lucro contábil, o que faz a diferença entre esse e o lucro recorrente não parecer tão grande. Nada, porém, que comprometa a perspectiva positiva sobre o banco, que atingiu todas as projeções para o ano que havia estabelecido previamente”, analisou Silveira.