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Conclusão da operação entre Órama e SulAmérica

A Órama anuncia a conclusão do acordo para aporte de R$ 100 milhões na plataforma de investimentos online pelo Grupo SulAmérica. Com a conclusão do processo, que passou pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e instâncias do Banco Central, o Grupo SulAmérica passa a deter uma participação minoritária de 25% na Órama.
Com o novo sócio, a Órama poderá, futuramente, difundir sua plataforma a cerca de 39 mil corretores independentes conveniados à SulAmérica. Esse processo se dará por etapas, de acordo com implementações de ordem tecnológica e operacional.
A entrada estratégica da maior seguradora independente do Brasil confere ainda mais robustez ao negócio, que cresce exponencialmente ano a ano, e viabiliza mais investimentos em tecnologia, usabilidade e serviços.
Segundo o CEO da Órama, Habib Nascif, esta transação marca o começo de uma operação que trará benefícios aos atuais clientes das duas casas e a novos investidores. A entrada do Grupo SulAmérica como acionista da Órama permitirá uma exploração de sinergias:
“As conversas começaram a partir do uso da nossa plataforma para parceiros, o white label, pelo Grupo SulAmérica. A conclusão do negócio revela o quanto pode ser feito a partir da inovação. É o tipo de movimento transformador, já que somos uma empresa de tecnologia que fornece acesso a produtos financeiros. Com a parceria, a disseminação da educação financeira ganha ainda mais amplitude, em linha com nosso propósito de construir um novo mercado financeiro para todos, rompendo barreiras entre as pessoas e o dinheiro”.
A Órama manterá sua independência e continuará uma plataforma aberta, com o foco na melhor experiência do usuário e a missão de oferecer investimentos e serviços de qualidade adequados a todos os perfis, objetivos e faixas de renda dos investidores.
“Este é um passo importante, que está em linha com nosso posicionamento estratégico de transformação digital, diversificação de canais de distribuição, geração de novos negócios e aumento de acesso para pessoas que queiram investir”, afirma o presidente da SulAmérica, Gabriel Portella. “O negócio é interessante para as duas empresas, unindo expertises em prol de um objetivo comum”, completa.
A gestão da empresa continuará com o atual grupo de controladores, reconhecidos e experientes profissionais do mercado financeiro. O Grupo SulAmérica terá um representante no conselho de administração e poderá indicar um nome para a diretoria.

 

Golpe no Linkedin rouba dados das vítimas

Uma campanha identificada na América Latina, que já foi denunciada anteriormente pelos usuários, rouba credenciais de acesso na maior rede social voltada para os negócios. Apesar da atividade não afetar o Brasil, a ESET, empresa líder em detecção proativa de ameaças, explica o caso e dá dicas de como se proteger.

“Como mencionamos recentemente na ESET, quando falamos sobre as mensagens e e-mails mais usados ​​pelos cibercriminosos para promover golpes, o LinkedIn é a rede social em que os criminosos mais tentam fazer esse tipo de golpe”, diz Camilo Gutierrez, chefe do laboratório de pesquisa da ESET América Latina.

A campanha utiliza engenharia social e começa com um aviso de potencial desativação da conta, deixando as vítimas assustadas.

Mensagem inicial que chega à vítima informando que a conta está supostamente comprometida

Serviço de formulários online usado como parte da campanha para roubar dados confidenciais

Se a técnica de engenharia social for eficaz e a vítima em potencial acessar o link, encontrará um formulário que solicitará todos os dados pessoais, incluindo a senha de acesso do LinkedIn.

Formulário que a vítima é direcionada ao acessar o link da mensagem inicial, no qual as informações confidenciais são solicitadas

Nesse caso, de acordo com a ESET, deve-se observar que é um formulário de terceiros, que contém erros (um dos campos diz apenas Data, em vez de Data de nascimento) ou mesmo a falta de imagem da marca da empresa que supostamente está por trás da mensagem.

“Sempre que se trata de inserir dados pessoais, é importante verificar o certificado do site no qual esses dados serão inseridos para confirmar que foram emitidos para a empresa que os solicitou”, aconselha Gutierrez.

Informações do certificado

Se o usuário preencher todos os campos e enviar as informações aos cibercriminosos, ele será automaticamente redirecionado para o site legítimo do LinkedIn, a fim de fazer com que a vítima acredite que foi um pedido genuíno da rede social para atualizar seus dados, no entanto, as informações estão com os golpistas.

Por conta da recorrência desse tipo de golpe, a ESET dá dicas de como evitar ser enganado: A ESET fornece alguns conselhos para reconhecer esse tipo de campanha fraudulenta:

• Endereço do remetente: o primeiro ponto a ser analisado é o endereço do remetente. Embora o nome da plataforma esteja incluído no cabeçalho, ela claramente não corresponde a nenhum domínio ou serviço associado ao LinkedIn.

• Falta de personalização da mensagem: é comum que, nesse tipo de campanha, o nome do destinatário seja omitido, pois são apenas remessas massivas para grandes bancos de dados que buscam alcançar possíveis vítimas.

• Erros gramaticais: é comum encontrar idiomas específicos, erros ortográficos ou gramaticais resultantes de traduções on-line.

• Link para site falso: caso o usuário acredite na veracidade da mensagem e decida entrar no domínio fornecido, logo verificará que se trata de um serviço gratuito de formulários on-line, o que corresponde a um comportamento irregular para uma empresa de grande porte do tamanho do LinkedIn.

• Tenha uma solução de segurança: tanto em computadores quanto em dispositivos móveis, utilize uma solução, pois elas servem como barreira protetora contra esses sites.

• Acesse a plataforma oficial: no caso de suspeitar que a mensagem pode ser verdadeira, seja por ser um usuário muito ativo nesta ou em outra plataforma, é recomendável acessá-la de maneira tradicional e verificar se tudo está correto ou se é necessário alterar credenciais.

• Use o duplo fator de autenticação: sempre que possível, a ESET recomenda utilizar essa ferramenta para dificultar o acesso de criminosos.

• Não clique em links desconhecidos: mesmo que tenha recebido de amigos, sem antes ter certeza da segurança do link, não acesse.

“Como sempre dizemos, o primeiro passo para os usuários é aprender a reconhecer esses tipos de e-mail e levar alguns minutos para confirmar que não há nada suspeito. Também é importante usar senhas fortes para proteger as contas. Educação e conscientização são aspectos-chave para tomar as precauções necessárias e, assim, aproveitar a internet com segurança”, conclui o chefe do laboratório.

A ESET possui o portal #quenãoaconteça, com informações úteis para evitar que situações cotidianas afetem a privacidade online.

Stefanini adquire startup Mozaiko e amplia ofertas para o setor varejista

A Stefanini , referência em soluções digitais, anuncia investimento na Mozaiko, startup de analytics que integra dados em tempo real e utiliza inteligência artificial para simplificar processos do varejo, como controle de estoques e custos, ganho de eficiência e melhoria da experiência do cliente. Com essa movimentação, a Stefanini expande sua expertise no setor e amplia sua oferta de softwares para realizar missões críticas para toda a cadeia de suprimentos do segmento varejista, operadores logísticos e indústria.

A grande novidade com esse novo negócio é promover a conexão entre o mundo físico e digital, auxiliando as empresas do varejo em sua movimentada operação de estoque. A Mozaiko provê solução de ponta a ponta, incluindo o software de analytics, equipamento e etiquetas de RFID (identificação por radiofrequência), que podem ser implementados ao longo da cadeia de supply chain, da fábrica à loja. Uma das aplicações nas lojas é dentro do provador de roupas, tornando-o inteligente e permitindo que o cliente, por meio de um simples toque no painel touch screen, solicite que o atendente da loja leve a peça desejada, além de oferecer sugestões complementares de outras confecções ou produtos, de acordo com o estilo do consumidor. Tudo isso, sem sair da cabine.

Entre os clientes que já realizaram experiências com os provadores inteligentes da Mozaiko estão a Hering e a marca Loft Life Style, do Grupo Via Veneto.

Facilmente integrada a diversos tipos de ERP, AWS e outros sistemas, a tecnologia dos equipamentos de primeira linha e toda a inteligência artificial da Mozaiko se unem ao amplo portfólio de soluções digitais da multinacional brasileira para atender ao amplo setor de varejo e outros segmentos.

“Estamos muito confiantes nesse novo investimento, uma vez que as soluções da Mozaiko poderão agregar mais valor ao negócio de nossos clientes, em processos associados à gestão de inventários para supply chain, controle de ativos, integração de processos, inteligência operacional, redução de custos e ampliação de receitas”, destaca Guilherme Stefanini, diretor de Novos Negócios e responsável pela Stefanini Ventures, que reúne várias soluções digitais do Grupo.

Para George Millard, CEO da Mozaiko, trata-se de uma excelente parceria. “É uma forma de dar ainda mais impulso para esse mercado em ebulição – dentro e fora do Brasil -, que precisa levar ao consumidor as evoluções que auxiliam na experiência de todos os envolvidos”, explica.

A chegada da Mozaiko reforça o investimento da Stefanini na construção de um ecossistema digital robusto, a partir de parcerias e aquisições de várias empresas para integrar a Stefanini Ventures. No ano passado, a receita do Grupo Stefanini oriunda das ofertas digitais cresceu 35%, sendo que a Stefanini Ventures teve uma grande representatividade no resultado. “Nos últimos quatro anos, as ventures tiveram um crescimento equivalente a 9 vezes do faturamento inicial, sendo que a expectativa é atingir 20 vezes em seis anos, ou seja, até o final de 2021”, complementa Guilherme Stefanini.

FDATA anuncia Bruno Diniz como líder na América do Sul

Bruno Diniz, um dos especialistas mais proeminentes em fintech do Brasil e cofundador da Spiralem, foi nomeado Líder da América do Sul pela (FDATA) Financial Data and Technology Association. Autor do recém-lançado livro “O Fenômeno Fintech”, da Alta Books, Bruno começa a exercer imediatamente a função, alocado em São Paulo. Atualmente, o FDATA opera em cinco continentes: Europa, América do Norte, Ásia, Austrália e América do Sul e está iniciando um plano para desenvolver uma base na África.

O FDATA é uma associação global sem fins lucrativos para empresas de fintech que usam Open Finance em seus modelos de negócios. Seus membros fornecem aplicativos e serviços financeiros inovadores para auxiliar os clientes a tomarem melhores decisões e assumirem o controle total de suas vidas financeiras em todas as suas contas de pagamento: cartões de crédito, empréstimos, hipotecas, investimentos, pensões e seguros de varejo. A associação trabalha com governos, autoridades reguladoras e o setor de serviços financeiros em sua missão de preservar os direitos dos clientes de poder compartilhar seus dados financeiros com atores regulamentados de sua escolha.

Para Gavin Littlejohn, Presidente Global da FDATA, é o momento oportuno para a chegada do especialista à instituição. “Bruno Diniz é um pessoa importante para o FDATA e temos o prazer de anunciar seu novo papel como líder da operação na América do Sul. Bruno é, sem dúvida, uma das pessoas mais influentes que operam no setor de fintech na América do Sul e traz muitos conhecimentos, experiência e conexões para o cargo. Bruno é exatamente a pessoa certa para liderar nossos esforços na América do Sul neste momento crítico para a indústria”, sinaliza.

Quanto à presença no Brasil e na América Latina, o executivo destaca que o FDATA tem experiência no desenvolvimento de abordagens para direitos de dados de clientes, modelos de responsabilidade, estruturas regulatórias e no gerenciamento da implementação e monitoramento de entrega técnica, extraídos de uma ampla variedade de situações de mercado em todo o mundo. “Nossa presença na América do Sul ajuda a garantir que o mercado de fintech e os neobanks obtenham a qualidade da entrega, para que possam consumir com segurança dados financeiros e usá-los para oferecer melhores resultados para clientes e empresas na América do Sul”, afirma o Presidente Global da FDATA.

“Enquanto outros países da América do Sul estão progredindo em sua agenda de Open Finance, o Banco Central do Brasil desenvolveu uma excelente estrutura e esperamos continuar trabalhando com essa e outras instituições por meio do Bruno”, finaliza o executivo.

Para Bruno Diniz, felicidade e oportunidade se misturam neste momento. “Estou muito feliz em fazer parte de uma equipe tão brilhante e diversificada como a do FDATA. É importante propagar o objetivo da associação, de trazer maior poder para os consumidores no uso de seus dados financeiros. Este ano de 2020 é muito importante para o Open Finance no Brasil, já que o Banco Central está dando os primeiros passos para sua implementação. Acredito que o FDATA possa desempenhar um papel importante ao trazer sua experiência e rede global para auxiliar nesse processo. Estou animado para dar os próximos passos na jornada de Open Finance aqui na América do Sul”, comemora Diniz.

A nomeação de Diniz segue as notícias recentes do FDATA, que anunciou a renomada especialista em Fintech, Ghela Boskovich, como líder da operação do FDATA na Europa.

Inteligência Artificial, Cibersegurança e Design de Engenharia concentrarão os investimentos digitais das empresas em 2020

Uma pesquisa realizada pela AVEVA, líder global em software industrial e de engenharia, mostra que Inteligência Artificial, Cibersegurança e Design de Engenharia devem ficar com a maior parte dos investimentos que as empresas farão este ano em busca de transformação digital, condição necessária para melhorar seu desempenho e assegurar o futuro de suas operações.

Realizada com 1.240 executivos, a pesquisa ouviu empresas com presença global, que atuam na Europa, Oriente Médio e África (EMEA), China, Japão, Austrália e Índia (APAC), além de países da América do Norte, dos setores de Petróleo e Gás; Construção e Infraestrutura; Embalagens; Energia e Utilities; Indústria Naval; Mineração e Indústrias em crescimento.

As tecnologias que fornecem dados preditivos para análise de grandes volumes de informação estão no foco dos investimentos, segundo a pesquisa. Inteligência Artificial foi citada por 75% dos entrevistados, seguida por Realidade Aumentada (64%); Realidade Virtual ou Mista (60%) e Processamento de Big Data (59%).

A Inteligência Artificial é destacada como tecnologia facilitadora por todos os segmentos analisados, sendo mais relevante nas áreas de Energia e Utilities – apontada por 84% dos entrevistados – e Óleo & Gás, em particular para as empresas de prospecção e extração (79%) e de processamento (78%). Dentre os países pesquisados, ela é prioridade no Japão e na China, por 88% e 84% dos entrevistados, respectivamente, seguidos por Reino Unido (79%) e EUA (77%).

Ferramentas que promovem a colaboração das equipes por meio de Processos Avançados e de Design de Engenharia foram mencionadas por 74% das empresas pesquisadas, e são tecnologias consideradas essenciais principalmente para a Indústria Naval (75%), de Construção e Infraestrutura (74%) e Embalagens (73%). Elas também foram classificadas como muito importantes por setores como Energia e Petróleo & Gás. A pesquisa revelou ainda que, dentre todas as regiões analisadas, os países cuja indústria está na vanguarda nessa categoria são Japão (85%) e Alemanha (82%).

O ano de 2020 também deve ser marcado pela intensificação dos esforços em cibersegurança e segurança da informação. Este foi o terceiro tópico mais mencionado na pesquisa da AVEVA, com 71% das menções, sendo destaque nas empresas de Mineração (76%), seguido por Petróleo e Gás (75%), Energia e Utilities (70%) e Indústria Naval (70%). Tecnologias relacionadas à segurança da informação foram consideradas a prioridade mais alta para especialistas em planejamento e programação. Embora seja um tema prioritário em todas as regiões pesquisadas, melhorias na segurança, por meio investimentos em tecnologia, são particularmente importantes para empresas do Oriente Médio (68%), da Austrália (63%) e da Índia (60%).

Para a Lisa Johnson, CMO da AVEVA, as pessoas e os dados são, atualmente, os dois ativos mais importantes para as organizações globais. E para protegê-los, as empresas contam com a tecnologia para prever falhas críticas antes que elas ocorram. “À medida que a transformação digital passou a fazer parte da agenda da indústria, a tecnologia tem permitido aos especialistas colaborarem e alterarem modelos de negócios. Projetos de capital intensivo, desde a produção sustentável de energia, passando por mineração, fábricas inteligentes e cidades conectadas vêm sendo projetados, planejados e entregues por times multidisciplinares globais perfeitamente conectados por meio da tecnologia”, afirma Lisa.

Segundo a CMO da AVEVA, a pesquisa foi uma grande oportunidade de conhecer as demandas por soluções de tecnologia emergentes dos clientes da empresa e também de potenciais novos clientes em todo o mundo. “Inteligência Artificial, Machine Learning e Edge Computing estão transformando o cenário tecnológico com vastos fluxos de dados, fornecendo alternativas operacionais e resultados reais de negócios para nossos clientes”, concluiu Lisa Johnson.

Outras conclusões da pesquisa

• Gestão de Desempenho de Ativos (Asset Performance Management): a pesquisa da AVEVA revela que a APM é uma das áreas que mais demandam investimentos em tecnologia, por exigir um conjunto de produtos de longo alcance e uma abordagem visionária. Por meio dela, as empresas podem criar novos produtos e serviços, utilizar dados para obter novos fluxos de receita e colaborar com a IA e o Analytics. Tecnologia para gestão de desempenho de ativos também tem grande potencial de melhorar a segurança e a proteção dos ativos, além de reduzir o tempo de resposta em situações de emergência.

• Engajamento e confiança como alavanca de vendas: contatos presenciais com o fornecedor, tanto em eventos quanto em reuniões de apresentação, são muito importantes em todas as categorias, sendo que as referências pessoais são particularmente relevantes. Experiência prévia com o fornecedor é altamente priorizada no Reino Unido, na China e na Índia, enquanto casos de sucesso são mais valorizados na França, no Japão e na Austrália.

• Centros de operações remotos e Gerenciamento de Aprendizado e de Treinamento obtiveram as maiores pontuações em todas as áreas pesquisadas, sendo que China e Japão veem um Centro de Comando como o mais relevante, enquanto EUA e Austrália citam a otimização da cadeia de suprimentos como a chave para seus negócios.

• Redução de custos e aumento da segurança são prioridades para organizações de alto crescimento, sendo que os países que priorizam redução de custos são os que têm crescido mais rapidamente nas últimas décadas. China (61%), Índia (58%) e Oriente Médio (60%) indicaram que é possível melhorar as margens de forma significativa a partir de soluções de software. Essa demanda por mais eficiência espelha a necessidade de investir em tecnologia para promover a segurança, à medida que essas economias seguem amadurecendo, sendo relevantes principalmente na China (51%), nos Emirados Árabes Unidos (68%) e na Índia (60%).

Comércio eletrônico deve crescer 18% em 2020 e movimentar R$ 106 bilhões

Pela primeira vez o faturamento do e-commerce brasileiro ultrapassará a casa dos 100 bilhões de Reais, segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm). A estimativa é que as vendas online irão gerar um volume financeiro de R$ 106 bilhões. A cifra representa um crescimento de 18% sobre o ano anterior.

Os marketplaces, as microempresas e as compras através de smartphones, são os principais fatores que contribuirão para esse resultado, de acordo com a entidade. O tíquete médio segue na faixa de R$ 310 e é estimado uma movimentação de 342 milhões de pedidos, feitos por aproximadamente 68 milhões de consumidores.

De acordo com Mauricio Salvador, presidente da ABComm, até o final do ano haverá cerca de 135 mil lojas virtuais ativas no Brasil, a maioria micro e pequenas empresas (PMEs), que abrirão muitas vagas de empregos nas áreas de marketing digital, logística e tecnologia. A previsão da ABComm é que 37% das transações serão feitas via smartphone e que os marketplaces responderão por 38% de todas as vendas.

Segundo Salvador, “com o câmbio favorável à exportação, há ainda oportunidades para que nossas lojas virtuais brasileiras vendam seus produtos para consumidores estrangeiros”. Outro fator que pode impactar ainda mais positivamente no setor, é a aprovação do Projeto de Lei Complementar 148/2019 (PLP), que trata da Multicanalidade e facilitará a vida dos consumidores, que poderão comprar pela Internet e retirar seus produtos em estabelecimentos comerciais próximos de casa. “Caso esse projeto seja aprovado no primeiro semestre, o crescimento no faturamento será ainda mais expressivo”, diz Salvador.

O PLP 148/2019 de autoria do Deputado Enrico Misasi (PV/SP) está em trâmite no Congresso e já foi aprovado pelas principais comissões, resta aguardar por sua votação.

Marcas com propósito conquistam consumidores

Por Fernanda Nascimento, ócia-fundadora da Stratlab

As expectativas dos consumidores em relação às marcas nunca foram tão complexas. Eles esperam muito mais que produtos de qualidade e ofertas personalizadas, experiências “Wow” e atendimento omnichanel. Agora as marcas precisam definir claramente o seu “propósito” e oferecer uma contribuição efetiva para a sociedade.

O acesso digital coloca todo o poder na mão dos consumidores, que expressam opiniões, valores, crenças, recomendações e críticas nas redes sociais. Você pode aproveitar tudo isso como insights em estratégias que correspondam a essas amplas expectativas para alcançar todo potencial dos negócios através da lealdade dos clientes.

O que você não pode fazer é ignorar essa realidade em que a transparência se tornou muito mais radical, favorecendo o olhar atento das pessoas para todas as atitudes e práticas das empresas. Agora que todos enxergam tudo e se manifestam sobre cada fato, bom ou ruim, é ainda mais importante estabelecer um propósito autêntico e ir além da fachada. Até porque a fachada não existe mais nesse mundo hiper conectado.

Se os consumidores querem apoiar empresas que compartilham suas crenças, as marcas devem se posicionar com um propósito que possa corresponder a elas. Mas o que é propósito? É a razão pela qual algo existe. Para as empresas, é a base de toda experiência. É a essência subjacente que torna uma marca relevante e necessária.

“Propósito é mais do que simplesmente responder às questões do cotidiano. Trata-se de ter um compromisso genuíno e significativo com princípios importantes com os quais os consumidores se preocupam – como saúde e bem-estar, ingredientes naturais, sustentabilidade ambiental e conexões familiares – que definem todas as decisões de negócios.”
Bill Theofilou, Senior Managing Director, Accenture Strategy.

Como profissionais de marketing nós sabemos o quanto é complexo apostar em investimentos consideráveis que aparentemente não trazem um retorno palpável. É muito mais difícil e, obviamente mais caro, trabalhar de forma sustentável, com boas práticas junto aos empregados e aos demais stakeholders. Mas, agora tudo depende integralmente desse novo olhar que abrange o impacto dos negócios para a sociedade.

Se antes o objetivo da empresa era criar valor para os acionistas, agora deve incluir os demais acionistas que contribuem para o sucesso dos negócios: clientes, funcionários, fornecedores e comunidades. A abordagem holística passa a ser valorizada e cada vez mais empresas operam como ecossistemas interdependentes.

A pesquisa global mais recente da Accenture Strategy com quase 30 mil consumidores constatou que 62% dos clientes querem que as empresas se posicionem sobre questões atuais e amplamente relevantes, como sustentabilidade, transparência ou práticas justas de emprego. Quanto mais próximo o objetivo de uma empresa se alinha as suas próprias crenças, melhor.

Dados de pesquisas da Harvard Business Review apontam que as empresas com altos níveis de propósito superam o mercado em 5% a 7% ao ano, crescem mais rapidamente e têm maior lucratividade.

“As vozes dos consumidores podem mudar a trajetória financeira das empresas. Eles são mais do que compradores – são partes interessadas ativas que estão investindo tempo e atenção e desejam ter um senso de propósito compartilhado. Os vencedores nesta época não serão passivos.” Kevin Quiring, Managing Director, Accenture Strategy.

A mais recente declaração do Business Roundtable sobre o propósito de uma corporação mostra claramente que o olhar dos líderes americanos já alcançou essa nova realidade. Ao redefinir o propósito das corporações, eles assumiram um compromisso que abrange todos os stakeholders, com um padrão moderno de responsabilidade corporativa. Entre outros itens a declaração inclui:

• Entregar valor aos nossos clientes. Continuaremos a tradição das empresas americanas liderando o caminho para atender ou superar as expectativas dos clientes.

• Investir em nossos funcionários. Isso começa com uma compensação justa e com benefícios importantes. Também inclui apoiá-los por meio de treinamento e educação que ajudam a desenvolver novas habilidades para um mundo em rápida mudança.

Promovemos diversidade e inclusão, dignidade e respeito.

• Apoiar as comunidades em que trabalhamos. Respeitamos as pessoas em nossas comunidades e protegemos o meio ambiente adotando práticas sustentáveis ​​em nossos negócios.

• Cada um de nossos stakeholders é essencial. Comprometemo-nos a agregar valor a todos eles, para o sucesso futuro de nossas empresas, comunidades e país.

Quando corporações americanas com impacto mundial se manifestam com esse nível de determinação para mudar o foco dos negócios, você pode ter certeza de que as marcas só têm um caminho a seguir: adotar práticas holísticas que se conectem com o propósito e com os novos valores estabelecidos pela sociedade. Esse olhar é extremamente positivo e um claro sinal de evolução para todos nós como cidadãos, consumidores e profissionais de marketing.

TIVIT contrata diretor para reforçar inovação ágil em Digital Business

A TIVIT, multinacional brasileira de soluções digitais, anuncia a contratação de Cristiano Franco para reforçar sua unidade de negócios de Digital Business. Franco assume a posição de Diretor de Transformação Digital e Inovação e irá responder a Wander Cunha, Diretor Executivo & Head da Unidade de Negócios de Digital Business.

Cristiano Franco tem mais de 20 anos de experiência em empresas de tecnologia. No setor de telecomunicações teve passagens por Siemens, Algar, NET e Claro. Desde 2013 trabalha com foco em inovação-foi gerente sênior de inovação na Kroton e ajudou na construção da startup mineira Zup, onde liderou uma unidade de negócios de serviços e produtos digitais recentemente.

“Chego para fortalecer o mindset digital da empresa”, diz Cristiano Franco, que tem entre seus desafios reforçar a aplicação de cultura de trabalho colaborativa, impulsionando a paixão pelos desafios dos clientes e a cocriação de soluções. “Espero fomentar em nossos clientes a experimentação de novas tecnologias e métodos de trabalho com aprendizado contínuo e o objetivo de ser continuamente melhor todos os dias”, afirma.

Cristiano ressalta que as práticas digitais não são mais novidade nas grandes empresas em busca de competitividade e inovação-os resultados colhidos, porém, ainda não são de alto impacto. “Há muito o que se fazer em termos de cultura, mudança de atitude e na aplicação de metodologia ágil. Um ponto crítico é a evolução do legado de tecnologia para a nuvem, para testes de hipóteses de negócios. O nome do jogo é aprender rápido e encontrar o fit de mercado adequado, para que uma iniciativa digital de uma empresa, a princípio inovadora, não acabe no ‘cemitério digital’”, diz.

“Trazer um profissional como o Cristiano para o time de Digital foi uma decisão estratégia, a unidade de negócios de Digital Business é um importante foco para crescimento e consolidação do novo posicionamento de mercado da TIVIT. Queremos levar inovação às empresas e apoiá-las na jornada de transformação digital. Esperamos, apenas na área de desenvolvimento Ágil, dobrar de tamanho neste ano”, explica Wander Cunha, Diretor Executivo & Head de Digital Business da TIVIT.

Com experiência em Agile, plataformas de aceleração, infraestrutura de nuvem por meio de parceiros e serviços de operação fim a fim (E2E) modernos, a TIVIT está conectada a um ecossistema de startups, com um Digital Studio para levar a seus clientes a concepção de produtos (MVP) e cocriação de novas tecnologias, com cases em inteligência artificial, automação, design de serviços e modernização de aplicações.

Lei de Proteção de Dados mobilizará atenções durante a 23ª Exposec

As empresas têm apenas seis meses para se adequarem à nova Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Promulgada em agosto de 2018, a legislação entra em vigor em agosto deste ano, e traz uma série de exigências que promovem mudanças em praticamente todos os setores. Por esse motivo, o tema vai mobilizar as atenções durante o Congresso ESS Segurança em Hospitalidade, que será realizado simultaneamente à 23ª Exposec — Feira Internacional de Segurança que acontece de 14 a 16 de abril, no São Paulo Expo.

De acordo com especialistas, o avanço da tecnologia trouxe mais preocupação com a privacidade e a finalidade do uso de informações obtidas por parte das empresas. Com o surgimento das redes sociais e uma sociedade integrada à internet e suas utilidades, tornou-se imprescindível uma legislação capaz de disciplinar o manuseio dos dados. E isso implicará em uma nova visão empresarial para lidar com essas informações.

Todo serviço ou produto que colete e transfira dados tem que estar adequado aos princípios da nova lei. Desta forma, o indivíduo passa agora a ter direito ao acesso às suas informações que uma empresa detém, tendo que autorizar o uso delas, podendo pedir exclusão, portabilidade e até mesmo restringindo sua aplicação.

Diante desta realidade, as empresas terão que tomar alguns cuidados. No momento da captação dos dados de um cliente, por exemplo, ela terá que incluir uma autorização para utilizá-los para um fim específico. O melhor caminho para evitar problemas futuros é a organização consultar um advogado, caso não tenha um departamento jurídico. Há uma grande complexidade e o certo é buscar a assessoria de profissionais.

Empresa envolve todos os funcionários

Criada para “descomplicar o mercado de pagamentos”, a Juno, uma das expositoras da Exposec 2020, já se prepara há meses para cumprir a nova Lei Geral de Proteção de Dados. Segundo Adriano Henrique Pereira, coordenador de segurança da informação na empresa, o primeiro passo foi ouvir o departamento jurídico. “Tomamos o cuidado de estudar a legislação e verificar o que se aplica a nós”, explica. “Depois envolvemos todos os setores da empresa na discussão sobre a LGPD e a própria questão da proteção dos dados de nossos clientes”.

O processo ainda está em andamento, mas Pereira afirma que a Juno já avançou bastante e acredita que estarão prontos quando a LGPD entrar em vigor. “Atualmente, temos uma pessoa de cada setor ligada ao cumprimento da nova legislação que, além de fiscalizar, também replica as informações sobre como a empresa deve agir diante desta nova realidade”, explica Pereira.

Exposec — 23ª Feira Internacional de Segurança

Data: 14 a 16 de abril de 2020
Horário: 13h às 20h
Local: São Paulo Expo Exhibition & Convention Center
Rodovia dos Imigrantes, Km 1,5 — São Paulo/SP
www.exposec.com.br

Brasil é o segundo país a comercializar a insulina inalável para o tratamento de diabetes

Pacientes que convivem com o diabetes passam a contar com uma opção inovadora e segura para melhorar o controle glicêmico, já disponível no Brasil, que oferece menor risco de hipoglicemias aos usuários. A insulina inalável Afrezza® chega ao mercado pela Biomm, empresa brasileira de biotecnologia, em uma parceria com a MannKind Corporation, biofarmacêutica norte-americana.

O Brasil é o segundo país a disponibilizar a medicação, depois dos Estados Unidos. Aprovado pela Anvisa em 2019, o medicamento será comercializado em três dosagens (4, 8 e 12 unidades internacionais de insulina), em embalagens com 90 e 180 refis, e dois inaladores por caixa. A dosagem recomendada deve ser indicada pelo médico.

A insulina inalável tem ação ultrarrápida e é mais parecida com o hormônio produzido naturalmente pelo organismo em indivíduos saudáveis³. Afrezza® se dissolve pelo pulmão após a inalação e atinge imediatamente a corrente sanguínea ⁴, por isso os níveis máximos da medicação são alcançados entre 12 a 15 minutos após a administração, que deve ser realizada antes das refeições. A terapia é indicada para pacientes adultos.

O diabetes mellitus é caracterizado pela incapacidade do organismo de controlar adequadamente os níveis de glicose no sangue. A insulina, um hormônio produzido pelo pâncreas, normalmente regula os níveis de glicose do corpo, mas em pessoas com a doença são produzidos níveis insuficientes de insulina. O organismo também não responde adequadamente à pouca insulina que produz.

Atualmente, a doença atinge 425 milhões de pessoas no mundo, segundo a Federação Internacional de Diabetes (2017), sendo o Brasil a quarta maior população afetada. São 16,8 milhões convivendo com o diabetes e cerca de 500 novos casos diagnosticados por dia.

Os números preocupam, uma vez que 40 milhões de brasileiros estão pré-diabéticos e 25% devem desenvolvê-lo, nos próximos cinco anos, como aponta a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD). “Com Afrezza, buscamos trazer maior conveniência e qualidade de vida aos pacientes, por meio de um medicamento comprovadamente seguro e eficaz”, afirma Heraldo Marchezini, CEO da Biomm.

Para facilitar o início de tratamento e aumentar à adesão dos pacientes, a Biomm oferece o programa Mais Saúde BIOMM. Após se cadastrar (pelo site http://www.maissaudebiomm.com ou telefone 0800-057-2467), o paciente poderá adquirir o medicamento em redes de farmácia associadas com desconto de 20% a 35% (de acordo com a apresentação), além de contar com informações educacionais e orientações de uma equipe qualificada.

Por meio deste programa, a insulina inalável custará a partir de R﹩ 1.900,00 (caixa com 90 refis de 8 UI cada). O valor comercial de Afrezza® foi definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), liberando-o para comercialização.

A aderência ao tratamento costuma ser uma barreira apontada pelos especialistas, uma vez que o portador de diabetes precisa controlar a glicemia com periodicidade e ter disciplina para melhorar o estilo de vida.

De acordo com o Dr. Márcio Krakauer, endocrinologista do núcleo de tecnologia da Sociedade Brasileira de Diabetes, existem hábitos e facilidades que podem ajudar no tratamento. “O monitoramento frequente da glicemia pode facilitar no controle do diabetes, assim como medicamentos cada vez mais adequados para atender as necessidades dos pacientes. Outras facilidades que ajudam na rotina dos portadores da doença são insulinas com menor risco de hipoglicemias e mais fáceis de administrar”, explica o médico.
Referências bibliográficas:

1- Bode BW et al. Diabetes Care. 2015;38;2274-2281 e Blonde L et al. Total and Severe Hyppoglycemia is Reduced Wityh Use of Inhaled Technosphere Insuin (TI, Afrezza)

2- Federação Internacional de Diabetes (2017)

3- Bula do produto

4- Heinemann L et al. J Diabetes Sci Technol 2017; 11:148-156

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Treinamentos, tecnologia e contratação de pessoas são os grandes investimentos das empresas em 2020

Com o objetivo de mapear as perspectivas das empresas em relação ao novo ano, a Catho realizou a pesquisa Tendências de RH para 2020, com a participação de mais de 200 recrutadores de todo Brasil. O levantamento apresenta os principais movimentos do setor, incluindo a concentração de investimentos planejados pelas organizações, sendo eles: treinamentos profissionais (68%), tecnologia (51%) e contratação de pessoas (43%).

Para Bianca Machado, gerente sênior da Catho, a pesquisa evidencia a importância da educação corporativa, bem como a potência da era digital, na qual treinamento e tecnologia se cruzam, uma vez que a forma de ensinar e aprender mudaram.

“Neste cenário, um conceito que vem ganhando força é o Learning in the Flow of Work (Aprendizado no Fluxo do Trabalho, em tradução livre), ou seja, os profissionais não precisam se deslocar até um curso presencial para obter treinamento e desenvolvimento. Ele pode fazer isso ao longo do dia, em meio à rotina, desenvolvendo um aprendizado contínuo e específico para suas necessidades”, afirma a gestora.

Bianca também reforça outro ponto a ser destacado por meio do levantamento: o uso da tecnologia como ferramenta de automação nos processos de recrutamento. De acordo com a profissional, o investimento é uma das principais apostas do RH pois traz eficiência para o momento de contratação de novos profissionais.

“O recrutamento on-line traz inúmeras vantagens para as empresas, ele simplifica a busca por candidatos, tornando esse processo mais ágil. Além disso, permite mais produtividade durante a contratação e tempo para gestão, reduz custos para a empresa e, o melhor, permite o acompanhamento minucioso de cada etapa do processo seletivo. Por fim, nessa modalidade, nada fica para trás”, explica.

A era do capitalismo consciente

Por Lucas Medola, CFO do PayPal Latam

Atualmente, fala-se muito sobre capitalismo consciente e seus benefícios. Porém, em muitos casos, não vai além de um simples tópico de discussão. No meu caso, esse item chamou minha atenção há vários anos e considero muito importante aumentar a conscientização sobre o assunto. Se tivéssemos de defini-lo, o capitalismo consciente pode ser descrito como uma forma de capitalismo que promove o potencial de os negócios terem um impacto positivo no mundo. São, em poucas palavras, empresas conscientes, motivadas por propósitos superiores que atendem à comunidade.

De fato, fico feliz em ver que, hoje, muitas empresas no mundo aderiram a esse movimento de negócios que está se mostrando inspirador e gerando resultados comerciais significativos. Isso também se deve a empresários e executivos que adotaram uma nova atitude e que estão começando a liderar com mais paixão, propósito e com a convicção de que as organizações focadas em seus valores podem contribuir, de forma muito mais abrangente, para o mundo e a humanidade. A realidade é que o capitalismo, embora muita gente ainda não enxergue dessa forma, pode, sim, ser um impulso para o bem econômico e social.

É fascinante ver como esses novos “capitalistas conscientes” entendem que as empresas devem existir por razões que vão muito além do lucro. Não é maravilhoso e esperançoso? Finalmente, alguns trabalham por mais do que dinheiro! A grande vantagem é que, quando você tem um objetivo, também obtém clientes, funcionários e acionistas mais comprometidos, e isso incentiva a criatividade e a lealdade, exatamente o que todas as empresas procuram e precisam.

Como em qualquer projeto, precisamos estudar o conceito e suas melhores práticas. Podemos nos fazer perguntas, como “por que esse negócio começou?”; “o que nos motiva todos os dias?”; “qual o nosso valor agregado?”; “que impacto temos sobre nossos clientes e pessoas?”.

Além disso, devemos seguir os quatro princípios a seguir, que regem esse conceito:

Propósito superior. Como mencionei anteriormente, um negócio que adere aos princípios do “capitalismo consciente” se concentra em um objetivo que vai além do lucro. Esse item é fundamental.

Inclua todas as partes interessadas. Uma empresa consciente se concentrará em todo o ecossistema de negócios para criar e otimizar valor para seus clientes, funcionários, fornecedores, parceiros etc.

Aposte na liderança consciente. Os líderes conscientes se concentram em pensar em “nós” para conduzir os negócios e, assim, cultivar uma cultura de capitalismo consciente na empresa. Como líderes, devemos assumir que, quando os funcionários que têm consciência social veem que a empresa em que trabalham é movida por mais do que dinheiro, fica mais fácil para eles se sentirem identificados com os pilares da companhia. Dessa forma, se tornam defensores e embaixadores da marca – e acabam por divulgar, genuinamente, as ações da empresa para fazer diferença no mundo.

Invista na cultura consciente. A cultura corporativa é a soma de valores e princípios que constituem uma espécie de “índice moral” de uma empresa. Ela promove um espírito de confiança e cooperação. Empresas com objetivos baseados no capitalismo consciente criam negócios mais éticos, honrosos e generosos. E isso significa, em síntese, um ecossistema muito positivo e energizante para todos os funcionários, um ambiente repleto de pessoas com o mesmo objetivo, fortes convicções e desejo de melhorar a sociedade. Esse ambiente, claramente, só pode nos levar a melhores resultados.

A realidade é que o sucesso de uma empresa capitalista consciente não acontecerá da noite para o dia. É trabalho que leva tempo e exige esforço, paciência e persistência, mas os resultados são sempre excelentes e gratificantes. Acima de tudo, devemos consolidar uma equipe de liderança que seja consistente com o comportamento do consumidor – e esse consumidor está em constante mudança, exigindo, cada vez mais, que as empresas contribuam positivamente para a comunidade em geral.