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Carlos Júlio ensina a melhorar a relação com o tempo em novo livro

Carlos Júlio sempre foi uma pessoa ocupada. Filho de imigrantes portugueses, ele foi criado no boteco e no empório do pai com muitas tarefas a cumprir. Hoje, quem vê o autor, cuja carreira está consolidada e reúne no currículo atribuições como professor, palestrante, executivo, empreendedor, board member, colunista de rádio, coach de presidentes de empresas, além de avô, pai, marido e amigo não imagina como ele consegue se desdobrar entre tantos afazeres. Assim como a maioria das pessoas, Carlos Júlio já se sentiu sufocado com o tempo. Neste livro, que chega às lojas pelo selo Planeta Estratégia, um dos principais palestrantes do país compartilha com o leitor suas estratégias para desenvolver uma boa relação com o tempo e conseguir produzir cada vez mais sem abrir mão da saúde e da alegria de viver.

A obra gira em torno da pergunta que dá título ao livro: O que eu não posso deixar de fazer hoje?, frase que parece simples, mas coloca em foco aquilo que nas matrizes de gestão de tempo costumam chamar de “importante e urgente”. Ao longo das páginas, Júlio apresenta sua metodologia de time management, abordando os elementos foco, disciplina e organização, que possibilitam alcançar a máxima eficácia nos âmbitos profissional e pessoal, além de defender a importância das pausas e ajudar a identificar e se afastar dos “ladrões do tempo”.

Em O que eu não posso deixar de fazer hoje?, Carlos Júlio também explica o conflito entre os tempos Cronos, a exemplo da divindade mitológica, o tempo tirano, e Kairós, o tempo que desejamos, e como é possível lidar com eles. No livro, o autor apresenta ferramentas de gestão de tempo, mostrando qual é a melhor maneira de usar a agenda
e o caderno. O livro vai ajudar os leitores a deixarem de ser escravos do tempo, aprendendo a organizar a rotina e reconciliar o tempo interno com as exigências cotidianas.

SOBRE O AUTOR

Carlos Júlio já foi definido como “um polvo” pela quantidade de atividades que exerce. Um dos palestrantes mais requisitados do país, é cofundador da Digital House Brasil, sócio do Locomotiva Instituto de Pesquisa e conselheiro profissional independente em empresas como Camil Alimentos, Aramis, IBMEC, GSA Alimentos, Grupo TV1 e MIT Sloan Management Review Brasil, além de coach profissional de vários presidentes de empresas e facilitador certificado do YPO Brasil, o braço brasileiro da Young Presidents’ Organization. Foi CEO de empresas como Digital House Brasil, Tecnisa, HSM e Polaroid do Brasil e leciona no IBMEC, FGV e FIA-USP. É um especialista em multiplicar o tempo.

FICHA TÉCNICA

Título: O que eu não posso deixar de fazer hoje?

Autor: Carlos Júlio

Páginas: 192

Preço: R﹩ 44,90

Planeta Estratégia

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ClickCash recebe aporte de R$ 5,5 milhões para operação no Brasil

O aplicativo ClickCash , que oferece empréstimo pessoal de até R﹩ 2 mil para pessoa física, inicia operação no Brasil em breve. O app levantou o montante de 1,2 milhões de euros (5,5 milhões de reais), em aporte liderado pela austríaca Telor e a estoniana Morcote Holdings, para apostar no lançamento, ao mercado brasileiro, de empréstimos totalmente automatizados, ágeis e desburocratizados.

“Acreditamos que com o crescimento econômico acelerado, o aumento da confiança do consumidor e as novas regulamentações brasileiras para bancos digitais e fintechs, a ClickCash vem oferecer uma alternativa conveniente, com taxas competitivas, em comparação com os empréstimos bancários tradicionais, que são caros por dia de pagamento”, afirma Rene Hirv, fundador e CEO da Morcote Holding.

Para Sasha Hauptmann, CEO da Telor, a confiança na ClickCash foi um fator relevante. “Temos certeza de que, com sua abordagem rigorosa às interfaces móveis, processo de back-end, pontuação e análise de crédito de big data muito minuciosa, a ClickCash está muito bem posicionada para se beneficiar do crescimento de empréstimos online”, explica.

Para Douglas Murdoch, Country Manager da ClickCash no Brasil, a operação “aposta em um score de crédito próprio que combina inteligência artificial, dados móveis e serviços de informações de crédito tradicionais. E é esse score próprio, em várias camadas, que garante a assertividade da análise e a velocidade da concessão do crédito”, revela.

Em 2018, a Telor e a Morcote investiram conjuntamente na brasileira Casafy, proptech que conecta vendedores e compradores para venda direta de imóveis, empresa comprada da Properati LLC/OLX, do Grupo Naspers.

Simplificando empréstimos móveis

A plataforma é a primeira a oferecer um processo menos burocrático e mais rápido para aprovação de crédito pessoal sem garantia, no Brasil. O empréstimo é solicitado pelo app e, assim que aprovado, disponibilizado para depósito na conta do cliente.

A aprovação rápida é resultado da inteligência artificial aplicada no sistema, que não depende somente de informações de pagamentos anteriores ou bases de dados antigas para avaliação da capacidade de crédito do consumidor – um diferencial com relação aos demais players do mercado.

O ClickCash cruza até 10 mil pontos de dados por dispositivo e conta com variadas fontes para avaliação do consumidor, que possibilitam a execução de empréstimos altamente assertivos. A plataforma também é uma das primeiras a utilizar dados do Cadastro Positivo, fornecidos pelo SPC/Serasa, para a concessão de crédito.

A startup oferece crédito entre R﹩ 500 e R﹩ 2 mil para pagamento em até 6 vezes – via boleto ou transferência bancária. Em breve, a fintech ofertará empréstimos de até R﹩ 10 mil para pagamentos em até 24 meses e com capacidade de pagamento em débito automático. Utilizando vasta experiência em pontuação de crédito e pontuação de dados móveis, a ClickCash oferece taxas competitivas em relação aos outros players.

Com o sistema bancário cada vez mais digital, o Credit as a Service (Crédito como Serviço) funcionará como um benefício não só para o público B2C mas também B2B, onde o “CaaS” atuará como uma nova solução financeira onde empresas que não utilizam os empréstimos como solução financeira poderão oferecer crédito a seus clientes através da plataforma ClickCash.

Tendências para o varejo em 2020

Por Thiago Chueiri, diretor de Desenvolvimento de Negócios do PayPal Brasil

A boa leitura e compreensão do mar de dados que temos à nossa disposição a cada segundo (conhecida como Big Data) está mudando profundamente a maneira como fazemos negócios.

Isso é muito positivo, porque nos dá uma ótima oportunidade para nos reinventarmos a cada estação. E é absolutamente fundamental para os varejistas, porque a possibilidade de personalização dos serviços tem o poder de melhorar, significativamente, a experiência dos clientes e garantir mais proximidade com esses consumidores e uma chance maior de fidelização.

Todos os anos, assistimos ao nascimento, desenvolvimento (e, muitas vezes, à morte) de tendências nesse mercado – “culpa” de sua volatilidade. Então, comentar tendências é sempre um risco. Mas é minha obrigação, como executivo da primeira fintech da história, pelo menos tentar.

Na minha opinião, algumas tendências moldarão o varejo em 2020. Anote:

Ambiente 100% sustentável

Uma delas é a ampliação do conceito de consumo responsável. Ele já está muito presente no setor de alimentos, por exemplo, mas essa tendência se espalhará por todos os setores, e as marcas devem estar prontas para suprir a demanda e as expectativas dos clientes. É preciso ter em mente que estamos lidando, cada vez mais, com clientes que pertencem à geração Millennial, e eles querem comprar produtos e serviços de empresas que reconhecem suas responsabilidades social, econômica e ecológica.

Sustentabilidade é a palavra-chave para essa multidão de consumidores. De acordo com o levantamento In Brands We Trust 2019, da Edelman, essa lista de deveres das companhias inclui cobrar a mesma postura de toda a sua cadeia de suprimentos/parceiros, manter intacta sua reputação, deixar bem claro os seus valores, analisar o impacto ambiental que causa diariamente e, principalmente, colocar os clientes na frente do lucro.

Não é tarefa fácil, mas será a diferença entre sucesso e fracasso de qualquer empresa.

Pagamentos instantâneos

Eles se tornarão onipresentes, até porque o Banco Central vem trabalhando nesse sentido, e a plataforma do BC deve estar funcional no segundo semestre deste ano. As razões para que se tornem parte da vida das pessoas são bastante óbvias: trata-se de uma modalidade mais ágil, mais segura e muito mais barata. No cenário financeiro brasileiro, de quantos produtos/serviços podemos dizer o mesmo?

Claro que os atuais meios de transferência de dinheiro (TED, DOC e afins) continuarão a ser usados, e talvez ainda demore um pouco para serem plenamente substituídos por sua nova versão online, mas vai acontecer. E mais rápido do que se pode imaginar.

Open banking

Ele representa uma oportunidade gigantesca para que o setor financeiro possa desenvolver novos produtos 100% personalizados, incluindo aí os varejistas, que vêm investindo na criação de fintechs próprias.

A partir do momento em que os dados dos clientes passam a ser propriedade apenas deles, bancos e fintechs terão a chance de mostrar seus dotes de persuasão, o que só favorecerá a concorrência saudável – e mais e melhores serviços para os clientes.

Carteiras digitais

Elas representam mais segurança e praticidade para quem usa, dois itens fundamentais para fazer qualquer mercado consumidor crescer de forma sustentável. As carteiras digitais vão aposentar os cartões de crédito e débito, e, quando aliadas a tecnologias como NFC e QR Code, por exemplo, se tornam ferramentas perfeitas para clientes e lojistas.

Se, hoje, já é menos problemático esquecer a carteira física em casa do que o smartphone, posso dizer, sem medo de errar, que essa tendência só ficará ainda mais em evidência este ano. O celular se tornou nosso controle remoto para quase tudo, e o mundo está ficando, a cada dia, mais mobile. É um ciclo que se autoalimenta em um looping infinito.

Biometria

Ela substituirá o uso de senhas em pouquíssimo tempo – parte daquele esforço do mercado para aposentar os cartões de crédito ou débito. E faz total sentido, já que o digital é muito mais intuitivo e prático do que o físico.

Levando-se em conta que a biometria já faz parte do cotidiano do setor bancário nacional, nada mais natural do que vê-la sendo usada em benefício dos clientes, não apenas dos sistemas de segurança dos agentes financeiros.

Como se vê, é muita informação para administrar. E muitas opções para que o mercado possa melhorar seu relacionamento com seus clientes. São todas ótimas para o varejo e todos os demais setores da economia. Agora, precisamos trabalhar para que se tornem realidade o mais rápido possível.

Como a nuvem evoluirá em 2020? Veja as cinco previsões da IBM

O ano de 2019 foi emblemático para a computação em nuvem. A área que mais ganhou espaço foi a multicloud híbrida, que emergiu como a estratégia favorita das companhias que buscam flexibilidade e caminhos mais eficientes para mover suas cargas de trabalho para a nuvem, sem perder de vista a redução de custos, o aumento da produtividade e evitar estarem limitadas a um único provedor. As vantagens são tão significativas que a oportunidade de mercado de cloud híbrida pode chegar a US$ 1,2 trilhões.

O ano de 2020 promete intensificar esse cenário, à medida que empresas de todos os setores adotem a estratégia multicloud híbrida para agilizar sua transformação digital. De acordo com a IBM, as cinco tendências a seguir ajudarão as empresas em suas jornadas para a nuvem em 2020:

1) 5G permitirá o uso de Edge na estratégia de nuvem híbrida

O Edge Computing é, de várias maneiras, o próximo capítulo na nuvem. Os varejistas se beneficiarão do acesso a atualizações mais rápidas das tendências de compra dos consumidores, as fábricas poderão realizar manutenção preditiva nos equipamentos que estão prestes a falhar e as operadoras de telefonia móvel poderão oferecer suporte a aplicativos de jogos para dispositivos móveis e à realidade aumentada.

Em 2020, o 5G se tornará um elemento crítico para que as empresas adotem Edge Computing como parte de suas estratégias de multicloud híbrida. O 5G oferece as velocidades mais altas e a largura de banda necessária para reduzir a latência dos dados. À medida que as implementações do 5G avançam, os ecossistemas híbridos de nuvens aproveitarão cada vez mais as oportunidades de realizar a computação na ponta.

2) A automação dominará a próxima fase da multicloud híbrida

As empresas estão adotando estratégias de multicloud híbrida rapidamente, aproveitando a flexibilidade de mover aplicativos de negócios críticos para o ambiente de sua escolha – nuvem pública, local ou privada. No entanto, as vantagens de ambientes híbridos – incluindo resiliência, escalabilidade e suporte para uma ampla variedade de aplicativos, APIs e tipos de dados – trazem uma natureza complexa.

O resultado é que ferramentas automatizadas – como soluções que incorporam inteligência artificial – surgirão em 2020 para ajudar a gerenciar essa complexidade de múltiplas nuvens. Essas ferramentas permitirão que as empresas ajustem seus ambientes, colocando as cargas de trabalho certas no lugar certo, controlando custos e gerenciando chaves de segurança e criptografia de maneira eficaz.

3) Centros de comando de segurança proliferarão como parte das estratégias de nuvem híbrida

Cerca de 60% dos tomadores de decisão de TI classificaram a segurança como o atributo mais importante na seleção de um provedor de nuvem, mas esse continua sendo um problema complexo para gerenciar em ambientes híbridos e multicloud. Durante o ano, veremos o surgimento de mais ferramentas que podem descobrir insights de segurança e responder a incidentes mais rapidamente, ajudando a centralizar as operações. O surgimento do DevSecOps, onde a segurança é integrada ao próprio processo de desenvolvimento, é outra indicação de que um ecossistema de segurança mais conectado está nos planos para 2020.

4) Maior adoção de nuvens específicas por indústria

À medida que as organizações se voltam para a nuvem pública, elas procuram soluções que atendam às necessidades de seu setor específico. Para indústrias altamente regulamentadas, em particular, isso significa recursos que facilitam os encargos dedicados a questões de conformidade.

A nuvem pública para serviços financeiros lançada em 2019, que o Bank of America usará para hospedar aplicativos e cargas de trabalho importantes para dar suporte a seus 66 milhões de clientes bancários, fornece um ponto de verificação importante e um modelo útil que outras indústrias seguirão. Os ecossistemas terão que atingir mercados específicos, porque é muito difícil ser genérico. Portanto, o foco em oferecer um valor específico para cada setor e atender aos requisitos específicos de cada setor será maior.

5) As ferramentas de código aberto continuarão a ser disseminadas para facilitar a adoção de Kubernetes

A tecnologia de código aberto tem um impacto profundo na nuvem. Em 2020, os desenvolvedores se concentrarão em ferramentas que possam suportar a rápida implementação de aplicativos, que suas empresas precisam para permanecer na vanguarda da transformação digital.

Isso significa a adoção generalizada de entrega contínua (continuous delivery), no qual as organizações adotam a filosofia DevOps para testes e implementações rápidas. O modelo de entrega contínua está crescendo paralelamente ao maior desenvolvimento de aplicativos em nuvem nativos criados desde o início para serem implementados por meio de contêineres e Kubernetes.

Em resumo, as empresas terão uma crescente paleta de opções à sua disposição para facilitar o gerenciamento de carga de trabalho, acelerar a implementação de aplicativos, garantir a máxima segurança, explorar tecnologias aditivas como Edge e muito mais. Sem dúvida, o grande e novo mundo das nuvens da década que se inicia oferecerá valor, resiliência e capacidade de resposta que só eram concebíveis em sonhos até alguns anos atrás.

Construção civil evolui com aumento da presença feminina

As mulheres representam a maioria dos alunos dentro das universidades brasileiras, mas ainda não superam a presença masculina em diversos cursos. De acordo com os dados do último Censo da Educação Superior do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), 37,4% dos concluintes em cursos de Engenharia, Produção e Construção são mulheres, enquanto o número de homens formados nesses cursos é de 62,6%. Mas essa é uma realidade que vem mudando ao longo dos anos, não apenas dentro das universidades, mas também no mercado de trabalho.

Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que, em 10 anos, a participação das mulheres no mercado de trabalho será de 64,3%, consideradas em idade ativa, com 17 a 70 anos. Já a participação masculina deve encolher de 89,6% para 82,7% até 2030.

Em um segmento dominado por homens, a construção civil percebe um movimento positivo de mudanças. As mulheres passaram a ser uma mão de obra mais qualificada devido à persistência nos estudos e a presença de características como de organização e atenção aos detalhes. O Grupo A.Yoshii, por exemplo, aumentou em 12% o número de mulheres que trabalham em suas obras.

Com atuação na construção civil de diversos setores há 55 anos, o estímulo às mulheres para o desenvolvimento constante, sem discriminação, direcionando-as para a busca do conhecimento são premissas básicas. O departamento administrativo do Grupo possui cerca de 230 funcionários, sendo aproximadamente 100 mulheres em atuação na área administrativa, e 20 delas em cargos de liderança da empresa.

A CFO da A.Yoshii, Simoni Bianchi, iniciou sua trajetória na empresa há 29 anos, como como auxiliar financeira, e desde 2010 ocupa a posição mais alta nos setores financeiro e de contabilidade. Ela credita sua evolução na companhia às constantes especializações e a busca pelo conhecimento e atualização, além da proatividade e disponibilidade em ajudar. E também ao fato de a construtora tratar todos os colaboradores de maneira igualitária – independente do gênero, raça, credo, etc.

“O movimento para a criação de oportunidade para as mulheres é global. Hoje muitas ocupam cargos de direção, apesar de ainda vivermos em uma sociedade machista. Acredito que com autoestima elevada, valores éticos e morais, e um bom suporte familiar, as mulheres possam transitar em qualquer ambiente de igual para igual e assumir diversos desafios”, avalia Simoni.

Há 29 anos na empresa, a CFO Simoni Bianchi vê a oportunização de mulheres em cargos de liderança como uma tendência global

A engenheira de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) do Grupo A.Yoshii, Letícia Catenace da Costa, iniciou sua carreira na empresa na execução de obras em Londrina, como estagiária. Na época, com 19 anos, o contato com engenheiros, mestres e todo o efetivo de obra era constante. Pela cultura promovida na empresa, sempre se sentiu apoiada e incentivada a crescer profissionalmente.

“Se houvesse situações de preconceito, eu sei que teria o suporte para mostrar as minhas capacidades. Na construtora, várias mulheres trabalham na engenharia e no canteiro de obras. Sempre há respeito, oportunidades de crescimento e incentivo. Há três anos surgiu a oportunidade de iniciar no departamento de pesquisa e desenvolvimento, uma área mais administrativa, e abracei a oportunidade com a certeza de que minha passagem pela obra foi muito bem aproveitada”, conta.

A trajetória de Letícia Catenace começou aos 19 anos, na execução de obras. Hoje atua como engenheira de Pesquisa e Desenvolvimento do Grupo A.Yoshii

Pesquisador do FGV IBRE diz que aumento do PIB entre 2,5% e 3% só com reformas

Se a década de 80 deixou uma marca negativa na economia brasileira, o período de 2011 a 2019 também deixou rastros de retrocesso. A conclusão é do coordenador de Economia Aplicada do FGV IBRE, Armando Castelar. Segundo o especialista, a recente crise fiscal fez com que o Brasil entrasse na pior recessão da história, de 2014 a 2016. “Em nove anos, o PIB teve um crescimento muito baixo – 1,39% a.a. – e metade desta média veio de 2010, quando cresceu 7,5%. Os anos 80, considerados a década perdida, ao menos tinha a crise da dívida para explicar. Mas nos últimos anos, atingimos o menor crescimento do PIB per capita em muito tempo (0,6% ao ano)”, avalia Castelar. Os recentes esforços para acelerar a alta do PIB foram importantes e, segundo ele, devem elevar o potencial de expansão do PIB brasileiro para 1,5%. “Mas, para um crescimento sustentado de 2,5% a 3%, são necessárias reformas”, destaca o pesquisador, durante o Bate-Papo FGV (li nk ).

Castelar acredita que o consumo das famílias e o crédito devem continuar alavancando a retomada conforme o resultado do último ano. “O momento de confiança do consumidor mostra que esta é a previsão para o biênio 2020/2021. Mas a principal pergunta é sobre o que virá depois, no biênio de 22/23. Desde que os investimentos caíram na ordem de 30%, houve uma recuperação muito parcial”, lembra.

Para ele, é o setor privado que deveria impulsionar essa escalada, mas é difícil, pois o ambiente para se empreender, na sua visão, é um desastre. “Há também um manicômio tributário gerado pelas constantes mudanças de regras e pelo fato de as mesmas não serem muito claras, causando insegurança jurídica. Assim, o investidor quer apostar dentro de um prazo máximo de um par de anos, pois não sabe até quando o que vale agora não será alterado. É um freio gigantesco”, ressalta Castelar, que defende regras estáveis e claras para deixar o mercado confiante sobre o futuro.

Trabalho em tempos de Coronavírus: conheça as opções previstas em lei

Um dos efeitos colaterais do Coronavírus é a necessidade de isolamento para evitar contaminação e ampliação do volume de doentes. O foco traz questionamentos às companhias na busca por meios para manterem-se operacionais, sem colocar em risco a saúde de seus profissionais.

“Home office, teletrabalho e quarentena são todas opções a serem consideradas pelas empresas. Elas se enquadram nas previsões legais e, portanto, podem ser colocadas em prática. O mais importante na tomada de decisão é bom senso e cuidado para evitar excessos e gerar pânico”, afirma Gisela Freire, sócia da Área de Trabalhista do Cescon Barrieu. “O empregador precisa orientar claramente seus colaboradores sobre as medidas adotadas”, complementa.

No Brasil, o home office já é prática comum, por diversas razões. Nesse modelo, é facultado ao empregado prestar serviços em sua residência ou a partir de outro local, em um ou alguns dias da semana. O home office não precisa estar expresso no contrato de trabalho, podendo ser previsto apenas em políticas corporativas, por exemplo, e há controle de jornada de trabalho normal.

Já o teletrabalho está previsto desde a Reforma Trabalhista. Pela modalidade, o trabalho é preponderantemente realizado fora das dependências do empregador, com a utilização de tecnologias de informação e de comunicação. Por ser uma modalidade específica, é preciso aditar expressamente o contrato de trabalho dos empregados para que a opção fique registrada. Em casos de epidemia, é necessário então aditar contratos para viabilizar a modalidade? Não necessariamente. “Por ser uma opção em que não há controle da jornada de trabalho, o mais importante é que tudo esteja bem claro e acordado entre as partes”, explica Gisela.

Outro ponto importante a considerar deriva da Lei 13.979/2020, publicada em 7 de fevereiro, que dispõe sobre as medidas de emergência a serem tomadas em função do surto do Coronavírus, conforme ato do Ministro de Estado da Saúde. Ela estabelece que podem ser adotadas medidas de isolamento, quarentena e restrição excepcional e temporária de entrada e saída do Brasil, sendo considerada falta justificada o período de ausência do trabalhador que decorra das medidas previstas na lei.

“As relações de trabalho brasileiras podem, portanto, acomodar uma situação como a que vivem os países afetados pelo Coronavírus, em que as operações foram suspensas temporariamente. O mais importante, seja qual for a opção, é a comunicação fluida entre colaboradores e empresa, para que se chegue a um plano de prevenção e de ação eficaz”, finaliza Gisela.

Cartões de crédito: conversão das compras em dólar

Por Thaís Cíntia Cárnio

A partir de 1º de março, as instituições financeiras deverão, obrigatoriamente, ofertar ao cliente portadores de cartões de crédito internacional a sistemática de pagamento da fatura pelo valor equivalente em reais na data de cada gasto realizado. Embora essa possibilidade já existisse, os bancos não eram obrigados a oferecê-la a seus clientes, preferindo efetuar a conversão apenas no dia do pagamento da fatura Com essa sistemática, o consumidor bancário tem maior previsibilidade dos gastos com suas compras, possibilitando melhor planejamento orçamentário. Ademais, está a salvo de oscilações do valor da moeda estrangeira, que ocorre por questões completamente alheias a seu controle.

Apesar disso, é importante salientar que os bancos estão autorizados a oferecer as duas modalidades: converter o gasto no dia da compra, ou na data de pagamento da fatura. Porém, se o cliente optar pela conversão no dia do pagamento, deverá manifestar expressamente sua escolha.

Caso o banco ofereça ambas as alternativas, antes de decidir por uma delas, o cliente deve considerar os riscos de variação do valor da moeda. E 2020 promete emoções: eleição presidencial americana, coronavírus, juros brasileiros expressivamente baixos… esses e outros fenômenos afetam o cenário internacional, dificultando prever as taxas de câmbio ao longo do tempo. Considerando que o prazo entre a efetivação da compra e do vencimento da fatura pode variar entre 10 e 40 dias, calcular o valor da fatura apenas na data de pagamento será, verdadeiramente, apostar na sorte.

Em qualquer hipótese, as instituições deverão disponibilizar em todos os seus canais de atendimento a taxa de conversão do dólar dos Estados Unidos para reais, e o histórico dessas taxas.

Thaís Cíntia Cárnio, professora de Direito Empresarial e Mercado Financeiro da Universidade Presbiteriana Mackenzie

Cognizant aposta em ações de engajamento no mês da mulher

A Cognizant, uma das empresas líderes mundiais em tecnologia e negócios, aposta em ações de engajamento no mês da mulher, com o objetivo de incentivar a equidade de gênero.

Para começar, a companhia realizou em parceria com o Wall Jobs a segunda edição do Meet Up – Mulheres na Tecnologia, que discutiu os desafios da mulher para ampliar sua participação nesse segmento. O evento, gratuito, foi realizado no InovaBra Habitat, e teve como objetivo o compartilhamento de conteúdo e ideias por mais mulheres na tecnologia.

Além do Meet Up, a Cognizant apresenta webinar com a equipe de Desenvolvimento de Liderança Global, que desenvolveu um workshop virtual, com o tema “Fortalecendo suas habilidades de rede”, disponível para todos os colaboradores da companhia.
“Dado nosso interesse contínuo em promover igualdade de gênero, gostaríamos de focar no desenvolvimento dos nossos colaboradores. Os seminários on-line vão se concentrar no aprendizado de algumas habilidades inestimáveis de rede, e serão conduzidos pela equipe de desenvolvimento de liderança global”, diz Carla Catelan, head da área de Aquisição de Talentos da Cognizant.

Ao longo do mês da mulher, a Cognizant fará outros painéis com colaboradores, que abordarão equidade de gênero e desafios. Além disso, outros temas serão discutidos, tais como equilíbrio entre vida pessoal e profissional, desafio profissional e licença-maternidade e paternidade, empoderamento feminino e como lidar com assédio ou discriminação no ambiente de trabalho.

Confira outras ações da Cognizant no mês da mulher:

Evento Brasscom – Mulheres em TI

A Cognizant participa no próximo dia 20 do evento da Brasscom, que contará com palestra de Roberta Tozzelli, Client Services Executive. Na ocasião, a executiva vai abordar o tema empoderamento feminino.

Responsabilidade social

Serão doados 50 computadores para a Associação Fala Mulher, ONG que acolhe 100 mulheres em situação de violência doméstica. Na ocasião, além da doação dos PCs, haverá aula de Yoga e Pilates, e será ministrado um curso sobre noções básicas de informática.

Campanha #eachforequalbr

Para fomentar a marca e estimular o movimento de equidade de gênero nas redes sociais, em celebração do mês da mulher, a Cognizant divulgará a campanha #eachforequal. Basta postar uma foto com o sinal de igual, com a #eachforequalBR e concorrer a um curso de extensão EAD.

“Nosso objetivo com todas essas ações no mês da mulher é justamente impulsionar a equidade de gênero, gerando oportunidades para todos de desenvolvimento profissional e crescimento dentro da Cognizant”, ressalta Carla.

Você sabe que informações o Facebook armazena sobre você?

ESET explica como averiguar essas informações e melhorar a privacidade dos usuários da rede social

São Paulo, 03 de março de 2020 – Depois do Google, o Facebooé uma das empresas que mais armazena informações de seus usuários. São 2,4 bilhões de usuários ativos por mês em todo o mundo. Só no Brasil, cerca de 120 milhões de pessoas utilizam a rede social, de acordo com um relatório da Statista de janeiro deste ano. Isso significa que o país ocupa a quarta posição no ranking de países com maior número de usuários, atrás apenas da Índia (260 milhões), dos Estados Unidos (180 milhões) e da Indonésia (130 milhões).

Desde que certos casos de exposição e mau uso dos dados dos usuários por parte de algumas empresas vieram à tona, se instalou uma sensação de desconfiança a respeito de como é possível cuidar de informações pessoais. Neste sentido e com a intenção de contribuir com uma maior conscientização, a ESET, empresa líder em detecção proativa de ameaças, explica como averiguar quais informações são armazenadas pelo Facebook e como manter a privacidade nas redes sociais. O Facebook baseiase fortemente nos dados que cada usuário insere na plataforma, mas também acontece que, com a possibilidade de se registrar em um novo serviço ou plataforma que vincula à conta do Facebook ou do Google, os usuários replicam esses dados para outras empresas, que não necessariamente são subsidiárias do Facebook.

A primeira vez que se utiliza essa função, o aplicativo informa ao usuário a quais informações pessoais o serviço ou plataforma ao qual se está registrando terá acesso (geralmente nome completo, e-mail e algum dado adicional, segundo o serviço), mas nada pode assegurar que, no futuro, depois de dada a permissão e vinculadas as contas, não seja possível compartilhar uma grande quantidade de informações. Embora o usuário tenha escolhido confiar suas informações confidenciais em uma plataforma, isso não significa necessariamente que ele escolhe compartilhá-las com cada aplicativo que usa, pois mesmo os padrões de segurança das outras empresas podem não ser os mesmos.

“Um usuário que usa o Instagram e acredita que não está compartilhando suas informações com o Facebook está enganado, pois as duas redes sociais são da mesma empresa (que também possui outras redes, como WhatsApp, Face.com, Atlas, etc). É importante ter em mente que as redes sociais não são gratuitas. Elas são monetizadas com o gerenciamento de dados e informações pessoais inseridas pelos usuários”, explica Luis Lubeck, especialista em segurança da informação da ESET na América Latina.

O Facebook oferece a possibilidade de baixar um resumo com toda a informação que possui do usuário no painel de configuração.

Primeiro passo: ir até a opção “Configurações”

Segundo passo: selecionar a opção “Suas informações no Facebook”

Terceiro passo: selecionar a opção “Baixar suas informações”

Quarto passo: ler os detalhes do arquivo que será baixado e selecionar a opção “Criar arquivo”

Uma vez feito o download da informação, observa-se que são incluídos desde dados pessoais básicos até o histórico de buscas e IPs utilizados ao longo do tempo. Dentro do arquivo, encontra-se um index.html com um menu ordenado com os seguintes dados: Publicações, Fotos e vídeos, Comentários, Curtida e reações, Amigos, Stories, Seguindo e seguidores, Mensagens, Grupos, Eventos, Informações de perfil, Páginas, Marketplace, Histórico de pagamentos, Itens e coleções, Seus locais, Aplicativos e sites, Portal, Outras atividades, Anúncios e empresas, Histórico de pesquisa, Localização, Sobre você, Informações sobre login e segurança.

“Os usuários compartilham grandes quantidades de informações na Internet sem pensar em quem pode vê-las e como podem ser usadas. Por isso, o download de uma cópia das informações armazenadas sobre nossas atividade pode servir para medir a quantidade e os detalhes das informações que publicamos sobre nós. Essas informações nas mãos dos cibercriminosos podem ser usadas para projetar um ataque cibernético, por meio do qual é possível roubar nossas informações sigilosas e realizar ações maliciosas. Permanecer protegido permite que você aproveite a tecnologia com segurança”, conclui Luis Lubeck.

A ESET recomenda que você assuma o controle das informações e não acredite que elas desaparecerão. Em relação à privacidade on-line e à possibilidade de ser rastreado na Internet, leve em consideração a relação entre privacidade e segurança, pois manter as informações pessoais fora do alcance de terceiros dificultará a identificação e o registro das atividades.

A empresa recomenda ainda que é fundamental controlar e estabelecer critérios claros em relação à expectativa de privacidade de cada um, e ativar em todos os casos possíveis o Duplo Fator de Autenticaçã para adicionar uma camada de segurança ao login com nome de usuário e senha. Além disso, na medida do possível, use uma VPN, especialmente ao trabalhar conectado a redes Wi-Fi públicas, para evitar a exposição de dados sigilosos.

A ESET possui o portal #quenãoaconteca, com informações úteis para evitar que situações cotidianas afetem a privacidade on-line.

Lista traz os 10 maiores riscos globais para os negócios em 2020

A consultoria global Protiviti divulgou a lista dos 10 maiores riscos para 2020, segundo a percepção de 1063 executivos do mundo todo, entre membros de conselho e líderes de organizações de diversos setores. Neste ano, o principal temor dos executivos é o impacto de mudanças regulatórias, que subiu do terceiro para o primeiro lugar em comparação com o análise de 2019. No Brasil, o risco tem forte impacto por conta da LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), que entrará em vigor a partir de agosto, podendo afetar na criação e na entrega de serviços e produtos aos clientes.

Conforme explica Rodrigo Castro, diretor de riscos e performance na ICTS Protiviti e porta-voz da pesquisa no Brasil, este é um risco que se mantém historicamente alto, mas aumentou em 2020. “O crescimento se deu devido à maior intensidade de regulações ligadas à privacidade de dados dos clientes, que ampliará a governança das empresas, resvalindo principalmente no desenvolvimento e lançamento de produtos. Toda e qualquer ação terá que ser muito bem pensada antes de executada para não impactar de forma negativa na sociedade”, completa Castro.

Já o segundo risco mais significante da lista são as condições econômicas que impactam no crescimento das empresas, conforme a visão de 70% dos respondentes. A pesquisa alerta a preocupação dos executivos no longo período de crescimento da economia americana, que pode estar prestes a terminar, seguindo o ciclo natural de altas e baixas.

“A China apresenta sinais de desaceleração de sua economia, a segunda maior do mundo, com impactos globais na economia, inclusive com potenciais reflexos no Brasil. Esse cenário é agravado com a recente proliferação do Corona Vírus no mercado chinês. Outra incerteza que ronda a cabeça dos executivos são os impactos econômicos do Brexit, a saída do Reino Unido da União Europeia”, completa Castro.

Os oitos risco restantes para o ano de 2020 estão atrelados à gestão de equipe, com a atração, a retenção, a capacidade e o plano de suscessão de colaboradores. Ameaças cibernéticas e competição com empresas nascidas digitais também surgem no top 10.

Veja abaixo a lista completa:

1. Impacto da mudança regulatória e do escrutínio na resiliência operacional, produtos e serviços
2. Condições econômicas que impactam o crescimento
3. Desafios de sucessão. Capacidade de atrair e reter os melhores talentos
4. Capacidade de competir com empresas “nascidas digitais” e outros concorrentes
5. Resistência à mudança da operação
6. Ameaças cibernéticas
7. Gerenciamento de privacidade, identidade e segurança da informação
8. A cultura da organização pode não incentivar suficientemente a identificação oportuna e a escalada de questões de risco
9. Manutenção da lealdade e retenção de clientes
10. A adoção de tecnologias digitais pode exigir novas habilidades ou esforços significativos para aprimorar e capacitar novamente os funcionários existentes.

LGPD está entre os maiores riscos para o executivo brasileiro

O Brasil parece remar contra a percepção global. O cenário atual tende para um enxugamento da burocracia e diminuição da participação do estado na economia. O ministério da desestatização e a secretaria da desburocratização estão criando um cenário de enxugamento do escrutínio regulatório e aumento da economia de mercado.

A expectativa da entrada em vigor da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) é um fator que impulsiona este risco domesticamente e também se conecta com o risco de gestão de privacidade e identidade, sétimo no ranking global. “Empresas de todos os setores aplicam esforços para se adequarem à lei, o que não é uma tarefa simples”, acrescenta Rodrigo Castro.

Em relação às regulações para o comércio exterior, apesar de sermos uma economia relativamente fechada, nossos grandes parceiros comerciais, como China, Estados Unidos e União Europeia, estão no grupo que aumentou as barreiras para o fluxo internacional de comércio.

Na visão geral da América Latina, o risco economico é o mais latente. A CEPAL (Comissão Econômica Para América Latina) considera um crescimento de apenas 0,1% do PIB para esta região em 2019. Para a América do Sul, a estimativa é de uma contração de 0,2%.

O Brasil é uma exceção a este cenário. As mudanças macroeconômicas propostas pelo novo governo reverteram a trajetória descendente da economia. A taxa básica de juros SELIC, em seu menor nível histórico, de 4,5%, e a inflação controlada contribuem para uma estimativa de crescimento da economia doméstica de 2,2%, segundo o Banco Central.

Já na América do Sul, as tensões políticas geram instabilidade regulatória pelo risco de medidas populistas serem aplicadas. A Venezuela tende a manter um regime avesso ao mercado, com arcabouço regulatório altamente volátil. A Argentina deu uma guinada para a esquerda, adotando uma política econômica intervencionista e que pode também suscitar inseguranças localmente. Na Bolívia, a saída de Evo Morales e a entrada de um governo interino geram instabilidades político-regulatórias, assim como no Chile, onde levantes populares fizeram com que o presidente Sebastian Piñera adotasse políticas populistas para acalmar os ânimos da população.

Veja abaixo os cinco principais riscos na percepção de membros do conselho e executivos da América Latina para 2020:

1. Condições econômicas que impactam o crescimento
2. Impacto da mudança regulatória e do escrutínio na resiliência operacional, produtos e serviços
3. Gerenciamento de privacidade, identidade e segurança da informação
4. A cultura da organização pode não incentivar suficientemente a identificação oportuna e a escalada de questões de risco
5. Ameaças cibernéticas

Mais informações sobre a pesquisa podem ser acessadas através do link http://www.protiviti.com/US-en/2020-top-risks

ClickCash recebe aporte de R﹩ 5,5 milhões para operação no Brasil

O aplicativo ClickCash , que oferece empréstimo pessoal de até R﹩ 2 mil para pessoa física, inicia operação no Brasil em breve. O app levantou o montante de 1,2 milhões de euros (5,5 milhões de reais), em aporte liderado pela austríaca Telor e a estoniana Morcote Holdings, para apostar no lançamento, ao mercado brasileiro, de empréstimos totalmente automatizados, ágeis e desburocratizados.

“Acreditamos que com o crescimento econômico acelerado, o aumento da confiança do consumidor e as novas regulamentações brasileiras para bancos digitais e fintechs, a ClickCash vem oferecer uma alternativa conveniente, com taxas competitivas, em comparação com os empréstimos bancários tradicionais, que são caros por dia de pagamento”, afirma Rene Hirv, fundador e CEO da Morcote Holding.

Para Sasha Hauptmann, CEO da Telor, a confiança na ClickCash foi um fator relevante. “Temos certeza de que, com sua abordagem rigorosa às interfaces móveis, processo de back-end, pontuação e análise de crédito de big data muito minuciosa, a ClickCash está muito bem posicionada para se beneficiar do crescimento de empréstimos online”, explica.

Para Douglas Murdoch, Country Manager da ClickCash no Brasil, a operação “aposta em um score de crédito próprio que combina inteligência artificial, dados móveis e serviços de informações de crédito tradicionais. E é esse score próprio, em várias camadas, que garante a assertividade da análise e a velocidade da concessão do crédito”, revela.

Em 2018, a Telor e a Morcote investiram conjuntamente na brasileira Casafy, proptech que conecta vendedores e compradores para venda direta de imóveis, empresa comprada da Properati LLC/OLX, do Grupo Naspers.

Simplificando empréstimos móveis

A plataforma é a primeira a oferecer um processo menos burocrático e mais rápido para aprovação de crédito pessoal sem garantia, no Brasil. O empréstimo é solicitado pelo app e, assim que aprovado, disponibilizado para depósito na conta do cliente.

A aprovação rápida é resultado da inteligência artificial aplicada no sistema, que não depende somente de informações de pagamentos anteriores ou bases de dados antigas para avaliação da capacidade de crédito do consumidor – um diferencial com relação aos demais players do mercado.

O ClickCash cruza até 10 mil pontos de dados por dispositivo e conta com variadas fontes para avaliação do consumidor, que possibilitam a execução de empréstimos altamente assertivos. A plataforma também é uma das primeiras a utilizar dados do Cadastro Positivo, fornecidos pelo SPC/Serasa, para a concessão de crédito.

A startup oferece crédito entre R﹩ 500 e R﹩ 2 mil para pagamento em até 6 vezes – via boleto ou transferência bancária. Em breve, a fintech ofertará empréstimos de até R﹩ 10 mil para pagamentos em até 24 meses e com capacidade de pagamento em débito automático. Utilizando vasta experiência em pontuação de crédito e pontuação de dados móveis, a ClickCash oferece taxas competitivas em relação aos outros players.

Com o sistema bancário cada vez mais digital, o Credit as a Service (Crédito como Serviço) funcionará como um benefício não só para o público B2C mas também B2B, onde o “CaaS” atuará como uma nova solução financeira onde empresas que não utilizam os empréstimos como solução financeira poderão oferecer crédito a seus clientes através da plataforma ClickCash.