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SAP libera módulos de Ariba, Concur e Qualtrics para contribuir com negócios de empresas impactadas pelo Covid-19

Diante das iniciativas adotadas por governos e setor privado em diversas partes do mundo para gerenciar os efeitos da contaminação pelo novo coronavírus Covid-19, a SAP entende que as empresas enfrentam fortes desafios operacionais e busca contribuir com o enfrentamento deste cenário desafiador liberando acesso às suas soluções sem a necessidade de compra ou de assinatura. A companhia está posicionada de maneira única para ajudar os negócios de forma significativa sempre que houver um grande problema real nos setores de suprimentos, viagens de negócios, bem como os desafios de gestão do capital humano.

Entre as iniciativas, está liberado para todas as empresas, incluindo as que não são clientes, o acesso à Ariba Discovery, a maior rede de negócios do mundo, com 4 milhões de fornecedores em mais de 190 países. As empresas também podem acessar gratuitamente por seis meses o nível premium da ferramenta de monitoramento de viagens TripIt, que é parte de SAP Concur. Por meio dela, o usuário que ainda precisar viajar é alertado em tempo real sobre mudanças e cancelamentos. A solução Remote Work Pulse da Qualtrics também está aberta para apoiar o trabalho remoto, tão necessário em todo o mundo neste momento.

SAP Ariba Discovery aberta para compradores e fornecedores – nos próximos 90 dias, a SAP vai disponibilizar acesso ao SAP Ariba Discovery para que qualquer comprador possa divulgar suas demandas imediatas, e fornecedores possam atendê-las – sem taxas para postar nem para responder. O acesso ao SAP Ariba Discovery ajudará compradores e fornecedores a se conectar de maneira rápida e eficaz e minimizar as paralisações causadas por atrasos na remessa, problemas com capacidade de atendimento e aumento de demanda dos consumidores em tempos de crise. A SAP Ariba opera a maior rede de negócios do mundo, representando mais de 4 milhões de fornecedores em mais de 190 países e somando US$ 3,21 trilhões em transações comerciais. O objetivo é de ajudar a estabelecer conexões para manutenção da cadeia de suprimentos e assim não prejudicar o consumidor comum.

SAP Concur abre acesso ao sistema TripIt – a solução processa todos os dias centenas de milhares de itinerários de viagem para pessoas em todo o mundo, monitora voos e gera alertas sobre quaisquer alterações ou atrasos. Em resposta às crescentes mudanças de horário e cancelamentos decorrentes do Covid-19, a SAP disponibiliza acesso a uma solução que ajuda aqueles que precisam viajar. Entre 13 e 31 de março, qualquer pessoa poderá se inscrever no TripIt (e fazer o download do aplicativo, se for um usuário novo) e receber o TripIt Pro por seis meses. Os atuais usuários do TripIt também receberão o TripIt Pro, nosso serviço premium, de forma gratuita pelo mesmo período. Ao fazer isso, esperamos tornar as coisas um pouco mais fáceis e seguras para quem precisa sair de casa e deixar suas famílias.

Gerenciamento do trabalho remoto com Remote Work Pulse SAP Qualtrics – ferramenta que ajuda a determinar qual o nível de preparação da empresa e colaboradores, e mede em tempo real como está evoluindo o trabalho. Gratuito para qualquer organização por pelo menos três meses, é uma solução projetada para ajudar as empresas a avaliar sua prontidão para interrupções no trabalho comum (como remoto em larga escala), identificar e corrigir lacunas e realizar verificações diárias de pulso em seus funcionários, para que possam agir em tempo real para atender às necessidades de seus funcionários – até o nível da função, departamento, equipe ou indivíduo.

“As equipes da SAP seguem trabalhando arduamente para desenvolver mais ofertas, explorando os principais produtos da SAP. A empresa entende que há muita incerteza e medo ao redor do mundo e um empenho global para enfrentar o Covid-19, por isso, a SAP e seu Conselho Executivo estão auxiliando, oferecendo acesso às nossas tecnologias como forma de contribuir com o enfrentamento desse desafio. Nossas equipes no Brasil estão trabalhando remotamente para atender a todas as demandas de clientes e contribuir na medida do possível para que o impacto nos negócios seja o menor possível”, explica Cristina Palmaka, presidente da SAP Brasil.

Trabalho remoto? 5 dicas da IBM para ser produtivo sem correr riscos

Nesta era digital, possibilitada pela computação em nuvem, muito mais pessoas podem trabalhar remotamente com um dispositivo conectado, de onde quer que estejam.

Contudo, uma força de trabalho dispersa gera vários desafios de gerenciamento de dados e segurança. A IBM listou algumas dicas de segurança digital para funcionários remotos:

• Escolha seu Wi-Fi com cuidado: Os cibercriminosos não encontram dificuldades para se hospedar em redes Wi-Fi públicas e coletar informações como a do seu cartão de crédito ou senha do banco. Até redes legítimas hospedadas por estabelecimentos confiáveis podem estar vulneráveis à espionagem digital. Evite redes públicas e use uma VPN para obter segurança adicional, inclusive em casa, se possível. E se você não precisa de conectividade, desligue o Wi-Fi, Bluetooth e conexão automática a redes dos seus aparelhos.

• Preste atenção aos documentos e redes de impressão compartilhadas: Pedaços de documentos de trabalho ou correspondências podem parecer inúteis e inofensivos, porém criminosos experientes podem reunir muitas informações sobre você. Guarde todos os arquivos impressos até que você possa destruí-los adequadamente. Para arquivos digitais, use as ferramentas aprovadas pela sua empresa para esse fim. Evite usar impressoras públicas ou compartilhadas para imprimir documentos confidenciais.

• Cuide de seus arquivos digitais: Mantenha o sistema operacional do seu computador atualizado com base nas orientações da sua empresa, para que ele tenha as atualizações de segurança mais recentes. E não esqueça de fazer backup de seus arquivos regularmente para que seus dados estejam seguros em caso de erro, perda ou ataque cibernético. Sempre use as ferramentas aprovadas pela sua empresa para essa finalidade, como por exemplo ferramentas em nuvem.

• Proteja-se com senhas: Verifique se seus dispositivos estão seguros usando um PIN ou senha seguros. Além disso, não se esqueça de usar um gerenciador de senhas para garantir que suas senhas sejam únicas e difíceis de adivinhar. Mantenha seus dispositivos sempre protegidos e bloqueados com senhas.

• Cuidado onde clicar: Phishing é uma tentativa fraudulenta de obter informações confidenciais, se fazendo passer por uma entidade ou pessoa. De acordo com o relatório IBM X-Force Threat Intelligence Index 2020, que expõe a evolução das técnicas dos cibercriminosos, o phishing foi um vetor de infecção inicial bem-sucedido em um terço dos incidentes observados em 2019. Empresas de tecnologia, mídias sociais e streaming de conteúdos audiovisuais compõem as 10 principais marcas que os cibercriminosos estão falsificando nas tentativas de phishing.

GFT Brasil amplia diretorias de Negócio e também anuncia novo COO

Fabricio Vaz, Rubem Swensson e Munir Amar

A GFT, empresa global referência em tecnologias exponenciais para transformação digital e projetos ágeis, anuncia reforços para as suas áreas de Negócios e Operações. As movimentações refletem o processo de expansão da companhia no país, que registrou crescimento de mais de 50% no último ano.

Fabricio Vaz chega a GFT como diretor de negócio e será responsável por comandar as atribuições relacionadas a vendas e entregas da nova vertical de clientes da GFT no Brasil. Sob a sua gestão estarão as equipes dos diretores Ana Rosa e o recém-chegado Munir Amar, profissional com mais de 20 anos de experiência em tecnologia, com passagens pela HP Brasil, M2M e Mosane Informática.

De acordo com Vaz, o seu objetivo na liderança executiva é fortalecer a alta gestão da GFT para ampliar volume de negócios, networking no setor financeiro e entregas de valor. “Vamos qualificar muito bem as oportunidades, criando relação de confiança entre os clientes e os profissionais da GFT. Temos o desafio de estabelecer uma gestão cada vez mais eficiente para a nossa carteira de clientes”, afirma o profissional, que acumula mais de 25 anos no mercado de TI, passando por instituições financeiras e empresas de TI como Banco Real, Unibanco, CTIS Tecnologia e Resource

Novo COO na companhia

Outra novidade na GFT Brasil é o retorno de Rubem Swensson ao Brasil, após 3 anos como country manager da GFT Costa Rica. Ele assume a função de COO (Chief Operation Officer) e diretor executivo para projetos internacionais.

Com mais de 20 anos de experiência, Rubem Swensson teve vivência em empresas como Integris/Bull, Accenture, OpenLabs (Portugal Telecom). O executivo atuará tanto para a preparação de profissionais da GFT e implementação de processo de Continuous and Scale Learning quanto para a apresentação das capacidades da GFT Brasil para outras regiões onde a empresa se encontra, visando o desenvolvimento de projetos compartilhados.

Para Marco Santos, presidente da GFT na América Latina, as movimentações são resultado do processo de expansão contínuo da companhia no país. “Temos construído uma trajetória muito importante de crescimento, a partir de parcerias estratégicas com os nossos clientes, o que nos permitiu registrar crescimento de mais de 50% em faturamento no último ano. Para 2020, temos uma expectativa de expansão de 30% nos nossos negócios e de fortalecer o time para a entrega de projetos ágeis e transformadores”, afirma o executivo.

Criminosos usam informações sobre coronavírus em ciberataques pelo mundo

Como já é comum, hackers aproveitam tópicos atuais de grande interesse, como a pandemia de coronavírus (COVID-19), para realizar campanhas de phishing que imitam a identidade de órgãos ou entidades oficiais e, assim, enganar mais vítimas. A ESET, empresa líder em detecção proativa de ameaças, analisa esse fenômeno que inclui a distribuição de códigos maliciosos e a realização de campanhas fraudulentas que buscam roubar os dados pessoais dos usuários, identificados em países como Itália, Espanha e Colômbia.

No Brasil, o surto de coronavírus deixou milhares de pessoas preocupadas. A disseminação de informações desencontradas sobre quais eram as formas eficientes de higienização das mãos fez com que diferentes veículos de comunicação divulgassem conteúdos com tutoriais de como lavar as mãos, quais as substâncias capazes de matar o vírus e quais os reais sintomas da doença, por exemplo. Isso fez com que a população se sentisse mais segura e alertou sobre informações falsas que, a longo prazo, poderiam ser usadas como uma forma de ataque cibernético.

O Laboratório de Pesquisa da ESET compartilha algumas campanhas recentes que foram reportadas pelas autoridades locais e por organizações internacionais para impedir que usuários caiam nesse tipo de fraude:

– Campanha na Colômbia copia a identidade do Ministério da Saúde: um dos alertas mais recentes foi comunicado pelo Ministério da Saúde da Colômbia que, por meio de sua conta no Twitter, alertou para a existência de uma campanha que circula por e-mail e WhatsApp, substituindo a identidade do Ministério da Saúde, no qual eles enviam um anexo (arquivo PDF) para distribuir um código malicioso que se instala no dispositivo da vítima. O objetivo desta campanha é roubar informações pessoais, assegura a agência de saúde colombiana.

– Campanha na Espanha finge ser o Ministério da Saúde: a Guarda Civil da Espanha alertou os usuários em sua conta no Twitter sobre uma campanha que aparentemente circula apenas no WhatsApp, na qual cibercriminosos copiam a identidade do Ministério da Saúde para compartilhar recomendações relacionadas ao vírus. A mensagem inclui uma URL onde máscaras são supostamente vendidas, quando, na realidade, o golpe procura roubar dados pessoais das vítimas.

– Aviso da Organização Mundial da Saúde sobre campanhas maliciosas em seu nome: na semana passada, a Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um comunicado alertando a existência de campanhas que circulam por e-mail, sites, mensagens de textos, entre outros meios, no qual os cibercriminosos afirmam ser a OMS com o objetivo de roubar dinheiro ou informações pessoais.

Conforme relatado por diferentes mídias, na Itália, uma campanha de spam com essas características circulou por e-mail, na qual os criminosos fingiam ser da OMS com a intenção de instalar o malware TrickBot convencendo as possíveis vítimas a baixar um arquivo do Word anexado, que teve um código malicioso incorporado. Depois que o TrickBot é baixado no computador da vítima, a ameaça coleta informações do dispositivo, rouba dados e credenciais de administrador para procurar mais informações e, eventualmente, baixar outra ameaça. Nesse caso, o assunto do e-mail tem o objetivo de fazer a vítima acreditar que essas são recomendações a serem protegidas contra a disseminação do coronavírus em nome de um médico da OMS.

– Japão e uma campanha que distribui o Emotet: no final de janeiro, uma campanha de spam foi detectada no país tentando distribuir o Emotet (uma ameaça cibernética), na qual os operadores atrás dele tentaram convencer as possíveis vítimas de que se tratava de uma notificação oficial com recomendações e medidas preventivas após a chegada do vírus na ilha. Como resultado disso, o CERT do Japão publicou o EmoChek, um dispositivo para detectar a presença da ameaça nos computadores daqueles que acreditam que possam ter sido comprometidos.

Outro país que relatou casos semelhantes foi a Ucrânia. Por lá, a ameaça foi enviada por e-mail, em nome do Centro de Saúde Pública da Ucrânia. Na mensagem, havia um arquivo do Word que também usava documentos do Office para ocultar códigos maliciosos com funcionalidade de backdoor, roubar dados da área de transferência, senhas e realização de capturas de tela.

“Recomendamos que os usuários sejam vigilantes. Se você receber um e-mail ou mensagem que inclua um link ou anexo usando o tema coronavírus, lembre-se de que pode ser uma farsa. É recomendável não baixar ou abrir o arquivo nem o link. A conscientização é um ponto-chave para tomar as medidas necessárias e, assim, proteger o equipamento e as informações contidas nele”, diz Camilo Gutiérrez, chefe do Laboratório de Pesquisa da ESET América Latina.

58% dos funcionários no Brasil não recebem suporte tecnológico da sua empresa para trabalhar longe do escritório

Empresas de todo o mundo estão estudando formas de ajudar a proteger os seus funcionários contra o coronavírus e muitas vão recorrer à opção de liberar seus funcionários a trabalharem de casa. A Avast  (LSE: AVST), líder global em produtos de segurança digital, traz dicas sobre como as pessoas podem trabalhar com segurança remotamente, devido à pandemia de coronavírus.

Jaya Baloo, CISO (Chief Information Security Officer) na Avast, compartilha os seguintes conselhos para que as empresas e os seus funcionários possam seguir e para que possam manter os seus dispositivos seguros contra vírus virtuais, enquanto se protegem do coronavírus físico:

1. Medidas de segurança corporativa

De acordo com uma pesquisa da Avast, 58% das pessoas* disseram que não recebem um suporte tecnológico ou o conhecimento de que precisam quando trabalham em casa ou em um local público do empregador, o que torna a segurança um problema crescente. As empresas que se preparam para enviar as suas equipes de trabalho para casa, devem garantir o apoio necessário para que trabalhem remotamente com segurança e sigam as seguintes etapas:

  • Certifique-se de que os funcionários usem laptops e smartphones pré-aprovados para acessar materiais corporativos, incluindo seus e-mails, ferramentas e documentos. Esses dispositivos devem ter soluções de segurança para empresas instaladas e serem controlados pelo departamento de TI da organização, se aplicável;

  • Forneça aos funcionários uma lista de números de telefones, para que possam entrar em contato com uma pessoa da equipe de TI ou de um responsável, caso tenham algum problema com tecnologia;

  • Informe os funcionários sobre o hardware, software e serviços que podem utilizar e que não são da empresa, mas que podem ajudar a conectar e compartilhar arquivos com colegas em circunstâncias especiais;

  • Estabeleça regras básicas para os funcionários usarem hardware pessoal enquanto trabalham em casa, como impressoras;

  • Forneça aos funcionários conexões VPNs que podem usar para proteger as suas comunicações;

  • Aplique a autenticação de dois fatores sempre que possível para agregar uma camada extra de proteção às contas;

  • Certifique-se de que os funcionários tenham direitos de acesso limitados e possam se conectar apenas aos serviços necessários para as suas tarefas específicas, ao invés de conceder aos funcionários acesso a toda a rede corporativa.

2. Medidas que os funcionários podem tomar

Existem medidas básicas que podem ser adotadas por funcionários que vão trabalhar de casa para fortalecer a segurança da sua rede residencial, o que tornará o trabalho remoto mais seguro. Os funcionários devem fazer o login na interface administrativa web do roteador, para alterar as credenciais de login do dispositivo e também alterar a senha do Wi-Fi para uma senha única e forte, composta por pelo menos 16 caracteres e, idealmente, de forma que essa senha longa seja fácil de lembrar. De acordo com uma pesquisa da Avast, 35% dos brasileiros** não sabem que o roteador tem uma interface administrativa web, na qual podem fazer o login para visualizar e alterar as suas configurações. Também recomendamos que os usuários verifiquem se o encaminhamento de porta e se o UPnP estão ativados nas configurações do roteador e, a menos que estejam sendo usados conscientemente, também devem ser desativados.

Os usuários podem ainda usar recursos como o Avast Wi-Fi Inspector, incluído em todas as versões do Avast Antivirus, para verificar quais dispositivos estão conectados à sua rede e se estão expostos a riscos. As redes são tão seguras quanto o link mais fraco, portanto, é importante garantir que todos os dispositivos conectados à rede estejam protegidos, pois podem ser potenciais portas de entrada para que os cibercriminosos acessem outros dispositivos conectados à rede residencial. O Wi-Fi Inspector escaneia a rede, verifica se há dispositivos usando portas com senhas vazias, padrão ou fracas e alerta os usuários para que possam fazer uma alteração e proteger a sua rede. Ele também verifica os dispositivos IoT em busca de senhas conhecidas, por serem usadas por botnets de malware no passado, como a ampla botnet Mirai.

Enquanto trabalham em casa durante esse período, os funcionários também poderão receber e-mails de phishing relacionados ao coronavírus, incluindo e-mails de spear phishing. Eles podem parecer ser de dentro da empresa e incluir anexos, links ou uma solicitação. É importante que os usuários verifiquem o endereço de e-mail ou o remetente e entre em contato com esse remetente por meio de um canal diferente, confirmando que a mensagem foi enviada, antes de abrir anexos, links ou receber uma solicitação.

* Pesquisa online realizada no primeiro trimestre de 2019 com 555 usuários da Avast no Brasil, que trabalham por conta própria ou trabalham em período integral.

** Pesquisa online do terceiro trimestre de 2018 com 1.522 usuários da Avast no Brasil.

Cinco dicas de cibersegurança para empresas com home office

A implementação de um plano de continuidade de negócios e o suporte a funcionários que trabalham remotamente é essencial para garantir que as empresas sejam capazes de manter as operações frente a adversidades, como inundações, furacões, epidemias e falta de energia.

Os trabalhadores em home office tendem a usar seus próprios dispositivos para suas tarefas, o que implica riscos potenciais à segurança. Ter um alto número de dispositivos compatíveis com a rede comercial facilita a conexão de equipamentos não autorizados. Os funcionários também podem acessar páginas da Web inseguras ou baixar inadvertidamente aplicativos comprometidos, favorecendo a introdução de malware na rede de suas empresas. Por não ter uma interação regular, o trabalho remoto impede a supervisão e o controle da segurança cibernética nesses dispositivos.

A Fortinet, empresa líder global em soluções de segurança cibernética, oferece algumas recomendações para mitigar os riscos associados ao home office:

  1. Garantir conectividade confiável:Apesar dos crescentes desafios, muitas tecnologias modernas, como a Rede Privada Virtual (VPN), protegem as informações por meio de criptografia e estabelecem conexões seguras. As VPNs permitem a conexão segura de todos os dispositivos, mesmo quando acessados ​​a partir de pontos públicos de acesso Wi-Fi, um recurso muito desejável para os empregadores que praticam o trabalho remoto e nem sempre sabem de onde seus colaboradores se conectam.
  2. Contar com filtragem de conteúdo, visibilidade de aplicativos e configuração de tráfego:trata-se de outras tecnologias de segurança cibernética que complementam o home office, principalmente porque filtram conteúdo não seguro, como sites e links de lazer, que podem comprometer dispositivos e informação.
  3. Implementar soluções robustas de autenticação:essas soluções podem garantir que apenas usuários autorizados tenham acesso a informações confidenciais da empresa.
  4. Promover uma cultura de cibersegurança:embora as medidas tecnológicas implementadas ajudem a mitigar os riscos, o principal aliado para o trabalho são os colaboradores da empresa. É necessário treiná-los continuamente sobre os riscos cibernéticos e envolvê-los ativamente na proteção do negócio. Da mesma forma, é essencial que os líderes sejam o exemplo e incorporem a liderança também na cibersegurança. Medidas simples, como bloquear a tela ao sair, podem levar outro trabalhador a replicar o comportamento.
  5. Considerar o erro humano:as empresas devem ter em conta a possibilidade de erro humano ao planejar e implantar suas soluções de segurança. Embora o treinamento adequado possa reduzir erros, é necessário entender que eles não desaparecerão completamente. As equipes de TI devem levar isso em consideração ao projetar e implantar redes da empresa.

Os benefícios do home office são evidentes e, embora possam surgir alguns desafios de cibersegurança, a implementação oportuna de soluções apropriadas pode permitir práticas produtivas e seguras para garantir a continuidade dos negócios. Para oferecer o benefício da flexibilidade a seus funcionários ou no caso de um desastre natural ou outro evento que perturbe as operações comerciais normais, toda organização deve ser capaz de fazer uma transição rápida para uma força de trabalho remota.

O coronavírus no cenário fiscal brasileiro: quais os impactos?

Por Cyro Diehl

Mercados globais vivem dias de pânico após a confirmação pela Organização Mundial de Saúde (OMS) de que o coronavírus está configurado como uma pandemia, ou seja, uma epidemia amplamente disseminada nos quatros cantos do mundo. A notícia surtiu efeito na bolsa. O índice Dow Jones, de Nova York, caiu 9,71% e o Nasdaq 4,70% na última quarta-feira, dia 11. Nesta mesma data, o Ibovespa cedeu 7,64% e o dólar comercial encerrou em alta, quase chegando a cinco reais.

Devido ao aumento do número de casos confirmados do novo coronavírus, diversos setores da economia brasileira já sentem os impactos nos negócios. Uma fábrica de eletrodomésticos em Taubaté, interior de São Paulo, lançou férias coletivas para 200 funcionários após o desabastecimento de insumos para a fabricação de celulares e computadores. Na zona portuária de Santos, um ponto de atracação foi instalado para receber embarcações com tripulantes que possam estar contaminados. Até o mercado de IPOs se retraiu ante à tal turbulência e fez o banco Daycoval adiar a sua volta à bolsa de valores, marcada para abril.

Como se vê, ao passo que o surto se espalha, o cotidiano do brasileiro fica cada vez mais afetado. Home-offices, esquemas de revezamento de funcionários, conteúdos orientativos e até cancelamentos de viagens estão entre as reações mais comuns das empresas, seguindo o mercado econômico global. Tão necessário quanto instaurar medidas paliativas de combate ao coronavírus é rever emendas fiscais para ajudar as empresas a saírem melhor desta pandemia.

A Casa Branca, por exemplo, está aliviando medidas de benefícios fiscais, garantias de empréstimo, reembolso a trabalhadores por pagamentos perdidos, além de apoiar as pequenas e médias organizações e dar suporte a companhias aéreas, hotéis e outros negócios vigentes deste setor. Já na Itália, atual epicentro da doença, o governo suspenderá os pagamentos de contribuições para a segurança social e hipotecas como formas de brecar os danos econômicos originados pela disseminação do novo coronavírus.

O Brasil, sendo um dos focos, com mais de 200 casos confirmados até o dia 15 de março, segundo o Ministério da Saúde, poderia pegar carona a exemplo da Inglaterra, destinando incentivos às empresas mais impactadas pelo comportamento preventivo da população contra o coronavírus, isentando temporariamente os impostos para os negócios na área de lazer e varejistas, bem como a eliminação de determinadas taxas estaduais e municipais para lojas, cinema e restaurantes.

Por enquanto, o movimento mais consistente por aqui é a aprovação de um requerimento dos Deputados Federais que sugere ao Executivo nacional a proibição das exportações e o tabelamento de preços dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI) como máscaras e álcool gel. A caixa de máscaras, por exemplo, subiu de 90 centavos para R$ 11, segundo informação dada pelo presidente da Anvisa, Antônio Barra.

É necessário colocar cenários em prática para combater os sintomas econômicos do Covid-19 antes de haver um choque econômico incontrolável com a mesma magnitude da crise ocorrida em 2008. Fica a dica para sugestão e a pergunta: O que mais pode ser feito?

Cyro Diehl, CEO na Taxweb, pioneira em Digital Tax para o Compliance Fiscal das empresas.

Microsoft oferece Microsoft Teams gratuitamente para manter organizações e escolas conectadas durante o COVID-19

Com o COVID-19 a impactar pessoas e países ao redor do mundo, as equipes de diversas empresas estão migrando para o trabalho remoto. Em um esforço para oferecer suporte à saúde e segurança pública, além de facilitar o trabalho remoto durante esse período difícil, a Microsoft está oferecendo gratuitamente o Microsoft Teams para organizações e escolas de todo o mundo.

“Fomos inspirados pela agilidade e engenhosidade que impactaram escolas, hospitais e empresas ao longo da crise causada pelo COVID-19, e estamos empenhados em ajudar as organizações em todos os lugares a permanecerem conectadas e produtivas durante esse período”, afirma Jared Spataro, vice-presidente corporativo para Microsoft 365.

O Microsoft Teams é a central de trabalho em equipe dentro do Microsoft 365, onde todos podem conversar, fazer reuniões, ligações e colaborar a partir de um local seguro. Para utilizar o serviço:

Indivíduos:

  • Qualquer pessoa pode se inscrever na versão freemium do Teams usando este link.
  • Se você tiver um endereço de e-mail do trabalho ou da escola, faça login usando este link.

Profissional de TI:

  • Se você trabalha para uma empresa que atualmente não está licenciada para uso do Teams, pode experimentar nossa nova oferta gratuita do Office 365 E1 por seis meses.
  • Se você trabalha na educação e deseja incluir professores, alunos e administradores no Teams, use o Office 365 A1. Trata-se de uma versão gratuita do Office 365 disponível para todas as instituições de ensino. Inscreva-se seguindo este link.

Na China, desde 31 de janeiro, a Microsoft registrou um aumento de 500% nas reuniões, chamadas e conferências pelo Teams, além de um aumento de 200% no uso do Teams em dispositivos móveis. Apesar desse pico no uso, o serviço permaneceu fluido durante todo o surto.

Para a Microsoft, a continuidade de seus serviços para clientes é prioridade. Mais informações sobre como a empresa aborda o fornecimento de uma plataforma altamente disponível e resiliente podem ser encontradas neste post do Microsoft News Center Brasil.

A Microsoft também está comprometida em fornecer ferramentas, dicas e informações para ajudar as equipes e os departamentos de TI a se ajustarem ao trabalho remoto. Você pode acessar essas dicas e encontrar mais informações sobre como começar a usar o Microsoft Teams no Blog do Microsoft 365.

 

Fonte: Microsoft

 

Home office produtivo: especialista em alta performance orienta

Para quem precisará trabalhar de casa nos próximos dias, na modalidade conhecida como home office, a especialista em alta performance Leila Arruda traz algumas orientações para garantir a concentração e o foco. Ela está disponível para conceder entrevistas.

“A principal orientação é tentar manter aspectos da rotina, para garantir a consciência de que, mesmo de casa, você está trabalhando. Procure acordar em um horário próximo ao que acorda normalmente, mantenha os hábitos higiene e troque de roupa, pois passar o dia de pijamas pode trazer a sensação de que está em casa para descansar, e não para trabalhar. Evite também ficar perto de televisores, camas e sofás, pois eles podem acabar atraindo a sua atenção”, orienta a especialista em alta performance.

Leila Arruda possui formação na escola LeaderArt, onde cursou um programa canadense voltado para o treinamento de coach especializado em líderes, reconhecido como o mais completo treinamento na área. Na escola Slac, cursou a formação de Life e Executive Coaching. A profissional também é coautora do livro “Coaching: a hora da virada” e atualmente cursa pós-graduação em Consultoria e Estratégia Empresarial e estuda oratória em Língua Portuguesa.

Em meio a palestras, treinamentos e consultorias pessoais e profissionais, Leila já atendeu mais de 130 clientes nos últimos cinco anos, entre eles empresas como Cinemark e ALSCO Toalheiro e figuras reconhecidas no meio do entretenimento, como os ex-participantes do MasterChef Haila Santuá, Helton Oliveira e a vice-campeã Lorena Dayse.

Coronavírus e o mercado B2B

Por Marcelo Pereira

Nos últimos meses, o mundo entrou em estado de alerta por causa do coronavírus. A primeira manifestação aconteceu no início de dezembro de 2019, na província de Wuhan, localizada na China. Em um curto espaço de tempo (pouco mais de dois meses), o Covid-19 chegou ao Brasil. No mundo, 80 países já registraram casos do novo vírus.

A rápida dispersão da doença tem impactado diversos setores da indústria, incluindo o mercado B2B. As empresas estão em busca de planejamento estratégico para manter suas cadeias de fornecimento ativas. No entanto, muitas delas estão se deparando com problemas de importação devido à cautela mundial diante do vírus. Em situações como essa é que entendemos a real importância de investir em uma gestão de riscos bem estruturada.

Nenhuma organização é intocável. As ameaças são inerentes a todos e, quando falamos sobre riscos, existem aqueles que conseguimos prever e evitar e os que nos surpreendem e nos forçam a atuar rapidamente para minimizar, o máximo possível, seus impactos nos negócios.

A partir disso, fica evidente a necessidade das empresas se preocuparem em ter um plano de contingência para tomar atitudes mais assertivas e eficientes ao enfrentar riscos inesperados. Na metodologia clássica dos cinco passos para gerir riscos estão previstas as seguintes etapas:

Identificação: mapeamento e compreensão dos riscos;

Análise qualitativa: definição do nível de importância de cada risco e a probabilidade de ele ocorrer;

Análise quantitativa: avaliação dos impactos e dos efeitos causados pelos riscos;

Planejamento de respostas: definição das ações, em caso de ocorrência da ameaça para minimizar os efeitos;

Monitoramento: acompanhamento dos processos de prevenção para garantir que estão sendo executados.

No caso do coronavírus, temos visto que o risco sequer havia sido mapeado. Já tivemos outras epidemias internacionais, inclusive com índice de letalidade superior, que não provocaram o desequilíbrio na economia global como estamos observando agora. Nesse cenário, é necessário revisitar os cinco passos da gestão de riscos, não só olhando para o risco primário da contaminação das pessoas, mas também os riscos secundários na cadeia de suprimentos e na economia mundial.

O planejamento das respostas deve incluir fontes alternativas de suprimentos e níveis de estoque, considerando também uma possível queda na demanda dos produtos ou serviços das empresas. A maior dificuldade hoje, dada às incertezas, é realizar a análise quantitativa que determina os potenciais impactos e efeitos para o negócio. De qualquer forma, é necessário desenvolver alguns cenários, ainda que hipotéticos, para o planejamento das ações e enfrentamento da crise.

Coronavírus e o mundo VUCA

A crise do coronavírus reforça o conceito VUCA, acrônimo da língua inglesa que corresponde às seguintes palavras em português: volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade. Esse termo surgiu no final dos anos 90, pós-Guerra Fria, para explicar diversas situações adversas no universo militar. Hoje, comumente utilizado nos negócios, o termo tem como objetivo elucidar o momento que estamos passando, marcado pela velocidade, imprevisibilidade, transformação e diferentes pontos de vistas sobre um mesmo fato.

O mundo VUCA é líquido e incerto e só o conhecimento é capaz de permitir que as organizações acompanhem tantas nuances. Essa crise reforça a importância de colocarmos em prática conceitos já bem difundidos no mercado, mas ainda pouco aplicados. É importante que as empresas busquem um alinhamento entre o discurso e a prática, ou seja, estabeleçam planos de gestão de riscos, e sejam coerentes, transparentes e eficazes.

Marcelo Pereira, Diretor de Gestão de Fornecedores do Mercado Eletrônico.

Felipe Gonçalves é o novo country manager da PayU no Brasil

A PayU, fintech e divisão de pagamentos digitais da Prosus, anuncia Felipe Espirito Santo Gonçalves como seu novo Country Manager no Brasil. Desde Julho de 2019. o executivo vinha atuando na companhia como Diretor de Desenvolvimento de Negócios Globais.

O movimento visa o fortalecimento das operações brasileiras da fintech, que já tem negócios estabelecidos em 18 mercados emergentes ao redor do mundo. Como Country Manager, Gonçalves terá como principal desafio ampliar e reforçar a presença da PayU no país em diferentes verticais, como o processamento de pagamentos locais e internacionais (Cross-border).

Com MBA pela INSEAD Business School na França e em Cingapura, o executivo possui mais de 12 anos de experiência em Pagamentos digitais, Fintechs e Desenvolvimento de negócios. Antes de ingressar na fintech, Felipe trabalhou em empresas de Pagamentos digitais e Ecommerces como Ayden e B2W Digital.

“Acreditamos que a tecnologia de pagamentos e serviços financeiros contribuem para um mercado cada vez mais democrático e acessível a todos. Por isso, estar à frente da gestão da empresa no Brasil e participar ativamente do desenvolvimento da operação local é bastante desafiador e, ao mesmo tempo, muito gratificante”, afirma Felipe Gonçalves, Country Manager da PayU no Brasil.

Epidemia, pandemia… e a economia, como fica?

Por Vladimir Fernandes Maciel

A insurgência do coronavírus (COVID-19) tem chamado a atenção do grande público, seja pela profusão de notícias, seja pelo tom alarmista de muitas delas. O que é sabido cientificamente, até o momento, é que a letalidade do vírus não é tão elevada quanto parecia nos primeiros casos, porém ele é altamente contagioso. Numa escala de preocupações, vale lembrar que a gripe comum mata milhares de pessoas todos os anos e que a dengue tem produzido um quadro de contágio e de letalidade muito maior em países como o Brasil.

O maior motivo de preocupação real, todavia, não tem merecido o devido destaque. As consequências econômicas das medidas tomadas para prevenir ou controlar a epidemia podem ser mais danosas à vida das pessoas do que os sintomas do vírus.

A contenção da disseminação do COVID-19 pelo governo chinês e o medo das pessoas devido ao desconhecimento inicial sobre a letalidade e a possibilidade de contaminação, paralisou a produção do “chão de fábrica” do mundo, a província de Wuhan. O alarmismo fez com que uma doença não tão letal se tornasse potencialmente muito letal, só que do ponto de vista econômico.

Os efeitos iniciais e diretos sobre as cadeias globais de valor vão em quatro sentidos. O primeiro efeito é a redução do nível de atividade industrial da China e do mundo como um todo, uma vez que milhares processos produtivos espalhados pelo globo dependem de insumos, peças, parte e componentes fabricados em Wuhan. A suspensão da produção da planta coreana da Hyundai, ou as férias coletivas forçadas nas plantas da LG, Samsung e Flextronics (fabricante dos celulares Motorola) no Brasil são exemplos imediatos. A Zona Franca de Manaus é uma das concentrações industriais do país com maior potencial de ser afetada.

O segundo efeito é sobre a atividade comercial. Importadores e comerciantes de produtos chineses sofrerão falhas de abastecimento e terão redução de venda por falta de mercadorias. Polos de varejo, como a 25 de março, em São Paulo, e o Saara, no Rio de Janeiro, são locais com grandes chances de perderem faturamento em relação ao ano passado.

Já o terceiro efeito é sobre as viagens de negócios e de turismo, o que afeta a cadeia que envolve a rede hoteleira, agências de viagens e companhias aéreas. Destinos como Ásia e Europa (especialmente a Itália — responsável pelos casos se manifestaram no Brasil) tendem a ter redução expressiva do fluxo de turismo e, portanto, queda nos negócios.

O quarto efeito afeta o volume (quantum) de exportações do país, principalmente as commodities e os bens intermediários brasileiros que são utilizados nos processos produtivos de outras nações. A redução do ritmo da produção industrial reduz a procura por itens importantes de nossa pauta de exportações, que já vinha sendo afetada pela guerra comercial da China com os EUA, a crise econômica na Argentina e a desaceleração da economia europeia.

Por isso tudo, o Brasil, que já contava expectativa de crescimento medíocre em 2019, tenderá a repetir o desempenho pífio de 2020. Não seria tão ruim se, desde de 2014, o país não estivesse enfrentando uma lenta recuperação da recessão de 2015 e 2016. Somente uma mudança profunda nas expectativas dos investidores (nacionais e estrangeiros) sobre as potencialidades de negócios em nosso território e uma renovação de otimismo sobre a capacidade do governo de entregar reformas econômicas e conduzir privatizações relevantes seria capaz de compensar os efeitos danosos do coronavírus à economia.

Porém, as coisas ainda podem ficar piores globalmente. Desde a Grande Recessão de 2008, as políticas monetárias das principais economias mundiais, em particular os EUA e a Zona do Euro, foram acentuadamente expansionistas com o objetivo de estimular o crescimento e a recuperação das economias — tais como o “quantitative easing” (flexibilização quantitativa) do Federal Reserve estadunidense.

As taxas de juros artificialmente baixas fizeram com que uma série de ativos relacionados a projetos de investimento outrora pouco rentáveis se tornassem atrativos. Alimentados pela injeção de liquidez, os mercados de capitais internacionais fugiram de taxas de juros negativas de vários títulos soberanos e passaram a buscar qualquer possibilidade de rentabilidade em projetos de retorno duvidoso. Em decorrência, os preços dos ativos nos mercados internacionais dispararam, o que pode se chamar de “inflação de ativos” e uma bolha parece ter sido gestada.

Pode ser que os desdobramentos econômicos do coronavírus e a queda de demanda agregada sejam tais que representem o “pontapé” inicial para uma ampla correção dos preços de ativos (o que levará a uma desvalorização das bolsas de valores e das taxas de câmbio) e a fuga de capitais para ativos reais, como o ouro — que desde de 2018 vem sendo cada vez mais negociado internacionalmente e com cotação crescente — o que indica uma apreensão já existente nos mercados. Neste caso, revelar-se-ia um excesso de oferta e de capacidade produtiva em diversos setores econômicos mundiais, encaminhando o mundo para mais uma crise global depois de pouco mais de 10 anos após o crash de 2008.

Portanto, se as repercussões mais negativas acontecerem, mais do que a apreensão com o COVID-19 pela esfera da saúde pública, devemos nos preocupar também com as consequências econômicas da doença e a quantidade de vidas que podem ser afetadas em termos de emprego, renda e oportunidades.

Vladimir Fernandes Maciel, mestre em economia e doutor em administração pública e governo. É Coordenador do Centro Mackenzie de Liberdade Econômica e professor do Programa de Pós-Graduação em Economia e Mercados da Universidade Presbiteriana Mackenzie.