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Abstartups e AWS disponibilizam US$ 5 mil para startups

A fim de minimizar impactos econômicos da pandemia da COVID-19 no ecossistema e nos negócios individualmente, a Associação Brasileira de Startups (Abstartups), entidade sem fins lucrativos que representa o ecossistema brasileiro de startups, anuncia parceria com a AWS, plataforma de serviços de computação em nuvem. O objetivo é disponibilizar créditos de cloud no valor de U$ 5 mil (quase R$ 25 mil) para todas as startups se manterem saudáveis e ativas nesse período de caos mundial.

A bonificação, inicialmente à disposição para associados, foi estendida para qualquer startup do Brasil. Para consumir o benefício, basta acessar: http://www.abstartups.com.br/assinatura e se cadastrar como associado gratuito start. Junto a isso, a Abstartups concede gratuitamente, a divulgação de desafios e oportunidades a serem solucionados por startups, que tenham ou não relação com a COVID-19, mas que tenham intuito de ajudar a resolver problemas do dia-a-dia do empresariado brasileiro.

“Faremos uma curadoria com base no StartupBase, que é a maior fonte de dados de startups do Brasil, e nos comprometemos a conectar demandas e soluções. Nossa missão e proposta é continuar inovando por meio de startups e, no momento, ajudar o País a não parar”, pontua o diretor executivo da Abstartups, José Muritiba.

Sinch e WAVY unem forças para acelerar a inovação e fomentar o crescimento na América Latina

A Sinch, empresa sueca líder global em comunicação em nuvem para experiências do consumidor, e a WAVY Global anunciam hoje uma transação para unir forças a fim de promover inovação globalmente e construir uma posição de liderança na próxima geração de marketing conversacional na América Latina e no mundo.

A Wavy, empresa de Customer Experience do Grupo Movile, se consolidou como líder em mensageria na região com o propósito de empoderar os seus clientes a criarem experiências valiosas para as pessoas por meio da tecnologia. A empresa alavancou com sucesso sua posição no mercado, construindo um negócio orientado por inovação e forte execução. Além do Brasil, a Wavy também atua no México, Colômbia, Peru, Chile, Argentina e Paraguai.

“Unificar as operações de Sinch e Wavy fortalece de maneira significativa nosso fornecimento de mensageria de próxima geração e amplia nossa presença na América Latina. Nossa visão compartilhada, maior escala e perspectiva global nos posiciona de maneira única para ter sucesso nesse mercado, inovar com nossos clientes e desenvolver nossos negócios”, comenta Oscar Werner, CEO da Sinch.

Hoje, a plataforma da Sinch é responsável por mais de 40 bilhões de interações por ano, e permite alcançar praticamente qualquer celular no planeta, em poucos segundos ou menos, por mensagens de texto, voz e vídeo.

A Wavy tem conexão direta com mais de 50 operadoras móveis na América Latina e atualmente movimenta mais de 13 bilhões de mensagens corporativas por ano. Clientes que hoje contam com os serviços de SMS da Wavy incluem a Caixa, Atento e CitiBanamex. O grande comprometimento com inovação colaborou para que a empresa também desenvolvesse a posição de liderança em serviços conversacionais de última geração pelo WhatsApp. Clientes nesse segmento incluem iFood, Avon e Ingresso Rápido, e o segmento tem crescido mais de 250% ano a ano.

“A Wavy foi construída com paixão, inovação e a missão de criar um impacto em escala global. Unir forças com a Sinch consolida a maneira como os negócios se relacionam com clientes no mundo todo. Estamos em uma jornada que apenas começou e ansiosos pelo futuro juntos”, afirma Eduardo Henrique, CEO da Wavy. “Como a Sinch, nós acreditamos que a mensageria melhora vidas todos os dias, trazendo facilidade e conveniência, ao mesmo tempo que conecta pessoas e transforma negócios. Nós lançamos soluções que servem, otimizam e evoluem todas as etapas da jornada do cliente, empoderando empresas a oferecer uma experiência superior aos seus consumidores”, conclui Henrique.

A operação está sujeita a aprovação do Cade no Brasil.

Do dinheiro físico ao banco digital: o novo paradigma na América Latina

Por Edgardo Torres Caballero

Somos protagonistas da quarta revolução industrial, que chegou com força ao mercado de serviços financeiros. Estes, por sua vez, nos levam a uma nova tendência: a da economia digital.

A democratização dos serviços financeiros vem ocorrendo através da tecnologia. Somente através dela poderemos proporcionar inclusão financeira e acesso a serviços bancários para um maior número de cidadãos. A tecnologia atual oferece infinitas opções para fornecer novas experiências, capacitar usuários e situar socialmente uma instituição. Atualmente, através do celular, podemos efetuar pagamentos on-line e transações financeiras, permitindo o acesso ao banco sem distinção de categoria social.

Cerca de dois anos atrás, em abril de 2018, a GSMA apresentou a certificação de dinheiro móvel (GSMA Mobile Money Certification). Trata-se de um programa global para oferecer serviços financeiros mais seguros, transparentes e resilientes a milhões de usuários em todo o mundo. Segundo a organização, globalmente, o número de clientes que já utilizam serviços certificados chega a 114 milhões.

No Caribe e na América Latina já são mais de 21 milhões de contas cadastradas em 17 mercados, e Brasil, Colômbia, República Dominicana, Equador, Panamá e Peru se destacam no uso do dinheiro eletrônico, segundo a GSMA.

Além disso, serviços como o Apple Pay Cash oferecem envio e recebimento de dinheiro de usuário para usuário sem a participação de intermediários financeiros. Essas transações são feitas graças a um cartão virtual associado aos produtos instalados no Google Wallet. Para completar o cenário, as moedas eletrônicas, que ganharam popularidade com o advento das Bitcoins, também conquistaram seu espaço.

E a América Latina vem surfando essa onda. A modernização é observada na região, aumentando em média 50% nos últimos dois anos, especialmente em El Salvador, Honduras e Paraguai. Estes países estão entre os 15 principais mercados mundiais em relação à proporção de cidadãos que usam ativamente serviços de dinheiro digital.

De acordo com pesquisas de mercado, em março de 2018, 91% dos usuários de Internet na União Europeia acessaram um site ou usaram um aplicativo mobile de serviços financeiros. E os serviços bancários online foram utilizados por 70% dos usuários da Internet. Em comparação com outras indústrias, o setor bancário está adotando com sucesso as tecnologias móveis. (1)

Composable banking

Atualmente, fornecedores de TI conseguem garantir este processo de transformação do setor financeiro, não só com os bancos tradicionais, mas também com os novos bancos, os bancos digitais. Um caminho para isso é a adoção de um conceito chamado composable banking, na verdade uma nova abordagem que prevê o desenvolvimento e a prestação de serviços financeiros baseados na montagem rápida e flexível de sistemas independentes. Ela tem ajudado instituições tradicionais a oferecer novas experiências aos seus clientes, competir com as fintechs e responder a esta necessidade de mudança, sem abrir mão de seus ativos construídos ao longo de décadas.

Reduzir o uso de dinheiro físico a partir da maior adoção das transações digitais é um dos objetivos perseguidos no mundo. Assim como é a redução do uso de papel e de papel-moeda, uma meta para os mercados que querem ser sustentáveis. Na Suécia, por exemplo, apenas 5% das compras no varejo são feitas com dinheiro em papel. A Índia também reduziu expressivamente a emissão de papel-moeda.

A mudança para um banco cada vez mais tecnológico e inclusivo está a caminho – e anda a passos largos. As instituições precisam aproveitar as vantagens que a tecnologia oferece para enfrentar os desafios da nova economia digital.

Este ano, a implantação das redes 5G ganhará força nos Estados Unidos, China, Reino Unido, Japão e Coréia do Sul. Na América Latina, segundo a GSMA, o primeiro país a ter esta tecnologia será o México em 2020. E o Brasil deve iniciar os serviços em 5G também em breve. As novas redes otimizarão o desempenho das comunicações e haverá mais dispositivos conectados à Internet, que serão a chave para a explosão de novos serviços, como IoT, pagamentos mobile, inteligência artificial e cidades inteligentes.

E o dinheiro digital também deve ser desenvolvido. Evidentemente, os avanços tecnológicos promoverão o desenvolvimento da economia digital na América Latina.

É por esta razão que a indústria financeira deve avançar na reconfiguração de uma arquitetura para auxiliar a “Quarta Revolução Industrial”, o setor financeiro reconverter seus serviços e produtos para o novo consumidor, juntamente com o setor de tecnologia com serviços em nuvem, API e plataformas robustas e seguras. Assim – e só assim – alcançaremos a “revolução digital e social”.

Edgardo Torres Caballero, diretor geral da Mambu Américas

(1) Fonte: ComScore

Diante do aumento do consumo de banda larga, ABRINT solicita apoio do Congresso para garantir a continuidade do serviço

Em decorrência do isolamento social como medida de segurança para evitar a propagação do COVID-19, foi determinado no último sábado (21/03) em publicação do decreto presidencial 10.282/2020, a essencialidade do acesso à internet, possibilitando que os profissionais da categoria tenham livre circulação para realização de manutenção no caso de quarentena obrigatória. A decisão tem como objetivo manter os serviços de internet funcionando em meio à crise.

Contudo, com a adoção da quarentena notou-se uma mudança no perfil de uso da rede (com aumento do consumo na parte da tarde) e aumento de consumo de forma geral. No dia 18/03, o IX.br, em São Paulo, um dos principais pontos de troca de tráfego de internet do mundo, ultrapassou a marca de 10 Tb/s de pico de tráfego, por exemplo.

Diante desse cenário, a ABRINT (Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações) buscando garantir a continuidade dos serviços dos ISPs com qualidade e estabilidade, destaca a necessidade de manutenção e ampliação dos investimentos em infraestrutura. Entretanto, as medidas de segurança tomadas em detrimento da quarentena, as limitações de deslocamento e a redução no atendimento presencial impactam negativamente o fluxo de caixa dos associados da ABRINT.

Portanto, a associação, com intuito de evitar contratempos e ainda garantir a entrega de seus serviços, solicitou por meio de um ofício para os presidentes das duas Casas, líderes partidários e presidentes de comissões que evitem ações legislativas que possam agravar o cenário, como por exemplo, o projeto de lei com intuito de obrigar as empresas a manterem o serviço para usuários inadimplentes (PL 703/2020).

“Ao contrário de outros serviços essenciais como água e luz, o serviço de acesso à Internet é prestado por um conjunto de mais de 10 mil provedores regionais distribuídos por todo o País. Entendemos a preocupação do legislador em assegurar a continuidade do serviço especialmente neste momento de reclusão da população. Mas é preciso estar atento aos enormes riscos sistêmicos que a medida pode causar em benefício de um grupo”, informa o Presidente de Administração da ABRINT, André Felipe Rodrigues.

Em vista disso, a associação reforça que a manutenção do serviço para os usuários inadimplentes pode ocasionar no fechamento de ISPs e culminar na perda de milhares de empregos, além de sobrecarregar o tráfego de redes, afetando a qualidade da internet que chega aos seus clientes ou mesmo levando a descontinuidade do acesso à internet.

Por fim, a associação ressalta que está trabalhando com a Anatel e demais representantes do setor através do Grupo de Gestão de Riscos e Acompanhamento do Desempenho das Redes de Telecomunicações — GGRR, e com o Comitê “Rede Conectada MCTIC”, para avaliar a situação e garantir a continuidade do serviço de uma internet rápida e estável a seus clientes públicos e privados.

PepsiCo abre 500 vagas no Brasil e reforça medidas de auxílio para funcionários

Líder no setor de alimentos e bebidas e ciente da sua responsabilidade com a sociedade, a PepsiCo tem o compromisso de garantir o abastecimento de seus produtos. Para isso, tem reforçado as medidas de segurança e amparo aos seus funcionários, consumidores e clientes. No Brasil, a empresa anuncia ainda a abertura de 500 vagas temporárias, para operações, vendas e finanças. O objetivo é ampliar as equipes para continuar cumprindo com a sua missão.

“A nossa prioridade é garantir o bem-estar, a segurança e a saúde de todas as nossas pessoas. Por isso, estamos tomando uma série de medidas para protegê-las. Somos muito gratos aos nossos funcionários, que são um exemplo ao assegurar o abastecimento de alimentos e bebidas para todos os brasileiros, com muito cuidado e da forma correta”, afirma João Campos, CEO da PepsiCo Alimentos no Brasil. “A abertura de novas vagas corrobora para continuarmos com a nossa missão. Certamente este é um momento de adaptações, aprendizados e resiliência e temos a certeza de que, juntos, ultrapassaremos todas as barreiras”, completa o executivo.

Internamente, a PepsiCo vem adotando uma série de medidas para auxiliar os funcionários e para prevenção, proteção e cuidados no dia a dia. Entre elas, destaque para:

• Adiantamento salarial e dos benefícios de vale-alimentação e vale-refeição para apoio na gestão das despesas dos funcionários neste momento.

• Implementação de política de licença ou afastamento remunerado com 100% do salário a todos os colaboradores que não possam exercer suas funções remotamente, e que estejam em grupos de risco, com sintomas ou que venham a ser diagnosticados com COVID-19.

• Adicionalmente aos colaboradores de Vendas e Operações: distribuição de kits com álcool em gel e máscaras, com indicativo de necessidade de uso; medição diária de temperatura corporal no início de suas atividades; oferecimento de alternativas de transporte para mobilidade com segurança e disponibilização de mais fretados; e auxílio financeiro adicional para compra de água.

• Disponibilização de atendimento gratuito, todos os dias da semana, para o esclarecimento de dúvidas médicas, além de assistência a questões financeiras, jurídicas e psicológicas aos funcionários e seus familiares.

• Comunicação constante sobre medidas de proteção e prevenção a todos os funcionários e esclarecimento de dúvidas sobre o COVID-19 por um médico especializado.

Vagas

A PepsiCo está contratando profissionais temporários para as seguintes posições: vendedores, entregadores, auxiliar de produção, operador de produção, técnico de qualidade e de manutenção, auxiliar de logística, motorista carreteiro, analista de controladoria, entre outras.

Para fazer parte do time, é preciso ter disponibilidade para início imediato. Basta acessar o link e cadastrar o currículo.

A nuvem em tempos de crise: chave para a sustentabilidade das organizações

Por Ricardo Fisch

Não é mais novidade que a nuvem é uma ferramenta essencial para a transformação das empresas, permitindo agilidade nos negócios e democratizando o acesso seguro a aplicativos e dados de qualquer lugar com uma conexão à internet. Fato que, de acordo com um estudo da Oracle, estima-se que, em 2025, 80% do fluxo de trabalho e cargas críticas das empresas estejam operando na nuvem.

A nuvem não apenas propõe novas plataformas, mas é a maior mudança no paradigma de uso da tecnologia da informação desde o advento da internet. Nesse sentido, ainda se fala muito sobre seu potencial transformador para os negócios e, ainda hoje, mais do que nunca em tempos incertos, como o cenário de distanciamento social imposto pelo Covid-19, que nos obriga a reorganizar o trabalho em empresas e organizações, vemos o real impacto da nuvem.

Vivemos um momento chave, no qual as decisões devem ser tomadas com rapidez, agilidade e, acima de tudo, com informações em tempo real. Para responder a essa situação, o mundo dos negócios deve estar preparado para dar continuidade e sustentabilidade aos negócios, começando por garantir a conectividade e o acesso às informações com rapidez, segurança e de qualquer lugar.

A segurança das pessoas é a prioridade número um de qualquer empresa, portanto, é crucial garantir que seus funcionários possam manter suas rotinas remotamente e com segurança pela internet. Com a nuvem, podemos pensar em um modelo de trabalho remoto e produtivo, com novas formas de operar e colaborar dentro de uma organização e em relação a outros agentes da cadeia de valor. Um exemplo que estamos vivendo é a atenção na prevenção da ruptura da cadeia de suprimentos em aspectos vitais como medicamentos e alimentos, que são os elementos mais importante neste momento.

As empresas que possuem uma infraestrutura em nuvem têm a vantagem de migrar grande parte da equipe para um modelo remoto, operando sem interrupção, sem perder a segurança de seus dados e protegendo seus colaboradores. Por outro lado, as empresas que ainda não decidiram migrar para a nuvem enfrentarão maiores desafios ao estabelecerem uma estratégia de continuidade do negócio neste marco histórico que estamos vivendo em todo mundo.

Além da habilitação tecnológica, é necessária uma mudança na cultura da organização da mesma maneira que, atualmente, nos lares, em que o teletrabalho e a teleducação coexistem e exigem outra forma de adaptação. Estamos passando por momentos importantes, que ficarão marcados na história dos negócios, a partir dos quais haverá aprendizados e lições que promoverão o uso estratégico da tecnologia.

Estabelecer um modelo sustentável dentro da organização que minimize o impacto econômico desse momento e garantir a continuidade da cadeia de suprimentos não é mais apenas uma questão de negócios, é um ponto crucial da responsabilidade social das empresas, do estado e das organizações sociais.

Ricardo Fisch, head global dos serviços Cloud do gA

Isaac Sidney é eleito presidente executivo da FEBRABAN

Isaac Sidney assumiu, nesta última quarta-feira (25/3), a presidência executiva da FEBRABAN – Federação Brasileira de Bancos. Vice-presidente desde maio de 2019, foi diretor do Banco Central na gestão do ex-presidente Ilan Goldfajn, além de chefe de gabinete e secretário-executivo no mandato do ex-presidente Henrique Meirelles, e procurador-geral na presidência de Alexandre Tombini, bem como exerceu a advocacia privada na área de regulação bancária.

Ele substitui Murilo Portugal, que cumpriu três mandatos e ficou nove anos à frente da presidência da FEBRABAN.

Além da presidência, a FEBRABAN terá mudanças nas diretorias de Comunicação e de Marketing. As duas áreas serão unificadas sob o comando de João Borges, que vinha atuando como comentarista de economia na GloboNews desde 2003. O jornalista trabalhou nos jornais O Globo e O Estado de S. Paulo, na rádio CBN, na revista IstoÉ e na TV Bandeirantes. Foi ainda chefe de Comunicação Social do Banco Central durante as gestões de Armínio Fraga e Henrique Meirelles.

Borges também se encarregará da área de Relações Institucionais da FEBRABAN.

XP Inc. lança “Juntos Transformamos” para ajudar famílias durante crise do coronavírus

Com o objetivo de ajudar famílias em extrema vulnerabilidade social a colocarem comida em suas mesas, a XP Inc. lança o movimento “Juntos Transformamos”. Com uma doação inicial de R$ 25 milhões, as três ONG’s parceiras (Gerando Falcões, Amigos do Bem e Visão Mundial) conseguirão beneficiar diretamente a alimentação de 100 mil pessoas por um período inicial de três meses.

O aporte inicial da XP Inc. tem como objetivo engajar novos doadores, para que, dessa forma, um número ainda maior de famílias sejam impactadas. As pessoas e empresas que quiserem se juntar ao movimento podem fazer doações de qualquer valor por meio do site www.juntostransformamos.com.br .

“Esse movimento nasce com a XP Inc., porém, queremos que seja muito maior. Não estamos fazendo apenas uma doação, mas iniciando um movimento nacional de apoio à população brasileira. Nós precisamos nos unir. Nunca vivemos uma crise como essa e todos precisam fazer a sua parte”, afirma Guilherme Benchimol, fundador e CEO da XP Inc.

“Cada centavo do que arrecadarmos será convertido em assistência para colocar comida na mesa de famílias em situação de vulnerabilidade. Nenhuma família pode ficar sem ter o que comer em casa. Faço um apelo para todos que querem ajudar e não sabem como fazer isso de forma segura e transparente: junte-se a nós!”, declara Benchimol.

Mercado de TI e o colapso da mão de obra no Brasil

Por Rafael Dal Molin

Já não é mais novidade que os profissionais de Tecnologia da Informação estão se tornando cada vez mais escassos no país. Se por um lado temos excelentes empresas nacionais produzindo produtos e serviços inovadores e capazes de competir com concorrentes estrangeiros, por outro, a falta de mão de obra capacitada acaba por frear ou limitar uma expansão, visto que centros como Estados Unidos, Alemanha, Suécia e Polônia, sedes de grandes multinacionais, contam com especialistas oriundos de todas as partes do mundo.

Segundo um mapeamento sobre tendências de mercado realizado pela consultoria IDC Brasil, o setor de TI no país é o sétimo maior do mundo e deve seguir com alta de 5,8% em 2020. Ao mesmo tempo, o estudo “Achados e Recomendações para Formação Educacional e Empregabilidade em TIC”, da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), aponta que a demanda anual por novos talentos projetada entre 2019 e 2024 está em 70 mil profissionais. No entanto, apenas 46 mil pessoas se formam ao ano no Ensino Superior.

Em regiões como o norte do Rio Grande do Sul as coisas são ainda mais complicadas. A Elevor – startup que desenvolve softwares de gestão para os mais variados setores – conta hoje com 60 colaboradores e sente falta de um maior número de profissionais qualificados disponíveis no mercado. Isso nos obriga a ter criatividade na condução dos projetos para que não ocorram atrasos prejudiciais à empresa em termos de expansão.

A meu ver, a área de Tecnologia da Informação é relativamente nova e somente nos últimos anos é que assumiu um papel de protagonismo. Se antes um profissional de TI atuava apenas em questões técnicas, agora está cada vez mais presente na participação de tomadas de decisões estratégicas da companhia. Outro ponto importante, é que devido à essa relevância que o profissional de TI se inseriu, as empresas buscam pessoas com conhecimento e competência para terem autonomia nas decisões e caminharem com as próprias pernas.

Considerando que todos os negócios precisam de profissionais de TI e que a profissão vai na contramão dos altos índices de desemprego no país, o jovem acadêmico tem um futuro altamente promissor. Aconselharia aos estudantes para definirem a sua área de interesse e onde desejam atuar antes mesmo de entrarem na faculdade, lembrando que é uma área ampla, ou seja: ter foco é fundamental para adquirir o conhecimento necessário para uma boa atuação no mercado.

Um ponto positivo foi a recente mudança na legislação trabalhista, que possibilitou maior flexibilidade em certos aspectos. Na Elevor, temos trabalhado com uma geração mais nova, com liberdade de horário, home office e bonificação por resultado que até então era impossível com a CLT. A carência de profissionais é uma realidade, mas estamos nos adaptando para o que vem pela frente.

Rafael Dal Molin, Diretor da Elevor – startup gaúcha que desenvolve softwares de gestão empresarial para os segmentos do agronegócio, atacado, distribuição, varejo e serviços

O momento é de resiliência nos negócios

Por Charles Krieck

Os executivos brasileiros estão enfrentando, neste início de ano, diversos desafios. A economia indica sinais de recuperação, os empresários querem produzir mais e há investidores interessados no mercado nacional. O cenário é favorável ao desenvolvimento, mas, ainda assim, continua sendo complexo. Essa complexidade fica ainda maior com recentes instabilidades e a dificuldade de prever os seus reflexos na economia e mercados locais e globais.

Para entender melhor o ambiente de negócios brasileiro, a KPMG anunciou na sua última edição os resultados da pesquisa “CEO Outlook”, conduzida a partir de entrevistas com 50 CEOs de empresas de diferentes setores, todas sediadas no Brasil. Na América do Sul, 235 CEOs de oito países foram entrevistados e, em termos globais, 2.535 executivos de 63 países participaram. Essa pesquisa não considera os recentes desenvolvimentos citados acima.

A maioria dos CEOs brasileiros disse acreditar no crescimento das suas empresas, com 88% declarando-se muito confiantes ou confiantes que isso ocorra até 2021. Entre os CEOs globais, o índice é de 94% e, na América do Sul, 90% têm a mesma opinião.

O que há de novo é a forte consciência das lideranças sobre a necessidade de uma nova postura perante uma pressão cada vez mais impositiva por respostas que atendam às atuais demandas. A resposta está na resiliência. É com este recurso que os CEOs se tornam cada vez mais capacitados às adaptações que o mundo corporativo exige.

A maior parte dos executivos também está trabalhando para que os líderes das suas companhias também sejam agentes resilientes — 80% no Brasil, 72% na América do Sul e 84% no global.

A base de uma empresa resiliente está em alianças estratégicas, segurança cibernética, aplicação de capital em novas tecnologias e em mão de obra qualificada, conclusão ratificada com o fato de que, para 32% dos CEOs no Brasil, a habilidade de adaptação deve ser prioridade do líder resiliente.

Os executivos do Brasil também estão mais alinhados aos países de economia consolidada em matéria de causar disrupção. Em âmbito global, 71% dos CEOs acreditam que o crescimento dos negócios está apoiado na habilidade de desafiar e romper com normas do mercado, índice que é de 68% no caso dos brasileiros e de 62% para os sul-americanos.

Os CEOs brasileiros estão ainda atentos às novas estratégias, com 76% dos entrevistados afirmando que suas empresas causam disrupção nos mercados em que atuam. Quase todos os líderes (95%) apostam na disrupção tecnológica como oportunidade, e não ameaça.

Para enfrentarem as adversidades, os riscos e as mudanças tecnológicas, os CEOs sabem que é necessário valorizar o capital humano, investir em educação continuada, promover a disrupção e manterem-se em sintonia com as necessidades dos consumidores.

Uma estratégia sólida de segurança digital também foi apontada como fundamental na construção de uma relação de confiança com os públicos de interesse, com 50% dos CEOs no Brasil pensando assim. Além disso, 68% deles acreditam que estão bem preparados para um futuro ataque cibernético, 62% dos brasileiros disseram que aplicarão mais capital na compra de novas tecnologias e 38% devem priorizar investimentos na força de trabalho.

Os brasileiros também se destacaram na visão que têm sobre o relacionamento das empresas com os valores de clientes, com 70% acreditando serem responsáveis por garantir que as políticas ambientais, sociais e de governança das suas companhias estejam em sintonia com o que os clientes acreditam.

Sobre as bases de crescimento no longo prazo, 42% dos CEOs brasileiros acreditam que devem olhar além dos aspectos financeiros, índice que é de 55% para os CEOs globais e de 29% para os entrevistados da América do Sul.

Voltando ao atual complexo cenário brasileiro de negócios, os CEOs sabem que, em tempos de drásticas mudanças, adotar uma posição fechada sobre o futuro das companhias conduziria ao fracasso. Por outro lado, assumir uma postura resiliente será cada vez mais determinante para mitigar riscos, identificar oportunidades e gerar negócios.

Charles Krieck, presidente da KPMG no Brasil e na América do Sul

Internet pode apresentar instabilidade em tempos de Home Office

Em resposta à crise gerada pela pandemia da Convid-19, a maioria das empresas está incentivando o Home Office, em várias partes do mundo. Mas, devido a grande demanda, a lentidão na navegação pode ser inevitável, como aconteceu na China, na segunda metade de janeiro, e na Itália, desde o fim de fevereiro, conforme monitoramento do site Speedtest.

No Brasil, a situação não é diferente. Ângelo Sebastião Zanini, professor e coordenador do curso de Engenharia da Computação do Instituto Mauá de Tecnologia, explica que o congestionamento é praticamente inevitável. “Podemos pensar na internet como se fosse uma cidade: cada casa ou apartamento seria um computador ou uma pessoa e cada rua ou avenida seria a via de ligação entre eles. Assim como as ruas, essas vias têm capacidade de tráfego limitada. Como há muito mais tráfego agora (videoconferências, filmes, mensagens etc) circulando, há congestionamento nos horários de pico”, detalha.

Medidas para amenizar o problema

A capacidade das redes de telecomunicações não é infinita. Por este motivo, as empresas do segmento de telefonia e internet podem tomar algumas providências para manter a segurança, estabilidade e o funcionamento das redes durante esse período de quarentena.

“A primeira providência é a de tentar dividir o tráfego por links diferentes. Ter somente uma avenida para trafegar a informação congestiona com mais facilidade do que ter várias em paralelo. A estabilidade dos sistemas está ligada à capacidade dos equipamentos em conseguir dar conta do processamento do tráfego e das solicitações. redimensionar os servidores, roteadores e firewalls é fundamental”, alerta Zanini.

O especialista também reforça que, em relação à segurança, a preocupação agora é dobrada. “Como as informações corporativas trafegam entre a sede da empresa e os funcionários em home office, ter bons procedimentos de autenticação de usuários e de criptografia no tráfego da informação é fundamental, tal como VPNs”, diz.

Com muitas empresas trabalhando exclusivamente de forma remota, aplicativos de comunicação empresarial e de videoconferência (Zoom, MTeams, Slack) também podem ser sobrecarregados com acessos. Por este motivo, o Professor Zanini indica que as empresas adotem uma espécie de “código de conduta”.

“Ao entrar numa sala de videoconferência, por exemplo, habilitar a câmera, se apresentar e em seguida desligá-la, pois as imagens consomem muita banda. O mesmo com o microfone: ligar somente no momento em que vai falar e desligar”, conclui.

Plataforma EAD do Programa Conecta Startup Brasil orienta os primeiros passos do empreendedorismo

Interessadas em conhecer os primeiros passos no empreendedorismo e buscar os caminhos para transformar uma ideia inovadora em uma startup podem aproveitar o momento de quarentena da Covid-19 tirando proveito de uma ferramenta extremamente útil: a plataforma EAD do Programa Conecta Startup Brasil.

O conteúdo, dividido em 12 Módulos, foi desenvolvido e é apresentado por especialistas, e incluem, entre outros temas: “Desenvolvimento do Mindset Empreendedor”, “Como ter ideias?”, “Job To Be Done”, “Dores e Ganhos do Cliente”, “Canvas de Proposta de Valor” e “Estruturando Juridicamente sua Startup”.

A plataforma é voltada para os mais diversos públicos interessados em empreendedorismo, desde iniciantes, estudantes universitários e entusiastas; até startups em processo de descoberta e validação de clientes e empreendedores em fase inicial que precisam identificar seus clientes e entender suas necessidades e expectativas.

Resultado de uma ação conjunta entre o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), a Softex e o parceiro executor, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), agência vinculada ao MCTIC, o Conecta Startup Brasil se destaca por apoiar startups e empreendedores em estágio inicial (early stage) localizados em todas as regiões do Brasil.

Para mais informações sobre o EAD do Conecta Startup Brasil acesse http://cursos.conectastartupbrasil.org.br/. Ao final, um certificado de conclusão será emitido pela Softex.