Page

Author admin

SAP NOW Brasil: edição 2020 será digital e ainda mais interativa

A SAP Brasil confirma a realização da edição do SAP NOW Brasil no mês de setembro, reforçando o seu compromisso com clientes e parceiros. Seguindo a estratégia global da SAP, baseada nas recomendações dos órgãos oficiais de gestão e de saúde e em atenção ao bem-estar de todos os profissionais envolvidos na realização do evento e participantes, a edição 2020 do segundo maior evento da companhia no mundo será inteiramente online, apoiada nas melhores tecnologias, para promover uma experiência imersiva e baseada em muita troca de conhecimento.

A SAP Brasil está estruturando a transformação digital do evento para manter o mesmo patamar de qualidade estabelecido nos últimos anos, alinhado com o SAPPHIRE NOW Reimagined. Em breve serão anunciados mais detalhes, mas, de acordo com a área de Marketing da SAP, o novo formato puramente digital permitirá entregar uma experiência muito mais acessível,  com grande interação e engajamento entre todos os clientes e parceiros.

“Com a mudança para o formato digital, aumentamos nossa cobertura e alcance para todo território nacional e, verdadeiramente, poderemos atingir todos os cantos do país, oferecendo uma experiência excepcional, mostrando os objetivos, estratégias e propósito da SAP. Será um evento imersivo, com muita troca de informações, showcases e com a participação de todo o ecossistema SAP unido para oferecer uma edição surpreendente”, explica Fernando Migrone, vice-presidente de Marketing da SAP Brasil.

Cristina Palmaka, presidente da SAP Brasil, reforça que os meses de março e abril já mostraram que a tecnologia é a principal aliada das empresas para lidar com situações adversas. “Durante as semanas de isolamento ficou claro que a maturidade digital é um fator decisivo para que as empresas sigam com seus negócios, mesmo em situações de crise. Ainda que o cenário seja mais crítico para alguns setores, a inteligência dos negócios está cada vez mais apoiada em dados, e no SAP NOW Brasil vamos mostrar como as soluções SAP transformam empresas em negócios inteligentes em um momento importante de retomada  da economia”, destaca.

O evento físico, como realizado há 25 anos e com grande relevância no mundo da tecnologia, retomará o seu formato tradicional em 2021, em data a definir.

Tags, , ,

FGV EAESP: 56% dos brasileiros têm dificuldade alta ou moderada de equilibrar as atividades profissionais e pessoais durante o isolamento social

O Centro de Inovação da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGVin) fez uma pesquisa sobre o home office durante o isolamento social para conter a Covid-19. Entre os resultados, 56% dos entrevistados afirmaram que encontraram muita dificuldade oudificuldade moderada em equilibrar as atividades profissionais e pessoais. O levantamento constatou ainda quepara 45,8% houve aumento da carga de trabalho após o isolamento. Enquanto 31% mantiveram a mesma cargae 23% dos respondentes afirmaram que diminuíram.

O aumento da carga de trabalho está diretamente relacionado à faixa salarial, segundo ao levantamento. Para 52,8% dos respondentes que recebem acima de 15 salários mínimos, houve esse aumento de demanda. Enquanto para mais da metade (51,5%) dos que recebem menos de três salários mínimos houve queda nohorário de expediente.

O levantamento revela ainda que a capacidade de concentração tem relação direta com a questão da estabilidade no emprego. A maioria dos respondentes (45,8%) afirmou não estar confiante de que permaneceráempregada nos próximos 12 meses e tem mais dificuldade de manter o foco no seu cotidiano. Entre aqueles que não estão confiantes, mas também não desconfiam que permanecerão empregados, o índice é de 30,9%. Já os que confiam que estarão empregados, o número é de 34%.

Em relação à Geração, o trabalho remoto também possui distintos impactos. Por mais que os Baby Boomers (nascidos entre 1940 e 1960) não sejam nativos digitais, a pesquisa indicou que essa geração é a que está lidando melhor com o trabalho no isolamento social. Os respondentes da Geração X (nascidos entre 1960 e 1980) e Geração Y (nascidos entre 1980 e 1995) indicaram o mesmo padrão de dificuldade em relação aos desafios do trabalho remoto. Por fim, a Geração Z (nascidos entre 1995 e 2010) é a que mais está sofrendo com as mudanças exigidas pelas circunstâncias atuais.

Outro fator que influi na produtividade no período de trabalho em home office é o porte da empresa em que os entrevistados atuam. Para 49,6% dos funcionários de multinacionais, manter a produtividade tem sido fácil. Uma possível explicação para o resultado é que empresas multinacionais costumam ter processos de trabalho mais definidos e constantes. Quando se trabalha em empresas nacionais, manter a produtividade tem sido fácil para 42,7% dos respondentes. Já para aqueles que atuam especificamente em startups, 32,5% consideraram tranquilo. O que pode explicar esta diferença é o fato de que o trabalho realizado pelos funcionários de startups é mais suscetível a alterações repentinas de escopo, o que pode ser amplificado em um momento de instabilidade econômica.

A pesquisa é uma iniciativa do FGVin com o apoio da Liga Ventures – Aceleradora Corporativa. A coleta de dados foi realizada entre os dias 13/04 e 27/04 e teve um total de 464 respondentes.

Ipea divulga Índice de Custos de Tecnologia da Informação, utilizado como indexador nos contratos da Administração Pública

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulga mensalmente, desde 2018, o Índice de Custos de Tecnologia da Informação (ICTI). Ele é aplicado paracorrigir, a partir de 2020, os valores dos contratos de serviços e soluções de tecnologia pelos órgãos que fazem parte do Sistema de Administração dos Recursos de Tecnologia da Informação (Sisp) do Poder Executivo Federal.

O cálculo do ICTI é relevante porque custos efetivos na área de TI podem evoluir de forma distinta da média dos preços na economia, captada pelos índices gerais. E o reajuste de valores contratuais do governo federal com base nesses índices gerais pode configurar prejuízos indevidos ao erário ou às empresas fornecedoras de serviços de TI, causando distorções indesejáveis nas contas públicas e na economia do país.

Os dados divulgados nesta quarta-feira, 06, mostram que o índice teve alta de 0,73% em março de 2020, na comparação com o mês anterior – ou seja, 0,34 ponto percentual acima da taxa registrada em fevereiro. Frente ao mesmo mês de 2019, o índice apontou estabilidade. Com a incorporação desse resultado, o ICTI acumulou uma variação de 5,7% nos doze meses encerrados em março, patamar acima do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O levantamento mostrou que, na desagregação pelos oito grupos que compõem o ICTI, a maior contribuição para o avanço no acumulado em doze meses veio do segmento de despesas com pessoal, cuja alta de 8,54% foi responsável por aproximadamente 70% da variação total apresentada pelo índice.

Acesse a íntegra do indicador

Sua empresa está preparada para tecnologias emergentes?

Se a transformação digital não é mais um diferenciador entre empresas, as tecnologias emergentes (Inteligência Artificial (IA), Aprendizado de Máquina, Internet das Coisas (IoT), Blockchain, Assistentes Virtuais, Realidades Aumentadas e Virtual) são os novos “must have” dos negócios. Em um mundo em que os resultados devem chegar rapidamente, uma vez que os recursos financeiros não são infinitos e, portanto, devem ser bem investidos, essas soluções são usadas para obter informações dos clientes, alterar estratégias e ir além na modelagem a uma rotina de trabalho que traz lucros para as empresas.

Nesse cenário, ser digital não é mais suficiente. É necessário navegar na onda de tecnologias emergentes como forma de personalizar a experiência do cliente e atrair cada vez mais valor para a marca. Por esse motivo, o estudo “Tecnologias emergentes: a vantagem competitiva para finanças e operações” *, realizado pela Oracle em 2020, mostra como as áreas de finanças e operações estão lidando com investimentos nessas soluções. Para se ter uma ideia, 58% das 700 empresas entrevistadas usam tecnologias emergentes e tiveram um crescimento de 58% na receita. Outros destaques incluem:

• 80% das organizações na América Latina usam pelo menos uma tecnologia emergente;

• 91% de todos os entrevistados acreditam que o SaaS é um facilitador para a adoção de tecnologias emergentes;

• Uso da IA: 83% das empresas concordam que, nos próximos cinco anos, os processos financeiros serão totalmente automatizados com a IA;

• 74% das empresas dizem que as informações financeiras devem se concentrar no uso da automação inteligente após mudanças regulatórias globais;

• 92% dos entrevistados veem que os aplicativos financeiros SaaS são facilitadores para a adoção de tecnologias emergentes;

• Os usuários de IA nos sistemas financeiros relatam que viram melhorias significativas: 33% mais produtividade e 37% de redução de erros.

• 4 dias é o número de dias que as empresas conseguiram reduzir em seus processos de fechamento financeiro.

• Melhorias no ROI (retorno do investimento) com a IoT: 88% das organizações que aproveitam o uso de dados com essa inovação em seus sistemas financeiros estão atendendo ou excedendo as expectativas de retorno do investimento.

• As empresas que adotam mais agressivamente essas tecnologias (para uso em finanças e operações) aumentaram seus lucros anuais em 80%.

• 72% das empresas que usam IA têm uma melhor compreensão do desempenho de seus negócios

• 61% das empresas relatam que o uso da IA ​​reduziu o horário de trabalho para concluir tarefas.

• 63% das empresas acreditam que o uso de assistentes digitais pode ajudar a reduzir custos administrativos.

• IA e aumento da produção: 76% das empresas mencionam maior produção de funcionários com o uso de IA no gerenciamento da cadeia de suprimentos.

• 78% das empresas dizem que o blockchain ajuda a reduzir a fraude na cadeia de suprimentos em mais de 50% ou mais em 5 anos.

O caminho das pedras 

Para alcançar esses resultados, não basta investir em tecnologias, mas seguir algumas etapas com um planejamento integrado de operações. A modernização do sistema crítico e a migração para o SaaS é o primeiro ponto, pois será possível ter maior escalabilidade e visão de negócios em tempo real. A adoção de soluções predefinidas com tecnologias emergentes ajuda a economizar tempo na implementação e, às vezes, no investimento.

Por outro lado, um projeto piloto com um objetivo mensurável é essencial para fazer melhorias internas e facilitar a medição do sucesso. A recompensa também tende a ser maior, especialmente em termos de capital humano.

Finalmente: saia da sua zona de conforto. Bons resultados são acompanhados por mentes que exploram comoessas tecnologias emergentes podem melhorar o desempenho da empresa. Além das melhorias corporativas, as tecnologias emergentes oferecem oportunidades de treinamento. No final, a mudança será de 360 ​​graus,com lucros para empresas e funcionários.

Sobre a pesquisa: 

O estudo conduzido pela Oracle e ESG foi realizado por meio de uma pesquisa on-line de gerentes e executivos nas áreas financeira e operacional dos EUA. EUA, Canadá, Reino Unido, Alemanha, França, Holanda, ArábiaSaudita, Emirados Árabes Unidos, Austrália, Índia, Cingapura, Brasil e México – 14% dos quais são latino-americanos. No total, foram ouvidos 700 entrevistados, usuários freqüentes de ERP, EPM ou SCM. Para maisinformações, visite o site .

Conta Azul promove cursos gratuitos e online para empreendedores superarem a crise

A Conta Azul, fintech de gestão B2B mais inovadora do Brasil, com apenas 15 dias do movimento #pequenagrande já conseguiu impactar 4.700 empreendedores. A inscrições permanecem abertas para cursos que são online e 100% gratuitos e tem como objetivo capacitar e donos de negócios e contadores para enfrentarem a crise e saírem mais forte.

A ação faz parte do movimento #pequenagrande lançado pela fintech para minimizar os impactos nas pequenas empresas e nas empresas contábeis durante a crise provocada pela pandemia da Covid-19. O movimento destaca a importância da pequena empresa para o Brasil e conta com o apoio da Endeavor Brasil, Fenacon e Sustentare.

As aulas práticas são online e divididas por módulos, com temáticas que abordam a importância do fluxo de caixa, redução de custos, empréstimos, linhas de créditos e oportunidades de mercado. Os cursos exclusivos para o profissional contábil, peça fundamental nesse momento para as empresas, irão abordar temas como migração para contabilidade digital, redução de custos do escritório contábil e mudança de mindset.

Para Vinícius Roveda, CEO da Conta Azul, o objetivo no momento é auxiliar os donos de negócios diante de um cenário de incertezas. “Disseminar conteúdo de qualidade com ações práticas e soluções rápidas que podem salvar uma empresa é a nossa responsabilidade neste momento”, ressalta Vinícius.

Além dos cursos, a iniciativa da Conta Azul também disponibilizou o Guia “Saúde do caixa da pequena empresa na maior crise que o mundo já viu”. O material tem formato de “auto-consultoria” com soluções rápidas, práticas e de curto prazo.

Para conferir a lista completa dos cursos e realizar a inscrição basta acessar o site www.pequenagrande.com.br e fazer o cadastro.

ABES promove webinar para empresas de tecnologia interessadas em unir forças para a construção de um Brasil menos desigual, mais saudável e digital

A ABES, Associação Brasileira das Empresas de Software, tem como missão integrar Governo, empresas, profissionais do setor, imprensa especializada e sociedade em geral, e se propõe a ser uma fonte consistente e com credibilidade de informações, análises do mercado nacional e internacional, orientações legais e indicação de tendências, para que os associados tomem suas decisões com mais segurança e assertividade. Essas e outras vantagens de ser uma empresa associada serão apresentadas em evento online no dia 7 de maio, às 10h. As inscrições são gratuitas e abertas para todos que queiram conhecer melhor o trabalho desenvolvido pela associação e interessados em promover o crescimento do mercado e construir um novo modelo setorial, com regras mais estáveis e melhor direcionamento de investimentos públicos, além de fomentar a pesquisa brasileira e a inovação.

Confira mais informações e faça sua inscrição no http://www.sympla.com.br/ABESSOFTWARE

AS VANTAGENS DE SER UM ASSOCIADO DA ABES: serviços e benefícios

Dia: 7 de maio

10h00

Inscrições: http://www.sympla.com.br/ABESSOFTWARE

Participantes:

• Rodolfo Fucher, presidente executivo

• Carolina Marzano, compliance officer e assessora dos comitês

• Thomaz Corte Real, consultor do Departamento Jurídico e membro da ABES Academy

• Jamile Sabatini, diretora de inovação e fomento

• Alex Calhau diretor técnico da A2G Corretora de Seguros e responsável pelo plano Bradesco Saúde

• Carlos Sacco, sócio fundador e diretor de relacionamento e serviços

Fintech cria iniciativas para ajudar pequenas empresas

Segundo o boletim semanal da Sebrae, 88% dos pequenos empresários declararam queda de faturamento entre os dias 3 e 7 de abril, registrando uma redução de 69% comparado à uma semana normal. Pensando nisso, a iZettle , fintech sueca de meios de pagamento, está criando uma série de iniciativas buscando dar assistência a esses pequenos empreendedores.

Para compor as iniciativas de apoio, a fintech realizou uma pesquisa interna com os próprios clientes. Desta forma, criou ações de acordo com as principais respostas dos mesmos. O maior retorno dos entrevistados estavam relacionados a Redução de Taxas, Possibilidade de Empréstimos e redução no Prazo de Recebimento, o que fez a iZettle criar uma série de facilidades gratuitas e com valores acessíveis, endereçando cada um desses temas.

Sistema de Delivery

A primeira delas já está funcionando. É uma parceria com a Click Entregas, em que os clientes da fintech de toda São Paulo podem usufruir dos serviços de delivery da plataforma, ganhando três vouchers gratuitos. A ideia é ajudar empresas que não estavam habituadas a oferecer essa opção, criando uma oportunidade para continuarem funcionando.

Pagamento em um dia útil, sem acréscimo de taxas

Além disso, um benefício que passou a fazer parte da rede da iZettle em 17/04 é a redução de dois para um dia útil o prazo de pagamento do cliente. Isso significa uma antecipação no recebimento sem nenhum tipo de custo extra, e será válido para todos os usuários da máquina, de forma automática.

Acesso a crédito

Outra ação envolve parcerias para oferecer empréstimos para essas pequenas empresas, de forma pensada, personalizada e justa. Segundo a fintech, como eles possuem o background dos clientes (ou seja, informações pertinentes colhidas ao longo do período que os mesmos permanecem com a iZettle), fica mais fácil de criar um formato que ajude melhor o empreendimento. A ideia é ter diversos parceiros, para ter mais possibilidades de adaptação.

5 habilidades que serão requisitadas por recrutadores após o fim da crise decorrente da pandemia

As habilidades comportamentais, antes já apreciadas por recrutadores, tendem a ganhar ainda mais relevância durante processos seletivos após o fim da crise decorrente da pandemia de covid-19. Questões emocionais também serão medidas com maior força durante as entrevistas para analisar a compatibilidade do candidato com as expectativas organizacionais da empresa.

Segundo Sérgio Margosian, gerente para a área de Recursos Humanos da Michael Page, consultoria especializada no recrutamento de média e alta gerência, os profissionais que têm algum tempo sobrando durante a quarentena, podem aproveitá-lo para trabalhar sua inteligência emocional. “O autoconhecimento será essencial para garantir oportunidades de emprego após o fim do período instável em que nos encontramos, permitindo evidenciar habilidades concretas e aperfeiçoar questões técnicas e pontos de fragilidade. Quando você se conhece, fica mais confiante para se expressar. Para isso, crie uma rotina concreta. Separe parte do dia para elaborar uma agenda. Reserve tempo para meditação, alimentação e esportes. Cuide bem do corpo e da mente, afinal, uma pessoa equilibrada emocionalmente, saudável e segura garante um bom desempenho durante entrevistas”.

Confira abaixo cinco habilidades apontadas pelo consultor como potencialmente requisitadas por recrutadores após o fim da crise atual:

• Autoconhecimento 

A inteligência emocional tem sido uns dos pontos de maior atenção para candidatos que pretendem buscar recolocação no mercado de trabalho depois da crise. É uma habilidade já requisitada pelos recrutadores, que se fortaleceu ainda mais com o momento que estamos vivenciando.

Questões emocionais são importantes para a evolução dos negócios em momentos de instabilidade. Empresas que conseguiram enxergar novos caminhos, seja por meio de digitalização ou de novos aprendizados, sofreram menos impactos. Entrar na “zona de pânico” não é a melhor solução.

O pensamento otimista, importante em situações de crise, permite o crescimento e a adaptação a diferentes circunstâncias, além de estimular o pensamento “fora da caixa”. Então, é essencial conhecer gatilhos emocionais para poder definir ações de modo adequado, com foco no presente e temer o futuro.

• Autogestão 

Ter controle e gerir as emoções é importante para garantir adaptabilidade às circunstâncias, mas só é possível a partir do autoconhecimento. Quem já desenvolveu tais habilidades, certamente está mais confortável durante a crise que estamos enfrentando. Claro que é impossível estar completamente tranquilo, mas o sofrimento é menor. Agora, mais do que nunca, é preciso ter o mindset de crescimento para transformar a crise em algo positivo. Para isso, é importante conhecer a realidade, mas saber priorizar as batalhas mais importante pessoal e profissionalmente, já que os âmbitos estão diretamente relacionados. Quando conseguimos controlar o ambiente profissional, gerar bons resultados, nossas vidas pessoais também têm bom desempenho.

• Empatia 

A empatia é uma questão muito forte durante e pós-crise. É preciso entender como cada pessoa está lidando com o momento e enxergar que as histórias e formas de lidar são completamente diferentes. Entender o outro é essencial tanto na rotina de trabalho, quanto na vida social, para estabelecer laços e engajar profissionais. Mas a empatia só é completa quando, além de compreender o outro, temos uma visão a partir dos seus sentimentos. A atitude fará com que novas soluções e posicionamentos surjam, ampliando os horizontes de negócios e proporcionando novas conexões.

• Consciência organizacional 

É preciso ter em mente que não voltaremos exatamente ao ponto em que estávamos antes da crise começar. O progresso dos negócios não é tão rápido quanto imaginamos, mas sim contínuo. Ter consciência organizacional é muito importante para realinhar as expectativas com relação ao processo, para saber o que falar e quais atitudes tomar ou não com os colaboradores, e também para aprender a ter mais empatia na volta das atividades.

• Gerenciamento das relações 

Com o fim da crise, a manutenção das relações dentro das empresas é extremamente importante para medir seu nível de influência, a eficiência de sua gestão, para rever a forma de tratar conflitos e de se comunicar. A comunicação não violenta é relevante, principalmente em momentos de instabilidade. É importante ter um protocolo prévio de como lidar com a situação para passar tranquilidade e guiar a equipe. Calma e assertividade nos processos comunicacionais são fundamentais para a retomada do trabalho.

MetLife adere ao movimento #NãoDemita

A MetLife aderiu ao movimento #NãoDemita, iniciativa que convoca empresários de todo o país a não demitir funcionários por causa da crise causada pela pandemia do novocoronavírus. A decisão foi firmada pelo CEO Raphael de Carvalho e garante o compromisso da empresa em manter todos os mais de 600 postos de trabalho da seguradora no Brasil.

“Em um período desafiador como o que estamos vivendo, entendemos que a saúde e o bem-estar de todos continuam sendo nossas prioridades. Diante disso, implantamos iniciativas para proteger tanto nosso colaborador, como nossos parceiros, clientes, fornecedores e a comunidade. Agora assinamos o manifesto #nãodemita para reforçar nosso compromisso em garantir o emprego de todos os nossos colaboradores, pois juntos estamos enfrentando esse momento com tranquilidade e confiança, pois vai passar”, aponta Raphael de Carvalho, CEO da MetLife para o Brasil e Colômbia.

A adesão ao #NãoDemita integra uma série de medidas implementadas pela MetLife desde o início da pandemia de COVID-19. Dentre as iniciativas, a empresa adotou o trabalho remoto, reforçou o uso de equipamentos de proteção individual para os poucos colaboradores que fazem rodízio no escritório, priorizou o atendimento à distância aos clientes – algo que já era comum há mais de dois anos, adaptou os procedimentos de trabalho, diminuindo a burocracia e digitalizando todos os processos de adesão e manutenção dos seguros, para o momento atual e o futuro pós-pandemia.

Outras ações que a MetLife vem praticando durante a pandemia e em prol da comunidade acontecem por meio da MetLife Foundation, que destinou recursos para levar itens de primeira necessidade à mais de 2.000 famílias em 20 comunidades de oito estados brasileiros. A ação é mote da campanha “Não espalhe o vírus, #EspalheSolidariedade”, da ONG Habitat Brasil, com o objetivo de fornecer itens de limpeza e higiene, cesta básica e água potável. A Fundação da MetLife também está em parceria com a Vila Sésamo, ampliando a visibilidade de recursos digitais para orientação das crianças e famílias das comunidades que já fazem parte do programa “Sonhar, Planejar e Alcançar”, com conteúdo repleto de boas práticas de cuidado e saúde, além de atividades e experiências seguras a serem realizadas em casa durante o período de quarentena.

Fullface é selecionada para o primeiro processo de aceleração da Plug and Play no Brasil

A FullFace, empresa especializada na tecnologia de biometria facial, é uma das startups selecionadas por um grupo de empresas patrocinadoras, para participar do primeiro round dos Programas de Fintech de Food & Agtech da Plug and Play, maior aceleradora de startups do Vale do Silício.

Ao todo, 21 startups com soluções voltadas para as categorias de alimentação e serviços financeiros foram escolhidas, dentre as 150 participantes, para desenvolverem projetos e gerarem networking com a rede de parceiros corporativos e investidores de capital da Plug and Play, que tem como principal objetivo intermediar o relacionamento entre as empresas participantes. Escolhida pela Elo, empresa 100% brasileira de tecnologia de pagamentos e uma das patrocinadoras do programa, a FullFace terá como missão desenvolver um projeto com soluções inovadoras que ofereçam oportunidades de negócios no setor de pagamentos.

De acordo com Danny Kabiljo, CEO da FullFace, essa é uma grande oportunidade para que a empresa seja ainda mais reconhecida pelo trabalho que desenvolve no ecossistema. “O reconhecimento facial está presente hoje em diversas áreas e uma delas é o setor financeiro. Por isso, ser selecionado para o processo de aceleração da Plug and Play só reforça como essa tecnologia tem sido importante, não só em relação a eficácia, precisão e agilidade na leitura biométrica, mas também no quesito segurança, já que nossa tecnologia cria um CPF digital e não armazena imagens. Estamos bastante otimistas”, afirma.

“Como primeira empresa founding partner da Plug and Play no Brasil, sabemos da excelência de seus programas de aceleração, e selecionamos a FullFace por acreditar que ela pode colaborar com o nosso projeto de desenvolver soluções tecnológicas para o futuro do setor de pagamentos”, comenta Felipe Maffei, Diretor de Produtos e Inovação da Elo.

88,4% dos brasileiros pretendem comprar menos por impulso

A pandemia do Covid-19 e o isolamento social necessário reinventaram o comportamento dos brasileiros em relação ao trabalho, ao consumo de produtos e serviços e à convivência dentro de casa com seus familiares. Segundo pesquisa, esses novos hábitos vieram para ficar.

Para entender este cenário do “novo normal” da rotina do brasileiro durante a quarentena, e os indicativos de comportamento após o isolamento social, a Hibou, empresa de pesquisa e monitoramento de mercado, em parceria com a Indico, plataforma de dados, levantou um estudo entre os dias 17 e 18 de abril, com mais de 3 mil brasileiros que mostra a grande mudança que o consumo está sentindo e irá sentir após pandemia.

Impactos financeiros 

A conta já aparece para a maioria dos brasileiros, em que 64,8% dos entrevistados já sentiram o impacto negativo do isolamento em seus ganhos financeiros. Já para 32,5%, os ganhos financeiros permaneceram os mesmos. E para uma minoria de 2,7%, os impactos desse novomomento foram muito positivos.

“Alguns setores souberem se adaptar mais rápido, como delivery de alimentos ou inclusão de novos produtos como máscaras descartáveis, e álcool gel, e com isso trouxeram uma nova renda ao negócio.” explica Ligia Mello, responsável pela pesquisa, e fundadora da Hibou.

Mais da metade dos brasileiros, 53,7%, têm evitado qualquer tipo de compras desnecessárias, enquanto 34,7% têm medido melhor a necessidade de uma compra. Uma minoria (5,6%) está apenas aguardando para retomar seus hábitos de compra, e para 6,2% ainda nada mudou.

“Enquanto é normal que a maioria da população tenha freado as aquisições dado não só o momento, mas as incertezas de como o mercado brasileiro lidará com a retomada, o interessante é que um terço dos consumidores está envolvido em criar novos critérios de compras e próprios de decisão, aprendendo, por exemplo, a lidar com a espera. Quanto mais longo for o isolamento social, mais a gratificação imediata deverá ser considerada por profissionais de consumer experience e jornada de compra que façam uso de antecipação (hype), raridade e imediatismo.” explica Ligia.

Consumo consciente 

Após a quarentena 88,4% dos brasileiros pretendem comprar menos por impulso, pensando mais no que vai gastar. E isso vale também para marcas famosas e queridinhas dos consumidores, pois 72,2% afirmam que estão menos dispostos a pagarem mais caro por um produto só por ser de uma marca famosa que gostam.

“Existem marcas conhecidas, e marcas conhecidas pelo que elas entregam. Se durante a última década vimos o crescimento do ‘uma marca não é quem ela diz ser, é o que dizem dela’, hoje temos essa consolidação e ao mesmo tempo, como em qualquer outra crise, caem as margens para mark-up baseado apenas em construção de imagem” diz Marcelo Beccaro, responsável pela pesquisa, e fundador da Hibou.

Em contrapartida o consumo local ganha espaço na visão dos entrevistados e 61,5% deles estão mais dispostos do que antes a pagar um pouco mais caro por um produto que ajude a sua região ou cidade.

“A restrição de mobilidade trouxe um novo olhar das pessoas para os bairros onde residem, pois antes elas só circulavam por seus bairros pela manhã ou no retorno ao trabalho onde quase tudo já estava fechado. Agora elas passaram a conhecer o pequeno restaurante local, mercadinho da rua, ou entregador de água, e criou-se um laço que provavelmente será mantido após o confinamento” diz Marcelo.

Para 31,9% dos brasileiros, até o dia 15 de março, o shopping era o local preferido para as compras. Após o isolamento, ainda sem data definida, 40% dos brasileiros disseram que querem criar uma nova rotina que mistura um pouco de tudo, e 31,2% querem valorizar mais o comércio de seus bairros. Para 17,7% a compra pelo digital será sua definitiva primeira opção.

O brasileiro acredita que as marcas têm importante papel que vai além de seus produtos e serviços e esperam delas atitudes. 95,9% valorizará aquelas conscientes.

74,62% dos entrevistados notaram alguma grande marca tomando atitudes relevantes neste momento de pandemia. As mais citadas foram: Ambev, Itaú, Magalu, Boticário, Ypê, Americanas, Seara, Natura e Bradesco.

“As marcas precisam ter atitude conscientes, olhando todas as suas redes de operação, apoio e consumo trazendo o melhor para a sociedade em que atuam.” Explica Ligia Mello.”É importante que o C-level e agências entendam que os últimos anos da comunicação foram voltados a criar jornadas de consumo relevantes junto ao consumidor, e poucas coisas criam laços tão fortes como uma experiência compartilhada. Desta vez, quem vende e quem compra não estão em lados diferentes da equação, mas do mesmo lado de uma luta quase invisível. Isso muda, mesmo que por uma janela de tempo limitada, o que significa ser uma marca ou empresa relevante, e abre porta para uma memória afetiva muito mais duradoura.” conclui Beccaro.

Novas prioridades 

Como o brasileiro pretende mudar seus gastos após o término do isolamento social?

Quase metade dos brasileiros (45,3%) diz pretender gastar menos com o carro depois do fim do isolamento. Já os gastos com viagem devem crescer para 29,1% dos entrevistados. Dos 15 segmentos analisados, o mercado Pet se mostra o menos afetado por cortes no futuro: apenas 10,7% pretendem reduzir seus gastos com bichinhos em relação a antes da pandemia.

Onde gastar mais? O confinamento mudou a importância das coisas na vida das pessoas. Manter a casa um espaço confortável e fazer viagens são os focos do investimento do brasileiro após a quarentena. As viagens ficaram em primeiro lugar com 29,1% dos brasileiros dizendo que vão aumentar seus gastos, 39,1% que vão manter os gastos. Já reformas ganharão aumento para 12,3% dos brasileiros, enquanto 48,5% pretendem manter o ritmo.

“Reforma residencial é um segmento que chamou atenção. O brasileiro está mais tempo em casa, prestando mais atenção nos pequenos detalhes que precisam de reparo ou merecem um upgrade. Com o ‘faça você mesmo’ em alta estimulado pelo conteúdo digital, a busca por materiais e pequenos serviços especializados deve crescer num segundo momento. Mas, essa nova relação com os espaços da casa tem outra implicação: os próximos imóveis serão vistos com um novo olhar, onde o que existe da porta pra dentro ganha relevância inédita frente ao clássico location-location-location” explica Ligia, responsável pela pesquisa.

Saudade dos shows 

55% dos entrevistados descobriu na live uma forma de se divertir e 57,6% deles pretendem continuar acompanhando se forem continuadas pelos artistas, neste momento, porém desconsiderando a parcela que já não frequentava shows e eventos, 24,9% estão dispostos a desembolsar o valor de um ticket apenas durante o isolamento, e 19,9% não pagariam para ver um show de casa. Estar no local é parte da experiência, apenas 1,3% pagaria o valor integral de um show para assistí-lo no conforto do lar.

“Os demais se dividem em relação ao custo. Desconto para ver de casa seria bem vindo, bem como pode assistir algo ao vivo sem ter que se deslocar de cidade, mas o DNA do show inclui fila, pessoas, deslocamento, toda uma experiência de grupo que vai além do palco em si. Existe um bom motivo para toda a produção feita, seja dos mega concertos às peças mais simples, e isso fica claro na opinião de um público que está esperando para poder cantar junto.” diz Ligia.

Advantech Brasil adere ao Manifesto Não Demita

A Advantech, mutinacional taiwanesa líder global em IoT, presente no Brasil há 20 anos, acaba de aderir ao manifesto Não Demita, uma iniciativa de diversas empresas que desejam manter os seus quadros de funcionários neste período crítico de pandemia, ajudando a evitar ou minimizando um possível colapso econômico e social. No Manifesto Não Demita, as empresas signatárias também se comprometem a seguir todas orientações da OMS e do Ministério da Saúde dentro de suas fábricas, com o intuito de proporcionar um ambiente de trabalho em que as pessoas possam respeitar a distância física.

Com foco na saúde dos colaboradores, a Advantech implementou uma série de medidas para evitar o surto no ambiente de trabalho. Os colaboradores do escritório da Advantech, em São Paulo, permanecem atendendo os clientes em modelo de trabalho home-office desde o dia 16 de março. Em linha com o seu compromisso com a transparência, o status de suspeita de infecção por Covid-19 entre funcionários da Advantech no mundo todo tem sido publicado diariamente no site oficial da empresa.

Além disso, o centro de reparo e logística da Advantech, em Itajubá-MG, mantém sua produção normal, porémcom a observância de medidas e cuidados orientados pelos órgãos de saúde – utilização de máscaras, distância mínima de dois metros, álcool em geral em diversos pontos da empresa e higienização constante dos produtos manuseados.

Retorno seguro e política de home-office 

A Advantech ainda não possui data definida para retorno ao escritório, o que dependerá das determinações das autoridades municipais, mas já estabeleceu um plano para a volta de forma segura, com escalonamento de funcionários, número máximo de pessoas no estabelecimento e medição de temperatura na entrada da empresa. A Advantech também vai distribuir máscaras e álcool em gel para os colaboradores.

“Queremos que esse processo se dê da forma mais tranquila e calma possível, com um passo de cada vez. Nosso objetivo é garantir que o retorno seja seguro para todos os colaboradores”, explica Mario Franco, country manager da empresa.

Enquanto o retorno ao escritório não ocorre, os colaboradores da Advantech permanecem em atendimento constante aos clientes por e-mail, telefone e WhatsApp. “Entendemos que as empresas que melhor se adaptarem terão as melhores chances nesse novo mercado que se desenha”, destacou Mario Franco. Para o country manager, a boa experiência com trabalho remoto durante a quarentena abriu espaço para uma nova política de home-office na empresa, que já começa a ser criada.

Mães em quarentena: 79% afirmam sentirem sintomas de ansiedade durante isolamento social

Devido às medidas de isolamento adotadas em todo país, diversas famílias tiveram que readequar suas rotinas dentro de casa. Para as mães, muitas das vezes, essa mudança consiste em desafios, tais como conciliar vida profissional, maternidade e afazeres domésticos, sem se esquecer da saúde mental. Segundo pesquisa conduzida pela Catho com cerca de 7 mil respondentes, 60% das mulheres afirmam sentirem os impactos do isolamento social na sua saúde emocional, com destaque para a ansiedade, apontada por 79%.

Para Tábitha Laurino, gerente sênior da Catho, conciliar funções de mãe e profissional sempre foi o desafio de muitas mulheres. Hoje, com o atual cenário atípico – filhos estudando em casa juntamente com o trabalho remoto das mães, por exemplo – administrar essas atribuições acaba refletindo na saúde mental feminina, já que antes era possível programar e dividir o dia, o que não acontece atualmente.

De acordo o levantamento, dentre as maiores dificuldades do trabalho remoto das mães em quarentena estão: conciliar isolamento social e saúde mental (42,5%), conciliar trabalho, tarefas domésticas e filhos (40,5%), falta de espaço adequado para trabalhar (23%) e falta de concentração para as atividades profissionais (23%).

“Equilibrar atividades como limpeza de casa, alimentação, trabalho remoto, tempo com a família e, às vezes, ensino à distância dos filhos, já que muitas escolas adotaram o método de aulas on-line, é uma tarefa e tanto para as mães de quarentena. Definir algumas estratégias de convivência auxiliam nesse processo, tais como propor divisão das tarefas com as pessoas da casa, promover uma lista de entretenimento para os filhos e até separar alguns momentos de atividade em família”, explica a profissional.

A pesquisa também mostra outros fatores causados pela quarentena: stress (49,5%), cansaço mental (48%), desmotivação (44,5%), perda de sono (44,5%), tristeza (43%), solidão (17,5%) e depressão (14%).

Mesmo com a carga maior direcionada para as mulheres em home office, cerca de 58% delas têm conseguido ter mais tempo para realizar outras atividades além do trabalho, entre os homens esse número é de 71%.

“Uma rápida leitura dos dados mostra as dificuldades das mulheres, mas também que é possível se organizar e delegar funções para ter mais autonomia. Para as mães que ainda não conseguiram achar a fórmula certa, já que cada uma tem seu ritmo, o ideal é não se cobrar demais, afinal, é um momento de grande desafio e todos estão se organizando para achar o melhor formato para as suas rotinas. O importante é procurar satisfação nas pequenas coisas do dia a dia, incluindo a própria família”, aconselha Laurino.

Maternidade e mercado de trabalho 

Ainda de acordo com o levantamento, 36,5% das mulheres já deixaram o mercado de trabalho para cuidar dos filhos. Entre os homens esse número é quatro vezes menor, atingindo 9%. O estudo ainda revela que o período de pausa é maior entre as mulheres: cerca de 27% param suas atividades profissionais por um ano, entre os homens esse período de paralisação é de cerca de 18% dos casos.

Ainda que com poucos avanços, foi observado um participação maior dos pais no período de nascimento dos bebês. O levantamento identificou que 67% dos pais aderem ao sistema de licença-paternidade, voltando quase que imediatamente – de acordo com 97% dos respondentes – para o mercado de trabalho após esse período.

Entidades do varejo criam plataforma inédita de geração de empregos

Em um movimento pioneiro no país, 29 entidades ligadas ao varejo uniram-se para desenvolver uma plataforma online de geração de empregos no setor. Com a iniciativa, intitulada Vagas no Varejo, o segmento espera minimizar os impactos provocados pelo novo coronavírus, ao garantir a recolocação de profissionais no mercado de trabalho e preservar a atividade empresarial.

O lançamento oficial ocorreu em uma data emblemática: 1º de maio, Dia do Trabalho. Segundo indicadores doIbre/FGV, a crise pode deixar até 12,6 milhões de pessoas desempregadas e contrair em cerca de 15% a renda dos trabalhadores. O projeto foi idealizado pela Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), Associação Brasileira de Prevenção de Perdas (Abrappe) e Associação Brasileira de Supermercados (Abras). A ação recebeu ainda o apoio voluntário da Tegra Sistemas, responsável pela concepção da plataforma; e da Advance, que elaborou o projeto de marketing e comunicação visual.

O aplicativo Vagas no Varejo está disponível em todas as plataformas móveis, exigindo inicialmente a conexão com a rede social ou e-mail. A ideia é estabelecer uma conexão simples e autodidática, sem as dificuldades impostas por canais tradicionais de empregos. Ao ter a conta criada, o profissional precisa somente destacar sua área de atuação, experiências anteriores e disponibilidade de horários, podendo também inserir seu currículo. As entrevistas e avaliações serão realizadas online.

As empresas interessadas em recrutar profissionais também terão uma área exclusiva no portalhttp://www.vagasnovarejo.com.br, no qual poderão cadastrar suas oportunidades. Elas serão responsáveis por excluir as vagas que forem preenchidas e assinarão um termo no qual se comprometem a não utilizar as informações dos candidatos para qualquer outra finalidade, como venda de produtos ou serviços.

Da ideia às adesões 

As primeiras reuniões para discutir o movimento tiveram início no fim de março e, em apenas 15 dias, ganharam a adesão de mais 17 entidades (veja a relação abaixo). “A redução do ritmo da economia e o desemprego são consequências inevitáveis da crise, e a retomada tende a ser muito lenta em alguns setores. Com essa estratégia, empresários e dirigentes da iniciativa privada somam esforços e competências para reverter mais rapidamente esse quadro e manter o nível de emprego e renda para muitas famílias”, ressalta Sergio Mena Barreto, CEO da Abrafarma.

“Vamos usar toda nossa liderança e o poder de comunicação que temos como entidade para diminuir o desemprego e ajudar a minimizar o impacto dessa pandemia na sociedade”, afirma João Carlos de Oliveira, presidente da Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil, acrescentando que, atualmente, a entidade conta com 58 mil empresas associadas espalhadas por todo o País.

“O Brasil está passando por um momento sem precedentes, que tem trazido muitos desafios para os empresários e trabalhadores. O Vagas no Varejo é um importante projeto que resulta da soma de forças do empresariado brasileiro na geração de oportunidades para a população. Juntos, queremos ajudar o país a passar por essa pandemia com menos danos econômicos possíveis”, comenta João Sanzovo Neto, presidente da Abras.

Vagas no Varejo – apoio e realização 

• Acelera Varejo

• Associação Brasileira das Agências de Propaganda (Abap)

• Associação Brasileira do Atacado Farmacêutico (Abafarma)

• Associação Brasileira das Perfumarias Seletivas (ABPS)

• Associação Brasileira das Redes Associativistas de Farmácias e Drogarias (Abrafad)

• Associação Brasileira de Automação (GS1 Brasil)

• Associação Brasileira de Distribuição e Logística de Produtos Farmacêuticos (Abradilan)

• Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert)

• Associação Brasileira de Franchising (ABF)

• Associação Brasileira de Franqueados (ASBRAF)

• Associação Brasileira de Logística (Abralog)

• Associação Brasileira de Marcas Próprias (ABMAPRO)

• Associação Brasileira de Prevenção de Perdas (Abrappe)

• Associação Brasileira de Profissionais de Segurança (ABSEG)

• Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma)

• Associação Brasileira de Supermercados (Abras)

• Associação Brasileira do Varejo Têxtil (ABVTEX)

• Associação Brasileira dos Lojistas Satélites (ABLOS)

• Associação do Comércio Farmacêutico do Estado do Rio de Janeiro (Ascoferj)

• Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco)

• Associação Nacional de Jornais (ANJ)

• Federação Brasileira das Redes Associativistas e Independentes de Farmácias (Febrafar)

• Mulheres do Varejo

• Rede Nacional de Distribuidores de Medicamentos (Redifar)

• Sindicato do Comércio Atacadista, Importador, Exportador e Distribuidor de Material de Construção e de Material Elétrico no Estado de São Paulo (Sincomaco)

• Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do Estado de São Paulo (Sincofarma)

• Sindicato dos Empregados no Comércio de São Paulo (Sincomavi)

• Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC)

• União de Farmácias Brasileiras (Unifabra)

O PODER DO VAREJO BRASILEIRO EM NÚMEROS 

• O setor representa 19,24% do PIB do país

• Movimentou cerca de R﹩ 1,40 trilhão (crescimento real de 1,8% em 2019)

• Gerou 644 mil empregos em 2019. Nos últimos cinco anos, a geração de emprego formal no Brasil é de -1,170, considerando a crise de 2015 e 2016

• 1,3 milhão de empresas no comércio em 2019

• 1,5 milhão de lojas e pontos de venda

• 930 mil lojas virtuais

Revolução 4.0: O trabalho deixou de ser o lugar para onde vamos

Por Daniel Schwebel, Country Manager da Workana no Brasil

A transformação do mercado de trabalho se intensifica e se molda a cada revolução industrial. Basta observar que, entre a Primeira e a Segunda – na metade do século XVIII -, os campos e a atividade agrícola deram lugar às fábricas tornando-as os principais espaços produtivos do capital humano. Mais adiante, a Terceira Revolução Industrial – pós II Guerra, apresentou ao mundo as grandes multinacionais que conhecemos atualmente e os seres humanos passaram por profundas transformações tecnológicas desde então.

Atualmente, a revolução é outra, as relações físicas no âmbito do mercado de trabalho são intangíveis perto do conhecimento agregado do profissional. A partir do momento em que máquinas substituem homens, inteligência artificial e big data são protagonistas, a variável “distância” deixou de ter valor e é neste timing que vivemos: a Revolução 4.0 no mercado de trabalho. As habilidades humanas não deixarão de existir, muito pelo contrário, as “Soft Skills” serão ainda mais evidenciadas e valorizadas. Competências socioemocionais, criatividade, autogestão e perfil empreendedor são características do profissional capaz de compreender o que o mercado de trabalho espera no futuro.

A construção da carreira e conceito de ter um emprego deixou de ser o local para onde vamos. Explico: acordar todos os dias, passar 2 horas no trânsito para se deslocar até o escritório, inserir a impressão digital com tolerância máxima de 5 minutos e trabalhar 8 horas consecutivas com 1 hora de almoço deixou de fazer sentido para muitas pessoas, mesmo que essa descrição de rotina seja o verdadeiro significado de “ir ao trabalho” para muitos.

O senso comum é que todas as empresas devem reter os melhores talentos para si. Mas fixam o entrave e limitante de que o funcionário deve morar até 15 km do seu escritório. Já em empresas híbridas – que entendem o trabalho remoto como uma porta aberta a uma infinidade de profissionais excelentes em qualquer lugar do mundo – possuem essa fronteira regional de mil ou dez mil quilômetros, porque não importa onde você está, mas sim o que você agrega e produz. Por esse motivo, daqui em diante, as empresas que não entenderem isso estarão competindo a nível internacional por talentos locais.

Um efeito contingencial imediato da pandemia de coronavírus foi o grande aumento no número de brasileiros trabalhando em suas casas. Quantos deles conseguirão descontinuar esse hábito quando a crise da COVID-19 não existir mais? Ainda que ninguém tenha essa resposta, pesquisas apontam que profissionais que podem trabalhar onde quiserem tendem a produzir mais, e a produtividade é apenas uma das vantagens que o trabalho remoto proporciona.

O fato é que, antes mesmo da pandemia global surgir, o trabalho remoto já era uma tendência pela flexibilidade e liberdade que proporcionam, muito associadas ao lifestyle e propósitos de futuro dos millennials, principalmente. O coronavírus foi um catalisador desse movimento por impulsionar obrigatoriamente as empresas a fazerem algo que elas já estavam ensaiando há muito tempo, mas não concretizavam porque muitos gestores ainda não desconstruíram a ideia de que é possível liderar uma equipe à distância com ferramentas e comunicação assertivas. Ou melhor, algumas startups brasileiras já permitiam “home office” uma vez na semana como um benefício e, claro, chamava atenção de muitos. Mas a pandemia está forçando investimentos por parte das empresas em setores onde o teletrabalho é possível, com mais pessoas aprendendo a usar a tecnologia remota. Como desdobramento, é possível sentir uma mudança mais permanente em direção ao trabalho remoto porque as pessoas estão mudando seus hábitos. Muitos experimentaram o que nunca tinham tido a oportunidade e, portanto, podem passar a gostar mais.

Decidir em qual empresa trabalhar não é resultado somente do avanço tecnológico ou do capricho dos millennials, e sim uma esfera que vem responder perguntas mais profundas sobre nós mesmos: Você já parou pra pensar o que seu trabalho significa para você? O trabalho precisa ter um alto grau de liberdade. Porque se não tivermos liberdade e autonomia, como seremos o melhor de nós mesmos? Ainda que seja impossível prever numericamente quantas empresas e pessoas vão aderir ao trabalho remoto futuramente, entendemos que as relações de trabalho foram altamente impactadas com a pandemia e que o resultado disso será o avanço do teletrabalho nas esferas globais, que aproximará grandes talentos e corporações.

Comportamento social no período pós pandemia: ABES discute como será o “novo normal”

As implicações sociais e econômicas do Covid-19 serão marcantes e definirão um novo comportamento social. As formas de trabalho, de como nos relacionamos, as tendências de consumo e entretenimento serão adaptadas à uma nova realidade. Hoje fala-se sobre um “novo normal”. Mas o que seria isso? Como as empresas vão se organizar para receber seus funcionários após pandemia? E as pessoas, como vão se comportar depois dessa experiência de distanciamento social? Para refletir sobre essas possíveis respostas, a Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES) convida executivos e pesquisadores a apresentar seus estudos em webinar online e gratuito no dia 6 de maio, às 14h30. O evento é aberto para todos que tenham interesse sobre o tema e contará com a intermediação da jornalista e diretora das revistas Época Negócios e Pequenas Empresas & Grandes Negócios, Sandra Boccia. As inscrições estão disponíveis no http://www.sympla.com.br/ABESSOFTWARE.

Segundo Francisco Antonio Soeltl, conselheiro da ABES e fundador do Grupo MicroPower Global, essa transição abrupta das relações sociais e das operações empresariais forçam investimentos em inovações tecnológicas que permitem não só o trabalho remoto, reuniões virtuais e acessos aos canais institucionais de forma rápida e fácil pelo funcionário em home office; mas também para o encontro com amigos, compras, entretenimento e consultas médicas. “Imaginávamos viver em um mundo no qual poderíamos prever, planejar, e, em poucas semanas, percebemos que o mundo mudou radicalmente e de forma inesperada. A tecnologia desempenha um papel fundamental para a democratização do conhecimento; a agilidade, a redução de custos e a eficiência dos negócios; e a criação de novas oportunidades para todos, principalmente para aqueles mais atingidos pela pandemia da Covid-19”, explica.

A rápida expansão do vírus fez com que as instituições e pessoas de todo o mundo revissem os planos, metas e formas de relacionamentos para que fossem evitadas as aglomerações em espaços públicos e privados. Agora se discute como retornar ao trabalho, às lojas, aos encontros sociais e o que precisará ser mudado com a transformação da sociedade. Com esse tema em vista, a ABES convidou para o debate o professor, investidor econselheiro de startups e ONGs Arthur Bezerra para falar sobre Emoções Líquidas; Omar Ribeiro Thomaz, especialista em situações de conflito da Unicamp, que abordará a reinvenção do normal; a executiva em gestão de pessoas Elizabeth Leonetti que trará para o debate a retomada de um novo ser humano; Rodolfo Araújo – vice-presidente para América Latina na United Minds, consultoria de transformação cultural, para apresentar a transformação constante do novo normal; e o fundador e Chairman & CEO do Grupo MicroPower Global,Francisco Antonio Soeltl, que abordará as novas práticas de home office.

Novos Tempos: O novo normal 

Data: 06 de maio, 14h30

Mediação: Sandra Boccia, diretora de redação da Época Negócios

Convidados:

• Arthur Bezerra – Investidor e conselheiro de startups e ONGs, em curadoria sob a tese de saúde, educação e impacto social. Palestrante e professor na FDC, FGV e IPOG de inovação e felicidade;

• Elizabeth Leonetti – Executiva em gestão de pessoas com forte atuação na reestruturação organizacional, de governança e na liderança de processos de transformação cultural em diferentes segmentos;

• Francisco Antonio Soeltl – Fundador e Chairman & CEO do Grupo MicroPower Global formando: MicroPowerTechnologies, MicroPower Venture, Instituto MicroPower para Transformação Digital, e Instituto MicroPower de Responsabilidade Social.

• Omar Ribeiro Thomaz – Professor do Departamento de Antropologia da Unicamp, e é diretor do Centro de Estudos Internacionais de Migração da mesma universidade. Ele se concentra em situações de conflito e pós-conflito em contextos africanos e caribenhos;

• Rodolfo Araújo – Vice-presidente para América Latina na United Minds, consultoria de transformação cultural. Mestre em Comunicação e Jornalista pela PUC/SP, é também especialista em Gestão do Conhecimento pela FGV/SP e Estratégia pelo Insead.

Brazil at Silicon Valley migra para o mundo virtual e anuncia a BSV Digital

Começa na próxima semana a edição 2020 da Brazil at Silicon Valley, conferência idealizada por estudantes brasileiros das universidades de Stanford e Berkeley, na Califórnia. Com as mudanças causadas pelo novo coronavírus, a organização do movimento optou por realizar a conferência 100% online e anuncia a BSV Digital.

A ideia é continuar gerando impacto por meio de painéis virtuais com speakers que são referência em tecnologia e inovação, discutindo tendências e como aplicá-las para transformar o cenário brasileiro. “A Brazil at Silicon Valley é mais que uma conferência, é um movimento, uma rede ativa. Queremos ir além das discussões, queremos criar soluções práticas para o desenvolvimento tecnológico do país”, explica Rodrigo Castellari Affonso, co-presidente da conferência.

Serão cinco painéis, realizados todas as quartas-feiras do mês de maio. A audiência convidada para a edição presencial, que seria realizada nos dias 30 e 31 de março, em Mountain View, na Califórnia, poderá participardas videoconferências e interagir com os speakers e moderadores. A BSV Digital será transmitida também pelo canal oficial do movimento, e será aberta a todos.

O primeiro painel será realizado já na próxima quarta-feira, 6 de maio, às 18h30, com grandes nomes. Durante os primeiros 30 minutos, a audiência poderá acompanhar a apresentação da consultoria McKinsey, que em parceria com a Brazil at Silicon Valley entrevistou líderes do ecossistema de inovação brasileiro para trazerinformações nos campos da economia, inovação, digitalização e empreendedorismo.

Em seguida, a BSV Digital apresenta “Unicórnios Brasileiros: Caminhando para uma nova economia”. Participam da discussão Cesar Carvalho, fundador do Gympass; David Vélez, CEO e fundador do Nubank; Fabrício Bloisi, CEO do iFood e, Vitor Lazarte, CEO e cofundador da Wildlife. O moderador será André Street, cofundador e presidente da Stone.

O segundo painel, que será no dia 13 de maio, vai abordar educação online e filantropia. Os convidados serão Sal Khan, da Khan Academy – uma das ONGs de maior sucesso mundial em conteúdo de qualidade digitalsem custos, e Jorge Paulo Lemann, empreendedor, investidor, filantropo e membro do conselho fundador das Fundações Estudar e Lemann, organizações sem fins lucrativos.

A programação completa da BSV Digital será anunciada em breve, no site da conferência:www.brazilatsiliconvalley.com

Conheça as principais mudanças decorrentes do fim do voto de qualidade no Conselho Administrativo de Recurso Fiscais – CARF

No último dia 14 de abril foi publicada no Diário Oficial da União a Lei nº 13.988/2020 que dispõe sobre algumas regras da transação tributária e extingue o voto de qualidade no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF). A fim de explicar os principais impactos desta nova medida, o advogado Marcelo Molina, do escritório Molina Advogados expõe sua análise, sobre o assunto. “A decisão favorece os contribuintes, mas ainda é bastante polêmica”, enfatiza.

Entenda o que é o voto de qualidade

De início, Molina diz que o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF é o órgão responsável pelo julgamento, em segunda instância, de processos administrativos tributários federais, por meio dos quais são exigidos dos contribuintes os tributos ou contribuições administradas pela Secretaria da Receita Federal do Brasil.

“Metade dos conselheiros das turmas julgadoras do Colegiado são auditores fiscais indicados pela Receita Federal do Brasil e representantes da Fazenda Nacional e a outra metade representa os contribuintes, sendo composta por integrantes indicados pelas centrais sindicais e pelas confederações representativas de categorias econômicas”, explica Molina. “Não obstante, a aparente paridade do CARF, a legislação federal e o regimento interno do Tribunal Administrativo determinam que todas as turmas julgadoras sejam presididas por representantes do fisco”, complementa.

“Assim, de acordo com a antiga regra, em caso de empate na votação dos conselheiros, o voto de desempate era proferido pelo presidente da turma julgadora, isto e, um conselheiro indicado pela Receita Federal, o que acabava por deixa-lo suspeito em seus votos, pois na grande maioria das vezes os contribuintes saiam derrotados e com o sentimento de injustiça pelo voto de desempate ser de um julgador do fisco, o qual votará a favor do fisco”, conclui o advogado.

O voto de qualidade e suas consequências

A manutenção das autuações em grande parte dos julgamentos submetidos ao “voto de minerva” faz com que o órgão administrativo perdesse a sua credibilidade, sobretudo em razão da falta de imparcialidade na análise dos recursos.

“Além disso, quando do empate do julgamento, o presidente da turma tem a possibilidade de votar duas vezes, o que coloca em dúvida a paridade do tribunal administrativo. Nesse sentido, é importante pontuar que não se pode falar em paridade, quando não há igualdade no número de votos entre representantes da Fazenda e dos contribuintes”, observa Molina.

“Ademais, a sistemática anteriormente adotada pelo CARF afronta o próprio Código Tributário Nacional que, em seu artigo 112, prevê uma interpretação da legislação tributária mais favorável ao contribuinte em caso de dúvida”, revela o advogado.

Por fim, Molinasalienta outra consequência do voto de desempate do presidente da turma: “O aumento de demandas judiciais. Na hipótese de obtenção de uma decisão definitiva desfavorável decorrente do desempate no âmbito administrativo, certamente o contribuinte se socorrerá ao Poder Judiciário para tentar revertê-la, postergando a discussão”, afirma.

Quais os pontos negativos do voto de qualidade?

O fisco e o próprio CARF discordam da alteração promovida pela lei federal recentemente sancionada e Molina explica uma das principais críticas à extinção do voto de qualidade. “A possibilidade de queda na arrecadação. Isso porque os votos de desempate do presidente da turma tinham como consequência um número maior de decisões que favoreciam o fisco. Assim, o fim da discussão na esfera administrativa com a manutenção das autuações e, consequentemente, a penalização dos contribuintes em razão da inscrição dos débitos federais na dívida ativa, fazia com que a União Federal tivesse uma maior arrecadação”, analisa o advogado.

No entanto, Molina ainda aponta que alguns conselheiros do colegiado acreditam em uma nova possibilidade “Segundo estes, o fim do instituto pode abrir margem para que a matéria seja discutida pela Procuradoria da Fazenda Nacional na esfera judicial”, revela.

“Além disso, entendem que o voto de desempate é um sistema coerente, pois representa o pronunciamento final do Estado sobre a legalidade de seu próprio ato administrativo, o qual goza de presunção de certeza e legitimidade”, complementa o advogado.

Por fim, Molina manifesta seu balanço geral perante a mudança. “A extinção dessa sistemática representa uma grande conquista dos contribuintes que têm seus processos julgados pelo CARF, sobretudo porque coloca fim em um sistema que acabava privilegiando a parte mais fraca do processo e colocava em xeque a imparcialidade e o julgamento justo que deve prevalecer nas demandas administrativas e judiciais”, conclui.

“A partir de agora, com a alteração trazida pela Lei nº 13.988/2020, havendo empate no julgamento de determinado processo, a decisão deve favorecer o contribuinte, assim como já era previsto no Código Tributário Nacional”, finaliza Molina.