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HSM University lança HSM University Code School

A HSM University, plataforma de cursos livres e pós-graduação 100% online, que integra a Ânima Educação, acaba de lançar uma nova escola, a HSM University Code School, que tem como objetivo formar profissionais para o mercado de tecnologia.

A iniciativa conta com a parceria de Silvio Meira, um dos principais nomes de tecnologia do País e Luciano Meira, Ph.D. em educação matemática, mestre em psicologia cognitiva e bacharel em pedagogia.

A HSM University Code School conta com uma metodologia diferenciada e exclusiva, baseada no conceito D³NA, criada por Luciano, que une diversão, diálogo e desafio a uma narrativa que leva o aluno a uma aventura de aprendizagem, e utiliza a plataforma APTA, que por meio do design instrucional única apresenta os conteúdos de maneira gamificada e dinâmica para os estudantes, tornando a jornada mais leve e atrativa. Além disso, durante o curso os alunos terão acesso a tutoria entre pares, uma ferramenta colaborativa que permite que os estudantes se ajudem entre si.

“O setor de tecnologia tem sido um dos mais crescentes nos últimos anos, e, com isso demandado, cada vez mais, por profissionais capacitados. Entendemos esse gap do mercado e queremos oferecer aos nossos alunos aulas diferenciadas e conteúdo exclusivo”, explica Fábio Figueiredo, Diretor da HSM University.

Os estudantes terão acesso a diferentes temas voltados para programação como, por exemplo, Lógica de Programação e OO, HTML+CSS/Sass, JavaScript, Angular, WebServices Client, Noções de UX Design, Data Analysis, Machine Learning e outros.

Os cursos encontram-se em pré-venda e começam em maio com três opções, sendo eles: Dev Full Stack, Dev Back-end, nos quais os alunos aprenderão a desenvolver arquiteturas de servidor, que interagem com aplicações web e aplicações cliente-servidor e o Dev Front-end, focando no desenvolvimento de interfaces web, ricas em visual e interação com o usuário para aplicações cliente-servidor.

Renato Goulart é o novo Diretor de Parcerias da VTEX

Renato Goulart é o novo Diretor de Parcerias da VTEX no Brasil. O executivo chega para liderar a estruturação e crescimento da área e tem como principal responsabilidade o sucesso dos clientes, fomentando a adoção de serviços, tecnologia e inovação do ecossistema da plataforma.
Formado em Business Administration com um Master pela Universidade do Sul da Califórnia (USC), e bacharel em Publicidade e Propagando pela FAAP, Goulart já integrou o time de renomadas empresas internacionais. Foi Head de Parcerias em Marketing do Facebook e Instagram na América Latina e Gerente de Parcerias para Microsoft na cidade de Seattle, nos Estados Unidos.

Renato Goulart também já esteve à frente de startups ao longo de sua carreira de liderança na área de Digital, desde 1993. Ministrou palestras na Universidade de Stanford, no Vale do Silício, e em vários países como Argentina, Colômbia e México. Goulart chega em um momento de grande expansão e transformação da VTEX, que nos últimos anos tem apresentado uma média de crescimento de mais de 45%, com uma atuação internacional cada vez maior, principalmente nos Estados Unidos.

“O fato de a empresa ser originalmente brasileira, gerida em sua grande maioria por brasileiros, foi um convite irrecusável para mim, que sempre acreditei e trabalhei para a divulgação do potencial e talento da região. Uma oportunidade única de aplicar o que aprendi nas gigantes americanas de tecnologia”, comemora Goulart.

MCM Brand Group oferece dicas para empresas manterem seu rendimento durante a pandemia

Com o rápido avanço da epidemia do novo Covid-19, o Brasil precisou se adaptar com uma rotina nunca vista antes. Empresas precisaram mudar o regime presencial para home office e colocar em prática novas técnicas para motivar seus colaboradores. Com um olhar humanitário exercido por seus líderes, a MCM Brand Group dá dicas de como as empresas podem manter a sua produtividade com a ajuda de colaboradores incentivados neste período.

Para Mônica Schimenes, CEO e fundadora da MCM Brand Group, a liderança humanitária sempre foi tema para desenvolvimento dentro das empresas, mas com a chegada do Covid-19, os fatores externos aceleraram esse processo. “Criar empatia, visualizar todo o cenário, desenvolver a intuição, pensamento crítico e criatividade passaram a ser obrigatórios na nossa rotina, por isso acredito que a forma como passamos a liderar depois da pandemia nunca mais será a mesma”, comenta. “O pensamento sistêmico coletivo ganhou seu devido lugar, exigindo dos líderes rápido aprimoramento, assim sendo, não sobreviverá o mais forte e sim aquele que melhor se adapta às constantes mudanças”, completa.

Os benefícios dessa estratégia de liderança trazem leveza nas entregas e uma forte tendência de diálogos mais abertos e honestos, pois uma liderança baseada em confiança quebra obstáculos hierárquicos mantendo o respeito. “Atualmente é de extrema importância que a empresa tenha mapeado os tipos de liderança existentes, pois a responsabilidade de desenvolver o olhar humanitário deve ser de todos na companhia e no âmbito pessoal. Esse tipo de líder consegue enxergar o colaborador como outro ser humano, além dos resultados que precisam ser entregues, ele é consciente em alinhar as expectativas do que a empresa pode oferecer e o que o colaborador tem de planos”, finaliza Schimenes.

Sendo assim, como motivar seu colaborador?

• A arte de fazer perguntas: Os líderes precisam estimular seus colaboradores a sempre fazerem perguntas para explorarem diversos pontos de vista. Todas as perguntas devem ser bem-vindas, fazendo assim as pessoas perderem o medo de se comunicar.

• Feedback é um presente: Reconhecer o que os colaboradores fazem de bom e dar opções para melhorias é uma tarefa delicada e que exige prática. Comece com pequenas conversas, um café para entender como a pessoa está, separe um ponto bacana que você gostaria de elogiar, algo que a pessoa precise melhorar e pergunte o que ela acha disso? Se faz sentido e como ela gostaria da sua ajuda para avançar naquele ponto.

• Tudo bem pedir ajuda: Muitos líderes tem receio ou medo de pedir ajuda para o time ou pessoas de cargos menores que os seus por exporem sua vulnerabilidade, mas muito pelo contrário, ao pedir ajuda além de demonstrar valor pela opinião daquela pessoa você demonstra que também está em constante aprendizado e todos tem valor no processo.

• Hands on! Em tempos de Covid-19 todo mundo põe a mão na massa e o papel do líder em dar o exemplo é fundamental. Ajudar todos a remar mais forte com um rumo bem claro faz toda a diferença. Líderes de atitude tocam as emoções de seu time quando demonstram que estão juntos e mais ainda quando compartilham o conhecimento que possuem, afinal é por uma série de fatores que ele ou ela se tornou líder.

• Desenvolva novos líderes: Em tempos de crise, a gestão fica delicada porque as decisões ficam mais difíceis e tudo parece ganhar um peso maior. Um líder com visão humanitária é seguro para delegar desafios aos liderados confiando que eles poderão cumprir. Escolha pessoas chave que se destacam no seu dia a dia, alinhe se a liderança faz parte dos desejos desse colaborador e o desafie a ser melhor todos os dias.

Para mais detalhes, basta acessar: http://www.mcmbrandexperience.com/.

Assinatura digital é aliada dos advogados durante pandemia

A pandemia do novo Coronavírus está afetando não somente a saúde pública, mas, também, a manutenção dos negócios. Por conta da quarentena, que impôs o fechamento de estabelecimentos de comércio e serviços que não fossem de necessidade básica, muitas empresas tiveram que adaptar suas operações para o regime home office.

Inseridos neste contexto estão os advogados, sejam eles autônomos ou integrantes de um escritório. Em São Paulo, por exemplo, o governo do Estado havia aprovado uma medida que permitia que os escritórios funcionassem normalmente, recebendo clientes, mas foi revogada por questões de segurança. Fato é que as pessoas ainda dependem destes profissionais para abrir e acompanhar processos, para a elaboração de contratos, prestação de assessoria jurídica e outros serviços – até porque os fóruns continuam operando, mesmo que de forma restrita.

A resposta é a tecnologia

Para esses profissionais, que lidam diretamente com questões jurídicas e de grande impacto na vida de pessoas e empresas, a tecnologia é uma grande aliada para que a rotina em casa seja tão produtiva quanto a do escritório. Um exemplo disso é o Certificado Digital, já conhecido dos advogados. Além de permitir o peticionamento eletrônico, ele pode ser utilizado para assinar digitalmente documentos de qualquer espécie com validade jurídica assegurada pela legislação brasileira.

“Assinar documentos pela internet é um grande benefício do Certificado Digital que se torna ainda mais relevante em tempos de pandemia. Além de o processo ser rápido e não demandar gastos com papel, impressora e transporte, evita o contato físico, eliminando, assim, a necessidade de sair do isolamento social”, explica Leonardo Gonçalves, diretor de Relações Institucionais da Certisign, a maior Autoridade Certificadora do Brasil.

Como assinar documentos com o Certificado Digital

Os advogados que são regularmente inscritos na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e que, portanto, tem um Certificado Digital OAB podem assinar qualquer tipo de documento no Portal de Assinaturas OAB. Para isso, basta acessar a plataforma, subir o documento e assinar com alguns cliques por meio do Certificado.

Devido à pandemia, a Certisign e a OAB estão disponibilizando 200 documentos para serem assinados gratuitamente no Portal. “Esta é uma forma de, minimamente, apoiar nossos profissionais neste período de quarentena. Sabemos da importância do advogado na manutenção dos negócios no país, seu impacto no dia a dia de incontáveis pessoas, bem como a extrema necessidade de adotarmos o trabalho à distância”, diz o executivo.

Certificado Digital precisa estar válido

Segundo Gonçalves, para realizar a assinatura de documentos, o Certificado Digital OAB precisa estar válido. “A renovação pode ser feita on-line, sem sair de casa, no site da Autoridade Certificadora da Ordem dos Advogados do Brasil (AC OAB), desde que o Certificado esteja elegível a isso”.

Uber cria fundos de R$ 32 milhões para investimento social mirando parceiros e comunidade

A Uber criou um fundo de R$ 25 milhões que está sendo usado para apoiar os mais de 1 milhão de brasileiros que usam o app como motoristas e entregadores para gerar renda. Um segundo pacote de investimentos, de R$ 7 milhões, está sendo dedicado a apoiar a comunidade em geral, com o custeio de viagens de Uber a doadores de sangue, viagens para profissionais de saúde e com o apoio a restaurantes cadastrados no Uber Eats.

Na semana passada, a Uber anunciou os números do investimento global – o apoio a parceiros monta a US﹩ 19 milhões (o equivalente a mais de R$ 100 milhões) em todo o mundo.

Presente em todos os estados e em mais de 500 cidades do país, a Uber está buscando mais e mais formas de apoiar os mais de 1 milhão de brasileiros que usam nossos apps para gerar renda. São motoristas e entregadores que têm sido considerados essenciais por diversas instâncias de governo, ajudando a mover o que é essencial nessa hora: médicos, enfermeiros, refeições e remédios.

Os fundos cobrem, entre outras iniciativas:

• Financiamento de produtos de limpeza, como álcool em gel – já adquirido por mais de 50 mil motoristas-, e criação de um fundo para fornecimento de até 1 milhão de itens para proteção pessoal.

• Criação de canal para doação de alimentos e kits de higiene para comunidades vulneráveis em parceria com a CUFA – Central Única das Favelas. Já foram doadas 73 toneladas de alimento e kits de higiene.

• Viagens gratuitas de doadores para bancos de sangue em 22 cidades em todas as regiões do país. 4,7 mil doadores já usaram a Uber com esse propósito, e a iniciativa será expandida para mais cidades em breve.

• Viagens gratuitas no Rio de Janeiro para que pessoas curadas da Covid-19 pudessem doar o plasma do sangue e participar de pesquisa para combater os efeitos do vírus em pacientes em estado grave.

• Ajuda financeira ao parceiro que precisa parar de dirigir por orientação médica

• Subsídio na contratação de um serviço de saúde que oferece consultas por videoconferência com médicos do Hospital Albert Einstein, entre outras facilidades

• Investimento de R$ 4 milhões para viabilizar entregas grátis para pedidos feitos em milhares de pequenos e médios restaurantes parceiros do Uber Eats.

• Em São Paulo, em parceria com o Itaú, foram oferecidas 200 mil viagens de Uber para os profissionais de saúde da rede municipal que estão na linha de frente no combate à Covid-19.

Confira os detalhes abaixo:

PARCEIROS

Desde o começo da crise, a Uber mantém um fundo para apoiar motoristas parceiros da Uber e entregadores parceiros do Uber Eats em qualquer lugar do país. A maior parte é dedicada a oferecer uma ajuda financeira aos parceiros forçados a parar de dirigir por recomendação médica. Os parceiros recebem o equivalente à média dos ganhos que tiveram nos últimos três meses.

O mesmo fundo também está financiando o reembolso por gastos com álcool em gel e com máscaras – cinquenta mil motoristas já compraram itens de limpeza com recursos oferecidos pela Uber, e a empresa pode custear até um milhão de itens. A empresa também passou a oferecer um subsídio na contratação de um serviço de saúde que oferece consultas por videoconferência com médicos do Hospital Albert Einstein, entre outras facilidades.

Além disso, nesse período, toda vez que o usuário der um agradecimento extra em dinheiro a um motorista parceiro, a Uber irá complementar com o mesmo valor.

COMUNIDADE

Além das iniciativas voltadas aos seus parceiros, a Uber também investe em ações para apoiar a comunidade e restaurantes. A empresa fez parcerias com bancos de sangue em todas as regiões do país, bancando a ida e volta dos doadores, para ajudar a socorrer os baixos estoques de sangue no País, agravados com o isolamento social. Desde o início da ação, mais de 4,5 mil doadores já usaram a plataforma da Uber de graça para ir aos bancos de sangue.

No Rio de Janeiro, em parceria com o Hemorio, o hemocentro coordenador do estado, para oferecer viagens a pessoas curadas de coronavírus que queiram doar o plasma do sangue para pesquisa de combate ao vírus.

A Uber e o Itaú Unibanco anunciaram uma parceria para oferecer 200 mil viagens para profissionais de saúde da Prefeitura de São Paulo que estão atuando na linha de frente do combate à COVID-19. Esses profissionais terão direito a fazer viagens pela plataforma da Uber quando a origem ou o destino for um dos centros de saúde da cidade.

Essas medidas fazem parte do compromisso anunciado pelo CEO da Uber, Dara Khosrowshahi, de fornecer em todo o mundo 10 milhões de viagens e entregas de alimentos gratuitas como forma de colaborar nos esforços de enfrentamento da pandemia.

A empresa também criou uma loja virtual no aplicativo de entrega de alimentos Uber Eats para permitir a doação de alimentos e kits de higiene para comunidades vulneráveis nas cidades de Curitiba, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo, direcionando todas as doações para a CUFA – Central Única das Favelas, ONG encarregada de cuidar da distribuição das doações. Até o momento, 35 toneladas de alimento e kits de higiene foram doadas.

Para auxiliar mulheres vítimas de violência doméstica durante o período da COVID-19, em

parceria com o Instituto Avon e Wieden+Kennedy, a Uber lançou uma assistente virtual que, por meio de um chatbot, oferece uma forma silenciosa das mulheres pedirem ajuda e receberem a orientação necessária dentro de suas próprias casas. Caso seja necessário buscar uma unidade de saúde ou delegacia, a mulher receberá um código promocional para solicitar uma viagem de forma gratuita no aplicativo da Uber.

RESTAURANTES

A Uber também anunciou medidas para apoiar pequenos restaurantes por meio do aplicativo Uber Eats. O aplicativo passou a oferecer entrega grátis para pedidos feitos em milhares de pequenos e médios restaurantes parceiros. Isso torna os pedidos mais baratos para o consumidor – e permite que ele consuma mais, ajudando os negócios a ganharem fôlego. Até o momento, o Uber Eats investiu mais de R﹩ 4 milhões nessa ação.

O Uber Eats também é o único aplicativo a oferecer a esses restaurantes parceiros pequenos e independentes a opção de receber repasses diários dos pagamentos em vez de esperar até o final da semana, para ajudar na manutenção do fluxo de caixa.

1 a cada 4 candidatos passaram a aceitar contratação PJ durante a pandemia

A Revelo, maior HR Tech da América Latina, fez um levantamento e constatou que desde o início da quarentena, fim de março, houve um aumento aproximado de 27% na busca por vagas com modelo de contratação PJ. No caso das empresas, o número de vagas publicadas para contratação no mesmo modelo aumentou cerca de 36%. Dados levam em consideração processos de recrutamento e seleção em todo Brasil.

O modelo de contratação por PJ chega em um momento de incerteza causado pela crise de saúde mundial e é visto como uma alternativa ao tradicional regime CLT. Preferido dos candidatos.

“Entendemos esse movimento de empresas e também de candidatos como uma tentativa de se adaptar a crise que estamos enfrentando. É uma maneira de flexibilizar a contratação ao invés de cancelar ou congelar a vaga. Os candidatos também entendem que para seguir com a busca de uma nova oportunidade , é necessário pensar em novos modelos de contratação. Quando houver uma retomada econômica significativa, este número pode voltar a cair e o modelo CLT passe a ter maioria, como estamos habituados na Revelo”, afirma Lucas Mendes, cofundador da Revelo.

Alessandra Silva, 32 anos, designer, é moradora de São Paulo e está em busca de uma nova carreira na plataforma da Revelo; ela conta que passou a aceitar a contratação PJ após o início da pandemia. “Eu entendi que isso poderia me ajudar a arrumar um novo emprego mais rápido e com o salário que julgo ideal no momento. Sei que a pandemia do coronavírus pode atrasar meus planos, mas não parei de buscar”, finaliza.

Levando em consideração ainda o levantamento, o nível hierárquico mais buscado, dentre todas as especialidade e carreiras presentes na plataforma, está a carreira sênior; ou seja, profissionais com sólida experiência nas descrições de atividades buscadas pelas empresas.

O levantamento levou em consideração as mais de 14 mil empresas cliente e mais de um milhão de candidatos na plataforma. No período entre março e maio deste ano.

Como preservar pequenas e médias empresas durante a crise?

Por Pedro Waengertner, fundador e CEO da ACE

Estão circulando em grupos de whatsapp e emails dezenas de cartilhas para as empresas lidarem com a crise. As dicas são praticamente as mesmas em todas as versões: proteja o caixa, revise os custos e prepare-se para o pior. Acredito que estes conselhos fazem todo sentido em um ambiente incerto como o que vivemos hoje. Entretanto, é preciso lembrar que existem vários tipos de empresas e que elas são impactadas de formas diferentes.

A maioria das pequenas e médias empresas brasileiras não possuem reserva de caixa para suportar mais do que um mês sem faturamento, cenário semelhante aos EUA. Ao mesmo tempo, estas organizações empregam boa parte das pessoas no Brasil e correspondem a uma fatia muito relevante do PIB.

As startups também são impactadas de forma grave. Além de utilizarem diversos insumos atrelados ao dólar (nuvem, outras soluções SaaS), também possuem poucas reservas para se manter sem faturamento. Os investidores entram na mesma espiral de pânico do restante do mercado e deixam de investir durante a crise, afetando estratégias de captação.

Ao receberem a cartilha, os executivos das grandes companhias também abraçam as mesmas medidas: estabelecem uma meta de cortes e as derivam nas demais estruturas corporativas. As equipes saem cortando indiscriminadamente.

Infelizmente, o percentual estabelecido não leva em conta o impacto do outro lado da mesa. Enquanto a maioria das grandes corporações possui reservas e linhas de crédito para sobreviver à crise, o mesmo não acontece com os milhares de varejistas, empresas de serviço, pequenas indústrias e startups pelo Brasil.

A reação em cadeia que este tipo de decisão causa é brutal, ocasionando desemprego, quebradeira generalizada e muito mais tempo para retomarmos o crescimento do Brasil após a crise passar.

Como proteger as pequenas empresas?

Gostaria de fazer um apelo aos empresários e tomadores de decisão corporativos: conversem com seus times e peçam que ajudem seus pequenos fornecedores. Muitas vezes impactam pouquíssimo na estratégia de cortes e podem ter um significado enorme na vida de milhares de pessoas.

Entendam o lado humano da situação e não apenas a questão da eficiência. Espero que novas versões da cartilha de como se portar em tempos de crise levem em consideração o ambiente no qual estamos inseridos, não apenas o nosso próprio umbigo. Este não é um problema individual e sim um problema sistêmico.

As intervenções trabalhistas, as ações de crédito do BNDEs e outros bancos de fomento, além de diversas outras atividades do governo podem aliviar um pouco o problema, mas a ação consciente dos executivos de grandes corporações pode ter um impacto muito maior. Vamos cuidar de quem faz nossa economia gerar e emprega os brasileiros.

Pedro Waengertner, CEO e fundador da ACE, empresa de inovação que investe em startups e desenvolve projetos de consultoria para grandes empresas

Mais de 60% dos brasileiros não conhecem os sistemas de social rating

Pesquisa da Kaspersky mostra ainda que há equilíbrio entre os brasileiros quanto ao uso de programas de avaliação social por autoridades para monitorar as atividades dos cidadãos para os manter seguros.

Mais de 60% dos consumidores brasileiros não sabem ou nunca ouviram falar em social rating (ou sistemas de classificação social). Este é um dos resultados da pesquisa global ‘Créditos sociais e segurança: adotando o mundo das avaliações’ realizada pela Kaspersky para entender a percepção das pessoas sobre as avaliações sociais e se elas estão preparadas para participar destes sistemas. A pesquisa mostra ainda que os consumidores estão dispostos a compartilhar dados particulares para obter vantagens específicas. Por outro lado, muitos deles têm dificuldades para entender como estes sistemas acionados por dados funcionam.

Incialmente usados por instituições financeiras e lojas online para auxiliar na tomada de decisão na aprovação de uma transação ou compra virtual, os sistemas de social rating tiveram uma grande expansão e passaram a ser aplicados em distintas áreas. Estes sistemas trabalham com algoritmos automatizados que se baseiam no comportamento e na influência dos usuários na Internet. Por exemplo, para combater a pandemia da Covid-19, muitos governos ao redor do mundo implementaram este sistema para acompanhar a movimentação urbana de pessoas, sua capacidade de comprar mercadorias ou o acesso delas a serviços sociais. A questão que a Kaspersky queria mais entender era se as pessoas estão realmente prontas para isso.

De acordo com o relatório, 61% dos consumidores brasileiros não sabem (11%) ou nunca ouviram falar (50%) dos sistemas de social rating. Apesar desses sistemas já serem bastante usados e estarem cada vez mais conhecidos, os consumidores não sabem muito bem sobre sua operação e a eficiência com que eles estão sendo implementados. Tanto que, dos brasileiros que o conhecem, 39% tiveram dificuldades para entender como estes sistemas funcionam. Entre as principais dúvidas estão como descobrir sua pontuação, como ela é calculada e como pode ser corrigida em caso de imprevisto.

Além das dificuldades conceituais, existem questões técnicas que dificultam esta compreensão, pois os algoritmos destes sistemas usam machine learning e é difícil saber quais escolhas serão feitas. Isso torna quase impossível confiar nelas, especialmente em termos de segurança. De acordo com a análise da Kaspersky sobre a segurança dos sistemas de social rating, esses programas podem ser especialmente vulneráveis à manipulação artificial, como reduzir a pontuação de alguém para diversos fins. Além disso, como qualquer outro sistema, eles estão suscetíveis a diferentes tipos de ataque, seja na implementação técnica e de programação, seja na mecânica do sistema. O último poderia levar ao surgimento de um novo tipo de mercado clandestino, em que as pontuações dos usuários seriam convertidas em dinheiro real e vice-versa.

No entanto, isso não impede que as organizações continuem coletando dados, especialmente quando as pessoas estão dispostas a permitir. O relatório da Kaspersky mostra que mais de 43% dos respondentes no Brasil compartilhariam dados particulares sigilosos para garantir melhor classificação, desconto ou para receber serviços customizados. Além disso, esses consumidores estão ainda mais dispostos a compartilhar seus perfis de mídias sociais por outros benefícios, como:

A pesquisa perguntou ainda se os entrevistados estariam satisfeitos caso um governo monitorasse suas atividades nas mídias sociais para manter os cidadãos seguros* e os brasileiros responderam da seguinte maneira: 37% dos pesquisados disseram concordar com isso, 33% discordaram e 30% não souberam responder.

“Governos e organizações estão se digitalizando e temos que defender os benefícios que a tecnologia proporciona, porém sem que ela ponha em risco nossa segurança e privacidade. Por isso é preciso estar claro o nível de acesso às informações pessoais e às vidas digitais destes programas de social rating e, o mais importante, como eles processarão e protegerão estes dados. Isso é especialmente crítico na atual situação de isolamento em que vivemos, quando as pessoas não têm outra opção além dos serviços online. É necessário ter o devido controle hoje para não perder o controle amanhã – tanto dos consumidores sobre seus dados, quanto das empresas/governo sobre os dados de terceiros”, afirma Thiago Marques, analista de segurança da Kaspersky no Brasil.

Para Genia Kostka, professora de política chinesa na Freie Universität Berlin, as sociedades precisam discutir de maneira sincera e transparente se e como pretendem usar essas tecnologias e, mais importante, quem fará isso e com qual intenção. “No passado, agências reguladoras e estrategistas na maioria dos países não conseguiam acompanhar a rápida velocidade de adoção dos sistemas de social rating. Hoje em dia, ao mesmo tempo que eles estão cada vez mais presentes em nossas vidas, é importante discutir os riscos que os acompanham, como de violações de privacidade, discriminação e preconceito.”

*Esta pesquisa foi realizada pela Toluna em nome da Kaspersky globalmente e escutou 10.500 consumidores entre janeiro e fevereiro de 2020 em 21 países diferentes: Austrália, Áustria, Argentina, Brasil, Chile, China, Colômbia, Alemanha, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Peru, Portugal, Arábia Saudita, África do Sul, Espanha, Suíça, Turquia, Emirados Árabes Unidos, Reino Unido, Estados Unidos e Vietnã. A amostra de cada país foi formada por adultos com 17 anos ou mais com cotas representativas nacionalmente definidas para sexo, idade e região. Todos os entrevistados precisavam ter acesso à internet para participar da pesquisa.

Embora o atual cenário digital possa fazer parecer que seja inevitável compartilhar informações pessoais na internet, ainda é possível proteger a privacidade, tanto na vida virtual, quanto na real. A Kaspersky recomenda que os consumidores tomem as seguintes medidas de proteção:

• Tenha consciência dos dados pessoais que você compartilha online. Lembre-se que todas as informações postadas nas redes sociais correm o risco de cair nas mãos erradas e/ou poderão ser usadas para autorizar/negar seu acesso a um determinado serviço no futuro.

• Sempre exclua sua conta e seu histórico quando parar de usar um aplicativo ou um serviço online.

• Verificar quais serviços estão conectados a suas contas online e quem tem acesso a elas. Você pode usar o Privacy Checker da Kaspersky para descobrir como alterar as configurações de privacidade nos serviços online e assumir o controle de seus dados pessoais.

• Para ter proteção abrangente contra diversas ameaças, use uma solução de segurança, como o Kaspersky Security Cloud. Ela conta ainda com vários recursos para proteger sua privacidade on-line, como um bloqueador de rastreadores de comportamento online

KPMG: empresas de Consumo e Varejo devem voltar ao normal e retomar o crescimento

As empresas de bens de consumo cíclico, varejo alimentar, farmácias, alimentos e bebidas devem passar por um processo de retorno ao normal ou de retomada de crescimento nos negócios após a pandemia. Esse é o caso de organizações que, embora sofram com os efeitos do distanciamento social, são vistas como essenciais e devem se recuperar mais rapidamente quando a demanda dos consumidores retornar em volumes semelhantes. Nesse perfil, também estão empresas que estão executando transformações relevantes em seus negócios e terão a capacidade de atrair investidores interessados na ampliação de um modelo mais digital, assertivo e personalizado. Vale ainda ressaltar que o comércio eletrônico e os serviços de entrega estão entre os segmentos que estão mais se beneficiando do momento atual e vão sair mais fortalecidos na nova realidade, no pós-crise.

Essa conclusão está alinhada ao conteúdo apresentado por Fernando Gambôa, sócio-líder do setor Consumo e Varejo da KPMG no Brasil e na América do Sul, no webcast “Resiliência e retomada: Consumo e Varejo”. De acordo com ele, “nesta nova realidade teremos novos hábitos de consumo, o varejo seguro será a regra e as empresas estarão muito mais digitalizadas, com adoção intensa de tecnologia para viabilizar novos modelos e oferecer experiências cada vez mais diferenciadas e personalizadas para os consumidores”.

A apresentação da KPMG também apontou as principais tendências e os desafios para o setor no atual cenário de pandemia da Covid-19, que fez com que medidas de isolamento social fossem adotadas, levando ao fechamento da maior parte das lojas do comércio tradicional, a priorização de artigos essenciais por parte dos consumidores e uma migração massiva ao varejo online como resposta a esta nova realidade.

Segundo o levantamento, alguns dos principais desafios enfrentados por empresas de consumo e varejo em virtude da pandemia são:

– Comércio Tradicional: O fechamento da lojas trouxe perda de contato com os clientes, queda nas vendas e de fluxo. Precisou rapidamente se adaptar à nova realidade, redefinindo o papel das lojas, dos vendedores e viabilizando novos modelos. Busca refazer o caixa por meio das medidas governamentais e linhas de crédito. Onde foi possível reabrir as lojas, isso está sendo feito de acordo com o conceito de Varejo Seguro.;

– Varejo online: com as medidas de restrição houve um aumento na utilização deste canal, que precisa repensar sua logística urbana, frente ao novo patamar de volume, além de incorporar conceitos do Varejo Seguro. Houve uma aceleração de adesão do consumidor a este canal, com novos entrantes no mundo digital. Como todo canal digital, o e-commerce está exposto a muitas vulnerabilidades, precisa rapidamente adotar e estar preparado para ataques cibernéticos.

– Alimentos e bebidas: Fechamento dos restaurantes e bares afetou severamente este segmento. Frente ao novos hábitos de consumo, mais conscientes e saudáveis, precisa entender e rapidamente adequar o portfólio atual de produtos. Além disso, deve desenvolver substitutos para matéria prima importada.

– Bens de Consumo: Deve ajustar seus planos e programas de produção frente a cancelamentos e postergações feitas pelo varejo. Ajustar a cadeia de suprimentos, desenvolvendo novos fornecedores locais, garantindo fornecimento contínuo de itens estratégicos. Além disso, precisa desenvolver novas estratégias de preços e promoções, para incentivar vendas.

Já as principais tendências para o setor destacadas pelo estudo são as seguintes – Para o Varejo:

-Vendedor Digitalizado, vende de qualquer lugar a todo momento
– Varejo Seguro
– Redefinir o papel das lojas no “Novo Normal”
– BOPIS ou “Click & Collect”, Clique & Retire Drive Thru
– Mini Hubs – Estratégia “Ship from Store”, permitindo entregas em menor tempo e com menor custo
– Logística urbana, com foco em “Last Mile”
– Ferramentas analíticas, para entender os novos hábitos de consumo, respeitando a privacidade dos usuários
– Adoção de Cibersecurity
– Maior presença de Marketplaces, com maior controle nos sellers
– Maior investimento em marketing digital, usando influenciadores
– Programas de fidelidade para aumentar vendas
– Maior adoção de pagamentos digitais

Pelo lado dos fabricantes de Alimentos, Bebidas e Bens de Consumo:

– Marcas mais engajadas socialmente, com maior preocupação com reputação e sustentabilidade (ESG)
– Produtos mais saudáveis e sustentáveis, em embalagens recicláveis
– Revisão de categorias e portfólio de produtos frente aos novos hábitos de consumo
– Revisão de embalagens frente cada tipo e tamanho de mercadoria, para otimizar a logística
– Estratégias Direct-To-Consumer (DTC).
– Maior utilização de canais online pelos fabricantes
– Uso mais extensivo de plataformas / marketplaces
– Supply Chain mais inteligente, integrado e responsivo
– Novas estratégias de vendas, posicionamento de marca e distribuição dos produtos

O webcast completo da KPMG sobre Consumo & Varejo pode ser acessar no link – http://midia.kpmg.com.br/digital-marketing/Videos/webcasts/maio-2020/customer-and-retail.mp4

Dotz implementa Salesforce e integra canais de relacionamento com o cliente

A Dotz, programa de fidelidade líder do varejo brasileiro, conta hoje com mais de 40 milhões de clientes que utilizam o programa em milhares de estabelecimentos comerciais de todo o Brasil. Um ponto importante da operação da empresa é o relacionamento com o cliente. Foi o que fez a companhia investir na implementação das soluções Salesforce Community e Service Cloud, que entraram em operação em 2019.

A Product Owner (PO) dos projetos da área de relacionamento com os clientes da Dotz, Viviane Freitas, lembra que a companhia contava anteriormente com uma solução de CRM (Customer Relationship Management), mas esta não acompanhou o crescimento da empresa. “Sentíamos falta de funcionalidades como follow de fornecedores e de relatórios que fossem além da tabulação das chamadas recebidas pelo call center”, lembra.

Além disso, havia a necessidade de unificar os canais de relacionamento com os clientes, até ali divididos pelas diferentes plataformas responsáveis por cada um deles, tais como redes sociais, e-mail, chat e telefone. “Por isso, decidimos procurar uma solução mais completa e a Salesforce nos chamou a atenção pela flexibilidade, visão omnichannel e pela possibilidade de integrar diferentes canais de relacionamento”, afirma.

Em princípio, a solução foi implementada com uma série de customizações. As demandas iniciais foram atendidas, mas, segundo Viviane, muitas das novas necessidades surgidas no dia-a-dia do uso da solução dependiam de novos desenvolvimentos para serem atendidas. Foi nesse momento que a Triscal entrou no projeto.

“Queríamos entender melhor como funcionava a solução e, com a Triscal, descobrimos que grande parte dos desafios que estávamos enfrentando vinha do fato da solução ser customizada”, explica. A decisão então foi eliminar as customizações e utilizar as soluções em sua forma nativa, processo todo realizado pela Triscal.

Resultados

A mudança levou três meses para ser realizada. O projeto começou em março de 2019 e, em junho do mesmo ano, a Dotz já contava com todos os sistemas de relacionamento com o cliente integrados e funcionando dentro das soluções Salesforce Community e Service Cloud. Hoje a Dotz tem cerca de 140 usuários da solução, divididos pelo call center, times de backoffice, redes sociais e canais digitais, além de parceiros e fornecedores da Dotz.

“Ganhamos visibilidade dos volumes de clientes atendidos por canal e passamos a criar dashboards que nos permitem criar métricas e acompanhar sua evolução de forma instantânea”, ressalta a executiva, lembrando que a solução oferece também uma visão de todos os canais integrados, tais como Instagram, Twitter, Facebook, LinkedIn, chatbot via WhatsApp, formulários preenchidos no site da Dotz, entre outros. “Esses canais eram apartados, com uma plataforma específica para cada um deles”, diz, lembrando que a centralização aumentou a produtividade dos operadores, que hoje não precisam acessar diferentes sistemas simultaneamente para acessar o histórico de um cliente.

E a agilidade não está somente no acesso ao histórico, o atendimento também ficou mais rápido, uma vez que o Salesforce Service Cloud da Dotz também está integrado a outros sistemas internos da companhia. Com isso, a área de relacionamento consegue atender os clientes sobre diferentes serviços, como envio de tokens, consulta de extratos, pedidos e alteração de dados cadastrais, acessando somente o Salesforce. “Com a integração, estes sistemas internos fluíram para o Salesforce, dando mais agilidade ao atendimento”, afirma Viviane.

Para a executiva, os principais diferenciais da solução são a visão omnichannel e a flexibilidade do que pode ser feito, como o follow up. “A parceria com a Triscal foi fundamental para enxergarmos o que não usávamos da ferramenta e que poderia ser usado. Foi fundamental para chegarmos onde estamos hoje, utilizando tudo o que a ferramenta tem de disponível”, comemora.

Com os resultados obtidos até aqui, a Dotz planeja ampliar o uso das soluções. Uma das possibilidades em estudo é o uso da base integrada para a realização de estudos de mercado. “O objetivo é colocar cada vez mais funcionalidades no Salesforce para que tenhamos uma visão completa do cliente e ela se torne a única solução utilizada pela área de relacionamento com o cliente”, prevê.

CEO da Amcham comenta decisão dos Estados Unidos de restringir viagens de estrangeiros provenientes do Brasil

O governo dos Estados Unidos anunciou neste último domingo (24/maio) a suspensão da entrada em seu território de viajantes que tenham estado no Brasil em período anterior a 14 dias, com o objetivo de evitar o aumento de transmissões do novo coronavírus nos Estados Unidos.

“A nossa expectativa é que essa medida seja breve e o trânsito bilateral de passageiros seja restabelecido com agilidade, assim que as condições o permitirem. Neste sentido, defendemos a intensificação do diálogo e da cooperação entre Brasil e Estados Unidos no enfrentamento à pandemia do coronavírus”, comenta a CEO da Amcham Brasil, Deborah Vieitas, que lidera a entidade com cerca de 5 mil empresas, sendo a maior entre 117 existentes fora dos EUA.

De sua parte, “a Amcham Brasil seguirá mobilizando empresas de ambos os países para minimizar os impactos sociais e econômicos do Covid-19, em particular por meio da sua plataforma do bem (Movimento Soma ), que já contabiliza mais de 140 projetos e R﹩ 661 milhões em doações”, conclui a CEO da Câmara Americana de Comércio no Brasil (Amcham Brasil).

A MEDIDA

A medida valerá a partir do próximo dia 29 de maio, às 00h59, do horário de Brasília, não se aplicando a pessoas a bordo de aeronaves com destino aos Estados Unidos que tenham decolado antes desse horário. A decisão exclui de seu alcance determinadas pessoas, como cidadãos norte-americanos, seus cônjuges e residentes permanentes legais nos Estados Unidos.

Cumpre esclarecer que a medida não proíbe voos do Brasil para os Estados Unidos e não restringe o comércio bilateral de mercadorias. Por sua vez, o fluxo de passageiros em ambas as direções já se encontrava bastante reduzido, caracterizando-se principalmente por nacionais e residentes retornando a suas casas.

Os Estados Unidos já havia imposto restrições imigratórias semelhantes para viajantes provenientes de outras origens com número expressivo de casos confirmados do novo coronavírus, como China, Irã, Reino Unido, Irlanda e maioria dos países da União Europeia. O Brasil, por sua parte, também adota restrições à entrada de estrangeiros, inclusive dos Estados Unidos, em seu território, por motivos de saúde pública.

Acesse aqui a íntegra do Informativo da Embaixada e dos Consulados dos Estados Unidos sobre a medida.

E-commerce do Magalu cresce 73% e brilha no primeiro trimestre. Vendas em maio avançam quase 50%

O Magazine Luiza (B3:MGLU3), uma das maiores plataformas digitais do varejo brasileiro, acaba de informar à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) seus resultados financeiros para o primeiro trimestre de 2020. Apesar do impacto do combate à pandemia de covid-19, que levou ao fechamento de todas as lojas físicas a partir de 20 de março, o Magalu voltou a registrar um crescimento expressivo no período — desempenho acelerado nos meses de abril e maio.

Entre janeiro e março, as vendas totais do Magalu atingiram 7,7 bilhões de reais, expansão de 34% em relação ao mesmo período do ano passado. O e-commerce da empresa — composto por site, superapp, marketplace e as operações de Netshoes, Zattini, Época Cosméticos e Estante Virtual – conquistou o maior crescimento do varejo: 73%. Com isso, as vendas digitais passaram a representar 53% do faturamento total do Magalu. As vendas nas unidades físicas teriam crescimento de 8%, não fosse o fechamento total da operação física a partir de 20 de março. (As vendas totais seriam 500 milhões de reais maiores, caso o fechamento não tivesse ocorrido.)

O Ebitda Ajustado (lucro antes de impostos, amortizações e depreciações) foi de 273,9 milhões de reais, com margem de 5,2%. Mesmo com investimentos para garantir crescimento exponencial, melhorar os indicadores de qualidade de atendimento e combater os efeitos da pandemia, o Magalu fechou o primeiro trimestre com ano com um caixa de 4,6 bilhões de reais — 155% superior na comparação anual. Além disso, a Companhia concluiu, no início de abril, uma emissão de debêntures de 800 milhões de reais, elevando sua posição de caixa total para R$5,4 bilhões.

Vendas disparam em maio

Nos primeiros 20 dias de maio — em meio ao agravamento da crise da covid-19 no Brasil e com a maioria lojas físicas ainda fechadas — as vendas totais do Magalu cresceram 46% em relação ao mesmo período de 2019. (Os números passaram pela verificação dos auditores da KPMG.) O resultado é explicado, sobretudo, pelo desempenho recorde do e-commerce: 203%.

A operação digital de estoque próprio (1P) avançou 194% nesse período, com destaque para as vendas de produtos da categoria mercado — itens de higiene pessoal, limpeza, bebidas, entre outros –, que se tornou uma prioridade da companhia a partir do início da pandemia e cujos produtos vendidos são entregues em até 48 horas, com frete grátis.

O marketplace (3P) – formado por 26 000 sellers, que já oferecem 16 milhões de itens – cresceu 229% nos primeiros 20 dias de maio. “Isso é reflexo de nossa estratégia de transformar o Magalu em um plano no universo do e-commerce”, diz Frederico Trajano, CEO da companhia. “Os ciclos nos quais, primeiro, tínhamos uma operação de e-commerce lucrativa e, depois, nos posicionamos como uma empresa digital ficaram para trás. O Magalu rapidamente vem se transformando num ecossistema digital. É algo muito mais amplo, com enorme potencial. Queremos ser o sistema operacional do varejo brasileiro.”

Parceiro Magalu

O Magalu chegou ao final do primeiro trimestre deste ano com 26 milhões de novos clientes, 26 000 sellers e 16 milhões de produtos em seu marketplace. O número de categorias foi ampliado, graças a parcerias com novos fornecedores como Ambev, Unilever e L’Oreal, entre outros. Em março, com a evolução da covid-19 no país, a companhia lançou, em tempo recorde, o programa Parceiro Magalu. O objetivo, em linha com com o propósito de inclusão digital da companhia, é abrir a plataforma digital para micro e pequenos empresários de todo o país que, com o isolamento social, ficaram repentinamente sem clientes e renda. Ao se juntarem ao marketplace, esses empreendedores voltam a ter acesso ao mercado e podem usar as ferramentas digitais desenvolvidas pelo Luizalabs para o Magalu. Desde então, 20 000 novos parceiros se inscreveram na plataforma.

No primeiro trimestre, o marketplace Magalu atingiu 1,2 bilhão de reais em GMV — um crescimento de quase 185%. Com isso, o marketplace passou a representar cerca de 30% do e-commerce total. De janeiro a março de 2020, os sellers do Magalu no marketplace venderam mais que no último bimestre de 2019, quando ocorreram dois dos principais eventos anuais do varejo: a Black Friday e o Natal.

Um dos motores desse crescimento é o Superapp Magalu. O aplicativo de vendas chegou ao final de março com 21 milhões de clientes mensais ativos. O Magalu também avançou com a estratégia do Magalu ao seu Serviço (MasS). Nos primeiros três meses, a companhia concluiu a implementação do Magalu Pagamentos. Os mais de 26 000 parceiros do marketplace podem antecipar seus recebíveis com taxas inferiores às do mercado. A empresa atingiu a marca de 500 milhões de reais no volume total de pagamentos. Com isso, protocolou o pedido no Banco Central para se tornar uma instituição de pagamento regulada. A partir daí, será possível acessar diretamente o sistema de pagamentos brasileiro e ampliar ainda mais as possibilidades de novos produtos e serviços na plataforma.

Também central para o MasS, o Magalu Entregas, plataforma de soluções logísticas, já é a escolha de 80% dos sellers. Cerca de 450 são atendidos pela Malha Luiza, no modelo de cross-docking, com menores prazos e custos de entrega. Hoje, 20% das vendas do marketplace são entregues pela Malha Luiza e pela Logbee.

As 1 157 lojas físicas, transformadas em mini-centros de distribuição, continuaram a ser cruciais, ainda que com as portas temporariamente fechadas. As reservar 30% do espaço dos pontos físicos a estoques, o Magalu acelerou a implantação do “ship from store” — central para suportar o crescimento das vendas online. Hoje, mais de 600 lojas entregam diretamente ao consumidor. Graças aos investimentos em logística, tecnologia e à expansão das lojas físicas, 64% das entregas do trimestre foram realizadas em até 48 horas.

GFT Brasil cresce 55% no primeiro trimestre de 2020


A GFT Technologies SE (GFT) teve um bom início de exercício financeiro em 2020. No primeiro trimestre deste ano, a receita total aumentou 6%, com um crescimento orgânico de 5%. Além dos principais clientes da multinacional, Deutsche Bank e Barclays, o crescimento no exterior atingiu 22%. Esta tendência foi impulsionada pelo investimento de negócios em nuvem (Cloud), e pelo desenvolvimento de novos negócios nas regiões de atuação.

“Encerramos o primeiro trimestre com um crescimento orgânico significativo das receitas em ambos os segmentos. A tendência para a digitalização é inexorável e o nosso negócio em nuvem (Cloud) está se tornando cada vez mais importante”, afirma Marika Lulay, CEO da GFT Technologies SE. “A GFT está em excelente posição para atender à forte demanda por jornadas de transformação em nuvem (Cloud) em todos os setores – isso é comprovado pelos prêmios recebidos de nossos parceiros de cloud computing. O forte posicionamento da GFT no campo das novas tecnologias já está dando seus frutos”, complementa.

Marco Santos, presidente da GFT para a América Latina, acrescenta que “a unidade do Brasil cresceu 55% no primeiro trimestre comparado com o ano anterior, deste modo contribuímos fortemente para os resultados do Grupo no primeiro trimestre com aumento de 11% da receita global. Este cenário foi devido ao forte crescimento de projetos de transformação Digital para os nossos clientes incluindo iniciativas de Mobilidade, Customer Experience, Back-office Digital, BigData, APIs, Cloud, Salesforce e Agile, além da conquista de novos clientes estratégicos. Nosso Propósito é ajudar a disrupção dos negócios de nossos clientes, aplicando tecnologias exponenciais e valorizando o Trabalho Virtual, Agilidade, Aprendizagem continuada, Diversidade e o crescimento do mercado de TI brasileiro.”

No primeiro trimestre, o aumento da receita da GFT Brasil foi de 55%, quando comparado com mesmo período de 2019. Além disso, o número de colaboradores também aumentou 44% no país, hoje o Brasil emprega um total de 1.127 pessoas. Mais informações podem ser consultadas no website da GFT.

Startups têm vagas de emprego abertas para contratação imediata


De acordo com dados divulgados pela plataforma de recrutamento Glassdoor, já pode se ver uma queda de 1,2% nas vagas ofertadas no Brasil. Mesmo em meio ao difícil cenário econômico pelo qual o mundo enfrenta, várias startups estão com vagas de emprego abertas para as cidades de São Paulo e Curitiba, confira:

A iugu , startup de meios de pagamento, está com 63 vagas abertas. No momento, todas são direcionadas para São Paulo, nos áreas de atuação de Sistemas (Engenharia), Projetos, Comercial, Marketing e Business intelligence. Os talentos interessados podem se inscrever pelo iugu.com/vagas.

Além disso, a QuiteJá , plataforma digital de renegociação de dívidas, está com quatro vagas para Curitiba nos cargos de: Fullstack Developer – Jr. / Pleno, AWS Specialist e auxiliar administrativo. Outras informações, só entrar em contato por meio do e-mail talentos@quiteja.com.br.

A Wise&Trust , fintech americana especializada em fundos de investimentos em ativos digitais, também está com vagas abertas para Florianópolis no cargo de Desenvolvedor Web (Níveis estágio e Júnior). Para participar da seleção, os interessados devem enviar currículo para hr@wisetrust.ai.

Abrasce elabora protocolo de operações com mais de 20 medidas para a reabertura dos shoppings

Todos os 577 shoppings do Brasil foram fechados a partir das recomendações dos decretos municipais e estaduais para combater a pandemia da COVID-19. Aos poucos, o processo de reabertura dos estabelecimentos, que são ambientes em que as pessoas circulam de forma organizada e espaçada, já começou em algumas cidades.

Para definir uma regra mútua para todos, a Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) criou um protocolo rigoroso com mais de 20 medidas que visam um reforço na higienização, além de um procedimento minucioso para garantir a saúde de clientes e colaboradores. Os tópicos foram criados a partir de experiências internacionais, boas práticas de outros setores e também com recomendações de especialistas da saúde.

Para o presidente da Abrasce, Glauco Humai, os shoppings têm plena capacidade de operar de forma segura: “O nosso lema agora é higienização total e aglomeração zero. Temos segurança para receber todos de maneira gradual, onde conseguimos colocar a saúde e a economia no mesmo lado, por meio das medidas de segurança que criamos”, definiu o executivo da entidade.

Os shoppings estão comprometidos a seguir as seguintes recomendações para promover um atendimento seguro e eficiente para todos:

1. Controle de tráfego de pessoas, limitando em 50% o número de vagas dos estacionamentos;
2. Uso obrigatório de máscaras para clientes, lojistas e funcionários;
3. Testagem de todos os funcionários e lojistas;
4. Fechamento de cinemas, teatros e áreas kids;
5. Horário de funcionamento reduzido;
6. Antibactericidas aplicados em tapetes de entradas e saídas;
7. Entradas reduzidas e utilização de portas específicas para entrada e saída, inibindo aglomeração;
8. Aferição de temperatura dos clientes através de termômetros manuais;
9. Higienização do Shopping a cada 3 horas, especialmente áreas de contato: maçanetas, corrimãos, etc;
10. Serviço especiais para grupos de risco, com formas alternativas de atendimento, como drive thru;
11. Distanciamento social obrigatório: limitação das praças de alimentação e Restaurantes em 50%;
12. Controle de acesso aos elevadores, com limitação de passageiros;
13. Indicação de distanciamento em escadas rolantes (uma pessoa a cada 3 degraus);
14. Remoção de áreas como lounges;
15. Disponibilização de álcool gel a todos os clientes, lojistas e funcionários;
16. Controle de acesso a sanitários e higienização a cada 3 horas,
17. Manutenção e trocas regulares dos filtros de ar condicionado,
18. Não operação dos serviços de valet e restrição de operação dos serviços como: fraldário e empréstimo de carrinhos;
19. Suspensão de eventos, ações infantis e entretenimento;
20. Campanha junto aos lojistas para reforçar os pagamentos por aplicativos;
21. Campanhas de conscientização para população sobre a prevenção à COVID.

Linhas de crédito não chegam para empresas – entenda as dificuldades

Com o agravamento e prolongamento da crise relacionada ao Covid-19, muitas empresas já estão encontrando dificuldade de honrar com seus compromissos financeiros, como pagamento de tributos ou folha de pagamentode funcionários. Em muitas situações a alternativa para as empresas é buscar linhas de créditos, contudo o caminho não é tão simples, sendo que as opções criadas e divulgadas pelo governo existem, não estão chegando para as empresas.

“O Governo Federal apresentou várias medidas visando minimizar os impactos, dentre as quais linhas de crédito. Contudo, na realidade essas linhas não estão atingindo seus objetivos e infelizmente esse dinheiro ainda não está chegando para essas empresas. Isso que faz com que muitas organizações, principalmente as micros e pequenas, estejam em verdadeiro desespero, sem fôlego financeiro e prestes a fechar a porta”, alerta o diretor executivo da Confirp Consultoria Contábil, Richard Domingos.

Segundo o diretor, são vários problemas, como morosidade governamental e até o fato de que quando os valores chegam às instituições financeiras, também esbarram nas dificuldades criadas pelas instituições em liberar esses créditos, em função do medo que calote e na falta de informação dos empresários. “Enfim, as linhas existem no papel há algum tempo, entretanto não chega a quem realmente precisa, o que faz com que as contas das empresas se compliquem”, analisa Domingos.

Um exemplo dessa morosidade foi o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), que só foi sancionado no dia 19 de maio, e que mesmo assim não resolve das dificuldades de acesso ao crédito pelas Micro e Pequenas Empresas (MPEs), sendo que ainda falta o governo regulamentar e liberar o recurso necessário ao programa. Segundo a própria equipe econômica o Pronampe só deve estar operando de fato no fim do mês.

O especialista da Confirp reforça que mesmo com toda essa dificuldade, é fundamental buscar por essas linhas em caso de crise: “essa é mais uma jornada para os empresários em uma situação totalmente assustadora, mostrando a dificuldade de empreender no país”.

Richard também faz o alerta de que, antes que buscar esse caminho da tomada de crédito é preciso que a empresa faça uma avaliação sobre qual valor terá que solicitar para os próximos meses e também lembrar que deverá ter no futuro recursos para arcar com esses compromissos. Outro ponto fundamental é buscar linhas de créditos que ofereçam as melhores condições de pagamentos e menores taxas de juros.

Veja levantamento feito pela Confirp Consultoria Contábil com as principais linhas de créditos oferecidas às empresas:

Empréstimo para pagamento da folha salarial – Programa Emergencial de Suporte a Empregos – MP-944/2020

A Medida Provisória nº 944/2020 institui o Programa Emergencial de Suporte a Empregos, destinado à concessão de empréstimos a empresários, sociedades empresárias e sociedades cooperativas, exclusivamente para o pagamento da folha salarial, em razão dos impactos causados pelo Corona vírus nas relações de emprego.

Para ter direito ao empréstimo, é necessário que o empregador pessoa jurídica (empresários, sociedades empresárias e cooperativas) não estejar em débito com INSS. Em relação ao faturamento do empregador, a receita bruta deve ser superior a R﹩ 360 mil e igual ou inferior a R﹩ 10 milhões em 2019.

O objetivo é cobrir a totalidade da folha de pagamento referente a dois meses estando limitado à dois salários mínimos (R﹩ 2.090,00) por empregado. As folhas de pagamento serão processadas pela instituição financeira que conceder o empréstimo.

O empregador que contratar a linha de crédito deve observar as seguintes restrições:

• Utilizar os recursos exclusivamente para a folha de pagamento dos empregados

• Proibição de dispensar os empregados, sem justa causa, no período entre a contratação do empréstimo até 60 dias após o recebimento da última parcela (ou seja, estabilidade de 60 dias).

O descumprimento dessas condições sujeita o empregador ao vencimento antecipado da dívida. Cabe à Instituição Financeira que conceder o crédito garantir, além da veracidade das informações prestadas pelos empregadores, que os recursos sejam utilizados exclusivamente para folha de pagamento.

Regras do empréstimo:

• Prazo – O empréstimo será concedido até 30.06.2020

• Taxa de Juros – 3,75% ao ano sobre o valor concedido

• Pagamento – 36 parcelas mensais

• Carência – 6 meses para iniciar o pagamento (com capitalização de juros durante o período)

O registro de inadimplência nos seis meses anteriores à contratação pode impedir a concessão do crédito (os bancos poderão consultar todos os sistemas de proteção ao crédito). Em caso de não pagamento do empréstimo, a cobrança será realiza pelas instituições financeiras.

O BNDES atuará, a título gratuito, como agente financeiro da União, regulamentando os procedimentos referentes às operações de crédito. Caberá ao Banco Central fiscalizar o cumprimento das condições estabelecidas no âmbito deste Programa Emergencial.

Opções do programa Desenvolve São Paulo – o Banco do Empreendedor

• Crédito Digital – BNDES Pequenas Empresas – direcionado à Micro e Pequenas empresas instaladas e sediadas no estado de São Paulo, com faturamento anual entre R﹩ 81 mil e R﹩ 4,8 milhões, com taxas dejuros a partir de 1,03% (0,63% acrescidos da TLP) ao mês, prazo de pagamento de 42 meses (incluindo a carência), a carência é de 9 meses e o valor máximo é de R﹩ 500.000, exigindo garantias. Para saber mais –http://www.desenvolvesp.com.br/empresas/credito-digital/credito-digital-bndes-pequenas-empresas/.

• Crédito Digital – Giro Rápido – direcionado às seguintes empresas instaladas e sediadas no estado de São Paulo: Micro, Pequenas e Médias empresas com faturamento anual superior a R﹩ 81 mil até R﹩ 90 milhões (desde que não seja Empresário Individual), e Empresários Individuais com faturamento anual superior a R﹩ 81 mil até R﹩ 16 milhões. Com juros a partir de 1,20% ao mês, podendo ser pago em 42 meses (incluindo a carência), a carência é de 9 meses. O valor máximo a ser tomado é de R﹩ 3.750.000, exigindo garantias. Para saber mais – http://www.desenvolvesp.com.br/empresas/credito-digital/credito-digital-giro/

• Crédito Digital – Audiovisual, Economia Criativa, Turismo e Comércio – direcionado às empresas que possuem CNAE específicos, instaladas e sediadas no estado de São Paulo, nas seguintes condições: Micro, Pequenas e Médias empresas com faturamento anual superior a R﹩ 81 mil até R﹩ 90 milhões (desde que não seja Empresário Individual), e Empresários Individuais com faturamento anual superior a R﹩ 81 mil até R﹩ 16 milhões – para saber os CNAE do programa é preciso acessa – http://www.desenvolvesp.com.br/wp-content/uploads/2020/03/Lista-de-Cnaes-AVETC.pdf. A taxa de juros é de 1,20% ao mês, e o prazo de pagamento é de 60 meses. O valor a ser tomado é de até R﹩ 3.750.000, exigindo garantias. Para saber mais –http://www.desenvolvesp.com.br/empresas/credito-digital/credito-digital-audiovisual-economia-criativa-turismo-e-comercio/.

Opções do BNDES – Banco Nacional do Desenvolvimento Social

• Crédito para folha de pagamento de MPMEs (financiamento de até 2 salários mínimos por empregado, por 2 meses) – esse é um crédito emergencial para empresas com faturamento anual entre R﹩ 360 mil e R﹩ 10 milhões, exclusivamente para pagamento da folha de salários de funcionários. A contrapartida desse crédito é a empresa não poder demitir, por dois meses, os empregados com salários financiados. A taxa de juros é de 3,75% ao ano (isenta de remuneração ao BNDES e aos bancos). O prazo de pagamento é de até 30 meses, tendo 6 meses para cobrança de juros. Para saber mais – http://www.bndes.gov.br/wps/portal/site/home/financiamento/produto/linha-emergencial-folha-de-pagamentos-mpme

• Mais capital de giro – BNDES Crédito Pequenas Empresas – Como iniciativa de apoio ao enfrentamento dos efeitos econômicos da pandemia do coronavírus, o BNDES expandiu a oferta de capital de giro desta linha de crédito para negócios com faturamento anual de até R﹩ 300 milhões até 30 de setembro de 2020, com limite de financiamento de até R﹩ 70 milhões por ano. Com livre negociação, o programa tem custo financeiro (TFB, TLP ou Selic), mais taxa BNDES de 1,25% ao ano e taxa banco conveniado. O prazo de pagamento é de até cinco anos, incluindo carência de até dois anos. Para saber mais – http://www.bndes.gov.br/wps/portal/site/home/financiamento/produto/bndes-credito-pequenas-empresas

• Linha emergencial – setor de Saúde – crédito para ampliação de leitos e da oferta de equipamentos e materiais médicos e hospitalares, com possibilidade de tomada de até R﹩ 150 milhões por grupo econômico, a cada período de 6 meses. O valor mínimo de financiamento em operações será de R﹩ 10 milhões. A solicitação deve ser feita diretamente ao BNDES. A vigência é até 30 de setembro de 2020. Os valores a serempagos incluem o custo financeiro (TLP), mais taxa BNDES de 1% ao ano e taxa de risco de crédito de até 4,26% ao ano. O parcelamento é limitado a 60 meses (incluindo a carência). A carência é de 3 a 24 meses

O Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal também possuem medidas para apoiar franquias, micro e pequenas empresas, os juros e carências devem ser negociadas diretamente com os bancos. Os demais bancos do país também estão oferecendo “renegociação em condições especiais”.

Aceleradora mapeia startups que podem auxiliar setores impactados pelo coronavírus

A crise causada pela pandemia do coronavírus afetou a economia de forma incalculável e alguns setores estão sofrendo consequências graves, como o de transporte, turismo e gastronomia. Na contramão, outras áreas do mercado têm tido picos de demanda neste período conturbado, principalmente serviços que podem ser feitos a distância, como aplicativos de videochamada, como o próprio Zoom.

Neste cenário, existem as startups, empresas que possuem a disrupção em seu DNA. Por terem este perfil mais ligado à inovação, algumas estão conseguindo atravessar a fase atual de forma positiva ou, inclusive, propondo algum tipo de avanço para todo seu segmento. Para mostrar isso, a Troposlab – aceleradora de negócios, projetos e pessoas – fez um mapeamento de negócios que foram acelerados por ela, e que podem ajudar outras empresas a reinventarem-se e a superarem a crise do coronavírus.

“Existem efeitos de curto, médio e longo prazo e já começamos a ver um desenho de setores que estão sendo e serão mais afetados, seja pela doença em si, seja pelos efeitos econômicos do confinamento que estamos vivendo. Por isso, mapeamos alguns dos principais setores que estão sofrendo com as atuais medidas e as principais startups aceleradas que podem ajudar na reinvenção destes negócios”, explica Pedro Teixeira, cofundador e diretor de aceleração da Troposlab.

Varejo

Uma área que foi muito impactada e está precisando se reinventar e reformular seu modelo de negócios é a de varejo. Inúmeras empresas têm tido queda nas vendas porque não podem abrir e ainda não possuem uma plataforma online.

• eMercado e Domusca : duas startups que atuam no setor de varejo supermercadista. Mesmo com o confinamento, as pessoas precisam comprar itens essenciais de alimentação. Para evitar que elas se arrisquem e saiam de casa, as duas plataformas funcionam como deliverys para quem deseja fazer as compras do mês.

• N2N Virtual: Para os microempreendedores que precisaram fechar as portas de seus pequenos negócios, essa startup é uma boa opção de migração para o online. É um marketplace que permite que qualquer um crie sua loja virtual, uma oportunidade para novas ideias.

• Take Now: Sente falta das outlets e de promoções como “Compre Agora” ou “Veja Agora”? A Take Now trazer este conceito para o online e qualquer pessoa pode vender pela plataforma. Funciona como um marketplace de moda que lança promoções que ficam disponíveis na tela por 1 minuto e meio. Se a pessoa não se interessar pela oferta, o produto não aparece mais. Se ela gostar, ele fica disponível por 5 minutos para fechar a compra. Algumas vezes, há produtos por R﹩ 1.

• Rectrix , Simbio e Shelfpix : Startups B2B que oferecem soluções tecnológicas com softwares de gestão de vendas e caixa. Um segmento para ficar atento, pois com o aumento de demandas no online, é preciso ter um sistema de operação eficiente e que controle o fluxo de informações das operações de uma empresa de varejo.

Turismo

A área de turismo e viagens foi a que sofreu instantaneamente com a crise do coronavírus. Em tempos de isolamento social, as viagens de férias e as hospedagens em hotéis são as primeiras a pararem. Como as empresas estão lidando com o momento atual e se planejando para o futuro é que vai determinar se vão sobreviver ou não.

• Mevow e Mibusca : são plataformas de busca e comparação de preços de passagens aéreas. Nos dois exemplos, elas podem funcionar de forma integrada com outros players do setor que precisam se reinventar, como no caso de agências de viagem e turismo.

Alimentação

Categorias de mercado que necessitam da presença física e trabalham com a ideia de interação social ficaram de mãos atadas com a quarentena, especialmente os pequenos bares e restaurantes de bairro, que tinham uma clientela fixa da região. Muitos já trabalhavam com plataformas de delivery, como iFood e Uber Eats, e outros precisaram utilizar estes sistemas às pressas para não perder espaço.

• Menyoo: é uma plataforma que funciona de forma complementar com aplicativos de delivery, possibilitando a chegada de cardápio de um determinado estabelecimento a mais lugares e, consequentemente, trazendo mais vendas.

• Bom de copo : os happy hours tiveram uma pausa, mas mesmo assim é possível reconectar a comunidade cervejeira por meio da tecnologia. A startup liga produtores, estabelecimentos e clientes para estabelecer relacionamentos entre esses grupos.

• Sacola de Minas: funciona como um marketplace de produtos artesanais onde fabricantes podem comercializar seus produtos que antes eram vendidos em pequenas quitandas e mercearias. Há uma grande gama de produtos, desde queijos e doces mineiros a artesanatos.

Entretenimento

Assim como a área de gastronomia sofreu pelo distanciamento social, o setor de entretenimento, cultura e lazer está vendo os impactos com seus pontos de portas fechadas. O jeito de se entreter mudou. Milhares de músicos estão fazendo lives de show e os serviços de streaming estão mais fortes do que nunca.

• Cennarium: uma espécie de Netflix de peças de teatro e musicais, a startup tem o objetivo de levar a experiência dos palcos para o ambiente digital com apresentações musicais, circo, performances de dança e muito mais, além de democratizar o acesso à cultura.

• HOLOBOX: startup que reproduz personagens, objetos e pessoas em hologramas. No momento atual, as lives se tornaram parte da rotina. Mas em breve, é possível que as transmissões em holografia possam se tornar realidade em um mundo pós Covid-19.

• ampyou e Eshows : as duas startups atuam como portais para conectar artistas com clientes para contratação de shows particulares, enquanto as aglomerações precisam ser evitadas.

Reinventando parcerias no novo normal

Por Bruno Maia, diretor de Inovação do SAS para América Latina

Nada será como era antes. Essa simples constatação, tão subestimada anteriormente, ganhou um novo significado no debate sobre o trabalho durante e após a pandemia, e está levando à busca da reinvenção do papel de profissionais, empresas e seus clientes nesse novo normal.

Para quem está acostumado ao modelo tradicional de trabalho, a Covid-19 introduziu uma brutal disrupção na rotina, até então calcada nos diversos aspectos da vida “lá fora”, bem como mudanças radicais no expediente, que agora acontece dentro de nossas casas.

Durante três semanas, notei o impacto da mudança em mim mesmo e nos outros. Dias de trabalho sem fim ou pausa, entremeados pelo ruído da avalanche de notícias e dicas de autodesenvolvimento na quarentena, temas sob um guarda-chuva que projeta a sombra da incerteza sobre o futuro. É uma situação que coloca nossas melhores capacidades humanas em xeque.

Tendo reformulado minha própria forma de trabalhar para responder às novas imperativas trazidas pela crise, meu modelo atual considera estes impactos e seus desdobramentos em como nossos clientes operam. A primeira conclusão é: o trabalho estruturado e a abordagem de fail fast nunca foram tão adequados para projetos de tecnologia e inovação.

No atual cenário, é preciso trabalhar com o que se tem: praticar, falhar e consertar rápido. A busca pela perfeição na primeira entrega, muitas vezes infrutífera e razão da falha de tantos bons projetos, sai de cena. Entra em cena o bom, o possível, o que possibilita a permanência no jogo infinito e permite a flexibilidade necessária para navegar a instabilidade.

A interação entre pessoas também mudou e esse é outro elemento crucial de como parcerias estão sendo reinventadas pós-coronavírus. Nossos clientes são pessoas que sofrem os mesmos problemas e pressões trazidas por esta situação sem precedentes. Portanto, é essencial ter isso em mente quando trabalhamos não só durante a crise, mas quando pensamos no futuro destas relações.

“Em um cenário de pressão e excesso de informações, é fundamental ser relevante

No pós-pandemia, muitas empresas que experimentaram a operação remota e as eficiências que essa abordagem pode trazer não olharão para trás. Por outro lado, o trabalho remoto vai continuar a invadir os limites entre o tempo pessoal e profissional. As pessoas sofrerão cada vez mais com overload de informações e encontros serão raros. Isso se refletirá na interação entre empresas e seus parceiros de tecnologia.

O processo de conseguir um minuto de pausa de atenção do cliente, que sempre foi desafiador para fornecedores de soluções, ganha nuances adicionais no novo normal. Considerando todos os fatores, barreiras e mudanças que descrevi até aqui, o trabalho precisa ser o mais informativo e realista possível.

Para isso, aumenta a barra do estudo e da análise prévia. Não vale usar modelos vistos na indústria anteriormente, do one size fits all, onde projetos anteriores são utilizados para mostrar como uma oferta pode apoiar um cliente. Falaremos da questão a ser endereçada, mas o debate sobre a solução a ser usada ficará em segundo plano, ou muitas vezes, até invisível.

Foco no pragmatismo e sustentabilidade no longo prazo serão fundamentais para as parcerias no novo normal. Em uma realidade de caixas de email lotadas e pessoas metralhadas com informação, o objetivo deve ser gerar menos barulho e trazer menos problemas. Ser relevante é a única forma de conquistar espaço, mas com a música que clientes precisam ouvir agora: a das soluções.