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A economia também está na UTI

Por Ernani Reis, analista da Capital Research

Em meio ao avanço da pandemia de coronavírus, os governos tentam mensurar o real impacto econômico da crise e partem em busca de novas projeções para 2020. Os números até o momento, não são nada animadores, mas ainda pouco precisos. No final da última semana, o governo brasileiro divulgou a projeção revisada para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano: 0,02%. O número representa uma queda significativa ante os 2,1% anunciados há pouco mais de 10 dias, o que reflete uma rápida mudança de cenário frente ao estágio inicial da pandemia em solo brasileiro.

Mas, o dado oficial do governo não deixa de ser um tanto otimista. Nos EUA, por exemplo, o agravamento da crise já fez o presidente norte-americano, Donald Trump, reconhecer a possibilidade de recessão na maior economia do mundo. O quadro é tão grave que a Câmara dos Deputados, dominada pela oposição do Partido Democrata, discutiu e aprovou um pacote de medidas na casa dos US$2 trilhões, em pleno ano eleitoral, para amenizar o impacto do coronavírus na economia norte-americana.

Ao mesmo tempo, em escala global, a agência de classificação de risco Fitch Ratings aponta para o crescimento do PIB global de 1,3%, ante aos 2,5% previstos no final de 2019. A se confirmar, falaremos do menor crescimento econômico global dos últimos dez anos, com fortes sinais de recessão a caminho. De modo geral, o que surpreende o mercado desta vez é a velocidade da deterioração econômica sem precedentes. De repente, no ano em que se falava em bolsa na casa dos 130 mil pontos e crescimento na casa dos 2%, ainda estamos em março e já assistimos a bolsa na casa dos 60 mil pontos e uma perspectiva otimista de crescimento zero.

Enquanto isso, o Banco Central do Brasil anuncia medidas econômicas para tentar minimizar esses impactos. No entanto, as elas ainda levarão um tempo para surtir efeito na realidade das pessoas e dos negócios. Até lá, a maior ameaça está no desemprego e no fechamento de empresas dos mais diversos setores, estando entre os mais frágeis a aviação, o turismo e o varejo.

Além disso, o cenário se agrava ainda mais com a perspectiva de uma menor arrecadação com os royalties do petróleo (também em crise) e o aumento dos gastos acima do orçamento do ano. Desse modo, na atual conjuntura, um PIB zero a zero já seria uma grande vitória. Isso porque, por mais otimista que possamos ser, uma recessão já é considerada certa caso não tenhamos uma grande reviravolta com a pandemia nos próximos 15 dias. Entre as projeções divulgadas pelo mercado até o momento, o Itaú Unibanco estimou uma retração de 0,7% em 2020. Já o Goldman Sachs indicou uma retração de 3,1%, enquanto a FGV apontou para um encolhimento de 4,4% da economia brasileira, considerando o cenário da crise de 2008.

Fato é que a própria variedade de projeções mostra que ainda existem muitas variáveis em jogo e o fator “tempo” sobre a pandemia é determinante para a elaboração de projeções mais assertivas, o que já sabemos é que o que virá será muito ruim e que, a esta altura, apenas a descoberta de uma vacina contra o coronavírus poderia tirar o mercado da UTI.

Jornada X e FGVcenn lançam o game “Operação Antivírus: Geração Z contra o coronavírus”

Centro de Empreendedorismo e Novos Negócios da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGVCenn), em parceria com a Jornada X, lança o game “Operação Antivírus X” contra o coronavírus. As duas organizações reuniram uma tropa de elite de profissionais para, em apenas cinco dias, entregar o jogo que desafia jovens de 12 a 25 anos, de todo o Brasil,a ajudar a sociedade a enfrentar essa pandemia por meio da solução de problemas sociais em uma gincanavirtual. O jogo pode ser acessado no site http://jornadax.com.br/antivirusx/.

A Jornada X, criada pela ONG LiveLab, segue uma metodologia de redes em que não há um líder único, masem que todos caminham em suas direções com objetivos específicos distintos, porém com foco social. Com o total de setes missões, o participante seguirá uma jornada cooperativa, que auxilia os grupos a atingirem seus objetivos em um caminho épico e de impacto.

“No final do jogo, teremos muitos jovens engajados, brincando com o propósito e mudando a perspectiva do momento de crise e vulnerabilidade para uma perspectiva positiva de conquista, bem-estar e potência”, afirma Edgard Barki, coordenador do FGVCenn.

Barki ainda acrescenta que “contaremos com a criação de um acervo de fotos e vídeos, produzidos pelos jovens, com boas ideias e práticas para serem compartilhadas e, com isso, transformar o Brasil em referência no desenvolvimento de habilidades socioemocionais e no uso de tecnologias digitais colaborativas para a solução de problemas contemporâneos”.

Home office: cinco dicas para um trabalho remoto com produtividade

Não são todos os trabalhadores que estão acostumados ou até mesmo adaptados a executar suas tarefas remotamente. Em tempos em que é necessária a contenção de pessoas nas ruas e a necessidade de se evitar os deslocamentos para os escritórios e expedientes longos em espaços fechados, surge a possibilidade de trabalhar de casa.

Porém, muitos ainda não sabem como manter o foco, a concentração, assim como a qualidade das entregas que precisam ser feitas ao longo do dia. Veja abaixo algumas dicas, elencadas pela Poly, empresa de tecnologia que surgiu da fusão entre Polycom e Plantronics, para quem está se familiarizando com esta modalidade de trabalho.

Faça chamadas de vídeo

Sempre que for necessário fazer alguma reunião com sua equipe, use as chamadas de vídeo e ligue sua câmera. Ao fazer uma conferência apenas com áudios ou por texto, é comum acumular outras tarefas ao mesmo tempo, não dedicando a atenção necessária àquela chamada. O vídeo permite uma maior conexão entre a equipe, pois torna as expressões faciais, reações e respostas visíveis. Em tempo de isolamento em casa, é essencial também para amenizar a falta de contatos e de trocas pessoais com os colegas de trabalho.

Trabalhe em um ambiente organizado

Não é porque se está trabalhando de casa que usar pijamas ao longo do dia ou permanecer na cama dentro de um quarto fechado será algo adequado. Abra as janelas, e mantenha o ambiente ventilado, sente-se à mesa e troque de roupas. Para as chamadas de vídeo com a equipe, procure também mostrar essa organização, usando pontos mais iluminados do local e apoios para que o computador pegue um ângulo mais enquadrado.Estes pequenos ajustes auxiliam a não transformar a cama em um ambiente corporativo e vice-versa, trazendo a seriedade necessária ao trabalho.

Desligue o microfone quando não estiver em uso

O microfone pode ser desligado ao longo das conferências e não existe problema algum nisso. Ao deixar o equipamento ligado a todo o tempo, ficamos passivos a capturar ruídos de vizinhos, carros e caminhões passando pela rua, cachorros latindo ou crianças, caso as tenha em casa. Todos estes são barulhos que podem tirar a concentração dos outros membros da chamada e atrapalhar o áudio.

Use equipamentos de qualidade

Alguns eletrônicos são feitos justamente para facilitar o trabalho remoto e aumentar a concentração e produtividade. Headsets e fones de ouvido com cancelamento de ruídos externos, seja ao escutar um áudio ou na captação pelo microfone, são excelentes opções para manter a qualidade das chamadas mesmo longe do escritório. Headsets como o Voyager Focus UC e o Voyager 5200 UC funcionam por Bluetooth e são boas opções para evitar desconfortos durante as teleconferências.

Movimente-se

Já que sair de casa não é mais necessário, é preciso ficar atento à falta de movimentos ao longo do dia. Levantar-se da cadeira, alongar-se e fazer pequenas caminhadas é importante para manter o corpo ativo e saudável durante o expediente. Respeitar o horário de almoço também é essencial para relaxar a mente e não manter o foco apenas em assuntos corporativos. Se for difícil de lembrar, coloque um despertador para lembrar os horários para sair um pouco do local de trabalho.

ABES promove série especial de webinars sobre boas práticas e gestão de negócios em tempos de transformação

Com a mais recente recomendação de quarentena com o COVID-19, empresas de todos os portes precisam se ajustar a novos modelos de trabalho. Independentemente de seu porte, acreditamos que as relações humanas e de negócio serão profundamente alteradas: a determinação do home office, por exemplo, é um dos primeiros desafios que tentamos superar, aproveitando o momento para explorar a criatividade e conseguir driblar eventuais diversidades. Para ajudar associados e empresas em geral, a ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software) promove, nos dias 25 de março e 01 de abril dois webinars com informações úteis e uma análise sobre as futuras relações após esse período de transformação.

O primeiro encontro acontece no dia 25/03, às 14h, e contará com a participação de especialistas em tecnologia, trabalho remoto, antropologia e virologia, para compartilhar experiências e responder dúvidas dos participantes sobre como enfrentar os próximos desafios, seja na relação interpessoal ou na gestão de projetos. O segundo webinar, marcado para o dia 01 de abril, terá foco nos aspectos jurídicos da crise: as mudanças nas relações de trabalho e o que esperar dos próximos meses.

Para Rodolfo Fücher, presidente da ABES, a ideia é apresentar conteúdos didáticos aos participantes e membros da associação, trazendo tranquilidade e educação ao período de quarentena. “Estamos passando por um período de transformação de hábitos, costumes e gestão dos negócios, que certamente impactarão significativamente em nosso comportamento, nossas prioridades e formas de relacionamento”, comenta.

 Serviço:

Webinar: “Covid-19: Novos tempos, panorama e perspectivas”

Data: 25 de março, às 14h.

Programação:

Impacto nas dinâmicas de vida e trabalho durante o isolamento social:

– Carol Zatorre (Antropóloga – Head de Pesquisa da Kyvo);

Coronavírus e a economia

– Paolo Zanotto (Professor e virologista do Instituto de Ciências Biomédicas da USP);

Desafios e oportunidades em tempos de confinamento

– Francisco Eduardo Espuny (Especialista em Sistemas, Privacidade e Proteção de Dados, Matrix Sistemas – Saúde Diagnóstica).

Papel das empresas no combate ao Corona Vírus:

– Fabio Rua, Diretor de Relações Governamentais e Assuntos Regulatórios da IBM América Latina

Capacitação online em tempos de home office:

– Luiz Alberto Ferla (Fundador e Presidente da DOT).

FEBRABAN informa novo horário de funcionamento de agências bancárias

A FEBRABAN e os bancos recomendam a seus clientes e usuários do setor bancário que atendam àsorientações das autoridades sanitárias, evitem deslocar-se para as agências bancárias e deem preferência parausar produtos e serviços dos bancos pelos canais digitais destinados à população.

Por meio do celular e internet, os usuários podem fazer, com segurança, agendamento e pagamento de contas, consulta de saldos e extratos, transferências financeiras, contratação de serviços e empréstimos, entre outrosserviços. Nos aplicativos e internet banking, os clientes poderão encontrar ferramentas úteis para todas as necessidades, além de ter acesso a comunicados e canais de atendimento.

Ao evitar voluntariamente ir às agências bancárias, todos colaborarão para que os bancos possam dar prioridade ao atendimento aos grupos mais vulneráveis, protegendo todos, inclusive os bancários, com a redução do fluxo de pessoas necessárias aos esforços contra a disseminação do vírus COVID-19.

Em caso de urgência e necessidade, a rede de autoatendimento (ATMs), com seus 170 mil terminais espalhados em todo o país, também está à disposição da população para saques e depósitos. Para proteger os clientes, foi intensificada a higienização desses terminais, seguindo a orientação de aperfeiçoar e intensificar os protocolos de higienização das instalações bancárias.

Novos horários

Com o objetivo de assegurar a prestação de um serviço essencial, preservando o compromisso do setor com a garantia de segurança no atendimento ao público, especialmente os segmentos mais vulneráveis da população, a FEBRABAN informa que seus bancos associados manterão as agências bancárias abertas em horários diferenciados, nos próximos dias.

Em regime contingenciado, ou seja, com limite de pessoas no interior das agências e apenas com transações essenciais, as agências realizarão atendimento ao público pelo período mínimo das 10 horas às 14 horas, enquanto for necessário para atender às necessidades de combate à disseminação do COVID-19, responsável pela atual pandemia.

Para atendimento exclusivo para idosos, gestantes e pessoas portadoras de deficiências, o atendimento será das 9 horas às 10 horas.

Os clientes serão informados dos novos horários por meio de comunicado na própria agência. A escolha das agências atende ao perfil desses públicos, que recebem suas aposentadorias e benefícios na rede bancária.

Os novos horários foram definidos dentro das orientações estabelecidas pelo Banco Central, que possibilita às instituições financeiras alterar horários de atendimento ou suspender serviços em agências selecionadas de forma pontual e por períodos limitados de tempo.

Os clientes serão devidamente informados pelos canais de comunicação de cada banco.

A FEBRABAN reitera a recomendação aos clientes para que evitem ir às agências. A entidade criou uma cartilha com informações úteis para o melhor uso dos canais digitais dos bancos. O material está disponível no link http://bit.ly/2xD2T4g

Coronavírus: como lidar com o trabalho remoto preventivo e administrar a rotina com filhos?

Por Patrícia Franco, Diretora de RH da Aspen Pharma Brasil

Com o avanço da proliferação do Coronavírus (Covid-19) no Brasil, as empresas têm adotado ações para combater a sua proliferação. Ações como a adoção de trabalhos remotos (home office) são cada vez mais comuns na rotina de prevenção. Inclusive, organizações que já tinham essa iniciativa prevista para ser implementada ainda esse ano, tiveram que fazer de forma emergencial, e estão lidando com desafios na gestão de times.

Na Aspen Pharma Brasil não podia ser diferente. Adotamos diversas ações de prevenção e combate ao vírus que tem se espalhado de forma exponencial em todo o planeta. Formamos um comitê para acompanhar e planejar as atividades mais seguras para nossos colaboradores. Temos mantido a equipe atualizada e amparada com todas as informações disponíveis sobre o vírus. Iniciativas essenciais já foram implementadas desde então, dentre elas o home office, onde metade do time está trabalhando remoto, e a outra no escritório, em sistema de rodízio em grupos de trabalho.

No entanto, como lidar com a rotina de home office preventivo e administrar a casa e cuidar dos filhos, que também estão em quarentena preventiva? Para que isso funcione e, de fato, proporcione mais tempo de qualidade com os filhos e bons resultados na profissão, é preciso organização, atenção e ajuda. Elencamos aqui algumas dicas para orientar quem está conciliando o trabalho, as tarefas domésticas e o cuidado com os pequenos em casa.

• Estabeleça horários e plano de atividade

O trabalho de home office não possui horários tão definidos, como início, almoço e fim, como em ambientes empresariais ou de escritório. Por isso, deve-se atentar para a carga horária de trabalho da sua empresa e o fluxo de produtividade do dia a dia. Para ajudar, monte uma agenda com planejamento de tarefas e compromissos, além de plano de atividades diário e semanal. Importante definir horários para alimentação: não ficar longos períodos sem se alimentar, e beber água regularmente ao longo do dia.

• Local de trabalho

É importante estipular um ambiente ordenado de trabalho para as funções de tarefas. Garanta um espaço sem distrações, organizado e silencioso, que não limite sua produtividade.

• Roupa

Por incrível que pareça, a simples ação de trocar o pijama por outra roupa produz em nosso cérebro um estimulo de entendimento da rotina de trabalho. Por isso, toque seu pijama e vista-se pela manhã como um ritual de organização do seu dia de trabalho.

• Realize outras atividades fora do horário de trabalho

Organize seu tempo de forma a alinhar sua rotina de trabalho com os filhos e tarefas de casa. Por não ter mais o deslocamento ao escritório, pode começar o expediente mais cedo, por exemplo. Atribua tempo para produtividade contínua e não esgotamento de ideias.

• Colaboração

Contar com a colaboração de todos da casa é fundamental. Deixar claro que não é porque está em casa que está disponível 100%, você tem horários, regras, serviço a ser cumprido. No começo é mais difícil até que todos se sintam adaptados à nova situação, mas com o tempo tudo é entendido e normalizado.

Para Stefanini Rafael, trabalho remoto exige o mínimo de Segurança da Informação

A pandemia do coronavírus (Covid 19) gerou uma série de impactos no mundo todo e o mercado corporativo passou a adotar o home office como forma de continuar as atividades e colocar seus colaboradores em segurança. Segundo pesquisa recente realizada pela consultoria Betania Tanure Associados com 359 companhias que atuam no Brasil, 43% dessas empresas aderiram ao trabalho remoto em casa. Mas com um número crescente desse novo cenário de atuação home office, como fica a Segurança da Informação? Ao adotar tal modalidade, é fundamental que gestores e colaboradores tomem medidas para garantir e manter a segurança e a proteção dos dados.

Na avaliação da Stefanini Rafael, venture do Grupo Stefanini especializada em soluções avançadas de Inteligência e de Cyber Defense, há que se considerar alguns aspectos fundamentais para o trabalho remoto realizado tanto em PCs, notebooks ou aparelhos celulares, como o uso de Segurança de Dispositivo, independentemente do equipamento usado pelo colaborador; o acesso remoto seguro e criptografado à rede da empresa; acesso controlado aos serviços de nuvem; e, por fim, rápidos testes de intrusão na própria infraestrutura da empresa, que agora estará mais vulnerável.
A proteção nesses quatro pontos proporcionará um ambiente de trabalho mais seguro e, paralelamente a essas medidas, as empresas também devem assegurar o uso constante de antivírus atualizado, formas mais simplificadas de adoção de softwares contra malwares (códigos maliciosos), além de outros softwares que mantenham a segurança de dados pessoais desses profissionais. Deve-se evitar o uso de Wi-Fi de rua ou locais com sinais de Internet aberta, sem proteção, uma vez que são uma ameaça e há muita vulnerabilidade. É muito importante estabelecer uma conexão segura na casa do usuário que acessa remotamente por meio de uma VPN (Rede Privada Virtual), de forma a reduzir a exposição à ataques. “Os cuidados acima ajudarão as empresas a continuarem operacionais durante este momento de crise, porém reduzindo bastante o risco de uma crise de Segurança da Informação”, afirma Marco Aurélio Peres, Head de Cyber Security da Stefanini Rafael.

A Stefanini Rafael conta com soluções inovadoras e equipamentos de alta tecnologia de serviços em cibersegurança e desenvolve projetos de implementação para centros operacionais de segurança, os chamados Security Operations Centers (SOCs). “Com suas soluções, a companhia auxilia empresas a se preparar para riscos típicos do ambiente digital, como as ameaças nesses tempos de trabalho remoto, onde a Segurança da Informação não pode ser jamais desprezada”, destaca Leidivino Natal, CEO da Stefanini Rafael.

Por meio do SOC, a Stefanini Rafael insere ainda mais segurança no ambiente de trabalho das empresas, a partir de parcerias estabelecidas com fabricantes de softwares, oferecendo módulos com solução de ponta a ponta, com total flexibilidade, que reúne, por exemplo, adoção de testes para avaliação das vulnerabilidades apresentadas. Um exemplo destes serviços é o Pentest (ou Teste de Intrusão), realizados pelos famosos hackers do bem, os ‘Ethical hackers’, que acessam as redes e identificam os pontos vulneráveis, que são porta de entrada de ameaças a serem evitadas.

“Dessa forma, proporcionamos uma gestão de identidade e melhor acesso, ajudando a garantir que o grupo de pessoas autorizadas e com chaves de acesso possa utilizar o sistema de forma segura. É fundamental garantir a base de colaboradores trabalhando remotamente, gerando mais segurança para os negócios. Estamos prontos para uma conversa com as empresas à fim de apoiá-las nessa grande movimentação de infraestrutura”, finaliza Marco Aurélio Peres.

Fusões e Aquisições em tempos de Coronavírus: seis pontos a observar contratualmente

Que o Coronavírus afetará as dinâmicas do mercado financeiro e da economia todos já sabemos. Mas quais serão as potenciais alterações nas operações de fusões e aquisições? O que deve ditar o ritmo das negociações e operações já em curso? Quais itens um bom contrato do tipo deve destacar no momento atual? Para responder essas questões, Fernanda Bastos, especialista em Fusões e Aquisições do Cescon Barrieu Advogados, relaciona os seis tópicos mais relevantes a serem observados nas principais etapas do negócio considerando o cenário atual e seus impactos.

• Due diligence – a etapa de avaliação da companhia a ser comprada, seus números, resultados e informações deve ocorrer de forma especialmente detalha•da. É obrigatório avaliar a solvência da empresa que é objeto da operação diante dos potenciais impactos da crise. Ela possui algum grande cliente que pode se tornar inadimplente? Ou tem um fornecedor que, forçosamente, terá de deixar de lhe prestar serviços por conta da pandemia? Quais são as consequências disso? Outro item essencial é atentar às declarações feitas pelo vendedor. Elas têm como objetivo dar uma fotografia da situação da empresa a ser comprada no momento da assinatura do contrato. Em geral, para que o comprador seja obrigado a fechar a operação, essas declarações devem ser verdadeiras também no momento do fechamento. Então, compradores devem ter muito cuidado em incluir todos os fatos e dados que sejam importantes de serem mantidos no fechamento. Por outro lado, os vendedores devem ter cuidado para não incluir nas declarações fatos e dados que não podem garantir frente à crise.

• Especial atenção e regulação para o período entre o signing e closing – nas operações de fusões e aquisições, em geral, há um período de tempo entre a assinatura do contrato (o signing) e o seu efetivo fechamento (closing). É no fechamento que, de fato, ocorre o pagamento pela fatia comprada, assim como transferência dessa fatia ao seu novo controlador. Fernanda destaca que deve haver especial foco para garantir proteção em relação a esse período, por conta das mudanças que a empresa adquirida pode sofrer neste intervalo de tempo. É essencial que haja regulação também para o caso das empresas envolvidas, ao final do período, desejarem não mais seguir adiante com a operação.

• Condições precedentes – depois da assinatura do contrato, a relação entre as empresas que são parte do negócio se dá de acordo com a condições precedentes. Elas determinam, por exemplo, se é necessário obter aval de alguma instituição para seguir adiante com a operação ou quem pagará os contadores envolvidos. Mais do que nunca, elas precisam ser determinadas de forma objetiva e devem ser verificadas para que as partes estejam obrigadas a fechar a operação dentro do prazo máximo previsto para o seu cumprimento. É importante prever que situações referentes à crise devem ser consideradas como aptas a desfazer o negócio. Atrasos na obtenção de consentimentos governamentais ou de credores permitem a rescisão sem penalidades? Que aspectos da crise podem, ou não podem, ser considerados uma alteração significativa permitindo às partes desistir da operação? As condições precedentes devem, obrigatoriamente, responder essas questões para que haja mais segurança e conforto de todos os envolvidos.

• Condução dos negócios – entre a assinatura da venda e a efetiva transferência da empresa ao novo controlador, a empresa deve, óbvio, seguir operando. Para definir como isso ocorrerá, há cláusulas nos contratos de fusões e aquisições sobre a condução dos negócios. Os itens devem listar os atos que podem ser tomados ou que devem ser evitados pela empresa alvo da operação no intervalo entre o signing e o closing. Com a pandemia, é importante pensar em situações específicas referentes à crise que só possam ser realizadas com a anuência do comprador. É essencial também prever ações que, se praticadas, darão ao comprador o direito de não ir adiante com o negócio.

• Preço – um bom contrato de fusão e aquisição, no cenário atual, deve estabelecer com total clareza quais alterações nas operações da empresa alvo da fusão ou da aquisição devem ser consideradas como fatores capazes de aumentar ou reduzir o preço combinado. Outra cláusula de extrema relevância é a que trata de potencial indenização. Nela é importante ser objetivo sobre quais fatos ocorridos – antes ou após o fechamento – devem estar sujeitos, ou excluídos, das indenizações.

• Por fim, o contrato deve estabelecer com precisão as hipóteses que permitem as partes rescindir o negócio e quais as suas consequências e penalidades. O que determinará isso? Queda nas vendas? Encerramento de contratos importantes? Pense no negócio específico e no que economicamente precisa ser resguardado para definir esse item essencial.

Sinqia investe em programa de aceleração de startups

A Sinqia (B3: SQIA3), maior provedora de tecnologia para o mercado financeiro, anunciou sua entrada na Darwin Startups, eleita duas vezes consecutivas como a melhor aceleradora do Brasil pelo Startups Awards, da ABStartups, em 2018 e 2019. A aceleradora atua focada em descobrir e apoiar startups nacionais, que tem como foco fintechs, insurtechs, Big Data & Analytics e TI & Telecom. A Sinqia se junta a um grupo seleto de parceiros corporativos que apoiam a iniciativa, entre eles: B3, Grupo J.Safra, RTM e TransUnion.

Para Leo Monte, diretor de Marketing e Inovação da Sinqia, a parceria com a aceleradora faz parte do plano estratégico da companhia de se conectar cada vez mais com o futuro do mercado financeiro. “Nos últimos anos, destinamos cerca de 2,5% do nosso faturamento para as áreas de P&D de software e, este ano, destinaremos R$ 3,5 milhões a mais para investimentos em inovação, sendo parte desse valor direcionado para o Torq, nosso hub de inovação, e parte para a Darwin, com o objetivo de investir em tecnologias emergentes e novas soluções para o mercado. Queremos apoiar o empreendedorismo brasileiro e acelerar, cada vez mais, a inovação na Sinqia. A Darwin se encaixa perfeitamente na nossa estratégia e se apresenta com um grande portfólio de startups e reconhecimento do mercado”.

A Sinqia também enxerga esse movimento como uma oportunidade de promover ainda mais a inovação dentro da empresa. “A cultura de inovação das startups nos interessa muito, pois ela promove uma mudança de mindset nos colaboradores e também uma troca de conhecimento entre ambas as partes”, complementa Monte.

O programa da Darwin tem o objetivo de descobrir startups e realizar a aceleração com foco em vendas, gestão de pessoas e governança, além de oferecer orientações estratégicas de mentores, parceiros corporativos, potenciais clientes e outros investidores. As startups selecionadas recebem um investimento de R$ 200 mil, em troca de 7% de participação — que pode ser flexibilizada ou ter um valor de aporte maior, caso a empresa tenha investimento prévio qualificado com valuation superior ou um faturamento anual significativo.

No total, os serviços oferecidos durante o período de aceleração podem chegar a R$ 500 mil em benefícios, entre eles acesso a Cloud Services, CRMs e ferramentas de marketing. Desde 2015, já foram 50 startups aceleradas e mais de R$ 10 milhões investidos. A previsão da Darwin para 2020 é investir em mais de 20 startups.

“A chegada da Sinqia no nosso grupo de parceiros corporativos é bastante positiva, pois é mais um passo que damos no processo evolutivo e de expansão de empresas de tecnologia que querem fazer a diferença no mercado. Acredito que todos temos a mesma visão e caminhamos rumo à transformação digital do país e à criação de novos modelos de negócios”, comenta Marcos Mueller, CEO da Darwin Startups.

As startups interessadas podem realizar a inscrição a qualquer momento diretamente no site www.darwinstartups.com

Como uma medicina automatizada e baseada em dados pode fazer a diferença quando hospitais e médicos estão sobrecarregados

Por Vanderlei Ferreira, Presidente da Zebra Technologies no Brasil

Em épocas de pandemias e altas concentrações de pessoas em hospitais, instituições de saúde precisam estar equipadas com ferramentas e tecnologias que garantam eficiência, agilidade e o melhor atendimento possível aos pacientes. Informações digitalizadas e acessíveis em tempo real podem fazer a diferença na recuperação de um paciente, garantindo aos profissionais de saúde acesso rápido e preciso a dados referentes a diferentes procedimentos, à administração de medicamentos e à identificação de exames e pessoas.

Ao investir em automação, hospitais podem criar um banco de dados movido à Internet das Coisas, que conecta, instantaneamente e a partir de qualquer lugar, os profissionais a informações essenciais para a realização do trabalho de cada um, em prol do bem-estar e da recuperação mais rápida dos pacientes.

Seguindo esta tendência, as empresas da área da saúde estão aumentando seu investimento em dispositivos móveis que coletam e exibem dados valiosos, minimizando os casos de erros humanos e tornando seus processos muito mais rápidos, o que é um imperativo em temporadas de crise como a que estamos passando com o COVID-19. De acordo com pesquisa da Zebra Technologies, até 2022, 97% dos enfermeiros, 98% dos médicos e 96% dos farmacêuticos estarão usando dispositivos móveis do tipo.

O código de barras, o mesmo que estampa a embalagem de produtos, é bastante usado para identificar pacientes, exames e medicamentos, oferecendo todas as informações relevantes, ao ser escaneado por um smartphone de uso hospitalar, por exemplo. A tecnologia ainda é valiosa ao monitorar e controlar suprimentos de produtos farmacêuticos, vacinas e bolsas de sangue. Além de indicar os níveis de estoque, eles também são sensíveis à temperatura, garantindo que vacinas e bolsas de sangue estejam sempre armazenadas em ambientes apropriados.

Há ainda devices que permitem a interação por voz e texto, mantendo toda a equipe informada e em comunicação constante. Os profissionais também contam com a facilidade de tirar imagens em alta resolução, incluindo informações importantes ao histórico dos pacientes, permitindo a troca de opiniões com outros especialistas. Sistemas do tipo também são capazes de interpretar dados e emitir relatórios ou, até mesmo, alertas.

Antes de investir em tecnologias do tipo, líderes de instituições de saúde devem estudar minuciosamente as necessidades de suas equipes e do ambiente hospitalar, colocando em operação soluções sob medida, que atendam perfeitamente às suas necessidades. A implantação de smartphones e tablets de uso pessoal, por exemplo, não é recomendada, pois eles não são projetados para suportar quedas ocasionais ou desinfecção contínua. Além disso, também não possuem tanta capacidade de bateria ou oferecem a segurança necessária para a captura e armazenamento de informações médicas.

A automação e seus benefícios fazem com que hospitais, laboratórios, clínicas e profissionais da saúde respondam melhor em momentos de alta demanda, quando qualquer ganho em eficiência e qualidade é de vital importância para o bem estar dos pacientes.

Home Office: como a tecnologia impulsionou um novo paradigma de trabalho

Por Alexis Rockenbach, COO da Compasso

O Home Office é uma tendência que cresceu muito nos últimos anos. Inicialmente, os principais argumentos por esse modelo são a flexibilização, melhora na qualidade de vida das equipes, otimização de espaços corporativos e escalabilidade. Valorizado pelas gerações Y e Z, esse modo de trabalho tornou-se rapidamente uma política desejável por novos candidatos – especialmente em empresas de tecnologia, que se posicionam como inovadoras em suas práticas de gestão e eficiência. Segundo a Sociedade Brasileira de Teletrabalho e Teleatividades (Sobratt), entre 2016 e 2018, a adoção pelo home office no País, teve crescimento de 22%.

O ganho em qualidade de vida surge de formas diferentes: ganho de tempo para praticar exercício, fazer tarefas domésticas ou até mesmo dormir um pouco mais; melhorar mobilidade urbana; redução de despesas com espaço físico e custos associados; aumento da produtividade e atração e retenção de talentos. Há ganhos secundários em saúde e bem-estar, como maior facilidade em controlar a alimentação, tempo de trabalho e menos riscos de se ver ilhado durante a hora do rush. Diversas empresas ainda resistem a mudança, devido à radical transformação no formato de gestão necessária. Isso se mostra especialmente verdadeiro em países com culturas sociais e afetivas, como é o caso de grande parte do mundo latino.

Nas últimas semanas, porém, em decorrência da disseminação do COVID-19, o home office deixou de ser tendência e tornou-se uma necessidade. Segundo a Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes), a expectativa é de que a situação dure aproximadamente de 30 a 60 dias e pode impactar a economia e pequenas e médias empresas. Deste modo, enfrentar esse desafio sem afetar seus negócios negativamente e, principalmente, se mantendo seguro, só está sendo possível graças a tecnologia. Aqui temos mais um exemplo em que a cloud computing é a maior aliada.

A realidade de poder acessar de qualquer lugar arquivos que estejam hospedados na nuvem – assim como aplicações e plataformas de processamento de dados antes reservados a grandes mainframes , agora está sendo vivida por um número exponencialmente maior de trabalhadores. Este é um momento de extrema sensibilidade, mas que pode ser uma revelação para empresas e gestores que antes viam o formato do home office com suspeita.

Não mais vemos a prática como exclusiva de empresas de tecnologias e grandes grupos. Segundo uma pesquisa realizada pela Brazil Small & Medium Business: ICT & Cloud Services Tracker, até 2019, 33% das pequenas e médias empresas brasileiras já faziam uso do cloud computing. O fato é, que cada vez mais, a tecnologia se torna uma grande condutora para as garantias de vantagem competitiva no mercado. No cenário atual, onde grande parte das empresas seguem liberando os trabalhadores para o home office, os serviços digitais estão se fazendo essenciais.

Além disso, a cloud é uma opção extremamente segura quando se trata em dados da empresa. Isso porque os provedores de serviço são continuamente atualizados com as tecnologias mais inovadoras para a segurança de dados, desta forma, suas informações sigilosas ficam sempre protegidas.

Manter-se em casa é hoje a ação mais prudente para aqueles em áreas afetadas e a quem isso é uma opção. Por isso, nesse momento há uma grande movimentação por parte das empresas em adotar para seus profissionais o trabalho remoto. Independentemente do tamanho da companhia, a ideia é facilmente adaptável, já que o ambiente em nuvem é escalonável e elástico. Exemplo disso é a Compasso, que possui um quadro de 1600 funcionários, onde quase sua totalidade está em casa, desempenhando seus trabalhos e, mais importante de tudo, seguros.

É nítido que o momento pede que os tomadores de opinião das empresas tenham uma abordagem inovadora ao oferecer novas formas de trabalho à sua equipe. Esse é o momento de nos solidarizarmos e pensarmos não só em nossas equipes ou clientes, mas na sociedade como um todo, e fazer escolhas que beneficiem a todos.

IBM ajuda a trazer supercomputadores para a luta global contra o COVID-19

Em colaboração com o Escritório de Política Científica e Tecnológica da Casa Branca, o Departamento de Energia dos EUA e muitos outros, a IBM está ajudando a lançar o COVID-19 High Performance Computing Consortium, que trará uma quantidade sem precedentes de poder de computação – 16 sistemas com mais de 330 petaflops, 775.000 núcleos de CPU, 34.000 GPUs e contando – para ajudar pesquisadores de todo o mundo a entender melhor o COVID-19, seus tratamentos e possíveis curas.

Como os supercomputadores podem nos ajudar no combate a esse vírus? Esses sistemas de computação de alta performance permitem que pesquisadores executem um número muito grande de cálculos em epidemiologia, bioinformática e modelagem molecular. Esses experimentos levariam anos para serem concluídos, se fossem trabalhados manualmente, ou meses, se realizados em plataformas de computação tradicionais mais lentas.

Ao reunir a capacidade de supercomputação em um consórcio de parceiros, incluindo IBM, Laboratório Nacional Lawrence Livermore (LLNL), Laboratório Nacional Argonne (ANL), Laboratório Nacional Oak Ridge (ORNL), Laboratório Nacional Sandia (SNL), Laboratório Nacional Los Alamos (LANL), National Science Foundation (NSF), NASA, Massachusetts Institute of Technology (MIT), Rensselaer Polytechnic Institute (RPI) e várias empresas líderes em tecnologia, podemos oferecer um extraordinário poder de supercomputação para cientistas, pesquisadores, médicos e agências governamentais, como eles respondem e mitigam essa emergência global.

Como exemplo poderoso do potencial, o IBM Summit, supercomputador mais poderoso do planeta, já permitiu que pesquisadores do Laboratório Nacional de Oak Ridge e da Universidade do Tennessee selecionassem 8.000 compostos para encontrar aqueles com maior probabilidade de se ligarem à principal proteína de “pico” do coronavírus, impossibilitando a infecção das células hospedeiras. Eles foram capazes de recomendar 77 compostos promissores de moléculas pequenas que agora podem ser testados experimentalmente. Esse é o poder de acelerar a descoberta por meio da computação.

Agora é preciso escalar, e a IBM trabalhará com os parceiros do consórcio para avaliar propostas de pesquisadores de todo o mundo e fornecer acesso a essa capacidade de supercomputação para os projetos que podem ter um impacto mais imediato.