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34 milhões de brasileiros com mais de 50 anos estão insatisfeitos com a vida financeira

Dois terços dos brasileiros com mais de 50 anos — ou 34 milhões de pessoas nessa faixa etária — estão insatisfeitos com a vida financeira que possuem hoje. Esse é um dos dados do “Dossiê Longeratividade — O raio X dos brasileiros com mais de 50 anos”, apresentado durante o XIV Fórum da Longevidade Bradesco Seguros.

Da mesma forma, oito em cada dez (84%) dessas pessoas se dizem insatisfeitas com a formação escolar que possuem — o que significa que, apesar da idade, elas ainda querem estudar.

Esta é a segunda edição da pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva e Bradesco Seguros, que ouviu mais de 2 mil pessoas em outubro deste ano.

O mesmo estudo mostra que a poupança ou outros investimentos financeiros não estão entre os principais hábitos dessa população na preparação para o futuro. Em uma escala composta por 11 itens, os relacionamentos com familiares e amigos e os cuidados com a saúde ainda são o foco de homens e mulheres na construção de um futuro mais longevo e com mais qualidade de vida.

Outro destaque diz respeito a uma mudança relevante na visão dos brasileiros e brasileiras com mais de 50 anos sobre a aposentadoria. Para a maior parcela dessa população, aposentar não significa, definitivamente, ficar em casa descansando. Os dados mostram que 67% concordam que as pessoas mais velhas devem ter ocupações que as façam se sentir úteis; enquanto 63% acreditam que pessoas ativas se sentem mais felizes.

“O desejo pela aposentadoria ativa é cada vez mais uma realidade e deve ser encarada como um desafio para o país, uma vez que hoje temos mais de um quarto da população, ou seja, cerca de 54 milhões de pessoas acima dos 50 anos”, reflete o presidente do Instituto Locomotiva, Renato Meirelles. Para ele, “os números não deixam dúvida de que os brasileiros maduros não pretendem parar depois de aposentados”.

Segundo a pesquisa, 69% querem ter muitas atividades para fazer; 70% querem conviver com muitas pessoas e 72% pretendem sair muito de casa.

Mais do que ativos, os resultados da pesquisa mostram a disposição de praticamente 100% dessa população em continuar aprendendo coisas, sendo que mais da metade (67%) querem estudar depois de aposentados.

Esses dados guardam total sinergia com as discussões realizadas durante o XIV Fórum da Longevidade Bradesco Seguros, que reuniu, no dia 12 de novembro, em São Paulo, especialistas nacionais e internacionais em torno do tema “Aprendizagem ao longo da vida”.

O presidente do Grupo Bradesco Seguros, Vinicius Albernaz, explica a escolha do tema: “Os novos contornos da sociedade, resultantes do acelerado crescimento da população longeva, impõem desafios imediatos. As inovações tecnológicas, os avanços da medicina e os novos ambientes de trabalho apontam para um futuro em que o conhecimento terá papel crucial para que o indivíduo se mantenha ativo, participativo e relevante para a sociedade”.

Dados demográficos

O Brasil é um dos países onde a população é a que mais envelhece no mundo. Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a expectativa de vida dos brasileiros está cada vez maior.

Hoje, um quarto da população brasileira tem 50 anos ou mais, ou seja, 54 milhões de pessoas no Brasil, o equivalente à população inteira da Itália ou da África do Sul. Até 2050, 43% da população terá 50 anos ou mais – serão aproximadamente 98 milhões de pessoas com 50 anos ou mais em três décadas.

Apocalipse do varejo? Os shopping centers não vão acabar, mas vão ter que mudar

Por Flavia Pini

Por muito tempo, os shopping centers foram vistos como uma importante opção de lazer nas grandes cidades brasileiras. Em um único local, era possível fazer compras e se divertir com a família e amigos graças à quantidade de lojas disponíveis em seus inúmeros corredores e o entretenimento tanto gastronômico quanto de serviços presente num mesmo local. O avanço da tecnologia e a consequente transformação do varejo e dos próprios consumidores alteraram essa visão. Hoje, não faltam pessoas que divagam sobre a morte dos centros de compra por conta do avanço do comércio eletrônico. Entretanto, não se trata do fim, mas sim do início de um novo tempo e de uma nova forma de conduzir esse tipo de empreendimento.

Apocalípticos gostam de utilizar dados para ilustrar uma possível queda de interesse pelos shoppings. Ainda que o Índice de Visitas a Shopping Centers (IVSC), realizado em parceria pela Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) e a FX Retail Analytics, indique uma queda de 3,83% no número de visitantes no primeiro semestre de 2019, a quantidade de vendas realizadas em junho foi 10,67% superior em relação ao mesmo período do ano passado. A própria Abrasce projeta um crescimento de 7% em todo o ano.

E essa escatologia sobre o varejo não é de hoje. Já diziam que as lojas físicas iriam fechar e que a Internet acabaria com tudo, até que a própria Amazon, nativamente digital, passou a apostar no varejo tradicional, porém de forma disruptiva – a Amazon Go reduz o atrito, traz conveniência e, claro, coleta todos os dados sobre seus consumidores. Logo, por um lado, o encolhimento do mercado está mais ligado a mudanças nas operações e a um processo de transformação, do que propriamente à uma teoria de fim dos tempos. O consumo nunca vai acabar; é a jornada que está se modificando e agora, ela une tanto o e-commerce quanto os estabelecimentos físicos, porém com rotas muito mais diversas e não lineares.

Isso impacta a própria atividade dos shopping centers. Ainda hoje, eles sobrevivem pela ABL (Área Bruta Locável). Cobra-se do lojista para estar num corredor movimentado, cujo fluxo de pessoas está em busca de consumo e, portanto, a estratégia de conversão cabe unicamente ao varejista. Porém, a omnicanalidade exige mudanças. A possibilidade da pessoa comprar um produto em um canal e retirar em outro faz com que os empresários avaliem melhor a permanência nos centros de compra. A questão é saber qual diferencial o shopping oferece, ainda mais quando há outras oportunidades paralelas e muitas vezes menos custosas para realizar suas vendas.

Projetos como o Delivery Center, que transformam os centros em grandes marketplaces, são divisores nessa transformação fluida. A iniciativa abre oportunidades, mas também riscos. Transformar a loja em um centro de distribuição traz mais capilaridade e gera mais conveniência de preço e prazo de entrega ao consumidor. Contudo, se a demanda crescer, surge o questionamento se vale a pena ou não reduzir a operação física em empreendimentos deste tipo. É um dilema que todos estão buscando responder: oferecer experiência no varejo tradicional, garantir conversão em vendas e reduzir custos operacionais.

Portanto, vale o questionamento: por que as pessoas precisam ir aos shoppings atualmente? A mudança passa por essa resposta e envolve, inclusive, a relação com os lojistas. A transformação precisa ser bilateral: o varejista que não tiver uma estratégia omnichannel bem sustentada em plataformas OMS (Order Management System) ficarão reféns do antigo modelo. Centros que não aderirem a estratégias de marketplace também não acompanharão as mudanças.

Não é uma tarefa fácil, sem dúvida. É preciso provocar mudanças culturais no time de colaboradores, trazer visões disruptivas e arriscar novos modelos de negócio. Ter uma base tecnológica também é importante, mas a equipe deve estar engajada. Conhecer projetos não tradicionais que operam em ambientes físicos é um bom começo — não ter medo de aplica-los é um segundo passo. Entender que dados superam opiniões e, por isso, mais do que testar, medir os resultados é fundamental. São eles que mostram oportunidades nunca vistas antes e que podem ser aplicadas na estratégia.

É inegável que muita coisa mudou no varejo nas últimas duas décadas. Ideias consolidadas no passado passaram a ser contestadas e novas visões surgiram. Quando se há uma transformação contínua como a que vivemos atualmente, naturalmente há instabilidade no setor. Entretanto, é importante ressaltar que a mudança na forma de fazer negócio não significa o fim, mas apenas uma readequação necessária para continuar crescendo em novos tempos.

Flávia Pini, sócia e CMO da FX Retail Analytics.

Mercado Eletrônico lança assinatura digital na plataforma de gestão de contratos

Fazer uma gestão de contratos eficiente é um dos desafios na rotina das corporações. Para facilitar esse processo, o Mercado Eletrônico lançou em sua solução de CLM (Contract Lifecycle Management) a funcionalidade de Assinatura Digital, com garantia jurídica, que permite a assinatura de documentos diretamente na plataforma, com acompanhamento em tempo real de todos os envolvidos no contrato.

Para utilizar a ferramenta, o responsável anexa o documento na plataforma e determina quem são os assinantes. Todos os profissionais requisitados recebem uma notificação por e-mail com um link que direciona para a assinatura eletrônica. O sistema do Mercado Eletrônico está integrado com as mais reconhecidas plataformas de assinatura digital.

“Além de tornar o processo de assinatura de documentos mais prático e ágil, o serviço permite que as empresas economizem recursos, pois eliminam a necessidade de impressão e armazenamento físico dos documentos e de contratação de transporte para deslocar o papel até todos os envolvidos.” afirma Fabrizio Tassitano, diretor de produtos e marketing do Mercado Eletrônico.

A nova funcionalidade faz parte da solução de CLM (Contract Lifecycle Management) do ME, que oferece, de forma simples e centralizada, a gestão completa de todos os contratos com governança, agilidade e o principal: redução de custos.

Além de possibilitar a assinatura digital, a solução permite que os usuários assegurem que as obrigações contratuais, tanto do fornecedor quanto do cliente, sejam atendidas, diminui o nível de risco, fornece trilha de auditoria bem documentada, melhora a aderência aos objetivos do contrato, entre outras coisas.

Bancos lideram ranking de presença digital no País, aponta pesquisa

Pelo segundo ano consecutivo, o setor bancário é o mais que investe em presença digital móvel no Brasil, segundo resultado da pesquisa “Mobility Index” 2019, que a consultoria de negócios em mobile Pontomobi divulga anualmente. O “Mindex”, como também é chamado o estudo, avalia o grau de desenvolvimento e maturidade em presença digital das 325 empresas mais valiosas da Economia brasileira, em 42 dos setores mais estratégicos. Entre outras condicionantes, são avaliados quatro tipos de canais de interação móvel: mobile web; aplicativos; plataformas conversacionais; e plataformas sociais. O estudo está na sexta edição e possui recorte único no País.

O “Mindex” classificou as empresas que foram avaliadas no levantamento em ordem crescente, como “mobile beginner”, “mobile basic”, “mobile ready” e “mobile expert”, considerando critérios como otimização, design responsivo e conteúdo. A partir dessa classificação, por meio do estudo foram identificadas as 20 marcas mais “mobile experts” do Brasil.

O bom desempenho do setor bancário foi impulsionado especialmente pelo Itaú, que está no topo da lista dessas TOP 20 pelo segundo ano consecutivo, pelo Bradesco, que ocupa a terceira posição, e Santander a sexta posição.

Os setores de Telecomunicações, Cias. Aéreas, Tecnologia e Benefícios também se destacaram este ano, muito embora, no caso do último setor, tenham caído de posição em comparação aos resultados dos últimos anos. Este ano, um dos destaques mais notórios é também a presença de empresas de varejo entre as TOP 20.

“De maneira geral, houve uma melhora na nota média das marcas para mobile sites, principalmente na otimização dos sites para o ambiente móvel e das plataformas de mensageira devido a abertura do WhatsApp Enterprise. Um dos motivos para o fato dos bancos, telecomunicações e companhias aéreas terem se destacado no estudo é o esforço que esses segmentos realizam para escalar a capacidade de atendimento dos seus clientes em deslocamento”, afirma Léo Xavier, CEO da Pontomobi e Professor da USP, FGV e Insper.

Ainda de acordo com o CEO da Pontomobi, a presença das empresas no mundo mobile está além dos aplicativos, pois o Brasil apresenta um bom cenário para testar e investir em diferentes tendências digitais.

“O ‘Mobility Index’ é como um ‘farol’ que ajuda as marcas brasileiras a se posicionarem no universo digital. É possível entender se o seu setor está entre os mais avançados em tecnologia ou não e, a partir das análises, identificar quais soluções tecnológicas podem alavancar e/ou manter o seu negócio no mercado brasileiro, que está cada vez mais aberto ao desenvolvimento de soluções móveis”, comenta.

Mensageria é a grande tendência de negócios; Whatsapp é maior expoente

O estudo também revela as tendências em tecnologias móveis que devem viralizar como soluções e ferramentas de negócios nos próximos anos.

Uma delas é a mensageria. De acordo com o estudo, Facebook Messenger é o canal mais utilizado pelas marcas, e o WhatsApp entrou neste ano no ranking, devido, principalmente, à abertura do WhatsApp Enterprise.

“WhatsApp é um canal muito forte para marcas interagir com os clientes. Certamente, surgirão muitas empresas exclusivas nessa plataforma. Outro aplicativo que possui vocação transacional incrível é o Instagram, que promete engajar, muito além de relacionamento, novos negócios”, comenta Léo Xavier.

Outros achados do estudo ‘Mindex’:

• Menor rendimento: Empresas do setor Químico, Mineradora e de Agronegócio são as que apresentaram o menor rendimento no estudo;

• Bancos e telecomunicações continuam liderando o ranking:

1ª lugar: Itaú* (pelo segundo ano consecutivo)

2ª lugar: Vivo

3ª lugar: Bradesco

6ª lugar: Santander

7ª lugar: OI

• Grandes Tendências:

WhatsApp Enterprise: Houve uma melhora na nota média das marcas para mobile sites principalmente na otimização dos sites para o ambiente móvel e das plataformas de mensageira devido a abertura do WhatsApp Enterprise. Porém as médias para os Apps caíram, devido à falta de atualização de seus ativos nas lojas.

WhatsApp: 7% das marcas já possuem iniciativas em canais oficiais de WhatsApp, o que demonstra uma grande oportunidade de crescimento nesta plataforma, uma vez que é um canal aonde os usuários passam boa parte do tempo quando estão interagindo com seus celulares;

Mensageria: Facebook MSG é o mais utilizado pelas marcas (93%). WhatsApp entrou neste ano como uma das plataformas para as empresas oferecerem serviços (7%).

Gartner: organizações devem revisar acordos de terceirização para mitigar riscos geopolíticos

O Gartner, Inc., líder mundial em pesquisa e aconselhamento para empresas, alerta que a instabilidade geopolítica pode afetar o mercado global de serviços offshore (atividades e entregas realizados por companhias de fora do país de origem dos contratantes), à medida que os executivos de suprimentos, compras e gerenciamento de fornecedores começarem a revisar suas estratégias para mitigar os riscos em torno dessas operações.

O mercado de terceirização offshore tem sido relativamente estável nos últimos anos, com organizações usando uma combinação de recursos locais e multinacionais com padrões de demanda e oferta bem definidos. No entanto, eventos recentes, como os ataques terroristas do Sri Lanka, a disputa comercial Estados Unidos-China e as tensões políticas em Hong Kong estão aumentando o medo de interrupções na entrega de serviços globalizados.

“A estabilidade política e econômica é um fator importante nos acordos de outsourcing que reúnem entregas feitas por empresas de diferentes países”, diz Jim Longwood, Vice-Presidente de Pesquisa do Gartner. “O Gartner tem recebido cada vez mais perguntas dos clientes com dúvidas sobre como lidar com esses cenários. Eles questionam se é melhor interromper o fornecimento de serviços de um país específico, transferir serviços para outro país ou trazê-los de volta para seus ambientes locais. Cada opção é bastante cara e pode interromper a prestação de serviços em curto e médio prazo.”

Por exemplo, o Gartner estima que a China exporte cerca de US$ 10 bilhões em aplicativos de TI e serviços de processos de negócios, principalmente para a América do Norte, Europa Ocidental, Ásia/Pacífico e Japão. As empresas indianas de terceirização geraram mais de US$ 45 bilhões em serviços globais em 2018.

“Diante disso, como o progresso das negociações comerciais pode prejudicar a capacidade da China de fornecer serviços de TI?”, analisa Longwood. “As preocupações incluem interrupção ou instabilidade potencial na entrega de serviços, aumento de impostos adicionados às taxas de trabalho de exportação e a redução da qualidade dos serviços devido às discussões ‘patrióticas’ por parte da equipe local. No entanto, a instabilidade não se limita à situação dos Estados Unidos e da China. Todas as organizações devem revisar seus acordos de outsourcing estrangeiro e até mesmo de países vizinhos.”

O Gartner prevê que, até 2023, 65% das maiores organizações que usam centros de entrega de serviços no exterior ou em países vizinhos terão adotado uma estratégia de fornecimento multinacional para esses serviços.

Empreender um gerenciamento proativo de riscos para tratar de eventos geopolíticos – As organizações geralmente seguem um bom processo de gerenciamento de riscos como parte de sua diligência quando selecionam pela primeira vez um fornecedor e/ou país para a entrega de serviços, mas frequentemente não dão continuidade a ele. As organizações deveriam monitorar a imprensa do setor, sites de comércio dos governos, sites de imigração e feedback locais, em busca de sinais de problemas iminentes.

Dividir riscos em vários países – O Gartner recomenda que as organizações construam um roteiro para dividir os riscos em vários países e/ou centros de baixo custo locais, incluindo a automação da prestação de serviços. Analistas do Gartner preveem que, até 2022, o potencial de interrupções geopolíticas irá acelerar a adoção da automação inteligente de serviços gerenciados em mais de 25% e estimulará o movimento desses serviços para opções locais mais maduras. As organizações deveriam avaliar proativamente os principais riscos dentro de seu próprio país as opções de curto prazo para os cenários previstos, identificando sinais-chave quando ações significativas forem necessárias.

Criar planos de contingência – Ao usar um grande provedor de entrega regional ou global para fornecer serviços somente daquele país, os planos de contingência geralmente não avaliam adequadamente os cenários de instabilidade geopolítica ou precisam ser atualizados. O Gartner recomenda abordar proativamente esses cenários com o provedor histórico. “Embora você não possa controlar uma interrupção repentina da prestação de serviços devido a eventos inesperados, você pode estar preparado para isso”, afirma Longwood. “Verifique com os provedores de serviços para determinar quais programas de recuperação de desastre eles têm para os clientes e trabalhe com eles para criar um plano viável de continuidade de negócios.”

Como lidar com os 4 principais tipos de chefes difíceis?

Um mau gestor é o principal motivo dos colaboradores pedirem demissão. Ser um bom líder é extremamente importante para o desenvolvimento pessoal da equipe como um todo. Para identificar os perfis de liderança desafiadores, e as principais dicas para construir um bom relacionamento com eles, a Feedback House, plataforma online de gestão da área de recursos humanos, apresenta os mais recorrentes.

Segundo explica Pollini Jorio, sócia da Feedback House, existem 4 principais perfis de liderança que exigem mais dos funcionários. “Não existe ser só um perfil, as pessoas são combinações de vários deles, em maior ou menor escala. O importante é que você descubra como funciona o seu gestor e entenda a melhor forma de lidar com ele no dia a dia.” diz Pollini.

Conheça os 4 perfis de liderança mais desafiadores:

• Centralizador

Trata-se do chefe que não delega, seja porque não confia que alguns colaboradores realizem o trabalho com a mesma competência que ele, seja porque é inseguro e teme se tornar um profissional substituível, caso compartilhe o seu conhecimento. Este perfil costuma ser pouco tolerante a críticas e não gosta de que discordem desta sua forma de agir. O risco de ser liderado por alguém assim é não conseguir se desenvolver ou ter visibilidade na empresa.

Como lidar?

Como ele gosta de ter o domínio da situação, mantenha-o informado das suas tarefas, busque atingir as suas expectativas e tente colocar, pontualmente, que pode ajudá-lo quando ele estiver muito ocupado. Evite expor suas posições de maneira rígida e, ainda, tente colocar para ele, de maneira pontual, a importância da distribuição de atividades para a performance da equipe. Com todos trabalhando juntos, o resultado será ainda melhor,e aos poucos você construirá com ele uma relação de confiança para que você tenha mais espaço

• Autoritário

Costuma ser o dono da verdade, mesmo que deixe todo mundo falar. Na tomada decisão, age como se sempre tivesse razão, inadmitindo errar e dispensando a opinião alheia. Para se proteger, utiliza o ataque como defesa e reage antes que lhe façam uma pergunta que não saiba responder. Costuma ser muito tóxico e desmotivante para a equipe e, na maioria das vezes, é o principal motivo do pedido de demissão de vários colaboradores.

Como lidar?

Antes de desistir e pedir para mudar de setor, ou sair da empresa, reflita se não é possível tentar melhorar o relacionamento. Afinal, se aprender a lidar com esse tipo de chefe, isso te tornará mais flexível e resistente para os próximos trabalhos.

Não perca a calma. Lembre-se de que o mais desafiador é conseguir controlar as emoções. Se estiver no seu limite, é hora de procurar novas oportunidades. Se quiser insistir, após um episódio de intimidação, espere um tempo para se acalmar e só depois procure-o para conversar.

Em vez de acusar, conte o que aconteceu, apontando como você se sentiu e essa é a melhor forma do seu gestor entender o impacto do comportamento dele Esta medida faz parte da estratégia de comunicação não violenta. A importância de se esperar, para buscar esse diálogo, é alcançar a maior neutralidade possível; algo que o calor do momento não permite. Você pode se defender, mas usando um tom profissional.

Se a sua empresa costuma utilizar a ferramenta de feedback, também faça uso deste caminho para mostrá-lo que a sua postura está prejudicando o trabalho da equipe. Além disso, tente se conectar ao time, para que vocês, unidos, consigam se ajudar mutuamente a diminuir os atritos e evitar conflitos.

• Camarada

É aquele que te trata com intimidade, deixando claro que não existem barreiras entre vocês. Talvez a intenção dele seja conquistar a sua confiança, mostrando que pode te apoiar em situações pessoais, mas também pode ser que ele o faça como modo de obter informações sobre você, que em situações normais não conseguiria. É comum serem chefes um pouco indiscretos, curiosos e até intrometidos em certos casos.

Essa proximidade pode facilitar o trabalho, graças à abertura que ele proporciona, mas também pode dificultar, por ser mais complicado separar o relacionamento pessoal do profissional. Aqui a principal dica éque como este chefe evita o conflito, pode ser mais difícil que ele te faça críticas construtivas que ajudem a melhorar o seu desempenho, o famoso feedback de melhoria

Como lidar?

Aos poucos, vá colocando seus limites de aproximação, isto é, responda às suas perguntas, sem entrar muito em detalhes sobre a sua vida. É importante saber diferenciar o relacionamento pessoal do profissional, não se esquecendo de que se trata do seu chefe, por mais amigável que ele seja.

Para superar a ausência de feedback de melhoria, é preciso que você seja direto na solicitação, justificando que você precisa deles para o seu crescimento. Por fim, não descuide das suas responsabilidades, por conta da amizade. Cumprir suas demandas com dedicação contribui para que a boa relação entre vocês se perpetue.

• Permissivo

Um bom chefe é aquele que orienta, direciona, estimula e incentiva seus colaboradores. Um chefe permissivo exagera em demonstrar que é um chefe legal. Parece ser simpático e dinâmico, ao deixar que as coisas aconteçam naturalmente, mas a falta de gestão impede que a organização alcance seus objetivos. Este tipo de chefe evita todo tipo de confronto e dificilmente impõe a sua posição. A consequência é ele ter o respeito da equipe, mas não o seu controle.

Ele costuma não assumir as responsabilidades, quando a equipe deixa de atingir os resultados; é comum culpar a equipe. Gosta de ser reconhecido por sua bondade e costuma se colocar como vítima, quando precisa tomar uma decisão que irá desagradar o grupo. Para este tipo de chefe, um corte ou uma cara fechada podem resultar num afastamento entre ele e seu liderado.

Como lidar?

É preciso impor uma distância segura. Demonstre que você valoriza a proximidade entre seu chefe e você, mas que conhece os limites da relação. Faça seu trabalho com seriedade, mantendo uma postura profissional e evite tirar proveito das circunstâncias, pois isso pode te comprometer.

Independente das cobranças, seja exigente com o seu próprio trabalho. Por exemplo, sugira conversar com calma na hora do almoço, lembrando que ainda não terminou o relatório que ele pediu. Sempre cumpra os prazos e horários combinados e, com isso, se livre de qualquer culpa futura, caso o resultado seja aquém do esperado.

Qual chefe é melhor?

Ninguém é perfeito e sempre haverá pessoas mais fáceis e outras com as quais será mais difícil de se relacionar, mas é possível amenizar os atritos. Embora ter autenticidade contribua para conquistar a confiança do seu chefe, a melhor aposta do liderado é conseguir controlar as emoções e aprender a ter jogo de cintura na relação com a chefia.

“Não importa qual seja a personalidade do seu líder, observe-o e aprenda a trabalhar com ele de uma maneira que beneficie vocês dois. Saiba que você só pode controlar o próprio comportamento e não pode esperar que ele mude, apenas se ele mesmo quiser. A bola está contigo!” conclui Pollini Jorio, sócia da Feedback House.

Conectividade está impulsionando a produtividade na indústria

Por Ricardo Hayashi, responsável por produtos para Conexões Inteligentes da Atech

Na Indústria 4.0, tecnologias inovadoras vieram para transformar e otimizar todas as fases da cadeia produtiva, baseadas em interoperabilidade, virtualização, descentralização, informações em tempo real, computação em nuvem e modularização, digitalizando produtos, processos e equipamentos. E o que todas essas tecnologias têm em comum? A necessidade de conectividade para captar e interpretar informações, comunicarem-se entre si e, assim, agirem em conjunto, fornecendo uma visão holística das operações em toda a cadeia e permitindo reduzir custos de manutenção, bem como aumentar a vida útil dos ativos e a produtividade.

A conectividade no chão de fábrica já é uma realidade na aquisição de dados provenientes de diversos sensores e dispositivos de IoT implantados em toda uma linha de produção, possibilita a exploração de grande volume de dados por aplicações de Inteligência Artificial e Big Data Analytics, automatizando a tomada de decisão em busca de redução de custos operacionais, do aumento da produtividade e de novas oportunidades de receita.

Em nossos projetos de implementação de soluções de conexão inteligente e de gestão de ativos, observamos a eficiência dessa nova linha de montagem inteligente, onde o grande fluxo de dados estratégicos enviados e recebidos por todos os componentes da fábrica são analisados em tempo real, conectando pessoas, softwares, equipamentos, máquinas e robôs.

Megatendência tecnológica

A conectividade foi apontada pelo Fórum Econômico Mundial como uma três das tecnologias chaves para transformação da produção, em um estudo apresentado na reunião realizada em janeiro de 2019. Junto com a conectividade, que cria conexões entre dispositivos, sensores, máquinas e softwares, e aumenta a visibilidade do que ocorre no chão de fábrica, o relatório indica a inteligência artificial – que automatiza o reconhecimento do evento e o tratamento para a tomada de decisão – e a automação flexível, que incorpora mecanismos responsivos, automação e movimentos remotos, como as tecnologias que vão impulsionar a produtividade na indústria.

Segundo o estudo, a aplicação dessas tecnologias chaves é que vão determinar o impacto no âmbito da produção inteligente, a partir da escolha do melhor modelo para a integração entre a inteligência, a automação flexível e a conectividade.

Mas todos os benefícios das tecnologias que promovem a Indústria 4.0, fundamentada em inovação, produtividade e competitividade, só poderão ser alcançados se a infraestrutura de conectividade das “coisas” estiver plenamente disponível, e muitas empresas têm obtido sucesso nessa jornada com a implantação de soluções para conexões inteligentes como as Redes Mesh, tecnologia que já vem fazendo a diferença no setor de energia, dando conectividade a medidores inteligentes para permitir a medição remota do consumo.

Na indústria, as Redes Mesh têm permitido rastrear itens produzidos e monitorar grandes objetos físicos, proporcionando conexão sem fio de alta confiabilidade para coletar dados do chão de fábrica e várias outras áreas para a geração de estratégias de manutenções preditivas, superando desafios na busca de maior eficiência operacional, gerando novos negócios e mais valor aos seus produtos, capacitando as empresas que adotam as Redes MESH a enfrentarem a crescente pressão competitiva que marca o atual ambiente de negócios.

Uso de Inteligência Artificial estima reduzir em até 20% o estoque de processos nos Tribunais Estaduais

A Softplan, empresa de tecnologia com foco em Transformação Digital para Justiça, lança a Legal Intelligent Advisor (LEIA) Precedentes, uma solução que utiliza Inteligência Artificial (IA) para a identificação de processos candidatos a vinculação a temas de precedentes. Trata-se de processos que ficam suspensos até que casos semelhantes tenham uma decisão em instância superior ou, em casos já julgados, possam ter uma decisão praticamente instantânea.

A LEIA Precedentes é uma solução desenvolvida em parceria com os Tribunais Estaduais para análise de convergência de processos que tramitam na primeira e segunda instâncias. Com a IA, o sistema identifica e analisa temas de precedentes de recursos repetitivos e de repercussão geral, com o objetivo de agilizar na tomada de decisão do Juiz. Até hoje, a atividade de vincular um processo a um tema de precedente era manual e dependia de pessoal especializado. Isso causava grande congestionamento das unidades judiciais. A LEIA Precedentes é uma solução desenvolvida em parceria com os Tribunais Estaduais para análise de convergência de processos que tramitam na primeira e segunda instâncias. Com a IA, o sistema identifica e analisa temas de precedentes de recursos repetitivos e de repercussão geral, com o objetivo de agilizar na tomada de decisão do Juiz.

Até hoje, a atividade de vincular um processo a um tema de precedente era manual e dependia de pessoal especializado. Isso causava grande congestionamento das unidades judiciais.

Agora, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) define o conjunto de processos repetitivos como: casos nos quais a mesma questão de Direito se reproduz, de modo que a solução pelos Tribunais Superiores ou pelos próprios Tribunais locais possam ser replicadas para todos. Toda a atividade com a tecnologia pode garantir que as causas tenham a mesma solução, ganhando, assim, celeridade, isonomia e segurança jurídica no tratamento de questões com grande repercussão social.

“A adoção de gestão tecnológica na Justiça já faz parte do cotidiano brasileiro e a LEIA Precedentes poderá ajudar a reduzir a quantidade de processos em tramitação no Judiciário brasileiro em até 20%”, explica Ilson Stabile, diretor executivo da Softplan. Esse é o primeiro projeto aplicado para a Justiça Estadual a utilizar IA para classificar processos candidatos a sobrestamento.

A solução foi desenvolvida para contribuir para a redução das altas taxas de congestionamentos causadas por processos repetitivos. Ao serem suspensos para aguardar decisões superiores, esses processos deixam de fazer parte da já elevada carga de trabalho dos magistrados.

Atualmente, existem cerca de 3,8 mil temas de precedentes catalogados nos tribunais brasileiros em todas as competências. São casos de alta repercussão social, como a discussão quanto às hipóteses de aplicação da repetição em dobro prevista no CDC (STJ RR 929), entre outros.

O sistema

A LEIA Precedentes é baseada na técnica de Processamento de Linguagem Natural (PLN), que estuda a capacidade e as limitações de uma máquina em entender a linguagem dos seres humanos. Os algoritmos foram treinados a partir de um estudo técnico-jurídico dos processos já vinculados aos temas e validados pelos Tribunais. A Inteligência Artificial faz uma varredura das petições iniciais de cada processo em busca de correlações semânticas, indicando se aquele caso pode ser vinculado a um dos temas.

O tempo médio de tramitação de um processo até chegar à segunda instância é de 1.070 dias. Como a LEIA Precedentes atua na petição inicial, um processo pode ser vinculado a um tema e sobrestado, ou receber sentença instantaneamente, já no início da tramitação, eliminando todos os atos até chegar ao julgamento.

Fase inicial

A primeira etapa do projeto LEIA Precedentes foi realizada em cinco Tribunais da Justiça Estadual: Acre, Alagoas, Amazonas, Ceará e Mato Grosso do Sul. Ao todo, os algoritmos de IA avaliaram 1,9 milhão de processos do acervo desses Tribunais, analisando 50 temas. A solução indicou um total de 242 mil sugestões de vinculação em 168 mil processos (um processo pode conter mais de uma sugestão). Ou seja, 9% dos processos analisados pela Inteligência Artificial são passíveis de suspensão, descongestionando as filas de trabalho dos gabinetes.

“Para os cientistas de dados da Softplan, quando a LEIA Precedentes for aplicada a todos os temas atualmente catalogados, o número de processos passíveis a sobrestamento poderá chegar a 20% do total do acervo da Justiça brasileira”, avalia o especialista de negócios da Softplan, Tiago Melo. “É uma grande quantidade de processos que deixaria de tramitar, economizando tempo e dinheiro do Judiciário”.

Para magistrados e assessores dos cinco Tribunais Estaduais, a LEIA Precedentes atuará – dentro do Sistema de Automação da Justiça (SAJ), solução de gestão processual utilizada nessas instituições -, para que os usuários encontrem a relação com os processos sugeridos pela IA. Com as informações, caberá aos responsáveis pelos processos aceitar ou não a sugestão de sobrestamento.

Com a solução em uso, o mecanismo de precedentes no Brasil conseguirá desestimular conflitos judiciais, que ocorriam por causa da demora na avaliação de casos semelhantes já existentes. Outro ponto positivo da aplicação da tecnologia é proporcionar uma maior isonomia e previsibilidade na decisão às partes envolvidas em conflitos judiciais. Processos semelhantes passam a ter a mesma decisão.

A Leia Precedentes atende à Resolução 235 do CNJ, sobre a padronização de procedimentos administrativos decorrentes a julgamentos de repercussão geral e de casos repetitivos. A tecnologia também está de acordo com o artigo 927 do Novo Código de Processo Civil (NCPC), que utiliza uma metodologia para a pesquisa bibliográfica e documental na resolução de processos civis.

“Este projeto é um exemplo real de como a Inteligência Artificial pode apoiar os tomadores de decisão dentro dos Tribunais, com o propósito de garantir uma prestação jurisdicional cada vez mais célere e efetiva à sociedade”, conclui Ilson Stabile.

Como o SaaS e as APIs estão transformando as áreas de negócios e TI

Por Diogo Lupinari, CEO na Wevo

A quantidade de novas tecnologias disponíveis para as empresas cresce rapidamente, atendendo demandas que sequer existiam há pouco tempo. Este é um movimento natural — afinal, explorar, experimentar e adotar novas soluções faz parte do processo de transformação digital que todas as organizações estão passando ou irão passar, cedo ou tarde. Entretanto, o grande desafio é como fazer com que essas inúmeras aplicações conversem entre si e entreguem valor aos profissionais e líderes. É neste ponto que entram as plataformas de integração, garantindo uma verdadeira revolução nas áreas de negócios e de tecnologia da informação.

A necessidade de integrar sistemas e dados se intensificou com a explosão da disponibilização, adoção e uso do SaaS (software como serviço, na sigla inglesa). Relatório da consultoria Gartner mostra que esse mercado deve movimentar US$ 85,1 bilhões em 2019 e atingir o total de US$ 113,1 bilhões em 2021, um crescimento de 32,9% em apenas dois anos.

Hoje, essas soluções estão cada vez mais especializadas e, em muitos casos, são utilizadas para resolver uma fração de um processo de negócios. As empresas, por sua vez, com o objetivo de oferecer a melhor experiência para o consumidor e/ou estarem a frente da concorrência adquirem mais e mais softwares para atender com a maior excelência possível todos os seus departamentos. Desta forma, fica cada vez mais distante uma realidade da década de 90, em que uma empresa era capaz de contratar todas as soluções necessárias para sua operação de um ou no máximo dois grandes fabricantes.

Como efeito do crescimento do SaaS no ambiente corporativo, é possível correlacionar também o aumento da disponibilização de APIs (interface de programação de aplicações, em inglês) bem como do volume de dados gerados e trafegados por elas. Levantamento do Imperva.com mostra que 46% das organizações possuem mais de 300 APIs públicas disponíveis para que parceiros de negócios troquem dados com os sistemas destas empresas. Já estimativas do Seagate e IDC indicam que o volume de dados deve crescer mais de quatro vezes nos próximos seis anos, atingindo 175 zettabytes em 2025. Ou seja, torna-se cada vez mais inviável viabilizar e administrar a troca de dados entre sistemas dentro das organizações ou entre parceiros de negócios sem o apoio de ferramentas tecnológicas especializadas.

A constante digitalização das áreas de negócios e TI promove a fragmentação da informação, que é espalhada entre as diferentes aplicações e departamentos de uma organização, criando silos de dados dentro da companhia. Desta forma, as organizações geram e administram uma grande quantidade de informações, mas como estão espalhadas de forma desestruturada, o gestor tem dificuldade de extrair inteligência delas. Esta é uma consequência comum da transformação digital. Por este motivo, as companhias precisam ter a capacidade de integrar rapidamente todas as tecnologias e dados adotados neste processo.

Os formatos tradicionais de integração de sistemas e dados, conhecidos como integração ponto-a-ponto, não são escaláveis. Uma empresa que possui, por exemplo, 12 sistemas vai precisar desenvolver no mínimo 78 pontos de contato entre eles para garantir a conexão. Ao utilizar uma solução especializada na integração de sistemas e dados como o IPaaS (plataformas de integração como serviço, na sigla inglesa), os times de negócio e de TI são capazes de habilitar a comunicação entre os sistemas com apenas 12 pontos de contato, promovendo uma arquitetura mais simples de administrar e uma melhor governança das integrações. Por meio deste tipo de plataforma, é possível garantir a entrega dos dados entre os diferentes sistemas, monitorar e tratar eventuais erros, gerenciar todo o ciclo de vida das integrações e usufruir de conectores pré-desenvolvidos prontos para conectar as diferentes soluções.

Em um cenário de intensa competitividade, com a transformação digital exigindo dinamismo e inteligência das empresas, é necessário integrar rapidamente os diferentes tipos de tecnologias e, ao mesmo tempo, garantir inteligência em todos os processos. Com a grande quantidade de SaaS e APIs no dia a dia corporativo, o IPaaS pode ser usado para unificar sua estratégia e arquitetura de integração, transformando a forma como as empresas fazem negócio e se relacionam com a tecnologia.

Cresce número de startups que facilitam rotina de pessoas e empresas

2019 foi um ano e tanto para novos negócios no ramo de serviços. Segundo dados da Startupbase, iniciativa da Associação Brasileira de Startups (ABStartups), atualmente existem, no Brasil, 12,7 mil empresas nascentes. Boa parte desse montante, 26,9% , representam segmentos que visam atender necessidades tanto de organizações públicas e privadas quanto de pessoas (Business to Business to Consumer ou B2B2C). Ou seja, um modelo de negócio que permite que empresas atendam clientes utilizando uma solução de terceiros. O MercadoLivre e o iFood funcionam dessa forma, onde empresas de bens e serviços usam a plataforma para vender para clientes que acessam esses marketplaces. A plataforma online de entregas ultra-rápidas Motoboy.com é outro exemplo.

Criada em 2013, a startup veio para atender uma necessidade de mercado, tanto de entregadores autônomos e empresários, quanto de pessoas que precisam de agilidade para entregar um produto, mercadoria ou documentos em algum lugar. Disponível por meio de aplicativo de celular ou website, a Motoboy.com é um marketplace de entregadores, onde esses profissionais podem receber chamadas de serviço de pessoas e empresas que procuram um motoboy. Além da plataforma, os clientes podem utilizar um chatbot para cotações e pedidos através do Facebook Messenger.

Conheça outros exemplos de startups criadas para facilitar a rotina de pessoas e empresas com portes e perfis diverso.

Criando ambientes de trabalho mais felizes

Após pesquisar e entender diversos problemas no setor de gestão de pessoas das empresas, os empreendedores Bruno Soares e Gabriel Leite fundaram a Feedz, com um e meio de mercado, a startup de Florianópolis (SC) conta com 90 clientes e mais de 9 mil usuários ativos na sua plataforma. A startup desenvolve uma plataforma completa para gestão estratégica de pessoas, através de feedbacks contínuos, okrs, avaliação de desempenho, pesquisa de engajamento por pulsos, celebrações, termômetro de humor, comunicados e até gamificação. Tudo em um só lugar. O objetivo é ajudar os gestores e o setor de RH das empresas a aumentar o engajamento, melhorar a comunicação interna e a reter talentos. “A Feedz nasceu com o propósito de criar ambientes de trabalhos mais felizes, a partir do nosso entendimento de que empresas são pessoas e pessoas precisam estar bem para fazer um bom trabalho”, explica Bruno Soares, CEO e cofundador da startup.

Oferecendo mão de obra qualificada em tecnologia

A Codenation, startup de Florianópolis (SC) criada em 2017, tem como propósito suprir a demanda de mão de obra especializada na área de tecnologia por meio da capacitação, criando um recrutamento sustentável. Por meio de seu programa de aceleração, o AceleraDev, fundamentado na abordagem Challenge Based Learning (aprendizado baseado em desafios), os desenvolvedores e cientistas de dados realizam desafios de programação, recebem auxílio de tutores e assistem palestras com convidados que já atuam no mercado, tudo de forma gratuita graças ao apoio de empresas parcerias. As acelerações possuem diferentes edições, cada uma com foco em uma linguagem de programação, ao final, os participantes destaque têm chances de contratação nas empresas apoiadoras. A startup atende tanto estudantes recém-saídos da universidade e sem experiência, quanto profissionais que já trabalham no setor e não conseguem chegar aos polos de tecnologia, além das próprias empresas que estão em busca de novos talentos.

Crédito facilitado

O Brasil vive um crescimento no número de empreendedores, o que tem aumentado também a demanda por crédito vinda de autônomos, pequenos e médios empresários. Com a dificuldade em conseguir crédito nos bancos tradicionais, fintechs surgem no mercado como uma alternativa. O Asaas, por exemplo, que é uma conta digital para empreendedores, passou a oferecer antecipação de receitas para seus clientes neste ano. Com a compra de recebíveis, por meio de um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) próprio, a empresa libera até R$ 150 milhões por mês em crédito para os usuários do software. “As altas taxas e a burocracia exigidas pelos bancos geraram essa demanda do mercado. Como empreendedores, vimos que havia uma abertura para oferecermos uma modalidade de crédito para nossos clientes que estão abrindo novos negócios ou querem fazer algum investimento”, completa.

Automatização de processos

A Effecti, startup especializada em desenvolver soluções para fornecedores que participam de editais, busca otimizar o tempo das equipes e proporcionar oportunidades para micro e pequenos empreendedores se tornarem competitivos através da automatização de processos. No total são quatro soluções: Aviso de Licitações, na qual um robô identifica quando há oportunidades em editais abertos; a Automação e Envio de Propostas, com o preenchimento automático das informações nos portais de compra; a Disputa de Lances, em que o licitante pode definir os valores que está disposto a oferecer durante o pregão eletrônico; e, por fim, o Monitoramento do Chat do Pregoeiro, que facilita a comunicação entre comprador e fornecedor. “Com a automatização, o empreendedor passa a competir em igualdade com grandes empresas, pois não precisa alocar mão de obra exclusivamente para isso. Assim, as licitações auxiliam na sustentabilidade do negócio”, comenta Fernando Salla, CEO da Effecti.

Accenture nomeia 260 mulheres entre novos diretores

A Accenture (NYSE: ACN) nomeou 787 novos diretores executivos (MD, ou Managing Directors, na estrutura da empresa) e diretores executivos sêniores. Do grupo, as 260 mulheres que passaram a diretoras-executivas representam 36% das promoções para este nível, um aumento de 32% em comparação com 2018.

As promoções refletem a diversidade e amplitude dos negócios da Accenture e demonstram o compromisso de longa data da empresa com a igualdade de gênero. Até 2020, a Accenture pretende aumentar globalmente o percentual de mulheres diretoras-executivas para 25%.

“Todos os dias, essas líderes inspiradoras criam um ambiente em que suas equipes podem inovar, forçar fronteiras e ser verdadeiras parceiras de nossos clientes”, disse Julie Sweet, CEO da Accenture. “Ao celebrarmos suas promoções, também reconhecemos suas notáveis contribuições para nossos negócios – e esperamos trabalhar com elas e com todo o nosso pessoal, para continuarmos a fazer uma diferença positiva para nossos clientes, nossas comunidades e uns aos outros.”

Inovação reaproveita calor na produção de tijolos e gera economia

Uma empresa cerâmica da cidade de Campos de Goytacazes, no interior do Rio de Janeiro, decidiu inovar e readequar velhos procedimentos na fabricação de tijolos. O objetivo era reduzir o consumo de combustível e a emissão de partículas e gases durante a queima, mas sem perder em qualidade no produto final. A ideia saiu do papel após parceria com a EMBRAPII (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial) por meio do desenvolvimento de um sistema de reaproveitamento energético.

A tecnologia é composta por um “trocador de calor”, dispositivo que aproveita a alta temperatura gerada e que seria perdida durante o procedimento de queima dos tijolos para se tornar fonte de energia para novas remessas. Desta forma, o sistema possibilita que o forno já esteja pré-aquecido no início dos trabalhos e não em temperatura ambiente, padrão no tipo de forno utilizado.

A iniciativa foi desenvolvida com toda expertise de pesquisadores do IFF – Instituto Federal Fluminense (Unidade EMBRAPII) e está em uso há cerca de dois anos. A economia a cada fornada gira em torno de 20%, tanto no gasto com a serragem, matéria-prima que alimenta o forno, quanto no tempo de queima e quantidade de emissão de gases, o tornando mais sustentável.

Para o empresário Rodolfo Sardinha, o resultado do projeto superou as expectativas. “O apoio da EMBRAPII e do IFF foi fundamental, porque sem a ajuda deles eu não conseguiria, não foi apenas o desenvolvimento do projeto, mas todo o monitoramento, suporte e trabalho de pesquisa que tornou nosso trabalho muito mais eficiente”, comemora. “Hoje, praticamente, já recuperei o valor investido. A tecnologia não pode ficar na gaveta.”

Sucellos anuncia parceria com Mont Capital para prospectar negócios em tecnologia

A Sucellos, responsável por levar inteligência aos processos de investimento, fusão e aquisição de empresas, anuncia parceria com a Mont Capital. A ideia das empresas é se tornarem a “casa” gestora dos produtos de Corporate Venture desenvolvidos pela Sucellos, com foco inicial na prospecção de empresas de TI que possuem verba via Lei de Informática e que, desde 2018, podem montar fundos para aportar em startups em complemento aos seus programas de inovação vigentes.

Para aproximar e catequizar o mercado, a Sucellos será co-responsável pela estratégia de fundos de Corporate Venture para que estas empresas possam, de forma estruturada, investir em startups somando a inovação em modelos de negócios dos iniciantes com o mercado, conhecimento e planejamento das corporações. Na outra ponta, a Mont Capital ficará responsável pela gestão do fundo.

Para João Gabriel Chebante, CEO da Sucellos, a parceria pode capitalizar os negócios da Sucellos em Venture Capital. “A soma da inteligência da nossa consultoria com o know-how da Lei da Informática e os casos de sucesso já desenvolvidos pela Mont Capital, como o CVC da Positivo Informática, podem acelerar oportunidades a ambas as organizações, bem como a empresa beneficiárias deste incentivo que ainda não se estruturaram para entrar no ecossistema de startups de forma assertiva”, explica.

Governo de Santa Catarina facilita a emissão de certificados digitais para servidores

O projeto para facilitar a emissão de certificados digitais para os servidores públicos entra em execução em Santa Catarina com o auxílio técnico do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação – ITI. A partir deste novembro, o Centro de Informática e Automação de Santa Catarina — Ciasc tornou-se a primeira Autoridade de Registro do estado a emitir os certificados no padrão da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira — ICP-Brasil para os servidores públicos de forma ágil sem a necessidade da presença física a um local determinado, conforme previsto nos normativos que regem a ICP-Brasil.

A solicitação, identificação, validação e aprovação do certificado digital dar-se-á a partir dos sistemas já existentes de cadastro do servidor público. O assessor especial do ITI Ruy Ramos explica que o processo de emissão do certificado para os servidores será mais ágil e econômico, pois utilizará os dados já cadastrados pela Administração Pública no momento da posse do servidor e a biometria registrada em base oficial dos Prestadores de Serviço Biométrico — PSBios credenciados pela ICP-Brasil ou outra base biométrica oficial dos estados ou da União.

Agilidade e economia para a expansão digital

O governo catarinense já utiliza a certificação digital na administração direta, principalmente no Sistema de Gestão de Protocolo Eletrônico -SGPe. Porém, a tecnologia pode ser expandida e também usada em quaisquer sistemas que produzam documentos que requeiram uma assinatura digital. As possibilidades vão desde prontuários médicos até diários de classe e investigações policiais. A intenção do Ciasc é apresentar este novo método para outras instituições e cada vez mais contribuir na promoção de um governo digital.

O coordenador da área de Certificação Digital do Ciasc, Jefferson Velasco, explica como a integração dos sistemas administrativos do governo catarinense possibilitou a novo processo de emissão dos certificados digitais, tornando-o mais vantajoso para o governo, com economia para os cofres públicos, e reforçando o projeto governo sem papel.

“Nós corremos na frente e somos o primeiro estado do Brasil a implementar esse projeto. Construímos um sistema que busca no banco de dados da folha de pagamento do governo as informações de identificação do servidor público e, posteriormente, busca nas bases de identificação civil a confirmação da existência dos dados biométricos. Esse processo otimiza a validação de fé pública, não sendo mais necessária a vinda do servidor até o órgão certificador, o que gera uma redução de custos”, ressaltou.

Os maiores erros de um líder (e como consertá-los)

Por Marcelo Furtado, fundador e CEO da Convenia

Em uma recente pesquisa divulgada pela consultoria Mckinsey foi constatado que mais de 90% dos CEOs planejam aumentar seus investimentos em desenvolvimento de lideranças porque eles vêem este como uma das questões mais importantes enfrentadas por suas empresas. Em um mundo em constante transformação onde o capital intelectual ganha cada vez mais relevância, formar lideranças passou a ser imprescindível para escalar as empresas. Na verdade, em muitas empresas, como as de tecnologia, formar lideranças passou a ser a única forma de melhorar eficiência, aumentar rentabilidade e, consequentemente, gerar mais valor de mercado.

Porém, por mais que este assunto já seja tratado com a sua devida prioridade, ainda é comum encontrarmos empresas que não sabem exatamente o que é analisar e muito menos como desenvolver em novas lideranças. Abaixo identifico alguns erros comuns em líderes e como resolvê-los.

1. O líder “guru”

Esta é, talvez, a maior confusão em novos líderes: assumir que o líder é aquele que tem as respostas para todos os problemas que o time enfrenta. Na visão destas pessoas o líder deveria ser um oráculo que ao ser consultado deveria ter uma solução quando na realidade um verdadeiro líder deveria fazer as perguntas certas para que o seu time pense e chegue nas soluções. Se você, como líder, não deixa que seu time contribua com ideias e tome riscos, o que acaba acontecendo é que você se vê isolado em um time que apenas “aperta parafuso”. Para exercer a verdadeira liderança tenha na cabeça que você, provavelmente, não tem a melhor resposta. E é justamente para isso que você contrata e capacita pessoas para o seu time.

Uma forma prática de não cair neste erro é ser curioso e incentivar o time a compartilhar suas ideias. Além disso, deixar claro que as ideias que foram compartilhadas são importantes para você. O resultado que você vai observar é que ao invés de se tornar um líder mais fraco, isso vai fazer com que o time te admire e, consequentemente, você se torne um líder inspirador.

2. O líder “amigão”

Este tipo de líder é aquele que orienta todas as suas tomadas de decisões para um objetivo: satisfazer o lado pessoal dos integrantes do time. Este líder é muito preocupado em promover pessoas, deixá-las felizes, mas em contrapartida não entrega nenhum resultado. Sim, olhar para as pessoas do time é essencial, mas de nada adianta se o resultado não for entregue. Um líder deve otimizar para o coletivo e nunca para o indivíduo. Isso significa que as tomadas de decisões devem olhar para o bem do grupo, da empresa – sempre claro, respeitando os indivíduos. Se você olha apenas para agradar uma ou várias pessoas do grupo, é muito provável que o resultado seja prejudicado.

O líder com estas características deve garantir que os resultados sejam entregues. Para isso é importante absorver incertezas internas e manter o time focado em um objetivo específico. Acompanhar as metas e compartilhar informações com os liderados é essencial para garantir as entregas sem grandes surpresas.

3. O líder “carrasco”

Este tipo de líder é o oposto do líder “amigão”. Aqui, o gestor está preocupado apenas com a entrega de resultados, não importando se para isso ele tenha que sacrificar os anseios e desejos das pessoas integrantes do time. Os resultados até podem vir no curto prazo, porém, no médio prazo os liderados perdem motivação e param de produzir.

Se você se vê nesta situação pense em como pode contribuir para desenvolver os membros do seu time profissionalmente e pessoalmente. Você está de fato dando autonomia para que eles aprendam a pensar e não apenas a executar? Você está orientando para que eles desenvolvam competências que os tornem mais eficientes? Além disso, você os inspira compartilhando o propósito (o motivo) pelo qual o time foi formado? Estas são questões essenciais para ter uma visão mais orientada a pessoas.

4. O líder que não está próximo ao time

Para estes líderes, há uma hierarquia a ser respeitada e por este motivo o líder não deveria estar próximo aos seus liderados. É uma relação muito mais de comando e controle do que de time. O pensamento é que caso ele fique muito próximo dos membros do time, o respeito será perdido. Este é um dos maiores erros que um líder pode cometer. Independente de qualquer teoria de liderança, é imprescindível que o gestor esteja próximo não apenas fisicamente como emocionalmente à todas as pessoas que ele lidera.

Liderar não é um trabalho fácil. Muitos anseiam por se tornarem líderes em suas carreiras mas poucos conseguem ter a real dimensão da responsabilidade que isso trás. É praticamente impossível aprender sobre liderança lendo livros ou assistindo palestras. Liderança se aprende na prática, errando e aprendendo. Não se sinta culpado se você perder o time por algum momento. Não se sinta responsável se algum resultado não vier. O mais importante é o processo de aprendizagem que você e os membros do time estejam tendo. No final, liderar não é um fim. Deve ser encarado como uma jornada de evolução do gestor.

Ramo Sistemas é premiada pela SAP pelo desempenho nas vendas e mantém liderança no mercado de SAP Business One

Modelo de negócio diferenciado de assinatura para aquisição do SAP Business One, rápida implementação ou migração para SAP HANA, inclusão da consultoria e suporte para os clientes. É com esta premissa inovadora no mercado que a Ramo Sistemas ocupa uma posição de destaque como parceira SAP para a venda e implementação do SAP Business One para o mercado de pequenas e médias empresas. Hoje, são 630 clientes, um salto de 15% no comparativo com o mesmo período do ano anterior e 50 novos clientes em SAP HANA.

O reconhecimento da SAP para o desempenho dos parceiros no terceiro trimestre de 2019, foi em quatro categorias: Maior quantidade de New Names — maior aquisição de novos clientes; maior número de clientes de adotaram o SAP HANA; Maior Quota Achievement Gold — cumprimento da meta de vendas na categoria de parceiro Gold; G8 Group 2019 — presença no grupo dos principais parceiros SAP.

Há dois anos a Ramo Sistemas traçou um plano de expansão geográfica com a abertura de Unidades de Negócio e filiais em regiões estratégicas, com um amplo leque de oportunidades de expansão nas vendas do SAP Business One. Hoje, a companhia mantém uma carteira de mais de 630 clientes, 14 Unidades de Negócios, 170 parceiros e cinco filiais. “O reconhecimento da SAP confirma que a nossa estratégia de mantermos um modelo de negócio que facilita a adoção do SAP e a expansão geográfica por meio de parceiros e Unidades de Negócio traz resultados e amplia a nossa atuação no mercado”, comenta o presidente da Ramo Sistemas, Décio Krakauer.

Como ser um desenvolvedor de software na OLX

Estudos recentes como o da empresa de recursos humanos Korn Ferry, divulgado nesta semana, endossam a busca crescente das empresas por mão de obra qualificada no Brasil, com uma estimativa de déficit de 1,8 milhão de pessoas para vagas mais especializadas. A OLX também enfrenta esse desafio, como uma das empresas de tecnologia que mais crescem no país. São cerca de 15 vagas para posições técnicas a serem preenchidas ainda em 2019 e, para ter sucesso no processo seletivo, o RH da maior plataforma de compra e vendas do país compartilha algumas dicas.

A carreira de desenvolvedor segue a tendência de valorização no país, mas para se destacar no mercado são exigidos dos profissionais mais do que conhecimento técnico, como sinergia com propósito e valores. “No caso da OLX, além de especialização em linguagens de programação específicas e agilidade para lidar com um ambiente de mudanças constantes, é importante que os candidatos acreditem na economia colaborativa e na sustentabilidade como pilares para o incentivo a um novo hábito de consumo do brasileiro”, comenta Sérgio Povoa, CHRO da empresa.

Conhecimento em automação, internet das coisas e inteligência artificial são diferenciais, mas estar apto a analisar, projetar, documentar, testar e implementar sistemas, tanto para computadores quanto para outros dispositivos, é fundamental.

Processo seletivo:

A porta de entrada para fazer parte do time da OLX é a página oficial de carreiras (olxbrasil.recruiterbox.com), onde é possível verificar as vagas abertas e se candidatar.

1. Na primeira fase do recrutamento, os candidatos aprovados pela triagem online passam por uma conversa remota com Tech Recruiters da plataforma. A ideia nessa fase é conhecer o candidato, e saber sobre sua trajetória e suas expectativas para o próximo desafio profissional. Além disso, é uma oportunidade de o entrevistado conhecer a OLX e tirar possíveis dúvidas sobre a empresa e a posição para a qual está concorrendo. É o momento de alinhar os interesses e as expectativas de ambos os lados.

2. Caso o perfil combine com os valores da OLX e o candidato tenha interesse em continuar no processo seletivo, chega o momento de uma entrevista remota com o gestor da vaga para apresentar uma visão da área de engenharia. São avaliados aspectos como expertise em testes automatizados, integração e deployment contínuo, versionamento, infraestrutura de código, monitoramento e instrumentação, processos de desenvolvimento de software e documentação. Além disso, é verificado o knowhow em diferentes tipos de produtos e soluções, mercados e domínios, níveis de complexidade e escala, plataformas, processos e times.

3. A fase seguinte é uma entrevista técnica presencial ou remota com os especialistas da empresa, em que são avaliados os conhecimentos técnicos em desenvolvimento de software, como expertise em estruturas de dados, algoritmos, análise de complexidade, design patterns, linguagens de programação, fundamentos matemáticos e estatísticos, arquitetura e design de sistemas, conhecimento em plataformas distribuídas (web e mobile), conhecimento de diferentes camadas da aplicação (frontend, backend, dados); DevOps, Cloud Computing, design de APIs e serviços escaláveis. O objetivo é que o candidato desenvolva uma solução com base no cenário proposto pelos avaliadores.

4. Na última etapa, os profissionais selecionados são convidados a passar algumas horas com o seu possível futuro time. Eles se juntam à equipe para discutir um problema vivenciado no dia-a-dia da OLX para verificar a sinergia entre o grupo.

Uma última dica importante para interessados em participar de qualquer seleção, seja na OLX ou em outros lugares, é sempre pesquisar sobre a empresa que pretende trabalhar e os desafios da posição que está concorrendo, o que torna o processo muito mais interessante e proveitoso para todos.

Huawei lança plataforma de cloud no Brasil com Inteligência Artificial e Big Data

A Huawei lança no Brasil a plataforma de computação em nuvem, com tecnologia de ponta focada em Inteligência Artificial e Big Data, denominada Huawei Cloud. O destaque do lançamento está na capacidade de ajudar empresas a aperfeiçoarem os sistemas de armazenamento de forma customizada, por meio de arquitetura múltipla, nuvens híbridas e suporte técnico local com uso de expertise global.

“A Huawei Cloud está comprometida a se tornar o solo fértil que facilita as tendências da indústria e, por fim, ajudar na melhoria da eficiência e competitividade dos setores público e privado. A Huawei continuará aumentando seu investimento em nuvem pública para o mercado brasileiro”, afirma Yao Wei, CEO da Huawei no Brasil.

Computação em nuvem é, sem dúvida, um fator essencial para o impulsionamento da Transformação Digital, que vem ganhando crescente importância nos últimos anos entre as empresas brasileiras (principalmente nos setores de varejo, finanças, transporte e logística), devido à rápida escalabilidade que ela proporciona.

“Por esse motivo, faremos um trabalho intenso para disseminar o conceito da Huawei Cloud como uma plataforma inovadora que pode, consequentemente, contribuir com o desenvolvimento econômico do País e transformar o Brasil em uma potência digital”, destaca Erik Schanz, gerente de desenvolvimento de negócios da Huawei Cloud no Brasil.

Considerado um dos centros digitais da América Latina, o Brasil é uma base sólida para a atuação da Huawei com sua nova plataforma, a qual foi lançada recentemente também no Chile e no México, e logo deve chegar em outros países da região.

A plataforma já se encontra em conformidade com as mais diversas legislações de cada país, como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), o que lhe permite reforçar a estratégia de integrar Inteligência Artificial à nuvem para acelerar os processos de negócios nas mais diversas verticais de mercado.

Outro ponto importante dos benefícios proporcionados pela Huawei Cloud é relacionado ao desenvolvimento da tecnologia 5G no Brasil, cujas características principais são velocidade muito alta, latência extremamente baixa e alta conectividade. Como a nuvem pode suportar armazenamento massivo de dados, alto desempenho e compartilhamento de informações entre diversos domínios com baixo custo, a colaboração para o 5G será vista, por exemplo, em aplicações de logística, telemedicina, casa inteligente e realidade aumentada ou realidade virtual.

Programa de parcerias para Huawei Cloud

Para atingir seus objetivos, a Huawei também está lançando o programa Huawei Cloud Partner Network (HCPN), o qual já conta com 291 parceiros cadastrados pela Huawei em toda a América Latina, sendo 80 no Brasil.

“O programa fornece aos parceiros suporte comercial, técnico, de marketing e de entrada no mercado, de modo a ajudá-los a desenvolver uma estrutura personalizada para atendimento ao cliente final do Huawei Cloud”, destaca Schanz.