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Magalu lança plataforma digital para que pequenas empresas e autônomos vendam sem sair de casa

O Magalu lança, nesta terça-feira, o PARCEIRO MAGALU, uma plataforma digital de vendas para ajudar micro e pequenos varejistas e profissionais autônomos a manter seus negócios e obter renda durante o período de isolamento social imposto pela pandemia de covid-19. O Brasil tem hoje 5 milhões de empresas varejistas — a maior parte delas com faturamento de até 5 milhões de reais ao ano. Desse total, apenas cerca de 50 000 vendem seus produtos digitalmente. 

Sem poderem abrir as portas desde o agravamento da crise do coronavírus, parte dos micro e pequenos perderam suas fontes de renda. “Nossa plataforma permitirá que esses milhões de brasileiros possam continuar a trabalhar, sem sair de casa e sem correr riscos. Digitalizar o varejo e os brasileiros faz parte da nossa estratégia de negócio e do nosso propósito como empresa — e ele nunca se mostrou tão necessário quanto nesses tempos que estamos vivendo”, diz Frederico Trajano, CEO do Magalu. “Por isso, fizemos em cinco dias o que estava planejado para ser feito em cinco meses. Sabemos que podemos enfrentar instabilidades no sistema, mas achamos que era preciso correr o risco.” 

O PARCEIRO MAGALU inclui duas plataformas digitais. Uma desenvolvida para novos cadastros de pessoas jurídicas, que operam como Microempreendedores Individuais (MEI) — com faturamento anual de até 81 000 reais — e no Simples, para empresas com receitas inferiores a 5 milhões de reais ao ano. E a outra para pessoas físicas. 

Para as Pessoas Jurídicas 

Na plataforma para pessoas jurídicas, pequenos empresários e comerciantes podem, por meio de um aplicativo, oferecer seus estoques de produtos no site, no app e — no futuro — nas mais de 1 000 lojas físicas do Magalu. Dessa forma, passam a ter acesso aos mais de 20 milhões de clientes da companhia, localizados em todo o país. 

A entrega das mercadorias vendidas é feita por meio dos Correios, sem custo para o lojista. A plataforma gera a nota fiscal da venda e oferece ao comerciante dados a respeito das operações realizadas. A cada venda concretizada, o PARCEIRO MAGALU pessoa jurídica pagará, até 31 de julho deste ano, uma taxa de 3,99%. 

Para as Pessoas Físicas 

No caso das pessoas físicas — sobretudo trabalhadores informais e autônomos — o PARCEIRO MAGALU permite que todos os produtos hoje oferecidos pela companhia sejam vendidos por meio de redes sociais individuais, como Facebook e Instagram e Whatsapp. A plataforma permite que essas pessoas criem sua próprias lojas virtuais, sem custo algum. 

Para cada venda realizada por esses parceiros, o Magalu paga uma comissão que pode variar entre 1% e 12%, a depender do produto, da categoria a que ele pertence e do volume total vendido pelo parceiro. A partir de 50 reais acumulados em comissões, o parceiro está apto a receber o valor, que poderá ser depositado em uma conta bancária própria, em uma conta fácil, ou em uma conta digital, em até 34 dias. 

Após criar a loja no site parceiromagalu.com, o parceiro terá acesso ao catálogo da empresa, dos mais de 15 000 sellers do marketplace e dos pequenos empreendedores. É um universo que totaliza mais de 7 milhões de produtos para venda. Após o fim das restrições, ele também poderá fazer vendas de porta em porta, com pagamento no local, por meio de um aplicativo. 

 

Em época de COVID-19, o que podemos aprender com a China sobre colaboração entre homem & tecnologia e o que isso tem a ver com sua carreira?

Por Nora Mirazon Machado

De certa maneira, a crise que estamos vivendo em função do novo coronavírus nos permite vislumbrar o que até agora estávamos chamando de “futuro do trabalho”, sem nos atentarmos corretamente ao quão prontas, disponíveis e acessíveis estão algumas iniciativas homem-máquina à serviço da sociedade.

A protagonista aqui é a China, que, depois de alavancar a tecnologia com maestria para construir dois hospitais em menos de dez dias com transmissão em tempo real do progresso da obra, está expandindo seis iniciativas de alta tecnologia que nos permitem não só ver, como também experimentar o tal “futuro do trabalho” no qual homens e máquinas trabalham lado a lado em busca de agilidade, produtividade e proteção ao homem.

Esta crise, por mais assustadora e problemática que seja, está nos permitindo ver homens e máquinas trabalhando lado a lado a serviço das necessidades humanas, com atividades complementares. Como bem disse o CEO do Alibaba, Daniel Zhang, “o novo corona vírus também oferece às pessoas a chance de experimentar uma nova maneira de viver e trabalhar.”

Estamos vendo o homem se superando, aprimorando e usando e a tecnologia para combater a propagação de um vírus. Genialidades como a construção dos dois hospitais estão acontecendo, e acabam trazendo o dito futuro para o presente. Uma prova de que a tecnologia não precisa necessariamente roubar postos de trabalho, mas que ela demanda profissionais que tenham sensibilidade para captar necessidades, visão do que pode ser criado, e também que saibam desafiar as máquinas inteligentes a fazer coisas nunca antes feitas, que saibam programá-las, dirigi-las e operá-las.

Veja abaixo quais são as iniciativas de alta tecnologia que vêm sendo utilizadas atualmente na China e que servem de exemplo de como será o “futuro do trabalho”

1. Consultas Online

Nesta época de crise, as consultas on-line cresceram exponencialmente na China com médicos se aliando à tecnologia da Inteligência Artificial em plataformas de serviços online para oferecer diagnóstico remoto e assim atender à população com sintomas do novo coronavírus. Desta forma eles conseguiram evitar visitas desnecessárias a hospitais, locais que, além de aumentarem o risco de infecção, estão sobrecarregados.

Análises feitas com IA são capazes de detectar a infecção pelo vírus com uma taxa de precisão de 96% em processos de reconhecimento em 20 segundos. Como ter mais produtividade, agilidade e segurança do que isso?

2. Robôs autônomos

Os robôs autônomos, que, como o próprio nome já diz, são operados remotamente, são os responsáveis por serviços de entrega sem contato para distribuição de medicamentos, suprimentos, bebidas e alimentos como legumes, verduras e frutas frescas para pessoas infectadas. Ou por levar dispensadores de álcool gel pelos corredores dos shoppings. É a chamada “distribuição de contato zero”, que está atendendo de shoppings a hospitais em comunidades em quarentena — tudo sem nenhum risco ao homem.

3. Drones

Desde o começo da crise, os drones estão minimizando o risco de infecção secundária, sendo usados para medir a temperatura de pessoas infectadas – e/ou com risco de infecção – compartilhar informações, entregar medicamentos, desinfetar áreas remotas, transportar amostras, etc. Sempre operados remotamente pelo homem e sem nenhum tipo de toque humano durante as operações.

4. Trabalho remoto

Quando as empresas restringiram a ida de seus funcionários aos escritórios, plataformas de comunicação e colaboração totalmente digitalizadas passaram a ser usadas como rede de informações e comunicação em tempo real para o trabalho, conferências de vídeo e voz, além de funcionalidades de escritório variadas. Uma prova de eficiência que a máquina e homem trabalham lado a lado para manter a produtividade mesmo em situações em que todos os colaboradores passam a trabalhar remotamente.

5. Varejo automatizado

Além do e-commerce, que na China já tem índices de adoção muito superiores aos vistos em outras partes do mundo, a crise expandiu não só a oferta como a adoção de supermercados de autoatendimento e de postos de gasolina que colocam as compras feitas em suas lojas de conveniência diretamente no porta-malas do carro sem nenhum tipo de contato humano, sem nem mesmo os consumidores terem que sair de seus carros ou abrir janelas. Novamente homem e máquina trabalhando juntos pelo bem comum.

6. Ensino à distância

A necessidade promoveu a volta ao “ensino em casa” como regra, que por sua vez provocou um crescimento sem precedentes das plataformas de educação online com professores chegando aos alunos usando toda a tecnologia de plataformas de transmissão. Inúmeras empresas de educação à distância estão compartilhando cursos online gratuitos, o que não só é uma prova de compaixão e civilização, como também ajudará, como prova irrefutável no futuro, a mostrar quão eficiente o sistema EAD pode ser. Essa experiência eventualmente passará a ser usada como referência para mitigar as restrições naturais ao EAD, para uma vez superada a crise, fazê-la virar uma nova prática.

Agora é hora de refletir

O novo coronavírus está mudando o mundo do jeito que o conhecemos: a forma de trabalhar, a forma de nos entretermos, nos comunicarmos, consumirmos. Quais são as implicações para seu trabalho, provocadas pelo avanço significativo e aceleradíssimo da tecnologia? Se o futuro que imaginávamos só para daqui a um tempo já está aqui como nosso presente, o que você deve fazer hoje por sua carreira para se preparar e ter um melhor amanhã?

Boa reflexão!

Nora Mirazon Machado, Administradora de Empresas pelo Mackenzie, com MBA em marketing pela FGV e especializada em liderança pela Harvard Business School. Tem 25 anos de experiência como executiva de Marketing e atuou em empresas renomadas como Pepsico, Adams e Danone. Após deixar o mercado corporativo, decidiu dedicar sua experiência para orientar profissionais na gestão mais consciente e estratégica de suas carreiras. Empreendeu, fundando, com as sócias Silvia Berger e Mônica Camargo Tracanella, a Trilogie, empresa de Branding e Carreira.

Airbnb pagará US$ 250 milhões a anfitriões para ajudar a cobrir custos de cancelamentos por COVID-19

O CEO do Airbnb, Brian Chesky, anunciou a criação de um fundo de US$ 250 milhões para ajudar os anfitriões a cobrir o custo dos cancelamentos relacionados à pandemia de coronavírus (COVID-19). Para as reservas feitas até 14 de março, e com check-in entre 14 de março e 31 de maio de 2020, cujo cancelamento é elegível de acordo com a Política de Causas de Força Maior, o anfitrião receberá 25% do valor a que teria direito pela política normal de cancelamento. “Esse custo será coberto inteiramente pelo Airbnb”, disse Chesky, em carta e pronunciamento feito nesta segunda-feira (30/03). Esses pagamentos começarão a ser feitos em abril.

O Airbnb também criou outro fundo para ajuda aos Superhosts, anfitriões mais experientes e bem avaliados da plataforma, de US$ 10 milhões. A partir de abril, a empresa vai oferecer um subsídio de até US﹩ 5.000, sem necessidade de reembolso, aos super anfitriões que alugam suas próprias casas e precisam de ajuda para pagar aluguel ou hipoteca, além de anfitriões de Experiências de longa data. “Nossos funcionários começaram este fundo com doações que somam US$ 1 milhão, e eu e os demais fundadores, Joe e Nate, estamos contribuindo pessoalmente com os US$ 9 milhões restantes”, ressalta Chesky.

O Airbnb deixou de cobrar, de anfitriões e hóspedes, todas as taxas de serviço relacionadas a cancelamentos relacionados à COVID-19 contemplados na Política de Causas de Força Maior. Nesses casos, a plataforma reembolsa as taxas ou fornece um crédito de viagem em valor equivalente.

A plataforma também criou um recurso que permite que hóspedes possam fazer contribuições financeiras diretamente a anfitriões de acomodações que já utilizaram. “Sabemos que um gesto como este pode ajudar muito neste período desafiador”, disse Chesky.

Iniciativa de médicos voluntários dá atendimento online gratuito a pessoas que têm duvidas sobre coronavírus

De acordo com balanço diário divulgado pelo Ministério da Saúde nesta quarta-feira, 25, o Brasil chegou a 2.433 infectados pelo coronavírus (causador da doença Covid-19) e, ao todo, já são 57 vítimas da doença infecciosa. Diante deste cenário, líderes de todo mundo todo vêm seguindo orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e incentivado o isolamento social como medida de combate à proliferação da doença.

No Brasil, várias administrações estaduais e municipais estão seguindo as recomendações para combater o coronavírus e optaram pelo fechamento de escolas, incentivo ao distanciamento social e ainda o fechamento de negócios não essenciais.

Iniciativas individuais também vêm surgindo neste momento para ajudar aqueles que têm dúvidas se têm ou não a doença sem que precisem se deslocar até o hospital. O Missão COVID (www.missaocovid.com.br) – projeto idealizado por médicos e profissionais de tecnologia — é uma dessas ações e visa acolher especialmente a população de baixa renda que não possui muitas alternativas.

Depois que o Conselho Federal de Medicina autorizou, em caráter de excepcionalidade, o uso da telemedicina para atendimento de casos de COVID-19, a plataforma Missão COVID foi criada para abraçar a causa reunindo médicos com CRM ativo de todas as especialidades e realizar atendimento gratuito da população pela internet. Até o momento já são cerca 250 médicos que aderiram ao projeto como voluntários.

Para utilizar como paciente, basta acessar o site, fazer um breve cadastro e aguardar que um dos médicos entre em contato por chamada de vídeo para fazer as devidas orientações àqueles que possuem sinais e sintomas que levem a suspeita do COVID-19. O tempo de espera até o atendimento é de cerca de 10 minutos.

O objetivo da ação é atender a população para evitar o deslocamento desnecessário aos hospitais, o que acabaria por sobrecarregar o sistema de saúde, principalmente o público. Sendo assim, qualquer pessoa que esteja com dúvidas e até mesmo sintomas relacionados ao coronavírus pode obter auxílio de maneira simples, prática e sem sair de casa.

A velocidade de contágio do coronavírus no país tem avançado cada vez mais rapidamente. A marca dos 600 infectados foi superada em 19 de março. Em 21 de março já foram registrados 1.128 casos e, quatro dias depois, chegou a mais de mais 2.000 casos. Sem fins lucrativos e com médicos voluntários, o Missão COVID tem o objetivo de prestar assistência a saúde por meio da tecnologia e da humanização neste momento sem precedentes na história.

Aprender para construir um futuro pós-pandemia

Por Alexandre Sapia, Diretor Executivo de Soluções e Serviços do SAS para América Latina

A crise mundial criada pela pandemia do coronavírus fez com que muitas das certezas que acreditávamos ter subitamente desaparecessem. Achar que temos certeza de algo sempre foi uma péssima presunção – mas os desafios pessoais e profissionais que enfrentamos agora concretizam o fato de que previsões são difíceis, e que precisamos nos preparar para o futuro.

No isolamento que abate todo o mundo, surgem oportunidades de avaliar nossas carreiras, bem como a chance de garantir que nossas habilidades sejam relevantes – algo ainda mais importante se considerarmos um futuro em que a pandemia ficou para trás e os negócios terão de iniciar em um modus operandi completamente diferente.

Previsões são quase impossíveis no momento, mas é verdade que os negócios, mais do que nunca, terão de confiar em dados nesta nova ordem mundial. Assim, a demanda por profissionais com conhecimento e habilidade nesse campo certamente irá ultrapassar a oferta. Com isto em mente, nós anunciamos nesta semana, mais de 100 cursos de treinamento na área de Data Science no SAS Academy, gratuitamente, por um período de 30 dias.

O SAS tem colocado muita expertise técnica na batalha contra o coronavírus, usando painéis de visualização de dados para rastrear a disseminação do vírus, por exemplo. Compartilhar um pouco do nosso conhecimento, que se estende há quatro décadas, também é parte da nossa responsabilidade social em tempos de grandes desafios.

Com a enorme variedade de conteúdo educacional oferecido online gratuitamente por consequência da propagação do coronavírus, pode ser difícil para as pessoas, estressadas com as pressões cotidianas, escolherem quais estudos são mais importantes, e nós também pensamos nisso.

Nossos cursos incluem tópicos desde advanced analytics e machine learning até deep learning e gerenciamento de fraude, e são concluídos em poucas semanas. São acessíveis a ponto de as pessoas poderem aproveitar intervalos entre reuniões para fazer o treinamento, ou optar pela imersão completa quando o tempo permitir.

Treinamento de Data Science pode te ajudar a atuar durante e após a crise.

Os dados estão no centro das tomadas de decisão sustentáveis conforme navegamos tempos cada vez mais incertos. Um bom exemplo é o que está acontecendo em Taiwan durante a pandemia, com o uso de análise de big data e rastreamento móvel para controlar a disseminação do vírus vindo da vizinha China, de acordo com o Journal of the American Medical Association (JAMA).

Este cenário deve continuar no futuro e não há expectativa de mudança. No entanto, esperamos que as prioridades mudem: durante a recuperação, empresas e/ou governos devem, potencialmente, alterar um pouco as estratégias de curto prazo, buscando dados para hiperpersonalização, otimização de operações, mitigação de riscos, mais eficiência e redução de custos.

Com nossos treinamentos remotos em ciência de dados que, em geral, são ofertas comerciais para nossos clientes, é possível conseguir uma fundamentação completa sem pagar um centavo, e os profissionais podem estudar em seu próprio tempo, se preparando para o futuro. Com os nossos cursos, os profissionais agregam mais valor aos atuais empregadores enquanto eles se recuperam. Também é possível aproveitar a oportunidade para uma planejada (e adiada) mudança de carreira, se for o caso.

Se você leu meu artigo até aqui, saiba que espero que você e sua família fiquem bem durante esta pandemia. Estamos passando por um momento reflexivo e incrivelmente desafiador, e tenho fé de que passaremos por isso tendo aprendido muito como sociedade. Também é possível colocar novas ferramentas no seu kit para se juntar ao exército de profissionais necessários para reconstruir nossas comunidades e negócios. A hora é agora.

Coronavírus e os impactos nos contratos de trabalho

Por Alexandre Euclides Rocha

O coronavírus (COVID-19) está afetando drasticamente o mundo. A pandemia foi declarada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 11 de março de 2020 e impacta diretamente a saúde da população, a economia e os contratos de trabalho. Diante disso, o governo lançou em fevereiro deste ano a Lei 13.979/20, que dispõe sobre medidas para enfrentar o novo vírus.

A referida lei estabelece regras para evitar o contágio e propagação da pandemia. Dentre elas, o isolamento social, a quarentena e a realização compulsória de exames médicos, de testes ambulatoriais, entre outras medidas, bem como a obrigação de comunicação imediata de possíveis contatos com agentes infecciosos, ou a circulação em regiões de contaminação. E, quando solicitado pela autoridade sanitária, o compartilhamento de informações das pessoas infectadas.

Os períodos de afastamento do trabalho (isolamento social, quarentena e exames) nos casos previstos na referida lei serão considerados faltas justificadas, conforme estabelece o §3º, do art. Artigo 3º da lei citada.

Recentemente, no dia 22 de março foi publicada a MP 927/20, que trata especificamente de medidas para os contratos de trabalho no período de calamidade pública decorrente da COVID-19.

A referida medida provisória estabelece que, neste período de calamidade pública, para garantir a permanência do vínculo de emprego, tanto empregador quanto empregado poderão firmar acordos individuais que prevalecerão sobre a lei e instrumentos coletivos, desde que respeitada a Constituição Federal.

Estabeleceu ainda as seguintes medidas para o enfrentamento dos efeitos econômicos da crise no contrato de trabalho:

1) FGTS: a MP traz como benefício aos empregadores a suspensão do recolhimento do FGTS nas competências março, abril e maio de 2020, com vencimento em abril, maio e junho deste ano. Esses valores poderão ser pagos em seis parcelas mensais a partir de julho de 2020, sem multas ou encargos. Para usufruir da prerrogativa do parcelamento a empresa deverá declarar as informações até 30 de junho, nos termos do disposto no inciso IV do caput do artigo 32 da lei 8212/91.

2) TELETRABALHO: a MP permite ao empregador adotar o regime de teletrabalho, ou trabalho remoto, independentemente de ACT, ou de alteração no contrato de trabalho. A empresa deverá comunicar o empregado com pelo menos 48 horas de antecedência.

3) ANTECIPAÇÃO DE FÉRIAS INDIVIDUAIS: está permitida a antecipação de férias, devendo a comunicação ser feita ao empregado com 48 horas de antecedência. Não podem ser férias inferiores a cinco dias. Podem ser concedidas ainda que o período aquisitivo não tenha transcorrido por acordo com o trabalhador, ou seja, podem negociar férias futuras. Empregados em grupo de risco serão priorizados para gozo de férias. O terço de férias poderá ser pago até a data em que é devida a gratificação natalina. O abono pecuniário nesse período dependerá de anuência do empregador. O pagamento do valor das férias poderá ser feito até o 5º dia útil do mês subsequente à concessão.

4) FÉRIAS COLETIVAS: a medida prevê que o empregador poderá conceder férias coletivas, segundo seus critérios. Deverá notificar o conjunto de empregados com antecedência de 48 horas, dispensada a comunicação ao Ministério da Economia e aos Sindicatos.

5) APROVEITAMENTO E ANTECIPAÇÃO DE FERIADOS: autoriza os empregadores a antecipar o gozo de feriados não religiosos federais, estaduais, distritais e municipais. Deve ser comunicado por escrito ou por meio eletrônico ao conjunto de empregados com antecedência de no mínimo 48 horas, indicando expressamente os feriados aproveitados. Também podem usar os feriados para compensação do saldo de banco de horas. Para feriados religiosos dependerá da concordância dos empregados mediante manifestação em acordo individual escrito.

6) BANCO DE HORAS: durante o estado de calamidade fica autorizada a interrupção das atividades pelo empregador e constituição de regime especial de compensação de jornada, por meio de banco de horas, estabelecido por acordo coletivo ou individual formal, para compensação de período de até 18 meses, contados da data de encerramento do estado de calamidade pública. A compensação poderá ser feita com acréscimo de até duas horas por dia de trabalho e não poderá exceder a 10 horas diárias. A compensação do saldo poderá ser por determinação do empregador.

7) SUSPENSÃO DE EXIGÊNCIAS ADMINISTRATIVAS EM SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO: durante o estado de calamidade fica suspensa a obrigatoriedade de realização de exames médicos ocupacionais, clínicos e complementares, exceto os demissionais. Os exames deverão ser realizados em até 60 dias após o fim do estado de calamidade pública, se ficar entendido que há risco para a saúde do empregado. O exame demissional poderá ser dispensado, caso tenha ocorrido exame periódico a menos de 180 dias. Treinamentos obrigatórios também estão suspensos, sendo que poderão ser realizados por ensino a distância. As CIPAS podem ser mantidas no período de calamidade e eleições suspensas.

8) CONVALIDAÇÃO DE MEDIDAS ADOTADAS PELO EMPREGADOR NOS ÚLTIMOS 30 DIAS: a MP convalida os atos praticados pelos empregadores nos últimos 30 dias, desde que não contrariem o disposto na referida medida provisória. Também prevê flexibilização para estabelecimentos de saúde, quanto a jornada de 12×36 em ambiente insalubre mediante acordo individual. Suspende também por 180 dias os prazos para defesas administrativas em autos de infração trabalhista e do FGTS. Declara que os casos de contaminação pela COVID-19 não serão considerados como ocupacionais, exceto mediante comprovação de nexo causal entre o trabalho e a doença. Além disso, acordos e convenções coletivas foram prorrogados por 180 dias, ficando a critério do empregador. Por fim, ficou determinado que durante 180 dias os auditores fiscais do trabalho atuarão de maneira orientadora, exceto em caso de irregularidades graves, descritas na MP.

De outro lado, é importante destacar que a legislação pátria atribui ao empregador a obrigação de manter o ambiente de trabalho seguro e saudável, devendo tomar todas as medidas de precaução para evitar doenças ocupacionais. Trata-se de uma obrigação da empresa buscar soluções para evitar a propagação do vírus entre os seus empregados, seja orientando quanto à prevenção ou, então, tomando medidas para evitar o contato entre as pessoas.

Na atual conjuntura, estamos diante de situação de força maior, já que o acontecimento é inevitável e não causado pelo empregador (art. 501 da CLT). Além disso, trata-se de questão de interesse público, de saúde pública, de extrema importância em razão da gravidade do vírus, o que deve ensejar medidas pela empresa para reduzir o risco dos empregados de contágio.

A própria CLT – em seu artigo 8º – tem previsão expressa no sentido de que os interesses particulares e de classe não podem se sobrepor aos interesse públicos.

Conforme se depreende do art. 503, as situações de força maior podem implicar na redução dos salários em até 25%, respeitado o salário mínimo regional. Entretanto, embora previsto na lei, entende-se recomendável adotar a redução salarial mediante negociação coletiva, o que daria ao ato maior respaldo jurídico (CF, art. 7º, VI).

Tendo em vista que o art. 18 da MP 927/20 foi revogado logo após a publicação, espera-se uma nova MP para tratar da possibilidade de suspensão do contrato de trabalho, possivelmente com a antecipação do pagamento de seguro desemprego neste período.

Além das medidas previstas na MP, o bom senso no presente momento deve prevalecer sobre o rigor da lei, já que evidentemente trata-se de situação atípica, não idealizada pelo legislador. A mesma implica em medidas extraordinárias para reduzir o risco de contágio, enquanto questão de interesse público e que supera os interesses privados e individuais.

Por outro lado, não se pode afastar desse debate a manutenção dos empregos e os efeitos econômicos que advirão dessa crise, o que atribui ao empregador a necessidade de tomar decisões para reduzir o impacto em seu negócio, bem como aos governos apresentar medidas que minimizem todos os impactos e riscos.

Alexandre Euclides Rocha, coordenador do Gietra (Grupo de Intercâmbio de Experiências em Assuntos Trabalhistas), da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha (AHK Paraná), e advogado na área trabalhista empresarial, sócio do Rocha Advogados Associados, Mestre em Direito pela PUC/PR.

Patrick Hruby é novo CEO do Grupo Movile

O Grupo Movile, ecossistema de tecnologia líder na América Latina, anuncia Patrick Hruby como novo CEO. Fabricio Bloisi, co-fundador e CEO até então, torna-se presidente do conselho e irá atuar próximo de Hruby e do time de gestão, enquanto mantém a posição de CEO do iFood. Hruby assume o principal cargo de liderança na organização após passar cinco meses como Executive in Residence no Grupo, período em que pode se aprofundar na operação de todas as empresas – iFood, Wavy, PlayKids, Sympla, Zoop e MovilePay.

A Movile tem um histórico comprovado na atração e desenvolvimento de talentos desde a sua fundação, que foi a base para o crescimento contínuo da empresa ano a ano. Para manter o caminho de consistente expansão, Hruby usará a experiência adquirida em grandes companhias globais durante a sua carreira. O executivo acumula 14 anos de experiência em empresas do Vale do Silício, sendo sete no Google e sete no Facebook, onde ocupou o cargo de vice-presidente de vendas de pequenas e médias empresas para América Latina.

Com o objetivo de apoiar o sonho da Movile de impactar a vida de 1 bilhão de pessoas por meio dos seus apps, o executivo listou três principais desafios: crescer exponencialmente os negócios atuais do Grupo; identificar novos segmentos e empresas para expansão do ecossistema; e assumir o protagonismo no mercado para a criação de empresas melhores e uma sociedade mais justa.

“A Movile continuará investindo em seu ecossistema de tecnologia e inovação no Brasil, que será nossa plataforma para avançar para a América Latina e futura consolidação global”, reforça Hruby. “Somos líderes no mercado e entendemos que temos a responsabilidade de ser protagonistas na conversa com Governo e Sociedade sobre assuntos que direcionarão os caminhos do nosso país. Diversidade nas organizações, futuro do trabalho, ambientes inclusivos, sustentabilidade, Inteligência Artificial, impactos da Gig Economy, mais do que nunca, passam a ser temas fundamentais do dia a dia da Movile e do nosso posicionamento como organização”, enfatiza.

Em um momento de incertezas causado pela pandemia do coronavírus, o foco inicial e prioritário do Hruby será cuidar do bem-estar dos colaboradores e parceiros; manter as empresas financeiramente saudáveis; e minimizar o impacto no ecossistema Movile e na sociedade.

“Os funcionários são o nosso principal ativo e fundamentais para tudo que construímos até aqui. Então, o mais importante é assegurar que as pessoas e suas famílias estejam seguras”, afirma Hruby. “Mas também vamos olhar para a continuidade dos nossos negócios, garantindo que estaremos prontos para a retomada do crescimento. Além disso, a comunidade do Grupo Movile é composta por diversos segmentos e entendemos que temos que exercer nossa responsabilidade e papel na sociedade, diminuindo o impacto nessa cadeia”, acrescenta.

Fabricio Bloisi, co-fundador, presidente do Conselho da Movile e CEO do IFood, comenta: “Patrick tem uma vasta experiência em ajudar a construir negócios na América Latina em grandes empresas globais e ele ajudará a Movile a fortalecer seu desempenho como ecossistema de empresas de tecnologia. Os primeiros meses do Patrick no Grupo reforçaram sua total capacidade de liderança para guiar o crescimento futuro, mantendo nossas operações saudáveis e expandindo nossos negócios”, conclui.

Patrick Hruby tem mais de 20 anos de experiência em empresas como Deloitte e ExxonMobil, além de Google e Facebook. Formado pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, possui MBA em Finanças em Yale.

Cinco atitudes para engajar a equipe no período de home office


Muitas empresas já adotavam o trabalho remoto para seus funcionários em formato de revezamento semanal, quinzenal ou mensal. Neste período de pandemia do Covid-19, equipes inteiras foram realocadas, pensando no bem-estar e na saúde de todos, assim como na continuidade dos negócios das empresas. Como os gestores podem oferecer todo o suporte necessário nesse gerenciamento à distância e garantir o engajamento da equipe?

A diretora de recursos humanos da Randstad, líder global em solução de recursos humanos, Maria Luiza Nascimento, ressalta que a gestão remota na rotina pode não ser uma tarefa fácil, mas é essencial manter uma comunicação constante com os colaboradores. “Na correria do dia a dia, pode ser complicado manter essa troca frequente, dar feedbacks e orientar as equipes, por isso é importante colocar em prática algumas ações que facilitem esse contato diário”, orienta a especialista.

Confira algumas dicas que podem contribuir com a gestão da equipe:

1. Alinhe objetivos

É importante traçar objetivos, deixando claro o que é esperado neste período. Ajude o funcionário a definir estratégias que mantenham a rotina produtiva e organizada para otimizar o tempo e as entregas.

2. Faça check points diários

Abrir um espaço na agenda para ouvir os colaboradores e avaliar as demandas do dia é essencial. Isso demonstra disposição em ajudá-los no que necessitarem e o interesse em acompanhar, de forma mais próxima, as entregas. Opte por fazer essa reunião por videoconferência, para estreitar ainda mais esse contato e até entender expressões faciais e corporais durante a conversa.

3. Defina horários de trabalho

Reforce ao seu time aos colaboradores que é essencial que cumpram os mesmos horários do escritório para atender as demandas necessárias, mas que também não deixem de seguir a rotina diária, como almoço, horário de descompressão ou qualquer outro hábito estipulado por cada empresa.

4. Se faça presente e mostre apoio

Como falado anteriormente, é importante manter uma troca constante com a equipe, para que os membros não se sintam sozinhos. Falem de assuntos de trabalho, claro, mas também pessoais, caso tenham essa proximidade. Além disso, dê pequenos feedbacks que possam ajudar a melhorar o desempenho em casa e elogie seus resultados. Mostre que realmente está perto da equipe.

5. Ofereça estrutura

Para que a equipe tenha a estrutura ideal para atuar é essencial levar alguns pontos em consideração junto com o backoffice da empresa. Entre eles, instalar e liberar acessos, oferecer notebook e celular e definir ferramentas para compartilhar documentos e arquivos, bem como para o alinhamento das tarefas, seja por vídeo ou mensagem.

“Essas práticas podem ajudar no engajamento dos colaboradores à distância, além de conecta-los e aproximá-los com o gestor e com a própria equipe e, consequentemente, manter o desempenho no trabalho”, finaliza a diretora de recursos humanos da Randstad.

Cinco dicas para trabalhar com os filhos em casa

Com o isolamento social devido ao novo Coronavírus, muitas pessoas estão tendo que se adaptar a uma nova rotina de trabalho. Dentre os desafios, se dividir entre as tarefas do trabalho e os filhos querendo atenção é um dos principais. Por isso, a Workana, maior plataforma que conecta freelancers a empresas da América Latina, fundada em 2012 e com ampla experiência em trabalho remoto, traz algumas dicas para trabalhar com as crianças em casa de maneira mais eficiente.

De acordo com Daniel Schwebel, gerente nacional da Workana no Brasil, mudanças abruptas de rotina podem gerar um grande stress em quem precisa cumprir prazos, mas tem filhos que também estão em casa cumprindo o distanciamento social. “Trabalhar de casa pode ser muito produtivo, mas requer adaptação e organização, ainda mais com crianças por perto. É preciso estabelecer prioridades, limites e realizar um planejamento flexível”, aponta o especialista.

1) Explique a situação

Se houver crianças em sua casa com mais de cinco anos de idade, explique por que todos estão em casa agora e quais são suas obrigações no momento. A conscientização do que está acontecendo os ajudará a entender que você está em seu horário de trabalho e que, embora todos estejam juntos, você estará atento a outros afazeres, que são importantes e necessários para o sustento da família.

2) Delimite seu local de trabalho

Se você não possui um espaço em casa que funcione como escritório, é hora de designar um. Diga às crianças que, enquanto você estiver neste local, estará participando dos assuntos de trabalho e, interrompendo, poderá alterar sua concentração e atrasar seu tempo. Se você tem um bebê, prepare o local para que, enquanto ele estiver brincando ou dormindo, seja possível supervisioná-lo sem precisar interromper sua atividade.

3) Organize sua agenda

Imagine que você tenha uma videoconferência ou ligue para seus clientes ou colegas de trabalho e não consiga se concentrar porque seus filhos estão brincando nas proximidades. Organize sua programação para poder atender a esses tipos de situações em um momento em que não deve cuidar dos pequenos ao mesmo tempo. Se eles têm obrigações em que precisam de você, como assistir a uma aula em vídeo, deixe tudo pronto para que o tempo que você gaste ajudando-os não o atrase. Da mesma forma, o trabalho doméstico que corresponde a você deve ser realizado fora do horário comercial.

4) Aceite suas limitações

Como todo ser humano, você tem seus limites: pense que a natureza das crianças não pode ser mudada e antecipe ações que economizam tempo para você trabalhar e viver com elas. Quando necessário, peça ajuda a uma pessoa confiável, especialmente com questões profissionais, e em termos de tarefas domésticas, você sempre pode pedir às crianças mais velhas um apoio extra para realizar os afazeres.

5) Aprenda a dizer “não”

Um dos erros mais comuns ao trabalhar em casa é não respeitar horários, gastar mais tempo em uma conta ou projeto do que se pensava, ou as crianças podem não se familiarizar com a ideia de que você trabalha em casa e buscar atenção o tempo todo. Dizer “não” é a chave para medir seu tempo com resultados produtivos e permitir que você conclua os projetos em tempo hábil, sem negligenciar as necessidades de seus filhos.

6) Interaja constantemente

Para cada hora de trabalho, recomenda-se descansar de 5 a 10 minutos, que você pode aproveitar para ficar com seus filhos, responder às perguntas deles e realizar determinadas dinâmicas. Esse isolamento também gera ansiedade, pois eles não poderão sair com seus amigos ou realizar atividades ao ar livre; portanto, verifique se eles não estão saturados de informações alarmistas e faça dessa medida o pretexto perfeito para gerar boas lembranças entre vocês. Também é interessante criar dinâmicas e atividades que façam com que as crianças compreendam quando você tem um tempo livre e quando está ocupado, incentivando o senso de responsabilidade em formato de brincadeira.

StartOut Brasil adia ciclo Nova York

Considerando o estado de emergência de saúde pública de importância internacional decorrente do coronavírus (COVID-19), o StartOut Brasil comunica que irá adiar a realização do ciclo de imersão a Nova York. Essa medida leva em consideração orientações do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde para reduzir a disseminação do vírus e evitar novos contágios.

Agora, a missão a Nova York está prevista para ser realizada de 18 a 23 de outubro, acompanhando a nova data do TechDay NYC (23 de outubro), uma das maiores feiras de tecnologia dos Estados Unidos, que contará com a presença das startups selecionadas pelo StartOut. A organização do programa está reformulando ocronograma e em breve disponibilizará o novo calendário do Ciclo no site http://www.startoutbrasil.com.br/.

Oracle Academy convida estudantes do Brasil para o Virtual Student Day

Com foco em compartilhar seus conhecimentos, despertar interesse em tecnologia e inovações, o Oracle Academy convida alunos e professores a participarem da terceira edição doOracle Academy Virtual Student Day Brasil, para aprender por meio de palestras e atividades “hands on” sobre as novas tendências em Computação em Nuvem.

A conferência, que é totalmente gratuita, será realizada na terça-feira, 7 de abril, entre 9h e 13h. Será um evento online, portanto, é necessário apenas que os registrados tenham uma conexão à Internet, um computador e áudio.

As sessões anteriores do evento contaram com mais de 1800 participantes que acessaram recursos relevantes e de nível superior no setor de tecnologia, com os quais aprenderam sobre as inovações que a Oracle traz, como Inteligência Artificial, chatbots, banco de dados autonômo e Oracle Application Express (APEX).

A agenda começará com uma palestra de um especialista da Oracle sobre os principais tópicos da nuvem e como ela mudou nossas vidas. Na sequência, haverá sessões seguidas de atividades práticas. A equipe do programa Oracle Academy estará disponível para auxiliar nas dúvidas ao vivo. Os participantes receberão certificado para cada palestra ou atividade assistida. Além disso, todos poderão acessar recursos para download, incluindo materiais e links para sites específicos do tema.

“Queremos convidar, principalmente, os estudantes que desejam melhorar o mundo por meio da tecnologia e aqueles que não têm certeza das possibilidades oferecidas por esse setor. Ao se inscreverem neste evento gratuito poderão aprimorar seus conhecimentos sobre tecnologias emergentes e receber orientação profissional com tutores especializados. Além disso, na Oracle, estamos cientes da lacuna existente entre homens e mulheres no setor. Por isso, queremos convidar os alunos a se motivarem a desenvolver uma carreira nessa área, contribuindo com outra perspectiva”, disse Richard Delgado, diretor do Oracle Academy para a América Latina.

O programa Oracle Academy busca promover a educação em computação globalmente, aumentando o conhecimento, a inovação, o desenvolvimento de habilidades e a diversidade em tecnologia, disponibilizando uma variedade de recursos.

A empresa acredita que a educação é um requisito para a estabilidade da comunidade, prosperidade econômica e inovação.O evento não será exclusivo para membros associados ao Oracle Academy e as inscrições serão completamente abertas para todos os interessados. Para se registrar, clique neste link ,ou QR codeao lado, e registre seus dados.

 

Covid-19 e o inquestionável direito dos lojistas em reverem os contratos de locação de pontos comerciais

Por Daniel Alcântara Nastri Cerveira 

A pandemia ocasionada pelo novo Coronavírus e a necessária quarenta representam uma tragédia sanitária, social e econômica sem precedentes. No campo econômico os especialistas vêm declarando que as consequências serão gravíssimas, com provável recessão mundial, razão pela qual já observamos em muitos países uma radical e bem-vinda intervenção pelo Estado.

Como acontece com outros setores, o varejista, especialmente aquele tradicional com balcão, está em processo de agonia, visto que, corretamente, estão impedidos de operar em quase todo o Brasil, ressaltando-se que, desde a declaração da pandemia pela Organização Mundial da Saúde, se verificou uma queda brusca nas vendas. Além do mais, os comerciantes vêm sofrendo grandes dificuldades nos últimos anos e somente agora em 2020 vislumbravam alguma melhora.

Neste contexto, como os lojistas conseguirão arcar com os seus custos fixos, especialmente o “custo de ocupação” decorrente das locações dos imóveis onde encontram-se instalados os seus estabelecimentos? A respeito deste tema o Código Civil traz dispositivos (vide artigos 317 e 478 e seguintes) que admitem a revisão judicial dos contratos, independentemente de sua natureza, quando ocorrer um fato imprevisível, extraordinário e superveniente que desequilibre a relação, tornando a “prestação” excessivamente onerosa para uma das partes e gerando extrema vantagem para a outra. Assim, a partir do momento que a Covid-19 acarretou na diminuição drástica do faturamento das lojas e na interrupção dos seus funcionamentos é cabível defender que os contratos de locação dos respectivos pontos comercias merecem ser revistos no sentido de serem contrabalanceados. Nesta ótica, é inegável que os locativos devem ser reduzidos proporcionalmente pelo período que durar o evento, isto é, até que volte à normalidade — entenda-se o nível de faturamento pré-crise.

Os contratos de locação de espaços em espaços em shopping centers, galerias, aeroportos etc. a situação é ainda mais evidente, na medida em que o comerciante depende exclusivamente do fluxo de pessoas no local. Não obstante, mesmo os arrendamentos de imóveis de rua estão sujeitos à revisão à luz da realidade atual, uma vez que, no cenário de hoje, ninguém alugaria os imóveis pelos preços estabelecidos nas avenças locatícias.

Importante salientar que o próprio mercado, sem a necessidade da intervenção do Poder Judiciário, vem promovendo a acomodação temporária das bases contatuais das locações. Como amplamente veiculado na mídia, muitos shopping centers já se comprometeram em fazer razoáveis concessões aos lojistas com extrema sensibilidade e bom senso, bem como outros infelizmente aceitaram apenas conceder meras migalhas. Ademais, também posso afirmar que alguns locadores de pontos de rua igualmente posicionaram-se nesta linha. Diante deste quadro, tendo em vista que o próprio mercado assim se movimentou, é inquestionável o cabimento da revisão dos contratos de locação por força das medidas sanitárias determinadas em função da pandemia do coronavírus.

Por fim, uma dúvida que surge é se somente os aluguéis e as chamadas “luvas” merecem ser revistos, uma vez que se configuraram como prestações remuneratórias dos locadores, ou se também os encargos precisam ser adaptados no período. Novamente vale destacar que o assunto é relevante para o segmento de shopping centers, considerando a estruturação do custo de ocupação destas locações que envolvem, além do aluguel mínimo, percentual e em dobro em dezembro, a cobrança das verbas condominiais, do fundo de promoção, das despesas específicos (água, energia, IPTU etc.) e outros. O mercado está dizendo que sim, mesmo os encargos devem ser revistos, o que demonstra que eventual pleito judicial neste espectro tem razoabilidade econômica e jurídica. Uma boa parte dos centros de compras declararam abertamente que irão abonar parcialmente o condomínio (alguns substancialmente) e reduzir ou isentar a contribuição dos inquilinos para o fundo de promoção. Ora, a situação que estamos vivendo é excepcional e, portanto, obriga que as partes se adequem para o presente momento, sob pena de incorrer em omissão. No mundo dos shopping centers e em outros negócios análogos a medida apropriada a ser tomada é diminuir os custos de ocupação para o menor patamar possível, de modo que somente sejam geradas as despesas essenciais para o resguardo do empreendimento e dos bens dos lojistas lá armazenados.

Daniel Alcântara Nastri Cerveira, advogado, sócio do escritório Cerveira, Bloch, Goettems, Hansen & Longo Advogados Associados, autor do livro “Shopping Centers – Limites na liberdade de contratar”