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Vamos falar sobre empresarismo?

Por Daniel Domeneghetti

O mundo decidiu apostar no chamado empreendedorismo, que tem como objetivo desbravar o mercado em busca de novos modelos de negócios. A economia, certamente, impulsionou essa iniciativa quando o mercado de trabalho passou a ter um novo perfil e a Geração Y, aqueles que estão na faixa de 21 a 34 anos, buscou novas formas de atuação profissional.

E aí vieram as avalanches de startups. Muitos enxergaram este movimento como a saída para revolucionar o mercado, sendo um mecanismo para encontrar a solução de problemas em diferentes setores. E a quantidade de iniciativas neste sentido só tem aumentado. Segundo levantamento feito pela Associação Brasileira de Startups (ABStartups), o número de empresas startups cadastradas na associação dobrou entre 2012 e 2017, indo de 2.519 negócios para 5.147. Hoje, já são 12 mil empresas seguindo esse modelo.

Com os sonhos, vieram os investimentos e o Brasil passou a sediar os novos unicórnios, termo que classifica empresas que deslancham em seus segmentos e passam a valer mais de 1 bilhão de dólares, como a Nubank, a Pagseguro e a 99 Táxi. Hoje, no País, há cerca de sete mil investidores dispostos a investir pelo menos 50 mil reais, segundo dados da associação Anjos do Brasil.

É um mundo a explorar e também a questionar! Por um lado, temos uma avalanche de pessoas com conhecimento e boa vontade querendo transformar o mercado. Do outro lado, instituições sedentas para injetar dinheiro em um produto novo. A soma disso é uma quantidade expressiva de novos empreendedores que dão o sangue em busca da carta de alforria: receber um bom aporte de dinheiro pela sua brilhante ideia fim!

Está errado! Não precisamos de empreendedores querendo apenas levantar fundos. Precisamos criar o empresarismo, ou seja, criar empresários, que passam parte da vida se dedicando aos negócios e fazendo com que eles se desenvolvam e deem frutos no mercado. É disso que precisamos!

Para aproveitarmos esses investidores que podem emergir os novos negócios, temos que conectar aqueles que trazem a inspiração aos que têm condições de subsidiar essas novas ideias que surgem dia a dia. Assim, teremos condições de colocar uma nova turbina no Brasil, já que a estrutura político-econômica não dá condições para quem quer apostar no mercado.

É hora de arregaçar as mangas, mostrar que cada iniciativa não deve ser pensada apenas para ser vendida, mas sim ser regada para semear o mercado. O pensamento da venda de uma grande ideia turva a proliferação de um mercado fértil para esta e para as próximas gerações. Vamos apostar no empresarismo para transformar nosso País!

Daniel Domeneghetti, especialista em relações de consumo, em práticas digitais no relacionamento com cliente e CEO da DOM Strategy Partners

Black Friday: eletrônicos lideraram com alta de 17,23% na procura em lojas

Levantamento realizado pela FX Retail Analytics, empresa especializada em monitoramento de fluxo para o varejo, em parceria com a F360º, plataforma de gestão financeira para pequenos e médios comerciantes, mostra que a movimentação nas lojas durante a data aumentou 10,35% em relação ao ano passado.

O destaque ficou para a região Nordeste, que, sozinha, concentrou um aumento de 17,22% – no comparativo, a região Sudeste teve um crescimento de 10,37%.

A FX e a F360º também avaliaram a movimentação das lojas uma semana antes da Black Friday, que compreende o período de “esquenta BF”. Nele, foi observado um aumento de 8,65% no fluxo de consumidores em lojas de todo o País.

Já no acumulado, o mês de novembro registrou um aumento de 28,46% em relação ao mesmo período do ano passado. Por fim, na comparação com o mês de outubro, a FX e a F360º observaram um salto de 35,88% no fluxo de consumidores em lojas.

Quanto aos segmentos de consumo, as empresas identificaram que os eletrônicos seguem sendo a preferência dos brasileiros na hora de saírem às compras na Black Friday: o segmento registrou uma alta de 17,23% na procura em lojas.

A fintech F360º também fez um levantamento paralelo sobre o fluxo de caixa das empresas no mesmo intervalo de sexta-feira (29) a domingo (1). A empresa constatou um aumento de 29,4% em relação ao mesmo intervalo de tempo do ano passado. Nesse caso, foi a região Sul que disparou na frente, registrando salto de 43,8% no movimento dos caixas — em comparação, a região Sudeste teve aumento de 30,4%.

No acumulado mensal, houve um aumento de 28,6% em novembro em relação ao mesmo período de 2018, e um crescimento de 29,7% em relação ao mês passado.

Desenvolvedores mudam perfil para enfrentar a concorrência no mercado de trabalho

Os desenvolvedores estão em ascensão no mercado, com a demanda pelos serviços do profissional aumentando a cada ano, seja para começar novos projetos ou ampliar outros serviços. Devido a esse ‘boom’, o próprio meio tem pressionado os “devs”, como são chamados, a passar por uma transformação profissional.

Muitos ainda optam por “codar’ de maneira freelancer, sem um vínculo empregatício com determinada empresa. De casa ou em um atendimento ‘in loco’ é possível oferecer todas as soluções para o negócio do cliente. No entanto, atualmente, não basta “codar” e enfrentar a mudança exige aperfeiçoar o próprio perfil.

“Quando falamos do perfil do dev que trabalha mais sozinho, aquele ‘faz-tudo’, inicialmente, ele se via apenas como programador, mas o mercado está exigindo uma mudança, pois, atualmente, ele também é um microempresário, por isso, tem que cuidar do relacionamento com cliente”, explica Letícia Araújo da Silveira, responsável pelo Marketing de Relacionamento com Parceiros de Locaweb Pro.

O processo, que até então era natural, de sempre ter cliente buscando serviço já não ocorre mais como antes. “Hoje há mais facilidade para colocar um site na internet, então, a demanda natural que existia diminuiu, tem ainda o avanço das redes sociais e os diversos canais que as pessoas podem trabalhar o negócio. Soma-se ainda o cenário de crise, com orçamentos reduzidos”, disse Araújo.

Com o crescimento de pequenos e médios negócios e a ampliação dos investimentos no online, o profissional de programação é uma ótima opção para o mercado. Porém, o cliente, que tem o perfil mais leigo, busca resultados específicos e precisa entender como o dev pode ajudá-lo com isso.

A necessidade acaba despertando essa ‘veia’ dos negócios para quem estava acostumado apenas a ‘codar’. Para permanecer ativo, tem que conciliar as atividades para cuidar dos negócios, gerenciar a carteira de clientes, fazer cobranças, etc. Tudo isso se tornou um desafio para os profissionais que precisam se tornar proativos. “Os devs já entenderam, não quer dizer que estão confortáveis ou gostem, mas viram que é necessário e estão cada vez mais buscando ajuda”, afirma Araújo.

A Locaweb Pro, unidade de negócios da Locaweb dedicada às agências e desenvolvedores, percebeu essa dificuldade que muitos enfrentam no dia a dia e, por isso, oferece toda estrutura para o desenvolvimento da rotina. “Ter a parceria de grandes empresas endossa o trabalho do desenvolvedor e acaba sendo um diferencial no mercado, já que há uma grande estrutura por trás”, explica Letícia Araújo da Silveira. Como qualquer outro empreendedor, o dev precisa ter técnicas de negociação, saber vender, conhecer o público e entender do negócio. Conforme ele cresce, é possível designar esse serviço para terceiros.

Assim, o desenvolvedor pode ficar mais tranquilo para continuar fazendo o que sabe de melhor. Mas, isso não exclui a necessidade de ficar atento ao redor, acompanhando as tendências de e-commerce, participando das comunidades de desenvolvedores e, principalmente, falando a língua do cliente. Quanto mais próximo desse mundo, maiores são as chances de sucesso nesse mercado em transformação.

ACSP: Vendas do varejo crescem 5,8% em novembro

A consolidação da Black Friday no varejo brasileiro puxou uma alta significativa nas vendas do comércio paulistano em novembro. O movimento registrou crescimento médio de 5,8%, ante igual período de 2018, de acordo com o Balanço de Vendas da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

Na comparação anual, o indicador de vendas à vista subiu 7,6% com o aumento na procura por itens de vestuários, calçados, artigos de uso pessoal e eletroportáteis de valores mais baixos, como, por exemplo, ferro elétrico e sanduicheiras. Já nas compras parceladas ou a prazo, a alta foi de 4%, puxada pelo aumento do crédito pessoa física.

“O consumo está se espraindo para outros itens, além dos gêneros de primeira necessidade”, diz Emílio Alfieri, economista da ACSP.

Além das ofertas de Black Friday, os fatores circunstanciais que puxam esse movimento, segundo Alfieri, são a liberação do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), os juros em queda e, no caso dos bens de menor valor, o crescimento do emprego, ainda que informal.

“De um ano para cá, foram 1,6 milhão de novas vagas, embora grande parte delas seja de origem informal. Mesmo sem condições de abrir um crediário, o trabalhador já tem um dinheiro extra para gastar.

O economista também destaca que as lojas se anteciparam e anunciaram promoções durante todo o mês de novembro, pegando carona na Black Friday.

Na comparação com o mês anterior, a alta média foi ainda maior, de 11,2% – sendo 16,3%, nas vendas à vista e crescimento de 6,1% no movimento a prazo. No acumulado de janeiro a novembro, a alta média foi de 2,3%, sendo que as vendas à vista cresceram 3,1% no período, e as a prazo, 1,5%.

Alfieri explica que o crescimento circunstancial decorreu do aproveitamento das lojas físicas em relação a Black Friday e pode não se repetir no Natal, cuja expectativa de alta está em torno de 3% – o que pode elevar minimamente a média anual.

“Importamos de fato a Black Friday. Embora não fosse esperado pelo mercado, essa ideia de transformar a data em um mês promocional acabou dando certo e trouxe uma tração para a média acumulada que até outubro girava em torno de 1,9%”.

O Balanço de Vendas é elaborado pelo Instituto de Economia da ACSP com base em amostra da Boa Vista Serviços.

Startups brasileiras chegam a Xangai, na China

O último ciclo do programa Startout Brasil de 2019 está em sua fase final. No dia 01 de dezembro, 15 startups foram levadas a Xangai, na China, para uma imersão no ecossistema asiático. Já no primeiro dia, essas empresas participaram de um seminário recheado de informações sobre o ambiente de negócios na China. O encontro foi aberto pelo Embaixador Gilberto Fonseca, Cônsul-geral do Brasil em Xangai.

Ao longo do seminário, os empreendedores conheceram detalhes sobre aceleração de startups, receberam orientações sobre negociação com investidores chineses e conheceram a perspectiva de brasileiros que já estão trabalhando na China, com informações e dados para orientar a chegada ao ecossistema de negócios chinês.

Em seguida, tiveram a oportunidade de apresentar seus pitches já treinados para especialistas locais reunidos pelas entidades organizadoras (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos — Apex-Brasil, Sebrae, Anprotec, Ministério da Economia e Ministério das Relações Exteriores), que se dedicaram a conhecer as empresas, seus discursos de venda e oferecer importantes perspectivas para o aprimoramento dessas apresentações.

Ao final deste período de imersão, as startups têm a oportunidade de se apresentar para o público local em Demodays, realizados nos dias 04 de dezembro, em Xangai, e 05 de dezembro, em Hangzhou.

IBM seleciona Scale-ups brasileiras para expandir inovação aberta

A IBM anunciou hoje o lançamento do programa IBM Open Ventures no Brasil, uma iniciativa focada em inovação aberta que visa identificar e integrar scale-ups com soluções que resolvem os desafios mais urgentes de negócios com agilidade e qualidade em projetos transformacionais para diferentes indústrias.

Segundo a OCDE (Organização para Cooperação Econômica e Desenvolvimento), as scale-ups são empresas que sustentam um rápido crescimento por um longo período de tempo, com um modelo de negócios escalável. As scale-ups já identificaram um modelo de negócios rentável, replicável e escalável com tração no mercado.

O IBM Open Ventures trabalhará próximo a Aceleradores e organizações similares para encontrar empresas nesse perfil com potencial inovador que usem tecnologia de ponta e que possam somar à expertise da IBM e serem integradas em novos projetos para empresas brasileiras nos principais setores. Será uma importante plataforma nacional para acesso a clientes, de vários segmentos e tamanhos, que ajudará a escalar seus produtos e soluções.

As scale-ups terão acesso a mais de 190 APIs da nuvem, assim como serviços IBM Watson, Blockchain e IoT disponíveis em IBM Cloud. Além disso, eles também se beneficiarão dos serviços e portfólio da Red Hat, pois a IBM está fornecendo as ferramentas que as empresas precisam para aproveitar os ambientes híbridos e multicloud, usando padrões comuns e abertos que podem ser usados em várias nuvens, aplicativos e provedores de serviços.

As scale-ups farão parte do ecossistema de inovação da IBM, já composto pelo IBM Research Lab, presente no Brasil desde 2011; pelo recém-criado Centro de Pesquisa em Inteligência Artificial, em parceria com a Fapesp e a USP; pela IBM Garage, seus especialistas e metodologia; pelo Hub IBM Blockchain em São Paulo, além de uma nova região (Multi Zone Region), composta por data centers interconectados para prover às empresas um nível superior de resiliência e disponibilidade. Esse ecossistema fortalecerá as scale-ups com capital intelectual, tecnologias de última geração e ainda oferecerá espaço para soluções de prototipagem para os clientes.

“A inovação só acontece quando a dor de um cliente é solucionada. E, cada vez mais, é necessário reunir vários interlocutores para que isso aconteça de forma rápida e assertiva. Juntas, a IBM e as scale ups selecionadas conseguirão ajudar os clientes em problemas críticos de negócios. Elas complementam nosso portfólio e, ao mesmo tempo, ampliam sua base de clientes e presença no país”, diz Tonny Martins, Presidente da IBM Brasil.

O ciclo para identificar novas organizações será constante por meio de aceleradores, organizações agregadoras de scale-ups e recomendação de parceiros de negócios. O processo de seleção contará com um conselho de executivos da IBM.

A IBM identificou no mercado 40 scale-ups potenciais das quais 12 foram selecionadas por um board composto por executivos de diversas áreas, que avaliam a viabilidade de integrar as empresas ao Open Ventures considerando os clientes, as inovações apresentadas e as possibilidades de negócios.

Destas 12 selecionadas, a IBM anuncia hoje as três primeiras a participar da iniciativa: GrowthTech, Tangerino e TNS.

Growth Tech: a Growth Tech nasceu para solucionar problemas relacionados à ineficiência, prazos longos, custos altos e burocracia exigida no ciclo documental e cumprimento das obrigações jurídico-legais necessárias ao mercado imobiliário. Para tanto, desenvolveu uma solução que integra todos os atores envolvidos no ecossistema, em uma rede virtual baseada na tecnologia IBM Blockchain.

“Criamos uma solução inovadora que traz como diferenciais a capacidade de integração dos atores; a digitização integral dos processos, que hoje em dia ainda é manual; e o pioneirismo”, explica Hugo Pierre, sócio fundador da Growth Tech. “As primeiras transações imobiliárias do País com dois dos maiores players da América Latina foram realizadas por meio da solução da Growth Tech com 100% da infraestrutura fornecida pela IBM Blockchain”, conclui.

Tangerino: criada para levar tecnologia e inovação aos setores de Recursos Humanos e Departamento Pessoal com uma solução que substitui os relógios de pontos tradicionais possibilitando o controle de jornada de trabalho em tempo real dos colaboradores por meio um de aplicativo instalado em tablets ou celulares. O sistema também diminui o tempo gasto para o fechamento de folha de ponto, automatiza diversos processos do DP e RH e possibilita a gestão de colaboradores externos ou em outros regimes de trabalho, como o home office.

“Oferecemos o controle de ponto digital mais completo do mercado, suporte humanizado e infraestrutura robusta para atender todos os nossos clientes, independentemente de porte ou segmento”, explica Leonardo Barros, CEO da Tangerino. “Com o Open Venture, esperamos ganhar capilaridade e alcançar grandes corporações entregando soluções inovadoras, em conjunto com a IBM, que simplifiquem a gestão das empresas”, finaliza.

TNS: atende a indústria de alimentos e proteínas em geral oferecendo uma solução, denominada Kit Revella, de controle e rápida identificação de Salmonella e escalonável para outros microorganismos, como Pseudomonas syringae, para a agricultura, e Listeria monocytogenes, para o setor de proteína animal. O kit funciona por meio de resposta visual para presença ou ausência de Salmonella usando uma combinação de nano partículas funcionais e ligantes moleculares que identificam exclusivamente as estruturas de parede celular da bactéria do gênero Salmonella. A inovação está caracterizada em aspectos como: redução de tempo, a não necessidade de pessoal técnico para realização da análise, não necessidade de energia, além da possibilidade de realizar análises ambientais diariamente.

“Atualmente granjas levam cerca de sete dias para realizar a detecção de Salmonella, o que implica em um elevado gasto de recursos, como energia e controle de processo. O Kit Revella resolve o problema de identificação quase instantaneamente, triando os testes negativos e positivos em 12 horas de análise”, afirma Vendelino Neto da TNS. “A Salmonella está presente em praticamente todos setores da indústria de alimentos e proteínas, sendo Brasil, China e EUA os principais demandantes de tecnologia para agilidade de resultados. Acreditamos que por meio do Open Ventures, da IBM, potencializaremos ainda mais nossa solução ajudando a resolver um problema que não é só do mercado, é da sociedade”, finaliza.

Motores que movem a vida: 4Results ajuda Hercules Motores Elétricos a inovar com CRM da Microsoft

Os motores elétricos estão presentes no dia a dia da maioria dos brasileiros, em casas, indústrias, zona rural, comércio, serviços, transporte, em todos os lugares que possamos imaginar e ganham cada vez mais espaço em um mundo que necessita de energia que seja gerada com menos consumo de recursos naturais.

Fundada em 2005, a Hercules Motores Elétricos é uma subsidiária do Grupo Mueller, que tem mais de 70 anos de história e se tornou referência nacional no setor de eletrodomésticos. A Hercules também já desponta em inovação no segmento em que atua. Durante o último Salão do Automóvel de São Paulo, estreou no segmento automotivo com a apresentação de um veículo novo e sustentável.

Trabalhando em vários segmentos, a Hercules tem produtos de alta tecnologia que podem ser personalizados para diferentes aplicações e tamanhos de empresas e buscava uma solução para inovar no atendimento a demandas e em entender as necessidades do mercado. A Hércules desejava obter informações e construir cenários de forma dinâmica, o que é importante para identificar padrões e tendências. Todas as informações de relacionamento com clientes estavam com representantes e parte importante da base era perdida quando algum representante deixava de trabalhar com a empresa.

Muita informação ficava restrita a e-mails e dezenas de planilhas comerciais. O Conselho de Administração da Hercules acreditava que a empresa estava desperdiçando muita energia para gerenciar seus processos de comunicação de negócios e mercado devido à ausência de um sistema eficiente.

Havia a necessidade da implementação de um CRM robusto e dinâmico. A Hercules precisava de uma ferramenta de controle mais  eficaz, onde cada um pudesse ter acesso às  informações pertinentes ao seu dia a dia de trabalho, sem depender de uma compilação de dados e envio diário feito  por uma pessoa de apoio, proporcionando,  desta forma, que cada profissional pudesse agir de maneira mais autônoma, gerando maior  agilidade nas ações.

Em resumo, “a empresa percebeu que, com a utilização efetiva da ferramenta, poderia ter ganhos significativos em produtividade e geração de receita”, afirmou o diretor Drauzio Menezes.

A 4results, parceira Microsoft Gold, já tinha uma relação comercial com o Grupo Mueller e possuía experiência no negócio para ofertar a alta tecnologia fornecida pela plataforma Microsoft Dynamics 365, que demonstrou toda a segurança e confiabilidade, essenciais para atender os requisitos do comitê da Hercules.

“Utilizando o Microsoft Dynamics 365, foi possível incorporar e criar soluções diferentes para impulsionar os negócios. Com uma plataforma robusta e inteligente, a solução Microsoft acompanhou o processo de crescimento da Hércules Motores, trazendo as melhores tecnologias para suportar as operações do dia a dia.”, comenta Cristiane Werner, CEO da 4results.

O projeto foi inicialmente concebido para atender às necessidades das áreas de vendas e marketing da Hercules com implantação dos módulos de vendas e marketing do Microsoft Dynamics 365.

A empresa passou a contar com um banco de dados estruturado e informações de mercado que aumentam a receita e a fidelidade à marca. Com funcionalidades móveis para representantes e automação de atividades repetitivas, obteve maior agilidade e assertividade na comunicação entre pessoal interno e externo, com redução significativa de análises manuais, controle de ações e atividades focadas em prioridades e maior retenção de clientes.

A inovação implantada na Hercules permite:

– engajamento das áreas envolvidas, fomentando visões de melhorias de processos com objetivo de acelerar o ciclo de vendas e fortalecer relacionamento com cliente;

– planejamento de treinamento contínuos da ferramenta com intuito de manter a equipe sempre atualizada e motivada para melhor aproveitamento diário;

– base de dados e informações estratégicas de mercado (clientes, novas oportunidades) para alavancar receita e fidelização da marca;

– maior agilidade e assertividade na comunicação estratégica entre equipe interna e externa; reduzindo significativamente analises manuais, controle das ações e atividades com foco nas prioridades. Retenção de clientes.

Foram quase oito meses de projeto, em um trabalho de planejamento e implementação realizado pela 4Results, com uma equipe altamente comprometida, envolvendo até 45 colaboradores da Hercules durante o Go Live, realizado com sucesso. 

A energia gerada com tecnologia sustentável faz um mundo melhor 

Referência em inovação no segmento em que atua, a Hercules conta com um aplicativo com realidade aumentada, que proporciona uma experiência inédita e imersiva: é possível ver os motores do catálogo em 3D, fazer um tour virtual 360 graus pela fábrica e conferir dicas para conhecer mais sobre os produtos e a empresa. O app pode ser utilizado tanto em Android quanto em iOS.

Olhando para um futuro de tecnologias sustentáveis, a Hercules decidiu seguir uma tendência de mercado e desenvolveu o Powertrain, um sistema composto de motores, inversores e transmissão para equipar veículos elétricos, um novo segmento que a Hercules está preparada para atender com o apoio dos parceiros Microsoft e 4Results.

“Entre os players avaliados, a 4results foi a que mais apresentou inovação, tornando possível incorporar/criar soluções das mais diversas para potencializar os negócios. Com um sistema robusto e inteligente, vai acompanhar o crescimento da Hercules trazendo as melhores tecnologias para apoiar no dia a dia”, destacou Drauzio Menezes. 

4Results comemora prêmio internacional 

Em Las Vegas, nos Estados Unidos, a Microsoft premiou os vencedores do Partner of the Year de 2019. A 4Results foi selecionada como vencedora na categoria Dynamics for Marketing na América Latina e região do Caribe.

O objetivo da premiação é reconhecer os parceiros Microsoft que demostraram excelência em inovação e implementação para clientes. “Estamos muito felizes com o prêmio, pois é referência da nossa participação no processo de transformação digital de nossos clientes. Somos gratos à Microsoft e aos nossos clientes.”, comentou Cristiane Werner, CEO da 4results.

 

 

 

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Possíveis impactos da reforma tributária para as empresas digitais

Por Renata Foz

Notícias recentes publicadas na imprensa informam que há chances de ser aprovada a reforma tributária brasileira, oficialmente conhecida como Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 45/2019. O fato é que, dentre várias iniciativas necessárias para a retomada da economia, esta é uma das mais relevantes no momento.

O modelo em discussão sinaliza que o Brasil pode passar a ter um modelo tributário mais simples, eficiente, cooperativo e exequível, de acordo com seus idealizadores, ao unificar cinco tributos atuais — dos quais três federais (IPI, PIS e Cofins), um estadual (ICMS) e um municipal (ISS) — em um único Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).

Embora o tema ainda exija a tramitação nas instâncias do Congresso Nacional, e posterior sanção do Presidente da República, já é convergente a ideia de que a simplificação tributária fará com que a arrecadação de impostos e a distribuição de recursos sejam mais simples e eficientes.

A mudança está inserida no contexto de crescimento de estruturas produtivas baseadas em sistemas e tecnologias da informação e da comunicação. Novos desafios surgiram para os gestores de tributos, envolvendo entidades nacionais e internacionais, como a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

Nas empresas de economia digital não é diferente e aquelas que atuam com serviços relacionados à prestação de serviços dessa natureza precisam ficar atentas para as mudanças. Um dos pontos importantes é que a tributação dessas empresas pode variar atualmente entre 5,65% a 14,25% (correspondente ao PIS/COFINS e ISS) e com a reforma tributária essa carga seria aumentada para 25%, que é a alíquota esperada do IBS.

A discussão é incipiente, porém um lado positivo dessa reforma é o aumento da segurança jurídica para investidores decorrente da unificação de impostos e do melhor entendimento, por parte das empresas, de quais são os impostos a serem pagos.

A verdadeira reforma tributária deve ser estrutural e incorporar elementos direcionados para a arrecadação eficiente e a distribuição justa. Além disso, considerando a evolução das organizações em um mundo cada vez mais competitivo e globalizado, a reforma tributária deve superar definitivamente o atual sistema anacrônico que gera dificuldades aos contribuintes e causa impacto direto nos negócios.

Se consideradas as empresas de economia digital, por atuarem com modelos de negócios inovadores com elementos de disrupção tecnológica, a atuação delas será melhor quando superarmos o atual sistema tributário e implementarmos um novo modelo.

Renata Foz, sócia de Tributos Internacionais da KPMG no Brasil.

Geru atinge a marca de R$ 1 bilhão em empréstimos concedidos

A Geru , primeira fintech de empréstimo pessoal do Brasil, acaba de atingir a marca de R$ 1 bilhão em volume de empréstimos concedidos no país. Longe de toda a burocracia das grandes instituições bancárias, a startup se antecipa à concorrência e consolida seu pioneirismo no setor ao tornar o acesso ao crédito mais democrático, simples e seguro.

Chegar a R$ 1 bi com apenas quatro anos de operação é, sem dúvida, um volume bastante expressivo para a história das fintechs, segundo Sandro Reiss, fundador e CEO da Geru. “Nossa trajetória é marcada pela democratização do acesso ao crédito e também por quebrar paradigmas no mercado de crédito no Brasil. Essa conquista reforça que existe espaço no mercado para soluções que proporcionam mais facilidade, melhores condições e um serviço superior às instituições tradicionais. Os clientes não estão mais presos aos seus bancos, podem consumir os melhores serviços e produtos financeiros, após uma pesquisa cuidadosa escolhem a Geru”, afirma o empreendedor.

A Geru oferece empréstimos sem garantia, com valores que variam entre R$ 2 mil a R$ 50 mil e taxas mais acessíveis, customizadas conforme o perfil do usuário. Além disso, em agosto de 2019, a startup se tornou a primeira fintech brasileira a ter seus papéis com rating avaliado pela agência global Standard & Poors, reforçando ainda mais seu reconhecimento no mercado de crédito.

“Todo o crescimento da Geru está ligado ao nosso forte investimento em tecnologia, ciência de dados e um time de ponta, para oferecer aos nossos clientes a melhor experiência possível, não só na hora de tomar um empréstimo, com taxas atraentes, valores mais altos e resposta na hora, mas também na hora de pagar de volta, com o melhor serviço do mercado”, explica Reiss.

Ambev e DSM juntas para acelerar startups

A Cervejaria Ambev conta com uma nova parceria para a Aceleradora 100+, programa de aceleração que busca startups com soluções inovadoras para os principais problemas socioambientais da atualidade. A nova edição agora conta com a participação da DSM na seleção das startups que vão ser aceleradas. A empresa mundial, que atua nas áreas de saúde, nutrição e materiais, estará presente durante o Pitch Day, e no Demo Day, quando acontece a apresentação final dos projetos socioambientais desenvolvidos durante a aceleração.

No próximo dia 28 de novembro, executivos da DSM irão compor a banca de avaliadores para decidir quais startups participarão do programa, durante o Picth Day. A companhia estará ao lado da Cervejaria Ambev e do Pacto Global da ONU, impulsionando o alcance do programa e reforçando o comprometimento dos projetos escolhidos com o meio ambiente e alinhamento com os ODS.

Gestão bem-humorada pode aumentar a performance das empresas

Por Maryana Rodrigues

Há quatro meses eu não tinha ideia do que estava por vir. Eu só pensava em como ajudar as empresas a construir um ambiente de trabalho mais leve, tranquilo, criativo e bem-humorado, indo na contramão do que o mercado estava acostumado e entendia (entende-se) como normal. Quebrar regras, rótulos e paradigmas que por anos aprisionam a essência do ser humano e o que de mais bonito ele carrega que é a esperança.

Inspirar a liderança para inspirar seus liderados. Espalhar alegria e humor para espalhar otimismo. Motivar quem está desanimado. Altas doses de alegria e humor, podem contagiar o mundo, o vizinho, sua família e mais ranzinza colega de trabalho. Tudo isso tudo sem perder o foco nos resultados, pois já sabemos que ambientes leves e inspiradores animam e encorajam as pessoas a buscarem o melhor de si.

Quando eu falava em fazer humor no corporativo, muito ouvi: “As empresas só estão pensando em resultado”, “Como você vai mensurar o ROI dessa alegria?” Na época em que encarei de frente a depressão, isso há uns dois anos atrás, vi muitos amigos, assim como eu, que não se afastaram, continuaram trabalhando em empresas que não davam suporte emocional ou que mal sabiam que existiam pessoas trabalhando doentes.

Será que o RH, com tantas responsabilidades e demandas de contratação diariamente, de fato, conseguem perceber as dificuldades s os dramas pessoais e profissionais dos funcionários? Feedbacks de fato são dados periodicamente? Humanamente é uma tarefa difícil, que exige observação, sensibilidade e que os robôs ainda não são capazes de fazer.

Há um número de afastados, mas nenhuma empresa contabiliza quem trabalha doente, com ansiedade, depressão ou síndrome do pânico, por exemplo. No Brasil, em 2016, cerca de 75,3 mil profissionais, com depressão, foram afastados pela Previdência Social. Hoje, o País é considerado o campeão de casos na América Latina, com 5,8% da população com o problema.

Decidi, então, que se eu ficasse quieta, sem fazer nada, seria cúmplice deste cenário de dor e pressão constante. Então, um dia após uma apresentação minha de stand-up comedy, numa casa em São Paulo eu pensei: por que não levar esse tipo de conexão para as empresas? Pesquisei e descobri que os principais gaps de desenvolvimento nas empresas que são: AUTOCONHECIMENTO, COMUNICAÇÃO, CRIATIVIDADE e LIDERANÇA. E fui estudar como aplicá-los com humor.

Após quatro meses, já capacitei mais de 500 líderes e já falei para mais de 10 mil pessoas em palestras e eventos. Dentre os públicos, líderes de tecnologia, tiveram melhor aderência e transformação. Com informalidade e falando no tempo deles, consegui engajar mudanças importantes de conexão com as equipes, trazendo uma sensação maior de pertencimento que gera um ambiente seguro ao erro e a sensação de bem-estar e inovação.

Foi tamanha a mudança que um destes líderes, mudou o nome do cargo para “Head & Heart of Data Analysis”. Com tudo isso, meu dia a dia mudou também. Percebi que ensinamos o que mais precisamos aprender. Eu levo uma vida bem leve, sou bem-humorada e, na maior parte do tempo, estou de bom humor. Não queremos criar um exército de piadistas de plantão, mas, sim, gerar uma sensação de bem-estar comum, com mais otimismo e incentivadores nas organizações.

E você, o que acha disso? Vamos praticar?

Maryana Rodrigues , fundadora da HumorLab.

Corporate Venture no Brasil caminha para maturidade

Trabalhar com startups é uma realidade bem comum das grandes empresas globais. Seja por estratégias de M&A, desenvolvimento de produtos em conjunto ou simplesmente contratação de serviços de startups, esse cenário vem gerando uma aproximação cada vez maior entre startups e corporações já estabelecidas no mercado. Pensando nesse cenário a ACE, empresa de inovação, realizou um mapeamento exclusivo, identificando 138 programas de conexão entre startups e grandes empresas, no Brasil.

Apesar da quantidade de programas existentes e crescimento das iniciativas de Startup Engagement, o levantamento revelou que cerca de 60% dos programas não alcançou seus objetivos iniciais na primeira onda e gerou um sentimento de frustração para uma das partes. “Por isso, ter uma estratégia condizente de inovação, uma definição clara da governança, envolvimento da liderança, budget alocado e clareza dos outputs ou expectativas finais das startups são alguns fatores que podem contribuir”, alerta Pedro Waengertner, fundador e CEO da ACE.

Os números foram obtidos por meio da unidade de negócios ACE Cortex, que atua com consultoria de inovação para grandes empresas, e ainda apontam que apenas 34% dos programas de Corporate Venture são realizados sem o auxílio de um parceiro. Entre esses, destaca-se a vertical de tecnologia com mais programas organizados internamente. Já áreas como Varejo e Telecom são os que mais contam com ajuda externa. Além disso, das 120 empresas que trabalham com startups no Brasil, 55 possuem fundos de investimentos em startups, que é a frente mais avançada e complexa no relacionamento. Os setores que mais se destacam são Financeiro, Varejo e Tecnologia.

Entre as formas de conexão existem níveis de maturidade e complexidade diferentes: contratação de startups como fornecedores das áreas de negócio, startup como impulsionadora em projetos de inovação; estratégias de go-to-market conjuntas; investimento em startups e aquisição de startups. Pouco mais de 40% das empresas atuam nos dois últimos, considerados mais avançados.

Destaques do mapeamento:

– Apenas 40% das empresas que se relacionam com startups atuam nos níveis mais avançados, como investimentos e aquisição. O que mostra que os projetos de Startup Engagement ainda podem amadurecer muito no Brasil

– Financeiro, Varejo e Tecnologia são os setores com maior número de programas com startups

– Para aproximações de nível 1 e 2, o cenário mais comum são as empresas executarem os programas sozinhas. Isso significa o uso de startups como fornecedoras (1) ou como impulsionadora em projetos de inovação (2).

“Mergulhamos nas análises e cruzamos dados para trazer maior entendimento sobre como esse cenário se apresenta no país, seu grau de maturidade e oportunidades”, finaliza o executivo.

Open Banking é solução para ampliar eficiência e promover inclusão no sistema financeiro, diz diretor do BC

Apenas cinco dias após a divulgação da consulta pública do Open Banking, João Manoel Pinho de Mello, Diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução do Banco Central, defendeu a importância do projeto como parte da missão da entidade. “O objetivo é trazer inovação, estimular a concorrência, ampliar a eficiência do sistema financeiro e ajudar a promover a inclusão”, afirmou durante o evento “Open Banking – Para onde caminhamos?”, organizado pelo Focaccia, Amaral e Lamonica Advogados (FAS), na manhã desta terça-feira, na capital paulista. “A partir do processo de interação contínua com participantes de mercado, vamos construir um sistema bancário aberto, que entregará, tenho certeza, um resultado palpável, com produtos financeiros melhores e mais baratos aos clientes”, destacou Pinho de Mello.

Responsável pela abertura do evento, Henrique Meirelles, secretário da Fazenda do Estado de São Paulo e ex-presidente do Banco Central, reforçou que o Open Banking é um sinal de evolução do sistema financeiro. “É um avanço muito importante. Antes, os bancos eram donos das informações; agora, o proprietário de sua história é você. Mas era necessário mais do que tecnologia, precisava de um arcabouço jurídico”, aponta Meirelles.

Márcio de Andrade Schettini, Diretor Geral do Itaú Unibanco Holding, acredita que o Open Banking beneficiará a todos os envolvidos e que os bancos terão o desafio de aprender a lidar com outras partes deste novo ecossistema. “A solidez bancária vem por sermos regulados e autorizados, e é esse rótulo de confiança e credibilidade que faz toda a diferença. Isso gera vantagem competitiva para quem entende que o objetivo é baratear processos e democratizar o acesso da população”, comentou.

Para Pedro Eroles, Sócio do FAS Advogados na área de Bancário, Meios de Pagamentos e Fintechs, os principais desafios do Open Banking são tornar a experiência do usuário agradável o suficiente para que exista adesão, gerir a governança da autorregulação e equacionar as responsabilidades, levando em consideração a heterogeneidade das entidades envolvidas. “O Open Banking talvez seja um caso único em que as metas de inovação, concorrência, eficiência e inclusão passam a ser priorizados pela regulamentação”, apontou.

A Diretora Jurídica da Visa, Maria Beatriz Pellegrino, destacou a importância da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) como peça fundamental para assegurar o principal desafio do sistema financeiro, que é proteção de dados. “A consulta pública foi um marco e a LGPD dará credibilidade e segurança jurídica ao compartilhamento de dados, mas é importante trazer detalhes sobre a responsabilidade e os direitos e obrigações das partes envolvidas”, afirma Maria Beatriz.

Com o intuito de apresentar um pouco das experiências de outros mercados em relação ao Open Banking, Charles Kerrigan, Sócio do CMS Law Tax nas áreas de Banking e International Finance, ressaltou como principal transformação a maior oferta de produtos financeiros e o benefício de escolha aos clientes. “O Open Banking é uma tendência mundial e, para o seu sucesso, é fundamental boas integrações de Interface de Programação de Aplicativos [da sigla em inglês API] e uma boa experiência do usuário”, finalizou.

Linx: compras via celular e retirada em loja crescem e consumidor gasta em média R$ 650 na Black Friday deste ano

A Linx, líder e especialista em tecnologia para o varejo, acaba de divulgar um retrato completo de como foi o desempenho do comércio na Black Friday deste ano. Segundo a empresa, esta edição foi a maior de todos os tempos e registrou pico de vendas logo na virada de quinta para sexta-feira da semana passada. Na data promocional, as pessoas gastaram, em média, R$ 650 – 3% a mais do que em 2018.

Um dos destaques da Black Friday de 2019 foi o aumento das vendas omnichannel, isto é, aquelas que envolvem mais de um canal. Neste contexto, o modelo ‘ship from store’, no qual lojas atuam como centros de distribuição para reduzir custos de frete e tempo de entrega, representou um crescimento de 320% em relação ao ano passado.

Os varejistas tiveram uma boa adesão ao ‘pick up in store’, ou seja, a compra realizada online com retirada em loja física. Das marcas que ofereceram esta opção ao consumidor, a venda para retirada em loja representou 15% das vendas online totais.

O ‘showrooming’ também reforçou o avanço do omnichannel e registrou um crescimento de 130% de participação nas vendas na comparação com o ano anterior. A modalidade garante que o consumidor receba o produto mesmo que não o encontre na loja física, pois ele é entregue mais tarde pelo e-commerce.

Os smartphones que custam em média R$ 1 mil foram os produtos mais buscados. Entre as categorias de produtos mais vendidas, eletrodomésticos saíram na frente e representaram 28% da receita gerada na Black Friday. Na sequência, vieram celulares (23%), eletrônicos (18,5%), informática (11%), casa e decoração (8%), vestuário (8%), saúde e beleza (1%) e itens esportivos (1%).

Na comparação do desempenho do varejo por região, o Sudeste se destacou e registrou 65% das vendas na Black Friday. O Sul aparece em segundo lugar com 15%, enquanto o Nordeste marcou 14%. Mais abaixo do ranking estão o Centro-Oeste, com 4%, e o Norte, com 2%. Ao todo, as transações realizadas via desktop representaram 66%, enquanto aquelas feitas por meio de dispositivos móveis somaram 34%.

Enquanto as vendas online aumentaram 24% em relação a Black Friday de 2018, a Linx constatou que a sexta-feira promocional deste ano registrou um crescimento de 16% nas vendas do varejo físico na comparação com a de 2018.

O que determina uma carreira?

Por Fernanda Rodrigues

São vários os fatores decisivos para o futuro de uma carreira e, um dos mais cruciais, é justamente o modo como iniciamos. Segundo um estudo do Instituto High Flies, profissionais que fizeram estágio têm três vezes mais chances de conseguir um bom emprego do que os que não tiveram esse tipo de experiência. As primeiras vivências no mercado de trabalho têm a capacidade de impulsionar profissionalmente e representam uma excelente oportunidade para o desenvolvimento de um potencial. A importância de um estágio envolve, por exemplo:

Aprender

Todas as experiências profissionais são espaços de aprendizados e devem ser usadas para perguntas e esclarecimento de dúvidas. Durante o estágio, no entanto, é quando isso deve ser aproveitado ao máximo, principalmente se os profissionais que estiverem ao redor forem referência no mercado. É um ambiente, ainda, em que os colegas sabem que o estagiário é novo na área e que está se aperfeiçoando. É uma introdução a toda a cultura que envolve aquele mercado, desde questões básicas de etiqueta, por exemplo, entendendo o dress code apropriado para cada situação ou como se direcionar aos clientes, até a novos conhecimentos, muitas vezes vistos apenas na teoria na faculdade, que ali são colocados em prática diariamente.

Construir um currículo que se destaque

É a opção mais fácil para conseguir um emprego em uma empresa reconhecida no mercado – já que, para estagiários, não há muitas exigências de experiências prévias. Começar a carreira construindo um histórico profissional que chame a atenção e com altas chances de ascender com uma efetivação, como na área de TI, que é carente de profissionais qualificados, pode ser um ótimo diferencial. Além do mais, ter experiência comprovada com estágios anteriores é uma vantagem adicional em processos de seleção em outras empresas, por exemplo, na hora de buscar o primeiro emprego após se formar

Ter uma prévia profissional

Um programa de estágio é a prévia perfeita do que a vida de um jovem estudante pode se tornar depois da faculdade, o que pode ser bastante inspirador. Podemos pensar no estágio como um laboratório onde habilidades práticas e sociais são desenvolvidas, pois engana-se quem pensa que a carreira começa apenas quando se adquire o diploma da graduação. Fazer estágio também é um fator importante para entender sobre qual área seguir dentro de um determinado segmento de mercado. Com mais conhecimento e oportunidades de experimentações, o novo profissional pode escolher melhor quais os ambientes e ecossistemas que lhe são mais atraentes.

Fazer networking

Conhecer as pessoas certas e ter contatos relevantes é um facilitador na hora de se colocar (ou recolocar) no mercado. O estágio é uma oportunidade de conhecer esses indivíduos, mostrando habilidade e dando início a uma valiosa rede na área. Afinal, muitas empresas, quando precisam contratar alguém, pedem indicações aos próprios funcionários. Além disso, mesmo para quem está no mercado, é uma via para gerar novos negócios e parcerias.

Fernanda Rodrigues, diretora de Recursos Humanos da GFT para a América Latina

Thomson Reuters anuncia finalistas da 3ª edição do Accelerator Day

A Thomson Reuters, multinacional de tecnologia provedora de soluções Fiscais, Tributárias, Contábeis, Jurídicas e de Comércio Exterior, anuncia no dia 06 de dezembro, em São Paulo, os selecionados da terceira edição do Accelerator Day, seu programa de aceleração de startups. O concurso é voltado para inovações em tecnologia para o segmento regulatório e, neste ano, foram avaliadas empresas iniciantes que tenham soluções em tecnologia para aprimorar a rotina dos profissionais de quatro segmentos: Tributário/Fiscal; de Comércio Exterior; Contábil; e Conteúdo Jurídico. As inscrições foram abertas para iniciativas de todas as regiões do Brasil.

O objetivo principal do programa é trazer inovações que possam aprimorar as soluções ONESOURCE Mastersaf (gestão fiscal), ONESOURCE Global Trade (gestão de comércio exterior), Thomson Reuters Contábil (gestão contábil) e Soluções de Legal (conteúdo e software jurídico). São produtos que proporcionam o cumprimento das obrigações fiscais, contábeis, de compliance, automatização de tarefas, informações estratégicas gerenciamento dos processos de importação e exportação das empresas e acesso à informação estratégica para o negócio das empresas.

Todas as startups avaliadas oferecem produtos e serviços que tenham potencial de escala e já testados em clientes reais, com soluções que utilizem Inteligência Artificial, Automação e Integração de Processos, Machine Learning e Análise de Dados. Os finalistas são: Convenia (São Paulo/SP) e Sobit (Várzea Paulista/SP), na categoria Contabilidade; D2P (São Paulo/SP) e Loginfo (Itajaí/SC), na categoria Comércio Exterior; Standard IT (São Paulo/SP) e Tria Software (São José dos Campos), na categoria Fiscal; Intelivix (Recife/PE) e NeuralMind (Campinas/SP), na categoria Conteúdo Jurídico.

No Pitch Day, a Convenia vai apresentar uma solução em nuvem para gestão de departamento pessoal para PMEs. Já a Sobit traz um produto que amplia a interação da contabilidade com os clientes, reduzindo tempo de fechamento contábil. A D2P apresenta um sistema que traz Business Intelligence e Data Analytics para o Comércio Exterior, enquanto a Loginfo propõe uma plataforma logística em ambiente Web para movimentação de carga em áreas alfandegadas. A Standard IT e a Tria trazem soluções com Automação de Processos para entregas Fiscais. E, por fim, a Intelivix e a NeuralMind apresentam soluções de análise de dados jurídicos para proporcionar insights e ampliar a inteligência na tomada de decisão.

“Tivemos um enorme sucesso nas edições anteriores do Accelerator Day, quando pudemos selecionar uma série de iniciativas com potencial de aprimorar o nosso portfólio. Para este ano, temos oito projetos muito bem estruturados, com inovações que, em conjunto com nossas soluções, podem melhorar, simplificar e agilizar o cotidiano regulatório das empresas de todos os portes no Brasil”, afirma Menotti Franceschini, líder de Corporate Value Proposition da Thomson Reuters.

Em sua terceira edição, o Accelerator Day vai selecionar quatro projetos, um em cada categoria. As soluções selecionadas serão desenvolvidas em parceria com a Thomson Reuters ao longo de 2020, incorporando-se às soluções da empresa. Desde o ano passado, a Thomson Reuters selecionou oito startups nas primeiras edições do programa, sendo que três delas já estão desenvolvendo suas soluções como aplicações complementares às da Thomson Reuters, plugadas às plataformas da empresa e disponíveis para a ampla base de clientes no Brasil.

O Pitch Day e a apresentação dos vencedores da terceira edição do programa acontecem no hotel Tryp Iguatemi, no dia 06 de dezembro, a partir das 08h30. O endereço é Rua Iguatemi, 150 – Itaim Bibi, São Paulo – SP.

Uber lança patinetes elétricos no Brasil

Começam a operar nesta terça-feira (3/12), em Santos, no litoral paulista, os novos patinetes elétricos da Uber. A estreia dessa modalidade no Brasil é mais uma etapa no compromisso da empresa em reunir, em um único aplicativo, vários meios de transporte diferentes, oferecendo cada vez mais opções para a população.

Neste ano, o app da Uber foi reformulando para oferecer aos usuários uma maneira mais prática de descobrir, acessar e experimentar o crescente número de serviços disponíveis na plataforma global da empresa. Há duas semanas, a Uber lançou uma integração com o transporte público na região metropolitana de São Paulo e passou a exibir informações sobre linhas de ônibus, metrô e trens direto no aplicativo.

Agora, em Santos, o usuário da Uber poderá escolher se quer fazer uma viagem de carro, pedir uma refeição ou alugar um patinete elétrico, tudo no mesmo aplicativo.

“Estamos muito empolgados em trazer os patinetes elétricos da Uber para o Brasil começando por Santos, uma cidade sempre aberta à inovação e que tem uma boa infraestrutura cicloviária. Com esse novo serviço, queremos continuar ajudando as pessoas a se deslocar sem ter que depender de um carro particular, contribuindo para redução dos congestionamentos e da poluição urbana”, afirma Ruddy Wang, diretor de Novas Modalidades da Uber no Brasil.

O sistema de patinetes da Uber chegam a Santos com preços competitivos, que fazem dele uma ótima opção para os deslocamentos mais curtos. O preço é de R$ 1,50 para desbloquear o veículo mais R$ 0,75 por minuto de uso. Não é necessário baixar nenhum outro aplicativo, basta a mesma conta na Uber para usar os patinetes.

Segurança

Dentro de seu compromisso com a segurança no trânsito, a Uber preparou uma série de materiais educativos para os usuários de Santos relembrando regras de trânsito e dicas para dirigir os patinetes com segurança. O conteúdo está disponível no site da empresa, no próprio aplicativo e será distribuído em panfletos na área de operação, que vai da Ponta da Praia até o Emissário.

A Uber também firmou uma parceria com a Centauro para oferecer desconto de 40% na compra de diversos modelos de capacetes, basta acessar o site www.centauro.com.br/uber .

COMO FUNCIONA

Todos os usuários da Uber podem alugar um patinete elétrico, não é necessário baixar nenhum outro aplicativo, mas lembre-se de mantê-lo atualizado. É muito simples usar, confira o passo a passo:

• Com o app da Uber aberto, clique no ícone do patinete no canto inferior do mapa

• Veja onde estão os patinetes disponíveis, escaneie ou digite o código para desbloquear

• Se preferir reservar, você tem 15 minutos para caminhar até o patinete e desbloquear

• Dirija com responsabilidade e segurança, seguindo todas as regras de trânsito

• Ao final, estacione o patinete sem bloquear a passagem e dentro da área de atuação

2020: A revolução dos meios de pagamento

O Banco Central tem anunciado diversas novas medidas que prometem revolucionar com o mercado de meios de pagamento em 2020. O universo digital estará cada vez mais presente no dia a dia da sociedade e modificando a forma como consumimos e oferecemos produtos e serviços, seja através de carteiras digitais, QR Code, pagamentos por aproximação, entre outros. Por isso, diversas empresas já têm se preparado para começar o próximo ano a todo vapor! Confira abaixo algumas delas:

Matera

A empresa desenvolve tecnologia para o mercado financeiro, fintechs e gestão de risco e está presente há mais de 30 anos no mercado. Com mais de 40 soluções que cobrem o core bancário, inclusive um pagamento por QR Code offline, e uma unidade em Waterloo, no Canadá, a Matera tem especialistas para falar sobre os mais variados tipos de assunto que envolvem meios de pagamento, bancos, startups e varejo, e os impactos que tudo isso trará para a vida do comerciante e da população em geral.

MovilePay

Lançada em janeiro deste ano, a MovilePay já conta com mais de 10 mil restaurantes parceiros que utilizam o QR Code do iFood como forma de pagamento, além de bancas de jornal espalhadas pela cidade de São Paulo, supermercados, postos de gasolina e até salões de beleza. Além da tecnologia de QR Code, a empresa também tem em sua carteira de produtos os terminais POS (mais conhecidos como maquininhas de cartão) e outras soluções financeiras para restaurantes.

Peixe Pay

Carteira digital lançada em agosto de 2019 pelo Peixe Urbano , onde o consumidor consegue pagar usando QR Code em estabelecimentos credenciados. Já disponível em vários restaurantes do Rio de Janeiro e Florianópolis, o aplicativo pretende estar presente no restante do país no começo de 2020. As próximas etapas do projeto também incluem ampliar a solução para permitir pedidos antecipados, take-out, divisão do valor entre duas ou mais pessoas, transferência entre usuários, modelo pré-pago, cartão de débito, pagamentos de contas, recarga de celular e até o cadastro de outras e-wallets como forma de pagamento.

Celcoin

Lançada em 2016, a fintech Celcoin é voltada para impacto social, com a missão de democratizar o acesso a serviços financeiros no Brasil.Funciona por meio de um aplicativo que transforma qualquer smartphone em um terminal para recebimento de contas, recarga de celular, jogos, passagens rodoviárias, planos de TV e venda de créditos para Uber e Netflix. Atuando no país via 20.000 “agentes Celcoin” – autônomos, pontos de venda e varejistas – e em mais de 2.000 cidades – a empresa superou a marca de 10 milhões de transações em 2018, e mais de R$ 8 milhões de bonificações concedidas aos agentes. Beneficia milhões de brasileiros que deixaram de percorrer grandes distâncias até uma agência bancária ou lotérica para realizar transações bancárias.

Beblue

Criado em 2016, o Beblue é a primeira fintech brasileira de pagamentos que permite ao consumidor aumentar seu poder de consumo por meio de recompensa em cashback, além de oferecer ao estabelecimento a possibilidade de adquirir e fidelizar o cliente. O usuário tem acesso a sua carteira digital e por meio dela o saldo pode ser gerado de três formas: cashback por compras, dinheiro depositado por amigos e depósitos via boleto, modelo de crédito pré-pago. Desde o início da operação, o Beblue já movimentou mais de R$ 2 bilhões em vendas, devolveu mais de R$ 200 milhões em cashback, teve mais de 5 milhões de downloads do aplicativo e possui mais de 16 mil estabelecimentos cadastrados.

iZettle

Presente no Brasil desde 2013, a iZettle foca em apoiar a gestão de negócios dos micro, pequenos e médios empreendedores do país. Além da máquina de cartões, que funciona com tecnologia contactless, a fintech sueca oferece uma solução de gerenciamento completa, por meio de aplicativo gratuito e online que permite administrar a frente de caixa, o estoque, o faturamento do negócio e gerar relatórios de performance.