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Como começar um negócio alinhado com a pauta ESG

Por Jandaraci Araújo, conselheira de administração e cofundadora do Conselheira 101

A pauta ESG, como sabemos, está relacionada ao mundo corporativo e nunca esteve tão evidente como agora. A sigla ESG (Environmental, Social and Governance) é uma necessidade para qualquer empresa, independente do tamanho, que se preocupe com o futuro e com a sua perpetuidade no mercado. Muitos negócios já começam colocando entre suas pautas não só o pilar ambiental, mas também o social e a governança. Ser reconhecido por cuidar do meio ambiente, promover impacto social positivo e adotar uma conduta corporativa ética é fundamental para o negócio prosperar. Já é sabido, que a nova versão do capitalismo, o capitalismo de stakeholders, abarca não apenas o “S – Social”,da sigla ESG, como também o “E-Environment” e o “G-Governance”, pois não são temas dissociados, como pode aparentar em princípio.

Para contextualizar, segundo uma pesquisa feita na América Latina pela Sherlock Communications, – que nada mais é que um recado para as empresas -, para as companhias instaladas no Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, México e Peru: 94% dos entrevistados afirmaram que as empresas precisam investir mais em iniciativas sociais e ambientais. Entre as nacionalidades ouvidas, os brasileiros são os que mais se importam com a responsabilidade social corporativa, nove em cada dez pessoas. O que isso comprova? Que consumidores e investidores despertaram e não aceitam mais a justificativa do lucro “a qualquer custo”.

Os benefícios para começar alinhado com os princípios ESG, podem ser inúmeros, principalmente na perspectiva financeira, já que podem atrair mais investidores alinhados com a pauta. Além disso, tem um claro ganho de vantagem competitiva, seja pelos seus consumidores que se tornam embaixadores da marca, seja pela publicidade positiva que eles promovem. Empresas com reconhecidas práticas sociais e critérios de governança elevados tendem a ter uma cultura mais inovadora, colaboradores mais engajados e consequentemente uma baixa rotatividade.

Escolher o ESG como estratégia, mais do que uma moda do mercado, deve nos mover a responder a seguinte pergunta: como meu negócio pode contribuir para um mundo melhor, seja sob a perspectiva ambiental e/ou social, e ainda ter sustentabilidade financeira? A dica é: comece simples, informe-se sobre os benefícios fiscais disponíveis para empresas que possuem práticas sustentáveis. Não há uma fórmula única, um modelo padrão, mas há vários caminhos, simples e fáceis de serem implementados.

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Bain Capital faz aporte de R$ 440 milhões na Bionexo, levando o valuation da healthtech brasileira a mais de R$ 1 bilhão

A Bionexo, healthtech líder da América Latina em soluções de software em nuvem (SaaS) e inteligência analítica, que conecta instituições de saúde e fornecedores através de seu marketplace, acaba de receber um investimento de R$ 440 milhões da americana Bain Capital Tech Opportunities. O aporte vai custear o plano de crescimento acelerado da Bionexo, com a expansão de seu portfólio de soluções tecnológicas para o mercado de saúde e por meio de aquisições (M&A). A Bain Capital Tech Opportunities se junta aos atuais grupos acionistas da Bionexo: Prisma Capital, Apus e Temasek.

Com valuation superior a R$ 1 bilhão, a healthtech brasileira – que obteve o registro de companhia aberta junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) – tem crescido por meio da ampliação de seu portfólio e aquisições. No primeiro semestre de 2021, a receita líquida aumentou 27% em relação ao ano anterior, chegando a R$ 54,3 milhões. A Companhia também ampliou o volume de transações, atingindo R$ 8,9 bilhões, aumento de 51,1% na comparação com 2020.

“Neste momento em que a América Latina passa por processo intensivo de transformação digital, estamos muito animados por ter a Bain Capital como um parceiro que compartilha a nossa visão de alavancar tecnologias no estado da arte para ajudar instituições de saúde e fornecedores a tomar decisões de compras mais embasadas e digitalizar diversas funções dentro desta cadeia de valor, resultando em um atendimento mais eficiente, com melhores resultados na saúde”, disse Rafael Barbosa, CEO da Bionexo. “Com o suporte e experiência em tecnologia e saúde da Bain Capital, vamos ampliar os investimentos em inteligência artificial e machine learning em todos os produtos da Bionexo, além de buscar aquisições e parcerias para expandir nossa capacidade e ganhar mais escala”.

A Bionexo fornece um conjunto integrado de soluções de software em nuvem, formando um marketplace que viabiliza hospitais a ganharem eficiência no planejamento e aquisição de insumos importantes, ao mesmo tempo que empodera os fornecedores a ampliar seu alcance de negócios e adquirir novos clientes. Em 2021, projeta-se que na plataforma da Bionexo, composta por soluções digitais da saúde, sejam negociados mais de R$15 bilhões em volume de transações, conectando mais de 15.000 hospitais, clínicas e fornecedores nos quatro países em que a companhia atua: Brasil, Argentina, Colômbia e México.

Aproveitando seu forte relacionamento com clientes e ampla experiência no setor, a Bionexo também expandiu seu conjunto de soluções para oferecer planejamento de estoques, gerenciamento de ciclo de receita e soluções de inteligência analítica, gerando mais eficiência e melhores resultados para todo o ecossistema de saúde, hoje em momento de acelerada transformação digital na América Latina.

“As soluções da Bionexo impactam milhares de instituições e fornecedores da saúde, promovendo melhores resultados por meio de ganhos de produtividade. Os atuais acionistas e os talentosos líderes da Bionexo têm sido muito bem sucedidos em transformar o negócio em um líder do setor e um parceiro de confiança para empresas da saúde. Estamos entusiasmados por sermos seus parceiros neste momento em que a empresa avança para sua próxima fase de expansão”, disse Darren Abrahamson, Managing Director da Bain Capital Tech Opportunities. “Esperamos apoiar a Bionexo em iniciativas de crescimento orgânico e oportunidades de M&A, ajudando-os a impulsionar o desenvolvimento de novos produtos que gerem propostas de valor únicas para seus clientes.”

A Bain Capital possui ampla experiência em todo o ecossistema de saúde, tendo investido no Grupo NotreDame Intermédica no Brasil, um dos maiores provedores de serviços de saúde do Brasil. A empresa também investiu e escalou uma ampla gama de empresas de tecnologia de saúde em todo o mundo, incluindo HST Pathways, IQVIA, PartsSource, Waystar e Zelis.

“Ao longo dos anos, fizemos investimentos significativos para a transição da Bionexo, de uma empresa de produto único, para uma plataforma de software integrada que melhora significativamente as operações estratégicas e diárias das empresas de saúde”, acrescentou Maurício Barbosa, fundador e presidente do conselho da Bionexo. “Com este novo investimento da Bain Capital, a Bionexo solidificará ainda mais sua posição como fornecedora líder de produtos de tecnologia de saúde que trazem mais eficiência e acessibilidade a um ecossistema de saúde em rápido crescimento na América Latina”, conclui.

DMCard está com inscrições abertas para o Programa de Estágio 2022 com foco em TI

Com o resultado positivo das duas edições anteriores, a DMCard, instituição financeira com 18 anos de experiência no mercado, anuncia que a terceira edição do seu Programa de Estágio. Dessa vez são mais de 20 vagas abertas para estudantes universitários com salários de R$ 2.300. As inscrições começaram na segunda-feira (11) e seguem até o dia 25 de outubro.

A Primeira edição do Programa de Estágio da DMCard realizou o processo seletivo em outubro de 2019. Já na edição de 2020, com foco no segmento de TI, ao todo, 11 estudantes do ensino superior dos cursos de Engenharias, Matemática, Estatística, Ciência da Computação e Física foram selecionados para atuar durante este ano dentro da empresa.

Sendo considerado um sucesso para empresa e estudantes, a DMCard abriu mais de 20 vagas para as áreas de ciência de dados, workbench e segurança da informação/dados, para a edição de 2022.

Foco no workbench

Com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento de novas habilidade dos estudantes para atuar em diversas áreas da empresa, os estudantes receberão mentoria, treinamento e todo subsídio necessário para atingirem a excelência em suas áreas de atuação.

Esse ano, o programa prioriza segmentos que estão aquecidos no mercado, incluindo o workbench, que simula a formação de equipes multidisciplinares do Gypz Lab, que é o centro de inovação da DMCard, criado para apoiar a empresa na missão de simplificar o acesso dos clientes aos serviços financeiros de forma inovadora.

A equipe receberá capacitação, incluindo a simulação da formação de uma squad composta por:

  • Desenvolvedores Back e Front-End;
  • DevOps (Desenvolvimento e operações);
  • Analistas de Qualidade;
  • DBAs (Administração de Banco de Dados);
  • UX (User Experience) e CX (Customer Experience).

Assim como nas outras edições do programa, queremos manter o alto indicador de efetivações, pois o intuito é não perder esses jovens talentos.

Inscrições abertas

Os estudantes de Engenharias, Análise e Desenvolvimento de Dados, Sistemas de Informação, Matemática, Estatística, Ciência da Computação, Filosofia, Biologia ou cursos afins interessados em fazer parte da instituição financeira, já podem efetuar a inscrição pelo link: https://dmcard.gupy.io/jobs/1246479.

As inscrições podem ser feitas até o dia 25 de outubro. A DMCard também está preparando diversas ações com os estagiários da última edição, mostrando como foi a experiência para inspirar novos talentos.

Para se candidatar é necessário estar cursando a faculdade. Não será considerado obrigatório ter experiência anterior, já que a empresa ofertará treinamentos e mentoria. Entretanto, é fundamental ter a vontade de aprender, principalmente os seguintes temas:

  • Linguagem de programação (Python, Node, JS ou similares);
  • Frameword de Front-End (React, angular ou similares);
  • Banco de dados;
  • Modelagem + machinelearning + deeplearning;
  • Capacidade de aprender novas linguagens e tecnologia;
  • Excelente habilidade de comunicação
  • Desenvoltura e aptidão para solucionar problemas;
  • Atenção aos detalhes.

Além do aumento de vagas, na edição de 2022 poderão se inscrever estudantes de qualquer lugar do Brasil. Como todo trabalho será feito remotamente, a empresa enviará todo equipamento necessário.

Processo seletivo

Ao todo, os estagiários passarão por cinco etapas: inscrição, teste geral, dinâmicas, painel e entrevista final. Durante o processo, a DMCard contará, mais uma vez, com a consultoria Alliança para as entrevistas.

O contrato de estágio terá início na segunda quinzena de janeiro de 2022 e, após todo período de integração, os estudantes selecionados terão projetos específicos para desenvolver na DMCard durante o ano, com o auxílio do mentor e do especialista. Todos os estagiários receberão uma bolsa de R$ 2.300, entre outros benefícios já oferecidos aos cerca de 980 colaboradores da empresa.

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A retenção de talentos em empresas de tecnologia

Por Simony Morais, diretora corporativa de gente & gestão da Locaweb

O setor de tecnologia é um dos que mais cresce no Brasil e no mundo. De acordo com dados da Associação Brasileiras das Empresas de Software (Abes), as companhias tech investiram mais de R﹩ 200 bilhões somente em 2020 no país e apresentaram crescimento de 22,9%. Outro estudo, do Datahub, indica que houve um aumento de 210% no número de empresas de tecnologia, comparando o ano passado com 2011.

Este crescimento – muito bem-vindo, por sinal – leva a uma pressão por mão de obra qualificada que, infelizmente, está em falta. E o panorama tende a ficar ainda mais desafiador: segundo estudo da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), até 2024 o mercado de tecnologia brasileiro, que é uma prioridade para a continuidade e sucesso dos negócios, necessitará de cerca de 70 mil profissionais anualmente, mas forma apenas 46 mil. Esse déficit nacional é potencializado pela fuga de cérebros, na qual diversos funcionários migram para trabalhar em outros países, visto que as linguagens de programação são as mesmas em todos os cantos do mundo.

Neste cenário ‘apocalíptico’, o que as empresas podem fazer? Colaborar na formação de novos profissionais, com ações educacionais, cursos, workshops etc., investir em aumentar a diversidade – hoje mulheres representam apenas 37% na área de tecnologia e pessoas pretas 30% (segundo a Brasscom), e criar estratégias para reter estes talentos. Um método para isso é criar um programa de incentivo de longo prazo, que bonifique a permanência, ajudando a atrair funcionários para posições-chave, reduzindo o turnover de talentos e garantindo o alinhamento de interesse entre equipe e acionistas. Outra estratégia é elaborar um mapeamento de sucessores, o que ajuda a direcionar esforços, criando um plano de desenvolvimento específico para cada um dos talentos identificados.

O time de gestão de pessoas também tem responsabilidade para a retenção desses talentos, com a criação de um ambiente de trabalho mais amigável, mesmo que este local hoje seja virtual, com ações que viabilizem uma comunicação aberta e franca entre gestores e empregados, uma cultura de feedback onde as opiniões são ouvidas – e não punidas. Motivar os colaboradores para que permaneçam na empresa é um trabalho árduo, que não pode ser resolvido com uma fórmula mágica, dependendo muito da cultura de cada companhia. Porém é um esforço que vale a pena, tanto para o negócio quanto para as pessoas, que mantém e constroem a cada dia as empresas de tecnologia.

Terceira edição do GreenTech América Latina seleciona tecnologias sustentáveis com alto potencial de crescimento

Biotecnologia, economia azul, finanças verdes, energias renováveis e mercados de carbono são os temas da 3ª edição do GreenTech América Latina, programa de seleção e desenvolvimento de startups com tecnologias que despoluem ou reduzem a emissão de gases de efeito estufa na região, realizado pela Build From Scratch (BFS), em parceria com a Green Innovation Group A/S. O evento ocorre de 22 a 24 de novembro, mas as inscrições para criadores de soluções já estão abertas e seguem até o dia 15 de outubro.

O Green Innovation Group A / S é uma empresa dinamarquesa com escritórios em Copenhagen e Lisboa, que percebeu a necessidade de cooperação entre municípios, ministérios, fundações, agências e grandes empresas para encontrar alternativas mais sustentáveis para instituições públicas e privadas Além de consultorias específicas para atingir objetivos de emissão de gases de efeito estuda zero, (Net Zero Carbon). Em 2020, participaram da construção do fundo de 3 bilhões de Euros promovido pelo governo dinamarquês para investir no tema. Já a BFS foca no financiamento do desenvolvimento sustentável para novos negócios, como startups, pequenas e médias empresas e novos projetos.

O objetivo central do evento é revelar soluções tecnológicas sustentáveis, e que possam trazer impacto sustentável e econômico rápido para outras organizações, negócios, investidores e corporações. Empreendimentos de todo o mundo podem participar cadastrando projetos escaláveis e que tenham potencial de desenvolver a região latino-americana. 

O calendário prevê a divulgação dos selecionados pelo júri especializado no dia 22 de outubro, sessões de bootcamp de 25 de outubro a 19 de novembro e o período de apresentação dos pitches, na semana de realização (22 a 24 de novembro).  

“Estamos em busca de empresas com tecnologias disruptivas que consigam trazer um impacto sustentável essencial nesse momento e  cada vez mais no futuro. Agregado a uma proposta de crescimento, que consiga trazer resultados positivos para os negócios e retorno ao investimento. Estamos pensando na saúde das empresas na atual conjuntura e, também no bem-estar do planeta, pois são duas preocupações que precisam  conviver na mesma atmosfera. A tecnologia trouxe novas oportunidades rentáveis para o contexto de responsabilidade ambiental e possibilita diversos caminhos aos empreendimentos”, destaca Tiago Brasil Rocha, organizador do evento.

As empresas escolhidas terão mentorias preparatórias – “Bootcamp” com os patrocinadores do evento Kearney, Heineken, ESG Risk Guard, Barn Investimentos, Mosimann Horn, Green Bridge Films, Tozzini Freire Advogados.  Além de premiações em Inteligência Artificial com o Instituto Federal do Paraná e, em Captação de Recursos Não Reembolsáveis, com a Value  Weaver. E ainda, terão acesso a uma assinatura de 1 ano da Head Energia. As três melhores avaliadas terão direito a um MBA completo em Empreendedorismo e mais dois cursos de curta duração na Brain Business School. Por fim multinacional americana Oracle concederá um pacote de $ 3 mil em créditos a cada empresa, 70% de desconto nos serviços por 2 anos e o programa de conexões Oracle for Start ups para ajudar os participantes a crescer.

Edições anteriores

Em 2020, durante a 2ª edição do GreenTech América Latina, foram apresentadas 20 soluções de inovação e tecnologia sustentáveis de nove países diferentes da América Latina e Europa, distribuídas em quatro grandes temas: Mercados de Carbono, Energias Renováveis, Cidades Sustentáveis e New Greentech. A seleção das scale-ups foi feita com 500 startups presentes na América Latina e mais de 6.000 globalmente.

Naquela edição, o primeiro dia teve Mercados de Carbono como tema central, assunto que vem ganhando crescente atenção dos economistas, governo, empreendedores e mídia desde o Acordo de Paris em 2015.  

A brasileira Moss, plataforma ambiental de compra e venda de créditos de carbono, e a espanhola Climate Trade, marketplace em blockchain para compensação da pegada de carbono, foram as startups mais bem avaliadas pelo público neste tema.

No polo de cidades sustentáveis, destacaram-se a PolyNatural e a VG Resíduos. A primeira trabalha prolongando a vida das frutas de forma saudável, com revestimento 100% natural, reduzindo o desperdício de alimentos. A segunda é um Sistema integrado de gestão de resíduos para garantir a conformidade ambiental.

Sobre energias renováveis estava a solução da CleanClic, plataforma colaborativa para reduzir sua conta de luz, conectando imóveis a usinas de energia renovável. Já no tema mercado de carbono, uma das selecionadas, a PlanA, ajuda empresas a medir, reduzir e relatar a pegada de carbono usando ciência e machine learning. Outro tema abordado foi hidrogênio e armazenagem de energia em energy tech.

Inovações e tecnologias verdes em outras áreas também foram destaque, com a Prosumir, turbina que gera energia a partir do desperdício de energia de sistemas produtivos industriais, e a MP Zero, que trabalha em um filtro para estufas a lenha. 

Por fim, os organizadores e patrocinadores do evento plantaram 630 árvores em 2020 – uma para cada inscrito – e planejam fazer mais esse ano.

Na edição de 2019, o processo seletivo contou com a participação de mais de 200 iniciativas, foram selecionadas 12 empresas para participar do bootcamp de três dias, na FEA-USP, seguido por um evento de apresentações com especialistas e investidores no CUBO, em São Paulo. 

Entre elas, a Green Mining, tecnologia de Logística Reversa Inteligente para recuperar embalagens de forma eficiente, a EcoPanplas, com soluções na reciclagem de embalagens plásticas de óleos lubrificantes e a Biosolvit, que trabalha com absorção de qualquer derivado de petróleo em terra ou no mar.

Também foram selecionadas a GreenPlat que utiliza blockchain para rastrear residuos, a Cerensa software de gestão e monitoramento de ações e indicadores ESG e a Um Grau e Meio, que utiliza inteligência a serviço da redução das emissões de CO2 originadas por incêndios florestais.

Os critérios para a seleção nesta edição foram negócios já ativos no mercado, com potencial de receita, que despoluem o meio ambiente e reduzem dióxido de carbono (CO2). Participaram iniciativas relacionadas à energia, lixo, água, economia circular, economia azul, entre outros

FastBuilt é aprovada pelo programa Acelera Startup SC

Uma parceria entre a Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc) e o Sebrae deu origem ao programa Acelera Startup SC, que destinou R$ 1,25 milhão para 25 startups promissoras de Santa Catarina. A FastBuilt, de Blumenau, que é especializada em soluções para o mercado da construção, foi uma das contempladas. A empresa recebeu o recurso de R$ 50 mil durante a edição de 2021 do Startup Summit.

Para Jean Ferrari, CEO da FastBuilt, a seleção no projeto chancela a carreira promissora da empresa, que completou três anos de fundação neste mês. “Nosso DNA é muito ligado à inovação e somos protagonistas no ecossistema catarinense. Este ano ingressamos no programa de mentorias Startup SC e o recurso do edital irá acelerar o lançamento de inovações no produto e nosso fortalecimento de mercado”, diz.

Com crescimento acelerado em 2021, a FastBuilt pretende chegar a 1 milhão de lares até 2023. A plataforma da companhia elimina a necessidade de manual do proprietário impresso, trazendo para o app todas as informações do imóvel com conteúdo interativo. Assistências técnicas e atendimento ao cliente também podem ser realizados pela construtora, que passa a acompanhar todo o projeto e a interação com o cliente de forma digital e integrada.

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Efund Investimentos, nova plataforma de Equity Crowdfunding, aposta em seleção rígida de startups nas fases Pré-seed e Seed

Após avaliar mais de 400 projetos, empresa lança captação de investimentos para a Otimiza, startup especializada em gestão de benefícios corporativos

O investimento em startups se consolida a cada dia como uma das alternativas mais utilizadas para obter rentabilidade com ativos alternativos, mas mitigar os riscos é sempre uma preocupação. Desta forma, pensando em unir empreendedores com projetos consistentes em busca de escalar seu negócio a investidores que procuram diversificar seus investimentos com robustez no processo de seleção, a Efund Investimentos, nova plataforma de equity crowdfunding, acaba de entrar em operação com a oferta de investimentos na startup Otimiza, que oferece soluções para compra e gestão de benefícios corporativos para empresas de todos os tamanhos e segmentos em todo o Brasil.

O objetivo desta primeira operação é captar um montante de R$ 1.2 milhão, com a oferta de um equity de 8%. Os aportes podem ser feitos a partir de R$ 3 mil enquanto existirem cotas à disposição.

A Otimiza traz para o mercado de recursos humanos a inovação de uma conta digital que concentra a compra e gestão de vale transporte e demais benefícios como incentivos e prêmios com suporte dedicado ao cliente e aos colaboradores. A solução agiliza os processos para as empresas ao concentrar em um ambiente único as ofertas presentes em mais de mil operadoras de todo o Brasil, uma vez que geralmente as empresas de Vale Refeição e Alimentação não se integram com as operadoras de vale transporte, e por muitas vezes, também não oferecem soluções em vale presente, mobilidade, benefício flexível, entre outras necessidades dos RHs como pagamentos, novas modalidades de benefícios, incentivos e prêmios.

“Escolhemos iniciar a operação da Efund com a Otimiza porque ela apresenta todas as características presentes em nossa tese de investimentos. Com um modelo de negócios já testado e aprovado pelo mercado, a empresa agora está pronta para escalar novos patamares de crescimento de forma sustentável e entregar resultados palpáveis aos investidores”, afirma o sócio fundador da Efund, Igor Romeiro.

A Otimiza teve seu projeto acelerado pelo Sebrae RJ e foi premiada pela Startup Farm em programa de inovação no Campus do Google no qual ficou com a 2ª melhor colocação entre 900 projetos do Brasil e América Latina. Em 2019 a Otimiza foi apontada como uma das principais startups de Benefícios Corporativos pela Liga Ventures.

O cofundador da Efund, Alcides Jarreta, ressalta o processo de seleção rigoroso desenvolvido pela plataforma até a decisão de lançar um projeto de captação. Segundo ele, além de números financeiros, outros critérios intrínsecos ao processo são considerados na tese de investimento. Entre eles o executivo cita a motivação dos sócios para o negócio, o conhecimento das fortalezas e fraquezas da empresa, a comunicação de forma simples e concisa entre os sócio, e a análise do mercado em relação à solução proposta. “Com base nestes valores criamos o projeto e colocamos à disposição dos investidores. Acreditamos que este seja o maior serviço que podemos prestar ao investidor e seguiremos com este critério para todas as captações que ofereceremos”, completa.

A Efund já avaliou mais de 400 startups e apenas cerca de 2% delas foram aprovadas para futuros lançamentos de projetos de captação. A empresa já tem uma agenda com pelo menos cinco outras empresas que serão oferecidas ao mercado nos próximos meses.

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5 soft skills fundamentais para as mulheres na área tech

Por Mariel Reyes Milk, fundadora da {reprograma}

Para ter sucesso na carreira profissional é necessário ter mais do que habilidades técnicas, é necessário habilidades interpessoais, o que chamamos de soft skills. Quando o assunto é mulheres no mercado de trabalho, as empresas, atualmente, buscam por candidatas que consigam desempenhar bem suas funções técnicas, mas que também possam se encaixar na cultura institucional da empresa e interagir com o time completo. 

Na área da tecnologia, por exemplo, é recomendado que as programadoras executem cinco principais soft skills, que irão servir de apoio para desempenhar bem suas funções. São elas: 

  1. Capacidade de trabalhar em equipe: seja dentro de uma equipe de desenvolvedores, designers ou uma equipe de projeto, as desenvolvedoras precisam trabalhar bem com as outras pessoas do time para ter sucesso;
  2.  Comunicação efetiva: as desenvolvedoras muitas vezes podem passar horas trabalhando sozinhas, mas ainda assim precisam ter excelentes habilidades de comunicação, uma vez que  raramente estão codificando todo o sistema ou projeto sozinhas. Além de outros devs – abreviação de desenvolvedoras-, precisam coordenar com outros membros da equipe e da empresa;
  3. Problem solving ou a habilidade de resolução de problemas: pensamento crítico e obtenção de uma solução criativa para um problema relacionado a software é essencial para uma programadora.
  4. Paciência e perseverança: é raro que um código ou programa funcione na primeira tentativa e, muitas vezes, as programadoras precisaram de várias tentativas e muito trabalho para fazer um aplicativo ou uma página funcionar corretamente, sem erros.
  5. Bom gerenciamento de tempo: trabalhar sob pressão e ainda cumprir prazos é extremamente importante na vida de uma boa dev.

Benefícios de habilidades bem desenvolvidas na área tecnológica

Quando bem entendidas e executadas, as habilidades resultam em pontos positivos para as programadoras, como: desenvolvimento do trabalho em equipe, no qual incentiva a colaboração na empresa; resolução de problemas de formas mais criativas; criação de produtos e serviços inovadores, com um mix de ideias, experiências e contribuições de todas; capacidade de lidar melhor com estresse e pressão e a menor chance de frustração, aptidão de continuar tentando e aprendendo com os erros. 

Desenvolvimento dos skills dentro das organizações 

O treinamento das equipes é fundamental para melhorar a dinâmica de trabalho, otimização do tempo e a conexão de ideias em diferentes setores das empresas. Por isso, é importante que as lideranças corporativas invistam no desenvolvimento dessas habilidades para uma melhor prática da cultura organizacional dos colaboradores. 

Entre os benefícios posso citar: 

  • Criar uma cultura de Mentorships: não só programas de mentorias, mas também incluir estas mentorias na cultura da empresa, para que todas possam desenvolver a mentalidade em ajudar uns aos outros a crescer.
  • Promover internamente e dar oportunidades de liderança que vão permitir o desenvolvimento de soft skills.
  • Oferecer oportunidades para praticar os soft skills e promover uma cultura de feedback: as colaboradoras da empresa podem praticar os soft skills, porém,  recebendo retroalimentação saberão se realmente estão desenvolvendo esses skills e quais podem ser as áreas a fortalecer.

Como as soft skills impactam na liderança 

Ser uma líder é mais do que guiar pessoas, tem a ver em se conectar com pessoas e saber lidar com situações de adversidades. Entre as principais habilidades para serem exercitadas no ambiente corporativo estão: 

  •     Capacidade de colaboração e comunicação clara e eficaz;
  •     Ser bom para ouvir aos outros e aprender dos outros;
  •     Liderar pelo exemplo, capacidade de ensinar e ser mentora;
  •     Ser confiável e respeitar e valorizar as diferenças das pessoas com quem trabalhe;
  •     Capacidade de dar e receber feedback construtivo.

Utilização das soft skills: maternidade x ambiente corporativo 

As habilidades desenvolvidas podem auxiliar mulheres em muitas áreas, dentro e fora da empresa. No meu caso, ao empreender e ser mãe ao mesmo tempo, várias soft skills foram desenvolvidas, no qual se conectam no ambiente de trabalho e na maternidade. No contato com a área tech, as habilidades ajudam a organizar a vida fora da empresa e contribuem para uma melhor qualidade de vida, como: 

  • Habilidades como melhor gerenciamento de tempo e priorização são muito importantes para poder dividir tarefas e priorizar entre atividades do trabalho e responsabilidades dentro de casa, com ou sem filhos; 
  • Paciência também é chave – como mãe de 3 pequenos, posso dizer que a paciência é essencial na educação dos filhos;
  • Trabalho em equipe é bem importante porque com sua parceira/seu parceiro em casa assim como com os colegas do trabalho todas precisam a compartilhar e dividir tarefas; 
  • Comunicação eficaz e capacidade de ouvir os outros. poder comunicar necessidades dentro de casa para poder focar as vezes em trabalho ou vice-versa é bem importante.

Tendência do cenário de crédito: em dez anos, todas as empresas poderão ser fintechs

O setor bancário caminha para um momento de muitas mudanças e há uma tendência de que empresas possam oferecer serviços bancários e financeiros próprios para seus clientes. Por meio da tecnologia e do aumento da acessibilidade, os negócios começaram a enxergar os ganhos em criar suas soluções, oferecendo o conceito conhecido como fintech as a service.

O surgimento dessas soluções nativas digitais, focadas em inovação, e com a evolução sendo fomentada pelo próprio Banco Central, é previsto que empresas de todos os portes contratem infraestrutura de terceiros ou tenham um produto bancário de ponta com a sua marca.

De acordo com Paulo David, CEO da Grafeno, há 15 anos empresas começaram a investir em tecnologia para se adaptarem ao mundo digital. “A tendência é de que, em dez anos, todas as grandes empresas também se tornem fintechs para oferecer serviços financeiros para seus clientes”, avalia.

Maior presença digital, com crescimento forte de onboarding e operações 100% digitais

A pandemia aumentou a demanda de digitalização dos serviços bancários, reduzindo fronteiras e oferecendo crédito das mais diversas localidades. “Se relacionar digitalmente com o cliente permitiu a facilidade de acesso a dados cadastrais e transacionais, com foco em maior escalabilidade no processo de distribuição de soluções e na experiência do cliente”, destaca Paulo David.

Crédito de ponta a ponta com portfólios ampliados

Com a ascensão das fintechs e implementação do open banking no país, as empresas buscarão soluções melhores e personalizadas fora dos grandes bancos. Com isso, o mercado de crédito estruturado deve ganhar mais espaço no Brasil, complementando seu portfólio de soluções com serviços financeiros de natureza mais recorrente como contas, cobranças, cartão, maquininha e seguro.

Mais segurança

Na era da digitalização e operações feitas inteiramente online, oferecer e investir em segurança é fundamental e, para isso, é necessário promover um serviço de qualidade que demanda maiores gastos. “Para evitar futuros custos para as empresas, as infraestruturas bancárias e financeiras as a service fornecem para os seus clientes licenças, práticas de KYC / AML, tecnologias de proteção de dados e recursos, entidades registradoras, LGPD, open banking e novas tecnologias, como a tokenização”, explica David.

Tecnologia como agente transformador

Presentes em ambiente de operações 100% digitais, a adoção de novas tecnologias se fez necessária, visto que o as a service lida com as empresas de maneira totalmente inteligente, sem processos burocráticos, decisões manuais e arbitrárias. Com isso, as empresas se beneficiarão de roadmaps de inovações e poderão ofertar novas funcionalidades para seus clientes.

Segundo o Global Fintech Rankings (Rankings Globais de Fintechs de 2021), o montante investido nas fintechs subiu de US﹩ 199 bilhões para US﹩ 440 bilhões no último ano. É esperado que esse movimento progressivo ganhe ainda mais força no final de 2021, quando o Banco Central planeja avançar para as fases finais de implementação do sistema de open banking no país.

“O mercado financeiro vem sendo alvo de muita mudança desde o surgimento das fintechs. O que vemos agora é um movimento de fintechzação em diferentes setores e isso se deu graças às novas regulamentações que foram aprovadas para o setor”, conclui o CEO da Grafeno, solução digital que dá segurança e agilidade para operações de crédito.

R3 adquire ativos da Ivno Software

A R3, empresa de software corporativo líder do mercado global em soluções enterprise de Blockchain, acaba de anunciar a aquisição da tecnologia e da equipe de especialistas em tokenização de ativos financeiros da Ivno. O negócio vai permitir o uso dos recursos desenvolvidos pela Ivno em toda a plataforma Corda, fortalecendo o posicionamento da R3 na área de ativos e moedas digitais.

Dinâmicos e seguros, os smart contracts e a plataforma de tokenização da Ivno foram projetados para empresas e serviços financeiros regulamentados. A tecnologia permite que os usuários tokenizem rapidamente ativos como ouro, dinheiro, garantias e obras de arte, fornecendo uma maneira moderna de aumentar a liquidez, melhorar a segurança e permitir a transferência de ativos de forma rápida e com baixo custo. A solução foi desenvolvida para atender requisitos regulamentares e seu design robusto oferece transações 24 horas por dia, sete dias por semana, eliminando falhas de liquidação, atrasos e problemas de infraestrutura.

Com a integração dos recursos da Ivno, os clientes da R3 poderão otimizar o gerenciamento do balanço patrimonial por meio da tokenização de ativos subjacentes, ao mesmo tempo em que se beneficiam do desempenho e da segurança da plataforma Corda. A tecnologia Ivno também vai aprimorar os recursos do R3 Sandbox para moedas digitais, permitindo que os clientes experimentem a tokenização de ativos digitais e explorem modelos emergentes de stablecoin antes de coloca-los em produção.

Para o CEO da Ivno, Aaron Grantham, os clientes poderão aproveitar as vantagens dos recursos de software de tokenização da Ivno com os benefícios oferecidos pela estrutura empresarial fornecida pela R3. “Estou convencido de que isso permitirá a rápida adoção de novas soluções de negócios usando paradigmas de tecnologia liderados por DLT”, afirma.

Já o CPO (Chief Product Officer) da R3, Todd McDonald, lembra que o caixa digital e os ativos líquidos tokenizados representam uma das maiores inovações nos mercados financeiros. Mais que isso, a tecnologia subjacente oferece uma oportunidade de otimizar significativamente o custo e a velocidade das transações financeiras. “A aquisição do software da Ivno baseado em Corda acelera significativamente a capacidade da R3 de oferecer aos nossos clientes recursos de emissão de moeda estável e regulamentada. Inicialmente, os recursos da Ivno serão integrados ao Digital Currency Sandbox da R3”, revela.

Let’s Code e Iguatemi criam programa de formação em Full Stack para pessoas com 50 anos ou mais

Rede de shoppings investe em treinamento com especialistas; inscrições acontecem até 21 de outubro

A Let’s Code anuncia mais um projeto de desenvolvimento de profissionais, desta vez em parceria com uma das maiores empresas full service no setor de shopping centers do Brasil, a Iguatemi. Com 24 semanas de curso e aulas ao vivo e online, o programa tem como objetivo recrutar e incluir novamente profissionais 50+ no mercado de tecnologia, possibilitando também uma oportunidade para uma virada na carreira.

Quando o assunto é mercado de trabalho hoje, as chances de conseguir uma boa oportunidade de emprego vão além da experiência, análise de um bom currículo ou da preparação para as entrevistas. As empresas buscam cada vez mais solucionar o gap em relação às soft skills, competências socioemocionais, de seus colaboradores .

Segundo a pesquisa do Ipea, realizada em 2019, 27,3% dos profissionais sem ocupação com mais de 40 anos insistem sem sucesso na busca por trabalho há pelo menos dois anos e muitas empresas têm apostado em iniciativas exclusivas para recrutar esse público. A Let’s Code, escola que forma desenvolvedores para o mundo real, junto com a Iguatemi, criaram um programa para esta faixa etária, que irá capacitar pessoas desenvolvedoras com 50 anos ou mais para atuar no mercado de tecnologia em desenvolvimento full stack.

“Muitos dos profissionais com 50 anos ou mais se graduaram em um modelo que já está ultrapassado, principalmente quando falamos em tecnologia que é um mercado que evolui muito rapidamente. A nossa proposta é formar essas pessoas com as melhores técnicas do mercado, desenvolvendo também as soft skills necessárias para a área, e assim impulsionar as milhares de oportunidades que temos hoje. A parceria com a Iguatemi reforça nosso objetivo de tornar o setor de tech cada vez mais diverso, com profissionais qualificados para as exigências reais das empresas”, explica Felipe Paiva, CEO da Let’s Code.

Ao todo, são 400 horas de formação em uma jornada única e num ambiente diverso, de modo que os alunos tenham uma preparação focada no mercado de trabalho com professores que possuem ampla experiência para ensinar a programar na prática.

Para Vivian Broge, Diretora de Recursos Humanos da Iguatemi, a parceria com a edtech para a realização do programa é fundamental para garantir a atualização e formação dos profissionais e dar mais possibilidade para entrada, e até recolocação, no mercado de trabalho. “A Iguatemi tem as pessoas no centro do negócio e um dos objetivos é direcionar o foco da companhia em iniciativas de

diversidade e inclusão. Há cinco anos, a empresa criou um Comitê de Equidade para trabalhar ações afirmativas e compromissos para o avanço da diversidade e inclusão em todos os marcadores sociais. A inclusão de pessoas com 50 anos ou mais é outro passo no sentido de garantir maior diversidade no mercado de trabalho”, afirma Vivian.

Hoje, a Iguatemi possui um time de tecnologia com mais de 80 colaboradores e todos os participantes do programa com a Let’s Code podem ter a oportunidade de integrar o quadro de colaboradores da companhia.

As inscrições para o programa acontecem até o dia 21 de outubro. O início da turma está previsto para 06 de dezembro e ter 50 anos ou mais é pré-requisito básico. Para participar, as pessoas que quiserem se candidatar podem acessar: https://letscode.com.br/iguatemi-50-mais.

Marfrig economiza nove mil horas de trabalho com o uso de robôs de automação

A Marfrig, líder global em produção de hambúrgueres e uma das maiores empresas de carne bovina do mundo, busca constantemente novas formas de expandir e aperfeiçoar suas operações. A transformação digital é uma grande aliada neste processo de inovação para diversos segmentos da empresa, o que inclui o uso de robôs de automação no sistema operacional da companhia.

Implantados em 2020 pela área de Evoluções Tecnológicas da Marfrig, os robôs de automação são ferramentas utilizadas para automatizar tarefas manuais que exijam processos de repetição, como por exemplo copiar dados de forma digital no sistema interno. Há dois meses, 4 novos robôs foram implantados para executar funções em áreas de negócios como TI, tesouraria, insumos, logística e financeiro. Ao todo, já são 20 em operação. Desta forma, os colaboradores podem se dedicar a atividades que exijam análises e garantem uma economia efetiva em horas de trabalho.

“A ideia é que o uso da ferramenta seja democrático e auxilie a empresa como um todo, 24 horas por dia. Os robôs de automação são como funcionários compartilhados entre as áreas. Nós adquirimos uma licença, eles recebem a agenda de atividades e depois executam,” diz Joel Santiago, diretor de tecnologia da informação da Marfrig. Atualmente são dois robôs em operação para os países da América do Sul em que a Marfrig está presente, compostos por Brasil, Chile, Uruguai e Argentina.

Santiago explica que a implantação foi gradual. “Inicialmente, quando começamos a falar no uso de robôs, as pessoas imaginavam uma máquina andando pela empresa ou algo apenas visto apenas em filmes. Investimos em explicar como a tecnologia funciona, mostrando que é um software capaz de navegar por sites, acessar sistemas e fazer atividades repetitivas. Quando as pessoas entenderam como o mecanismo funciona, as áreas começaram a demandar o uso dos robôs de automação.” 

Antes da efetiva participação dos robôs de automação em um determinado setor da empresa, a área entende cada uma das necessidades e verifica se é uma solução que pode ser feita pelo robô e uma avaliação financeira. Em seguida, parte-se para o processo de criação, testes, implantação e produção. No dia a dia, o time de desenvolvimento fica responsável por acompanhar esses robôs e sua devida manutenção.

Até agosto deste ano foram contabilizadas 9.000 horas economizadas com o uso de robôs de automação no sistema operacional da Marfrig. Eles são capazes de fazer tarefas de maneira mais eficiente e rápida (cerca de 70% mais rápido), pois tratam-se de processos repetitivos e que tendem a gerar erros. Em pedidos de transferência, por exemplo, um robô deveria economizar 630 horas de um funcionário da área. Atualmente, foram economizadas 1.500 horas, mais do que o planejado inicialmente. 

Além deste fator, o segundo maior benefício é a redução dos erros operacionais. “Pedidos digitados manualmente de maneira errada, por exemplo, fazem com que a mercadoria fique parada na unidade em vez de ser transferida. Os robôs garantem que esse processo seja feito de maneira correta”, diz Santiago.

O diretor também reforça que o uso da tecnologia não torna o ser humano indispensável, muito pelo contrário. “Os robôs não conseguem avaliar a experiência do usuário e a sua satisfação, por exemplo. Com esta implantação, liberamos nossos funcionários para atividades mais estratégicas que trazem valor para o nosso negócio.”

A Marfrig tem planos de expansão e pretende comprar mais dois robôs de automação até o final do ano, a fim de criar novos horizontes facilitadores para o dia a dia de seus colaboradores.

M&A: a bola da vez

Por Rodolfo Fücher, presidente da Associação Brasileira das Empresas de Software

Diversos estudos e pesquisas apontam uma forte tendência para o amadurecimento do empreendedorismo no Brasil, acelerada pelo movimento de transformação digital e que trouxe como bagagem a “febre global das startups”. E, mais recentemente, exponencializada pela pandemia, levando a uma corrida desesperada por inovação, como forma de assegurar a sobrevivência do negócio. O título deste artigo talvez dê uma dica para a resposta de uma simples pergunta: qual é o caminho mais curto e rápido nesta corrida em busca de inovação, com menor risco? E se você não for rápido, talvez seu concorrente seja.

Duas pesquisas do GEM (Global Entrepreneurship Monitor) realizadas com apoio do IBQP e Sebrae, uma de 2001 e outra de 2019, demonstram o processo de evolução do empreendedorismo no Brasil, que saiu de uma taxa de 14,2%, onde de cada 100 brasileiros, 14 eram empreendedores em 2001, para a taxa de 38,7% da população adulta – aumento de mais de 270%. Outro estudo que deixa claro o momento propício ao empreendedorismo, mas especificamente às startups, são os dados apresentados em relação aos investimentos em startups no Brasil, pela Distrito Dataminer, apontando um crescimento de 17% em relação a 2019, atingindo a cifra de US﹩ 3.5 bilhões em 2020.

Esse crescimento significativo do mercado de empreendedorismo acaba gerando um imenso mercado de fusões e aquisições, que movimentou US﹩ 52,1 bilhões no primeiro semestre de 2021, superando os US﹩ 45,9 bilhões gerados durante todo o ano de 2020, segundo a Dealogic, que coleta dados do mercado financeiro. Um estudo global da consultoria EY sobre o desinvestimento corporativo, aponta que 95% dos negócios que foram alvo de aquisições admitem que deveriam ter vendido o negócio antes.

Estes dados fortalecem ainda mais a tendência de M&A no mercado, até como uma opção de exit para investidores. Diante do crescente volume de investimentos em startups, M&A passa a ser uma saída mais rápida para o investidor, ao invés de esperar 10 anos, em média, por um IPO.

Essa tendência é confirmada por uma recente pesquisa publicada pela ABES em parceria com a BR Angels e a Solstic Advisor, referente a percepções sobre fusões e aquisições no atual cenário do mercado brasileiro. Ela apontou que 86% dos empreendedores entrevistados veem fusão ou aquisição como forma para o crescimento do negócio, e 50% pretendem realizar alguma transação neste sentido nos próximos 12 meses.

O mesmo estudo também revelou a necessidade do mercado de adequar seus negócios à nova realidade, diante dos desafios da pandemia, fortalecendo o cenário para fusões e aquisições, especialmente no setor de TI, o qual mostrou que 50% aumentaram os investimentos neste setor. Destes, 85% investiram em softwares, como SaaS e Cloud, 40% em hardware e equipamentos e 39% em serviços, como manutenção e instalação.

O setor de tecnologia deve continuar a ter destaque, ainda segundo o estudo da ABES em parceria com a BR Angels e a Solstic Advisor, devendo ser responsável por 66%, e-commerce 5,7% e logística 5,7%. O estudo apontou ainda: que 36% dos entrevistados pretendem investir entre R﹩ 1 milhão e R﹩ 5 milhões em aquisições; 17% planejam aplicar entre R﹩ 5 milhões e R﹩ 15 milhões e 9% consideram valores entre R﹩ 30 milhões e R﹩ 50 milhões. Cerca de 4% afirmaram que devem aportar mais de R﹩ 50 milhões.

Outra conclusão é que os esforços voltados a fusões e aquisições devem ganhar destaque ao longo dos próximos dois anos. 24% pretendem implementar um programa de Corporate Venture para investir ou adquirir negócios externos iniciantes. Porém, 75% ainda não tem uma área de M&A estruturada na empresa.

Na hora de realizar uma transação de M&A, cerca de 64% avaliam o modelo de negócio da empresa a ser investida ou adquirida. Além disso, os executivos também dão importância a escalabilidade, inovação, saúde financeira, equipe e liderança, como principais pontos a serem analisados no processo.

Interessante analisar as razões que a pesquisa apontou como principais motivadores para considerarem uma operação de fusão ou aquisição: em primeiro lugar, aparece a possibilidade de aumentar o market share com cerca de 43%, seguido pela necessidade de incorporar tecnologias com 36%, a aceleração da transformação digital e inclusão de talentos com 21%.

Diante de um mercado cujo a dinâmica da transformação digital foi potencializada devido a pandemia, a busca por soluções inovadoras e disruptivas, considerada um fator competitivo, tornou-se uma questão de sobrevivência. As startups passaram a ser principal fonte destas soluções, como também a necessidade de unir forças para enfrentar os desafios deste ambiente. Por outro lado, a ânsia dos investidores em agilizarem o retorno de seus investimentos (exit) tornam as operações de fusões, M&A, o caminho mais seguro e rápido, para não serem defenestrados do mercado por um concorrente mais ágil e ávido em ocupar um espaço.

Projeto oferece capacitação gratuita para formar profissionais de TI e participantes concorrem a vagas de trabalho

O setor de tecnologia da informação (TI) enfrenta déficit de profissionais. No Brasil, essa carência deve ser de mais de 400 mil trabalhadores até 2022. O país forma anualmente cerca de 45 mil especialistas em tecnologia, contra 70 mil novas vagas abertas por ano, de acordo com a Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom). Ainda segundo a Associação, nos três primeiros meses de 2021, foram contratados 41 mil profissionais de TI no país, um número surpreendente quando se considera que, em todo o ano de 2020, foram 47 mil.

Uma das alternativas encontradas pelas organizações para amenizar a falta de mão de obra é oferecer cursos e treinamentos internos como estratégia para formar pessoas. Essa tendência reflete a expectativa de que o déficit deve crescer ainda mais nos próximos anos.

Foi pensando em contribuir com a formação de profissionais de TI e capacitar quem deseja ingressar nesse mercado, que o Grupo FCamara, consultoria de soluções tecnológicas e transformação digital, lançou o “Migração de Carreira”. O projeto vai preparar pessoas que desejam mudar de área e atuar como Quality Assurance ou analista de Teste. Além da preparação técnica, os participantes poderão concorrer a vagas de trabalho no Grupo FCamara.

A iniciativa é realizada em parceria com Conie Menezes, Quality Assurance que atuou por sete anos como designer de interiores, até passar por uma transição de carreira para a área de Tecnologia. Nisso, viu a oportunidade de criar uma comunidade onde pudesse compartilhar e aprender mais sobre a área de testes. Foi então que criou a Girls Testing, comunidade com mais de 300 integrantes, desde júnior a sênior, e também, com mulheres que buscam transição de carreira, cria conteúdos junto a outras criadoras de conteúdos sobre QA, tecnologia, empoderamento, e motiva mais mulheres para a área da tecnologia. “Enxerguei a oportunidade de me realizar se arriscasse uma nova área. Com essa experiência, preparamos o Migração de Carreira, para possibilitar que outras pessoas, com o mesmo desejo que eu, estudem e se profissionalizem para esse mercado em ascensão”.

O projeto disponibiliza uma trilha de conteúdo totalmente gratuita. Após consumi-lo, o participante poderá se candidatar na página de carreiras do Grupo FCamara. A partir daí, poderá ser chamado para participar de processo seletivo na empresa.

Mesmo os participantes que acabem não sendo contratados têm o benefício de acessar conteúdo gratuito e de qualidade e de adquirir conhecimento técnico, permitindo que se habilitem para outras oportunidades no mercado.

“O objetivo é ajudar a suprir a falta de profissionais no mercado e investir na carreira dessas pessoas que se esforçam e querem mudar de profissão. Acredito que estamos fazendo a diferença tanto na vida das pessoas quanto na conjuntura do mercado, investindo em aprendizado e acreditando na capacidade de evolução de cada um”, afirma Fabio Camara, CEO do Grupo.

Para participar do projeto Migração de Carreira, os interessados podem se inscrever em: https://digital.fcamara.com.br/migracaodecarreira.

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Desafio de inovação da Johnson & Johnson vai apoiar projetos e startups de saúde no Brasil

Com o objetivo de apoiar projetos e startups que desenvolvem tecnologias e soluções inovadoras, a Johnson & Johnson abriu chamada pública para o programa “Johnson & Johnson – Biominas Health Innovation”. Resultado de iniciativa da farmacêutica Janssen e da Johnson & Johnson Consumer Health, o programa irá conectar projetos do setor de saúde com o ecossistema de inovação de Minas Gerais em parceria com a Biominas Brasil. As inscrições são gratuitas e os interessados terão até o dia 15 de novembro de 2021 para participar.

Serão selecionados até dois projetos/startups inovadores que passarão por um programa de desenvolvimento de negócios específico para healthtechs e biotechs, alicerçado nas metodologias da Biominas Brasil. Para isso, as equipes selecionadas poderão se beneficiar de conexões com especialistas da Janssen e Johnson & Johnson Consumer Health, e de uma das modalidades de participação no Biominas HUB: presencial (coworking) ou virtual.

Quem pode se inscrever no programa?


O “Johnson & Johnson – Biominas Health Innovation” é feito para pesquisadores e empreendedores interessados em desenvolver suas soluções em saúde por meio de um programa inovador, que promoverá capacitações dentro de um ambiente de inovação especializado no setor de biotecnologia, o Biominas HUB.

Poderão participar desta chamada projetos e startups que desenvolvem soluções nas seguintes áreas de atuação:

• Autocuidado: Dor; Alergia; Anti-tabagismo; Saúde da mulher.

• Saúde da pele: Acne; Envelhecimento da pele; Pele sensível; Proteção Solar.

• Terapias (small molecules, biológicos, terapia gênica e celular) aplicadas à: Oncologia; Neurociência; Doenças Cardiovasculares; Doenças Infecciosas; Vacinas; Imunologia; Hipertensão Pulmonar; Doenças Metabólicas.

• Plataformas & Tendências: Personalização do cuidado – Terapia digital, Diagnóstico em casa (point-of-care); Microbioma; Ingredientes Naturais e Sustentáveis; Formulações e embalagens sustentáveis; Refil e modelos de reuso de produtos; Vetores virais; Inteligência artificial aplicada ao design de moléculas.

O que o seu projeto/startup pode ganhar ao participar?


Os selecionados serão beneficiados com seis meses de participação em uma das modalidades do Biominas HUB: presencial (coworking) ou virtual, conforme for viável à época e de acordo com as demandas do projeto/startup. Durante este período, os selecionados terão acesso a:

• Interação com as instituições organizadoras;

• Acesso a uma rede de fundos de investimentos e investidores-anjo interessados em oportunidades do setor, fomentada pela Biominas Brasil;

• Metodologia específica para o desenvolvimento de negócios no setor de ciências da vida, que combina as mais recentes ferramentas em modelagem de negócio e design thinking, com abordagem direcionada para validar oportunidades, testar diferentes modelos, criar estratégias e desenvolver novas habilidades de forma ágil;

• Acompanhamento individualizado de especialistas técnicos e de negócios;

• Mentorias e conexões com potenciais parceiros, diferentes públicos do setor de saúde, membros de instituições públicas, entidades de classe, centros de pesquisa e empresas líderes neste mercado.

Além disso, os projetos ou startups selecionados terão direito a mentorias com especialistas da Janssen e da Consumer Health, empresas da Johnson & Johnson, nas áreas científicas e de mercado, com possível acesso às instalações de P&D e à rede global de parceiros da companhia.

Como inscrever seu projeto/startup no programa?


Os projetos e startups interessadas em fazer parte do “Johnson & Johnson – Biominas Health Innovation” devem se inscrever preenchendo o formulário disponível online até 15 de novembro de 2021.

A seleção dos projetos/startups que poderão ser contemplados com os benefícios listados acontecerá a partir do dia 06 de dezembro de 2021. Os selecionados receberão o contato da equipe responsável para que tenham acesso aos benefícios.

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Magalu começa a operar com caminhões elétricos

O Magalu, maior ecossistema multicanal do varejo brasileiro, começou a eletrificar sua frota de caminhões. Os 23 primeiros veículos urbanos de carga (VUC) elétricos já começaram a circular este mês em cidades dos estados de São Paulo, Paraíba e  Bahia. Até dezembro, a frota chegará a 51 veículos com emissão zero de gases do efeito estufa. A iniciativa faz parte de uma série de ações da companhia, com objetivo de diminuir o impacto de sua operação sobre o meio ambiente.

“A eletrificação das frotas ainda é incipiente no mundo inteiro, mas é um caminho sem volta, porque todas as empresas terão de reduzir suas emissões de gases do efeito estufa”, afirma Grasiella Nascimento, gerente de Transportes do Magalu. “Estamos dando o primeiro passo aqui, mas queremos estimular que os transportadores que trabalham conosco migrem cada vez mais para veículos elétricos.”

O projeto da frota elétrica é uma parceria das áreas de Logística e de Sustentabilidade do Magalu com transportadores parceiros que adquiriram os 51 VUCs da montadora JAC Motors. Os veículos ficarão a serviço exclusivo do Magalu por três anos e serão usados para abastecer lojas e para entregas de produtos de maior porte, como móveis e eletrodomésticos.

Atualmente, a estrutura de logística do Magalu conta com 23 centros de distribuição espalhados pelo Brasil e cerca de 8 000 veículos de diversos portes. Cerca de 220 lojas já funcionam com energia solar. 

Coleta responsável

Em junho deste ano, a companhia iniciou seu programa de reciclagem de eletroeletrônicos e eletrodomésticos. Até o fim de 2021, 500 lojas do Magalu estarão prontas para receber produtos fora de uso, descartados pelos consumidores. 

O projeto é realizado em parceria com a Associação Brasileira de Reciclagem de Eletroeletrônicos e Eletrodomésticos (ABREE), responsável pela destinação ambientalmente adequada do material. As lojas físicas da rede funcionam como pontos de recepção e abrigam coletores que aceitam itens eletrônicos de todos os tamanhos, desde fones de ouvido e secadores de cabelo, até geladeiras e aparelhos de TV. Equipamentos maiores são recolhidos pelos vendedores, treinados para armazenar os itens e posteriormente encaminhar para a associação responsável pela reciclagem. 

Não existe protagonismo no ESG: caminho é coletivo e urgente

A sigla ESG, ou sustentabilidade, sociedade e governança, não para de aparecer em manchetes no mundo todo. Ao mesmo tempo que os cidadãos compreendem melhor o tema e passam a exigir mudanças reais das empresas e do governo, o mundo corporativo começa a perceber que o movimento consciente veio para ficar e que as obrigações legais seguem em avanço.

Segundo Daniela Klaiman, um dos principais nomes brasileiros na futurologia, quando falamos em ESG nos referimos a um ecossistema no qual cada ator tem seu papel, importância e momento. Ela explica que o impacto positivo não se faz sozinho, mas coletivamente e que cada elo dessa corrente é uma peça fundamental.

“Todos os anos nós ultrapassamos o limite de uso dos recursos naturais da Terra, ou seja, usamos mais matérias-primas do que temos capacidade de recuperar. Por isso, precisamos nos unir e pensar juntos na forma como nos relacionamos com o planeta”, diz Klaiman. Segundo ela, as empresas devem liderar essa mudança de mentalidade .

Consumo consciente em disparada

Vale dizer que os brasileiros estão cada vez mais conscientes desse compromisso. A “Pesquisa Akatu 2018 – Panorama do Consumo Consciente no Brasil: desafios, barreiras e motivações” mostra que a expectativa dos consumidores é que as marcas façam mais do que a legislação exige e cuidem da sociedade como um todo. Em uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgada em novembro de 2020, 98% dos entrevistados se consideram preocupados com o meio ambiente e 80% acreditam que é possível explorar de maneira inteligente os recursos da natureza, para preservá-los.

Uma das maneiras mais simples de permitir que o cidadão tenha informação acessível e rápida sobre a marca que está consumindo são os selos com atuação séria e efetiva (preferencialmente auditados), que estão impressos nas embalagens para comprovar as ações dessa marca, como o selo eu reciclo (maior certificadora de logística reversa de embalagens do país), que informa, em suas três versões, sobre a atuação da marca para garantir a reciclagem de um material equivalente ao que coloca no mercado.

Setor privado: o meio ambiente e o futuro dos negócios

Os investidores já estão atentos e, atualmente, muitos deles já tratam o comprometimento e o engajamento das marcas com a sustentabilidade como um requisito. Isso mostra que os resultados e lucros não dependem mais apenas das vendas, mas da conquista aos mercados consumidor e investidor. “Larry Flink, CEO do BlackRock, um dos maiores fundos de investimento do mundo, disse que não terá mais em seu portfólio as empresas que não estiverem comprometidas com as metas globais e a neutralização da emissão carbono até 2050 para combater as mudanças climáticas”, completa Klaiman.

Uma grande aliada no processo rumo à sustentabilidade é a tecnologia. Unir ações e inovação é a maneira mais simples de colocar em prática uma jornada ESG. “Podemos tornar o processo escalável e garantir transparência e segurança quando trazemos avanço tecnológico para viabilizar medidas em prol do meio ambiente”, explica Camila Bós Vidal, head de Marketing da eureciclo .

Por meio de um sistema que tem como base a inovação, a certificadora ajuda as empresas a entrarem nessa jornada promovendo a compensação ambiental de suas embalagens. Existe uma enorme dificuldade de realizar a logística reversa e a reciclagem dos resíduos sólidos em um país tão grande como o Brasil, porque uma embalagem comercializada no sul do país pode ser descartada, por exemplo, no norte, o que compromete a logística.

“Quando uma marca fecha parceria com a eureciclo, investe diretamente na causa e na cadeia de reciclagem como um todo. Dessa forma, conseguimos garantir duas coisas muito importantes: que uma quantidade equivalente daquele material foi efetivamente reciclada e que os operadores da região receberam uma remuneração adicional justa pelo trabalho importante que eles fazem. Portanto, o impacto positivo ocorre social e ambientalmente”, diz a head de Marketing.

Poder público: compensação ambiental e legislação

“O mecanismo de garantir a reciclagem de quantidades equivalentes do mesmo material e na mesma região, que chamamos de compensação ambiental, é uma maneira de cumprir a lei, que já instituiu como meta a reciclagem de pelo menos 22% das embalagens colocadas no mercado, com total transparência e amparo jurídico”, segundo Camila Vidal.

Muitas empresas de consumo já internalizaram a necessidade de causar impacto positivo e estão trabalhando com a eureciclo para tornar suas marcas regenerativas. Cerca de 20% dos clientes da certificadora fazem a compensação ambiental de mais embalagens do que o exigido por lei, o que mostra uma tendência no setor.

Paketá abre mais de 8 vagas no modelo anywhere office

A Paketá , empresa de tecnologia que provê crédito para colaboradores CLT, acaba de abrir novas oportunidades para atuar nas áreas de tecnologia e operação. A empresa aposta no modelo anywhere office (trabalhe onde quiser) e as vagas são para os cargos de Analista de Operações, Assistente de Triagem & Atendimento, Estagiário de Operações, Analista de Modelagem, Coordenador de Controladoria e FP&A, Gerente de Produto, Desenvolvedor backend – NodeJS e Desenvolvedor frontend – React.

Recentemente a empresa recebeu um aporte de R﹩27 milhões e um dos objetivos com o ativo é investimento no time. “Excelência técnica e transparência são fatores chave da nossa cultura e buscamos profissionais que levem isso como prioridade. Esperamos que os novos profissionais colaborem com a entrega de soluções cada vez mais inovadoras com uso intensivo de tecnologia em todas as nossas áreas de atuação”, conta Fabian Valverde, CEO e fundador da Paketá.

Os benefícios contemplam Vale Refeição, Assistência Médica, e Remuneração variável. Para se ter acesso aos respectivos pré-requisitos para cada oportunidade basta acessar o link:

https://handbook.paketa.com.br/

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