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Comércio exterior: incertezas atuais e futuro pós-pandemia

Por Marcia Hashimoto

Começamos 2020 cheios de expectativas positivas, principalmente quanto ao futuro do comércio exterior. Mas, fomos surpreendidos por uma pandemia devastadora que, rapidamente, resultou em uma crise econômica mundial, impactando diretamente na redução da oferta de mão de obra e rupturas de cadeias globais de valor.

Mesmo que incertezas cerquem as atividades econômicas, tornando cenários futuros difíceis de serem avaliados, é possível listar alguns aspectos que podem reduzir ou ampliar os efeitos do novo coronavírus no setor. Não é a primeira crise que vivemos, mas sem dúvida é uma das piores, e não será a única.

Recentemente, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) divulgou um estudo que prevê a desaceleração do comércio internacional, causando uma retração nas exportações brasileiras de 11% a 20% em 2020. Mas, o relatório prevê, também, cenários otimistas obtidos por meio de um documento, produzido pela Organização Mundial do Comércio (OMC), que elabora simulações de impacto da Covid-19 sobre o comércio mundial a partir de um modelo de equilíbrio geral computável. No cenário otimista da OMC, as exportações sofreriam queda de 17,7% em 2020, recuando para US$ 185,4 bilhões. A perda acumulada no biênio (2020-2021) seria da ordem de US$ 9 bilhões, e o montante exportado ficaria em um nível próximo do registrado em 2017.

Sabemos que o mercado, de forma geral, tem seus altos e baixos – uma hora favorável para importação, outra para exportação. Por isso, é necessário que o empresário esteja disponível e atento para os dois mercados, seja para buscar novos produtos, soluções, inovação em outros países ou para adaptar e disponibilizar sua mercadoria. Os negócios do Brasil com o exterior não pararam durante a pandemia. E isso se deve ao fato do nosso país, inclusive a alfândega, ter investido muito em tecnologia e sistemas nos últimos anos, o que permite que hoje muitas atividades sejam realizadas remotamente.

Ainda segundo o IPEA, para 2021, o crescimento das exportações deve ficar em uma faixa de 10% a 15%. Em valores, isso significaria algo entre US$ 200 bilhões e US$ 230 bilhões, a depender do valor efetivamente registrado em 2020. Nas importações, uma avaliação dos diferentes métodos e cenários permite prever crescimento em 2021 entre 10% e 20%, o que significaria, em valores, algo entre US$ 154 bilhões e US$ 168 bilhões.

Quando superarmos a crise sanitária causada pelo novo coronavírus, é possível prever que, a economia mundial se depare com um ambiente de negócios internacionais mais propenso à imposição de restrições de vários tipos aos fluxos de comércio e, também, aos fluxos de investimento direto estrangeiro. Apesar disso, as oportunidades irão surgir, e é preciso estar preparado.

Por isso, o conselho que dou a você, que importa, exporta ou quer entrar nesse mercado, é: esteja atento! Não deixe de acompanhar as movimentações. Aproveite o tempo para aprender, passar pelos processos necessários para que seus negócios estejam aptos para a retomada. E uma última orientação, estar perto de seus clientes é muito importante, mas não se esqueça de seus fornecedores, pois ter uma boa carteira de fornecedores vai ajudá-lo a estar pronto para o recomeço.

Por isso, o conselho que dou a você, que importa, exporta ou quer entrar nesse mercado, é: esteja atento! Não deixe de acompanhar as movimentações. Aproveite o tempo para aprender, passar pelos processos necessários para que seus negócios estejam aptos para a retomada. E uma última orientação, estar perto de seus clientes é muito importante, mas não se esqueça de seus fornecedores, pois ter uma boa carteira de fornecedores vai ajudá-lo a estar pronto para o recomeço.

Marcia Hashimoto, Diretora Executiva da Infolabor Consultoria

Tray e Yapay abrem vagas nas áreas de tecnologia, comercial e negócios

A Yapay, plataforma de pagamentos e a Tray, plataforma de e-commerce completa, fazem parte do commerce da Locaweb, e estão com processo seletivo em aberto para 23 vagas, em regime home office full time, enquanto durar o isolamento social para o bem-estar e saúde de todos os colaboradores.

As oportunidades para candidatura em Marília (SP) são: Programador, Desenvolvedor de Software, Analista de Infraestrutura/Devops, Programador Ruby, Analista de Atendimento, Analista de Infraestrutura, Scrum Master, Analista de Contas, Analista de Riscos e Cobranças, Desenvolvedor Front End, Analista de Cobranças e Analista de Negócios.

O regime de contratação é CLT e a empresa oferece salário compatível com o mercado e pacote completo de benefícios: plano de saúde, vale transporte e/ou estacionamento gratuito, seguro de vida, plano odontológico, vale refeição ou vale alimentação, PPR (Programa de Participação de Resultados), além de oferecer frutas todos os dias, máquina de café à vontade, parceria com diversos estabelecimentos na área de saúde, lazer, entretenimento e estudos em geral, além de day off.

Para obter mais informações sobre as oportunidades, assim como se candidatar, acesse: http://jobs.kenoby.com/locaweb

Home office: sonho ou pesadelo?

Renato Alves, Diretor de expansão da Bicalho Consultoria Legal

Antes da pandemia do novo coronavírus eclodir no Brasil e no mundo afora, milhares de pessoas tinham o sonho de poder trabalhar de casa, usando o seu computador, internet e telefone. Conciliar o serviço com as outras atividades do dia, ter mais tempo com os familiares e amigos e conseguir atuar dentro do horário comercial, sem precisar enfrentar o trânsito nem encarar transportes públicos lotados, parecia a solução de grande parte dos problemas. No entanto, depois de semanas sendo obrigados a trabalhar em esquema home office para evitar a proliferação da doença, pergunto: será que o sonho virou pesadelo?

É óbvio que as condições atuais não faziam parte do cenário que em outro tempo imaginávamos. Se por um lado, de repente, muitos indivíduos se viram trabalhando em casa, junto com a presença integral das pessoas com quem divide o lar e em ambiente improvisado, por outro, empresas que nunca tinham adotado o home office, encontraram enormes dificuldades para gerenciar o negócio à distância, garantir que não sofresse os impactos da pandemia e que a qualidade da entrega dos seus colaboradores não iria declinar, uma vez que as cobranças e os direcionamentos passaram a ser feitos por e-mail e videoconferências.

Estamos tendo tempo o suficiente para nos adaptar a essa nova realidade e acredito que essa mudança no mercado de trabalho veio para ficar em definitivo. E não é apenas a minha opinião que aqui exponho. Uma pesquisa realizada pela consultoria Cushman & Wakefield, especializada em serviços imobiliários comerciais, aponta que quase 74% das companhias pretendem instituir o trabalho remoto depois que a crise passar. A organização entrevistou 122 executivos de multinacionais que atuam no Brasil.

Para comparação, na Bicalho Consultoria, rede onde sou diretor de expansão, 70% da equipe manifesta interesse em continuar trabalhando de suas casas.

Trabalhar sozinho exige muito foco e disciplina para que a rotina seja satisfatória e é difícil, ainda mais no meio de uma pandemia, encontrar a performance ideal para fugir das armadilhas que estar em casa proporciona, como acordar mais tarde, passar o dia de pijama e fazer pausas para descansos no meio do expediente. Estabelecer regras, horários e pontuar as prioridades como se estivesse no escritório é fundamental para que você seja produtivo.

E lembre-se: estar em casa não significa se esforçar mais que o necessário. A mente precisa descansar e temos que dedicar tempo para ficar com os filhos, ler, estudar, praticar exercícios e fazer o que quisermos, dentro dos nossos limites atuais.

Sou apaixonado pelas pessoas, por dividir o meu dia com os outros e espero que em breve toda a situação em que nos encontramos hoje melhore. Ainda que tenhamos que trabalhar de dentro das nossas casas para sempre, que o ir e vir seja livre para podermos encontrar nossos parentes, amigos e quem tanto nos fez falta durante a quarentena e o isolamento social. Enquanto isso, não se sinta solitário.

Use as ferramentas digitais a seu favor e mantenha uma boa comunicação com a sua equipe. Se tudo der certo, logo estaremos juntos!

Rumo a um Contact Center cada vez mais cognitivo

Por Pablo Sánchez Pérez, Diretor de Marketing Corporativo da Atento

De acordo com estudos realizados pelo IDC Research Spain, o mercado de RPA dobrará nos próximos anos, crescendo a taxas de 50,1% de CARG (2019-2021). Outro aspecto que se destaca é a coexistência entre humano e máquina, estimando-se que em 2024, 20% dos trabalhadores especializados terão um assistente digital, enquanto 50% das tarefas repetitivas serão automatizadas em 4 anos.

Com o objetivo de fornecer as melhores ferramentas para os agentes dos centros de experiência do cliente, as empresas estão introduzindo diferentes tecnologias, como RPA, Inteligência Artificial, Speech Analytics, NLP (Natural Language Processing), Machine Learning, Assistentes Virtuais, Analytics… Todas essas tecnologias estão disponibilizando ao usuário um ecossistema de autoatendimento sem precedentes, o que o permite resolver autonomamente a maioria das etapas necessárias ao entrar em contato com as marcas. Esse seria um nível de sofisticação de Front que, em pouco tempo, adquirirá um nível de autogerenciamento incrivelmente eficiente, o que resultará na melhoria da Experiência do Cliente.

Mas essa tecnologia é disponibilizada não apenas ao Front, mas também ao Back. Esse é o conceito que chamamos de Cognitive Contact Center e que consiste, basicamente, em colocar todas essas ferramentas avançadas a serviço dos agentes, para que operem com mais eficiência e qualidade, concentrando-se apenas em gestões de alto valor, pois os demais terão resposta automática. Indo um passo adiante, esses esforços serão resolvidos pelos agentes, aproveitando a tecnologia em um nível muito mais alto do que o atual, fazendo com que essa tecnologia seja capaz de uma autoaprendizagem contínua, para que gradualmente assuma tarefas cada vez mais complexas. Agora, se há uma mudança tecnológica que o setor de relacionamento com o cliente experimentará nos próximos anos, será a chegada do Cognitive Contact Center. Uma nova era que trará o salto mais disruptivo dos últimos anos.

Focando-nos em uma dessas peças da engrenagem do Cognitive Contact Center, temos a tecnologia RPA e vemos que ela pode agregar valor em três níveis. Atualmente, estamos na primeira etapa, na qual usamos RPA em processos específicos para melhorar a eficiência e torná-los mais produtivos. O próximo passo seria criar o próprio processo a partir da RPA para obter resultados rápidos, ou seja, não apenas adaptar, mas já pensar nos processos a partir de uma mentalidade RPA. A etapa final desejada para o Contact Center, que tem sua natureza no gerenciamento dos processos, é conseguir uma transformação dos negócios por meio da implementação do RPA; isso seria alcançado se aproveitarmos essa tecnologia para desenhar um projeto mais robusto, que consiga agir como base para todas as operações.

Ainda estamos dando pequenos passos, aproveitando as chamadas “quick wins”, para convencer uma organização dos benefícios do RPA. No momento em que houver uma abordagem prévia que assuma o RPA como parte da estratégia, e não como um patch tático, o resultado será surpreendente.

Mandic Cloud Solutions adota home office como modelo de trabalho permanente

Apoiada por uma pesquisa interna, a Mandic Cloud Solutions, referência em gerenciamento de Cloud e DevOps na América Latina e líder brasileira na gestão de ambientes em nuvem, decidiu implementar o modelo home office como prática permanente da companhia em todos os seus escritórios. A mudança engloba 300 colaboradores de todos os níveis, que atuam em Maringá (PR), São Paulo e Rio de Janeiro, e promete mais eficiência e qualidade de vida.

Por conta das medidas de isolamento social impostas pela Covid-19, a Mandic Cloud já estava operando com 100% da equipe em trabalho remoto nos últimos três meses. A decisão de manter esse modelo até o final de 2020 se deu com base em uma pesquisa de opinião interna com os funcionários e avaliação de todos os pontos que envolveriam uma fase intermediária de retorno. Com isso, e em função do baixo número de casos de Covid-19 no Paraná, apenas o escritório de Maringá seguirá operando de maneira fixa. Nele, os trabalhadores poderão optar pelo trabalho presencial ou remoto.

O levantamento apontou que 85% dos colaboradores tiveram uma percepção de aumento de produtividade no home office e 71% sentiram melhora na qualidade de vida. Além disso, 88% citaram como benefício menos stress e economia do tempo em trânsito e 66% apontaram mais disponibilidade para se dedicar a capacitação. Já a respeito dos desafios, 63% disseram sentir falta da interação social e 47% mencionaram a falta de troca de informação entre equipes.

“Com a nossa pesquisa identificamos que mais de 90% dos colaboradores gostariam de trabalhar em um modelo home office mais abrangente. Era desejo da empresa ter uma política de trabalho remoto, pois isso era visto como um benefício importante para melhora na qualidade de vida”, comenta Vanessa Haba, diretora de Pessoas da Mandic Cloud.

“Claramente, existem vários desafios na gestão das equipes, comunicação e engajamento dos times – o home office envolve autonomia, confiança, proximidade e apoio do gestor com sua equipe. Por outro lado, este cenário permite mais flexibilidade e amplia a nossa estratégia de contratações, inclusive para profissionais que residem fora do país. Acredito que esse modelo de trabalho será adotado por muitas empresas como diferencial”, completa a executiva.

Com essa ação, todos os processos de seleção e recrutamento têm sido e permanecerão sendo realizados de forma remota. Isso ajuda a companhia a prospectar talentos em outras regiões, como a Colômbia, onde já conta com uma operação. Os novos colaboradores serão integrados seguindo um protocolo que envolve um manual geral de orientação e uma trilha de desenvolvimento na Mandic Universidade Corporativa. A prática já era adotada com os times e viabilizou a implementação do modelo home office com mais facilidade.

“A mudança na forma de organizar as equipes faz parte do propósito da Mandic de ser uma empresa fantástica para se trabalhar, por isso, ouvimos nossos colaboradores e definimos esse modelo, tomando todas a medidas necessárias para que a medida seja eficaz. Além de proporcionar mais qualidade de vida ao time, queremos prepará-los para modelos futuros de trabalho e estar à frente também na gestão da equipe”, ressalta Maurício Cascão, CEO da Mandic Cloud.

Para apoiar os colabores no processo de montagem dos escritórios em suas casas, a companhia disponibilizará um auxílio financeiro, além de descontos em empresas parceiras para viabilizar a aquisição de mesas, cadeiras e acessórios e periféricos de trabalho. O funcionário também receberá um adicional mensal para gastos com luz e internet.

A Mandic Cloud Solutions ainda segue de acordo com todos os protocolos de saúde e segurança em relação à Covid-19. Caso algum colaborador, familiar ou pessoa conhecida venha a contrair a doença ou apresentar sintomas, todos que tiveram contato devem permanecer em quarentena por 14 dias e tomar todas as recomendações necessárias.

Vagas

A Mandic Cloud segue com oportunidades abertas e está com mais de 50 vagas, de nível júnior a sênior, para as áreas de Engenharia Cloud, Governança, Serviços Dedicados, Arquitetura de Soluções, SRE, Suporte e Sustentação. As inscrições e pré-requisitos podem ser consultados no link: http://jobs.kenoby.com/mandic-cloud-vagas/.

“O setor continua muito promissor e estamos demandando mais profissionais da área. Com a pandemia, alguns perfis ficaram até mesmo mais valorizados! Isso porque a digitalização que já ocorria foi acelerada e as empresas passaram a se preocupar ainda mais em tornar suas estruturas mais escaláveis e ágeis. Assim, passamos por uma transformação cultural de 6-7 anos em 3 meses e precisamos acompanhar essa evolução nas relações de trabalho”, finaliza Vanessa.

Programa de Inovação da CDL POA busca startups para desenvolver soluções transformadoras ao varejo

A CDL Porto Alegre lança Programa de Inovação para conectar startups de todo o Brasil ao setor do varejo. A iniciativa propõe uma transformação 360° do mercado varejista com um olhar para o futuro, a partir da implementação de soluções que qualifiquem e desenvolvam empresas para superar desafios. O anúncio oficial do Programa ocorrerá nesta quinta-feira (18) .

A iniciativa da Entidade está alinhada ao seu propósito para os próximos anos: investir em tecnologia e inovação a fim de fortalecer e impulsionar empresas varejistas, reconstruindo estruturas e possibilitando um ambiente de renovação aos negócios. As primeiras ações surgiram ainda em 2019, quando a CDL POA aderiu como signatária e membro da mesa diretiva ao Pacto Alegre – movimento destinado à criação de um ambiente criativo e inovador na Capital gaúcha. Formalizou, ainda, sua participação como sócia-fundadora do Instituto Caldeira – hub de inovação com a missão de impulsionar transformações e novos negócios, conectando empresas e startups. No fim do ano, também promoveu o Hackathon – Inovando o varejo e transformando negócios a fim de discutir os desafios de transformação do mercado, propondo soluções ao setor.

Para o presidente da CDL POA, Irio Piva, o Programa de Inovação vem como resultado dos esforços da Entidade em busca de transformação e alternativas que reinventem e impulsionem o setor varejista com tecnologia e soluções eficientes para fortalecer o mercado. Segundo o dirigente, a intenção é incentivar a criação de novos e mais qualificados produtos e serviços: “Aos empresários do segmento, o Programa propiciará o acesso a soluções que façam diferença nos seus negócios, e às startups, oportunizará maior visibilidade e impacto no ecossistema varejista. E o resultado disso é um ambiente estimulador de novas ideias, onde todos ganham”. Ainda, Irio Piva ressalta que o Programa também atende às novas necessidades do mercado, que passa por um profundo momento de reconstrução, auxiliando empresas de todos os portes e segmentos.

Sobre o Programa de Inovação da CDL POA

O Programa será executado em sete etapas, com início na seleção das startups e término com a premiação e a aceleração das vencedoras. O Projeto contará também com a mentoria da Grow+ e da Anlab – empresas reconhecidas no mercado por sua expertise em inovação. As inscrições estarão abertas entre os dias 18 de junho e 17 de julho de 2020, e poderão ser realizadas pelo site http://www.cdlpoa.com.br.

Os projetos serão selecionados a partir de sua aplicabilidade nas áreas de Cultura Digital, com soluções para capacitações, treinamentos, gamificação e ações de engajamento; Eficiência Operacional, para conectar todas as pontas de uma operação, desde a logística até as compras; Experiência de Compra, auxiliando em uma experiência de compra personalizada por meio de novas tecnologias; e Inteligência de Dados, voltada para captura e análise de dados em cada etapa da jornada de compra .

Durante o Programa, serão realizadas sete etapas de execução:

1. Inscrição das startups;
2. Seleção – 20 startups avançam para o Pitch Day;
3. Pitch Day – apresentações para a banca avaliadora;
4. Bootcamp – treinamento, identificação de gaps e aprofundamento das soluções;
5. Demoday – demonstrações das soluções e propostas de aplicabilidade ao Programa;
6. Formalização – possibilidade de contratação e de ingresso na etapa de aceleração;
7. Aceleração – startups vencedoras executarão suas soluções sob a coordenação de Grow+ e Anlab, focadas nas demandas da CDL POA.

Ao final do Programa de Inovação, as três startups vencedoras serão premiadas com valores que podem chegar até R﹩ 30 mil, além da aceleração de seus negócios. Durante todo o processo de seleção e desenvolvimento, as startups terão a possibilidade de fechar contratos e parcerias comerciais com a CDL POA; aderir ao portfólio de soluções da Entidade; acessar as três mil empresas associadas e as 130 entidades parceiras da CDL POA, que impactam em mais de 200 municípios do Rio Grande do Sul e 30 mil empresas; participar de eventos e ações relacionados; manter contato com a base de dados e produtos SCPC, já que a CDL POA é parceira de negócios da Boa Vista Serviços.

Mercado de computadores surpreende e cresce 16% no primeiro trimestre de 2020, revela estudo da IDC Brasil

O mercado de computadores vendeu 1,47 milhão de unidades entre os meses de janeiro e março de 2020 e cresceu 16%, desempenho bastante relevante em relação ao mesmo período de 2019, quando caiu 6,2%. A conclusão é do estudo IDC Brazil PCs Tracker 1Q2020, da IDC Brasil, líder em inteligência de mercado, serviços de consultoria e conferências com as indústrias de Tecnologia da Informação e Telecomunicações. Do total de vendas, 71,9% foram notebooks, com 1,064 milhão de unidades, e 28,1% foram desktops, com 415,6 mil. Em relação ao primeiro trimestre do ano passado, as vendas de notebooks cresceram 18,8% e as de desktops 9,6%. A receita do mercado de computadores também teve alta de 30,6% e foi de R﹩ 5,16 bilhões .

Segundo Rodrigo Okayama Pereira, analista de mercado da IDC Brasil, o motivo para o aumento de vendas foi a pandemia de covid-19 . “Empresas tiveram que comprar ou alugar equipamentos para colocar seus funcionários em home office. Enquanto isso, nas casas, as famílias precisaram de um computador por pessoa para dar continuidade ao trabalho e estudo durante a quarentena”, explica. O analista da IDC ressalta que a demanda foi tão alta que mesmo grandes empresas, que costumam fazer suas compras via canal de distribuição, foram até o varejo para completar o número de máquinas necessárias para dar continuidade aos negócios. A quarentena também alavancou os negócios de integradores de sistemas e as vendas de assinaturas de DaaS (Dispositivo como Serviço).

Comparado aos meses de janeiro, fevereiro e março de 2019, as vendas de computadores para o segmento corporativo cresceram 17,2%, com 531.170 unidades. Segundo o analista da IDC Brasil, esse crescimento não surpreendeu. “Desde o início do ano, fabricantes e canais vinham acompanhando a evolução do novo coronavírus pelo mundo, previram que chegaria ao Brasil e anteciparam seus negócios, mantendo preços e estoque”, explica. Com crescimento de 60%, comparado ao mesmo período de 2019, educação surpreendeu no segmento corporativo e, de acordo com Rodrigo, o home schooling promoveu a transformação digital da vertical antes do esperado .

No varejo, o crescimento foi de 15,4%, com a venda de 943.392 máquinas. O preço médio dos computadores no primeiro trimestre de 2020 foi de R﹩ 2.798,06, alta de 12,4% em relação ao mesmo período do ano passado.

Expectativas

Para a IDC Brasil, no segundo e terceiro trimestre de 2020 o mercado de computadores sentirá os impactos da pandemia de covid-19, da alta do dólar e do desemprego. “Inicialmente, era esperado fechar o ano em alta, mas agora a previsão é de queda de 1% no mercado corporativo e de 5% no varejo”, afirma Rodrigo, lembrando que o modelo Device as a Service seguirá como tendência no mercado corporativo.

Ocyan seleciona 17 startups de todo o país para o Pitch Day do programa Ocyan Waves Challenge em seu 2º ano

Após análise de 106 startups interessadas em participar do programa de inovação Ocyan Waves Challenge, 17 empresas foram selecionadas para a segunda fase, chamada de Pitch Day .

Esta etapa acontecerá no dia 25 de junho e, este ano, será virtual devido à pandemia e o distanciamento social. Neste dia, os participantes apresentarão com mais detalhes soluções encontradas para os desafios operacionais definidos pela Ocyan.

“Ficamos surpresos com a grande quantidade de inscritos, uma vez que nesse ano os desafios são mais técnicos. Mesmo com essa complexidade, notamos que existem diversas startups qualificadas e especializadas no país. Esta etapa é muito importante devido à interação entre as startups e a Ocyan. É o momento em que as equipes das áreas que precisam das soluções terão o primeiro contato com os empreendedores. No Pitch Day todos poderão se conhecer, esclarecer dúvidas, dar sugestões e avaliar melhor as propostas” explica Rodrigo Lemos, Diretor de Produção Offshore e líder do Ocyan Waves .

Em 2019, a Ocyan lançou o programa Ocyan Waves Challenge para buscar startups que podiam apresentar soluções operacionais às diversas áreas da empresa e, depois de um ano de trabalho intenso, cinco startups foram contratadas e hoje os resultados já podem ser verificados e acompanhados .

Este ano, foram escolhidos cinco novos desafios: i) análise em tempo real de fluidos do BOP (Subsea Blowout Preventer); ii) autoatendimento em almoxarifado; iii) digital twin do BOP; iv) predição de falhas e gestão de mangueiras do Topdrive; e v) sistema inteligente de gestão de alarmes.

Startups de todo o país puderam se inscrever e a busca por diversidade, que faz parte dos valores da Ocyan, esteve representada entre os participantes. “A boa notícia é que temos encontrado empreendedores por todo o Brasil, muito além do eixo Rio-São Paulo”, afirma Lemos.

Para o desafio de análise em tempo real de fluidos do BOP (Subsea Blowout Preventer) as selecionadas foram: Bahri Inteligência Industrial; Eireli EPP; H2METRIC; TSMP Gestão de Ativos e XMachina .

Para o autoatendimento em almoxarifado, as que seguem para o Pitch Day são: GYTH Desenvolvimento de Sistemas Ltda; LEDCORP TAU LAB; SOLENTECH – SOLUTION, ENGINEERING & TECHNOLOGY; e TCIA – CFK .

Para o desafio digital twin do BOP as selecionadas foram GoEPIK; UBIVIS; Vidya Technology; e PhDsoft Tecnologia Ltda .

Em predição de falhas e gestão de mangueiras do Topdrive apenas uma se enquadrou no que a empresa busca: a 2SOLVE .

E finalmente para o sistema inteligente de gestão de alarmes avançaram no processo MURABEI DATA SCIENCE; CONCERT Cloud; Delfos Intelligent Maintentance; e Smart-Tech .

Por regiões, o Sudeste e o Sul estão representados por sete startups cada; o Centro-Oeste com duas e o Nordeste, uma, totalizando 17 startups.

As etapas seguintes do Ocyan Waves Challenge serão a Imersão, em que startups com maior aderência aos desafios da empresa, após análise das propostas, seguirão adiante até o projeto piloto, quando as soluções serão desenvolvidas. As startups aprovadas após o projeto piloto passam a ser fornecedoras da companhia .

A empresa Innoscience é a responsável pela estruturação e operacionalização do Ocyan Waves Challenge.

Microsoft Reactor: nova iniciativa de apoio ao ecossistema de startups e desenvolvedores é lançada no Brasil

A Microsoft lançou hoje o primeiro Microsoft Reactor da América Latina. São Paulo foi a cidade escolhida para abrigar o centro de aprendizado e compartilhamento técnico, onde desenvolvedores e profissionais de tecnologia podem se conectar com a comunidade local e desenvolver novas habilidades para impulsionar a inovação em suas organizações. Inicialmente e até que seja seguro reunir grupos, todas as atividades do novo Microsoft Reactor acontecerão online.

O Microsoft Reactor São Paulo nasce em uma parceria com o hub da Distrito, a maior comunidade independente de inovação e startups da América Latina, composta por 5 centros de tecnologia. Futuramente, quando as atividades presenciais forem retomadas, o Reactor terá como casa um dos espaços da Distrito, o prédio Distrito Adtech, que fica localizado no bairro dos Jardins, em São Paulo.

“Vivemos um momento em que a recapacitação tecnológica e a oferta de treinamento para o ecossistema de desenvolvedores e startups será ainda mais crucial para apoiarmos o desenvolvimento de inovações relevantes e geração de novos negócios no Brasil”, afirma Franklin Luzes, vice-presidente de operações da Microsoft Participações.

A companhia realizou uma transmissão ao vivo para a imprensa para apresentar as novidades da nova iniciativa de apoio à inovação. O evento online contou com a participação de Tânia Cosentino, presidente da Microsoft Brasil; Franklin Luzes, vice-presidente de operações da Microsoft Participações; Gustavo Araújo, CEO da Distrito; Camila Achutti, CEO e Fundadora da MasterTech; e Licia Souza, CEO da WE Impact.

“O Microsoft Reactor já é um programa com presença global consolidada e o lançamento da iniciativa no Brasil reforça o compromisso da Microsoft com a inovação no país e com o ecossistema de empreendedores e startups brasileiros para a criação de soluções colaborativas”, afirma Tânia Cosentino, presidente da Microsoft Brasil.

“Como Distrito, vemos grande valor em termos o Microsoft Reactor São Paulo em um dos nossos Hubs de Inovação. É um projeto internacional e de alto nível para a capacitação de startups e grandes empresas em tecnologias chave para a transformação digital, como inteligência artificial e cloud. A Microsoft notadamente se destaca no domínio dessas tecnologias e, ao capacitar o ecossistema com o que existe de mais avançado nessas áreas, impulsionará o desenvolvimento de empreendedores, startups e corporações brasileiras”, diz Gustavo Araújo, CEO da Distrito.

De acordo com Franklin Luzes, enquanto os eventos presenciais não são recomendados, os interessados podem acessar online os diversos cursos, treinamentos e paineis disponíveis, inclusive os ministrados pelos desenvolvedores e startups localizados nos demais Microsoft Reactors espalhados pelo mundo nas cidades de: Redmond, São Francisco, Nova York, Toronto, Londres, Estocolmo, Sidney, TelAviv, Abu Dhabi, Bangalore e Shangai.

Em suas dez semanas iniciais, o Reactor oferecerá cursos sobre ciência de dados, aprendizado de máquina, serviços de IA, blockchain e desenvolvimento web. Todo o conteúdo será gratuito e trará o que há de mais significativo nos principais tópicos de tecnologia, do nível introdutório ao avançado, para que os participantes construam a sua base de conhecimento. Confira o calendário de eventos: https://developer.microsoft.com/en-us/reactor/

O lançamento do Microsoft Reactor São Paulo se conecta às demais iniciativas que a empresa já possui para apoiar o ecossistema de inovação de empreendedorismo. Em novembro de 2019, a Microsoft lançou o Women Entrepreneurship (WE), um programa que tem como proposta estimular o empreendedorismo feminino no país. A primeira grande iniciativa do WE partiu da Microsoft Participações que, em parceria com Sebrae Nacional e M8 Partners, estruturou o fundo WE Ventures, que tem como foco o investimento em startups lideradas por mulheres e que estejam no chamado estágio do “vale da morte”. Os aportes vão de R$ 1 milhão a R$ 5 milhões. O WE Ventures já recebeu apoio de mais duas empresas investidoras – Flex e Grupo Sabin – e pretende captar R$ 100 milhões em cinco anos, já tendo levantado R$ 30 milhões.

Duas startups foram beneficiadas com aporte do Fundo WE Ventures, são elas: Pack ID, que possui uma tecnologia para monitoramento de temperatura e umidade em tempo real para qualquer ambiente; e a We Impact, um ecossistema digital desenvolvido para acelerar o sucesso de mulheres fundadoras de startups em todo o país. A We Impact acompanha as fundadoras de startups ao longo de toda sua jornada empreendedora, investindo capital estratégico e financeiro (pré-seed) para remover as mais importantes barreiras que distanciam mulheres dos negócios tecnológicos, escaláveis e inovadores. Esta última também é parceira do Fundo para originação, desenvolvimento e acompanhamento das startups investidas.

O programa WE como um todo – incluindo WE Ventures e WE Impact – já tem 19 startups lideradas por mulheres sendo apoiadas e elas também poderão se beneficiar das ofertas do Microsoft Reactor São Paulo.

O Microsoft for Startups é outro apoio importante oferecido ao ecossistema de empreendedorismo. Por meio da oferta de créditos na plataforma de nuvem Azure, oportunidades de desenvolvimento e eventos exclusivos, o programa Microsoft for Startups foca no fortalecimento de startups para ajudá-las a expandir e escalar seus negócios.

Desde maio de 2020, todas as startups afiliadas ao Microsoft for Startups também passaram a ter acesso gratuito por até 12 meses à Power Platform, um grupo de aplicativos e serviços projetados pela Microsoft para ajudá-las a criar aplicativos comerciais personalizados, de nível profissional, voltados à automatização de fluxos de trabalho e visualização dinâmica de dados. No Brasil, a Microsoft já disponibilizou mais de US$ 205 milhões em créditos de nuvem Azure para startups. Desde 2011, aproximadamente 7,1 mil startups já foram apoiadas pela empresa em todo o país.

Além do WE, a Jornada Empreendedora já teve também o Fundo BR Startups, criado em 2014 pela Microsoft Participações. Ele fomentava o ecossistema de startups com investimentos entre R$ 500 mil e R$ 3 milhões em empresas nacionais. Além da Microsoft, era formado pelo Banco do Brasil Seguros, Banco Votorantim, Algar, Bayer, e Agência de Fomento do Estado do Rio de Janeiro (AgeRio). Em 5 anos de operação, o Fundo BR Startups captou R$ 32 milhões e investiu em 15 startups.

Usuários de apps de compra estão cada vez mais engajados em todo o mundo, aponta pesquisa

Os aplicativos de compras vêm tendo um crescimento significativo em todo o mundo, e adquirir usuários por meio de ações de marketing é uma tarefa cada vez mais simples. No Brasil, a maior parte das pessoas navega pelos apps logo no primeiro dia depois do download. É o que aponta o relatório ShoppinAppRepor2020, promovido pela Liftoff, líder global em marketing e retargeting de aplicativos, e a Adjus.

A pesquisa analisou 129 apps de e-commerce, marketplace e cupons (rewards), 53 bilhões de impressões, 558 milhões de cliques, 10 milhões de instalações e 2 milhões de primeiros eventos (primeira compra em um app) entre 1 de abril de 2019 e 1 de abril de 2020.

As transações por meios digitais já crescem quase cinco vezes mais rápido que as vendas em lojas físicas , e os smartphones devem ser responsáveis por quase três quartos de todas as compras online até 2021. Com isso, profissionais de app marketing têm um ambiente favorável para a promoção de campanhas com custos cada vez mais baixos em todas as etapas do funil de vendas.

O custo médio para adquirir um cliente que realiza sua primeira compra caiu pela metade em relação ao ano passado, de US﹩ 39,38 para US﹩ 19,47. Os custos por instalações e registros também caíram, respectivamente, para US﹩ 2,87 e US﹩ 8,76. (gráfico 1)

“Os consumidores estão mais receptivos do que nunca para comprar pelo celular. Essa é uma tendência que observamos para o pós-pandemia, com mais e mais pessoas descobrindo a comodidade e a segurança que você tem quando faz uma compra pelo smartphone”, analisa Antonio Affonseca, country manager da Liftoff no Brasil.

O engajamento também vem crescendo significativamente nos aplicativos de compras. A taxa de compras por instalação subiu de 10,5% para 14,7%, enquanto a de registro por instalação foi de 29,8% para 32,8%. (gráfico 2)

O relatório aponta ainda que o tempo médio entre o download do app e o registro é de 16 minutos, e de quase 9h entre a instalação e a primeira compra. (gráfico 3) Houve um aumento na taxa de retenção dos usuários até o sétimo dia após a instalação, mostrando que o usuário está cada vez mais propenso a navegar pelo app nos primeiros dias depois de fazer o download. No Brasil, a taxa vai de 29% no primeiro dia de download para 5% no dia 30. (gráfico 4)

“O usuário de shopping apps é mais pragmático que o de outros tipos de aplicativos. Por isso, o tempo entre o download, o registro e a primeira compra são tão curtos. Em apps de jogos, por exemplo, a conversão da instalação em uma compra pode demorar dias”, analisa Antonio Affonseca .

Assim como se observa em outras categorias, adquirir um usuário no iOS exige mais investimento em relação ao Android. No entanto, as taxas de engajamento do iOS possuem vantagem: 43,7% em registros por instalação e 23,8% em registros por compra, contra 32,6% e 11,8% no Android. (gráfico 5)

A pesquisa também comparou dados de quatro grandes regiões globais: América do Norte, América Latina, Ásia-Pacífico (APAC) e Europa-Oriente Médio-África (EMEA). A América Latina apresenta os custos mais baixos de para adquirir instalações, de apenas US﹩ 1,36. (gráfico 6)

A região também possui vantagem sobre as demais na taxa de conversão em registros (48,2%). A América do Norte, apesar do custo mais alto no topo de funil, leva a melhor na taxa de conversão em compras. (gráfico 7)

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Gráfico 6:

Gráfico 7:

BizCapital recebe investimento de R$65 milhões

A BizCapital, fintech que concede empréstimo online para micro e pequenas empresas, levantou uma rodada de investimento Série B, de R$65 milhões, liderada pelo DEG (Deutsche Investitions – und Entwicklungsgesellschaft), braço de investimento internacional do banco de desenvolvimento alemão KfW. O aporte reforça a confiança de investidores internacionais na capacidade de inovação da BizCapital no mercado de crédito, apesar das circunstâncias desafiadoras causadas pela Covid-19 no Brasil. O MELI Fund, fundo de corporate VC do Mercado Livre, também investiu na rodada.

O investimento levantado pela BizCapital é maior que a soma das duas rodadas anteriores da startup. A fintech já havia recebido aportes da monashees, Chromo Invest e 42K Investimentos, em janeiro de 2018, no valor de R$ 15 milhões. E, em setembro do mesmo ano, houve uma segunda rodada liderada pelo fundo de investimentos Quona Capital, especializada em fintechs em mercados emergentes, no valor de R$ 20 milhões. Os investidores atuais acompanharam a rodada da Série B, reforçando a confiança no potencial da empresa em se tornar líder de mercado.

O dinheiro da nova rodada será utilizado no desenvolvimento de novos produtos para apoiar micro e pequenos empresários, além do investimento em novos canais de distribuição que permitam alcançar ainda mais empreendedores nessa nova fase da empresa. “O que queremos com essa injeção de recursos é ampliar ainda mais a oferta dos nossos produtos, auxiliando o empreendedor, em todas as etapas, ainda mais em um momento tão delicado como esse. Com a crise econômica causada pela pandemia do coronavírus, a BizCapital se mostra uma empresa atuante em seu mercado, trazendo novas oportunidades para que os empresários não fechem suas portas”, explica Francisco Ferreira, CEO da BizCapital.

A fintech, que tem mais de 5 mil clientes espalhados em mais de 1200 cidades brasileiras, viu um aumento ainda maior no número de acessos à plataforma com relação ao ano passado: foram 4x mais empreendedores em busca de crédito. Em meio à crise causada pela pandemia, houve também um aumento de 19% em solicitações de empréstimo por dia útil em março e abril de 2020, em relação ao mesmo período do ano anterior.

Desde sua fundação, em 2016, a BizCapital já cresceu 18 vezes em tamanho e busca desburocratizar o acesso ao crédito, oferecendo aos pequenos empreendedores uma forma rápida de conseguir capital para potencializarem seus negócios, com linha de crédito de até R$ 200 mil para pessoa jurídica.

Corporações globais lançam “Restarting Together”: uma iniciativa para impulsionar a recuperação de empresas após a Covid-19

Telefónica, Endeavor, Boston Consulting Group, CEMEX, Airbus BizLab, BASF, BID Lab, Citi, IE, IESE Business School, Microsoft for Startups e South Summit lançaram o Restarting Together, um desafio global que busca impulsionar projetos inovadores após o impacto da COVID-19. O objetivo da iniciativa é promover projetos desenvolvidos por empreendedores e PMEs que contribuam para acelerar a recuperação econômica após os efeitos da pandemia e criar uma sociedade mais resiliente, com capacidades mais eficazes e sustentáveis contra futuras crises semelhantes. Por meio dessa iniciativa conjunta, esse grupo diversificado de líderes da indústria deseja promover o engajamento da comunidade para construir uma sociedade melhor.

O objetivo geral do Restarting Together é encontrar projetos inovadores que busquem acelerar o retorno à normalidade após o período de confinamento causado pela pandemia da COVID-19. A iniciativa também busca identificar projetos para impulsionar a recuperação econômica de maneira sustentável, visando especialmente a melhoria do emprego, a revitalização do ecossistema de pequenas empresas e a criação de redes e mecanismos de ajuda financeira para situações de crise. Da mesma forma, o desafio incentiva os participantes a propor soluções que fortaleçam a resposta das cidades a qualquer tipo de crise no futuro, seja sanitária, econômica ou impulsionada por questões ambientais ou de mudanças climáticas.

Os participantes interessados podem apresentar suas propostas até 30 de junho de 2020, acessando o site do Restarting Together . As propostas serão avaliadas com base no impacto social e econômico de seus projetos, viabilidade, tempo rápido de implementação e grau de sustentabilidade e inovação. Os nove projetos mais promissores participariam de um Pitch day digital em 9 de setembro de 2020, onde apresentariam sua solução diretamente aos representantes das empresas organizadoras, que selecionariam três vencedores para compartilhar sua visão com líderes globais das empresas envolvidas. Os três vencedores teriam a possibilidade de receber recursos corporativos das empresas organizadoras, incluindo potencial aceleração ou investimento. Além disso, todas as propostas devem estar disponíveis para desenvolvimento, promoção e implementação por todas ou algumas das empresas organizadoras do Restarting Together. O foco global e multidisciplinar dos líderes da indústria que compõem o Restarting Together permite a implementação dessas soluções, com o potencial de obter resultados globais e causar o maior impacto potencial na sociedade.

As empresas organizadoras oferecerão aos participantes sua experiência e conhecimento em diversos setores, bem como a oportunidade de estabelecer relacionamentos com empresas multinacionais líderes e possível acesso a capital de investimento. Para mais informações sobre o Restarting Together e o processo de inscrição, visite o site.

Por que as PMEs precisam migrar para nuvem?

Migrar de mecanismo e ir para a nuvem, espaço conhecido como Cloud Computing, é um processo ainda temido. Mas o movimento tem marcado o posicionamento de pequenas e médias empresas que buscam a valorização das suas informações internas.

E, para compreender as vantagens e saber como é possível implementar a ferramenta ao seu negócio, Higor Franco, diretor geral de Varejo da Locaweb, empresa de capital aberto que é uma das pioneiras em soluções Business to Business (B2B) para transformação digital, contextualiza como a tendência pode ser incorporada no seu serviço.

Substituir seu centro de processamento de dados pela nuvem pode ser uma solução para gerar maior produtividade, agilidade e até mesmo segurança. “O diferencial da hospedagem em nuvem é ter mais recursos para suportar acessos simultâneos, já que você proporciona ao usuário uma boa experiência na navegação, com carregamento rápido de informações e resolução mais imediatas”, explica Higor Franco.

Além disso, a segurança das nuvens tem sido cada vez mais garantida, já que os provedores têm estado mais especializados nos serviços de computação em nuvem. Portanto, essa infraestrutura garante que as práticas operacionais sejam oferecidas de acordo com a privacidade de dados necessária.

A facilidade possibilitada pela ferramenta também é uma de suas vantagens. Ter acesso de documentos e informações de forma descomplicada acaba otimizando os processos. Segundo Franco, “essa praticidade acaba sendo obrigatória nos dias de hoje e, mesmo nos pequenos negócios, a tendência é ter soluções como as lojas virtuais, sites e a hospedagem compartilhada”.

Esses pontos positivos se tornam mais perceptíveis ainda caso sua marca esteja em crescimento. “Quando o negócio começa a crescer em acessos, o ideal é ir para nuvem. É uma solução com os recursos dedicados que garantem mais estabilidade e performance para os sites, mesmo que com picos de acesso”, afirma o diretor de Varejo da Locaweb.

E, ao contrário de que alguns pensam, não é preciso ter conhecimento em programação para optar pela nuvem. Há serviços para diferentes demandas e até mesmo automatizadas de acordo com a sua performance. “É importante desmistificar que o cloud é uma solução apenas para desenvolvedores. Atualmente, temos modelos para quem tem mais conhecimento e precisa de liberdade para programar e também para quem não tem domínio técnico na área”, relata Franco.

Na Locaweb, a Hospedagem VPS tem sido referência por não exigir um grande investimento por parte do contratante. Segundo o diretor da área, “esse é um produto similar à hospedagem compartilhada, com painel de gerenciamento intuitivo e bem prático. E, enquanto o sistema operacional e o banco de dados são assistidos pela marca, o cliente precisa apenas se preocupar com a sua aplicação”.

As soluções digitais têm tido grande aderência não só devido à qualidade do serviço, mas, também, por consequência das vantagens de possuir maior autonomia no seu negócio.

Pipefy adota sistema remoto até final de 2020 com suporte para todo o time

Por conta das instruções de quarentena para contenção do Coronavírus, milhares de empresas pelo mundo aderiram ao sistema de trabalho remoto. A Pipefy, startup curitibana de gerenciamento de processos eficientes que está presente em mais de 150 países, estabeleceu que manterá suas rotinas em home office até o final do ano.

Seguindo a tendência que já foi adotada por outros gigantes da inovação, a Pipefy vai além e oferece suporte financeiro e também psicológico para que seus funcionários tenham mais ferramentas para passar pelo período de quarentena. Sempre atenta ao material humano da empresa, a startup com mais de 250 funcionários espalhados por diferentes partes do mundo, prioriza o cuidado com a equipe.

Com sedes em Curitiba, São Paulo e em São Francisco, no Vale do Silício (EUA), a Pipefy sempre acreditou no modelo home office, com alguns núcleos já 100% remotos. Inclusive, conta com colaboradores na área de tecnologia em diversos países como Paquistão e Egito. Desde o início da quarentena, a empresa trabalha para manter seus funcionários engajados.

Segundo o CEO e fundador da empresa, Alessio Alionço, a empresa direciona esforços e investimentos para garantir que a experiência de trabalho do time, mesmo em casa, seja tão confortável e adequada como era no escritório. “Fornecemos ajuda de custo desde março – quando o time todo passou a trabalhar remotamente – para gastos com infraestrutura e adaptações necessárias, além do suporte psicológico profissional e atividades para cuidar da saúde mental e física deles, como meditação e práticas de yoga”, conta o CEO.

Independentemente do fim do decreto ou não, todos os funcionários ficarão neste sistema até o final de 2020. “Após essa data e, caso a crise tenha passado, avaliaremos a possibilidade de cada funcionário escolher se quer voltar para o escritório ou seguir fazendo home office”, finaliza Alionço.

Brasil volta ao ranking dos 25 principais destinos de investimento estrangeiro, aponta consultoria global Kearney

O investimento direto estrangeiro deve desacelerar no próximo ano como resultado do COVID-19 e da incerteza em torno do tempo de recuperação das economias globais, de acordo com o 2020 Kearney Foreign Direct Investment (FDI) Confidence Index® (Índice de Confiança para Investimento Direto Estrangeiro 2020), divulgado hoje pela consultoria de gestão estratégica Kearney.

A Kearney estava em campo com a pesquisa quando o COVID-19 começou a se espalhar pelo mundo, com as crises dos mercados começando a surgir, e em um momento em que o mundo entrava em uma enorme tempestade. No início do período de estudo, antes do vírus se espalhar, os líderes de negócios em todo o mundo estavam consideravelmente otimistas em relação à economia global e o futuro dos investimentos diretos. Aparentemente, o COVID-19 seria contido ainda na Ásia. Inclusive, muitos investidores disseram estar mais otimistas em relação ao ano vindouro do que estavam no ano anterior.

No entanto, conforme esses investidores perceberam que estavam “entrando na tempestade” ainda durante as duas últimas semanas da pesquisa, sua confiança diminuiu de maneira previsível em todos os mercados – desenvolvidos, emergentes e os de fronteira, refletindo o rápido surto da pandemia. Entre as duas primeiras e as duas últimas semanas da análise, as notas para cada em todos esses mercados caíram entre 25% e 33%.

A rápida proliferação do vírus representa um ponto de inflexão muito crítico. A pandemia e os choques econômicos que a sucederam mostram como o ambiente operacional externo pode mudar rápida e profundamente. Alguns mercados se recuperarão mais rapidamente do que outros. Isso possivelmente explica o aparente retorno da atenção a mercados grandes e mais estáveis, com estruturas políticas e regulatórias mais previsíveis.

Os mercados desenvolvidos tendem a continuar bem este ano, porque provavelmente demonstrarão força em fatores que os investidores costumam priorizar, como um ambiente de investimentos atraente e uma forte infraestrutura tecnológica.

São justamente esses fatores que explicam a atratividade dos Estados Unidos junto aos investidores – o país aparece na liderança do ranking de confiança dos investidores pelo oitavo ano consecutivo. Os Estados Unidos oferecem tamanho de mercado, infraestrutura e ambiente regulatório amigáveis. Segundo a análise, isso ajuda investidores a manterem a confiança em sua economia. Por outro lado, dizem os especialistas, a crescente polarização sino-americana o índice de confiança nas duas potencias econômicas à medida que os potenciais investidores se preocupem com o impacto negativo que a deterioração desse relacionamento bilateral possa causar.

Brasil
O Brasil, que em 2019 deixou a lista dos top 25 pela primeira vez desde que o ranking começou a ser editado, em 1998, reaparece na relação, agora na 22ª colocação. De acordo com o estudo da Kearney, a confiança dos investidores na América Latina cresceu no último ano. “Como o Brasil está entre as maiores economias da região, cresceu também a confiança no País”, explica Mark Essle, sócio da Kearney no Brasil.

O índice de confiança no Brasil passou de 1,37, em 2018, quando o País ocupou a 25a colocação do ranking, para 1,65 este ano. A maior confiança na economia brasileira também pode ser atribuída parcialmente ao programa de privatização vigente no País desde 2019, que prevê privatizar grandes estatais. Segundo o estudo da Kearney, a privatização de gigantes como Eletrobrás e Telebras, que deve avançar em 2020, também contribui para atrais mais investimento direto estrangeiro.

E, apesar dos impactos negativos do COVID-19, a aprovação da reforma da previdência pode acelerar a economia local e potencialmente economizar US$ 194 bilhões aos cofres públicos na próxima década, o que também chama a atenção de investidores.

Pós-COVID
Alguns mercados podem não atingir seu potencial econômico pré-COVID em um futuro próximo. Os mercados emergentes e fronteiriços sofrerão desproporcionalmente devido a uma confluência de fatores, incluindo infraestrutura médica inadequada, opções fiscais limitadas e níveis mais altos de pobreza em geral.

Apesar das mudanças recentes no sentimento do investidor nas semanas mais ao fim do período em que a pesquisa da Kearney aconteceu, alguns resultados sugerem que os investidores foram pegos de surpresa pelo impacto colossal e a deterioração econômica causados pelo COVID-19. Eles se apegaram a visões existentes antes do início da pandemia. Por exemplo, o otimismo dos investidores em relação às perspectivas para a economia global. Por isso, a maioria das perspectivas econômicas regionais permaneceram estáveis ​​ao longo da pesquisa. De fato, mais de 80% dos investidores esperavam um aumento de seu FDI (Índice de Investimentos Diretos) nos próximos três anos – um número que não mudou significativamente nas seis semanas em que a pesquisa estava em campo.

No geral, os resultados do Índice de Confiança FDI 2020 da Kearney sugerem fortemente que os investidores começaram a perceber que a economia global estava em crise apenas no último momento. “Os investidores parecem só ter percebido as perturbações econômicas iminentes no último segundo, e muitos acabaram pegos de surpresa”, diz Paul A. Laudicina, criador do FDI Confidence Index e chairman do Global Business Policy Council da Kearney. Para Sachin Mehta, sócio da Kearney no Brasil, o índice deve servir de alerta para que os executivos entendam que não podem assumir que o ambiente operacional global permanecerá constante no curto prazo. “É fundamental que se adotem ferramentas estratégicas preditivas e estratégias de planejamento aprimoradas para se proteger de potenciais choques na economia”, diz Mehta.

Mudanças climáticas
Uma área em que os investidores parecem prever importantes mudanças é a do clima – as questões associadas às mudanças climáticas afetam os investimentos diretos estrangeiros de 80% das empresas, segundo o levantamento da Kearney. “O notável nível de conscientização sobre os riscos das mudanças climáticas refletido na pesquisa deste ano sugere que essas questões estão no topo de prioridades dos investidores. No entanto, a preparação para esses riscos exigirá um planejamento cuidadoso e um pensamento estratégico”, diz Erik Peterson, diretor administrativo da Global Conselho de Política Empresarial e co-autor do estudo. Uma grande maioria dos investidores – 60% – antecipa perdas financeiras relacionadas às mudanças climáticas nos próximos três anos. E o impacto ambiental das metas potenciais de IDE é um fator nas decisões de investimento para a esmagadora maioria – 85% – dos investidores.

Destaques regionais
Américas: Os resultados são variados na região. Os Estados Unidos aparecem em primeiro lugar do ranking pelo oitavo ano seguido, enquanto o Canadá sobe para a segunda posição. O Brasil retorna à lista após um ano ausente. Em decorrência do crescimento da pandemia, o otimismo dos investidores com o cenário econômico regional caiu ao longo das seis semanas em que o estudo foi realizado.

Europa: Com 14 mercados, a Europa é novamente a região com o maior número de países no ranking do Índice de Confiança FDI. Portugal, a exemplo do Brasil, volta à lista depois de um ano fora assumindo a 21ª posição. O foco contínuo do investidor nos mercados europeus provavelmente decorre de ambientes reguladores amigáveis, juntamente com forças de trabalho qualificadas, infraestrutura tecnológica avançada e estabilidade econômica. A confiança dos investidores sobre a Europa permaneceu estável durante todo o estudo.

Ásia Pacífico: O número de mercados da Ásia-Pacífico no Índice diminui para sete este ano em relação aos oito em 2019, e apenas três dos países da região estão entre os 10 primeiros: Japão, China e Austrália. A China cai para a 8ª posição, registrando a sua classificação mais baixa na história do índica da Kearney, mas continua sendo o mercado emergente melhor classificado. Primeira região a sofrer as consequências do coronavírus, a Ásia-Pacífico viu a confiança do investidor cair ao longo das seis semanas em que a pesquisa foi realizada.

Oriente Médio e África do Norte: A região do Oriente Médio e África do Norte ganhou representantes no ranking deste ano. Os Emirados Árabes Unidos aparecem em 19º lugar, duas posições acima da ocupada em sua última aparição na lista, em 2017. A dinâmica regional é bastante negativa, no entanto, uma vez que a pandemia do COVID-19 e a queda dos preços do petróleo atingiram fortemente as economias da região após a conclusão da pesquisa com investidores.

Fórum Econômico Mundial anuncia Descomplica como “Tech Pioneer company”

Seguindo o seu objetivo de auxiliar alunos por todo o Brasil a alcançar educação de qualidade aliada a inovação e tecnologia, o Descomplica é uma startup que foi fundada em 2011, tendo se tornado a primeira edtech a ingressar no mercado de Ensino Superior em 2020 e que, atualmente, alcança 5 milhões de estudantes ao mês. A empresa trabalha com um modelo 100% online de aulas para estudantes do Ensino Médio – com conteúdo focado no Enem e em vestibulares – , além de alunos de graduação e pós-graduação. Hoje, a edtech é anunciada como uma das “Tech Pioneers” do Fórum Econômico Mundial, um reconhecimento global a companhias baseadas em tecnologias que estejam entre o estágio inicial e de crescimento. As empresas são consideradas startups promissoras e se encontram no chamado “scale-ups”, definição dada a companhias que crescem pelos menos 20% ao ano. São empresas no front da inovação tecnológica e de seus negócios.

“Estamos muito contentes com a oportunidade de fazer parte de um grupo tão renomado. Essa é uma recompensa pelo nosso trabalho duro em educação, e a prova de que estamos no caminho certo ao usar a tecnologia para os nossos estudantes conseguirem alcançar seus objetivos”, conta Marco Fisbhen, CEO do Descomplica.

A startup é uma das duas empresas brasileiras compondo a lista, que conta com um total de 100 companhias. Agora, a edtech começa a trilhar uma jornada de dois anos fazendo parte do “World Economic Initiatives”, quando participará de eventos e atividades do Fórum Econômico Mundial para debater questões de cunho global. É este o caso da educação, hoje um dos pilares que compõem os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, agenda criada pela instituição para levar prosperidade e desenvolvimento a todo o globo.

“É uma oportunidade única de aprender com outras companhias que vêm fazendo trabalhos incríveis e têm conseguindo ajudar as pessoas em seus países de origem. Estou seguro de que terminaremos essa jornada daqui a dois anos mais ricos em experiência e ainda mais engajados para colocar a educação no Brasil em um caminho mais democrático e de maior qualificação”, diz Marco.

Após retomada, Stefanini colocará 50% de seus profissionais em home office

Muitas empresas perceberam que os profissionais podem ser tão ou mais produtivos com o trabalho remoto. Este é o caso da Stefanini, que planeja colocar 50% de seus profissionais em home office após o fim da pandemia. A ideia é trabalhar com três modelos: um de home office total, um parcial e um de flexibilidade em relação a horários. Trata-se do projeto “Stefanini Everywhere”, que incentiva a contratação de talentos em qualquer lugar do País, mesmo que não haja escritório na cidade de origem do candidato.

“Imagine atuar em diversos desafios e projetos sem sair de sua cidade e no conforto e segurança da sua casa? O modelo de home office que estamos construindo permitirá que os novos colaboradores exerçam suas funções de onde estiverem, com a possibilidade de trabalhar em uma grande empresa”, explica Rodrigo Pádua, VP Global de Gente e Cultura do Grupo Stefanini.

Segundo o executivo, a produtividade cresceu pelo menos 10% em todas as áreas da empresa. “Houve um engajamento de todos para fazer o trabalho remoto dar certo”, afirma Pádua, ao mencionar a conquista de novos clientes durante a pandemia.

O “Digital First”, de acordo com o VP, deixa de ser uma tendência e se torna um caminho viável para treinamentos e reuniões, que antes aconteciam apenas de forma presencial por haver dúvidas sobre sua efetividade no modelo on-line. “As viagens corporativas também serão reduzidas. A pandemia mostrou que é possível viajar menos e continuar fazendo bons negócios por meio de plataformas digitais”.

Uma pesquisa da Fundação Dom Cabral e da Talenses, realizada com 375 companhias no Brasil, aponta que mais de 70% sinalizaram a intenção de adotar o home office parcial ou integralmente após a pandemia. Na indústria, o índice chega a quase 80%, enquanto na área de serviços ele é de 89%.

“Nossa expectativa é que a empresa continue crescendo com as novas aquisições, sem a necessidade de ampliação de escritórios. A ideia do ‘Stefanini Everywhere’ é ser mais flexível e inclusivo, até porque há colaboradores que não se adaptam ao trabalho remoto e querem manter o formato tradicional”, afirma o VP Global de Gente e Cultura.

A proposta da Stefanini é repensar como as pessoas podem desempenhar melhor suas funções. No caso do home office, a ideia é fazer algo mais planejado e estruturado para garantir a evolução contínua desse tipo de trabalho, com a garantia de que as operações serão mantidas com a mesma qualidade e eficiência.

“Não temos um modelo fechado, pois estamos aprendendo com o trabalho a distância. Queremos testar novos formatos, analisar o que funciona mais e cocriar com a equipe. A pandemia mostrou que somos capazes de fazer em três meses o que havíamos planejado para o período de três anos”, destaca Marco Stefanini, CEO Global do Grupo Stefanini.

De acordo com Rodrigo Pádua, as plataformas digitais permitiram aos líderes se aproximar mais de suas equipes. “Entramos literalmente nas casas de nossos funcionários, conhecemos seus filhos e animais de estimação. Criou-se uma conexão de que estamos todos juntos numa mesma jornada”.

Onboarding digital

Com a utilização de novas plataformas é possível implementar o onboarding digital, processo pelo qual o novo colaborador passa pelas entrevistas, testes e admissão, sem contato físico com a empresa. Os treinamentos com metodologias ágeis podem auxiliar no mapeamento de talentos e identificação de colaboradores que estejam disponíveis para novos desafios.

“Com o trabalho remoto, as possibilidades se potencializam ainda mais. O mundo mudou, os negócios estão se transformado e todos nós aprendendo com o novo normal. O importante é manter o equilíbrio, a confiança e criar uma experiência do colaborador cada vez mais humanizada e digital para enfrentar os desafios e transformá-los em grandes oportunidades para o futuro. Esta é a grande proposta do Stefanini Everywhere ”, complementa Pádua.

Com tecnologia da Agile Content, canais digitais da CNN Brasil atingem em um mês a audiência estimada para seis

Para estrear no País com tudo funcionando de forma excepcional no ambiente digital, a CNN Brasil apostou na plataforma OTT, do inglês Over the Top, da Agile Content, para distribuir conteúdo e vídeos pela internet. A tecnologia faz o gerenciamento completo de todas informações produzidas pelos mais de 400 jornalistas do canal de notícias, em todas as regiões do País, além do fluxo de trabalho de vídeo OTT, aplicativos da web e nativos para levar conteúdo da CNN aos milhões de assinantes brasileiros. Desta forma, o canal, lançado em março, atingiu em apenas um mês a audiência que a empresa estimava conquistar até outubro de 2020.

A Agile foi escolhida após um complexo processo de seleção, que teve início no começo de 2019 e analisou diversos provedores de tecnologia. “Executamos uma análise exaustiva dos principais players no espaço OTT e a Agile Content foi escolhida nesse processo. Estamos felizes em ter a Agile como um parceiro de confiança que nos ajudou a levar nosso conteúdo para milhões de usuários no Brasil. Escalabilidade e referências comprovadas foram os principais requisitos em nossa decisão”, assinala Virgílio Abranches, VP de programação e multiplataforma da CNN Brasil.

O Diretor de Serviços Profissionais LATAM da Agile, Rafael Fuzari, revela que um dos principais desafios foi combinar o cronograma agressivo e os padrões de qualidade e sofisticação tecnológica estabelecidos pela marca CNN no mercado mundial: “Tivemos um prazo de cinco meses entre o fechamento do contrato e a entrega do projeto, no início de março”. E ressalta: “nosso objetivo é agregar valor aos negócios, ajudando a levar o conteúdo da CNN para milhões de usuários brasileiros. Estamos entusiasmados por trabalhar este que é um dos maiores conglomerados de comunicação do mundo, e temos o prazer de apoiá-los nesse ambicioso projeto no Brasil”.

A plataforma de vídeo usada pela CNN

A plataforma da Agile implantada na CNN Brasil resolve o fluxo end-to-end de vídeo, desde a inclusão e a transformação automática para todos os formatos necessários para atender as versões web, Android, iOS e todas as demais plataformas, até a disponibilização aos usuários. Inclui também toda organização nas diversas editorias e a aplicação do DRM – Digital Rights Management, ou gerenciamento de direitos digitais –, que protege o conteúdo para que não seja baixado de forma indevida.

Distribuição em tempo real

O modelo OTT da Agile faz a distribuição otimizada do conteúdo por meio do uso de CDN (Content Delivery Network), garantindo a melhor experiência possível, independente do dispositivo, rede ou localização do usuário. Tudo em tempo real. “O tempo entre a publicação no escritório de São Paulo e a visualização da notícia no celular de um usuário no interior do país é de poucos segundos”, esclarece Fuzari.

Outra vantagem para os usuários da CNN Brasil é o formato de vídeo adaptativo. O executivo da Agile Content explica que para cada uma das resoluções, desde as mais baixas até o full HD, a plataforma faz um vídeo diferente que é transformado de acordo com as diversas resoluções que o usuário tem e se modulam a partir da qualidade da internet.

Este recurso identifica qual plataforma o assinante está usando e entrega os diferentes tipos de conteúdo de acordo com a qualidade da sua internet, o que permite que ele não perca a conexão e continue a assistir o vídeo, mesmo tendo variações de conectividade ou plano de dados reduzido.

CNN usa o CMS editorial da Agile para gestão de conteúdo
O projeto inclui a plataforma de CMS – Content Management System, ou plataforma de gestão de conteúdo – da Agile Content, que suporta tanto texto como vídeos e transmissão ao vivo para os variados formatos digitais dos fabricantes (iOS, Android, Apple TV, Smart Tvs, etc).

Segundo Virgílio Abranches, 100% da redação, em todos os estados do Brasil, usam essa plataforma para inserir conteúdo jornalístico, em tempo real. “A entrega da Agile incluiu não só a tecnologia, mas suporte e treinamento aos nossos profissionais para usarem a solução”, explica.

Evolução futura

Após o sucesso do momento inicial de estreia, a CNN Brasil investirá pesado no casamento entre tecnologia, agilidade e jornalismo, trazendo ao mercado evoluções de sua plataforma de notícias aberta e também o CNN Brasil Go, que permitirá o acesso a conteúdos completos por assinantes, acordo com Virgílio Abranches: “A CNN Brasil continuará inovando no uso de tecnologias de suporte ao trabalho editorial, oferecendo ao consumidor brasileiro a melhor plataforma de jornalismo online do mercado, suportada por uma tecnologia em par com o que há de melhor nas grandes redações do mundo”.