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Motores que movem a vida: 4Results ajuda Hercules Motores Elétricos a inovar com CRM da Microsoft

Os motores elétricos estão presentes no dia a dia da maioria dos brasileiros, em casas, indústrias, zona rural, comércio, serviços, transporte, em todos os lugares que possamos imaginar e ganham cada vez mais espaço em um mundo que necessita de energia que seja gerada com menos consumo de recursos naturais.

Fundada em 2005, a Hercules Motores Elétricos é uma subsidiária do Grupo Mueller, que tem mais de 70 anos de história e se tornou referência nacional no setor de eletrodomésticos. A Hercules também já desponta em inovação no segmento em que atua. Durante o último Salão do Automóvel de São Paulo, estreou no segmento automotivo com a apresentação de um veículo novo e sustentável.

Trabalhando em vários segmentos, a Hercules tem produtos de alta tecnologia que podem ser personalizados para diferentes aplicações e tamanhos de empresas e buscava uma solução para inovar no atendimento a demandas e em entender as necessidades do mercado. A Hércules desejava obter informações e construir cenários de forma dinâmica, o que é importante para identificar padrões e tendências. Todas as informações de relacionamento com clientes estavam com representantes e parte importante da base era perdida quando algum representante deixava de trabalhar com a empresa.

Muita informação ficava restrita a e-mails e dezenas de planilhas comerciais. O Conselho de Administração da Hercules acreditava que a empresa estava desperdiçando muita energia para gerenciar seus processos de comunicação de negócios e mercado devido à ausência de um sistema eficiente.

Havia a necessidade da implementação de um CRM robusto e dinâmico. A Hercules precisava de uma ferramenta de controle mais  eficaz, onde cada um pudesse ter acesso às  informações pertinentes ao seu dia a dia de trabalho, sem depender de uma compilação de dados e envio diário feito  por uma pessoa de apoio, proporcionando,  desta forma, que cada profissional pudesse agir de maneira mais autônoma, gerando maior  agilidade nas ações.

Em resumo, “a empresa percebeu que, com a utilização efetiva da ferramenta, poderia ter ganhos significativos em produtividade e geração de receita”, afirmou o diretor Drauzio Menezes.

A 4results, parceira Microsoft Gold, já tinha uma relação comercial com o Grupo Mueller e possuía experiência no negócio para ofertar a alta tecnologia fornecida pela plataforma Microsoft Dynamics 365, que demonstrou toda a segurança e confiabilidade, essenciais para atender os requisitos do comitê da Hercules.

“Utilizando o Microsoft Dynamics 365, foi possível incorporar e criar soluções diferentes para impulsionar os negócios. Com uma plataforma robusta e inteligente, a solução Microsoft acompanhou o processo de crescimento da Hércules Motores, trazendo as melhores tecnologias para suportar as operações do dia a dia.”, comenta Cristiane Werner, CEO da 4results.

O projeto foi inicialmente concebido para atender às necessidades das áreas de vendas e marketing da Hercules com implantação dos módulos de vendas e marketing do Microsoft Dynamics 365.

A empresa passou a contar com um banco de dados estruturado e informações de mercado que aumentam a receita e a fidelidade à marca. Com funcionalidades móveis para representantes e automação de atividades repetitivas, obteve maior agilidade e assertividade na comunicação entre pessoal interno e externo, com redução significativa de análises manuais, controle de ações e atividades focadas em prioridades e maior retenção de clientes.

A inovação implantada na Hercules permite:

– engajamento das áreas envolvidas, fomentando visões de melhorias de processos com objetivo de acelerar o ciclo de vendas e fortalecer relacionamento com cliente;

– planejamento de treinamento contínuos da ferramenta com intuito de manter a equipe sempre atualizada e motivada para melhor aproveitamento diário;

– base de dados e informações estratégicas de mercado (clientes, novas oportunidades) para alavancar receita e fidelização da marca;

– maior agilidade e assertividade na comunicação estratégica entre equipe interna e externa; reduzindo significativamente analises manuais, controle das ações e atividades com foco nas prioridades. Retenção de clientes.

Foram quase oito meses de projeto, em um trabalho de planejamento e implementação realizado pela 4Results, com uma equipe altamente comprometida, envolvendo até 45 colaboradores da Hercules durante o Go Live, realizado com sucesso. 

A energia gerada com tecnologia sustentável faz um mundo melhor 

Referência em inovação no segmento em que atua, a Hercules conta com um aplicativo com realidade aumentada, que proporciona uma experiência inédita e imersiva: é possível ver os motores do catálogo em 3D, fazer um tour virtual 360 graus pela fábrica e conferir dicas para conhecer mais sobre os produtos e a empresa. O app pode ser utilizado tanto em Android quanto em iOS.

Olhando para um futuro de tecnologias sustentáveis, a Hercules decidiu seguir uma tendência de mercado e desenvolveu o Powertrain, um sistema composto de motores, inversores e transmissão para equipar veículos elétricos, um novo segmento que a Hercules está preparada para atender com o apoio dos parceiros Microsoft e 4Results.

“Entre os players avaliados, a 4results foi a que mais apresentou inovação, tornando possível incorporar/criar soluções das mais diversas para potencializar os negócios. Com um sistema robusto e inteligente, vai acompanhar o crescimento da Hercules trazendo as melhores tecnologias para apoiar no dia a dia”, destacou Drauzio Menezes. 

4Results comemora prêmio internacional 

Em Las Vegas, nos Estados Unidos, a Microsoft premiou os vencedores do Partner of the Year de 2019. A 4Results foi selecionada como vencedora na categoria Dynamics for Marketing na América Latina e região do Caribe.

O objetivo da premiação é reconhecer os parceiros Microsoft que demostraram excelência em inovação e implementação para clientes. “Estamos muito felizes com o prêmio, pois é referência da nossa participação no processo de transformação digital de nossos clientes. Somos gratos à Microsoft e aos nossos clientes.”, comentou Cristiane Werner, CEO da 4results.

 

 

 

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Possíveis impactos da reforma tributária para as empresas digitais

Por Renata Foz

Notícias recentes publicadas na imprensa informam que há chances de ser aprovada a reforma tributária brasileira, oficialmente conhecida como Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 45/2019. O fato é que, dentre várias iniciativas necessárias para a retomada da economia, esta é uma das mais relevantes no momento.

O modelo em discussão sinaliza que o Brasil pode passar a ter um modelo tributário mais simples, eficiente, cooperativo e exequível, de acordo com seus idealizadores, ao unificar cinco tributos atuais — dos quais três federais (IPI, PIS e Cofins), um estadual (ICMS) e um municipal (ISS) — em um único Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).

Embora o tema ainda exija a tramitação nas instâncias do Congresso Nacional, e posterior sanção do Presidente da República, já é convergente a ideia de que a simplificação tributária fará com que a arrecadação de impostos e a distribuição de recursos sejam mais simples e eficientes.

A mudança está inserida no contexto de crescimento de estruturas produtivas baseadas em sistemas e tecnologias da informação e da comunicação. Novos desafios surgiram para os gestores de tributos, envolvendo entidades nacionais e internacionais, como a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

Nas empresas de economia digital não é diferente e aquelas que atuam com serviços relacionados à prestação de serviços dessa natureza precisam ficar atentas para as mudanças. Um dos pontos importantes é que a tributação dessas empresas pode variar atualmente entre 5,65% a 14,25% (correspondente ao PIS/COFINS e ISS) e com a reforma tributária essa carga seria aumentada para 25%, que é a alíquota esperada do IBS.

A discussão é incipiente, porém um lado positivo dessa reforma é o aumento da segurança jurídica para investidores decorrente da unificação de impostos e do melhor entendimento, por parte das empresas, de quais são os impostos a serem pagos.

A verdadeira reforma tributária deve ser estrutural e incorporar elementos direcionados para a arrecadação eficiente e a distribuição justa. Além disso, considerando a evolução das organizações em um mundo cada vez mais competitivo e globalizado, a reforma tributária deve superar definitivamente o atual sistema anacrônico que gera dificuldades aos contribuintes e causa impacto direto nos negócios.

Se consideradas as empresas de economia digital, por atuarem com modelos de negócios inovadores com elementos de disrupção tecnológica, a atuação delas será melhor quando superarmos o atual sistema tributário e implementarmos um novo modelo.

Renata Foz, sócia de Tributos Internacionais da KPMG no Brasil.

Geru atinge a marca de R$ 1 bilhão em empréstimos concedidos

A Geru , primeira fintech de empréstimo pessoal do Brasil, acaba de atingir a marca de R$ 1 bilhão em volume de empréstimos concedidos no país. Longe de toda a burocracia das grandes instituições bancárias, a startup se antecipa à concorrência e consolida seu pioneirismo no setor ao tornar o acesso ao crédito mais democrático, simples e seguro.

Chegar a R$ 1 bi com apenas quatro anos de operação é, sem dúvida, um volume bastante expressivo para a história das fintechs, segundo Sandro Reiss, fundador e CEO da Geru. “Nossa trajetória é marcada pela democratização do acesso ao crédito e também por quebrar paradigmas no mercado de crédito no Brasil. Essa conquista reforça que existe espaço no mercado para soluções que proporcionam mais facilidade, melhores condições e um serviço superior às instituições tradicionais. Os clientes não estão mais presos aos seus bancos, podem consumir os melhores serviços e produtos financeiros, após uma pesquisa cuidadosa escolhem a Geru”, afirma o empreendedor.

A Geru oferece empréstimos sem garantia, com valores que variam entre R$ 2 mil a R$ 50 mil e taxas mais acessíveis, customizadas conforme o perfil do usuário. Além disso, em agosto de 2019, a startup se tornou a primeira fintech brasileira a ter seus papéis com rating avaliado pela agência global Standard & Poors, reforçando ainda mais seu reconhecimento no mercado de crédito.

“Todo o crescimento da Geru está ligado ao nosso forte investimento em tecnologia, ciência de dados e um time de ponta, para oferecer aos nossos clientes a melhor experiência possível, não só na hora de tomar um empréstimo, com taxas atraentes, valores mais altos e resposta na hora, mas também na hora de pagar de volta, com o melhor serviço do mercado”, explica Reiss.

Ambev e DSM juntas para acelerar startups

A Cervejaria Ambev conta com uma nova parceria para a Aceleradora 100+, programa de aceleração que busca startups com soluções inovadoras para os principais problemas socioambientais da atualidade. A nova edição agora conta com a participação da DSM na seleção das startups que vão ser aceleradas. A empresa mundial, que atua nas áreas de saúde, nutrição e materiais, estará presente durante o Pitch Day, e no Demo Day, quando acontece a apresentação final dos projetos socioambientais desenvolvidos durante a aceleração.

No próximo dia 28 de novembro, executivos da DSM irão compor a banca de avaliadores para decidir quais startups participarão do programa, durante o Picth Day. A companhia estará ao lado da Cervejaria Ambev e do Pacto Global da ONU, impulsionando o alcance do programa e reforçando o comprometimento dos projetos escolhidos com o meio ambiente e alinhamento com os ODS.

Gestão bem-humorada pode aumentar a performance das empresas

Por Maryana Rodrigues

Há quatro meses eu não tinha ideia do que estava por vir. Eu só pensava em como ajudar as empresas a construir um ambiente de trabalho mais leve, tranquilo, criativo e bem-humorado, indo na contramão do que o mercado estava acostumado e entendia (entende-se) como normal. Quebrar regras, rótulos e paradigmas que por anos aprisionam a essência do ser humano e o que de mais bonito ele carrega que é a esperança.

Inspirar a liderança para inspirar seus liderados. Espalhar alegria e humor para espalhar otimismo. Motivar quem está desanimado. Altas doses de alegria e humor, podem contagiar o mundo, o vizinho, sua família e mais ranzinza colega de trabalho. Tudo isso tudo sem perder o foco nos resultados, pois já sabemos que ambientes leves e inspiradores animam e encorajam as pessoas a buscarem o melhor de si.

Quando eu falava em fazer humor no corporativo, muito ouvi: “As empresas só estão pensando em resultado”, “Como você vai mensurar o ROI dessa alegria?” Na época em que encarei de frente a depressão, isso há uns dois anos atrás, vi muitos amigos, assim como eu, que não se afastaram, continuaram trabalhando em empresas que não davam suporte emocional ou que mal sabiam que existiam pessoas trabalhando doentes.

Será que o RH, com tantas responsabilidades e demandas de contratação diariamente, de fato, conseguem perceber as dificuldades s os dramas pessoais e profissionais dos funcionários? Feedbacks de fato são dados periodicamente? Humanamente é uma tarefa difícil, que exige observação, sensibilidade e que os robôs ainda não são capazes de fazer.

Há um número de afastados, mas nenhuma empresa contabiliza quem trabalha doente, com ansiedade, depressão ou síndrome do pânico, por exemplo. No Brasil, em 2016, cerca de 75,3 mil profissionais, com depressão, foram afastados pela Previdência Social. Hoje, o País é considerado o campeão de casos na América Latina, com 5,8% da população com o problema.

Decidi, então, que se eu ficasse quieta, sem fazer nada, seria cúmplice deste cenário de dor e pressão constante. Então, um dia após uma apresentação minha de stand-up comedy, numa casa em São Paulo eu pensei: por que não levar esse tipo de conexão para as empresas? Pesquisei e descobri que os principais gaps de desenvolvimento nas empresas que são: AUTOCONHECIMENTO, COMUNICAÇÃO, CRIATIVIDADE e LIDERANÇA. E fui estudar como aplicá-los com humor.

Após quatro meses, já capacitei mais de 500 líderes e já falei para mais de 10 mil pessoas em palestras e eventos. Dentre os públicos, líderes de tecnologia, tiveram melhor aderência e transformação. Com informalidade e falando no tempo deles, consegui engajar mudanças importantes de conexão com as equipes, trazendo uma sensação maior de pertencimento que gera um ambiente seguro ao erro e a sensação de bem-estar e inovação.

Foi tamanha a mudança que um destes líderes, mudou o nome do cargo para “Head & Heart of Data Analysis”. Com tudo isso, meu dia a dia mudou também. Percebi que ensinamos o que mais precisamos aprender. Eu levo uma vida bem leve, sou bem-humorada e, na maior parte do tempo, estou de bom humor. Não queremos criar um exército de piadistas de plantão, mas, sim, gerar uma sensação de bem-estar comum, com mais otimismo e incentivadores nas organizações.

E você, o que acha disso? Vamos praticar?

Maryana Rodrigues , fundadora da HumorLab.

Corporate Venture no Brasil caminha para maturidade

Trabalhar com startups é uma realidade bem comum das grandes empresas globais. Seja por estratégias de M&A, desenvolvimento de produtos em conjunto ou simplesmente contratação de serviços de startups, esse cenário vem gerando uma aproximação cada vez maior entre startups e corporações já estabelecidas no mercado. Pensando nesse cenário a ACE, empresa de inovação, realizou um mapeamento exclusivo, identificando 138 programas de conexão entre startups e grandes empresas, no Brasil.

Apesar da quantidade de programas existentes e crescimento das iniciativas de Startup Engagement, o levantamento revelou que cerca de 60% dos programas não alcançou seus objetivos iniciais na primeira onda e gerou um sentimento de frustração para uma das partes. “Por isso, ter uma estratégia condizente de inovação, uma definição clara da governança, envolvimento da liderança, budget alocado e clareza dos outputs ou expectativas finais das startups são alguns fatores que podem contribuir”, alerta Pedro Waengertner, fundador e CEO da ACE.

Os números foram obtidos por meio da unidade de negócios ACE Cortex, que atua com consultoria de inovação para grandes empresas, e ainda apontam que apenas 34% dos programas de Corporate Venture são realizados sem o auxílio de um parceiro. Entre esses, destaca-se a vertical de tecnologia com mais programas organizados internamente. Já áreas como Varejo e Telecom são os que mais contam com ajuda externa. Além disso, das 120 empresas que trabalham com startups no Brasil, 55 possuem fundos de investimentos em startups, que é a frente mais avançada e complexa no relacionamento. Os setores que mais se destacam são Financeiro, Varejo e Tecnologia.

Entre as formas de conexão existem níveis de maturidade e complexidade diferentes: contratação de startups como fornecedores das áreas de negócio, startup como impulsionadora em projetos de inovação; estratégias de go-to-market conjuntas; investimento em startups e aquisição de startups. Pouco mais de 40% das empresas atuam nos dois últimos, considerados mais avançados.

Destaques do mapeamento:

– Apenas 40% das empresas que se relacionam com startups atuam nos níveis mais avançados, como investimentos e aquisição. O que mostra que os projetos de Startup Engagement ainda podem amadurecer muito no Brasil

– Financeiro, Varejo e Tecnologia são os setores com maior número de programas com startups

– Para aproximações de nível 1 e 2, o cenário mais comum são as empresas executarem os programas sozinhas. Isso significa o uso de startups como fornecedoras (1) ou como impulsionadora em projetos de inovação (2).

“Mergulhamos nas análises e cruzamos dados para trazer maior entendimento sobre como esse cenário se apresenta no país, seu grau de maturidade e oportunidades”, finaliza o executivo.

Open Banking é solução para ampliar eficiência e promover inclusão no sistema financeiro, diz diretor do BC

Apenas cinco dias após a divulgação da consulta pública do Open Banking, João Manoel Pinho de Mello, Diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução do Banco Central, defendeu a importância do projeto como parte da missão da entidade. “O objetivo é trazer inovação, estimular a concorrência, ampliar a eficiência do sistema financeiro e ajudar a promover a inclusão”, afirmou durante o evento “Open Banking – Para onde caminhamos?”, organizado pelo Focaccia, Amaral e Lamonica Advogados (FAS), na manhã desta terça-feira, na capital paulista. “A partir do processo de interação contínua com participantes de mercado, vamos construir um sistema bancário aberto, que entregará, tenho certeza, um resultado palpável, com produtos financeiros melhores e mais baratos aos clientes”, destacou Pinho de Mello.

Responsável pela abertura do evento, Henrique Meirelles, secretário da Fazenda do Estado de São Paulo e ex-presidente do Banco Central, reforçou que o Open Banking é um sinal de evolução do sistema financeiro. “É um avanço muito importante. Antes, os bancos eram donos das informações; agora, o proprietário de sua história é você. Mas era necessário mais do que tecnologia, precisava de um arcabouço jurídico”, aponta Meirelles.

Márcio de Andrade Schettini, Diretor Geral do Itaú Unibanco Holding, acredita que o Open Banking beneficiará a todos os envolvidos e que os bancos terão o desafio de aprender a lidar com outras partes deste novo ecossistema. “A solidez bancária vem por sermos regulados e autorizados, e é esse rótulo de confiança e credibilidade que faz toda a diferença. Isso gera vantagem competitiva para quem entende que o objetivo é baratear processos e democratizar o acesso da população”, comentou.

Para Pedro Eroles, Sócio do FAS Advogados na área de Bancário, Meios de Pagamentos e Fintechs, os principais desafios do Open Banking são tornar a experiência do usuário agradável o suficiente para que exista adesão, gerir a governança da autorregulação e equacionar as responsabilidades, levando em consideração a heterogeneidade das entidades envolvidas. “O Open Banking talvez seja um caso único em que as metas de inovação, concorrência, eficiência e inclusão passam a ser priorizados pela regulamentação”, apontou.

A Diretora Jurídica da Visa, Maria Beatriz Pellegrino, destacou a importância da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) como peça fundamental para assegurar o principal desafio do sistema financeiro, que é proteção de dados. “A consulta pública foi um marco e a LGPD dará credibilidade e segurança jurídica ao compartilhamento de dados, mas é importante trazer detalhes sobre a responsabilidade e os direitos e obrigações das partes envolvidas”, afirma Maria Beatriz.

Com o intuito de apresentar um pouco das experiências de outros mercados em relação ao Open Banking, Charles Kerrigan, Sócio do CMS Law Tax nas áreas de Banking e International Finance, ressaltou como principal transformação a maior oferta de produtos financeiros e o benefício de escolha aos clientes. “O Open Banking é uma tendência mundial e, para o seu sucesso, é fundamental boas integrações de Interface de Programação de Aplicativos [da sigla em inglês API] e uma boa experiência do usuário”, finalizou.

Linx: compras via celular e retirada em loja crescem e consumidor gasta em média R$ 650 na Black Friday deste ano

A Linx, líder e especialista em tecnologia para o varejo, acaba de divulgar um retrato completo de como foi o desempenho do comércio na Black Friday deste ano. Segundo a empresa, esta edição foi a maior de todos os tempos e registrou pico de vendas logo na virada de quinta para sexta-feira da semana passada. Na data promocional, as pessoas gastaram, em média, R$ 650 – 3% a mais do que em 2018.

Um dos destaques da Black Friday de 2019 foi o aumento das vendas omnichannel, isto é, aquelas que envolvem mais de um canal. Neste contexto, o modelo ‘ship from store’, no qual lojas atuam como centros de distribuição para reduzir custos de frete e tempo de entrega, representou um crescimento de 320% em relação ao ano passado.

Os varejistas tiveram uma boa adesão ao ‘pick up in store’, ou seja, a compra realizada online com retirada em loja física. Das marcas que ofereceram esta opção ao consumidor, a venda para retirada em loja representou 15% das vendas online totais.

O ‘showrooming’ também reforçou o avanço do omnichannel e registrou um crescimento de 130% de participação nas vendas na comparação com o ano anterior. A modalidade garante que o consumidor receba o produto mesmo que não o encontre na loja física, pois ele é entregue mais tarde pelo e-commerce.

Os smartphones que custam em média R$ 1 mil foram os produtos mais buscados. Entre as categorias de produtos mais vendidas, eletrodomésticos saíram na frente e representaram 28% da receita gerada na Black Friday. Na sequência, vieram celulares (23%), eletrônicos (18,5%), informática (11%), casa e decoração (8%), vestuário (8%), saúde e beleza (1%) e itens esportivos (1%).

Na comparação do desempenho do varejo por região, o Sudeste se destacou e registrou 65% das vendas na Black Friday. O Sul aparece em segundo lugar com 15%, enquanto o Nordeste marcou 14%. Mais abaixo do ranking estão o Centro-Oeste, com 4%, e o Norte, com 2%. Ao todo, as transações realizadas via desktop representaram 66%, enquanto aquelas feitas por meio de dispositivos móveis somaram 34%.

Enquanto as vendas online aumentaram 24% em relação a Black Friday de 2018, a Linx constatou que a sexta-feira promocional deste ano registrou um crescimento de 16% nas vendas do varejo físico na comparação com a de 2018.

O que determina uma carreira?

Por Fernanda Rodrigues

São vários os fatores decisivos para o futuro de uma carreira e, um dos mais cruciais, é justamente o modo como iniciamos. Segundo um estudo do Instituto High Flies, profissionais que fizeram estágio têm três vezes mais chances de conseguir um bom emprego do que os que não tiveram esse tipo de experiência. As primeiras vivências no mercado de trabalho têm a capacidade de impulsionar profissionalmente e representam uma excelente oportunidade para o desenvolvimento de um potencial. A importância de um estágio envolve, por exemplo:

Aprender

Todas as experiências profissionais são espaços de aprendizados e devem ser usadas para perguntas e esclarecimento de dúvidas. Durante o estágio, no entanto, é quando isso deve ser aproveitado ao máximo, principalmente se os profissionais que estiverem ao redor forem referência no mercado. É um ambiente, ainda, em que os colegas sabem que o estagiário é novo na área e que está se aperfeiçoando. É uma introdução a toda a cultura que envolve aquele mercado, desde questões básicas de etiqueta, por exemplo, entendendo o dress code apropriado para cada situação ou como se direcionar aos clientes, até a novos conhecimentos, muitas vezes vistos apenas na teoria na faculdade, que ali são colocados em prática diariamente.

Construir um currículo que se destaque

É a opção mais fácil para conseguir um emprego em uma empresa reconhecida no mercado – já que, para estagiários, não há muitas exigências de experiências prévias. Começar a carreira construindo um histórico profissional que chame a atenção e com altas chances de ascender com uma efetivação, como na área de TI, que é carente de profissionais qualificados, pode ser um ótimo diferencial. Além do mais, ter experiência comprovada com estágios anteriores é uma vantagem adicional em processos de seleção em outras empresas, por exemplo, na hora de buscar o primeiro emprego após se formar

Ter uma prévia profissional

Um programa de estágio é a prévia perfeita do que a vida de um jovem estudante pode se tornar depois da faculdade, o que pode ser bastante inspirador. Podemos pensar no estágio como um laboratório onde habilidades práticas e sociais são desenvolvidas, pois engana-se quem pensa que a carreira começa apenas quando se adquire o diploma da graduação. Fazer estágio também é um fator importante para entender sobre qual área seguir dentro de um determinado segmento de mercado. Com mais conhecimento e oportunidades de experimentações, o novo profissional pode escolher melhor quais os ambientes e ecossistemas que lhe são mais atraentes.

Fazer networking

Conhecer as pessoas certas e ter contatos relevantes é um facilitador na hora de se colocar (ou recolocar) no mercado. O estágio é uma oportunidade de conhecer esses indivíduos, mostrando habilidade e dando início a uma valiosa rede na área. Afinal, muitas empresas, quando precisam contratar alguém, pedem indicações aos próprios funcionários. Além disso, mesmo para quem está no mercado, é uma via para gerar novos negócios e parcerias.

Fernanda Rodrigues, diretora de Recursos Humanos da GFT para a América Latina

Thomson Reuters anuncia finalistas da 3ª edição do Accelerator Day

A Thomson Reuters, multinacional de tecnologia provedora de soluções Fiscais, Tributárias, Contábeis, Jurídicas e de Comércio Exterior, anuncia no dia 06 de dezembro, em São Paulo, os selecionados da terceira edição do Accelerator Day, seu programa de aceleração de startups. O concurso é voltado para inovações em tecnologia para o segmento regulatório e, neste ano, foram avaliadas empresas iniciantes que tenham soluções em tecnologia para aprimorar a rotina dos profissionais de quatro segmentos: Tributário/Fiscal; de Comércio Exterior; Contábil; e Conteúdo Jurídico. As inscrições foram abertas para iniciativas de todas as regiões do Brasil.

O objetivo principal do programa é trazer inovações que possam aprimorar as soluções ONESOURCE Mastersaf (gestão fiscal), ONESOURCE Global Trade (gestão de comércio exterior), Thomson Reuters Contábil (gestão contábil) e Soluções de Legal (conteúdo e software jurídico). São produtos que proporcionam o cumprimento das obrigações fiscais, contábeis, de compliance, automatização de tarefas, informações estratégicas gerenciamento dos processos de importação e exportação das empresas e acesso à informação estratégica para o negócio das empresas.

Todas as startups avaliadas oferecem produtos e serviços que tenham potencial de escala e já testados em clientes reais, com soluções que utilizem Inteligência Artificial, Automação e Integração de Processos, Machine Learning e Análise de Dados. Os finalistas são: Convenia (São Paulo/SP) e Sobit (Várzea Paulista/SP), na categoria Contabilidade; D2P (São Paulo/SP) e Loginfo (Itajaí/SC), na categoria Comércio Exterior; Standard IT (São Paulo/SP) e Tria Software (São José dos Campos), na categoria Fiscal; Intelivix (Recife/PE) e NeuralMind (Campinas/SP), na categoria Conteúdo Jurídico.

No Pitch Day, a Convenia vai apresentar uma solução em nuvem para gestão de departamento pessoal para PMEs. Já a Sobit traz um produto que amplia a interação da contabilidade com os clientes, reduzindo tempo de fechamento contábil. A D2P apresenta um sistema que traz Business Intelligence e Data Analytics para o Comércio Exterior, enquanto a Loginfo propõe uma plataforma logística em ambiente Web para movimentação de carga em áreas alfandegadas. A Standard IT e a Tria trazem soluções com Automação de Processos para entregas Fiscais. E, por fim, a Intelivix e a NeuralMind apresentam soluções de análise de dados jurídicos para proporcionar insights e ampliar a inteligência na tomada de decisão.

“Tivemos um enorme sucesso nas edições anteriores do Accelerator Day, quando pudemos selecionar uma série de iniciativas com potencial de aprimorar o nosso portfólio. Para este ano, temos oito projetos muito bem estruturados, com inovações que, em conjunto com nossas soluções, podem melhorar, simplificar e agilizar o cotidiano regulatório das empresas de todos os portes no Brasil”, afirma Menotti Franceschini, líder de Corporate Value Proposition da Thomson Reuters.

Em sua terceira edição, o Accelerator Day vai selecionar quatro projetos, um em cada categoria. As soluções selecionadas serão desenvolvidas em parceria com a Thomson Reuters ao longo de 2020, incorporando-se às soluções da empresa. Desde o ano passado, a Thomson Reuters selecionou oito startups nas primeiras edições do programa, sendo que três delas já estão desenvolvendo suas soluções como aplicações complementares às da Thomson Reuters, plugadas às plataformas da empresa e disponíveis para a ampla base de clientes no Brasil.

O Pitch Day e a apresentação dos vencedores da terceira edição do programa acontecem no hotel Tryp Iguatemi, no dia 06 de dezembro, a partir das 08h30. O endereço é Rua Iguatemi, 150 – Itaim Bibi, São Paulo – SP.

Uber lança patinetes elétricos no Brasil

Começam a operar nesta terça-feira (3/12), em Santos, no litoral paulista, os novos patinetes elétricos da Uber. A estreia dessa modalidade no Brasil é mais uma etapa no compromisso da empresa em reunir, em um único aplicativo, vários meios de transporte diferentes, oferecendo cada vez mais opções para a população.

Neste ano, o app da Uber foi reformulando para oferecer aos usuários uma maneira mais prática de descobrir, acessar e experimentar o crescente número de serviços disponíveis na plataforma global da empresa. Há duas semanas, a Uber lançou uma integração com o transporte público na região metropolitana de São Paulo e passou a exibir informações sobre linhas de ônibus, metrô e trens direto no aplicativo.

Agora, em Santos, o usuário da Uber poderá escolher se quer fazer uma viagem de carro, pedir uma refeição ou alugar um patinete elétrico, tudo no mesmo aplicativo.

“Estamos muito empolgados em trazer os patinetes elétricos da Uber para o Brasil começando por Santos, uma cidade sempre aberta à inovação e que tem uma boa infraestrutura cicloviária. Com esse novo serviço, queremos continuar ajudando as pessoas a se deslocar sem ter que depender de um carro particular, contribuindo para redução dos congestionamentos e da poluição urbana”, afirma Ruddy Wang, diretor de Novas Modalidades da Uber no Brasil.

O sistema de patinetes da Uber chegam a Santos com preços competitivos, que fazem dele uma ótima opção para os deslocamentos mais curtos. O preço é de R$ 1,50 para desbloquear o veículo mais R$ 0,75 por minuto de uso. Não é necessário baixar nenhum outro aplicativo, basta a mesma conta na Uber para usar os patinetes.

Segurança

Dentro de seu compromisso com a segurança no trânsito, a Uber preparou uma série de materiais educativos para os usuários de Santos relembrando regras de trânsito e dicas para dirigir os patinetes com segurança. O conteúdo está disponível no site da empresa, no próprio aplicativo e será distribuído em panfletos na área de operação, que vai da Ponta da Praia até o Emissário.

A Uber também firmou uma parceria com a Centauro para oferecer desconto de 40% na compra de diversos modelos de capacetes, basta acessar o site www.centauro.com.br/uber .

COMO FUNCIONA

Todos os usuários da Uber podem alugar um patinete elétrico, não é necessário baixar nenhum outro aplicativo, mas lembre-se de mantê-lo atualizado. É muito simples usar, confira o passo a passo:

• Com o app da Uber aberto, clique no ícone do patinete no canto inferior do mapa

• Veja onde estão os patinetes disponíveis, escaneie ou digite o código para desbloquear

• Se preferir reservar, você tem 15 minutos para caminhar até o patinete e desbloquear

• Dirija com responsabilidade e segurança, seguindo todas as regras de trânsito

• Ao final, estacione o patinete sem bloquear a passagem e dentro da área de atuação

2020: A revolução dos meios de pagamento

O Banco Central tem anunciado diversas novas medidas que prometem revolucionar com o mercado de meios de pagamento em 2020. O universo digital estará cada vez mais presente no dia a dia da sociedade e modificando a forma como consumimos e oferecemos produtos e serviços, seja através de carteiras digitais, QR Code, pagamentos por aproximação, entre outros. Por isso, diversas empresas já têm se preparado para começar o próximo ano a todo vapor! Confira abaixo algumas delas:

Matera

A empresa desenvolve tecnologia para o mercado financeiro, fintechs e gestão de risco e está presente há mais de 30 anos no mercado. Com mais de 40 soluções que cobrem o core bancário, inclusive um pagamento por QR Code offline, e uma unidade em Waterloo, no Canadá, a Matera tem especialistas para falar sobre os mais variados tipos de assunto que envolvem meios de pagamento, bancos, startups e varejo, e os impactos que tudo isso trará para a vida do comerciante e da população em geral.

MovilePay

Lançada em janeiro deste ano, a MovilePay já conta com mais de 10 mil restaurantes parceiros que utilizam o QR Code do iFood como forma de pagamento, além de bancas de jornal espalhadas pela cidade de São Paulo, supermercados, postos de gasolina e até salões de beleza. Além da tecnologia de QR Code, a empresa também tem em sua carteira de produtos os terminais POS (mais conhecidos como maquininhas de cartão) e outras soluções financeiras para restaurantes.

Peixe Pay

Carteira digital lançada em agosto de 2019 pelo Peixe Urbano , onde o consumidor consegue pagar usando QR Code em estabelecimentos credenciados. Já disponível em vários restaurantes do Rio de Janeiro e Florianópolis, o aplicativo pretende estar presente no restante do país no começo de 2020. As próximas etapas do projeto também incluem ampliar a solução para permitir pedidos antecipados, take-out, divisão do valor entre duas ou mais pessoas, transferência entre usuários, modelo pré-pago, cartão de débito, pagamentos de contas, recarga de celular e até o cadastro de outras e-wallets como forma de pagamento.

Celcoin

Lançada em 2016, a fintech Celcoin é voltada para impacto social, com a missão de democratizar o acesso a serviços financeiros no Brasil.Funciona por meio de um aplicativo que transforma qualquer smartphone em um terminal para recebimento de contas, recarga de celular, jogos, passagens rodoviárias, planos de TV e venda de créditos para Uber e Netflix. Atuando no país via 20.000 “agentes Celcoin” – autônomos, pontos de venda e varejistas – e em mais de 2.000 cidades – a empresa superou a marca de 10 milhões de transações em 2018, e mais de R$ 8 milhões de bonificações concedidas aos agentes. Beneficia milhões de brasileiros que deixaram de percorrer grandes distâncias até uma agência bancária ou lotérica para realizar transações bancárias.

Beblue

Criado em 2016, o Beblue é a primeira fintech brasileira de pagamentos que permite ao consumidor aumentar seu poder de consumo por meio de recompensa em cashback, além de oferecer ao estabelecimento a possibilidade de adquirir e fidelizar o cliente. O usuário tem acesso a sua carteira digital e por meio dela o saldo pode ser gerado de três formas: cashback por compras, dinheiro depositado por amigos e depósitos via boleto, modelo de crédito pré-pago. Desde o início da operação, o Beblue já movimentou mais de R$ 2 bilhões em vendas, devolveu mais de R$ 200 milhões em cashback, teve mais de 5 milhões de downloads do aplicativo e possui mais de 16 mil estabelecimentos cadastrados.

iZettle

Presente no Brasil desde 2013, a iZettle foca em apoiar a gestão de negócios dos micro, pequenos e médios empreendedores do país. Além da máquina de cartões, que funciona com tecnologia contactless, a fintech sueca oferece uma solução de gerenciamento completa, por meio de aplicativo gratuito e online que permite administrar a frente de caixa, o estoque, o faturamento do negócio e gerar relatórios de performance.

34 milhões de brasileiros com mais de 50 anos estão insatisfeitos com a vida financeira

Dois terços dos brasileiros com mais de 50 anos — ou 34 milhões de pessoas nessa faixa etária — estão insatisfeitos com a vida financeira que possuem hoje. Esse é um dos dados do “Dossiê Longeratividade — O raio X dos brasileiros com mais de 50 anos”, apresentado durante o XIV Fórum da Longevidade Bradesco Seguros.

Da mesma forma, oito em cada dez (84%) dessas pessoas se dizem insatisfeitas com a formação escolar que possuem — o que significa que, apesar da idade, elas ainda querem estudar.

Esta é a segunda edição da pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva e Bradesco Seguros, que ouviu mais de 2 mil pessoas em outubro deste ano.

O mesmo estudo mostra que a poupança ou outros investimentos financeiros não estão entre os principais hábitos dessa população na preparação para o futuro. Em uma escala composta por 11 itens, os relacionamentos com familiares e amigos e os cuidados com a saúde ainda são o foco de homens e mulheres na construção de um futuro mais longevo e com mais qualidade de vida.

Outro destaque diz respeito a uma mudança relevante na visão dos brasileiros e brasileiras com mais de 50 anos sobre a aposentadoria. Para a maior parcela dessa população, aposentar não significa, definitivamente, ficar em casa descansando. Os dados mostram que 67% concordam que as pessoas mais velhas devem ter ocupações que as façam se sentir úteis; enquanto 63% acreditam que pessoas ativas se sentem mais felizes.

“O desejo pela aposentadoria ativa é cada vez mais uma realidade e deve ser encarada como um desafio para o país, uma vez que hoje temos mais de um quarto da população, ou seja, cerca de 54 milhões de pessoas acima dos 50 anos”, reflete o presidente do Instituto Locomotiva, Renato Meirelles. Para ele, “os números não deixam dúvida de que os brasileiros maduros não pretendem parar depois de aposentados”.

Segundo a pesquisa, 69% querem ter muitas atividades para fazer; 70% querem conviver com muitas pessoas e 72% pretendem sair muito de casa.

Mais do que ativos, os resultados da pesquisa mostram a disposição de praticamente 100% dessa população em continuar aprendendo coisas, sendo que mais da metade (67%) querem estudar depois de aposentados.

Esses dados guardam total sinergia com as discussões realizadas durante o XIV Fórum da Longevidade Bradesco Seguros, que reuniu, no dia 12 de novembro, em São Paulo, especialistas nacionais e internacionais em torno do tema “Aprendizagem ao longo da vida”.

O presidente do Grupo Bradesco Seguros, Vinicius Albernaz, explica a escolha do tema: “Os novos contornos da sociedade, resultantes do acelerado crescimento da população longeva, impõem desafios imediatos. As inovações tecnológicas, os avanços da medicina e os novos ambientes de trabalho apontam para um futuro em que o conhecimento terá papel crucial para que o indivíduo se mantenha ativo, participativo e relevante para a sociedade”.

Dados demográficos

O Brasil é um dos países onde a população é a que mais envelhece no mundo. Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a expectativa de vida dos brasileiros está cada vez maior.

Hoje, um quarto da população brasileira tem 50 anos ou mais, ou seja, 54 milhões de pessoas no Brasil, o equivalente à população inteira da Itália ou da África do Sul. Até 2050, 43% da população terá 50 anos ou mais – serão aproximadamente 98 milhões de pessoas com 50 anos ou mais em três décadas.

Apocalipse do varejo? Os shopping centers não vão acabar, mas vão ter que mudar

Por Flavia Pini

Por muito tempo, os shopping centers foram vistos como uma importante opção de lazer nas grandes cidades brasileiras. Em um único local, era possível fazer compras e se divertir com a família e amigos graças à quantidade de lojas disponíveis em seus inúmeros corredores e o entretenimento tanto gastronômico quanto de serviços presente num mesmo local. O avanço da tecnologia e a consequente transformação do varejo e dos próprios consumidores alteraram essa visão. Hoje, não faltam pessoas que divagam sobre a morte dos centros de compra por conta do avanço do comércio eletrônico. Entretanto, não se trata do fim, mas sim do início de um novo tempo e de uma nova forma de conduzir esse tipo de empreendimento.

Apocalípticos gostam de utilizar dados para ilustrar uma possível queda de interesse pelos shoppings. Ainda que o Índice de Visitas a Shopping Centers (IVSC), realizado em parceria pela Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) e a FX Retail Analytics, indique uma queda de 3,83% no número de visitantes no primeiro semestre de 2019, a quantidade de vendas realizadas em junho foi 10,67% superior em relação ao mesmo período do ano passado. A própria Abrasce projeta um crescimento de 7% em todo o ano.

E essa escatologia sobre o varejo não é de hoje. Já diziam que as lojas físicas iriam fechar e que a Internet acabaria com tudo, até que a própria Amazon, nativamente digital, passou a apostar no varejo tradicional, porém de forma disruptiva – a Amazon Go reduz o atrito, traz conveniência e, claro, coleta todos os dados sobre seus consumidores. Logo, por um lado, o encolhimento do mercado está mais ligado a mudanças nas operações e a um processo de transformação, do que propriamente à uma teoria de fim dos tempos. O consumo nunca vai acabar; é a jornada que está se modificando e agora, ela une tanto o e-commerce quanto os estabelecimentos físicos, porém com rotas muito mais diversas e não lineares.

Isso impacta a própria atividade dos shopping centers. Ainda hoje, eles sobrevivem pela ABL (Área Bruta Locável). Cobra-se do lojista para estar num corredor movimentado, cujo fluxo de pessoas está em busca de consumo e, portanto, a estratégia de conversão cabe unicamente ao varejista. Porém, a omnicanalidade exige mudanças. A possibilidade da pessoa comprar um produto em um canal e retirar em outro faz com que os empresários avaliem melhor a permanência nos centros de compra. A questão é saber qual diferencial o shopping oferece, ainda mais quando há outras oportunidades paralelas e muitas vezes menos custosas para realizar suas vendas.

Projetos como o Delivery Center, que transformam os centros em grandes marketplaces, são divisores nessa transformação fluida. A iniciativa abre oportunidades, mas também riscos. Transformar a loja em um centro de distribuição traz mais capilaridade e gera mais conveniência de preço e prazo de entrega ao consumidor. Contudo, se a demanda crescer, surge o questionamento se vale a pena ou não reduzir a operação física em empreendimentos deste tipo. É um dilema que todos estão buscando responder: oferecer experiência no varejo tradicional, garantir conversão em vendas e reduzir custos operacionais.

Portanto, vale o questionamento: por que as pessoas precisam ir aos shoppings atualmente? A mudança passa por essa resposta e envolve, inclusive, a relação com os lojistas. A transformação precisa ser bilateral: o varejista que não tiver uma estratégia omnichannel bem sustentada em plataformas OMS (Order Management System) ficarão reféns do antigo modelo. Centros que não aderirem a estratégias de marketplace também não acompanharão as mudanças.

Não é uma tarefa fácil, sem dúvida. É preciso provocar mudanças culturais no time de colaboradores, trazer visões disruptivas e arriscar novos modelos de negócio. Ter uma base tecnológica também é importante, mas a equipe deve estar engajada. Conhecer projetos não tradicionais que operam em ambientes físicos é um bom começo — não ter medo de aplica-los é um segundo passo. Entender que dados superam opiniões e, por isso, mais do que testar, medir os resultados é fundamental. São eles que mostram oportunidades nunca vistas antes e que podem ser aplicadas na estratégia.

É inegável que muita coisa mudou no varejo nas últimas duas décadas. Ideias consolidadas no passado passaram a ser contestadas e novas visões surgiram. Quando se há uma transformação contínua como a que vivemos atualmente, naturalmente há instabilidade no setor. Entretanto, é importante ressaltar que a mudança na forma de fazer negócio não significa o fim, mas apenas uma readequação necessária para continuar crescendo em novos tempos.

Flávia Pini, sócia e CMO da FX Retail Analytics.

Mercado Eletrônico lança assinatura digital na plataforma de gestão de contratos

Fazer uma gestão de contratos eficiente é um dos desafios na rotina das corporações. Para facilitar esse processo, o Mercado Eletrônico lançou em sua solução de CLM (Contract Lifecycle Management) a funcionalidade de Assinatura Digital, com garantia jurídica, que permite a assinatura de documentos diretamente na plataforma, com acompanhamento em tempo real de todos os envolvidos no contrato.

Para utilizar a ferramenta, o responsável anexa o documento na plataforma e determina quem são os assinantes. Todos os profissionais requisitados recebem uma notificação por e-mail com um link que direciona para a assinatura eletrônica. O sistema do Mercado Eletrônico está integrado com as mais reconhecidas plataformas de assinatura digital.

“Além de tornar o processo de assinatura de documentos mais prático e ágil, o serviço permite que as empresas economizem recursos, pois eliminam a necessidade de impressão e armazenamento físico dos documentos e de contratação de transporte para deslocar o papel até todos os envolvidos.” afirma Fabrizio Tassitano, diretor de produtos e marketing do Mercado Eletrônico.

A nova funcionalidade faz parte da solução de CLM (Contract Lifecycle Management) do ME, que oferece, de forma simples e centralizada, a gestão completa de todos os contratos com governança, agilidade e o principal: redução de custos.

Além de possibilitar a assinatura digital, a solução permite que os usuários assegurem que as obrigações contratuais, tanto do fornecedor quanto do cliente, sejam atendidas, diminui o nível de risco, fornece trilha de auditoria bem documentada, melhora a aderência aos objetivos do contrato, entre outras coisas.

Bancos lideram ranking de presença digital no País, aponta pesquisa

Pelo segundo ano consecutivo, o setor bancário é o mais que investe em presença digital móvel no Brasil, segundo resultado da pesquisa “Mobility Index” 2019, que a consultoria de negócios em mobile Pontomobi divulga anualmente. O “Mindex”, como também é chamado o estudo, avalia o grau de desenvolvimento e maturidade em presença digital das 325 empresas mais valiosas da Economia brasileira, em 42 dos setores mais estratégicos. Entre outras condicionantes, são avaliados quatro tipos de canais de interação móvel: mobile web; aplicativos; plataformas conversacionais; e plataformas sociais. O estudo está na sexta edição e possui recorte único no País.

O “Mindex” classificou as empresas que foram avaliadas no levantamento em ordem crescente, como “mobile beginner”, “mobile basic”, “mobile ready” e “mobile expert”, considerando critérios como otimização, design responsivo e conteúdo. A partir dessa classificação, por meio do estudo foram identificadas as 20 marcas mais “mobile experts” do Brasil.

O bom desempenho do setor bancário foi impulsionado especialmente pelo Itaú, que está no topo da lista dessas TOP 20 pelo segundo ano consecutivo, pelo Bradesco, que ocupa a terceira posição, e Santander a sexta posição.

Os setores de Telecomunicações, Cias. Aéreas, Tecnologia e Benefícios também se destacaram este ano, muito embora, no caso do último setor, tenham caído de posição em comparação aos resultados dos últimos anos. Este ano, um dos destaques mais notórios é também a presença de empresas de varejo entre as TOP 20.

“De maneira geral, houve uma melhora na nota média das marcas para mobile sites, principalmente na otimização dos sites para o ambiente móvel e das plataformas de mensageira devido a abertura do WhatsApp Enterprise. Um dos motivos para o fato dos bancos, telecomunicações e companhias aéreas terem se destacado no estudo é o esforço que esses segmentos realizam para escalar a capacidade de atendimento dos seus clientes em deslocamento”, afirma Léo Xavier, CEO da Pontomobi e Professor da USP, FGV e Insper.

Ainda de acordo com o CEO da Pontomobi, a presença das empresas no mundo mobile está além dos aplicativos, pois o Brasil apresenta um bom cenário para testar e investir em diferentes tendências digitais.

“O ‘Mobility Index’ é como um ‘farol’ que ajuda as marcas brasileiras a se posicionarem no universo digital. É possível entender se o seu setor está entre os mais avançados em tecnologia ou não e, a partir das análises, identificar quais soluções tecnológicas podem alavancar e/ou manter o seu negócio no mercado brasileiro, que está cada vez mais aberto ao desenvolvimento de soluções móveis”, comenta.

Mensageria é a grande tendência de negócios; Whatsapp é maior expoente

O estudo também revela as tendências em tecnologias móveis que devem viralizar como soluções e ferramentas de negócios nos próximos anos.

Uma delas é a mensageria. De acordo com o estudo, Facebook Messenger é o canal mais utilizado pelas marcas, e o WhatsApp entrou neste ano no ranking, devido, principalmente, à abertura do WhatsApp Enterprise.

“WhatsApp é um canal muito forte para marcas interagir com os clientes. Certamente, surgirão muitas empresas exclusivas nessa plataforma. Outro aplicativo que possui vocação transacional incrível é o Instagram, que promete engajar, muito além de relacionamento, novos negócios”, comenta Léo Xavier.

Outros achados do estudo ‘Mindex’:

• Menor rendimento: Empresas do setor Químico, Mineradora e de Agronegócio são as que apresentaram o menor rendimento no estudo;

• Bancos e telecomunicações continuam liderando o ranking:

1ª lugar: Itaú* (pelo segundo ano consecutivo)

2ª lugar: Vivo

3ª lugar: Bradesco

6ª lugar: Santander

7ª lugar: OI

• Grandes Tendências:

WhatsApp Enterprise: Houve uma melhora na nota média das marcas para mobile sites principalmente na otimização dos sites para o ambiente móvel e das plataformas de mensageira devido a abertura do WhatsApp Enterprise. Porém as médias para os Apps caíram, devido à falta de atualização de seus ativos nas lojas.

WhatsApp: 7% das marcas já possuem iniciativas em canais oficiais de WhatsApp, o que demonstra uma grande oportunidade de crescimento nesta plataforma, uma vez que é um canal aonde os usuários passam boa parte do tempo quando estão interagindo com seus celulares;

Mensageria: Facebook MSG é o mais utilizado pelas marcas (93%). WhatsApp entrou neste ano como uma das plataformas para as empresas oferecerem serviços (7%).

Gartner: organizações devem revisar acordos de terceirização para mitigar riscos geopolíticos

O Gartner, Inc., líder mundial em pesquisa e aconselhamento para empresas, alerta que a instabilidade geopolítica pode afetar o mercado global de serviços offshore (atividades e entregas realizados por companhias de fora do país de origem dos contratantes), à medida que os executivos de suprimentos, compras e gerenciamento de fornecedores começarem a revisar suas estratégias para mitigar os riscos em torno dessas operações.

O mercado de terceirização offshore tem sido relativamente estável nos últimos anos, com organizações usando uma combinação de recursos locais e multinacionais com padrões de demanda e oferta bem definidos. No entanto, eventos recentes, como os ataques terroristas do Sri Lanka, a disputa comercial Estados Unidos-China e as tensões políticas em Hong Kong estão aumentando o medo de interrupções na entrega de serviços globalizados.

“A estabilidade política e econômica é um fator importante nos acordos de outsourcing que reúnem entregas feitas por empresas de diferentes países”, diz Jim Longwood, Vice-Presidente de Pesquisa do Gartner. “O Gartner tem recebido cada vez mais perguntas dos clientes com dúvidas sobre como lidar com esses cenários. Eles questionam se é melhor interromper o fornecimento de serviços de um país específico, transferir serviços para outro país ou trazê-los de volta para seus ambientes locais. Cada opção é bastante cara e pode interromper a prestação de serviços em curto e médio prazo.”

Por exemplo, o Gartner estima que a China exporte cerca de US$ 10 bilhões em aplicativos de TI e serviços de processos de negócios, principalmente para a América do Norte, Europa Ocidental, Ásia/Pacífico e Japão. As empresas indianas de terceirização geraram mais de US$ 45 bilhões em serviços globais em 2018.

“Diante disso, como o progresso das negociações comerciais pode prejudicar a capacidade da China de fornecer serviços de TI?”, analisa Longwood. “As preocupações incluem interrupção ou instabilidade potencial na entrega de serviços, aumento de impostos adicionados às taxas de trabalho de exportação e a redução da qualidade dos serviços devido às discussões ‘patrióticas’ por parte da equipe local. No entanto, a instabilidade não se limita à situação dos Estados Unidos e da China. Todas as organizações devem revisar seus acordos de outsourcing estrangeiro e até mesmo de países vizinhos.”

O Gartner prevê que, até 2023, 65% das maiores organizações que usam centros de entrega de serviços no exterior ou em países vizinhos terão adotado uma estratégia de fornecimento multinacional para esses serviços.

Empreender um gerenciamento proativo de riscos para tratar de eventos geopolíticos – As organizações geralmente seguem um bom processo de gerenciamento de riscos como parte de sua diligência quando selecionam pela primeira vez um fornecedor e/ou país para a entrega de serviços, mas frequentemente não dão continuidade a ele. As organizações deveriam monitorar a imprensa do setor, sites de comércio dos governos, sites de imigração e feedback locais, em busca de sinais de problemas iminentes.

Dividir riscos em vários países – O Gartner recomenda que as organizações construam um roteiro para dividir os riscos em vários países e/ou centros de baixo custo locais, incluindo a automação da prestação de serviços. Analistas do Gartner preveem que, até 2022, o potencial de interrupções geopolíticas irá acelerar a adoção da automação inteligente de serviços gerenciados em mais de 25% e estimulará o movimento desses serviços para opções locais mais maduras. As organizações deveriam avaliar proativamente os principais riscos dentro de seu próprio país as opções de curto prazo para os cenários previstos, identificando sinais-chave quando ações significativas forem necessárias.

Criar planos de contingência – Ao usar um grande provedor de entrega regional ou global para fornecer serviços somente daquele país, os planos de contingência geralmente não avaliam adequadamente os cenários de instabilidade geopolítica ou precisam ser atualizados. O Gartner recomenda abordar proativamente esses cenários com o provedor histórico. “Embora você não possa controlar uma interrupção repentina da prestação de serviços devido a eventos inesperados, você pode estar preparado para isso”, afirma Longwood. “Verifique com os provedores de serviços para determinar quais programas de recuperação de desastre eles têm para os clientes e trabalhe com eles para criar um plano viável de continuidade de negócios.”

Como lidar com os 4 principais tipos de chefes difíceis?

Um mau gestor é o principal motivo dos colaboradores pedirem demissão. Ser um bom líder é extremamente importante para o desenvolvimento pessoal da equipe como um todo. Para identificar os perfis de liderança desafiadores, e as principais dicas para construir um bom relacionamento com eles, a Feedback House, plataforma online de gestão da área de recursos humanos, apresenta os mais recorrentes.

Segundo explica Pollini Jorio, sócia da Feedback House, existem 4 principais perfis de liderança que exigem mais dos funcionários. “Não existe ser só um perfil, as pessoas são combinações de vários deles, em maior ou menor escala. O importante é que você descubra como funciona o seu gestor e entenda a melhor forma de lidar com ele no dia a dia.” diz Pollini.

Conheça os 4 perfis de liderança mais desafiadores:

• Centralizador

Trata-se do chefe que não delega, seja porque não confia que alguns colaboradores realizem o trabalho com a mesma competência que ele, seja porque é inseguro e teme se tornar um profissional substituível, caso compartilhe o seu conhecimento. Este perfil costuma ser pouco tolerante a críticas e não gosta de que discordem desta sua forma de agir. O risco de ser liderado por alguém assim é não conseguir se desenvolver ou ter visibilidade na empresa.

Como lidar?

Como ele gosta de ter o domínio da situação, mantenha-o informado das suas tarefas, busque atingir as suas expectativas e tente colocar, pontualmente, que pode ajudá-lo quando ele estiver muito ocupado. Evite expor suas posições de maneira rígida e, ainda, tente colocar para ele, de maneira pontual, a importância da distribuição de atividades para a performance da equipe. Com todos trabalhando juntos, o resultado será ainda melhor,e aos poucos você construirá com ele uma relação de confiança para que você tenha mais espaço

• Autoritário

Costuma ser o dono da verdade, mesmo que deixe todo mundo falar. Na tomada decisão, age como se sempre tivesse razão, inadmitindo errar e dispensando a opinião alheia. Para se proteger, utiliza o ataque como defesa e reage antes que lhe façam uma pergunta que não saiba responder. Costuma ser muito tóxico e desmotivante para a equipe e, na maioria das vezes, é o principal motivo do pedido de demissão de vários colaboradores.

Como lidar?

Antes de desistir e pedir para mudar de setor, ou sair da empresa, reflita se não é possível tentar melhorar o relacionamento. Afinal, se aprender a lidar com esse tipo de chefe, isso te tornará mais flexível e resistente para os próximos trabalhos.

Não perca a calma. Lembre-se de que o mais desafiador é conseguir controlar as emoções. Se estiver no seu limite, é hora de procurar novas oportunidades. Se quiser insistir, após um episódio de intimidação, espere um tempo para se acalmar e só depois procure-o para conversar.

Em vez de acusar, conte o que aconteceu, apontando como você se sentiu e essa é a melhor forma do seu gestor entender o impacto do comportamento dele Esta medida faz parte da estratégia de comunicação não violenta. A importância de se esperar, para buscar esse diálogo, é alcançar a maior neutralidade possível; algo que o calor do momento não permite. Você pode se defender, mas usando um tom profissional.

Se a sua empresa costuma utilizar a ferramenta de feedback, também faça uso deste caminho para mostrá-lo que a sua postura está prejudicando o trabalho da equipe. Além disso, tente se conectar ao time, para que vocês, unidos, consigam se ajudar mutuamente a diminuir os atritos e evitar conflitos.

• Camarada

É aquele que te trata com intimidade, deixando claro que não existem barreiras entre vocês. Talvez a intenção dele seja conquistar a sua confiança, mostrando que pode te apoiar em situações pessoais, mas também pode ser que ele o faça como modo de obter informações sobre você, que em situações normais não conseguiria. É comum serem chefes um pouco indiscretos, curiosos e até intrometidos em certos casos.

Essa proximidade pode facilitar o trabalho, graças à abertura que ele proporciona, mas também pode dificultar, por ser mais complicado separar o relacionamento pessoal do profissional. Aqui a principal dica éque como este chefe evita o conflito, pode ser mais difícil que ele te faça críticas construtivas que ajudem a melhorar o seu desempenho, o famoso feedback de melhoria

Como lidar?

Aos poucos, vá colocando seus limites de aproximação, isto é, responda às suas perguntas, sem entrar muito em detalhes sobre a sua vida. É importante saber diferenciar o relacionamento pessoal do profissional, não se esquecendo de que se trata do seu chefe, por mais amigável que ele seja.

Para superar a ausência de feedback de melhoria, é preciso que você seja direto na solicitação, justificando que você precisa deles para o seu crescimento. Por fim, não descuide das suas responsabilidades, por conta da amizade. Cumprir suas demandas com dedicação contribui para que a boa relação entre vocês se perpetue.

• Permissivo

Um bom chefe é aquele que orienta, direciona, estimula e incentiva seus colaboradores. Um chefe permissivo exagera em demonstrar que é um chefe legal. Parece ser simpático e dinâmico, ao deixar que as coisas aconteçam naturalmente, mas a falta de gestão impede que a organização alcance seus objetivos. Este tipo de chefe evita todo tipo de confronto e dificilmente impõe a sua posição. A consequência é ele ter o respeito da equipe, mas não o seu controle.

Ele costuma não assumir as responsabilidades, quando a equipe deixa de atingir os resultados; é comum culpar a equipe. Gosta de ser reconhecido por sua bondade e costuma se colocar como vítima, quando precisa tomar uma decisão que irá desagradar o grupo. Para este tipo de chefe, um corte ou uma cara fechada podem resultar num afastamento entre ele e seu liderado.

Como lidar?

É preciso impor uma distância segura. Demonstre que você valoriza a proximidade entre seu chefe e você, mas que conhece os limites da relação. Faça seu trabalho com seriedade, mantendo uma postura profissional e evite tirar proveito das circunstâncias, pois isso pode te comprometer.

Independente das cobranças, seja exigente com o seu próprio trabalho. Por exemplo, sugira conversar com calma na hora do almoço, lembrando que ainda não terminou o relatório que ele pediu. Sempre cumpra os prazos e horários combinados e, com isso, se livre de qualquer culpa futura, caso o resultado seja aquém do esperado.

Qual chefe é melhor?

Ninguém é perfeito e sempre haverá pessoas mais fáceis e outras com as quais será mais difícil de se relacionar, mas é possível amenizar os atritos. Embora ter autenticidade contribua para conquistar a confiança do seu chefe, a melhor aposta do liderado é conseguir controlar as emoções e aprender a ter jogo de cintura na relação com a chefia.

“Não importa qual seja a personalidade do seu líder, observe-o e aprenda a trabalhar com ele de uma maneira que beneficie vocês dois. Saiba que você só pode controlar o próprio comportamento e não pode esperar que ele mude, apenas se ele mesmo quiser. A bola está contigo!” conclui Pollini Jorio, sócia da Feedback House.