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A importância de uma política de segurança cibernética para o setor financeiro

Por Franzvitor Fiorim, diretor técnico da Trend Micro Brasil

A segurança e a confiabilidade em gerenciar informações e dados por parte das empresas tem sido um desafio crescente e uma busca constante nos departamentos de TI das organizações. E nas instituições financeiras isso não só não tem sido diferente, como também vem sendo aplicado de maneira urgente e com extrema responsabilidade pelos agentes envolvidos. Isso é fruto de um trabalho constante das autoridades reguladoras em promover um esforço em conjunto para garantir que haja regras claras no atendimento de requisitos de segurança cibernéticos que beneficiem sobretudo o usuário final.

O Banco Central , a partir da resolução Nº 4.658, estabeleceu a obrigação de uma política de segurança cibernética e os requisitos para a contratação de serviços de processamento e armazenamento de dados e de computação em nuvem. Esse foi o passo inicial para que todas as instituições direta e indiretamente envolvidas com o sistema financeiro brasileiro pudessem implementar os cuidados necessários para atingir esse fim. Em vigor desde de 26 de abril de 2018, a resolução obriga as entidades financeiras e demais autorizadas a funcionar pela autoridade monetária a definir, implementar, divulgar e manter política de segurança cibernética com o objetivo de assegurar a confidencialidade, a integridade e a disponibilidade dos dados e seus sistemas.

Isso é extremamente importante quando falamos em qualquer meio corporativo, mas especialmente no setor financeiro. Os pilares da Segurança da Informação, formados pela tríade disponibilidade, integridade e confidencialidade, são base fundamental de qualquer política de segurança cibernética e de proteção de dados e informações sensíveis. Abrir mão de uma política bem implementada com bases nesses três fundamentos significa consequências gravíssimas, como perdas financeiras, danos operacionais e quebra de confidencialidade.

O conteúdo da resolução do Banco Central estipula que a política de segurança cibernética deve atender, no mínimo, os objetivos de segurança, os procedimentos e os controles adotados para reduzir a vulnerabilidade da instituição. Isso significa dizer incidentes, ameaças e risco de fraudes. Ademais, falamos também de controles específicos, incluindo os voltados para a rastreabilidade da informação, que busquem garantir a segurança das informações sensíveis, o registro, a análise da causa e do impacto. Isso é importante para promover respostas rápidas e ao atendimento às regras de compliance e governança.

Um recente estudo da Trend Micro abordou os aspectos de fortalecimento da segurança de modo a garantir a conformidade no setor financeiro. Essa pesquisa ressaltou que a tecnologia da informação evoluiu rapidamente e os desafios para manter o parque computacional atualizado são conhecidos pelos profissionais de TI. Pensando em um equilíbrio entre elasticidade e custo, obtido no modelo conhecido como pay-as-you-go, várias instituições aderiram à computação em nuvem. Segundo a empresa de pesquisa Gartner, o uso de nuvem pública deve crescer 17% em 2020 e atingir US﹩ 331 bilhões ao final de 2022 em todo o mundo. Segundo o estudo, o setor financeiro também segue essa tendência, porém os desafios encontrados aí, como confidencialidade, integridade, disponibilidade e conformidade com a legislação e as normas aplicáveis têm suas próprias características.

Com esse cenário posto, encontramos um desafio ainda mais na implementação de uma política de segurança cibernética que consiga ter uma visão em tempo real de todos esses aspectos, encontrando sinergias com a aplicação das operações em ambiente de nuvem. O Banco Central diz que é fundamental que as instituições tenham pleno atendimento aos pontos da regulação, como controles específicos para a rastreabilidade da Informação, autenticação, criptografia, prevenção e tratamento dos incidentes (incluindo vazamento de dados), controle e classificação dos dados e das informações, entre outros aspectos.

Por isso, mais do que nunca, as instituições precisam, de forma mandatória, promover a realização periódica de testes e varreduras para detecção de vulnerabilidades, estabelecer mecanismos de rastreabilidade, controles de acesso e segmentação da rede de computadores e manutenção de cópias de segurança dos dados e das informações, além de criar rotinas, procedimentos, controles e tecnologias a serem utilizados na prevenção e na resposta a incidentes, em conformidade com as diretrizes da política de segurança cibernética. Isso tudo exige não apenas expertise e know-how, mas um amplo arcabouço de soluções tecnológicas que amparem a sua aplicabilidade.

O que vemos hoje é um ambiente extremamente nocivo do ponto de vista de ameaças que as organizações estão enfrentando, especialmente quando pensamos em ameaças direcionadas aos seus dados corporativos. E para além disso, há uma infinidade de requisitos de compliance de segurança exigidos pelas regulamentações governamentais e do setor. Seja a Resolução 4.658, do Banco Central, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e o Padrão de Segurança de Dados (Data Security Standard, DSS) do Setor de Cartões de Pagamento (Payment Card Industry, PCI), entre outras, ter ampla visibilidade e garantindo que estão em conformidade, isso em ambiente de nuvem, é peça-chave para garantir a segurança dos ambientes corporativos.

Em suma, garantir que a autenticação, a criptografia, a prevenção e a detecção de intrusão e a prevenção de vazamento de informações estejam asseguradas, além de promover a realização periódica de testes e varreduras para detecção de vulnerabilidades, a proteção contra softwares maliciosos, o estabelecimento de mecanismos de rastreabilidade, os controles de acesso e de segmentação da rede de computadores e a manutenção de cópias de segurança dos dados e das informações. Todos esses pontos são de extrema importância para formar o que chamamos de política de segurança cibernética robusta e que proteja tanto a operação como integridade dos dados dos clientes.

Franzvitor Fiorim, diretor técnico no Brasil da Trend Micro, líder global em cibersegurança

Gartner anuncia queda de 20% nas vendas de smartphones no primeiro trimestre de 2020 devido ao impacto do COVID-19

O Gartner, Inc., líder mundial em pesquisa e aconselhamento para empresas, anuncia que as vendas globais de smartphones para usuários finais caíram 20,2% no primeiro trimestre de 2020. As medidas globais de restrição de mobilidade combinadas com a incerteza econômica provocada pela pandemia do COVID-19 levaram à demanda por smartphones ao colapso. Nesse contexto, os consumidores pararam de gastar em produtos não essenciais durante o primeiro trimestre.

“A pandemia de coronavírus fez com que o mercado global de smartphones experimentasse seu pior declínio de todos os tempos”, diz Anshul Gupta, Analista Sênior de Pesquisa do Gartner. “A maioria dos principais fabricantes chineses e a Apple foram severamente impactados pelo fechamento temporário de suas fábricas na China e pela redução dos gastos dos consumidores devido às restrições de mobilidade nas cidades e países do mundo inteiro.”

Samsung, Huawei e Oppo registram os piores desempenhos entre os cinco principais fornecedores de smartphones do mercado global – Todos os cinco principais fabricantes de smartphones registraram forte declínio no primeiro trimestre de 2020, exceto a Xiaomi. As fortes vendas de dispositivos Redmi nos mercados internacionais e o foco agressivo no canal on-line levaram a Xiaomi a obter taxas de vendas melhores que o esperado. Embora as vendas de smartphones da Samsung tenham caído 22,7% no primeiro trimestre de 2020, a empresa ainda manteve o primeiro lugar da lista, com 18,5% de participação de mercado.

 

A Samsung ampliou o estoque de seus produtos nos canais de venda, como  preparação para os lançamentos de seus novos smartphones neste período, mas seu ineficiente canal on-line combinado com o bloqueio da mobilidade nas cidades levou a companhia a registrar vendas muito mais fracas para os usuários finais do que no canal. “O COVID-19 impactou negativamente as vendas de smartphones da Samsung durante o trimestre. No entanto, o declínio poderia ter sido muito pior”, avalia Gupta. “Sua presença limitada no mercado chinês e a localização de suas fábricas fora da China impediram uma queda mais acentuada.”

A Huawei, por sua vez, registrou o pior desempenho entre os cinco principais fornecedores mundiais de smartphones no primeiro trimestre de 2020. As vendas de smartphones caíram para 42,5 milhões de unidades, uma queda de 27,3% na comparação ano a ano. Mesmo com seu primeiro declínio nas vendas de smartphones, a Huawei manteve a segunda posição, com 14,2% de participação de mercado.

“A Huawei terá um ano desafiador”, prevê o analista do Gartner. “Ela desenvolveu o ecossistema do Huawei Mobile Service (HMS), mas com a falta de aplicativos populares do Google e da loja Google Play, é improvável que a Huawei atraia novos compradores de smartphones nos mercados internacionais”.

Embora a Apple não seja tão dependente da China quanto a Huawei, Oppo ou Vivo, ela enfrentou restrições de fornecimento e fechamento de lojas que impactaram negativamente as vendas do iPhone no primeiro trimestre de 2020. No entanto, o impacto da pandemia foi menos significativo do que em outros fornecedores. As vendas do iPhone, da Apple, caíram 8,2%, totalizando 41 milhões de unidades no primeiro trimestre de 2020.

“A Apple teve um forte início de ano, graças à sua nova linha de produtos, que teve um forte impulso globalmente. Se o COVID-19 não acontecesse, a empresa provavelmente teria visto suas vendas de iPhone atingirem um nível recorde neste trimestre. As interrupções na cadeia de suprimentos e o declínio dos gastos do consumidor, no entanto, interromperam essa tendência positiva em fevereiro”, explica Annette Zimmermann, Vice-Presidente de pesquisa da Gartner. “A capacidade da Apple de atender clientes por meio de suas lojas on-line e sua produção voltando aos níveis quase normais no final de março ajudaram a recuperar parte do impulso positivo inicial”.

As vendas de smartphones da Oppo caíram 19,1% no primeiro trimestre de 2020. A distribuição off-line da Oppo, que é um de seus pontos fortes, foi afetada pelo fato de o trabalho em casa obrigar consumidores e empresas a comprar produtos on-line. Para aumentar suas vendas e participação de mercado, é fundamental que a Oppo fortaleça seu canal de vendas digital.

Pandemia do Covid-19 acelera uso dos canais digitais nos bancos

Em painel no segundo dia do CIAB LIVE 2020, executivos das principais instituições financeiras do país destacam crescimento do mobile banking e plataformas de inteligência artificial e de investimentos

O painel contou com a presença de Maurício Minas, membro do Conselho de Administração do Bradesco; Estevão Lazanha, diretor de Engenharia de Canais do Itaú Unibanco; Gustavo Fosse, diretor de Tecnologia do Banco do Brasil; Cláudio Salituro, VP de Tecnologia da Informação da Caixa; Marino Aguiar, CIO do Santander; e João Dantas, CFO do BTG Pactual.

Mauricio Minas destacou que as plataformas digitais do Bradesco tiveram crescimento acentuado no período de pandemia. O banco digital do grupo, o Next, por exemplo, registrou crescimento de 46% nas transações, enquanto a plataforma de investimentos Ágora teve salto de 76%. Já a plataforma de inteligência artificial do banco, a BIA, teve 25% de aumento na demanda, enquanto as operações de mobile banking cresceram mais de 30%.

Lazanha contou que o uso dos canais digitais cresceu de forma espantosa durante a pandemia em sua instituição. Como exemplo disso, mencionou que três quartos das novas contas abertas pelo Itaú Unibanco nos três últimos meses foram pelo mobile banking, como evolução da jornada de atendimento pelo aplicativo.

O número está em linha com os resultados da Pesquisa FEBRABAN de Tecnologia Bancária – também apresentados no CIAB LIVE que apontam que as transações bancárias feitas por pessoas físicas pelos canais digitais -internet e mobile banking- foram responsáveis por 74% das operações em abril, um mês após o início da quarentena e das medidas de isolamento social.

Gustavo Fosse, do Banco do Brasil, destacou que setor financeiro brasileiro é referência por ser um dos que mais utiliza tecnologia de ponta. Durante a pandemia, os clientes puderam explorar essa capacidade das instituições financeiras de estarem na vanguarda tecnológica. No BB, ele informa que as transações pelos canais digitais durante a pandemia cresceram 76%.

Para os participantes do painel, a crise sanitária contribuiu para acelerar mais ainda a transformação digital no setor financeiro. Salituro, da Caixa, contou que a pandemia foi uma oportunidade para colocar em prática rapidamente projetos que já vinham sendo discutidos pelo banco, mas que dependiam da mudança de cultura.

Quando chegou a pandemia, e consequentemente o período de distanciamento social, muitas dessas iniciativas precisaram ser lançadas em poucos dias. Ele menciona o desenvolvimento de dois aplicativos para atendimento da plataforma do auxílio-emergencial do governo e da liberação do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para alcançar o cliente onde quer que ele estivesse.

Ao analisar a mudança de comportamento do cliente durante a pandemia, Aguiar, do Santander Brasil, reforça a necessidade de implementação de novas tecnologias como o PIX, novo sistema de pagamento instantâneo do Banco Central, e open banking para facilitar a entrega de serviços. Ele explicou que o banco espanhol pode importar muitas inovações de outros mercados para implementações no Brasil.

Na visão de Dantas, do BTG Pactual, toda crise exige mudanças. Porém, o executivo avalia que o setor financeiro, por ser um dos que mais investe em tecnologia, estava mais preparado para atender os clientes nesse momento de mudança de comportamento em relação ao uso de plataformas digitais.

Fraudes e cibersegurança

O painel “As novas tentativas de fraudes e ameaças cibernéticas durante a crise” fechou o segundo dia do CIAB FEBRABAN Live 2020.

Participaram: Adriano Volpini, head de Corporate Security do Itaú Unibanco, Bruno Fonseca, superintendente-executivo de Prevenção a Fraudes do Bradesco, Álvaro Teófilo, head de Segurança do Santander, Jorge Krug, head de TI do Banrisul, Fabrizio Pinna, superintendente-executivo do Bradesco, e Ednaldo Oliveira, gerente nacional de Segurança Tecnológica da Caixa.

A conscientização dos clientes quanto aos riscos sobre golpes virtuais é a principal arma dos bancos para combater a ação dos fraudadores, concluíram os palestrantes do painel.

Segundo Bruno Fonseca, superintendente-executivo de Prevenção a Fraudes do Bradesco, não foram registrados casos de quebra de criptografia ou de sigilo de dados durante a pandemia. “Em praticamente todos os casos, trata-se de engenharia social. O fraudador ensina o cliente a cair no golpe virtual.” Para conscientizar seus clientes, o Bradesco lançou uma cartilha com os 10 golpes mais comuns, que vão desde a criação de um “chat” fake até o velho golpe do motoboy.

Para minimizar os riscos, é essencial conscientizar os clientes. “Educação digital é o caminho mais eficiente”, definiu Adriano Volpini, do Itaú Unibanco.

Como fica o trabalho remoto com a retomada das contratações?

A pandemia da Covid-19 teve um enorme impacto em nossas vidas profissionais e novos dados do LinkedIn, a maior rede profissional do mundo, mostram que o novo padrão de trabalho remoto pode ter vindo para ficar, num momento em que a curva de contratações no Brasil dá sinais de estabilidade.

O LinkedIn constatou que a busca por trabalho remoto aumentou 60% em todo o mundo desde março. No Brasil, as visualizações das vagas de trabalho remotas são 1,67 vezes maiores em comparação ao período anterior ao isolamento. O levantamento também mostra que as empresas deveriam repensar suas formas de trabalho, como manter a indicação das formas de cumprimento da jornada de trabalho (o famoso horário comercial, das 9h às 18h), já que as vagas na para o trabalho remoto, com flexibilidade de horário, são 4,92 vezes maiores – um aumento de 392% desde meados de março deste ano.

Essa mudança no perfil de busca por trabalho vem acompanhada de um momento de estabilidade na taxa de contratação registrada pela Plataforma. O LinkedIn analisa esse movimento globalmente. No Brasil, a análise mostra o desempenho das contratações entre 12 de fevereiro e 17 de junho deste ano. Globalmente, as contratações apresentam estabilidade e até mesmo recuperação em alguns países, como China e Cingapura, nas últimas 6 semanas em comparação às quedas registradas entre março e abril. A análise mostra que países como Austrália, Estados Unidos, Reino Unido e Brasil as taxas de contratação estão estáveis e mostram otimismo desde o início de junho.

O Brasil pode ver sinais positivos no mercado de trabalho já que algumas empresas estão se preparando para uma volta gradual de seus negócios. Essa tendência pode ser também motivada pelo relaxamento das medidas de isolamento do comércio e da quarentena, mas que só poderá ser confirmada ao longo das próximas semanas, uma vez que ainda há uma grande variação nas determinações de abertura impostas por diferentes Estados. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que o desemprego saltou de 11,2% até janeiro deste ano para 12,2% no primeiro trimestre de 2020 tendo como um dos motivadores a pandemia, uma vez que a saída para a procura por trabalho diminuiu em atendimento ao isolamento social.

Taxa de contratação do LinkedIn – picos e quedas geralmente são causados por feriados nos países. No Brasil, historicamente o feriado de Carnaval afeta as análises. Entre o final de fevereiro 3 início de março deste ano, houve um pico de contratações para posições em diversas indústrias, como o varejo, serviços, entretenimento e audiovisual. O feriado do Dia do Trabalho também afetou a China do final de abril ao início de maio e o feriado da Páscoa afetou muitos países em meados de abril.

Apesar da variação na taxa de contratação ao longo da quarentena, a busca por recolocação profissional na Plataforma continuou sendo registrada com uma crescente mudança no perfil de pesquisa, sendo que as vagas remotas ganharam mais atenção. As 10 principais vagas para trabalhos remotos mais procuradas no Brasil:

• Representante de Suporte ao Cliente (Call Center)
• Gerente de Contas
• Engenheiro
• Analista de Negócios
• Engenheiro de software sênior
• Desenvolvedor de aplicativos
• Executivo de Vendas
• Desenvolvedor
• Engenheiro de software Java
• Arquiteto

“Estamos em um ponto de inflexão no qual as pessoas estão começando a perceber que desejam a flexibilidade de um cargo remoto para trabalhar da maneira que melhor lhes convier – seja evitando trânsito ou um transporte público lotado, ou ser capaz de passar mais tempo com a família. Os empregadores também estão começando a pensar sobre, já que a produtividade do home office foi comprovada, e há cada vez mais cargos remotos disponíveis para candidatura no LinkedIn. Embora seja improvável que signifique o fim do escritório, não tenho dúvida de que a noção de trabalho verdadeiramente flexível está aqui para ficar”, destaca Milton Beck, diretor geral do LinkedIn para América Latina.

Metodologia da análise dos dados

Em relação ao trabalho remoto, fizemos análises por meio do uso de palavras-chave (por exemplo: trabalho remoto e trabalho em casa) em diferentes idiomas buscamos entender como o comportamento dos candidatos na busca por emprego está mudando. Para a maioria das vagas de trabalhos remotos, o LinkedIn examinou todos os trabalhos remotos que receberam candidaturas e os classificou pelo crescimento de todos os demais postos de trabalhos abertos em 2020, antes e depois de 1º de março de 2020.

Quanto à taxa de contratação, nós analisamos a porcentagem de usuários do LinkedIn que adicionaram um novo empregador ao seu perfil no mesmo mês em que começaram no novo trabalho em relação ao total de usuários do LinkedIn naquele país. A análise leva em consideração possíveis atrasos nos usuários que atualizaram seus perfis e cria índices dessazonalizados. Nessa análise, utilizamos dados de 12 de fevereiro de 2020 até 17 de junho de 2020.

Startups buscam empresas juniores para consolidar negócio

Segundo a Associação Brasileira de Startups, o Brasil tem – em média – 12.700 startups, um crescimento de 27% em relação ao ano de 2018. O crescimento vem acompanhando o desenvolvimento das Empresas Juniores no mercado, que registraram um aumento de 16% no número de empresários, segundo a Confederação Brasileira das Empresas Juniores. Dois modelos de negócios que apresentam muitas características em comum e que, muitas vezes, se complementam e consolidam os negócios.

Apesar das diferenças, onde as startups são empresas que buscam explorar atividades inovadoras no mercado e têm como objetivo gerar lucro, e as empresas juniores, um modelo que realiza atividades presentes no mercado atual, sem fins lucrativos e gerida exclusivamente por alunos do ensino superior, as duas formas de negócio podem usufruir de uma relação mutualista.

Segundo Luan Donadio, assessor da área de projetos da Poli Júnior – empresa júnior de engenharia da USP – muitas vezes, uma startup necessita de um serviço proveniente de outras empresas, e pode ser muito inteligente comprar produtos ou até fechar parcerias com empresas juniores. No caso da Poli Júnior, o custo dos projetos são até 60% abaixo do valor cobrado pelas empresas sêniores e, normalmente, como as startups têm orçamentos menores, essa parceria pode ser crucial para a sobrevivência da mesma. “Dentro das EJs, os membros das startups podem encontrar mentes inovadoras para auxiliar e participar da idealização de inovações, o que é muito interessante para esses negócios que apresentam uma grande necessidade de se modernizar no mercado”, comenta.

Para as empresas juniores, essa união também é benéfica. “Devido a aproximação com a realidade de outras empresas, podemos agregar conhecimento voltado para o nosso próprio crescimento e trazer muito mais desenvolvimento para os membros, que ganham interesse pela área e acumulam repertório. Além disso, essa afinidade pode resultar em um ou vários clientes fidelizados para comprar projetos e contribuir para o progresso da empresa”, explica Donadio.

Dentro da Poli Júnior, um bom exemplo é o desenvolvimento na realização de projetos para startups na área de fintech, fazendo pesquisas em busca de ideias para esse negócio. Apesar de ser uma aproximação recente, a oportunidade de mostrar o desempenho e a capacidade da Poli Júnior trouxe como resultado a fidelização de novos clientes para a realização de futuros projetos.

Para mais detalhes, acesse o site: http://www.polijunior.com.br/ .

BRQ Digital Solutions firma parceria com Tableau Software

O objetivo das empresas é integrar seus serviços para auxiliar os clientes BRQ na gestão de dados

A BRQ Digital Solutions acaba de anunciar a Tableau Software, companhia americana recentemente adquirida pela Salesforce, líder no desenvolvimento de softwares para visualização de dados, como parceira. Reconhecida como uma das maiores empresas de tecnologia do país, há 27 anos a BRQ apoia a digitalização de organizações líderes em seus setores e, a partir dessa união, pretende implementar as soluções da Tableau em seus clientes os auxiliando a ver, entender e aproveitar todo o potencial dos seus dados.

“A Tableau ajuda as pessoas a ver e a entender seus dados, portanto é uma plataforma de análise completa e avançada. Por mostrar de maneira clara e objetiva as informações estratégicas das empresas, é possível ter um controle mais de perto de toda gestão e isso auxilia muito na operação como um todo”, comenta Alexandre Mariano, head de Advanced Analytics da BRQ.

A parceria entre as empresas funcionará da seguinte forma: a BRQ será parceira de vendas de Software da empresa americana aqui no Brasil e auxiliará na fase de implementação. “Nosso objetivo é levar a cultura data driven e novas tecnologias para dentro das empresas e acreditamos que parcerias como essa auxiliam em todo o processo, agregando muito mais valor a análise de dados. Com a Tableau, a empresa pode compartilhar e gerenciar dados e informações na infraestrutura local ou na nuvem com facilidade e usufruir de recursos como mapeamento e análise de pesquisas e dados de séries temporais”, finaliza Alexandre.

Como verificar se a assinatura digital de um documento está válida?

Por conta da pandemia, aumentou o número de empresas de diferentes mercados e, até mesmo, pessoas físicas (principalmente advogados), que adotaram a assinatura digital para formalizar documentos. Gerada a partir do uso do Certificado ICP-Brasil, ela dispensa o uso do papel e da presença física, tornando-a um meio eficiente para manter os negócios em dia em tempos de distanciamento social. Mas como saber se uma assinatura digital é válida?

Segundo Marcio D’ávila, consultor técnico e especialista em identificação digital da Certisign, o primeiro passo é verificar se, de fato, o documento foi assinado por meio de um Certificado ICP-Brasil. “Não é raro as pessoas confundirem assinatura digital, com assinatura digitalizada. A primeira tem validade jurídica prevista na legislação. Já a segunda é meramente uma imagem atrelada e um documento e não tem valor comprobatório”.

Ele explica que para ter validade jurídica o documento precisa conter algumas informações específicas que são provenientes da Certificação, como a chave pública do Certificado ICP-Brasil, data e hora em que ocorreu a assinatura, os detalhes de quem assinou, o QR Code para validar o documento, além de outros dados referentes à autenticação.

Recebeu um documento assinado digitalmente. E agora?

“Um documento eletrônico assinado digitalmente deve ter sua validade atestada por meio de um verificador. É neste momento em que serão apresentadas as informações atreladas ao Certificado utilizado para a assinatura digital. É por meio do verificador também que se pode conferir a autenticidade do documento, pois se tiver ocorrido qualquer alteração no intervalo entre a assinatura e o envio ao destinatário, o verificador apontará como assinatura invalida”.

Tem custo verificar uma assinatura digital?

Depende do sistema. No Portal de Assinaturas, por exemplo, não há custo. Se o documento tiver sido assinado na plataforma, basta informar o número de protocolo. Caso tenha sido formalizado em outro sistema, basta submeter o arquivo para o verificador checar as informações.

Wayra completa 8 anos investindo e escalando startups no Brasil

Neste ano, a Wayra, hub de inovação aberta do grupo Telefónica e uma iniciativa Vivo, completa 8 anos de atuação no Brasil. Desde a chegada ao país em 2012, inicialmente como uma aceleradora, a Wayra tem apostado e investido no empreendedorismo brasileiro. Até hoje, foram mais de R$ 15 milhões investidos em mais de 75 startups de diversas áreas.

O sucesso da Wayra fica latente no bom desempenho das startups do portfólio e nas principais saídas, como o super exit da Teravoz, que retornou mais de 30 vezes o capital investido ao ser adquirida pela Twillio no início do ano, entre outros exits que praticamente retornaram todo o capital já investido pela Wayra no Brasil.Tem sido uma longa e bem-sucedida jornada, mas assim como as grandes startups, a Wayra também começou pequena, como uma faísca de uma grande ideia que precisava de uma excelente execução. De um pequeno prêmio, a Wayra se tornou um importante Corporate Venture Capital, com um fortíssimo time nos bastidores.

Acelerando e escalando startups

A Wayra iniciou em 2012 no Brasil como uma aceleradora de startups, que de pouco em pouco – com um trabalho árduo em equipe -, se tornou uma aceleradora reconhecida, atraindo as melhores startups e mantendo um bom contato com os investidores, oferecendo um ciclo completo de desenvolvimento para as empresas das primeiras turmas de aceleração, que muitas vezes nem mesmo compreendiam o conceito de “startup”, como a Qranio, uma das primeiras investidas da Wayra no Brasil.

Com duração de 12 meses, os programas de aceleração da Wayra se dividiam em duas etapas, causando uma sobreposição entre as turmas que estavam “graduando” e as que estavam “iniciando”, o que gerava uma troca muito positiva entre os empreendedores “entrantes” e “de saída”. Aos poucos, o modelo de aceleração da Wayra se provou positivo para ajudar a “engrenar a primeira marcha” de muitas startups brasileiras, profissionalizando o setor. Samir Iásbeck, por exemplo, CEO da Qranio, conta que ser uma startup investida da Wayra foi um divisor de águas para a Qranio, o que fez a empresa chegar em outro patamar.

Com o passar dos anos, a Wayra percebeu que não era mais preciso oferecer programas de aceleração para incentivar o empreendedorismo local. Chegara a hora de fazer investimentos mais robustos, ainda que menos frequentes, em empresas em estágios mais maduros, para apoiá-las no processo de escalar suas operações. Com as empresas já atuando com “mais velocidade”, o ambiente empreendedor brasileiro finalmente atingiu a maturidade necessária para começar a discutir sobre escalar negócios em startups mais desenvolvidas.

De aceleradora para hub de inovação aberta da Vivo

Por isso, em 2018, tudo mudou. A Wayra deixou de ser uma aceleradora para focar na melhoria dos negócios, reforçando a atuação em escala internacional, o escalamento das entregas e a geração de novos negócios e contratos com grandes corporações. Como consequência desse novo posicionamento, a Wayra também passou a focar em startups em estágio mais maduro, com potencial para se tornarem parceiras ou fornecedoras do grupo Telefônica/Vivo. Hoje, cerca de 20% das investidas da Wayra fazem ou fizeram negócios com a empresa.

O resultado do bom trabalho também fica evidente nos exits, principalmente a partir de 2019, com as saídas da Pier e da Mediação Online (Mol), e os consolidados neste primeiro semestre de 2020, com o super exit da Teravoz após ser adquirida pela Twillio e a saída recente da Gupy. A qualidade das novas entrantes para o portfólio, como é o caso da Docket e VOLL (recém-investida), também refletem o foco na escalabilidade dos negócios, que já chegam à Wayra em estágios mais maduros, buscando internacionalizar e alavancar seus produtos.

O amadurecimento da Wayra acontece não apenas na busca de startups investidas que estejam mais prontas para serem escaladas, mas também no aumento do valor dos investimentos feitos e das conexões que proporciona para as startups do portfólio seja com a Vivo ou outras corporações, fundos de investimentos e parceiros. No início da jornada da Wayra, o ticket de investimento nas startups girava em torno de R$ 96 mil por empresa, valor que hoje foi catapultado para até R$ 1 milhão por startup.

Startups mais incríveis, exits mais extraordinários

O grande desafio da Wayra, desde 2012, tem sido conseguir cumprir com a sua missão de promover inovação aberta, conectando mercado e empreendedores. Felizmente, essa missão tem sido continuamente cumprida. “Temos conseguido resultados espetaculares na estratégia de investimentos. A inovação aberta precisa de paciência para que as startups que a Wayra investe possam amadurecer e conseguir resultados tanto de negócios quanto de retorno dos investimentos”, detalha Miguel Arias, diretor de empreendedorismo global da Telefônica.

Agora, depois de 8 anos “empreendendo” com os empreendedores, a Wayra inicia uma nova fase, com mais abertura do ecossistema para parceiros públicos e provados no Brasil. “Queremos trazer startups ainda mais incríveis, celebrar novos exits extraordinários e continuar ajudando empreendedoras e empreendedores a fazer negócios com grandes empresas”, almeja Carol Morandini, head de portfólio e country manager interina no Brasil.

E se depender da determinação da Wayra, tudo isso tende mesmo a acontecer: nem mesmo a pandemia segurou os investimentos do hub, que só no último semestre fez mais de 12 novos investimentos, demonstrando a firmeza da promessa de continuar apostando nos ecossistemas inovadores da América Latina e da Europa. “O Brasil é não apenas um mercado chave pra Telefónica como grupo, mas é também um dos ecossistemas mais vibrantes do mundo. Por isso, estamos animados em continuar superando as barreiras para ajudar a escalar as startups do país”, promete Arias.

Da mesma forma que as startups do hub também precisaram passar por estágios de criar projetos piloto, de pivotar seus negócios e ajustar suas formas de atuar para conseguirem escalar, assim também tem sido com a Wayra, que hoje se vê pronta para deslanchar. “Assim como o mundo, a Wayra também está em constante mudança. Quem não inova, morre mesmo. Felizmente, a Wayra está preparada para continuar viva por muitos mais anos, trazendo ainda mais oportunidade e incríveis exits para o nosso portfólio”, celebra Morandini.

 

Você sabe como evitar ataques de phishing?

Os ataques de phishing têm sido uma das ameaças mais utilizadas pelos cibercriminosos para fazer vítimas e conseguir informações pessoais e acesso a dados bancários dos usuários da internet. Pensando na prevenção deste tipo de ataque, a ESET, empresa líder na detecção proativa de ameaças, compartilha algumas dicas feitas pelo especialista em segurança da informação, Daniel Cunha Barbosa, sobre como evitar ser vítima dessa ameaça digital.

“Sempre nos preocupamos em trazer informações diversas para que nossos leitores possam ficar atentos aos diferentes ataques e formas de proteção contra cada um deles”, explica Barbosa.

Focadas em casos de engenharia social, as dicas contextualizam a realidade atual, trazendo situações que têm sido mais recorrentes nos conteúdos produzidos pelos criminosos. Confira as situações e como resolver, com segurança, cada uma delas:

Situação 1: Você recebe um e-mail informando que sua compra foi aprovada e que agora deve acompanhar a entrega de seu produto, mas você não se lembra de ter efetuado nenhuma compra.

A dica, neste caso, é desconfiar. Não importa quão urgente um e-mail ou mensagem pareçam, é sempre possível validá-los de outra forma que não a sugerida em seu conteúdo, seja acessando o site oficial da empresa vinculada à informação ou ligando diretamente para a marca citada na mensagem.

Situação 2: Você recebe outro e-mail, agora contendo uma ameaça. Desta vez, o criminoso informa que possui suas senhas e diversas imagens íntimas. Para não divulgar as informações, ele exige que um pagamento em bitcoins seja feito.

A melhor atitude é fazer a alteração imediata das suas senhas em todas as páginas e serviços nos quais a combinação estava sendo utilizada, substituí-la por uma chave única e robusta, habilitando o duplo fator de autenticação para um acesso mais seguro.

Situação 3: Você recebe um link encurtado de um de seus amigos no WhatsApp, informando sobre uma promoção imperdível de um produto que já estava querendo comprar. Ao acessar a página, ela parece lenta, mas acaba abrindo.

Conforme a ESET, muitas páginas hospedam scripts que rodam sem o consentimento do usuário e podem trazer sérios riscos à segurança. É importante possuir soluções de proteção instaladas em todos os smartphones, computadores e tablets para minimizar as ameaças de navegação.

Situação 4: Você recebe uma ligação de alguém que diz ser do seu banco. Essa pessoa diz que precisa da confirmação de seus dados cadastrais completos, como nome e sobrenome, CPF, RG e telefone, para uma atualização do sistema.

Apesar de parecer uma situação urgente, é preciso ter calma. Isso porque, quando empresas sérias entram em contato, sempre fazem validações de dados menos sensíveis, como data de aniversário, e sempre informando uma parcela dos dados antes de pedir que os clientes informem o restante. Por isso, nunca forneça seus dados completos.

Situação 5: Alguém entra em contato via telefone para informar que você ganhou um prêmio. Mas, para poder recebê-lo, você precisa informar o código que será enviado ao seu celular. Você nota que o código acabou de chegar em seu telefone.

Essa é uma das situações mais comuns de ataque utilizada pelos cibercriminosos. A atitude mais adequada é realmente não fornecer o código. Os criminosos normalmente tentam clonar contas dessa forma e, se analisarmos o código da promoção que eles estão pedindo, normalmente é a validação de algum serviço online. É possível ver isso lendo por completo o SMS recebido, que quase sempre dá indicativos de quais serviços os criminosos estão querendo se apossar.

“A principal dica, para todos os casos, é a atenção do usuário quanto às situações que se apresentam. É importante sempre checar a veracidade de mensagens e e-mails e ter certeza de que quem está do outro lado da linha é alguém confiável. Assim, é possível aproveitar as facilidades da tecnologia sempre mantendo a segurança dos dados e a privacidade dos usuários”, finaliza o especialista da ESET.

Mastercard adquire Finicity para desenvolver sua estratégia de Open Banking

A Mastercard anunciou hoje que firmou contrato para adquirir a Finicity, uma provedora de acesso em tempo real a dados e insights financeiros líder na América do Norte. O preço de compra foi de US$ 825 milhões e os acionistas da Finicity poderão ganhar até US$ 160 milhões adicionais, se as metas de desempenho forem cumpridas.

A incorporação da tecnologia complementar e das equipes da Finicity fortalecem a plataforma existente de open banking da Mastercard para permitir e assegurar uma maior variedade de serviços, reforçando as parcerias de longa data da empresa e o seu compromisso com instituições financeiras e fintechs em todo o mundo.

O sistema de Open Banking oferece aos consumidores e empresas um maior controle sobre seus dados financeiros. Isso engloba determinar como e onde terceiros – como fintechs ou outros bancos – podem acessar essas informações para fornecer novos serviços, como programas de gestão financeira ou realizar pagamentos em seu nome.

Há vários anos, a Mastercard vem investindo cada vez mais nesse espaço, incluindo o lançamento, em 2019, de um conjunto de soluções abrangentes de Open Banking na Europa. A união desses esforços com as plataformas de tecnologia da Finicity, como o Quicken Loans Rocket Mortgage e o Experian Boost, tem o potencial de moldar a próxima geração de serviços bancários abertos.

“O sistema bancário aberto é uma tendência global crescente e um espaço estrategicamente importante para nós. Com a incorporação da Finicity, esperamos não apenas progredir em nossa estratégia de open banking, mas também aprimorar a forma como apoiamos e aceleramos a economia digital de hoje em vários mercados”, disse o Presidente da Mastercard, Michael Miebach. “A Finicity possui um negócio comprovado, construído em parcerias com milhares de bancos e fintechs, assim como nós. Também possui o mesmo compromisso que temos com práticas de dados centradas no consumidor, garantindo que ele tenha o poder de decisão sobre como e onde suas informações devem ser usadas. Com o uso de APIs bancárias abertas da próxima geração e de aprovações claras do consumidor, essas informações financeiras oferecem processos simplificados de empréstimos e hipotecas, além da realização rápida de pagamentos com base em contas e soluções de gestão de finanças pessoais”.

“Desde a nossa fundação, Nick Thomas e eu focamos no desenvolvimento de uma tecnologia líder do setor e na construção de uma organização que capacite consumidores e organizações a entender, gerir e usar seus dados financeiros para melhorar sua vida financeira”, disse o CEO e cofundador da Finicity, Steve Smith. “Permitir que as pessoas acessem e controlem seus dados, garantindo as melhores práticas para protegê-los, continuará impulsionando uma tremenda inovação que aumenta a educação, a inclusão e a saúde financeira. Essa parceria com a Mastercard nos ajuda a acelerar essa missão globalmente”.

Racional Estratégico da aquisição:

– Promove a Mastercard como um forte parceiro bancário aberto para fintechs e instituições financeiras. A tecnologia da Finicity e seus funcionários aprimorarão as soluções de Open Banking existentes na Mastercard, permitindo que se expandam na América do Norte e em outras regiões importantes. Hoje, o Open Banking da Mastercard na Europa possui conexões com mais de 1.800 instituições financeiras. Com uma conexão direta com o ecossistema bancário, de empréstimos e de gestão de patrimônio da América do Norte, a Mastercard ampliará o alcance da Finicity para se tornar um parceiro único para atender às necessidades de pagamento, gestão de dados e Open Banking de qualquer consumidor, banco, comerciante, fintech, governo,. ·

– Fortalece as capacidades e ofertas para consumidores e empresas. Após a conclusão da transação, a tecnologia e a experiência existentes da Mastercard, unidas às novas plataformas de análise da Finicity, ajudarão a otimizar o processo de decisão de crédito tanto para consumidores como para pequenas empresas. Além disso, a integração das ferramentas de verificação do proprietário da conta da Finicity aos recursos da nova plataforma de pagamento da Mastercard proporcionará uma experiência aprimorada de ACH e pagamentos em tempo real para consumidores, comerciantes e empresas.

– Aumenta o comprometimento com práticas de dados responsáveis. A Finicity possui o mesmo compromisso da Mastercard com práticas de dados seguras e centradas no indivíduo. Os cofundadores da Finicity têm desempenhado um papel crítico no avanço da discussão das melhores práticas em vários setores. A Finicity tem um forte compromisso de oferecer as melhores práticas existentes de gestão de dados, estabelecendo parcerias com bancos e seus clientes para garantir que seja estabelecida uma conectividade segura.

“O Bank of America acredita muito em dar às pessoas o controle sobre suas informações financeiras e a capacidade de compartilhá-las com segurança”, afirma o Diretor de Pagamentos Corporativos do Bank of America, Mark Monaco. “Trabalhamos com a Finicity e a Mastercard, bem como com grupos do setor como a Financial Data Exchange, para acelerar a adoção dos mais altos padrões de privacidade e segurança para compartilhamento de dados e para eliminar a posse e o armazenamento por terceiros dos detalhes financeiros das pessoas. Esperamos continuar nosso trabalho com a Finicity e a Mastercard para melhorar ainda mais a experiência do cliente”.

“A Finicity tem sido uma forte parceira da Rocket Mortgage durante a revolução tecnológica do setor de hipotecas. O acesso rápido e fácil aos dados permitidos pelo consumidor é fundamental para os credores que estão tomando decisões bem informadas em tempo real sobre hipotecas. Estamos felizes com o ingresso da equipe da Finicity na Mastercard e contamos com uma parceria contínua”, afirma o Vice-Presidente Sênior de Investimentos da Rocket Mortgage, Scott Elkins.

“A inovadora oferta da Brex usa a conectividade da Finicity, dando-nos acesso aos dados da melhor qualidade autorizados para negócios para alimentar nossa plataforma”, disse o CEO da Brex Henrique Dubugra. “A união dos recursos da Finicity com os produtos e serviços da Mastercard nos permitirá criar soluções inovadoras para aprimorar as ofertas da Brex”.

“Estamos satisfeitos ao vermos a união da Finicity com a Mastercard e ansiosos para colaborar com eles em nossa missão contínua de ajudar os consumidores”, afirma Craig Boundy, CEO da Experian North America

Como nas aquisições anteriores, a Mastercard espera que essa aquisição não seja diluidora de seus negócios de maneira incremental por um período maior que 24 meses. Essa diluição é impulsionada por investimentos nos negócios, incluindo sua expansão internacional, bem como pelo impacto dos custos relacionados à contabilidade da aquisição e de sua integração. A transação, com previsão para ser concluída até o final do ano, está sujeita à análise regulatória e a outras condições habituais de fechamento.

ELSYS lança serviço de segurança patrimonial

A ELSYS, empresa brasileira de eletroeletrônicos e telecomunicações, acaba de ampliar sua atuação no segmento de segurança patrimonial. Além de uma linha completa de produtos, como videoporteiros, câmeras e fechaduras elétricas e digitais, a empresa lança o serviço de monitoramento ELSYS Monitora.

O sistema permite o monitoramento de casas e comércios 24h por dia através dos equipamentos de alarme e CFTV e conta com acionamento a polícia em caso de necessidade. O grande diferencial da solução está no monitoramento digital que junto às equipes de atendimento treinadas para realizar um atendimento rápido e eficaz, oferecem um atendimento instantâneo em questão de segundos, ao evento. Há ainda a possibilidade de complementar a atuação do monitoramento através de botões de pânico ou senhas de coação.

Além disso, a implementação do ELSYS Monitora pode colaborar para a diminuição dos índices de roubo no País. De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2019, a cada 12 minutos, uma residência é alvo de roubo no Brasil. A média em estabelecimentos comerciais é ainda maior: o intervalo entre um roubo e outro é de apenas sete minutos.

“Para proporcionar mais segurança e tranquilidade para nossos clientes, buscamos aliar o que há de mais moderno em tecnologia a um sistema robusto de monitoramento. Isso vem para reforçar ainda mais a nossa atuação no segmento de segurança.”, comenta Claudio Blatt, diretor comercial da ELSYS.

O serviço, além de ser uma solução acessível em todo o Brasil, ainda oferece uma excelente oportunidade para os técnicos de segurança eletrônica complementar a sua renda, pois a cada venda e instalação do ELSYS Monitora, eles passam a receber uma comissão mensal referente a mensalidade paga pelo cliente. Os equipamentos também são compatíveis com os principais equipamentos de monitoramento do mercado e o serviço oferece ao cliente assistência residencial no reparo de portas, janelas e telhados danificados, chaveiro 24 horas e reparos domésticos.

Saiba mais sobre o produto em monitora.elsys.com.br e fique por dentro do processo de aquisição.

Grupo Locaweb reestrutura unidade corporativa e apresenta a Nextios

A Locaweb, pioneira em soluções Business to Business, anuncia nesta terça-feira, dia 23, o lançamento da nova marca, Nextios. Com base na reestruturação da Locaweb Corp Cluster2GO, o nome vem com a proposta de alinhar a imagem da unidade ao seu portfólio de serviços.

A Nextios representa a área da Locaweb que visa auxiliar as estruturas corporativas. “O nosso novo posicionamento reforça o compromisso da Locaweb em atender empresas com serviços de tecnologia que vão da construção à implementação de soluções proporcionais à demanda de cada negócio”, explica Guilherme Barreiro, diretor da Nextios.

Além disso, com a reestruturação do portfólio, a marca pretende se consolidar como referência quando se trata de competência no gerenciamento de soluções. “Estamos conquistando espaço como o primeiro player disruptivo no mercado que segue em constante crescimento. E, para a Locaweb, que vem conquistando espaços nos serviços digitais desde 1997 por meio do seu desenvolvimento e aquisições, é primordial atingir o lugar de empresa que transmite confiança e segurança”, explica o porta-voz.

A unidade corporativa vem se adaptando ao longo do tempo para potencializar a estrutura para o meio dos negócios. Em 2018, a Locaweb Corp, que já atuava na frente corporativa, comprou a Cluster2GO, focada em serviços multicloud. Consequentemente, surgiu a necessidade de consolidar a Nextios, trazendo uma empresa mais tecnológica, eficiente e sustentável.

A marca reúne ações focadas em Serviços; Infraestrutura de serviços; Soluções; ERP, conhecido como sistema integrado de gestão empresarial, e APM, gerenciamento de desempenho de aplicativos. Segundo Barreiro, o negócio reorganiza e consolida um portfólio de diversos serviços de tecnologia. “Estamos indo além da infraestrutura de data center ou cloud, queremos atingir serviços e soluções que geram vantagens competitivas às empresas”, completa.

Essa atuação diversa está entre os diferenciais da Nextios que, além de atuar em segmentos de serviços, varejo, indústrias e outros, também possui uma gama de profissionais altamente qualificados. Com base em uma estrutura que garanta a execução de projetos complexos, a equipe da Nextios possui 42% de funcionários com certificação pela Amazon Web Services, e VMware. “O player AWS é o que mais tem avançado no mundo e, por isso, fazemos questão de trabalhar com essa exclusividade para garantir a nossa qualidade ao atender nossos clientes”, relata Barreiro.

Buscando atingir os públicos das áreas de gás, indústrias, manufatura, setor automotivo e financeiro, a estrutura proporcionada pela Nextios é oferecida a clientes como Banco Digio, Banco BLU (BS2), WEX, Volkswagem, Kawasaki, Ipiranga, KPMG, Sephora, Marisa, Riachuelo, Cinemark, Consigás, Brasilata, Tetra Pak, Braskem e Akzo Nobel. “Tentamos transmitir para eles a visão de que somos companheiros reais para a construção das soluções. Queremos sentar com o cliente, entender os desafios, planejar, executar e acompanhar essa produção”, explica o diretor.

Por isso, a Nextios se propõe a ir além do básico para oferecer saídas a partir de versatilidade nos processos. “Queremos ser reconhecidos não só pelo mercado, mas por parceiros de tecnologia como o mais competente provedor de soluções”, completa Barreiro.

Segundo ele, mostrar que a marca é uma empresa de serviço que busca compor um time forte e competente é um dos grandes diferenciais. “E, além disso, as ações voltadas para um ambiente tecnológico surtem efeito direto na economia de produção”, opina. Por isso, dentre os principais pilares da Nextios está o objetivo de desenvolver um futuro melhor a partir de serviços que irão gerar impacto nos clientes.

Para o diretor da unidade, a reestruturação também busca aprimorar a força da marca e viabilizar a reconstrução de uma personalidade que demonstre a complexidade do portfólio oferecido. As mudanças foram pensadas com o objetivo de buscar um futuro mais eficiente e próspero em relação à entrega de serviços em tecnologia. “Essa é uma forma de trazer resultado direto nas operações de seus clientes corporativos, colaborando com novas experiências e impactos em seus clientes finais”, finaliza Barreiro.

COMUNITE é a nova rede social entre empresas

O COMUNITE anuncia oficialmente o lançamento da sua rede social entre empresas. É uma plataforma exclusivamente Business to Business (B2B) para as empresas que desejam apresentar seus produtos e serviços e gerarem negócios entre si.

O objetivo principal do COMUNITE é gerar negócios e qualquer empresa com CNPJ ativo pode participar. A empresa pode cadastrar quantos usuários desejar, fazer publicações, anunciar produtos e serviços, manter contato com o seu público-alvo, trocar mensagens com qualquer empresa, enfim, uma centena de funcionalidades para ajudar no crescimento das empresas. Em breve será possível realizar transações de negócios, ou seja, comprar e vender produtos diretamente pela plataforma.

“Quando idealizamos a plataforma, não imaginávamos estar vivendo em um cenário como o da pandemia. No entanto, o chamado “novo normal” virtualiza completamente as relações humanas e comerciais e participar de um ecossistema virtual como o COMUNITE é uma estratégia fundamental para as empresas”, explica o CEO do COMUNITE, Eduardo Macito.

As empresas se cadastram, se conectam e interagem gratuitamente. A monetização vem de publicidades ou da contratação de pacote de serviços pelas empresas, como ocorre com em qualquer rede social.

“Importante ressaltar que o COMUNITE é uma plataforma de relacionamento entre as empresas e não deve ser utilizada somente para vender produtos e serviços, mas sim também para comprar produtos e serviços. Uma economia de 1% em compras pode gerar uma diferença significativa na rentabilidade da empresa”, complementa Eduardo Macito.

“Abrimos inicialmente a plataforma para o Brasil. A expectativa é que até o final de 2020 mais de 50 mil empresas estejam fazendo negócios virtuais pelo COMUNITE. Em 2021, a plataforma será aberta para Américas e posteriormente para o restante do mundo. O objetivo também é gerar negócios internacionais”, afirma Macito.

Para conhecer a plataforma, acesse o site www.comunite.net e clique no botão “Crie sua conta gratuitamente”.

ABES fecha parceria com BR Angels

A ABES, Associação Brasileira das Empresas de Software, acaba de fechar uma parceria com o BR Angels – empresa responsável por entregar capital intelectual aos empreendimentos B2B e B2B2C no Brasil. A iniciativa visa fornecer mais um apoio às empresas participantes do ABES Startup Internship Program, projeto que disponibiliza a essas empresas serviços como consultoria jurídico-tributário, infraestrutura de compliance, diagnóstico LGPD, plano de saúde e dentário, pesquisas de mercado e participação em comitês sobre relevantes temas do setor. Essa iniciativa visa contribuir para o fortalecimento do empreendedorismo no setor de tecnologia brasileira e aproximá-los da missão de tornar o país mais digital e menos desigual.

“Muitos negócios precisam de suporte e estímulo para driblar os desafios do mercado, e a nossa missão é incentivar cada vez mais o gerenciamento empresarial por meio de uma rede de serviços importantes para o êxito das startups”, comenta Jamile Sabatini, Diretora de Inovação e Fomento da ABES.

Para Orlando Cintra, CEO do BR Angels, o ingresso ao programa tem muito a contribuir para o segmento de TI. “Estamos satisfeitos com o fechamento desta parceria e com a possibilidade de colaborar com este programa. Acreditamos que essa é, sem dúvida, uma grande oportunidade para apoiarmos a geração de novos empreendedores no nosso país e contribuir para a digitalização do país”, revela o executivo.

O programa tem duração de seis meses e os benefícios são disponibilizados para as startups por intermédio de incubadoras, aceleradoras, ou fundos de investimentos parceiras. “O Brasil tem aproximadamente 149 milhões de internautas ativos, quinto maior mercado do mundo. Porém de acordo com o Fórum Econômico Mundial, estamos em 71ª posição em termos de competitividade, entre 141 países. Nosso objetivo é contribuir para o crescimento desses negócios e ajuda-los a vencerem a complexidade do mercado por meio dos nossos 33 anos de experiência. Eles são importantes agentes no fortalecimento da inovação e dinamismo da economia brasileira “, comenta o presidente da ABES, Rodolfo Fücher.

Para participar do programa, a startup deve estar ligada à BR Angel ou alguma outra parceira do ABES Startup Internship Program e seguir as orientações disponibilizadas no site http://www.abessoftware.com.br/associados/programa-startup-internship. Em caso de dúvida, contatar a Central de Relacionamento ou e enviar e-mail para filiacao@abes.org.br. Não é cobrada taxa de filiação.

Google abre 5 mil novas vagas para mentorias on-line e gratuitas com PMEs

O Google anuncia a abertura de 5 mil novas vagas para a Mentoria Cresça com o Google . Voltado para PMEs, o programa realizado em parceria com a Rede Mulher Empreendedora (RME) consiste em orientações on-line e gratuitas, com especialistas nas principais áreas da rotina de uma empresa que foram impactadas durante a pandemia.

As novas vagas complementam as 5 mil iniciais, totalizando 10 mil mentorias realizadas até o final de setembro. Vale lembrar que a abertura de novas vagas é feita por etapas, com vagas sendo abertas semanalmente. O agendamento pode ser feito por meio do site g.co/EmCasa e o interessado precisa, apenas, ter uma Conta Google, com o limite de participação em uma mentoria por tema a cada 7 dias.

Como a mentoria ajuda

Desde maio, os empreendedores puderam tirar dúvidas com especialistas em vendas on-line (e-commerce), finanças e contabilidade, inteligência emocional, inovação e modelos de negócio, apoio jurídico e marketing digital. Entre os principais desafios levantados pelos empreendedores durante as mentorias estão a divulgação on-line e como continuar faturando durante a quarentena.

Carla Akiyama Shimabuku, proprietária da empresa Pão da Manhã Vila Mariana, que faz entregas de café da manhã, conta que a mentoria a ajudou a melhorar a comunicação com os clientes. “Refiz alguns posts nas redes sociais e inclui formas de pagamento até então indicadas apenas no site. Com isso, muitos clientes tiraram mais dúvidas e aprovaram as novas opções”, afirma. No Pão da Manhã, o cliente consome primeiro e realiza o pagamento depois, apenas uma vez por mês.

A empreendedora também criou a opção de assinaturas mensais para a entrega de café da manhã – contando com produtos como pão, leite, sobremesas, manteiga, frios e iogurtes, por exemplo – com preços mais competitivos que o valor cobrado por dia. Isso ajudou a empresa a reter os clientes em um momento de incertezas.

Outros relatos que surgiram com as mentorias são os de pessoas que começaram a empreender durante a quarentena, seja por necessidade de complementar renda ou oportunidade de negócio. A mineira Camila Resende, por exemplo, é formada em Comércio Exterior e decidiu criar um novo negócio na área de mini-hortas urbanas e educação à distância.

“Comecei a empreender, de fato, durante a pandemia. Me sentia um pouco na contramão, enquanto acompanhava o fechamento de diversos outros negócios pela cidade e pelo país. A partir da Mentoria, enxerguei novas perspectivas para o meu negócio e iniciei o processo de criar e divulgar”, explica Camila.

O momento é propício para apostar em uma estratégia de vendas on-line. Uma Google Survey realizada com 1.000 brasileiros, entre 30 de abril e 3 de maio, mostrou que a maioria (37%) dos consumidores têm preferido o site da loja (e-commerce) para realizar compras, aplicativos (28%) e de delivery (27%), ante 31% por lojas físicas (31%) e outros.

A baiana Laís Praxedes encontrou no ambiente on-line uma possibilidade de aumentar as vendas. A empresária atua no ramo de acessórios de cabelo para o Carnaval e outras datas, mas decidiu ampliar seu modelo de negócios para atender durante todo o ano e não apenas sazonalmente. “Com a quarentena, comecei a focar em um novo público. Criei um site e redefini toda minha formação de preço e meu controle financeiro”, afirma a empreendedora.

Para Ana Fontes, Fundadora da RME – Rede Mulher Empreendedora, os pequenos negócios foram os mais afetados pela pandemia e as mulheres sentiram impactos maiores, por isso, a mentoria é fundamental para repensar e reorganizar o negócio, e abrir possibilidades. “Os depoimentos e avaliações do processo só nos confirmam o quanto uma mentoria qualificada é importante e representa para a continuidade dos negócios”, completa.

Sobre o Cresça com o Google

O programa Cresça com o Google tem como objetivo oferecer conteúdos e ferramentas para o aprimoramento de habilidades, carreiras e negócios. Desde de 2017, o projeto capacitou mais de 100 mil pessoas presencialmente. Já a mentoria on-line do Cresça com o Google foi criada especialmente para apoiar as PMEs no momento de incerteza gerado pela pandemia de COVID-19. Veja abaixo o passo a passo para se inscrever nas mentorias on-line do Cresça com o Google:

• Acesse g.co/EmCasa;

• Escolha um dos temas de interesse: vendas on-line, finanças e contabilidade, inteligência emocional para empreendedores, inovação e modelos de negócio, apoio jurídico e marketing digital.

• Preencha o formulário com seus dados pessoais, dados do seu negócio e suas principais dúvidas;

• Escolha data e horário para receber a mentoria – é possível navegar pelas semanas utilizando as setas indicadas no calendário;

• Aguarde o email de confirmação e posteriormente o aparecimento do compromisso no seu calendário. O link para acessar a mentoria será enviado dois dias antes por e-mail.

O fim do dinheiro em espécie se aproxima?

Por Gastão Mattos, Líder da IDid

Entre os efeitos causados pela pandemia em todo o mundo, o uso de papel moeda tornou-se alvo de grandes mudanças, já que o dinheiro é algo que circula de mão em mão, o que contraria os princípios ideais de higiene, fundamentais para a prevenção do novo coronavírus. Segundo um levantamento do Instituto Locomotiva, antes do surto da Covid-19, as transações diárias em espécie ocorriam por 70% da população brasileira e, agora, o aumento de pagamentos online, por transações sem contato, tecnologia NFC (“near field communication”) e uso das carteiras digitais tem sido o principal meio de negociações, por causa da grave situação sanitária.

Assim como ocorreu o processo da transformação digital urgente, o uso do dinheiro convencional também tem passado por uma mudança radical para o sistema digital e que tende a perdurar depois que acabar esse cenário de crise. Como exemplo, a consultoria Bain & Company fez uma pesquisa com mais de 2 mil consumidores brasileiros em abril deste ano e o resultado apontou que 48% estão predispostos a mudar sua forma de pagar depois da pandemia, principalmente por meio de celulares e cartões.

A pandemia não é a única responsável pela realização maciça de pagamentos digitais. As inovações tecnológicas têm cooperado bastante para essa transformação. A digitalização nos últimos anos, que envolve sites, aplicativos e no próprio setor financeiro, trouxe uma mudança no modo de consumo, colocando em discussão à existência de moedas e cédulas como formas de pagamento.

Outro motivo para a adoção da digitalização é o custo para a produção do dinheiro em espécie. No Brasil, por exemplo, a produção de mil cédulas de R$ 100, realizadas pela Casa da Moeda, chegaria a um gasto de R$ 299,31, conforme dados publicados em março de 2020 no site do BACEN, sendo que o orçamento também inclui despesas com segurança e logística, por exemplo. A impressão de moedas e cédulas tem sido muito debatida nesse período de pandemia e alguns especialistas defendem que manter esse custo adicional causará consequências, prejudicando até mesmo a retomada econômica da nação.

Diante do acalorado debate sobre a moeda, o Brasil tem apresentado boa assimilação no uso dos pagamentos digitais. Segundo levamento realizado pelo IDC, simultaneamente no Brasil, Colômbia e México, 61% dos entrevistados brasileiros apontaram que preferem o uso digital, 62% os mexicanos e 52% os colombianos. Já a utilização dos serviços financeiros sem local físico, o Brasil lidera com 56% de interesse, México 34% e Colômbia 30%.

Desafios ainda básicos

Apesar da aparência de cenário favorável à utilização da digitalização financeira, o Brasil possui ainda muitos problemas básicos para obter esse modelo de serviço. Para começar, temos o ainda existente nível preocupante de bancarização no país, onde 43 milhões de pessoas não possuem contas bancárias.

Um exemplo recente sobre a bancarização brasileira pode ser visto pelos dados da Caixa Econômica Federal (CEF), ao indicar que cerca de 40% dos brasileiros (24 milhões de pessoas) que estão recebendo o auxílio emergencial de R$ 600, não possuíam nenhuma conta em banco antes da pandemia do novo coronavírus. Esse percentual indicou as dificuldades das pessoas de terem acesso aos serviços do governo federal, já que não tinham como receber o aporte.

Junto à questão da bancarização, ainda presenciamos que existem dificuldades e limitações de acesso à internet no Brasil. O mapeamento do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), realizado em outubro de 2019, mostra uma desigualdade de acesso em relação ao nível social dos cidadãos. O estudo indica que o uso da rede digital é acima de 90% nos lares mais abastados, enquanto 48% das residências das classes D e E desfrutam desses serviços. Hoje, são 67% o total de residências conectadas e no ranking de 100 países, o Brasil aparece em 31º lugar.

Em resumo, os dois exemplos dos desafios de bancarização e inclusão digital precisam ser eliminados, já que são serviços essenciais para a adoção do uso das negociações digitais no Brasil.

Por outro lado, como auxílio para a transformação digital financeira, empresas de diversos setores, como inovação, financeira e segurança da informação têm desenvolvido soluções que proporcionam transações monetárias digitalmente com mais simplicidade e segurança. São projetos que visam garantir os serviços de negociações e transações monetárias com total confiabilidade, podendo ser realizado do próprio celular das pessoas.

Vale lembrar que, hoje, seis em cada dez brasileiros das classes A, B e C utilizam meios digitais de pagamentos, como aplicativos próprios (PayPal, PagSeguro e Google Pay), canais de pagamento de contas, além de compras e transação pela Internet. O brasileiro é o que mais utiliza smartphones na América Latina para realizar suas atividades financeiras (24,3%), segundo o IDC. Por isso, que é preciso ampliar o incentivo aos projetos tecnológicos, para aumentar ainda mais o número de atividades financeiras digitais, porque queremos um país em que todas as classes sociais tenham acesso a esses serviços.

A pandemia deu um forte empurrão para transformar o comportamento do indivíduo em relação ao consumo e na maneira de pagar. Os cuidados com a saúde estão no topo das exigências na hora de adquirir algo e o dinheiro físico, hoje, não está vinculado a esses quesitos. A tecnologia para as atividades financeiras são as melhores opções para esse momento e depois que a tempestade passar.

No entanto, a moeda em espécie não será totalmente eliminada do cotidiano das pessoas em pouco tempo, já que envolvem questões sociais e estruturais em muitos países. Mas, a digitalização monetária tem causado um impacto no mundo, com um processo mais rápido e que traz como benefícios facilidade, rapidez e, acima de tudo, segurança de utilização. Hoje, o meio digital é uma prova essencial para a inclusão social ao sistema financeiro e, principalmente, base de apoio na melhoria econômica, com um modelo que tende a perdurar com mais ênfase no pós-pandemia.

Itaú Unibanco, IFC e Yunus promovem evento online sobre empreendedorismo feminino e impacto social

O Itaú Unibanco promove nesta quinta-feira (25/6) o webinar “Negócios de Impacto na construção do futuro”, que irá discutir como os negócios de impacto social podem ajudar a economia a se reestruturar e se fortalecer, especialmente a partir da ótica do empreendedorismo feminino. O objetivo do evento é provocar reflexões, promover a troca de experiências e aprendizados no empreendedorismo de impacto social e discutir o papel da mulher na criação e condução de negócios que se propõem a resolver problemas reais e complexos da sociedade.

“Para o Itaú Unibanco, estimular mudanças positivas na vida das pessoas e da sociedade passa por ter um compromisso do core business com a agenda de impacto positivo. Com esse objetivo, lançamos 8 compromissos no ano passado, que incluem a agenda de financiamento de setores de impacto, investimento responsável e empreendedorismo”, explica Leila Melo, diretora-executiva do Itaú Unibanco.

O webinar será aberto ao público, com transmissão pelo canal do YouTube do Itaú Mulher Empreendedora, e terá a apresentação de cases de negócios sociais do Itaú Mulher Empreendedora, uma iniciativa do Itaú em parceria com a International Finance Corporation (IFC), com aceleração da Yunus Negócios Sociais e FGVCenn, que ajuda a impulsionar mulheres a fazer a diferença no mundo pela transformação socioambiental.

“O endereçamento da questão de gênero por meio do protagonismo das empreendedoras e o impacto social e ambiental que esses empreendimentos podem causar são temas centrais na estratégia da IFC para a promoção do desenvolvimento socioeconômico sustentável”, comenta Rogerio Santos, executivo responsável por Instituições Financeiras no Brasil e no Cone Sul da IFC, membro do Grupo Banco Mundial.

“Apoiar iniciativas de mulheres empreendedoras é de extrema relevância considerando seu potencial transformador. As mulheres são as principais agentes de transformação social. E, mesmo assim, o foco no desenvolvimento da mulher empreendedora ainda é pequeno comparado ao potencial que elas têm. Por isso, para nós da Yunus, é extremamente importante sermos parte deste programa: investir na mulher é investir num desenvolvimento pleno da nossa sociedade, especialmente mulheres empreendedoras de impacto. A história do Professor Muhammad Yunus começou assim – o Grameen Bank, fundado por ele, é um banco de microcrédito que tem sua carteira composta por 97% de mulheres”, explica Nicole Carnizelo, Head de Novos Negócios da Yunus Negócios Sociais.

O encontro vai reunir empreendedoras que participam do IME, além de executivas como Leila Melo, do Itaú Unibanco, Helene Meurisse, especialista da International Finance Corporation (IFC), e Nicole Carnizelo, da área corporate da Yunus Negócios Sociais , parceiros do banco nesta iniciativa. Haverá também um painel de discussão com Celia Cruz, diretora-executiva do ICE (Inovação em Cidadania Empresarial), Renata Zanuto co-head do Cubo Itaú, e Bia Santos, fundadora da Barkus Educacional.

Webinar: Negócios de Impacto na construção do Futuro

Data: 25 de junho – 17h às 19h Transmissão ao vivo, online no Youtube (Itaú Mulher Empreendedora)

Customer Success deve ganhar ainda mais força dentro das empresas no pós-pandemia

Por Frederico Morales, gerente de Customer Success da Logicalis LATAM

Manter o cliente engajado e contente mesmo depois dele já ter adquirido um produto ou serviço – conceito conhecido como Customer Success (CS) – já é algo desenvolvido dentro de algumas empresas há anos. No entanto, nesse momento de pandemia, o tema ganhou ainda mais importância nos negócios. Com as mudanças ainda mais rápidas demandadas pelo período, a eficácia das estratégias de pós-venda, ou seja, de acompanhamento de toda a jornada do cliente, começa a ser testada com novos desafios.

São em momentos de crise que os clientes sentem uma necessidade ainda maior de ter soluções que atendam às suas necessidades, não só no médio prazo, mas também no aqui e agora. São centenas, às vezes milhares, de funcionários tendo que se conectar virtualmente de suas casas e exercer normalmente – ou o mais próximo disso – suas funções diárias. O cenário demanda tecnologias de diversas frentes e todos os projetos em andamento estão sendo fortemente testados a cada nova tomada de decisão.

Mesmo nas companhias que já tinham uma preocupação com a qualidade do pós-venda e estruturaram sua estratégia de CS antes da pandemia, lidar com o aumento de feedbacks dos clientes pode ser algo complexo. Imagine o cenário nas empresas que não contavam com uma estratégia de CS.

De fato, receber feedbacks, que podem variar de “sua solução não está me auxiliando a manter a conectividade dos meus funcionários em home office” até “esse serviço era tudo o que eu precisava para manter a continuidade do meu negócio”, e ter que adaptar seu produto ou serviço rapidamente com base neles pode parecer um tanto assustador.

No entanto, visto que nada será como antes e que, agora, devemos nos preparar para o “novo normal” – que ninguém sabe exatamente como vai ser – manter o cliente próximo, entender suas principais dificuldades e garantir melhores resultados serão, mais do que nunca, fundamentais para qualquer empresa, principalmente as prestadoras de serviços.

Novo momento

Mesmo com um processo de CS bem estruturado – do desenvolvimento à adesão do projeto – é de se esperar que as estratégias passem por algumas mudanças nos próximos meses. Ao que parece, não teremos mais a facilidade de “dar um pulinho” até o escritório do cliente, verificar quais são os problemas que ele está enfrentando e resolver na mesma hora. O cenário mundial está alterando inclusive as formas de lidar com o pós-venda.

Agora, mais do que nunca, não temos tempo a perder tentando fazer com que algo funcione e entregue toda a sua capacidade, afinal, um dia a mais pode impactar no resultado da empresa. E a tendência é que os resultados – positivos e negativos – apareçam cada vez mais rápidos, implicando numa atenção ainda maior das prestadoras de serviços e desenvolvedoras.

Com isso em mente, para as companhias que ainda não têm uma área de CS bem estruturada, e até mesmo as que já tem, esse é o momento de refletir sobre o futuro e correr atrás das adaptações. Não digo que o conceito de “super-herói” é o que vai resolver crises como a pandemia. No entanto, em períodos em que todos estão mais exigentes e passando por muitas mudanças, refletir sobre “o que é sucesso para o meu cliente?” e entregar uma solução que o faça chegar o mais próximo – e mais rápido – de seu objetivo fará com que essa relação de confiança perpetue por um bom tempo.