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Estudo da Cognizant decifra comportamento da geração Z

A geração Z, de nascidos a partir de 1997, está conquistando o mercado de trabalho. São jovens que já nasceram conectados, muitas vezes com um computador ou celular em mãos. Por conta disso, muitas empresas se questionam: como conquistar público tão difuso e com tanto acesso à informação? Pensando nisso, a Cognizant, uma das empresas líderes mundiais em tecnologia e negócios, preparou estudo com as principais tendências de comportamento da geração Z.
Apesar de ser mais conectada do que seus pais e avós, a geração Z é a menos otimista a respeito do impacto da internet na sociedade: um em cada três acredita em influência mais negativa. “Essa opinião é ainda mais predominante entre adolescentes de 15 a 18 anos”, afirma João Lúcio de Azevedo Filho, presidente daCognizant no Brasil. “Isso é porque esses jovens já presenciaram e, muitas vezes, até foram vítimas de cyberbullying ou de fake news na web.”
Até por essa tendência de ficarem muito tempo conectados, a geração Z se preocupa em manter seus dispositivos e softwares trabalhando bem, de modo que 40% passam três ou mais horas semanais atualizando celulares, computadores e smart devices. Junto com os millennials – a geração anterior à sua – esse grupo tende a pagar por home services conectados. Apesar disso, eles também são a geração que mais depende de outras pessoas para consertar seus equipamentos digitais. Nesses casos, 23% dependem de pessoas mais velhas, e 15% pagam por esse serviço.
Para esse estudo, 2.069 pessoas responderam a um questionário de 30 perguntas personalizadas feitas pelaCognizant e pelo Center for Generational Kinetics. O nível de confiança do levantamento é de 95%, com margem de erro de 3,1%.
Privacidade 
Uma das diferenças mais marcantes entre as gerações é como elas veem a questão da privacidade dos dados pessoais. Segundo a pesquisa, as pessoas mais velhas tendem a se preocupar mais sobre como informações coletadas on-line podem ser usadas contra elas. 45% dos millennials e 46% da geração X têm essa preocupação, ante 37% da geração Z. Aliás, 32% dos entrevistados nessa faixa etária não se preocupam com a privacidade de seus dados on-line.
Por outro lado, dois terços dos entrevistados temem que empresas tenham muito conhecimento a respeito das atividades on-line deles. Esse comportamento também se reflete na geração Z. “A boa notícia para provedores de serviço e conteúdo é que um terço da geração Z e dos millennials aceitam que empresas coletem seus dados para ter acesso a promoções personalizadas”, afirma Azevedo Filho.
Outro tópico em que esses jovens têm a mesma opinião que as gerações anteriores é a questão dos anúncios on-line: 66% sentem que esse tipo de publicidade é uma interrupção. Contudo, a geração Z entende que esse é o preço a ser pago para acessar conteúdos gratuitos de qualidade. “A questão aqui é trabalhar a personalização”, aconselha o executivo. “38% dos entrevistados de até 22 anos acham que anúncios personalizados são mais efetivos do que anúncios aleatórios. “
Além disso, as redes sociais exercem cada vez mais influência no processo de compra dos consumidores mais jovens. Apesar de a geração Z ainda ser mais influenciada por familiares e amigos na aquisição de um produto ou serviço, 24% nesse grupo considera a opinião de influenciadores digitais como a mais importante nesse processo, e 35% acreditam que conteúdos gerados por usuários terão mais credibilidade do que conteúdos de empresas ou fontes independentes num futuro próximo.
O futuro do conteúdo 
“A demanda por conteúdo continuará crescendo em todas as plataformas. O uso de smartphones aumentará em 12%. TV e computadores terão crescimento de 11% e 20% respectivamente”, aponta Azevedo Filho. “Isso se dá porque a geração Z utiliza esses aparelhos para consumir diferentes conteúdos. Os celulares são o meio preferido para ver vídeos em redes sociais, a TV continua sendo a queridinha dos filmes, e os computadores são mais usados para ver vídeos no YouTube.” Com isso, a tendência é que surjam pacotes personalizados de serviços de streaming on demand – e 54% da geração Z estaria interessada nesse tipo de oferta.
Em contraste com as outras gerações, a Z prefere interagir com seus aparelhos via toque. As gerações X emillennials, por sua vez, preferem usar assistentes de voz. Mas nenhum dos três é muito fã de digitar. Em termos de experiência de uso, 60% da geração Z quer utilizar realidade virtual para se entreter com shows, filmes e, principalmente, videogames. Um possível impacto dessa tendência está no roteiro de filmes e séries. Mais da metade dos jovens da geração Z quer ser capaz de determinar o conteúdo de um filme ou série a que estão assistindo.
Insights 
• A geração Z quer tecnologias que funcionem: a recomendação é utilizar dados quantitativos e qualitativos para revelar expectativas óbvias e escondidas sobre situações cotidianas ou até mesmo inesperadas. Também é necessário estudar melhor as dificuldades tecnológicas e de atendimento que essa geração tem. O modelo de negócios precisa ser alterado: especialistas com contato direto com os consumidores deverão não só resolver problemas técnicos, mas também oferecer soluções robustas que ajudem a fidelizar os clientes.
• Usuários querem controlar seu conteúdo: é preciso testar modelos de conteúdo, consumo e engajamento para monetizar essas experiências, utilizando tecnologias como realidade aumentada ou realidade virtual e dando a opção para usuários criarem suas próprias histórias.
• Foco na personalização: podem ser testadas novas técnicas de posicionamento de anúncios além da contextual, que é baseada no perfil do usuário e no conteúdo que ele acessa. Para isso, é necessário que empresas descubram como utilizar ferramentas de personalização mais avançadas para encontrar a relação entre os dados coletados. E mais: é recomendado trabalhar o posicionamento das marcas nas redes sociais.

Injetar R$ 650 bi em instituições bancárias é fortalecer pilares econômicos, aponta especialista

Anunciada na última quarta-feira (01/04), a edição da Resolução 4.795, do Conselho Monetário Nacional (CMN), permitirá a injeção de novos recursos ao mercado financeiro. A medida autoriza o Banco Central a conceder empréstimos às instituições bancárias, tendo como garantia as carteiras de crédito dessas organizações, via emissão de letra financeira. O regulador estima que, ao todo, haverá uma movimentação de R$ 650 bilhões desta forma.

“Esta é uma medida que acompanha o mercado internacional, e principalmente, é espelhada nos Bancos Centrais das principais potências econômicas do mundo”, analisa o especialista em regulação José Luiz Rodrigues, sócio da JL Rodrigues, Carlos Átila & Consultores Associados . “O que o nosso Banco Central tem feito? Ele está articulando diferentes medidas para manter a estabilidade das instituições bancárias e, consequentemente, de todos que dependem dela. Se eu injeto valores aos bancos, eu estou injetando ao microempreendedor, ao produtor rural, às grandes indústrias, entre outros”.

Intitulada Linha Temporária Especial de Liquidez Para a Aquisição de Letra Financeira com Garantia em Ativos Financeiros ou Valores Mobiliários (LTEL-LFG), esta medida tem como objetivo oferecer a liquidez necessária para que o Sistema Financeiro Nacional possa se manter estável. “Hoje, há um aumento significativo da demanda de crédito, uma consequência deste período de crise iniciado na saúde, com a propagação do covid-19. Entretanto, a economia sofre seus impactos de forma imediata. Atualmente, o Banco Central tem duas principais frentes. Ele precisa garantir os recursos para que a economia se mantenha nos dias de hoje, ao mesmo em que articula medidas para que o impacto econômico pós-coronavírus seja o menor possível”.

José Luiz conclui que as ações são importantes e necessárias, e cabe à população confiar nos atores econômicos. “Precisamos lembrar que o Banco Central possui um histórico positivo no enfrentamento de crises do País. Na recessão de 2008, por exemplo, foram as medidas do regulador que garantiram com que o Sistema Financeiro seguisse preservado. Nós temos um importante pilar para a manutenção da economia brasileira, que vem acompanhando, com responsabilidade e agilidade, as demandas atípicas oriundas deste período de crise, e as ações positivas realizadas no âmbito internacional”.

Propriedade Intelectual: como proteger o design de um aplicativo

Por Juliana Hoffmann, Sócia da Daniel Advogados
Considerando o contínuo crescimento do mercado digital e o grande número de pessoas que possuem acesso a smartphones nos dias de hoje, o desenvolvimento de aplicativos se tornou um foco de interesse para muitas startups.

Além de indispensáveis funcionalidades, é importante que um aplicativo de sucesso possua uma identidade visual que cative seus usuários. Detalhes do design, incluindo a linguagem utilizada, a harmonia entre fontes, cores e imagens, bem como a transição entre telas e a facilidade de navegação fazem com que determinado aplicativo seja mais atrativo aos seus usuários.

Com isso, surge a necessidade para os desenvolvedores dessas plataformas digitais de buscarem proteção jurídica das suas criações com o fim de evitar que terceiros copiem o layout de seus aplicativos. Ocorre que ainda há muitas dúvidas e discussões a respeito da melhor forma de proteger essa identidade visual.

Uma das opções é a proteção através de um registro de desenho industrial perante o INPI – Instituto Nacional de Propriedade Industrial. O registro pode ser obtido através de depósito e será válido por 10 anos contados da data do pedido, podendo ser prorrogado e alcançar uma proteção por até 25 anos. Uma das vantagens dessa forma de proteção é o tempo de trâmite do processo que pode levar apenas 4 meses se não houver exigências.

Existe também a possibilidade de se buscar proteção de um aplicativo por direito autoral, sendo que essa pode ocorrer de dois modos, por meio da Lei de Software, no entanto, esse modelo de proteção, a princípio, recai tão somente sobre o seu código fonte. Ou, tendo em vista que os designs dos ícones de aplicativos podem ser considerados obras artísticas, o direito autoral também garante àquele que teve o esforço intelectual de produzir a arte o direito de exploração comercial da sua obra, assim como proteção contra o uso indevido por terceiros, em casos de cópia e plágio.

Dentre as vantagens de contar com a proteção de direito autoral temos a sua abrangência internacional e o fato de que a proteção dos direitos autorais independe de registro, pois a proteção da obra surge com a sua criação. Cabe ressaltar a importância de registrar a obra e o software perante o órgão competente, visto que o registro traz mais segurança jurídica ao seu criador e pode ser determinante na hora de solucionar um eventual conflito.

Outro tipo de proteção disponível seria através do instituto do trade dress ou conjunto-imagem. Trata-se do conjunto dos elementos visuais e sensoriais característicos da plataforma digital que formam a sua identidade perante seus usuários. Apesar de no Brasil não haver uma legislação específica que o proteja, a sua violação pode ser considerada ato de concorrência desleal o que é vedado pela Lei de Propriedade Industrial.

Por último e não menos importante, é possível também proteger o design do ícone de um aplicativo através de um registro marcário validamente expedido pelo INPI. Ao detentor deste registro é garantido o direito de impedir que terceiros reproduzam ou copiem sua marca para identificar produtos ou serviços idênticos, semelhantes ou afins. O registro vigora pelo prazo de 10 (dez) anos, contados da data da sua concessão. E uma das principais vantagens de se obter proteção marcária é que sua vigência pode ser prorrogada indefinidamente.

Como se vê, diversas são as formas disponíveis para proteger o design de um aplicativo. A constante evolução do meio digital e o grande aumento do número de aplicativos disponíveis hoje em dia fazem com que seja indispensável aos seus criadores buscarem as formas de proteção mais adequadas, evitando que terceiros imitem suas invenções e prevenindo que ocorra um desvio indesejado de clientela.

Essas formas de proteção garantem aos seus inventores um ambiente de competição mais seguro e acabam por estimular mais investimentos em pesquisas e inovação tecnológica. Tudo isso contribui também para a manutenção da boa reputação dos criadores desses aplicativos.

Plataforma de Telemedicina integrada ao prontuário eletrônico e certificado digital garante receitas médicas rápidas assinadas digitalmente para pacientes

Diante da crise global devido ao novo coronavírus, a startup de saúde Dr.Conecta adiantou o seu lançamento para ajudar os médicos, que não estão na linha de frente, para realizar consultas diretamente da sua casa através da telemedicina. Essa modalidade viabiliza o acesso à medicina de qualidade para todos no consultório ou pelo celular, por meio da teleconsulta como solução para conter a COVID-19. A novidade possibilita que os pacientes, dentro de suas residências, de uma maneira segura, possam ser consultados pelos profissionais de saúde, obedecendo orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS), que reforça o confinamento social.

“Estamos acompanhando muitos profissionais usando recursos que são vulneráveis para a segurança dos dados do paciente. Laudos, indicações, e prescrições estão sendo disponibilizadas via ferramentas não adequadas para essa atividade, como WhatsApp, Zoom e Hangout, e outras ferramentas de videochamada”, diz Marco Affonseca, CEO do Dr.Conecta.

Consultório Virtual: realidade que chegou para ficar 

O sistema contribui para a organização do médico, permitindo que ele configure o seu consultório para atendimento à distância, organizando seus horários disponíveis para atendimento e garantindo o registro das informações de saúde do paciente diretamente no prontuário eletrônico.

Em parceria com a Certificadora São Paulo, o sistema Dr.Conecta vai disponibilizar os primeiros 300 certificados digitais gratuitamente e por um ano aos médicos que se cadastrarem na plataforma. Aos médicos que se cadastrarem em abril, também terão 300 minutos grátis para realização de atendimento via TELEMEDICINA no sistema do Dr.Conecta. Para se cadastrar, os profissionais de saúde devem acessar owww.drconecta.com.br.

Um dos diferenciais do sistema é a permissão para que o médico integre um certificado digital, que garante mais benefícios aos pacientes como por exemplo, as receitas médicas rápidas e pedidos de exames emitidos são assinados digitalmente com validade nacional de acordo com o decreto da Telemedicina. Para atender a recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) e evitar aglomerações, o paciente tem todo o acesso rápido aos seus documentos digitais e com validade legal.

Telemedicina: conectando o futuro 

O aplicativo Dr.Conecta já nasce projetando para o futuro da Medicina, que dá os primeiros sinais positivos para o tratamento de consumidores com o uso de modernas tecnologias da informação e atenção médica. Com isso, a telemedicina usa de recursos como celulares, tablets e robôs para beneficiar a saúde da população. Em meio a pandemia, o momento é oportuno diante dessa necessidade e contribui para a modernização do processo de gestão e atendimento médico com o uso da tecnologia aplicada à Saúde.

Pesquisas comprovam que para ter saúde, as pessoas precisam fazer mudanças de hábitos para chegar à terceira idade com qualidade de vida. A consulta periódica ou check-up com o médico é importante para acompanhamento médico de como está a saúde do paciente. Dessa forma fica mais fácil detectar doenças precoces, controlar as eventuais doenças crônicas e as oportunistas.

Empresas de telecomunicação pedem urgência na aprovação de torres e antenas

Decretado pelo governo federal como serviço essencial neste período de pandemia, os serviços de internet e telecomunicações garantem a segurança da população e o dinamismo da economia. Preocupadas em garantir o serviços em sua plena capacidade, as operadoras de telefonia e gestoras de torres de telecomunicações pedem urgência às prefeituras de todo o País na aprovação de pedidos para a instalação de antenas e torres de celular, as chamadas estações de rádiobase (ERBs).

Nos últimos dias, a Abrintel – Associação Brasileira de Infraestrutura para as Telecomunicações começou a enviar cartas à várias autoridades de todo o país, começando por São Paulo, Rio de Janeiro, Londrina (PR) e Belo Horizonte (MG), alertando para a dificuldade existente na legislação local para aimplantação emergencial de antenas. A organização representa oito empresas, que detêm mais de 60% das infraestruturas instaladas no Brasil (mais de 45 mil unidades).

Com milhões de pessoas em quarentena, o tráfego de banda larga (fixa e móvel) está crescendo e a pressa do setor neste momento é uma questão de garantir que a população possa se comunicar e também trabalhar de casa sem dificuldades – “Contudo, sem autorização das prefeituras, o setor fica impossibilitado de ampliar ou reforçar as infraestruturas de telecomunicação nos municípios”, diz Luciano Stutz, presidente da Abrintel.

Infraestrutura sobrecarregada 

Atualmente, calcula-se que a relação recomendada de usuários por ERB para um padrão mínimo de qualidade esteja entre 1.000 e 1.500. No Brasil, com 210 milhões de habitantes, a proporção atual é de 2.300. Especificamente no caso da cidade São Paulo, que há anos aprova pouquíssimos licenciamentos para novas infraestruturas de telecomunicações, essa relação pode alcançar mais de 3.000 usuários por ERB, afetando diretamente cerca de 5 milhões de pessoas, principalmente nas Zonas Sul e Leste.

Para a Abrintel, o ideal para o oferecimento de um serviço de qualidade, sem tratar exatamente dessa crise provocada pela pandemia, seria facilitar a instalação de ERBs em todo o território nacional. Dados da . O problema da infraestrutura se agravará ainda mais com a chegada do 5G, que necessitará de três vezes mais antenas em relação à conexão 4G, podendo não atuar em sua plena capacidade”, diz Stutz.

O que se pede neste momento tão delicado, afirma Stutz, é a implantação de infraestruturas que já possuem solicitação de licenciamento em centenas de prefeituras em todo o Brasil. “Não se trata de implantar antenas indiscriminadamente. Atualmente, o processo, em São Paulo, pode levar em média quatro anos para a aprovação de cada pedido”.

Embora já esteja vigente a Lei Geral das Antenas (Lei Federal 13.116), marco legal para ajudar a resolver parte dessa problemática, os munícios ainda precisam fazer a sua parte. É preciso que atualizem suas Legislações em alinhamento à Lei Federal e atuem com celeridade na análise dos processos de licenciamento de infraestrutura de telecomunicações. “Este é o único caminho para que se cumpra a promessa de uma sociedade verdadeiramente conectada”, conclui Stutz.

Dev poliglota: os desafios da profissão no domínio das linguagens de programação

A Locaweb PRO, unidade de negócios voltada para desenvolvedores e agências digitais, com solidez no mercado e constante crescimento, acompanha as tendências tecnológicas e desenvolve parceiros que atuem em múltiplas linguagens de programação para seus projetos.

De acordo com Allan Klaus, parceiro freelancer da Locaweb PRO, “o dev poliglota é mais que um especialista, pois domina ao menos duas linguagens, mas que consegue sair da zona de conforto e ter autonomia em projetos que envolvam mais a questão das características do escopo do projeto, desempenho, recursos disponíveis e a facilidade, pois é o que determina qual linguagem adotar”, afirma.

Klaus conta que já chegou a trabalhar com três linguagens na hospedagem VPS: PHP, Ruby e Elixir. “Normalmente, você consegue fazer um mesmo sistema com diversas linguagens diferentes, mas a questão do desempenho e recursos é fundamental nas escolhas individuais para cada projeto. Atualmente, atuo apenas com as linguagens Ruby e Elixir, no back end, e no front end, as mais comuns e que costumam ter maior abrangência no mercado de tecnologia, são css e javascript, tendo os frameworks react, angularJS e vue como os mais utilizados”, conta.

Um exemplo bem elucidativo, de acordo com Klaus é “um serviço de streaming com cerca de 700 mil usuário simultâneos, menos recursos seriam utilizados se optasse pelo Elixir ao invés do Ruby. Isso porque essa linguagem se comporta melhor em múltiplas tarefas.”, afirma.

Outro diferencial para os profissionais é o inglês, linguagem universal obrigatória independentemente do país em que atue. Isso facilita a liberdade técnica em hospedagens compartilhadas entre várias empresas, a exemplo da VPS, na qual os devs lideram projetos simultâneos. Além disso, amplia as oportunidades para os desenvolvedores que podem trabalhar remotamente para empresas de diversos países.

“A Locaweb PRO oferece suporte e atendimento personalizado aos clientes parceiros, buscando ir além do código para auxiliar seu desenvolvimento profissional e geração de novos negócios”, conta Letícia Araújo da Silveira, responsável pelo Marketing de Relacionamento com Parceiros da Locaweb Pro.

“A oportunidade de estar com a comunidade em eventos como PHPSummit e RubyConf permite a troca de conhecimento e o networking, aproximando os devs de novas linguagens para profissionalização no mercado de tecnologia.
Além disso, promovemos a parceria com a English Life para que os parceiros possam aprender ou aprimorar seu inglês (incluindo inglês técnico), o que abre portas para projetos remotos e carreira internacional.”

A pandemia do coronavírus e as ferramentas de resolução de conflitos online

Por Ronaldo Gallo

A internet surgiu em 1969, basicamente voltada para finalidades científicas e conectando sites da academia e das Forças Armadas. Neste período, pouquíssimos eram os conflitos que emergiam no âmbito da rede por conta do número limitado e restrito de usuários,e também pelas preocupações da época, voltadas para o funcionamento e estabilidade da rede em si.Com a internet mais popularizada, o aumento de usuários e do fluxo de transações por meio da rede de computadores fez aumentar também o número de conflitos, que, necessariamente deveriam ser resolvidos com agilidade, tornando necessário o uso da tecnologia para assistir e resolvê-los. Até meados da década de 90 não era comum, fácil ou economicamente acessível encontrar um provedor de internet que viabilizasse a navegação na rede. O diminuto número de usuários até então não se traduzia na inexistência de conflitos, mas os poucos que apareciam eram resolvidos informalmente, sem maiores repercussões. Tal perspectiva perdurou por aproximadamente duas décadas, quando as iniciativas com a chamada internet comercial propagaram.

A primeira empresa a observar a necessidade de criar ferramentas online para resolução de conflitos foi a norte-americana Ebay, avaliando o crescente índice de reclamações e o perigo, caso não fossem resolvidas em tempo hábil, da diminuição nas compras em sua plataforma. Contrariamente, a empresa também percebeu que ao apresentar uma resposta rápida e eficiente aos conflitos, o nível de confiança aumentaria, bem como as transações comerciais na sua plataforma. A marca também notou que a forma de resolução usual, com a intervenção humana atuando para a resolução dos conflitos entre compradores e vendedores, não seria suficiente para dar a resposta apropriada à demanda crescente, no tempo apropriado.

Nesse cenário, nasce o uso da tecnologia para assistir e resolver conflitos, as chamadas ferramentas ODR — Online Dispute Resolution. A primeira delas, criada para solucionar casos e uma das mais eficientes do mundo, foi a Modria, que está em funcionamento até hoje.

A ideia por trás das ODRs é justamente dar conta de um número de disputas que seria impossível lidar se a perspectiva fossem os métodos tradicionais de resolução de disputas, todos demandando a intervenção humana. Estas ferramentas conseguem promover técnicas de mediação em um formato de software, traçando um fluxo informacional que é gerenciado pela plataforma, deixando para a intervenção humana apenas os casos que fogem aos filtros pré-determinados.

Tudo isso para dizer que as ferramentas ODR foram criadas para suportar uma demanda que nitidamente não seria possível encarar apenas com a aplicação de métodos tradicionais de resolução de conflitos, todos demandando a intervenção humana. Com a pandemia do coronavírus, coloca-se a humanidade em uma situação nunca antes vivida, com impactos que também nunca foram sentidos e esse grau de incerteza repercute em grande parte da vida social, com especial atenção para a saúde, mas sem perder de vista o ambiente econômico, que conta com indiscutível relevância para a resolução da crise.

Com as medidas sanitárias determinadas pelos governos, é crescente o número de cancelamento de compromissos, com forte impacto nos mais diversos nichos econômicos. Quem deve pagar essa conta é a pergunta que pode gerar uma infinidade de conflitos, que não serão superados com o auxílio dos meios tradicionais de resolução de demandas.

Já passou da hora de construir as bases que propiciarão a superação destes desafios, especialmente pelo o fato de que a maioria dos órgãos públicos que poderiam ser utilizados, numa perspectiva tradicional, como suporte para auxiliar na resolução dos conflitos, também estão de quarentena. As ferramentas ODR serão fundamentais para gerir essa grande quantidade de informações e as técnicas inseridas nos respectivos softwares poderão automatizar um percentual considerável de acordos, minimizando despesas desnecessárias, propiciando planejamento adequado para os envolvidos e satisfação quanto aos resultados obtidos.

A tentativa de solução desses conflitos, que irão se agigantar com o decorrer do tempo pelos métodos tradicionais, implicará no colapso das estruturas físicas ordinariamente voltadas para este trabalho, com resultado insatisfatório para todas as partes envolvidas e um dispêndio financeiro além do razoável, especialmente se levarmos em consideração todos os aspectos econômicos envolvidos para o enfrentamento da pandemia.

Em um momento que o amanhã está tomado por tantas incertezas, a criatividade, a técnica e o uso da tecnologia, modulados para atuar em um ambiente instável, é o que pode minimizar o impacto da crise econômica e, quem sabe, até fortalecer relacionamentos comerciais.

Ronaldo Gallo, Sócio-fundador da Câmara de Mediação e Arbitragem Especializada – CAMES Brasil

Startup cria projeto para ajudar profissionais desempregados durante pandemia de COVID-19

O número de pessoas desligadas por conta do impacto do COVID-19 à economia deve passar de 20 milhões, de acordo com especialistas ouvidos pela BBC Brasil. Pensando em ajudar a reverter esse cenário, a Matchbox, HRTech pioneira em marketing de recrutamento, acaba de lançar o Conexão Match, iniciativa que tem como objetivo conectar profissionais em busca de recolocação à empresas com vagas abertas.

O projeto é 100% gratuito e permanecerá no ar nos meses de abril e maio. Tanto candidatos quanto profissionais de RH podem se inscrever no hotsite http://conexaomatch.matchboxbrasil.com/, onde ambos receberão instruções com próximos passos após a inscrição.

“Nesse período de crise é importante cada empresa contribuir com a sociedade da forma que puder e conseguir. A Matchbox tem dentre suas especializações o Recrutamento e Seleção e este projeto foi a forma de usar nosso conhecimento para o bem da população,” afirma Kleber Piedade, CEO da startup.

Vela Software adquire Kurier

Diretores da Kurier, da esquerda para a direita: Leandro Rodrigues (Diretor de P&D), Salvatore Bruno (CEO) e Fred Ferraz (Diretor Comercial)

Kurier, pioneira em tecnologia e inteligência jurídica, acaba de ser adquirida pela gigante Vela Software, empresa do grupo canadense Constellation Software, que atua na compra, gerenciamento e desenvolvimento de empresas de software em várias partes do mundo. A operação faz parte da estratégia da Vela Software de consolidar o mercado de lawtech no Brasil, iniciada em 2019 com a aquisição da Aurum, responsável pelo desenvolvimento dos softwares jurídicos Themis e Astrea, líderes em seus segmentos de atuação.

Salvatore Bruno, CEO da Kurier, acredita que a aquisição pela empresa canadense vai fortalecer ainda mais a atuação da Kurier no País, permitindo uma grande expansão no mercado, bem como maior investimento em tecnologias inovadoras. “Essa conquista só foi possível graças a um trabalho sério e pioneiro que permitiu um crescimento médio de 20% ao ano nos últimos 5 anos. Durante todo esse tempo fomos inovadores e lançamos diversas soluções que mudaram para melhor a vida dos operadores jurídicos e dos interessados em informação sobre o comportamento da justiça brasileira”, afirma.

A Kurier já é reconhecida por seus produtos inovadores e por sua capacidade de agregar valor ao negócio dos seus clientes por meio da oferta de soluções que proporcionam eficiência operacional e decisão orientada a dados. “Este movimento só reforça o nosso compromisso de continuar contribuindo com a evolução do mercado de tecnologia jurídica no Brasil”.

Com esta segunda aquisição a Vela confirma seu objetivo de consolidar a vertical de lawtechs no país. “Entendemos que o mercado de tecnologia jurídica no Brasil está em pleno crescimento e que este movimento, iniciado em 2019 com a aquisição da Aurum, deve continuar. A Kurier foi o segundo passo, mas ainda temos muitas boas oportunidades neste segmento no Brasil”, informa Paulo Felipe Martins, VP de M&A da Vela Software Latin América.

Faz parte da estratégia da Vela manter todo o quadro funcional da empresa, incluindo os executivos, que continuarão à frente do negócio, junto a todo o quadro funcional da Kurier. Bem como a Aurum, a Kurier também continuará a funcionar de modo independente, e com novas parcerias à vista. “Temos produtos complementares, há muita coisa que podemos fazer juntos no sentido de melhorar nossas soluções para o mercado”, comenta Antônio Gerassi Neto, CEO da Aurum.

“Vamos trabalhar de forma complementar com a Aurum, mantendo nossa missão de atender às necessidades dos nossos clientes, de tornar melhor a vida das pessoas que se relacionam conosco e de contribuir para o desenvolvimento da nossa sociedade”, finaliza Salvatore.

Conselho Monetário Nacional e Banco Central adotam medidas para dar mais liquidez e estabilidade ao sistema financeiro

O Conselho Monetário Nacional (CMN) adotou duas novas medidas para dar mais liquidez e estabilidade ao sistema financeiro, permitindo que as instituições tenham mais recursos disponíveis para a concessão de empréstimos.

A primeira medida autorizou o Banco Central do Brasil a conceder empréstimos aos bancos mediante a emissão de Letra Financeira Garantida a partir de 20 de abril. A medida, que tem impacto previsto de R$ 650 bilhões, faz parte do pacote de R$ 1,2 trilhão lançado pela autoridade monetária para tentar amenizar os efeitos da pandemia do novo coronavírus na economia. “As letras financeiras são títulos de securitização que têm como lastro a carteira de empréstimos concedidos pela instituição financeira a seus clientes. Estima-se que a liberação ocorra dois dias após o envio da respectiva documentação ao Banco Central, o que permitirá maior liquidez para operações de linha de crédito”, comenta Thaís Cíntia Cárnio, especialista em Banking e professora de Direito das Relações Econômicas Internacionais e Mercado Financeiro da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Segundo a norma, a operação terá um custo de 0,60% ao ano e o empréstimo será concedido por meio de liberações mensais de recursos (tranches). A primeira será de até 50% do patrimônio de referência (PR) do banco e pode chegar a 100% do PR até o fim do ano. A nota ainda esclarece que as instituições financeiras estão com níveis de capital e liquidez em patamares confortáveis, “bem acima dos requerimentos mínimos estabelecidos”.

Suspensão de dividendos 

A outra medida, o CMN vedou, de forma temporária, a distribuição de dividendos e aumentos de remuneração dos administradores das instituições financeiras. “O objetivo é manter esses valores em caixa para que as instituições tenham um bom colchão de recursos para absorver futuros impactos econômicos. Essa medida será aplicada aos pagamentos com datas-bases”, ressalta Cárnio.

O objetivo da regulamentação é “evitar o consumo de recursos importantes para a manutenção do crédito e para a eventual absorção de perdas futuras”, segundo o documento.

Fundos de ações têm capação líquida de R$ 8,3 bilhões em março

Os fundos de ações registraram captação líquida de R$ 8,3 bilhões em março, de acordo com dados da ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais). No primeiro trimestre, a classe acumula entradas líquidas de R$ 45 bilhões, contra R$ 16,7 bilhões no mesmo período do ano passado.

No total da indústria de fundos, a crise desencadeada pela pandemia da Covid-19 gerou impactos, com resgates líquidos de R$ 31,2 bilhões em março. O saldo dos três primeiros meses de 2020 permanece positivo, com R$ 6,8 bilhões, mas representa queda em relação ao mesmo intervalo de 2019, quando foram registrados R$ 65,2 bilhões.

Além da classe de ações, os FIPs (Fundos de Investimento em Participações) e os fundos cambiais tiveram aportes de recursos em março, de R$ 478,4 milhões e de R$ 790,5 milhões, respectivamente. Apesar das captações de R$ 5,1 bilhões e de R$ 4,9 bilhões no período, as movimentações dos ETFs (Exchange Traded Funds) e dos FIDCs (Fundos de Investimento em Direito Creditório) foram concentradas em fundos específicos.

Entre as classes com resgates em março, a de renda fixa foi a mais impactada, com R$ 42,9 bilhões. No primeiro trimestre, os fundos de renda fixa acumulam saídas líquidas de R$ 63,6 bilhões. Os multimercados e os fundos de previdência tiveram resgates líquidos de R$ 5,1 bilhões e de R$ 3 bilhões, respectivamente, no mês, mas seguem com captações positivas de R$ 14,4 bilhões e de R$ 2,6 bilhões no ano.

Em linha com os desempenhos dos indicadores de mercado IMA Geral (Índice de Mercado ANBIMA) e Ibovespa, que tiveram quedas de 1,98% e de 29,9% em março, as rentabilidades dos fundos também foram afetadas no mês. Os fundos do tipo ações livre, que representa o maior patrimônio líquido da classe de ações, tiveram recuo médio de 30,12%, no mês. Entre os multimercados, o tipo livre apresentou variação negativa mensal de 4,61%. Na renda fixa, os tipos mais representativos, duração baixa grau de investimento e duração livre grau de investimento, registraram retornos negativos de 0,06% e 0,1%, respectivamente.

Confirboleticompleto.

Como garantir a segurança de dados no trabalho remoto?

Por Wagner Hiendlmayer 

O impacto mundial da pandemia do coronavírus demandou uma série de adaptações das empresas para garantir a saúde e a segurança de seus colaboradores, clientes e parceiros. Neste cenário de incertezas, o trabalho remoto tornou-se uma medida essencial para combater a rápida disseminação do vírus.

De acordo com recente pesquisa realizada pela consultoria Betania Tanure Associados (BTA), que ouviu 359 empresas brasileiras, quase metade das companhias adotaram o home office como medida preventiva à evolução do COVID- 19 no país. No entanto, o trabalho remoto requer profunda atenção no que diz respeito à segurança de dados. Como podemos garanti-la efetivamente?

O home office, pontualmente para momentos de crise, pode criar circunstâncias de riscos diferentes das enfrentadas no cotidiano das empresas. Companhias que não possuem essa cultura tendem a se preocupar com uma segurança mais perimetral, pois mesmo que haja o consumo de serviços em nuvem ou em provedores externos, o ponto de partida dessas conexões costuma ser mais restrito. Neste cenário, a proteção dos dispositivos (notebooks, smartphones) é essencial, já que esta é a primeira barreira de proteção. O fornecimento de acessos seguros aos sistemas da empresa, por exemplo, também é fundamental, pois impõe criptografia nas camadas de transporte e realiza o controle de acesso aos dados e sistemas.

Se considerarmos que um usuário preparado é capaz de se proteger de situações de risco onde os softwares de controle não conseguem atuar, nenhuma companhia deveria deixar de implementar programas de capacitação e conscientizar os colaboradores sobre os riscos de se conectarem a partir de qualquer rede, ou ainda sobre os cuidados com o uso destes dispositivos em espaços públicos.

Atualmente, existem várias atividades que demandam o deslocamento de informações em meio físico (papel) para que esses colaboradores possam trabalhar remotamente. Para esses casos, é necessária uma política clara com relação às regras de transporte do acervo, ou seja: quem pode retirar esses documentos da empresa e quais podem ser tramitados, além de um rigoroso controle quanto à estas movimentações.

Com relação às soluções em nuvem, as companhias que já adotaram este recurso no passado, têm sofrido menos com gargalos em função do número de conexões remotas. Uma das principais características da nuvem é prover uma infraestrutura elástica, capaz de se adaptar aos diferentes volumes de demanda. Outro aspecto importante é que os principais provedores já implementam camadas de segurança em suas estruturas, auxiliando as empresas na proteção de dados. Desta forma, a mobilidade dos usuários, a simplificação do processo de gestão e a segurança das informações são os principais pontos positivos da adoção de soluções em cloud.

Segurança de dados no home office 

Existem algumas medidas que as empresas podem tomar para garantir a segurança de dados no home office. A capacitação dos colaboradores para exercer as tarefas remotamente é o primeiro passo para minimizar os riscos de um episódio de segurança. Usuários com conhecimento dos perigos das redes públicas, das redes Wi-Fi fora das organizações e de boas práticas no uso dos e-mails, serão capazes de reconhecer e impedir situações de ameaça antes mesmo que elas ocorram.

Outro ponto crítico que deve ser levado em consideração é a segurança dos dispositivos. Mantê-los atualizados e com as soluções de segurança é essencial para impedir que softwares maliciosos tenham sucesso em um eventual episódio de ataque. Além disso, é importante que a empresa fique atenta a segurança dos meios de conexão, ou seja, no momento de fornecer aos colaboradores acessos seguros de conexão. Existem diversas opções, como soluções de acesso privado, VPN’s, VDI’s, entre outros. Por isso, é essencial que as liberações de acesso sejam criteriosas, garantindo que cada colaborador tenha acesso apenas aos dados relevantes à execução de suas funções.

A restrita política de acesso, ou seja, o mapeamento de permissões aos sistemas e dados é uma atividade que deve ser constantemente revisada pelos departamentos dentro de cada companhia. Garantir que as informações estejam restritas apenas a quem deveria ter esse acesso, minimiza a quantidade de dados vazados em caso de incidente. Por fim, é necessário estabelecer uma conexão direta com o cliente, já que em diversas atividades, os usuários conectam-se à infraestruturas e sistemas para o desenvolvimento de suas atividades. Nesses casos específicos, é recomendável que o cliente forneça esse acesso diretamente ao colaborador, reduzindo a quantidade de conexões desnecessárias e utilizando a infraestrutura de segurança do próprio cliente.

Segurança de dados: desafios do trabalho remoto 

A falta de visibilidade do departamento de Tecnologia da Informação (TI) é o maior risco do trabalho remoto, em casos onde existe uma escassez de soluções de segurança. Dependendo das ferramentas disponíveis, a área de TI pode não ser capaz de identificar essa violação e o invasor ainda poderia utilizar a conexão deste equipamento com a empresa e, de forma indetectável, usar este canal seguro para estender essa invasão para a infraestrutura interna da companhia.

O maior desafio é que não existe uma receita pronta para a adoção do home office. Dentro da mesma instituição, departamentos diferentes respondem de maneira distinta a este modelo de trabalho, o que vai muito além de apenas desafios tecnológicos. O modelo de comunicação entre os membros do time, o uso de cada aplicação e a forma como cada departamento interage com os clientes impõe desafios específicos para esta modalidade de trabalho.

Em relação à LGPD , nada muda. A instituição continua sendo a responsável pela proteção das informações, e havendo um episódio que comprometa essas informações, seja ele decorrente ou não do trabalho remoto, será responsabilizada nos termos da lei. Mas, cabe ressaltar que existem situações atenuantes e a implementação de um bom Programa de Proteção de Dados , que busque minimizar os riscos do teletrabalho no que tange à capacitação dos usuários, o controle dos processos e a implementação de sistemas de segurança poderá abrandar as possíveis sanções aplicadas, além de certamente reduzir os riscos de um episódio de vazamento ou comprometimento de dados sigilosos.
Wagner Hiendlmayer, Diretor de infraestrutura e Cyber Risk da Digisystem , empresa 100% brasileira com 28 anos de experiência em serviços especializados em TI