Page

Author admin

Os riscos da falta de segurança na nuvem

Por Alexis Aguirre, Diretor de Segurança da Informação da Unisys para a América Latina

A adoção de nuvem por empresas Latino-americanas segue crescendo e, em meio ao momento delicado que estamos vivendo, não há tecnologia mais útil que essa para garantir a continuidade de operações com agilidade e produtividade. Para além disso, quem já utilizava recursos de nuvem sabe que eles geram inovação e, ao mesmo tempo, redução de custos, já que é possível prever os gastos envolvidos em cada projeto.
Certo, Cloud agora é uma premissa, um caminho sem volta. O próprio Gartner já chama a nuvem de “o novo normal da TI corporativa” (the new normal for enterprise IT). Nesse cenário, a discussão urgente que estamos perdendo não deveria ser sobre adoção da nuvem e sim sobre um melhor entendimento das mudanças fundamentais de paradigma que chegam com o uso da nuvem. As companhias estão atrasadas para perceber que, com a nuvem, a superfície de ataques hackers muda de lugar.
Então, vamos a pontos práticos e críticos sobre como criar uma consciência corporativa para evitar ameaças de segurança da informação na nuvem.

Tenha clareza sobre os responsáveis de cada parte do projeto
Um desafio que vem com a nuvem é a falta de clareza sobre quem é responsável pelo quê. A dica é se organizar e aderir a operações do DevSecOps para obter integração,implementação e melhorias contínuas após a migração inicial para a nuvem.

Não subestime a complexidade dos ambientes em nuvem
As organizações tendem a subestimar as complexidades dos ambientes em nuvem — e sua proteção. A maior flexibilidade e poder dos serviços em nuvem resultam em maior complexidade de governança e operações, aumentando a possibilidade de vulnerabilidades devido a configurações incorretas.
A flexibilidade e o poder inigualáveis dos microsserviços em contêiner e do Kubernetes também resultam em complexidade adicional, aumentando o número de interfaces que podem ficar expostas. Não compreender ou investir nas ferramentas e nos conhecimentos necessários para gerenciar essa complexidade resulta em configurações abaixo do ideal, levando a explorações e vazamentos de dados.

Um novo DNA pede um novo processo de monitoramento
Algumas organizações acreditam que podem usar tecnologias de segurança locais em ambientes dinâmicos de nuvem. As abordagens tradicionais simplesmente não funcionam porque estamos falando de um novo DNA. Na nuvem, você precisa ter um processo automatizado para proteção da carga de trabalho remoto. Você não tem o tempo ou o luxo de alguém monitorar isso diariamente.

Crie novas políticas, práticas e procedimentos de segurança
A nuvem consolidou infraestruturas, sistemas e recursos de computação. Agora, as organizações precisam preparar suas políticas de proteção de dados para funcionar quando não têm controle da infraestrutura na qual seus dados residem.

Como lidar com microsserviços
Fornecedores de software oferecem microsserviços em contêineres, que podem ser aproveitados como componentes por aplicativos. Eles vêm com uma variedade de opções de licenciamento comercial e de código aberto, com diferentes níveis de suporte ou nenhum outro suporte que não seja uma comunidade online. Algumas licenças de código aberto, como a GPL, podem tornar o software inadequado para alguns usos de produção. As implicações legais e de custo do licenciamento de microsserviço são um aspecto importante desse novo cenário de aplicativos. É recomendável considerá-las durante o desenvolvimento do aplicativo antes da transição para a produção.

A importância do acesso seguro
O acesso seguro pressupõe que aplicativos, rotas ou sistemas de comunicação sejam utilizados apenas por quem possui credenciais apropriadas para tal. Os relacionamentos e limites de confiança precisam ser gerenciados de acordo com os objetivos de negócios e as restrições legais. Além da autenticação robusta que usa rotação de credenciais e autenticação multifator, os acessos precisam ser definidos em termos de funções baseadas do menor ao maior privilégio.

Limite e proteja sua superfície de ataque
A eficácia em minimizar a superfície de ataque implica em limitar o acesso externo e interno (por exemplo, portas abertas) ao que é absolutamente necessário. Implica também em desabilitar funções e infraestrutura desnecessárias de software. Isso reduz o número de itens que podem ser comprometidos.
A superfície de ataque não só deve ser limitada, mas também precisa ser protegida por meio de uma estrutura automatizada e que detecte inteligentemente o tráfego anormal ou o comportamento do software. Isso deve resultar nas ações de quarentena e notificação orientadas por políticas apropriadas, limitando assim o impacto de violações.

A jornada na nuvem tem nos guiado ao futuro. Se feita corretamente, pode trazer muitos benefícios para as empresas. Só não podemos nos esquecer de que nuvem e segurança devem caminhar juntas. Não é improvável que companhias corram riscos de violações de dados, mas aquelas que estiverem preparadas para corrigir e isolar ataques em segundos ou minutos serão mais bem-sucedidas.

Cargill contrata mais de 170 novos profissionais mesmo em período de crise no país

A Cargill finalizou mais um processo seletivo para a contratação de estagiários para as suas unidades no Brasil. Ao todo, foram mais de 170 profissionais contratados mesmo em período de instabilidade econômica.

“Não desistir do nosso programa de estágio foi fundamental para mostrar o nosso apoio a todos nesse momento de grandes incertezas que estamos vivendo. E, com isso, nós também conseguimos agregar mais valor à Cargill, trazendo novos talentos e os preparando para o mercado de trabalho com os nossos programas de desenvolvimento interno”, explica Nathalia Sobral, gerente de Talent Acquisition da Cargill no Brasil.

Desde 2017, a Cargill vem apostando em um modelo inovador de processo seletivo. Feito virtualmente, o programa consiste em etapas que envolvem game de competências, teste de inglês e dinâmica com a consultoria. Além disso, para tornar as contratações ainda mais inclusivas, a companhia adotou o modelo de “currículo cego”, no qual além de não terem o conhecimento sobre a instituição dos candidatos, os gestores contratantes também não têm acesso ao nome, idade e gênero dos estudantes.

Além de ter a preocupação com o processo seletivo, a forma como esses novos profissionais serão recebidos também é desafiante. “Nesse ano, com a quarentena, decidimos seguir o recrutamento de forma totalmente online e o resultado foi muito positivo. Com a ajuda da nossa equipe de TI, RH e Gestores, já estamos também preparando tudo que será necessário para que eles consigam receber os equipamentos em casa, além de terem acesso aos treinamentos que realizamos com todos os funcionários assim que são contratados e serem gerenciados da melhor forma mesmo que remotamente”, explica a executiva.

XP Inc. é a primeira empresa do país a assumir meta de ter ao menos 50% de mulheres entre todos os colaboradores

A XP Inc., uma das maiores instituições financeiras do Brasil, é a primeira empresa do país a assumir compromisso público de equidade de gênero entre todos os seus colaboradores. A empresa tem como meta contar com, ao menos, 50% de mulheres em seu quadro total de funcionários até 2025, em todos os níveis hierárquicos. Hoje, a companhia possui 2.600 colaboradores, e deve encerrar o ano com 3.100 funcionários. O percentual atual de mulheres na companhia é de 22%.

Para atingir a meta traçada, a companhia está implementando uma série de medidas práticas. Entre elas, destacam-se:

· Criação do coletivo feminino MLHR3, além do fomento de grupos/comunidades internas para discussões e implementação de ações;

· Treinamento para lideranças;

· Treinamento para preparar todos os colaboradores que realizam processo seletivo;

· Mentoria de carreira para mulheres;

· Acompanhamento de KPIs de promoções e remuneração entre os gêneros;

· Revisão de políticas internas – ajuste da nomenclatura das vagas e avaliação de desempenho;

· Canal aberto para participação e discussão;

· Parcerias para desenvolvimento de mulheres e para dar suporte à inclusão, a começar pelo Reprograma, iniciativa de formação de mulheres para trabalhar com programação;

· Licença maternidade e paternidade estendida;

· Possibilidade de trabalho remoto para todos os colaboradores, de acordo com o que for melhor para cada profissional.

Para Marta Pinheiro, sócia e diretora de ESG da XP Inc., a meta tem como objetivo acelerar o processo de inclusão de mulheres no mercado financeiro e em cargos de liderança. “Entendemos o contexto histórico da nossa sociedade e desse mercado, que hoje não atrai ou favorece a presença feminina, e o nosso intuito é derrubar essas barreiras. Mais mulheres no mercado financeiro também significa mais empoderamento de suas finanças, que é uma ferramenta de liberdade. Destaco ainda o home office como uma excelente política de flexibilidade, que irá contribuir para a questão de carreira e maternidade, um dos pontos cruciais para profissionais mulheres. Por fim, como líder do coletivo de mulheres (MLHR3), fico muito orgulhosa em ver uma empresa do porte da XP assumir um compromisso público nesse sentido, pois tenho certeza que seremos seguidas por outras empresas, criando assim um ciclo virtuoso para a equidade de gênero no país”, disse.

“Queremos criar as melhores condições para que essas profissionais consigam desempenhar todo o seu potencial, auxiliando nas questões do dia a dia do trabalho e, também, na qualidade de vida das nossas colaboradoras. Queremos ser exemplo de empresa que gera um impacto positivo para a sociedade, da qual os nossos colaboradores, clientes e investidores tenham muito orgulho”, afirma Guilherme Sant’Anna, sócio e diretor de Gente & Gestão da XP Inc.

MLHR3

A XP Inc. anunciou na última semana a criação do coletivo feminino MLHR3 (em alusão às siglas utilizadas por empresas listadas em Bolsa), com a participação de 135 mulheres. O MLHR3 tem como objetivo discutir os principais assuntos relacionados ao tema, além de ter canal aberto com o time de Gente & Gestão da empresa e com o CEO, Guilherme Benchimol. Uma das primeiras medidas já tomadas pelo grupo é a parceria com o Reprograma (reprograma.com.br), iniciativa que auxilia na formação de mulheres em programação, hoje uma das áreas com mais oportunidades no mercado de trabalho.

Segue abaixo manifesto do grupo MLHR3:

Quando uma mulher ocupa um lugar pela primeira vez, ela transforma esse lugar. Ela abre um caminho. Ela diz: sim, nós podemos estar aqui. E agora, o aqui não é mais o mesmo. Ela risca o chão. Ela pega uma enxada na mão. Se precisar, ela diz outra vez, e mais alto: sim, nós podemos estar aqui. Aqui, ali e lá também. E estar aqui é puxar as próximas. Não se contentar em ser uma. Duas. Ou dez.

Porque abrir um caminho, é inspirar novos caminhos. E a cada nova mulher, ocupando um novo espaço, a nossa rede cresce. Ganha força. Se multiplica.

Quanto mais presentes estivermos, mais visíveis ficamos. E ninguém pode sonhar com aquilo que não pode ver.

Por isso, pra continuar mudando o jeito que os brasileiros investem, precisamos mudar o jeito que as brasileiras sonham.

Acesse o manifesto aqui: http://we.tl/t-ZyoIOKgNkC.

Uso do dinheiro em espécie cresce no Brasil

Levantamento realizado pela TecBan, administradora do Banco24Horas, revela que o volume de dinheiro sacado neste mês cresceu 25% desde abril. Durante a pandemia do Covid-19, o Banco24Horas foi responsável pelo atendimento de 50 milhões de pessoas, resultando em mais de 100 milhões de saques por mês. No período, foram registradas 180 milhões de transações (saques, extratos, transferências e etc) nos cerca de 23 mil caixas eletrônicos.

Ainda de acordo com os dados do Banco24Horas, as populações das classes C, D e E puxam o aumento do uso do papel moeda como meio de pagamento. Ao todo, 60% das operações de saque são realizadas em regiões residenciais desse perfil de pessoas, que possuem restrições de acesso ao sistema financeiro e à conectividade.

As informações mostram que apesar do isolamento social e da crise financeira, o dinheiro em espécie é fundamental para a economia brasileira. “Vivemos em um país em que 29% das pessoas ainda recebem salários em papel moeda e 91,6% utiliza como forma de pagamento principal. Em um momento crítico como este, é natural que as pessoas optem por ter o dinheiro em mãos”, analisa Jaques Rosenzvaig, Diretor Geral da TecBan,

O desafio, agora, é aumentar a base monetária brasileira para manter a eficiência do ecossistema de distribuição e garantir que todos tenham acesso. O Brasil vive no seu limite – o volume de dinheiro circulante é muito baixo – apenas 3,9% do PIB. “Na China, esse percentual é mais que o dobro (8,9%). Os EUA registram 8,2% do PIB em moeda circulante e o Japão 21%”, compara o executivo.

Investimentos em inovação para ampliar o acesso

Para contribuir com a melhora constante da eficiência do ecossistema brasileiro, a TecBan tem investido em inovações focadas na convergência físico-digital, de maneira a ampliar ainda mais a capilaridade de seus serviços e garantir acesso ao dinheiro para os diferentes perfis de brasileiros. Ao todo, foram mais de R﹩ 3 bilhões na última década e a previsão é de mais de R﹩ 300 milhões ainda em 2020.

Neste sentido, a TecBan passa a oferecer ao mercado o serviço para sacar dinheiro no comércio. Inicialmente disponível para clientes do Banco24Horas Saque Digital, o sistema é fácil de utilizar. Basta o cliente identificar o estabelecimento comercial credenciado e escanear o QRCode pela TecBan no dispositivo da loja. Em seguida, o consumidor receberá a autorização do valor de saque, que será pago pelo varejista, que por sua vez receberá o valor direto em sua conta.

O serviço é interoperável entre todas as instituições financeiras e poderá ser utilizado via QRCode, Token, PinPad, App, Toten, e o próprio caixa do varejista. O limite de valor do saque será estabelecido pela TecBan.

O grande diferencial do serviço de sacar no comércio da TecBan é o modelo adotado. Baseado em pesquisas e experiências (nacionais e internacionais), a empresa aposta em um formato que trará benefícios para todos os elos da cadeia:

• Instituições financeiras – eficiência, segurança e capilaridade nacional sem precisar fazer nenhum tipo de investimento ou desenvolvimento;

• Estabelecimentos comerciais – além de atrair mais clientes, vão ganhar por cada transação;

• Consumidores – operação será a custo zero (saque grátis).

Para colocar o sistema operação, a TecBan já possui parceria com a Simples Integradora de Redes (grupo Rede Mais Você), integradora de redes e correspondência bancária, com capilaridade em diversos estados do Brasil, com a Fintech Celcoin e com a Software Houses (Sistemas de Gestão para o Varejo), criando uma ampla rede de atendimento, principalmente em localidades sem atendimento bancário.

O serviço já está funcionando em 15 pontos de atendimento nas cidades de Goiânia (GO), Vila Velha (ES), Natal (RN); Fortaleza e Itatinga (CE); Ipubi e Petrolina (PE); Piracuruca (PI); Mari (PB), Garrafão do Norte e Santa Isabel do Pará (PA) e Centro do Guilherme (MA). Mais 100 pontos estão previstos para serem habilitados nas regiões do Espírito Santo, Rio de Janeiro, Natal e Ceará, nas próximas semanas. A expectativa é que cerca de 30 mil varejistas sejam ativados com o Serviço.

Quando a empresa cresce, como manter a essência de startup viva?

Por Luciana Carvalho, VP de Gente e Performance do Grupo Movile

Ao longo dos anos, vi diversas empresas que cresceram exponencialmente perderem um pouco da essência de startup em nome desse desenvolvimento. Muitas vezes a cultura é consolidada enquanto startup, mas quando a operação começa a ficar robusta e com times maiores, os elos podem enfraquecer. Neste momento a frustração costuma ser grande. Como fazemos para retornar à alma de startup? É possível retomar? Não podemos mais ser o que éramos, porque agora somos grandes. E agora?

Eric Ries, autor do Lean Startup, define que uma startup é desenhada para desenvolver produtos e serviços em cenários de extrema incerteza: novos mercados, novas tecnologias – criando assim um modelo de negócios próprio. Já a grande empresa é desenhada para operar de maneira eficiente e lucrativa um modelo de negócios já existente. A startup cria o que vai ser e como tem que ser. A grande empresa precisa trabalhar algo que já existe e fazer funcionar. Nesse sentido, as características culturais que são trazidas por essa diferença de atuação acabam gerando os estereótipos que você escuta por aí: “startups são ágeis, sem burocracia, respiram inovação. Empresas grandes são engessadas, com processos burocráticos, e dificultam as tomadas de decisão”.

A verdade é que as características de uma não sobrevivem sem as da outra. Se uma grande empresa tem uma super eficiência e lucratividade mas não busca constantemente inovar, pode se tornar ultrapassada (como é o caso clássico de várias gigantes que desapareceram, como a Kodak). Da mesma maneira, uma startup que não olha para seus resultados e processos de gestão pode ter o produto mais inovador do mundo, mas não se sustenta por muito tempo ou não consegue escalar. Meu principal ponto aqui é: sim, é possível ser uma grande empresa com alma de startup, e uma startup com a eficiência de uma grande empresa. Algumas essências podem ser trabalhadas e vividas independentemente se você está em um escritório com 2 mil pessoas ou na garagem de casa com cinco sócios. Trago aqui algumas delas, que atendem a essa ambidestria no contexto em que estou inserida.

A comunicação fluida entre times

Criar relações de abertura e um ambiente de fácil acesso e transparência, garante que o que está acontecendo lá na ponta da operação chegue rapidamente aos(às) gestores(as) e aos times responsáveis de forma clara, sem receios. Se uma mudança é percebida no dia a dia e comunicada facilmente aos envolvidos, responder rapidamente ao mercado e ser pioneiro dentro do setor se torna mais plausível. Isso nos dá uma agilidade gigantesca em antecipar tendências e agir, seja em times pequenos ou times enormes. Por outro lado, a dificuldade está no que isso demanda: uma liderança vulnerável e flexível, capaz de criar um ambiente de comunicação fluida. A formação de lideranças é prioridade para garantir que isso aconteça.

Multidisciplinaridade para resolução de problemas

É muito comum que, em startups, exista a figura do(a) profissional “faz tudo”. A equipe é muito enxuta e o trabalho tem que ser feito. Como grande empresa, talvez você tenha recursos para contratar especialistas, mas se essas pessoas ficam fechadas em suas áreas de atuação, muito se perde em agilidade e possibilidades de resolução de problemas de forma completa, e a inovação pode ser bloqueada. Em grandes empresas, uma maneira de fazer com que a integração aconteça é formar squads de trabalho, que reúnem profissionais de diversas áreas, para execução de projetos ou demandas específicas.

Tolerância ao erro

Esse talvez seja um dos meus favoritos. Em um ambiente onde tudo é processual e com resposta definida (certa ou errada), não existe espaço para inovar. Inovação é uma atividade que requer risco, experimentação e a habilidade de forjar uma resposta que ainda não existe. Como vou acertar a resposta se ela ainda nem existe? Muitos(as) colaboradores(as) guardam dentro de si ideias fantásticas por puro receio de errar e serem penalizados ou julgados, então é importante ter atenção a estímulos inibidores de ideias que passam despercebidos.

Em resumo, e tomando como exemplo os pontos que acabei de citar, acredito que existem várias expressões de cultura que podem funcionar em ambos os tipos de organização, se extraída a premissa fundamental. Ou seja, se você enquanto grande empresa admira muito algum comportamento, modelo de gestão ou ação de cultura implementada em uma startup, minha dica é tentar extrair a essência por trás disso: qual é a premissa que sustenta essa ação? A premissa é um compromisso com transparência? Foco no desenvolvimento de pessoas? Para cada empresa essa essência será operacionalizada de maneira diferente, mas isso não impede que ela seja criada. E o mesmo vale para startups que desejam ganhar a estrutura e eficiência de uma grande empresa.

No fim, a alma de startup talvez esteja nesse apoio que a cultura e seus desdobramentos proporcionam para que as pessoas desempenhem seu melhor com liberdade e autonomia, respeitando, é claro, o porquê de ser da empresa. Uma dose de liberdade, combinada com um grande desafio, gera responsabilidade. E indivíduos autônomos e responsáveis (sejam eles cinco na garagem ou dois mil em um escritório) são, em qualquer organização, o que verdadeiramente transforma ideias em ação e muito além: ação em resultado – a verdadeira inovação.

Inteligência artificial acelera processos no meio jurídico e estimula trabalho estratégico de profissionais do setor

A inteligência artificial já está transformando a rotina de escritórios de advocacia e departamentos jurídicos no País, e seu papel já vai muito além da automação. Com o aprendizado da máquina, processamento de linguagem natural e soluções cada vez mais avançadas, hoje a tecnologia tem sido uma importante aliada dos advogados nos processos de análises de contratos, gerenciamento de contencioso e outras tarefas que exigiam grande trabalho manual. A startup KOY e a Elaw são exemplos de empresas que já estão otimizando seus processos com as soluções de inteligência artificial de IBM Watson no Brasil.

Além de acelerar processos, as soluções colaboram para que os profissionais do setor ganhem mais tempo para atuar de forma estratégica em demandas de alto valor, já que a tecnologia ajuda a reduzir consideravelmente o tempo de trabalho operacional. Atividades que antes levavam dias, já podem ser realizadas em poucos segundos com a ajuda da IA.

De fato, dados de mercado indicam o avanço da adoção de tecnologias de IA na área jurídica. Segundo o Gartner, até 2023, os assistentes jurídicos virtuais contribuirão para atender a 25% das solicitações internas aos departamentos jurídicos de grandes empresas, aumentando a capacidade operacional das equipes internas.

Descontingenciamento otimizado: valores a recuperar identificados em segundos

Na KOY – Inteligência Jurídica, startup de Recife, que integrou todos os sistemas judiciais brasileiros espelhando andamentos e documentos processuais com informações em tempo real, a plataforma de inteligência artificial ‘Norma’, que usa IBM Watson Assistant rodando na nuvem pública da IBM, vem sendo uma grande aliada na gestão de contencioso.

A tecnologia é uma poderosa aliada para gerar eficiência e otimização nos departamentos jurídicos e escritórios de advocacia. Conforme destaca Karla Capela Morais, CEO e fundadora da KOY, reconhecida pela IBM na lista global Women Leaders in AI como uma das mulheres que estão liderando a implementação da IA nos negócios em todo o mundo, com o suporte da plataforma Norma, processos inteiros passam a ser analisados em segundos, gerando insights sobre os aspectos financeiros para apoiar a tomada de decisão. Assim as empresas conseguem antecipar bloqueios judiciais, localizar ativos judiciais, encerramentos com classificações por motivos e gerar agendamentos inteligentes de providências a serem tomadas, dando visão de gestão 360º. A solução ajuda a economizar tempo e dinheiro, apontando valores a serem descontingenciados para levantar o caixa da empresa. Segundo levantamento da Koy, apenas na Justiça do Trabalho há um valor de cerca de R$ 30 bilhões em tramitação por ano passível de liberação.

“A inteligência artificial tem a capacidade de processar dados massificados de processos, valores, depósitos judiciais, alvarás, entre outros, em linguagem natural e fazer anotações inteligentes para que os advogados tomem providências em tempo real. Graças à essa tecnologia, as empresas tem conseguido se antecipar a bloqueios judiciais e tomar providência a tempo para trocas de garantias. Além disso, em virtude da nossa alta acurácia e velocidade na leitura e processamento de dados em linguagem natural, temos conseguido apontar valores para descontingenciamento num momento em que as empresas precisam encontrar soluções financeiras para seus negócios atravessarem a crise. Geramos recentemente o resultado em um grande cliente de energia que obteve um aproveitamento de 330 milhões de reais em apenas 2 meses com acurácia de 99%.”, destaca a executiva.

Avaliação de contratos e gestão de contencioso

Desde que passou a usar os serviços de IBM Watson Natural Language Understanding e Natural Language Classifier em 2018, a Elaw, que desenvolve soluções tecnológicas para otimizar a gestão de departamentos jurídicos, observou avanços efetivos para seus clientes. A análise detalhada de determinados contratos, por exemplo, que levava 10 dias no modelo convencional, hoje é realizada pelo advogado em menos de 2 minutos com o auxílio da Inteligência artificial.

Na gestão de contencioso é possível identificar automaticamente obrigações de fazer em sentenças e notificar o advogado para que tome providências imediatas. “A solução atingiu 98% de confiança e 99% de acurácia com os modelos desenvolvidos para um cliente com alta demanda. Em algumas empresas, a utilização da IA reduziu significativamente o erro humano, aumentando a assertividade na análise de processos de 60% para 98% gerando uma grande economia no valor provisionado para despesas processuais”, conta Guilherme Bordon, CEO da Elaw.

Profissional mais estratégico e benefícios financeiros

Departamentos jurídicos também estão recorrendo à inteligência artificial para alavancar sua capacidade de atuar de forma estratégica e gerar valor para as empresas. Soluções customizadas são capazes de auxiliar o advogado a realizar o provisionamento de processos de maneira mais assertiva e acelerar levantamentos de garantias processuais. Em ambos os casos, as organizações alcançam benefícios financeiros significativos.

“A incorporação do uso da tecnologia na rotina do profissional do direito é essencial para que ele também consiga lidar com a quantidade exponencial de dados a que está exposto, aumentando sua capacidade de resolver problemas complexos e gerar valor para seus clientes e suas organizações. O emprego adequado da inteligência artificial estimula o potencial humano e tem sido um dos pilares fundamentais da transformação digital que estamos vivendo, e o mundo jurídico também faz parte desta transformação”, avalia Dante Araujo, Diretor Jurídico da IBM Brasil.

Neste contexto, tecnologias como a inteligência artificial deverão se consolidar como a principal fonte de transformação, disrupção e vantagem competitiva na economia para os próximos anos. E, para acompanhar esse movimento, as empresas precisam saber como direcionar seus investimentos; entender os tipos de recursos necessários para obter um melhor desempenho; e implementar uma estratégia de IA responsável e transparente, capaz de manter a confiança dos clientes e partes interessadas e aumentando – não substituindo – a capacidade humana.

17 cargos que cresceram diante da pandemia

 

A Catho realizou um levantamento para compreender os cargos de maior abertura de vagas durante a pandemia do novo Coronavírus (Covid-19). Segundo o estudo, que analisa os meses de março, abril, maio e junho de 2019 versus os meses de março, abril, maio e junho de 2020, cargos relacionados à área da saúde, comercial, logística, supermercadista e farmácia são as que mais apresentaram crescimento desde o início do isolamento social.

Ainda liderando o levantamento, está o fisioterapeuta respiratório, profissional à frente das UTIs e responsável pelo manuseio de ventiladores mecânicos, auxílio e preparo de intubação de pacientes, com crescimento de mais de 1.233%. Ainda na área da saúde, profissionais como fisioterapeuta hospitalar (841%), enfermeiro de UTI (448%), técnico em enfermagem (415%) e técnico em radiologia (381%) são os cargos de maior crescimento desde o início da implementação da quarentena.

Outro crescimento expressivo aparece na área comercial, em que cargos como operador de call center (253%) e executivo de vendas (123%) mantêm crescimento na abertura de vagas mês após mês.

Mais de 70% das startups não possuem estratégia formal de relacionamento com o cliente

Mais de 70% dos fundadores e tomadores de decisão informaram que não possuem uma estratégia formal de suporte ao cliente. Essa é uma das descobertas do The Startups CX Benchmark, relatório criado pela Zendesk, Inc. (NYSE: ZEN) a partir da análise de mais de 4.400 startups em estágio inicial ao redor do mundo.

O documento mostra que, embora não exista uma abordagem única, as histórias de sucesso dentro do grupo analisado têm uma coisa em comum: a capacidade de fornecer um suporte mais holístico aos clientes desde o início. Sendo assim, muitas empresas estão perdendo a oportunidade de oferecer as experiências que os diferenciam de seus pares e promovem o sucesso comercial a longo prazo.

De acordo com o relatório, as startups de rápido crescimento — aquelas que dobraram a contagem de agentes de suporte ao cliente nos primeiros dois anos de uso de Zendesk e têm 18 meses ou menos entre as rodadas de financiamento divulgadas publicamente — fazem investimentos maiores e mais rápidos em suas estratégias de CX.

De fato, 33% dessas empresas têm mais probabilidade de adicionar suporte omnichannel ou multicanal nos dois primeiros anos. O resultado é de resoluções mais rápidas (de aproximadamente metade do tempo de espera dos clientes), melhor eficiência da equipe e mais opções para os clientes encontrarem o suporte que procuram, o que leva a um CX aprimorado.

O relatório identificou seis ações nas quais as empresas devem se concentrar para operar como uma startup de crescimento rápido nos primeiros dois anos, em ordem de prioridade:

1. Configure uma função de suporte ao cliente que priorize velocidade e conveniência para seus clientes e equipes de atendimento;

2. Adicione canais ao vivo, como telefone e chat, que são alternativas mais rápidas aos tickets via e-mail e web;

3. Abra canais de mensageria, como mídias sociais e WhatsApp, para alcançar clientes nos canais que eles usam no dia a dia;

4. Estabeleça uma central de ajuda ou Perguntas Frequentes que inclua pelo menos 30 artigos que respondam às perguntas mais comuns;

5. Introduza pelo menos um novo aplicativo ou integração à sua plataforma de suporte ao cliente a cada seis meses para aumentar a produtividade do agente de suporte e otimizar os fluxos de trabalho;

6. Mantenha entre três e oito horas os tempos de primeira resposta e de resolução do atendimento.

O relatório também indica que as startups de crescimento rápido direcionam mais recursos para autoatendimento e canais em tempo real, como telefone e chat, sendo que os unicórnios — empresas privadas avaliadas em mais de US$ 1 bilhão — são ainda mais ágeis na adoção dos canais de atendimento em tempo real. Os unicórnios também priorizam adicionar o autoatendimento, como centrais de ajuda, 61% mais rápido do que outras startups no primeiro ano.

“As startups que desejam se superar devem investir na construção de uma base sólida em experiência do cliente desde o início”, disse Jeff Titterton, CMO da Zendesk. “Os clientes esperam mais das empresas, independentemente de tamanho, idade ou setor. Ter suporte ao cliente diferenciado pode ser a diferença entre deixar de escalar e se tornar uma startup de sucesso e crescimento rápido.”

Impactos da pandemia: pesquisa da Robert Half mapeia os planos das empresas para a retomada

De olho na flexibilização das diretrizes de distanciamento social imposta pela Covid-19 – que acontece conforme regras municipais e estaduais -, muitas empresas realizaram alguns ajustes na estrutura ou nos processos internos para voltar a receber os colaboradores com redução de risco de contágio. De acordo com pesquisa da Robert Half, realizada com 353 executivos do Brasil, sendo 90% com participação direta ou com influência em processos de recrutamento na empresa em que atuam, a principal mudança será permitir que os colaboradores trabalhem de casa com mais frequência (opinião de 89% dos entrevistados). Os entrevistados foram ouvidos no período de 11 de maio a 3 de junho de 2020.

A pesquisa mostrou que para 62% dos executivos houve uma mudança positiva em relação à expectativa sobre a capacidade de entrega de seus colaboradores e equipes trabalhando de forma remota durante a pandemia da COVID-19, enquanto apenas 10% notaram uma alteração negativa e outros 28% não observaram diferença.

“Eu acredito que as pessoas que atuam em funções elegíveis ao trabalho remoto vão ter mais flexibilidade, principalmente enquanto ainda existir algum risco de contágio. Porém, só será possível entender se esse novo modelo de trabalho será realmente incorporado à cultura da companhia quando for possível escolher de maneira livre entre trabalhar remotamente ou não. Ou seja, quando a pandemia passar. Isso, tanto considerando a opinião do profissional quanto do empregador”, ressalta Fernando Mantovani, diretor geral da Robert Half.

O estudo aponta, ainda, que os gestores entrevistados têm a intenção de realizar menos reuniões e treinamentos presenciais (73%), escalonar o horário de trabalho dos funcionários (59%) e alterar o layout do escritório (52%). Novos protocolos de limpeza (78%) e orientação para que os funcionários usem máscaras (85%) também compõem o pacote de iniciativa preventivas das companhias.

“A pandemia está causando diferentes impactos no mundo corporativo há três meses. A situação que estamos vivendo não é opcional e, em muitas companhias, ainda acontecem adaptações. Em algumas organizações, há atividades que não deixaram de ser presenciais em nenhum momento. Portanto, considero prematuro afirmar que os processos implantados agora serão mantidos no futuro. Mas, não tenho dúvidas de que se antes o virtual era pouco cogitado, ele passará a ter mais relevância”, pondera Mantovani.

Outra preocupação dos executivos é sobre a saúde mental e bem-estar dos colaboradores à medida que as pessoas começam a voltar para o escritório e/ou continuam a trabalhar remotamente. Para amenizar possíveis efeitos negativos, as principais iniciativas apontadas foram: uso de videoconferência para permitir que a alta administração transmita empatia e confiança aos funcionários (64%); desencorajar ou limitar horas-extras para que os colaboradores possam manter um bom gerenciamento sua vida pessoal-profissional (49%) e benefícios para a saúde física e mental como, por exemplo, bem-estar no local de trabalho, aulas de yoga, programas de mindfulness e resiliência (48%).

A pesquisa ainda mapeou que 65% dos executivos usaram plataformas de comunicação e colaboração (por exemplo: Microsoft Teams, Skype, Zoom) pela primeira vez durante a pandemia da Covid-19. Os principais benefícios apontados em razão do uso dessas tecnologias foram capacidade de trabalhar de forma mais flexível/remota (90%) e melhor comunicação e colaboração entre equipes (54%).

Mastercard investe na fintech Verestro

A fintech polonesa Verestro JSC (antiga uPaid LLC) anunciou hoje um investimento da Mastercard. A empresa, com sede em Varsóvia e escritórios em Sofia, Nova York e São Paulo, fornece soluções de pagamento para bancos, comerciantes e provedores de pagamentos em quatro continentes há 10 anos. As notícias de hoje ampliam o apoio da Mastercard ao setor de fintechs e soluções que ajudam os clientes a otimizar tecnologias de pagamentos.

A Verestro é especializada no desenvolvimento, integração e gestão de APIs para bancos e fintechs parceiras, incluindo NFC, HCE, QR e pagamentos de pessoa a pessoa, soluções de fidelidade, cartões virtuais ou físicos e gerenciamento de despesas. As soluções da empresa já estão presentes em mais de 20 países, e 85% de suas receitas são gerados a partir de atividades em mercados estrangeiros, como Europa Central e Oriental, América Latina, Oriente Médio, EUA e Sudeste Asiático.

A Mastercard coopera com a Verestro desde 2011, parceira de longa data do programa Mastercard Engage. Além do investimento, a Mastercard também apoiará o relacionamento por meio de apresentações e acesso a parceiros financeiros e de varejo em todo o mundo. Isso ajudará a Verestro a escalar suas operações nos mercados externos muito mais rapidamente.

“Para nós, isso não é apenas uma grande honra, mas também uma conquista, pela qual trabalhamos duro nos últimos cinco anos. Devemos muito à Mastercard: nosso primeiro projeto de negócios; acesso à tecnologia de ponta e presença global que nos permite estabelecer parcerias baseadas em São Paulo, Varsóvia e Singapura”, disse Krzysztof Drzyzga, CEO da Verestro. “A recente mudança do nosso nome faz parte do desenvolvimento da nossa empresa. Verestro’ (Epo: vere estro; ‘Verdadeiro líder’) vem do vem do esperanto, a língua auxiliar internacional mais falada no mundo, criada por um polonês, Ludwik Zamenhof. Esse nome se encaixa perfeitamente com nosso pensamento sobre as raízes e o futuro da nossa empresa – somos uma líder derivada da Polônia que fornece soluções para todo o mundo” – acrescenta Drzyzga.

“Ao investir na então uPaid e se envolver pessoalmente com a empresa, esperava seu desenvolvimento internacional e investimento de um importante player do setor financeiro. Agora, temos um forte crescimento orgânico em mais de 20 países ao redor do mundo e estamos planejando IPOs no mercado estrangeiro dentro de um ano” – disse Cezary Smorszczewski, investidor e chefe do conselho de supervisão da Verestro.

“Fora da Europa, estamos extremamente comprometidos em adquirir novos clientes nos EUA, América do Sul e Sudeste Asiático. Já iniciamos projetos nesses lugares e temos uma reputação muito boa. Tudo isso nos faz olhar para novos locais e para a nossa operação. Como queremos estar mais próximos de nossos clientes e parceiros, estamos planejando escritórios em Dubai e Cingapura” – acrescenta Tomasz Kupka, chefe de vendas da Verestro.

“A Mastercard tem o prazer de investir na Verestro para apoiar sua expansão na América Latina e no Caribe. As fintechs estão contribuindo para a rápida transformação digital que está tornando as vidas mais convenientes e simples. Como parceira de muitas das principais fintechs do mundo, a Verestro se une a um forte conjunto de fintechs em nossa região, ajudando no crescimento desse tipo de transformação na América Latina e no Caribe”, diz Walter Pimenta, Vice-Presidente Sênior de Produtos e Inovação da Mastercard América Latina e Caribe.

Compasso UOL está com vagas abertas em diversas cidades do país

A Compasso UOL, empresa focada na construção de plataformas digitais para médias e grandes corporações em processo de transformação, está com mais de 100 vagas abertas na área de TI em diversas regiões do Brasil. As oportunidades surgem em um momento de intensificação do crescimento da companhia, que amplia sua oferta de soluções de transformação de negócios.

A maioria das novas posições de trabalho está voltada ao desenvolvimento de soluções na área de Transformação Digital, por meio de tecnologias “estado-da-arte”, como Cognitive Services e Bots, Digital Commerce, IOT, Data Inteligence, RPA (Robotic Process Automation) e Cloud Computing. Os 4 principais perfis buscados são o de Desenvolvedores, Arquitetos de Software, Engenheiros e Cientistas de Dados. Estas posições estão abertas em áreas de atuação carentes de profissionais qualificados e complementam os esforços de formação de talentos que a empresa tem feito de forma intensa nos últimos anos. Os centros de desenvolvimento e formação de mão-de-obra da Compasso UOL atuam em conjunto com universidades parceiras em 13 diferentes cidades norte a sul do Brasil. Mesmo em tempos de pandemia as demandas de inovação seguem em constante crescimento. Os investimentos no mundo digital têm sido mantidos e ampliados, e passam a ser cada vez mais uma peça-chave nos negócios em diferentes setores, ajudando a manter os níveis de atividade econômica.

Alexis Rockenbach, COO da Compasso UOL, conta que nos últimos 4 anos, a empresa manteve um ritmo acelerado, acima de 30% ao ano e em 2020 já conta com mais de 1600 colaboradores. “Todos os investimentos que fizemos ao longo dos últimos anos viabilizaram a expansão de nosso portfólio de soluções de inovação para negócios. Com a pandemia, a Compasso UOL reforçou seus esforços para cuidar de seus colaboradores e clientes, contribuindo assim a manutenção dos empregos e continuidade dos negócios. Acreditamos que neste momento difícil para todos, a proximidade viabilizada pela tecnologia está permitindo fortalecermos ainda mais a nossa capacidade de ajudar e agregar valor em nossas relações. Apesar de todas as dificuldades, acreditamos que 2020 será um ano que ajudaremos nossos profissionais e nossos clientes e continuarem crescendo em iniciativas digitais, inovando e usando a tecnologia para criarmos um futuro melhor para todos”.

Importante destacar que em 2020 pelo segundo ano consecutivo a Compasso UOL recebeu a certificação do GPTW Brasil por suas boas práticas em Gestão de Pessoas. As vagas abertas estão distribuídas em alguns dos Delivery Centers, localizados em: São Paulo (SP), Barueri (SP), Porto Alegre (RS), Florianópolis (SC), Recife (PE), Passo Fundo (RS), Erechim (RS), Rio Grande (RS) e Chapecó (SC), Santa Crus do Sul (RS), Pelotas (RS) e Belo Horizonte (MG).

Para conferir a lista completa de vagas da Compasso UOL e se candidatar, acesse: http://compasso.gupy.io/.

EMBRAPII e IBRAM assinam acordo para fortalecer inovação na área de Mineração

O Brasil é um dos maiores produtores de minerais do mundo. Investir em tecnologias mais seguras e sustentáveis para explorar os recursos naturais do país se apresenta como caminho à retomada econômica no pós-Covid. Em consonância com essa estratégia, a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII) e o Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) firmaram, nesta quarta-feira (15), uma aliança estratégica para incentivar o desenvolvimento de PD&I no setor, sobretudo em tecnologias de alta complexidade como Inteligência Artificial, Big Data Analytics e Internet das Coisas (IoT). A assinatura ocorreu durante a abertura do e-mineração, evento online que debate os rumos da mineração no país.

A aliança vai aproximar a relação do setor com a rede de Unidades EMBRAPII, importantes centros de pesquisas no Brasil, e torná-la referência para atividades de pesquisa e inovação para toda a cadeia produtiva da área mineral. As Unidades EMBRAPII possuem competências que podem contribuir para superar os desafios tecnológicos das empresas com soluções em materiais avançados, química verde, reutilização de matérias primas e redução de uso de compostos tóxicos, entre outros.

“A indústria mineral brasileira tem agregado valor em novos produtos. Esse desenvolvimento tem sido obtido, em grande parte, por meio dos projetos desenvolvidos com a EMBRAPII: são mais de 100 projetos da área de Mineração, com dezenas de empresas do setor, que correspondem a um investimento de R﹩ 200 milhões. O acordo entre EMBRAPII e IBRAM vai potencializar a capacidade inovativa do setor no país ao aproximá-lo de equipe de pesquisadores altamente qualificadas das Unidades EMBRAPII”, destaca o diretor-presidente da EMBRAPII, Jorge Guimarães.

“O acordo de cooperação com a EMBRAPII irá proporcionar a ampliação dos já expressivos investimentos em inovação tecnológica por parte da indústria da mineração brasileira. Esta é uma das formas de os brasileiros acompanharem a evolução da mineração exercida no país”, diz Flávio Penido, diretor-presidente do IBRAM.

A EMBRAPII também oferece às empresas brasileiras a oportunidade de fazer parcerias internacionais. Encontram-se abertas várias chamadas, entre as quais a parceria com a Suécia, que conta com a área de Mineração como uma das cinco áreas prioritárias a serem exploradas. Ainda no tema da Mineração, a EMBRAPII encontra-se em negociação com entidades do Canadá, visando outras possibilidades de parcerias internacionais para o setor

EMBRAPII no e-mineração – O evento online reúne lideranças, autoridades, gestores e especialistas do setor mineral brasileiro, entre elas, o diretor de Planejamento da EMBRAPII, José Luis Gordon, no debate “Inovação aplicada à mineração: desafios e oportunidades”. O presidente da CBMM, Eduardo Ribeiro, e a diretora executiva da Mining Hug, Cláudia Diniz, também participam, além da mediação do diretor da CETEM, Fernando Links.

Cinco Unidades EMBRAPII selecionadas de acordo com projetos na área de mineração, logística, transporte e materiais apresentam potenciais soluções tecnológicas em um pitch com empresas do setor. São elas: Tecnogreen/USP; Poli/USP, Senai/Cimatec, DCC/UMG e IPT Materiais. A proposta é favorecer a geração de negócios e de projetos de PD&I para desenvolvimento de novos produtos e processos industriais. A EMBRAPII financia até um terço do valor do projeto com recursos não reembolsáveis, o restante é dividido entre a empresa e a Unidade EMBRAPII.

A rastreabilidade como uma poderosa ferramenta de gestão

Por Edison Kubo

A partir de Março deste ano, a nossa vida mudou completamente e algo novo que pouco discutíamos passou a ser normal nos noticiários: a busca pelo “paciente zero”. O que significa isto? “Paciente zero” é primeira pessoa infectada por uma doença viral ou bacteriana, pois a identificação dela nos ajuda a entender como o vírus ou bactéria se propagou no mundo ou em um país.

Para ilustrar a importância da rastreabilidade e como nesta pandemia o tempo não passa, Março já parece um tempo bem distante na nossa memória, e agora no mês de Junho já temos um app lançado pela SAP, na Alemanha, chamado Corona-Warn-App. Ele foi criado em parceria com a Google e Apple e emite avisos caso uma das pessoas que tenha feito o donwload esteja contaminada e próxima a você. Sabe quantos downloads foram feitos? Cerca de 6,5 milhões em 24 horas.

Estes exemplos mostram que, com o coronavírus, o tema rastreabilidade passou a ocupar um papel de destaque. Para o cidadão comum, ficou clara a importância de compreender a origem de determinados problemas para que então seja possível desenhar estratégias de combate e planos de ação. Assim como a rastreabilidade é bem-vinda no enfrentamento de crises sanitárias, ela também exerce um papel preponderante na indústria alimentícia.

A segurança do alimento é uma prioridade para qualquer fabricante atuando nessa indústria. Ao longo do seu ciclo de produção, um alimento pode passar por algumas dezenas de etapas entre processamento e envase, algumas 100% automatizadas e outras que contam com a participação de operadores. No caso de falhas, ferramentas de rastreamento servem de aliadas dos fabricantes, auxiliando na resolução do problema de forma rápida e assertiva tão logo ele seja identificado.

Como um impacto colateral positivo, a rastreabilidade também contribui para elevar a segurança dos alimentos produzidos. Ao rastrear um problema até a sua origem, fabricantes desenvolvem um olhar ampliado sobre a sua cadeia de produção, sendo capazes de criar protocolos e mecanismos que evitem que o mesmo problema se repita no futuro.

Atualmente, as máquinas de processamento e envase instaladas na indústria podem ser conectadas em um único ambiente virtual, facilitando a elaboração de análises e relatórios de desempenho da produção, bem como a rastreabilidade de lotes específicos. Da chegada da matéria-prima até o envio dos produtos fabricados para centros de distribuição, todos os processos realizados na indústria podem ser monitorados e armazenados em servidores, criando um histórico completo da produção.

O uso da rastreabilidade na indústria de alimentos é especialmente interessante para identificar falhas ainda em estágio inicial, de forma que seja possível tomar ações proativas e corretivas que evitem a continuidade do problema. Ao identificar falhas no processo e tomar ações de forma antecipada, a indústria mitiga impactos financeiros ocasionados pela perda da produção e evita crises de reputação, caso produtos inadequados cheguem ao mercado – cabe salientar que, neste caso, a crise de imagem pode levar a perdas financeiras simplesmente incalculáveis.

Ainda que os benefícios da rastreabilidade se traduzam com mais facilidade para gestores atuando na indústria, é fato que o consumidor também tem muito a ganhar a partir do momento em que ele sabe os processos pelos quais um produto passou antes de chegar às suas mãos. Uma mudança que já ganhava corpo e que foi acelerada pela pandemia foi justamente a transparência sobre o caminho percorrido por um produto em seu processo de fabricação.

Por exemplo, ao escanear um código impresso em uma das laterais da embalagem, o consumidor pode receber em seu celular informações como nome e local de fornecedores de matérias-primas, detalhamento de todos os ingredientes utilizados em sua composição, modelo de processamento aplicado à sua produção. Ao fazer isso, o fabricante adiciona uma camada de transparência que o consumidor tem demandado e valorizado, colocando em melhor posição as marcas que caminham nesta direção.

Em linhas gerais, a rastreabilidade não deve ser vista unicamente como uma ferramenta de controle de qualidade e da produção, mas como uma poderosa ferramenta de confiança em gestão para a indústria – com o benefício de também trazer ganhos para o modelo de comunicação entre marcas e consumidores. Assim como a rastreabilidade tem se mostrado importante para o enfrentado da crise sanitária causada pelo novo coronavírus, ela também é fundamental para a operação de fabricantes de alimentos e bebidas.


Edison Kubo, Diretor de Portfólio de Serviços da Tetra Pak para as Américas

Pelo menos 42% das empresas não estavam preparadas para o trabalho remoto seguro

Devido ao isolamento social, muitas empresas e organizações (além do setor educacional) implementaram o trabalho remoto como uma alternativa para continuar suas atividades. No entanto, de acordo com a opinião de mais de 1.200 usuários que participaram de uma pesquisa realizada pela ESET, empresa líder em detecção proativa de ameaças, 42% garantiram que a empresa em que trabalham não estava preparada em termos de equipamento e conhecimento de segurança para telecomunicações no contexto atual.

“A realidade mostrou que, à medida que o problema de saúde progredia globalmente, as atividades maliciosas aumentavam. Os cibercriminosos começaram a aproveitar a preocupação de lançar várias campanhas maliciosas usando o tema Covid-19 como pretexto para enganar os usuários, bem como o fato de que muito mais pessoas estão trabalhando remotamente ou que passam mais tempo conectado à Internet, em comparação com antes, para realizar atividades como fazer chamadas de vídeo, assistir e/ou baixar filmes, jogar videogames, fazer compras online ou simplesmente procurar informações”, diz Camilo Gutierrez, chefe do Laboratório de Pesquisa da ESET América Latina.

Ainda conforme a pesquisa, 89,9% dos usuários afirmaram que, desde o início do período de isolamento social, utilizam mais dispositivos eletrônicos .

A necessidade de trabalhar ou estudar remotamente aumentou a exposição a ser vítima de um incidente de segurança. Segundo dados do laboratório da ESET, o aumento na distribuição de malwares que se apresentam como softwares legítimos para videoconferência envolveu o Zoom, mas também o GoToMeeting ou Microsoft Teams, entre outras ferramentas. Nesse sentido, de acordo com os dados da pesquisa, mais de 85% dos pesquisados ​​afirmaram ter baixado aplicativos ou ferramentas que não haviam usado anteriormente para executar suas tarefas. Embora 54% tenham confirmado que o download é realmente seguro, 38% disseram que não o verificaram.

Além disso, pelo menos desde março, a ESET observou o aumento nas campanhas de phishing que tiram vantagem da pandemia de Covid-19 como parte de sua engenharia social. Desde e-mails de phishing que tentam infectar vários tipos de malware, até campanhas de engenharia social, através de aplicativos como o WhatsApp, que procuram roubar informações dos usuários ou distribuir publicidade invasiva. De acordo com os usuários pesquisados, 44% afirmaram ter recebido e-mails de phishing que usavam o tema Covid-19 como uma estratégia de engenharia social .

“O novo cenário levantado pela pandemia exposta é que, embora na esfera corporativa existam aqueles que já adotaram os mecanismos necessários para realizar esse processo de transformação digital e conseguiram se adaptar ao novo cenário sem grandes problemas, algumas organizações que ignoraram ou adiaram a decisão de realizar essa transição, foram afetadas pela falta de disponibilidade, integridade ou de confidencialidade de suas informações”, acrescentou Gutierrez.

Nesse sentido, a pesquisa mostrou que 66% dos participantes disseram que estavam trabalhando remotamente como resultado da pandemia e 61% garantiram que a empresa em que trabalhavam não lhes forneceu as ferramentas de segurança necessárias para o teletrabalho .

Abaixo, apresentamos o resultado completo da pesquisa:

• 2 em cada 3 participantes da pesquisa estão trabalhando de forma remota;

• 61% considera que as ferramentas de segurança necessárias para trabalhar de forma segura não foram fornecidas por suas empresas. 29% acredita que sim;

• 84% trabalha usando seu dispositivo pessoal. Desses, 32% possui uma solução antivírus, 20% tem conexão VPN e 12,5% possui criptografia das informações. No entanto, 51,6% não possui nenhuma das soluções anteriores;

• 99% considera que as capacitações de segurança relacionadas ao trabalho remoto são úteis e necessárias;

• 65% não recebeu informações de sua empresa sobre configurações seguras e boas práticas de segurança;

• 48% acredita que seu lugar de trabalho não estava preparado quanto ao seu dispositivo e conhecimento de segurança para adaptar-se ao trabalho remoto;

• 26% acredita que a empresa estava preparada quanto aos dispositivos e 18% acredita que sim quanto ao conhecimento.

SAP nomeia Cristina Palmaka como presidente regional da empresa para América Latina e Caribe

A SAP nomeou Cristina Palmaka como nova presidente da SAP para América Latina e Caribe (LAC). A executiva vai substituir Claudio Muruzabal, que se tornará presidente da SAP para a parte sul da região EMEA, que compreende as regiões sul da Europa, Oriente Médio e África, e também se manterá conectado a clientes e parceiros da SAP como chairman para América Latina e Caribe.

“Claudio Muruzabal contribuiu para que coisas excepcionais acontecessem na região da América Latina e Caribe – para nossos clientes, parceiros e a própria SAP”, afirma Adaire Fox-Martin, membro do conselho executivo da SAP e diretora da organização Customer Success, destacando que a liderança do executivo está fundamentada no desenvolvimento de equipes diversificadas e relacionamentos sólidos, capazes de produzir resultados valiosos e experiências excepcionais para os clientes.

“Estou muito satisfeita em poder contar com Cristina, uma de nossas executivas de mais alto desempenho, para liderar nossos negócios na América Latina, dando sequência à sua trajetória de muito sucesso como presidente da SAP Brasil. O impacto que Cristina tem produzido em nossos negócios no Brasil possui um enorme alcance, e espero ter agora sua marca inspiradora de liderança e engajamento em toda a região”, completa Fox-Martin.

Cristina Palmaka assumirá a nova função como presidente da SAP para América Latina e Caribe a partir de 1º de agosto. Cristina comanda a SAP Brasil desde 2013, depois de ter ocupado vários importantes cargos executivos em grandes empresas de tecnologia no mercado brasileiro. Durante seu trabalho na SAP Brasil, transformou a subsidiária brasileira em uma das que apresentaram melhores resultados mundialmente, sempre com foco no trabalho em equipe e desenvolvimento. É uma grande defensora da diversidade e da inclusão no local de trabalho, tendo recebido importantes prêmios e sido nomeada pela revista Forbes como uma das principais CEOs no Brasil. Recebeu vários reconhecimentos como líder de TI e influenciadora na área de tecnologia voltada para empresas e crescimento econômico. Sob a liderança de Cristina, a SAP Brasil conquistou uma certificação EDGE para Igualdade de Gênero e foi destacada em vários rankings que cobrem temas de local de trabalho e diversidade. Cristina seguirá supervisionando as operações da SAP Brasil até que um substituto seja nomeado.

“É uma grande honra assumir a função de presidente da SAP LAC e me juntar a uma equipe de 5 mil funcionários na América Latina e Caribe. Espero poder apoiar nossos 48.500 clientes na região, proporcionado uma excelente experiência, independentemente das circunstâncias”, afirma Cristina Palmaka. “Também quero poder ampliar o impressionante legado que Claudio deixou, com sólidas relações, profunda expertise e confiança. E, finalmente, espero ansiosa por esta nova fase, na qual poderemos continuar contando com seu valioso apoio como chairman para SAP LAC”, conclui a executiva.

Valid adquire MITRA e amplia negócios em Gestão de Cidades Inteligentes

A multinacional brasileira Valid, especializada em plataformas para identificação segura, adquiriu 51% de participação na MITRA, empresa que fornece Sistemas Integrados de modernização da gestão municipal, presente em cidades como São Caetano do Sul (SP), Santo André (SP), Vinhedo (SP), Araraquara (SP) e Campos dos Goytacazes (RJ) com soluções que impactam uma população de mais de 1,7 mi de cidadãos atualmente.

A MITRA se desenvolveu sob o conceito do Governo Único para um Cidadão Único e criou uma matriz integrada e estruturadora das informações de Governos Locais. A plataforma da MITRA permite uma gestão moderna e digital para dar respostas mais rápidas e precisas às necessidades sociais e econômicas dos municípios, incluindo Saúde, Educação, Mobilidade e Segurança.

“A aquisição da MITRA fortalece a capacidade da Valid em promover, de forma customizada, a jornada de transformação digital dos nossos clientes. E não se trata apenas de tecnologia: na ponta final, entregamos para os Governos Locais as ferramentas de inclusão digital do cidadão, para uma jornada cada vez mais eficiente e geradora de qualidade de vida” explica Carlos Affonso D´Albuquerque, CEO da Valid.

A sinergia entre Valid e MITRA pode ser notada pela solução em funcionamento na cidade de São Caetano do Sul (SP). Ali foi implantado em conjunto – mesmo antes do acordo de aquisição – um extenso programa de recadastramento biométrico dos cidadãos, com integração de diferentes bases de dados do Governo Local e culminando com a entrega de um Certificado do Cidadão e o “Cartão São Caetano”, uma espécie de passaporte de acesso ágil aos serviços públicos municipais com facilidade e segurança. Este sistema permitiu, por exemplo, que durante a crise do Covid-19, a Administração Pública Local gerasse respostas mais rápidas no controle e gestão da pandemia através de um sistema de tratamento de dados espacializados com indicadores de incidência da doença por bairros e regiões.

Outro caso de sucesso de gestão inteligente acontece em Vinhedo (SP) com a ferramenta SIM Empresa Fácil, aplicada na desburocratização do processo de abertura alteração cadastral e encerramento de empresas. A solução disponibiliza a abertura de empresas de forma online e analisa automaticamente o pedido. Com um processo totalmente desburocratizado o alvará provisório é concedido em até 24 horas. Estima-se que em 67% dos casos essa abertura é aprovada instantaneamente.

Com a aquisição, a Valid amplia seu portfólio de produtos e serviços para a vertical de Cidades Inteligentes, com soluções dedicadas à qualificação da gestão pública através da tecnologia e inclusão digital. A aquisição da Mitra se soma à recente compra da Estacionamento Digital, também presente em importantes cidades como Belo Horizonte (MG), Salvador (BA) e Fortaleza (CE). Ao todo, as soluções de Cidades Inteligentes Valid já estão presentes em 34 municípios brasileiros.

O que é o “novo normal”?

Por Willian Kahler

Muito se ouve falar que após a pandemia existirá um “novo normal”. Mas, afinal de contas, o que seria isso?

Fazendo uma rápida reflexão, é possível evidenciar uma série de eventos recentes que mudaram nossos hábitos, tanto na vida pessoal, quanto profissional. Muitos deles foram acontecendo aos poucos. Iniciaram-se de maneira tímida, entrando em nossas vidas pelas beiradas e depois se expandindo rapidamente. Smartphones, internet, acesso à informação e, inclusive, transformações no mundo financeiro.

Com a globalização, tornou-se muito mais rápido obter dados e conhecimento: hoje, uma criança de 12 anos tem mais acesso a informações do que um presidente norte-americano tinha há 20 anos. Isso tornou e continua tornando as pessoas mais preparadas para as inovações.

Acontece que, quando falamos de evoluções gradativas no nosso cotidiano, muitas vezes não percebemos as grandes mudanças de comportamento que ocorrem conosco. Agora, pare e reflita: o que era o seu normal, dois anos atrás? Você enxerga que sua realidade atual é exatamente igual a como era antes?

O conceito de mudança é o ato de mudar, trocar ou alterar. É, basicamente, qualquer alteração em relação a uma situação anterior, sendo imposta ou não.

Diante do cenário que estamos vivendo, muitos acreditam que seremos “forçados” a alterar antigos padrões. Mas, será que isso já não vem acontecendo ao longo do tempo, com a tecnologia, as startups e seus conceitos disruptivos?
Pense!

Seria esse “novo normal” apenas uma hipérbole de algo a que já estamos sendo expostos há um bom tempo, sem nem mesmo percebermos?
Olhando para o mundo de investimentos, minha especialidade, vejo que, nos últimos anos, diversos investidores adaptaram-se a novas realidades – visto que os juros baixos agora praticados no Brasil acabaram com o conceito de sermos um país de rentistas.

Isso fez com que as pessoas abrissem a cabeça para formas sofisticadas de investimentos, aceitando mais riscos em busca de melhores retornos e procurando empresas e profissionais de assessoria financeira para auxiliá-las nessa mudança.

O impacto disso? Hoje, a XP Investimentos (empresa da qual somos o maior representante da rede no Brasil) já possui um valor de mercado superior ao de grandes instituições financeiras, como Banco do Brasil e Santander (fonte: Nord Research). Algo inimaginável poucos anos atrás, quando nosso país era dominado por cinco grandes bancos.

Logo, acredito que as fantasias sobre o período pós-pandemia, de certa forma, possam ser um pouco exageradas. Ocorrerão grandes transformações, sim! Porém, já estamos acostumados com essas situações. É fundamental ter mente aberta, adaptabilidade e otimismo. A história mostra que não existe outro caminho. Como disse o filósofo Heráclito, “nada é permanente, exceto a mudança”.

Para que tudo que está por vir sirva para melhorar nossas vidas, basta acionarmos aquele velho hábito dos seres humanos prósperos: a adaptação.

Willian Kahler, sócio-diretor da Messem Investimentos

Dólar alto aumenta competitividade de produtos brasileiros fora do país

Em meio à crise causada com o novo coronavírus, em 2020, o dólar já acumula alta de cerca de 32,6%. Para aqueles que desejam fazer compras do exterior a alta é prejudicial, mas para as empresas que desejam vender produtos para outros países, ou seja, praticar cross border, esses números são muito vantajosos.

Cross border é a prática de vender para fora do país de origem. No contexto de dólar alto, as empresas brasileiras que exportam conseguem vender produtos no exterior a preços menores e alcançar maior competitividade no mercado externo.

Segundo Felipe Dellacqua, Presidente da Associação Brasileira de E-commerce Cross Border, especialista em comércio internacional e sócio da VTEX, nesse período de pandemia, com pessoas viajando menos e comprando menos fisicamente, o consumidor continua desejando produtos que costuma comprar em viagens internacionais. Então, o cross border se torna uma necessidade tangente ao proporcionar que o consumidor compre aquele produto de outro país de forma online.

“Cross border é uma operação de e-commerce de um país para o outro. No ano passado, o brasileiro gastou mais de USD $ 2 bilhões de dólares em compras nos sites internacionais que entregam para o Brasil. Grande parte desse volume vem de lojas virtuais que atuam globalmente com origem na China, Europa e Estados Unidos. Então, para o brasileiro já é comum fazer compras em sites internacionais”, explica Felipe.

De acordo com o especialista, o produto brasileiro tem muita atratividade em grande parte do mundo porque também há muitos consumidores brasileiros vivendo fora do país que continuam querendo consumir produtos brasileiros. “A disparada grande do dólar tornou o real desvalorizado perto de outras moedas fortes. Se eu tenho um produto que vendo aqui a R$ 300 reais, o produto pode ser vendido a 50 dólares nos EUA. Nosso produto ficou mais barato e competitivo lá fora”, diz Felipe.

Um estudo da Accenture apontou que em 2020, 21% das compras online serão por transações cross border. Segundo Felipe, esses números são muito assertivos, pois o dólar dificilmente deve baixar, o que faz com que o Brasil tenha muito potencial para exportar e ser um expoente nesse segmento.

“Outro ponto positivo é que Brasil é país feito para exportadores. Neste ano, vamos bater récorde na agropecuária, com crescimento de 8% mesmo na crise. Quando você trabalha com cross border enviando produto para outro país, há vários incentivos fiscais que quase ninguém tem conhecimento, como a isenção de ICMS e IPI e, consequentemente, cerca de 17% a 20% a mais de margem porque está isento desses impostos”, explica.

Em 2019, Aliexpress se tornou o terceiro e-commerce mais acessado do Brasil atrás apenas do Mercado Livre e Americanas.com. A empresa com sede em Hangzhou, na China, emergiu como uma das principais intermediárias entre fábricas chinesas e a demanda mundial por equipamentos necessários para combater a pandemia, desde máscaras até respiradores artificiais.