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Cognizant aposta em ecossistemas de inovação

A Cognizant , uma das empresas líderes mundiais em tecnologia e negócios, aposta em ecossistemas de inovação. No InovaBra Habitat – com mais de 190 startups e cerca de 80 empresas dos mais diversos segmentos – desde 2018, a Cognizant demonstra soluções próprias, faz parcerias com startups e outras empresas, além de desenvolver ideias que surgem após workshops de design thinking.

Para a Cognizant, atuar com ecossistemas de startups é uma oportunidade para interagir com inúmeros profissionais e empresas, promover a troca de experiências, encontrar soluções, criar produtos e serviços e, antes de tudo, aprender a colaborar e a aceitar o erro como aprendizado.

“Tenho notado que muitos clientes ainda não conhecem as inúmeras oportunidades que um espaço como esse pode oferecer. É, certamente, uma imersão no universo dinâmico das startups e um radar para a transformação digital que vem ocorrendo no mundo”, afirma Eduardo Guerreiro, head de Digital Business da Cognizant. “Temos um cliente que participou de um projeto de design thinking no Habitat que ficou impressionado com o protótipo entregue e com mais de 30 iniciativas tecnológicas que surgiram como resultado”.

No Brasil, já são em mais de 12 mil startups de acordo com o levantamento StartupBase, organizado pela Associação Brasileira de Startups (ABstartups). Nos últimos anos, cada vez mais empresas têm participado ou até mesmo criado seus próprios ecossistemas de inovação. Não é para menos, porque a velocidade exponencial da transformação digital exige uma atuação além das fronteiras corporativas e um radar para novas soluções tecnológicas.

Mas a pressão por inovações também gera descrença nas organizações. “Lidar com o novo sempre foi complicado, é muito mais humano e cultural do que tecnológico. Conseguir ultrapassar as fronteiras da empresa e subtrair uma cultura já estabelecida é só um passo para iniciar a transformação. “A partir daí, cabe uma grande tarefa de tirar as ideias do papel de forma ágil”, comenta Guerreiro. “Só é possível entender melhor os benefícios e a dinâmica Habitat depois de vivenciar os ganhos da interação com o ambiente”.

5 tendências de blockchain para 2020

Considerada uma das tecnologias mais importantes e disruptivas que surgiram nos últimos anos, o blockchain já teve o seu impacto comparado a fenômenos como a revolução industrial e o surgimento da internet. Apesar disso, os registros em cadeia de blocos ainda se encontram em estágio embrionário se considerarmos todo o seu potencial de aplicação. Para mostrar as principais tendências no desenvolvimento e efetivação da tecnologia em 2020, a Blockum, primeiro ecossistema sem fins lucrativos do segmento, mostra cinco aspectos que devem ser observadas neste ano. Confira:

Avanço da Internet das Coisas

Umas das principais tendências é a utilização do blockchain para garantir que os dados coletados pelos dispositivos que alimentam a Internet das Coisas (IoT) não sejam alterados. Após coletadas, as informações podem ser editadas e até apagadas, perdendo a confiabilidade necessária. Já com a coleta de dados associada ao blockchain, a tecnologia assegura que as informações não sejam alteradas em função do seu funcionamento descentralizado por meio da criptografia. Grandes provedores de tecnologia já estão de olho no poder dessa integração, que promete reinventar negócios e levar o poder da IoT ainda mais adiante.

Consórcios independentes

Ao fomentar o desenvolvimento do setor e oferecer um ambiente tecnológico independente de cooperação entre empresas, entidades governamentais e pessoas, a expectativa é que 2020 seja o ano do crescimento de associações sem fins lucrativos do setor. No sistema de compartilhamento da Blockum, por exemplo, cada membro do ecossistema disponibiliza sua infraestrutura de computadores e hardware, para receber em troca uma plataforma em nuvem de blockchain pronta e regulamentada para transações de valor jurídico.

“É uma forma das organizações competirem e colaborarem ao mesmo tempo. Diferente do que acontece com o bitcoin, onde todas as informações são públicas, neste modelo de ecossistema existem chaves privadas e públicas funcionando em conjunto, processo que conferem agilidade em casos de emergência e privacidade quando for preciso”, explica Guilherme Canavese, diretor de operação da Golchain, empresa idealizadora da Blockum.

Adesão governamental

Um segmento inesperado que deve aderir ao blockchain em maior escala em 2020 é o governamental. A expectativa é ver projetos neste setor ganhando destaque e impulsionando iniciativas federais futuras. A China, por exemplo, divulgou que deve aumentar os investimentos na área para resolver problemas técnicos e acelerar o desenvolvimento do blockchain e inovações industriais, além de lançar um criptoativo próprio.

Tokenização se fortalece

A tokenização de um ativo nada mais é do que transformar em uma fração digital chamada token um contrato, um imóvel, uma obra de arte ou até mesmo parte de uma empresa. Utilizando o blockchain, o contrato digital é emitido e o documento representa um ativo real. Essa fração tem valor de mercado e pode ser negociado de forma rápida, com menos burocracia e validação jurídica.

Por meio da tokenização, uma empresa pode fazer a captação de recursos com a transferência de um ativo digital de valor nominal ao proprietário dentro de um smart contract. “Com o crescimento e valorização dessa companhia, seu token consegue ser negociado dentro da própria empresa ou com outro investidor, semelhante ao que acontece na bolsa de valores, mas de forma mais simples e inclusiva”, diz Canavese.

Meios de pagamento

Mesmo dependendo de algumas regulamentações, as criptomoedas devem ganhar mais espaço no comércio, como já ocorrem em algumas lojas e restaurantes no próprio Brasil. Segundo o diretor de operações da Goldofir, o blockchain deve crescer significantemente como meio de pagamento em 2020. “A expectativa é que neste ano a tecnologia ganhe a maturidade necessária para ser algo tão corriqueiro como usar um cartão de crédito ou débito”, aponta o executivo.

Pesquisa aponta as principais tendências em transformação digital para 2020

A computação em nuvem e a Internet das Coisas (IoT) são consideradas as principais tecnologias que irão alavancar o crescimento dos negócios no Brasil neste ano. É o que mostrou o estudo Tendências para Transformar Sua Empresa em 2020, realizada pela CI&T, multinacional brasileira especializada em transformação digital, em parceria com a Opinion Box. De acordo com a pesquisa, 56,8% dos executivos acreditam que cloud computing será uma das principais tecnologias propulsoras para o crescimento de suas empresas no próximo ano, seguido de IoT (49,2%).

O estudo, que ouviu mais de 500 executivos brasileiros em níveis de liderança entre novembro e dezembro, capturou o sentimento com relação às tecnologias e seus impactos nos rumos dos negócios e junto a seus clientes. Além de computação em nuvem e internet das coisas, a aplicação de inteligência artificial (47,5%) e assistentes virtuais (41,1%) também foram mencionadas com relação a inovações que serão inevitáveis para o crescimento das companhias.

Quando questionados sobre quais tecnologias eles irão investir com certeza para transformar o negócio, a computação em nuvem também foi a mais mencionada, com 46,1% dos executivos, seguido de inteligência artificial, com 45,6%.

De acordo com Cesar Gon, CEO e cofundador da CI&T, o objetivo do estudo foi entender a forma como as lideranças enxergam a tecnologia para impactar os negócios de suas empresas, seus consumidores e o que têm de fazer para se transformar. “É preciso garantir que a transformação digital não seja sobre uma atualização tecnológica, mas sobre a real compreensão do que precisa ser feito para atender seu consumidor da forma mais surpreendente possível.”, afirma.

A pesquisa mostrou também que automação de processos é um fator importante para a condução do negócio, e sete em cada dez executivos afirmaram que pretendem investir nessa frente em 2020. Nesse sentido, investir em uma área voltada integralmente para o desenvolvimento digital é o objetivo de 56,2% dos executivos, que irão provavelmente ou com certeza investir na área nos próximos cinco anos.

Segurança de dados e LGPD

A segurança de dados também foi um dos pontos considerados cruciais para os executivos brasileiros quando o assunto é o uso de tecnologia. Oito em cada dez consideram que a sua empresa se preocupa com a segurança de dados.

Portanto, a entrada em vigor da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), prevista para agosto de 2020, terá impactos nos negócios na visão de 75,8% dos executivos.

“Esse universo de informações estará circulando e se tornando disponível para potencializar ofertas, descobrir oportunidades e inovar. São dados para encantar o consumidor, desenvolver novos produtos, evitar riscos, melhorar a execução das operações e gerar grandes impactos para os negócios”, afirma Erlon Faria Rachi, Data Science Manager da CI&T

Experiência do cliente com a marca

A experiência do cliente com a marca das empresas tem sido cada vez mais estratégico na condução dos negócios para nove entre dez empresários, especialmente se tratarmos de presença e integração entre canais de interação Para 76% deles, as estratégias de omnichannel são essenciais para o sucesso do negócio em 2020.

Dentre os diferenciais competitivos que podem ser oferecidos pelas empresas para os consumidores na busca por uma melhor oferta de experiência, flexibilidade, personalização e facilidade de compra foram alguns dos itens mais mencionados. Quanto ao tipo de serviço oferecido, 58,3% dos executivos acreditam que a economia colaborativa terá grande papel nos próximos anos para modificar os rumos dos negócios.

2/3 dos profissionais brasileiros tendem a cair em situações de conflito de interesses

Em algum momento de suas carreiras, profissionais podem ser expostos a dilemas éticos. Subornos, conflito de interesses, presentes, vazamento de informações, entre outras situações fraudulentas, geram prejuízo material e de imagem para as empresas e prejuízo moral para a sociedade. “Por mais que as empresas tenham regras, processos e controles internos, o verdadeiro desafio está no fator humano, já que o poder da decisão sobre tomar atitude antiética ou mesmo ignorar colegas que estão agindo de forma fraudulenta é 100% do indivíduo”, explica Renato Santos, diretor do IPRC, Instituto de Pesquisa do Risco Comportamental, que acaba de lançar estudo inédito do índice PIR® – Potencial de Integridade Resiliente, diante de oportunidades de fraude.

“Resiliência de integridade é a capacidade do ser humano de se posicionar eticamente diante de dilemas ambíguos, que ferem o compliance das organizações. Quanto maior a resiliência, menor será a manifestação de comportamentos antiéticos”, explica Renato.

O estudo “Índice de Potencial de Integridade Resiliente” foi realizado com 2.435 profissionais, entre homens e mulheres, a partir de 18 anos, expostos a dilemas éticos relacionados à Fraude, de 24 empresas no Brasil. Para isso, o tema “fraude” foi subdividido em: corrupção (conflito de interesse, suborno e presentes), apropriação indevida (desvio, pagamentos indevidos, manipulação de despesas) e demonstrações fraudulentas (vazamento de informações, manipulação de resultados e manipulação de inventário). A precisão do cálculo do índice PIR® é de 82%.

“Quando o índice de resiliência é alto significa não só que os profissionais resistiriam a situações antiéticas, mas também que não se calariam mediante atitudes antiéticas dos colegas, denunciando-os para a empresa”, explica Renato.

Apropriação Indevida

Praticamente metade dos profissionais 46% têm índice baixo ou moderado, podendo sucumbir a desvios ou ainda não denunciando colegas que desviam bens da organização. Este alto índice pode ser explicado com a ideia de que aquele bem não fará falta, como no exemplo de um dos relatos “Este celular iria para o lixo mesmo. Não faz diferença para no final das contas.”.

Quando o dilema versa sobre manipulação de despesas, o índice é mais alarmante, 48% dos profissionais manipulariam ou aceitariam que colegas manipulassem relatórios de despesas pagas pela empresa com intuito de ganhar um pouco mais. “Não importa quanto que gaste de refeição, sempre peço que coloquem na nota o valor que tenho direito de reembolso por dia. É meu direito!”, relatou um participante durante a pesquisa, demonstrando assim que a organização precisa deixar mais claro não somente a política de reembolso de despesas, mas os princípios que a norteia.

Dois terços (66%) dos profissionais tendem a realizar pagamentos indevidos a terceiros, ou seja, pagamentos antecipados a fornecedores por conta de conflito de interesses. Só 29% demonstra alta resiliência diante dessas situações, entendendo-as como atitudes fraudulentas.

“Na prática, treinamentos genéricos sobre ética e compliance, formas precárias de contratação de profissionais e a ausência de campanhas rotineiras sobre dilemas éticos profissionais podem contribuir para a formação de grupos com menor resiliência ética e ampliar a possibilidade de problemas relativos à fraude”, avalia Renato. “As organizações precisam não apenas declarar a intolerância a desvios evidentes e diretos, mas também investir na ampliação da percepção moral do indivíduo, por meio do investimento na instrução. E instrução, por sua vez, é mais ampla do que capacitar exclusivamente para a atividade profissional em sua dimensão técnica. Daí a necessidade das organizações investirem em programas de promoção da ética: elaboração de código de conduta, comunicação permanente, recrutamento centrado na observância da ética, comitê de ética e controle interno”, finaliza.

Para acesso ao estudo na íntegra: http://materiais.iprcbrasil.com.br/indice-pir

Anfavea apresenta balanço positivo de 2019 e projeta um 2020 com mais crescimento em produção e vendas

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) divulgou hoje os números do fechamento de 2019, terceiro ano consecutivo de recuperação nos volumes de vendas e produção. A entidade divulgou também suas projeções para 2020, com moderado otimismo em relação ao desempenho da indústria automobilística.

Dezembro: melhor mês em licenciamentos desde dezembro de 2014

O ano fechou com recorde de licenciamentos de autoveículos no último mês (262,6 mil unidades), melhor resultado mensal desde os 370 mil de dezembro de 2014. Foi também a melhor média diária de vendas em seis anos, com 13.173 unidades.

Com essa forte reação no segundo semestre, o Brasil fechou o ano com 2,57 milhões de autoveículos licenciados, o que deve levar o país a saltar da 8ª para a 6ª posição no ranking global, superando França e Reino Unido. Os números de fechamento dos outros países ainda são provisórios, mas tudo indica que o Brasil só ficará atrás de mercados como China, EUA, Japão, Alemanha e Índia.

2019: mercado interno impulsionou alta de 2,3% na produção

O licenciamento de autoveículos em 2019 registrou aumento de 8,6% em relação a 2018. Com isso, o mercado interno foi o grande responsável pelo crescimento de 2,3% na produção acumulada do ano, apesar da baixa de 31,9% nas exportações provocada pela aguda crise argentina. “Devemos comemorar esses números, que mostram uma consistente recuperação do setor pelo terceiro ano consecutivo”, afirmou Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfavea.

O segmento de caminhões foi o principal destaque positivo, com alta de 33,2% nos emplacamentos e de 7,5% na produção. Os ônibus também apresentaram forte recuperação – crescimento de 38,8%. Já o setor de máquinas agrícolas e rodoviárias teve recuo de 8,4% nas vendas e de 19,1% na produção, com alta de 1,5% nas exportações.

Projeções para 2020

A Anfavea também apresentou suas estimativas para o setor neste ano. A entidade prevê aumento de 9,4% no licenciamento de autoveículos, índice maior que o de 2019, e mais relevante ainda dada a maior base de comparação do ano anterior. “Todos os indicadores da economia brasileira apontam para um ano de recuperação mais robusta: alta de 2,5% no PIB em 2020, inflação controlada, emprego em leve recuperação, juros mais baixos e maior confiança do consumidor”, justifica Luiz Carlos Moraes.

Com esse aquecimento do mercado interno, a indústria automobilística espera produzir 7,3% mais veículos que em 2019, mesmo com uma retração nas exportações estimada em 11%. Para o setor de máquinas, a Anfavea projeta crescimento de 5,4% na produção e de 2,9% nas vendas.

“São números mais animadores que os do ano passado, mas ainda insuficientes para que retomemos os picos de vendas e produção verificados um pouco antes da grave crise de 2014 a 2016. O Brasil está no sentido correto das reformas estruturais e do saneamento da máquina pública, mas precisa ser ainda mais ambicioso no sentido de avançar nas reformas e privatizações, e sobretudo no ataque ao Custo Brasil. Só teremos uma recuperação duradoura quando o país eliminar os gargalos tributários, logísticos e burocráticos que prejudicam toda a indústria”, concluiu o presidente da Anfavea.

2020: o poderoso ano das startups

Por Daniel Domeneghetti

Ebulição é o estado ideal para definir o mercado de startups em 2020 no Brasil. Se 2019 o momento foi dos investidores, no próximo ano o protagonismo será das startups. Se pudesse escolher uma frase para representar o futuro próximo, não titubearia em dizer que a citação ideal seria “juntar a fome com a vontade de comer”.

Não será raro ver o aumento de lançamentos de fundos de investimentos para startups no Brasil, tanto privados, via companhias da velha economia, como públicos, vide BNDES, BRDE e bancos regionais. O investidor brasileiro está faminto em desbravar mercados na busca por novos modelos de negócios. Os setores financeiro e varejista fiquem em alerta. Anjos olharão para e por vocês. Seja com soluções tecnológicas ou metodologias disruptivas, estes nichos poderão ser beneficiados pelo boom do empreendedorismo inovador, uma vez que lidam direta e indiretamente com os desejos do cliente final.

Nomes de peso do ecossistema do empreendedorismo nacional vão se aliar às startups em 2020. É a adaptação encontrada por essa classe, que foi concebida e projetada para resistir aos dissabores da velha economia. Igualmente às empresas tradicionais, que se curvarão às startups como uma das maneira de acompanhar o ritmo frenético do consumidor empoderado digitalmente, tal qual fez o Bradesco com o Inovabra e o Itaú com o Cubo. Reinvenção será a palavra de ordem na nova década!

Com um 2020 que prevê crescimento de pelo menos 2%, segundo o ministro da Economia, Paulo Guedes, o desafio será afinar os propósitos entre empresários tradicionalistas com startupeiros da nova geração. Tudo porque devido a um choque geracional de ideias e ideais, temos de um lado uma avalanche de pessoas com conhecimento e boa vontade querendo transformar o mercado. Do outro lado, instituições sedentas para injetar dinheiro em um produto novo. A soma disso é uma quantidade expressiva de novos empreendedores que darão o sangue em busca da carta de alforria: receber um bom aporte de dinheiro pela sua brilhante ideia e fim!

Adianto em responder que está errado! Não precisamos de empreendedores querendo apenas levantar fundos. Precisamos criar o empresarismo, ou seja, criar empresários, que passam parte da vida se dedicando aos negócios e fazendo com que eles se desenvolvam e deem frutos no mercado. É disso que precisamos! E tem um ano, uma década inteira, para aliar a fome dos investidores com a vontade de comer das startups. O tempo é agora e já começou.

Daniel Domeneghetti, especialista em práticas digitais no relacionamento com cliente e CEO da E-Consulting Corp.

Ascenty anuncia décimo oitavo data center na AL

A Ascenty, empresa líder no mercado de data centers com foco na América Latina, adiciona mais um data center ao seu conjunto de infraestruturas. Localizada em Vinhedo, no mega campus da companhia no município, a unidade entra em operação no segundo semestre de 2020. A infraestrutura tem um investimento de R$ 200 milhões e conta com 24.000 m², completando 40 MVA de energia total no campus.

“Com a segunda instalação em Vinhedo contabilizamos 18 data centers em nosso portifólio, o que significa que mais que dobramos nossas operações desde 2018, quando tínhamos oito data centers em operação no Brasil”, comenta Marcos Siqueira, vice-presidente de operações da Ascenty.

“Esse crescimento (125%) foi proporcionado pelos investimentos da Digital Realty e da Brookfield no último ano. A grande movimentação nos negócios tem sido impulsionada pela alta demanda por infraestrutura na região, que cresce juntamente ao mercado de cloud e às inovações no mercado de telecomunicações”, ressalta o executivo.

Ao todo, a Ascenty conta com 14 data centers em operação no Brasil e outros 4 em construção, que serão inaugurados até o fim de 2020. A empresa integra todas as instalações à sua rede de fibra óptica proprietária (4.500 Km), garantindo conectividade direta aos global cloud providers. Confira abaixo a lista de todos os data centers da companhia:

Como fazer folha de pagamento: 4 passos para começar agora!

Marcelo Furtado, fundador e CEO da Convenia
Foto: Dayane Figueiredo

Por Marcelo Furtado, fundador e CEO da Convenia

Ao contrário do que muitos pensam, a folha de pagamento abrange muitos itens que merecem atenção, indo muito além do salário líquido recebido pelos colaboradores.

Muitos gestores desconhecem o impacto que esse processo tem dentro da empresa. Contudo, é essencial saber e provisionar os impostos, contribuições e benefícios que fazem parte dos direitos e deveres junto às obrigações trabalhistas que causam efeitos financeiros imediatos no orçamento empresarial. Além, obviamente, de entender as rotinas do departamento pessoal e quais atividades são necessárias para evitar erros nessa operação.

Para auxiliá-los nesse processo, foram destacadas 4 informações imprescindíveis para tirar todas as dúvidas de como fazer folha de pagamento. Confira:

1. Classifique as categorias

No momento da contratação de um novo colaborador, a empresa está preenchendo uma vaga no seu quadro de atividades. Mas em que isso influencia a folha de pagamento? Já que dentro de uma empresa pode haver mais de uma atividade desenvolvida, é fundamental compreender todas as categorias que compõem essas funções.

Isso se faz necessário devido às diferentes classes trabalhadoras, sendo a indústria e comércio uma das mais encontradas. Com base nisso, é importante estar atento às Convenções Coletivas do Trabalho que regram as atividades; nelas, estão contidas especificações quanto aos benefícios e direitos de comum acordo entre os sindicatos dos empregados e representantes dos empresários.

Além disso, é imprescindível que o departamento pessoal esteja atento ao CBO (Classificação Brasileira de Ocupações), que nada mais é que a classificação das profissões existentes. Por meio dele também são planejadas as matrizes de cargos e salários. Por isso, é fundamental que essa classificação seja feita antes do início dos cálculos.

2. Cheque o registro de ponto

Saber quanto a empresa deve pagar a cada funcionário é de suma importância. Muitas vezes, para desempenhar as atividades necessárias é preciso ficar por mais tempo no serviço ou, por algum motivo pessoal, o colaborador teve que sair mais cedo. Nesses casos, é com o controle do ponto que serão calculados itens como horas extras, horas faltas e descanso semanal remunerado.

Outro fator que deve ser analisado junto ao registro de ponto são as faltas justificadas. Em situações nas quais elas apenas são justificadas, as horas podem ser descontadas, mas o funcionário não leva qualquer notificação. Entretanto, quando há atestado médico para essas faltas, a empresa não pode descontar do colaborador o período que ele se manteve afastado.

Esse controle é uma via de mão dupla, uma vez que não é correto o trabalhador receber menos por horas trabalhadas e a empresa também não pode pagar por horas que o funcionário não trabalhou.

3. Controle os tributos e benefícios

Como já mencionado, o custo de um trabalhador é bem maior do que o salário líquido que cai na conta desse funcionário. Por trás disso, existem todos os impostos previdenciários e os benefícios garantidos por lei.

Qualquer valor apurado de forma incorreta pode gerar prejuízos financeiros, tanto em pagamentos a maior quanto em possíveis processos trabalhistas.

O primeiro item que merece cuidado é o salário bruto, este deve ser conforme a base da categoria, a partir daí, esse valor será usado como base para todos os cálculos de tributos e benefícios. Nessa parte da folha, você deverá estar atento a todos os valores e as incidências de impostos.

Para o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), se deve obedecer às seguintes regras para reter na folha do colaborador, usando como base o salário bruto:

• até R﹩ 1.751,81 – alíquota de 8%;

• de R﹩ 1.751,82 até R﹩ 2.919,72 – alíquota de 9%;

• de R﹩ 2.919,73 até R﹩ 5.839,45 – alíquota de 11%.

Acima de R﹩ 5.839,45 o teto máximo para contribuição é de R﹩ 642,34 fixo. Outro tributo que é calculado na folha de pagamento é o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), nesse ato, a responsabilidade é do empregador, sendo sua alíquota fixa em 8%.

No caso do IRRF (Imposto de Renda Retido na Fonte), o tributo tem como base o salário bruto, menos as deduções de INSS. Em seguida se aplica as alíquotas conforme tabela disponibilizada pela Receita Federal, veja:

• rendimentos de até R﹩1.903,98 – isento;

• rendimentos de R﹩ 1.903,99 até R﹩ 2.826,65 – alíquota de 7,5% com dedução de R﹩ 142,80;

• rendimentos de R﹩ 2.826,66 até R﹩ 3.751,05 – alíquota de 15% com dedução de R﹩ 354,80;

• rendimentos de R﹩ 3.751,06 até R﹩ 4.664,68 – alíquota de 22,5% com dedução de R﹩ 636,13;

• rendimentos acima de R﹩ 4.664,69 – alíquota de 27,5% com dedução de R﹩ 869,36.

Além disso, é importante considerar a dedução relacionada aos dependentes no valor de R﹩ 189,59.

Na hora de aprender a como fazer folha de pagamento é importante lembrar do salário-família, esse abono é regrado pela Portaria MF n°9 de 01/2019 . Nesse sentido, esse valor destina-se aos funcionários que se enquadram nas seguintes faixas, conforme o salário bruto: até R﹩ 907,77 abono de R﹩ 46,54, de R﹩ 907,78 a R﹩ 1.364,43 abono de R﹩ 32,80. Esse benefício não sofre nenhum tipo de retenção, incidência ou desconto.

Outros fatores que demandam atenção dos profissionais que fazem a folha estão relacionados aos adicionais de insalubridade, periculosidade, vale-transporte , vale-refeição e auxílio-educação, novamente, é imprescindível analisar detalhadamente a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) e as Convenções Coletivas.

4. Automatize os processos

Pode-se perceber que fazer a folha de pagamento requer um cuidado minucioso. Realizar todos os procedimentos de forma manual é algo que aumenta os riscos operacionais. Por isso, contar com um sistema de automatização que se alinhe com as necessidades da empresa é indispensável.

Com o uso de um software, rotinas repetitivas são realizadas de formas rápidas, otimizando as atividades e minimizando os erros, pois a automatização permite a integração dos dados e a aplicação dos eventos conforme tabelas predefinidas.

As empresas que utilizam dos benefícios tecnológicos conseguem maximizar seus resultados, uma vez que, ao agilizar as operações da folha, os colaboradores ganham tempo para realizar outras atividades, mais estratégicas.

Além disso, aumenta a segurança dos dados e reduz possíveis prejuízos financeiros, sem contar que possibilita análises mais precisas do custo da folha, por meio de relatórios e gráficos que ajudam no planejamento estratégico do empreendimento.

Contudo, antes de contratar um sistema para seu departamento pessoal é fundamental que as necessidades da empresa sejam avaliadas com cuidado o que a empresa precisa e como a empresa contratada pode auxiliar.

Huawei ICT Competition 2019/20: últimas semanas de inscrições

O Huawei ICT Competition, uma competição mundial com participação de mais de 50 países e focada em talentos da área de Tecnologia da Informação e Comunicação, está com inscrições abertas, de forma gratuita, para universitários brasileiros até 31 de janeiro.

Promovido pela Huawei desde 2015, o ICT Competition terá a participação do Brasil pelo segundo ano consecutivo. Divididos nas áreas de Redes e Computação em Nuvem, os estudantes formam times com seus colegas e participam de desafios que podem levar os vencedores até à China e à chance de intercâmbios internacionais.

Os times participam de etapas nacionais e depois regionais, para enfim disputar com os melhores times de todo o mundo na China. Nestas etapas, os estudantes recebem orientação e treinamento com especialistas da Huawei. Ao longo destes anos, mais de 70 mil estudantes foram treinados em toda a América Latina.

As inscrições para a edição 2019/2020 podem ser feitas por meio do link:
https://e.huawei.com/cn/talent/#/ict/middle-east?zoneCode=040593&zoneId=98269437&compId=85131949&divisionName=Latin%20America%20-%20All%20countries.

Computação em Nuvem tem potencial inexplorado para transformar negócios

Por José Saldanha

Entre as distintas e relevantes transformações que estão revolucionando o mercado, há uma que ainda passa um pouco despercebida, embora tenha bastante potencial para transformar negócios: a computação em Nuvem.

Pesquisa do Gartner revela que, até 2022, 75% de todos os bancos de dados serão implantados ou migrados para uma plataforma baseada em Nuvem, tendência que será em grande parte direcionada para análises de informações e vendas de softwares como serviços (SaaS).

A mesma consultoria revela que, até 2020, empresas que não utilizam computação em nuvem serão tão raras quanto as que hoje não utilizam internet. Já a Forbes afirma em estudo que o mercado da computação em nuvem deverá faturar mais de US$ 162 bilhões em 2020.

Apesar disso, a temática ainda não está sendo observada de forma estratégica na ampla maioria das empresas que operam no Brasil, sobretudo diante da ausência de orçamentos direcionados para esse tipo de ação e da falta de grupos de executivos capazes de liderar essa transformação dentro das organizações.

Entre os benefícios da migração para a Nuvem, está a facilidade de monitorar indicadores de desempenho por executivos de locais diferentes, que, utilizando diversos dispositivos de acesso à rede, podem acompanhar em tempo real distintas linhas de negócios, como operação, produtos, vendas e pagamento de impostos.

Essa é uma perspectiva mais integrada de transformação digital nas empresas que só tem a contribuir para a agilidade na tomada de decisões e o direcionamento de estratégias de negócios customizadas por produtos, regiões e preferências dos consumidores.

Com as áreas conectadas na nuvem, e o acesso aos dados facilitado, há espaço, ainda, para a geração de indicadores e análises preditivas dedicadas a reforçarem a percepção de valor, evidenciarem diferenciais e ampliarem a competitividade das empresas de todos os setores da economia.

No varejo, por exemplo, com a utilização de determinadas tecnologias em nuvem, a força de vendas pode estar mais alinhada aos objetivos estratégicos por meio da integração de dados pulverizados para que haja uma atuação mais cirúrgica e assertiva sempre que conveniente.

Para as empresas de entretenimento, que têm demandas pontuais quando há intensa venda digital de ingressos, por exemplo, servidores hospedados na nuvem podem ser contratados sob demanda, o que também contribui para ganho de escala e redução de custos.

Embora muitos não percebam, grande parte das atividades cotidianas de trabalho e vida pessoal já estão atreladas à nuvem. Ela garante acesso a arquivos a qualquer momento, de qualquer lugar, com diferentes dispositivos. As empresas também estão utilizando esse recurso para gerenciarem dados e ampliarem a experiência do cliente.

Em um mundo cada vez mais globalizado, competitivo e digital, as empresas que não forem ágeis e assertivas na tomada de decisões estratégicas poderão se tornar obsoletas e perderão ótimas oportunidades. Não há tempo a perder e, dentre todas as transformações do mercado, certamente investir na computação em nuvem será cada vez mais determinante para o sucesso dos negócios.

É interessante que, nesse processo de migração, as empresas contem com uma metodologia que analise esse desenvolvimento a partir do ponto de vista do negócio, construindo um roteiro alinhado com o processo de transformação da própria empresa, acompanhado de gerenciamento de mudança, segurança e governança.

José Saldanha, sócio-diretor de Alianças e Soluções em Nuvem da KPMG no Brasil.

Como as fintechs estão pautando a regulação do mercado financeiro no Brasil

O avanço da tecnologia e a atuação das fintechs no Brasil geraram diversas mudanças no mercado financeiro. Os órgãos reguladores, atentos aos novos desafios advindos dessas mudanças, têm construído um diálogo com todos os agentes, pensando na abertura de mercado, mas sem perder o foco na segurança das operações, segundo afirmam os especialistas da JL Rodrigues, Carlos Átila & Consultores Associados, empresa com 21 anos de atuação, especializada em regulação, organização, acesso e supervisão do mercado financeiro e de capitais.

“As fintechs surgiram como solução menos burocrática e menos onerosa na prestação de serviços financeiros e, por serem ágeis e inovadoras, têm feito os órgãos reguladores trabalharem para acompanhar as mudanças que elas trazem. Não é papel dos órgãos reguladores estar adiantados às novidades, mas sim acompanhar o que acontece no setor e organizá-lo, visando a segurança dos consumidores e o amadurecimento do próprio mercado”, explica José Luiz Rodrigues, especialista em regulação e sócio da JL Rodrigues, Carlos Átila & Consultores Associados. “Como resultado, vemos o Banco Central atualizando normas, e lançando consultas públicas sobre temas como o Sandbox Regulatório e o Open Banking, para propiciar um ambiente que favoreça a competição e a inclusão de novos players, sem gerar riscos aos usuários”, completa.

A entrada de novos modelos de negócio no mercado fomenta a criação de produtos dinâmicos e de um ambiente com mais competição que, por sua vez, reduz custos para o consumidor. Neste cenário, a responsabilidade dos órgãos reguladores é determinar o limite do que pode ser feito dentro de um ambiente que preserve a segurança nas operações. “Os reguladores estão sempre balizando o mercado, e como as fintechs são empresas mais rápidas, criativas e com mobilidade, elas acabam por trazer mais dinamismo nos processos de regulamentação”, complementa Rodrigues.

Segundo o especialista, em 2010 havia um cenário de afrontamento entre o sistema financeiro mais tradicional e as fintechs, mas desde 2017 há uma sinergia de processos. “Bancos e fintechs têm se olhado e enxergado uma relação não apenas de concorrência, mas de possível parceria. Nessa nova dinâmica, alguns bancos incorporaram fintechs em seus negócios, como uma estratégia para inovar na oferta de serviços”, argumenta Rodrigues.

Outra consequência direta da movimentação das fintechs no mercado foi a regulamentação de fintechs de crédito, definida pelo Banco Central, em duas opções: Sociedade de Empréstimo entre Pessoas (SEP) e Sociedade de Crédito Direto (SCD).

Um reflexo da rápida evolução do segmento é o aumento expressivo de fintechs nos últimos anos. Em 2017, havia cerca de 500 mapeadas no Brasil e, em 2019, esse número saltou para cerca de 700, de acordo com a ABFintechs (Associação Brasileira de Fintechs). Além disso, algumas fintechs brasileiras já são consideradas “unicórnios”, isto é, foram avaliadas em mais de US﹩ 1 bilhão.

De acordo com José Luiz Rodrigues, o maior desafio para o mercado financeiro é continuar acompanhando a evolução tecnológica. “As estruturas das fintechs são menores e permitem mais flexibilidade nas operações, enquanto os bancos atuam com mais robustez, por serem muito grandes, com uma governança muito rigorosa e, muitas vezes tradicionais em termos de produtos. O desafio do mercado é acompanhar essa evolução e, para isso, o sistema financeiro formal deve se apropriar do “conceito fintech” para ser mais competitivo”, conclui o especialista.

Fintech Cash Me lança Programa Jovens Talentos 2020

A Cash Me, fintech pertencente ao Grupo Cyrela com foco no segmento de home equity, anuncia o lançamento do seu primeiro “Programa Jovens Talentos 2020”, com o objetivo de atrair estagiários e trainees para a operação. Todas as vagas são para atuação no escritório de São Paulo (SP) e as inscrições podem ser feitas até o dia 31 de janeiro.

O programa irá selecionar 4 trainees, em cada uma das seguintes áreas: Novos Negócios, Marketing, Inovação e Controladoria, com previsão de formatura entre Dez/2020 a Dez/2021. Com o objetivo de encontrar os melhores talentos do Sul e do Sudeste, a seleção de trainees e dinâmicas de grupo acontecerá em São Paulo, Campinas, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre e Florianópolis.

Para o programa de estágio, será aberta uma vaga para atuação na área de Finanças. Os candidatos devem ter previsão de conclusão do curso entre Dezembro de 2020 a Dezembro de 2021.

A admissão dos colaboradores será realizada em abril de 2020 e, por meio desse programa, os candidatos terão a oportunidade de trabalhar diretamente com as lideranças das respectivas áreas da empresa. Estagiários e trainees serão acompanhados durante 20 meses por um programa de desenvolvimento e vão receber treinamentos específicos em suas áreas de atuação.

Os futuros profissionais da Cash.Me precisam demonstrar competências importantes para acompanhar o desenvolvimento do negócio, as chamadas soft skills, alinhadas com um pensamento estratégico, trabalho em equipe, vontade de crescimento e criatividade para buscar novas ideias para contribuir com o desempenho do negócio. “Buscamos jovens que tenham vontade de aprender e que queiram trabalhar em uma empresa jovem, moderna e dinâmica. Os novos profissionais Cash Me terão a oportunidade de conhecer e construir com todo o time a Cultura e os Valores da fintech”, destaca Juliano Bello, co-founder da Cash.Me.

Entre os benefícios do programa, os estagiários e trainees terão respectivamente bolsa-auxílio e os salários compatíveis com o mercado. Ambos, terão direito assistência médica e odontológica, vale transporte, vale refeição, parceria com academias e seguro de vida. Para se inscrever acesse: http://talentoscashme.gupy.io/.

Focar na experiência do cliente aproxima marcas de suas metas, aponta estudo da Adobe

O relatório Digital Trends 2019, feito pela Adobe em parceria com a Econsultancy, analisa as tendências digitais mais relevantes para estratégias de marketing e customer experience (CX). O estudo, realizado globalmente, aponta a importância da experiência do cliente, que se mostra essencial para o sucesso das organizações, mas ainda em estágio inicial de implantação em muitas das empresas ouvidas.

Segundo a pesquisa, apenas 1 em 10 empresas se considera “muito avançada” na questão de CX, o que representa um aumento de apenas 2% em relação a 2015. A maioria das empresas (44%) se considera pouco avançada, sem estratégias consolidadas.

A CX, porém, aparece como um fator extremamente relevante para o desenvolvimento das marcas e metade dos entrevistados afirmou que sua empresa planejava aumentar gastos com tecnologia de CX em 2019.

Por que investir em CX?

As empresas muito avançadas em experiência do cliente têm 3x mais chance de ter superado seu principal objetivo empresarial de 2018.

Além disso, as empresas líderes em CX (classificadas como muito avançadas) têm 4,5x mais chance de ter uma estrutura tecnológica integrada e baseada em nuvem. As organizações que têm esse tipo de estrutura têm 131% mais chances de ter superado significantemente seu principal objetivo empresarial de 2018.

O estudo também levantou que companhias digital-first têm 64% mais chance de ter superado significantemente seu principal objetivo empresarial de 2018 e que, entre os profissionais de TI, a prioridade (25%) para 2019 era entregar experiências aprimoradas para os clientes por meio do uso de novas tecnologias.

Jornada do cliente – a chave da personalização

Parte essencial de fortalecer a customer experience é compreender as jornadas realizadas por cada cliente e como aperfeiçoá-las. Imergindo nessa questão, a pesquisa aponta que a principal prioridade digital das grandes organizações (com lucro maior que US﹩195m) é a “gestão da jornada do cliente” (33%), a segunda é “direcionamento e personalização” (28%).

Outro dado interessante é que 37% das grandes companhias consideram “fornecimento de experiências personalizadas em tempo real” como a perspectiva mais empolgante dos próximos três anos. Em segundo lugar, com 22%, fica “utilização de inteligência artificial/bots para impulsionar campanhas e experiências” e, em terceiro, “Internet das Coisas (IoT)/dispositivos conectados”, com 12%.

Metodologia

O estudo foi feito em parceria com a Econsultancy e baseado em uma pesquisa online realizada entre novembro e dezembro de 2018. Foram entrevistados mais de 12 mil profissionais que atuam em diversas áreas em todo o mundo. O estudo completo pode ser acessado aqui .

TIM ativa rede de experimentação 5G no Cubo Itaú

A TIM acaba de ativar o seu primeiro polo de estudos e testes do 5G em São Paulo. O local escolhido é o maior hub de empreendedorismo da América Latina, o Cubo Itaú. A rede de quinta geração, instalada em parceria com a Ericsson, vai possibilitar que as startups possam desenvolver aplicações inéditas nas áreas de indústria 4.0, saúde, educação, tecnologias imersivas e IoT.

“É importante que as startups tenham consciência do poder transformador dessa transição tecnológica e comecem a avaliar os impactos e benefícios sobre os seus modelos de negócio. A TIM, por meio dessa parceria e ação em colaboração com Cubo, começa a influenciar e a fomentar o ecossistema dessa tecnologia para atender as demandas no Brasil e no mundo”, avalia Janílson Bezerra, Head de Innovation & Business Development da TIM Brasil.

O 5G diminui significativamente a latência, que é o tempo de resposta ao acessar conteúdo na internet, possibilitando novos modelos de negócios, como o processamento de dados na nuvem, reduzindo exponencialmente os custos de software e hardware, além de permitir a construção de uma rede massiva de dispositivos conectados à Internet das Coisas (IoT, na sigla em Inglês).

“Por essa razão, acreditamos que o 5G oferece grandes oportunidades para a indústria e outros setores. Ao mesmo tempo, o Cubo se transforma em uma grande vitrine tecnológica, trazendo novas competências e ampliando o alcance das startups”, finaliza o executivo.

A ativação, mediante autorização específica da Anatel, celebra a parceria de quatro anos do Cubo com a TIM, que já havia instalado no espaço o NB-IoT, plataforma dedicada para o desenvolvimento de soluções de Internet das Coisas.

“O 5G não trará apenas alta definição de vídeos que muitos falam. É muito mais que isso. Será transformacional para todas as indústrias e também será utilizado de diferentes maneiras que ainda nem podemos imaginar porque é uma forma totalmente diferente de conectividade. 5G será a extensão de todas as futuras gerações e a utilização pelas startups certamente trará muitos benefícios “, Avalia a co-head do Cubo, Renata Zanuto.

Para liderar um ecossistema favorável ao 5G no Brasil, a TIM optou por atuar no engajamento de empresas de tecnologias, fundações e instituições de pesquisas e ambientes empreendedores para o desenvolvimento de aplicações, produtos e soluções. A operadora já possui três laboratórios 5G em Florianópolis (SC), Campina Grande (PB) e Santa Rita do Sapucaí (MG), além de lojas da operadora na capital paulista.

80% dos brasileiros estão otimistas em relação à melhora das finanças pessoais em 2020

Os brasileiros estão otimistas em relação à sua situação financeira para os próximos 12 meses. A expectativa é apontada por 80% dos entrevistados da pesquisa “PayU Financial Prosperity Barometer: Perceptions of prosperity in high-growth markets”, realizada pela PayU, fintech e divisão de pagamentos eletrônicos da Prosus. E, embora 24% dos pesquisados tendam a adiar decisões financeiras, somente 5% deles acredita que a situação deve piorar nos próximos meses. Ampliando para a América Latina, a projeção continua sendo otimista, embora menor do que no Brasil: 76% dos latino-americanos entrevistados acreditam em uma melhora da situação financeira em 2020. Na contramão, somente 6% avalia um cenário negativo para o futuro.

“Vale destacar o número cada vez maior de EdTechs e fintechs, que desenvolvem soluções para diminuir a burocratização e as barreiras físicas de acesso aos serviços financeiros. Além disso, essas startups ajudam no processo diário de inclusão e avanço da prosperidade financeira no Brasil,” afirma Felipe Gonçalves, diretor de Desenvolvimento de Negócios Globais para a PayU Brasil.

A pesquisa realizada pela PayU ouviu mais de 10 mil pessoas em 18 países e tem como objetivo analisar as percepções de prosperidade em mercados de alto crescimento.

App usa IBM Blockchain para ajudar consumidores a saberem a qualidade e origem do café

Um novo aplicativo móvel para consumidores chamado “Thank My Farmer” vai permitir que apreciadores de café rastreiem o produto para entender sua qualidade e origem e até apoiem o agricultor que cultivou os grãos. Desenvolvido com empresas líderes em toda a cadeia de suprimentos global, incluindo a brasileira Volcafe, além da Beyers Koffie, Federação Colombiana de Produtores de Café (FNC), ITOCHU Corporation, Jacobs Douwe Egberts (JDE), Empresa JM Smucker, Rabobank, RGC Coffee, Sucafina e Yara International, o Farmer Connect é uma plataforma de rastreabilidade desenvolvida pelo IBM Blockchain projetada para ajudar a aumentar a rastreabilidade, eficiência e justiça na cadeia de suprimentos de café.

Atualmente, os consumidores de café consomem mais de meio trilhão de xícaras por ano, e até dois terços dos consumidores entre 19 e 24 anos dizem que preferem comprar café cultivado de forma sustentável e de origem responsável. Mas, apesar do progresso dos órgãos internacionais de certificação, ainda há falta de conhecimento sobre a necessidade de os cafeicultores lucrarem o suficiente para levarem seus produtos ao mercado.

Sua grande cadeia de suprimentos global dificulta a rastreabilidade do café. Uma vez cultivados, o grão faz diversas paradas, inclusive em cooperativas, exportadores, expedidores, importadores, torrefadores, distribuidores e varejistas antes de finalmente chegar ao consumidor. Cada participante desse complexo sistema rastreia apenas seu pequeno segmento da jornada e cada um usa seu próprio sistema para registrar dados. Isso significa que as informações sobre o produto estão fragmentadas.

Os consumidores que esperam diminuir a distância entre o barista do bairro e o agricultor que cultivou seu café agora têm uma solução, graças à mesma tecnologia Blockchain por trás do IBM Food Trust. O Farmer Connect está apresentando o aplicativo “Thank My Farmer”, um sistema voltado para o consumidor que extrai informações diretamente do Blockchain de uma maneira padronizada que pode ser usada em todo o setor. Ele conecta o usuário a agricultores, comerciantes, torrefadores e marcas. As informações são apresentadas em um mapa interativo, permitindo que cada produto conte uma história de maneira simples e escalável. O aplicativo “Thank My Farmer” também apresenta projetos de sustentabilidade nas comunidades cafeeiras e uma oportunidade para os consumidores apoiá-los.

A tecnologia Blockchain junta todas as partes da cadeia de suprimentos de café, simplificando a troca e o rastreamento de informações e pagamentos e permitindo que o setor trabalhe em conjunto com mais confiança. Ele cria uma cadeia digitalizada permanente de transações que não podem ser alteradas. Cada participante da rede possui uma cópia exata dos dados e as adições à Blockchain são compartilhadas em toda a rede com base no nível de permissão de cada participante. Agricultores, atacadistas, comerciantes e varejistas podem interagir de forma mais eficiente usando acesso abrangente a dados em tempo quase real e os consumidores podem ter novas ideias sobre a origem dos produtos que consomem.

“O objetivo é humanizar o relacionamento de cada consumidor de café com sua xícara diária”, afirma David Behrends, fundador e presidente da Farmer Connect. “Os consumidores agora podem desempenhar um papel ativo na governança da sustentabilidade, apoiando os cafeicultores nos países em desenvolvimento. Através do Blockchain e deste aplicativo de consumidor, estamos criando um ciclo virtuoso”.

O novo aplicativo móvel será lançado no mercado geral no início de 2020. Usuários nos Estados Unidos e no Canadá poderão digitalizar códigos QR no café premium da marca 1850®. Os consumidores europeus poderão acessar o aplicativo “Thank My Farmer” por meio de uma nova marca de origem única, a Beyers 1769, assada na Beyers Koffie.

À medida que o aplicativo se expandir em 2020, grandes e pequenas empresas serão convidadas a participar e os consumidores de café poderão apoiar as comunidades onde o café é cultivado, financiando projetos locais. O Farmer Connect está incorporando atualmente a identidade auto soberana, uma nova forma de identidade digital criada com base na tecnologia de contabilidade distribuída, em colaboração com a Sovrin Foundation. Isso fecha o ciclo de uma economia circular que aumentará os meios de subsistência dos pequenos produtores, oferecendo transparência e uma melhor experiência para o consumidor.

Este trabalho com o Farmer Connect também é outro exemplo do impacto da IBM que estende a adoção da tecnologia Blockchain em muitos setores e casos de uso, transformando processos de negócios inteiros e fornecendo aos consumidores informações mais confiáveis. A IBM convocou redes Blockchain inovadoras em áreas como segurança alimentar, remessa global, financiamento comercial, mineração responsável e muito mais.

“Este projeto é outro exemplo de como a tecnologia Blockchain pode ativar um canal para mudanças reais”, ressalta Raj Rao, gerente geral do IBM Food Trust. “O Blockchain é mais do que uma tecnologia comercial aspiracional, é usado hoje para transformar como as pessoas podem construir confiança nos bens que consomem. Para os negócios, pode gerar maior transparência e eficiência”.

Agropad

Recentemente, a IBM e a Enveritas, uma ONG que visa levar práticas sustentáveis ​​ao desenvolvimento econômico e social dos pequenos cafeicultores, assinaram um projeto conjunto para a realização de testes do AgroPad, tecnologia baseada em IA desenvolvida pelo Laboratório de Pesquisa da IBM Brasil, que permite a análise química e remota de solo. A partir deste projeto, IBM e Enveritas também pretendem entender melhor o ambiente, o contexto e as pessoas que potencialmente irão usar o AgroPad, bem como desenvolver um material educacional para treinar e capacitar futuros usuários da tecnologia.

Carros autônomos e o futuro dos dados conectados

Por Paulo Roberto Henneberg, Field Marketing Manager da Hitachi Vantara*

Os dados são o “novo petróleo” do mundo, dizem muitos especialistas. Mas, como atrelá-los à uma inovação consciente, que traga redução de custos operacionais, processos mais eficientes e, claro, maior experiência para os clientes?

A velocidade das informações fez com que muitas áreas sofressem mudanças. Obviamente, o setor automobilístico é um dos mais afetados com a transformação digital, porém sou bastante otimista quando falo sobre o tema, acredito que integração de dados é o caminho paras as empresas deste segmento.

As novas tecnologias aumentam o volume de dados de clientes e de produtos, integrando as operações com análises cada vez mais avançadas de dados. Um veículo autônomo além de reduzir o tempo de uma viagem, também pode reduzir custos operacionais para garantir a segurança de pedestres e do tráfego, diminuindo assim o impacto ambiental. Segundo o relatório “Global In-Vehicle Infotainment Market, Analysis & Forecast, 2017 – 2022 “, da BIS Automotive, o mercado global de infotainment em veículos deve alcançar US﹩ 52,2 bilhões até 2022.

Um estudo da Boston Consulting Group em parceria com o Fórum Econômico Mundial analisou a presença de carros autônomos em centros urbanos, o que resultaria em uma redução de 60% de carros circulando nas ruas e uma diminuição de 90% em números de acidente entre os veículos. Em relação aos ganhos ambientais, a estimativa é de menos de 80% em relação a emissão de gases poluentes.

As empresas já se preparam há alguns anos para atingir este mercado, em 2010 a Google chegou a desenvolver um carro autônomo e obteve excelentes resultados em milhões de quilômetros nas ruas de Mountain View e da Califórnia, regiões próximas da sede da empresa. Porém, até o momento o carro ainda não foi produzido, devido alguns acidentes ocorridos com o protótipo.

O assunto também é estratégico para grandes empresas, como a Hitachi Automotive Systems, empresa que faz parte do conglomerado Hitachi, que recentemente anunciou que pretende fundir quatro de seus fabricantes de autopeças com a Honda para criar um fornecedor único. O anúncio feito no início do mês de novembro, tem o objetivo de criar a terceira maior empresa fornecedora de autopeças do Japão em vendas. O foco desta fusão é o desenvolvimento de componentes para sistemas de carros elétricos e de condução autônoma.

A Hitachi Automative Systems começou a testar carros autônomos e conectados na América do Norte em 2015 em ambientes urbanos simulados, somente no ano passado que iniciou os testes nas estradas do Japão. Em outubro deste ano, a empresa anunciou o desenvolvimento de uma tecnologia de controle que usa uma AD ECU (Unidade de Controle Eletrônico de Condução Autônoma), que será utilizada para evitar riscos ao mapear e reconhecer perigos potenciais, antecipando assim o comportamento de objetos em movimentos. AD ECU deve processar todos os dados sensoriais (câmera estéreo, radar etc.) para determinar os comandos de controle do veículo.

Além de todo esse acesso aos dados, é necessário interpretá-los para gerenciá-los da melhor forma como combiná-los com Big Data, IoT e análises avançadas (IA, Machine Learning e Deep Learning) que impulsionam a excelência operacional, seja também por meio da análise voltada às expectativas dos atuais consumidores, que buscam cada vez maiores experiências, como para empresas no seu processo de monetização de dados.

Garage Criativa oferece workshop de introdução a Métodos Ágeis

O Garage Criativa, laboratório de inovação que tem auxiliado empresas de diversos setores em suas jornadas de transformação digital, acaba de abrir inscrições para seu workshop de introdução aos métodos ágeis, que acontece no dia 22 de janeiro.

A programação demonstra como o Agile pode auxiliar uma organização em seu processo de digitalização, impulsionando a gestão de projetos complexos e otimizando times de alta performance.

As metodologias ágeis foram criadas em 2001 por programadores que visavam a adequar seus trabalhos aos desafios de gestão ocasionados pela revolução digital.

O conceito redefiniu relações sociais e trabalhistas, impactou a produtividade de negócios e agilizou a entrega de produtos e projetos, que passou a ser realizada em ciclos curtos, com foco no cliente final.

Segundo estudo da CA Technologies, empresa de software estadunidense, 81% dos executivos acreditam que as metodologias ágeis são essenciais para uma transformação digital bem-sucedida e para o melhor desempenho do negócio.

O conteúdo do workshop permite que o aluno tenha contato com casos reais, usando a proposta inovadora do Problem Based Learning (PBL) – ou seja, a aprendizagem baseada em problemas que inserem o aluno no centro do processo de resolução -, para que todas as dificuldades sejam abordadas em sala de aula.

Todos os cursos do Garage Criativa entregam ao inscrito 80% da carga horária em exercícios práticos. Os projetos são propostos para o desenvolvimento de estudos relacionados a 4ª Revolução Industrial, Organizações Exponenciais e a Transformação Digital.

Serviço

Investimento: R﹩97,00

Local: Rua Cubatão, 436 – Paraíso, São Paulo – São Paulo, 04013-001 – Conj. 32 – 3o. Andar, 18h45 às 22h15

Data: 22 de janeiro

Vagas: Limitado a 20 vagas