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Mastercard investe na fintech Verestro

A fintech polonesa Verestro JSC (antiga uPaid LLC) anunciou hoje um investimento da Mastercard. A empresa, com sede em Varsóvia e escritórios em Sofia, Nova York e São Paulo, fornece soluções de pagamento para bancos, comerciantes e provedores de pagamentos em quatro continentes há 10 anos. As notícias de hoje ampliam o apoio da Mastercard ao setor de fintechs e soluções que ajudam os clientes a otimizar tecnologias de pagamentos.

A Verestro é especializada no desenvolvimento, integração e gestão de APIs para bancos e fintechs parceiras, incluindo NFC, HCE, QR e pagamentos de pessoa a pessoa, soluções de fidelidade, cartões virtuais ou físicos e gerenciamento de despesas. As soluções da empresa já estão presentes em mais de 20 países, e 85% de suas receitas são gerados a partir de atividades em mercados estrangeiros, como Europa Central e Oriental, América Latina, Oriente Médio, EUA e Sudeste Asiático.

A Mastercard coopera com a Verestro desde 2011, parceira de longa data do programa Mastercard Engage. Além do investimento, a Mastercard também apoiará o relacionamento por meio de apresentações e acesso a parceiros financeiros e de varejo em todo o mundo. Isso ajudará a Verestro a escalar suas operações nos mercados externos muito mais rapidamente.

“Para nós, isso não é apenas uma grande honra, mas também uma conquista, pela qual trabalhamos duro nos últimos cinco anos. Devemos muito à Mastercard: nosso primeiro projeto de negócios; acesso à tecnologia de ponta e presença global que nos permite estabelecer parcerias baseadas em São Paulo, Varsóvia e Singapura”, disse Krzysztof Drzyzga, CEO da Verestro. “A recente mudança do nosso nome faz parte do desenvolvimento da nossa empresa. Verestro’ (Epo: vere estro; ‘Verdadeiro líder’) vem do vem do esperanto, a língua auxiliar internacional mais falada no mundo, criada por um polonês, Ludwik Zamenhof. Esse nome se encaixa perfeitamente com nosso pensamento sobre as raízes e o futuro da nossa empresa – somos uma líder derivada da Polônia que fornece soluções para todo o mundo” – acrescenta Drzyzga.

“Ao investir na então uPaid e se envolver pessoalmente com a empresa, esperava seu desenvolvimento internacional e investimento de um importante player do setor financeiro. Agora, temos um forte crescimento orgânico em mais de 20 países ao redor do mundo e estamos planejando IPOs no mercado estrangeiro dentro de um ano” – disse Cezary Smorszczewski, investidor e chefe do conselho de supervisão da Verestro.

“Fora da Europa, estamos extremamente comprometidos em adquirir novos clientes nos EUA, América do Sul e Sudeste Asiático. Já iniciamos projetos nesses lugares e temos uma reputação muito boa. Tudo isso nos faz olhar para novos locais e para a nossa operação. Como queremos estar mais próximos de nossos clientes e parceiros, estamos planejando escritórios em Dubai e Cingapura” – acrescenta Tomasz Kupka, chefe de vendas da Verestro.

“A Mastercard tem o prazer de investir na Verestro para apoiar sua expansão na América Latina e no Caribe. As fintechs estão contribuindo para a rápida transformação digital que está tornando as vidas mais convenientes e simples. Como parceira de muitas das principais fintechs do mundo, a Verestro se une a um forte conjunto de fintechs em nossa região, ajudando no crescimento desse tipo de transformação na América Latina e no Caribe”, diz Walter Pimenta, Vice-Presidente Sênior de Produtos e Inovação da Mastercard América Latina e Caribe.

Compasso UOL está com vagas abertas em diversas cidades do país

A Compasso UOL, empresa focada na construção de plataformas digitais para médias e grandes corporações em processo de transformação, está com mais de 100 vagas abertas na área de TI em diversas regiões do Brasil. As oportunidades surgem em um momento de intensificação do crescimento da companhia, que amplia sua oferta de soluções de transformação de negócios.

A maioria das novas posições de trabalho está voltada ao desenvolvimento de soluções na área de Transformação Digital, por meio de tecnologias “estado-da-arte”, como Cognitive Services e Bots, Digital Commerce, IOT, Data Inteligence, RPA (Robotic Process Automation) e Cloud Computing. Os 4 principais perfis buscados são o de Desenvolvedores, Arquitetos de Software, Engenheiros e Cientistas de Dados. Estas posições estão abertas em áreas de atuação carentes de profissionais qualificados e complementam os esforços de formação de talentos que a empresa tem feito de forma intensa nos últimos anos. Os centros de desenvolvimento e formação de mão-de-obra da Compasso UOL atuam em conjunto com universidades parceiras em 13 diferentes cidades norte a sul do Brasil. Mesmo em tempos de pandemia as demandas de inovação seguem em constante crescimento. Os investimentos no mundo digital têm sido mantidos e ampliados, e passam a ser cada vez mais uma peça-chave nos negócios em diferentes setores, ajudando a manter os níveis de atividade econômica.

Alexis Rockenbach, COO da Compasso UOL, conta que nos últimos 4 anos, a empresa manteve um ritmo acelerado, acima de 30% ao ano e em 2020 já conta com mais de 1600 colaboradores. “Todos os investimentos que fizemos ao longo dos últimos anos viabilizaram a expansão de nosso portfólio de soluções de inovação para negócios. Com a pandemia, a Compasso UOL reforçou seus esforços para cuidar de seus colaboradores e clientes, contribuindo assim a manutenção dos empregos e continuidade dos negócios. Acreditamos que neste momento difícil para todos, a proximidade viabilizada pela tecnologia está permitindo fortalecermos ainda mais a nossa capacidade de ajudar e agregar valor em nossas relações. Apesar de todas as dificuldades, acreditamos que 2020 será um ano que ajudaremos nossos profissionais e nossos clientes e continuarem crescendo em iniciativas digitais, inovando e usando a tecnologia para criarmos um futuro melhor para todos”.

Importante destacar que em 2020 pelo segundo ano consecutivo a Compasso UOL recebeu a certificação do GPTW Brasil por suas boas práticas em Gestão de Pessoas. As vagas abertas estão distribuídas em alguns dos Delivery Centers, localizados em: São Paulo (SP), Barueri (SP), Porto Alegre (RS), Florianópolis (SC), Recife (PE), Passo Fundo (RS), Erechim (RS), Rio Grande (RS) e Chapecó (SC), Santa Crus do Sul (RS), Pelotas (RS) e Belo Horizonte (MG).

Para conferir a lista completa de vagas da Compasso UOL e se candidatar, acesse: http://compasso.gupy.io/.

EMBRAPII e IBRAM assinam acordo para fortalecer inovação na área de Mineração

O Brasil é um dos maiores produtores de minerais do mundo. Investir em tecnologias mais seguras e sustentáveis para explorar os recursos naturais do país se apresenta como caminho à retomada econômica no pós-Covid. Em consonância com essa estratégia, a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII) e o Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) firmaram, nesta quarta-feira (15), uma aliança estratégica para incentivar o desenvolvimento de PD&I no setor, sobretudo em tecnologias de alta complexidade como Inteligência Artificial, Big Data Analytics e Internet das Coisas (IoT). A assinatura ocorreu durante a abertura do e-mineração, evento online que debate os rumos da mineração no país.

A aliança vai aproximar a relação do setor com a rede de Unidades EMBRAPII, importantes centros de pesquisas no Brasil, e torná-la referência para atividades de pesquisa e inovação para toda a cadeia produtiva da área mineral. As Unidades EMBRAPII possuem competências que podem contribuir para superar os desafios tecnológicos das empresas com soluções em materiais avançados, química verde, reutilização de matérias primas e redução de uso de compostos tóxicos, entre outros.

“A indústria mineral brasileira tem agregado valor em novos produtos. Esse desenvolvimento tem sido obtido, em grande parte, por meio dos projetos desenvolvidos com a EMBRAPII: são mais de 100 projetos da área de Mineração, com dezenas de empresas do setor, que correspondem a um investimento de R﹩ 200 milhões. O acordo entre EMBRAPII e IBRAM vai potencializar a capacidade inovativa do setor no país ao aproximá-lo de equipe de pesquisadores altamente qualificadas das Unidades EMBRAPII”, destaca o diretor-presidente da EMBRAPII, Jorge Guimarães.

“O acordo de cooperação com a EMBRAPII irá proporcionar a ampliação dos já expressivos investimentos em inovação tecnológica por parte da indústria da mineração brasileira. Esta é uma das formas de os brasileiros acompanharem a evolução da mineração exercida no país”, diz Flávio Penido, diretor-presidente do IBRAM.

A EMBRAPII também oferece às empresas brasileiras a oportunidade de fazer parcerias internacionais. Encontram-se abertas várias chamadas, entre as quais a parceria com a Suécia, que conta com a área de Mineração como uma das cinco áreas prioritárias a serem exploradas. Ainda no tema da Mineração, a EMBRAPII encontra-se em negociação com entidades do Canadá, visando outras possibilidades de parcerias internacionais para o setor

EMBRAPII no e-mineração – O evento online reúne lideranças, autoridades, gestores e especialistas do setor mineral brasileiro, entre elas, o diretor de Planejamento da EMBRAPII, José Luis Gordon, no debate “Inovação aplicada à mineração: desafios e oportunidades”. O presidente da CBMM, Eduardo Ribeiro, e a diretora executiva da Mining Hug, Cláudia Diniz, também participam, além da mediação do diretor da CETEM, Fernando Links.

Cinco Unidades EMBRAPII selecionadas de acordo com projetos na área de mineração, logística, transporte e materiais apresentam potenciais soluções tecnológicas em um pitch com empresas do setor. São elas: Tecnogreen/USP; Poli/USP, Senai/Cimatec, DCC/UMG e IPT Materiais. A proposta é favorecer a geração de negócios e de projetos de PD&I para desenvolvimento de novos produtos e processos industriais. A EMBRAPII financia até um terço do valor do projeto com recursos não reembolsáveis, o restante é dividido entre a empresa e a Unidade EMBRAPII.

A rastreabilidade como uma poderosa ferramenta de gestão

Por Edison Kubo

A partir de Março deste ano, a nossa vida mudou completamente e algo novo que pouco discutíamos passou a ser normal nos noticiários: a busca pelo “paciente zero”. O que significa isto? “Paciente zero” é primeira pessoa infectada por uma doença viral ou bacteriana, pois a identificação dela nos ajuda a entender como o vírus ou bactéria se propagou no mundo ou em um país.

Para ilustrar a importância da rastreabilidade e como nesta pandemia o tempo não passa, Março já parece um tempo bem distante na nossa memória, e agora no mês de Junho já temos um app lançado pela SAP, na Alemanha, chamado Corona-Warn-App. Ele foi criado em parceria com a Google e Apple e emite avisos caso uma das pessoas que tenha feito o donwload esteja contaminada e próxima a você. Sabe quantos downloads foram feitos? Cerca de 6,5 milhões em 24 horas.

Estes exemplos mostram que, com o coronavírus, o tema rastreabilidade passou a ocupar um papel de destaque. Para o cidadão comum, ficou clara a importância de compreender a origem de determinados problemas para que então seja possível desenhar estratégias de combate e planos de ação. Assim como a rastreabilidade é bem-vinda no enfrentamento de crises sanitárias, ela também exerce um papel preponderante na indústria alimentícia.

A segurança do alimento é uma prioridade para qualquer fabricante atuando nessa indústria. Ao longo do seu ciclo de produção, um alimento pode passar por algumas dezenas de etapas entre processamento e envase, algumas 100% automatizadas e outras que contam com a participação de operadores. No caso de falhas, ferramentas de rastreamento servem de aliadas dos fabricantes, auxiliando na resolução do problema de forma rápida e assertiva tão logo ele seja identificado.

Como um impacto colateral positivo, a rastreabilidade também contribui para elevar a segurança dos alimentos produzidos. Ao rastrear um problema até a sua origem, fabricantes desenvolvem um olhar ampliado sobre a sua cadeia de produção, sendo capazes de criar protocolos e mecanismos que evitem que o mesmo problema se repita no futuro.

Atualmente, as máquinas de processamento e envase instaladas na indústria podem ser conectadas em um único ambiente virtual, facilitando a elaboração de análises e relatórios de desempenho da produção, bem como a rastreabilidade de lotes específicos. Da chegada da matéria-prima até o envio dos produtos fabricados para centros de distribuição, todos os processos realizados na indústria podem ser monitorados e armazenados em servidores, criando um histórico completo da produção.

O uso da rastreabilidade na indústria de alimentos é especialmente interessante para identificar falhas ainda em estágio inicial, de forma que seja possível tomar ações proativas e corretivas que evitem a continuidade do problema. Ao identificar falhas no processo e tomar ações de forma antecipada, a indústria mitiga impactos financeiros ocasionados pela perda da produção e evita crises de reputação, caso produtos inadequados cheguem ao mercado – cabe salientar que, neste caso, a crise de imagem pode levar a perdas financeiras simplesmente incalculáveis.

Ainda que os benefícios da rastreabilidade se traduzam com mais facilidade para gestores atuando na indústria, é fato que o consumidor também tem muito a ganhar a partir do momento em que ele sabe os processos pelos quais um produto passou antes de chegar às suas mãos. Uma mudança que já ganhava corpo e que foi acelerada pela pandemia foi justamente a transparência sobre o caminho percorrido por um produto em seu processo de fabricação.

Por exemplo, ao escanear um código impresso em uma das laterais da embalagem, o consumidor pode receber em seu celular informações como nome e local de fornecedores de matérias-primas, detalhamento de todos os ingredientes utilizados em sua composição, modelo de processamento aplicado à sua produção. Ao fazer isso, o fabricante adiciona uma camada de transparência que o consumidor tem demandado e valorizado, colocando em melhor posição as marcas que caminham nesta direção.

Em linhas gerais, a rastreabilidade não deve ser vista unicamente como uma ferramenta de controle de qualidade e da produção, mas como uma poderosa ferramenta de confiança em gestão para a indústria – com o benefício de também trazer ganhos para o modelo de comunicação entre marcas e consumidores. Assim como a rastreabilidade tem se mostrado importante para o enfrentado da crise sanitária causada pelo novo coronavírus, ela também é fundamental para a operação de fabricantes de alimentos e bebidas.


Edison Kubo, Diretor de Portfólio de Serviços da Tetra Pak para as Américas

Pelo menos 42% das empresas não estavam preparadas para o trabalho remoto seguro

Devido ao isolamento social, muitas empresas e organizações (além do setor educacional) implementaram o trabalho remoto como uma alternativa para continuar suas atividades. No entanto, de acordo com a opinião de mais de 1.200 usuários que participaram de uma pesquisa realizada pela ESET, empresa líder em detecção proativa de ameaças, 42% garantiram que a empresa em que trabalham não estava preparada em termos de equipamento e conhecimento de segurança para telecomunicações no contexto atual.

“A realidade mostrou que, à medida que o problema de saúde progredia globalmente, as atividades maliciosas aumentavam. Os cibercriminosos começaram a aproveitar a preocupação de lançar várias campanhas maliciosas usando o tema Covid-19 como pretexto para enganar os usuários, bem como o fato de que muito mais pessoas estão trabalhando remotamente ou que passam mais tempo conectado à Internet, em comparação com antes, para realizar atividades como fazer chamadas de vídeo, assistir e/ou baixar filmes, jogar videogames, fazer compras online ou simplesmente procurar informações”, diz Camilo Gutierrez, chefe do Laboratório de Pesquisa da ESET América Latina.

Ainda conforme a pesquisa, 89,9% dos usuários afirmaram que, desde o início do período de isolamento social, utilizam mais dispositivos eletrônicos .

A necessidade de trabalhar ou estudar remotamente aumentou a exposição a ser vítima de um incidente de segurança. Segundo dados do laboratório da ESET, o aumento na distribuição de malwares que se apresentam como softwares legítimos para videoconferência envolveu o Zoom, mas também o GoToMeeting ou Microsoft Teams, entre outras ferramentas. Nesse sentido, de acordo com os dados da pesquisa, mais de 85% dos pesquisados ​​afirmaram ter baixado aplicativos ou ferramentas que não haviam usado anteriormente para executar suas tarefas. Embora 54% tenham confirmado que o download é realmente seguro, 38% disseram que não o verificaram.

Além disso, pelo menos desde março, a ESET observou o aumento nas campanhas de phishing que tiram vantagem da pandemia de Covid-19 como parte de sua engenharia social. Desde e-mails de phishing que tentam infectar vários tipos de malware, até campanhas de engenharia social, através de aplicativos como o WhatsApp, que procuram roubar informações dos usuários ou distribuir publicidade invasiva. De acordo com os usuários pesquisados, 44% afirmaram ter recebido e-mails de phishing que usavam o tema Covid-19 como uma estratégia de engenharia social .

“O novo cenário levantado pela pandemia exposta é que, embora na esfera corporativa existam aqueles que já adotaram os mecanismos necessários para realizar esse processo de transformação digital e conseguiram se adaptar ao novo cenário sem grandes problemas, algumas organizações que ignoraram ou adiaram a decisão de realizar essa transição, foram afetadas pela falta de disponibilidade, integridade ou de confidencialidade de suas informações”, acrescentou Gutierrez.

Nesse sentido, a pesquisa mostrou que 66% dos participantes disseram que estavam trabalhando remotamente como resultado da pandemia e 61% garantiram que a empresa em que trabalhavam não lhes forneceu as ferramentas de segurança necessárias para o teletrabalho .

Abaixo, apresentamos o resultado completo da pesquisa:

• 2 em cada 3 participantes da pesquisa estão trabalhando de forma remota;

• 61% considera que as ferramentas de segurança necessárias para trabalhar de forma segura não foram fornecidas por suas empresas. 29% acredita que sim;

• 84% trabalha usando seu dispositivo pessoal. Desses, 32% possui uma solução antivírus, 20% tem conexão VPN e 12,5% possui criptografia das informações. No entanto, 51,6% não possui nenhuma das soluções anteriores;

• 99% considera que as capacitações de segurança relacionadas ao trabalho remoto são úteis e necessárias;

• 65% não recebeu informações de sua empresa sobre configurações seguras e boas práticas de segurança;

• 48% acredita que seu lugar de trabalho não estava preparado quanto ao seu dispositivo e conhecimento de segurança para adaptar-se ao trabalho remoto;

• 26% acredita que a empresa estava preparada quanto aos dispositivos e 18% acredita que sim quanto ao conhecimento.

SAP nomeia Cristina Palmaka como presidente regional da empresa para América Latina e Caribe

A SAP nomeou Cristina Palmaka como nova presidente da SAP para América Latina e Caribe (LAC). A executiva vai substituir Claudio Muruzabal, que se tornará presidente da SAP para a parte sul da região EMEA, que compreende as regiões sul da Europa, Oriente Médio e África, e também se manterá conectado a clientes e parceiros da SAP como chairman para América Latina e Caribe.

“Claudio Muruzabal contribuiu para que coisas excepcionais acontecessem na região da América Latina e Caribe – para nossos clientes, parceiros e a própria SAP”, afirma Adaire Fox-Martin, membro do conselho executivo da SAP e diretora da organização Customer Success, destacando que a liderança do executivo está fundamentada no desenvolvimento de equipes diversificadas e relacionamentos sólidos, capazes de produzir resultados valiosos e experiências excepcionais para os clientes.

“Estou muito satisfeita em poder contar com Cristina, uma de nossas executivas de mais alto desempenho, para liderar nossos negócios na América Latina, dando sequência à sua trajetória de muito sucesso como presidente da SAP Brasil. O impacto que Cristina tem produzido em nossos negócios no Brasil possui um enorme alcance, e espero ter agora sua marca inspiradora de liderança e engajamento em toda a região”, completa Fox-Martin.

Cristina Palmaka assumirá a nova função como presidente da SAP para América Latina e Caribe a partir de 1º de agosto. Cristina comanda a SAP Brasil desde 2013, depois de ter ocupado vários importantes cargos executivos em grandes empresas de tecnologia no mercado brasileiro. Durante seu trabalho na SAP Brasil, transformou a subsidiária brasileira em uma das que apresentaram melhores resultados mundialmente, sempre com foco no trabalho em equipe e desenvolvimento. É uma grande defensora da diversidade e da inclusão no local de trabalho, tendo recebido importantes prêmios e sido nomeada pela revista Forbes como uma das principais CEOs no Brasil. Recebeu vários reconhecimentos como líder de TI e influenciadora na área de tecnologia voltada para empresas e crescimento econômico. Sob a liderança de Cristina, a SAP Brasil conquistou uma certificação EDGE para Igualdade de Gênero e foi destacada em vários rankings que cobrem temas de local de trabalho e diversidade. Cristina seguirá supervisionando as operações da SAP Brasil até que um substituto seja nomeado.

“É uma grande honra assumir a função de presidente da SAP LAC e me juntar a uma equipe de 5 mil funcionários na América Latina e Caribe. Espero poder apoiar nossos 48.500 clientes na região, proporcionado uma excelente experiência, independentemente das circunstâncias”, afirma Cristina Palmaka. “Também quero poder ampliar o impressionante legado que Claudio deixou, com sólidas relações, profunda expertise e confiança. E, finalmente, espero ansiosa por esta nova fase, na qual poderemos continuar contando com seu valioso apoio como chairman para SAP LAC”, conclui a executiva.

Valid adquire MITRA e amplia negócios em Gestão de Cidades Inteligentes

A multinacional brasileira Valid, especializada em plataformas para identificação segura, adquiriu 51% de participação na MITRA, empresa que fornece Sistemas Integrados de modernização da gestão municipal, presente em cidades como São Caetano do Sul (SP), Santo André (SP), Vinhedo (SP), Araraquara (SP) e Campos dos Goytacazes (RJ) com soluções que impactam uma população de mais de 1,7 mi de cidadãos atualmente.

A MITRA se desenvolveu sob o conceito do Governo Único para um Cidadão Único e criou uma matriz integrada e estruturadora das informações de Governos Locais. A plataforma da MITRA permite uma gestão moderna e digital para dar respostas mais rápidas e precisas às necessidades sociais e econômicas dos municípios, incluindo Saúde, Educação, Mobilidade e Segurança.

“A aquisição da MITRA fortalece a capacidade da Valid em promover, de forma customizada, a jornada de transformação digital dos nossos clientes. E não se trata apenas de tecnologia: na ponta final, entregamos para os Governos Locais as ferramentas de inclusão digital do cidadão, para uma jornada cada vez mais eficiente e geradora de qualidade de vida” explica Carlos Affonso D´Albuquerque, CEO da Valid.

A sinergia entre Valid e MITRA pode ser notada pela solução em funcionamento na cidade de São Caetano do Sul (SP). Ali foi implantado em conjunto – mesmo antes do acordo de aquisição – um extenso programa de recadastramento biométrico dos cidadãos, com integração de diferentes bases de dados do Governo Local e culminando com a entrega de um Certificado do Cidadão e o “Cartão São Caetano”, uma espécie de passaporte de acesso ágil aos serviços públicos municipais com facilidade e segurança. Este sistema permitiu, por exemplo, que durante a crise do Covid-19, a Administração Pública Local gerasse respostas mais rápidas no controle e gestão da pandemia através de um sistema de tratamento de dados espacializados com indicadores de incidência da doença por bairros e regiões.

Outro caso de sucesso de gestão inteligente acontece em Vinhedo (SP) com a ferramenta SIM Empresa Fácil, aplicada na desburocratização do processo de abertura alteração cadastral e encerramento de empresas. A solução disponibiliza a abertura de empresas de forma online e analisa automaticamente o pedido. Com um processo totalmente desburocratizado o alvará provisório é concedido em até 24 horas. Estima-se que em 67% dos casos essa abertura é aprovada instantaneamente.

Com a aquisição, a Valid amplia seu portfólio de produtos e serviços para a vertical de Cidades Inteligentes, com soluções dedicadas à qualificação da gestão pública através da tecnologia e inclusão digital. A aquisição da Mitra se soma à recente compra da Estacionamento Digital, também presente em importantes cidades como Belo Horizonte (MG), Salvador (BA) e Fortaleza (CE). Ao todo, as soluções de Cidades Inteligentes Valid já estão presentes em 34 municípios brasileiros.

O que é o “novo normal”?

Por Willian Kahler

Muito se ouve falar que após a pandemia existirá um “novo normal”. Mas, afinal de contas, o que seria isso?

Fazendo uma rápida reflexão, é possível evidenciar uma série de eventos recentes que mudaram nossos hábitos, tanto na vida pessoal, quanto profissional. Muitos deles foram acontecendo aos poucos. Iniciaram-se de maneira tímida, entrando em nossas vidas pelas beiradas e depois se expandindo rapidamente. Smartphones, internet, acesso à informação e, inclusive, transformações no mundo financeiro.

Com a globalização, tornou-se muito mais rápido obter dados e conhecimento: hoje, uma criança de 12 anos tem mais acesso a informações do que um presidente norte-americano tinha há 20 anos. Isso tornou e continua tornando as pessoas mais preparadas para as inovações.

Acontece que, quando falamos de evoluções gradativas no nosso cotidiano, muitas vezes não percebemos as grandes mudanças de comportamento que ocorrem conosco. Agora, pare e reflita: o que era o seu normal, dois anos atrás? Você enxerga que sua realidade atual é exatamente igual a como era antes?

O conceito de mudança é o ato de mudar, trocar ou alterar. É, basicamente, qualquer alteração em relação a uma situação anterior, sendo imposta ou não.

Diante do cenário que estamos vivendo, muitos acreditam que seremos “forçados” a alterar antigos padrões. Mas, será que isso já não vem acontecendo ao longo do tempo, com a tecnologia, as startups e seus conceitos disruptivos?
Pense!

Seria esse “novo normal” apenas uma hipérbole de algo a que já estamos sendo expostos há um bom tempo, sem nem mesmo percebermos?
Olhando para o mundo de investimentos, minha especialidade, vejo que, nos últimos anos, diversos investidores adaptaram-se a novas realidades – visto que os juros baixos agora praticados no Brasil acabaram com o conceito de sermos um país de rentistas.

Isso fez com que as pessoas abrissem a cabeça para formas sofisticadas de investimentos, aceitando mais riscos em busca de melhores retornos e procurando empresas e profissionais de assessoria financeira para auxiliá-las nessa mudança.

O impacto disso? Hoje, a XP Investimentos (empresa da qual somos o maior representante da rede no Brasil) já possui um valor de mercado superior ao de grandes instituições financeiras, como Banco do Brasil e Santander (fonte: Nord Research). Algo inimaginável poucos anos atrás, quando nosso país era dominado por cinco grandes bancos.

Logo, acredito que as fantasias sobre o período pós-pandemia, de certa forma, possam ser um pouco exageradas. Ocorrerão grandes transformações, sim! Porém, já estamos acostumados com essas situações. É fundamental ter mente aberta, adaptabilidade e otimismo. A história mostra que não existe outro caminho. Como disse o filósofo Heráclito, “nada é permanente, exceto a mudança”.

Para que tudo que está por vir sirva para melhorar nossas vidas, basta acionarmos aquele velho hábito dos seres humanos prósperos: a adaptação.

Willian Kahler, sócio-diretor da Messem Investimentos

Dólar alto aumenta competitividade de produtos brasileiros fora do país

Em meio à crise causada com o novo coronavírus, em 2020, o dólar já acumula alta de cerca de 32,6%. Para aqueles que desejam fazer compras do exterior a alta é prejudicial, mas para as empresas que desejam vender produtos para outros países, ou seja, praticar cross border, esses números são muito vantajosos.

Cross border é a prática de vender para fora do país de origem. No contexto de dólar alto, as empresas brasileiras que exportam conseguem vender produtos no exterior a preços menores e alcançar maior competitividade no mercado externo.

Segundo Felipe Dellacqua, Presidente da Associação Brasileira de E-commerce Cross Border, especialista em comércio internacional e sócio da VTEX, nesse período de pandemia, com pessoas viajando menos e comprando menos fisicamente, o consumidor continua desejando produtos que costuma comprar em viagens internacionais. Então, o cross border se torna uma necessidade tangente ao proporcionar que o consumidor compre aquele produto de outro país de forma online.

“Cross border é uma operação de e-commerce de um país para o outro. No ano passado, o brasileiro gastou mais de USD $ 2 bilhões de dólares em compras nos sites internacionais que entregam para o Brasil. Grande parte desse volume vem de lojas virtuais que atuam globalmente com origem na China, Europa e Estados Unidos. Então, para o brasileiro já é comum fazer compras em sites internacionais”, explica Felipe.

De acordo com o especialista, o produto brasileiro tem muita atratividade em grande parte do mundo porque também há muitos consumidores brasileiros vivendo fora do país que continuam querendo consumir produtos brasileiros. “A disparada grande do dólar tornou o real desvalorizado perto de outras moedas fortes. Se eu tenho um produto que vendo aqui a R$ 300 reais, o produto pode ser vendido a 50 dólares nos EUA. Nosso produto ficou mais barato e competitivo lá fora”, diz Felipe.

Um estudo da Accenture apontou que em 2020, 21% das compras online serão por transações cross border. Segundo Felipe, esses números são muito assertivos, pois o dólar dificilmente deve baixar, o que faz com que o Brasil tenha muito potencial para exportar e ser um expoente nesse segmento.

“Outro ponto positivo é que Brasil é país feito para exportadores. Neste ano, vamos bater récorde na agropecuária, com crescimento de 8% mesmo na crise. Quando você trabalha com cross border enviando produto para outro país, há vários incentivos fiscais que quase ninguém tem conhecimento, como a isenção de ICMS e IPI e, consequentemente, cerca de 17% a 20% a mais de margem porque está isento desses impostos”, explica.

Em 2019, Aliexpress se tornou o terceiro e-commerce mais acessado do Brasil atrás apenas do Mercado Livre e Americanas.com. A empresa com sede em Hangzhou, na China, emergiu como uma das principais intermediárias entre fábricas chinesas e a demanda mundial por equipamentos necessários para combater a pandemia, desde máscaras até respiradores artificiais.

Startup Xerpa anuncia trabalho remoto definitivo

A Xerpa, criadora do Xerpay, aplicativo que permite que o trabalhador acesse o seu salário referente aos dias já trabalhados, quando quiser, sem que precise esperar a data de pagamento, anunciou que todos os seus funcionários terão a livre escolha de trabalhar remotamente, mesmo após o fim da quarentena. A empresa está funcionando remotamente, desde o dia 16 de março em função da pandemia e tem tido uma experiência surpreendente nesse período.

Em uma pesquisa recente feita internamente, 94% dos funcionários sentem que a sua produtividade é igual ou melhor trabalhando remotamente, e isso também tem se comprovado nos resultados da Xerpa. Na mesma pesquisa, 77% responderam que gostariam de continuar trabalhando remotamente, quando o isolamento acabar.

Com base nessa experiência, a companhia está liberando os seus colaboradores para escolherem entre três planos de trabalho. Nos dois planos mais extremos, o funcionário trabalhará todos os dias remotamente, onde quiser, ou a semana toda no escritório, como já era feito antes da pandemia. O terceiro plano é um meio termo, no qual ele poderá optar por trabalhar de 2 a 3 dias na empresa, e o restante em casa.

John Delaney, COO da Xerpa, acredita que muitas empresas vão seguir no futuro pós-pandemia com equipes, fisicamente, distribuídas e trabalhando num modelo mais flexível. “Como a maioria das empresas, nós antes deduzíamos que precisávamos de uma equipe fisicamente presente para ter sucesso, mas a realidade é outra. Descobrimos neste período de quarentena que o estilo de trabalho distribuído é tão eficiente quanto (ou mais) o que fazia os colaboradores irem de casa ao trabalho, diariamente. E, considerando o potencial ambiental, social e os benefícios pessoais, sentimos uma obrigação de nos mover nessa direção. Acredito que muitas empresas vão seguir neste mesmo caminho conosco”, explica o executivo.

No entanto, John complementa: “sabemos também que o trabalho remoto tem seus desafios, é uma opção muito pessoal. Por isso, decidimos que, assim como oferecemos liberdade financeira aos colaboradores das empresas que são nossas clientes, queremos oferecer essa liberdade e autonomia para os membros do nosso time, para que eles possam escolher a forma que mais se encaixe na rotina deles. Parte disso é deixar claro, desde já, a nova política permanente da empresa, para que os nossos colaboradores consigam se planejar melhor. E claro, estaremos em constante aprendizado sempre, abertos à sugestões e ajustes”, finaliza Delaney.

A Xerpa permanece trabalhando 100% remotamente por enquanto e os planos que incluem o uso do escritório estarão disponíveis para o time assim que a empresa puder reabrir o escritório com segurança.

Sergio Prada assume posto de diretor de vendas para América Latina da Infobip

A Infobip, uma das maiores plataformas de mensageria do mundo, anuncia Sergio Prada como novo diretor de vendas para América Latina (Latam). Ele estará à frente de posicionar a empresa como provedora de SaaS e CpaaS, apoiando o desenvolvimento e implementação de planos estratégicos de negócio, marketing assim como, programas de suporte às vendas para dar continuidade ao crescimento da empresa na América Latina.

Prada tem 19 anos de experiência no mercado mobile e de tecnologia. Foi executivo internacional de vendas da PayU Latam, na Europa, e teve uma trajetória de quase sete anos na Oracle, onde foi gerente de contas do sistema operacional Open Source, líder de representantes de desenvolvimento de negócios e vendas para a América Latina e gerente sênior de produtos e desenvolvimento de negócios. Agora, em seu novo posto na Infobip, vai liderar todas as áreas de relacionamento com cliente: vendas, customer success, parcerias, pré-vendas e suporte.

“Sinto-me lisonjeado por ter sido escolhido para ocupar esse cargo. O crescimento da Infobip na América Latina se deve ao incrível trabalho de todas as equipes e a um portfólio inovador de soluções”, afirma Prada. “Sempre tive um sentimento de pertencimento desde meu primeiro contato com a empresa e sua cultura, e acho que isso contribuiu para que eu chegasse até aqui.”

A expectativa do novo diretor de Vendas da América Latina é que seu amplo conhecimento de negócios ajude a manter o crescimento exponencial da Infobip na região, por meio do completo portfólio. Além disso, ele também se preocupa em colaborar com o desenvolvimento profissional das equipes e com a contínua satisfação dos clientes.

Kraft Heinz faz série de lives para apresentar a companhia para interessados em participar do programa de estágio


Prestes a lançar seu programa de estágio 2020, a Kraft Heinz, empresa dona das marcas Heinz, Quero e Kraft, fará uma série de lives no perfil do Instagram @eunakraftheinz para apresentar a companhia para os futuros candidatos. Entre os temas das lives, que começam no dia 13/7, estão comunicação não violenta, dia a dia na fábrica, inteligência emocional, mindfullness e integridade, área comercial jornada de autoconhecimento, e diversidade.

“Mais que atrair talentos para o programa de estágio, queremos que nosso processo seletivo ofereça desenvolvimento desde o começo, por isso decidimos criar um ciclo de conteúdos antes da abertura de nosso programa de estágio. Ninguém melhor do que os próprios colaboradores para apresentarem a Kraft Heinz, dividirem seu conhecimento, compartilharem nossa essência e valores e contarem um pouco mais sobre como é trabalhar na companhia”, explica Irina Preto, head de People Brasil da Kraft Heinz Company. O programa de estágio da Kraft Heinz será aberto no dia 4/8.

Confira as datas das lives que acontecem em julho (após a transmissão ao vivo, todas ficarão salvas no IGTV do Instagram

http://www.instagram.com/eunakraftheinzbr/
13/07, às 19h – Comunicação Não Violenta com Matheus Camargo
15/07, às 19h – Mindfulness e Integridade com Naraiana Lessa
24/07, às 19h – Jornada de autoconhecimento com Carol Dias

SAP Innoweeks 2020: competição de inovação do SAP Labs apresenta soluções de tecnologia para empresas da América Latina

O SAP Labs Latin America promove a edição 2020 do SAP Innoweeks, competição de inovação e desenvolvimento de novas tecnologias para os desafios propostos pelas empresas participantes. As soluções serão apresentadas para as companhias de diferentes países da América Latina no dia 15 de julho, na final aberta que será totalmente remota. Serão anunciados os vencedores de cada categoria e o grande campeão do evento.

Neste ano, o SAP Innoweeks reuniu oito organizações que indicaram desafios relacionados aos seus setores de atuação. No Brasil, a ONG Banco de Alimentos do Vale dos Sinos tinha como desafio melhorar a acessibilidade e rapidez na comunicação com os doadores; a KleperWeber, do agronegócio, busca redesenhar a experiência de prospecção para o cliente e vendedor, e a indústria alimentícia Wickbold indicou a reformulação da experiência de controle da bandeja de padaria reutilizável, para obter um rastreamento em tempo real e reduzir os custos para a empresa.

As representantes da Colômbia, Crystal e o Instituto Nacional de Cancerologia, propuseram os desafios de reinventar a experiência multicanal para os clientes e tornar mais eficaz o uso das informações de prontuário pela equipe de saúde, respectivamente. O Instituto Tecnológico y de Estudios Superiores de Monterrey, do México, questionou como poderia melhorar a saúde mental dos estudantes fazendo o uso de ferramentas que reconhecem sua ansiedade, depressão e outros sintomas, enquanto o Mercado Livre, da Argentina, propôs a criação de um sistema de aviso para evitar despesas incorretas. Já a Belcorp, do Peru, indicou a necessidade do redesenho das vendas digitais para consultores, no intuito de expandir sua rede de consumidores.

Cerca de 100 profissionais das áreas de TI, negócios e clientes foram divididos em oito grupos que começaram a trabalhar em suas propostas no primeiro dia de junho. O vencedor do SAP Innoweeks será aquele que apresentar a prova-de-conceito com o melhor potencial de mercado, inovação e propósito a serem julgados por um grupo diverso de colaboradores da SAP, professores universitários e digital influencers da América Latina.

As equipes trabalharam em seus projetos com o apoio do time de inovação do SAP Labs, que adaptou a competição para o formato virtual, para manter a realização do tradicional evento mesmo em um período de isolamento social.

Para Matheus Souza, líder de inovação da SAP Labs Latin America, era fundamental seguir com o Innoweeks, que contou com um número maior de companhias participantes nesta edição. “A inovação e a criatividade são impulsionadas por desafios, pela resolução de problemas e para encontrar caminhos em situações de dificuldade. Para o SAP Labs é muito gratificante poder realizar o evento diante do cenário atual, pois este é momento em que a tecnologia ganha ainda mais destaque para apoiar empresas de diferentes setores, com soluções de alto impacto”, explica.

Data Center como Serviço chega ao Brasil com Lenovo e CLM

A Lenovo e a CLM, distribuidora latino-americana de valor agregado, lançam no Brasil o Lenovo TruScale™, infraestrutura de data center como serviço. Lançado mundialmente no ano passado, o novo modelo de comercialização, com base em assinatura, chega ao País e permite que os clientes usem e paguem por hardware e serviços de data center – no local ou em um local escolhido por ele – sem precisar comprar o equipamento. A solução Lenovo TruScale pode ser aplicada a qualquer configuração que atenda às necessidades do cliente – seja de computação, com armazenamento sofisticado, muitos servidores, hiperconvergente, Stack Cloud On-Premises, de alto desempenho – e pode ser dimensionada de acordo com características de cada negócio.

Entre as várias vantagens da solução Lenovo TruScale, de acordo com o Presidente da Lenovo Data Center, Rodrigo Guercio, está o monitoramento exclusivo de energia e a opção de uso por capacidade (GB), para storage, que garante às corporações alinharem seus objetivos gerais de crescimento e gerenciamento de despesas, além de estarem preparados para qualquer alteração de capacidade no futuro.

“Toda solução moderna de TI precisa ser escalável e ter atualizações automáticas. A terceirização da gestão de recursos permite que as organizações de TI possam se concentrar na inovação do seu negócio,” defende Guercio, que explica: “No novo modelo de comercialização, a empresa não paga pelo equipamento instalado, o que reduz drasticamente a necessidade de caixa, permite gerenciar corretamente suas despesas e pode escalar facilmente, sempre que precisar.”

Data Center de ponta a ponta

O fundador da CLM, Francisco Camargo, explica que a oferta do Data Center como Serviço vem com o pacote completo: equipamento, instalação, implantação total do sistema, gerenciamento proativo, monitoramento remoto e contínuo 24×7, manutenção, atualização e treinamento. Tudo feito por profissionais altamente qualificados e experientes, usando ferramentas, sistemas e práticas de última geração.

Nesta dinâmica de atendimento ponta a ponta às empresas, há a certeza da escolha das soluções mais adequadas para suas necessidades com as várias opções, que o portfólio completo de produtos da Lenovo, que inclui o ThinkSystem e ThinkAgile, oferece. Sendo possível ainda ajustar facilmente a capacidade ou adicionar novo hardware, à medida que os negócios crescem.

“Com o dinamismo do mercado e a evolução exponencial da demanda por armazenamento, ter respostas rápidas às necessidades é essencial. Estamos atentos para não só acompanhar como nos antecipar a diversos movimentos do mercado. A Solução Lenovo TruScale está em consonância com esta visão,” comenta o fundador da CLM.

Setor considera que DC’s atuais não atendem às necessidades
“Vale mencionar que pesquisas mostram que um terço dos tomadores de decisão nos data centers consideram que as instalações atuais não atendem às suas necessidades. Este lançamento realmente muda a perspectiva de tudo que foi feito em data centers no mercado até hoje.

A empresa passa a ter os mais avançados equipamentos instalados, sempre a partir de acurada avaliação de profissional, de forma personalizada e ela paga apenas pelo que consome,” ressalta Camargo.
https://go.clm.com.br/DataCenter

Principais características do TruScale

Com o TruScale, os custos iniciais são mínimos e o cliente recebe uma estrutura completo, com pagamentos mensais, adequados ao seu fluxo de caixa.

Sem compromisso de uso mínimo

A CLM e a Lenovo cuidam da implantação e da instalação de tudo, o que acelera a obtenção de valor. E não há compromisso de capacidade mínima, de 0% a 100%. A empresa de TI decide sobre o equilíbrio entre custo e flexibilidade. Os clientes pagam pela capacidade nominal, apenas quando suas cargas de trabalho estiverem ativamente em execução.

O serviço garante benefício contínuo de segurança física no local e do controle da capacidade e dados da empresa. Conta com monitoramento proativo do sistema, que garante o máximo de tempo de atividade. A solução de medição exclusiva da Lenovo oferece as vantagens de economia semelhante à Nuvens públicas. As estruturas de preços mensais são simples e incluem todos os serviços associados (manutenção, suporte, monitoramento remoto e integridade do sistema) em uma única conta.

Os serviços de infraestrutura Lenovo TruScale combinam a flexibilidade econômica da Nuvem com a segurança dos dados no local, o que permite aos clientes mais agilidade, eficiência e simplicidade na maneira como operam.

Transparência: portal do cliente mostra todos os detalhes do consumo
Os clientes Lenovo TruScale têm visibilidade contínua de seu consumo pelo portal do cliente. Isso permite que eles tenham fácil acesso a qualquer nível de detalhe necessário, bem como caminhos diretos para alcançar a resolução de qualquer problema que enfrentem.

O Lenovo TruScale foi lançado mundialmente no ano passado e paulatinamente vem sendo implantado em todo o mundo por meio de representantes de vendas e parceiros de canal da Lenovo. Desde o lançamento, a empresa trabalha com parceiros estratégicos para dimensionar adequadamente os modelos de negócio Lenovo TruScale para atender melhor às necessidades de cada localidade.

Shopping centers apostam em marketplaces para atender os consumidores

Por Sandro Stanczyk

Transformação digital e adaptação das lojas físicas aos canais virtuais – há alguns anos, o modelo de negócio online batia à porta do varejo. E o que era uma opção para ampliar as vendas se tornou uma necessidade, diante da pandemia que temos enfrentado, afinal, muitas lojas, tanto de rua quanto de shopping, trabalham com o atendimento em horário restrito, fator que impacta diretamente nas vendas.

Inovação digital é a palavra de ordem para todos os segmentos. Nesse caso, não apenas para aumentar as possibilidades de comercialização, mas também para a segurança de todos, dos varejistas e dos consumidores. Não há dúvida que esse é o caminho mais seguro no atual momento. Por isso, shoppings e lojas, em geral, têm apostado nos marketplaces, isto é, uma espécie de shopping center virtual, que reúne as lojas físicas dos shoppings em uma única plataforma digital, ou seja, em um grande marketplace.

Essa foi a maneira que os shoppings e lojistas encontraram para continuar operando e vendendo, independente das restrições estabelecidas. É a possibilidade real das lojas permanecerem “abertas” 24 horas, sete dias na semana, porém, em um mundo virtual, que rompe com as barreiras físicas.

Hoje, ser ou vender em um marketplace é o desejo de muitas marcas e e-commerce. Para isso, existem soluções inovadoras, como o SAP Customer Experience, uma alternativa para as empresas alçarem novos voos em um momento tão complicado. A plataforma reúne ferramentas de vendas e relacionamento ao cliente, com módulos Sales, Services, Marketing, Customer Data e Commerce. Tudo isso de forma integrada, com acesso simples e interativo.

Ao viabilizar as vendas via marketplace, os lojistas possibilitam que os consumidores tenham experiências digitais e físicas, dispondo de mais de um canal de vendas e relacionamento, que funciona 24X7, além de uma plataforma confiável de informações e visão 360° dos clientes. Essa integração multicanal permite, ainda, a jornada unificada de compras dos clientes.

Outras vantagens aos lojistas é obter uma rica fonte de informações, incluindo as preferências e hábitos desses clientes, por meio da centralização de dados. Além disso, a plataforma faz a recomendação inteligente, que ajuda os vendedores na sugestão de produtos na retirada, eventuais trocas e promoções.

Já os clientes, ao utilizarem o marketplace para suas compras, podem participar de programas de bonificação, pontuação, games, eventos físicos e digitais exclusivos, passam a receber conteúdos personalizados, melhores promoções, tudo isso com consentimento e facilidade na gestão dos dados.

Todos saem ganhando, inclusive os gestores de shopping centers que, por meio de uma plataforma única, podem centralizar os dados cadastrais, registros e histórico de relacionamento de clientes, entendendo os seus interesses, perfis e hábitos. Assim, com base em dados analíticos, passam a criar promoções e gerar informações relevantes e individualizadas.

É uma evolução importante ao segmento, uma verdadeira transformação para o modelo de negócio, que têm se reinventado, por meio de um serviço de inteligência de mercado, com a gestão de vendas automatizada, campanhas personalizadas e de baixo custo em mídias digitais, além da possibilidade de expansão de vendas, mesmo com o isolamento social.

Sandro Stanczyk, Director Business Unit Customer Experience da FH

Liftit recebe aporte de U$ 22,5 milhões para automatizar logística de última milha na América Latina

A Liftit, plataforma de tecnologia para automação e execução de entregas do tipo última milha líder na América Latina, anunciou nesta terça-feira (07) o recebimento de um aporte de 22,5 milhões de dólares. O investimento será utilizado para aprimorar a capacidade de automação de entregas última milha (para o destino final, conhecida também como “last mile”) pela América Latina, além de continuar a desenvolver sua tecnologia na região.

A rodada de investimento série B foi liderada pela Cambridge Capital, com participação do International Finance Corporation (IFC), Monashees, Jaguar Ventures, NXTP Ventures e outros líderes do setor. Em conjunto com o investimento, Ben Gordon e Matt Smalley, da Cambridge Capital, e Ed Feitzinger, ex-VP de logística Global da Amazon, se juntam ao quadro de Diretores da Liftit.

Por meio da plataforma tecnológica própria da Liftit, hospedada em nuvem, grandes expedidores de carga da América Latina podem se conectar com uma rede de motoristas. Com diversas classes de veículos comerciais, essa rede possibilita a execução de qualquer tipo de entrega com caminhões, permitindo a rastreabilidade em tempo real e o acompanhamento de métricas-chave. Por meio da automatização e otimização da entrega, com base em inteligência artificial e machine learning, a Liftit oferece a seus clientes uma significativa redução de custos operacionais.

A Liftit também está investindo em uma rede própria de caminhoneiros autônomos (chamados de “Lifters”) nos cinco países da América Latina em que atua. Por meio dela, os caminhoneiros utilizam a tecnologia de oferta de cargas da Liftit para construir pequenos negócios de transporte. A plataforma permite aos Lifters reduzir o tempo gasto à procura de cargas e aumentar de forma significativa sua renda. Os motoristas mais ativos já chegaram a usar o dinheiro recebido para adquirir novos caminhões, montando uma pequena frota de crescimento rápido.

“Estamos muitos felizes em anunciar esse novo aporte. A Cambridge Capital é a parceira perfeita para nós, por ter uma profunda experiência em logística global. Trabalhar com eles vai nos permitir continuar desenvolvendo a nossa plataforma, investir em lideranças e seguir nossa trajetória de alto crescimento em 2021 e nos próximos anos”, afirma Brian York, CEO da Liftit.

“Estamos muito empolgados em nos tornamos parceiros da Liftit como investidores líderes dessa rodada. Nossa experiência como desenvolvedores de negócios globais em logística e nosso ponto de vista único como um grupo de operadores, conselheiros estratégicos e investidores focados exclusivamente nesse mercado, vão nos permitir ajudar a Liftit a continuar construindo seu negócio em um segmento de crescimento rápido e de muitos bilhões de dólares: a tecnologia para logística last mile com caminhões na América Latina”, afirma Bem Gordon, sócio-diretor da Cambridge Capital. “O contínuo crescimento exponencial, assim como o atendimento unificado aos principais expedidores em diversos países pela Liftit são validações da grande oportunidade de mercado e de um excelente ajuste de seu produto ao segmento”, acrescenta Matt Smalley, Diretor da Cambridge Capital.

“A Liftit está resolvendo um grande problema para expedidores na América Latina, conectando essas empresas aos caminhoneiros por meio de tecnologia desenvolvida para atender as necessidades específicas na região”, afirma Ed Feitzinger. A atuação mais recente de Feitzinger foi como VP de Logística Global da Amazon e, anteriormente, como CEO de uma transportadora atuante em 59 países. “A América Latina tem um dos maiores custos de distribuição do mundo e o transporte a curtas distâncias em caminhões, especialmente de última milha, são um grande problema para expedidores. A Liftit entrega uma combinação única de tecnologia e execução operacional que resolvem esse problema”, completa.

Com grandes clientes como Walmart, Pepsi e Grupo Bimbo, a Liftit já é líder de mercado na América Latina. Com esse novo aporte, a empresa está ampliando e aprofundando parcerias com os grandes expedidores da região.

Contabilidade e pandemia: como as empresas estão sobrevivendo

Por Adriana Manni Peres, Especialista em Impostos da IOB

O mundo mudou e, com a crise da Covid-19, muitas empresas precisaram reinventar seus negócios. Em tempos de pandemia mundial, como elas estão sobrevivendo? O comércio viu no e-commerce uma saída para seguir operando. E além de aprender essa nova forma de comercialização, os varejistas se viram obrigados a contratar empresas para realizar todo o processo de vendas online e de serviços de entrega. E o novo normal trouxe também um desafio para fazer a gestão contábil.

Sua empresa está vendendo online e precisa de uma transportadora? Fique atento à forma de tributação dessa atividade, porque a prestação ora terá a tributação do ISS ora do ICMS, o que envolve órgãos diferentes de arrecadação. O primeiro cabe aos municípios, quando se tratar de serviços realizados dentro da própria cidade. Já o segundo é de responsabilidade do estado e aplicado no transporte de cargas realizado entre municípios ou estados.

Já a indústria que está investindo na diversificação, inúmeras empresas apostaram na produção de álcool em gel 70%, para doar ou comercializar, devido à alta demanda. E em termos tributários e fiscais, quem está lançando um novo produto deve se atentar em classificá-los corretamente, já que alguns estados diminuíram a alíquota de ICMS de produtos utilizados no combate ao Covid-19 e os que são vendidos para hospitais públicos.

Os governos federais, estaduais e municipais estão empenhados na sobrevivência das empresas e oferecem vários benefícios como prorrogação de parcelamento de impostos, suspensão de processos administrativos e tributários, prorrogação de certidões entre outros. Porém, mesmo com os incentivos, existem as dificuldades. Por exemplo, se as vendas online aumentaram, em contrapartida cresceu também o número de devoluções, cancelamento de operações compra de mercadorias antes adquiridas para entrega futura, além da alteração de preços de mercadorias que já foram vendidas e estão pendentes de entrega.

Tudo isso reflete no dia a dia dos profissionais da área fiscal e o contador desponta como profissional habilitado para dizer qual o melhor caminho a seguir, as providências fiscais, os benefícios fiscais que sua empresa tem direito, além de ajudar a organizar as despesas com tributos e checar oportunidades de parcelamento e adoção de regimes especiais, quando necessário.

O fato é que, mesmo na crise, as empresas estão buscando meios para manter o negócio funcionando, criando atividades, diversificando operações e aprimorando a forma de vender. Nesse caso, o contador é peça-chave para o esforço coletivo de fazer a economia continuar funcionando e manter o emprego de muitos brasileiros.

Guia de compliance americano alerta para gerenciamento de riscos de terceiros

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ, na sigla em inglês) disponibilizou a terceira atualização do Guia de Avaliação dos Programas de Compliance. O documento orienta os promotores de Justiça do país a avaliarem se empresas investigadas por crimes estão cumprindo todas as normas e regras relacionadas às atividades que exercem.

De acordo com o advogado Bruno Ferola, sócio da P&B Compliance, a principal mudança desta edição em relação às anteriores se refere ao gerenciamento de riscos de terceiros. A nova versão reforça como a empresa deve se preocupar com o relacionamento com o parceiro de negócio durante toda a vida útil desse relacionamento e não apenas no processo de contratação.

Ferola lembra que atualmente, em meio à pandemia da Covid-19, algumas entidades públicas podem contratar equipamentos e serviços sem licitação. Por conta disso, alguns riscos acabam tomando uma proporção muito maior do que seria num cenário de normalidade. Logo, a atualização do documento pelo DOJ vem em bom momento ao explorar que é preciso investir em um processo de gestão de terceiros (due diligence), ou seja, no processo de conhecimento do seu parceiro de negócio para reduzir o risco de ocorrer falhas no cumprimento contratual. Assim, a parte que está contratando um serviço ou comprando um produto, pode verificar com mais clareza a integridade da outra parte do negócio e, com isso, ter mais segurança na operação.

“Os governos estaduais no Brasil estão enfrentando um desafio muito grande para combater à pandemia da Covid-19 e um dos principais temas nessa agenda é a compra de respiradores cujos fornecedores podem ser de outros países e com isso, eleva-se a complexidade logística da entrega. Outro ponto importante, é conhecer bem o fornecedor, seja ele nacional ou internacional, para conseguir avaliar se os preços ofertados estão adequados. Para melhor avaliação e diminuição desses riscos, a aplicação de um processo de compliance seria o ideal. Caso não exista um processo robusto implementado e ocorra um problema, como superfaturamento do preço ou até mesmo o pagamento antecipado desses equipamentos e sua não entrega, a consequência pode ser a apuração por meio de uma investigação dos entes competentes em relação ao contrato firmado”, exemplifica Ferola.

Ainda segundo Ferola, nesse tipo de investigação pelos entes competentes, são observados todos os critérios para a seleção e contratação do fornecedor, como a prática de due diligence, essencial em qualquer programa de compliance.

O advogado Claudio Bidino, sócio do Bidino & Tortima Advogados, alerta que, ao contrário do que pode parecer à primeira vista, a atualização deste guia tem o potencial de produzir impactos significativos e imediatos no mercado corporativo brasileiro, já que a legislação e a prática do compliance no país são bastante influenciadas pelo que vem sendo desenvolvido nos EUA.

“Assim, o atendimento às diretrizes estabelecidas neste guia parece ser um passo importante a ser dado pelas empresas que almejam genuinamente o desenvolvimento de um programa de compliance que venha a ser considerado, de fato, efetivo e adequado”.

Bidino destaca que as empresas brasileiras que mantêm negócios com os EUA precisam se ajustar rapidamente a essas diretrizes, porque as empresas norte-americanas estão exigindo dos seus parceiros comerciais, com cada vez mais frequência, que respeitem as normativas daquele país, como verdadeira condição para continuidade dos negócios.

“As empresas que, em tese, podem vir a ser responsabilizadas penalmente pela prática de crimes nos EUA, como é o caso, por exemplo, das empresas que negociam ações em alguma bolsa norte-americana, sujeitas ao FCPA (Foreign Corrupt Practices Act), devem estar ainda mais atentas a essa recentíssima atualização. Afinal, a redução significativa dos seus riscos jurídico-penais depende disso”, orienta Bidino.

Daniel Gerber, advogado criminalista com foco em gestão de crises e compliance político e empresarial, avalia que as alterações trazidas pelos EUA “apenas acompanham a evolução do mecanismo de compliance dentro das empresas”.

“Eis que a experiência tem demonstrado inúmeros casos onde, não obstante a criação de departamentos e procedimentos específicos para tanto, a cultura da conformação e a consequente vigilância contínua e diversificada dos atos empresariais por parte de todos ainda não se faz presente. Sem essa alteração substancial no conceito prático do compliance e aceitação de todas as suas consequências ao ambiente empresarial, as normas e procedimentos internos estabelecidos para sua implementação deixarão sempre a desejar, gerando custos desnecessários ao empresário sem a contrapartida jurídica que ele espera alcançar com tal política”, afirma.

Leia a íntegra do Guia: http://www.justice.gov/criminal-fraud/page/file/937501/download