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Pesquisa do DataZAP+ aponta que importância de espaço para home office varia conforme nível de isolamento social

O nível de importância atribuído à disponibilidade de espaço para home office em um imóvel é maior entre aqueles que estão cumprindo mais o isolamento social recomendado durante a pandemia, revela a 4ª rodada da “Pesquisa da Influência do Coronavírus no Mercado Imobiliário Brasileiro” realizada pela DataZAP+, área de inteligência imobiliária do ZAP+.

De acordo com o estudo, o espaço para trabalhar de casa é citado como fator muito importante na busca de um novo imóvel para 43% dos que dizem não sair de casa em hipótese alguma e para 38% das pessoas que responderam sair somente para serviços essenciais. Enquanto para os que saem somente para trabalhar e os que dizem viver sem alterações no dia a dia, o home office é muito importante para apenas 22% e 25%, respectivamente.

Os dados ainda revelam que o impacto da pandemia na renda das pessoas também afeta a importância dada a um espaço para home office: ter um local para trabalhar de casa é muito importante para 39% daqueles que tiveram um efeito positivo nos ganhos.

“Em casos em que o profissional foi demitido ou teve a carga de trabalho reduzida, é natural que o interesse por um espaço para home office seja menor. Da mesma forma, os profissionais que estão saindo de casa para trabalhar, seja por necessidade ou vontade, também priorizam menos essa característica durante a busca por um imóvel”, afirma Danilo Igliori, economista do DataZAP+.

Por outro lado, ao analisar quais itens têm mais importância no momento de escolher um imóvel, compradores e locatários colocaram a necessidade de um ambiente para escritório mais ao final do ranking.

“Com a sobreposição de espaços de trabalho e moradia, a residência desejada passou a refletir outras necessidades, como por exemplo uma cozinha melhor equipada e capaz de facilitar o preparo dos alimentos. Não à toa, os fatores que mais ganharam importância na pesquisa foram imóveis com ambientes mais bem divididos, disponibilidade de varanda, e metragem maior. Caso a tendência do trabalho remoto seja mantida após o fim da pandemia, é possível imaginar que a planta dos imóveis sofrerá mudanças para atender esses desejos”, completa Igliori.

HR ONE: Evento da Catho debateu o futuro do RH e o papel desses profissionais como gestores da mudança no mundo corporativo pós-pandemia

Iniciativa celebrou o mês do profissional de RH e contou com a presença de Marcos Piangers, Juliana Bley, Gustavo Vitti e Érika Hamada, além de trazer uma palestra motivacional com a atriz Denise Fraga

Cada vez mais, as equipes de RH têm assumido um papel estratégico nas empresas, apoiando a alta gestão nas tomadas de decisões e sendo essenciais não só na contratação de colaboradores, mas também no enfrentamento dos múltiplos desafios que o mercado de trabalho tem passado nos últimos meses. Por isso, a fim de celebrar o mês do profissional de RH e promover uma transformação em conjunto, unindo tecnologia à profissionais, a Catho realizou, na última semana, o HR One.

O evento contou com uma série de debates que abordaram temas ligados ao futuro do RH, promovendo reflexões e provocando novas perspectivas. Marcos Piangers – Especialista em Inovação e Criatividade & Autor Best-seller – abriu o evento com uma discussão sobre o futuro pós-pandemia e qual a importância do profissional de RH nesse momento que equipes estão retornando tão fragilizadas e necessitando de muito mais que apenas um bom salário, mas de um ambiente que seja empático, acolhedor, diverso e que os ajude a curar esses traumas trazidos pelos grandes desafios da pandemia.

Piangers ainda falou sobre a evolução da tecnologia e como a adoção de soluções digitais aliado a mudança do comportamento humano está moldando o futuro. “A tecnologia já nos permitia trabalhar ou estudar de casa, sem a menor necessidade de irmos até a empresa ou universidade, mas foi a mudança de comportamento, impulsionada pela pandemia, que nos trouxe esse novo cenário. Assim, acredito que o futuro será cada vez mais integrado entre inovação e a capacidade humana. A tecnologia não deve ser vista como uma inimiga que irá tomar o seu posto de trabalho, mas como uma aliada que irá tornar sua rotina mais produtiva e eficiente”, explica Marcos.

Para Juliana Bley – Especialista em Andragogia & Referência em Fatores Humanos e segunda convidada do HR One, o profissional de RH é o responsável por apoiar essas transições pessoais, sociais e corporativas. “Nós precisamos auxiliar nos processos de mudanças sempre olhando para o “como”. Não basta apoiarmos uma pessoa em transição de carreira, mas como ela irá fazer isso, com quais cuidados ela irá fazer isso. Gestão é conectar diferentes recursos como tempo, dinheiro, métodos, matéria-prima e os talentos das pessoas para atender às necessidades pessoais e coletivas gerando abundância e evolução. Olhar mais para a pessoa física e menos para a pessoa jurídica. A tecnologia pode nos apoiar nesse processo, mas é o nosso olhar humano que fará a diferença”, conta Juliana.

Essa visão também foi discutida durante bate-papo com Patrícia Suzuki, Diretora de Gente e Gestão da Catho, Gustavo Vitti, VP de Pessoas e Sustentabilidade no Ifood e Érika Hamada, Diretora de Recursos Humanos na Starbucks. Os executivos refletiram sobre como remodelar o trabalho do RH, utilizando as novas tecnologias para enfrentar esse momento de grande desafio, dando o apoio necessário ao colaborador levando em consideração as relações humanas diante do novo cenário. “É preciso estar aberto ao novo, entender que um funcionário pode render da mesma forma ou até mais trabalhando em casa, conhecer novas ferramentas e enxergar aquilo como um apoio nessa nova jornada, e o principal, ser próximo da equipe e fazer uma gestão humana, de colaborador para colaborador”, diz Gustavo.

A última palestra do evento foi com a atriz Denise Fraga, que trouxe para o bate-papo a discussão de como a pandemia impactou profundamente o comportamento humano e junto com a tecnologia está reformulando as pessoas e como. “Nós vivemos em sociedade e a falta do contato físico deixa um buraco. Assim, quando tiver uma reunião por vídeo, ligue a câmera, dedique-se à pessoa que está ali. Nossa atenção está sendo estilhaçada pela inovação, precisamos humanizar nossa relação com a tecnologia”, explica Denise.

Para finalizar o dia, a Catho preparou um vídeo divertido, mostrando as situações que o RH precisa enfrentar na sua rotina diária. “As pessoas são o motor que move uma organização, sendo responsáveis pelo sucesso de qualquer negócio e o RH é parte fundamental dessa equação, afinal, é ele quem faz a gestão de pessoas nas empresas, indo muito além de apenas entrevistar, selecionar, contratar e demitir pessoas. Por isso, queríamos prestar essa homenagem de uma forma leve, bem-humorada e que demonstrasse o nosso reconhecimento aos profissionais” finaliza Patricia Suzuki, diretora de RH da Catho.

Marta Schuh é nomeada diretora de Cyber Risk da Marsh Brasil

A executiva Marta Schuh foi nomeada diretora de Cyber Risk da consultoria de risco e corretora Marsh Brasil. Na nova função, Marta Schuh vai liderar a equipe da Marsh especializada em seguros para proteção das empresas contra riscos cibernéticos. Antes de assumir a posição de diretora, a executiva era superintendente de riscos cibernéticos da Marsh Brasil.

Para a nova diretora de Cyber da Marsh Brasil, o seguro cibernético deve ser visto como parte de uma abordagem integrada de segurança cibernética, como estratégia adicional e complementar aos processos adotados e ferramentas de tecnologia.

“É importante lembrar que a maioria das ferramentas de segurança cibernética são medidas preventivas e as empresas precisam considerar quais medidas de respostas aos incidentes têm em vigor, no infeliz evento de uma violação de segurança. “Problemas de cibersegurança geram riscos operacionais e financeiros. Por isso, a gestão deste crescente risco vai além do ambiente de TI”. É aqui que o seguro cibernético se torna uma opção viável e sensata”, afirma.

“Incidentes vão acontecer e é preciso estar preparado previamente da mesma maneira que empresas se prepararam frente a outros riscos já conhecidos. Para que as organizações se tornem mais seguras, é necessário que haja uma mudança cultural na maneira como os líderes empresariais encaram a segurança cibernética. As empresas precisam pensar sobre que tipo de apólice lhes proporcionará a melhor cobertura e buscar transferir estrategicamente os danos em potencial. Em um mundo cada vez mais dependente de tecnologia, resiliência cibernética vem da união da combinação de fatores, e o seguro certamente é um deles , complementa.

Marta Schuh é formada em Business pela University of Arts London, especializada em Direito Digital pelo Insper, Cybersecurity for Insurance pela UCLA, Cyber Attacks pela NYU Tandon School of Engineering e em Digital Disruption: Digital Transformation Strategies pela Universidade de Cambridge.

R3 discute CDBCs no CIAB 2021

A R3, empresa de software corporativo, é patrocinadora silver do CIAB FEBRABAN 2021. O maior evento de tecnologia e inovação do setor financeiro brasileiro será realizado entre os dias 22 e 25 de junho, das 9h às 18h, em formato digital e gratuito.

Em sua 31ª edição, o evento reúne referências do mercado, CEOs dos maiores bancos do país e keynote speakers internacionais, que participarão dos cerca de 30 painéis, divididos em 8 trilhas, debatendo as perspectivas de uma retomada pós-pandemia muito mais conectada, sustentável e resiliente.

Assim como na última edição, em razão das medidas restritivas para combate à Covid-19, o evento será online e gratuito, com transmissão ao vivo pela plataforma noomis.

Com tema principal “Uma retomada conectada, sustentável e resiliente”, a programação, dividida em 8 trilhas temáticas, aborda a experiência do cliente; inteligência artificial; ESG e finanças sustentáveis; open banking; Pix e o futuro dos meios de pagamento; blockchain; inovação aberta; internet das coisas, negócios inteligentes e a chegada do 5G; LGPD, cibersegurança e privacidade dos dados; bem como as projeções de retomada pós-crise.

CDBCs

Alguns países, como China, Índia e EUA, estão discutindo a criação da chamada CBDC, as moedas digitais emitidas pelos bancos centrais. No Brasil, o Banco Central (BC) criou um grupo de trabalho para discutir o tema. Enquanto isso, o NFT (non fungible token, token não fungível) ganha espaço como ativo digital.

Mais do que siglas, esses termos representam novas formas de negócios digitais. Mas qual é o estágio dessas discussões no Brasil e no mundo? Quais as diferenças das CBDCs e stablecoins para as criptomoedas? Quais são seguras e confiáveis? Quais apresentam maior risco?

O CIAB FEBRABAN 2021 vai responder a essas perguntas no painel “CBDCs, NFTs e stablecoins: qual o impacto dos ativos digitais no mercado”, a ser realizado no dia 24 de junho, das 16h às 17h. O painel terá a participação de Keiji Sakai, country head da R3 no Brasil; Aristides Cavalcante, chefe-adjunto do Departamento de Tecnologia da Informação do Banco Central do Brasil; André Portilho, sócio do BTG Pactual; e Luis Kondic, diretor de Produtos Listados e Dados da B3. A moderação será de Leandro Vilain, diretor-executivo de Inovação, Produtos e Serviços Bancários da Febraban.

O painel sobre os ativos digitais é parte da trilha 4 do evento, que vai abordar o Pix e os avanços das transações digitais. As outras discussões envolvem os avanços do Pix e a chegada ao varejo e e-commerce, bem como os novos meios de pagamento e a bancarização.

Diversidade é um diferencial para quase 90% das empresas brasileiras na hora de fechar uma compra, diz LinkedIn

Estudo aponta ainda outras tendências do cenário de vendas, como uso de dados, investimento em tecnologia e trabalho remoto

No momento da compra, 88% das empresas brasileiras preferem fazer negócios com companhias que tenham a diversidade como um pilar essencial, de acordo com o relatório do LinkedIn “O Cenário de Vendas no Brasil”, edição 2021. Além disso, mais de 90% concordam que a probabilidade de compra aumenta quando o próprio time de vendas reflete a comunidade e a indústria de atuação. 

Sandro Carsava, Gerente de Soluções de Vendas do LinkedIn, afirma que este é um reflexo das companhias que querem ver o discurso da inclusão sendo colocado em prática. “A diversidade aparece, pela primeira vez, como uma forte tendência no cenário de vendas como um diferencial tanto para os compradores, quanto para os vendedores e suas equipes. O próprio LinkedIn é um exemplo de empresa que busca ter cada vez mais um time inclusivo e já vê que isso traz inúmeros benefícios para a conexão com os clientes e, consequentemente, para os negócios. Esta demanda está sendo trilhada por muitas empresas, mas sabemos que ainda não está representada totalmente em outras áreas e no consumidor final. Há um longo caminho, no entanto, agora entendemos que o mercado B2B também enxerga a importância dela para os negócios, para a conexão com o público e na geração de ideias melhores e mais inovadoras. As negociações são feitas com pessoas e, por isso, os dados da pesquisa reforçam a necessidade de um olhar humanizado sobre as vendas”, afirma. 

A pesquisa, realizada com 400 compradores e 400 profissionais e gerentes de vendas no país em fevereiro de 2021, aponta ainda que, com a intensificação do poder de compra no ambiente digital, fatores como confiança, carisma e criatividade não podem faltar nos profissionais, mas não são capazes de fechar negócios por si só. A proporção de compradores que escolheram a transparência como uma das três qualidades que mais valorizam em um vendedor aumentou de 39% para 54% em comparação ao ano  passado. Na sequência, aparecem pontos como credibilidade (51%), resolução de problemas (34%)e expertise na área (34%). 

“No Brasil, as vendas estão muito atreladas ao relacionamento entre as partes, por isso, colocar o cliente em primeiro lugar é mais do que necessário e impacta diretamente os resultados finais. A pesquisa nos mostrou que, hoje, 60% dos compradores consideram os vendedores confiáveis, valor que chegava a 45% antes da pandemia. Esta nova realidade trouxe um maior enfoque nas relações, exigindo que estes profissionais estejam cada vez mais preparados técnica e comportamentalmente”, diz Carsava. 

Tecnologia e vendas virtuais  

A covid-19 transformou o mercado e fez com que as vendas virtuais deixassem de ser uma tendência para se tornarem uma realidade. O relatório do LinkedIn mostra que mesmo em um período pós-pandemia, 60% dos profissionais de vendas gostariam de continuar trabalhando remotamente pelo menos metade do tempo. 

Cerca de 69% dos respondentes esperam aumentar o investimento em tecnologia no próximo ano, sendo que 35% deste total já estão prevendo que este crescimento deve ser de 50% ou mais.

Atualmente, 52% dos vendedores investem mais de cinco horas por semana utilizando ferramentas de inteligência de vendas, por exemplo, contra 38% antes da pandemia. Aproximadamente dois terços (65%) as descrevem como extremamente essenciais para fechar negócios contra 57% há pouco mais de um ano.

Esta tendência evidencia também o uso de dados nas negociações. Mais de dois terços das organizações de vendas estão contratando mais profissionais de operações para ajudar no planejamento e utilização dessas informações. Além de ajudar na avaliação de performance dos profissionais, estas análises estão sendo usadas para facilitar a definição de público e indústria a ser atingida. Os maiores crescimentos no uso de dados estão sendo percebidos na segmentação por geolocalização (de 36% para 46%) e na definição do comitê de compra (de 29% para 36%).

Ainda de acordo com o levantamento, atualmente mais da metade (60%) dos vendedores que utilizam o LinkedIn como ferramenta para fazer vendas se consideram muito ativos na rede, o que pode estar associado ao novo comportamento dos compradores, que estão aproveitando as redes sociais como plataforma para inteligência de vendas e divulgação de informações. Cerca de 78% desses profissionais estão colocando mais esforços em táticas que envolvem a plataforma, com quase metade (45%) afirmando que agora compartilham mais do conteúdo de sua empresa no LinkedIn e  34% dizendo que passaram a  construir suas marcas de vendas por meio de produção de conteúdo. 

O relatório do Cenário de Vendas no Brasil 2021 do LinkedIn está disponível na íntegra aqui:  lnkd.in/cenario-de-vendas-202

Multinacional italiana adquire controle acionário de startup e inaugura vertical de tecnologia para gestão de pessoas no Brasil

Com a compra de 51% da startup Elofy, que atende clientes como Sicredi, Dasa e EDP Brasil, o grupo italiano expande sua atuação no mercado brasileiro e aumenta seu portfólio global de HRtechs


O grupo italiano Zucchetti anuncia nesta sexta-feira, dia 11 de junho, que adquiriu o controle acionário da startup Elofy, desenvolvedora de sistema para gestão de pessoas, que trabalha com o desenvolvimento e engajamento de colaboradores de empresas como Sicredi, Dasa e EDP Brasil. A aquisição é de 51% das ações da startup e teve o valor de R$5,6 milhões, com um contrato variável que pode chegar a R$40 milhões e um controle de 100% em três anos. A operação faz parte da estratégia de investimento e expansão da multinacional em soluções para o setor de recursos humanos de organizações no Brasil. Com produtos que atendem múltiplos segmentos, de varejo a indústrias, lojas virtuais a hotéis, a Zucchetti está presente em países como Alemanha, Estados Unidos, Espanha, França, Suíça e, há 10 anos, no Brasil — onde conta com 40 mil clientes, mais de 1.700 parceiros e 186 colaboradores.

Para a Zucchetti, a convergência com a Elofy abre as portas para o grupo no mercado de RH do país, sendo um passo decisivo em sua estratégia de expansão. A empresa já tem sua suíte de soluções para gestão de pessoas bem conhecida na Europa, atendendo empresas de grande porte e de diferentes segmentos. Para Alessio Mainardi, CEO da Zucchetti Brasil, ver uma startup tão jovem como a Elofy atendendo clientes significativos mostra a maturidade do negócio. “A sinergia da solução com as nossas operações já existentes no Brasil e no exterior, junto à adaptabilidade da ferramenta, que atende ao mesmo tempo empresas de pequeno, médio e grande porte — uma característica difícil de se encontrar em grande parte dos softwares —, foram os fatores mais importantes para a nossa decisão”, explica. A última aquisição da multinacional nesta vertical de tecnologia para gestão de pessoas foi a americana Beaconforce, startup do Vale do Silício que usa inteligência artificial para garantir o bem-estar dos funcionários.


Após a compra, a Elofy planeja acelerar o desenvolvimento do roadmap e firmar o seu posicionamento como o melhor software de gestão de desempenho e engajamento do Brasil. “Agora, nosso foco é evoluir muito em analytics para trazer insights poderosos que potencializem um RH cada vez mais estratégico e orientado aos dados nas organizações. Queremos crescer em ritmo acelerado e ingressar no mercado internacional a partir das conexões com a Zucchetti”, conta Daniel Kafruni, CEO e fundador da startup.


Fundada em 2017 por Daniel Kafruni, em Porto Alegre (RS), a Elofy conta com os sócios Lucas Kafruni e Eduardo Kafruni, 24 colaboradores e 70 mil usuários de empresas de médio e grande porte. A plataforma integra vários serviços em um único ambiente: gestão de objetivos e metas (OKRs), avaliação de desempenho, sucessão, plano de desenvolvimento individual (PDI), feedbacks contínuos, mural de elogios, conversas 1:1s e pesquisas customizáveis. Em 2020, a startup teve um crescimento de 300% na base de clientes e de 50% no faturamento em comparação ao ano anterior.

Segunda aquisição no Brasil em um ano

A Zucchetti é a primeira software house italiana e a maior companhia da Europa no seu segmento. No mundo, a empresa acumula 7 mil colaboradores, fornece software para mais de 600 mil empresas e apresenta um faturamento de mais de 1 bilhão de euros, aproximadamente R$ 6,8 bilhões. Com uma estratégia de crescimento orgânico e M&A, a multinacional conquistou neste ano o marco de 100 aquisições, passando a contar com mais de 2 mil soluções de software a nível internacional.


Com uma gama de produtos diversificada, atende empresas de todas as dimensões, desde pequenos empreendedores às grandes empresas. No Brasil, onde as principais soluções são sistemas de gestão e ERPs, a última compra foi da catarinense Compufour, desenvolvedora de sistemas de gestão para micro e pequenas empresas. Realizada durante a pandemia, em setembro de 2020, o negócio foi fechado por R$ 100 milhões. “Sempre estamos analisando e prospectando empresas que possam agregar valor ao nosso plano industrial de crescimento. Além do crescimento orgânico, a Zucchetti adquire empresas que possam complementar seu portfólio, proporcionando uma suíte ampla para os projetos atuais de software que o mercado exige”, explica Mainardi.


No Brasil, a empresa mantém dois pilares — software ERPs e software de automação comercial (PDV). Os softwares da linha de produtos Compufour compõem com mais três soluções o portfólio da Zucchetti no Brasil — o ERP para indústrias de grande porte, DebX, o software para automação comercial, linha Clipp e linha Softa, e o software para pequenas e médias indústrias Mago, que conta com mais de 50 mil usuários no mundo todo.

Grupo brasileiro conquista prêmio em evento mundial de Governo Digital

Após seleção rigorosa pelos mais importantes nomes de transformação digital do mundo, a pesquisa “Challenges of Brazilian Subnational Government Service Portals” recebeu o prêmio de “The Best Poster” durante a 22ª Conferência Internacional Anual sobre Pesquisas em Governo Digital – dg.o 2021. A pesquisa explorou as ações recentes de transformação digital dos Portais de Serviços Digitais dos governos estaduais do Brasil e foi premiada na sexta-feira, dia 11, durante conferência online.

A pesquisa foi feita pelo GTD.GOV, grupo de trabalho formado por servidores públicos voluntários e mantido pela Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Tecnologia da Informação e Comunicação (ABEP-TIC) e pelo Conselho Nacional de Secretários de Estado da Administração (CONSAD). O grupo é responsável por essa e outras quatro pesquisas selecionadas.

Tasso Lugon, presidente da ABEP-TIC, comenta que o reconhecimento do GTD.GOV no evento é uma forma de dar destaque à atuação e aos profissionais que compõem a comunidade de TI brasileira: “Essa premiação é importante, nos enche de orgulho e nos motiva ainda mais. Saber que estamos entre os melhores e somos referência como executivos de TI, nos destacando na liderança e inovação no setor, é algo trabalho que realizamos”, comenta. “Ser reconhecido externamente por meio de livre votação é uma satisfação enorme, principalmente quando levamos em consideração que o público é composto de profissionais altamente qualificados e exigentes.”

“A conquista de melhor pôster é um reconhecimento acadêmico de altíssimo nível”, comenta Thiago Ávila, membro do Núcleo Científico do GTD.GOV e doutorando em Administração Pública e Governo pela Fundação Getúlio Vargas, e um dos pesquisadores responsáveis pelas pesquisas aprovadas. “Esse evento é organizado pelos melhores pesquisadores de governo digital do mundo e isso quer dizer que as pesquisas feitas pelo GTD.GOV são de alto nível e estão em patamar internacional.”

O evento, que aconteceu nesta semana, é organizado pela Digital Government Society (DGS) e tem como tema “Digital Innovations for Public Values: Inclusive Collaboration and Community”. O foco é apresentar, discutir e demonstrar pesquisas interdisciplinares sobre governo digital, engajamento cívico, inovação tecnológica, aplicações e prática. A cada ano, a conferência reúne os principais pesquisadores em Governo Digital do mundo e outros importantes pesquisadores reconhecidos pela natureza interdisciplinar e inovadora de seu trabalho, suas contribuições para a teoria e prática, seu foco em tópicos importantes e oportunos e a qualidade de suas pesquisas.

A apresentação do trabalho premiado ocorreu na quinta-feira, dia 10. Além desse, outros três trabalhos foram apresentados: “Mobile Government in States: Exploratory Research on the Development of Mobile Apps by the Brazilian Subnational Government”, “Impacts of an Articulation Group for the Development of the Digital Government in the Brazilian Subnational Government” e “An Overview of On-Site Contact Centers in Subnational Governments in Brazil”.

“Essas pesquisas são consequência de um trabalho inovador feito pelo GTD.GOV e realmente é uma iniciativa que está dando resultados, seja no campo de impactar os governos, viabilizar financiamentos e criar conhecimento científico de alto nível reconhecido pelos maiores nomes da academia especializada em governo digital do mundo”, comenta Thiago. “É realmente uma grande satisfação.”

A participação do grupo na conferência foi de extrema importância para o país, como explica Ávila: “Este tipo de aceitação é muito importante, pois além de universalizar os avanços recentes do Governo Digital no Brasil, especialmente feito pelos Estados, proporciona visibilidade internacional para que instituições de cooperação, financiamento, pesquisadores internacionais e outros stakeholders relevantes no tema de Governo Digital tenham conhecimento dos avanços brasileiros na agenda e possam se motivar para futuras parcerias”.

As pesquisas aprovadas pelo dg.o 2021 tiveram a participação de Beatriz Lanza, Daniel Valoto, Eurico Matos, Gleycianne Araújo, Rodrigo Lara, Thiago Ávila e Yohanna Juk. Além disso, o GTD.GOV tem cooperado com pesquisas de instituições internacionais como a Universidade do Minho, a UNU-EGOV (Portugal) e a Universidade de Harvard (E.U.A).

“Ao publicar trabalhos científicos em eventos desta grandeza, o conhecimento produzido pelo GTD.GOV fica eternizado para que toda a comunidade interessada possa utilizá-lo para o desenvolvimento do Governo Digital”, comenta Thiago.

Os outros trabalhos apresentados foram na sexta-feira, dia 11. Um deles foi “Impacts of an articulation group for the development of the Digital Government in the Brazilian Subnational Government” teve foco em investigar a importância do GTD.GOV, e de outros grupos articuladores, para influenciar a aceleração da transformação digital dos governos brasileiros.

Já o trabalho “Mobile Government in States: Exploratory Research on the Development of Mobile Apps by the Brazilian Subnational Government” avaliou a oferta de serviços digitais dos governos brasileiros através de aplicativos e super aplicativos (super apps), estimando a maturidade destes governos na oferta de serviços por meios digitais.

Tal participação do GTD.GOV traz destaque para o trabalho do grupo e promete conquistar bons resultados. “O impacto deverá ser de médio a longo prazo, mas ajuda a consolidar uma trajetória internacional que o GTD.GOV começou a trilhar em 2020, buscando apoios relevantes para acelerar a Transformação Digital dos governos subnacionais brasileiros”, finaliza Thiago.

O evento teve início nesta quarta-feira (09/06) e foi finalizado na sexta-feira (11/06) na Universidade de Nebraska em Omaha (Omaha, Nebraska) totalmente online, com a participação dos pesquisadores inscritos, representando mais de 30 países. Na trilha “Digital Transformation in Subnational Governments”, além das pesquisas brasileiras, foram discutidos também trabalhos da China e Noruega.

CIO da Klabin integra a lista Global CIO 100 2021

Tatiana Medina, gerente de Tecnologia da Informação da Klabin, está entre os 100 melhores líderes globais de TI, segundo o ranking Hot Topic, plataforma de liderança inovadora. Com mais de 20 anos de experiência em implementação de tecnologias que propiciam eficiência em processos e transformação de TI e Negócios, a executiva é uma das duas brasileiras que integram a lista.

Entre os critérios de avaliação da Hot Topic, a organização analisa se o executivo lidera uma equipe com competência global, se demonstra liderança transformadora e empática e se mostrou resiliência diante do cenário vivido em 2020. De acordo com a instituição, a lista celebra a excelência, a superação e a inovação da comunidade global de líderes de tecnologia, que atuaram durante um momento de mudança sem precedente na história.

“É uma honra ser uma das representantes do Brasil na lista global dos 100 CIOs que se destacaram no último ano. Vivemos uma realidade desafiadora aos negócios e a Klabin teve a resiliência necessária para enfrentar esse momento, utilizando a tecnologia a favor dos negócios e do desenvolvimento sustentável. Aproveito para estender meu agradecimento ao meu time e parceiros de trabalho, que colaboram e me impulsionam a superar os desafios do dia a dia”, afirma Tatiana.

Asaas recebe autorização do Banco Central para funcionar como Instituição de Pagamento

Piero Contezini, CEO da Asaas

A fintech Asaas, de Joinville (SC), recebeu autorização do Banco Central do Brasil para funcionar como Instituição de Pagamento nas modalidades de emissor de moeda eletrônica e emissor de instrumento de pagamento pós-pago. Com a licença, a companhia irá prover números de conta bancária conectados ao Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB) para as suas mais de 86 mil contas ativas, além do acesso direto a todas as modalidades de transações do Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI), o PIX.

A fintech é a primeira plataforma a obter a licença no estado de Santa Catarina e a quarta do Sul do Brasil. Com a homologação, ela está agora na mesma categoria de gigantes como Nubank, Neon e Cielo, passando a ser reconhecida como instituição ligada ao Banco Central e com alto nível de governança e segurança para o cliente final.

“Ser uma instituição homologada pelo Banco Central sempre foi um objetivo da companhia, especialmente com o foco de trazer mais segurança ao nosso cliente e pela possibilidade de atuar independente de outras instituições, além da disponibilização de mais produtos e serviços financeiros pela nossa plataforma,” explica Thaís Bastian Consiglio, Diretora Jurídica e Regulatório do Asaas, que conduziu o processo de autorização junto com o CEO da companhia, Piero Contezini.

O pedido foi formulado há dois anos e meio, quando a fintech atingiu mais de R$500 milhões em transações de pagamento ao ano. “Na época, optamos por realizar todas as etapas do processo internamente, com a confecção de inúmeros documentos, relatórios e informes”, explica Thaís.

Hoje, com mais de R$ 6 bilhões transacionados por seus clientes, o Asaas planeja ainda obter uma licença adicional como Sociedade de Crédito Direto (SCD), com o objetivo de prover crédito para os mais de 38 milhões de empreendedores individuais no país que não têm acesso ao sistema financeiro de forma consistente. 

“A autorização como instituição de pagamento apenas reforça o propósito do Asaas de melhorar a vida do empreendedor através de automação e da inclusão financeira. Com o uso de tecnologias de ponta, pretendemos revolucionar como o pequeno negócio faz a sua gestão financeira e se relaciona com seus clientes e com o mercado”, reforça o CEO, Piero Contezini.

O Asaas oferece uma solução completa para gestão de cobranças, pagamentos e antecipações focada em micro e pequenos empreendedores. Recentemente, a companhia anunciou a aquisição de uma empresa de ERP SaaS para aumentar sua oferta, na direção de se tornar um super app do empreendedor com uma categoria própria e inovadora, batizada de Entrepreneur Assistant — Assistente do Empreendedor. Desde seu lançamento, a startup já recebeu investimentos de mais de R$45 milhões.

ABES cria Grupo de Trabalho para discutir Cybersecurity

A ABES – Associação Brasileira de Empresas de Software – para atingir seu propósito de construir um Brasil Mais Digital e Menos Desigual, criou um novo Grupo de Trabalho com seus associados para debater o tema Cybersecurity. O primeiro encontro aconteceu no dia 9 de junho, e trouxe como coordenadores os executivos Márcio Gonçalves, diretor de assuntos corporativos da Microsoft; e Afonso Lamounier, vice-presidente para assuntos corporativos e relações governamentais para Brasil e América Latina da SAP.

“Cybersecurity é um tema que está ganhando uma grande atenção e a ABES está sendo um terreno fértil para contribuir e colocar todos os associados na mesma página. Esse debate tem uma importância grande para o setor, e não só para as empresas individualmente, porque a ABES representa mais de 2 mil empresas, tanto no Brasil quanto fora. Esse é um canal aberto para gente discutir ideias e trazer temas e acho que o objetivo é aumentar o entendimento, a nossa segurança em termo de cyber e a nossa interlocução com o governo num tema que ainda é complexo”, explica Lamounier.

“Na Microsoft, nós temos essa preocupação já faz uns anos e acreditamos que essa iniciativa da ABES é de extrema importância porque quanto mais parceiros tivermos será melhor para as nossas discussões e no fomento de ideias. Nós queremos debater e levar as melhores práticas para o mercado”, afirma Márcio Gonçalves.

O encontro faz parte das iniciativas da ABES para discutir temas de relevância nacional com os seus associados e tem como objetivo estabelecer um importante espaço para discussões internas e acompanhamento de regulamentações específicas, engajamento com stakeholders, além de fomentar a troca e difusão de informações entre associados e os mais diversos segmentos da sociedade.

Ricardo Fioravanti é novo CEO da FX Data Intelligence

A FX Data Intelligence, especialista em visão computacional dirigida por IA, fornecendo insights estratégicos para o varejo, anuncia a promoção de Ricardo Fioravanti. O executivo, contratado há um ano como diretor de marketing e vendas da empresa, assume como CEO a partir de maio de 2021.

Formado em Administração de Empresas pela Universidade Mackenzie, o executivo tem pós-graduação em Planejamento de Campanhas Publicitárias pela ESPM e em Marketing pela Madia Marketing School, além de especialização em Estratégia e Planejamento Digital pela São Paulo Digital School.

Agora, como CEO, espera dar continuidade ao trabalho desenvolvido na FX Data Intelligence entre junho de 2020 e abril de 2021. Antes, Ricardo atuou como Senior Business Development Manager na NTT entre 2018 e 2019 e como Diretor de Novos Negócios na Think Digital entre 2017 e 2018. Além disso, trabalhou por três anos como B2B LATAM Senior Manager na Samsung e mais três anos como Country Manager do escritório brasileiro da Grass Roots.

A promoção reconhece o trabalho desenvolvido pelo profissional à frente da diretoria comercial e marketing. Entre suas conquistas estão a aliança estratégica com a Intel no desenvolvimento de soluções para o varejo (que fez a FX Data Intelligence ser considerada a principal parceira da multinacional na categoria Retail Innovation), a conquista de grandes contas e o processo contínuo de melhoria do atendimento da equipe.

Mesmo com a pandemia de covid-19 impactando o varejo, a FX Data Intelligence mostra crescimento no setor. A empresa fechou 2020 com aumento de 35% de faturamento e a projeção para 2021 é crescer mais 75%. O número de clientes também subiu 30% em 2020.

“O ano de 2020 foi de reposicionamento da marca em meio ao período de maior transformação do varejo nacional em décadas. Ficou evidente a necessidade dos lojistas de terem em mãos insights precisos sobre o desempenho de seus negócios para facilitar a tomada de decisão”, explica o novo CEO.

Fiovaranti substitui Flávia Pini no cargo. Após mais de um ano de dedicação exclusiva à empresa, a executiva retorna ao grupo HiPartners Capital & Work, do qual a FX Data Intelligence faz parte. Além de sócia e advisor das outras companhias investidas, ela também assume o papel de Brand Awareness da venture building em maio de 2021.

Desafios e oportunidades do nosso futuro Quântico

Por Fabio Rua, Government and Regulatory Affairs Director, IBM América Latina

O mundo está à beira de outra revolução computacional que será impulsionada pela convergência de tecnologias poderosas: computação de alto desempenho, IA e computação quântica.

A computação quântica não é simplesmente uma maneira mais rápida de fazer o que os computadores de hoje fazem – é uma abordagem fundamentalmente diferente que promete resolver problemas que a computação clássica nunca pode resolver de forma realista. Ele mantém a promessa de ajudar a humanidade a enfrentar muitos desafios importantes, desde a solução de questões antigas da ciência até a superação de obstáculos para melhorar a eficiência industrial. Trabalhando em conjunto com computadores clássicos e arquiteturas baseadas em nuvem, os computadores quânticos podem até ser a resposta para problemas com os quais ainda não sonhamos. As oportunidades para a sociedade e a economia são potencialmente ilimitadas.

A computação quântica pode ajudar a agilizar a resposta a futuras pandemias, crises de saúde em andamento e a proliferação de doenças debilitantes que afetam milhões em todo o mundo, por meio de simulações químicas amplamente aprimoradas na descoberta e desenvolvimento de medicamentos. Será capaz de melhorar a precisão da simulação da dinâmica de fluidos computacional, permitindo abordagens de baixo custo para aprimorar os processos de design industrial. E pode ajudar a otimizar estratégias de investimento de portfólio, usando técnicas de modelagem avançadas que podem analisar melhor o comportamento de mercados financeiros complicados.

O dilema da Criptografia

Conforme detalhado em um estudo recente de IBM Research, os avanços na computação quântica acabarão por apresentar um desafio significativo à segurança da informação. O mundo já depende fortemente da criptografia para proteger os dados infraestruturas crítica e, à medida que fazemos a transição para uma era em que os computadores quânticos se tornam mais onipresentes, as plataformas digitais que estão sendo projetadas e implementadas hoje podem se tornar cada vez mais vulneráveis ​​se a criptografia de segurança de nível quântico não for desenvolvida e adotada ao mesmo tempo.

O mundo ainda está muito longe de possuir computadores quânticos capazes de quebrar a criptografia amplamente usada hoje. E já sabemos como executar uma criptografia resistente a ataques em computadores quânticos. No entanto, esses algoritmos básicos de segurança quântica são apenas o começo. Muitos padrões e protocolos de segurança da indústria precisam ser atualizados para esses novos algoritmos e os avanços na computação quântica precisarão coincidir com os avanços na criptografia quântica, garantindo que os dados estejam protegidos, hoje, contra ameaças futuras.

Prepare-se para o futuro, no presente

Os formuladores de políticas e a indústria devem procurar mitigar esses riscos preparando-se para o futuro no presente.

A IBM está agindo. Nossos pesquisadores estão desenvolvendo soluções criptográficas práticas que são resistentes às ameaças representadas por computadores quânticos. Encontramos vários esquemas criptográficos que atualmente são considerados seguros para a era quântica. Isso inclui criptografia baseada em grade (lattice)hash trees, equações multivariadas e curvas elípticas de isogenia super-singular.

A principal vantagem de tais esquemas de segurança quântica é a ausência de estrutura explorável no problema matemático que um invasor precisa resolver para quebrar a criptografia. Certos esquemas de segurança quântica são à prova de futuro contra-atacantes particularmente pacientes que armazenam as mensagens criptografadas de suas vítimas hoje para descriptografá-las com métodos mais poderosos no futuro. Outros esquemas podem permitir tecnologias que mudam o jogo, como criptografia totalmente homomórfica, na qual os dados podem ser diretamente computados em sua forma criptografada, bloqueando uma estratégia comum dos invasores de permanecer no sistema de computador da vítima até que os dados confidenciais tenham que ser descriptografados para realizar cálculos.

Prontidão Quântica

Empresas e governos visionários estão se preparando para um futuro de computação quântica e se posicionando para aproveitar os muitos benefícios dessa tecnologia. Governos, pesquisadores, acadêmicos e a indústria precisarão trabalhar juntos em políticas para acelerar a adoção de novos currículos educacionais, financiar P&D, criar novos canais de talentos e muito mais.

Enquanto os governos procuram liderar a computação quântica, os formuladores de políticas devem considerar as seguintes recomendações:

• Os governos devem recomendar agora a adoção de criptografia segura para computação quântica, para enfrentar ameaças futuras aos dados que são criptografados hoje.

• As organizações de desenvolvimento de normas e seus membros devem acelerar os esforços em torno de novos esquemas criptográficos seguros na era quântica e priorizar os fluxos de trabalho para estabelecer uma infraestrutura quântica segura.

• As agências governamentais devem acelerar o desenvolvimento de computadores quânticos por meio de investimentos significativos, sustentados e focados em longo prazo na ciência da informação quântica para garantir que sua nação esteja posicionada na vanguarda da corrida da computação quântica.

• As agências governamentais devem apoiar a implantação rápida de sistemas quânticos avançados e confiáveis, e estar entre os primeiros a adotar, para ajudar a impulsionar o desenvolvimento e permitir um ecossistema para pesquisa, desenvolvimento e comercialização de software e algoritmos.

• Os governos devem promover uma estrutura colaborativa que envolva laboratórios nacionais, universidades, indústria e parceiros internacionais para o avanço da tecnologia e construção de vantagem competitiva.

• Os governos devem ajudar a construir um ecossistema de tecnologia e uma cadeia de suprimentos robusta para a indústria quântica e promover a educação e o treinamento da força de trabalho necessários para tornar a indústria sustentável.

• As organizações de desenvolvimento de normas devem priorizar a atualização de padrões relevantes para o sistema, como os da indústria de infraestrutura crítica e do setor financeiro.

* Este texto é uma adaptação do blog post assinado por Ryan Hagemann, Codiretor, IBM Policy Lab & Zaira Nazario, Líder Técnica, Teoria Quântica, Algoritmos e Aplicativos, IBM Quantum, que pode ser acessado aqui.

A Ciência e a Universidade como alavancas históricas do desenvolvimento

Por Elcio Abdalla

O advento da Universidade de pesquisa foi o grande motor da ciência nos últimos dois séculos em todo o planeta. Foi ela que permitiu que a renda per capita e a expectativa de vida do habitante da Terra, que foi a mesma durante mais de 1.500 anos, mudasse. Hoje, quase qualquer pessoa vive melhor que Luiz XIV, o Rei Sol, por exemplo. Isso porque o conhecimento científico modernizou técnicas em praticamente todos os setores da atividade humana, como na medicina, na engenharia, na agricultura, entre outros, que enriqueceram a sociedade, as indústrias e permitiram que a população em geral tivesse acesso a melhores produtos, assistência médica e melhores condições de vida.

No Brasil, praticamente toda produção científica brasileira vem delas. A iniciativa privada não tem participação ativa, o que vem se mostrando como um grande erro histórico. Nos Estados Unidos, por exemplo, uma grande parte da produção científica vem da iniciativa privada. De grandes companhias, como a Bell Laboratories. Andrew Carnegie, um dos americanos mais ricos da virada do século XIX para o século XX foi um dos maiores filantropos, tendo deixado uma fortuna imensa para Fundações e Universidades.

E é por isso que o investimento do Estado em nossos centros de pesquisa e de produção de cultura é fundamental e estratégico para o desenvolvimento nacional. Em nossa história, o governo brasileiro teve um papel de altos e baixos no apoio à ciência e à universidade. Entre as vitórias importantes, há meio século nasceram o CNPq e a Fapesp, que foram generosos e vitais ao desenvolvimento científico. A FAPESP constitui hoje o maior monumento nacional à ciência paulista, e, direta e indiretamente, à ciência nacional.

No Brasil, os investimentos ao longo da história levaram ao desenvolvimento da medicina, com vários centros importantes, técnicas de agricultura a partir de órgãos como a Embrapa, por exemplo, que permitiram que o país tenha se tornado o grande produtor mundial de alimentos. Além da enorme quantidade de engenheiros do país – apesar de ainda haver uma falta destes. Em física e astronomia a universidade também tem dado contribuições enormes, com participação em grandes projetos internacionais.

A Universidade de São Paulo e a Unicamp têm formado um baluarte insubstituível. Mas gostaríamos de ver em toda parte no Brasil esse tipo de empenho. Alguns locais têm lutado bravamente para que isto se faça, com cientistas importantes tentando desbravar regiões brasileiras, e por vezes conseguindo. No entanto, um maior orçamento e uma continuidade temporal são vitais neste sentido: as universidades devem mesmo ser o grande motor da pesquisa, auxiliadas pela iniciativa privada e por órgãos governamentais.

Porém, em diversos momentos, vivemos hiatos no tempo em que a ciência acaba por ser esquecida, o que leva a verdadeiros desastres a médio e longo prazo. O menor investimento nessas instituições tem grandes riscos. A perda de cérebros pode ser fatal. O cientista Michio Kaku, há algum tempo falou da mais absoluta e mais consequente medida americana para o desenvolvimento: o visto americano permitindo a entrada de cientistas de altíssimo nível. Claro que estes cientistas vieram de países como o nosso.

Outra consequência do sucateamento das universidades será a impossibilidade de se produzir ciência e tecnologia, de se produzirem medicamentos de alto custo a preços populares e a perda de técnicas de tratamento médico. A falta de uma elite intelectual modificará o futuro do Brasil. E pensar o futuro é a mais importante via de se ter um desenvolvimento sustentado e sustentável, assim como a melhoria do nível de vida de toda a população.

Independência científica é fundamental em tempos como o atual

O desenvolvimento de tecnologias nos dá independência econômica e independência estratégica. Em tempos difíceis como o que vivemos agora, por exemplo, ninguém vai nos dar tecnologia gratuitamente: veja-se com o problema das vacinas contra a Covid-19. Apenas para citar uma questão atualmente importante, a produção nacional de imunizantes não só garante a proteção da população, mas também gera lucros astronômicos, muito maiores que o aumento da produção agrícola.

Note-se todavia que a produção agrícola também cresce, apenas e tão somente, com técnicas novas e avançadas de produção. Não se deve iludir-se de que apenas medidas administrativas ou políticas possam aumentar ou sustentar a produção de alimentos ou de energia. É necessário haver técnica.

Como consequência dos investimentos menores em Pesquisa e Inovação no país, que vem decaindo há pelo menos uma década, temos observado o aumento de teorias conspiratórias, a propagação de inverdades, a produção de afirmações inverídicas e falsas, que têm sido nocivas à sociedade, levando à perda de vigor de cérebros de altíssimo valor e à perda da crítica social e do pensamento abstrato, levando a sociedade a um fenecimento rápido e por vezes de difícil reversão.

Sociedades científicas produzem mais, sabem mais, desenvolvem-se melhor, pensam melhor, planejam melhor. A sociedade científica é a sociedade que se faz moderna. Países que não desenvolvem ciência têm lideranças que acham que podem impor suas teorias “no grito”, “no berro”.

De modo geral, olhando à nossa volta, vamos perceber que a imensa maioria dos itens foram desenvolvidos pela ciência, desde plásticos até computadores e celulares. Vale a mesma história que já contei várias vezes, mas da qual não me canso: o ser humano pouco se desenvolveu antes da ciência moderna, e sua expectativa de vida era muito baixa. Reis tinham duas dezenas de filhos para poder, um deles, virar herdeiro, já que a grande maioria dos filhos morria ainda criança. A partir da vacina e outros elementos da ciência moderna passamos a ser mais ricos e mais poderosos, mais sábios e mais tecnológicos.

A Revolução Industrial também trouxe consigo novas perspectivas através do que na física chamamos de termodinâmica. A partir da Universidade moderna, da Universidade de Pesquisa, tivemos uma arrancada em direção à modernidade. A química moderna também veio daí.

Na década de 1940, Henry Luce escreveu, na Revista Life o artigo “O século Americano”, em que ele preconizava o uso extenso da ciência. De fato, os Estados Unidos, através da Ciência, foram para a Lua, chegaram em Marte, produzem vacinas em menos de um ano e são a nação mais poderosa da Terra. Isso não é apenas uma coincidência.

Se quisermos um Brasil pujante, maiúsculo, rico, poderoso, magnânimo para sua população, especialmente a mais pobre, façamos Ciência! Com letra maiúscula!

Elcio Abdalla é físico teórico brasileiro com reconhecimento internacional e importante liderança na pesquisa de física teórica no Brasil. Com doutorado e pós-doutorado pela Universidade de São Paulo, é atualmente professor titular do Instituto de Física dessa universidade, além de coordenador do Projeto Bingo, radiotelescópio brasileiro que está sendo construído no interior da Paraíba que fará o mapeamento da parte escura do universo.

Blockbit anuncia Flávio Cândido como novo diretor comercial

A Blockbit, empresa global de produtos de cibersegurança, anuncia a contratação de Flávio Cândido como novo Diretor Comercial. Com sólida experiência em vendas na área de tecnologia, o profissional chega à Blockbit com a meta de reforçar a geração de negócios junto ao mercado privado, além de apoiar a organização em seu processo de expansão no cenário brasileiro e internacional.

Segundo Cleber Ribas, CEO da Blockbit, a contratação do novo diretor tem como objetivo reforçar a estratégia comercial de aumentar o Market share do mercado privado, ampliando sinergias e agilizando o atendimento aos clientes. “Estamos muito felizes em contar com o Flávio, que é um profissional competente, admirado e com enorme conhecimento comercial. Vamos, juntos, traçar soluções e estratégias para ampliar ainda mais nosso posicionamento com um parceiro inovador e verdadeiramente atento às necessidades das organizações e pessoas”, afirma.

“É uma grande alegria fazer parte de uma empresa de sucesso como a Blockbit e que vem crescendo continuamente no mercado. Estou verdadeiramente empolgado em vender as soluções que a Blockbit oferece para todas as verticais e tamanhos de empresas”, diz Cândido, destacando que a Blockbit possui mais de 3 mil clientes empresariais e cerca de 1 milhão de usuários protegidos pelo planeta.

O executivo destaca que um de seus grandes objetivos é a melhoria contínua da experiência dos canais e dos usuários finais. Além disso, se compromete, junto ao seu time, identificar as melhores oportunidades e inovações que ajudarão no atendimento completo dos clientes Blockbit. “Nosso trabalho é levar as melhores soluções para cada tipo de negócio, aproveitando a experiência e o know-how de nossa companhia”, diz.

Flávio Cândido é formado em processamento de dados, pós-graduado em Comunicação Digital e E-Branding pela PUC do Paraná e tem especialização em Marketing & Vendas pela ESADE Business & Law School. Além disso, possui ampla experiência em gestão de ciclo de vendas, somando passagens por empresas de TI, como a Totvs.

Largo da Batata desponta como nicho de empresas e startups

Empreendimentos inovadores, infraestrutura de transportes, vida gastronômica e cultural agitadas se mostram como tendências para as jornadas de trabalho no pós-pandemia 

Localizado no coração do bairro de Pinheiros, o Largo da Batata desponta no cenário paulistano como uma nova alternativa para empresas e startups que buscam melhor custo-benefício e qualidade de vida para os colaboradores. A combinação de aluguéis acessíveis, infraestrutura de transporte, metrô próximo e a chegada de novos bares e restaurantes tem tornado a região uma das mais procuradas de São Paulo. 

Em um cenário de pandemia mundial, as empresas passam a visualizar um futuro de jornadas híbridas, que variam do home office para o escritório, além, da busca constante por menor tempo de deslocamento e por empreendimentos mais modernos, que atendam as necessidades da nova realidade. E o largo da Batata vem de encontro com essa tendência. O bairro já é sede de empresas como a XP Investimentos e mais de 20 startups que buscam abrir suas empresas em locais de fácil acesso para seus funcionários e clientes. Isso aumentou a valorização da região, que está rapidamente se tornando um fortíssimo centro econômico em São Paulo. 

Levando em consideração as novas demandas da sociedade, o edifício Dynamic Faria Lima foi projetado a poucos passos da Faria Lima, em uma área de referência de entretenimento, gastronomia e serviços. O prédio está estrategicamente próximo a locais importantes, como o Centro Brasileiro Britânico, Instituto Tomie Ohtake, shoppings Eldorado e Iguatemi, praças, Sesc, permitindo facilidade e agilidade aos negócios com amplas opções de serviços nos entornos.  

Lançado no início de 2021, o empreendimento se destaca pela projeção anti-covid, permitindo maior ventilação e a entrada de luz natural nos ambientes. O rooftop descoberto também é um dos diferenciais como alternativa para receber clientes e marcar reuniões presenciais com segurança. O terraço a céu aberto ainda dá direito a uma vista privilegiada da cidade.  

O prédio conta também com varandas amplas, acesso independente de veículos para condôminos e visitantes, pés-direitos generosos, ampliando a circulação de ar nas unidades, e a implantação de lajes, visando uma iluminação natural. Na parte externa, o empreendimento se integra com o passeio público, onde o térreo traz um paisagismo que prioriza o caminhar fluido e espaçoso para o pedestre. Além disso, conta com áreas verdes em ao menos 25% do terreno. 

“Nossos projetos são pensados para contribuir com a sociedade e oferecer sempre saídas aos desafios históricos. A concepção do Dynamics pressupõe o atendimento a um público em um tempo de intensas transformações e necessidade de reinvenção nas mais diversas áreas. Por isso, esses diferenciais ficarão como legados para o mercado imobiliário. Além da localização privilegiada, que contribui para a qualidade de vida e de trabalho em qualquer momento da humanidade”, explica o CEO da Lucio, Lucio Junior. 

Revitalização 

O processo de revitalização do Largo da Batata começou em 2010, com a construção da estação de metrô Faria Lima. Logo após, em 2013, veio a inauguração do Terminal Pinheiros, e, então em 2014, a construção de mais uma estação: a Fradique Coutinho. Mais de R$ 200 milhões foram gastos com as obras públicas. 

De repente, o bairro se viu conectado a todo o resto da grande São Paulo, o que proporcionou um grande aumento de procura tanto de investidores quanto de moradores. A conectividade trazida pelas estações da linha amarela tornou o local um grande ponto de interesse para empresários. Dezenas de restaurantes foram abertos e a vida noturna se agitou. 

De acordo com uma pesquisa da plataforma de recrutamento digital Revelo, que atende cerca de 800 startups, o número de entrevistas com candidatos na região do Largo da Batata aumentou 208% no primeiro semestre de 2018 em relação ao mesmo período de 2017. Já o número de empresas ativas, que buscaram os serviços da Revelo, cresceu 93% de janeiro a junho de 2018. Entre os profissionais mais demandados pelas empresas da região, estão os de tecnologia, como desenvolvedores e designers de experiência do usuário em aplicativos e plataformas. 

“Todas essas vantagens buscadas pelas empresas nos últimos anos devem retornar com força quando a população estiver imunizada contra o coronavírus. Vemos um cenário de trabalho remoto aliado ao presencial, já que o olho no olho nunca poderá ser substituído, bem como a cultura e a gastronomia que o Largo da Batata proporciona em experiências presenciais”, analisa Lucio Junior. 

Capgemini anuncia Vitor Maritah como diretor de Cloud e Data Services no Brasil

A Capgemini anuncia hoje a chegada de Vitor Mariath como diretor de Cloud e Data Services no Brasil. Como parte de sua atribuição, ele irá reforçar a performance dos serviços de Cloud no país, uma das 7 prioridades globais definidas pela Capgemini para 2021.

“Cloud e Data é um pilar estratégico de negócios para a Capgemini no Brasil. A chegada do Mariath reforça nosso objetivo de gerar valor aos negócios dos nossos clientes por meio de tecnologias inovadoras. Nossas ofertas de Cloud ampliam o leque de plataformas e soluções para endereçar as oportunidades e desafios de mercados em constante transformação, permitindo a otimização do uso de recursos e facilitando escalar projetos. A experiência do Mariath será fundamental para impulsionar nossa prática, alinhada com as prioridades globais”, afirma Maurizio Mondani, CEO da Capgemini no Brasil.

O executivo traz uma rica experiência em arquitetura e liderança de projetos de migração de datacenters, Cloud, transformações de Workloads e modelos operacionais, com mais de 10 anos liderando times técnicos de operação e transformação de diversas plataformas. Seu cargo anterior foi como Cloud Consultant Technical Leader para América Latina na IBM, e na Capgemini ele vai comandar o time de Cloud dentro da unidade de negócios de CIS (Cloud & Infrastructure Services), trabalhando em conjunto com os times de Aplicações e do AIE Brasil (Applied Innovation Exchange), bem como a equipe comercial, especializada em indústrias. Seu principal foco será na oferta e entrega de soluções avançadas de migração para nuvem, arquitetura de Clouds pública, privada e híbrida, além de ofertas “as a Service” para os clientes.

“Estou muito motivado para minha nova função, pois poderei trabalhar com clientes no Brasil para ajudá-los na transformação de seus negócios e nos projetos de migração para a nuvem. Estou confiante de que, com as soluções de Cloud da Capgemini, líderes na indústria, seremos capazes de auxiliar os clientes a alcançarem seus resultados de negócios”, aponta Vitor Mariath.

Healthtech de gestão de internações recebe 1,7 milhão de reais em nova rodada de investimentos

A Carefy, healthtech voltada para gestão e monitoramento de internações, fechou neste mês de abril, sua segunda rodada de investimentos com um aporte de R ﹩1,7 milhão de reais. O valor do aporte conquistado veio de duas renomadas investidoras, a Bossanova Investimentos e Elife Participações. Anteriormente, a heatlhtech já havia sido apoiada pelo investidor anjo Fabricio Scaff Galvão.

“Foi importante apoiar a Carefy em uma fase de ganho de maturidade e escala, chegando a uma solução completa, pronta para ganhar o mercado. Esta fase da empresa, junto com os investidores que chegam, abrirá novos horizontes, haja visto a urgência do mercado da saúde por soluções robustas como a nossa, que entrega custo-efetividade e eficiência ao setor.”, declara o investidor Fabricio Scaff Galvão.

Fundada em 2017, a Carefy possui uma tecnologia para gerenciar e monitorar de forma abrangente as internações com foco na melhoria do atendimento e formalização dos processos, analisando a auditoria de contas e sinalizando possíveis inconsistências que podem interferir na sinistralidade. A solução consiste em um aplicativo móvel que permite o acompanhamento da evolução clínica, comunicação entre equipes de auditores e autorizações, tudo em tempo real e de forma centralizada.

Para os fundadores Erika Monteiro, José Carlos Bueno de Moraes e Marcelo Santos, o anúncio do aporte marca um período de reconhecimento e consolidação da empresa, que nos últimos dois anos entrou para ranking Top 10 HealthTechs da 100 Open Startups. “Sabemos do nosso potencial dentro do mercado de saúde e estamos comemorando este momento, pois criamos a Carefy para melhorar a qualidade do atendimento aos pacientes de forma transparente, permitindo que as operadoras otimizem processos e gastos desnecessários, ou seja, apostamos em uma solução completa”, afirma Marcelo Santos, CEO da Carefy.

Com este investimento, a Carefy planeja expansão comercial da healthtech, com intuito de aumentar o time e trazer mais inovação. O propósito é gerar mais valor para os clientes. “Procuramos contribuir e desenvolver na área da saúde, trazendo boas experiências para as operadoras e para os pacientes.”, relata Marcelo.

De acordo com dados do HealthTech Report 2020, pesquisa feita pela Distrito, o número de startups na área de saúde cresceu 118% entre 2018 e 2020, mais da metade destas com menos de cinco de criação. Desde 2014 já foram investidos mais de 430 milhões de dólares nas startups brasileiras dessa área. No mundo todo existem 41 healthtechs unicórnios, startups avaliadas em mais de 1 bilhão de dólares.

“Vemos o problema que a Carefy está resolvendo em auditoria médica como um mercado de muito potencial nesta década. Por isso, para nós é uma honra trabalhar com o time e investir na ideia”, afirma Alessandro Lima, sócio da Elife Participações.

“Estamos muito contentes com esse apoio à Carefy. Esperamos que o futuro da empresa seja de cada vez mais sucesso. As startups de saúde cresceram muito durante a pandemia e estão mostrando que conseguem trazer soluções para esse mercado tradicional e chegar em mais pessoas. Investir em inovação é muito importante para o presente e futuro do Brasil”, comenta João Kepler, CEO da Bossanova Investimentos.

Brazil at Silicon Valley traz Joe Lonsdale em painel sobre Venture Capital e GovTech

No próximo dia 15, terça-feira, às 19h30, o Brazil at Silicon Valley, movimento líder no suporte à transformação do país por meio da tecnologia e inovação, promove o segundo painel da edição 2021, que tem como tema central “O Brasil Que Está Dando Certo”. Com moderação de Robert Siegel, o encontro contará com a presença do painelista Joe Lonsdale, fundador do Palantir Technologies, 8VC e OpenGov, que discutirá sobre Venture Capital e GovTech.

No encontro, os participantes irão explorar diversos assuntos como as próximas ondas de tecnologia, empreendedorismo como motor de transformação no governo, e o impacto do OpenGov, Palantir e do Instituto Cícero como grandes catalisadores da transformação tecnológica do governo dos EUA. Os convidados vão falar ainda sobre descentralização de ecossistemas tecnológicos e os potenciais impactos para economias em desenvolvimento, como o Brasil.

A previsão de que toda empresa seria uma empresa de tecnologia já é realidade. Para, André Moura, co-líder de Finance e Legal da Brazil at Silicon Valley e Analista de Venture Capital do TheVentureCity, a relação tecnologia versus PIB tem se tornado tão umbilical que é impossível imaginar crescimento econômico nas próximas décadas, sem falar em desenvolvimento científico e tecnológico.

“Diante desse cenário, os governos também devem agir para se beneficiar de modelos de negócios inovadores, a fim de otimizar seus próprios processos. São várias as possibilidades. Melhorias no modelo de contratação pública, a introdução de indicadores de desempenho (KPIs e OKRs), entre outras”, explica Moura. “A disrupção de como se governa é invariável, portanto, cabe aos governos usá-la como ferramenta para alavancar o bem comum”, completa.

O painel será transmitido no canal oficial da BSV, no Youtube, em português (https://youtu.be/6aSc0qKsq5I) e inglês (https://youtu.be/bt9zLPnhAug).