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Estudo da IBM mostra que contas comprometidas de funcionários levaram às violações de dados mais caras durante o ano passado

IBM Security anunciou os resultados de um estudo global que examina o impacto financeiro das violações de dados, revelando que uma violação custa, na média global, US$ 3,8 milhões para as companhias, e contas comprometidas de funcionários foram a causa mais cara. Ao analisar as violações de dados sofridas por mais de 500 organizações pelo mundo, 80% dos incidentes estudados resultaram na exposição das informações de identificação pessoal de clientes (PII). Entre todos os tipos de dados expostos nessas violações, as informações pessoais de cliente também foram as mais caras para as empresas.

O relatório aponta as perdas financeiras que as organizações podem sofrer caso dados sejam comprometidos, à medida que companhias acessam cada vez mais dados sensíveis por meio do trabalho remoto e operações de negócios na nuvem. Um outro estudo da IBM descobriu que mais da metade dos funcionários que começaram a trabalhar em casa devido à pandemia não recebeu novas orientações sobre como lidar com as informações pessoais de cliente.

Patrocinado por IBM Security e conduzido pelo Instituto Ponemon, o Relátorio de Custo da Violação de Dados 2020 (Cost of Data Breach 2020) é baseado em entrevistas realizadas com mais de 3.200 profissionais de segurança em organizações que sofreram alguma violação de dados durantes o último ano.[1] Algumas das principais descobertas do relatório incluem:

· Tecnologia inteligente reduz custo de violações pela metade: empresas que implementaram tecnologias de automação de segurança (que utilizam IA, análise de dados e orquestração automatizada para identificar e responder aos eventos de segurança) tiveram menos da metade dos custos de violação de dados quando comparadas às que não implementaram essas ferramentas – US$2,45 milhões vs US$6,03 milhões, em média.

· Pagamento pelas credenciais comprometidas: em incidentes nos quais atacantes acessam a rede das corporações usando credenciais comprometidas ou roubadas, as empresas viram o custo de violação de dados ser quase US$1 milhão mais alto em comparação à média global, chegando a US$4,77 milhões por violação. Ataques maliciosos, que exploram a vulnerabilidade de terceiros, foi a segunda origem com maior custo (US$4,5 milhões) para esse grupo.

· Custo de mega violações aumenta aos milhões: os custos das chamadas mega violações, nas quais mais de 50 milhões de registros são comprometidos, subiram de US$388 milhões para US$392 milhões. Violações nas quais 40 – 50 milhões de registros foram expostos custaram para as empresas US$364 milhões em média, um aumento de US$19 milhões comparado ao relatório de 2019.

· Ataques de estado-nação (nation-state) – a violação mais prejudicial: as violações de dados que possam ter sido originadas dos ataques de estado-nação foram as mais caras em comparação com outros atores de ameaças examinados no relatório. Conhecidos como “state-sponsored attacks”, esses ataques tiveram uma média de U$4,43 milhões em custo de violação de dados, superando os cibercriminosos financeiramente motivados e os hackativistas.

“Quando se trata da capacidade de mitigar o impacto de uma violação de dados, estamos começando a ver uma clara vantagem de empresas que investiram em tecnologias automatizadas”, disse Wendi Whitmore, vice-presidente de IBM X-Force Threat Intelligence. “Em um momento em que as empresas estão expandindo sua presença digital a um ritmo acelerado e a falta de skills no setor de segurança persiste, as equipes podem ficar sobrecarregadas ao proteger mais dispositivos, sistemas e dados. A automação da segurança cibernética pode ajudar a resolver essa carga, permitindo uma resposta mais rápida à violação e significativamente mais econômica.”

Credenciais de funcionários e nuvens configuradas incorretamente: ponto de entrada preferido dos atacantes

Credenciais roubadas ou comprometidas e nuvens com configurações incorretas foram as causas mais comuns de violações maliciosas para as companhias que participaram do estudo, representando aproximadamente 40% dos incidentes. Com mais de 8,5 bilhões de registros expostos em 2019 e atacantes usando emails e senhas previamente expostos em uma a cada cinco violações estudadas, as empresas estão repensando sua estratégia de segurança pela adoção da abordagem de confiança-zero (zero trust) – reexaminado como eles autenticam os usuários e como a extensão de acesso aos usuários são concedidos.

Similarmente, a luta das empresas com a complexidade da segurança – o principal fator de custo de violações – está contribuindo para que as configurações incorretas de nuvem se tornem um desafio de segurança crescente. O relatório de 2020 revelou que os atacantes usaram as configurações incorretas de nuvem para violar as redes em 20% do tempo, aumentando o custo de violações para US$4,41 milhão em média.

Tecnologias avançadas de segurança ajudam os negócios

O relatório destaca a crescente divisão no custo de violações entre empresas que implementaram tecnologias avançadas de segurança e aquelas que estão atrasadas, revelando uma diferença de economia de US$3,58 milhões para companhias com automação de segurança totalmente implementada versus aquelas que ainda não implementaram este tipo de solução.

As empresas participantes do estudo que contavam com automação de segurança totalmente implementada também relataram um tempo de resposta significativamente mais curto às violações, outro fator-chave mostrado para reduzir os custos de violação na análise. O relatório constatou que inteligência artificial, machine learning, análise de dados e outras formas de automação de segurança permitiram às empresas responder a violações até 27% mais rápido do que as empresas que ainda não implantaram a automação de segurança.

A preparação para resposta a incidentes também continua influenciando fortemente as consequências financeiras de uma violação. Empresas que não possuem uma equipe designada ou testes de planos de resposta a incidentes sofrem em média com um custo de US$5,29 milhões em violação, enquanto as empresas que possuem equipes dedicados, testes e simulações sofrem menos de US$2 milhões em custo de violações. Isso reafirma que a preparação e a prontidão geram um ROI significativo em segurança cibernética.

Alguns itens adicionais do relatório desse ano incluem:

· Riscos do trabalho remoto têm um preço – Com modelos de trabalho híbrido criando ambientes menos controlados, o relatório descobriu que 70% das empresas que adotaram o teletrabalho em meio à pandemia esperam que os custo de violações de dados se agravem.

· CISOs culpados pelas falhas por violações, apesar do poder limitado de tomada de decisão: 46% dos entrevistados disseram que o CISO/CSO é responsabilizado pelas violações, apesar de apenas 27% afirmarem a tomada de decisão sobre a política de segurança e tecnologia vem do CISO/CSO. O relatório concluiu que a nomeação de um CISO foi associada com uma de economia de US$145.000 versus a média de custo por violação.

Tendências regionais e por indústria

· O estudo analisou o custo de violações de dados em diferentes indústrias e regiões, descobrindo que as violações de dados nos Estados Unidos são muito mais caras, custando US$8,64 milhões em média.

· No Brasil, o custo médio da violação de dados é de R$5,88 milhões (cerca de US$1,12 milhão), um aumento de 10,5% em relação ao ano anterior comparando o valor em reais (R$ 5,32 milhões em 2019). O estudo também observou um aumento no número de dias para identificar a violação de dados, que subiu de 250 para 265, e para conter a violação, que cresceu de 111 para 115 dias, em comparação a 2019.

· Globalmente, a indústria de saúde continua apresentando os mais altos custos médios de violação, com US$ 7,13 milhões – um aumento de mais de 10% em comparação com o estudo de 2019.

Sobre o Estudo

O Relatório de Custo da Violação de Dados anual é baseado em análises profundas de violação de dados reais, que ocorreram entre agosto de 2019 e abril de 2020, levando em conta centenas de fatores incluindo atividades legais, regulatórias e técnicas para a perda do valor de marca, consumidores, e produtividade dos funcionários.

Para baixar uma cópia do Relatório de Custo da Violação de Dados 2020, visite: ibm.com/databreach

Resiliência e soft skills: o que as empresas buscam em seus talentos

Por Claudia Gimenez

Quem nunca foi trabalhar para esquecer um pouco os problemas deixados em casa e vice-versa? Essa rota de fuga utilizada por muitos de nós no cotidiano foi impossibilitada diante da movimentação de muitas empresas ao trabalho remoto, já que o lar passou também a ser o local de trabalho, demandando que a vida pessoal e a profissional coexistissem no mesmo espaço.

O home office e a consequente reorganização do trabalho já não são mais vistas como uma tendência para as organizações, mas como uma realidade que demanda das empresas e dos seus colaboradores flexibilidade, tenacidade e foco nas resoluções de problemas, algumas das características que encontramos em pessoas resilientes. Mas, afinal, o que é ser resiliente e como isso se traduz no comportamento dos profissionais e líderes dentro das empresas?

Originada do latim, a palavra resiliência significa “voltar ao seu estado original”, ou seja, retornar ao funcionamento natural após situações adversas e inesperadas. Mas é importante frisar que ninguém é 100% resiliente o tempo todo. Todos nós enfrentamos problemas e nos sentimentos frustrados, mas como respondemos a essas situações é a diferença entre os que são mais satisfeitos na vida pessoal e no trabalho e aqueles que estão sempre desmotivados e à espera de uma grande oportunidade para mudar de vida.

Se você se identificou com o último exemplo, não precisa se desesperar. A boa notícia é que a resiliência pode ser desenvolvida e aperfeiçoada através dos nossos hábitos. Um dos exercícios mais eficazes para quem deseja ser mais resiliente na vida pessoal e profissional é trocar a culpa pela responsabilidade. Deixar de dizer “a culpa não é minha, eu avisei por e-mail” por “como eu poderia ter feito isso diferente e evitado essa situação” é apenas um dos exemplos em que é possível se colocar como parte da solução ao invés de apenas se eximir do resultado final.

Essa transformação na maneira de encarar os contratempos, dissabores e frustrações do dia a dia que sim, são comuns no trabalho, é fundamental para quem deseja crescer profissionalmente e se manter relevante para as organizações. O mesmo se aplica à vida pessoal: ser flexível e estar apto a se adaptar às mudanças é o segredo das pessoas mais felizes, que não precisam acionar saídas da realidade para lidar com os problemas, mas que os encaram como eles são e buscam crescer com as experiências.

Os períodos de crise, as grandes mudanças e os desafios, como o que vivemos atualmente, apenas acentuam o papel das soft skills nos resultados e desenvolvimento de equipes. Aprender a ouvir e dar feedback, a pedir desculpas e a desculpar, não criar barreiras aos novos processos e estar aberto a recomeçar são habilidades que não constam no currículo das universidades, mas são cada vez mais fundamentais em um mundo de rápidas transformações.

Claudia Gimenez, vice-presidente e gerente geral da Concentrix Brasil, multinacional de soluções de customer experience

Startup The Insight é finalista do Desafio Nacional Petrobras/Sebrae

A The Insight, startup que desenvolve soluções em inteligência artificial para o mercado de petróleo & gás, foi uma das finalistas no Desafio Nacional da Petrobras/Sebrae, chamado “Conexões para Inovação”.

Com projeto na área de tecnologias digitais, a empresa de Florianópolis (SC) venceu mais de 350 empresas de todo o Brasil nesta primeira fase. O projeto visa estimar a oferta e o preço de energia elétrica de forma dinâmica através da análise de várias fontes de dados do setor. Será desenvolvida uma ferramenta computacional para integrar diversas fontes de dados externos que simula oferta e preços futuros de energia elétrica no Brasil.

A união de expertises dos profissionais da empresa em inteligência artificial e nos setores de energia, petróleo & gás foi fundamental para a escolha da empresa catarinense.

Integram a equipe a especialista em gestão de negócios de petróleo & gás Alanna Wilcek, com mais de 20 anos de mercado, o cientista de dados Douglas Barbonaglia e a diretora de marketing Danielle Dias.

Na imersão na sede da Petrobras, que acontecerá no Rio de Janeiro, em setembro, a equipe apresentará a solução em um pitchday na estatal. O desafio é dos maiores programas tecnológicos de incentivo às startups no Brasil, do qual a Petrobras investirá mais de 10 milhões de reais.

CES 2021 transforma-se em uma experiência totalmente digital

A Consumer Technology Association (CTA)® anunciou hoje que a exposição CES® 2021, a ser realizada de 6 a 9 de janeiro de 2021, será uma experiência totalmente digital conectando expositores, clientes, lídere s de pensamento e mídia de todo o mundo. O novo formato permitirá aos participantes aprender com inovadores da área de tecnologia, visualizar tecnologias de ponta e os lançamentos mais recentes de produtos, além de estabelecer relações com marcas e startups globais.

“Em meio às preocupações crescentes com a pandemia e a saúde global em relação à propagação da covid-19, não é possível reunir de maneira segura dezenas de milhares de pessoas em Las Vegas no início de janeiro de 2021 para que se conheçam e façam negócios presencialmente”, disse Gary Shapiro, presidente e CEO da CTA. “A tecnologia nos ajuda a trabalhar, aprender e conectar-se durante a pandemia, e também nos auxiliará a reinventar a CES 2021 e reunir a comunidade tecnológica de uma forma significativa. Tornando-se uma plataforma totalmente digital em 2021, nós podemos proporcionar uma experiência única que ajuda noss os expositores a conectar-se com o público novo e o já existente.”

A CES 2021 será uma experiência nova e envolvente, onde os participantes ocuparão um lugar privilegiado para descobrir e visualizar as tecnologias mais recentes. A experiência altamente personalizada levará o evento global até o conforto e a segurança de sua casa ou seu escritório.

Há mais de 50 anos, a CES atua como o palco global para a inovação. O objetivo da CTA é que a CES 2021 forneça uma plataforma envolvente onde empresas de pequeno e grande porte possam lançar produtos, desenvolver marcas e formar parcerias priorizando, ao mesmo tempo, a saúde e a segurança. Os membros da comunidade da tecnologia evoluem reunindo-se, compartilhando ideias e apresentando produtos que definirão nosso futuro.

Empresas devem redefinir suas estratégias de negócios devido à pandemia da COVID-19

Conforme o avanço das fases da pandemia da COVID-19, os líderes de negócios deveriam redefinir suas estratégias e aumentar a resiliência, alerta o Gartner, Inc., líder mundial em pesquisa e aconselhamento para empresas. É crucial que os líderes tomem decisões estratégicas que os levem a um futuro renovado.

Os analistas do Gartner chamam a atenção que o processo de “redefinição” tem três fases pelas quais os líderes terão de passar durante a pandemia. A duração de cada uma dessas etapas varia conforme o país, o setor e a empresa, bem como a unidade de negócios, o produto ou o serviço. O Gartner indica que os três estágios para a redefinição das estratégias empresariais durante e após a pandemia são: Responder, Recuperar e Renovar.

“Houve uma redefinição da força de trabalho e das atividades empresariais, além de mudanças na relação empregador e empregado e uma grande alteração do ecossistema de negócios. Para a maioria, o impacto comercial da pandemia foi profundamente negativo, embora tenha sido positivo para alguns poucos setores afortunados”, diz Chris Howard, Chefe de Pesquisa do Gartner. “A crise do coronavírus acabou com a estratégia de alguns líderes, mas eles também conquistaram uma enorme experiência. Agora, é hora de reunir a equipe executiva e usar essas lições para reconfigurar os modelos de negócios e de operação para uma nova realidade”.

Responda – As ações mais imediatas são focadas em definir como manter as pessoas seguras e, ao mesmo tempo, seguir com as funções comerciais essenciais em funcionamento. Este é um período relativamente curto, marcado por um alto esforço e por atividades potencialmente caóticas. A principal medida é avaliar e realizar as correções temporárias para interromper as perdas no caixa da empresa.

Recupere – Este é um esforço mais organizado e coordenado para estabilizar as operações. Essa etapa tem uma duração média, dependendo da organização. As principais atividades incluem criar um plano para restaurar um estado escalável e identificar os recursos necessários para fortalecer, reorganizar, reabrir, recontratar, reorientar e reabastecer a operação e o funcionamento da empresa.

Renove – Período prolongado marcado pela execução estratégica e durável em toda a organização. As principais atividades incluem aprender a conduzir processos e fluxos de trabalho operacionais de uma nova maneira, que pode ser replicada e escalonada, além de usar as lições aprendidas e padrões emergentes das fases anteriores para implementar novas respostas mais eficientes para a nova realidade que teremos no futuro.

Essas fases não são sequenciais. Além disso, é importante notar que as etapas desse processo de redefinição podem se sobrepor. Howard destaca que, durante tempos altamente perturbadores, é possível começar as ações da fase de renovação, mesmo ao lidar com as demandas necessárias para a resposta e a recuperação da empresa. De fato, para os líderes executivos, interpor estes estágios não é apenas uma ação possível, mas também essencial.

Os processos de redefinição bem-sucedidos também criam resiliência organizacional. À medida que as organizações eliminam as fraquezas e amplificam as forças de seus modelos de negócios e de operação, elas certamente se posicionam melhor para enfrentar a próxima interrupção.

“Na ausência de uma vacina ou de uma cura para a COVID-19, qualquer retomada na atividade comercial poderia ser facilmente seguida por outra rodada de ações de resposta, recuperação e renovação. Dito isso, o que é realmente imperativo é a necessidade de se absorver rapidamente as lições aprendidas e propor as mudanças necessárias para manter os modelos de negócios e de operações sobre novas estruturas realmente sustentáveis”, diz Howard.

Crie um modelo de negócios resiliente – Os líderes empresariais deveriam, primeiro, determinar exatamente onde e como a crise impactou e quebrou seus antigos modelos existentes e onde estão os riscos e as oportunidades geradas como resultado desses eventos. Os executivos deveriam colaborar em torno de um protocolo de planejamento de cenário ágil e baseado em opções que eles possam usar para identificar incertezas significativas, com condições para avaliá-las em termos de sua importância para o futuro próximo e no longo prazo da organização.

Na fase de Renovação, os líderes deveriam aproveitar a oportunidade, também, para redefinir ou reconstruir seus modelos para uma nova realidade. O Gartner delineou os caminhos pós-pandêmicos plausíveis como revalorizar, reinventar, retornar, reduzir e retirar.

“Para alguns, a pandemia levou os modelos de negócios e operacionais ao extremo, a ponto de algumas delas acabarem quebrando. Por outro lado, as organizações tiveram uma sólida experiência e, agora, acabarão reduzindo ou retirando algumas atividades permanentemente. Isso pode incluir a transferência de alguns recursos de negócios para o ecossistema de serviços por assinatura ou até mesmo na remoção total de um produto ou serviço. Em alguns casos, a retirada destes itens pode já estar atrasada há muito tempo”, avalia o analista.

“Outros poderiam promover a reinvenção, voltando a focar sua capacidade. Pense nos centros do Governo que foram forçados a oferecer seus serviços remotamente. Agora, eles podem aposentar alguns de locais físicos e se concentrarem em novas capacidades digitais”, diz Howard. “Outros, como partes digitalizadas de uma organização, podem ser permanentemente redimensionados”.

Informações adicionais estão disponíveis na seção “Reset your business strategy” (Redefina sua estratégia de negócios, em português) no site gartner.com. Pesquisa, insights e webinars gratuitos são oferecidos para ajudar os líderes a desenvolver resiliência no caminho da recuperação dos negócios.

Renner usa inteligência artificial para prever vendas diárias de cada produto

Ferramentas e sistemas inovadores baseados em inteligência artificial, análise de dados, machine learning e algoritmos estão ajudando a Lojas Renner a impulsionar vendas, manter estoques ajustados e qualificar o relacionamento com a cadeia de fornecedores mesmo durante a pandemia da Covid-19. O desenvolvimento das soluções começou há dois anos, encabeçado pela equipe de cientistas, engenheiros e analistas de dados da Companhia, mas foi acelerado para responder aos desafios impostos ao varejo de moda pelo novo coronavírus.

Os modelos aplicados permitem prever, com alto grau de precisão, a demanda diária por tipo, tamanho e cor de diferentes itens, assim como os volumes totais mensais de venda de cada loja em operação, com base no desempenho passado e em possíveis cenários futuros. A partir daí, a Renner consegue planejar os estoques e as encomendas aos fornecedores com maior assertividade, além de aperfeiçoar o abastecimento de peças e os ajustes operacionais necessários nos pontos de venda.

Este processo integra o ciclo de transformação digital da Companhia, que leva tecnologia e inovação a todas as áreas do negócio, de forma transversal. “Construímos sistemas que nos possibilitam aprender constantemente com nossos dados internos e com informações externas, como conjuntura econômica, clima e comportamento do consumidor, com o objetivo de identificar parâmetros, corrigir escolhas e prever o que os nossos clientes vão desejar sem nos deixar enganar por picos ou vales de demanda”, afirma o diretor de Produto da Lojas Renner, Henry Costa.

Mais vendas com menos estoques

Em 2019, 8,5% dos produtos vendidos pela Renner já foram distribuídos às lojas de acordo com as projeções obtidas por meio de inteligência artificial. Nesta etapa do projeto, a empresa contemplou itens básicos e com históricos mais consolidados, como jeans, camisetas e underwear masculino, feminino e infantil. Com isto, a Renner registrou vendas adicionais de 12% desses itens abastecidos por IA, com estoques 18% menores do que seria necessário para suportar o mesmo nível de crescimento pelos meios convencionais de alocação de mercadorias.

A Companhia começa agora a aplicar a tecnologia para prever a demanda por artigos de moda mais fashion, que apresentam variações frequentes de características como cores, modelos e padronagens. Para isso, tornou-se a primeira varejista de moda no Brasil a utilizar a chamada “ontologia de dados”, que permite relacionar mudanças em outros atributos – desde o tipo de uma gola até o comprimento das mangas ou o formato das estampas – ao histórico de desempenho das peças.

Com esta evolução, a inteligência artificial deverá ser responsável por orientar a distribuição de 17% do sortimento total das lojas no acumulado de 2020, com uma previsão de mais 5% em vendas adicionais com estoques 10% menores.

A tecnologia também elevou o chamado “nível de serviço” – que representa o índice de disponibilidade dos tamanhos e cores dos produtos procurados pelos clientes nos pontos de venda – de 78% para 93% somente no segundo semestre de 2019, enquanto, para 2021, a meta é alcançar o patamar de 97%. A mesma ferramenta deve ser replicada também para as bandeiras Ashua, Youcom e Camicado.

Sustentabilidade

A maior velocidade e a precisão nas projeções sobre as tendências de moda e sobre os desejos dos consumidores proporcionam ainda outros benefícios. Ao evitar quebras de estoque, as ferramentas desenvolvidas favorecem o planejamento das encomendas, qualificam o relacionamento com seus parceiros na área de confecções e ampliam os níveis de sustentabilidade econômica e ambiental de toda a cadeia do negócio.

“Quanto mais acertamos nas previsões, mais fazemos escolhas com melhor qualidade e reduzimos a necessidade de remarcações”, diz Henry Costa. O ganho se estende aos fornecedores, que a partir das informações acuradas podem programar a produção com maior alinhamento ao real comportamento da demanda, sem consumo desnecessário de capital de giro nem desperdício de matérias-primas e outros insumos.

Cresce papel da securitização dos financiamentos imobiliários e do agronegócio

Nas últimas décadas, a securitização passou a ocupar um papel fundamental na alavancagem de recursos para o mercado imobiliário e o agronegócio, dois importantes pilares da economia brasileira. De acordo com a ABSIA – Associação Brasileira de Securitizadoras Imobiliárias e de Agronegócio, que representa as nove maiores empresas do segmento no Brasil, que respondem por mais de 90% do mercado de emissões de CRIs e CRAs, o momento atual é de consolidar este instrumento de financiamento via Mercado de Capitais, trazendo recursos de longo prazo para o investimento na economia real do país. “A ABSIA tem desempenhado um papel fundamental para o desenvolvimento da securitização no Brasil, em especial nas recentes tratativas com a CVM para a criação de um marco regulatório próprio para o setor”, destaca Maurício Visconti, Presidente da ABSIA.

A securitização imobiliária foi criada pela Lei 9.514 de 1997, que entre várias inovações lançou o Certificado de Recebíveis Imobiliários – CRI. Menos de 10 anos depois, a Lei 11.076 de 2004 cria o Certificado de Recebíveis do Agronegócio – CRA e amplia a atuação do negócio de securitização no Brasil. Desde então a atividade das securitizadoras imobiliárias e do agronegócio não parou mais de crescer.

Para ter uma ideia do tamanho deste mercado, apenas nos últimos 10 anos as securitizadoras associadas à ABSIA emitiram R$103 bilhões em CRI, o que corresponde ao financiamento de 454 mil imóveis residenciais e 189 mil lotes, assim como milhares de imóveis comerciais ou lajes corporativas, diversos shoppings centers e mais de 150 hotéis. Esses dados reforçam a importância deste modelo de captação de recursos para os investimentos no setor imobiliário. ” A tendência é que o CRI ganhe mais espaço na capitação de recursos para este segmento, diante da necessidade de novas fontes de investimento para financiar o enorme déficit habitacional do país, bem como a outros segmentos importantes do setor imobiliário que carecem da disponibilidade de linhas de financiamento com recursos de longo prazo. Além disso, os CRIs possuem vantagens tanto para investidores quanto para os empresários do setor imobiliário, que cada vez mais estão se beneficiando deste modelo de captação de recursos”, acrescenta Visconti.

Por outro lado, o CRA também tem ganhado importância para o financiamento do agronegócio brasileiro, setor que responde por 20% do PIB nacional e pela metade de nossas exportações. Em 2018, os CRA já correspondiam por 12% do total de recursos destinados ao financiamento do setor agropecuário brasileiro, sendo que, em apenas quatro anos, de 2014 a 2018, observou-se um aumento expressivo no estoque deste tipo de título, que saltou de R$1 bilhão para R$44,8 bilhões, registrados na bolsa de valores.

“O financiamento do agronegócio no Brasil sempre dependeu quase que inteiramente dos programas de crédito direcionados pelo governo federal. Entretanto, os recursos disponibilizados pelo Plano Safra são insuficientes para garantir que o setor se desenvolva em toda a sua potencialidade. Sendo assim, a tendência é que a participação da iniciativa privada se torne cada vez maior, por meio dos instrumentos do mercado de capitais, na promoção dos recursos financeiros para as atividades agropecuárias brasileiras”, finaliza o Presidente da ABSIA.

TOTVS cria rede colaborativa de conhecimento e engaja colaboradores durante isolamento social

Com o intuito de gerar conhecimento de valor para os mais de 10 mil funcionários, a TOTVS, maior empresa de tecnologia do Brasil, criou a nova versão da Universidade TOTVS. Com uma rede totalmente colaborativa, funcionários passam a produzir conteúdos didáticos e compartilhar o seu conhecimento com os demais colegas.

Com início durante a quarentena, período no qual 99% do time da empresa passou a trabalhar remotamente, a Universidade TOTVS lançou sua plataforma de aprendizagem com mais de 2 mil conteúdos online e 20% desse total feito de maneira 100% autoral e produzidos pelos próprios TOTVERS (como são chamados os colaboradores da empresa). Os materiais são produzidos em formato de vídeo e fazem parte dos conhecimentos técnicos dos próprios colaboradores, adquiridos ao longo de suas experiências.

A Universidade TOTVS utiliza um sistema de gamificação, com um ranking que mostra a colocação dos produtores de conteúdo, avaliados pelos próprios alunos (colegas e funcionários). Os pontos coletados semanalmente dão direito a trocas por produtos e prêmios em uma plataforma de recompensa, como prêmios de até R﹩ 8 mil e viagens de até R﹩ 45 mil, além do reconhecimento das lideranças da empresa. Os alunos mais aplicados também são premiados.

“A cultura dos TOTVERS tem em seu DNA a premissa de que quem aprende e faz, e quem faz, compartilha. O projeto da Universidade TOTVS foi desenvolvido dentro de casa e é único, tivemos como premissa criar algo inovador e sustentável, que tivesse um crescimento exponencial e em rede, afirma Izabel Branco, VP de Recursos Humanos da TOTVS. “O engajamento tem sido maior do que esperávamos. Os TOTVERS estão levando bastante a sério essa nova empreitada e se tornando verdadeiros influenciadores dentro da empresa”, completa.

Até o momento, já foram mais de 76 mil horas de treinamentos online concluídos pelos colaboradores, totalizando um crescimento de 300%. São mais de 80 mil participações nas capacitações e mais de 5 mil conteúdos consumidos e finalizados. Os novos conteúdos são divulgados semanalmente, por meio de uma newsletter e ficam disponíveis em uma plataforma na rede interna da empresa.

“Uma pesquisa interna recente mostrou que 98% dos colaboradores consideram os conteúdos como relevantes. Para a empresa, o resultado também é incrível, fomentando a apropriação do conhecimento técnico para a construção de materiais atualizados e em larga escala, o que não seria possível fazer de uma maneira mais tradicional”, conclui Izabel.

Indústria forte, o novo normal. O Brasil precisa olhar para isso

Por João Carlos Marchesan, presidente do Conselho de Administração da ABIMAQ

Todos sabemos que estamos vivendo um momento sem precedentes na história do Brasil. Acometida por uma pandemia devastadora, o país atravessa o pior momento de todos os tempos.

Mas dentro de toda dificuldade há de se encontrar uma oportunidade. Muita gente acredita que o ideograma da palavra crise, em chinês, é composto de dois outros mais simples, um significando risco, e outro, oportunidade. A crise veio mostrar ao mundo que mudanças precisarão ser executadas. Países em estágio avançado de desenvolvimento anteciparam suas ações direcionado seus focos para segmentos estratégicos na econômica, entre eles a indústria moderna.

A indústria tem papel fundamental no processo de recuperação e de desenvolvimento dos países, na medida em que demanda mão de obra qualificada agregando alto valor nas economias.

O Brasil será fortemente abalado pela crise. Já vínhamos de quadro de fraca recuperação. Ao final deste ano deveremos presenciar de 15 a 20 milhões de desempregados no país, além de mais de 10 milhões de desalentados, totalizando mais de 35 milhões de pessoas a margem do mercado. Pela primeira vez na história recente, de acordo com o IBGE, mais da metade da população economicamente ativa está sem emprego. No trimestre terminado em maio a taxa foi de 12,9%. Muitas empresas estão quebradas e outras endividadas. Mesmo as em boas condições financeiras terão pouco ímpeto de investir dado o cenário de forte contração da demanda das famílias abaladas pela redução de salário e dificuldade de acesso ao crédito, restrito pelo aumento da inadimplência.

É momento, portanto, de estabelecermos um PACTO PELO BRASIL. O Brasil tem uma extensa agenda a cumprir na área da economia, que precisa, urgentemente, ser priorizada. Além de outras, não menos complexas, nos campos educacional e institucional, cujos resultados são mais de longo prazo.

Para crescer decentemente, precisamos de uma Política de Estado que atente um ambiente de negócios favorável ao investimento produtivo. São necessárias e urgentes condições de investimento em infraestrutura, em educação, pesquisa e desenvolvimento tecnológico que são garantias de aumento da produtividade e da competitividade de bens e serviços.

Os investimentos em infraestrutura, necessários para estimular a demanda, pressupõe a renegociação prévia dos atuais contratos das concessionárias, para reestabelecer o equilíbrio econômico dos mesmos e da reestruturação de suas dívidas, juntamente com a eliminação da insegurança jurídica com marcos regulatórios adequados e uma definição precisa do papel das agências, para atrair capitais privados, e políticas públicas voltadas para atrair PPPs, Concessões e etc..

O endividamento, tanto das empresas, quanto das pessoas físicas, poderá tornar-se uma barreira a estas iniciativas, portanto é essencial atenção a este aspecto no período pré e pós crise, visando permitir a retomada tanto da demanda quanto dos investimentos privados e públicos.

A condição necessária para crescermos decentemente, no futuro, é aumentar sensivelmente a produtividade a partir, não só da renovação do parque industrial, mas principalmente da sua ampliação o que exigirá profissionais treinados a partir de uma educação de qualidade. Isto, por sua vez, pressupõe a oferta de financiamentos de longo prazo, com carências e taxas de juros reais adequadas.

Por fim, mas não menos importante, se quisermos ser competitivos, inclusive para atrair investimentos internos e externos devemos eliminar o “Custo Brasil”, começando por uma reforma tributária nos moldes do projeto em discussão na Câmara. Em resumo, precisamos avançar rumo ao PACTO PELO BRASIL que priorize os cidadãos, através da criação de empregos de qualidade, igualdade de oportunidades e renda, com um olhar importante sobre as atividades indutoras do crescimento, pois o investimento de hoje é o crescimento de amanhã.

O uso de inteligência de dados na gestão do varejo

Por Guilherme Werneck, CEO do Moki

A pandemia da Covid-19 está fazendo com que novos hábitos de consumo surjam e com que as empresas se adaptem à essas novas ações. Com a população há mais de 60 dias em casa como medida de segurança para prevenir o novo coronavírus, as compras no e-commerce tiveram um salto. Segundo dados da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico, as transações feitas pela internet dispararam 40% entre março e abril de 2020. Mas, como manter a sua empresa relevante dentro desse ambiente?

Muitas dúvidas surgem, inclusive em analistas mais experientes. As empresas podem sentir as pressões para manter suas marcas relevantes e reter a lealdade do cliente online e offline.

A conquista de clientes em um mercado tão concorrido pode ser um desafio. Corresponder ao comportamento do consumidor online e offline requer análises avançadas. A relação entre comportamento com a análise baseada em geolocalização pode ser mais um desafio ao agregar os dados para obter informações sobre como otimizar o marketing e os preços para gerar receita.

Constatações como essas exigem mudanças relevantes na forma de pensar e decidir para manter a competitividade. Não apenas no que se refere às vendas e conquista de clientes, mas em todos os processos da organização. As transformações digitais, como a Indústria 4.0, trazem um ambiente físico tradicional para um ambiente digital moderno, unindo vários fluxos de trabalho que podem ser adaptados e dimensionados na velocidade dos seus negócios, sob demanda. Os varejistas também estão realizando a mesma transformação no que está sendo chamado de Varejo 4.0.

Essa transformação para o Varejo 4.0 exige a adoção de uma cultura que privilegie a análise de dados, impulsionada pela enorme variedade de informações e a complexidade das questões que estão sendo propostas.

Mas, apenas captar dados não é o suficiente, é necessário ter a capacidade de acessar e consolidar todos os dados que estão diversos sistemas, garantir sua qualidade e enriquecer a organização com informações de terceiros.

Para obter uma visão precisa você não pode simplesmente confiar apenas na intuição ou nos insights analíticos que se obtém nos dashboards ou nos recursos de relatórios do Excel ou ferramentas de BI.

Para atender à sofisticação que a análise de dados exige, é necessário também fazer um diagnóstico, modelar futuros cenários com análise preditiva, compartilhar informações com a equipe e compartilhar resultados de uma maneira fácil de entender. Garantir informações atualizadas e consistentes, assim como oferecer aos tomadores de decisão autonomia para análise também são fundamentais.

A partir de todos esses requisitos, está sendo implementado no Moki a ferramenta de Inteligência de Dados, fazendo com que os usuários tenham insights mais profundos sobre clientes, transações e operações, em todos os canais, e auxiliando em tarefas fundamentais para essa jornada, com a garantia de dados confiáveis, desenvolvimento de algoritmos e mobilidade de resultados.

Zenvia adquire a startup Sirena e expande para a América Latina

A Zenvia, empresa de tecnologia que simplifica a relação entre empresas e consumidores, anuncia ao mercado a aquisição da Sirena, uma startup que oferece solução de comunicação para times de vendas por WhatsApp. Com o negócio, a companhia brasileira expande suas operações na América Latina, com escritórios nos EUA, Argentina, Brasil e México.

“A aquisição da Sirena fortalece nossa plataforma de comunicação ao transformar em solução um problema comum a toda equipe comercial, que é o uso do WhatsApp pessoal do vendedor na comunicação com clientes”, conta Cassio Bobsin, CEO da Zenvia .

Fundada em 2016, a Sirena conta atualmente com aproximadamente 700 clientes em mais de 30 países e chegou a captar US$ 2,8 milhões em investimentos em 2018.

“Criamos a Sirena com o objetivo de simplificar a comunicação via WhatsApp entre empresas e clientes. Nessa jornada, nos tornamos a empresa líder da América Latina em quantidade de companhias atendidas com a nossa solução. Agora é a hora de dar um salto ainda maior, unindo a expertise da Sirena no mercado Latam à expansão internacional da Zenvia, permitindo que os clientes tenham o melhor serviço de WhatsApp Business API do mercado”, contam Miguel Morkin e Lautaro Schiaffino, CEO e COO da Sirena, respectivamente.

A combinação entre a plataforma da Zenvia e a solução da Sirena permite que os profissionais das equipes de vendas passem a utilizar um app completo, que une comunicação e gestão de vendas, ao invés do WhatsApp pessoal para o contato com os clientes.

Além disso, o objetivo da operação é fomentar, ainda mais, a atuação Latam da Zenvia junto ao WhatsApp Business API, tecnologia do Facebook da qual a companhia de tecnologia brasileira é Official Business Solution Provider.

Assim, a Zenvia passa a contar com soluções para vendas, marketing e atendimento ao cliente por meio de WhatsApp, viabilizando envio de notificações, gestão de filas de atendimento, criação de chatbots, realização de integrações com outros sistemas, automação de fluxos de interação, qualificação de leads e suporte ao cliente.

Operação em números

A aquisição da Sirena traz para o time Zenvia 55 pessoas, totalizando mais de 350 colaboradores distribuídos entre Argentina, Brasil, Estados Unidos e México.

Também, aumenta a carteira de clientes da companhia, que ultrapassa 8 mil empresas de pequeno, médio e grande portes atendidas, adicionando aproximadamente 700 clientes globalmente.

“A aquisição da Sirena não somente nos abre as portas para toda a América Latina, mas especialmente encontramos neles um time de alto nível profissional, com cultura similar à nossa e com muita vontade de construir um produto que melhore a comunicação dos clientes”, conclui Bobsin .

Assinatura digital e eletrônica: entendas as diferenças e implicações legais

Por Renata Pin

Em tempos de isolamento social, diversas empresas e pessoas viram-se em uma situação até então bastante incomum ao negociar aluguéis, prestações de serviços, grandes operações de compra e venda, acordos mercantis ou, simplesmente, um acordo de sigilo de nova parceria. Em qualquer uma dessas situações, não puderam se encontrar para assinar o documento que formaliza a parceria pretendida. E, ainda que a flexibilização comece a tomar forma, se for possível evitar os encontros presenciais, esta é a recomendação.

Nesse cenário, ganhou evidência a assinatura digital de documentos, uma antiga conhecida de algumas pessoas, mas uma grande desconhecida da maioria, que não está acostumada a assinar documentos digitalmente e nem está preparada para acreditar em sua validade. A verdade, no entanto, é que a assinatura digital de documentos é uma modalidade bastante útil e segura, desde que feita da forma adequada.

A Medida Provisória 2200-2, de 2001, regulamenta e possibilita que a assinatura de contratos, procurações e outros documentos seja feita de forma digital, encontrando respaldo para essa determinação na própria Lei Civil brasileira.

Como se vê, uma prática regulamentada há quase duas décadas, mas há que se ter cuidado, pois existe uma grande confusão entre a assinatura digital, válida legalmente e que confere autenticidade ao documento assinado, e aquela chamada assinatura eletrônica. Basicamente, a primeira é realizada com a utilização de um certificado digital e tem a mesma validade e eficácia de uma assinatura reconhecida em cartório. A segunda, muito mais comum, é aquela feita sem certificado digital – apenas com caneta touch, mouse, dedo ou escaneamento de papel, que dá margem a questionamentos quanto a sua autenticidade e validade. Grosso modo, pode-se dizer que toda assinatura digital é eletrônica, mas nem toda assinatura eletrônica é digital.

E, vale frisar, a simples adição da foto de uma assinatura em um documento em pdf, por exemplo, geralmente, não pode ser enquadrada nem na modalidade de assinatura digital nem eletrônica. Então, não é, para efeitos de legalidade e formalidade de um documento, um método seguro de contratação.

Indo ao que interessa, a grande parte das ferramentas disponíveis no mercado para assinatura de documentos a distância não possui a certificação digital necessária para ser considerada uma assinatura digital, sendo portanto plataformas que possibilitam uma assinatura eletrônica do documento e que, em consequência, possibilitam que tal assinatura seja questionada pelo próprio signatário, por um juiz ou por terceiros.

Não pretendo com este artigo desencorajar empresas e pessoas a utilizarem esse tipo de expediente, bastante necessário em especial no momento em que vivemos, mas é importante que as partes tenham ciência da validade e eficácia do mecanismo escolhido, aceitando o risco inerente a essa forma de assinatura.

Mas, então, o que pode acontecer com o documento assinado eletronicamente sem a garantia da certificação digital? A resposta não é simples, mas podemos dizer que um documento assinado digitalmente tem presunção de veracidade inclusive perante órgãos públicos, ao contrário do documento assinado eletronicamente, que pode ser admitido entre particulares até que questionado por alguém, sejam os próprios envolvidos no acordo ou um juiz. Quando houver contestação do documento, caberá àquele que pretende fazer uso do documento comprovar a sua autenticidade e veracidade.

Não há dúvida de que a utilização das assinaturas digitais pode proporcionar inúmeras vantagens aos seus usuários, como a praticidade em promover contratos eletrônicos, a constatação da identidade das partes envolvidas, entre outras, facilitando assim o dia-a-dia daqueles que a utilizam. No entanto, é importante que as partes, em especial as empresas, atentem-se para o fato da necessidade de rigor na formalização desses documentos, o que pode ser feito com o armazenamento de documentos anteriores que deram origem àquela transação. Por mais bem aceita que seja a nova modalidade, ainda há risco de questionamento por parte dos envolvidos.

Renata Pin, advogada especializada em direito empresarial, sócia do AOA – Andrea Oricchio Advogados e associada à Associação Brasileira de Franchising (ABF)

PicPay anuncia vice-presidente de Marketing e Growth

O executivo Phillip Klien foi anunciado como vice-presidente de Marketing e Growth do PicPay, a maior carteira digital do país, com mais de 24 milhões de usuários.

Sob o comando dele, a vice-presidência de marketing e growth da fintech continuará dividida em duas grandes áreas: Growth, comandada por Rodrigo Polacco, responsável pelas estratégias de Customer Lifetime Management, Product Growth e Performance; e Marketing, à frente de Branding, Criação, Mídia e PR, dirigida por Armando Areias.

Formado em Marketing e Finanças pela Tulane University (New Orleans, EUA), Phillip possui experiência em empresas internacionais de tecnologia. Em seu histórico profissional, o executivo apoiou o crescimento acelerado e a consolidação de empresas como OLX, Uber e Twitter.

À frente do Marketing do PicPay, Klien terá como grande objetivo impulsionar o uso pelos brasileiros. “Estou bastante empolgado com o desafio de uma das maiores e mais revolucionárias fintechs, que mudará a forma como as pessoas se relacionam com o dinheiro”, disse.

A hora do trabalho remoto

Por John Delaney

Enquanto processamos nossa tristeza pelo sofrimento da humanidade causado pela pandemia e nossa ansiedade pelo o que o futuro nos reserva, acredito que seja possível nos permitir inspirar com esse momento de transformação profunda. Para mim, uma das principais lições que aprendemos durante essa crise é que muitos negócios que antes depositavam sua força no espaço físico onde reuniam seus colaboradores podem ter sucesso sem ele. E isso pode não parecer grande coisa mas, acredite, é.

É tempo de reconhecermos o tamanho da oportunidade que esse momento apresenta e considerar, com coragem, o trabalho remoto (ou, distribuído). Acredito que devemos reconhecer o potencial desse modo de trabalho para empoderar as pessoas a viverem vidas mais alegres e completas, combater as mudanças climáticas, criar custos mais acessíveis em nossas cidades e revitalizar a economia rural. Esse é o momento para enxergar a experiência do trabalho remoto como uma opção permanente para nossos colaboradores, sempre que possível. E, mais do que isso, é preciso que nossos governos apoiem iniciativas como essas, investindo na infraestrutura necessária para que isso aconteça com êxito.

Com as experiências recentes, devido a pandemia, aprendemos que o caminho mira em uma forma de trabalho mais flexível e distribuída. E descobrimos que esse estilo de rotina profissional é, no mínimo, tão eficiente quanto o que exigia que os colaboradores fossem de casa ao escritório, diariamente.

E, considerando os benefícios ambientais, sociais e pessoais, sentimos que devemos nos mover nessa direção. Por isso, a partir de agora vamos liberar os membros do nosso time a escolherem se querem trabalhar do escritório ou de qualquer outro lugar. Encorajo as empresas a se unirem a nós nesse movimento da implementação permanente dessa forma de trabalho.

Antes da crise causada pelo COVID-19, quase nenhuma empresa de tecnologia havia vivenciado ter todos os times trabalhando remotamente, por um período tão extenso. Com essa experiência, a maioria delas percebeu que não precisava de uma equipe fisicamente presente para ter sucesso, apresentando uma performance excepcionalmente boa por parte dos times, durante a crise, apesar da transição meio repentina.

É verdade que o mercado tecnológico ainda precisa abordar muitas questões culturais importantes e lidar com grandes desafios para transformar o trabalho remoto em uma característica permanente, mas não vamos perder de vista o cenário maior aqui. Antes da crise, muitos de nós havíamos presumido que precisávamos transitar de casa ao escritório todo dia, para que nosso negócio prosperasse. E essa presunção simplesmente não se sustenta mais.

Se o trabalho remoto é só uma questão de ganhos e perdas na produtividade do ponto de vista de negócio, suas consequências sociais são muito maiores. Vou citar agora alguns dados dos EUA para exemplificar, mas muito deles são aplicáveis também em outros países. Uma vez que 80% das pessoas que trabalham remotamente fazem isso de casa, o trabalho remoto significa, na maioria das vezes, de não se deslocar. E o deslocamento, hoje, é o que podemos fazer de pior ao meio-ambiente no nosso dia a dia. Nos EUA, a maior fonte de emissão de carbono é o transporte, especialmente os veículos que garantem o deslocamento diário. Apesar do esforço para promover o transporte público no país, 91% das pessoas que transitam para o trabalho todos os dias não o utilizam, e 77% deles dirigem sozinhas em seus carros.

Deixar de exigir que os colaboradores se desloquem todos os dias ao trabalho, portanto, terá um efeito muito importante na emissão de carbono do país, e o mesmo com certeza acontecerá em outros países onde os carros são um meio de transporte desproporcionalmente importante para a rotina profissional (como é o caso do Brasil). Esse fator, por si só, deveria incentivar as empresas a experimentar o trabalho remoto e distribuído. Nós temos pouquíssimas e raras oportunidades de mudar o comportamento humano na escala necessária para combater a mudança climática que vivemos hoje, e essa é uma delas.

Os potenciais ganhos dessa nova forma de trabalho vão além dos benefícios ambientais. Os custos nas cidades onde se localizam as maiores e mais conhecidas empresas estão cada vez mais altos para famílias de classe média. Podemos ter um número muito grande de boas vagas de emprego em um mesmo lugar e aí temos o cenário que ocorre em São Francisco, onde o número de novas oportunidades é 6 vezes maior do que as novas moradias. Em um mercado imobiliário como esse, famílias de classe média são muito prejudicadas. Aliás, trabalhadores que se mudam para grandes cidades para trabalhar não necessariamente gostam de viver nelas. Segundo pesquisa da Gallup dos Estados Unidos, de 2018, o número de pessoas que moram em grandes cidades é muito maior do que as que realmente querem isso. Ainda, 27% delas gostariam de morar em áreas rurais, mas só 15% realmente moram. Entra o cenário de êxodo rural e a luta das regiões que sofreram desindustrialização para atrair trabalhadores qualificados, é válido considerar onde eles gostariam de morar, caso pudessem escolher.

Ao não apoiar o trabalho remoto como um modelo permanente, as maiores e mais bem-sucedidas empresas acabam obrigando ótimos e ambiciosos profissionais a se concentrarem em um número pequeno de áreas metropolitanas, porque é lá que elas estão. A inovação é o que faz as melhores empresas bem-sucedidos e, considerando os potenciais benefícios do trabalho remoto e distribuído, essas empresas deveriam confrontar os desafios do trabalho remoto com a mesma coragem que enfrentam os outros obstáculos dos seus negócios. Deveríamos libertar os colaboradores para que eles possam parar de se deslocar diariamente e vivam melhor. Os governos podem e devem apoiar tal medida, inclusive atualizando qualquer lei trabalhista que possa restringir essa forma de trabalho e investindo em infraestrutura básica, especialmente na qualidade e cobertura da internet em áreas rurais. Acesso rápido e confiável à internet a todos é uma necessidade do trabalho remoto para que funcione em larga escala, e tal medida precisa do apoio do governo.

A crise do COVID-19 tem provado que a ampliação do trabalho remoto é possível. O trabalho distribuído não faz milagres, mas seus benefícios climáticos, sociais, econômicos e urbanos, entre outros, deveriam nos convencer a adotar esse novo modelo agressivamente, como uma opção permanente para os colaboradores. Eu acredito em tratar as próprias empresas como produtos para beneficiar os seus colaboradores e, mais de que nunca, estou certo de que as companhias que adotam o trabalho de forma distribuída representam o melhor produto para todos nós.

John Delaney, Chief Operating Officer (COO), da Xerpa

Retorno aos escritórios deve acontecer entre setembro e dezembro, aponta KPMG

Cerca de 35% dos empresários brasileiros entrevistados pela KPMG disseram que os profissionais da empresa onde trabalham devem retornar aos escritórios entre setembro e dezembro deste ano. Outros 21% voltam em agosto e apenas 9,4% no próximo ano. A pesquisa nacional fez um mapeamento sobre como deverá ser a volta dos funcionários às organizações. Para isso, foram ouvidos mais de 700 executivos de 11 setores da indústria brasileira.

Quando questionados se a empresa adotará uma estratégia de retorno gradativo, a maioria (30,3%) disse que voltará, inicialmente, com no máximo 30% dos profissionais. Esse quantitativo chegará até 50% dos profissionais para 27% das empresas.

Nessa retomada, os entrevistados disseram que as empresas vão implementar uma série de medidas para controle de acesso aos escritórios. A principal delas é obrigatoriedade do uso de máscara facial (91,5%), medição de temperatura (64,8%), questionário referente às condições de saúde no momento (49,7%) e aplicação de testes para covid-19 (26,1%). Do total de entrevistados, 103 informaram que vão adotar todas as quatro medidas.

“A pesquisa aponta que as empresas estão buscando se adaptar a essa nova realidade, implementando medidas para que o retorno dos funcionários aconteça de forma segura. A retomada será gradativa até para que os gestores possam avaliar a efetividade da implementação desse processo”, analisa o sócio-líder de clientes e mercados da KPMG no Brasil e na América do Sul, André Coutinho.

Sobre o impacto do trabalho remoto na produtividade dos profissionais, quase metade deles (49,5%) disse que a produtividade se manteve e, para 24,5%, houve um aumento de até 20%. Já para 10,8%, houve uma redução de até 20% na produtividade e para 5,6% a queda foi superior a 20%.

“Outro ponto interessante diz respeito à produtividade. O levantamento mostra que houve uma boa adaptação ao home office, o que não era uma realidade dos trabalhadores brasileiros”, afirma o sócio-líder do Centro de Serviços Compartilhados da KPMG no Brasil, Roberto Gomez.

Sobre a pesquisa:

A “Pesquisa nacional: como será o retorno aos escritórios” foi feita no mês de junho, deste ano, com empresários dos seguintes setores: agronegócio (8%); consumo e varejo (11%); energia e recursos naturais (8%); governo (2%); saúde e ciências da vida (7%); mercados industriais (16%); infraestrutura (6%); setor financeiro (18%); tecnologia, mídia e telecomunicações (9%); serviços (14%); e ONGs (1%). Já a distribuição geográfica dos entrevistados foi 77,9% no Sudeste; 8,1% no Sul, 7,6% no Centro Oeste, 3,6% no Nordeste e 2,6% no Norte.

GFT Brasil abre 154 vagas para oportunidades em TI

A GFT, empresa global referência em tecnologias exponenciais para transformação digital e projetos ágeis, está com 154 posições abertas. As vagas são para áreas de Arquitetura e Desenvolvimento de Softwares, Analistas de Testes e Gestão de Projetos para localidades como Alphaville, São Paulo, Sorocaba e Curitiba. Candidatos de todo o país podem participar do processo seletivo, que ocorre virtualmente

Para incentivar a entrada de novos colaboradores, a GFT lançou a campanha “Match”, que tem o objetivo de atrair profissionais de todo o Brasil nas áreas de análise e mensuração de dados, programação, análise de sistemas e desenvolvimento de software para a companhia. A iniciativa conta a história de pessoas que entraram na GFT e construíram uma carreira sólida e internacional e tiveram a oportunidade de trabalhar com equipes multidisciplinares e multiculturais em outros países.

Desde janeiro de 2020, a GFT já contratou 359 novos colaboradores, sendo 183 ao longo do período de isolamento social. A companhia também investiu em processos de seleção e contratação digitais. Os novos profissionais começam a trabalhar de forma remota e recebem em casa o kit de boas-vindas e os equipamentos para desenvolver as atividades.

Para Fernanda Rodrigues, diretora de Recursos Humanos da GFT para América Latina, migrar para o digital tem se mostrado uma experiência bastante positiva. “Tivemos a oportunidade de contratar profissionais de outros estados, fora dos locais em que temos escritório como São Paulo e Paraná. Esse é um dos grandes benefícios da processo online porque há muitos profissionais qualificados em todo o país e agora temos a oportunidade de contar com eles. E estou confiante de que a GFT é um empregador muito atraente: no primeiro trimestre de 2020, a nossa receita aumentou 55% em relação ao mesmo período de 2019, e diante da crise atual econômica, registramos um crescimento muito forte, o que dá a dimensão das oportunidades de carreira na GFT”, diz a executiva.

Integração e números da companhia

Para recepcionar os novos colaboradores, a GFT desenvolveu uma série de iniciativas, como treinamentos sobre metodologias ágeis, utilizadas para o trabalho remoto, e também um cronograma de ações para deixá-los mais próximos dos líderes da companhia, como bate-papos digitais, landing com o presidente e iniciativas culturais. A empresa também disponibilizou assistência psicológica para todos neste período de isolamento. Para se candidatar as vagas, acesse o site: http://www.gft.com/br/pt/index/empresa/carreiras/ofertas-de-emprego/

Boa Vista já fez cerca de 90 contratações desde março e ainda tem mais de 60 vagas abertas

Em meio à quarentena e mesmo sem sair da casa, profissionais de diversas áreas vêm sendo contratados pela Boa Vista, empresa que fornece informações com inteligência analítica para companhias e consumidores fazerem bons negócios.

Desde o dia 16 de março, com a empresa conseguindo colocar 100% dos seus colaboradores em home office em apenas dez dias, já foram preenchidos 92 postos de trabalho. Além disso, outras 67 vagas estão em aberto e os processos de seleção em andamento, o que irá somar, ao final das contratações, 159 novos colaboradores. Essas contratações se deram devido ao processo de transformação digital que desde dezembro de 2019 tem sido implementado na empresa e ao modelo de squads que foi aplicado em sua estrutura organizacional.

“Os novos colaboradores contam com toda a estrutura necessária para executar suas funções remotamente. Para a Boa Vista, esse movimento é natural e deve se tornar cada vez mais comum, inclusive, recrutando profissionais em qualquer lugar do Brasil e do mundo”, afirma Alberto Mamoru Yoshida, superintendente de Recursos Humanos da Boa Vista. “Estamos confiantes, pois mesmo em um momento crítico da economia, conseguimos aumentar nosso time”, reforça Yoshida.

Um exemplo de trabalho à distância é o da colaboradora Mariana Andrade. Ela se mudou para Portugal com a família, em junho, e se mantém empregada no cargo de Especialista em Marketing Solutions. “Já havíamos começado a viver a transformação digital internamente, mas a Boa Vista conseguiu ritmo e adaptou-se rapidamente à nova forma de trabalho”, afirma.

Mariana conta também que já estava trabalhando home office há dois meses quando se mudou para Portugal, então não chegou a sentir a transição. “Foi apenas uma continuidade do meu trabalho. Todos já se acostumaram com o novo normal de estar trabalhando de forma remota. Nada mudou, o trabalho no horário do Brasil, mesmo tendo o fuso horário. Continuo exercendo as mesmas atividades de quando estava trabalhando presencialmente”, revela a colaboradora da Boa Vista.

De acordo com Mateus Lima, Head de Produtos & Design recém contratado pela Boa Vista, um dos grandes diferenciais da companhia é a velocidade com que as pessoas estão dispostas a entregar resultados. Ele também destaca a importância da autonomia: “Na área de Novos Produtos existe um escopo bem definido de grande independência dos times – temos equipes criando produtos inteiros do zero e realmente de forma autônoma”.

Atualmente, existem oportunidades nas áreas de design, arquitetura de sistemas, análise de insights, UX, gerência de produtos e desenvolvimento de sistemas.

A Boa Vista também tem criado programas para apoiar os colaboradores durante a pandemia, tais como telemedicina com médico próprio, campanha de vacinação contra a gripe em sistema de drive thru, preservando assim o distanciamento social, podcasts com psicólogos e cartilhas com dicas sobre como trabalhar remotamente.

Destaque também para o “Segundou”, uma ação que acontece quinzenalmente com engajamento dos colaboradores por meio do envio de fotos, em seus perfis do LinkedIn, com temas como: vestir a camisa, páscoa, colaboradores usando suas máscaras, meio ambiente, animais de estimação, mensagem de positivismo, arraial junino, entre outros.

Para mais detalhes sobre as vagas, acessar: http://www.linkedin.com/company/boavista/jobs/?viewAsMember=true

Consumo em restaurantes apresenta leve melhora, apontam índices da Fipe e Alelo

A Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), em parceria com a Alelo, bandeira especializada em benefícios, incentivos e gestão de despesas corporativas, divulga dados atualizados a respeito dos impactos da Covid-19 sobre os Índices de Consumo em Supermercados (ICS) e dos Índices de Consumo em Restaurantes (ICR), com base nas transações diárias realizadas, em junho de 2020, a partir da utilização dos cartões Alelo Alimentação e Alelo Refeição, em todo o território nacional.

Segundo os últimos dados, o consumo no segmento de restaurantes registrou queda de 33,4% no valor total gasto, acompanhada por uma redução de 53,4% no volume de transações realizadas com vale refeição (na comparação com as médias em junho de 2019). Nos meses anteriores, as quedas registradas sobre esse segmento foram de 49,6% (abril) e 39,1% (maio). Além disso, o número de estabelecimentos comerciais que efetivaram transações em junho de 2020 foi 14,5% inferior ao registrado no mesmo mês do ano passado.

A combinação desses resultados negativos pode ser explicada pelas maiores restrições sanitárias ainda prevalentes sobre a operação das atividades desse segmento, bem como o afastamento de trabalhadores dos seus locais de trabalho. “Na comparação com os meses anteriores, é possível verificar que os impactos têm sido amenizados, refletindo a flexibilização parcial da quarentena vigente em boa parte dos capitais e grandes centros urbanos, como São Paulo e Rio de Janeiro”, destaca Cesário Nakamura, CEO da Alelo.

O levantamento mostra que o consumo em supermercados encerrou o período com aumento de 5,0% no valor total gasto (em relação a junho de 2019), enquanto o número de estabelecimentos que realizaram transações utilizando como meio de pagamento o benefício alimentação permaneceram praticamente estáveis (+0,1%). Por outro lado, o último período foi novamente marcado por uma queda de 17,8% no volume de transações em supermercados, na mesma base de comparação (junho de 2019).

De acordo com a Fipe, os últimos resultados, em linha com o observado nos meses anteriores, podem ser relacionados à redução da circulação de pessoas nas ruas, aliada à concentração das compras semanais em um menor número de viagens aos supermercados. Além disso, os pesquisadores consideram a hipótese de que o aumento no valor gasto em supermercados (acompanhado de sua redução em restaurantes) esteja relacionado ao aumento do número de refeições preparadas em domicílio, uma vez que a alimentação fora de casa deixou de ser uma opção viável e/ou segura, dado o risco elevado de contaminação e as restrições ainda vigentes sobre horário de atendimento e lotação máxima desses estabelecimentos.

Vale destacar que os Índices de Consumo em Supermercados (ICS), acompanham as transações realizadas em estabelecimentos como supermercados, quitandas, mercearias, hortifrútis, sacolões, entre outros; e os Índices de Consumo em Restaurantes (ICR), foca na evolução do consumo de refeições prontas em estabelecimentos como restaurantes, bares, lanchonetes, padarias, além de serviços de entrega (delivery) e retirada em balcão/para viagem (pick-up).

Impactos por região

O estudo traz, pela primeira vez, um recorte regional dos indicadores, permitindo o acompanhamento do consumo em restaurantes e supermercados de forma desagregada. Mais especificamente, a análise dos resultados pela ótica regional revela que os efeitos da pandemia se distribuíram de forma heterogênea sobre os estados, refletindo a descentralização e descompasso na coordenação dos processos de fechamento e abertura das economias locais, bem como a interiorização da pandemia.

Adotando como parâmetro o valor gasto em restaurantes, é possível evidenciar que as regiões mais impactas negativamente em junho de 2020 foram a Nordeste (-41,9%) e Norte (-38,8%), contrastando com os menores impactos observados nas regiões Sul (-28,9%) e Centro-Oeste (-29,4%). Já na região Sudeste, houve um recuo de 33,6% em relação a junho de 2019.

Individualmente, os estados que registraram os maiores impactos negativos no valor gasto em restaurantes em junho foram: Piauí[1] (-63,2%), Maranhão* (-61,9%), Amapá* (-60,3%), Roraima* (-53,7%) e Alagoas* (-48,6%), contrapondo-se ao observado em unidades que apresentaram menor redução no valor consumido em restaurantes: Mato Grosso do Sul (-9,4%), Santa Catarina (-20,9%), Goiás (-28,3%), Rio Grande do Sul (-29,9%) e Distrito Federal (-30,6%).

Com relação ao comportamento do consumo nos estados mais populosos e economicamente mais representativos do país, as variações registradas no valor gasto em restaurantes foram de -32,1%, em São Paulo, de -34,5%, em Minas Gerais, e de -38,9%, no Rio de Janeiro.

Metodologia dos índices

Todos os índices foram elaborados e depurados com base em critérios estatísticos para garantir a focalização, a consistência e a interpretação dos resultados ao longo do tempo:
§ Amostra: todos os índices são calculados a partir de dados diários de transações realizadas em estabelecimentos comerciais distribuídos por todo o território nacional, entre 1 de janeiro de 2018 e 30 de junho de 2020.

§ Valores atípicos: para evitar oscilações nos índices decorrentes de eventuais entradas ou saídas de empregadores de grande porte na base de dados, observações associadas a empresas que se enquadram nesses critérios foram desconsideradas nos cálculos.

§ Sazonalidade: foram adotados os seguintes procedimentos para mitigar a influência de fatores sazonais: (i) cálculo de média móvel de 7 dias (dados do dia observado e dos 6 dias anteriores a ele), eliminando assim os efeitos dos dias úteis e finais de semana sobre as séries; (ii) identificação e filtragem de fatores sazonais relacionados ao comportamento das séries em dias específicos dentro de cada mês (1º dia, 5º dia, 10º dia…), por conta do calendário de recarga e distribuição temporal do uso dos benefícios nos estabelecimentos no período.

§ Inflação: os dados relativos ao consumo em valor foram deflacionados com base na variação mensal do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado e divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

§ Influência de outros fatores: os impactos apresentados não excluem a influência de fatores, eventos e políticas coincidentes com a pandemia sobre o comportamento e hábitos de consumo da população ao longo do período de análise. Todavia, levando-se em conta o caráter inesperado das medidas restritivas instituídas a partir de março na maior parte das grandes cidades, bem como o padrão comportamental dos índices nos anos precedentes, é possível relacionar as variações atípicas observadas no comportamento das séries à pandemia da Covid-19.

§ Frequência: todos os índices são apresentados com frequência diária para todo o período disponível da amostra, tendo por referência inicial (base 100) a média diária em janeiro de 2018. Os impactos calculados estão disponíveis para todos os dias, quinzenas e meses de 2020.

§ Recorte geográfico: os impactos – apresentados como percentuais de variação dos índices em relação à média observada em 2019 – consideram os seguintes recortes: (i) média nacional (Brasil); (ii) Médias das 5 regiões (Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Norte e Nordeste); (iii) Média dos 26 estados e Distrito Federal (27 unidades federativas).