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Printi adere ao movimento #NãoDemita e amplia medidas de combate à crise da Covid-19

A Printi, gráfica online e plataforma de produtos personalizados, acaba de anunciar sua adesão ao movimento #NãoDemita. Isso significa que, até o dia 31 de maio, a empresa não desligará nenhum funcionário do seu quadro. O objetivo é se juntar a outras 4 mil companhias na garantia da manutenção de empregos no cenário de instabilidade causado pela Covid-19.

A entrada da Printi no movimento faz parte de todos os esforços que a companhia está fazendo para reduzir o impacto da crise em seus negócios e pessoas. Desde o início do distanciamento social, a empresa tem se reinventado para reduzir custos, negociar com fornecedores, antecipar férias, além de entrar com suspensão remunerada de contrato. Ou seja, está pagando a diferença para que o salário líquido do colaborador não sejaimpactado.

“A flexibilidade é uma das principais vantagens de nosso negócio, e isso permitiu que assumíssemos o compromisso de manter empregos mesmo em um cenário difícil”, conta Hugo Rodrigues, diretor geral da Printi. Segundo ele, “a adesão ao #NãoDemita complementa uma série de ações adotadas pela empresa desde março deste ano”.

Recentemente, a Printi anunciou que destinou um terço de sua operação para a produção de máscaras de proteção. Os modelos são descartáveis e sem personalização, com o objetivo de atender a demandas de clientes que continuam trabalhando e precisam manter seus funcionários protegidos, além dos consumidores finais. As vendas serão feitas por meio de pacotes com 10 unidades cada.

A causa social não ficou de lado. A cada 10 unidades vendidas, a Printi destina R$1 para o combate e prevenção ao coronavírus. Além disso, a empresa se uniu a outras organizações e universidades para produzir máscaras exclusivamente para doações. Diferente do modelo que será comercializado, essas que serão doadas são do tipo “face shield” e abastecerão hospitais públicos de todo o Brasil.

O que fazer com os contratos não cumpridos quando a pandemia acabar?

Por Ronaldo Gallo 

A humanidade vive um momento de muitas incertezas, enfrentando a pior de suas crises e com todas as energias voltadas para a preservação das vidas humanas. Para esse fim, inúmeras estratégias vêm sendo desenvolvidas com certa unidade de atuação mundial, a principal delas, no momento, é o isolamento social, que pode quebrar o ciclo de propagação rápida da Covid-19.

Mas o isolamento social também tem seus efeitos colaterais e o principal deles pode ser sentido na economia. O fluxo de transações, de todas as espécies, vem diminuindo drasticamente, quando não simplesmente deixando de acontecer. Os governos de todo o mundo já anunciam um período de economia recessiva, pós coronavírus, e já se iniciam avaliações que tentam mensurar se o remédio não pode ser mais amargo que a doença.

Independentemente de qual o posicionamento pessoal de cada um com relação à situação posta, e este artigo não se presta a desenvolver análise técnica sobre as medidas que são (ou serão) necessárias para conter a crise global, fato é que em mais dia ou em menos dia iremos superar a pandemia, e é neste momento que vamos encarar a questão que intitula esse artigo: o que fazer com os contratos rompidos e não cumpridos?

Vamos listar algumas opções que poderão auxiliar na estratégia que irá proporcionar a retomada das relações empresariais da forma mais eficiente e saudável possível.

PODER JUDICIÁRIO 

Ponto positivos: Os juízes são profissionais altamente capacitados e qualificados.

Ponto negativos: O processo desenvolvido no âmbito do Poder Judiciário tem forte conteúdo adversarial e é comum as partes partirem para o enfrentamento, posicionadas no que entendem correto e apenas enxergando os lados negativos da outra parte. A resistência dá o tom do processo. A tendência, pós crise é de uma inundação de processos no Judiciário, o que tende a colapsar o sistema, gerando uma demora ainda maior do que a estatisticamente constatada.

O magistrado é um generalista e não necessariamente entende do seu negócio. Isso pode redundar em ainda mais demora ou em decisões que, não obstante tecnicamente adequadas, estão descoladas do cotidiano do mundo empresarial, desagradando todos os envolvidos no conflito.

MEDIAÇÃO 

Pontos positivos. É um ótimo procedimento para enfrentamento dos conflitos após o fim da crise, quando da retomada das relações empresariais, e mesmo durante a crise. Soluções criativas que atendam o interesse das partes também podem emergir deste processo, diminuindo a espiral do conflito e gerando novas oportunidades. As partes não são obrigadas a permanecer no processo de mediação, elas prosseguem enquanto lhes parecer adequado e interessante. O acordo também não é o principal objetivo deste método, mas sim a recomposição da lesão proporcionada pelo conflito no relacionamento empresarial, familiar etc. Retomar o relacionamento sadio é o que importa!

Pontos negativos. A escolha do mediador é essencial para o processo; a aplicação de técnicas não apropriadas pode elevar a espiral do conflito a níveis que podem redundar ainda mais danos.

ARBITRAGEM 

Pontos positivos. Diferentemente da mediação e, neste aspecto, mais assemelhado ao processo judicial, na arbitragem o conflito também será resolvido por um terceiro, o árbitro. A diferença é que o julgador na arbitragem é escolhido pelas próprias partes envolvidas no conflito, que podem escolher um profissional que tenha conhecimento prático e teórico quanto ao tema, o que importará na agilidade em resolver a questão e aumentará a possibilidade de acerto da decisão final.

O processo arbitral pode ser confidencial, caso queiram as partes, e a rapidez é uma qualidade do processo arbitral, e você precisará dessa rapidez para resolver seus problemas pós Covid-19.

Pontos negativos. O custo do processo arbitral normalmente é caro, e isso pode ser um problema em um momento de crise, e algumas Câmaras trabalham com “lista fechada” de árbitros, o que significa dizer que você não poderá escolher um árbitro de fora desta “lista”. Além disso, as Câmaras de Arbitragem em sua esmagadora maioria adotam regulamentos próprios. Esses regulamentos são as regras procedimentais que irão reger o processo arbitral.

NEGOCIAÇÃO 

Pontos positivos. Todos os procedimentos até agora apresentados partem da premissa da imparcialidade, os terceiros que auxiliam na resolução do conflito necessariamente são imparciais. A negociação não parte desta premissa, o negociador é parcial e desenvolve seu trabalho tentando resolver os conflitos com base na estratégia desenvolvida por uma das partes. O negociador também pode detectar eventuais equívocos que estão sendo praticados no processo de resolução dos problemas e sugerir alternativas para que os conflitos não se multipliquem em cadeia.

Pontos negativos. A visão parcial e a comunicação das partes por terceiro (o negociador) podem minimizar as possibilidades de compreensão das dificuldades enfrentadas pelo outro, o que também diminui as alternativas de resolução do conflito. Um negociador desprovido de técnica pode aumentar consideravelmente a espiral do conflito, ou fechar entendimentos que podem não espelhar a melhor opção para as partes, gerando grande insatisfação.

ON LINE DISPUTE RESOLUTION – ODR 

Pontos positivos. Ferramenta voltada para a resolução das chamadas demandas de massa. É uma plataforma virtual que funciona sem intervenção humana, tem como base demandas repetitivas que são solucionadas por meio de caminhos pré-desenhados e que contam com alto grau de resolutividade.

A rapidez na resolução do conflito, o custo baixo e a preservação da imagem da empresa são as melhores qualidades dessas ferramentas.

Pontos negativos. Quando não há informações prévias sobre o conflito a plataforma pode requerer um tempo maior para demonstrar sua efetividade, até que contenha dados suficientes para a geração de caminhos viáveis de resolução de conflitos que atenda às necessidades das partes.

Estas são apenas algumas das possibilidades que se tem atualmente para a resolução de conflitos, sem prejuízo de outras que podem ser criadas (design de sistema de disputas) acoplando peças de um procedimento em outro, gerando a construção de um sistema de resolução eficaz para um problema específico.

Em um momento de crise, e especialmente após a superação desta fase, inúmeros serão os contratos rescindidos e as relações ameaçadas pelo não cumprimento do acordado.

Utilizar o procedimento adequado para a resolução desses conflitos pode ser o diferencial necessário para a sobrevida do negócio, como também um marco gerador de confiança nos parceiros empresariais, o que sem dúvida também pode ser a origem das tão aguardadas novas oportunidades.

Ronaldo Gallo, sócio fundador da CAMES. Mestre em Direito pela PUC-SP e autor do livro “Previdência Privada e Arbitragem”

Covid-19 e os efeitos jurídicos sobre obrigações assumidas em operações de M&A

 

Por Enrique Tello Hadad e Daniel Domenech Varga

Diante do cenário de expansão da Covid-19 pelo Brasil, do prolongamento das medidas restritivas impostas pelo poder público e dos efeitos que estas têm causado sobre a economia e as atividades das empresas -muitas das quais já se encontram em situação de caixa deficitária -, são inúmeras as discussões que têm surgido envolvendo a impossibilidade de cumprimento de obrigações resultantes de contratos já celebrados.

E não poderia ser diferente em obrigações decorrentes de contratos envolvendo operações de fusões e aquisições (“M&A”), sejam elas de compra e venda de participações societárias, de investimento através de aporte de capital, de “joint-ventures” ou qualquer outra, em que são comuns as disposições prevendo a injeção de recursos em data determinada ou, conforme o caso, o pagamento parcelado do preço correspondente ao vendedor, muitas vezes, neste último caso, vinculado ao atingimento de metas de performance financeira da empresa adquirida (com base no “LAJIDA” ou, no jargão em inglês, “EBITDA”, ou outros critérios como faturamento etc.).

Pois bem, e neste momento de pandemia em que há uma abrupta desaceleração da economia com reflexosdiretos na performance financeira de algumas empresas, levando-as, em muitos casos, a um cenário de impossibilidade de cumprimento de obrigações de M&A já contratadas – o que lhes resta fazer?

Cada situação deve ser analisada levando em consideração os termos e condições pactuados pelas partes na operação de M&A – como estas disposições contratuais tratam eventos inesperados como este causado pela pandemia e as possíveis consequências pelo descumprimento de qualquer obrigação assumida – além do momento em que a contratação se deu e se o evento que levou ao inadimplemento do contrato era previsível na ocasião da assunção da obrigação. Contudo, as condições estabelecidas pelas partes em contrato podemmuitas vezes não considerar efeitos financeiros adversos como estes causados pela Covid-19, que podem afetar drasticamente a posição das partes – de um lado o vendedor, por exemplo, que pode ver o seu direito ao pagamento de uma parcela do preço frustrado, seja porque a empresa vendida não pôde performar dentro do curso ordinário dos seus negócios em razão da pandemia e, portanto, não ter atingido as metas financeiras estabelecidas pelas partes para o pagamento; e de outro o comprador, que está enfrentando uma grave crise financeira e de deficit de caixa, sem condições para efetuar o pagamento.

Em situações como esta, as partes prejudicadas ou que se encontrem impossibilitadas de cumprir com as suas obrigações diante de um cenário inesperado, que não poderia ser previsto ou antecipado no momento do fechamento da transação, podem sempre considerar a possibilidade de recorrer – sopesando todos os aspectos casuísticos que levaram ao descumprimento destas obrigações e os termos estabelecidos pelas partes em contrato – aos institutos da teoria da imprevisão e da onerosidade excessiva previstos nos artigos 317 e 478 do Código Civil.

Nesta linha, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP), em recente decisão proferida neste mês de abril concedeu medida liminar autorizando o diferimento do pagamento de valor do preço previsto em contrato de compra e venda de participação societária de empresa. No caso analisado pelo TJSP, autora e ré constituíram sociedade empresária para a comercialização de produto alimentício. Contudo, em razão do desinteresse da ré, bem como da ocorrência de desavenças, as partes celebraram contrato de cessão de quotas, por meio do qual a autora adquiriu a participação societária da ré.

Em razão da pandemia de Covid-19, associada às restrições à circulação de pessoas adotadas pelo poder público, a autora alegou que não teria como continuar o pagamento das parcelas acordadas, sem prejudicar a empresa e seus funcionários, tendo pleiteado em caráter liminar o diferimento das parcelas de abril, maio e junho.

Na primeira instância, o juízo da 3ª Vara Cível de Botucatu/SP indeferiu a liminar, sob o argumento de que asuspensão das atividades da empresa não autoriza o descumprimento contratual, não havendo, portanto,fundamento legal que ampare o não pagamento das parcelas do preço de compra. Contudo, o TJSP reverteu a decisão de primeira instância, autorizando que o valor das parcelas do preço devido de abril, maio e junho de 2020 fosse pago em dez prestações mensais.

Na sua decisão, o TJSP aplicou a teoria da imprevisão, baseando-se nas disposições dos arts. 478, 479 e 480 do Código Civil, que estabelecem a possibilidade de rescisão ou de revisão contratual em hipóteses de ocorrência de situações extraordinárias e imprevisíveis, que não poderiam ser previstas ou reguladas pelas partes. Na visão do Desembargador Cesar Ciampolini, a pandemia do coronavírus, equiparada à uma situação de guerra, pode ser enquadrada como “acontecimento extraordinário e imprevisível”, na dicção do art. 478 do Código Civil. Também segundo a argumentação do Desembargador, parece verossímil que a restrição de funcionamento da empresa, em razão da pandemia, tenha acarretado queda de faturamento e, consequentemente, a impossibilidade momentânea do pagamento das parcelas ajustadas no contrato de cessão de quotas. Assim, tendo em vista que o contrato em questão é de execução continuada, somado ao fato de que as novas circunstâncias ultrapassam em muito o que razoavelmente se podia prever ao tempo de sua celebração, entendeu o Desembargador que o direito deve amparar o pleito da autora no que diz respeito ao diferimento das prestações.

Não obstante, vale ressaltar que no caso analisado pelo TJSP, a compra e venda de participação societária já havia sido consumada. Por outro lado, em operações de maior vulto e sujeitas à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), em que normalmente existem certas condições precedentes que devem ser cumpridas pelas partes antes do fechamento do negócio, há um hiato de tempo entre a assinatura dos contratos definitivos e a conclusão da operação. Nestas situações, também é importante analisar a extensão da aplicação de cláusulas de Efeito Material Adverso (Material Adverse Change, MAC, ou Material Adverse Effect, MAE, no jargão anglo-saxônico), muito comuns neste tipo de transação, que podem propiciar às partes uma “saída” que as desobrigue de concluir a operação, caso (a título ilustrativo) a situação da empresa a ser adquirida no momento do fechamento da transação seja substancialmente diferente daquela em que se encontrava na ocasião da assinatura dos contratos, isto em razão dos efeitos causados pela Covid-19 ou outros eventos externos inesperados naquele momento.

Qualquer que seja a situação, vê-se, com base na decisão proferida pelo TJSP, que se confirma um importante precedente que também pode ser invocado em disputas de M&A diante do inadimplemento de certas obrigações contratadas, a exemplo de outras várias relações contratuais que venham a ser descumpridas, tendo como sustentação a teoria da imprevisão e da onerosidade excessiva.

Enrique Tello Hadad, sócio do escritório Loeser, Blanchet e Hadad Advogados.

Daniel Domenech Varga, gerente no escritório Loeser, Blanchet e Hadad Advogados.

Três tendências de RH para o mundo pós-coronavírus

Por Paulo Oliveira, coordenador de marketing da Apdata

Empresas do mundo todo foram impactadas de maneiras distintas pela pandemia do novo coronavírus. No entanto, embora os desafios variem a depender do segmento de atuação e mesmo do lugar onde se opera, elas precisaram adquirir maturidade em tempo recorde para implementar abordagens assertivas de gerenciamento do trabalho remoto de seus funcionários.

Algumas organizações americanas e asiáticas, que já funcionavam quase totalmente por meio de práticas digitais foram menos afetadas, enquanto muitos RHs de negócios em países como o Brasil estão enfrentando desafios maiores – do monitoramento de atividades ao engajamento dos funcionários.

Um estudo publicado em março pelo instituto americano Gartner mostrou que, ao invés de demitir, a maioria das empresas estão focando em encontrar medidas alternativas de sobreviver à crise. Entre elas, o congelamento de contratações, mas também o uso mais efetivo de tecnologias.

O cenário, porém, também já está repleto de indicações de especialistas de Recursos Humanos sobre o que será das empresas quando a pandemia acabar. E, entre as previsões mais otimistas e outras extremamente negativas, é possível visualizar alguns horizontes.

Home office como prática 

Uma das principais tendências de RH para o futuro pós-pandêmico são arranjos de trabalho mais flexíveis. Em meio à crise, as empresas americanas não tiveram dúvida em colocar seus funcionários em modo remoto, por exemplo: isso aconteceu em 67% das organizações do país, segundo a Society for Human Resource Management.

Ainda há dados disponíveis sobre o Brasil, mas algumas estatísticas (como a do Estado de São Paulo, que aponta uma média de 60% das pessoas em quarentena nas últimas semanas) dão uma dimensão de como as empresas se organizaram.

Quando a crise passar, muitas serão as motivações para que os regimes de trabalho sejam mistos – intercalando dias de trabalho no escritório com outros em casa.

Em primeiro lugar, os funcionários já terão as ferramentas para trabalhar e se manter produtivos nas mãos. São os casos de plataformas como o Zoom ou Teams, além de organizações cujas operações estão na nuvem.

Em segundo lugar, toda uma rotina de interação e de produtividade à distância já foi estabelecida durante a quarentena. Ela pode ser utilizada para preencher o tempo de trabalho depois que tudo voltar ao normal.

Além disso, os RHs que já passaram por alguma transformação digital conseguem controlar a jornada, a produtividade e mesmo aspectos burocráticos do departamento por meio de ferramentas digitais – como gerar relatórios e programar a folha de pagamento.

Comunicação mais próxima com funcionários 

Se trabalhar de casa pode contribuir para o aumento de sentimentos negativos, os funcionários aprenderam em meio à pandemia que podem contar com o apoio de suas empresas para questões emocionais.

Tem sido comum que lideranças, gestores e mesmo empresas inteiras criem planos para atuar com seus times em aspectos além-trabalho. Alguns exemplos que estão sendo compartilhados mostram líderes conversando com seus funcionários em reuniões virtuais também sobre assuntos que não pertencem ao escritório, como as percepções da crise, as relações com a família ou os impactos na vida cotidiana deles.

É importante que as organizações mantenham um discurso firme de que as pessoas devem se cuidar durante a pandemia: tentarem manter-se mentalmente saudáveis, fazerem exercícios físicos quando puderem, trocarem de roupa, assistirem algum filme ou mesmo usarem o tempo livre do deslocamento para estudar algo. Quando todo mundo voltar ao escritório, essa interação estará diferente – e para melhor.

Novas métricas de produtividade 

Operando remotamente, muitas empresas precisaram criar formas de comunicar suas metas e expectativas de maneira mais clara. Isso significou delegar tarefas coletivas ao invés de projetos individuais. Essa pode ser uma tendência de futuro – em que as organizações consigam mesclar a produtividade mensurada por atividades particulares, mas também por mensurações de todo o time.

Ainda como uma tendência nas empresas, métricas como as OKRs, em que os próprios funcionários estipulam suas metas e interagem sobre elas com suas lideranças, também podem funcionar neste mundo pós-coronavírus em que as pessoas não estarão todos os dias no escritório. Departamentos de Recursos Humanos que tiverem gestões em plataformas digitais terão muito mais facilidade em fazer essa ideia se tornar realidade – e colocarão suas organizações na dianteira do mercado.

Uma terceira mudança vai ser a possibilidade de ter dashboards em tempo real mensurando os avanços das tarefas. Essa já é uma prática comum em alguns serviços, mas que apenas engatinhava nas empresas brasileiras até o início da quarentena.

Estruturando delegação de responsabilidades, comunicando objetivos de forma clara e ajudando os diferentes times a se complementarem, o RH estará ajudando suas empresas a se colocarem na frente deste horizonte pós-pandêmico.

Revelo identifica crescimento de 25% na área de tecnologia e 35% em vagas PJ

 

Diante da Covid-19, a Revelo , a maior empresa de tecnologia do setor de Recursos Humanos da América Latina, viu os efeitos da pandemia no mercado de trabalho e notou crescimento de 25% das contratações para vagas na áreas de tecnologia e em posições nas quais as atividades podem ser desenvolvidas de forma remota. Além deste levantamento, a plataforma também identificou aumento de 30% da demanda o regime de contratação PJ, tanto do lado da empresa, quanto do candidato, o que antes representava 7% das ofertas.

“O aumento da demanda por profissionais de tecnologia é algo que já prevíamos, em especial em um momento de necessidade de adequação na forma de trabalhar e da necessidade de digitalização das empresas”, pontuaLachlan de Crespigny, cofundador da Revelo.

Apenas nas duas últimas semanas, o setor de tecnologia em Business Intelligence, Desing, TI e vagas para Desenvolvedor dispararam com relação às semanas anteriores. Com isso, também houve crescimento notório no panorama de salários, que foi de 20 a 30% de aumento, devido ao níveis de senioridade dos cargos da área.

Esse cenário mostra uma mudança na busca por carreiras ‘do futuro’ e a necessidade das empresas em sedigitalizarem. A Revelo tem como objetivo levar o processo de recrutamento e seleção do universo off-line para o on-line. O diferencial da empresa, principalmente em continuar atendendo às demandas atuais do mercado de trabalho, é o fato de ter sido criada no universo online, em 2014, e já estar adaptada às mudanças que a pandemia trouxeram para o setor.

As entrevistas realizadas de forma online também cresceram 40% durante a crise: sua fatia foi de 70% versus os 30% de entrevistas presenciais antes da pandemia, para uma média de praticamente 100% nas últimas semanas. A demanda gerada pelo mercado, fez com a plataforma lançasse o Revelo Remoto, ferramenta que possibilita contratações de forma totalmente remota.

Nele, as companhias passaram a realizar entrevistas e processos seletivos completos, dentro da ferramenta, sem precisar de outras programas extras. O modelo prevê uma economia de cerca de 9 mil reais ao ano para empresa cliente e a previsão é que 95% do mercado de trabalho de forma geral passe a contratar de remotamente, mesmo após a retomada da vida social, sem os efeitos do coronavírus no setor.

“A Revelo é a parceira que impulsiona carreiras, times e negócios; e já contava com a importante missão de reduzir ao máximo o tempo de processo seletivo nas empresas, tanto que sempre atingimos o prazo máximo de admissão de um profissional de 14 dias, antes da pandemia. Todavia, após a quarentena e da necessidade urgente de acesso 100% remoto, lançamos esta ferramenta, que garantiu que as empresas continuassem contratando e os profissionais se recolocando no mercado, sem precisar, nem mesmo de entrevista final presencial, o que era comum antes da Covid-19”, afirma Lachlan.

Além disso, esse mês, foi lançado também um novo app Revelo que aumenta em até 6x a velocidade de resposta entre recrutadores e candidatos uma vez que toda a comunicação fica ao toque de um botão. “O aplicativo é exclusivo para candidatos cadastrados na plataforma e está disponível apenas para sistema operacional Android no momento, mas é uma inovação que priorizamos também por causa da pandemia uma vez que os celulares garantem mais agilidade na busca por emprego”, finaliza o executivo.

A Revelo cobre serviços voltados para empresas de outros setores mais tradicionais, que buscam aumentar a velocidade na contratação, e startups em fase de lançamento e expansão, o que é uma tendência digital para o setor de RH nos tempos atuais.

Danone Nutricia Transforming Lab busca startups que queiram contribuir para transformar o mundo por meio da nutrição

Já estão abertas as inscrições para o Danone Nutricia Transforming Lab, programa de aceleração que busca startups dispostas a contribuir na transformação do mundo por meio da nutrição. A iniciativa é fruto da parceria inédita entre a Danone Nutricia, divisão de nutrição especializada da Danone Brasil, e a Liga Ventures, primeira aceleradora focada em conectar startups e grandes empresas no país.

As startups interessadas em participar do programa podem se inscrever até 14 de junho pelo site http://transforminglab.liga.ventures/. Entre junho e julho serão realizadas as fases de seleção, avaliação e entrevista das candidatas e a aceleração tem início previsto para o mês de agosto.

Serão selecionadas 4 startups em fase de tração, ou seja, que já tenham sua solução testada e aprovada no mercado. As escolhidas contarão com acompanhamento do time da Liga Ventures e mentorias exclusivas de executivos da Danone Nutricia, além de terem a possibilidade de ampliar seus negócios e mercado.

Podem participar startups de quaisquer áreas, desde que suas soluções estejam ligadas à nutrição e aos temas definidos pela Danone Nutricia e contribuam com o propósito de criar soluções a partir de serviços, tecnologias, produtos e insumos que transformem a vida dos consumidores finais, clientes varejistas, parceiros, médicos, representantes e funcionários.

Os temas definidos para a entrega de soluções pelas startups são:

• Inteligência em supply: incluindo aumento da visibilidade do processo de entrega dos produtos, inovação emsupply para hospitais e inteligência no processo de logística reversa;

• Novos produtos: inovação em formatos, texturas e sabores, identificação de novos territórios para DanoneNutricia e processos de personalização de produtos;

• Relacionamento com médicos: novos canais e ferramentas de comunicação;

• Novos serviços: criação de serviços complementares e aprimorando a experiência do consumidor por meio do uso de inteligência artificial, telemedicina, wearables e outros;

• Indústria 4.0: garantindo mais inteligência nos processos de armazenamento, produção e descarte e otimizando a eficiência operacional;

• Mercado público: maior eficiência nas análises de licitações públicas.

“Na Danone Nutricia acreditamos que a nutrição tem o poder de transformar vidas. Por isso, estamos sempre em busca de soluções inovadoras que possam contribuir na entrega do nosso propósito. Esse programa é uma oportunidade de unir o nosso conhecimento de mais de 100 anos de pesquisa e desenvolvimento em nutrição com a capacidade de empreender e agilidade das startups, além de poder contar com uma empresa referência como é a Liga Ventures. Temos certeza de que essa união vai beneficiar a todos, mas principalmente atingir o grande objetivo que é impactar de forma positiva a vida das pessoas”, afirma Fernando Lopes, diretor de Marketing e Inovação da Danone Nutricia.

“Está sendo uma oportunidade incrível desenvolver essa iniciativa com a Danone Nutricia, que é uma grande referência em inovação e tecnologia para nutrição. Na Liga, trabalhamos incansavelmente para permitir que grandes empresas e startups possam, em conjunto, gerar projetos inovadores e de alto impacto no mercado. OTransforming Lab está totalmente alinhado com essa missão”, comenta Daniel Grossi, sócio-fundador da Liga Ventures.

A Danone Nutricia possui um portfólio com mais de 220 produtos de nutrição especializada e com soluções cientificamente comprovadas. São produtos inovadores voltados para nutrição infantil, alergia, soluções nutricionais para adultos e para o envelhecimento saudável, resultado de anos em pesquisa e desenvolvimento. Entre suas principais marcas estão Milnutri, Sustain, Fortini, FortiFit, Nutridrink e Nutrison, entre outras.

Já a Liga Ventures é responsável por programas de aceleração de sucesso, com mais de 30 corporações parceiras. A Liga já acelerou mais de 240 startups, em mais de 35 ciclos de aceleração.

Danone Nutricia Transforming Lab 

Inscrições: até 14/junho

Confira o regulamento em http://transforminglab.liga.ventures/

Banco Carrefour cria página para que pequenos e microempreendedores divulguem seus negócios gratuitamente

Para ajudar comerciantes nesse momento de incertezas e de enfrentamento da crise, o Banco Carrefour, por meio do Cartão Atacadão, lançou o #JuntosPeloSeuNegócio. A partir de agora,pequenos e microempreendedores podem divulgar gratuitamente seus serviços e contatos através docartaoatacadao.com.br/juntos-pelo-seu-negocioPara ter o próprio negócio dentro do site, o responsável precisa contar um pouco sobre o serviço que oferece preenchendo o formulário oficial da campanha e, após isso,aguardar a análise. 

Recém-criadaa página já possui mais de 140 empreendimentos cadastrados, predominantemente da área alimentar, como restaurantes, bares, lanchonetes e pequenos mercados

Para Carlos Mauad, CEO do Banco Carrefourfoco é ajudar um dos segmentos da sociedade que mais tem sofrido com a pandemia do novo Coronavírus. “Por meio do Cartão Atacadão, estamos em contato diário com pequenos e médios comerciantes e, sem sombra de dúvida, notamos a dificuldade que este grande grupo está tendo para seguir trabalhando. Com essa iniciativa queremos dar luz a esses serviços e colaborar de algumaforma com eles”, explica. 

Para o público que acessar a página, os cadastros estarão divididos por região e tipo de serviço já com os telefones ou outras formas de contato destacadosNeste primeiro momento, os estabelecimentos são predominantemente de São Paulo, Bahia e Pernambuco, mas, nos próximos dias, os demais estados também já passam a fazer parte da lista. 

Em paralelo ao #JuntosPeloSeuNegócioe também para ajudar seus clientes, o Cartão Atacadão mantém, desde o início da pandemia no Brasil, um blog informativo com conteúdos periódicos sobre temas como organização financeira em período de crise, ideias para adaptação ao cenário atual e até dicas higienização de produtos, entre outros. Saiba mais em: http://www.cartaoatacadao.com.br/informativo-coronavirus. 

SERVIÇO 

#JuntosPeloSeuNegócio 

Quer inscrever o seu negócio? Basta preencher o formulário no link: Aqui 

Quer acessar e pesquisar os estabelecimentos mais próximos de você? Acesse:cartaoatacadao.com.br/juntos-pelo-seu-negocio 

Adiar a LGPD é o melhor caminho para o Brasil?

Por André Fernandes, diretor de Engenharia de Soluções da NICE

No final de abril, a Medida Provisória 959, publicada em edição extra do Diário Oficial da União, adiou oficialmente o início da vigência da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) para maio de 2021. Esta é a segunda prorrogação da vigência da legislação, que entraria em vigor em janeiro de 2020 e, posteriormente, em agosto. No início de abril, o Senado já havia aprovado um projeto que adiava a LGPD para 2021 e que estava em discussão na Câmara.

Embora os trâmites para prorrogar a LGPD não sejam novos, o motivo alegado no momento é a pandemia do coronavírus, que teria alterado a prioridade das empresas. Várias delas ainda não estariam preparadas para se adaptarem às novas regras de privacidade impostas pela nova lei. É justamente nesse ponto que faço um questionamento: Se a lei 13.709, conhecida como LGPD, foi sancionada em agosto de 2018 e estava prevista para ser colocada em prática este ano, por que muitas instituições deixaram as alterações para a última hora? Neste momento em que as atividades on-line cresceram de maneira significativa e, consequentemente o volume de fraudes, não seria um grande risco adiar a implementação da nova lei?

Apenas para lembrarmos, a LGPD trata da proteção de dados dos usuários e que, no atual momento, é ainda mais relevante. Dadas as exigências de isolamento, muitos de nossos clientes estão migrando seus colaboradores para o home office, o que aumenta o risco de vazamento de dados de usuários – situação que precisa ser tratada com a criticidade que ela representa.

Antes mesmo do coronavírus, havia um movimento no sentido de se prorrogar a entrada em vigor da LGPD ou adiar a aplicação de penalidades. Agora, dado o cenário da pandemia e de todas as incertezas para os próximos meses, o adiamento tornou-se inevitável. Além da crise na saúde em função do aumento do número de casos de COVID-19, há uma insegurança muito grande em relação ao efeito colateral da crise econômica desta pandemia. Neste momento, muitas companhias estão ajustando prioridades e direcionando seus investimentos para o absolutamente necessário, pelo menos até que tenham uma visão mais clara da profundidade da crise.

Entretanto, vale lembrar que as empresas já deveriam estar em fase final de implementação de soluções que fossem aderentes à LGPD, aprovada em 2018 e com prazo de 24 meses para o início de sua vigência. O fato de muitas companhias utilizarem a pandemia como justificativa demonstra que poucas estariam de fato prontas para a entrada em vigor da lei.

Vale ressaltar ainda que Autoridade Nacional de Proteção de Dados, responsável por reger a nova lei, ainda não foi constituida pelo Governo Federal, mesmo faltando apenas seis meses para a vigência. E mesmo se fosse definida agora, pouco poderia fazer com o adiamento do início da legislação.

Tratar dados de usuários com o devido cuidado e respeito é um fator que deve ser observado independente da entrada em vigor da LGPD. Leis neste sentido já existem e estão em vigência em outros países, a exemplo da General Protection Regulation (GDPR), da União Europeia, que impõe medidas para garantir maior segurança sobre informações sensíveis.

. Adiamentos por prazos muito longos apenas deixam o Brasil mais atrasado em relação ao resto do mundo. Além de colocar País em descrédito internacional, diminui sua competitividade. Neste momento em que medidas de monitoramento ostensivo estão sendo adotadas em todo o mundo para acompanhar o desenvolvimento do vírus, ter uma legislação de proteção de dados em vigor seria fundamental para garantir o equilíbrio entre o interesse público e a privacidade dos cidadãos.

Experiência digital no isolamento deverá manter e-commerce aquecido nos próximos seis meses

A experiência digital vivenciada pelos consumidores durante o isolamentosocial deverá manter elevada a intenção de compra on-line nos próximos seis meses, conforme nova edição da pesquisa Consumer Sentiment Brasil, realizada pelo Boston Consulting Group (BCG). O estudo tambémidentifica tendências nos canais físicos, entre elas a resiliência do comércio de vizinhança, que se destaca entre seus concorrentes na pandemia por ser o único a não registrar retração de hábitos.

“As compras on-line vieram para ficar”, prevê Flávia Takey, sócia e líder da prática de Varejo do BCG no Brasil. Essa tendência se confirma em especial entre as famílias com médio e alto nível de renda, uma vez que parcelas da população da baixa renda devem apresentar maior dificuldade de acesso aos canais digitais. O desafio para esses canais, observa, é oferecer uma boa experiência de compras para fidelizar o cliente.

O estudo mostra também variação entre as diferentes classes sociais nos fatores de motivação para a escolha de canal. Segundo Flávia, os consumidores de todas as classes sociais estão muito preocupados em cortar gastos e, para evitar grandes deslocamentos, preferem canais próximos de casa. No entanto, as classes A, B e C estão também muito preocupadas com saúde, ao passo que as classes D e E estão priorizando muito menos este fator em razão da maior restrição de caixa. “É importante entender as motivações por trás das mudanças de comportamento para adequar a estratégia de cada canal”, orienta.

O otimismo do e-commerce, porém, não é percebido em alguns outros segmentos de varejo, que registram forte queda no consumo em meios físicos. Entre os setores mais afetados, está o de vestuário, que registrou queda de 82% nas vendas nos meses de março e abril. “Nesse segmento não vemos crescimento na intenção de compras nos próximos meses”, afirma. Farmácias, lojas de departamentos e de artigos eletrônicos, porém, podem se beneficiar no comércio on-line no médio prazo.

Categorias

A Consumer Sentiment Brasil revela também a intenção do brasileiro de aumentar seus gastos com alimentos frescos. Ao lado de produtos de limpeza e desinfetantes, essa categoria é a mais beneficiada no cenário de coronavírus, com crescimento de 38% na intenção de compra.

Por subcategoria, o maior crescimento é o de frutas, com expansão de 17 pontos percentuais em relação a dezembro de 2019, cenário pré-crise. A intenção, porém, não é consistente em todas as subcategorias; algumas verificam retração, como são os casos de carne bovina e alimentos orgânicos, com redução, respectivamente, de 8 e 21 pontos percentuais muito em função de itens de preço mais elevado.

De acordo com o sócio Daniel Azevedo, o estudo revela ainda uma maior preocupação do brasileiro em poupar e reduzir o comprometimento da renda com dívidas. Nesta rodada, 65,5% afirmaram estar inseguros com sua situação financeira. Além disso, o avanço da pandemia associado ao isolamento social sustentado e perspectiva de cenário recessivo afetou o sentimento das pessoas. Nas últimas semanas, os brasileiros demonstram maior tristeza e preocupação com a saúde e o emprego, embora mantenham a esperança em uma vacina. O sentimento de tristeza subiu 15 posições no ranking de palavras relacionadas ao coronavírus em comparação à primeira sondagem, informa Flávia Gemignani, líder do Centro de Insights para o Consumidor do BCG.

A Consumer Sentiment, que ouviu 1,3 mil consumidores entre 17 e 19 de abril, indica ainda um maior ceticismo do brasileiro em relação à crise, o que se reflete na intenção do consumidor de normalizar gastos dentro de três a quatro meses, embora a percepção seja de que a economia pode demorar um pouco mais para se recuperar. Para apenas 7% dos entrevistados a situação estará melhor nos próximos seis meses, índice que sobe para 11% no cenário de um ano e para 23% nos próximos dois anos.

Home office deve gerar mudanças em projetos de casas e escritórios

O home office era uma prática adotada por algumas empresas, às vezes de forma apenas experimental, e vista com cautela por outras. Porém, com a epidemia de coronavírus e a necessidade de quarentena, o trabalho remoto se transformou na única solução para a sobrevivência de muitos negócios, forçando quem não estava preparado a se adaptar.

Levantamento realizado pelo IBGE aponta que em 2018, 3,8 milhões de brasileiros trabalhavam dentro de casa, número que já era 21% maior que o registrado em 2017. Agora, de acordo com pesquisa da empresa de monitoramento de mercado Hibou, 6 em cada 10 brasileiros estão trabalhando em home office. E este número deve aumentar. A Fundação Getúlio Vargas projeta que o número de empresas que irá adotar o trabalho remoto após a pandemia deverá crescer 30%.

Para Douglas Enoki, gerente de arquitetura da IT’S Informov, esta é a hora de repensar o trabalho nas empresas. “Temos uma grande oportunidade em repensarmos nossos hábitos cotidianos. A situação atual colocou a todos nós uma imposição de trabalho que antes era flexibilizado por determinação de cada empresa. Havia muita discussão sobre como o home office afetaria a produtividade das pessoas. De certa forma, o que temos observado é que a produtividade aumentou”.

Diante do crescimento do trabalho remoto, os projetos de escritórios e espaços corporativos deve mudar. “Áreas colaborativas podem ganhar mais espaço, possibilitando que as pessoas se reúnam no escritório esporadicamente. Como consequência, as áreas de staff, as mesas fixas, podem sofrer uma redução”, acredita Douglas.

Neste cenário, apenas as pessoas cujo trabalho presencial seja imprescindível teriam mesas fixas no escritório. A maior parte do espaço seria ocupado por salas de reunião, áreas de descontração e descompressão, salas de leitura e descanso. Este formato se assemelha ao que já vem sendo feito há algum tempo por gigantes da tecnologia, como Google e Facebook.

Douglas alerta, porém, que estas mudanças dependem de cada empresa, do tipo de negócio e de sua política de trabalho. “Vale ressaltar que as empresas que investem em tecnologia focada neste tipo de colaboração remota são as que mais deverão alterar a forma de trabalho. Sem a tecnologia, a eficiência produtiva do colaborador em home office é muito baixa”, explica o arquiteto.

Nas casas, o impacto do home office também acontece. A tendência é que as pessoas passem a se preocupar cada vez mais com a criação de espaços adequados para o trabalho em suas residências. Isso inclui o estabelecimento de áreas dedicadas, com escrivaninhas, cadeiras e iluminação próprias, além de objetos decorativos e artigos que atendam os gostos de cada um.

“Trabalhar em condições precárias em casa pode resultar em perdas de atenção e foco na produtividade. Entendo que devemos investir cada vez mais nas casas no conforto do colaborador, com iluminação, acústica e isolamento bem pensados. Isso seassemelha ao que já está sendo aplicado nos escritórios, com conceitos como biofilia e neuroarquitetura, sempre pensando no bem-estar e na produtividade das pessoas”, resume o gerente de arquitetura da IT’S Informov.

Quando o assunto é agronegócio e TI, os investimentos continuam porque o setor não para de crescer

Por Luciano Steinbruch

Não há pandemia ou crise que abale o agronegócio no Brasil. Segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), fundação pública federal vinculada ao Ministério da Economia, as principais commodities brasileiras deverão sofrer pouco impacto com a crise instaurada pelo Coronavírus. O PIB de 2020 deve fechar com alta de 3,8%. Em outros momentos de retração, nos quais vários setores econômicos seguiam instáveis, vimos este mesmo cenário. O que isso significa? O setor agro não para de crescer. 

E quando falamos em investimentos, a área de tecnologia é a que mais desponta neste mercado. Não é de hoje que a automação entrou no campo por meio de suas máquinas e equipamentos. Internet das Coisas, tratores autônomos, robótica, drones e dados para uma melhor tomada de decisão. Mas inovar apenas o campo não é o suficiente. O ecossistema agrícola precisa acompanhar essa inovação para que faça sentido esse salto tecnológico. Ora, se o setor investe em equipamentos de alto valor agregado, a rede de serviços e suprimentos precisam andar no mesmo passo.

A indústria que supre as necessidades do setor agro com serviços, por exemplo, tem que estar no mesmo passo de inovação. Veja, por exemplo, como se comporta o campo durante a safra. Os equipamentos agrícolas não podem ter paradas. Isso significa que tratores cada vez mais autônomos e digitais não podem contar com uma assistência analógica. Manutenção preventiva, parada programada, peças disponíveis just in time… tudo precisa operar como uma orquestra regida pela tecnologia. Isso significa oferecer o mínimo de intervenção possível. E como se atinge esse patamar? Com todo o ecossistema operando de forma digital.

Então, de fato, transformar os negócios digitalmente é o caminho da inovação? Para uma parcela significativa do alto escalão executivo, ela é um impulsionador. Numa pesquisa realizada neste último ano pela E-Consulting para saber como a Transformação Digital é aplicada nos negócios, 52% dos 203 CEOs ouvidos consideram que a inovação não depende da Transformação Digital, mas esta é um grande facilitador. Então, olhando para o cenário do agronegócio, o caminho é cada agente desse ecossistema buscar soluções para, cada vez mais, atender à demanda desta economia digital. O resultado são ganhos cada vez mais elevados e uma melhor sustentação econômica num setor que praticamente irá sustentar o PIB Nacional este ano.

Luciano Steinbruch, CEO da Focus IT, consultoria especializada em serviços SAP, suporte, sustentação e fornecimento de soluções complementares.

ACE promove webinars gratuitos para preparar empreendedores para o futuro pós-pandemia

Durante o mês de maio, a ACE, empresa de inovação, conhecida por ajudar empreendedores a transformarem suas startups em negócios de classe mundial, vai realizar gratuitamente uma série especial de webinars para auxiliar executivos e empresários a se organizarem e prepararem os seus negócios para o novo cenário econômico e social que irão enfrentar pós-pandemia.

Com transmissões ao vivo, a série ‘Novo Normal’ será composta por quatro episódios e irá receber para conversar com Pedro Waengertner, CEO e Co-fundador da ACE, convidados como: Alexandre Ostrowiecki, CEO da Multilaser; Pedro Englert, CEO da Startse; Lídia Abdalla, Presidente Executiva do Grupo Sabin; Claudia Elisa, Board Member da TOTVS e IBGC; Iuri Miranda, CEO do Burger King Brasil; e Richard Stad, CEO da Aramis.

O modelo de webinar pretende possibilitar conversas sobre como serão os novos modelos de trabalho, de atendimento aos clientes e modos de fazer negócios. Além de contar com espaço para interação do público com perguntas e comentários, via chat. As inscrições para participar do evento, podem ser realizadas no siteacestartups.com.br/eventos.

Webinar ACE | Série Novo Normal 

Programação completa:

07/05 às 17H

Convidados: Alexandre Ostrowiecki, CEO da Multilaser e Pedro Englert, CEO da Startse.

12/05 às 17H

Convidada: Lídia Abdalla, Presidente Executiva do Grupo Sabin.

14/05 às 17H

Convidada: Claudia Elisa, Board Member da TOTVS e IBGC, ex-CEO da FNAC.

19/05 às 17H
Convidados: Iuri Miranda, CEO do Burger King Brasil e Richard Stad, CEO da Aramis.